Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 31 de agosto de 2013

XLVII NAVAMAER

Entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro, cerca de 600 cadetes e aspirantes das escolas de formação de oficiais das Forças Armadas Brasileiras – Escola Naval (EM), Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e Academia da Força Aérea (AFA) – se enfrentam em uma competição militar esportiva, a XLVII NAVAMAER. O evento acontece na AFA, localizada em Pirassununga, interior de São Paulo. Os jovens irão competir entre si em 12 modalidades: atletismo, basquete, esgrima, futebol, judô, natação, pólo aquático, tiro, vôlei, orientação, pentatlo militar (composto por tiro, lançamento de granada, pista de obstáculos, natação e cross country) e, pela primeira vez na competição, triatlo. O evento tem grande importância no meio militar e contribui para a formação dos futuros Oficiais das Forças Armadas. Os cadetes e aspirantes são levados a lutar por metas, superando limites, enfrentando desafios e aumentando seus níveis de coragem e auto-estima, características fundamentais do bom combatente. Além disso, desenvolvem e aperfeiçoam seus conhecimentos sobre culturas e métodos de cada Força, enriquecendo e expandindo suas visões, promovendo a integração entre as Forças. A XLVII NAVAMAER é organizada pela Comissão Desportiva Militar do Brasil (CDMB) e pela AFA. O evento ocorre anualmente e as três escolas se revezam como organização sede.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ITA

Instituto é celeiro de empreendedores educacionais
Uma nova safra de empreendedores em educação vem crescendo rapidamente no Brasil. Eles desenvolvem atividades de alto impacto social, mas o que fazem não é voluntariado. Aprenderam a lucrar com a educação e criaram empresas comercialmente competitivas. Ao mesmo tempo, estão democratizando o conhecimento em todo o País e têm alcançado bons resultados. O que há em comum? Estudaram Engenharia no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), instituição de ensino superior com um dos vestibulares mais concorridos do País. Com seus currículos, poderiam ter escolhido trabalhar em qualquer área - de bancos a grandes multinacionais. Mas abriram mão de parte da lucratividade para desenvolver atividades que promovam responsabilidade social. A preocupação com uma educação de qualidade, no entanto, não é uma exclusividade dessa nova geração. O próprio ITA foi fundado com o propósito de "formar técnicos competentes e cidadãos conscientes", como dizia seu criador, o tenente-coronel Casimiro Montenegro Filho. Desde então, diversas gerações de alunos compartilharam o aprendizado que adquiriram para entrar na universidade com milhares de outros jovens - por meio de aulas particulares e em cursinhos de baixa renda ou fundando suas próprias empresas. Muitos desses empreendedores começaram a dar aulas no CasdVest e no Casdinho, cursinhos gratuitos e sem fins lucrativos criados por alunos do ITA e voltados a jovens de baixa renda. O primeiro ajuda os interessados a entrar nas melhores universidades e o segundo, no colégio da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). É o caso de Thiago Feijão, que está no último ano de Engenharia Mecânica. Ele é ex-presidente do CasdVest, ajudou a fundar o Casdinho e o Instituto Semear, que ajuda a população de baixa renda a se manter na faculdade. Na graduação, também fundou uma startup de educação, o Quadrado Mágico. Incentivados pelos exemplos, alunos mais novos também pretendem seguir esses passos, como a atual presidente do Casdinho, Isabella Amorim Gonçalez, de 21 anos. "Antes, ou era ganhar dinheiro ou mudar o mundo. Hoje, brinco que podemos fazer os dois." 

Texto: Bárbara Ferreira Santos 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Embraer

Primeiro Legacy feito na China faz voo inaugural 
A associação entre a Embraer e a Aviation Industry Corporation of China (Avic), Harbin Embraer Aircraft Industry (HEAI), anunciou, no dia 26 de agosto de 2013, que o primeiro jato executivo Legacy 650 fabricado na China concluiu com sucesso seu voo inaugural. A entrega da primeira aeronave está programada para o final deste ano. Por cerca de 2 horas e 30 minutos, os pilotos e engenheiros de ensaio da Embraer realizaram testes para avaliar as características de desempenho, comandos de voo, comunicação e navegação, entre outros sistemas. “O sucesso do primeiro voo do Legacy 650 da HEAI é um marco importante não apenas para a parceria entre a Embraer e a Avic, mas também para a história da aviação executiva chinesa, já que se trata do primeiro jato executivo da categoria large produzido por uma joint venture no país”, afirmou o presidente da Embraer na China, Guan Dongyuan, em nota. 

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Indústria Aeronáutica

Triângulo Mineiro poderá produzir peças de aeronaves
Em busca de suprir possível demanda gerada pelas empresas integradas ao Complexo Aeroespacial de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior vai montar um centro de desenvolvimento de turbinas a gás, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A intenção é que seja desenvolvido produto para abastecer a produção de helicópteros e aviões executivos, das empresas Helibras e Axis Aeroespacial, ambas instaladas em Minas. No caso de sucesso dos estudos, pode ser instalada em território mineiro a primeira planta de turbinas a gás da América do Sul. A área onde a unidade será instalada já está definida, tendo sido cedida pela prefeitura e pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). O projeto em Uberaba, apesar de classificado como “embrionário”, é tido como o quarto eixo do Complexo Aeroespacial, somando-se aos polos de asas fixas e rotativas, em Tupaciguara (Triângulo Mineiro) e Itajubá (Sul de Minas), respectivamente, e ao centro de capacitação e formação de mão de obra, em Lagoa Santa (Região Central do estado). Nos dois primeiros serão produzidos aviões executivos e helicópteros civis e militares. Outros produtos também estão na pauta. No terceiro, o objetivo é o desenvolvimento de profissionais capazes de dar sustentação ao projeto. A intenção do governo mineiro é formar um centro para que todas as empresas e instituições de ensino envolvidas possam debater possíveis formas de avanços no segmento aeroespacial. 

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Aerovale

R$ 10 bilhões em negócios e 50 mil empregos
Condomínio empresarial em construção tem área de 2,2 milhões de m² e já vendeu 70 lotes 

O empresário Rogério Penido está nos céus. Literalmente. Idealizador do maior empreendimento privado atualmente em construção no Vale do Paraíba(SP), o Aerovale, em Caçapava-SP, ele pretende ver decolar o primeiro avião da pista em maio de 2014. “A expectativa é atender toda a operação de aviação executiva para a Copa do Mundo, entre cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais”, afirma. O volume de negócios projetado pelo empresário é superlativo. Serão três fases: loteamento (atual), construção e operação completa, alcançando R$ 10 bilhões. “Vai dobrar Caçapava”, diz Penido, citando a estimativa de gerar 50 mil empregos. 

