Voar é um desejo que começa em criança!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!!!

Com o desejo do Núcleo Infantojuvenil de Aviação de que os adultos deste país ofereçam melhores exemplos para nossas crianças e jovens. Vamos em frente! Com dedicação, determinação, honestidade e responsabilidade. Viva o Brasil!

Ação Cívico-Social

FAB faz atendimento de saúde na Amazônia
Militares do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR) e do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN) realizaram 512 atendimentos em uma Ação Cívico-Social (ACISO) no município de Manicoré, distante 330 km de Manaus (AM). Durante a missão, foram feitos atendimentos nas áreas de cardiologia, clínica médica, dermatologia, otorrinolaringologia e pediatria. A cidade não possui médicos especialistas, e o deslocamento de barco até Manaus dura em média cinco dias ou cerca de 18 horas de lancha. Para a estudante Andreia Araújo dos Santos, moradora de uma comunidade vizinha a Manicoré, a visita da Força Aérea foi importante para resolver um problema de saúde. “Eu estava com uma doença no ouvido e já tinha feito o exame. Os médicos da Aeronáutica me atenderam bem, usei um remédio e passou. Fazia tempo que meu ouvido coçava e tinha feridas”, disse. Após ser atendida, Andreia foi transportada para a capital do Amazonas, pelo Esquadrão Arara (1°/9° GAV), para tratar de um aumento da glândula tireoide, detectado pelos médicos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Embraer

NetJets confirma compra de 10 Phenom 300
A Embraer Aviação Executiva e a NetJets Inc., empresa norte-americana do grupo Berkshire Hathaway e líder mundial em aviação privada, assinaram um acordo para a conversão de 10 opções de compra do Phenom 300 em pedidos firmes. Considerando preços atuais de lista, este acréscimo ao contrato tem valor de USD 89,55 milhões, o qual constará da carteira de pedidos firmes do quarto trimestre de 2014. Em outubro de 2010 foi assinado um acordo de compra de 50 jatos Phenom 300 mais 75 opções de compra. O valor total do contrato pode superar USD 1 bilhão, caso todas as opções de compra sejam convertidas em pedidos firmes. “O pedido da NetJets para mais 10 aeronaves confirma o sucesso do Phenom 300 e do nosso relacionamento”, disse Marco Túlio Pellegrini, presidente da Embraer Aviação Executiva. “A aceitação do Phenom 300 continua a crescer nos mercados corporativo e de propriedade compartilhada. Tanto que, recentemente, tornou-se o jato executivo com o maior número de entregas”.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Conexão FAB


Nesta edição você vai saber como foi a operação de lançamento de mísseis reais no Rio Grande do Sul. Preparamos ainda uma matéria sobre o sistema ILS, que possibilita o aumento da fluidez do tráfego aéreo em situações de pouca visibilidade.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Especial de Domingo

Neste último domingo de 2014, selecionamos mais conteúdo do Aviões e Músicas, pilotado pelo Lito.
Boa leitura.
Feliz 2015!!!

Amelia Earhart, registro da passagem por Fortaleza em 1937
O texto abaixo é de um telegrama enviado por Amelia Earhart para a mãe antes de fazer sua primeira travessia do Atlântico em uma aeronave, ainda como passageira. Já indicava a essência de que Amelia iria atrás de seus sonhos, e que tentaria ser a primeira mulher a circunavegar o globo pilotando uma aeronave.

DONT WORRY STOP NO MATTER WHAT HAPPENS IT WILL HAVE BEEN WORTH THE TRYING STOP LOVE-A

Amelia dizia que tudo o que os homens podem fazer, as mulheres também podem. E melhor.

Hoje (24/7/14) é seu aniversário de nascimento (nascida a 117 anos).

Em sua tentativa de volta ao mundo, passou pelo Ceará, para uma escala técnica em 4 de Junho de 1937.

Fortaleza foi escolhida para a parada longa ao contrário de Natal pois situava-se em uma longa planície, possuía hangar, apoio de rádio e melhores condições meteorológicas, além de ser uma cidade com melhores hotéis para a sua hospedagem e de seu co-piloto Frederick Nooman.

No dia 6 seguiu para Natal, onde abasteceria e faria o cruzamento até Dakar.

A Fortaleza que Amelia conheceu foi assim descrita:

Com um pouco mais de 126.666 habitantes, a cidade de Fortaleza respirava Paris em suas ruas e praças. Tudo lembrava a França. A Pharmácia Pasteur era a mais conhecida e os hotéis, Hotel de France e o magnífico Excelsior. As mulheres usavam luvas. Os homens ternos de linho branco irlandês. Os chapéus eram indispensáveis, por causa do sol forte. 
Fortaleza Nobre

O arquivo digital da Universidade Purdue, que financiou o Electra que Amelia usou para tentar a travessia, possui documentos digitalizados e fotos. Com a ajuda do leitor Humberto Kubrick, publico aqui as fotos relacionadas à passagem por Fortaleza; registro incrível. 

Chegando em Fortaleza com o capitão Noonan


A costa brasileira por Amelia em 1937


Fortaleza de cima em 1937


Fortaleza de cima em 1937


Abastecendo o Electra I


A alegria de quem não cansa por correr por amor


Amelia no cockpit do Electra I


Praia de Iracema


Amelia no cockpit do Electra I


Amelia abastecendo o Electra I


Aerograma Panair
Gasolina e Óleo


Recibo Standard Oil


Mensagem de Decolagem de Natal


Caderno de Notas

Quem acompanha o Aviões e Músicas sabe que outra mulher, chamada Amelia Rose Earhart, recém completou a circunavegação do globo em seu Pilatus PC-12. Amelia Rose escreveu em seu Blog:

When a woman is told, “you can do anything you set your mind to,” the concept may go in one ear and out the other. However, when a woman is shown by another that she can use her mind, her heart and her skills to craft the life she imagines, she is given a tool she will forever take with her on her own unique journey. Being named after Amelia Earhart was the greatest gift my parents could have ever given me. . .they gave me a role model that led by example, dug into life with gusto and truly went out and made waves that were felt around the globe
Amelia Rose Earhart

Precisa dizer algo mais?

Texto: Lito

sábado, 27 de dezembro de 2014

Transporte Aéreo

TAM investirá na aviação regional em 2015
A TAM anunciou a decisão de investir na aviação regional em 2015, independentemente da regulamentação do Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional. Para isso, a companhia negocia a compra de até 30 aeronaves, com 75 a 110 assentos, sendo 18 encomendas firmes e 12 opções e a Embraer é a principal candidata. “Não baseamos a decisão de comprar aviões no subsídio (à aviação regional)”, disse Marco Antonio Bologna, presidente do Conselho de Administração da empresa. Bologna salientou que o setor aéreo segue crescendo, apesar do fraco desempenho da economia brasileira, e a evolução é puxada pelos mercados de menor densidade, ou seja, os destinos regionais. A TAM está em conversas adiantadas com a Embraer e, embora tenha sinalizado que também negocia com outros fabricantes, deu uma clara sinalização de preferência pela fabricante brasileira, que possibilitaria um financiamento em reais. A decisão final deve ser tomada no primeiro trimestre de 2015. No período intermediário até a chegada das novas aeronaves, a TAM deverá utilizar aviões da frota atual, em especial seus Airbus A319, para atender novos destinos regionais. O plano inicial da companhia é atender entre 12 e 15 novas cidades em três anos, além dos nove destinos regionais para os quais já voa. A intenção é que em 2015 as operações já sejam iniciadas para entre três e cinco cidades.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Aeronaves

