Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 6 de agosto de 2016

Rio 2016

Drones e caças patrulham os céus nas Olimpíadas
Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), também chamadas de drones, da Força Aérea Brasileira patrulham o espaço aéreo do Rio e de estados vizinhos, em função dos Jogos Olímpicos. Têm autonomia de até 16 horas de voo e são controlados à distância por meio de sensores. Essas aeronaves não tripuladas, modelo Hermes 450, transmitem, em tempo real, imagens em alta resolução para centros de comando das Forças Armadas. Em situações de grave ameaça à segurança dos Jogos, os dois aparelhos podem ajudar a direcionar aviões de combate a potenciais alvos. O modelo 450 é usado no país desde 2011, em operações de inteligência. As ARPs (aeronaves remotamente pilotadas) voam em revezamento para patrulhamento 24 horas por dia. As câmeras das aeronaves são capazes de identificar veículos e até mesmo pessoas no solo.

Caças podem abater
Os drones vão operar a partir da Base Aérea de Santa Cruz, de onde também levantarão voo caças F-5 e aviões do tipo Super Tucano, que ajudarão a manter a segurança do espaço aéreo durante os Jogos. Em Santa Cruz estão mobilizadas cerca de 30 aeronaves e 272 militares da Força Aérea altamente preparados. A Aeronáutica possui plano de segurança para a Olimpíada, envolvendo 15 mil homens e 80 aeronaves. É a maior mobilização já feita no país. Os pilotos de caças F-5 terão autorização para abater qualquer avião que representar uma ameaça.Durante todo o período dos Jogos, estarão em vigor zonas de exclusão aérea no Rio e em outras cinco capitais brasileiras que também sediarão partidas de futebol: Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Salvador e São Paulo. Só poderão acessá-las aeronaves que tenham autorização expressa do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). As zonas de exclusão aérea com maior grau de restrição — classificadas como vermelhas — abrangerão um raio de 7,2 quilômetros a partir de arenas esportivas como o Parque Olímpico da Barra, o Complexo de Deodoro, o Maracanã, o Engenhão e a Praia de Copacabana. Além das áreas vermelhas, há mais dois níveis de segurança nos céus. A maior das zonas de exclusão aérea, a branca, vai do litoral fluminense (do trecho entre Angra dos Reis e Cabo Frio) até a divisa do Rio com Minas Gerais. Nessa extensa região, estão proibidos todos os voos de instrução e turismo; saltos de paraquedas, asas-deltas ou parapentes; decolagens de ultraleves e aviões usados em pulverização agrícola e até o uso de drones, exceto os autorizados pelas Forças Armadas.