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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Carreiras na Aviação

A 1ª aviadora brasileira a pousar no Continente Antártico
A capitão aviadora da FAB Joyce de Souza Conceição, no dia 20 de outubro de 2016, tornou-se a primeira piloto do Brasil a pousar na Antártica. A militar piloto de Hércules C130 faz parte do quadro de tripulantes antártico do Esquadrão Gordo e anteriormente havia realizado outras missões, mas não com a tarefa de realizar a aterrissagem. "O pouso é uma evolução natural das missões e o sucesso dele é o resultado do bom trabalho e da total dedicação de cada militar envolvido", explica a Capitão. No dia 31 de outubro ela integrou a equipe de mais um voo saindo do Rio de Janeiro para apoiar o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), levando pesquisadores e pessoal da Marinha do Brasil.

Operação especial
Segundo a piloto, a operação na Antártica requer o máximo de atenção e cuidado por parte de todos os membros da tripulação. "No momento da aproximação, o vento estava forte e a visibilidade era restrita, mas o alto grau de treinamento dos tripulantes permitiu que tudo fosse realizado em segurança, que é sempre o aspecto mais importante", relata. Somente tripulantes a partir do quarto ano de permanência no Esquadrão Gordo e que tenham mais de 800 horas de missões na aeronave são habilitados a operar na Antártica. A missão na qual ela realizou seu primeiro pouso na Antártica foi um intercâmbio com a Força Aérea Chilena, visando a troca de experiências sobre a utilização daquela pista. O vento de intensidade superior a 30 nós (55km/h), a pista coberta de neve e com apenas 1292 metros de comprimento, normalmente avistada apenas na altitude mínima de descida, devido ao baixo teto e visibilidade, são características comuns à região.

Base brasileira na Antártica
Desde 1983, ano de criação da Base Antártica Comandante Ferraz, no Polo Sul, o Esquadrão Gordo realiza, dez vezes ao ano, missões de apoio aerologístico aos militares e pesquisadores brasileiros do Proantar. O projeto é responsável pelo desenvolvimento de pesquisas para ampliar o conhecimento sobre os fenômenos naturais que ali ocorrem, bem como seu reflexo sobre o território brasileiro. "Sabemos da importância científica e geopolítica da manutenção de nossa estação de pesquisa no continente gelado. É uma grande responsabilidade e honra ser mais uma pessoa que faz parte dessa missão. Especialmente como parte do único esquadrão da FAB que ali opera há mais de 30 anos", comemora a Capitão Joyce.

Fonte: FAB

Saiba mais sobre a Cap Joyce:









Blog do NINJA de 26/05/2012, de 08/03/2016  e 05/08/2012.