Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Embraer

Primeira mostra pública do maior avião nacional será dia 21/10/2014
A primeira apresentação pública oficial do KC-390, o maior avião já produzido no Brasil, será dia 21 de outubro de 2014, na unidade Embraer em Gavião Peixoto - SP. O "rollout", como a indústria aeronáutica denomina a saída do protótipo do hangar de montagem, será um marco para a Embraer, que tem no novo produto - especificado pela Força Aérea Brasileira - uma revolução tecnológica. Ainda em 2014, conforme o projeto, deverá ser realizado o primeiro voo da aeronave. O cargueiro KC-390 substituirá os Hércules C-130 na FAB e terá como missões transporte de materiais e tropas e reabastecimento em voo de aeronaves de caça e de outro KC-390, se necessário. Oportunamente, será oferecida uma versão civil ao mercado. O aparelho, equipado com dois motores a jato, tem 35,2 metros de comprimento, 11,84 de altura. Pode empregar velocidade de até 850 quilômetros por hora e transportar até 23 toneladas.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Aeroportos

Anac define calendário sobre operações em Congonhas

A próxima temporada para a alocação de horários de chegadas e partidas – os chamados slots – pelas companhias aéreas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP), começa no dia 30 de novembro de 2014, e a temporada seguinte tem início em 29 de março de 2015. As datas constam de portaria da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicada no Diário Oficial da União. O documento estabelece o calendário de atividades para coordenação e alocação de slots no aeroporto para as temporadas de inverno de 2014 e verão de 2015. 

domingo, 28 de setembro de 2014

Especial de Domingo

Hoje, mais uma postagem selecionada de A Maravilhosa Vida de Santos Dumont, de Luiz Pagano. 
Boa leitura.
Bom domingo!

A ciência por trás dos invólucros e válvulas dos dirigíveis de Santos=Dumont


Santos=Dumont usou a força ascensional de hidrogênio em quase todos os seus dirigíveis. Ao contrário de balões modernos que fazem uso de ar quente, os invólucros de hidrogênio eram selados e à pressão interna era controlada através de válvulas.


A tecnologia de balões de gás é bastante antiga, esta ilustração do final do século 19 mostra Jacques Charles realizando uma experiência com o primeiro balão de gás hidrogênio, em agosto, 27 de 1783, no Champ de Mars, em Paris.


O sistema para obter hidrogênio foi inventado pelo balonista e fabricante francês Gabriel Yon (1835-1894). Consistia em colocar um pouco de limalha de ferro em ácido sulfúrico diluído em duas cubas de grandes dimensões. Bolhas de hidrogênio eram formadas e bombeadas por tubos através da água para limpá-las de impurezas. E por fim eram armazenados em tanques de aço sob pressão.


A associação de invólucro de hidrogênio e motores a explosão de gasolina era muito perigosa, dezenas de dirigíveis explodiram ou foram queimados nos anos que seguiram, o mais famoso deles foi o desastre do Hindenburgque que ocorreu no dia 6 de maio de 1937, com o dirigível alemão de passageiros LZ 129 Hindenburg, pegou fogo e foi destruído durante a sua tentativa de aterrar na Estação Aero-Naval Lakehurst matando 35 pessoas.

Esta videografia de alta velocidade em mil quadros por segundo torna possível observar em detalhe a seqüência de eventos após um balão ter sido queimado com um fósforo.

Santos=Dumont fez uso da tecnologia disponível na época para criar dirigíveis muito seguros em relação ao anti-inflamabilidade e o invólucro mais perfeito foi usado em seu Dirigível Número 6.


Como observado em vários acidentes que aconteceram antes da conquista do prêmio Deutsch, Dumont sabia que o invólucro não poderia ser muito longo, pois corria o risco de dobrar-se ao meio, como aconteceu com seus dirigíveis numero 1 e 2. Ele também sabia que deveria tomar um cuidado muito especial com a expansão e contração do hidrogênio em diferentes altitudes, como aconteceu com Augusto Severo.


Augusto Severo era um parlamentar brasileiro que dedicou sua vida a dirigíveis, ele morreu tragicamente em 12 de maio de 1902, quando fazia manobras com seu dirigível chamado Pax, em Paris. Quinze minutos após sua decolagem do Parque Vaugirand o invólucro rígido rompeu-se devido à expansão de hidrogênio em meio a atmosfera rarefeita liberando hidrogênio diretamente sobre o motor de combustão interna e causou uma enorme explosão, destroços em chamas caíram sobre a Avenue du Maine, causando alvoroço na da cidade.

No quadro acima a Figura 1 mostra uma fuga súbita de hidrogênio e na figura 2, o ventilador é usado para insuflar o balonete interno e evitar a dobra invólucro ao meio.

No gráfico acima, podemos ver na Figura 1, o Dirigível Santos=Dumont Número 6 subiu muito, a atmosfera rarefeita fez a pressão no interior do invólucro aumentar. Na figura 2 a válvula de segurança abre automaticamente para impedir o colapso do invólucro.

No gráfico acima, vemos na Figura 1 Santos=Dumont decide voluntariamente esvaziar o invólucro. na Figura 2, ele liga a ventoinha para inflar o balonete para evitar a dobra invólucro ao meio.

Santos=Dumont sabia como compensar as variações de pressão por meio de válvulas de segurança que funcionavam automaticamente, deixando escapar o gás quando a pressão aumentava significativamente e fechava automaticamente quando a pressão voltava ao normal. Válvulas manuais e um balonete interno inflável era inflado com uma ventoinha e esvaziado diretamente de sua nascele.  


Ele também tinha um grande cuidado com o seu invólucro, exigia que fosse sempre bem costurado e envernizado para evitar vazamentos, acima vemos Santos Dumont na sede das oficinas de Lachambre & Machuron supervisionando a confecção de seu envelope. Ele também fazia questão de manter o balão longe o suficiente do tubo de escape do motor, que poderia queimar o delicado invólucro feito de seda japonesa.

sábado, 27 de setembro de 2014

Modern Logistics

Empresa Modern atuará no segmento de carga aérea
Um grupo de americanos e brasileiros formado por ex-executivos da Azul Linhas Aéreas e da americana Jetblue está lançando uma companhia aérea no país, dedicada ao transporte de cargas. A Modern Logistics quer ser uma espécie de FedEx ou DHL brasileira, uma empresa de logística que terá na aviação seu principal modal. A empresa acaba de fechar uma captação no exterior, que pode chegar a R$ 75 milhões, por meio da gestora carioca DXA Investments, de Oscar Decotelli. Com uma frota de jatos Boeing-737 e turboélices ATR-72, a Modern pretende fazer para a carga o que a Azul fez para o mercado de passageiros: ampliar a presença em destinos menores, para onde as cargueiras hoje não voam. A despeito do alto custo do combustível de aviação, a Modern acredita que pode competir até mesmo em distâncias menores de 500 km. Apenas 0,4% do volume de produtos transportados internamente no país viaja de avião. O mercado é formado, de um lado, por empresas pequenas com aviões velhos que prestam serviços para os Correios e, de outro, pela TAM Cargo, que atua com aviões de maior porte, em rotas como Manaus-Guarulhos. Enquanto cargueiras tradicionais fazem apenas o transporte do ponto A ao ponto B e vendem espaço no mercado a vista, a Modern pretende firmar contratos de longo prazo e cuidar da entrega da origem ao destino final. A frota rodoviária será terceirizada, mas a Modern fará o monitoramento eletrônico da carga. Serão criados 15 centros de distribuição em aeroportos ou redondezas. O foco inicial serão empresas farmacêuticas, montadoras e outros fabricantes de produtos de alto valor agregado. Depois, a ideia é ingressar no mercado de carga expressa e comércio eletrônico.

