Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 31 de julho de 2011

Especial de Domingo

Caros integrantes do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA, prezados colaboradores, leitores deste blog:


Neste julho de 2011 fizemos diversas postagens em homenagem ao gênio Alberto Santos Dumont, nascido e falecido neste mês (20/7/1873 - 23/7/1932). 
Este querido brasileiro deu diversos exemplos de inteligência, coragem, generosidade, determinação, persistência, criatividade...
Teve, porém, como todos nós, as suas fraquezas. 
Infelizmente, em sua época, não pode contar com as conquistas da medicina, que outros gênios da humanidade lutaram para tornar real.
Assim, tirou a própria vida em decorrência destes males, um gesto trágico que não combina com o Santos Dumont herói.
Devemos lembrar, entretanto, que o Pai da Aviação, como todo ser humano, é uma extraordinária criação que vive acertos e falhas, alegrias e tristezas.
A última etapa de sua vida, registrada no Especial de Domingo de hoje, texto selecionado do excelente site Cabangu, revela, além dos sofrimentos intensos, a sua extraordinária sensibilidade. 
Boa leitura, bom domingo!



Entre o Brasil e a Europa
A despedida dos voos e a retirada de cena dos grandes acontecimentos deixaram o inventor brasileiro triste, sentindo-se esquecido e - com o tempo - em depressão. Esta enfermidade está relacionada, também, com a doença que desenvolveu após os 40 anos de idade: possivelmente esclerose múltipla.
Dumont veio algumas vezes ao Brasil, depois que se tornou uma celebridade. Na primeira delas, em 1914, ficou por pouco tempo.
Volta à França, porém, é tempo de guerra.
Ele havia construído uma casa de estruturas modestas em Benérville, apelidada de La Boîte por sua forma quadrada para se refugiar. Dada a saúde comprometida, Santos Dumont procurava fazer esportes e ocupar sua mente com prazeres científicos, construindo um observatório no teto desta casa com um potente telescópio Zeiss.
Passando a observar os astros, é confundido pela polícia francesa, que o considera espião dos alemães. A confusão deixou o aeronauta apavorado e ele, então, queima diversos papéis e anotações pessoais, que hoje poderiam ser excelentes fontes de pesquisa.

Santos Dumont retornou ao Brasil, após passagens pelos EUA, Chile e Argentina. Em 1917, começa a construir a casa de Petrópolis: "A Encantada".
Entre idas a Paris e retorno ao Brasil, vai percebendo o agravamento de sua doença. Em 1926, interna-se em um sanatório na Suíça. Em 3 de dezembro de 1928, Santos Dumont retornava ao Brasil à bordo do navio Cap Arcona, e vários intelectuais e amigos do inventor planejaram prestar-lhe uma homenagem.
Os amigos, alunos e professores da Escola Politécnica, prepararam ao herói nacional uma recepção com um hidroavião batizado com o nome do Pai da Aviação, que jogaria flores sobre o navio e uma mensagem de boas vindas em um paraquedas, assim que a embarcação com Dumont a bordo entrasse na Baía de Guanabara.

Mas, um imprevisto: na manobra de contorno, uma das asas do avião toca nas águas e o aparelho some no fundo da baía, matando todos os seus tripulantes, entre eles vários amigos de Santos Dumont, tais como Tobias Moscoso, Amauri de Medeiros, Ferdinando Laboriau, Frederico de Oliveira Coutinho, Amoroso Costa e Paulo de Castro Maia.
A depressão do inventor só faz aumentar.
Santos Dumont fez questão de acompanhar por vários dias as buscas pelos corpos, após o que recolheu-se, primeiro a seu quarto no Hotel Copacabana Palace, depois a sua casa em Petrópolis, onde entrou em profunda depressão.
Após algum tempo, voltou a Paris, internando-se em um sanatório nos Pirineus, indo a seguir para Biarritz.
Santos Dumont continuou na Europa as suas pesquisas e invenções, únicas distrações que ainda conseguiam desviar-lhe a atenção dos desastres aéreos.
Em 1931, Antonio Prado Júnior, exilado em Paris, foi visitar o amigo Santos Dumont em Biarritz e constatou seu total abatimento, imediatamente telegrafando à família do inventor para que esta tomasse alguma providência.
Jorge Henrique Dumont Villares foi buscar o tio na Europa, trazendo-o definitivamente para o Brasil e passou a ser seu inseparável companheiro nos últimos momentos.

Em São Paulo
Em São Paulo, Alberto ia à Sociedade Hípica Paulista e ao Clube Atlético Paulistano. Passava muitas tardes também na redação do jornal "O Estado de São Paulo". Recebia a visita quase diária do médico Sinésio Rangel Pestana, que recomendou ao inventor uma temporada no Guarujá, litoral paulista, para tratar de sua delicada saúde.
No Guarujá descansa, olhando o mar daquela praia tão formosa e o infinito do céu, enquanto as crianças brincam na areia. Não é mais aquele rapaz esperto que conquistara Paris aos 28 anos. Agora rareiam-lhe os cabelos, e faltam-lhe as forças. Seu sobrinho, receoso, está sempre em sua companhia, vigiando-o, temendo que algo possa acontecer.

Santos Dumont nunca aceitou o fato de que sua invenção fosse utilizada para fins bélicos, tão bem demonstrado durante a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918.
Ele acreditava que o avião deveria servir para unir as pessoas, como meio de transporte e, por que não, de lazer, como ele mesmo havia demonstrado, ao deslocar-se em suas aeronaves em Paris para assistir à ópera ou visitar amigos.

Em 1932 irrompe o Movimento Constitucionalista de São Paulo, e a luta entre os rebeldes e o governo desencadeia-se, provocando rivalidades e conflitos entre irmãos brasileiros. Nesta altura manda uma mensagem aos brasileiros, posicionando-se contra a luta fratricida.
Santos Dumont era uma pessoa sentimental e sensível aos acontecimentos, e não lhe passava despercebido o uso de aviões na revolução constitucionalista de 1932.
O acidente com o avião no Rio de Janeiro também o magoou muito.

Alberto Santos Dumont, em seus últimos dias, passeava pela praia, conversando com crianças, entre elas Marina Villares da Silva e Christian Von Bulow, que moravam no balneário. Christian conta ter presenciado Santos Dumont chorando na praia em frente ao Grand Hotel, após ver o bombardeio do cruzador Bahia, por três aviões “vermelhinhos”, leais ao Governo Federal, na ilha da Moela.
Ele podia ouvir o ronco dos aviões do governo, indo em direção a capital paulista para missões de bombardeio, minando-lhe os nervos, obrigando-o a tapar os ouvidos.

O ruído, aquele ruído, aquela perseguição...
E agora o aeroplano, seu invento, fruto de pesquisas e trabalho árduo de toda sua vida, empregado para a destruição e luta entre irmãos.
Aquele som o enlouquecia, e muito agravou seu estado de saúde. É este ambiente que leva-o à cometer suicídio em 23 de Julho de 1932, aos 59 anos, envolto na sua tragédia e na sua tortura.

Fonte: Cabangu

Pesquise: Blog do Ninja em 03/7/11, 10/7/11, 17/7/11 e 24/7/11

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

sábado, 30 de julho de 2011

Aeroclube de Santa Catarina

Fundado em 20 setembro de 1937, no bairro Kobrasol, situado no município de São José-SC, teve como primeiro presidente o sr. Franklin Ganzo. Hoje, no local do campo de pouso original, está a avenida Central do município. Devido ao crescimento urbano, portanto, foi necessário transferir o Aeroclube de Santa Catarina para o bairro Colônia Santana. Assim, reiniciou suas atividades em 30 de junho de 1977 nesta nova localização, com diversas qualidades, como posição geográfica, acesso rápido, região pouco habitada, entre outras.
Desde a fundação, o aeroclube destaca-se por suas responsabilidades aeronáuticas e credibilidade como Escola de Aviação Civil.Nestes muitos anos de existência, os diversos colaboradores proporcionaram histórias marcantes, fortalecendo as raízes do Aeroclube de Santa Catarina.
Atualmente, tem em sua estrutura: secretaria, restaurante, churrasqueira, alojamentos, cinco hangares e sede social.

