Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Legacy 450

O primeiro voo do Legacy 450
A Embraer realizou em 28/12, com sucesso, o primeiro voo do novo jato executivo Legacy 450. O teste foi feito ao meio-dia com decolagem do aeroporto de São José dos Campos-SP. Os pilotos de teste Eduardo Camelier e Eugênio Cará e o engenheiro de ensaios em voo Carlos Kobayashi voaram a aeronave por 1 hora e 35 minutos, realizando avaliação de características de controle e de desempenho. "Além de estabelecer uma nova referência no mercado de aviação executiva, trazendo inovações que refletem nossa visão, nosso compromisso com os clientes e nossa paixão pela excelência, parabenizo todas as pessoas da Embraer por cumprir essa importante etapa do programa Legacy 450 no prazo previsto", disse Frederico Fleury Curado, diretor-presidente da Embraer. "O Legacy 450 será o melhor jato executivo da categoria mid-light, atendendo às necessidades e expectativas de clientes ao redor do mundo", disse Marco Túlio Pellegrini, Vice-Presidente de Operações da Embraer Aviação Executiva. Em seu voo inaugural, a aeronave realizou manobras para avaliação das características de voo e executou uma variedade de testes de sistemas, tendo sido beneficiada por uma campanha avançada de simulações de voo e de extensivos testes em solo. "O voo foi um sucesso. O sistema full fly-by-wire, com manches laterais de controle, proporcionou um voo muito tranquilo. Com um avançado sistema de aviônicos, a operação da aeronave foi muito fácil e intuitiva", disse o comandante Camelier.

O avião
O Legacy 450 é um jato executivo da categoria mid-light com uma cabine de passageiros de 1,82m de altura e piso plano. Quatro poltronas totalmente reclináveis podem ser convertidas em dois leitos para repouso completo em uma altitude de cabine máxima de 6.000 pés.

O sistema de entretenimento a bordo inclui um sistema de vídeo de alta definição, som surround e várias opções de entrada de áudio e vídeo. Sistemas de comunicação de voz e dados também são opções disponíveis. A cabine de passageiros possui um refreshment center (armários para armazenamento de bebidas, alimentos e outros utensílios) na entrada, um lavabo privativo ao fundo e uma área interna para bagagem de mão. O espaço total para bagagem é o maior da categoria.

O Legacy 450 é o primeiro jato executivo de sua categoria equipado com sistema de comandos de voo eletrônico full fly-by-wire, manche lateral de controle (sidestick) e a suíte de aviônicos Rockwell Collins Pro Line Fusion, completamente digital, que conta com quatro telas planas LCD de alta resolução de 15,1 polegadas, cartas e mapas eletrônicos Jeppesen e sistema de visão sintética (SVS). Recursos opcionais incluem o E2VS (Embraer Enhanced Vision System), que contém o Compact HUD (Head-Up Display) e o EVS (Enhanced Vision System), ambos sistemas de última geração da Rockwell Collins.

A aeronave é equipada com dois modernos motores Honeywell HTF 7500E, de baixo consumo de combustível. Com quatro passageiros e reservas NBAA IFR, o Legacy 450 é capaz de voar, sem escalas, de Los Angeles a Boston, nos Estados Unidos, ou de São Paulo a Lima, no Peru.

Especificações do Legacy 450
Alcance (reservas NBAA, 200nm de alternado, LRC, 4 passageiros) 
4.630 km

Cruzeiro de alta velocidade
Mach 0,82

Distância de decolagem (MTOW, ISA, nível do mar)
1.219 m

Altitude máxima de operação
13.716 m / 45.000 pés

Configuração dos assentos
2 + 6/9

Altura máxima da cabine
1,82 m

Largura máxima da cabine
2,08 m

Comprimento da cabine
7,31 m

Capacidade total de bagagem
4,24 m³

 Fontes: O Vale e Embraer

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Transporte Aéreo

Perspectivas da aviação regional para 2014
O programa de aviação regional, que contempla investimentos bilionários em 270 aeroportos do interior, finalmente decolará em 2014. A promessa é do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wellington Moreira Franco, que prevê o início das licitações para obras e reformas de terminais e nas pistas ainda no primeiro trimestre. Antes das obras, que podem receber cerca de R$ 7 bilhões, estão sendo desembolsados R$ 292 milhões na elaboração de estudos de viabilidade técnica e anteprojetos conceituais de engenharia para seis lotes de aeroportos regionais. Quatro dos seis lotes, abrangendo mais de duas centenas de municípios, já tiveram contratos assinados. As projetistas deverão entregar seus trabalhos, progressivamente, até junho. “Bons projetos feitos agora vão fazer a diferença lá na frente”, diz Moreira Franco. Ele lembrou os problemas enfrentados pela estatal com o Tribunal de Contas da União nos últimos anos para ressaltar a importância de ter estudos de qualidade que não levem a paralisações de obras no futuro. Para todos os aeroportos regionais haverá quatro tipos de terminais de passageiros, padronizados e permitindo o crescimento em módulos, à medida que a demanda crescer. Toda a compra de equipamentos – mobiliário dos terminais, aparelhos de raio X, caminhões anti-incêndio – será feita em conjunto, com ganhos de escala.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Especial de Domingo

Neste último domingo do ano, reproduzimos uma rápida retrospectiva das recentes ações da Força Aérea Brasileira na ajuda humanitária às vítimas das enchentes no Espírito Santo. Vale como uma pequena homenagem aos integrantes da FAB, sempre prontos para defender o Brasil e os Brasileiros. Com estes exemplos, o Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - aproveita para desejar um ano novo em que a prática de boas ações se faça presente, sempre!
Feliz 2014!

Helicóptero da FAB auxilia no socorro às vítimas das enchentes no Espírito Santo
Um helicóptero Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB) atua desde sexta-feira (20/12) no auxílio às vítimas das enchentes provocadas pelas chuvas no estado do Espírito Santo. A aeronave, do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5º/8º GAV), está empenhada no resgate de vítimas e transporte de mantimentos. Na sexta-feira (20/12) o helicóptero da FAB foi acionado e decolou para o município de Pancas, distante 120 km de Vitória, para resgatar uma criança de um ano e dois meses de idade. Ela havia passado por uma cirurgia nos rins e devido a complicações precisava ser transportada com urgência para um hospital da capital. “O tempo ruim e o terreno montanhoso dificultaram a navegação e a localização da cidade. Pousamos em um campo de futebol e transportamos a criança e a mãe para o aeroporto de Vitória”, ressalta o comandante da aeronave, Tenente Aviador Thiago Maurício Marins de Barros.
No domingo (22/12), a aeronave da FAB transportou duas toneladas de mantimentos para Linhares, principal cidade do norte capixaba, localizada a cerca de 100 quilômetros da capital. Mais de 25 mil pessoas estão fora de casa por causa das chuvas no Espírito Santo. Já são 50 cidades atingidas pelas enchentes.

FAB resgata 162 vítimas das enchentes no Espírito Santo
Em quase uma semana de atuação, a Força Aérea Brasileira (FAB) já resgatou 162 pessoas, vítimas das enchentes provocadas pelas chuvas no estado do Espírito Santo. Além disso, transportou cerca de oito toneladas de suprimentos, entre medicamentos, alimentos e água potável. A FAB está empenhada na missão de ajuda humanitária com dois helicópteros Black Hawk, um Super Puma e mais três aviões. A FAB opera em duas frentes. Uma a partir da cidade de Linhares e outra em Vitória, capital capixaba, onde foi criado um centro de coordenação conjunto com o Corpo de Bombeiros. “As informações de pedido de socorro são recebidas nesta central e repassadas para as aeronaves em forma de coordenadas geográficas. Este sistema agiliza muito a localização dos pontos a serem socorridos”, explica o Tenente Aviador Vinícius Monteiro de Barros Whebe Salum, piloto da FAB. Nos dias 24 e 25 de dezembro, os militares da FAB realizaram o resgate de 88 pessoas. Nesta quinta (26/12), os helicópteros haviam resgatado mais 74 vítimas das enchentes.
“Tivemos de fazer o procedimento com guincho para retirar as pessoas. Havia muitas crianças, mulheres grávidas com recém-nascidos, alguns idosos, pessoas doentes ou com alguma deficiência que exija medicação contínua”, ressalta o Tenente Salum.
"Estamos muito empenhados em ajudar toda a população. O tempo deu uma trégua possibilitando realizarmos muitas decolagens e resgates. Estamos mapeando a região para facilitar a coordenação com os bombeiros em suas embarcações", complementa o militar.

