Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 21 de maio de 2019

Embraer

Praetor 600 recebe certificados europeu e americano de segurança
A Embraer anunciou ontem, 20 de maio de 2019, que seu novo jato executivo super médio Praetor 600 recebeu o certificado de tipo da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency - EASA) e da Federal Aviation Administration (FAA). O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na EBACE, exposição e convenção europeia da aviação executiva (do inglês, European Business Aviation Conference and Exhibition) em Genebra, na Suiça. “Agora certificado pelas principais agências de segurança da aviação do mundo, o Praetor 600 tem provado ser o jato super médio mais disruptivo e o mais avançado tecnologicamente a entrar no mercado, abrindo o caminho para o início das entregas já no segundo trimestre”, disse Michael Amalfitano, presidente da Embraer Aviação Executiva. “Em pouco mais de seis meses desde seu anúncio e de sua apresentação ao mercado, o Praetor 600 já está desempenhando acima das metas de certificação, elevando as expectativas de um jato super médio ideal. Mais uma vez quero agradecer e parabenizar à toda a família Embraer por trazer ao mercado uma aeronave tão revolucionária, projetada para criar uma nova experiência de valor tanto para clientes como para acionistas”. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) concedeu a certificação de tipo ao Praetor 600 em 18 de abril.

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Embraer

Praetor 600 faz sua primeira travessia do Atlântico Norte usando biocombustível
O novo jato executivo Praetor 600 da Embraer realizou, dia 16 de maio de 2019, a sua primeira travessia transatlântica, abastecido por biocombustível SAJF (do inglês, Sustainable Alternative Jet Fuel). A aeronave chegou em Farnborough, nos arredores de Londres, no Reino Unido, tendo partido do aeroporto Teterboro, próximo de Nova York, nos Estados Unidos. Na sua primeira travessia transatlântica o Praetor 600 percorreu mais de 5 mil quilômetros (3 mil milhas náuticas), abastecido com mais de 6.800 kg de combustível, dos quais 1.361 kg (3.000 lb) eram biocombustível SAJF. 

EBACE
A Embraer apresentará os novos jatos Praetor na EBACE (do inglês, European Business Aviation Conference and Exhibition), exposição e convenção europeia da aviação executiva que acontecerá em Genebra, na Suiça, de 21 a 23 de maio de 2019. O novo jato executivo de porte médio Praetor 500 e de porte super médio Praetor 600 foram apresentados em outubro de 2018. Na exposição estática na EBACE, a empresa exibirá o Phenom 100EV, Phenom 300E, Praetor 500, Praetor 600, Legacy 650E e o Lineage 1000E. Todas as aeronaves chegarão à convenção abastecidos com biocombustível SAJF.  

Combustível
Antes da chegada à EBACE, a Embraer participa de um evento sobre biocombustível no aeroporto de Farnborough. Esse encontro marca o primeiro aniversário da Coalisão da Aviação Executiva para Combustível Alternativo Sustentável para Jatos, lançada na edição de 2018 da EBACE, além do décimo aniversário do Compromisso da Aviação Executiva sobre Mudanças Climáticas, anunciado em 2009. O evento “Fueling the Future” (“Abastecendo o Futuro”, em tradução literal) reunirá líderes civis e da aviação executiva para discutir o caminho a seguir na adoção de SAJF, a fim de alcançar os objetivos da coalisão de reduzir emissões por meio de investimentos e inovação. Diversas aeronaves de fabricantes de jatos executivos partirão para a EBACE abastecidos com SAJF.

domingo, 19 de maio de 2019

Especial de Domingo

Inaugurada pela Força Aérea Brasileira (FAB), em 5/12/2018, a nova sede do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), no município de Lagoa Santa, região metropolitana de Belo Horizonte (MG) formou a primeira turma de oficiais. Confira!
Boa leitura.
Bom domingo!