Estrada Geral da Colônia Santana s/n
Sertão do Imaruim
São José - SC
Fone:(48)3257-0400

Cursos:

Piloto Privado de Avião

Piloto Comercial de Avião

Instrutor de Voo de Avião

IFR

Piloto de Planador

Paraquedismo

Curso de Iniciação Aeronáutica


Dados de operação:
Registrado e aberto ao tráfego aéreo o aeródromo privado abaixo, com as seguintes características:

Denominação: Aeroclube de Santa Catarina (SSKT)

Município: São José (SC)

Proprietário: Aeroclube de Santa Catarina

Coordenadas Geográficas: 27° 36' 42" S ; 048° 40' 22" W

Classe: 2-A

Dimensões da pista: 900 x 18 metros

Elevação: 6,00 metros

Natureza do piso: Asfalto

Designação do pavimento: 7/F/C/Y/U

Condições operacionais: VFR DIURNO

As ACFT partindo do SSKT com destino a qualquer outro AD, diferente do

AD de partida, devem apresentar NTV ou FPL VFR ou ainda FPL VFR/IFR,

antes da decolagem, via TEL ou FAX a sala AIS de SBFL.

Frequência de coordenação: 123.450

Visite: www.aeroclubesc.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Associações

Simpósio Nacional de Aviação Leve Esportiva e Experimental em São Carlos-SP
O Simpósito Nacional de Aviação Leve Esportiva e Experimental será realizado em São Carlos, SP, de 12 a 14 de agosto de 2011. O local é o aeroporto de São Carlos, Museu Asas de um Sonho.
O evento tem por objetivo discutir e criar estratégias para a união de esforços na defesa da aviação experimental junto às autoridades aeronáuticas.

Programa:
12 de agosto 2011, sexta – Chegada, com recepção dos participantes em aeronaves ou automóveis e visita ao Museu Asas de um Sonho.

13 de agosto, sábado, das 10h15 às 13h, Assembleia; 13h – Almoço; 14h30 – Discussão e aprovação do documento com as reivindicações .

14 de agosto, domingo, Atividades no Museu; 15h – Apresentação da Esquadrilha da Fumaça.

O evento é uma realização das entidades Associação Brasileira de Aviação Experimental – ABRAEX e Associação Brasileira de Aviação Leve – ABUL.
Tem o apoio do Museu Asas de um Sonho.

Inscrições: www.abraex.com.br ou www.abul.com.br

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Videoteca Ninja

14 BIS
O primeiro voo da história mundial, realizado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, foi homenageado com o curta metragem 14 Bis, exibido inicialmente em 2006, na Mostra Competitiva do Festival do Rio, com direção de André Ristum e protagonizado pelo ator Daniel Oliveira como o genial inventor brasileiro.
O elenco conta ainda com o ator italiano Nicola Siri, Rosanne Mulhonlland e marcou a estréia de Rico Mansur como ator. O roteiro é de Caio Polesi, direção de fotografia de Hélcio 'Alemão' Nagamine, figurinos de Maria Gonzaga, direção de arte de Adriana Faria, montagem de Estevan Santos, produção de LG Tubaldini Jr. e Latinamerica Entretenimento e Sombumbo Filmes.
Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle de Paris, na frente de centenas de pessoas e com a presença de uma delegação do Aeroclub de France, o brasileiro Alberto Santos Dumont decolou, por meios próprios, com o primeiro mais pesado que o ar. O filme retrata o inventor relembrando seus momentos de glória, os desafios superados na construção do 14 Bis, como também seu sofrimento ao ver sua invenção sendo usada como arma de destruição na Primeira Guerra Mundial.

As filmagens
As locações foram realizadas no interior de São Paulo (Atibaia, Campinas, Santos e São Paulo.) A produção recriou Paris no século passado, o Campo de Bagatelle, construiu aviões, balão e contou com mais de 100 figurantes para trazer do passado um dos momentos mais marcantes da história.
As filmagens aconteceram em fevereiro de 2006, época de chuva, o maior desafio a ser superado pela equipe. 'Chegamos para filmar em Atibaia e caía uma chuva torrencial na região. Pensamos em suspender as filmagens, mas no fim seguimos em frente', relembra o diretor André Ristum. 'No primeiro dia, choveu o dia inteiro. A água parou de cair por apenas 15 minutos. Corremos para rodar o efeito do vento sobre as árvores, que se transformou no plano de abertura do filme.'
Segundo ele, as más condições da estrada de terra para chegar à locação - que ficava cerca de meia-hora da cidade - tornou a viagem do comboio com carros e caminhões uma verdadeira aventura. 'Tivemos de desatolar 17 veículos. Uma loucura. Além disso, o vento atrapalhou as cenas com o balão que não parava na posição ideal e utilizamos um guindaste para resolver a questão.' Apesar da chuva, o cronograma de duas semanas de filmagens não foi afetado.
O ator Daniel Oliveira mudou radicalmente seu visual para caracterizar o personagem Santos Dumont. Emagreceu alguns quilos, usou dentadura, lentes de contatos e alisou o cabelo para viver o pai da aviação.

Entrevista com o diretor André Ristum
Como surgiu o projeto do 14 Bis?
Em 2001, eu fiz o curta-metragem 'O Homem Voa?'. Para fazer esse filme, realizei uma enorme pesquisa sobre a vida de Santos Dumont, que até então não conhecida a fundo. Depois de finalizar 'O Homem Voa?', surgiu a vontade de fazer este trabalho em homenagem ao centenário do voo do 14 Bis, que, na minha opinião, é o maior feito dele. Em 2002, escrevi o roteiro e, em 2003, começamos o trabalho de captação para a produção do curta.

O elenco reúne o talentoso Daniel Oliveira, além do italiano Nicola Siri. Como conseguiu reuni-los ?
Eu sempre dei sorte na escalação de elenco. Em 1997 filmei 'Pobres por um Dia', com Mylla Christie e Nico Puig e, na época, os dois estouraram na TV. Quando fiz o convite ao Daniel, ele me surpreendeu ao dizer que nunca havia sido convidado para trabalhar em um curta-metragem. Além disso, este trabalho é repleto de coincidências para ele: o ator e Santos Dumont são mineiros, o pai dele teve uma lanchonete chamada 14 Bis na Avenida Santos Dumont, em Belo Horizonte. Não tinha como recusar o papel. Já Nicola eu conheço há mais tempo, trabalhei com ele em meu outro curta, 'De Glauber para Jirges'. São dois atores extraordinários.

Daniel Oliveira está quase irreconhecível na pele de Santos Dumont.
Ele fez uma transformação magnífica. Aliás, o que me fez chamá-lo para o papel foi o excelente trabalho no filme 'Cazuza - O Tempo Não Pára'. Para interpretar Santos Dumont, Daniel fez de tudo: colocou dentadura postiça, lentes de contato e até emagreceu para viver o personagem. Durante as duas semanas de filmagem, ficou todo o tempo alisando cabelo. É um ator que mergulha mesmo no papel.

14 Bis foi orçado em R$ 500 mil, uma cifra quase inédita para uma produção de curta-metragem. É difícil captar para este formato cinematográfico?
Sim, é muito difícil. O curta-metragem tem produção menor e quase artesanal. Existem casos com grandes orçamentos; '14 Bis' não é o único, mas são exceções. Conheço filmes de R$ 300 mil e R$ 400 mil rodados nos últimos anos, mas o que predomina são as pequenas produções.