FAB resgata família inteira no município de Baixo Guandu (ES)
Um helicóptero Super Puma da Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou na quinta-feira (26/12) quatro pessoas da mesma família que estavam isoladas na região de Lages, na cidade de Baixo Guandu, distante 180 quilômetros de Vitória, capital capixaba. A aeronave do Esquadrão Puma (3º/8 ºGAV) pousou em uma região montanhosa de difícil acesso e resgatou uma senhora de 75 anos com os dois netos e a mãe das crianças. "Deus ilumine esses anjos que apareceram para salvar a gente. Lá estava muito perigoso", ressaltou a mãe, Eandra Batista. Os moradores ficaram assustados com a intensidade da chuva. "Faz 50 anos que eu moro aqui e nunca vi uma chuva dessas. A água tomou conta da casa e perdemos tudo", disse Jaciara Bimba, a avó de 75 anos.



Para esse tipo de missão, os militares planejam a rota, preparam a aeronave com o material para resgate e primeiros socorros. A tripulação mínima é de dois pilotos, um mecânico, um operador de equipamentos especiais e dois "resgateiros". Para o Tenente Infantaria André Luis Silveira, a imprevisibilidade da missão é o principal obstáculo. "O maior desafio dessas missões é ir sem saber o que vai encontrar. Tudo pode evoluir conforme as condições do tempo, do local e do estado das pessoas que vão ser resgatadas", explica o militar. Na manhã de sexta-feira (27/12), uma aeronave Bandeirante da FAB decolou da capital Vitória com medicamentos para a cidade de Linhares. De lá helicópteros vão distribuir o material, composto por antibióticos, hipoclorito de sódio (utilizado para descontaminar água), analgésicos e ataduras para os municípios de São Mateus e Colatina.

Fonte: FAB

sábado, 28 de dezembro de 2013

Aeronaves

Honda lança avião concorrente do Phenom da Embraer
A Honda Aircraft Company anunciou que seu primeiro jato executivo recebeu a primeira certificação da Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos. O órgão regulador americano também certificou o centro de manutenção da companhia. A provação significa que a aeronave entrará na fase final de certificações e aproxima o futuro concorrente da Embraer do mercado. O HondaJet atenderá os requisitos da certificação tanto em solo como no ar. Agora começa a fase final de certificação com testes em voo e a participação de pilotos da FAA. A expectativa é de que o jato seja aprovado pela FAA no primeiro trimestre de 2015, e as primeiras entregas devem ser feitas logo em seguida. O programa da Honda já está com atraso de pelo menos dois anos, já que a certificação do jato executivo era esperada para agosto do ano passado. O HondaJet poderá levar até cinco passageiros e terá como similares o Phenom 100, da fabricante brasileira Embraer, e o Citation CJ1+, da americana Cessna. A produção está sendo feita em Greensboro, no Estado americano da Carolina do Norte.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Aeronaves

Aviões desativados usam espaço útil de aeroportos
Doze aeroportos do país, inclusive o Salgado Filho, em Porto Alegre, converteram-se em depósitos para aeronaves que não podem voar e apodrecem ao relento, além de atravancar terminais já congestionados. Atualmente, 55 aviões fora de operação permanecem em local impróprio no país, à espera de leilão ou para serem retirados por seus novos proprietários. Terminais do Amazonas e de São Paulo são os que guardam o maior número de aeronaves fora de uso. No Aeroporto Internacional Salgado Filho, a situação é incomum. No final de junho de 2012, dois antigos Boeing da Varig – que faliu em 2006 – foram arrematados em leilão. Mas continuam no mesmo lugar, deteriorando-se, porque os novos donos ainda não os removeram. Quem assumiu a tarefa de desobstruir os aeroportos foi o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que lançou o Programa Espaço Livre. Desde fevereiro de 2011, 38 aviões de companhias falidas foram adquiridos nos leilões realizados.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Embraer

Saratov Airlines torna-se a primeira operadora de E-Jets na Rússia
A Embraer Aviação Comercial anunciou em 19/12/13 que a Saratov Airlines (Saravia), baseada na cidade de Saratov, será a primeira operadora dos E-Jets na Rússia. A companhia aérea arrendou dois jatos E195 que entrarão em operação nas próximas semanas. O E190 e o E195 foram certificados pela autoridade aeronáutica russa Interstate Aviation Committee em dezembro de 2012. Os E195 estão configurados com 114 assentos em duas classes e operados a partir da base da empresa aérea no Aeroporto de Saratov, cidade situada às margens do Rio Volga, no leste da Rússia Europeia. As aeronaves estão programadas para serem utilizadas em serviços regulares bem como em voos fretados para Dubai, Europa, Ásia e África, em associação com a Magellan, parceira da Saratov na área turística. “Nós vemos um bom potencial na Rússia para aeronaves com a capacidade que os E-Jets oferecem”, disse Paulo Cesar Silva, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial. “Como primeira companhia aérea da Rússia a voar o E195, a Saratov Airlines vai comprovar o excelente custo-benefício, confiabilidade e conforto de cabine da aeronave. Estou certo de que tanto passageiros quanto tripulantes vão desfrutar da experiência de voar dos E-Jets e que a companhia aérea vai rapidamente perceber os benefícios.” 
“A Saravia escolheu o E195 devido à sua capacidade comprovada de operar dentro de uma ampla esfera de modelos de negócios”, afirmou o Diretor Geral da Saratov, Konstantin Sokolov. “Estamos ansiosos para começar a perceber melhorias na eficiência da frota com a introdução dessa aeronave, a qual possui um conforto de cabine que sabemos que nossos passageiros vão adorar. O E195 vai nos manter competitivos.” A Saratov (Saratov Airlines Joint Stock Company) opera voos regulares e charter nacionais e internacionais a partir de Saratov para destinos na Europa e na Comunidade de Estados Independentes (CEI). Sua base principal está no Aeroporto de Tsentralny (RTW), em Saratov. A Saratov Airlines se junta a uma lista crescente de clientes no Leste Europeu e na Ásia Central que já contam com os E-Jets em suas frotas: Air Astana, Air Lituanica, Air Moldova, Azerbaijan Airlines, Belavia, Bulgaria Air, Estonian Air, LOT Polish, Montenegro Airlines e Ukraine International Airlines. Juntas, essas empresas aéreas operam uma frota de 66 E-Jets.

Fonte: Embraer

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Tecnologia

O caça Gripen reduzirá a dependência tecnológica brasileira
O professor Alvaro Martins Abdalla, da Escola de Engenharia da USP-São Carlos, afirma que a escolha do caça Gripen para renovar a frota da FAB – Força Aérea Brasileira representa uma oportunidade para o Brasil reduzir sua dependência tecnológica no setor. Dependendo do acordo entre a Embraer e a Saab, a parceria pode resultar em vantagens não só para a aviação militar, mas também para a aviação civil. Apesar de as três aeronaves selecionadas cumprirem todos os requisitos do programa FX, a decisão pela compra do Gripen foi acertada. Pilotos, engenheiros e a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate da FAB fizeram uma avaliação detalhada das propostas e escolheram o Gripen. A aeronave tem baixo custo unitário e operacional, sistemas relativamente simples, o que facilita a integração de armamentos de diferentes tipos e fabricantes, inclusive nacionais. A Saab garantiu total e irrestrita transferência de tecnologia do Gripen para a indústria brasileira. Além disso, a empresa terá a indústria brasileira integrada em todas as fases de desenvolvimento da aeronave. Mas, mais do que a transferência de tecnologia, é importante o fato de o Brasil poder ser parceiro no desenvolvimento da aeronave. O Gripen NG não está totalmente pronto. Poderemos aprender a projetar, a modificar e a aperfeiçoar uma aeronave de combate. É uma oportunidade para o Brasil reduzir sua dependência tecnológica no setor. A escolha do Gripen NG proporciona a base para o desenvolvimento de uma aeronave militar supersônica brasileira.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

EDA

Esquadrilha da Fumaça: rumo a 2014
A equipe do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) entra em recesso a partir de hoje, 23 de dezembro, com término previsto para 24 de janeiro de 2014. O ano de 2013 foi marcado pela última demonstração e despedida da aeronave T-27 Tucano na Esquadrilha da Fumaça e pelo início do “Programa de Implantação Operacional da Aeronave A-29 Super Tucano”. Neste ano, a Esquadrilha recebeu mais três pilotos novos que voarão nas posições de nº 3, 5 e 6, dois graduados especialistas nas áreas de Manutenção de Aeronaves e de Serviços Administrativos; e mais quatro soldados para auxiliarem nos trabalhos das seções. Em 2014, o grupo irá retornar os treinamentos com o Super Tucano e dará início à formação dos novos pilotos em suas respectivas posições. Não há, ainda, data definida para retorno das demonstrações da Esquadrilha da Fumaça.