Pista
O Aerovale, antes chamado de CEA (Centro Empresarial Aeroespacial), é uma mistura de condomínio empresarial, comercial e de serviços com um mega-empreendimento aeronáutico, que inclui torre de controle e uma pista de 1.550 metros de extensão e 30m de largura. Segundo Penido, o aeródromo será 100% privado e capaz de receber até um A320, avião da Airbus para 180 passageiros. Ao redor da pista, 124 lotes entre 2.250 e 13,5 mil metros quadrados serão vendidos para empresas do ramo aeronáutico. Fora dela, outros 181 lotes de 722 m² a 15 mil m² serão ocupados por indústrias, comércios e prestadores de serviços. A construção começou em setembro de 2012, após 10 anos de projetos e etapas do licenciamento ambiental. As vendas iniciaram em 10 de julho deste ano, com 70 lotes já comercializados. O preço é de R$ 1.400 o metro quadrado para lotes aeronáuticos e R$ 600 o m² para os lotes industriais e comerciais. Segundo Penido, a construtora que leva o sobrenome da família vai financiar a compra em até 60 meses, com 30% de entrada. A financeira Sicredi também entrou no negócio para financiar em até 84 meses, com juros mais baixos. Para administrar o empreendimento, Penido montou a CEA, empresa da modalidade SPE (Sociedades de Propósito Específico) que irá gerir o condomínio, que será instalado em uma área de 2,265 milhões de m² em Caçapava. “A ideia é fazer prédios corporativos, com área de até 2.000 m² e um centro de convenção de 2.000 lugares. A pista vai ser explorada comercialmente”, diz o empresário. Antes de ver subir o primeiro avião no Aerovale, ele já faz planos para levar o modelo de empreendimento, que é único na América Latina, para outros lugares do país. Quatro cidades estão sendo avaliadas. 

Empresa cria táxi-aéreo para SP
A fixação de empresas no empreendimento Aerovale, que está sendo construído em Caçapava, deve seguir a projeção de 90% de empreendimentos do Estado de São Paulo e 10% de fora dele, incluindo do estrangeiro. Para o empresário Rogério Penido, responsável pelo empreendimento, os lotes aeronáuticos deverão ser vendidos para empresas paulistas, incluindo do Vale do Paraíba. Polo aeroespacial brasileiro, São José dos Campos-SP será um dos destaques na procura por esses espaços. Penido também buscou diversificar o negócio. Começa a operar, em setembro, um taxi aéreo de helicóptero entre São José e São Paulo. Comprou duas aeronaves, por US$ 6,6 milhões, e cobrará R$ 760 de ida e volta na viagem para a capital, que deve durar 20 minutos. 

Texto: Xandu Alves 

Fonte: O Vale

domingo, 25 de agosto de 2013

Especial de Domingo

O CPORAER de São José dos Campos-SP forma Aspirantes-a-Oficial da Reserva da Aeronáutica, de 2a Classe, proporcionando aos alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) a prestação do Serviço Militar em nível compatível com sua formação técnico-profissional. Conheça um pouco desta história e saiba mais sobre a carreira militar. 
Boa leitura. 
Bom domingo! 

CPORAER-SJ

HISTÓRICO
O CPORAER-SJ - Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica foi criado por ato de 19 de março de 1953 , - Portaria 117 de 19 de março de 1953 – do Exmo. Sr. Brigadeiro-do-Ar Nero Moura, Ministro da Aeronáutica. Após isto, teve início os trabalhos de implantação do CPOR. A cargo da COCTA (Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica) foi destinado um barracão e 10.000m² de área para o que veio a ser o atual Centro.

Neste prédio, após ampliação e reformas, funciona até hoje o CPOR. 

No dia 3 de agosto de 1953 , foi pela primeira vez hasteada a Bandeira Nacional e lido o primeiro boletim interno do CPOR. Neste mesmo dia , iniciou-se o ano letivo para 118 alunos.


No ano de 1954 , foi realizado o primeiro exercício de campanha , composto por uma marcha de 24 Km e 04 dias de acampamento.

Nesta fotografia podemos ver, ao fundo, a cidade de São José dos Campos, ainda pequena

A primeira declaração de Aspirantes foi realizada no dia 14 de novembro de 1954. A turma composta de 93 alunos ,teve como patrono o Exmo. Sr. Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho e como paraninfo, o Exmo. Sr. Ministro da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro-do-Ar Eduardo Gomes. Estava também presente a solenidade, o Exmo. Sr. Diretor do Centro Técnico da Aeronáutica Brigadeiro-do-Ar Casimiro Montenegro Filho.



Neste mesmo ano, ficam prontas as instalações do CPOR, que consistem em apenas dois pequenos blocos numa área de 10.000m². 


No acampamento de 1955 os alunos aprendem a construir espaldões para metralhadoras. 


No juramento a Bandeira de 1956, podemos notar que a formatura já era realizada exatamente no local em que é realizada hoje. 


Em 1958 foi realizado o I jogos entre o CPOR-SJ e o CPOR-SP (Exército). As competições nas modalidades de esgrima, futebol e xadrez e atletismo foram vencidas pela equipe do CPOR-SJ que sagrou-se campeão dos jogos. 


 Em 07 de setembro de 1958 os alunos do CPOR desfilam pelas ruas de São José dos Campos . A frente da Tropa , o Sargento Ary de Araújo Rodrigues.

A CARREIRA MILITAR
Para o ingresso na carreira militar, o candidato deverá, no Concurso de Admissão ao ITA, fazer opção por matrícula em vaga privativa. As vagas privativas são aquelas destinadas especificamente aos candidatos que tenham interesse em seguir a carreira militar.


Estes candidatos serão convocados para o serviço ativo como Aspirantes-a-Oficial de Infantaria-Estagiários de Engenharia quando forem matriculados no 1º ano do Curso Profissional do ITA ( 3o ano de graduação ). A partir de então, passam a ter os direitos e deveres inerentes à graduação. 


Ao término do Curso de Engenharia do ITA, o aspirante-a-oficial será nomeado 1o Tenente e ingressará no Quadro de Oficiais Engenheiros do Comando da Aeronáutica. 


Já como oficial engenheiro, esse profissional atuará dentro das áreas de engenharia, atendendo às necessidades do Comando da Aeronáutica em suas diversas organizações espalhadas pelo país. 

Confira a legislação em vigor que trata da realização do Curso de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica, bem como do ingresso na carreira militar como engenheiro:

-Lei nº 6165, de 09 de dezembro de 1974, que dispõe sobre a formação de Oficiais Engenheiros para o Corpo de Oficiais da Aeronáutica, da ativa e dá outras providências. 

-Decreto 76.323, de 22 de setembro de 1975 - Regulamento da Lei nº 6165. 

PORTARIA Nº 667/GC3, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2011. Dispõe sobre a convocação, para a ativa da Aeronáutica, de aluno civil matriculado no Curso de Graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o licenciamento do Serviço Ativo da Aeronáutica, do Aspirante a Oficial de Infantaria, Estagiário de Engenharia, e dá outras providências. 