Por que esta grande diferença?
Orçamento tem muito a ver com a história que você vai contar. Este é um roteiro de época, retratamos Paris de cem anos atrás, construímos balão, avião, centenas de figurantes impecavelmente caracterizados participaram das filmagens. É na verdade um curta com estrutura de longa-metragem, só que rodado em duas semanas. O filme de Glauber rodamos em quatro dias, com equipe de dez pessoas e custou menos de R$ 50 mil. Para este curta, contamos com um time de 120 pessoas. É um projeto ambicioso que conseguimos captar para que fosse realizado de forma correta.

Fonte: e-pipoca

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aeronaves

O HM3 Cougar da Aviação do Exército Brasileiro
Designação Civil:Cougar AS 532 UE;no Exército Brasileiro:HM-3.

O Cougar UE é uma das várias versões da família militar da aeronave SUPER PUMA MK1, fabricado pela empresa francesa EUROCOPTER.
Capaz de transportar até 27 homens, entre passageiros e tripulação, o Cougar UE, eperado pelo Exército Brasileiro, está apto para emprego em missões de combate, apoio ao combate e apoio logístico.
Possui diversos equipamentos e acessórios opcionais, entre os quais: posto de pilotagem blindado e compatível com NVG (óculos de visão noturna), duas metralhadoras 7,62 mm laterais, ganchos de 4,5 ton, guincho de 272 Kg, 06 macas para Evacuação Aeromédica e cinco tanques de combustível suplementares que lhe conferem até 7,5 horas de autonomia.

Fonte: www.cavex.eb.mil.br

terça-feira, 26 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Carreiras na Aviação

Leitores do blog do NINJA: Uma excelente oportunidade para ingresso na Força Aérea Brasileira. Profissionais com menos de 38 anos - das graduações em Magistério, Pedagogia, Enfermagem e Nutrição - podem ingressar na Aeronáutica como oficiais temporários convocados.

Aeronáutica tem vagas de Magistério, Pedagogia, Enfermagem e Nutrição para Quadro de Oficiais TemporáriosEncontram-se abertas, até o dia 18 de agosto de 2011, as inscrições para o processo seletivo de profissionais de nível superior das áreas de ensino (pedagogia e magistério, com 132 vagas) e de saúde (enfermagem e nutrição, com 209 vagas).
O processo é composto de seis etapas: Inscrição; Avaliação Documental (caráter seletivo, classificatório e eliminatório); Concentração Inicial; Inspeção de Saúde (INSPSAU); Exame de Aptidão Psicológica (EAP); e Concentração Final (verificar condições específicas no Aviso de Convocação).
O candidato selecionado fará o Estágio de Adaptação Técnico (EAT) que se destina a adaptar os incorporados às condições peculiares do Serviço Militar Temporário e às áreas profissionais em que atuarão no âmbito do Comando da Aeronáutica. O EAT terá duração total de doze meses, a contar da data de incorporação, divididos em três fases. A 1ª fase terá duração de cinquenta dias corridos e tem como objetivo adaptar os convocados à atividade militar por meio da instrução militar e será realizada em Organização Militar designada. As fases 2 e 3 serão realizadas na Organização Militar para a qual venha a ser designado. É nesse período que o militar fará o Estágio de Instrução Técnico (EIT) no qual atualizará e complementará a instrução ministrada no EAT de forma prática.
Os incorporados para a realização do EAT serão declarados Aspirantes a Oficial e, após a conclusão do EIT, se tornam 2° Tenente do Quadro de Oficiais Convocados (QOCon), na respectiva especialidade, fazendo jus à remuneração correspondente.

Confira: FAB/index - FAB/ensino - FAB/saúde

Fontes:COMGEP/DIRSA/Agência Força Aérea

domingo, 24 de julho de 2011

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês de 2011, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.



DEMOISELLE


Em 1907, de março a junho, Santos Dumont fez experiências com o aeroplano com asa de madeira N°15 e com o dirigível N°16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por não obter bons resultados. O número 17 seria cópia do número 15.

Em setembro, no Rio Sena, faz experiências com o N°18, um deslizador aquático.

Testa o primeiro modelo de um aeroplano em novembro de 1907, um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas.




Todavia, durante as primeiras experiências, o Nº19 sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.
Em Dezembro de 1908 exibe um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no "Grand Palais" de Paris. Em janeiro de 1909 obtém o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França.

Aproveitando características e formato do Nº19, foi criado o Demoiselle Nº20. Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético. Em setembro do mesmo ano estabelece o recorde de velocidade voando a 96 km/h num Demoiselle. Faz um voo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação. Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus castelos, batendo recordes de velocidade e de distância de decolagem.



O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções. O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas.


O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. O Demoiselle Nº19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento e a asa era formada por uma estrutura simples. O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi projetado pelo próprio Santos Dumont e construído pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuia ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais ítens foram logo abandonados, pois não contribuiram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho.
Posteriormete, Santos Dumont alterou-o, desenhando novamente a asa para aumentar sua resistência e colocou um motor Antoniette de 24 hp na parte de baixo, entre as pernas do piloto, transmitindo o torque à hélice por meio de uma correia. Este ficou conhecido como Nº20 e foi descrito pela Scientific American de 12 de dezembro de 1908 como: "... de longe a mais leve e possante máquina desse tipo que jamais foi produzida."
E mais: "Um número de pequenos voos foram feitos e não se apresentou nenhuma dificuldade particular em mantê-lo no ar. Por causa do tamanho reduzido de seu monoplano, Santos Dumont foi capaz de transportá-lo de Paris para Sait-Cyr na parte traseira de um automóvel (...) Esta é a primeira vez que temos conhecimento de que um automóvel tenha sido usado para transportar um aeroplano montado, da cidade para um lugar apropriado no campo, onde o aviador pudesse levar adiante seus experimentos."


Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos Dumont tentou compensar, o modelo Nº21 possuia uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.


O projeto do Nº22, era basicamente igual ao Nº21. Santos Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, constrídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos Dumont, por pincípios, jamais requereu patente por seus inventos.
A 18 de setembro de 1909 realiza seu último voo em uma de suas aeronaves, voando rasante em cima da multidão, sem segurar nos comandos.Com os braços abertos ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.
Santos Dumont, ao deixar as pessoas livres para fabricar o Demoiselle, permitiu que sua invenção se tranformasse no primeiro avião popular.


Além da França, outros países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda também construíram o Demoiselle.
Santos Dumont deixou de voar em 1910 por motivos de saúde, quando foi diagnosticado estar com esclerose múltipla.