Fonte: EDA

domingo, 22 de dezembro de 2013

Especial de Domingo

Um dos fatos marcantes para o setor aeronáutico em 2013 aconteceu nesta semana, com a decisão do país de optar pelos caças suecos Saab Gripen NG para equipar a Força Aérea Brasileira. Registramos hoje a cobertura da notícia, com a seleção de conteúdo do portal G1. 
Boa leitura.
Bom domingo!

Brasil escolhe os caças suecos Gripen
Depois de 15 anos de negociações, o governo brasileiro anunciou na quarta-feira (18/12/13) a compra de 36 caças supersônicos do modelo sueco Gripen, que farão parte da frota da Força Aérea Brasileira (FAB). De acordo com a Aeronáutica, o preço total da aquisição será de US$ 4,5 bilhões, a serem pagos até 2023. Segundo o ministro da Defesa, Celso Amorim, que fez o anúncio, a decisão "foi objeto de estudos e ponderações muito cuidadosas". Outras duas empresas – a norte-americana Boeing e a francesa Dassault – disputavam com a Saab, fabricante do Gripen, o fornecimento dos caças ao Brasil. "A escolha, que todos sabem, foi objeto de estudos e ponderação muito cuidadosa, levou em conta performance, transferência efetiva de tecnologia e custo, não só de aquisição, mas de manutenção. A escolha se baseou no melhor equilíbrio desses três fatores", afirmou o ministro da Defesa, Celso Amorim. Segundo o ministro, a aquisição dos caças não terá "nenhuma implicação" no orçamento da União de 2013 nem no de 2014. Segundo ele, a etapa de discussão do contrato pode demorar entre 10 e 12 meses, e a transferência dos recursos para a empresa sueca só será feita após essa etapa. "[A negociação do contrato] é algo demorado. Implica garantias contratuais de que aquilo que foi ofertado efetivamente ocorrerá", justificou Amorim. Segundo a assessoria de imprensa da Aeronáutica, ainda será negociado no contrato quando será feito o primeiro pagamento. O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, informou que os primeiros aviões chegarão 48 meses depois da assinatura do contrato, prevista para o final de 2014. Assim, o Brasil deverá começará a receber as aeronaves a partir de 2018. Segundo Saito, serão entregues 12 aviões por ano. Saito disse que a transferência de tecnologia será completa e feita diretamente à Embraer, que participará da montagem das aeronaves. "Quando terminar o desenvolvimento, nós teremos propriedade intelectual desse avião, isto é, acesso a tudo", disse Saito. Segundo ele, a brasileira Embraer e a Saab vão atuar em conjunto na transferência de tecnologia e na produção do caça. Segundo ele, outras empresas poderão, posteriormente, participar do projeto.

'Vamos pechinchar'
O comandante da Aeronáutica informou que 80% da estrutura do avião será construída no Brasil. As asas, por exemplo, já estão sendo produzida por uma empresa de São José dos Campos e, segundo o comandante, já com padrão supersônico. Segundo ele, serão mais de 15 empresas envolvidas. Saito esclareceu também que os US$ 4,5 bilhões equivalem a proposta feita pela empresa sueca, mas que, durante a negociação do contrato, o valor pode ser revisto. "Nós vamos pechinchar ao máximo". Ele contou que a presidente Dilma Rousseff o informou da escolha somente na terça-feira (17). "Presidenta, muito obrigado. Eu acho que a Força Aérea e o Brasil ganharam muito com isso", ele relatou ter dito à Dilma quando recebeu a notícia. Ele contou que participa do processo de escolha dos caças desde 1995. "Estou muito feliz de ter perseguido esse objetivo", disse. Segundo ele, todas as empresas foram avisadas ao mesmo tempo da escolha.

Aviões 'à altura'
O ministro Celso Amorim disse que, com a decisão do governo, "em breve, teremos aviões à altura da necessidade de defesa do país". O ministro ressaltou – dentro do acordo de transferência de tecnologia – a abertura do código-fonte de armas, que, segundo ele, permitirá adicionar ao avião armamentos brasileiros. De acordo com o brigadeiro Marcelo Damasceno, chefe da comunicação social da Aeronáutica, os caças Gripen “vão atender às necessidades operacionais da FAB pelos próximos 30 anos”. Segundo ele, as aeronaves ajudarão na defesa aérea do Brasil e serão capazes de promover ataques no solo e no mar. “Ele [o Gripen] permitirá à FAB enfrentar ameaças em qualquer ponto do território nacional com carga plena de armas. O conjunto de conhecimentos e capacitação tecnológicos contribuirá para que a indústria nacional se capacite para a produção de caças de última geração em médio e longo prazo”, disse Damasceno. Em entrevista ao Jornal da Globo, em 2009, o presidente-executivo da Saab, Äke Svensson, explicou porque, para ele, o Gripen é o melhor caça para o Brasil. "Na comparação com os concorrentes, é o mais barato, tem o armamento mais completo, os sistema de controle, detecção e combate mais avançados e – o que só ele faz – pousa até num pedaço de estrada qualquer, de 500 metros, se for preciso", disse.


Estados Unidos
Celso Amorim afirmou que o governo brasileiro tentará, na negociação do contrato final, obter da Suécia o máximo de transferência de conhecimento tecnológico. “Há uma disposição efetiva de transferir essa tecnologia”, afirmou. Amorim foi questionado sobre o fato de a turbina do avião Gripen ser produzida nos Estados Unidos. Como o contrato é feito com a Suécia, essa parte da tecnologia de produção do avião não passaria ao Brasil. O ministro destacou que a turbina é “importante”, mas não é o “coração” da aeronave. “Sabemos que a turbina é norte-americana, mas não é tão sensível em matéria de conhecimento como outras partes do avião. [...] Embora seja uma parte importante, não é do ponto de vista tecnológico o coração do avião”, afirmou. De acordo com o ministro, o fato de o Brasil ter optado por um contrato com a Suécia não prejudica as relações comerciais com os Estados Unidos. “Temos uma boa relação com os Estados Unidos. Diariamente compramos partes para outros aviões. Não há nenhum temor.”

A disputa
A notícia de que a compra seria anunciada na tarde desta quarta (18), foi dada pela presidente Dilma Rousseff em discurso durante almoço com oficiais das Forças Armadas no Clube Naval da Marinha, em Brasília. Três países disputavam a venda das aeronaves ao Brasil – Estados Unidos, com caças de modelo F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing; Suécia, com o Gripen, da empresa Saab; e França, com os jatos Rafale, da companhia Dassault. Na semana passada, o presidente da França, François Hollande, chegou a conversar com a presidente Dilma Rousseff sobre o andamento das negociações, em visita de Estado que fez ao Brasil. O presidente da empresa francesa Dassault compôs a comitiva de Hollande. No entanto, segundo fontes do governo, o preço das aeronaves francesas foi considerado elevado. Já as negociações com os Estados Unidos ficaram estremecidas após as notícias de que o governo norte-americano teria espionado comunicações da presidente Dilma Rousseff, ministros e assessores. Dilma chegou a cancelar uma visita de Estado que faria a Washington, em setembro deste ano, após as denúncias. A notícia dos atos de espionagem foi divulgada pelo jornalista Glenn Greenwald com base em documentos vazados por Edward Snowden, ex-agente da NSA, agência norte-americana de inteligência.