CPORAER-SJ - Endereço:
Praça Marechal Eduardo Gomes, 50 
Vila das Acácias São José dos Campos,SP  
CEP 12.228-616 
Telefone (12) 3947-6054 
Fax (12) 3941-2951

Fonte: www.cta.br

sábado, 24 de agosto de 2013

Aeroportos

Aeroportos brasileiros devem se "transformar em rodoviárias", diz ministro
O crescimento da aviação no país deve duplicar 
o número de passageiros transportados até 2020 

O ministro-chefe da Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, afirmou ontem (23/8/13) que o crescimento do modal aéreo no país deve transformar o setor em transporte popular. A meta, segundo ele, é atingir 200 milhões de passageiros por ano em 2020. Hoje, a média é de 100 milhões transportados anualmente. "A tendência é de que os aeroportos brasileiros se transformem em rodoviárias", disse. "As mudanças exigem que o espaço aeroportuário tenha as condições para atender esse modelo em que as companhias se transformam em transporte popular", completou. O ministro participou no mesmo dia do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro. Ele abordou a importância da infraestrutura aeroportuária para a logística do país. Moreira Franco afirmou ainda que, com a expansão aeroportuária, o passageiro pode se tornar "uma commodity, uma vez que o transporte de carga ganha mais peso nos negócios das empresas aéreas". As concessões de aeroportos, segundo ele, contribuem para "garantir mudança de cultura no tratamento que o operador do aeroporto e também das companhias aéreas oferecem ao passageiro. Ele não é tratado como cliente. Ele paga, mas não tem tratamento"

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Antártida

FAB celebra 30 anos do primeiro pouso no continente gelado
O primeiro voo para a Antártida realizado pela Força Aérea Brasileira completa 30 anos nesta sexta-feira (23). A missão cumprida exclusivamente pelo Esquadrão Gordo (1º/1º GT), sediado no Rio de Janeiro, faz parte do apoio logístico ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR). Os dez voos realizados a cada ano são imprescindíveis para que cientistas brasileiros possam trabalhar na busca de respostas, como a cura do câncer e as soluções para as mudanças climáticas globais. Leia mais sobre o assunto na última edição da Aerovisão. De acordo com o comandante do Esquadrão Gordo, Tenente-Coronel-Aviador Sérgio Mourão Mello, a experiência de operar no gelo permitiu que a FAB consolidasse doutrina própria para esta missão. Além disso, o comandante destaca quais são os desafios para os próximos 30 anos. 

Selo comemorativo
A data será celebrada na próxima semana (30/08) com uma solenidade militar na Base Aérea do Galeão (BAGL) reunindo atuais e ex-integrantes do Esquadrão Gordo. Na ocasião, será lançado o selo comemorativo de 30 anos da operação antártica. A imagem do C-130 Hércules da FAB sobrevoando o continente polar será utilizada no uniforme de voo por todos os integrantes da unidade aérea durante um ano. No evento, também serão homenageados os militares que fizeram enfrentaram pela primeira vez os desafios do gelo. Dois anos depois do primeiro voo, em 23/08/1985, a tripulação foi surpreendida por uma forte nevasca. Sem condições de decolagem, a única saída para os seis militares foi pernoitar no inóspito continente. Veja fotos sobre a operação no gelo.

Os desafios de voar no gelo
Qual a preparação dos pilotos? Como é o caminho para chegar no continente gelado? Descubra estas respostas no programa FAB em Ação (vídeo acima) sobre os desafios de voar na Antártida. Um lugar onde os ventos podem ultrapassar os 100 km/h, a névoa encobre tudo num piscar de olhos e no verão as temperaturas não vão muito além de zero grau.

Fonte: Agência Força Aérea

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Aeroportos

Pouso Alegre poderá ter terminal internacional de cargas
Pouso Alegre (MG) poderá ganhar um aeroporto internacional de cargas em 2014. A construção deve começar em abril de 2014 com um investimento de cerca de R$ 400 milhões. A empresa que vai construir e administrar o aeroporto só espera a autorização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) para começar os serviços. Este seria o primeiro aeroporto particular a ser construído no Brasil. A liberação do governo ainda não saiu porque no Brasil ainda não existe uma lei específica para a construção de aeroportos particulares. A área escolhida para a construção do aeroporto tem cerca de seis milhões de metros quadrados e fica no bairro rural Curralinho, na zona rural de Pouso Alegre. Pelo projeto, o aeroporto será exclusivo para o transporte de cargas. A pista de pouso terá três quilômetros e 45 metros de largura, que tem capacidade para receber um Boeing 747. O projeto também prevê pista para manobras, galpão logístico, pátio de estacionamento para descarga de aeronaves e caminhões, e uma área de manutenção mecânica. A empresa que vai construir e administrar o aeroporto pertence à multinacional B Square, responsável pela construção de um aeroporto em Dubai, nos Emirados Árabes e da reforma de outro em Miami, nos Estados Unidos. “A região de Pouso Alegre representa um nível de crescimento muito importante, muitas indústrias estão chegando lá, em termos de logística, a cidade fica no corredor entre Belo Horizonte e São Paulo, o que é muito interessante”, disse o presidente da empresa responsável pela obra, Fábio Bendaña. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pouso Alegre, Raphael Prado, o aeroporto de cargas vai atender uma demanda regional e também nacional. A implantação do aeroporto ajudaria a reduzir por exemplo, o custo de produção de empresas que precisam de peças importadas. “Esse aeroporto vem para desafogar um pouco Guarulhos, Viracopos, e isso vai gerar empregos e muita riqueza para a região. Assim que o projeto chegou a Brasília, faltaram alguns documentos, algumas plantas, que a empresa já protocolou. Nós temos uma pessoa da prefeitura para acompanhar todo o processo de perto. Em 60 dias ele deve ser aprovado e as obras devem começar no início do ano que vem”, disse o secretário. A previsão é de que as obras do aeroporto sejam concluídas até o início de 2017 com a geração de cerca de mil empregos. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Aeroportos

Prefeitura de São Paulo quer desativar Campo de Marte
O Plano Diretor da cidade de São Paulo indica uma medida polêmica: fechar o Campo de Marte para aviões. Só os helicópteros poderiam usar o local, diz o prefeito Fernando Haddad (PT). A ideia é que o entorno do Campo de Marte possa ser ocupado principalmente por edifícios comerciais. Para acomodar a demanda da aviação executiva, há dois projetos em andamento. Um deles é um aeroporto na cidade de São Roque, a aproximadamente 60 km da capital. Orçado em R$ 700 milhões, o projeto tem o aval do governo federal e da prefeitura local. O segundo projeto é do aeroporto em Parelheiros. Mas ele acaba de ser vetado pela prefeitura, por estar em área ambiental. O empreendedor recorrerá da decisão, ainda em âmbito administrativo. Sem antecipar a opinião da pasta, o ministro Moreira Franco (Aviação Civil) disse que o assunto tem de ser discutido “amplamente” e considerar, por exemplo, que a aviação executiva cresce em São Paulo e precisa ter para onde ir. A Abag (Associação brasileira de Aviação Geral) disse que o plano significa “desconectar São Paulo de quase mil destinos por via aérea” e o desaparecimento de empresas e empregos. Trará, ainda, insegurança a quem está lá hoje. A entidade prepara um estudo sobre o peso do Campo de Marte na economia da cidade e pretende entregá-lo ao prefeito. 

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Tecnologia

O menor helicóptero do mundo
Em filmes e desenhos futuristas, o trânsito caótico invadiria os céus das grandes cidades. Se depender do japonês Gennai Yanagisawa, esse conceito não está tão longe como muitos imaginavam. O empresário, dono da Gen Corporation, criou o menor helicóptero do mundo, que pesa 75 quilos e voa a até 100 quilômetros por hora levando uma pessoa de até 140 quilos. O compacto Gen H-4 pode chegar a 3 mil metros de altitude e pode voar por até uma hora. Segundo o site New Launches, para pilotar a miniaeronave nem é preciso ter uma licença. No Japão, os inventores afirmam que manusear o helicóptero é igual a andar de bicicleta e "com apenas duas horas de prática qualquer um pode dominá-lo". O Gen H-4 é equipado com dois motores de quatro tempos, mais um motor com partida elétrica e um paraquedas. Prático e "fácil de utilizar", o preço desta tecnologia também sai mais em conta que similares. Por cerca de US$ 30 mil dólares (ou cerca de R$ 70,2 mil), você pode obter um kit para montagem do helicóptero. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Espaço

Novo VLS começa a ser testado em 2014
A partir de 2014, o Brasil já deve realizar os primeiros testes com o Veículo Lançador de Satélites (VLS). Entre 2018 e 2020, o Brasil já deve lançar seus próprios satélites. A informação foi dada pelo professor José Raimundo Coelho, Diretor da Agência Espacial Brasileira (AEB), em entrevista à FAB TV, canal de vídeo da Força Aérea Brasileira na rede mundial de computadores. A conversa aborda também a parceria entre os civis e os militares, a formação de especialistas na área, os desafios do Programa Espacial Brasileiro e os benefícios práticos para os cidadãos. 