CIAAR forma primeira turma de oficiais nas novas instalações em Lagoa Santa (MG)
O Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR) realizou, no dia esta 17 de maio de 2019, em Lagoa Santa (MG), a formatura de conclusão de curso da Turma Alfa, formada por 130 novos oficiais da Força Aérea Brasileira (FAB) que agora atuarão em diversas organizações distribuídas no território nacional. Foram promovidos ao posto de Primeiro-Tenente os concluintes dos Cursos de Adaptação de Médicos, Dentistas e Farmacêuticos da Aeronáutica e dos Estágios de Adaptação de Oficiais Engenheiros da Aeronáutica e de Apoio; os egressos do Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães da Aeronáutica foram promovidos ao posto de Segundo-Tenente. A turma é formada por 69 médicos, dez dentistas, quatro farmacêuticos, 28 engenheiros, 17 oficiais de apoio e dois capelães. O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, presidiu a cerimônia e destacou o papel dos novos oficiais da Força: "Nós estamos muito felizes em participar dessa solenidade e temos a certeza de que esses novos oficiais, em suas futuras organizações, muito contribuirão para a missão da Força Aérea", disse.

CIAAR em Lagoa Santa
Turma Alfa é a primeira dos respectivos cursos formada nas novas instalações do CIAAR, transferido em 2018 de Belo Horizonte (MG) para Lagoa Santa. A cerimônia ainda contou com o compromisso dos militares à Bandeira Nacional, desfile militar e o tradicional fora-de-forma com o grito de guerra do esquadrão. O Comandante do CIAAR, Brigadeiro do Ar Mário Sérgio Rodrigues da Costa, falou sobre a primeira turma formada no novo CIAAR. "A sensação é do dever cumprido, de poder ver o resultado da nossa missão, de entregar mais uma turma para a Força Aérea, coroada de pleno êxito, mas de uma forma totalmente diferente. Aqui em Lagoa Santa, contamos com estruturas fantásticas, belíssimas e funcionais, em sua plena capacidade, com conceitos de sustentabilidade. Isso culminou no melhor aproveitamento da turma, na parte acadêmica e de apoio, onde nós pudemos prover aos alunos condições melhores de dormitórios e refeitório. Isso nos dá a garantia da maior disponibilidade para a instrução, e consequentemente a qualidade da formação é maior e melhor", concluiu o Brigadeiro Mário.

Relembrando
Confira o vídeo produzido na ocasião da cerimônia de inauguração da nova sede do CIAAR, em dezembro de 2018:

Dentre as instalações, o CIAAR conta em Lagoa Santa com um avançado complexo de esportes, 56 salas de aula, seis alojamentos com capacidade para mais de 400 alunos, auditório com 800 lugares e dois hotéis. A nova escola é resultado do trabalho conjunto entre a Diretoria de Ensino da Aeronáutica (DIRENS) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

sábado, 18 de maio de 2019

Aviação Naval

Jato da Marinha faz primeiro voo no processo de modernização
No dia 15 de maio de 2019, o jato da Marinha do Brasil AF-1B N-1013, que está recebendo serviços de modernização na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP), realizou o primeiro voo de produção, como uma das etapas finais do processo de atualização. Os voos de produção fazem parte da modernização, ocasião em que todos os sistemas modernizados, e os sistemas não modernizados que tiveram alguma integração com a parte modernizada, são exaustivamente testados pela equipe de ensaios em voo da Embraer, antes que a aeronave seja apresentada para a Marinha para iniciar a fase de recebimento.

Programa
Durante o Programa de Modernização, as aeronaves recebem um novo sistema de geração de energia, implementação do sistema de geração de oxigênio para o piloto (“OBOGS”), um sistema aviônico compatível com aviões de combate modernos, um sistema HOTAS (“Hands on Thtottle and Stick”), um novo radar multimodo e um sistema de “Radio Warning Receiver” (RWR) integrado com as contramedidas existentes nas aeronaves, propiciando um aumento da consciência situacional aos pilotos e uma familiaridade maior com a operação dos sistemas de uma aeronave de combate moderna. O N-1013 tem a previsão de ser entregue em Julho de 2019 à Aviação Naval.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Embraer

Dinamarquesa Great Dane operará com E-Jets Embraer
A Great Dane Airlines, da Dinamarca, tornou-se o mais recente operador dos E-Jets da Embraer. Com sede no Aeroporto de Aalborg, na Dinamarca, a Great Dane iniciará operações em junho de 2019 com dois jatos do modelo E195. Além de oferecer operação de voos fretados, a Great Dane inicialmente servirá rotas para Chania, Mallorca, Varna e Rhodes. Posteriormente, a companhia aérea irá adicionar Dublin, Edimburgo e Nice à sua malha aérea. Ambas as aeronaves foram adquiridas da Stobart Air. Thomas Møller, fundador e CEO da Great Dane Airlines, disse: “nossa missão é fornecer a tão necessária conectividade até agora negada à região da Northern Jutland, já que essas populares rotas não são densas o suficiente para operar lucrativamente grandes aviões de corredor-único. A experiência da Embraer em operações regionais e nosso foco comum em ‘dimensionamento correto’ fazem dos E-Jets a solução perfeita para o desenvolvimento dessas rotas.”

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Aviação Experimental

Frota de aviões experimentais cresce 70% em 10 anos
O número de aeronaves na categoria experimental cresceu quase 70% nos últimos dez anos. Em 2009, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) registrou 3.764 unidades contra 5.665 em 2019. O segmento é composto por entusiastas como pilotos, engenheiros, administradores, na sua maioria autodidatas, que desenvolvem aeronaves de pequeno porte para uso pessoal em voos desportivos ou de lazer. O engenheiro Shailon Ian, CEO da Vinci Aeronáutica, explica que os órgãos reguladores de várias partes do mundo permitem a existência dessas aeronaves sem o processo de certificação: “Isso provavelmente inviabilizaria a categoria de aeronaves experimentais, que representam um importante segmento do setor pelos entusiastas em projetar, construir e voar nas suas máquinas”. Apesar de não passar por processo formal de certificação do projeto e da produção, os proprietários de aeronaves experimentais devem seguir as regras de operação estabelecidas pela autoridade aeronáutica. “Entre elas, duas são muito importantes e aumentam a segurança não apenas do usuário do equipamento, mas também da população em geral. Esses equipamentos não podem sobrevoar áreas densamente povoadas e também não podem ser utilizados em atividades remuneradas”, ressalta Shailon Ian.

Simplicidade
As aeronaves de categoria experimental geralmente possuem peso máximo de decolagem inferior a 650kg. Esses equipamentos têm capacidade de transporte de dois passageiros, incluindo o piloto, e os motores são convencionais, com hélices de passo fixo. A simplicidade é a marca de construção e operação na aviação experimental. “Hoje encontramos ‘aeronaves experimentais’ com motores a reação, capacidade para mais de sete passageiros, velocidades de cruzeiro iguais ou superiores às de aeronaves certificadas, e por preços equivalentes ao de aviões certificados. Tais exageros, embora poucos, são um claro desvio à intenção da regulamentação, usando de interpretações da mesma para fugir dos custos e dos testes necessários para garantir a segurança mínima de seus produtos”, avalia o engenheiro.

Fonte: O Debate (MG), via FAB

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Embraer

Força Aérea dos Estados Unidos indica compra do A-29 Super Tucano
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) declarou, em aviso publicado dia 08 de maio de 2019, que o caça A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer em parceria com a Sierra Nevada Corporation, foi indicado para ser o novo caça leve de treinamento dos Estados Unidos. A Sierra Nevada precisará enviar propostas para a USAF, que classificou o A-29 como o único caça apto para ser o novo equipamento de treinamento e defesa leve dos EUA, entre todos os participantes da competição. O A-29 parece ser a peça chave, quando o assunto é Guerra Irregular com ataque à bases no solo. Um contrato será assinado até o quarto trimestre do ano fiscal de 2019. Dentro da escolha a USAF também pautou a importância do prazo de produção das aeronaves, que pode atrasar a aposentadoria do A-10 caso a empresa não fosse capaz de fabricar muitas unidades da aeronave de imediato.

359 aparelhos
No total a USAF pode negociar com a Sierra Nevada a aquisição de 359 caças, estes serão direcionados para 8 esquadrões operacionais e 3 Unidades de Treinamento de Voo, de acordo com a demanda do órgão de defesa. Apesar do acordo, a USAF também enviou uma proposta semelhante para a Textron Aviation, desenvolvedora do AT-6, concorrente do Super Tucano. Mas essa proposta é somente para comprar unidades de testes. Todas as propostas estão sendo negociadas pela Divisão de Caças de Bombardeiros, do Comando de Material da USAF. As aeronaves serão produzidas em Jacksonville, na Flórida, e modificadas pela SNC em Centennial, no Colorado. O A-29 Super Tucano realiza missões de combate diariamente em várias regiões do planeta. A aeronave acumula mais de 46 mil horas de combate e mais de 360 mil horas de voo.

terça-feira, 14 de maio de 2019

Embraer

Jato Praetor 600 estabelece recorde de distância
O mais novo jato executivo da Embraer, o Praetor 600, superou, dia 08 de maio de 2019, um recorde de distância para aeronaves da categoria "super-médio", ao percorrer a rota entre São Paulo e Fort Lauderdale, na Flórida, nos Estados Unidos, sem necessidade de parada para reabastecimento. O percurso de quase 7.000 quilômetros pode ser considerado usual para qualquer avião de grande porte de companhia aérea, mas era até então inédito para aviões da categoria que o Praetor 600 compete. Segundo a Embraer, a aeronave pousou no destino com as reservas de segurança de combustível exigidas pelas autoridades aeronáuticas. O trajeto foi intencionalmente mais longo, sobrevoando o espaço aéreo da Colômbia e levando peso equivalente ao de seis passageiros e bagagem. O voo enfrentou ainda ventos frontais acima da média histórica da rota.

Jato super-médio
“O Praetor 600 é resultado do contínuo investimento da Embraer em inovação. Desenvolvido durante dois anos de maneira secreta no Brasil, o projeto foi revelado no fim do ano passado”, informou a companhia. O avião foi projetado a partir da plataforma do Legacy 500, que chegou ao mercado em 2014, e que oferecesse um novo patamar de autonomia de voo e performance. O Praetor 600 foi posicionado na categoria de jatos super-médio como o de maior alcance do mercado, como nenhum outro na história do segmento. A aeronave foi recentemente certificada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e aguarda para as próximas semanas a homologação dos órgãos de segurança aeronáutica da Europa e América do Norte, segundo informou a Embraer. Os dados técnicos apontam o Praetor 600 como o jato “super médio” com melhor desempenho já desenvolvido e superou todas as principais metas iniciais de design, tornando-o capaz de voar mais de 7.440 quilômetros em velocidade de cruzeiro de longo alcance.

Fonte: O Vale

segunda-feira, 13 de maio de 2019

RPA

FAB testa uso de drones para inspeção de auxílios de aproximação em aeroportos
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), pesquisa o uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPA, sigla em inglês para Remotely Piloted Aircraft) - popularmente conhecidas como drones - para inspeção em voo de equipamentos de auxílio à navegação aérea. No fim do mês de abril, foram realizados ensaios no Aeroporto de São José dos Campos (SP), com o Precision Approach Path Indicator(PAPI) - sistema de luzes brancas e vermelhas que auxilia no pouso de aeronaves. Para a realização dos testes, trabalharam em conjunto o Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e o Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV). Segundo um dos responsáveis pelo ensaio, Capitão Controlador de Tráfego Aéreo Ricardo Silva de Oliveira, a substituição de aeronaves por drones nessas aferições diminui os custos do processo, mantendo os elevados níveis de segurança operacional. "A aeronave comum precisa de combustível, pilotos altamente capacitados e os equipamentos que leva a bordo são caríssimos. Com os drones, conseguimos, inclusive, realizar as inspeções em condições meteorológicas mais críticas, em que a aeronave não conseguiria", avalia o capitão.

Auxílios visuais
Inicialmente, o projeto estuda o uso de drones em auxílios visuais, como é o caso do PAPI, mas a expectativa é de que, no futuro, os auxílios eletrônicos também possam ser abarcados. Neste ensaio, foi utilizada a câmera do drone em substituição à visão dos pilotos. Com um padrão, estabelecido a partir de cálculos, a aeronave remotamente pilotada vai a campo e faz a leitura dos auxílios à navegação. Ao cruzar os dados, ela automaticamente verifica se a informação colhida condiz com o esperado. Para aferir o PAPI, por exemplo, é sabido que, em altitude e ângulo determinados, é preciso que sejam visualizadas duas luzes brancas e duas vermelhas. Caso isso não aconteça, significa que o equipamento de auxílio precisa ser calibrado.

Fonte:FAB

domingo, 12 de maio de 2019

Especial de Domingo

Novamente, selecionamos texto de João Alexandre Viégas com parte da bela história da aviação brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!
Feliz Dia das Mães!!

1º CONGRESSO NACIONAL DE AERONÁUTICA

O surgimento de empresas de transporte aéreo no país, desde 1927, bem como o desenvolvimento da aviação desportiva e de turismo, fez com que um número cada vez maior de pessoas fora do campo militar passasse a se interessar pelo crescimento da aviação no Brasil. Gradativamente, a aviação perdia sua aura romântica, conferida pelo pioneirismo do primeiro quarto do século, e alçava à condição de atividade econômica relevante para o país. O reconhecimento social da aviação se fez acompanhar de sua institucionalização.

Hidroavião Atlântico, do Sindicato Condor, 1ª empresa a transportar passageiros no Brasil, em 1927

Nesse quadro é que, em abril de 1934, realizou-se em São Paulo o 1º Congresso Nacional de Aeronáutica. Iniciativa do Aeroclube de São Paulo, o encontro estendeu-se por uma semana, com o objetivo de delinear uma política de fomento, abrangendo a aviação militar, civil, a pesquisa tecnológica, bem como uma estratégia de implantação da indústria aeronáutica no Brasil. A sessão inaugural foi presidida pelo secretário de Estado da Viação representando o inventor federal em São Paulo. Na mesa, tomaram assento representantes das diretorias de aviação do Exército e da Marinha, bem como um enviado do Ministério do Ar da França. O diretor do Departamento de Aviação Civil participava dos trabalhos.

O Congresso realizou visitas ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas, onde se desenvolviam pesquisas sobre a aplicação de madeiras nacionais para a construção de aeronaves. O programa era amplo, englobando o debate sobre aviação comercial, militar, desportiva e de turismo, a legislação e regulamentação de voo, a expansão da infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, a história da navegação aérea, o desenvolvimento da pesquisa tecnológica no campo aeronáutico e a viabilidade da instalação da indústria aeronáutica no país. Dentre as teses apresentadas, três diziam respeito, diretamente, ao problema do desenvolvimento da indústria e da tecnologia aeronáutica no Brasil: "Sugestões sobre o problema da construção de aviões no Brasil",apresentada pelo capitão-de-corveta da Aviação Naval Raymundo Vasconcelos de Aboim; “A construção de aviões e motores no Brasil”, de autoria do tenente-coronel engenheiro Antônio Guedes Muniz e, finalmente, “Emprego de madeiras nacionais na aviação”, elaborada por Francisco Brotero, pesquisador do IPT.


Selo comemorativo:1º Congresso Nacional de Aeronáutica-1934


Sobre o trabalho de Guedes Muniz, vale lembrar que, em 1931, ele proferiu uma conferência na Escola Politécnica do Rio de Janeiro apresentando diversas idéias sobre o desenvolvimento da tecnologia nacional no campo aeronáutico. Para ele, não eram os aviões em si que deviam merecer as principais atenções, mas sim saber como se poderia formar engenheiros no Brasil capazes de projetá-los. Muniz propunha que a escola abrigasse um laboratório central de pesquisas aeronáuticas, que teria como objetivo ensaiar materiais e peças. Pensava na constituição do que denominava uma universidade técnica, onde seriam realizados “os ensaios comparativos, as pesquisas científicas, os estudos de longo alcance, como, por exemplo, o da seleção de madeiras de que todos nós falamos, mas que ninguém conhece do ponto de vista de sua aplicação na indústria aeronáutica. Esse laboratório selecionará os aços nacionais, estudarão os cadernos de encargos sob os quais se regerão as indústrias siderúrgicas brasileiras, a estandardização das indústrias mecânicas e tudo o mais”. Para Muniz, competia à escola “preparar o advento da técnica e da ciência aeronáutica entre nós, a fim de que em breve, quando inevitavelmente surgir a primeira usina de aviação, nós não tenhamos de importar do estrangeiro os engenheiros que vão dirigi-la, que irão trabalhar nos gabinetes de estudos, nos ensaios de materiais e nas pesquisas aerodinâmicas”. Essas providências permitiriam “libertar o Brasil dos mercados estrangeiros de aviação”, pois o Brasil não deveria, em aviação, “viver da tutela dos outros povos”.


As idéias defendidas por Guedes Muniz encontravam algum eco junto às cúpulas militares, como se pode depreender do fato de sua tese ter sido publicada em 1934, a mando do então ministro da Guerra, Pedro Aurélio de Góes Monteiro. Muniz iniciava sua tese, evocando o caráter estratégico da indústria aeronáutica: “no quadro de guerra de amanhã é a aviação a arma mais interessante, pela sua mobilidade, pelo seu poder ofensivo, pela sua capacidade de manobra estratégica dentro do próprio território inimigo, destruindo, desde a primeira hora ou mesmo do primeiro minuto de mobilização, as fábricas, as suas comunicações, os seus transportes, quebrando assim, ou pelo menos atenuando, o potencial bélico da nação adversa”.

Triplano britânico utilizado em 1917 na 1ª Guerra Mundial


Ele discutia três possíveis alternativas para a implantação da indústria aeronáutica no Brasil: a primeira delas tendo o Estado à testa do empreendimento, a exemplo da Fábrica Militar de Córdoba, na Argentina. A segunda alternativa consistiria no concurso do capital estrangeiro, e a terceira, na adaptação da indústria nacional à fabricação de aviões.

Em relação a primeira alternativa, Guedes Muniz era enfático: “deve ser imediatamente e energicamente afastada: o Estado ainda é, como sempre foi e assim será eternamente, um péssimo industrial e, no Brasil, um desastradíssimo industrial com intenções políticas ... Não é preciso relembrar os desastres do Lloyd Brasileiro, da Central, de outras estradas de ferro ...”. Uma fábrica militar sob controle estatal seria admissível para Muniz, mas o exemplo da fábrica de Córdoba, na Argentina, o levaria a rejeitar essa solução como onerosa e anti econômica. Para ele, qualquer indústria aeronáutica que se criasse no país deveria ser “obrigatoriamente civil, profundamente civil, exclusivamente civil”.

A vinda do capital estrangeiro, segunda possibilidade, também era descartada por Muniz, sob a argumentação de que a implantação da indústria aeronáutica no país residia menos na existência de uma fábrica para produzir o bem final, e mais na possibilidade de os fabricantes de aeronaves encontrarem uma grande variedade de componentes, sendo produzidos internamente. Dessa maneira, segundo ele, não surtiria efeito a simples vinda de empresas estrangeiras para fabricar aviões, pois elas seriam obrigadas a importar componentes no estrangeiro, criando-se de fato uma “indústria fictícia”, que não poderia ser “mobilizada”, ou que teria de verticalizar ao máximo a produção, o que confrontando-se com a escala diminuta do mercado tornaria o empreendimento economicamente inviável.

Para Muniz, portanto, a questão não se resumia em instalar uma fábrica de aviões, mas também em criar condições para que essa fábrica de aviões pudesse contar com um mercado interno compensador, além de dispor dos componentes e da matéria-prima necessários a produção de aeronaves. A solução estaria na adaptação da indústria nacional à fabricação de aviões, com a importação de algumas máquinas específicas. O mercado aeronáutico seria suplementar para as empresas fornecedoras de componente, mas permitiria a diluição do capital necessário à instalação da indústria aeronáutica no país, viabilizando-a de imediato.

O Tenente-Coronel Muniz procurava demonstrar a exequibilidade de sua proposta, agrupando os componentes de um avião em quatro conjuntos e enumerando indústrias que, no Rio de Janeiro e em São Paulo, poderiam fabricá-los. O primeiro grupo, composto da célula, lemes, trem de aterragem, bequilha, fuselagem, berço do motor e reservatório, abrangia sessenta e setenta por cento do valor do avião, exceto o motor, e poderia vir a ser fabricado pela indústria nacional sem nenhum problema. As células seriam de madeiras e as fuselagens de aço soldado ou de madeira. Muniz acreditava que apenas uma única empresa das que enumerara seria capaz de produzir todos os componentes do primeiro grupo.

O segundo grupo, composto por instrumentos de bordo e navegação, acessórios, freios, amortecedores, cabos, etc., envolvia material altamente especializado. A solução preconizada era a fabricação sob licença, por uma empresa nacional habituada à fabricação de instrumentos de precisão.
O terceiro grupo, formado por hélices, pneumáticos e rodas, também não apresentaria grandes dificuldades no país, e para produzir hélices de aço e de liga de metal leve bastaria importar equipamentos adequados. Quanto aos pneumáticos, rodas e telas, havia empresas habilitadas à fabricação imediata. Por fim, o quarto grupo, constituído por tintas e vernizes, além das colas, também não apresentaria nenhuma dificuldade, uma vez que sua produção não envolvia nenhuma complexidade técnica.


Quanto às matérias-primas, Guedes Muniz defendia o desenvolvimento de tecnologia para o aproveitamento de madeiras nacionais na construção aeronáutica, ao mesmo tempo em que preconizava a implantação no país da indústria de aços especiais e alumínio, que viabilizariam a produção de estruturas metálicas para aeronaves. Muniz lembra a existência de jazidas de bauxita no país e argumenta que o volume das importações já justificava plenamente as inversões necessárias à instalação da indústria de alumínio no Brasil.

Dois anos após o Congresso, o Muniz M7 em fabricação - CNNA


O militar propunha um modelo diferenciado para a produção de propulsores aeronáuticos. Em todo o mundo, argumentava, ao contrário da indústria de aeronaves, a produção de motores para a aviação era altamente verticalizada, o que impunha considerações sobre a economia de escala.

Por outro lado, Muniz acreditava que as dificuldades técnicas envolvidas na produção de motores para a aviação recomendavam que se estabelecesse, inicialmente, um contrato de fabricação, sob licença e assistência técnica, com uma grande empresa estrangeira que dispusesse de larga experiência no ramo.Ele lembrava que o tempo de maturação de um projeto de motor aeronáutico variava entre cinco e sete anos, quando um projeto de aeronave podia ser feito em apenas seis meses. Para ele, a solução consistia na fabricação sob licença, como fora feito na Espanha, cuja indústria de motores de aviação, de automóveis e caminhões para o Exército evoluía paralelamente com sua matriz em Paris. Guedes Muniz entendia que a direção da fábrica deveria estar em mãos brasileiras, mas tecnicamente subordinada à estrangeira escolhida como fonte de tecnologia.


Anos mais tarde, ele viria a ter oportunidade de aplicar exatamente esse modelo, dirigindo a criação e a fase inicial de operação da Fábrica Nacional de Motores - FNM, empresa estatal criada no bojo dos acordos entre o Brasil e os Estados Unidos sobre a cessão de bases militares nas regiões Norte e Nordeste do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.

Primeiro motor aeronáutico fabricado em série no país - FNM


A FNM será instalada para fabricar motores de projeto norte-americano, sob licença e com assistência técnica da indústria Wright, à época uma das maiores fabricantes de motores para aviação dos Estados Unidos.