O programa
Iniciado em 1998 no governo Fernando Henrique Cardoso, o projeto FX previa a compra de 12 supersônicos com a transferência de tecnologia do fabricante para a Força Aérea Brasileira (FAB), que culminaria em um total de 120 unidades fabricadas no Brasil. Devia ser assinado até 2004, quando terminava a validade das propostas. Mas a decisão foi adiada para o governo Luiz Inácio Lula da Silva, que, no lugar do FX, lançou o programa FX-2. O projeto de compra e transferência de tecnologia chamado FX-2 foi lançado em 2008. O custo estimado no mercado é de até US$ 6,5 bilhões. Os novos aviões substituirão os Mirage, cuja aposentadoria está prevista para o próximo dia 31. Em 2009, Brasil e França chegaram a anunciar a compra dos caças Rafale, da francesa Dassault. Depois, o governo brasileiro voltou atrás. O programa FX-2 prevê a compra de 36 aeronaves de combate, domínio do sistema de armas, parcerias com empresas brasileiras, acordos de cooperação técnico-operacional e a transferência de tecnologia para que o Brasil ganhe condições de produzir pelo menos parte do avião no país.

Fonte: G1

sábado, 21 de dezembro de 2013

Despedida do Mirage 2000

FAB realiza cerimônia de desativação dos caças Mirage 2000
Uma solenidade militar realizada na Base Aérea de Anápolis (BAAN) ontem, sexta-feira (20/12), marcou a despedida simbólica dos caças Mirage 2000 da Força Aérea Brasileira (FAB). As aeronaves continuam em operação até o final deste mês fazendo a proteção da capital federal e devem ser substituídas a partir de janeiro pelos caças F-5EM. Na ocasião, também ocorreu a passagem de comando do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) - Esquadrão Jaguar. Os Mirage, batizados na FAB de F-2000, atuam na defesa aérea do país desde 2006 e já completaram mais de 10 mil horas de voo. Para o Tenente-Coronel Eric Breviglieri, piloto da FAB com 1038 horas de voo no caça, a aeronave atendeu todos os requisitos necessários enquanto esteve em operação. “O Mirage é a máquina, é excelente e foi de grande valia para ajudar neste salto que vamos dar a partir de agora com o Gripen. Os conceitos e o emprego do Mirage vão auxiliar a assimilar mais fácil o novo caça”, revela o Tenente-Coronel Breviglieri. Os 12 Mirage foram adquiridos da França já usados como uma solução temporária para a aviação de caça de alta performance no Brasil. Pelo plano inicial os jatos iriam parar no final de 2011, mas com ajustes seis aeronaves foram poupadas e permaneceram em voo. O Governo já anunciou a aquisição dos substitutos do Mirage: o Gripen NG da empresa sueca Saab. Até que os novos caças cheguem, as missões de defesa aérea, antes desempenhadas pelo Mirage, ficarão a cargo dos caças F-5EM. Os três esquadrões com F-5, do Rio de Janeiro, Manaus e Canoas vão assumir o alerta de defesa aérea a partir da BAAN com suas próprias aeronaves. “A partir de primeiro de janeiro as aeronaves F-5 assumirão a defesa aérea, e tanto Anápolis quanto o Planalto Central estarão protegidos”, afirma o Brigadeiro do Ar Luiz Fernando de Aguiar, Comandante da Terceira Força Aérea (III FAE). Com a aposentadoria do Mirage, o Esquadrão Jaguar ficará sem aeronaves. Um grupo de seis pilotos permanece em Anápolis (GO) para manter a administração da unidade, cumprir horas de voo no F-5 e participar de treinamentos. No futuro os militares vão compor o primeiro grupo que irá receber o novo caça Gripen NG. Parte do efetivo já foi transferida para outras unidades, mas os que ficam aguardam com boas expectativas a chegada do novo avião. “É uma aeronave que traz conceitos doutrinários novos, diferentes daqueles que nós utilizamos, e vai colocar a Força Aérea, com certeza, em um novo patamar operacional”, ressalta o novo comandante do 1º GDA, Major Aviador Cláucio Oliveira Marques.

Fonte: FAB

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Transporte Aéreo

Frota brasileira triplicará até 2032
A frota necessária para atender o mercado brasileiro será três vezes maior do que a atual em 2032, segundo estimativas da Airbus. Hoje 480 aviões com mais de cem lugares são usados por empresas nacionais e estrangeiras para voos que chegam ou partem do Brasil, um número que, se a Airbus estiver certa, saltará para 1.325 em 2032. A Airbus também estima que a aviação regional vai se desenvolver no Brasil. A fabricante de aeronaves europeia não deve, no entanto, oferecer aeronaves para voos que partam ou chegue a cidades pequenas. Para esses voos, as empresas têm optado por aviões com menos de 100 lugares, um segmento que não é atendido pelos jatos da Airbus. A companhia, no entanto, faz parte do grupo EADS, que é acionista da fabricante de aeronaves turboélice ATR, um avião usado para voos com demanda menor.  

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Caças da FAB

Gripen NG: o novo caça supersônico do Brasil
O projeto FX-2 da Força Aérea Brasileira avaliou as propostas feitas pelos concorrentes para dotar o país de um jato de defesa de última geração e indicou, como a melhor solução, a compra do sueco Gripen NG, da empresa Saab. O anúncio foi feito ontem, 18 de dezembro de 2013, pelas autoridades da FAB. Será um lote de 36 aparelhos, cuja escolha levou em conta o desempenho, a transferência efetiva de tecnologia e o custo de aquisição, de manutenção e de operação. As entregas começarão em 48 meses após a assinatura do contrato, que deve demorar aproximadamente um ano para ficar pronto, e seguirão até 2023. Além de ser o principal vetor de defesa aérea do Brasil, o Gripen proporcionará ao Brasil ter acesso à tecnologia que possibilitará ao país produzir o seu próprio modelo de caças de última geração.
O Gripen NG, da empresa sueca SAAB, é um modelo supersônico monomotor projetado para emprego em missões ar-ar, ar-mar e ar-solo, sob quaisquer condições meteorológicas. A versão brasileira, a ser desenvolvida em parceria com empresas locais, a partir do projeto original destinado à Força Aérea da Suécia, contará com modernos sistemas embarcados, radar de última geração e capacidade para empregar armamentos de fabricação nacional. Dotada de um sistema de reabastecimento em voo, a aeronave será capaz de defender nosso espaço aéreo nos pontos mais remotos do Brasil. Tais características, aliadas ao desempenho da aeronave, possibilitarão um expressivo ganho na capacidade operacional da FAB. O Gripen tem velocidade máxima Mach 2.0 (duas vezes a velocidade do som) e pode pousar em menos de 500 metros de pista. Após o pouso, pode estar preparado para um novo voo em menos de 10 minutos, em qualquer tipo de pista, incluindo estradas.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Aeronaves

EMBRAER já produziu 1300 aviões agrícolas
O avião agrícola Ipanema atingiu, no dia 16 de dezembro de 2013, a histórica marca de 1.300 unidades entregues. Produzida de forma ininterrupta há mais de 40 anos, a aeronave continua sendo um sucesso de vendas: em 2012, foram 66 unidades do Ipanema para clientes do Brasil e do Mercosul, um aumento de 12% em relação ao ano anterior (58 aviões). Para este ano, a previsão é que sejam entregues 70 aeronaves. “A perpetuidade do programa Ipanema se deve à sua confiabilidade e eficiência”, diz Fábio Bertoldi Carretto, Gerente Comercial da Embraer para o Ipanema. “Ao longo dos anos, melhorias e avanços foram sendo incorporados levando em consideração as necessidades e demandas dos clientes, o que tem assegurado à aeronave a liderança no mercado em que atua”. O Ipanema foi a primeira aeronave produzida em série no mundo a sair de fábrica certificada para voar com etanol (álcool hidratado), mesmo combustível utilizado em automóveis – o modelo está disponível desde 2005. A fonte alternativa de energia renovável, derivada da cana-de-açúcar, reduziu o impacto ambiental e os custos de operação e manutenção e ainda melhorou o desempenho geral da aeronave, tornando-a mais atrativa para o mercado. Hoje, cerca de 40% da frota em operação é movida a etanol e aproximadamente 80% dos novos aviões são vendidos com essa configuração. Líder no mercado de aviação agrícola no Brasil, com cerca de 65% de participação, o Ipanema é utilizado principalmente na pulverização de fertilizantes e defensivos agrícolas, evitando perdas por amassamento na cultura e flexibilizando a operação. Ele também pode ser utilizado para espalhar sementes, no combate primário a incêndios, povoamento de rios e combate a vetores e larvas. As principais culturas que têm demandado o avião são: algodão, arroz, cana-de-açúcar, citrus, eucalipto, milho, soja e café.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Tráfego Aéreo

Inaugurada nova Torre de Controle de Congonhas
A nova Torre de Controle do Aeroporto de Congonhas, São Paulo, é inaugurada oficialmente hoje, 17 de dezembro de 2013, após sete meses de funcionamento experimental. A Torre de Controle tem 44 metros de altura, o dobro da antiga, e é pelo menos três vezes mais espaçosa que a anterior. Desde maio, sistemas digitais e estações de trabalho exclusivamente voltadas ao tráfego de helicópteros estão em funcionamento. São Paulo possui cerca de 900 movimentos diários de helicópteros e é a única cidade do mundo a ter um controle específico para essas aeronaves. Além da altura, a localização da nova torre também facilitou o trabalho dos controladores de tráfego aéreo. Ela está em uma posição mais central, permitindo uma visão ampla do sítio aeroportuário.