FAB adapta C-97 Brasília para a função cargueiro
Usualmente utilizado para o transporte de passageiros, o avião C-97 Brasília do Esquadrão Pioneiro (3ª ETA - Esquadrão de Transporte Aéreo), sediado na Base Aérea do Galeão (BAGL), no Rio de Janeiro, foi reconfigurado como cargueiro. A primeira missão de uma aeronave da frota de C-97 da FAB nesta configuração foi realizada no dia 17 de dezembro de 2014. O avião decolou do Galeão com destino ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, com escalas em Salvador e Recife. Ao transportar cargas, a capacidade da aeronave é de até 3.500 quilos. O Brasília é homologado para missões na configuração cargueiro Single Cargo Net, com a capacidade de até 3.500kg, ou na versão Combi (Combinada), que comporta até 19 passageiros e 1.500kg de carga Após realização de cursos sobre limites, peso e balanceamento da aeronave, além de capacitação dos tripulantes (pilotos, mecânicos e loadmasters - mestre de carga), o 3º ETA foi o pioneiro na FAB para operação do C-97 Brasilia nesta configuração, aumentando sua capacidade no cumprimento das missões aerologísticas da Força Aérea Brasileira. 

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Carreiras na Aviação

De agricultor a piloto da FAB


Lucas Braga deixou a agricultura na comunidade de Alto Baía Nova, município de Guarapari, interior do Espírito Santo, para tornar-se aviador da Força Aérea Brasileira. Hoje, aos 27 anos, o Primeiro Tenente Braga já contabiliza duas missões de ajuda humanitária no transporte de órgãos para transplante no Terceiro Esquadrão de Transporte Aéreo (3º ETA). Décimo filho de uma família de 12 irmãos, desde os sete anos de idade ele ajudava a família nas atividades da lavoura e criação de vacas. Braga perdeu o pai aos 13 anos de idade. Foi nessa mesma época que surgiu o despertar para a carreira militar. Um cartaz na escola chamou a atenção. A prova para a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) foi disputada entre 10 mil concorrentes no estádio do Maracanã. Foi só na terceira tentativa que ele conseguiu o índice para ser aprovado. De lá, seguiu para a Academia da Força Aérea. “A emoção do voo solo é inesquecível. Vou ter que ir e voltar.... sozinho”, lembra o Tenente Braga sobre o dia em que esteve no comando de uma aeronave pela primeira vez.

Fonte: www.fab.mil.br

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Transporte Aéreo

Novembro de 2014 teve mais passageiros
A demanda pelo transporte aéreo doméstico teve alta de 6,7% em novembro se comparado ao mesmo mês de 2013, segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). O índice é medido em RPK (passageiros por quilômetros transportados, na sigla em inglês) e contabiliza os resultados das maiores companhias aéreas do país: Avianca, Azul, Tam e Gol. O resultado teve um leve incremento se comparado ao número apurado no mês anterior, quando a alta foi de 6,4%. Ao todo, foram transportados 6,9 milhões de passageiros em voos nacionais, 4,2% mais que em novembro de 2013. Pelo terceiro mês consecutivo, a oferta cresceu. As empresas disponibilizaram 4,2% mais assentos por quilômetro. Conforme a Abear, o resultado foi um indicativo do aquecimento do setor com os embarques de final de ano e início da temporada de férias. Segundo a Associação, o crescimento da demanda superior ao da oferta aumenta a eficiência operacional, considerada fundamental em razão das dificuldades econômicas enfrentadas pelas empresas, agravadas, agora, pela alta do dólar. O aproveitamento dos voos ficou em 81,3%, 1,9 ponto percentual maior que em outubro. No acumulado do ano, a expansão da demanda chegou a 5,6%; a oferta cresceu 0,4%; e o aproveitamento, que atingiu uma média de 49,7%, teve alta de 3,9 pontos percentuais na comparação com janeiro a novembro de 2013. No segmento internacional, a demanda também cresceu. A alta foi de 4,6% em novembro deste ano, se comparado ao mesmo mês de 2013. A oferta avançou 3,4%. As quatro empresas embarcaram 406 mil passageiros em voos internacionais no período, o que representa alta de 7,7% frente a novembro do ano passado.

Fonte: : www.cnt.org.br

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Carreiras na Aviação

Concurso para Controlador de Tráfego Aéreo

Inscrições de 8 a 20 de janeiro de 2015

A Aeronáutica abre novo concurso para o Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica (CFS-B), com 36 vagas para a especialidade de Controle de Tráfego Aéreo. As inscrições estarão abertas de 8 a 20 de janeiro de 2015 no site www.eear.aer.mil.br. A taxa de inscrição é de R$ 60,00. Para participar do exame o candidato ou candidata não pode ter menos de 17 anos e nem completar 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2015. Os interessados devem possuir ensino médio completo, entre outros requisitos estabelecidos no edital na página www.fab.mil.br. O processo seletivo é composto de provas escritas (língua portuguesa, língua inglesa, matemática e física), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia 15 de março de 2015 e a apresentação dos aprovados em todas as etapas na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) será no dia 28 de junho de 2015. O curso de formação é ministrado na EEAR, em Guaratinguetá (SP), durante dois anos.
Após a conclusão do curso com aproveitamento o aluno será nomeado Terceiro-Sargento e receberá um salário inicial bruto de R$ 3.267,00. Locais de realização das provas: Belém (PA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF), Manaus (AM) e Porto Velho (RO).

Inscrições: www.eear.aer.mil.br

Edital: www.fab.mil.br

domingo, 21 de dezembro de 2014

Especial de Domingo

Selecionamos publicação do Sentando a Pua! onde o editor Luis Gabriel presta homenagem a mais um aniversário do Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!

71 anos do Grupo de Caça
Pouco antes de completar um ano de existência, o 1º Grupo de Caça já era destaque no Teatro de Operações.
Imagem: reprodução do jornal A Noite de 07 DEZ 1944 

E lá se vão 71 anos....
No dia 18 de dezembro de 2014, o 1º Grupo de Aviação de Caça celebrou mais um aniversário.
Esta unidade, criada ainda nos primórdios do Ministério da Aeronáutica é, sem dúvida, a mais expressiva unidade aérea latino-americana de todos os tempos.
Seus feitos durante a Segunda Guerra Mundial, no Teatro de Operações da Itália, fizeram com que seu nome fosse escrito para sempre na história, ao ser a única unidade aérea estrangeira, durante a segunda guerra, a receber do governo dos EUA a Presidential Unit Citation.
Para se entender a dimensão desta honraria, vale dizer que esta condecoração somente é outorgada àquelas unidades que demonstram extraordinário heroísmo em ação contra o inimigo.
Pena que atualmente a maioria dos brasileiros desconheça quase que por completo esta história.
Nero Moura, Pamplona, Lafayette, Joel, Fortunato e Lagares, não são parte da escalação de um time de futebol do tempo dos nossos avós e pais, são sim, parte da nata de aviadores que deixou o Brasil para ir representar a Força Aérea Brasileira na Europa.
Junte a estes bravos mais uns 450 homens e mulheres e terá formado o 1º Grupo de Aviação de Caça.

Palavras do Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça, Ten Cel Almeida

Hoje, os remanescentes do 1ª GAvCa que estiveram na Segunda Guerra já não são mais aquele grupo de jovens que atravessou o Atlântico, porém o entusiasmo é o mesmo quando se trata de Força Aérea Brasileira.
Puxe um ADELPHI perto deles e verá que a plenos pulmões eles o seguirão, e em seguida, com lágrimas nos olhos, cantarão o Carnaval em Veneza.
Este ano, na Base Aérea de Santa Cruz, só quatro deles puderam estar conosco: o Joãozinho, mecânico de primeira linha "dono" do avião do Tenente Eustórgio, o Osias, ajudante de ordens do Comandante Nero Moura, o Ferreirinha, que fazia manutenção nos rádios dos poderosos P-47, e finalmente o Perdigão, último remanescente da 1ª ELO (Esquadrilha de Ligação e Observação).