Saiba mais: www.fab.mil.br

domingo, 18 de agosto de 2013

Especial de Domingo

Hoje é aniversário de um brasileiro muito querido pelos integrantes do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA. Falamos de Gustavo Adolfo Franco Ferreira, Coronel Aviador da Reserva da FAB, especialista em segurança de voo. Como singela homenagem aos 72 anos completados, reproduzimos um texto que dedicou a seu pai, Flávio Franco Ferreira. Um bom exemplo aos nossos Ninjas no mês em que também brindamos aos que nos garantiram a manutenção da vida. 
Parabéns Mestre Franco e vamos em frente! 
Bom domingo a todos!

O FIM DO GUERREIRO

Texto de Gustavo Adolfo Franco Ferreira dedicado a seu pai, Flávio Franco Ferreira

Eu servia na Academia da Força Aérea, Pirassununga. Naquele tempo havia a subespecialidade Q AT TS – Quadro de Artífices – Treinamento Simulado, no Corpo de Graduados da FAB. Eu chefiava o setor. Morava na vila dos “pica-fumos”, Rua D, casa 12. Por um motivo qualquer amanheci o dia injuriado.

                                         Flávio Franco Ferreira em 1924

-Chefe, não tenho nenhuma justificativa, mas quero ir ao Rio ver os meus.

Pedi ao comandante do Esquadrão.

-Pega um T-37; leva um dos teus Sargentos mostrando os procedimentos de instrumentos; passa no Ministério e traz…

Um papel de algum lugar que eu não me lembro mais. Assim agiu Ajax Augusto Mendes Corrêa. O convidado foi o Sérgio, 3S Q AT TS. Na chegada, o Sérgio foi para Ministério pegar a obrigação e eu fui para casa. Era meio-dia. Encontrei meu Velho bastante enfraquecido. Já vinha de alguns infartos contornados e tinha saído do hospital poucos dias antes, depois de se recuperar de outro destes. Só havia conviver com a Mãe e as irmãs. Acompanhei meu Pai ao banheiro e estendi-lhe a mão em apoio. Voltou ao quarto. Deitou-se. A Mãe chegou e se pôs ao seu lado. Eu fui para a sala. Não demorou cinco minutos! O grito denunciou… Era o fim. Às 12:00 horas de 25 de novembro de 1970, terminou a vida do Militar, Marido e Pai dedicado, subordinado respeitoso, instrutor eficaz, Guerreiro e Combatente, Soldado obediente, além de Chefe rigoroso e justo. Eu tive a honra de fechar-lhe os olhos. Havia se apagado uma fonte inesgotável de caráter, de fidalguia, de hombridade, de respeito e de consideração, sempre acompanhados de indispensável firmeza e clara definição dos princípios seguidos e dos objetivos colimados. Mas não terminaram por ai as instruções claras! Havia um envelope na segunda gaveta da pequena escrivaninha. Isto já se tinha ouvido antes… Quando o socorro médico se retirou, fui à gaveta. Não foi surpresa. Lá havia um envelope pardo, grande e polpudo que anunciava no seu anverso: Para ser aberto na hora em que eu morrer. Abri. Dois envelopes ligeiramente menores, um para a hipótese de a Mãe estar viva, outro para a hipótese de haverem passado juntos. Abri o primeiro. Havia uma página de instruções datilografada com espaços nos nomes, endereços e telefones; estes inscritos a lápis e muitas vezes atualizados. Acompanhavam os necessários requerimentos sem a indispensável assinatura. Fiz os telefonemas determinados; preenchi os requerimentos prontos. Avisei ao Sérgio e ao Esquadrão. À noite, chegou a minha Sandra. Companheira, trazida pelos colegas de trabalho.

                                                  Meu Pai e meus Filhos

No dia seguinte, já no velório, fui surpreendido com a presença de Oficiais do meu Esquadrão. O já mencionado então Major Ajax, acompanhado de mais três aviadores que completariam o meu voo e retornariam com o Sargento Sérgio e com o T-37 0887, que eu abandonara. Muitos anos depois, de fato só depois da morte de minha Mãe em 1996, foi que eu soube ter havido, naquele dia uma tristeza irremovível: O 1º Esquadrão de Reconhecimento Mecanizado da FEB não se abalou em mandar nem ao menos um cabo para representá-lo, no funeral de seu primeiro Comandante. Afinal de contas, o morto não passava de um simples oficial da reserva! Orgulhosamente, eu tive a presença, a companhia e o respeito dos meus companheiros e chefes! A energia que o compunha, certamente, não se dissipou. Se couber, tomara que se materialize de novo. Índigo ou cristal, não importa… Servia a ambos!

Texto: Gustavo Adolfo Franco Ferreira

sábado, 17 de agosto de 2013

Tráfego Aéreo

São Paulo tem a maior frota de helicópteros do mundo
São Paulo é oficialmente a capital mundial de helicópteros. Levantamento realizado pela Associação Brasileira dos Pilotos de Helicóptero (Abraphe), considerando frota e número de operações por asa rotativa no País e nas principais capitais mundiais, confirmam a capital paulista como a maior frota de helicóptero por cidades do mundo. São Paulo tem mais de 420 aeronaves registradas e com a quantidade de operações diárias: em torno de 2 mil pousos e decolagens por dia. As cidades de Nova Iorque, nos Estados Unidos, e Tóquio, no Japão, metrópoles de maior similaridade com São Paulo nas operações por helicóptero, ocupam respectivamente a segunda e terceira posição no ranking. As informações analisadas pela Abraphe apontam ainda o Brasil (1.990 aeronaves registradas) como a quarta maior frota de helicópteros civis do mundo na comparação por países, estando atrás dos Estados Unidos (12 mil helicópteros), Canadá (2.776 helicópteros) e Austrália (2.025 helicópteros). O País fica à frente da França (1,3 mil helicópteros) e do Reino Unido (1.260 helicópteros). Os dados considerados são de 2012. O setor de helicópteros no País cresceu 20% ao ano na média dos últimos cinco anos. São mais de 3,7 mil pilotos de helicóptero em operação e média anual superior a 300 licenças emitidas para Piloto Comercial de Helicóptero (PCH) nos últimos três anos. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Adeus ao Ícaro

Uma lembrança da visita de nosso grande incentivador à sede do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA, em Ubatuba-SP. Descanse em paz, querido amigo ÍCARO PIRES DOS SANTOS.
Ícaro, de boné, em visita oficial do Aeroclube Regional de Taubaté à sede do NINJA.