Para saber mais: Blog do Ninja em 5/7/2013

Fumaça

Esquadrilha escolhe novo piloto

“Foi indescritível ver duas aeronaves da Esquadrilha da Fumaça interceptando o avião em que eu estava pilotando e receber o comunicado de ser o novo integrante pela fonia”. Dessa forma, o Capitão Glauber Lage Moreira Claver Silva descreve como recebeu o anúncio de que seria o novo piloto da posição de nº 3 do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), no dia nove de dezembro. Assim que ele pousou na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, a equipe do EDA já o esperava em frente ao hangar da Fumaça para parabenizá-lo pela conquista.

Admirador da Esquadrilha, o novo integrante ressalta que sonhava em ser Fumaceiro há muito tempo, desde quando assistia às demonstrações, na infância, antes mesmo de ser piloto. “A unidade da Fumaça é muito admirada não só por militares, mas pelo público em geral. Eu sempre quis fazer parte da Esquadrilha e, quando comecei a trabalhar na AFA, essa possibilidade se tornou ainda mais próxima, mas não imaginava que poderia acontecer”, disse o capitão. Para ele, será uma experiência interessante do ponto de vista profissional, pois aprenderá a voar uma nova aeronave - o A-29 Super Tucano. “Será um voo muito diferente, bem mais tecnológico e importante para a minha carreira de piloto”. Antes de ingressar no EDA, o Capitão Glauber trabalhava como Comandante da Esquadrilha Vega do 1º Esquadrão de Instrução Aérea (1º EIA), responsável pela instrução de voo dos cadetes aviadores do 4º ano da AFA.

Fonte: EDA

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

VANT

Veículo aéreo de Mogi das Cruzes faz monitoramento ambiental
Em Mogi das Cruzes, SP, num prédio, ao lado do viaduto de Braz Cubas, está localizada a empresa que poderá ser o embrião de um futuro polo tecnológico na cidade. Criada por um mogiano de 36 anos, Rodrigo Kuntz, formado em Engenharia da Computação pela UBC, com mestrado e doutorado no ITA e passagens por Embraer e Avibrás, em São José dos Campos, a BRVant Soluções Tecnológicas desenvolve e fabrica sistemas de veículos aéreos, terrestres e submarinos não tripulados. Capaz ainda de produzir software aeronáutico embarcado e simuladores para clientes civis e militares, a empresa também executa serviços técnicos, como a manutenção de sistemas robóticos de veículos controlados à distância. Seus principais produtos, entretanto, são mesmo os drones ou Vant, sigla que identifica os veículos aéreos não tripulados. Os Vant produzidos em Mogi das Cruzes também servem para uso civil, como inspeções em linhas de transmissão de alta tensão e complementação dos serviços de batimetria, destinados a apontar os pontos dos rios que necessitam de limpeza e desassoreamento. Na cidade, os sistemas da BRVant são utilizados pela Prefeitura para monitoramento ambiental de áreas a serem preservadas e de terrenos com riscos de invasões. Para executar missões desse tipo, a empresa se vale, principalmente, de uma Plataforma de Monitoramento Aéreo Multiuso, um completo sistema Vant, totalmente portátil, que permite ao operador voar e controlar remotamente uma aeronave dotada de câmeras de alta resolução, sistemas de georeferenciamento (GPS) e sensores de imageamento e de navegação, capazes de captar e transmitir em tempo real os mais diferentes tipos de dados.

Foto: Edson Martins.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Especial de Domingo

Finalizando o ano, destacando fatos marcantes, selecionamos do Sentando a Pua! um belo texto de seu editor, Luis Gabriel, por ocasião da despedida do veterano Rui Moreira Lima, em agosto de 2013. Palavras que reforçam a certeza de que o Brasil tem - em dedicados cidadãos - a garantia da preservação de sua memória.
Boa leitura.
Bom domingo!

Despedida do Veterano Rui


Texto de Luis Gabriel

13 AGO 2013 - O que dizer agora que a voz do 1º Grupo de Aviação de Caça se calou? Foi se apresentar ao eterno Comandante Nero Moura o Veterano Rui Moreira Lima. Aos 94 anos e com 94 missões de guerra, este maranhense de Colinas, saiu da pequena cidade do nordeste para escrever e entrar para a história do Brasil. Sempre com um olhar maroto e um sorriso fácil, o Veterano Rui, cativava a todos que o cercavam. Não havia quem não parasse para ouvir seus "causos". Alias, como gostava de palestrar o velho brigadeiro! Seus discursos eram recheados de conhecimentos e sabedoria, dono de uma invejável memória, falava sem titubear sobre estatísticas do Brasil na guerra, citava datas e nomes com enorme facilidade. Conversar com o Veterano Rui era passear pela história do Brasil.
A paixão pela Aeronáutica faiscava em seus olhos. Durante as solenidades comandava com todo garbo aquela tropa de senhores grisalhos que junto com ele estiveram na Campanha da Itália. Ouso dizer, que o Veterno Rui, depois do Patrono Mero Moura, foi aquele que mais encarnou o espírito do 1º GAvCa. Defensor ferrenho da história desta unidade na segunda guerra mundial, brindou-nos com o livro Senta a Pua!, que conta toda a saga da FAB desde o treinamento no Panamá até a volta ao Brasil um ano e meio depois. Mais tarde, seu livro serviu de inspiração e linha mestra para o diretor e cineasta Erik de Castro produzir o documentário de mesmo nome. Sua vitalidade era tão grande, que no final de 2011, ao lançar a 3ª edição do livro Senta a Pua!, apesar de debilitado assinou dezenas de exemplares, e só parou por ter sido "expulso" da livraria que prorrogou o horário até que o último da fila tivesse o privilégio de receber umas palavras de carinho. Além deste legado, ele incorporou o grito de guerra Senta a Pua! no 1ª Grupo de Caça, introduziu o Adelphi como saudação, e ainda ajudou na composição de dois clássicos do cancioneiro da caça: o Carnaval em Veneza e a Ópera do Danilo. Esta última, todo ano encenada na Base Aérea de Santa Cruz, por ocasião da semana da caça. O ponto alto da Ópera eram as "broncas" e "interrupções" do Veterano Rui. Era quase uma tradição esperar estes comentários e todos caírem na gargalhada com as "críticas". A outra tradição ansiosamente esperada era a Oração de São Quiricálio, rezada com toda contrição pelo Rui durante o picadinho Jesus Tá Chamando, e acompanhada com toda atenção e solenidade que o ato exigia. Jamais foi possível registra-la, pois todo aquele que tentou viu sua gravação ser toda perdida por força do poder do santo. A última vez que estive com ele foi em seu aniversário, dia 12 de junho, apesar de estar debilitado pelo AVC sofrido, e com alguma dificuldade de falar, teve aquele lampejo do velho guerreiro ao dar uma sonora "bronca" no seu filho Pedro Luiz que havia lhe perguntado se lembrava de mim: "É claro que eu sei quem é o Luis Gabriel! Acha que eu tô gagá?". Todos demos uma sonora gargalhada e vimos que apesar do corpo estar combalido, sua cabeça ainda estava "bem Rui". Hoje estamos enlutados pela perda do amigo e herói que por tanto tempo compartilhou conosco sua sabedoria, porém, lá no céu a partir de hoje tem festa todo dia!
Rui, assim que pousar o D-4, este birrento, e reencontrar e abraçar todos aqueles Avestruzes Guerreiros que aprendemos a amar e a respeitar, dá um pulinho lá no Supply e fala para o velho David que estou com muita saudade, e que quem sabe um dia estarei por aí com vocês para juntos cantarmos o Carnaval em Veneza, a Ópera do Danilo e darmos boas gargalhadas. Vai com Deus meu amigo, um grande ADELPHI! e SENTA A PUA!