Fonte: Cabangu

Pesquise: Blog do Ninja em 03/07/11, 10/07/11 e 17/7/11

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sábado, 23 de julho de 2011

Biblioteca Ninja

O QUE EU VI, O QUE NÓS VEREMOS
Título: O que eu vi, o que nós veremos
Autor: Alberto Santos Dumont
Páginas: 148
Capa: Brochura
Editora: Hedra
Ano: 2000
Este livro escrito por Santos Dumont é dividido em 2 partes. Na primeira, intitulada 'O que eu vi', o autor conta suas primeiras experiências enquanto aviador e inventor e também os avanços na aviação no fim do século XIX e início do século XX. Na segunda parte, chamada 'O que nós veremos', o autor faz reflexões sobre o que ele acredita ser a evolução e o futuro da aviação, assim como a sua importância para a ligação mais eficaz entre os continentes. Este livro evidencia o caráter visionário e moderno de Santos Dumont, o 'Pai da Aviação'.A Biblioteca Ninja, do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, possui em seu acervo uma edição de 1918 desta extraordinária obra de Santos Dumont.
Para os interessados, além da excelente edição de 2000 da editora Hedra, há a possibilidade de acessar o conteúdo original pelo portal Domínio Público.
Confira: Domínio Público - O que eu vi, o que nós veremos

PS: Num exato 23 de julho, em 1932, falecia Santos Dumont. Deprimido, não conseguiu controlar a angústia e cometeu suicídio, aos 59 anos. Em homenagem ao eterno "Pai da Aviação" o NINJA procura cultuar a memória deste querido brasileiro.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Carreiras na Aviação

Escola dobra número de alunos-pilotos

Se a demanda das companhias aéreas por mais pilotos cresce a cada dia, também cresce a procura de jovens pelas escolas de formação. Na EJ Escola de Aviação Civil, uma das maiores do estado de São Paulo e com duas unidades no interior, o número de inscritos mais do que dobrou nos últimos três meses.“Normalmente temos 200 pilotos voando em formação na escola. Desde maio, este número saltou de forma impressionante para 450 pilotos em treinamento. Está crescendo a contratação de pilotos em todos os segmentos, não só no transporte de passageiros, mas também na aviação particular, na executiva, na de transporte de cargas, etc”, diz o proprietário da escola, o comandante Josué de Andrade.Segundo ele, não são só jovens que estão atentos ao crescimento do mercado, que oferece cada vez melhores salários. “Os garotos novos procuram mais, mas está acontecendo também de muitas pessoas com mais de 30 anos virem até nós com o objetivo de aprender a voar, procurando uma outra profissão, tentando se encaixar no mercado novamente na área que gostam ou ganhando melhor”, afirma o piloto.

Fonte: http://g1.globo.com

Visite: www.ej.com.br

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mostra Audiovisual

CAER abre inscrições para a 1ª Mostra Audiovisual

O CAER - Clube de Aeronáutica, localizado no Rio de Janeiro, está com inscrições abertas para a exibição de vídeos na 1ª Mostra Audiovisual sobre o mundo aeroespacial. Os interessados devem enviar seus trabalhos até o dia 15 de setembro de 2011.
Os vídeos devem ter a duração entre dois e quatro minutos. Filmadoras e câmeras de celular podem ser utilizadas, contanto que o trabalho obedeça ao formato digital. O filme será exibido durante a Semana da Asa, em Outubro, e no dia 22 de novembro de 2011, no Curso do Pensamento Brasileiro, a ser ministrado no Clube de Aeronáutica.
Os interessados devem enviar os trabalhos para os e-mails cultural@caer.org.br, revista@caer.org.br ou por meio do endereço do Clube de Aeronáutica – Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Visite: www.caer.org.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Datas Especiais - Pioneiros

20 de Julho-Nascimento de Santos Dumont
Caros integrantes do Ninja e prezados leitores deste blog:
Reproduzimos abaixo um belo texto extraído do conceituado portal UOL Educação. Ao final, indicamos algumas publicações para complementar os estudos sobre este grande brasileiro.
No dia de hoje, obviamente, nos diversos cantos do Brasil, muitas crianças estão nascendo. Registramos aqui a nossa torcida para que estes recém nascidos brasileiros possam, em suas vidas, darem à nação o mesmo carinho e respeito que Alberto Santos Dumont dedicou, através de belos exemplos. À nós, que já compreendemos a importância de sua obra, fica - entre tantos ensinamentos extraordinários - a singela lição deixada pelo mestre: "Eu não fui apenas aviador...foi necessário ESTUDAR, PENSAR...e só depois voar!"

Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873 no sítio Cabangu, no local que viria a ser o município de Palmira (hoje rebatizado município de Santos Dumont em honra a ele), então um distrito de Barbacena, em Minas Gerais. Filho de Henrique Dumont, de ascendência francesa e engenheiro de obras públicas, e de Francisca Santos-Dumont, filha de uma tradicional família portuguesa.
Com Alberto ainda pequeno a família se mudou para Valença (atual município de Rio das Flores) e passou a se dedicar ao café. Em seguida seu pai comprou a Fazenda Andreúva a cerca de 20 km de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ali, o pai de Alberto logo percebeu o fascínio do filho pelas máquinas da fazenda e direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade.
Em 1891, Alberto, então com 18 anos e emancipado, foi para a França completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar em Paris, admirou-se com os motores de combustão que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e comprou um para si. Logo Santos-Dumont estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis em Paris. Com a morte do pai, um ano depois, o jovem Santos-Dumont sofreu um grande abalo emocional, mas continuou os estudos na Cidade-Luz. Em 1897 fez seu primeiro voo num balão alugado. Um ano depois, subia ao céu no balão Brasil, construído por ele. Mas procurava a solução para o problema da dirigibilidade e propulsão dos balões. Projetou então o seu número 1, com forma de charuto, com hidrogênio e motor a gasolina.

Primeiro voo
No dia 20 de setembro de 1898 realizou o primeiro voo de um balão com propulsão própria. No ano seguinte voou com os dirigíveis número 2 e número 3. O sucesso de Santos-Dumont chamou a atenção do milionário Henry Deutsch que no dia 24 de março de 1900 ofereceu um prêmio de cem mil francos a quem partisse de Saint Cloud, contornasse a torre Eiffel e retornasse ao ponto de partida em 30 minutos.
Santos-Dumont fez experiências com os números 4 e 5. Em 19 de outubro de 1901 cruzou a linha de chegada com o número 6, mas houve uma polêmica graças a um atraso de 29 segundos. Em 4 de novembro o Aeroclube da França declarou-o vencedor. Além do Prêmio Deutsch recebeu do presidente brasileiro Campos Salles outro prêmio no mesmo valor e uma medalha de ouro.
Em 1902 o príncipe de Mônaco, Alberto 1º, ofereceu um hangar para ele fazer suas experiências no principado. Santos-Dumont continuou construindo seus dirigíveis. O numero 11 foi um bimotor com asas e o numero 12 parecia um helicóptero. Em 1906 foi instituída a Taça Archdeacon para um voo mínimo de 25 metros com um aparelho mais pesado que o ar, com propulsão própria. O Aeroclube da França também lançou um desafio para um voo de 100 metros.

Com Edison e Roosevelt
Em abril de 1902 Santos Dumont viajou para os Estados Unidos onde visitou os laboratórios de Thomas Edison e foi recebido pelo presidente Theodore Roosevelt. Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, o 14-Bis voou por uma distância de 60 metros, a três metros de altura e conquistou a Taça Archdeacon. Uma multidão de testemunhas assistiu a proeza e no dia seguinte toda a imprensa louvou o fato histórico. O dinheiro do prêmio foi distribuído para seus operários e os pobres de Paris, como era o costume do inventor.
Em 12 de novembro de 1906, na quarta tentativa, conseguiu realizar um voo de 220 metros, estabelecendo o primeiro recorde de distância e ganhando o Prêmio Aeroclube. Santos-Dumont não ficou satisfeito com os números 15 a 18 e construiu a série 19 a 22, de tamanho menor, chamadas Demoiselles.
Santos-Dumont recebeu diversas homenagens na Europa e nas Américas, em especial no Brasil, onde foi recebido com euforia. Como o brasileiro não patenteava suas invenções, seus projetos foram aperfeiçoados por outros como Voisin, Leon Delagrange, Blériot, Flarman.
Em 1909 ocorreram dois grandes eventos: a Semaine de Champagne, em Reims, o primeiro encontro aeronáutico do mundo e o desafio da travessia do Canal da Mancha. Nesse ano Santos-Dumont obteve o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França. Em 25 de julho de 1909, Blériot atravessou o canal da Mancha e foi parabenizado por carta pelo brasileiro.

