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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Gripen NG

Futuro caça supersônico da FAB será denominado F-39
Antecipação. Essa é a palavra que resume a atuação da Força Aérea Brasileira (FAB) em relação a chegada da nova aeronave de combate, o Gripen NG, prevista para 2019. No âmbito da FAB, o futuro caça supersônico receberá a denominação F-39. “Em termos de conteúdo e ideias doutrinárias, nossas atribuições são voltadas para que, quando o avião chegar, não iniciemos do zero. Isso vai permitir que possamos operar em um nível que apresente efetividade de resultados logo no início”, avalia o Tenente-Coronel Renato Leal Leite, líder da equipe de seis pilotos de caça dedicada à gerência operacional do projeto. O grupo trabalha no Comando de Preparo (Comprep), em Brasília (DF). “O Gripen não é apenas um avião, é um sistema. E o nível de complexidade dele é grande. O trabalho do grupo ajudará a operação ocorrer em sua plenitude, mais rápido”, ressalta.

F-39 Gripen
O F-39 é um avião com capacidade multimissão: defesa aérea, ataque e reconhecimento. O primeiro voo do protótipo na Suécia está programado, de acordo com a fabricante, para o segundo semestre de 2017. A Ala 2, em Anápolis (GO), será a primeira organização a receber o F-39. As capacidades do F-39 trazem desafios de operação que não se restringem aos pilotos brasileiros. Segundo o Tenente-Coronel Leite, o novo caça possui recursos operacionais que podem ser considerados “sistemas revolucionários” para a aviação de combate no mundo, a exemplo do sensor infravermelho de busca e rastreamento (IRST - Infrared Search and Tracking) que permite identificar alvos e é apresentado de maneira integrada ao piloto. “Será necessário desenvolver doutrina para esses sistemas que são inovadores”, explica o oficial.

Transferência de tecnologia
Em relação ao processo de transferência de tecnologia, em novembro de 2016, foi inaugurado o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), em Gavião Peixoto (SP). O espaço é considerado o principal marco no processo de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia. Quando estiver em pleno funcionamento, cerca de 300 engenheiros e técnicos estarão trabalhando no desenvolvimento da aeronave. Das 36 unidades adquiridas pelo Brasil, 23 serão produzidas pela Embraer, sendo 15 totalmente fabricadas aqui. O centro brasileiro está conectado à Saab na Suécia e aos parceiros industriais no Brasil.

Texto: Adaptado do original de Ten. Jussara Peccini em Defesanet