sábado, 14 de dezembro de 2013

Tráfego Aéreo

Plano de voo pela internet na Terminal São Paulo
Já está em vigor o sistema de planos de voo pela internet para os aeroportos de Congonhas (SBSP) e Campo de Marte (SBMT), além dos planos de voo completos que tenham decolagem dos helipontos ou aeródromos desprovidos de órgãos ATS, localizados na projeção da Área de Controle Terminal de São Paulo (TMA SBWP), pertencentes à FIR (Região de Informação de Voo) Curitiba. Para se cadastrar e utilizar o sistema acesse: http://www.aisweb.aer.mil.br/app2/login/

Fonte: http://paraserpiloto.com

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Indústria Aeronáutica

FAB homologa transferência de tecnologia de helicópteros
A FAB – Força Aérea Brasileira, por intermédio da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), homologou a primeira fase da transferência de tecnologia dos helicópteros militares EC725, durante a 14ª Reunião de Gerenciamento do Acordo do Projeto H-XBR. O evento, realizado no dia 2 de dezembro de 2013, comprova o grau de investimentos feitos na indústria brasileira por intermédio do projeto. Foram adquiridos 50 helicópteros EC725 para atender as demandas das Forças Armadas, numa contratação conjunta pioneira. O Projeto H-XBR configura a mais recente atuação para alavancar a indústria brasileira na capacitação tecnológica para conceber, desenvolver e produzir aeronaves de asas rotativas. Por meio de um acordo de cooperação industrial a empresa francesa Eurocopter transfere a tecnologia das aeronaves para empresas beneficiárias no Brasil.

Fonte: Agência Força Aérea

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Transporte Aéreo

Brasil será o 3° mercado do mundo até 2017
O Brasil será o terceiro maior mercado aéreo do mundo até 2017, superado apenas por EUA e China, graças a uma expansão de 35,5% no número de passageiros domésticos. Os dados foram apresentados pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), entidade que reúne as 280 maiores empresas do setor no mundo. A previsão é de que o número de passageiros sofrerá uma expansão de 31%, passando de 2,9 bilhões, em 2012, para mais de 3,9 bilhões. O aumento de quase 1 bilhão de passageiros virá principalmente dos mercados emergentes. As previsões sobre o Brasil revelam que a expansão dos últimos anos não perderá força. "O Brasil se estabelecerá de forma sólida como o terceiro maior mercado doméstico, depois de EUA e China, com 122,4 milhões de passageiros em 2017", indicou a Iata. Isso representa um aumento de 32 milhões de passageiros em comparação aos números de 2012, quando o País somou 90 milhões.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Aeroclube de Ubatuba

Logotipo do Aeroclube de Ubatuba, criação do designer Paulo Orlando Lafer de Jesus (Polé).

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Especial fim de ano FAB

FAB estreia série de vídeos com histórias de vida de seus militares
Profissionalismo, dedicação, curiosidades, valores. Estes são alguns dos elementos da nova série de vídeos da Força Aérea Brasileira (FAB), o storytelling. Com um efetivo de 78 mil pessoas entre civis e militares, o objetivo é mostrar histórias de quem fez na FAB não só sua carreira, mas um modelo de vida. No total, oito programas serão exibidos todas as terças e sextas-feiras. Durante o período de 6 a 30 de dezembro, o público irá conhecer histórias construídas dentro da FAB como a trajetória dos irmãos da família Rezende. O vídeo mostra o que motivou cinco de sete irmãos a trabalharem na Aeronáutica. Outro exemplo é a história dos irmãos gêmeos aviadores que atuam no Esquadrão Orungan, na Base Aérea de Salvador. O telespectador também vai descobrir como foi a experiência de quatro Cabos e o que eles aprenderam enquanto atuaram na segurança do país mais pobre das Américas: o Haiti. A primeira personagem da série é a 3º Sargento Especialista em Equipamento de Voo Fernanda Caroline Maruche, de Pirassunuga (SP). A militar atua na linha de revisão dos caças A-1 no Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL). 

Fonte: Agência Força Aérea

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

F-X2

Visita de Hollande coloca F-X2 na pauta
Adormecido no Palácio do Planalto, o programa F-X2, para a renovação da frota de caças da FAB (Força Aérea Brasileira), deve voltar à agenda da presidente Dilma Rousseff nesta semana, durante a visita do presidente da França, François Hollande. O mandatário francês chega ao Brasil na quinta-feira. Na comitiva, altos executivos da Dassault, que lidera o consórcio Rafale, o caça que os franceses querem vender para a FAB. O Rafale, que chegou a ser anunciado pelo ex-presidente Lula como o vencedor da concorrência para a compra das aeronaves, disputa com o F-18 Hornet, da norte-americana Boeing, e com o sueco Gripen NG, da Saab. No entanto, a presidente Dilma chamou para ela a decisão sobre o desfecho do programa, mas não estipulou data para isso. O F-X2 pode representar um contrato de cerca de R$ 10 bilhões para o fornecimento de 36 caças de última geração, além de fornecimento de componentes, treinamento e manutenção de pessoal. Uma das exigências do governo é a transferência de tecnologia dos caças para a indústria nacional, no caso, a Embraer foi indicada como receptora dos conhecimentos. As três concorrentes inclusive divulgaram interesse em participar do programa do KC-390, cargueiro militar da FAB em desenvolvimento pela Embraer, além de parcerias com fornecedoras nacionais da cadeia aeronáutica. Este mês, a FAB aposenta a sua frota de Mirages. Restaram os caças F-5 como os mais “modernos” da Força.

Fonte: O Vale

domingo, 8 de dezembro de 2013

Especial de Domingo

Reproduzimos hoje uma correspondência que recebemos do pesquisador Alexandre Ricardo. Sua dedicação ao tema e seu empenho em divulgar a impressionante história do voo do JAHÚ são ações que merecem o apoio de todos os amantes da aviação. Preferimos reproduzir o conteúdo na íntegra e pedimos aos colaboradores e amigos do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA que ajudem na divulgação deste belo trabalho. Instituições e municípios podem contatá-lo buscando levar para suas localidades a exposição "JAHÚ - INFLUÊNCIA DE UMA ÉPOCA", organizada por Alexandre Ricardo.
Vamos incentivar!!
Boa leitura.
Bom domingo!