Fonte: UOL

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Embraer / Sierra Nevada

USAF recebe o primeiro A-29 Super Tucano
A Sierra Nevada Corporation (SNC) e a Embraer Defesa & Segurança apresentaram nesta sexta-feira, 26 de setembro de 2014, em Jacksonville (Flórida, EUA), o primeiro avião A-29 Super Tucano fabricado nos Estados Unidos a autoridades da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) e do governo, a representantes da indústria e da comunidade local e à imprensa. A aeronave, que também atua como treinador avançado, é a primeira de 20 que estão sendo entregues à USAF para seu programa de Apoio Aéreo Leve (LAS) para dar apoio à estabilidade do Afeganistão, à medida que o país assuma mais responsabilidade pela segurança com a redistribuição das forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). “O LAS é essencial para os objetivos dos Estados Unidos no Afeganistão e para a nossa segurança nacional. A SNC, como principal contratante, está orgulhosamente servindo ao nosso país por meio desta parceria estratégica com a Embraer, ao fornecer uma aeronave superior, treinamento excepcional e manutenção e suporte especializados para esse programa da Força Aérea dos Estados Unidos”, disse o CEO da Sierra Nevada Corporation, Fatih Ozmen. “Estamos empenhados em continuar as entregas dessa importante capacitação para o Afeganistão, dentro do prazo e do orçamento, agora e no futuro, e assim garantir tanto a retirada bem-sucedida de tropas norte-americanas como a segurança e a estabilidade de toda a região”. “O Super Tucano é uma aeronave turboélice potente e robusta que é capaz de realizar uma ampla gama de missões e, após mais de dez anos em operação, o avião já confirmou ser uma solução de poderio aéreo com ótimo custo-benefício para nações no mundo inteiro”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Essas características, junto com o seu histórico de combate comprovado, o tornam altamente confiável e uma escolha apropriada para a missão LAS”. “A entrega desta primeira aeronave é um marco significativo para o programa A-29”, disse o General-Brigadeiro Eric Fick, da Força Aérea dos Estados Unidos. “Esta entrega representa o surgimento de uma capacitação importante para o Afeganistão e estamos muito satisfeitos que a Sierra Nevada Corporation e a Embraer tenham conseguido entregar a aeronave dentro do prazo, para o início do treinamento de instrutores na Base Aérea de Moody”. A Sierra Nevada Corporation (SNC), parceira da Embraer na distribuição do A-29 nos Estados Unidos, tem matriz na cidade de Sparks, no Estado de Nevada, é uma das empresas privadas dos Estados Unidos que cresce mais rápido e está entre as “10 Empresas Mais Inovadoras do Mundo no Espaço" (World’s Top 10 Most Innovative Companies in Space). Tem mais de 3 mil empregados trabalhando em 31 localidades em 17 estados.

Azul Linhas Aéreas

Em dezembro de 2014, Azul voa para os EUA
Os primeiros voos internacionais da Azul decolarão em dezembro de 2014, a partir do aeroporto de Viracopos, onde a companhia concentra suas operações. Serão frequências diárias e feitas com aeronaves do modelo A330-200. No dia 1º, estreia o voo 8704 para Fort Lauderdale, que decolará às 23h27m de Campinas e chegará ao destino, a 40 quilômetros de Miami, às 5h (horário local). Na volta, o voo 8705 sairá de Fort Lauderdale às 19h (horário local) e chegará ao aeroporto de Viracopos às 6h20m. Em 15 de dezembro será inaugurada a rota para Orlando. O voo 8706 sairá de Campinas às 11h04m e chegará à cidade no centro da Flórida às 17h10m (horário local). Na volta, o voo 8707 decolará às 20h45m (horário local) e pousará em Viracopos às 7h35m. GOL A empresa Gol colocará um voo extra entre 7 de dezembro e 15 de fevereiro de 2015 para Orlando. O G3 9500 sairá de Guarulhos a 1h55m e chegará em Orlando às 9h30m (horário local). No sentido oposto, o G3 9501 decolará de Orlando às 11h55m (horário local) e pousará no aeroporto internacional de São Paulo a 1h15m.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Transporte aéreo

Transporte aéreo de órgãos para transplante cresceu 18% no 1º semestre
No primeiro semestre de 2014, o transporte de órgãos para transplantes no Brasil feito por companhias aéreas cresceu 18% na comparação com o mesmo período de 2013. Nos seis meses, 1,7 mil tecidos e outras 1,7 mil partes do corpo humano foram transportadas por meio de voos comerciais, o que representa mais de um terço dos 11,9 mil transplantes realizados no país. O resultado foi possível após um acordo firmado, no final do ano passado, entre empresas aéreas, SAC (Secretaria de Aviação Civil), Ministério da Saúde e agentes do setor para agilizar o embarque do material. A medida foi adotada para reduzir o tempo entra a captação e a realização do transplante no receptor, a fim de evitar a falência e inutilização dos órgãos. Pelo acordo, as aeronaves que transportam órgãos têm prioridade em pousos e decolagens. Além disso, as equipes que são responsáveis pela captação e condução dos órgãos têm prioridade nos procedimentos de segurança dos aeroportos, no embarque e no desembarque. A organização da logística é feita por uma equipe do SNT (Sistema Nacional de Transplante), do Ministério da Saúde, que permanece 24 horas por dia no CGNA (Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea), no Rio de Janeiro. Isso possibilita a tomada de decisões com mais rapidez. A solicitação de voos é feita diretamente às companhias aéreas, que verificam o horário mais próximo em que é possível atender à demanda.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Universidade do Ar

Debate propõe criação de universidade aeronáutica em São José dos Campos - SP
Representantes do Grupo São José 2030 propõem a criação de uma “Universidade Aeronáutica” em São José dos Campos, SP. O São José 2030 foi criado em novembro de 2013, durante um seminário no qual autoridades, empresários e lideranças traçaram estratégias para o futuro de São José dos Campos. A intenção do grupo é lançar ideias e projetos para serem executados até 2030 para o desenvolvimento da cidade. O engenheiro Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer, que lidera o Grupo 2030 disse que a ideia da Universidade do Ar seria a implantação de um Centro de Formação de mão-de-obra para o setor aeronáutico do Brasil, que está em fase de expansão. “Faltam grandes escolas de formação de pessoal para o setor aéreo. O segredo é bons Recursos Humanos”, disse o engenheiro. Segundo ele, São José dos Campos reúne uma série de atributos diferentes de outras cidades do país. “E nós podemos crescer como uma cidade muito mais importante, gerando oportunidades que todos nós desejamos”, disse Ozires. “A ideia está lançada. Temos agora que concretizá-la." O conceito da Universidade do Ar tem como um dos modelos a americana Embry-Riddle Aeronautical University, que tem campi na Florida e no Arizona. A instituição é considerada um dos principais centros de formação aeroespacial do mundo. A escola oferece cursos em áreas como ciência aeronáutica e engenharia aeroespacial, entre outros.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Tecnologia