Praça Senta a Pua com o hangar do Zepellin ao fundo. Foto: Luis Gabriel

Infelizmente o tempo é implacável, e nossos Veteranos estão nos deixando ano após ano, mas cabe ressaltar que as gerações de caçadores que os precederam vem mantendo a tradição e o legado que eles criaram.
Assim, no dia que todos eles tiverem se apresentado ao Comandante Nero Moura, fica a certeza de que esta história ainda será contada por muitas gerações.

Veteranos do 1º GAvCa cantando o Parabéns Prá Você, bradando um ADELPHI! e fechando com o canto do Carnaval em Veneza

PARABÉNS ao Grupo de Caça!!!

Um grande ADELPHI!


Grupamento do 1º GAvCa bradando o seu grito de guerra durante o desfile militar:

SENTA A PUA! BRASIL!!


Saiba mais:
Blog do Ninja de 23/2/14, 16/9/12, 19/12/11, 20/11/11.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Embraer

Protótipo do cargueiro KC-390 voará no início de 2015
A Embraer informou que o primeiro voo do protótipo do cargueiro KC-390 ocorrerá nas primeiras semanas de 2015. A decolagem ocorrerá “tão logo toda a preparação seja satisfatoriamente concluída”, comunicou a empresa. O KC-390, o maior avião já projetado pela Embraer, é resultado de acordo de 2 bilhões de dólares firmado em 2009 com a Força Aérea Brasileira (FAB), envolvendo a montagem de dois protótipos. Em maio deste ano, a FAB assinou contrato para aquisição de 28 unidades do cargueiro, que substituirão os aviões Hércules C130.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Transporte Aéreo

Aprovado o programa de desenvolvimento da aviação regional
Segundo o texto da Medida Provisória 656/2014, de estímulo à aviação regional, metade dos assentos das aeronaves poderá ser subsidiado, limitados a 60 por voo. O prazo de duração dos incentivos será de cinco anos com uma prorrogação justificada. Recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) serão usados para pagar custos relativos às tarifas aeroportuárias e de navegação aérea, assim como parte dos custos de voos nas rotas regionais. Para isso, o governo poderá usar até 30% dos recursos, equivalentes a R$ 1,3 bilhão do estimado para 2015. Entre as tarifas aeroportuárias, serão contempladas com o subsídio para estimular a aviação regional as de embarque (repassada diretamente ao passageiro), de pouso, de permanência e de conexão. Isso inclui o Adicional de Tarifa Aeroportuária de 35,9% incidente sobre elas. Outras tarifas relacionadas à navegação aérea também serão subsidiadas. Elas são devidas pelo uso das comunicações e dos auxílios à navegação aérea em rota (longe dos aeroportos); pelo uso desses auxílios na aproximação do aeroporto; e pelo seu uso na área do aeroporto. Para a Amazônia Legal, o texto abre exceções devido ao fato de o avião ser um dos principais meios de transporte usados, embora as grandes distâncias percorridas tornem as passagens caras. Para os voos regionais, valerá apenas o limite 60 passageiros transportados para o subsídio dos assentos. Na definição de aeroporto regional, os que estiverem nessa região serão assim considerados se forem de pequeno ou médio porte com movimentação anual de embarque e desembarque de até 800 mil passageiros por ano. A regra geral para o Brasil será de até 600 mil passageiros. O texto estabelece ainda prioridade de subvenção para as rotas com origem ou destino na região em detrimento das demais. Uma nova regulamentação foi criada para permitir a exploração de aeroportos públicos construídos pela iniciativa privada, que poderiam ser autorizadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operá-los. De acordo com essas regras, o particular interessado deve ser proprietário da área e participar, juntamente com outros interessados, de uma chamada pública relativa à região que se pretende atender com o novo aeroporto. Poderão participar da chamada apenas os projetos com parecer favorável do Departamento de Controle do Espaço Aéreo do Comando da Aeronáutica. Por esse serviço, o autorizado poderá cobrar tarifas a preços de mercado, cabendo à Anac somente reprimir prática anticoncorrencial e abuso do poder econômico. Para isso, poderá comparar os preços com aqueles tabelados para os aeroportos regidos pela concessão ou diretamente administrados pela Infraero.

Contrapartida
Em vez do pagamento de um valor de outorga, como ocorre nas licitações de concessão de aeroportos e de outros serviços públicos, esses aeroportos autorizados deverão pagar contrapartida anual à União. O valor será de metade do adicional sobre tarifas aeroportuárias, que incide sobre as tarifas pagas pelas companhias aéreas nos aeroportos sob concessão. Esse adicional é de 35,9% sobre o valor original de cada tarifa (embarque, conexão etc). Entretanto, esse adicional e outro que incide sobre a tarifa de embarque internacional não serão devidos pelos aeroportos do regime jurídico de autorização, definidos como “greenfield” (construídos do zero). Outros detalhes sobre o funcionamento do programa serão regulamentados pelo Executivo, como as condições gerais para concessão; os critérios de alocação dos recursos liberados; as condições operacionais para pagamento e controle da subvenção; e a periodicidade de pagamento às empresas aéreas. Entretanto, a MP já define, por exemplo, que a subvenção poderá ser paga somente às empresas concessionárias de serviços aéreos regulares de transporte de passageiros e para empresas que operam ligações aéreas sistemáticas (táxi aéreo). O recebimento dependerá da assinatura de contrato com a União e da apresentação de documentos de regularidade fiscal e jurídica. Há 15 anos havia no Brasil cerca de 180 municípios atendidos pelo transporte aéreo regular, número que nos últimos meses não chega a 120. O motivo seriam os custos operacionais elevados decorrentes especialmente da desvalorização do real perante o dólar e do preço do querosene de aviação. A intenção do governo é reativar a aviação nesses municípios. A medida complementa investimentos projetados de R$ 7,3 bilhões na aviação regional, dentro do programa de investimentos em logística, no qual, em uma primeira fase, deverão ser atendidos 270 aeroportos regionais. Segundo a Secretaria de Aviação Civil, já foram analisados 240 estudos de viabilidade técnica para construção ou reforma de aeroportos regionais. O Brasil possui 3.595 aeródromos, sendo que 714 são públicos e 2.881, privados. Os objetivos do PDAR listados pela MP são aumentar o acesso da população ao transporte aéreo; com prioridade aos residentes nas regiões menos desenvolvidas; integrar comunidades isoladas à rede nacional de aviação civil; e facilitar o acesso a regiões com potencial turístico.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Carreiras na Aviação