Espaço

Gaúchos começam projeto de satélite
Uma parceria entre empresas e universidades pretende criar um polo espacial no Estado do Rio Grande do Sul e colocar em órbita o primeiro satélite gaúcho. A velocidade com que o projeto vai sair do papel, no entanto, depende de apoio do governo federal. Propostas de várias regiões do país tentam abocanhar parte dos R$ 2,9 bilhões que a Agência Brasileira da Inovação (Finep) terá para financiar projetos na área de defesa e aeroespacial. De olho nos incentivos do Planalto, um grupo de empresas no Estado planeja construir um microssatélite de uso militar. O valor solicitado é de R$ 43 milhões. De pequeno porte – não muito maior que uma caixa de sapato – e pesando cerca de 20 quilos, o equipamento representa um grande desafio tecnológico. Poucos países dominam o conhecimento para fabricação de estruturas tão compactas para atividade de defesa. No país, a iniciativa é inédita. O polo de São José dos Campos (SP), maior centro de excelência em ciência aeroespacial do país, se dedica à fabricação do primeiro grande satélite brasileiro, voltado para a área de comunicações, como televisão e banda larga. Composto, inicialmente por quatro empresas e quatro universidades, o projeto será conduzido pela AEL, que atua no ramo de sistema de segurança eletrônica há 30 anos. Serão pelo menos 50 profissionais envolvidos. A expectativa é que 80% dos componentes do satélite sejam produzidos por empresas instaladas no Rio Grande do Sul. Lançamento para 2015 Âncora de um projeto que deve mobilizar oito PhDs, 32 engenheiros e três institutos, além de universidades e empresas, a AEL Sistemas, de Porto Alegre, pretende lançar seu primeiro microssatélite em 2015, na base de Alcântara (MA), considerada uma das melhores do mundo pela localização próxima à Linha do Equador. O MMM-1 não terá controle de órbita, quer dizer, não poderá ser “manobrado” para garantir orientação correta em relação à Terra. Ainda assim, os desafios são vários, entre os quais o de lidar com a temperatura no vácuo: o satélite pode se aquecer por causa do sol, mas o frio chega a -270°C, muito perto da temperatura considerada a menor possível. Também não dá para deixar o satélite cair: o equipamento estará sujeito a forças como a gravidade e a pressão solar, que o “empurram” para baixo. A ideia é projetar, depois, o MMM-2 e o MMM-3, esse último com perspectiva de competir no Exterior. 

O PROJETO:
Características: 
Massa (peso): cerca de 20 quilos 
Tamanho aproximado: 30 cm de altura x 10 cm de largura x 10 cm de profundidade 
Altitude de órbita: 700 quilômetros 
Custo estimado: US$ 250 mil 

Aplicação imediata: 
Setor de defesa Perto de um satélite regular — do tamanho de um carro —, os microssatélites têm a proporção de uma roda. 
Mas ainda há menores, veja a classificação: 
Microssatélite: de 10 kg a 500 kg 
Nanossatélite: de 1 kg a 10 kg 
Picossatélite: menos de 1 kg 

Parceiros: 
UFRGS: processamento de bordo e análise de radiação; 
UFSM: oferecerá a estrutura para a operação no solo; 
Unisinos: sensores e microeletrônica; 
PUCRS: antenas e transponder digital; 
Cientec: ensaios e testes elétricos e ambientais; 
Ceitec: microeletrônica (chips); 

Empresas:
AEL: defesa eletrônica, componentes espaciais e interface de comunicação; 
Digicom: fabricação de dispositivos mecânicos e suprimento de energia; 
GetNet: serviços de comunicação; 
TSM: desenvolvimento, qualificação e produção de antenas. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Espaço

Definido o construtor do satélite geoestacionário brasileiro
O Governo anunciou que escolheu o consórcio europeu Thales Alenia Space para a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, do qual a Arianespace será a responsável pelo lançamento. A oferta do grupo europeu superou as outras duas finalistas, Mitsubishi Electric e Space Systems-Loral, segundo um comunicado do Ministério das Comunicações. Para decidir o vencedor da licitação, o governo levou em conta a solução técnica, o custo, o cronograma de construção, os riscos e as condições de transferência de tecnologia, entre outros aspectos, segundo a nota. O satélite geoestacionário atenderá as necessidades de comunicações das Forças Armadas e será utilizado no plano de universalização da banda larga. O satélite será construído em associação com a companhia estatal Visiona, que é integrada pela Embraer e pela Telebras. Ao anunciar o projeto em 2012, o governo calculou que o satélite exigiria investimentos de R$ 750 milhões. 


Saiba mais: Blog do NINJA de 16/08/2012

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Aeroportos

Autorizado novo aeroporto em SP
O chefe da Secretaria de Aviação Civil (SAC) da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, assinou a autorização para a construção e exploração do Novo Aeroporto Internacional Executivo Metropolitano de São Paulo (Naesp), em São Roque, a 45 quilômetros da capital paulista. O investimento previsto pela incorporadora JHSF no projeto é de R$ 1,2 bilhão e o Naesp terá capacidade de 200 mil pousos e decolagens por ano. O empreendimento será erguido numa área de 2 milhões de metros quadrados, às margens da Rodovia Presidente Castelo Branco, e terá duas pistas, um centro de manutenção de aviões e helicópteros, torre de controle, terminal de passageiros e heliponto. Parte do aeroporto pode começar a funcionar em julho, mas a conclusão final das obras está prevista para a metade de 2015. Com capacidade para receber jatos executivos de grande porte, o novo aeroporto tornará possíveis voos para América do Norte, Europa e Oriente Médio. O Naesp deve capturar parte da demanda de voos executivos dos Aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Santos-Dumont, no Rio, permitindo o aumento das viagens comerciais regulares nas capitais paulista e fluminense. "O empreendimento inteiro na área do aeroporto chega a R$ 6 bilhões", destacou Moreira Franco, citando os projetos comerciais e residenciais da JHSF e de terceiros no entorno do novo aeródromo, numa área que alcança 7 milhões de metros quadrados. "O empreendimento irá contribuir para o fortalecimento da aviação civil no País", completou. O aeroporto de São Roque é o segundo aeródromo privado de aviação geral a ser liberado pela SAC em regime de autorização. No fim de julho, o chefe da SAC da Presidência da República já havia assinado a permissão para a construção do Aeródromo Privado Rodoanel, em Parelheiros, na zona sul de São Paulo.  


Saiba mais: Blog do NINJA de 29/03/2013 e 27/07/2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Heróis Brasileiros

Morre o Brigadeiro Moreira Lima, herói na II Guerra Mundial
Faleceu nesta terça-feira, 13 de agosto de 2013, o Major-Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima, na cidade do Rio de Janeiro. O herói de guerra morreu às 3h30 no Hospital Central da Aeronáutica, onde estava internado havia dois meses. Nascido na cidade de Colinas em 12 de junho de 1919, o Major-Brigadeiro do Ar Rui ingressou nas Forças Armadas em 31 de março de 1939. Foi piloto de combate no 1° Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o combate, executou 94 missões. Posteriormente, foi comandante da Base Aérea de Santa Cruz. É o autor do livro Senta a Pua!, no qual conta as memórias dos combates no teatro de operações na Itália. Posteriormente, o livro ganhou uma versão em documentário, com o mesmo nome.