UFRN cria GPS para foguetes
Desenvolver e inovar pela independência tecnológica e para facilitar estudos científicos brasileiros. Esses são os objetivos do “aeroGPS”, projeto criado e desenvolvido por um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e pioneiro no Brasil. Já lançado seis vezes em foguetes suborbitais e utilizado em praticamente todos os lançamentos da Agência Espacial Brasileira (AEB), agora será aprimorado para uso em satélites. O último lançamento de foguete com aeroGPS ocorreu na noite de 1º de setembro de 2014, no Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão. “É um equipamento de localização e velocidade aprimorado, mais preciso que os radares usados hoje em dia no Brasil. Mas isso não os substitui, eles se acrescentam”, resumiu o professor Francisco das Chagas Mota, que desenvolveu software específico para foguetes. Executado, testado e bem-sucedido, o projeto nasceu em 2001 nos Estados Unidos, mas começou a se desenvolver para sua aplicabilidade atual em 2006, no laboratório de Engenharia da Computação e Automação da UFRN, graças a um edital da AEB para projetos que visam desenvolver equipamentos a serem usados pela agência. “A AEB é financiadora por edital que dura dois anos e estamos conseguindo renovar. Recebemos R$ 400 mil para equipamentos e material para montagem de cerca de 30 GPS”, explica. Segundo ele, o custo unitário de um aparelho desse fica em torno de R$ 200 e são usados cerca de dois por ano. A importância do desenvolvimento desse GPS no país, segundo Francisco Mota, é para facilitar o acesso a esse tipo de equipamento no Brasil. Para importar o produto o custo é alto e é preciso atender ao Internacional Traffic in Arms Regulations (Itar), ou “Normas para Tráfego Internacional de Armas” em tradução livre. “É preciso atender ao Itar, uma série de quesitos que vão avaliar em que será usado, de que forma, até com visita ao laboratório, porque o aeroGPS é considerado equipamento de risco, já que pode ser usado em mísseis”, conta o professor. Segundo ele, esse é um equipamento estratégico e vantajoso, de importância fundamental pela parte de localização de um foguete, o que pode para levar a certa autonomia tecnológica do país. Outra parceria destacada pelo professor Francisco Mota foi com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos, no interior do Estado de São Paulo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

ITA

Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), sediado em São José dos Campos (SP), realiza a 16ª edição do Simpósio de Aplicações Operacionais em Áreas de Defesa (SIGE) entre os dias 23 e 25 de Setembro de 2014. O evento reúne cerca de 400 pesquisadores, professores e alunos de pós-graduação de mais de dez países. De acordo com um dos organizadores do evento, Tenente-Coronel Lester de Abreu Faria, nesta edição foram submetidos 74 trabalhos. “Cada vez mais patrocinadores e expositores do mundo todo têm nos procurado para participar do evento, pois nele reunimos setores militar, acadêmico, de pesquisa e industrial, criando um cenário muito favorável à retroalimentação de ideias”, afirma o organizador. O simpósio é realizado anualmente com o objetivo de fornecer um espaço adequado para a discussão de questões relacionadas à pesquisa e ao desenvolvimento no âmbito da Política de Defesa Nacional, e reúne os setores acadêmico, industrial e o operacional das Forças Armadas. A palestra de abertura do 16º SIGE será proferida pelo Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) Tenente-Brigadeiro do Ar Ricardo Machado Vieira, com o tema "Força Aérea definida por capacidades". Entre os palestrantes estrangeiros desta edição do evento está o professor Jianping Yao, da Universidade de Ottawa, Canadá. O profissional é referência na área de microondas e fotônica. Também integram a programação professores da Itália, Holanda, Estados Unidos que ministrarão minicursos sobre temas de ponta e relevância tecnológica. A realização do evento é do Programa de Pós-Graduação em Aplicações Operacionais (PPGAO), do ITA, com apoio do EMAER e Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Saiba mais: www.sige.ita.br

domingo, 21 de setembro de 2014

Especial de Domingo

Marechal-do-Ar Eduardo Gomes
Patrono da Força Aérea Brasileira
Filho de Luiz Gomes Pereira e de Jenny de Oliveira Gomes, nasceu em Petrópolis-RJ no dia 20 de setembro de 1896. Sentou praça na Escola Militar de Realengo em 31 de abril de 1916, sendo declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia em 17 de dezembro de 1918. Foi servir em Curitiba, no 9o Regimento de Artilharia, onde permaneceu até 1922. Interessado pela Aviação, fez o primeiro Curso de Observador Aéreo, em 1921. A 4 de julho de 1922, apresentou-se no Forte Copacabana, aderindo ao movimento conhecido como Revolução dos Tenentes. No dia seguinte, 5 de julho, participou juntamente com dois outros oficiais, 14 praças e civis, do episódio que passou à História como os "18 do Forte", quando foi gravemente ferido. No julgamento que se seguiu, foi condenado e desterrado para a Ilha de Trindade. Em 1927, quando da criação da Arma de Aviação, compôs a Primeira turma de oficiais transferidos para a nova Arma. Foi o primeiro Comandante do Grupo Misto de Aviação, criado no Campo dos Afonsos, em maio de 1931. Desse grupo partiu, em 12 de junho de 1931, o avião que realizou a primeira linha do Correio Aéreo Militar, dando origem ao atual CAN. No Comando do 1o Regimento de Aviação, que assumiu em 15 de maio de 1935, enfrentou a Intentona Comunista a 27 de novembro, quando foi ferido mais uma vez. Com a criação do Ministério do Aeronáutica, foi transferido para a Força Aérea Brasileira e, a 12 de dezembro de 1941, assumiu o Comando da 2ª Zona Aérea, acumulando, ainda, por 45 dias, o da 1ª Zona Aérea. Permaneceu à frente da 2ª Zona Aérea até janeiro de 1945, tendo participado da organização e construção das Bases Aéreas que iriam desempenhar importante papel na 2ª Guerra Mundial. Pelos seus serviços à causa aliada, recebeu honrosa citação do governo americano que, em agosto de 1943, outorgou-lhe a Comenda da Legião do Mérito. Terminada a Guerra o Brigadeiro Eduardo Gomes lançou-se à luta pela redemocratização do País, tendo disputado duas vezes a Presidência da República. Ocupou duas vezes a Pasta da Aeronáutica: no Governo Café Filho (24 ago. 1954 - 11 nov. 1955), e no Governo Castelo Branco (11 jan. 1965 - 15 mar. 1967). Permaneceu de 1946 a 1951 à frente da Diretoria de Rotas Aéreas, tendo marcado sua administração por notáveis realizações especialmente no que se refere à expressão do Correio Aéreo Nacional. Foi presidente da Comissão Militar Mista Brasil-Estados Unidos. Transferido para a reserva em 13 de setembro de 1960. Promovido ao Posto de Marechal-do-Ar em 22 de setembro de 1960. Faleceu no dia 13 de junho de 1981. Proclamado Patrono da Força Aérea Brasileira, de acordo com a Lei no 7.243, de 6 de novembro de 1984.

Condecorações Nacionais:
Cruz de Aviação Fita "B", Grã-Cruz da Ordem do Mérito Aeronáutico, Grã-Cruz da Ordem do Mérito Naval, Grã-Cruz da Ordem do Mérito Militar, Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco, Grã-Cruz da Ordem do Mérito Judiciário Militar, Medalha Militar de Platina, Medalha da Campanha no Atlântico Sul, Medalha de Guerra, Medalha Mérito Santos-Dumont, Medalha do Pacificador, Medalha Marechal Hermes e Grande Medalha da Inconfidência.