CIAAR e EPCAR formam novas turmas
O Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), realizou, no dia 12 de dezembro de 2014, a Solenidade Militar de Entrega de Espadas aos novos oficiais da Força Aérea Brasileira, oriundos do Curso de Formação de Oficiais Especialistas (CFOE 2013) – Turma Antares – e do Estágio de Adaptação ao Oficialato (EAOF 2014) – Turma Sigma, ambos voltados para Sargentos e Suboficiais do efetivo da Aeronáutica. Ao todo, 189 novos Segundos-Tenentes receberam a espada, símbolo do oficialato nas Forças Armadas, e prestaram o compromisso perante a Bandeira Nacional, num ato que simboliza o juramento de bem cumprir os deveres inerentes à carreira do oficial. A primeira mulher oficial especialista em Controle de Tráfego Aéreo no Brasil e primeira colocada da turma Antares, Tenente Charlene Roberta da Silva Moreira Aieta, e o Tenente Especialista em Aeronaves Anderson Costa dos Santos, primeiro colocado da turma Sigma, receberam os Prêmios Força Aérea Brasileira e Honra ao Mérito do Ministério da Defesa que são concedidos aos alunos primeiros colocados nas escolas de formação de oficiais. "O Curso de Formação de Oficiais Especialistas representou a árdua preparação para o oficialato, foram dois longos anos de intenso estudo e aprimoramento, mas o apoio dos familiares, a determinação individual e o apego a Deus foram fatores fundamentais para vencer os desafios. Para mim, as bênçãos foram ainda maiores! Fazer parte da primeira turma mista de oficiais especialistas e lograr a primeira colocação dentre 48 homens e apenas 4 mulheres fez minha vitória pessoal virar símbolo da representatividade e importância da mulher na FAB", comenta a pioneira Tenente Charlene.

EPCAR
Na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG), a solenidade militar realizada no dia 13 de dezembro de 2014 encerrou o ciclo de três anos para 180 alunos. Agora seguem para a Academia da Força Aérea, em Pirassununga (SP), onde durante quatro anos farão a preparação para se tornar um oficial aviador. O evento teve momentos simbólicos, como a passagem do Estandarte da Escola, que é feita pelo Líder do Corpo de Alunos ao primeiro colocado do segundo ano, além da formação do gládio alado que emocionaram o público presente. Também houve o sobrevoo de duas aeronaves da Esquadrilha da Fumaça em homenagem aos formandos.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Inglês Aeronáutico

Controladores de tráfego aéreo terão novo curso de inglês no ICEA
O Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), localizado em São José dos Campos (SP), organização de ensino e pesquisa ligada ao DECEA - Departamento de Controle do Espaço Aéreo, iniciou a validação do primeiro curso de inglês aeronáutico a distância desenvolvido pelo próprio ICEA, com apoio de consultores da Fundação SDTP. A validação - que prossegue até janeiro de 2015 - é o momento em que as atividades do curso são testadas com um grupo de alunos, antes que ele seja oferecido para todo o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB). A primeira turma, composta por alunos do ICEA e do Primeiro e do Quarto Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I e CINDACTA IV), realizarão o curso completo até o dia 30 de janeiro de 2015. O curso "Inglês Aeronáutico na Modalidade EaD – ACC" apresenta tarefas com base nos descritores da tabela de níveis de proficiência da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), com ênfase para vocabulário, estrutura, pronúncia e compreensão oral. Interação e fluência também são descritores contemplados no curso, por meio dos fóruns, chats e, principalmente, das atividades de gravação avaliadas, o que representa uma inovação na forma de avaliar, além de simular com mais precisão as habilidades comunicativas necessárias para a comunicação com pilotos em língua inglesa. Uma característica marcante do conteúdo preparado pelos consultores engajados na preparação do curso foi o foco em situações específicas de controle de tráfego aéreo, diferente do material de outras práticas que incluem o inglês de conversação (plain english) ou de negócios (business). O curso é composto por sete módulos, sendo que quatro apresentam conteúdo comum para controladores de tráfego aéreo de qualquer órgão operacional e três são específicos para o controlador que atua em Centro de Controle de Área (ACC). O curso tem duração de 9 semanas, com carga horária total de aproximadamente 60 horas e será oferecido a partir de março de 2015 para todo o SISCEAB.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Tráfego Aéreo

Mercado de equipamentos para proteção ao voo é recorde em 2014
Uma projeção feita pelo portal Visiongain estima que o mercado global de equipamentos de controle de tráfego aéreo deve atingir um faturamento de US$ 3,8 bilhões em 2014, um recorde em relação a anos anteriores. Segundo o portal, o aumento da demanda por viagens aéreas vem exercendo pressão sobre os organismos controladores de tráfego aéreo e as empresas aéreas para acomodar essa necessidade adicional em uma quantidade finita de espaço aéreo. Isso resultou em iniciativas internacionais, regionais e nacionais para desenvolver novos procedimentos e sistemas, capazes de modernizar o controle de espaço aéreo, bem como garantir a segurança e otimizar a eficiência operacional do espaço aéreo disponível. O surgimento de sistemas de navegação e vigilância por satélite propiciou vantagens significativas para a gestão do fluxo de aeronaves, permitindo uma maior cobertura do espaço aéreo e melhores procedimentos de navegação e operação. Como consequência, a indústria de aviação civil está começando a implantar tecnologias de novíssima geração de controle e gestão, além de soluções tecnológicas para melhorar a infraestrutura. Apesar dos bons resultados de negócios, o relatório da Visiongain alerta para o fato de que, embora esse crescimento deva continuar na próxima década, seu ritmo não será tão acelerado devido, principalmente, ao alto grau de exigência dos marcos regulatórios vigentes em todos os países. São eles que garantem a segurança operacional dos novos equipamentos de controle e suas demandas levam a projetos e fases de testes mais prolongados – o que, por sua vez, alonga o prazo de retorno financeiro.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tecnologia

Boeing testa "diesel verde"
A Boeing realizou no início deste mês o primeiro voo no mundo utilizando o “diesel verde”, que é um biocombustível sustentável e altamente disponível usado no transporte terrestre. O avião de testes de voo da empresa, o ecoDemonstrator 787, voou no dia 02 de dezembro de 2014 com uma mistura de 15% de diesel verde e 85% de combustível à base de petróleo para aviões na turbina esquerda. “O diesel verde oferece uma enorme oportunidade de fazer com que um biocombustível sustentável esteja mais disponível e a preços mais em conta para os nossos clientes”, disse Julie Felgar, diretora executiva de Estratégia e Integração Ambiental da Boeing Aviação Comercial. “Vamos fornecer dados de vários voos do ecoDemonstrator para apoiar os esforços de aprovação desse combustível para a aviação comercial e ajudar na realização das metas ambientais da nossa indústria”, completa a executiva. O diesel verde sustentável é feito de óleos vegetais e de resíduos de óleo de cozinha e de gorduras animais. A Boeing já havia verificado que existe uma semelhança química desse combustível com o HEFA (ésteres e ácidos graxos hidroprocessados) aprovado como biocombustível para a aviação em 2011. O diesel verde é quimicamente distinto e um combustível diferente do “biodiesel”, que também é utilizado no transporte terrestre. Com uma capacidade de produção de 800 milhões de galões (três bilhões de litros) nos EUA, na Europa e na Ásia, o diesel verde poderia suprir, rapidamente, até 1% da demanda global para combustível para aeronaves. Com custo no atacado de cerca de US$3 por galão, incluindo incentivos do governo dos EUA, o diesel verde chega próximo ao preço do combustível convencional de aviação.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Especial de Domingo

Selecionamos mais uma publicação do imperdível Aeromagia.
Boa leitura.
Bom domingo!

Por que pilotos de planador se tornam mais inteligentes?