Primeira Guerra Mundial
Cansado e com a saúde abalada, Santos-Dumont realizou seu último vôo em 18 de setembro de 1909. Depois fechou sua oficina e em 1910 retirou-se do convívio social. Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas tropas alemãs. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser usados na guerra e Santos Dumont amargurou-se ao ver sua invenção ser usada com finalidades bélicas.
Passou a se dedicar ao estudo da astronomia, residindo em Trouville, perto do mar. Em 1915, com a piora na sua saúde, decidiu retornar ao Brasil. No mesmo ano, participou do 11º Congresso Científico Panamericano nos Estados Unidos, tratando do tema da utilização do avião como forma de facilitar o relacionamento entre os países.
Já sofrendo com a depressão, encontrou refúgio em Petrópolis, onde projetou e construiu seu chalé "A Encantada": uma casa com diversas criações próprias, como um chuveiro de água quente e uma escada onde só se pode pisar primeiro com o pé direito. Permaneceu lá até 1922, quando visitou os amigos na França. Passou a se dividir entre Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e Fazenda Cabangu,MG.
Em 1922, condecorou Anésia Pinheiro Machado, que durante as comemorações do centenário da independência do Brasil, fizera o percurso Rio de Janeiro-São Paulo num avião. Em janeiro de 1926, apelou à Liga das Nações para que se impedisse a utilização de aviões como armas de guerra. No mesmo ano, inventou um motor portátil para esquiadores, que facilitava a subida nas montanhas. Internou-se no sanatório Valmont-sur-Territet, na Suíça.
Em maio de 1927, chegou a ser convidado pelo Aeroclube da França para presidir o banquete em homenagem a Charles Lindberg, pela travessia do Atlântico, mas declinou do convite devido a seu estado de saúde. Passou algum tempo em convalescença em Glion, na Suíça e depois retornou à França.
Em 1928 veio ao Brasil no navio Capitão Arcona. A cidade do Rio de Janeiro tinha se preparado para recebê-lo festivamente. Mas o hidroavião que ia fazer a recepção, sobrevoando o navio onde estava, da empresa Condor Syndikat, e que fora batizado com seu nome, sofreu um acidente fatal, sem sobreviventes. Abatido, Santos-Dumont retornou a Paris.

Legião de Honra
Em junho de 1930 foi condecorado com o título de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Em 1931, esteve internado em casas de saúde em Biarritz, e em Ortez no sul da França. Antônio Prado Júnior, ex-prefeito do Rio de Janeiro, encontrou Santos-Dumont doente na França, o que o levou a entrar em contato com a família e a pedir ao sobrinho Jorge Dumont Villares que fosse buscar o tio.
De volta ao Brasil, passam por Araxá, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente no Guarujá, onde se instalou no Hotel La Plage, em maio de 1932. Antes, em junho de 1931 tinha sido eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Em 1932, explodiu a Revolução Constitucionalista, quando o Estado de São Paulo se levantou contra o governo de Getúlio Vargas. Isso incomodava a Santos-Dumont, que lançou apelos para que não houvesse uma guerra civil. Mas aviões atacaram o campo de Marte, em São Paulo, no dia 23 de julho. Possivelmente esse fato pode ter piorado a angústia de Santos Dumont, que nesse dia, aproveitando-se da ausência de seu sobrinho, suicidou-se, aos 59 anos de idade, sem deixar descendentes.

Fonte: UOL Educação

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terça-feira, 19 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Expo Aero Brasil 2011

Esquadrilha da Fumaça encerra EAB e incentiva vocações
A Feira Internacional de Aeronáutica, a EAB - Expo Aero Brasil 2011, encerrou-se ontem, 17 de julho, em São José dos Campos – SP. Durante quatro dias foi realizado um bom volume de negócios do setor aeronáutico, com a presença de vários fabricantes de aeronaves e produtos correlatos, além de outros itens, como automóveis especiais e imóveis. Na sua 14ª edição, a EAB agora é um empreendimento da empresa Expo Air.
O ponto alto da festa foi o show de acrobacias da Esquadrilha da Fumaça, que arrancou aplausos do público, incluindo pais que carregavam filhos nos ombros, para que os pequenos acompanhassem o espetáculo com melhor visibilidade. Entre eles estava Gabriel (foto acima), garoto de cinco anos, fã da esquadrilha e que, montado ao pescoço do pai Evandro, repetia que o seu sonho é ser piloto. Já o irmão Miguel assistia tudo no colo da mãe Luciana. Era possível notar vocações sendo despertadas, impulsionadas pela beleza das manobras do time de acrobatas aéreos da FAB.
No último dia da Expo Aero Brasil também houve outras atrações, como a exibição da Esquadrilha Oi, liderada por um Albatroz, uma relíquia de avião anfíbio que já foi aeronave da FAB – Força Aérea Brasileira.O time coloriu o céu de São José dos Campos, antes da Esquadrilha da Fumaça. Ao final da festa, um caça supersônico F5 da FAB fez uma decolagem com característica de pós-combustão, mostrando o escapamento soltando labaredas azuis. Em seguida fez uma passagem sobre a pista, antes de rumar para a Base Aérea de Santa Cruz no Rio de Janeiro.

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domingo, 17 de julho de 2011

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês de 2011, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.


O 14 bis

Foi apenas em 1905 que Santos Dumont passou a se preocupar com o mais pesado que o ar, após observar um voo realizado pelo francês Gabriel Voisin em seu novo planador, percebendo que dali em diante o futuro da aviação estaria ligado ao aeroplano.


Assim, em julho de 1906, Santos Dumont fez as primeiras experiências para verificar a estabilidade e o equilíbrio de um biplano formado por seis células de Lawrence Hargrave, com asas em forma de diedro.
Animado com os resultados, partiu para experiências com o biplano suspenso no Dirigível Nº14, daí o nome 14bis pelo qual passou a ser chamado. Dessa forma, a manutenção no ar passava a ser dada pelo balão e, a direção, pelo biplano.Com o balão, portanto, queria reduzir o peso efetivo do aeroplano e facilitar a decolagem. O aeróstato, porém, gerava muito arrasto e não permitia ao avião desenvolver velocidade. Santos Dumont retirou o balão, atitude que o levaria a duplicar a potência do motor.

Prudente, resolveu simular um voo com o 14bis, suspendendo o aeroplano em cabo de aço e o fazendo deslizar com o auxílio de um jumento que puxava o aparelho. Seu objetivo era sentir o equilíbrio de sua máquina.

Aqui vemos mais um feito original do aeronauta; construiu aquilo que pode-se chamar de primeiro simulador de voo da história.
Depois, decidido a fazer os testes definitivos, recebeu autorização para usar os gramados do Campo de Bagatelle, em Paris.

O 14bis não necessitava de veículo auxiliar. Desta vez Santos Dumont estava disposto a se elevar do solo contando somente com o seu avião. Essa invenção, que o deixou famoso em todo mundo, possuía 11,20m de envergadura, 9,68m de comprimento, e 3,40m de altura. A superfície total era de 79,60m².

Os lemes de direção e profundidade foram colocados à frente da aeronave, numa concepção contrária a de hoje, isto é, as asas do 14bis ficam atrás, com o motor, enquanto a "cauda" situava-se a frente, ou seja, o conjunto em forma de "T",sendo que a cauda desse "T" constituía a parte da frente do aparelho.
Na conjunção dos braços encontrava-se o motor. Inicialmente, o 14bis apresentava trem de pouso com 3 rodas; posteriormente, Santos Dumont retirou a roda traseira. Essas eram simples rodas de bicicletas, distantes, entre elas, apenas 70cm.