Condecorações Estrangeiras:
Command Pilot "Air Corps" - EEUU, Comendador da Legião do Mérito - EEUU, Medalha do Mérito Militar da Grã-Cruz da República Portuguesa, Condecoração "Abdon Calderon" do Equador, Comendador Oficial Nacional do Mérito da República do Paraguai, Comendador Honorário da Divisão Militar da Ordem do Império Britânico, Comendador da Legião da República Francesa, Comendador da Ordem de São Silvestre - Vaticano.

sábado, 20 de setembro de 2014

Eduardo Gomes

Patrono da Aeronáutica é homenageado em cerimônia militar no Rio de Janeiro
A Base Aérea dos Afonsos (BAAF), localizada no Rio de Janeiro, realizou ontem, sexta-feira, uma cerimônia militar em homenagem ao patrono da Força Aérea Brasileira (FAB), Marechal do Ar Eduardo Gomes, que faria 118 anos no dia 20 de setembro. A solenidade, presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, contou com a presença de Oficiais-Generais do Alto-Comando da FAB. Um dos destaques da solenidade foi o sobrevoo de diversas aeronaves, como o caça F-5, os helicópteros H-60 Black Hawk e H-34 Super Puma, além do C-95 Bandeirante. Já no solo, estava exposta a aeronave histórica K-263 Curtiss Fledging, que protagonizou na década de 1930 o início das atividades do Correio Aéreo Nacional; assim como o automóvel Itamarati executivo, responsável por atender o então Ministro da Aeronáutica, Marechal do Ar Eduardo Gomes. Como forma de deferência, o Tenente-Brigadeiro Saito colocou flores no busto do Marechal do Ar Eduardo Gomes. Ele ressaltou, em mensagem ao efetivo da Aeronáutica, a importância de relembrar os feitos do passado que incentivam as ações do presente, como a produção do KC-390 e a escolha da nova aeronave de caça da FAB, o Gripen NG. “Somos herdeiros do maior dos bandeirantes do céu”, afirmou. Para o Comandante da Base Aérea dos Afonsos, Coronel Aviador Luis Marques de Lima, cerimônias como essas são importantes para mostrar aos mais jovens os protagonistas do passado. “Os mais novos têm que ver esses exemplos, os grandes exemplos da nação, como foi a vida inteira do Marechal Eduardo Gomes, que foi dedicada à nossa pátria”, disse. O aluno Isaias Cruz, de 13 anos, do projeto social Colibri desenvolvido pela BAAF, é um dos jovens que teve essa oportunidade. Ele fez parte da tropa que desfilou em homenagem ao Marechal Eduardo Gomes. Segundo a mãe do estudante, Maria da Penha, iniciativas desse tipo fazem a diferença. “O meu filho já faz parte desse projeto muito bem sucedido. E agora eu fico muito orgulhosa em vê-lo desfilando em homenagem ao patrono da FAB”, finalizou.

Fonte: FAB

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Embraer

Republic Airways compra 50 jatos E175
A Embraer S.A. e a Republic Airways Holdings Inc., operadora com a maior frota de E-Jets do mundo, anunciaram hoje um contrato firme para 50 jatos E175. O valor dos pedidos firmes, que estarão incluídos na carteira de pedidos da Embraer do terceiro trimestre de 2014, é estimado em USD 2,1 bilhões, com base nos preços de lista de 2014. As aeronaves serão operadas pela United Airlines com a marca United Express. As entregas estão programadas para começar no terceiro trimestre de 2015 se estendendo até 2017. Este contrato é adicional ao pedido assinado entre a Embraer e a Republic em janeiro de 2013, para 47 jatos E175 firmes – dos quais 34 já foram entregues – e 47 opções. A Republic ainda tem 32 opções restantes do referido contrato. A Republic Airways Holdings Inc. tem base em Indianápolis, Estado de Indiana, nos Estados Unidos, e é uma empresa holding que controla a Chautauqua Airlines, Republic Airlines e Shuttle América, coletivamente “as companhias aéreas”. Estas empresas operam uma frota combinada de cerca de 250 aviões e oferecem diariamente mais de 1.300 voos regulares para passageiros para mais de 110 cidades nos Estados Unidos, Canadá e o Caribe por meio de acordos de serviços a preço fixo operados com a marca de companhias aéreas parceiras como American Eagle, Delta Connection, United Express e a US Airways Express. As empresas aéreas pertencentes ao grupo têm atualmente cerca de 6.500 profissionais de aviação.

Fonte: www.embraer.com

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

FAB / Helibras

Esquadrão Falcão incorpora helicóptero H36
O Esquadrão Falcão (1º/8º GAV) recebeu a quarta unidade do helicóptero H36 Caracal. O recebimento da aeronave com matrícula FAB 8514 foi realizada em Itajubá (MG) em 10 de Setembro, na sede da Helibras. Na FAB, o helicóptero está em operação na região amazônica desde abril de 2011, quando a unidade aérea sediada na capital paraense recebeu a primeira unidade. Com capacidade para transportar até 31 pessoas a bordo, o Caracal pode decolar com peso máximo de 11 toneladas e voar a 260 km/h. Recentemente, o H36 foi empregado em exercício de resgate em combate (CSAR) em conjunto com aeronave remotamente pilotada, RQ-900 Hermes, e de caça A-29 Super Tucano. A missão, realizada em Campo Grande (MS), empregou óculos de visão noturna (NVG). A aeronave faz parte do programa de reaparelhamento dos Comandos Militares, que prevê 50 unidades do modelo EC-725 para Marinha, Exército e Aeronáutica. O gerenciamento do processo de aquisição é realizado pela Comissão Coordenadora de Aeronave de Combate (COPAC).

Fonte: FAB

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Azul Linhas Aéreas

Azul avalia incorporar novas aeronaves Boeing ou Airbus
A Azul Linhas Aéreas, a terceira maior companhia aérea do Brasil, está interessada em comprar os modelos mais novos dos aviões comerciais de pequeno porte da Airbus ou da Boeing, disse David Neeleman, CEO da companhia. A Azul pode precisar de até 30 aviões de passageiros com um único corredor entre assentos, para substituir os jatos regionais da Embraer em rotas domésticas de alto tráfego e ajudar reduzir custos, disse Neeleman, que também fundou a JetBlue Airways. A decisão será entre o 737 Max da Boeing e o A320neo da Airbus, disse ele. Neeleman acredita que a demanda por viagens aéreas deve continuar crescendo no Brasil, onde o número de passageiros aéreos mais do que triplicou na última década para mais de 100 milhões. A Azul espera adicionar rotas em cerca de 50 cidades atualmente sem voos se um programa proposto de subsídio governamental para a aviação regional entrar em vigor logo no ano que vem. O 737 Max da Boeing está desenhado para reduzir o consumo de combustível em até 20 por cento, e o A320neo afirma uma redução de 15 por cento. O preço do combustível para aviões no Brasil está entre os mais caros do mundo devido a impostos altos. A estreia comercial do Max está programada para 2017 e a do A320neo, para 2015.

Fonte: exame. com

terça-feira, 16 de setembro de 2014

VANT

FAB emprega pela 1ª vez um VANT em exercício de combate
A aeronave remotamente pilotada (ARP) Hermes 450, do Esquadrão Hórus (1°/12° GAV), participa pela primeira vez de um exercício de combate aéreo simulado. Em operação pela Força Aérea Brasileira (FAB) desde 2011, a ARP Hermes 450, de modelo israelense, tem como objetivo potencializar as ações de emprego aéreo durante a Operação BVR2/Sabre, que é realizada na Base Aérea de Anápolis (BAAN), Goiás, até o dia 18 de setembro de 2014. Cumprindo missões focadas no controle aéreo avançado e como posto de comunicações no ar, a ARP permite maior consciência situacional no combate do exercício. “Até então havíamos empregado a aeronave em missões de reconhecimento aéreo em eventos como, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo 2014 e a Operação Ágata, mas tudo de forma independente, isolada. Na Sabre, o contexto de atuação é novo, pois a operação está pautada na integração de sistemas tripulados e não-tripulados”, explica o Tenente-Coronel Aviador Renato Alves de Morais, comandante do Esquadrão Hórus. Com um sensor eletro-óptico e um sensor infravermelho, a ARP é capaz de atuar de dia e à noite. Ao repassar as informações captadas pelo sensores, a aeronave auxilia o direcionamento dos aviões de combate para determinado alvo, potencializando o emprego aeroespacial. “Tudo isso é realizado em tempo real, sendo um fator determinante para as tomadas de decisão”, ressalta o Tenente-Coronel Renato. Segundo o Comandante, entre as vantagens de utilização desse tipo de aeronave estão a preservação do recurso humano, a elevada autonomia e a baixa chance de ser detectada, comparando com aviões que comportam tripulação. “Essas características associadas à interoperabilidade das aviações é um tendência para o combate aéreo moderno”, finaliza.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Super Tucano