Texto: Jean Gabriel CHARRIER*
Fonte: Aeromagia

Só faltava essa! Quer dizer que existem pilotos mais ‘inteligentes’ do que outros? E pior ainda, são pilotos que voam em aeronaves que não chegam a 500 quilos, com três instrumentos no painel, enquanto no meu Airbus eu tenho vinte vezes mais do que isso? Eles decolam com apenas um mapa debaixo do braço enquanto eu tenho uma maleta de 10 quilos de papéis para poder atravessar o Atlântico – isso sem falar no restante de material que fica no avião! E é certeza que, enquanto eu preciso me preocupar em colocar tudo em dia, conferir os procedimentos, e tantas coisas mais, eles devem ficar tranquilamente fazendo churrasco ao relento, atrás do hangar. E nem falo da preparação deles antes de voar! Bom, ok, reconheço que eles administram melhor as possibilidades da pressão atmosférica em relação à umidade e temperatura do ar, mas com relação ao resto…. Quero explicações!!

Bom, vamos apresentar o porquê do fato dos pilotos de planadores serem mais inteligentes do que pilotos de ultraleve, de helicóptero, de aviação comercial….e sobretudo, vamos mostrar porque o voo a vela torna eles assim.

A inteligência e a performance
Por trás desse conceito de inteligência, é a performance que nos interessa, mas de qual performance falamos? Para responder, faremos uma pequena ‘manobra’ para comparar a perfomance esportiva de um piloto de planador com a perfomance da segurança de todos os outros pilotos, quaisquer que sejam suas atividades. Essa comparação é possível porque o piloto de planador, para voar rápido ou por longas horas sem perder a segurança, deve possuir as mesmas competências e as mesmas capacidades dos outros pilotos.

Competências, decisões e a segurança
Quais são os fatores contribuintes mais comuns nos acidentes aéreos? São más decisões que se originam em más representações, ou em representações incompletas, da realidade que envolve o piloto, bem como da sua complexidade. Se você tomar somente decisões acertadas, sempre se dará bem nos voos. Ou, na pior das hipóteses, simplesmente decidirá não voar, ou fazer meia volta, ou colocar uns galões de combustível a mais por garantia. Dessa forma, aquele que tomar as melhores decisões em seu planador ganhará o campeonato, e, se for um piloto de Airbus, ele chegará sem sustos ao seu destino, mesmo em condições extremas.

Para refletir:
A ‘inteligência’ de um piloto consiste em:

1) obter informações;

2) interpretar o que elas significam e utilizá-las para compor a situação;

3) utilizar as informações obtidas para tomar a melhor decisão.

Se há uma nuvem se formando sobre uma montanha, eu planejo passar pelo lado onde tenho menos risco de ser levado para dentro dela, e consequentemente, para perto da montanha. A meteorologia prevê uma probabilidade de ventos numa cidade, e em outra cidade a situação está parecida, mas com uma probabilidade ainda mais forte. Então já decolo com combustível adicional, prevendo a possibilidade de alternar.

Inteligência em relação ao tempo
Os dois últimos exemplos demonstram que a inteligência não serve para nada se você não se utiliza das informações que recolheu para preparar suas decisões. Ora, as decisões que você irá tomar não são as mesmas se elas dizem respeito à gestão de sua máquina: sistemas, pilotagem, ou mesmo a gestão do seu ambiente de voo, com sua meteorologia favorável ou não. Se você já projeta sua mente para longe dentro do tempo, você terá a tática e a estratégia, envolvendo elementos desconhecidos e condicionais: se…. então… mas talvez… portanto… e se… Um campeão de voo à vela enxerga longe, e encara muitas hipóteses.


Pensar correto e rápido
O piloto de planador que deseja chegar primeiro deve às vezes tomar decisões muito rapidamente. Estou no nível de cruzeiro e avanço bem, então vejamos como está adiante: avalio a altura da base das nuvens, algumas com formato de cumulus… Há um caminho que parece agradável à direita, mas ele irá me distanciar da rota. Eu preciso decidir agora. Estimo uma alteração de rota de 30 graus, o vento está vindo ligeiramente do sul, então provavelmente vou ficar para trás….melhor ir pela esquerda. Ou então…chego em uma cidade pelo norte, não está um dia de tempo bom. O tráfego está congestionado, vento de cauda, e o controlador me pergunta: “Você pode curvar à direita dentro de 3 milhas, para iniciar a trajetória de descida?” Droga, ainda estou longe! Eu estou a 20 mn ao norte do terreno, me faltam ainda 15 mn até a final, estou a 4500 ft, mais 1500 ft de altitude do terreno, posso perder então 5000 ft na base…. É um pouco apertado…. Bom, vamos até lá… bolinha e cordinha centralizadas, de qualquer maneira já é alguma coisa…

Pensar correto, de forma rápida e frequente
Os piloto de planador não são os únicos que precisam refletir; outras pessoas imersas em suas pesquisas dividiram a atividade mental do piloto em seis níveis crescentes de exigência. Os três primeiros níveis correspondem basicamente em “fazer como de costume”. Para tal cidade, tal rota, tal nível de voo, tal quantidade de combustível. Nos três últimos níveis é necessário refletir, com o mais alto nível que concerne a situações complexas, som soluções evidentes. E nesse caso, os neurônios devem se agitar bastante para voar rápido ou para voar em total segurança. Ora, é fato que quanto mais se exige dos neurônios de forma frequente, mais o pensamento se torna fácil, e quanto menos exigirmos dos neurônios, mais lentos eles ficarão. Para exprimir isso de outra forma, quanto mais os modos mentais superiores (inteligência) do piloto forem solicitados, mais eles se tornam acessíveis, e com melhor desempenho.

A solicitação da inteligência
Quantas decisões, que envolvem os modos superiores, ditos ‘inteligentes’, um piloto de planador precisa tomar durante um voo de 5 horas? Serão centenas, mais ou menos elaboradas. Quantas decisões, que engajam os modos superiores, ditos ‘inteligentes’, um piloto de linha aérea terá de tomar durante um voo de 5 horas? Você conhece a resposta? Não muitas decisões? Sim, não muitas, mas… isso irá depender de cada piloto. Alguns vão dissecar seus voos e analisar uma multidão de pequenas coisas, de probabilidades… e então eles refletirão. Mas outros irão voar de forma mais ‘cool’, e a decisão do dia se resumirá ao momento em que devem escolher se o cafezinho deve vir com muito ou pouco açúcar. Nesse ponto fica claro porque o piloto de planador se destaca do restante do pelotão.

O nível de procedimentalização das atividades
Há ainda outras pesquisas que demonstraram que a competência é inversamente proporcional ao grau de procedimentalização da atividade (ref. Guy le Boterf). Logo, quanto mais trabalho você tem, menos você reflete, e mais esforço será preciso para refletir. Analisemos mais de perto as diferentes atividades sob esse ângulo do degrau de liberdade deixado ao piloto para solicitar, e portanto desenvolver, suas capacidades adaptativas (inteligência), e obteremos isso:


Pode parecer cômico, mas é isso. Um piloto é levado a refletir rápido em um espaço aberto onde o piloto é em grande parte entregue a si mesmo; e vale notar que com a dimensão ‘rapidez’, o piloto de caça também se inclui entre os que devem exigir muito dos seus neurônios. Já as problemáticas do piloto de balão não são as mesmas, mas para ele também o fator ‘antecipação’ deve estar no topo! Um piloto de linha aérea evolui dentro de um meio extremamente fechado, com pouca liberdade para ajustes, enquanto um piloto de planador voa em um meio aberto, ao qual deve permanentemente se adaptar. E, se ele deixar de refletir por um mínimo espaço de tempo, estará entregue à sorte nos minutos que se seguirem. Por outro lado, quando o Airbus A320 foi lançado, os jornalistas nos disseram que não faria diferença quem estivesse pilotando esses aviões. Foram jornalistas que disseram…

A inteligência do piloto e a experiência
A experiência do piloto lhe permite perceber informações que farão muito sentido para ele, mas não tanto para um piloto novato. Ele possui igualmente numerosos esquemas mentais que foram forjados a partir de numerosas situações que encontrou ao longo da vida. Ele sabe que em uma situação particular ele deverá desconfiar de um ou outro aspecto do seu voo, e suas decisões serão de melhor qualidade do que as de um piloto que ainda está em fase de ‘descoberta’. O conhecimento dos riscos são proporcionais à experiência; numa situação onde um piloto experimentado será capaz de identificar certas ameaças e agir com medidas de prevenção (prevenção = conhecimento dos riscos) um piloto iniciante deverá agir com precaução (precaução = riscos desconhecidos). Nos dois casos o perfeito conhecimento de cada um acerca de suas próprias competências e de suas próprias limitações é primordial, e ao solicitar a constante antecipação, o voo a vela faz o novato se tornar experiente de forma mais rápida.