Carreiras na Aviação

ITA amplia número de vagas para o vestibular
O ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos-SP, aumentou de 130 para 180 o número de vagas oferecidas no vestibular 2014, nos seis cursos de graduação em engenharia. Serão 170 vagas para civis e 10 para militares, nos cursos de engenharia-aeronáutica, eletrônica, mecânica-aeronáutica, civil-aeronáutica, computação e aeroespacial. Segundo o coordenador do vestibular do ITA, Luiz Carlos Rossato, em anos anteriores foram oferecidas 120 vagas para civis e 10 para militares. “O ITA está ampliando sua estrutura e, por isso, teremos oportunidade de atender mais alunos”, disse Rossato. 

Datas
As inscrições para o vestibular devem ser feitas na página do ITA (www.ita.br/vestibular) até o dia 15 de setembro. O valor da inscrição é de R$ 120. As provas serão realizadas em 23 cidades do país, entre os dias 10 e 13 de dezembro. O resultado do vestibular será divulgado no dia 28 de dezembro.

Notas
A Justiça Federal determinou que o ITA faça a divulgação do resultado final do seu concurso vestibular, informando as notas individuais parciais (discriminadas por prova/disciplina) e finais de todos os candidatos, além da classificação final dos aprovados, acompanhada das respectivas notas parciais, finais e dos critérios de desempate. A medida atende solicitação do Ministério Público Federal, que ingressou na Justiça com ação para obrigar a escola a dar maior transparência no processo seletivo da instituição. 

Texto: Jussi Ramos 

Fonte: O Vale

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Arte com Fio

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - divulga hoje as atividades de Francisco Feijes, que se dedica a artesanato em fio, com solda especial e acabamento em banho dourado, prateado ou grafite. Cada peça acompanha uma base de acrílico. Uma ótima opção de presente! Confira e faça a sua encomenda:  www.artecomfio.com.br 

domingo, 11 de agosto de 2013

Especial de Domingo

Santos Dumont, nosso admirável Pai da Aviação, sempre guiou a si mesmo na conquista do conhecimento. No texto de Alexandre Medeiros veremos como ele trilhou os primeiros passos de seus estudos técnicos. O presente artigo está baseado em parte do primeiro capítulo do livro Santos Dumont e a Física do Cotidiano, do mesmo autor (Editora Livraria da Física, São Paulo, 2006). 
Boa leitura. 
Bom domingo. 
Feliz Dia dos Pais!! 