Fabricante brasileira entrega primeiro Super Tucano aos EUA
A Embraer entrega, neste setembro de 2014, o primeiro avião Super Tucano para a Força Aérea dos Estados Unidos. A brasileira venceu a disputa duas vezes: a primeira licitação foi suspensa pelo governo dos EUA, após questionamento da concorrente norte-americana Beechcraft. O contrato envolve a compra inicial de 20 aviões de ataque leve Super Tucano, no valor de US$ 427,5 milhões, além de peças e serviços de manutenção. Os aviões serão usados em apoio às missões militares dos EUA no Afeganistão. O contrato foi feito em parceria com a norte-americana Sierra Nevada. Essa foi sua primeira venda de um produto de defesa para o governo norte-americano, considerado o maior comprador de equipamentos de defesa do mundo. As aeronaves foram montadas em Jacksonville, na Flórida (EUA), onde a Embraer construiu um hangar de 3.716 metros quadrados, no Aeroporto Internacional de Jacksonville.

Disputa
No fim de 2011, a Força Aérea dos EUA definiu que a Sierra Nevada e a Embraer haviam vencido contrato para venda de 20 aviões. Entretanto, a licitação foi paralisada em janeiro de 2012, quando a concorrente norte-americana Beechcraft entrou na Justiça questionando a decisão. A empresa alegou que a escolha da Embraer encarecia o custo da aquisição dos aviões e comprometia empregos nos EUA. Na época, a Força Aérea norte-americana disse que a seleção tinha sido justa e transparente. Em fevereiro de 2012, a Força Aérea dos EUA informou ter cancelado o contrato, citando problemas com a documentação. Houve outra concorrência, novamente vencida pela Embraer, em fevereiro de 2013.

domingo, 14 de setembro de 2014

Especial de Domingo

Para saborear, selecionamos mais uma publicação do querido Lito, do Aviões e Músicas.
Boa leitura.
Bom domingo!

Voando em um Ford Trimotor
A Ford, que apresentou uma versão especial do Mustang em Oshkosh baseada no moderno caça americano F-35, durante um bom tempo se enveredou pelo mercado de aviação,além do automobilístico.


Nas andanças pela aviação, o modelo mais famoso (e eficiente) que a Ford produziu foi o “Trimotor”, que só não vendeu muito mais dos que os 199 fabricados porque a alemã Junkers entrou com um processo de “plágio” (quebra de patente) devido às similaridades e características de design com o Junkers G-24 na Europa e a Ford foi proibida de vender seu Trimotor por lá. O modelo foi o primeiro de linha comercial a ter a fuselagem inteira de metal (já havia modelos com fuselagem de metal, mas o “Trimotor” foi o primeiro a ter também as superfícies de controle metálicas e não enteladas) e apesar de já possuir uma fuselagem semi-monocoque, utilizaram chapas de alumínio corrugado para aumentar a rigidez estrutural. E se queriam resistência conseguiram, pois o Trimotor virou um pé de boi, com um porém: junto com as chapas corrugadas (não lisas) veio o aumento do arrasto aerodinâmico, causando por conseguinte um aumento de consumo de combustível e diminuição da velocidade de cruzeiro. Este ano eu tive o prazer de voar em um Ford Trimotor, especificamente o NC9645, fabricado em 1 de Dezembro de 1928 – 86 anos de idade. O primeiro dono, TAT (Transcontinental Air Transport), pagou a bagatela de USD 51.605 e o batizou com o nome de “The City Of Wichita”. O voo inaugural decolou de Port Columbus para o Oeste e a passagem custava USD 242 (atualizado para valores de 2014, seria equivalente a USD 3.298). Em 1930, a TAT virou TWA e o NC9645 continuou em operação até 1935, quando foi vendido para Grand Canyon Airlines, do Arizona. Em 1937, nova venda, agora para a TACA, de Honduras, onde voou de 1942 até 1946 até ser vendido novamente, desta vez para o México, onde trocou de mãos diversas vezes entre 1946 e 1954. No entanto, um pouco antes, em 1951 passou por uma revisão completa em que trocaram sua pele, de alumínio corrugado para chapa lisa e ganhou o apelido de “Smooth Skin” (pele suave). Em janeiro de 1954, durante o pouso, uma de suas rodas travou e a aeronave saiu da pista e ficou totalmente danificada, a ponto de não compensar fazer os reparos. Foi vendido como sucata para os Estados Unidos, onde ficou armazenado em Caldwell, Idaho. Dez anos mais tarde, em 1964, William F. Harrah comprou a sucata e resolveu restaurar a aeronave para suas condições originais, inclusive substituindo a pele novamente para alumínio corrugado – e assim seria colocado em um museu. A restauração terminou sete anos depois, em 1971, e ficou tão perfeita que poderia voar novamente, tudo custeado por seu dono William. Em 1975, o NC9645 voou de Reno para Newark a pedido da TWA, que iria comemorar os 45 anos de seu primeiro “air service transcontinental” iniciado em 1930. Com a morte de William em 1978, o avião permaneceu em sua coleção até 1986, quando foi adquirido em leilão pela soma de USD 1.500.000 pela Norton Aero. Em 1990, a Evergreen International Airlines o recomprou e colocou em seu acervo no Evergreen Airspace and Museum. Em 1996 foi novamente restaurado para ter condições de voo e operou regularmente até 2006, em passeios turísticos. Finalmente, em 2014, comprado pelo Liberty Aviation Museum, foi “leased” para a EAA Foundation (responsável pela feira de Oshkosh), onde permanece em condições de voo, e quem frequenta a feira pode desfrutar de um passeio apreciando seu interior em madeira e a delícia do barulho de seus motores radiais Pratt & Whitney Wasp C-1 de 420HP cada.
Eu voei, e aqui está o vídeo – é emocionante.



Atenção especial aos instrumentos do motor que ficam na perna do trem de pouso! Sabem por que? Porque na época em que o trimotor foi construído, obviamente não tínhamos a tecnologia de transdutores que temos hoje, então para que a pressão de óleo do motor, por exemplo, indicasse no cockpit, seria necessário levar uma linha de óleo do motor até o instrumento – isto causaria um aumento de peso, possíveis vazamentos e complexidade para a manutenção. Então, a solução mais simples foi instalar os indicadores próximos ao motor. Este tipo de instrumento é chamado de indicação direta, ou seja, a pressão de óleo atua membranas ou tubos diretamente no indicador. O avanço da tecnologia criou instrumentos de indicação indireta, no local em que é medida a pressão ou temperatura acontece uma conversão para sinal elétrico (ou digital) e então este sinal é enviado ao indicador ou a um módulo de processamento que distribui as informações “a quem interessar possa”. Legal não?