A inteligência se educa
A inteligência do piloto pode ser educada, aliás, é um dos objetivos da formação que encontramos em diversos cursos ao redor do mundo, que dizem por exemplo: “Ao final de sua formação o piloto será capaz de enfrentar uma nova situação”. É bom relacionar as coisas entre si. O objetivo de alguns cursos de formação é precisamente estimular o desenvolvimento dos modos mentais superiores no principiante.

Uma boa notícia: tudo tem solução
Existe um conceito de gestão de riscos que se chama “Gestão de Ameaças e Erros”, cuja particularidade é que exige que o piloto reflita e se projete no tempo para evitar que ameaças externas não venham perturbar o voo e tragam situações indesejáveis. A abordagem mental necessária à essa gestão “proativa” dos riscos é a mesma utilizada pelo piloto de planador, que administra os riscos para obter uma perfomance esportiva. É necessário refletir bem, e rápido, se projetando pelo tempo. Efetivamente, a “Gestão de Ameaças e Erros” passa por todos os recursos do piloto, seja no nível do seu engajamento pessoal ou de suas competências técnicas. Se o piloto não comete erros, então ele já terá evitado 80% dos seus problemas de segurança. Os pilotos de planador adquirem portanto mais inteligência, e eles podem continuar tranquilamente a comer seu churrasco à noite junto ao hangar: eles tem de antemão uma boa vantagem em relação aos demais. 

Inteligência do piloto = Qualidades de aviador = Arte de voar = Gestão de ameaças e erros


O que memorizar:
-As competências para obter uma performance esportiva em um piloto de planador são as mesmas necessárias para administrar a segurança nas demais atividades de pilotagem.

-A inteligência do piloto consiste em tomar as melhores decisões.

-Quanto mais o piloto estiver acostumado a refletir, mais facilmente ele decidirá, e quanto menos acostumado a refletir, mais dificilmente tomará decisões.

-A competência para decidir é inversamente proporcional ao grau de procedimentalização da atividade. 

-Um piloto experiente tomará decisões com eventuais medidas de prevenção dos riscos que ele conhece, e um piloto menos experiente agirá com precaução, ou seja, prudência, na ausência de conhecimentos de certos riscos. 


*Jean Gabriel Charrier foi instrutor de avião, planador e acrobacia, piloto de linha aérea e inspetor de segurança de voo na França. Possui cerca de 13.000 horas de voo, e é titular de um diploma de Fatores Humanos em Aeronáutica.

Publicado originalmente em mentalpilote.com.
Fotos: Plinio D. Lins
Gráficos: mentalpilote.com

Fonte: Aeromagia

sábado, 13 de dezembro de 2014

Aeroportos

Fim de ano terá 20 milhões de passageiros nos aeroportos brasileiros
Os maiores aeroportos do país estão se preparando para receber pelo menos 20 milhões de passageiros entre este mês de dezembro de 2014 e o início de janeiro de 2015, conforme estimativas da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Se confirmado, o número será 7% superior ao registrado durante as festas de fim de ano de 2013. Para atender à demanda, as companhias aéreas anunciaram série de medidas para dar conta do movimento recorde, como voos extras e emprego de aviões reservas. Nos 60 terminais administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), haverá reforço das atividades operacionais, desde o atendimento direto ao público até o de manutenção e de limpeza. A estatal informou que, desde 22 de novembro, seus funcionários estão atentos à regularidade da operação dos terminais, como acompanhamento de sistemas de ar-condicionado e de escadas rolantes, para que “tudo esteja em pleno funcionamento”. A Infraero ressaltou que, nos principais aeroportos de sua rede, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Santos Dumont, Congonhas e Salvador, o efetivo de 4.333 empregados vai ganhar um reforço de 17%, chegando para 5.089. Em Brasília, cerca de 1,7 milhão de pessoas deverão usar o Aeroporto Juscelino Kubitschek no período especial, seja como ponto de embarque, desembarque, seja conexão, segundo projeção da concessionária Inframerica. Para atender às 55 mil pessoas que passarão diariamente pelo local, serão reforçadas as equipes de atendimento.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Espaço

Nasa quer cooperação do Brasil em missão sobre clima espacial
Pesquisadores do Marshall Space Flight Center (MSFC), ligado à agência espacial norte-americana (Nasa), e do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), se reuniram no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), para discutir uma possível colaboração no desenvolvimento de um satélite tecnológico de monitoramento do Clima Espacial. O grupo se encontrou com os especialistas do Programa de Estudos e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace) do Inpe, bem como da Divisão de Geofísica Espacial e da Coordenação de Engenharia e Tecnologia Espacial, para conversar sobre o objetivo tecnológico e de monitoramento da possível missão, o design do satélite e seus equipamentos a bordo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Espaço

O desafio de se levar o Homem a Marte
A primeira missão tripulada ao espaço profundo desde o programa Apollo, da década 1970, com o objetivo de enviar astronautas a Marte até 2030 está sendo preparada pela Nasa (agência espacial norte-americana). O primeiro passo para a concretização desse desafio ocorreu no dia 05 de dezembro de 2014, com o lançamento da cápsula Orion, da base da agência em Cabo Canaveral, na Flórida, nos Estados Unidos. Entre a chegada dos astronautas a Marte, o que pesa no programa espacial não é a tecnologia em si e, sim, a falta de comunicação rápida e a forte radiação. A tecnologia para chegar ao planeta vermelho já existe e não é nova. Foi desenvolvida na década de 1970 e existe deste o final do programa Apollo. Fatores de risco, como a separação por estágios do foguete, a alta radiação e as elevadas temperaturas (cerca de 2.200°C) foram testados durante o lançamento da cápsula Orion, juntamente com o foguete Delta 4. A missão não foi tripulada e deu duas voltas na órbita da Terra, alcançando 5.800 quilômetros de altitude, o que é 15 vezes mais distante do ponto em que a ISS (Estação Espacial Internacional, sigla em inglês) orbita ao redor do nosso planeta. A Orion voltou à Terra, depois de duas voltas em torno do planeta, e caiu no oceano Pacífico, perto do sudoeste de San Diego, na Califórnia, onde foi capturada por um navio da Marinha norte-americana.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Tecnologia

Estudantes de Manaus (AM) criam sistema para evitar colisão de ave com aeronave
Criado por alunos da Fundação Nokia, projeto “Falcon” consiste em um equipamento que emite frequência sonora capaz de repelir pássaros. Desequilíbrio causado pelas áreas de lixo urbano aumenta número de acidentes. Alunos desenvolveram projeto ao longo de oito meses (Erica Melo)

Enquanto aves e aeronaves parecem dividir o espaço aéreo pacificamente, a sua convivência é prejudicada com extremo risco. No caso da colisão com uma aeronave, um único pássaro tem o potencial de causar danos severos, levando em alguns casos à perda total da aeronave, sua tripulação e passageiros. Pensando nesses e outros possíveis incidentes, os jovens Gabriel Miller, Lucas Silva e Reinaldo Soares, que cursam o 3º ano de Telecomunicações no Ensino Médio Técnico da Fundação Nokia, desenvolveram um protótipo que une hardware e software para emitir uma frequência sonora capaz de repelir pombos e urubus. “A ideia surgiu a partir da verificação de que os urubus podem causar acidentes aéreos ao se chocar com aeronaves e a presença delas ao redor de aeroportos é uma constante em muitos aeroportos, principalmente em cidades do interior do Amazonas. Já os pombos podem transmitir várias doenças através de suas fezes”, explica Reinaldo, de 19 anos. “O prejuízo que os pombos causam com suas fezes é enorme. Além disso, ao efetuar a limpeza desses excrementos com uma vassoura e pá, por exemplo, é causar uma poeira tóxica que pode ser inclusive letal”, completa Gabriel.