O motor a gasolina do tipo "Antoinette", construído por Leon Levavasseur, era em "V" com 8 cilindros (4 de cada lado) e tinha inicialmente uma potência de 24 HP funcionando a um regime de 1000 rpm(rotações por minuto).
O leme dianteiro, todo em seda japonesa, movimentava-se em todas as direções, tendo 3m de largura por 2m de comprimento e 1,50m de altura.
Os franceses apelidaram aquele estranho aparelho de "Oiseau de Proie" (ave de rapina), ou "Canard", devido a semelhança com um pato. Os ingleses denominavam-no como "Bird of Prey".

Prêmios Archdeacon e Aeroclube da França

O famoso advogado francês Ernest Archdeacon, nascido em Paris, filho de pais irlandeses e membro do Aero Clube da França, decidiu premiar o primeiro aeronauta que conseguisse voar por mais de 25 metros em um voo nivelado.
Ofereceu, para tanto, uma taça e um prêmio de três mil francos para o piloto que alcançasse o feito elevando-se por seus próprios meios. Os experimentos eram marcados com antecedência, para evitar quaisquer benefícios deste ou daquele aeronauta. Os americanos irmãos Wright não se apresentaram para concorrer.
Nesta ocasião, Santos Dumont encontrava-se na última etapa das experiências com o 14bis. Era o momento para tentar a conquista do prêmio.
A 21 de agosto de 1906, Santos Dumont realizou a primeira tentativa de voo; mal-sucedida, dada a pouca potência do motor do 14bis.
No dia 13 de setembro, Santos Dumont realizou o primeiro voo, de 7 ou 13 metros (segundo diferentes versões), que culminou com um pouso violento, no qual a hélice e o trem de pouso foram danificados.
Com um motor de 50 HP, emprestado do futuro construtor de aviões Louis Bréguet, reequipou o 14bis. Assim, a hélice passou a girar em regime pleno, a 1500 rpm. Também para proporcionar melhor rendimento à aeronave, diminuiu-se o peso posterior em cerca de 40 kg.

Com esse avião, Santos Dumont conseguiu realizar, em 23 de Outubro de 1906, o primeiro "voo mecânico" do mundo, devidamente homologado, alcançando a distância de 60m, em voo nivelado a uma altura que variava entre 2m e 3m com duração de 7 segundos.Com esse feito, Santos Dumont arrebatou os 3.000 francos do prêmio Archdeacon.
Portanto, Santos Dumont havia resolvido o problema do voo num aparelho mais pesado que o ar: o 14bis realizou uma corrida sobre o Campo de Bagatelle, desprendeu do solo, voando em linha reta e pousando em seguida, sem qualquer avaria.

Somente não voara um percurso maior, por que a grande multidão, que afluíra ao Campo para assistir a este grande evento, correra em direção ao 14bis, como que extasiada por aquele verdadeiro milagre que acabava de acontecer. Além disso, Santos Dumont, descrevendo em 1918, chegou a declarar "Não mantive mais tempo no ar, não por culpa da máquina, mas exclusivamente minha, que perdi a direção".

A 12 de novembro de 1906 o 14bis surgiu exibindo uma novidade: os "ailerons", pequenas superfícies móveis colocadas nas asas e com o propósito de manter o equilíbrio horizontal do avião. Estava pronto para disputar outro prêmio, instituído pelo aeroclube francês, que concederia 1.500 francos para quem voasse 100 metros.
Santos Dumont melhorou ainda mais a performance do 14bis e a sua habilidade em pilotá-lo, ao realizar vários voos sempre aumentando a distância percorrida.

Como ficava com as duas mãos ocupadas nos diversos comandos do avião, Santos Dumont costurou um "T" de madeira em seu paletó de onde partiam argolas finas ligadas aos cabos de comando que atuavam nos "ailerons". Inclinando o ombro para a direita ele podia comandar o "aileron" esquerdo, e vice-versa, reagindo ambas as superfícies, de maneira coordenada, de acordo com a inclinação do corpo do aviador.
Neste dia, 12 de novembro de 1906, além de Dumont, estava competindo o francês Louis Bleriot.
A primeira tentativa foi de Bleriot, porém sua aeronave não conseguiu voar. Talvez tenha até esboçado algum salto, mas todos viram que a aeronave de Bleriot não voou. Deve-se registrar que Bleriot era um competidor tão talentoso quanto Santos Dumont.
Os dois eram amigos e existia o respeito e a competição sadia. Talvez se sua aeronave conseguise ultrapassar os 60 metros de distância e altura superior a 1 metro, Bleriot teria sido de fato o primeiro a voar.
Porém a História registra o feito de Santos Dumont: 2 tentativas iniciais não ultrapassaram a marca de 23 de outubro. Nota: a aeronave conseguiu livrar o solo, porém isto não bastava para a comissão julgadora. As experiências tinham que passar pelo crivo dos julgadores e regras. Não estava envolvido apenas livrar o solo, planar, movimento balístico ou coisas semelhantes. O equipamento deveria voar no sentido estrito da palavra.
Naquela segunda-feira, ao cair da tarde, ele conseguiu voar 220m, a 6m de altura do solo, em 21,2 segundos a uma velocidade média de 41 Km/h.

Conquistara, portanto, o outro prêmio, oferecido pelo Aeroclube de França, conferido "ao primeiro aeroplano que, levantando-se por si só, fizesse um percurso de 100m com desnivelamento máximo de 10%".Desta forma, em 12 de novembro de 1906, bateu seu recorde de 23 de Outubro.
A multidão envolveu o 14bis e Santos Dumont saiu carregado em triunfo pelo povo que acorrera ao Campo de Bagatelle. Toda a imprensa mundial noticiou os dois grandes feitos do nosso brasileiro.

Esse marcante acontecimento também repercutiu intensamente no continente americano, em especial no Brasil.
O destino reservara a um brasileiro o registro público e a honra de ter sido o primeiro a conseguir voar em um aparelho mais pesado que o ar: o avião.

Fontes: Cabangu e Wikipédia

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sábado, 16 de julho de 2011

Expo Aero Brasil 2011

Esquadrilha da Fumaça encerra o evento amanhã
A Expo Aero Brasil 2011 termina neste domingo, dia 17 de julho de 2011, no aeroporto de São José dos Campos-SP. A empresa Expo Air, promotora do evento, espera público de 30 mil pessoas hoje e amanhã.
Além dos negócios de compra, venda, promoção e exposição de produtos aeronáuticos, ocorrerão shows de acrobacia aérea.
O grande final está reservado para a Esquadrilha da Fumaça, que se apresenta neste domingo, às 16 horas. Em função deste show, o acesso gratuito do público ao recinto será permitido a partir das 15 horas.
Exceto esta liberação amanhã (a partir das três horas da tarde), o ingresso para a feira custa R$ 20 e o estacionamento R$ 30. Estudantes pagam meia. Crianças de até 7 anos e maiores de 60 não pagam ingresso.

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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Aeronaves

Airbus entrega A330 número 800

A Airbus entregou, no dia 13 de julho de 2011, o exemplar de número 800 do modelo A330. Para comemorar o marco, o fabricante europeu realizou uma cerimônia em Toulouse. O jato, um A330-200 cargueiro, foi entregue para a Aircastle Advisor, porém, o operador será a HNA Group. Esta é a terceira unidade do mesmo modelo que a companhia opera.
Segundo a Airbus, o jato é o que tem melhor relação de custo/benefício da sua classe. Atualmente, o A330 acumulou quase 18 milhões de horas voadas com mais de 80 operadores no mundo.