Texto: Lito - em 27/8/14

sábado, 13 de setembro de 2014

Aeroportos

Passageiros notam melhorias após a privatização do Galeão
Um mês após a concessionária Rio Galeão assumir a gestão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, usuários já notam melhoras, mas apontam alguns problemas que ainda precisam ser resolvidos. Segundo passageiros, as filas para o check in e para o raio X da bagagem de mão diminuíram. Além disso, a restituição das malas está mais rápida. No entanto, as esteiras rolantes que ligam os dois terminais continuam paradas e só devem voltar a funcionar em dezembro deste ano. Os banheiros também são alvo de críticas. — A retirada das malas e o check in realmente estão mais rápidos. A gente nota que está tudo mais organizado, sim. Sem tumulto, como era antes — disse a psicóloga Rafaela Venâncio Dias. Quem circula pelo aeroporto nota uma mudança no visual. Nova sinalização, mais cores e tapumes de obras mostram que o espaço está sob nova direção. A internet rápida, que tinha sido prometida para agosto, é facilmente acessada pelos passageiros. — Para a gente que usa sempre o aeroporto, dá a sensação de que muita coisa ainda vai evoluir — disse a farmacêutica Manuela Campos Viana. Já os 84 banheiros femininos e masculinos dividem opiniões. Para boa parte dos usuários, os espaços estão mais bem cuidados, sempre com algum funcionário fazendo a manutenção. Outros, porém, apontam problemas, como é o caso da advogada Bárbara Santos. No Galeão privatizado, o estacionamento é o principal alvo de reclamação dos passageiros. Apesar do aumento de 40% registrado no dia 12 de agosto — o valor da primeira hora passou de R$ 10 para R$ 14 —, as áreas apresentam infiltrações. Além disso, obras de ampliação só devem ficar prontas em 2016. O secretário estadual de Turismo, Claudio Magnavita, informou que já fez uma proposta de redução da tarifa para quem optar por deixar o veículo no estacionamento para pernoite. A concessionária Rio Galeão confirma conversas nesse sentido. A Rio Galeão informou que só este ano serão investidos R$ 450 milhões no aeroporto. No caso específico do estacionamento, a diretora de Marketing da empresa, Renata Barbosa, disse que já houve uma modernização dos espaços. Agora, eles contam com cancelas automáticas e atendimento digital. Além disso, segundo ela, a iluminação melhorou e mais câmeras de segurança foram instaladas. Sobre as infiltrações, Renata Barbosa informou que todas as obras (tanto de de expansão como de manutenção) dos estacionamentos vão ser finalizadas em 2016.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Aeronaves

Espanhola Sener fornecerá sistema para montagem do KC-390
A Embraer fechou contrato com a empresa espanhola de engenharia e construção Sener para a fabricação do novo cargueiro militar KC-390, uma alternativa ao Hércules produzido pela americana Lockheed Martin. A Sener fornecerá um sistema especial para facilitar a montagem de grandes peças móveis do KC-390, informou no dia 09 de setembro de 2014 a companhia espanhola, em comunicado. “Esse sistema automatizado, desenhado e fabricado pela Sener, permite montar as peças repetidamente com grande qualidade e precisão. E pode ser utilizado pela Embraer tanto na fabricação como na manutenção dos aviões”, disse a empresa, em nota. O cargueiro KC-390, projetado pela Embraer, tem maior capacidade que o Hércules C-130, fabricado pela Lockheed Martin há várias décadas. Dezenas de aviões da empresa americana chegarão ao fim de suas vidas utéis nos próximos oito anos. Um estudo de viabilidade da Embraer identificou 700 aviões de transporte militar em 77 países com “validade’ próxima de terminar ou que precisam de modernização. A empresa brasileira pretende aproveitar esse nicho de mercado com a oferta do novo cargueiro. A Sener destacou que este é seu primeiro contrato com a companhia aeronáutica brasileira desde que se instalou em 2010 no Brasil, com escritórios no Rio de Janeiro e São Paulo, que contam com 300 profissionais. “É um importante passo para a Sener no Brasil, pois é o primeiro (contrato) que a companhia assina com o terceiro fabricante mundial de aviões civis”, afirmou o diretor do Departamento de Aeronáutica e Veículos da empresa espanhola, Iñigo Gurrea, citado no comunicado. “O contrato com a Embraer representa um marco no Brasil para a Sener, que já estava presente em setores como os de infraestrutura civil e plantas industriais, e também no âmbito naval graças à implantação de seu sistema Foran, mas ainda não havia entrado no segmento aeroespacial”, disse o diretor geral da Sener no Brasil, Guido Casanova.

Fonte: G1.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

EMBRAER

Embraer cria centro de tecnologia nos EUA
A Embraer inaugurou um centro de engenharia e tecnologia na cidade de Melbourne, na Flórida. Segundo a companhia, a estrutura, que tem cerca de sete mil metros quadrados, é a primeira do tipo a ser construída fora do Brasil. O espaço foi aberto no dia 08 de setembro de 2014, em cerimônia que contou com a presença do presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, e o governador da Flórida, Rick Scott. Cerca de setenta engenheiros já haviam sido contratados pela Embraer e trabalhavam em uma estrutura temporária no aeroporto internacional de Melbourne. Com a finalização do novo centro, a Embraer espera aumentar o número de funcionários atuando no local para 200 até 2016. Os profissionais irão se dedicar à criação de produtos e tecnologias para as linhas executivas da Embraer, com prioridade para o desenvolvimento e teste de materiais e componentes para o interior das aeronaves.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

EMCA

Escola tem inscrições para curso grátis de mecânico de aviões
A Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas (EMCA), de Taubaté - SP abriu as inscrições para o processo seletivo do curso técnico de manutenção de aeronaves. As aulas são gratuitas. Com duração de dois anos, o curso prepara os alunos para exercer a profissão em empresas de manutenção ou na indústria aeronáutica e também capacita para as provas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Após as aulas, os alunos poderão optar por se especializarem nas categorias aviônicos (instrumentos, partes elétricas e eletrônica da aeronaves), grupo motopropulsor (motores da aeronave) ou célula (estrutura e sistemas da aeronave). Os candidatos devem ter no mínimo 17 anos, ensino médio completo e não ter diploma de curso superior. O edital é fornecido após o pagamento de R$ 3 e o interessado também receberá um DVD informativo. As inscrições serão realizadas até o dia 11 de outubro de 2014, na sede da Emca: Rua Tomé Portes Del Rei, 507, Vila São José, Taubaté – SP. A Escola fica na rua Tomé Portes Del Rei, 507, no bairro Vila São José, perto da EMEF Dom José Antônio do Couto, ao lado da antiga Casa do Menor, na rua dos museus, e ao lado da Escola Técnica Estadual Dr. Geraldo Alckmin – Fundação Paula Souza. Para se inscrever, os interessados devem apresentar originais e cópia do RG, título de eleitor com comprovante da última eleição, comprovante do pagamento da taxa de inscrição no valor de R$ 32 (distribuído juntamente com o edital) e comprovante de residência. Outras informações pelo telefone (12) 3608-7579.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Aeroclube do Brasil

Infraero despeja Aeroclube fundado por Santos Dumont em 1911
O secular Aeroclube do Brasil está literalmente sem-teto. Fundado pelo pioneiro aviador Alberto Santos Dumont em 1911, o Aeroclube do Brasil, por ordem judicial, está despejado pela empresa do governo federal Infraero, desde 06 de setembro de 2014, dos hangares que ocupa no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. O impasse judicial dura um ano. O despejo não envolve apenas um fato histórico e sentimentalismo. Sem sede, os cursos de formação de pilotos vão paralisar e em poucos anos o mercado de aviação comercial pode sentir o baque. Isso porque nas últimas décadas o Aeroclube foi responsável pela formação de 80% dos pilotos do Rio, Minas e Espírito Santo, a maioria deles atua nas grandes companhias aéreas. A conseqüência pode abrir brecha para que o Congresso Nacional mude o novo Código de Aviação, em discussão, e abra as portas para pilotos estrangeiros serem contratados com a eventual futura demanda.

Vaivém
A direção do Aeroclube teve sucessivas derrotas judiciais em todas as instâncias no Rio. Apelará agora ao STJ. A assessoria da Infraero informou que não houve acordo comercial pela área cedida em 1972 ao ACB, e agora precisa do local para alocar cerca de 200 funcionários que serão transferidos do Aeroporto Internacional do Rio, o Galeão, com a concessão para a iniciativa privada.