Santos Dumont e seu professor de física
O próprio Santos Dumont relata em suas memórias que o seu pai, um engenheiro que havia estudado na França, na École Centrale des Art et Métiers, conhecendo a sua paixão pelas questões técnicas e científicas, recomendou que ele fosse para Paris onde deveria procurar um especialista em Física, Química, mecânica e eletricidade. Segundo relata Santos Dumont, o seu pai aconselhou-o ainda a estudar aquelas matérias e ter sempre em mente que o futuro do mundo estava na mecânica. Analisando este trecho das memórias de Santos Dumont e tendo em mente que a mecânica e a eletricidade são partes integrantes do que denominamos de Física, somos tentados a achar o seu discurso um tanto redundante ou até mesmo equivocado. Entretanto, o verdadeiro significado presente nas palavras do velho Henrique Dumont deve ser interpretado como uma sugestão para que o jovem Alberto concentrasse os seus esforços nas mais recentes aplicações da mecânica e da eletricidade, ou seja, nos campos da engenharia mecânica e da nascente engenharia elétrica. Além disso, o velho Henrique, conhecendo bem o espírito indômito porém introvertido de seu filho, que dificilmente se adequaria a qualquer rigidez curricular, reforçou a recomendação dada ainda na primeira viagem a Paris para que ele procurasse um bom professor particular como alternativa ao tradicional ensino formal universitário. Santos Dumont iniciou os seus estudos mais avançados em Paris na primavera de 1892 e logo em seguida, já em agosto daquele mesmo ano, receberia a terrível notícia do falecimento de seu pai no Brasil. Após a morte de Henrique Dumont, Alberto frequentou livremente, sem qualquer compromisso formal, durante cinco anos, de 1892 a 1897, as aulas que lhe interessavam nos cursos de engenharia na Sorbonne e também no College de France. Este é um detalhe muito importante de sua formação intelectual, destacado por Gérard Hartmann, mas praticamente ignorado por muitos dos seus biógrafos. No ano seguinte, de 1893, com 21 anos de idade, Santos Dumont passou um tempo na Inglaterra, durante o qual frequentou, novamente como um aluno ouvinte, provavelmente aulas de navegação no Merchant Venturers’ Technical College da cidade de Bristol , onde alguns de seus primos eram estudantes regulares. Ele se interessou por aquela instituição, que daria origem à Universidade de Bristol, também provavelmente devido à sua forte reputação na área da engenharia, especialmente na área de navegação. Não existem, contudo, registros escritos oficiais daquele seu período naquela instituição, pois um bombardeio ocorrido na Segunda Guerra Mundial destruiu uma parte relevante dos arquivos da instituição. Como destaca Henrique Lins Barros, temos, entretanto, o relato de um colega seu daquela época, o brasileiro Agenor Barbosa. Segundo ele, Santos Dumont era um aluno pouco aplicado, ou melhor, nada estudioso para as ‘teorias’, mas de admirável talento prático e mecânico e, desde aí, revelando-se, em tudo, um gênio inventivo.
O seu guia principal nos seus estudos acadêmicos não foi, entretanto, nenhum dos professores a cujas aulas tenha ele eventualmente assistido na Sorbonne, no College de France e nem mesmo no Merchant Venturers’ Technical College de Bristol. Naqueles locais, Santos Dumont nunca seguiu currículos regulares, nem jamais estudou de um modo mais formal. Na verdade, o grande orientador dos seus estudos foi ele mesmo, com a sua liberdade indômita e o seu desejo incontido de guiar o próprio destino, de buscar os seus próprios caminhos. Durante aqueles cinco anos formativos, ele não apenas estudou, mas também fez algumas viagens, não apenas à Inglaterra. Tudo isso fazia parte de sua auto-educação. Há relatos na literatura, por exemplo, sua escalada ao Monte Branco, o ponto mais alto da Europa e que muito o teria deslumbrado. O seu amor pelas alturas ultrapassava agora em muito a simples subida da torre Eiffel realizada ainda em sua primeira viagem a Paris. Naqueles seus anos de estudos, ele não ia muito a festas e bebia pouco, mas já começava a frequentar a animada noite parisiense, embora sem o mesmo destaque em relação ao que obteria anos depois, após os seus arriscados vôos de balão. Para relaxar, ele recorria também aos novos carros adquiridos. Deixou de lado o seu Peugeot e comprou um novo e mais potente De Dion e também um triciclo Dion-Button com motor de dois tempos. Ele tinha mais automóveis que qualquer outra pessoa em Paris, mas aquelas suas caras engenhocas quebravam frequentemente. O lado bom dessa deficiência primitiva dos seus automóveis é que aquilo obrigava-o a tornar-se cada vez mais íntimo dos segredos da máquina a explosão.
Ele fez novamente outras tentativas de voar em um balão esférico com os demonstradores de feiras, mas todas elas sem o esperado sucesso, pois aqueles indivíduos exigiam-lhe quantias absurdas e exageravam nos perigos da aventura. Santos Dumont chegou a comentar em seus escritos que era como se eles quisessem guardar os segredos da aerostação apenas para si mesmos. Assim, entre algumas viagens, noitadas e passeios de automó- veis, ele seguia a sua vida de dedicação aos estudos em Paris naqueles anos de 1892 a 1897. Desde o início desse seu período formativo em Paris, Santos Dumont seguiu à risca o conselho de seu pai e conseguiu um bom professor particular, não propriamente para guiá-lo, mas sim para auxiliar nos seus estudos individuais. Ele conta que logo conseguiu como tutor um antigo professor universitário francês, de origem espanhola, chamado Garcia e que veio a lhe ensinar praticamente tudo o que sabia sobre a Ciência. O próprio Santos Dumont contanos, em seu livro O Que Eu Ví; O Que Nós Veremos, que estudou com o professor Garcia por muitos anos e que de fato não apenas estudou, mas que também viajou bastante naqueles anos formativos do seu conhecimento científico. Não se sabe ao certo quem era esse tal professor Garcia, onde ele havia lecionado nem mesmo qual era o seu primeiro nome. Tudo o que se sabe, de fato, a respeito deste misterioso personagem, é que ele parece ter sido realmente a única pessoa a ter lecionado determinados conteúdos de Física de forma regular a Santos Dumont, ainda que de um modo bastante informal e bem adequado à personalidade do seu abastado, inteligente e caprichoso aluno. Mas, afinal, como foram os tais estudos de Santos Dumont com esse tal professor Garcia, entre 1892 e 1897? Quase todas as suas biografias omitem este seu importante período formativo, justamente o período no qual Santos Dumont estudou uma série de coisas que lhe interessavam, dentre elas a Fí- sica. Como saber, portanto, como teria sido esta sua formação? Paul Hoffman descreve este período da vida de Santos Dumont como uma fase na qual ele teria mergulhado intensamente nos estudos, chegando a tornar-se um autêntico “rato de biblioteca”. Não sabemos até que ponto uma tal inferência é de fato verdadeira, mas ela parece bastante factível, apesar das diversões já assinaladas, se levarmos em conta os seus interesses muito claros nos conhecimentos que desejava adquirir. Não se deve, entretanto, inferir de uma tal afirmação que ele tenha seguido alguma coisa semelhante a um rígido programa de estudos traçado pelo tal professor Garcia, a quem ele parecia muito estimar. O verdadeiro programa de estudos de Santos Dumont foi estabelecido por ele mesmo, certamente com a ajuda de Garcia, mas jamais comandado por este.
Peter Wykeham, outro importante biógrafo, conjectura com muita sensatez que mercê das características muito peculiares da personalidade de Santos Dumont e dos seus interesses específicos de estudo, Garcia deve ter sido não propriamente um guia, mas sim um conselheiro seguro, alguém em que ele podia confiar e com quem podia tirar as suas dúvidas sobre os assuntos estudados. Ele, de início, deve ter tentado outros professores, como conjectura Wykeham, mas não deveria ser tarefa fácil para mestres aposentados enfrentar uma entrevista com um jovem estrangeiro pequenino e dono de si mesmo, plenamente consciente de suas possibilidades. Garcia parece ter sido um achado feliz, um mestre, possivelmente aposentado, de Ciências e engenharia e que teria tido uma atitude positiva em relação a Santos Dumont - sempre receoso do ridículo - e diante de quem Alberto não se sentia constrangido em revelar os seus anseios aeronáuticos. Garcia visitava-o, provavelmente, todos os dias e trazia consigo algumas sugestões interessantes das muitas opções de estudo em Paris, de cursos que valeriam a pena serem seguidos ou de palestras que mereceriam ser assistidas. Ele deveria auxiliar Santos Dumont, sobretudo, a ter uma atitude de avaliação crítica em face das muitas possibilidades de acesso ao conhecimento disponíveis naquela grande cidade. Garcia dava-lhe aulas particulares sobre conteúdos específicos, discutia com ele as coisas interessantes que houvesse visto em alguma palestra ou aula que tivesse presenciado recentemente em alguma Universidade, alguma questão interessante aparecida nos livros que ele lia com frequência e, além disso, tirava as suas dúvidas, quando necessário. O professor Garcia dava-lhe, sem dúvida, uma ajuda inestimável, mas não era jamais um verdadeiro guia. Ele não conduzia, verdadeiramente, o processo educativo de Santos Dumont; essa era uma tarefa que cabia ao próprio Dumont fazê-lo, sob a sua própria conta e risco. Não era, assim, um relacionamento propriamente entre um mestre e o seu discípulo. A influência exercida era útil, mas controlada pelo próprio Santos Dumont. O resultado prático era que apesar da sua educação ser ampla e entusiasticamente conduzida, ela era também caracterizada por uma certa superficialidade. Pode-se conjecturar que a sua educação científica poderia ter sido bem mais sólida, se não houvesse sido ele mesmo o próprio guia de todo o seu processo educativo; se não fosse ele mesmo que estivesse sempre no comando das direções a seguir. Mas isto seria praticamente impossível, pois Alberto aprendia sempre pelos seus próprios métodos de estudo. Com a fortuna que possuía e que não parava de crescer em face das boas aplicações que ele havia feito em ações na bolsa de valores, o admirável mesmo é que ele tenha de fato estudado! E a admiração maior é pelo fato dele ter perseverado em seu objetivo de construir a sua auto-educação.
Em seu tempo, ainda não existiam, obviamente, cursos de engenharia aeronáutica. Deste modo, ele jamais poderia ter se formado em um curso universitário desta natureza. E outros títulos seriam para ele não mais do que um simples ornamento dispensável. Também por isso, Santos Dumont optou, mais uma vez, pela sua liberdade, por não seguir nenhum curso universitário. Ele não se formou em engenharia aeronáutica, ele se fez a si próprio um engenheiro aeronáutico, um pioneiro autodidata que daria passos importantes para a inauguração de uma nova era nas conquistas tecnológicas aeronáuticas da humanidade. Mas, afinal, como podemos saber o que Santos Dumont aprendeu de Física e quanto esse conhecimento influenciou em sua trajetória seguinte de conquistas tecnológicas? Que conteúdos de Física eram esses não se sabe ao certo, mas uma análise cuidadosa dos trabalhos e das aventuras de Santos Dumont, assim como dos seus escritos sobre os mesmos, pode conduzir-nos a inferirmos os seus possíveis conhecimentos nesta área. Cremos que com um tal esforço analítico podemos desvendar muito do que, de fato, Santos Dumont estudou e aprendeu e que tipo de potencial interpretativo da Natureza um tal conhecimento lhe propiciou. Do mesmo modo, também, podemos reconhecer as possíveis deficiências e limitações deste seu conhecimento.
Além disso, em um tal percurso, podemos ser levados a analisar uma série de fenômenos do cotidiano à luz das leis da Física em situações diversas ensejadas por Santos Dumont e, desta forma, refletirmos, aprendermos e ensinarmos uma série de conteúdos interessantes e úteis na compreensão do universo que nos cerca. Este, entretanto, é um desafio que transcende a extensão deste presente artigo e que nos remete necessariamente para estudos mais específicos que contemplem um tal tema.