Fonte: http://aeromagazine.uol.com.br

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aeroportos

Aeroporto dos Amarais-Campinas atrai aviação executiva
O Aeroporto Estadual Campo dos Amarais, em Campinas (SP), se consolida como um aeroporto voltado para a aviação executiva e vem atraindo empresas para hangaragem, manutenção, táxi aéreo e outras.
Desde dezembro de 2010, com o balizamento da pista, o aeroporto passou a operar 24 horas para pousos e decolagens. Até o fim do ano, deve ficar pronta a Estação Permissionária de Telecomunicações Aeronáuticas (EPTA), já em fase de instalação e que dará auxílio à navegação aérea.
“Fechamos 2010 com uma média de 6 mil movimentos por mês, e os números vêm crescendo ano a ano”, disse o administrador do Aeroporto dos Amarais, Aroldo Viana de Albuquerque. Nos últimos anos, o crescimento médio tem sido de 23% no número de operações/ano. O aeroporto vem atraindo muitos empresários interessados na concessão de espaços. Na última licitação, para a concessão dos dois últimos lotes, foram 17 candidatos. “Se tivéssemos mais lotes, haveria interessados para todos.”

Fonte: www.panrotas.com.br

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tecnologia

Avião elétrico bate recorde de velocidade
Um grupo de alemães resolveu construir algo interessante: um avião elétrico. O e-Genius, que fez seu primeiro voo em maio de 2011, bateu os recordes mundiais de velocidade e de distância percorrida.
O avião percorreu 341 km em pouco mais de duas horas com duas pessoas a bordo e atingiu 165 km/h. É um feito inédito para esse tipo de aeronave. Para realizá-lo, a aeronave decolou da sua base em Mindleheim, na Alemanha, subiu a 1.200 metros de altitude e deu várias voltas indo e vindo entre duas cidades. A bordo estavam o piloto Karl Kaeser e o engenheiro Steffen Geinitz.
O e-Genius começou a ser elaborado em 2007 na Universidade de Stuttgart. O projeto tem o patrocínio da Airbus e de outras empresas. Seu desenho básico é o de um motoplanador. O motor elétrico instalado na cauda tem potência de cerca de 80 HP, comparável a de um carro pequeno. Para alimentá-lo, há um banco de baterias com respeitável capacidade. A equipe diz que, mesmo depois de mais de 2 horas de voo, ainda havia carga nele.
O e-Genius vai participar, em setembro, na Califórnia, do Green Flight Challenge, competição de aviões amigáveis ao meio-ambiente patrocinada pela NASA. Nela, estão inscritas aeronaves movidas a hidrogênio, biodiesel, álcool e eletricidade.

Fonte: http://exame.abril.com.br

terça-feira, 12 de julho de 2011

Expo Aero Brasil 2011

Feira de aeronáutica será de 14 a 17/07/2011, em São José dos Campos-SPA Expo Aero Brasil – Feira Internacional de Aeronáutica tem se revelado, no decorrer dos anos, um evento de referência no setor. O momento alto da aviação no Brasil terá três grandes divisões, pensadas para receber o que de melhor e mais atual se está desenvolvendo no mercado aeronáutico.
O evento ocorrerá de 14 a 17 de julho de 2011, no aeroporto de São José dos Campos, SP.
Setor de Equipamentos e Serviços
Com empresas nacionais e internacionais esse setor apresentará tudo o que há de melhor em aeronaves, serviços e equipamentos. Fornecedores de tecnologia, produtos e serviços aeronáuticos e de defesa, empresas de infra-estrutura administrativa aeroportuária, manutenção, carga aérea, taxi aéreo, seguradora financeira, entre outras.
Setor de Exposição e Comercialização de Aeronaves
Nesse setor, fabricantes, representantes e distribuidores apresentam lançamentos das mais variadas aeronaves de aviação executiva, aviação experimental, aviação agrícola, aviação militar, aviação aerodesportiva e helicópteros. A grande novidade de 2011 fica por conta do comprador poder conhecer a aeronave, fazendo um voo experimental.
Shows Aéreos e Ponto de Encontro
O clima festivo do evento será dado por shows aéreos, com acrobacias, voos de caças, saltos com paraquedas entre outras atrações que irão fazer o delírio do público. O evento reserva também um espaço para encontro de aviadores e profissionais do setor, um local onde poderão discutir as últimas novidades e tendências e o que de mais interessante e importante tem vindo a acontecer no setor.
Voos de Demonstração
Com mais de 50 aeronaves em exposição, o visitante pode ainda confirmar algumas características de voo dos equipamentos por intermédio de demonstrações aéreas, exposição estática e conversas com representantes ou até mesmo com as equipes técnicas que desenvolveram alguns dos modelos de aeronave em exposição.
Durante o evento, várias demonstrações nos serão oferecidas por pilotos experientes que exibem sua perícia de voo, performance das aeronaves e seu desempenho tecnológico!
O Sonho de Voar
A feira também é uma oportunidade para apaixonados, sonhadores e curiosos que queiram ingressar no mundo da aviação, seja como piloto ou tripulante, seja como mecânico ou controlador de tráfego aéreo.
Novo Espaço, Nova Estrutura
O evento conta agora com um espaço muito mais amplo e confortável para sua realização. Permanece no DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos, a 80 Km da cidade de São Paulo, porém com uma infraestrutura completamente nova, na ala C do aeroporto, em um espaço construído especialmente para garantir um maior número de pousos e decolagens, um pátio maior para o estacionamento de aeronaves e uma facilidade de acesso para o público. Mais conforto e comodidade para o expositor e para o visitante.
Ampliação da Visitação de Público
O objetivo para 2011 é trazer uma quantidade maior de público, pessoas que ainda não ingressaram no mercado. Para isso a campanha de comunicação vai estender a sua participação em veículos de mídia de massa e não somente em veículos especializados. Anúncios de jornais, revistas, rádio vão atrair novos visitantes.
Preços
Entrada Público Geral: R$ 20,00; Estudantes: R$ 10,00; Maiores de 60 e menores de 7 anos: entrada livre; Estacionamento: R$ 30,00.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Esquadrilha da Fumaça

Esquadrão inicia projeto comemorativo dos 60 anos

A Esquadrilha da Fumaça iniciou o projeto de comemoração de seus 60 anos de criação, a serem comemorados em 14 de maio de 2012. Para marcar essa importante data, muitas atrações estão sendo planejadas para a realização de uma grande festa aeronáutica.
As principais esquadrilhas de demonstração aérea do mundo serão oficialmente convidadas e o contato com os Halcones (Esquadrilha de Alta Acrobacia Chilena) está bastante adiantado. A equipe da Fumaça estuda a quebra de um novo recorde com aeronaves em formação, o que promete trazer fortes emoções a todo o público presente ao evento. O Sanfoneiro Waldonys já confirmou sua presença para o show musical que trará outros nomes bastante conhecidos.O projeto conta, ainda, com a produção de livros fotográficos e históricos, produtos comemorativos, entre outras idéias.
A primeira ação já posta em prática foi a criação da logomarca comemorativa, desenvolvida pelos alunos do curso de Comunicação Visual da Escola Técnica (ETEC), da cidade de Leme,SP, que realizaram seu trabalho de conclusão de curso voltado para a criação da identidade visual do 60º aniversário da Fumaça. Desde o dia 28 de junho, todas as aeronaves da Esquadrilha passaram a ter a logomarca estampada em suas fuselagens e todas as demonstrações contam, agora, com os sete Tucanos exibindo a marca e divulgando pelo Brasil essa importante conquista. Para os integrantes da Esquadrilha, este fato representa o início de um grande projeto que mistura tradição, história, emoção e trabalho em equipe. Começa a contagem regressiva para o que promete ser o maior evento da Esquadrilha da Fumaça, como ela realmente merece.

Fonte: EDA

domingo, 10 de julho de 2011

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês de 2011, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.


OS DIRIGÍVEIS DE SANTOS DUMONT


Até o mês de julho de 1901, Santos Dumont era conhecido apenas nos círculos aeronáuticos de Paris. Nos dias 12 e 13 daquele mês, ele circundou a torre Eiffel na presença de uma multidão, pilotando o seu dirigível nº 5. A partir daí, Santos Dumont passou a ser reconhecido pela imprensa mundial.