Sistema Ultrassônico
O projeto recebeu o nome de Falcon – Sistema Ultrassônico para Controle Aviário em Ambientes Aeroportuários e Domésticos – e foi apresentado pela primeira vez na Feira Norte de Tecnologia e Ciência, realizada pela Fundação Nokia no dia 19 de novembro. O trio desenvolveu o projeto ao longo de oito meses, com a orientação do professor Marcelo Ribeiro, e agora aguarda um componente importado da China para aumentar a capacidade de alcance do protótipo. “O usuário entra no software e escolhe a ave que deseja repelir, além o horário de início e final da onda sonora. O software envio um sinal para um microcontrolador que emite essa onda, que é inaudível para os seres humanos”, diz Rinaldo. Dessa forma, o projeto repele as aves sem lhes causar dano físico. “A prevenção de acidentes na aviação é um mercado de milhões de dólares, com muita tecnologia sendo desenvolvida constantemente”, relembra Gabriel. No Brasil, é observado o agravamento do risco de colisão de aeronaves com pássaros, principalmente em função do desequilíbrio ecológico causado pelas áreas destinadas à disposição de lixo urbano, além de matadouros, curtumes e postos de entrepesca que operam em desconformidade com a legislação em vigor no entorno dos aeroportos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

ITA

Instituto Tecnológico de Aeronáutica ampliará número de vagas
Foi publicado, no Diário Oficial da União, o aviso da licitação para a expansão do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP). Com investimento de R$ 49 milhões, o novo prédio terá 16 mil m², envolvendo biblioteca com capacidade para 320 mil volumes, um auditório de 1.200 lugares e alojamentos para graduandos e pós-graduandos. No vestibular de 2014 já houve um aumento do número de vagas nos cursos de graduação, de 120 para 170. O planejamento é, em cinco anos, chegar a 240 vagas anuais. Também haverá um aumento de 50% nas vagas de Mestrado e de Doutorado. Para isso, a previsão é de investimentos totais de R$ 300 milhões até 2019. Em 2015 deve ser lançado um edital para a contratação de 60 novos professores para compor a equipe hoje formada por 147 profissionais. A seleção já foi autorizada pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) e está em fase de definição dos requisitos e especialidades. O planejamento é de que até 2019 o número de professores do ITA chegue a 300. Criado em 1950, o Instituto está em fase de modificação do currículo dos cursos de Engenharia Aeronáutica, Engenharia Aeroespacial, Engenharia Mecânica, Engenharia Civil, Engenharia Eletrônica e Engenharia de Computação. Entre os ex-alunos do ITA estão o astronauta Marcos Pontes e o engenheiro Ozires Silva, fundador da Embraer, empresa que reúne muitos profissionais formados no Instituto. Subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) do Comando da Aeronáutica, o ITA é uma escola militar onde os alunos podem optar por seguir a carreira na Aeronáutica ou permanecerem como civis. O vestibular é considerado um dos mais difíceis do País: em 2015, serão 7.792 inscritos para as 170 vagas.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Espaço

Lançado o satélite sino-brasileiro CBERS-4
Da base de Taiyuan, localizada a 700 km de Pequim, o satélite sino-brasileiro CBERS-4 foi lançado no domingo, 07 de novembro de 2014, à 1h26 (no horário de Brasília; 11h26 em Pequim). Na China, o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Leonel Perondi, assistiu ao lado do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Clelio Campolina Diniz, e do presidente da Agência Espacial Brasileira (AEB), José Raimundo Coelho. No Brasil, o lançamento foi acompanhado por especialistas do Instituto e convidados no Centro de Controle de Satélites do INPE, em São José dos Campos (SP). O chefe do Centro de Rastreio e Controle do INPE, Pawel Rosenfeld, manteve contato com a comitiva brasileira e os engenheiros do Instituto que, durante meses na China, atuaram na preparação do satélite. A sequência de atividades para levar o CBERS-4 ao espaço foi narrada pelo coordenador do segmento espacial do Programa CBERS, Antonio Carlos de Oliveira Pereira Junior. O satélite foi lançado pelo foguete chinês Longa Marcha 4B, composto de três estágios que utilizam combustível líquido (hidrazina e N2O4 como oxidante). O tempo total de voo até a injeção do CBERS em órbita foi de 12,5 minutos. Quando atingido o ponto ideal da órbita, um comando liberou a trava do dispositivo que prendia o CBERS-4 ao foguete. O satélite, impulsionado por molas, afastou-se do lançador e entrou em órbita. Em órbita, o CBERS-4 efetua uma revolução completa em torno da Terra a cada uma hora e quarenta minutos (100 minutos). Satélite destinado à observação da Terra, o CBERS-4 irá gerar imagens para diversas aplicações - desde monitorar o desmatamento da Amazônia, passando pelo mapeamento da agricultura e da expansão das cidades, até estudos sobre bacias hidrográficas e queimadas.

Aeroportos

Aeroporto de Itanhaém terá investimento do governo estadual
Nos próximos quatro anos, o aeroporto de Itanhaém, no litoral de São Paulo, receberá do Governo do Estado R$ 40 milhões para investimentos em expansão e melhorias. O projeto prevê a ampliação da pista principal para 1.550 metros, aumento das áreas de estacionamento em veículos e aeronaves, além de modernização do setor de telecomunicações. Como o processo de outorga do aeroporto à iniciativa privada, tramita na Secretaria da Aviação Civil (SAC), em Brasília, a intenção do Estado é contribuir para garantir uma infraestrutura que atenda empresas interessadas em operar o aeroporto. Segundo a prefeitura local, a confirmação da proposta de outorga deve sair a partir de janeiro de 2015. Atualmente, as companhias BR Aviation e Líder Avião atuam no aeroporto da cidade, além da Petrobras, que deve inaugurar seu próprio terminal no primeiro semestre de 2015. O espaço possui fluxo de pousos e decolagens do chamado ‘circuito do petróleo’, com as cidades do Rio de Janeiro, como Macaé, Vitória (ES) e Navegantes (SC), responsáveis pelo transporte de funcionários da Petrobras que trabalham em plataformas próximas dessas regiões. De acordo com um estudo publicado pela empresa, Itanhaém é um dos pólos de infraestrutura de apoio aéreo à porção sul da exploração do pré-sal. Fonte: G1

domingo, 7 de dezembro de 2014

Especial de Domingo

Mais uma vez, divulgamos o belo trabalho do casal Gérard e Margi Moss em prol da preservação de nossos recursos naturais.
Acompanhe e saiba mais em Mundo Moss.
Boa leitura.
Bom domingo!

