Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 15 de junho de 2014

Especial de Domingo

Do blog de Iba Mendes selecionamos o conteúdo a seguir.
Um excelente registro histórico, com fotos selecionadas de diferentes edições da revista "A Cigarra".
Bom domingo!

Memórias da Aviação
Um pouco da história da Aviação através de fotografias publicadas desde os primórdios das navegações aéreas, que tem como patrono o brasileiro Santos Dumont.


A aviadora paulista Anésia Pinheiro Machado, sobrinha do General Pinheiro Machado, ao lado do tenente e professor de Aviação Reynaldo Gonçalves, em 1922

O exímio aviador João Robba e companheiros no interior de São Paulo, de onde planejava voos entre cidades do Estado, em 1921

O aviador paulista Edu Chaves e seu companheiro de profissão Roberto Thierry, no campo do Guapira, momentos antes do "raid" do Rio a Buenos Aires, em 1921

O avião "S. Paulo", pilotado por Edu Chaves, no aeródromo do Guapira, na capital de São Paulo, em 1921 

O avião "Rio de Janeiro", que vez o "raid" (voo) Rio-São Paulo, sendo pilotado pelo capitão Laffay, em 1921 

A seguir, mais um pouco da história visual de uma das maiores descobertas de todos os tempos: o avião, mediante fotografias publicadas na década de 1910. 

Dentre essas fotografias, aparecerão algumas com o aviador americano Orton Hoover, que sobrevoou São Paulo em 1919.

Durante o voo do aparelho Curtiss sobre a capital de São Paulo em 1919, pilotado por este americano, alguém que, pela primeira vez havia estado num avião, fez esta belíssima declaração acerca do nosso maltratado Rio Tietê, outrora exuberante e maravilhoso:

“O Tietê é belo, é maravilhoso.

Desde a Penha, cortando a cidade de um lado a outro, até perder-se de vista lá para as bandas da “Ponte Anastácio”, é como uma serpente de prata, adormecida sobre a relva.

Biparte-se aqui, para fundir-se de novo acolá, formando ilhas graciosas, que mais parecem canteiros de jardim.

E foi numa comovida saudade que evoquei Baptista Cepellos:

“De tarde, quando o sol poucos brilhos expande, 
Sozinho, a meditar em tanto não sei quê,
Tomo o rumo da Luz, vou até à Ponte Grande,
A fim de conversar com o meu velho Tietê...”

Se o poeta original – pensei – houvesse tido o momento de gozo; se o vale infeliz houvesse tido, como eu tenho, este ensejo de conhecer o ‘desditoso rio’ em toda a sua mortal beleza, certo repetiria com maior angústia:

“Meu ingênuo Tietê! O progresso o apavora!
Por toda parte vê trevas e encantamento,
E, por isso, a tremer, todo nervoso, implora
Que lhe não vão tapar o azul do firmamento”.

O ‘velho rio” emocionou-se.
E, desde essa tarde memorável do meu batismo nos ares, eu amo o Tietê”.

Fotografia tirada para a revista "A Cigarra", por ocaisão de um dos voos do aviador americano Orton Hoover. Em cima: Hoover em companhia de Santos Dumont, o dr. Antonio Prado Junior, o tenente Fileto dos Santos e Alfredo Brenta, piloto-mecânico; no meio: O avião Curtiss antes de partir no voo; embaixo: Expectadores admirando as peripécias do aviador americano, em 1919

O capitão Genserico de Vasconcellos, o capitão La Fay e o tenente Mario Barbedo no aeródromo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, no dia 19 de março de 1919

Antônio Fonseca, do Correio Paulistano, ao lado do aviador americano Orton Hoover, no Campo de Marte, após seu voo sobre a capital de São Paulo, no seu avião Curtiss

Instante em que o Deputado Freitas Vale se prepara para voar com o piloto americano Hoover, no aparelho Curtiss, em 1919


O aviador Caetano no instante em que partia do Parque Antárctica, a fim de realizar seu último voo na capital de São Paulo, em 1914

Fonte: Iba Mendes, a partir da revista "A Cigarra", edições de 1914 e 1919, 1921 e 1922 disponível digitalmente no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo