Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 30 de junho de 2015

Centro de Treinamento Helibras

Alunos da Helibras fazem visita instrucional no CAVEX e IPEV
Um grupo de alunos do Centro de Treinamento da Helibras, com a liderança do instrutor Joel Rabelo, do Curso de Mecânicos de Células de Aeronaves, fez ontem, 29 de junho de 2015, uma visita de instrução à linha de manutenção de aeronaves no Comando de Aviação do Exército, sediado em Taubaté (SP), e às instalações do IPEV - Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo, localizado em São José dos Campos (SP), no campus do DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. No IPEV, os alunos, sob orientação de sargentos mecânicos de aeronaves da FAB, receberam explicações completas a respeito de sistemas de aeronaves como o Brasília (denominado na FAB de C-97), Embraer 145 (C-99) e Bandeirante (C-95). O Centro de Treinamento da Helibras é mantido pela fabricante de helicópteros em Itajubá (MG) e visa formar mecânicos especializados, para atuação em manutenção aeronáutica, com ênfase em aeronaves de asas rotativas.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Tecnologia

X6: um novo conceito de helicópteros da Airbus
A Airbus Helicopters apresentou, na abertura do Paris Airshow 2015, uma das maiores feiras de aviação do mundo, um novo projeto conceitual para helicópteros pesados. O X6, nome dado ao novo conceito para a categoria, é um protótipo que passará por um período de dois anos de avaliação junto aos clientes para definição das características da futura geração de aeronaves pesadas da marca. As definições para o X6 serão inicialmente trabalhadas com o mercado de Óleo & Gás, mas também serão perfeitamente adequadas para versões governamentais, com a possibilidade de missões de Busca e Salvamento, e para transporte VIP, entre outras. Os principais conceitos de arquitetura e design escolhidos para o novo helicóptero biturbina para atender as necessidades operacionais dos clientes serão avaliados e validados nessa primeira fase através de conversas intensas com os principais mercados em todo o mundo. O X6 é o mais novo marco da geração H, que foi introduzida nos produtos da Airbus Helicopters a partir do H160, lançado no início deste ano. Alinhada à transformação em todo grupo, a empresa continua a projetar seus passos de acordo com a excelência e os objetivos do Airbus Group. Uma das principais inovações a serem integradas no X6 é o sistema fly-by-wire de controle de voo. O objetivo da definição e desenvolvimento do X6 é fazer com que a Airbus consolide sua reputação como líder na indústria de helicópteros, resultando em uma próxima geração de produtos tecnologicamente maduros e prontos para enfrentar condições meteorológicas severas – graças a um sistema de descongelamento integral. Outra importante inovação é que ele será dotado de um sistema de comandos de voo elétricos. O X6 compartilhará características dos helicópteros mais recentes da empresa – incluindo os novos H175 e H160. Como um dos principais programas para as próximas décadas, o X6 deverá manter a liderança da Airbus Helicopters no setor de petróleo e gás em todo o mundo. Após a conclusão da fase de conceito, apresentada na feira de Le Bourget, o programa irá avançar para as fases de definições e de desenvolvimento. A previsão é de que o X6 esteja pronto e apto para iniciar suas atividades a partir de 2020.

*Tradução de material da Airbus Helicopters

domingo, 28 de junho de 2015

Especial de Domingo

A comemoração dos 50 anos do pouso pioneiro no porta-aviões Minas Gerais foi destaque no site da FAB.
Confira a seguir um pouco desta bela história.
Boa leitura.
Bom domingo!

Cinquentenário de operações brasileiras em porta-aviões
O pouso de um avião de aproximadamente 9 toneladas em apenas cem metros de uma pista de pouso de aço que balança no meio do mar. Foi esse o feito realizado há 50 anos, em 22 de junho de 1965, quando o primeiro P-16 Tracker da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou a bordo do porta-aviões A-11 Minas Gerais da Marinha do Brasil.

Durante o pouso, a desaceleração brusca levava a aeronave de 200 km/h a 0 km/h em poucos segundos. "Não é tão difícil assim quanto a turma fala!". Quem brinca é o Brigadeiro Luiz Carlos Boavista Acciolly, já na reserva, piloto de P-16 com a experiência de ter sido do 1° Grupo de Aviação Embarcada entre 1960 e 1969. Ele estava lá no dia do pouso pioneiro, mas em uma função bem específica: ele era o Oficial Sinalizador de Pouso, responsável por conduzir a tripulação da aeronave até o toque no convés do porta-aviões. "O mais importante de tudo é conhecer os pilotos: o oficial sinalizador de pouso não sinaliza para um piloto que não seja do esquadrão dele. Tem que conhecer os pilotos muito bem", explica o Brigadeiro, na época no posto de Capitão.


O primeiro pouso a bordo do Minas Gerais foi realizado pelo então Major Antônio Claret Jordão, tendo como co-piloto o Capitão Iale Renan Accioly Martins de Freitas. "Foi uma alegria para todos nós. Por uma dessas coincidências foi o Jordão, que era uma das figuras mais queridas na embarcada", lembra o Brigadeiro Accioly. Já no dia seguinte, os P-16 da FAB realizaram 36 pousos e decolagens a bordo.


O objetivo era tornar o Grupo de Aviação Embarcada apto a cumprir suas missões de patrulha marítima e guerra antissubmarino a partir do porta-aviões. "A gente operando a partir da Base Aérea de Santa Cruz ficava muito limitado. O avião era para operação a bordo de navio aeródromo”, lembra. Uma das características marcantes eram as asas dobráveis, necessárias para que os aviões coubessem no hangar do porta-aviões.


Também havia um gancho para pouso: o P-16 engatava em um dos quatro cabos colocados sobre o convés e assim conseguia parar rapidamente.
A bordo, as aeronaves possuíam sistemas para localizar submarinos, além de poder levar torpedos e foguetes.

Entre 1961 e 1996, a FAB operou 13 aviões P-16A e oito P-16E. Entre 22 de junho de 1965 e 13 de agosto de 1996, o Grupo de Aviação Embarcada registrou 1.382 dias no mar com suas aeronaves, tendo realizado 14.072 pousos diurnos e 2.674 noturnos.

Os P-16 foram aposentados em 1996 e as atividades de patrulha marítima e de guerra antissubmarino foram assumidas pelos aviões P-95 Bandeirante Patrulha e P-3AM Orion, ambos baseados no continente.
Já o porta-aviões Minas Gerais operaria até 2001, tendo, ainda naquele ano, realizado operações com os caças AF-1 da Marinha do Brasil.

Fonte: www.fab.mil.br

sábado, 27 de junho de 2015

Embraer

Novo avião Ipanema 203 faz 1º voo de demonstração
O novo avião agrícola desenvolvido pela Embraer – o Ipanema 203 – fez seu primeiro voo de demonstração, no dia 24 de junho de 2015, na abertura do evento anual promovido pelo Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola - o Congresso Sindag. As demonstrações aéreas ocorreram no aeroporto de Luís Eduardo Magalhães (BA). Lançado durante a Agrishow, em abril de 2015, o Ipanema 203 é uma evolução do produto que é líder em seu segmento, com mais de 60% do mercado no Brasil e mais de 1.360 unidades vendidas. O novo modelo possui dois metros a mais de envergadura de asa em relação ao anterior e hopper com capacidade 16% maior em volume. A nova envergadura da asa permite uma faixa de deposição 20% maior, o que aumenta ainda mais a sua produtividade. Depois de pesquisas em conjunto com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), os winglets (pontas das asas) foram reprojetados para reduzir o vórtice e melhorar e a eficiência da pulverização. Outra importante parceria, esta com a Faculdade de Ciências Agronômicas da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – (FCA/UNESP), da cidade de Botucatu, deu suporte aos testes de pulverização do novo modelo, atestando sua eficiência e produtividade.
 

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Meteorologia

Nevoeiro e Neblina são sinônimos
Nevoeiro e Neblina não são fenômenos meteorológicos distintos. São sinônimos para designar um agregado de gotículas de água suspensa na atmosfera, que se forma rente ao chão. Todavia, o termo neblina não faz parte dos conceitos de "tempo presente significativo" em Meteorologia Aeronáutica.
 
Em aviação, é utilizado o termo "nevoeiro" (FG, do inglês Fog), mas o mesmo fenômeno em outras áreas do conhecimento é chamado de neblina, como no caso de placas de alerta em estradas. Se a visibilidade, embora restrita, esteja acima de mil metros, e a umidade relativa for de pelo menos 80 por cento ou mais, diz-se, em aviação, que há Névoa Úmida, codificada nos boletins meteorológicos aeronáuticos como BR (do inglês Brume). Para a restrição de visibilidade superior a mil metros, e a umidade relativa do ar for de 79 por cento ou menos, diz-se que há Névoa Seca, codificada nos boletins meteorológicos como HZ (do inglês Haze).
 
Névoa Úmida
Conjunto de gotas de água microscópicas suspensas na atmosfera. Não reduz a visibilidade abaixo de mil metros. A umidade relativa do ar é de pelo menos 80 por cento. É fenômeno semelhante em tudo ao nevoeiro, com a única diferença de que suas partículas constituintes são, em geral, menores e mais dispersas.
 
Névoa Seca
Suspensão de partículas sólidas (impurezas) em suspensão na atmosfera. Invisíveis a olho nu, essas partículas reduzem a visibilidade e são suficientemente numerosas para dar ao ar um aspecto opaco. A umidade relativa do ar é inferior a 80 por cento e a visibilidade horizontal é de 1000 metros ou mais. A névoa seca difunde a cor vermelha na atmosfera.
 
Nevoeiro (o mesmo que Neblina)
Agregado de minúsculas gotas d'água, suspensas na atmosfera, que se forma junto à superfície da Terra, reduzindo a visibilidade horizontal para menos de mil metros. Sua constituição assemelha-se à da nuvem. É formado quando as temperaturas do ar e do ponto de orvalho tornam-se próximas ou iguais, isto é, a umidade relativa do ar é igual ou próxima a 100 por cento (normalmente acima de 97 %). E com presença abundante de núcleos de condensação, também chamados de núcleos higroscópicos, e vento fraco.
 
Ponto de Orvalho
É a temperatura até a qual o ar deve ser resfriado para que se torne saturado, ou seja, com a máxima quantidade de vapor de água possível.
 
Núcleo Higroscópico ou de Condensação
Minúsculas partículas sólidas (impurezas) em suspensão na atmosfera, sem as quais não seria possível a condensação ou sublimação do vapor d’água.
 
Enviado por João Batista Couto - Técnico em Meteorologia .

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Feira Itinerante: Luzes para a Educação

Grupo de pesquisa do IEAV leva experimentos para escolas de São José dos Campos (SP)

Iniciativa integra ações para divulgar o Ano Internacional da Luz, estabelecido pela Unesco

Cerca de 50 crianças da escola municipal Professora Sônia Maria Pereira da Silva, no Novo Horizonte, região leste de São José dos Campos (SP), foram as primeiras a participar (12/06) da “Feira Itinerante: Luzes para a Educação”, demonstração de dez experimentos lúdicos que abordam conceitos da luz. A iniciativa é do grupo de pesquisa em óptica e fotônica do Instituto de Estudos Avançados (IEAV), um dos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). “A ideia é promover os conceitos de óptica e incentivar as crianças a entender como funciona esse fenômeno. Com isso esperamos despertar a visão de que as ciências exatas também são interessante”, explica o coordenador do projeto, o Professor Doutor Jonas Jakutis Neto. A ação faz parte das comemorações ao Ano Internacional da Luz, proclamado pela Unesco (Assembleia Geral das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) e ONU (Organização das Nações Unidas), com a proposta de mostrar ao mundo a importância da luz na criação de um futuro mais sustentável. As crianças na faixa etária entre 11 e 15 anos, estudantes entre o 5º e o 9º ano do ensino fundamental, têm a oportunidade de aprender a composição das cores de um jeito interativo. Com auxílio de tubos, eles iluminam cartazes e entendem o fenômeno da formação das cores. O aluno Lucas Gabriel Faria, 10 anos, ficou impressionado com o resultado dos experimentos "Achei tudo muito interessante. É bom aprender coisas novas”, disse. O grupo denominado “IEAv Student Chapter”, associado a The Optical Society (OSA), é formado por 12 estudantes de graduação e pós-graduação e leva para as escolas experimentos de projeção, com uso de lentes e formação de imagens.

Para o coordenador de ensino fundamental da Secretaria de Educação de São José dos Campos, Márcio Catalini, a iniciativa proporciona vivência prática da ciência. Ele também destaca a importância deste tipo de ação no município que é polo de tecnologia. “O intuito desse tipo de atividade é despertar o espírito de investigação e o olhar da criança sobre a pesquisa e a ciência”, avalia. Catalini destaca que esse tipo de atividade também aumenta o repertório dos professores e alunos com novas ideias que facilmente podem ser colocadas em prática.

Agenda
Já estão agendadas visitas da feira nas escolas Professora Mercedes Carnevalli Klein (14 de agosto), Professora Maria de Melo (11 de setembro) e Professora Ruth Nunes da Trindade (9 de outubro). O projeto não é direcionado apenas às escolas públicas. Entidades de educação que tenham interesse em receber a visita do grupo devem efetuar contato com o coordenador (veja abaixo). A área de óptica e fotônica do IEAV tem mais de 30 anos. Foi responsável, por exemplo, pelo desenvolvimento de alguns dos primeiros lasers do Brasil, como o que utiliza vapor de cobre e CO2 (Gás Carbônico), com várias aplicações na área industrial.

Serviço
Escolas interessadas em receber a visita do IEAV Student Chapter devem fazer contato com o IEAV com o professor Jonas Jakutis Neto pelo telefone (12) 3947-5417.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Aeroportos

Aeroporto de Brasília:
O 1º da América Latina com operações simultâneas em pistas paralelas
A partir de novembro de 2015, o Aeroporto Internacional de Brasília iniciará a operação independente de suas duas pistas, viabilizando as chamadas operações paralelas simultâneas independentes, quando dois aviões poderão pousar (ou decolar) ao mesmo tempo do aeroporto. É o primeiro aeródromo da América Latina que possibilitará o aumento do fluxo aéreo nessas condições. A capacidade de pista do Aeroporto de Brasília (pousos e decolagens por hora), que já vinha aumentando nos últimos anos, crescerá agora cerca de 30%. Com as mudanças, ela saltará dos atuais 60 movimentos aéreos/hora para 80 pousos e decolagens por hora. Inaugurado antes mesmo da Capital Federal, em 1957, o aeródromo é um dos poucos do País detentor desse leiaute ideal para operar com pistas independentes: duas longas retas paralelas, distantes suficientemente uma da outra, ao alcance visual de uma Torre de Controle. Esse ganho de capacidade operacional é resultado de um amplo trabalho realizado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), destinado a otimização dos fluxos de tráfego na terminal aérea de Brasília com a implementação de novos procedimentos PBN (em português, Navegação Baseada em Performance), especificamente orientados às referidas operações. Na prática, é como se houvesse dois aeroportos funcionando separadamente, uma vez que, a partir de então, cada pista terá suas três posições de controle na Torre, operando com auxílios a navegação aérea próprios. Operações simultâneas em pistas paralelas são hoje uma exclusividade de grandes hubs internacionais e dos maiores aeroportos mundo. Os três mais movimentados do mundo – Atlanta (Hartsfield-Jackson), nos EUA, Pequim (Beijing Capital International), na China e Londres (Heathrow), na Inglaterra – transportaram só no ano passado 95, 86 e 73 milhões respectivamente – dados Airports Council International (ACI). Jamais alcançariam esses números se não operassem com pistas paralelas independentes que viabilizam elevação significativa de embarques e desembarques. A novidade, escassa nos principais aeroportos do hemisfério sul, aporta em Brasília e já é vislumbrada por outros administradores de aeroportos no País. Embora o movimento no Brasil ainda seja menor (39 milhões de passageiros/ano no Aeroporto Internacional de Guarulhos – São Paulo, o maior do Brasil) a demanda é crescente e a necessidade de aumento de capacidade operacional, mandatória. Em Campinas, a Concessionária de Viracopos conjectura a implementação de operações simultâneas de pouso e decolagens no aeroporto com a construção de uma segunda pista. O mesmo pode ocorrer no novo aeroporto da região metropolitana de Porto Alegre, ainda em planejamento. Guarulhos, por outro lado, ainda não pode operar suas pistas independentemente. A distância entre as mesmas, na sua configuração atual, é menor do que os 1.035 metros requeridos pelaICAO - Organização da Aviação Civil Internacional – órgão da ONU regulador do transporte aéreo civil internacional, para executar pousos e decolagens simultâneos com segurança.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Airbus Helicopters

Aeronave H225M produzida no Brasil foi exposta no Paris Airshow
A Airbus Helicopters participou do Paris Airshow, feira que aconteceu, de 15 a 21 de junho de 2015, no aeroporto Le Bourget, na França. Para o evento, a empresa levou quatro helicópteros, entre versões reais e em escala, que ficaram expostos durante os sete dias. Um deles é um H225M pertencente à Marinha do Brasil que foi produzido na linha de montagem da Helibras, em Itajubá (MG), e deverá voltar à fábrica para ser finalizado para entrega ao cliente. A unidade exposta já emprega alguns dos mais avançados sistemas de defesa solicitados pelas Forças Armadas do Brasil. Com 60 aeronaves em serviço em todo o mundo e mais de 430 mil horas de voo, o H225M provou seu potencial na categoria de helicópteros pesados com sistemas modernos e alta capacidade de realizar a mais ampla gama de missões no mercado militar. Desde 2006, o modelo foi utilizado no Líbano, Afeganistão, Chade, Costa do Marfim, República Centro Africano, na Somália e no Mali pelo Exército francês. Além do Brasil, México, Malásia, Indonésia e Tailândia também contam com a H225M para as suas missões mais exigentes.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A-29 Super Tucano

Gana compra cinco A-29 Super Tucano da Embraer
A Embraer e o Ministério da Defesa da República de Gana assinaram contrato para a aquisição de cinco aviões turboélice de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano. O contrato inclui apoio logístico para a operação destas aeronaves, assim como a instalação de sistema de treinamento de pilotos e mecânicos em Gana a fim de tornar a Força Aérea de Gana autônoma na formação de pessoal qualificado. Os A-29 Super Tucanos serão empregados em missões de treinamento avançado, vigilância de fronteiras e segurança interna. O contrato entrará em vigor uma vez que tenham sido cumpridas determinadas condições. Estas condições deverão ser preenchidas durante o segundo semestre de 2015. O A-29 Super Tucano é atualmente utilizado por dez forças aéreas em três continentes. Também foi selecionado pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) para seu programa de Apoio Aéreo Leve (LAS – Light Air Support). Em mais de dez anos de operação, o Super Tucano já alcançou um excelente histórico de desempenho: mais de 230 mil horas de voo e mais de 30 mil horas de combate. A Embraer já recebeu mais de 210 pedidos firmes e entregou mais de 190 unidades da aeronave. O A-29 Super Tucano é um turboélice robusto e versátil, capaz de cumprir uma ampla gama de missões, incluindo apoio aéreo tático, bem como inteligência, vigilância e reconhecimento.

domingo, 21 de junho de 2015

Especial de Domingo

Selecionamos para hoje conteúdo do site da Força Aérea Brasileira, relatando os preparativos para a viagem suborbital que o brasileiro Pedro Nehme, estudante de engenharia, irá realizar.
Boa leitura.
Bom domingo!

Universitário que ganhou uma viagem suborbital experimenta voo supersônico na FAB
O voo de aproximadamente 50 minutos a bordo de um caça F-5 EM, do Esquadrão Pampa (1º/14º GAV), foi uma experiência inédita para Pedro Henrique Dória Nehme, de 23 anos.

O jovem é vencedor do concurso da companhia aérea holandesa KLM e, como prêmio, vai se tornar, até o final do ano, o segundo astronauta brasileiro a ir ao espaço.

“Foi muito impressionante. É a primeira vez que senti zero gravidade. Foi indescritível ver o braço voando, o corpo leve, mesmo que ele não estivesse solto”, comemora.

A missão foi encerrada com o tradicional “batismo”, um banho de água fria.

O treinamento em uma das unidades da Força Aérea Brasileira (FAB), que aconteceu no dia 16 de junho de 2015, na Base Aérea de Canoas (BACO), no Rio Grande do Sul, faz parte da rotina de preparo para um voo espacial suborbital que deve acontecer ainda este ano.

Pela primeira vez, Pedro voou numa aeronave supersônica de alta performance, a 38 mil pés (cerca de 12 quilômetros de altura) e a uma velocidade de 1.400 km/h, o que corresponde a aproximadamente 10% a mais que a velocidade do som.

O voo foi realizado numa área de instrução a aproximadamente 100 milhas náuticas da Base de Canoas.

Na nacele do caça, Pedro viveu a experiência de sentir no corpo a força da carga G (positiva e negativa) e gravidade zero, assim como participou de manobras verticais e de desorientação espacial. 

“Foi interessante fazer de forma repetida várias manobras para treinar. Isso contribuiu para a percepção do meu corpo e vou lembrar dessa experiência", afirma.

O futuro astronauta estava acompanhado do Comandante do Esquadrão Pampa, Tenente-Coronel Aviador Ricardo Guerra Rezende.

“Foi um voo de alta capacidade de aceleração, subida vertical e carga G. Só em aeronaves de caça é possível simular situações bem parecidas com o voo espacial”, afirma.

Durante todo o dia, Pedro passou também por orientações técnicas, que faz parte do treinamento na FAB.

Foram aulas teóricas sobre o caça F-5 EM, com direito a apresentação da aeronave, treinamento de ejeção, simulador para conhecer o painel da aeronave, e aula de fisiologia humana, acompanhado por uma médica especialista em medicina aeroespacial.

“Para nós é uma forma de reconhecimento ser designado como a unidade da FAB responsável por esse treinamento”, comenta o comandante do esquadrão.

Pedro Nehme é bolsista da Agência Espacial Brasileira (AEB), instituição que solicitou à Força Aérea Brasileira o treinamento operacional para o jovem astronauta.

“A FAB é a única instituição no Brasil que conseguiria oferecer essa capacitação tão próxima da realidade. É hora de avaliar as reações do corpo do estudante, numa espécie de check up geral, e diminuir a ansiedade para o voo espacial”, declara o diretor de Transporte Espacial e Licenciamento, Marco Antônio Vieira de Rezende.

Em abril deste ano, Pedro passou por um treinamento fisiológico no Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira ( IMAE), onde executou atividades no assento ejetável, na câmara de altitude e na cadeira de Barany.

Concurso
Pedro Nehme tem 23 anos e é aluno de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB).

O concurso da companhia aérea holandesa KLM consistia em acertar a altitude exata em que um balão cheio de hidrogênio, liberado da Terra, explodiria.


Pedro concorreu com 129 mil pessoas de todo o mundo e solucionou o problema ao responder 31 quilômetros.

Além dos exercícios no IMAE, ele já realizou treinamento no Nastal Center, na Pensilvânia, onde teve aulas sobre ambiente espacial, veículos espaciais, efeitos fisiológicos e psicológicos, aceleração e atuação de diferentes tipos de forças no organismo.

No mês de agosto, Pedro viaja para Star City, na Rússia, na segunda unidade de referência espacial no mundo.

Em outubro, o astronauta vai para Holanda para um voo acrobático de caça.

O estudante que sempre sonhou ir para o espaço já emagreceu 15 quilos, desde novembro do ano passado.

Para suportar as condições de um voo espacial suborbital, Pedro deu inicio a atividades físicas diárias e adotou uma nova alimentação.

“Tive que readaptar minha vida e minha alimentação por recomendação médica”, acrescenta.

O voo espacial vai ser realizado na nave Lynx Mark II, da empresa XCOR Aeroespace.

A duração prevista é de uma hora, mas lá em cima serão só cinco minutos.

Por enquanto, a viagem ainda não está agendada, mas a previsão é que aconteça até o final de 2015. 

O estudante será o segundo brasileiro a voar até o espaço.

O primeiro foi o astronauta Marcos Pontes, em 2006.

"Esse treinamento na FAB vai me dar condicionamento e diminuir minha ansiedade. Já me sinto mais preparado", pontua Pedro.

Fontes: www.fab.mil.br e Google Imagens.

sábado, 20 de junho de 2015

Conexão FAB

Revista eletrônica traz matérias sobre o Gripen NG, balões juninos e ação social
Na edição de junho de 2015, a revista eletrônica Conexão FAB traz uma matéria especial com os pilotos do Gripen NG, a futura aeronave de caça da Força Aérea Brasileira. Apresenta também quais são os perigos para a aviação brasileira da prática da soltura de balões. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), as ocorrências com balões sobem 75% no mês de junho. Em outra reportagem, a equipe de jornalistas da FAB acompanha uma ação cívico-social da Força Aérea no município de Manacapuru, distante cerca de 70 km de Manaus, capital do Amazonas.

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Aeroclube de Santa Cruz do Sul - RS

Inscrições abertas para o 1º Seminário Aeronáutico
Clique na imagem para ampliar

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Embraer E-190-E2

Embraer inicia montagem do primeiro E-190
Instalações da Embraer, em São José dos Campos. Foto: Arquivo/OVALE

A primeira entrega de um E190-E2 está prevista para o primeiro semestre de 2018

A Embraer anunciou o início da produção do primeiro jato comercial da nova família de aeronaves, batizada de E-Jets E2, lançada há dois anos. Um modelo E-190-E2 começou a ser montado na fábrica da empresa em São José dos Campos-SP. Em nota, a fabricante informou que “recebeu os primeiros sub-conjuntos de fornecedores de vários países e a montagem do primeiro protótipo segue conforme planejado”. A primeira entrega de um E190-E2 está prevista para o primeiro semestre de 2018. Os demais jatos da nova família estão programados para 2019 (E195-E2) e 2020 (E175-E2).

Pedidos
Os novos aviões acumulam 210 encomendas firmes e 380 opções e intenções de compra, de acordo com a Embraer. Eles foram anunciados pela primeira vez em 17 de junho de 2013, durante a maior feira de aviação do mundo, a Paris Air Show, na França. Foi no mesmo local que a fabricante comunicou anteontem o início da produção do novo jato comercial. “É emocionante ver o E2 tomando forma com a grande quantidade de sub-conjuntos que chegam às nossas instalações em São José dos Campos, onde a montagem final começará nos próximos meses”, disse, em nota, Luís Carlos Affonso, vice-presidente de Operações e COO da Embraer Aviação Comercial.

Fonte: O Vale

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Transporte Aéreo

LAN e Azul entre as melhores. Qatar Airways lidera.
A companhia chilena LAN foi eleita a melhor empresa aérea da América do Sul, recebendo o prêmio Skytrax World Airline Awards 2015. No ano passado, a empresa - que faz parte do grupo Latam, dono da brasileira TAM - já havia recebido esse mesmo título. Na classificação geral com todas as empresas aéreas , a LAN ocupa a 32ª posição. A TAM aparece em 51º lugar. A Azul foi eleita a melhor companhia aérea de baixo custo da América Latina. Na lista com todas as empresas, aparece em 62º lugar. A Qatar Airways, do Qatar, foi eleita a melhor empresa aérea do mundo. A cerimônia de entrega dos prêmios foi realizada durante o Paris Air Show, no dia 16 de junho de 2015. As empresas premiadas foram definidas em pesquisa com clientes de companhias áreas.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Tráfego Aéreo

Anuário registra a atividade aérea no País em 2014
Já está disponível no site do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) o Anuário Estatístico de Tráfego Aéreo 2014, que traz informações sobre os movimentos aéreos durante o ano de 2014. Os dados são referentes a 33 dos principais aeródromos do País, às Áreas de Controle Terminal e Zonas de Controle pertencentes ao Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, e às cinco Regiões de Informação de Voo (FIRs). Em relação ao ano de 2013, no ano passado (2014) os aeroportos considerados no relatório registraram uma queda de 2% nos movimentos, entre pousos, decolagens, cruzamentos, e toques e arremetidas. A queda está associada principalmente às áreas de exclusão do espaço aéreo que, por medida de segurança, eram ativadas em dias de jogos durante a Copa do Mundo. Estas áreas acabaram restringindo, durante algumas horas, a movimentação nos aeroportos das 12 cidades-sedes envolvidas. Apenas 11 do total de aeródromos tiveram aumento percentual, comparando com o ano anterior. A maior movimentação em número absoluto foi no Aeroporto de Guarulhos, com mais 300 mil voos, o que representou um crescimento anual de quase 7,0%. A aviação comercial foi a principal responsável por este resultado, com aumento de 7,7%. Nesta categoria, a maioria (73,3%) foi de movimentos com origem ou destino nacional. A região com o maior fluxo envolvendo o Aeroporto de Guarulhos foi o Nordeste, com 32,3% de participação. Dentre os voos internacionais, as principais rotas foram para Buenos Aires, na Argentina, e Santiago, no Chile. Já a maior variação percentual dentre os aeródromos se deu no Aeroporto de Joinville, em Santa Catarina, com 28,0% a mais de movimentos aéreos. A aviação geral foi a principal responsável por este resultado, com aumento de 40,7%.

Terminais
Os dados das Áreas de Controle Terminal apontam que São Paulo foi a mais movimentada do Brasil, com cerca de 740 mil voos. Este valor foi o maior registrado pela Terminal nos últimos três anos, tendo um acréscimo de 1,8% em relação a 2013. Em segundo lugar, ficou a Terminal do Rio de Janeiro, com 357 mil voos e aumento de 3,37% referente ao período anterior. Brasília veio em terceiro, com mais de 200 mil movimentos, equivalente a um aumento de 2,4%. Com relação às cinco regiões de informação de voo brasileiras, houve aumento do percentual apenas na FIR Atlântico, com 4,5% a mais de movimentos. Foram mais de 40 mil voos, sendo o maior valor registrado pela região de voo nos últimos três anos. A quase totalidade foi de fluxos internacionais (99,7%), com voos de origem ou destino ao Brasil, e também as aeronaves que apenas cruzaram essa região. A rota entre os Aeroportos de Guarulhos e Baraja, na Espanha, foi a mais utilizada. A aviação comercial representou 93% do total de aeronaves. O mês de julho, que nos últimos três anos já apresentava picos de movimentos, em 2014, devido à realização da Copa do Mundo, teve uma alta de 15,5% em relação à média no mesmo período. Neste mesmo mês, a aviação geral, responsável por 4% do total de voos, cresceu 73%, enquanto a aviação comercial apresentou aumento de 7,6%.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Amelia Earhart

Filme inédito de 1937 mostra imagens da pioneira Amelia Earhart
Um vídeo, divulgado no dia 12 de junho de 2015, mostra a aviadora americana Amelia Earhart às vésperas de sua fracassada tentativa de dar a volta ao mundo, em 1937, que resultou no desaparecimento da pioneira da aviação. Perdidas durante oito décadas, as filmagens revelam uma sessão de fotos de Amelia ao lado de seu avião Lockheed Electra na pista de um aeroporto que se acredita ser em Burbank, na Califórnia. Estados Unidos. Além do fotógrafo Albert Bresnik, as imagens, sem som e em preto e branco, mostram o marido de Amelia, George Putnam, e seu navegador, Fred Noonan. Acredita-se que a filmagem, que está bem preservada, foi feita pelo irmão de Bresnik, John, e ficou em uma prateleira durante décadas até seu filho herdá-la e entregá-la ao editor americano Douglas Westfall. Só recentemente Westfall recebeu os direitos do rolo de filme. Ele planeja lançá-lo como um curta-metragem, "A Última Sessão de Fotos de Amelia Earhart", juntamente com um livro. Depois de voarem da Califórnia para a Flórida, Amelia, aos 39 anos, e se navegador Noonan iniciaram oficialmente a viagem de aproximadamente 46.500 quilômetros em Miami em 1º de junho de 1937. No dia 2 de julho, quando já havia percorrido 35.000 quilômetros, a dupla partiu da Nova Guiné e seguiu pelo Oceano Pacífico rumo à Ilha Howland, mas desapareceu durante o trajeto.

Saiba mais: Blog do NINJA de 28/12/2014, de 01/11/2014  e de 25/06/2013 .

domingo, 14 de junho de 2015

Especial de Domingo

Hoje, reproduzimos mais um artigo de Ozires Silva, publicado em O Vale, com tema fundamental para o presente e o futuro do Brasil.
Boa leitura.
Bom domingo!


MAIS UMA SOBRE A EDUCAÇÃO

No final do século 20, o fabricante de automóveis na China, Geely, manifestou-se muito preocupado sobre a falta da capacidade pública de preparar colaboradores para a produção de veículos cada vez mais sofisticados, carregando cargas crescentes de novas tecnologias.

Da preocupação saltou para a solução, investindo cerca de US$ 800 milhões, dando partida na constituição de uma universidade privada, possivelmente uma das primeiras iniciativas nesse campo, naquele país.

Em menos de uma década após, tornou-se incrível entre os países em desenvolvimento que mais de 1.300 universidades tenham sido criadas por iniciativas de empreendedores privados, inspiradas em modelos de bem-sucedidas escolas de países de destaque, tanto na Europa como nos Estados Unidos.

Neste ano de 2015, a Universidade Geely matriculou mais de 20 mil estudantes, sendo treinados nas mais diferentes especializações, a maioria usando a língua inglesa, com professores recrutados em todo o mundo.

Nestes momentos, a China emerge como país global, competente, avançando para liderança mundial, insuspeitada há menos de 20 anos.

A China ainda segue o mesmo caminho, mostrando agora a mais ambiciosa expansão educacional do mundo moderno.

A nação, estimulada pelo governo a partir dos 1990, construiu uma base de ensino em todos os níveis, com amplo acesso das massas populares, anteriormente servindo unicamente às elites.

Recursos financeiros pesados foram colocados à disposição das pesquisas, abrindo-se para investidores privados, com liberdade curricular construído à base de experiências de vários países ocidentais.

Em 1998, Jiang Zemin, então presidente da China, falando no 100º aniversário da Universidade de Pequim, clamou pela importância da Educação abrangente e de qualidade para o futuro do país.

Desde então, tudo parece ter se multiplicado.

A China mostra mais alunos matriculados de nível superior do que os Estados Unidos, India, Rússia e Japão.

Tem sido, asseguram os estudiosos, uma clara lição de desenvolvimento a mostrada pela China, que uma política pública realmente destacada pode mostrar resultados, com retornos surpreendentes nos mais variados campos.

No mesmo período de tempo o Brasil, embora tenha mostrado algum desenvolvimento educacional, criando a possibilidade de que a iniciativa privada realmente pode contribuir para a melhoria e o crescimento do nosso cenário educacional, ainda não mostra nada semelhante ao praticado pelo governo chinês.

Nossos governantes não estão convencidos sobre a incrível capacidade da Educação de transformar nosso país.

No mesmo instante em que lançou o lema de Pátria Educadora, o governo atual colocou a vida de milhões de universitários em suspense, incluindo recursos destinados constitucionalmente para a Educação, sob a ação do chamado Ajuste Fiscal.

Sob o comando do Ministério da Educação, os resultados do ensino são colocados, em todas as iniciativas avaliadoras da Educação mundial, abaixo de países de significado sem comparação com nossas dimensões.

Tais resultados constituem real libelo para que mudanças essenciais sejam implantadas, se desejarmos manter a expectativa de um brilhante futuro para nossa gente.

O Brasil deve passar por reforma desde a educação básica.

O resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) vem melhorando, mas resultado deixa a desejar.

Porque, enquanto o Brasil avança um ponto em relação aos dez das nações mais desenvolvidas, constatamos aumento da distância em relação ao desenvolvimento de outros países, pois eles crescem muito mais que nós.

Vários programas foram por aqui já implantados como boas ideias, mas progressivamente foram distorcidos por ações de curto prazo, como o agora Ajuste Fiscal.

Todavia, temos ainda o desafio que é o de manter o padrão de qualidade desses centros privados em relação aos centros administrados pelos recursos públicos.

É importante que a educação melhore e se desenvolva cada vez mais para que haja maior competitividade do nosso país no mundo globalizado.

Texto: Ozires Silva - Engenheiro Aeronáutico -  Fundador da Embraer

Fonte: O Vale

sábado, 13 de junho de 2015

Simpósio de Segurança de Voo

Inscrições abertas para o SSV, de 04 a 06 de agosto de 2015, em São José dos Campos, SP
Estão abertas as inscrições para o 8º Simpósio de Segurança de Voo – SSV 2015. O evento promovido pelo Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) acontecerá de 4 a 6 de agosto de 2015, no auditório do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). O evento objetiva difundir os aspectos da segurança de voo na execução das atividades de pesquisa, desenvolvimento, certificação e qualificação de novos produtos aeronáuticos, além de estreitar o relacionamento entre órgãos governamentais, empresas e organizações da área aeronáutica e de defesa. Os interessados devem acessar a página http://www.ipev.cta.br/ssv, utilizando o atalho “Inscrição” no site. Para obter mais informações sobre o Simpósio, acesse a homepage ou curta a fanpage no Facebook: http://facebook.com/ssv.ipev. As vagas são limitadas.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Gripen NG

Exposição da maquete em tamanho natural do Gripen em Brasília-DF
Moradores e turistas que estiverem em Brasília, até o dia 14 de junho de 2015, terão a oportunidade de ver de perto como será o novo caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Uma maquete em tamanho real do Gripen NG estará exposta na Esplanada dos Ministérios. A exposição, gratuita, ocorrerá das 8h às 18h. A maquete é feita de fibra de vidro, madeira e metal. O painel pode ser ligado e permite visualizar algumas das futuras funcionalidades da aeronave multitarefa. Também fazem parte do protótipo os armamentos que poderão ser utilizados no Gripen, como o míssil A-Darter. A maquete pertence à empresa Saab, fabricante do Gripen. O Brasil assinou, em outubro de 2014, o contrato para a aquisição de 36 caças Gripen NG. Além da compra em si, o projeto envolve a participação de brasileiros no desenvolvimento da aeronave e na construção de unidades, tanto na Suécia quanto no Brasil, com transferência de tecnologia. Os 36 caças devem ser entregues entre 2019 e 2024. Todos ficarão sediados na Base Aérea de Anápolis, no interior de Goiás, podendo operar a partir de pistas de pouso espalhadas em todo o País. Será a primeira vez que o Brasil receberá caças supersônicos novos desde a chegada dos F-5 em 1975 e os Mirage em 1971. 

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Aeroportos

Aeródromos sem planos de proteção poderão ser fechados
Serão fechados, nos próximos meses, 54 aeródromos que não possuem Planos de Zona de Proteção de Aeródromos (PBZPA). Outros 28 aeródromos correm o risco de encerrar suas atividades operacionais, caso não se adequem à legislação vigente. Desse total de 82 aeródromos, 44 localizam-se na região Sudeste, 13 na região Centro-Oeste, 12 na região Norte, 12 na região Nordeste e um localiza-se na região Sul. O Plano Básico de Zona de Proteção de Aeródromo, bem como de Heliponto, de Auxílios à Navegação Aérea e de Procedimentos de Navegação Aérea, são exigências internacionais que funcionam como limitador às implantações no entorno dos aeródromos, com o objetivo de garantir a segurança e a regularidade das operações aéreas. Esses Planos são disciplinados pela Portaria nº 256/GC5 do Comando da Aeronáutica, publicada em 13 de maio de 2011. O fechamento definitivo desses aeródromos, por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), é o último passo de um conjunto de ações que vem sendo adotado pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), desde 2011, para manter a segurança e a regularidade das operações aéreas nos aeródromos brasileiros. Na condição de signatário da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), o Brasil segue a legislação relativa à segurança das operações aéreas em aeródromos. Nesse sentido, a Agência de Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o Comando da Aeronáutica, autoridades aeronáuticas brasileiras, possuem normas específicas dessa matéria que refletem as diretrizes de segurança internacional, nas quais se insere a Portaria.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Aeronaves

Mitsubishi lança avião concorrente com os da linha Embraer
Líder nas vendas de aviões regionais no mundo, a Embraer tem apenas um concorrente de peso, a Bombardier. Mas essa fase deve acabar em breve com a chegada de novos rivais. Um deles concluiu, no dia 08 de junho de 2015, o primeiro teste dinâmico com seu protótipo. É o MRJ - Mitsubishi Regional Jet. O primeiro protótipo do MRJ, que havia sido apresentando em outubro do ano passado, realizou testes de taxiamento no Aeroporto de Nagoya, o que incluiu aceleração e frenagens além de avaliação de controle de direção da aeronave. O jato deverá realizar seu primeiro voo entre setembro e outubro e a Mitsubishi já tem uma carteira recheada de clientes . Segundo a fabricante, são 407 pedidos, sendo 223 firmes. O MRJ tem semelhanças expressivas com a família de jatos da Embraer. Ele possui versões de 70 a 90 assentos, configuração bimotor (turbinas Pratt&Whtiney) com asa baixa e empenagem convencional. São fileiras de 4 assentos como nos aviões brasileiros e duas versões sugeridas, com 78 lugares (MRJ70) e 92 lugares (MRJ90), ambos com pitch entre as poltronas de 29 polegadas. A largura interna da cabine tem 2,76 m, ou seja, apenas 2 cm maior que a dos jatos da Embraer. A Mitsubishi, apesar de ter uma carreira mais discreta na aviação nos últimos anos, possui uma história longa no setor. Se a MAC (Mitsubishi Aircraft Corporation) possui apenas sete anos, a ligação com a aviação vem desde a década de 1920 e sua maior contribuição foi o caça A6M Zero, considerado um dos melhores aviões do tipo na Segunda Guerra.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Incaer


Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica

Efemérides de Junho

1867 - Foi feita em Tuiuti a primeira ascensão do balão de observação do Exército Brasileiro, na Guerra do Paraguai (24 de junho).

1899 - Foi realizada na França a competição para balões livres denominada “Taça dos Aeronautas”, cuja partida era dada do Jardim de Tuileries, em Paris. Santos-Dumont, pilotando o balão “América”, foi classificado em quarto lugar, tendo descido a 325 quilômetros do ponto de partida e tendo sido o concorrente que maior tempo permaneceu no ar: 22 horas (12 de junho).

1907 - Santos-Dumont realizou, no Campo de Bagatelle, em Paris, as primeiras experiências com o seu balão dirigível nº 16. Relativamente pequeno e o de linhas mais elegantes dentre os construídos por Santos-Dumont, o nº 16 foi equipado inicialmente com um único motor e uma hélice. Posteriormente, após avaria sofrida, o inventor instalou nele uma pequena quilha triangular e dois motores de seis cavalos vapor cada um (18 de junho).

1921 - Os Tenentes Ivan Carpenter Ferreira e Salustiano da Silva, cada um pilotando um monoplace de caça Spad 7, realizaram um voo do Rio de Janeiro (Campo dos Afonsos) a São Paulo, regressando no dia seguinte (11 de junho).

1922 - Comemorando o Centenário da Independência do Brasil, chegou ao Rio de Janeiro o hidroavião “Santa Cruz” pilotado pelo aviador português Arthur de Sacadura Freire Cabral, tendo como navegador o Comandante Carlos Viegas Gago Coutinho. Os aviadores portugueses realizaram a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, num voo que foi considerado um dos maiores feitos aeronáuticos da época, não somente pela demonstração de alta capacidade técnica utilizando instrumentos de navegação astronômica de sua própria concepção, como também pela utilização de uma navegação extremamente precisa sobre grandes extensões oceânicas (17 de junho).

1927 - Foram aprovados, pelo Decreto nº 17.819, o “Estatuto da Aviação Militar” e o “Regulamento da Diretoria de Aviação Militar” (2 de junho).

1931 - Foi realizado o primeiro voo do Correio Aéreo Militar entre Rio de Janeiro e São Paulo (12 de junho). 1938 - Foi instituído o "Código Brasileiro do Ar", pelo Decreto-Lei nº 483 (8 de junho).

1940 - Voou pela primeira vez o protótipo do avião nacional HL-1 (Henrique Lage-1) construído nas oficinas da Companhia Nacional de Navegação Aérea, na Ilha do Viana na Baía de Guanabara (18 de junho).

1949 - Teve início, em São Paulo, o II Congresso Nacional de Aeronáutica (18 de junho).

1951 - O Decreto nº 29.640 organizou o Comando de Transporte Aéreo (COMTA), encarregado do serviço do Correio Aéreo Nacional e do transporte e lançamento dos pára-quedistas do Exército Brasileiro (5 de junho).

1952 - A Lei nº 1.602 passou a denominar de “Pinto Martins” o Aeroporto de Cocorote, em Fortaleza (6 de junho).

- Foi designada a Comissão chefiada pelo Ministro Nero Moura para representar o Brasil, em Paris, nas solenidades durante o mês de julho, comemorativas do Cinquentenário da Dirigibilidade dos Balões e na inauguração de monumento a Alberto Santos-Dumont, em Saint-Cloud, que tinha sido fundido pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial (11 de junho).

1956 - O Decreto nº 39.354A criou a Medalha Comemorativa do Jubileu do Correio Aéreo Nacional (12 de junho).

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Novo Gripen

FAB seleciona 250 especialistas que irão para a Suécia conhecer a tecnologia do caça Gripen NG
Cientistas, engenheiros e técnicos trabalham em empresas e órgãos envolvidos com o acordo Brasil-Suécia, como a Embraer e o DCTA

A FAB (Força Aérea Brasileira) está em processo de seleção da comissão de 250 especialistas brasileiros, militares e civis, que irão à Suécia para conhecer e treinar a tecnologia dos caças Gripen. Fabricados pela Saab, as aeronaves supersônicas foram compradas pelo governo brasileiro para modernizar a frota da Força Aérea. O contrato prevê 36 aviões por cerca de R$ 13,9 bilhões (US$ 5,4 bilhões), com transferência de tecnologia para produção de aeronaves no Brasil. Com isso, a nova versão do caça - Gripen NG (New Generation) - será montada em parceria com empresas brasileiras, principalmente a Embraer, com sede em São José dos Campos-SP. Em nota, a FAB confirmou que boa parte dos cientistas, engenheiros e técnicos que irão à Suécia trabalham na região, como no DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). Também serão enviados especialistas de empresas, como da Embraer e de outras 100 companhias que poderão fazer parte da cadeia produtiva dos novos caças. Segundo fontes da Aeronáutica, estão confirmados 66 projetos de offset ligados à produção do Gripen. Tratam-se de compensações que o país exige no caso de compras de material, bens e serviços vindos do exterior. A FAB não confirmou, porém, a data da viagem dos especialistas para a Europa, que deve ocorrer no segundo semestre deste ano. O Gripen NG começa a ser produzido em 2017. A previsão é de que a Força Aérea Brasileira comece a receber os caças a partir de 2019.

Sigilo
Países assinarão documento secreto
Em razão da transferência de tecnologia para a produção do Gripen, Brasil e Suécia assinarão um acordo de preservação do sigilo. Conhecido pela sigla em inglês PSI (Project Security Instructions), o documento “encontra-se em fase de elaboração”, disse a FAB (Força Aérea Brasileira). O texto vai amparar e proteger a troca de informações sigilosas.

Guerra
Conflito desperta Forças Armadas
Em visita ao Brasil na semana passada, quando se reuniu com emissários do Ministério da Defesa, o vice-ministro da Defesa da Suécia, Jan Salestrand, revelou que seu país “não estava dando atenção suficiente para as suas Forças Armadas”. Mas com a situação conflituosa com Rússia e Ucrânia, o “setor passou a ocupar papel de destaque”.

Memória
Programa levou 15 anos até escolha
O governo brasileiro demorou 15 anos para definir o caça que irá modernizar a frota de aviões de combate da Força Aérea. O programa FX-2, como ficou conhecida a modernização da frota, foi instalado em 1998 e só definiu a origem dos caças em dezembro de 2013. O supersônico Gripen, da sueca Saab, venceu a França e os EUA na concorrência.

Texto: Xandu Alves

Fonte: O Vale

domingo, 7 de junho de 2015

Especial de Domingo

Do Aeromagia selecionamos o conteúdo de hoje.
Boa leitura.
Bom domingo!

Do fundo do baú de Joseph Kovacs

Por Ramiro Silveira

No início da década de 80, a PIPER anunciou um novo modelo do CHEYENNE, com maior capacidade de passageiros e carga somadas a um desempenho fenomenal, equipado com turbo-props GARRET TPE 331 no lugar das usuais PRATT & WHITNEY PT-6. As novas turbinas apresentavam uma capacidade termodinâmica excepcional; a potência máxima no nível do mar era limitada pela caixa de redução, de maneira que, à medida que a altitude aumentava (até um certo limite, cerca de 20000 ft), a potência máxima era mantida. Resultado: o avião era muito veloz, chegava a 350 KTAS no FL250 e passava dos 300 KTAS no FL410!

Nesta época, a EMBRAER já se aventurava no mercado da aviação executiva com o XINGU, e a fim de abocanhar mais uma fatia deste mercado, partiu para o estudo de um avião concorrente, com características inovadoras, que só poderia ser fruto da mente brilhante do Joseph Kovacs – muito conhecido por todos por ser o projetista do T-27 Tucano. O novo projeto seria feito a partir de um avião já em produção seriada, mas com maior conforto, maior alcance e mais silencioso.

O próprio XINGU já era feito usando alguns componentes do BANDEIRANTE, do qual herdara a asa com aquele pernicioso (do ponto de vista de arrasto) perfil NACA de 4 dígitos, corroborando a teoria de que um desenvolvimento parcial poderia ser economicamente viável.

O novo avião, bem mais “parrudo” (mais pesado e mais volumoso) que o concorrente, com as mesmas turbinas, não alcançaria os objetivos, mesmo que usando melhor concepção aerodinâmica (como asas supercríticas) ou modernas técnicas construtivas (como materiais compostos), pois seria necessária uma redução drástica (cerca de 10 %) no arrasto global.

Para conseguir desempenho máximo, a ideia era instalar os motores invertidos, posição não adequada para a TPE 331. Assim sendo, optou-se por usar a PT-6, associada a uma pequena turbina (LYCOMING ALF-101) no cone de cauda, que em voo geraria tração extra e ainda poderia ser usada no solo como um APU. Para voos de longo alcance, a ‘turbininha’ seria desligada e as entradas de ar, escamoteáveis, seriam fechadas, para não penalizar com arrasto parasita.

Tendo em vista o patamar em que se encontrava a tecnologia nacional, com o intuito de minimizar riscos, decidiu-se por não usar perfis desenvolvidos dedicadamente para este avião na própria empresa, e então foram escolhidos GAW-2 na raiz e NACA série 6 numa estação intermediária e na ponta, reduzindo de 15 para 9 % de espessura relativa, e com aplicação parcial da modificação B, visando redução da sensibilidade à rugosidade e do Cm.

A meta era desafiadora, muitos e muitos cálculos foram feitos, inclusive com o uso de computadores – um avanço para aquela época – até que se conseguiu otimização da carga alar para cruzeiro sem afetar decolagem e subida.

Kovacs considerou que os resultados do estudo preliminar demonstravam a validade da configuração escolhida. Mas, mesmo assim, como sonhar não era proibido, foi proposto um POC, de construção rápida e com baixo custo, equipado com asas de TUCANO, porém tendo a parte central alargada e ponta aumentada (tipo Horner), visando aumento do alongamento e da sustentação e redução do arrasto.


Com essa situação, Joseph Kovacs escreveu um documento magnífico, a começar pelo título, que ele chamou de “Filosofia de Projeto”.

Digo isso pelo fato dele ter usado de uma forma, pelo menos para mim bastante inusitada, a palavra grega ‘filosofia’, composta pela união das palavras Philos e Sophia, que, através de uma tradução literal, é simplesmente “amizade à sabedoria”.

Por outro lado, a palavra “filosofia” tem um sentido muito mais amplo, como definem os dicionários da língua portuguesa. São definições tão contundentes como estudo geral sobre a “natureza” de todas as coisas e suas relações entre si – que para alguns poderia soar até como prepotência.

É no mínimo interessante vê-lo fazer uso de uma palavra tão fortemente ligada ao ser humano e sua existência, que discute questões tão essenciais como de onde viemos, quem somos e para onde vamos, para descrever sua metodologia de projeto de maravilhosas máquinas voadoras.

É o que tenho a dizer a respeito dessa “filosofia de projeto” de uma aeronave futurista demais para sua época.

Texto: Ramiro Silveira - engenheiro de ensaios em voo na EMBRAER

Fonte: Aeromagia

sábado, 6 de junho de 2015

Concursos FAB

Concurso: Médicos na FAB
Aeronáutica terá concurso para 112 médicos

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou o edital de concurso para selecionar médicos de carreira. As inscrições começam no dia 30 de junho e vão até o dia 30 de julho de 2015. Para se inscrever o candidato pode acessar o site do CIAAR - Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica. Neste ano o concurso para o Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica (CAMAR) oferece 112 vagas. Para participar do exame, o candidato deve possuir nível superior, comprovar – conforme especificado no edital – a formação na especialidade a qual pretende concorrer e não vir a completar 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2016. O processo seletivo é composto de provas escritas (língua portuguesa e conhecimentos especializados), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, prova prático-oral, teste de avaliação do condicionamento físico (TACF) e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia 13 de setembro de 2015. Se aprovados em todas as fases os candidatos farão o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), durante 18 semanas. Após a conclusão do curso com aproveitamento os alunos serão nomeados Primeiros-Tenentes e receberão um salário inicial bruto de R$ 8.877,60. Locais das Provas Belém (PA), Natal (RN), Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Manaus (AM). 

Mais informações sobre o edital: www.fab.mil.br

Inscrições: www.ciaar.com.br


Concurso de oficiais para a FAB
Aeronáutica seleciona currículos de 38 profissões de nível superior

Oportunidade para licenciados e bacharéis em diversas graduações. Entre diversas formações, há vagas para professor de História, pedagogos, engenheiros,médicos etc...

Estão abertas, até 18 de junho de 2015, as inscrições para o Quadro de Oficiais da Reserva de Segunda Classe Convocados (QOCon 2015), da Força Aérea Brasileira (FAB). O objetivo é preencher, em caráter temporário, em tempo de paz, necessidades operacionais da FAB, que não são atendidas pelos quadros regulares de pessoal do Comando da Aeronáutica (COMAER). A seleção é conduzida pelos Comandos Aéreos Regionais (COMAR) e será constituída das seguintes etapas: inscrição, avaliação curricular, concentração inicial, inspeção de saúde, concentração final e habilitação à incorporação. As inscrições devem ser feitas nas organizações militares de 21 cidades espalhadas por todas as regiões do País até o dia 18 de junho. Podem participar cidadãos brasileiros, de ambos os sexos, voluntários à prestação do serviço militar temporário, com nível superior, habilitados ao desempenho da profissão em uma das 38 especialidades de interesse do COMAER e que atendam às condições e normas estabelecidas no Aviso de Convocação. O candidato deve ter até 45 anos de idade, tendo como referência o dia 31 de dezembro de 2015. Os selecionados serão incorporados como Aspirantes a Oficial e integrarão o QOCon durante o período de um ano, podendo ser prorrogado por até oito anos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Segurança de Voo

BALÕES JUNINOS SÃO GRANDE RISCO PARA A AVIAÇÃO

Em junho de 2011, um Airbus que decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino a Confins, em Minas Gerais, colidiu com um balão não tripulado, ocasionando a obstrução dos tubos de Pitot do avião - dispositivos que medem velocidade - que, se pararem de funcionar, podem prejudicar outras funções da aeronave, como o piloto automático. Ninguém ficou ferido, mas o incidente, considerado grave pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (CENIPA), causou danos à aeronave. O problema técnico foi semelhante ao do avião da Air France que caiu no mar em 2009 e causou a morte de 228 pessoas, devido ao congelamento das sondas. Soltar balões é uma prática cultural ainda muito difundida no Brasil. Mesmo nos casos em que são utilizados balões sem o uso de fogo existe o risco de incêndios, pois eles podem entrar em contato com redes de alta tensão. Além de a prática ser considerada crime ambiental, passível de multa e detenção, pode trazer sérias consequências à aviação.“Se uma aeronave estiver realizando aproximação para pouso a 460 km/h e colidir com um balão que tenha apenas 1 kg de cangalha, que é a estrutura onde são colocados, por exemplo, fogos de artifício, o impacto vai gerar uma força capaz de atravessar o pára-brisa do avião”, explica o Tenente-Coronel Francisco José Azevedo de Morais, responsável pelo Programa de Risco Baloeiro do CENIPA. Segundo dados da organização, em 2014 aconteceram mais de 300 notificações de balões em áreas próximas a aeroportos. Em abril deste ano, um balão caiu na pista no Aeroporto de Congonhas (SP), o que obrigou uma aeronave a arremeter e provocou atrasos nos pousos. Comparando com a média mensal anual, há um aumento na soltura de balões de aproximadamente 75% no mês de junho, impulsionado pelas festas típicas. A região sudeste é onde se concentra a maior parte das ocorrências: dentre as notificações registradas neste ano, 88% foram nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. “O balão, apesar de belo e divertido, pode ser a causa da morte de muitas pessoas. É justo colocar vidas em risco pela simples diversão?”, alerta o Tenente-Coronel Morais.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Aviação Naval / Embraer

Embraer moderniza o caça AF-1 da Marinha do Brasil
A Embraer Defesa & Segurança realizou a entrega do primeiro caça AF-1 modernizado (AF-1B) para a Marinha do Brasil na sua planta industrial em Gavião Peixoto, no interior paulista. A cerimônia contou com a participação do Comandante da Marinha, Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, e oficiais do Alto Comando da Marinha do Brasil. O programa AF-1 (designação da Marinha para o McDonnell Douglas A-4 Skyhawk) prevê a revitalização e a modernização de 12 caças subsônicos – nove AF-1 monopostos e três AF-1A bipostos. O AF-1 é um avião de interceptação e ataque operado a partir de um porta-aviões como vetor para a defesa aérea da esquadra. As aeronaves modernizadas da Marinha receberam novos sistemas de navegação, armamentos, geração de energia, computadores, comunicação tática e sensores, incluindo um radar multímodo de última geração. Esses equipamentos, aliados ao trabalho estrutural realizado, permitirão a estes caças operar até o ano de 2025. O programa de modernização da Embraer prevê ainda o fornecimento de estações de briefing e debriefing que já estão sendo empregadas no treinamento e na proficiência dos pilotos do Esquadrão VF-1 Falcão, possibilitando um melhor aproveitamento, redução de custos e maior eficácia no planejamento e execução das missões. “Para a Marinha do Brasil, a modernização das aeronaves AF-1 na Embraer é mais um importante passo na capacitação da Base Industrial de Defesa brasileira e os resultados alcançados permitirão que a Aviação Naval opere uma aeronave com sensores e equipamentos no estado da arte, representando um grande salto de qualidade na capacidade da Força”, disse o Almirante-de-Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, Comandante da Marinha. “Este é o primeiro contrato de integração de sistemas que firmamos com a Marinha do Brasil e, portanto, um marco na nossa relação”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “A modernização do AF-1 representou um desafio tecnológico significativo por ser uma plataforma não desenvolvida por nós. Mesmo assim, com o apoio e competência da equipe da Marinha do Brasil, conseguimos entregar uma solução que atende plenamente às necessidades operacionais do nosso cliente demonstrando o nosso compromisso com os projetos da Marinha”

quarta-feira, 3 de junho de 2015

FAB

Além do alcance visual...

Com o uso de radares de longo alcance, que localizam aeronaves a quilômetros de distância, os pilotos de caças F-5M Tiger da Força Aérea Brasileira (FAB) treinam em combate BVR (do inglês Beyond Visual Range - Além do Alcance Visual). É assim que são realizadas as ações simuladas durante a operação que dá nome à tática, realizada na Base Aérea de Anápolis (BAAN) até 03 de junho de 2015. Em média, são 45 saídas por dia. Dois países fictícios simulam um cenário de guerra envolvendo esquadrões das aviações de caça, reconhecimento e transporte. São realizadas missões de defesa aérea, controle e alarme em voo, reabastecimento em voo (REVO) e escolta. Todo esse trabalho visa ao cumprimento da missão da FAB de manter a soberania do espaço aéreo nacional com vistas à defesa da pátria. Com o uso de radares de guerra eletrônica nas aeronaves é possível aplicar as técnicas de combate BVR, que são divididas em cinco fases: detecção, aproximação, manobra, ataque e desengajamento. A apuração dos dados dos equipamentos de inteligência e rastreamento, além da pronta resposta da tripulação em atacar ou fugir do inimigo, estão entre as táticas aprimoradas no exercício, idênticas às utilizadas em unidades aéreas da Organização do Atlântico Norte (OTAN). O exercício cria inúmeros cenários de conflito, que se modificam permitindo evolução e aprimoramento das técnicas treinadas pelas tripulações. Todo o trabalho é coordenado pela Terceira Força Aérea (III FAE), unidade da FAB responsável por gerenciar todas as unidades aéreas de caça e reconhecimento.

terça-feira, 2 de junho de 2015

Ação Cívico-Social

Médicos da FAB atendem população amazonense
Militares da FAB - Força Aérea Brasileira, do efetivo do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR) e do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN), realizaram até o último sábado (30/05) uma Ação Cívico-Social (ACISO) em Manacapuru (AM). O município, distante cerca de 70 km da capital, é um dos 30 atingidos pela cheia do Rio Solimões, que atingiu o nível de 20,37 metros, tornando-se a terceira maior enchente. Durante a ACISO, os profissionais de saúde da Força Aérea Brasileira (FAB) fizeram atendimentos nas áreas de clínica médica, cardiologia, dermatologia, ginecologia, otorrinolaringologia e pediatria nos postos de saúde da cidade. Em determinados casos, os pacientes já saem com os remédios que foram prescritos. Para a Tenente Médica Carollinny Medina, uma das integrantes da equipe da ACISO, a participação de uma equipe de saúde da Aeronáutica na cidade é importante devido às enchentes que estão ocorrendo na região. “Nos períodos das cheias é comum o aparecimento de doenças, como a leptospirose. A ida para Manacapuru não se restringe apenas ao atendimento, mas inclui a orientação da população e o trabalho de prevenção”, ressalta a Tenente Medina.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Aventura Aérea

Avião Solar Impulse II cruzará o Pacífico para dar volta ao mundo
Após semanas de atrasos devido ao mau tempo, o avião Solar Impulse II, que tem por objetivo dar a volta ao mundo exclusivamente movido por energia solar, partiu na madrugada de domingo, 31 de maio de 2015, da cidade oriental de Nankin rumo às ilhas Havaí (EUA), uma viagem através do Pacífico que o piloto suíço André Borschberg esperava completar em cinco dias. O Solar Impulse II decolou de Nankin, cidade às margens do rio Yang Tsé, onde a equipe responsável por esta aventura tinha permanecido por 40 dias. "Estou pronto para o desconhecido, não tenho certeza de como se comportará o avião durante tantos dias e noites", disse em sua conta no Twitter Borschberg, que se alterna com seu compatriota Bertrand Piccard nas diferentes etapas desta volta ao mundo. "Será o voo da minha vida", acrescentou o piloto, que durante a estadia do avião na China teve que viajar alguns dias à Suíça por problemas de saúde, mas retornou recentemente a Nankin. Nesta segunda-feira, 1 de junho, pelo twitter, os organizadores da expedição disseram que decidiram aterrissar em Nagoya, no Japão, dada a previsão de mau tempo até o Havaí. A travessia pelo Pacífico, sétima etapa da volta ao mundo, é segundo os responsáveis do Solar Impulse II a fase mais complicada do projeto, devido à instabilidade do clima nesse oceano (mais ainda na atual temporada de tufões) e à enorme distância deste voo. O avião deverá percorrer 8.000 quilômetros, o que supera a soma das seis etapas anteriores, nas quais o Solar Impulse, que partiu de Abu Dhabi no dia 9 de março de 2015, voou 6.000 quilômetros. A aeronave, que se alimenta com mais de 17 mil células solares, tem por objetivo completar a volta ao mundo em 12 etapas, que já incluíram até o momento escalas em Mascate (Omã), Ahmedabad e Benarés (Índia), Mandalay (Mianmar), Chongqing e Nankin. Com a última informação, o Japão também terá o pouso do Solar Impulse II. Os pilotos Piccard e Borschberg devem nesta volta ao mundo fazer escalas também na parte continental dos Estados Unidos, Europa e talvez no norte da África, antes de retornar à capital dos Emirados Árabes.

Fontes: Uol e Estadão