País sem memória
Nos EUA, a situação é diferente. A pista e os hangares usados pelos irmãos Wright no primeiro voo foram tombados, e entregues a uma associação de pilotos.

Texto: Leandro Mazzini



Saiba mais: Blog do NINJA:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

EDA no Dia da Pátria

Esquadrilha da Fumaça participou do desfile aéreo de 7 de setembro
“Pátria Amada...Brasil!”. Foi com essa frase escrita no ar que a Esquadrilha da Fumaça encerrou o desfile de Sete de Setembro de 2014, em Brasília. O Esquadrão apresentou-se excepcionalmente no Dia da Pátria, enquanto permanece com sua agenda de apresentações suspensas, até a completa incorporação do A29 Super Tucano. O evento marcou a comemoração dos 192 anos da Proclamação da Independência do Brasil. O metalúrgico Alan Viana Almeida levou os três filhos, a esposa e a cunhada para acompanhar o desfile. “É um evento muito bonito e uma forma de ensinar as crianças a respeitar a Pátria”, ressalta ele. Já Napoleão Luiz de Freitas, de 80 anos, é militar reformado. Ele já participou do desfile inúmeras vezes e faz questão de sempre estar presente. “É com certa emoção que eu assisto agora a essa passagem estando do lado de fora, é muito emocionante”, afirma. Além da Esquadrilha da Fumaça, mais de 40 aeronaves da Força Aérea Brasileira fizeram sobrevoo, entre elas, Tucano, Super Tucano, Hércules, de transporte, reconhecimento e patrulha. A FAB contou também com a apresentação de cinco grupamentos: um composto pela Banda de Música da Base Aérea de Brasília e pelo seu estado-maior, guarda-bandeira e bandeiras históricas do Brasil; um outro formado por 74 cadetes da Academia da Força Aérea; um grupamento composto exclusivamente por mulheres; além da apresentação de militares do Sexto Comando Aéreo Regional (VI COMAR) e da Companhia de Cerimonial Santos Dumont. O Sargento Músico Jonathan Medeiros toca na Banda de Música. Ele participou do desfile pela 17ª vez. “Eu sempre estou retomando aquele primeiro amor pela pátria, pela Força Aérea e pela dádiva que Deus me deu”, concluiu.

Fonte: FAB

domingo, 7 de setembro de 2014

Especial de Domingo

Neste 7 de setembro, data de nossa independência, selecionamos duas publicações. Uma trata das festividades programadas para hoje em Brasília. A outra é um texto do colaborador Celso Jr, reportando ao patriarca da independência, José Bonifácio de Andrada e Silva.
Boa leitura.
Bom domingo!

Sete de Setembro
FAB participa do desfile com grupamentos e aeronaves
A Força Aérea Brasileira (FAB) participa do desfile de Sete de Setembro neste domingo (07/09), em Brasília (DF), com 340 militares e mais de 40 aeronaves, entre elas, caças, helicópteros, aviões de reconhecimento, patrulha e transporte. O evento será realizado a partir das nove horas da manhã, na Esplanada dos Ministérios. Além disso, a FAB vai contar também com cinco grupamentos, sendo um feminino, composto por oficiais aviadoras e profissionais de diversas áreas, e outro com 74 cadetes representando a Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga (SP). A Esquadrilha da Fumaça também participará do desfile aéreo com passagens sobre a Esplanada dos Ministérios, contudo sem a realização de acrobacias. Ao total, cerca de duas mil pessoas vão desfilar, entre militares, civis e alunos de escolas do Governo do Distrito Federal. Durante o evento, o público, poderá conferir novos e modernos equipamentos das Forças Armadas, como as viaturas lançadoras de foguetes Astros 2020 (duas da Marinha e duas do exército) e o blindado Guarani. Também terá alguns grupamentos já conhecidos. Um deles é o dispositivo de ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira (FEB), os famosos “pracinhas”. “Eles representam o máximo de humano que um país pode ter. Defenderam a população brasileira e merecem todas as homenagens”, ressalta um dos organizadores do desfile, o Capitão-de-Mar-e-Guerra Walter Marinho de Carvalho Sobrinho. Haverá, ainda, a apresentação da pirâmide humana do Batalhão de Polícia do Exército. A instituição quebrou o recorde mundial dessa atividade com 47 homens sobre uma única motocicleta. Por fim, ocorrerá a formatura hipomóvel da Bateria Caiena, com a entrada dos militares a cavalo usando uniformes históricos.

Novos caças, velhos ideais
Texto: Celso Jr (em 20/12/2013)

Na quarta-feira (18/12/2013), quando o Ministro da Defesa, Celso Amorim, citou que a escolha do Saab Gripen NG para a FAB - Força Aérea Brasileira - permitirá o desenvolvimento de um caça nacional de alto desempenho, atendendo as demandas específicas de nossa aviação militar, lembrei-me de um artigo do mesmo ministro publicado na Folha de São Paulo, na metade deste ano: “A atualidade de José Bonifácio”. Nele, Celso Amorim homenageava o Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva, num brinde aos 250 anos de seu nascimento, ocorrido em Santos, em 13 de junho de 1763. Com estas palavras, Amorim abriu seu texto: “O Brasil tem que se defender de ameaças e de efeitos de conflitos alheios. Tais riscos não estão sempre distantes, como por vezes pensamos.” E, entre diversas citações de Andrada e Silva, comentou: “A aguda preocupação com a independência do Brasil se traduzia, em José Bonifácio, no estímulo a uma política externa altiva e a uma política de defesa robusta. Ambas integram-se no que se poderia denominar, com palavras de hoje, em uma grande estratégia de inserção internacional pacífica e soberana.” É possível que, ao anunciar a aquisição dos caças suecos, o artigo tenha voltado ao pensamento de Celso Amorim, como uma das muitas ferramentas que o diplomata e outros brasileiros usaram para sensibilizar a sociedade e o governo para a urgência da tomada de decisão sobre o tema, que há décadas se arrastava. Neste sentido, curiosamente, as questões básicas consideradas por José Bonifácio como essenciais para que o Brasil ocupasse o lugar que lhe competia entre as nações foram, sempre, tratadas muito lentamente. Foi assim com a proteção ao índio, a extinção da escravidão, a instalação da capital no centro do país, a reforma agrária... Seguindo a tradição, portanto, as questões de segurança e o fortalecimento de nossas defesas e avanços tecnológicos mantêm o ritmo de todos os grandes temas nacionais. Muitas mudanças para o país sonhou José Bonifácio de Andrada e Silva e suas ações tornaram real a independência e a unidade nacional. Não venceu, porém, a morosidade brasileira para outras grandes decisões. Deixou, entretanto, em extraordinários exemplos e lúcidos pensamentos, o bom rumo a seguir.

sábado, 6 de setembro de 2014

Gripen NG

Avançam as negociações do projeto FX-2
Representantes dos ministérios da Defesa do Brasil e da Suécia reuniram-se, em Brasília, para encaminhar a negociação envolvendo 36 caças Gripen New Generation (NG), da empresa Saab, que irão reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Durante os encontros, autoridades dos dois países avaliaram positivamente a evolução das tratativas. A expectativa é que a assinatura do contrato aconteça no próximo mês de dezembro. De acordo com o brigadeiro José Augusto Crepaldi, chefe da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac) – órgão responsável pelas especificações técnicas do projeto FX-2 –, tanto brasileiros como suecos têm atendido o cronograma de negociações com vistas à assinatura do contrato em dezembro próximo. Segundo Crepaldi, as duas partes estão negociando uma solução acerca dos requisitos técnicos, já que houve mudanças entre a oferta inicial dos caças, em 2009, e a realidade atual. “São cinco anos de diferença e as realidades técnicas são distintas. Mas isso era previsível, dada a complexidade desse tipo de projeto”, explicou o brigadeiro. Outra questão a ser definida é sobre o financiamento para a compra dos caças – orçados em US$ 4,5 bilhões. De acordo com o secretário de Produtos de Defesa do ministério, Murilo Barbosa, representantes dos dois países se reunirão no próximo dia 12 de setembro para os acertos finais acerca dos temas pendentes para a assinatura do contrato.