A dirigibilidade dos balões

Quando Santos Dumont cogitou colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio, duas opiniões o levaram a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iria romper os cabos de sustentação. Ele, cuidadosamente, pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação, afastando o motor do invólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás.
Na primeira tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento, conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção.


Para espanto da assistência, pela primeira vez na história da humanidade um balão evoluiu no espaço propulsionado por um motor a petróleo. Após este evento, aperfeiçoou sua criação nos dirigíveis 2 e 3.
O Nº2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 Kg, o qual girava uma hélice a 1200 rpm, deslocando-se de forma lenta mas controlada na direção em que o brasileiro lhe apontava!


Com o Nº3(foto acima), Dumont afastava-se da forma cilíndrica das aeronaves Nº1 e Nº2 e adotava uma forma mais esférica, tentando, pelo próprio desenho do aparelho, evitar a perda de forma do balão no ar, causa dos acidentes com seus dois primeiros dirigíveis. O Nº4 trazia algumas inovações, entre elas a disposição da hélice na proa da aeronave e a exclusão da barquinha pelo selim de uma bicicleta. Dotado de um motor de quatro cavalos, o Nº4 realizou diversos voos sem problemas.
Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Meurthe, no dia 24 de março de 1900 a oferecer um prêmio de 50.000 francos a quem, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, partindo e retornando do campo de Saint Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso, sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos.


A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4; tentou por duas vezes vencer o prêmio com o N°5.
Em 27 de agosto de 1901, após a tentativa de vencer o prêmio, sofreu um grave acidente com seu dirigível N°5. Houve perda de gás, e o envólucro começou a murchar rapidamente. Ao perceber a gravidade da situação, Santos-Dumont se amarrou à "nacele"(cesto).A cauda desceu muito e se rasgou numa chaminé, provocando uma explosão no ar.


Por instantes ele permaneceu desacordado, e quando voltou a si estava pendurado no alto do Hotel Trocadero. Escalou rapidamente o cordame do dirigível, e auxiliado pelos bombeiros ainda conseguiu recuperar o motor do aparelho.Mais tarde foi intimado pela proprietária do Hotel Trocadero a pagar 150 francos pelos estragos causados por ocasião do acidente.
Em 19 de outubro de 1901, (menos de dois meses após seu quase fatal acidente com o N°5) às 14h42min, Santos Dumont partiu com seu dirigível Nº6, com 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos, para circundar a torre Eiffel; após 29min30s o Nº6 encontrava-se sobre o ponto de partida.



Finalmente vence o Prêmio Deutsch. Com esse feito Santos Dumont provou que o Homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares.

Cabe ainda ressaltar que o aeronauta doou integralmente seu prêmio; metade (25.000 francos) aos pobres de Paris, auxiliando-os na quitação de suas dívidas em casas de penhores, e devolvendo-lhes suas ferramentas de trabalho e instrumentos musicais. A outra metade destinou aos seus mecânicos e colaboradores. No dia da prova em que conseguiu realizar o percurso e ganhar o prêmio, Paris estava sob mau tempo, o que retirou visibilidade para fotos de longa distância. Santos Dumont fez então com que os cartões postais do feito saíssem com a foto do Nº5.
Em 1902, Dumont iniciou a construção de um novo dirigível, o Nº 7. Projetado para enfrentar a questão da velocidade, o Nº 7 era movido por um motor Clément de 70 cavalos, que acionava duas hélices de cinco metros de diâmetro, uma à proa e uma à ré. O inventor acreditava alcançar 80 quilômetros por hora com o aparelho, o que, segundo ele, permitiria o uso cotidiano dos balões, uma vez que ele estimava uma velocidade dos ventos de no máximo 50 quilômetros por hora. O Nº7 contava com 1.257 metros cúbicos de hidrogênio e o motor era refrigerado a água.
Pulou o N°8 por superstição(quase morreu no mês de Agosto!).
O Nº9 era um pequeno dirigível com 270 metros cúbicos, acionado por um motor de apenas três cavalos, de formato oval, muito estável. Com o Nº9 Dumont realizava evoluções frequentes sobre Paris.

Descia em avenidas, fixava seu dirigível e sentava-se tranquilamente em algum café, buscando demonstrar a exequibilidade do dirigível como meio de transporte. Dumont sentia tanta confiança no aparelho Nº 9 que, em certa ocasião, levou como passageiro o menino Clarkson Potter, e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta, a primeira mulher a pilotar uma aeronave no mundo, que sem nenhuma experiência prévia voou sozinha com o engenho.
Dumont costumava chamar o aparelho Nº7 de “balão de corrida” e o Nº9 de “balão de passeio”(La Balladeuse-A Passeadeira). 
Outros dirigíveis também chamaram a atenção. O N°14 foi utilizado para testar o seu famoso 14Bis. 
O Nº10, conhecido como "ônibus", era um grande aparelho de 200 metros cúbicos de hidrogênio, que poderia levar quatro ou cinco passageiros em cada barquinha, num total de 20 pessoas.



Dumont acreditava poder levar passageiros no que seria o primeiro “ônibus aéreo do futuro”.
Em 1903, um grupo de oficiais convidou Dumont a participar da parada militar de 14 de julho, data nacional francesa em comemoração ao 114º aniversário da Queda da Bastilha. Santos Dumont realizou evoluções e parou com seu dirigível Nº9 em frente ao palanque das autoridades e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros dados com seu revólver. Este é considerado o primeiro desfile aéreo em uma parada militar da história. 
Logo depois, Dumont escreveu uma carta ao ministro da guerra francês, oferecendo sua colaboração e os seus dirigíveis para emprego pela França em caso de guerra,exceto aquelas que se realizassem contra países do continente americano. O ministro aceitou o oferecimento, e com a colaboração de Dumont, foi construído um dirigível militar, a aeronave Patrie. Foram realizadas experiências para determinar a possibilidade de emprego de dirigíveis em caso de conflito. O maior interesse do Ministério da Guerra francês residia no rompimento de cercos. Dessa forma, o inventor deveria sair de Paris de trem, com o balão desmontado, atingir um determinado ponto, montar o dirigível e romper um hipotético cerco inimigo sobre uma cidade especificada, em um tempo máximo dado.
Santos Dumont acreditava que, durante uma fase inicial, o emprego dos dirigíveis seria, fundamentalmente, de natureza militar. Em 1902, ele afirma que “ainda por algum tempo o dirigível terá seu melhor aproveitamento para operações bélicas, mas em seguida se desenvolverão aplicações mercantis”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os dirigíveis foram efetivamente utilizados, tendo sido abatidos trinta e dois desses aparelhos. Em 19 de outubro de 1917, uma esquadrilha composta de onze deles rumou para a Inglaterra com a missão de bombardear cidades. Cinco deles foram abatidos pelos ingleses, e os demais voltaram a seus hangares na Alemanha.
O pacto de rendição da Alemanha determinou a entrega de vários aparelhos à França, Inglaterra, Estados Unidos e Bélgica, e proibiu que a Alemanha fabricasse novos dirigíveis. A Primeira Guerra assinala a passagem de uma fase experimental e pioneira, para uma de uso militar sistemático de aeronaves. Depois da guerra, os dirigíveis vieram a ser utilizados em transporte de passageiros à longa distância.

Em 1903, Dumont regressou ao Brasil. Foi recebido com todas as honras.Era uma figura extremamente popular, mas sua estada no país foi breve e logo retornava à Europa, escrevendo então seu primeiro livro, DANS L'AIR, publicado na França e logo vertido para o inglês e publicado na Inglaterra.

Fontes: Cabangu e Vencendo o Azul

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