O JAHÚ e a Travessia do Atlântico
Eu pesquiso e coleciono materiais e documentos sobre o JAHÚ e a Travessia do Atlântico, há mais de 15 anos e senti que deveria expor essa nossa História, pois muitos não tem sequer o conhecimento de que os brasileiros foram os primeiros das Américas a fazerem uma travessia do Atlântico com uma aeronave, sendo seguidos 23 dias depois por Charles Lindbergh, como sempre os norte-americanos ficaram famosos e alegam ser os primeiros. Semelhança com Santos Dumont e os irmãos Wright...
O voo do JAHÚ foi um evento estrondoso no Brasil e repercutiu não só onde os aviadores pousaram, mas em todo o Território Nacional, tendo sido homenageado em diversos produtos, desde times de futebol até produtos de consumo como bebidas e cigarros e até estabelecimentos comerciais mudavam seu nome para homenageá-los e ainda aproveitar o momento de divulgação do nome "JAHÚ". Tendo este conhecimento, resolvi mostrar as influências exercidas pelo JAHÚ em diversas áreas Um dos meus objetivos é levar, também, para as futuras gerações, o conhecimento da influência que o Voo do JAHÚ exerceu no Brasil inteiro, tornando-se um dos maiores eventos ocorridos na época e que perdurou durante décadas.
O Governo do Estado de São Paulo, através da Lei Estadual nº 9.933/98, instituiu a data de 28 de Abril como comemorativa da Travessia do Atlântico. E, neste ano de 2013 para comemorar os 86 anos do voo do JAHÚ, estive com minha exposição: "JAHÚ - INFLUÊNCIA DE UMA ÉPOCA", no Museu Municipal de Jaú-SP, onde procuro mostrar, através de ítens de minha coleção, as influências exercidas pelo Voo do JAHÚ, na cultura brasileira da época. E devido ao sucesso e interesse do público, minha exposição que ocorreu no Museu municipal de Jaú, ficou desde o dia 28 de Abril até o dia 28 de Outubro, perfazendo 6 meses!
Ficaram expostos cerca de 50 itens e curiosidades, que na época, homenageavam o JAHÚ, como produtos de consumo, tais como cigarros, bebidas, além de medalhas comemorativas; poesias etc.
Na área de filatelia, tenho selos de 1929, 1934 e 1977, este último com editais e envelopes de primeiro dia; 
Nos esportes , também exerceu influências: no futebol, tenho camisas e emblemas de times que foram batizados em homenagem ao JAHÚ.
Revistas em quadrinhos dos anos 70 contando a história da travessia.
Na área de audiovisual, tenho cópias de filmes que mostram o pouso no Recife, no Rio de Janeiro, em Santos e quando estava exposto no Museu Paulista, além de músicas alusivas gravadas por Francisco Alves, Mário Zan, corais e outros intérpretes.
O voo do JAHÚ influenciou pessoas, que posteriormente, foram destaque:
Na Aviação: o comandante Severiano Lins (pioneiro na aviação comercial), que confessou que foi durante as comemorações da chegada do JAHÚ no Recife que teve o interesse pela aviação;
Na Música: o conhecido "Almirante", ganhou o apelido durante os desfiles de comemoração da chegada no Rio de Janeiro;
No Futebol: o jogador “JAHÚ” que recebeu o apelido na década de 30, pois quando subia para cabecear, abria os braços e diziam que parecia o JAHÚ;
No Basquete: a jogadora “JAHÚ Miragaia”, que ganhou o apelido quando nasceu na época em que o JAHÚ chegava ao Brasil.
Também estou escrevendo um livro contando desde os primeiros esboços do avião Savoia Marchetti S-55 para mostrar o JAHÚ desde quando era o "Alcione" e tentou a travessia com o Conde italiano, Eugenio Casagrande, mas sofreu um acidente e ficou semi-afundado em Casablanca, até a sua mais recente restauração pelo Helipark e onde é exposto no Museu da empresa aérea TAM em São Carlos, SP e quem sabe futuramente, um documentário.
Quero deixar uma semente de contribuição com nossa História para que não caia no esquecimento das gerações futuras.
Bem, é isso.
Continuo, sempre que posso, divulgando o feito e relembrando nossa História.

Segue um pouco do material publicado na internet:

Fotos desta exposição no Museu de JAÚ: 

Vejam os vídeos publicados na internet: A afiliada da Rede Globo na região de São Carlos, fez a cobertura da exposição ocorrida em Junho/Julho de 2012, no Museu TAM que foi vista por cerca de 20.200 pessoas, neste período, conforme registro do museu e pode ser vista no link abaixo:


Em 2010 fui convidado pela Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que me procurou e solicitou que eu escrevesse um texto com a história da Travessia para ser usado como apresentação de dois vídeos sobre a chegada do JAHÚ no Brasil: http://bndigital.bn.br/redememoria/jahu.htm

Em Novembro de 2012 gravei uma entrevista, sobre o Hidroavião JAHÚ, para o programa “INFORME-SE” da “TV UNISA” da Universidade de Santo Amaro. Seguem os links da entrevista que está dividida em 2 blocos:

Bloco 1:

Bloco2:

Obrigado pela atenção.
Abraços e fico à disposição.
Alexandre Ricardo
Pesquisador
e-mail: colecionadorjahu@gmail.com

sábado, 7 de dezembro de 2013

Esquadrão Pelicano

Esquadrão Pelicano completa 56 anos salvando vidas
O Esquadrão Pelicano (2°/10°GAV), com sede na Base Aérea de Campo Grande (MS), completou ontem, sexta-feira (06/12), 56 anos salvando vidas. Responsável por buscas e resgates em todo o Brasil e até em países vizinhos, o esquadrão já participou de mais de 3 mil operações reais, voando aproximadamente 25 mil horas e resgatando mais de 6 mil pessoas. O Pelicano age como forma de suporte a todas as operações da FAB, bem como no resgate a aeronaves, navios e embarcações. Para isso, mantém uma equipe de prontidão 24 horas por dia durante todo o ano, além de um avião especialmente equipado para missões de busca e um helicóptero para resgates prontos para decolar qualquer que seja o destino. Atualmente o Esquadrão utiliza os aviões C-105 Amazonas e helicópteros H-1H, equipados para atender às situações de emergência. As missões de busca geralmente são realizadas pelos tripulantes dos aviões Amazonas. Mais rápida que o helicóptero, a aeronave alcança os mais distantes pontos do País em poucas horas. Porém, muitas vezes a base do helicóptero de resgate encontra-se distante do local do acidente e como o pouso do avião exige pista, o papel do paraquedista nessas circunstâncias torna-se fundamental, representando a diferença entre a vida e a morte de uma vítima de acidente aeronáutico ou o socorro imediato a náufragos em perigo. Os homens de resgate podem ser lançados a partir de uma aeronave de busca, agilizando assim, o atendimento aos sobreviventes. O Pelicano também participa de missões de socorro, remoções de emergência de pacientes em estado grave para centros de maiores recursos médicos, atendimentos médicos, apoios em caso de catástrofes naturais, buscando sempre o apoio à população civil.  

História
O 2º/10º GAv, também conhecido como esquadrão Pelicano, foi criado em 6 de dezembro de 1957 na Base aérea de Cumbica, em São Paulo (SP). Em 1972 foi transferido para a Base Aérea de Florianópolis (SC) e em 20 de outubro de 1980, mudou-se para a Base Aérea de Campo Grande, sua atual sede, uma localização estratégica para poder chegar às mais distantes localidades no país. 

Fonte: BACG

Saiba mais: Blog do NINJA, em 11/12/11

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Esquadrilha da Fumaça

Treinamentos do Esquadrão de Demonstração Aérea avançam em Anápolis
Os treinamentos fora de sede do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça, começaram no último dia 02 de dezembro e seguem até amanhã, sábado (07/12), na Base Aérea de Anápolis (BAAN), em Goiás. O objetivo do treinamento é contribuir para o processo de implantação da aeronave A-29 Super Tucano na unidade em situações adversas àquelas encontradas na cidade base do Esquadrão, Pirassununga. Todos os aviadores das sete posições participam do treino. Neste primeiro momento, são treinadas as manobras e acrobacias que compreendem a primeira metade da demonstração da Esquadrilha da Fumaça. Desde segunda-feira, já foram realizados 12 voos em elemento, manobra executada por duas aeronaves em formação, uma liderando e outra na ala; além de seis voos realizados pelos pilotos que voam na posição de número 7, o solo. Durante a atividade, o comportamento das aeronaves é avaliado, pela primeira vez, em condições ambientais distintas das da sede. São observados fatores influentes durante o voo, como pressão, altitude e temperatura. As cinco aeronaves A-29 da Esquadrilha pousaram na BAAN na tarde do dia 29 de novembro, seguidas de um C-105 Amazonas da Base Aérea de Campo Grande (BACG), que realizou o transporte da equipe de manutenção e apoio, além do material de suprimento. Ao todo, vinte e três militares da Esquadrilha participam da missão, sendo onze pilotos, um oficial especialista em aeronaves, uma oficial de comunicação social, um médico e nove mecânicos. Acompanha, ainda, um representante técnico da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), fabricante do avião A-29. Vale lembrar que as demonstrações estão suspensas desde abril, por período indeterminado, até que a implantação do A-29 seja concluída.

Fonte: EDA

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

VANT

FAB e empresas estudam criação de 5 áreas para voo de VANT
A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abinde) e a Aeronáutica, por intermédio do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo, negociam a criação de cinco áreas para voo livre de drones – veículos aéreos não tripulados (vant, na sigla em português) – no país. A ideia preliminar é que sejam construídas duas pistas em São Paulo e outras três em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Pela proposta, os drones poderiam operar nestes locais para testes depois de comunicar o voo ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Não seria mais necessário, no entanto, pedir autorização prévia de 15 a 30 dias, como ocorre atualmente. "Das 10 empresas que fabricam vants no país e são credenciadas à associação, nove já possuem modelos para testes. As pistas seriam essenciais para o desenvolvimento da indústria nacional de defesa", afirma Antonio Castro, presidente do comitê da Abinde que trata do tema. Hoje, o sobrevoo de vants em cidades brasileiras é proibido. Os equipamentos só podem voar em áreas rurais, longe de helicópteros e de aviões. O modelo também precisa ter certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar. 

