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segunda-feira, 19 de março de 2018

Carreiras na Aviação

O atual aluno Zero-Um da EEAR
A rotina atual de Everton Gonçalves do Nascimento, de 26 anos, não é tão diferente de como era há oito anos, quando passou a compor as fileiras da Força Aérea Brasileira. O destino de todas as alvoradas continua sendo a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), e ainda é preciso acordar cedo e dormir tarde para dar conta da pesada rotina de estudos e serviços. A entrevista para esta publicação, para se ter uma ideia, foi respondida por volta de três horas da manhã. Mas, segundo ele, apesar das similaridades, tudo mudou nos últimos dois anos: após servir como soldado e cabo na unidade, Everton foi aprovado no concurso da EEAR. “Hoje eu tenho uma carreira e uma perspectiva de futuro”, conta. Embora ainda use o mesmo uniforme todas as manhãs desde 2010, um detalhe na farda indica que ele chegou aonde queria – o alamar usado no braço direito, junto à insígnia de aluno do quarto período da EEAR, distingue o militar como zero-um do Corpo de Alunos da Escola, além de três estrelas do lado esquerdo do peito.Ou seja, é o aluno com a maior média nas notas da turma.

Desde o fim do primeiro período, ele vem se mantendo com as melhores notas da turma. Agora que está no último período, a colocação lhe dá a oportunidade de estar à frente da tropa e junto às lideranças. “Foi uma luta árdua para ser zero-um. Enquanto os demais estavam na cantina, participando de eventos, eu estava na Divisão de Ensino, estudando. Ouvindo só de longe a música. Estudar aos fins de semana também diminuiu meu tempo de atenção à família. Mas o esforço sempre compensa”, avalia. Apesar de essa ser uma história não tão rara na Força – militares que conhecem a instituição por meio do serviço militar obrigatório e acabam fazendo carreira como graduados ou oficiais – ela ainda inspira muitos jovens aos estudos. “Como soldado, cheguei a tirar nove serviços no mês. Quando tomei a decisão de fazer o concurso, já como cabo, todo o tempo livre era de estudo. Eram em torno de oito horas diárias. No dia do nascimento da minha filha, eu estava com a apostila na maternidade”, conta ele. Prestes a se formar como mecânico de aeronaves (BMA), o aluno diz que espera da Força Aérea oportunidades de se profissionalizar, de realizar todos os cursos possíveis e de compor todas as missões que puder. “O que me estimulou a seguir em frente foi a certeza de que eu seria feliz nessa área, estando na Força Aérea Brasileira”, finaliza.

Fonte: FAB - Publicado originalmente no Notaer.