Fonte: FAB

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

VANT

NASA pesquisa controle para drones
Com o surgimento constante de novos robôs voadores e novas funcionalidades atribuídas a eles, a NASA anunciou que está desenvolvendo um sistema de controle do tráfego aéreo para drones. De acordo com o New York Times, a agência espacial dos Estados Unidos está trabalhando em uma plataforma que gerencie veículos que voam a cerca de 120 e 150 metros do chão. O sistema iria checar a presença de outros drones sobrevoando o mesmo local, ajudaria os robôs a não colidirem com prédios e verificaria as condições climáticas para evitar que um drone caia do céu por causa da chuva, por exemplo. Enquanto o sistema de drones seguiria os mesmos princípios do tráfego aéreo convencional, o NYT diz que o centro de controle será totalmente automatizado. Parimal H. Kopardekar é o principal pesquisador do programa e diz que a primeira aplicação da plataforma será em áreas pouco povoadas, realizando tarefas como monitoramento de oleodutos ou plantações. Kopardekar espera que o sistema seja testado na agricultura no próximo ano. Já os drones de entrega da Amazon e do Google, esses vão esperar um pouco mais. A NASA espera que eles possam ser vistos sobrevoando os céus legalmente em cinco anos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Espaço

Brasil lança com sucesso primeiro foguete nacional com combustível líquido
Movido a etanol, VS-30 coloca o país no grupo que domina tecnologia própria para veículos espaciais

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, realizou com sucesso o lançamento do foguete VS-30 V13. O voo do veículo que teve como carga útil ativa um motor L5 movido a combustível líquido ocorreu às 23 horas e 02 minutos desta segunda-feira (1/9). Este foi o 13º voo do VS-30 e durou 3 minutos e 34 segundos, até que o veículo alcançasse a área de segurança prevista. Na operação foi verificado o desempenho do veículo que teve o módulo de experimentos (carga útil) impulsionado pelo motor L5, durante 90 segundos, movido a oxigênio líquido e etanol. “Neste primeiro voo do Estágio Propulsivo Líquido verificou-se o bom funcionamento do motor L5 durante os 90 segundos previstos”, afirma o Coronel-Aviador Avandelino Santana Júnior, Coordenador Geral da Operação Raposa. Durante o voo também foram feitas a coleta de dados para estudos de um GPS de aplicação espacial desenvolvido pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e de um dispositivo de segurança para veículos espaciais, concebido no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). De acordo com coordenador, o lançamento previsto para ocorrer na última sexta-feira (29) foi adiado para que as equipes verificassem um problema de pressurização no sistema de abastecimento do veículo. “Após os ensaios realizados no final de semana, decidimos transferir as atividades para o período da tarde desta segunda, culminando com o lançamento noturno a fim de solucionar dificuldades de abastecimento do Estágio Propulsivo Líquido (EPL) com oxigênio líquido. Não tenho dúvidas de que tiramos lições importantes com esta operação e que colocamos o Brasil num rol de países que detém tecnologia própria para operar veículos espaciais movidos a propelente líquido”, explica o Coronel Santana Júnior. Para o Diretor do CLA, Coronel Engenheiro Cesar Demétrio Santos o lançamento desta segunda-feira representou um salto evolutivo na missão da organização. “Com a Operação Raposa, o CLA alcança um patamar de importância estratégica ainda maior no conjunto do Programa Nacional de Atividades Espaciais. Demos um passo essencial visando a operação de veículos espaciais movidos a combustível líquido, que permitem uma maior capacidade de carga e precisão de inserção em órbita, essenciais para atividades envolvendo o Veículo Lançador de Satélite (VLS) e sucessores”, afirma o diretor.

Operação Raposa
A Operação Raposa, iniciada no último dia 12 de agosto, é financiada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) e contou com o apoio de esquadrões de transporte de carga e pessoal, helicópteros e patrulha marítima da Força Aérea Brasileira (FAB). O IAE é o responsável pelo fornecimento, integração e treinamento das equipes no que se refere ao veículo, incluindo a carga-útil EPL L5 e o sistema de transmissão de dados. A Orbital Engenharia é responsável pelo Sistema de Alimentação Motor Foguete (SAMF) e pela integração das redes elétricas, juntamente com a equipe do IAE. A coordenação geral da operação é de responsabilidade do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O Centro Aeroespacial Alemão (DLR) participou da operação com trabalhos de coleta de dados em voo por meio de uma estação móvel de telemetria. O CLA se responsabiliza pelo lançamento, rastreio, coleta de dados, segurança de superfície e voo. Outra participação importante é do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) que responde pela verificação da calibração dos instrumentos. A Marinha do Brasil (MB) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realizaram a interdição do tráfego marítimo e aéreo na região, respectivamente, condição importante para o sucesso da operação.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Proteção ao Voo

DECEA recebe prêmio pela atuação na Copa do Mundo
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) recebeu uma homenagem em agradecimento pela atuação na Copa do Mundo 2014, durante a segunda edição do Prêmio Nacional “Boa Viagem”. A comissão de outorga da premiação, realizada no dia 27 de agosto de 2014, mediu o desempenho aeroportuário brasileiro durante o Mundial para estimular a melhoria dos serviços do transporte aéreo. A homenagem foi entregue ao Vice-Diretor do Decea, Major-Brigadeiro do Ar Maurício Ribeiro Gonçalves. Durante a Copa do Mundo, 18 milhões de passageiros passaram por 21 aeroportos do País e o Decea foi responsável por controlar recordes de movimentos aéreos devido à demanda de voos. Na final, entre Argentina e Alemanha, foram registrados 1.731 movimentos aéreos nos três aeroportos do Rio de Janeiro. Só o Galeão teve 880 movimentos, o dobro da média do período. O índice de atrasos foi de 7,03% – abaixo do limite recomendado pelos órgãos reguladores internacionais de 15%. Com isso, o Brasil alcançou um índice de pontualidade de mais de 92%. O Prêmio Nacional de Desempenho Aeroportuário “Boa Viagem”é uma iniciativa conjunta entre a Secretaria da Aviação Civil, a Embratur e a Comissão Nacional de Autoridades Aeroportuárias (Conaero). Quatro aeroportos receberam a premiação este ano: Curitiba, Confins, Brasília e Congonhas. Além de melhor aeroporto, o Afonso Pena ganhou em duas categorias: melhor ambiente aeroportuário e melhor restituição de bagagem. Congonhas, em São Paulo, levou o prêmio de melhor check-in e melhor inspeção de segurança. Confins, foi escolhido em duas: melhor atendimento ao turista, numa votação pela internet, e melhor controle migratório. O Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, na Capital Federal, venceu na categoria controle aduaneiro.

Fonte: FAB

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Embraer

Japan Airlines comprará aviões brasileiros
A Japan Airlines (JAL) anunciou, no dia 28 de agosto de 2014, um pedido de compra de até 27 aviões da Embraer, 15 deles confirmados, para renovar a frota, assim como outros 32 da fabricante japonesa Mitsubishi Heavy Industries. A companhia aérea não revelou detalhes financeiros, mas a Embraer, terceira fabricante de aviões do mundo, atrás de Boeing e Airbus, informou em um comunicado que o pedido confirmado de 15 aviões, dos modelos 170 e 190, tem valor de catálogo de 677 milhões de dólares. A JAL tem opção de compra de 12 aeronaves adicionais da empresa brasileira.