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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Paraquedismo

Cadetes da AFA saltam de paraquedas
"A hora que a porta abre é tudo muito rápido e tudo muito devagar", lembra a Cadete Aviadora Marcelle Veiga Osorio. “São segundos, mas o tempo para e você vê aquela vista, repassa todos os procedimentos e quando vê já saltou”, explica. Ela faz parte da turma de 205 cadetes que realizaram a Instrução de Salto de Emergência durante o mês de março de 2018 na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). O objetivo é preparar os militares para o abandono de uma aeronave em situação de risco.

Paraquedas T10
O salto é do tipo enganchado, empregando o paraquedas T10. Nesta modalidade o equipamento é aberto automaticamente e o velame é extraído do compartimento às costas do saltador, por meio de uma fita que permanece fixada na aeronave. Após o abandono do avião, ao se destender totalmente a fita, antes dobrada sobre o paraquedas, ocorre o rompimento de um barbante, elo entre a fita e o velame, liberando o paraquedista no espaço, já com o paraquedas aberto. Esta fase do salto - desde o abandono da aeronave, até a abertura do velame - acontece em cinco segundos. Na sequência, o saltador confere a abertura regular do velame e desce em direção à zona de lançamento. Caso haja alguma pane em relação à abertura, adota procedimentos de emergência, que vão desde um simples e eventual desembaraço de linhas, até o acionamento do paraquedas reserva.

Atributos
Até chegar o dia do salto de emergência é preciso passar por uma semana de treinamento intenso, em que os cadetes aprendem as técnicas de aterragem para chegar ao solo em segurança, além dos procedimentos na aeronave e de emergência em caso de panes durante o salto, como a não abertura total ou parcial do paraquedas. “Nessa instrução, o cadete, além de estar apto a abandonar uma aeronave, desenvolve atributos necessários para a vida militar, como coragem e determinação no cumprimento da missão”, explica o oficial de operações da atividade, Capitão de Infantaria Fernando Galante. Os responsáveis pelo treinamento foram os militares do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (EAS) - o PARA-SAR. “Somos o esquadrão referência em paraquedismo tanto na Força Aérea quanto nas demais Forças. Além disso, esta é uma oportunidade para mostrarmos o trabalho da nossa unidade, principalmente aos cadetes do curso de infantaria”, ressalta o coordenador da Equipe de Instrução do Salto de Emergência, Capitão de Infantaria Jomar Matos Souza Júnior.

Fonte: FAB e redação do NINJA