Fonte: g1.globo.com

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

NASA


É simplesmente impressionante e imperdível esse clip da NASA! O que vocês verão nesses 6 minutos de filmagem é inimaginável. Logo que iniciar, altere a qualidade para 1080 HD. Entre nessa Nave e Bon Voyage...

Enviado por: Tiago Rizzi

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Brava Linhas Aéreas

Votuporanga terá voo para São Paulo
A direção da Brava Linhas Aéreas, antiga NHT, anunciou o estabelecimento de uma linha entre Votuporanga e São Paulo. A rota será feita com um EMB 120 Brasília, um avião da Embraer, com capacidade para 30 passageiros. A Brava Linhas Aéreas, antigamente denominada NHT Linhas Aéreas, é uma companhia aérea regional brasileira com sede na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A companhia pertencia à holding JMT de Santa Maria e foi vendida em junho de 2012 ao Grupo Acauã, mantendo a base da companhia em Porto Alegre, passando a se chamar Brava Linhas Aéreas em 03 de maio de 2013. A companhia possui duas aeronaves turboélice Let 410, com capacidade para 19 passageiros e dois tripulantes. Está modernizando na frota somando unidades do modelo Embraer 120 Brasília, que é pressurizado e transporta até 30 passageiros.Opera em 11 cidades dos 3 estados da Região Sul do Brasil, com planos de expansão em Santa Catarina e São Paulo. 

Saiba mais: www.voebrava.com.br

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Aeroclube de Lorena

Ruínas do antigo aeródromo são atração em trilha histórico-ecológica
Ativado em 1941, Aeroclube de Lorena é um dos temas abordados no livro, em processo de finalização, "A Aviação em Lorena: Traços Históricos". Como uma das atividades derivadas do projeto, no último final de semana, 30 de novembro e 01 de dezembro de 2013, ocorreu uma Ação Cívica de Voluntários, para preparar marcos históricos nas ruínas do antigo aeroclube, que passam a ser atrativo na trilha histórico-ecológica estabelecida na FLONA - Floresta Nacional de Lorena, o antigo Horto Florestal, atualmente vinculada ao ICMBio do Ministério do Meio Ambiente.
O trabalho de nove voluntários visou preparar e construir marcos - a serem instalados oportunamente - que registram a presença, no extinto aeródromo de Lorena, de dois presidentes da República: Getúlio Vargas e Gaspar Dutra. Além desses assuntos narrados, o livro traz muitas outras informações factuais, desde a instalação do aeródromo na cidade de Lorena, para servir a Aviação Constitucionalista na Revolução Paulista de 1932, passando pela existência do aeroclube, até sua desativação nos primeiros anos da década de 70.

Para saber mais e colaborar com o projeto "A Aviação em Lorena": trafego.aereo.brasil@gmail.com

domingo, 1 de dezembro de 2013

Especial de Domingo

Selecionamos hoje um texto de Luca Simioni que é Piloto Comercial (multi-engine rated e IFR) pela FAA e ANAC. Em seu blog aeroentusiasta.com procura ajudar os futuros Pilotos com informações e dicas.
Boa leitura.
Bom domingo!

Pouso curto – Procedimentos detalhados
Todo piloto vai se deparar algum dia com uma pista curta ou com uma situação que requer uma frenagem eficiente e rápida, porém nem sempre estamos preparados para lidar com estas situações. Existem algumas técnicas que tornam as operações mais seguras e reduzem alguns custos também, a frenagem aerodinâmica, o uso dos flaps e freios são algumas das ferramentas que, se utilizadas de maneira adequada e coordenada, podem trazer muitos benefícios ao operador. Para entender essas técnicas e visualizar melhor a situação, vamos nos imaginar no comando de uma aeronave monomotora simples (PA28, Cessna 150, etc.). Faremos um procedimento completo de pouso em pista curta. O procedimento deve ser iniciado antes de ingressarmos na perna do vento da pista em que faremos o pouso, primeiro temos de determinar um ponto na pista para o toque (marca dos 1000 pés, números de identificação, você escolhe!), fazer um briefing de pouso e depois executar nossas checklists de descida e aproximação. Ao ingressar na perna do vento, vamos aplicar o primeiro dente de flaps, velocidade de Vref+30 KT e manter a altitude do circuito de tráfego até atingirmos um ângulo de 45 graus entre o ponto de toque que escolhemos e o avião. Ao atingir os 45º iniciaremos uma descida com Vref+30 KT. Assim que a aeronave estiver a um ângulo de 60 graus com o ponto escolhido para o toque, vamos iniciar uma curva para a perna base. Na perna base faremos uma redução da velocidade para Vref+20 KT e aplicaremos o segundo dente de flaps. Após a curva para a final, vamos reduzir a velocidade para Vref e selecionaremos o último dente de flaps. Vamos executar a final checklist acima de 100 pés do solo e manter a Vref até cruzarmos a cabeceira da pista, onde iremos reduzir a potência para idle e tocaremos o ponto selecionado na pista. Veja o procedimento desenhado:
O ângulo de ataque da aeronave será um pouco mais “negativo” do que o comum, pois a descida na perna do vento será iniciada com atraso, forçando o piloto a utilizar uma rampa com ângulo mais acentuado. Tudo depende da situação e dos eventuais obstáculos que temos na aproximação final. Nesse tipo de procedimento é essencial manter as velocidades com precisão, pois isso eliminará a flutuação na hora do toque e da frenagem. Lembre-se de que o objetivo aqui é utilizar a menor distância possível para pousar e livrar a pista. Até aqui tudo bem? O procedimento é bem simples, agora é que as coisas ficam interessantes. Após o toque firme e quase em stall, vamos recolher os flaps totalmente e aplicar os freios com firmeza, sem deixar que as rodas travem. Enquanto isso, vamos tentar manter o trem do nariz fora do chão pelo maior tempo possível. Mantenha o profundor em posição máxima de subida, ou seja, puxe os controles na sua direção, até o final. Os flaps recolhidos e controle de comando na posição de subida tornam a frenagem muito mais eficiente, pois o peso da aeronave fica concentrado nas duas rodas principais (onde estão instalados os freios), um arrasto adicional é criado e a sustentação gerada pelos flaps é eliminada. Assim até que o procedimento parece ser simples, mas na hora tudo deve acontecer muito rápido, quase que simultaneamente. Só assim a frenagem máxima será obtida. Com um pouco de prática esses procedimentos se tornam rotina e no final das contas vale muito a pena aprender isso. Esse tipo de procedimento pode ser utilizado em operações comuns também, para poupar os freios (que são bem caros!) e, em alguns casos, reduzir o consumo de combustível durante o deslocamento até o gate ou pátio de estacionamento do aeroporto. Avalie as condições, distâncias e a situação da aeronave e elabore um plano de chegada completo, desde a aproximação até o taxi e desligamento dos motores. É claro que nem sempre vale a pena fazer isso tudo, o planejamento e bom senso fazem parte do processo de decisão. Veja só o que o fabricante, após muitos testes, determinou como boa prática:
Outro ponto importante será a manutenção da reta da pista após o pouso. Principalmente durante a execução desse tipo de procedimento em que temos de recolher os flaps e controlar o avião ao mesmo tempo é que precisamos redobrar a atenção. Manter o eixo central da pista é dever do piloto, assim temos tempo e espaço suficiente para desviar de um eventual obstáculo e até mesmo para controlar a aeronave caso um pneu estoure ou um motor falhe. Note o vento presente e faça correções adequadas com seus ailerons e profundor. Não é recomendado que se execute a after landing checklist com a aeronave ainda em movimento e em curva, não tenha pressa, pare o avião após o livramento da pista e execute seus itens com calma. São nesses segundos olhando para dentro do flight deck que os erros acontecem! Lembre-se também de que não existe só a opção de pousar, arremeter sempre será uma alternativa. Avalie bem as condições e faça a escolha adequada. Para ilustrar bem os conceitos, recomendo esses dois vídeos:  Nesse primeiro vídeo um instrutor americano nos ensina, passo a passo, como fazer o procedimento de pouso curto e depois nos leva para uma demonstração em seu avião!  Aqui vemos uma demonstração de performance máxima.

Texto: Luca Simioni

Fonte: Aeroentusiasta