Texto: Alexandre Medeiros

sábado, 10 de agosto de 2013

Biblioteca Ninja

TRAJETÓRIA DE HONRA
De Sargento a Brigadeiro
Uma vida de amor à Força Aérea Brasileira
O livro, da Action Editora, retrata a história de vida pessoal, familiar e profissional de um filho de jardineiro e neto de imigrantes que desde a infância sonhou em ser aviador militar. Iniciou sua carreira como sargento e terminou como Major Brigadeiro, após 43 anos como aviador da FAB – Força Aérea Brasileira, onde voou em 15 tipos de aeronaves. Pautou sua vida pelo amor à família, amor à Pátria, respeito ao próximo, ética, honradez e dedicação integral ao trabalho. Trajetória de Honra é sem dúvida um livro inspirado. Ele foi escrito pelo Major-Brigadeiro-do-Ar Walacir Cheriegate, em parceria com sua esposa Diolásia Cheriegate, e reflete exatamente sua história de vida profissional tal como ela foi de fato vivida. O que está aí é o que ele sempre acreditou e apregoou. Me lembro ainda hoje de suas palavras "a palavra convence mas o exemplo arrasta" que descreve muito bem seu estilo de liderança honesta, mobilizadora e inspirada. Um homem íntegro, de grande caráter pessoal e exímio militar que ao mesmo tempo nunca perdeu sua simplicidade e sua humildade. As relações que desenvolveu ao longo da carreira foram sempre humanas e refletem valores cunhados no berço da então provinciana Ponta Grossa. Ele nunca se desviou de seus valores mesmo durante um dos períodos de maior turbulência em nossa história. Se você gosta de um bom livro, daqueles que não dá vontade de largar, vá em frente e comece a ler. Poucas biografias que li conseguem conciliar uma boa história fatual com uma leitura leve e agradável. Se você é um jovem que começa sua carreira seja ela militar, civil ou pública e acredita em seus valores e quer lutar por seus ideais, leia o livro. Você vai se inspirar na história de um homem que viveu exatamente isso e prova que é possível ser íntegro a si mesmo e ser feliz pessoalmente mesmo quando a vida coloca obstáculos à sua frente. A história do Walacir está aí para provar isso. 

Texto: Daniel Samways

Fonte: www.amazon.com.br

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Aeroportos

Expansões de aeroportos regionais tentam atrair empresas
Aeroportos que não conseguem atrair empresas aéreas estão sendo contemplados pelos governos estadual e federal em obras de expansão. Em São Paulo, enquanto Congonhas e Guarulhos operam no limite, não têm linhas cidades como Araraquara, Piracicaba, Franca, São Carlos, Sorocaba, Votuporanga, Ourinhos, Barretos e Avaré. Boa parte dessas cidades teve linhas entre 1975 e 1999, quando as empresas eram obrigadas pelo governo a assumir rotas deficitárias. Na prática, passageiros de linhas rentáveis subsidiavam voos com baixa demanda. Os aviões tinha ainda menor autonomia de vôo e faziam mais escalas. Nos anos 1990, o mercado foi desregulado. Restaram poucas linhas comerciais no interior, como em Ribeirão Preto, que de janeiro a junho teve 540 mil passageiros, e São José do Rio Preto, com 360 mil. Se as companhias aéreas não apostam na viabilidade de rotas menos procuradas, o setor público tem mais crença nos aeroportos regionais. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Aeronaves

Mirages da FAB param de voar em dezembro de 2013
A Força Aérea Brasileira (FAB) desativará sua frota de caças Mirage-2000 C/B, usados em interceptação, à 0h do dia 31 de dezembro, por conta do esgotamento da capacidade de operação das aeronaves. Segundo a FAB, as aeronaves já tiveram seu tempo de uso prolongado em dois anos. De 12 caças desse modelo, que compõem o lote do 1º Grupo de Defesa Aérea, em Anápolis (GO), apenas seis são usados atualmente, já que os demais foram utilizados como suprimento para o prolongamento do uso dos aviões. O esgotamento dos caças é total e não há condições de um novo prolongamento do tempo de uso. Por conta disso, um grupo de trabalho foi montado para definir o que será feito com as aeronaves. Baseados em Anápolis (GO), os caças são responsáveis, principalmente, pela defesa da capital federal do País, Brasília. Com o atraso na compra de novos caças previstos no programa F-X2, que se arrasta desde o governo Fernando Henrique Cardoso, os oficiais da FAB analisam de que forma será feita a defesa da região. O programa militar se arrasta há anos, e tem três países como principais competidores: França, com os Rafale, Estados Unidos, com o F-18 Super Hornet, e a Suécia, com o Gripen NG. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Museus

MUSAL faz 40 anos
Aeronaves P-95A Bandeirante Patrulha e U-42 Regente e o livro “Museu Aeroespacial – 40 anos” fizeram parte das comemorações dos 40 anos do Museu Aeroespacial (Musal), realizada no dia 02 de agosto de 2013, no Campo dos Afonsos, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o diretor do Musal, Brigadeiro Márcio Bhering Cardoso, “comemorar 40 anos revigora nosso espírito e nos incentiva a novas conquistas”. Os irmãos Mauro, Flávio e Henrique Lins de Barros, autores do livro sobre os 40 anos da instituição, autografaram a obra, um marco na história do museu. O aniversário marcou também a abertura da nova Sala de Exposições Temporárias, com pinturas do artista plástico Oscar Fraga, e a Sala de Armas, que foi totalmente revitalizada. 

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Carreiras na Aviação

Blackhawk pilotado por mulheres do Esquadrão Harpia
O Blackhawk é o maior e mais pesado helicóptero militar em operação no Brasil. São 19 metros de comprimento e até 9.185 kg sustentados por duas turbinas de 1.940 shp de potência. Como um verdadeiro "faz-tudo", a aeronave é presença constante em exercícios militares e missões reais, como busca e resgate, transporte de tropas e ajuda humanitária. No dia 1° de agosto, pela primeira vez, toda essa capacidade esteve nas mãos de duas mulheres, as Tenentes Déborah Gonçalves e Caroline Pedretti, ambas do Esquadrão Harpia, de Manaus (AM). "Pra gente é uma missão normal. Não interessa se é homem ou mulher, e sim se é capaz de cumprir o que está previsto", diz a Tenente Pedretti. Formada em 2010 pela Academia da Força Aérea, em 2011 ela tirou o 1° lugar no curso de formação de pilotos de helicóptero e escolheu servir em Manaus em 2012 com o único objetivo de voar o Blackhawk. "Ele consegue transportar muito peso. É incrível", conta. Com 1,63m de altura, ela garante que as mulheres são tão capazes quanto os homens para dominar essa máquina de guerra. "Nós fazemos um treinamento com o módulo de assistência ao piloto desligado, o que aumenta o peso nos comandos. Mas a gente faz normalmente", explica. Outro desafio vencido pela Tenente Pedretti foi passar no Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva (CABAS), exigido para os aviadores que voam na região amazônica. "Deu para aprender bastante coisa sobre a selva. Se a gente precisar pernoitar em alguma localidade remota, por exemplo, vai ser muito útil". Já para para a Tenente Déborah, Comandante da missão do dia 1° de agosto, fazer parte do Esquadrão Harpia também é uma experiência relevante por conta das missões da Força Aérea Brasileira na região amazônica. “É uma região muito carente, onde as pessoas precisam muito de ajuda", afirma. Com 15 anos de experiência como mecânico de helicópteros, o Tenente Vinícius Batista estava a bordo voo histórico. Ele conta que em 1998, quando começou a voar a bordo dos antigos H-1H, jamais pensou que um dia iria estar sob o comando de duas mulheres, mas que elas desempenham muito bem o trabalho. "Elas são Comandantes de aeronaves. Elas chegam a desenvolver muito melhor que outros homens", revela. 

Fonte: VII COMAR e Agência Força Aérea