RIOS VOADORES

Você já se perguntou alguma vez de onde vem a chuva que cai sobre sua cidade? Ela vem do norte, ou do sul? Da Antártica ou da Amazônia? Por que, em alguns anos, cai muita chuva e em outros, muito pouca? As mudanças climáticas podem ter algum impacto sobre o volume de água doce que cai literalmente do céu? E porque é importante entender tudo isso? Você parou para pensar de onde vem a água que sai quando você abre a torneira? A gente tende a pensar que é um direito nosso, mas aquela água vem de longe e ela passa por um monte de tubulações e estações de tratamento antes de sair na sua pia. É um milagre ela estar ali, limpinha e fresquinha, quando você quer escovar os dentes! Também é um milagre que ela cai do céu, de graça, resultado de uma sequência de processos climatológicos regidos não pelo homem, mas pela natureza. Vale refletir o que poderá acontecer no futuro, se o homem continuar impactando – com a poluição e o desmatamento – estes antiquíssimos processos naturais. A gente vai dar conta do recado quando não tem mais água limpa para sair da torneira?

Fenômeno dos Rios Voadores
Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas. A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos. Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração da árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com mais umidade, que continua sendo transportada rumo ao oeste para cair novamente como chuva mais adiante. Propelidos em direção ao oeste, os rios voadores (massas de ar) recarregados de umidade – boa parte dela proveniente da evapotranspiração da floresta – encontram a barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles se precipitam parcialmente nas encostas leste da cadeia de montanhas, formando as cabeceiras dos rios amazônicos. Porém, barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os rios voadores, ainda transportando vapor de água, fazem a curva e partem em direção ao sul, rumo às regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e aos países vizinhos. É assim que o regime de chuva e o clima do Brasil se deve muito a um acidente geográfico localizado fora do país! A chuva, claro, é de suma importância para nossa vida, nosso bem-estar e para a economia do país. Ela irriga as lavouras, enche os rios terrestres e as represas que fornecem nossa energia.

O caminho dos rios voadores.
Fonte: Projeto Rios Voadores

O diagrama acima mostra os caminhos dos rios voadores. Clique aqui e abra em tamanho maior, para melhor visualização. Na página dos Vídeos e das Animações Didáticas, há outros recursos que explicam os processos de formação dos rios voadores. Por incrível que pareça, a quantidade de vapor de água evaporada pelas árvores da floresta amazônica pode ter a mesma ordem de grandeza, ou mais, que a vazão do rio Amazonas (200.000 m3/s), tudo isso graças aos serviços prestados da floresta. Estudos promovidos pelo INPA já mostraram que uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro é capaz de bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água, em forma de vapor, em um único dia – ou seja, mais que o dobro da água que um brasileiro usa diariamente! Uma árvore maior, com copa de 20 metros de diâmetro, por exemplo, pode evapotranspirar bem mais de 1.000 litros por dia. Estima-se que haja 600 bilhões de árvores na Amazônia: imagine então quanta água a floresta toda está bombeando a cada 24 horas! Todas as previsões indicam alterações importantes no clima da América do Sul em decorrência da substituição de florestas por agricultura ou pastos. Ao avançar cada vez mais por dentro da floresta, o agronegócio pode dar um tiro no próprio pé com a eventual perda de chuva imprescindível para as plantações. O Brasil tem uma posição privilegiada no que diz respeito aos recursos hídricos. Porém, com o aquecimento global e as mudanças climáticas que ameaçam alterar regimes de chuva em escala mundial, é hora de analisarmos melhor os serviços ambientais prestados pela floresta amazônica antes que seja tarde demais.


Obs. O termo “rios voadores” foi popularizada pelo prof. José Marengo do CPTEC.

Links de sites relacionados ao tema:

CPTEC – Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos:
www.cptec.inpe.br

INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais:
www.inpe.br

INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia:
www.inpa.gov.br

LBA – Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia :
lba.inpa.gov.br/lba/

IMAZON – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia:
www.imazon.org.br 

Visite: Blog do Ninja de 20/5/12 

Saiba mais: Mundo Moss

sábado, 6 de dezembro de 2014

Aeroportos

Grupo planeja aeroporto na região de Ponta Grossa (PR)
Uma empresa paranaense planeja a construção e exploração de um grande aeroporto privado próximo a Ponta Grossa, no interior do Paraná (a 75 km de Curitiba). Com foco na movimentação de cargas, o empreendimento da Companhia Aeroportuária Campos Gerais (CACG) teria investimentos totais calculados em R$ 3,5 bilhões. Mas o projeto já encontra entraves. Nos planos dos controladores, o aeroporto seria construído em uma área de 50 quilômetros quadrados e integraria os sistemas rodoviário e ferroviário. Ficaria na divisa dos municípios de Palmeira e Ponta Grossa e ainda abrigaria uma área alfandegária. A ideia do grupo é que as empresas instaladas na área do terminal importem componentes sem impostos. De acordo com informações da CACG, o empreendimento está em fase de licenciamento ambiental. A localização do empreendimento será a cidade de Palmeira, a 74 quilômetros de São Mateus do Sul. na região de Colônia do Lago, próximo à divisa com Ponta Grossa. Estão previstas pelos idealizadores do projeto quatro etapas de obras. Na primeira, seriam construídas duas pistas de pousos e decolagens e instalação dos sistemas de segurança, pátios de estacionamentos de aeronaves, armazéns e hangares para cargas, além de um terminal de passageiros “para atender à demanda inicial”. O terminal, em longo prazo, teria quatro pistas de operação simultânea para pousos e decolagens, com 3,5 quilômetros de extensão cada, com capacidades para receber as maiores aeronaves comerciais do mundo, como o Airbus A380. Os planejadores apresentam o projeto dizendo que ele será o maior terminal de cargas e passageiros da América Latina e que pode alcançar um tráfego de 750 mil pousos e decolagens por ano. O aeroporto de Guarulhos (SP), atualmente o maior do país, tem cerca de 300 mil pousos e decolagens anuais. Mas transformar o projeto em realidade pode não ser uma tarefa fácil. Os idealizadores do aeroporto fizeram a solicitação à Secretaria de Aviação Civil (SAC) em agosto na modalidade “outorga de aeródromo civil público por meio de autorização”. Nesses moldes, o empreendimento é liberado apenas para certos voos, como os executivos e de táxi aéreo. Em agosto, a documentação começou a ser analisada pela SAC. Neste mês, o procurador federal Moises Rubbioli Cordeiro, chefe adjunto da assessoria jurídica junto à SAC, emitiu parecer afirmando que o plano de negócios está baseado na operação de uma atividade (voos regulares de cargas e passageiros) não permitida para aeroportos privados sob regime de autorização. A regulamentação para aeroportos que operem voos regulares está sendo discutida na esfera federal, com envolvimento tanto do Palácio do Planalto como de parlamentares do Congresso. Por enquanto, aeroportos privados que movimentem voos comerciais regulares não podem ser liberados. Os grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa também estão interessados na nova regulamentação. Ele têm planos para construir o Novo Aeroporto de São Paulo (Nasp), empreendimento de R$ 5 bilhões, com capacidade para 50 milhões de passageiros ao ano (mais que Guarulhos, que atualmente comporta 42 milhões). Além do problema da legislação, o parecer emitido pelo procurador federal sobre o aeroporto dos Campos Gerais apontou problemas na apresentação de documentos sobre a propriedade do terreno onde o empreendimento seria erguido.