Concluindo sua tese, Muniz propunha que o Governo Federal subsidiasse as pesquisas sobre madeiras nacionais realizadas pelo IPT, e também que fosse estabelecida um encomenda de trinta aviões de turismo, para doações a Aeroclubes, a serem integralmente construídos no país, constituindo-se sua fabricação num verdadeiro laboratório de pesquisa e formação de recursos humanos. E por fim, em consonância com o ponto de vista de grande parte da oficialidade da época, propugnava pela criação do ministério do ar, que deveria coordenar todas as atividades relacionadas com a aviação e que, para tanto, deveria ser “poderoso e competente, único e ditatorial, forte e coerente”.

O parecer foi dado por Ary Torres, então diretor do IPT. Torres concordava com as teses defendidas por Muniz, acrescentando a proposta da criação de um curso de engenharia aeronáutica na Capital do país. Propunha, também, a constituição de uma comissão de “técnicos dos ministérios da Guerra, Marinha e Aviação, engenheiros civis especializados, com recursos e poderes para iniciar a fabricação de aviões no país”.

As idéias de Guedes Muniz foram aceitas pelo Congresso, que apelou para que o Conselho de Defesa Nacional promovesse um ensaio de construção aeronáutica no país.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sábado, 11 de maio de 2019

Tecnologia

NASA e MIT estabelecem conceito de asa flexível
Um avião com asas flexíveis que se moldam automaticamente durante o voo pode estar próximo de existir. O conceito da asa foi construído recentemente por engenheiros da Nasa (agência espacial norte-americana), do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e de outras universidades norte-americanas, conforme informa o MIT News. Os resultados de um teste em um túnel de vento da Nasa foram promissores. O novo tipo de asa é montado a partir de milhares de pequenas peças idênticas que criam uma estrutura de treliça aberta. Esta estrutura é então revestida com uma camada fina de material polimérico. Por ser formada principalmente de espaços vazios, a estrutura reticulada permite que se obtenha a resistência de um polímero similar à borracha com uma densidade quase mil vezes menor. O peso reduzido tornaria as aeronaves feitas com este material muito mais eficientes energeticamente. Como a estrutura é formada de pequenas partes menores, o conceito pode ser aplicado para a construção de qualquer forma geométrica. No caso de asas de aeronaves, a mistura de elementos rígidos e flexíveis permite que toda a asa se deforme e se molde de acordo com as etapas do voo - decolagem, aterrissagem, navegação e assim por diante. Atualmente, asas de avião são projetadas com partes móveis que cumprem da melhor forma possível o papel para cada necessidade, mas a rigidez e o peso dos materiais fazem com que a adaptação aerodinâmica ainda esteja longe de ideal. A flexibilidade do material também permitiria conceitos e projetos de aeronaves mais inovadores e radicais do que o clássico formato de "tubo com asas".

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Heróis Brasileiros

Dia da Vitória é celebrado no Rio de Janeiro

Com sobrevoo e manobras da Esquadrilha da Fumaça aconteceu nesta última quarta-feira (08/05/2019) a celebração do 74º aniversário do término da Segunda Guerra Mundial. O chamado Dia da Vitória foi celebrado em cerimônia no Rio de Janeiro (RJ) e contou com a presença do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. O Monumento dos Pracinhas, no Aterro do Flamengo, inaugurado em 1960, foi o palco das homenagens aos heróis brasileiros que lutaram no maior conflito bélico do século 20, em defesa da democracia e da liberdade.

Força Aérea
Uma das organizações da Força Aérea Brasileira (FAB) homenageada com a Medalha da Vitória foi a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), que forma e aperfeiçoa os graduados do Comando da Aeronáutica. Ex-integrantes da Marinha de Guerra, da Marinha Mercante, da Força Expedicionária Brasileira e do Grupo de Aviação de Caça, ex-combatentes e veteranos que participaram ao lado dos aliados, foram homenageados pelo sacrifício, bravura e glória defendendo a honra da Pátria e os ideais de democracia. "Hoje, nos unimos neste monumento para, mais uma vez, legitimarmos e agradecermos a todos que direta ou indiretamente contribuíram para que a paz e a concórdia fossem restituídas em todo o mundo. Mais que nosso reconhecimento, é nosso dever preservar as conquistas que nos foram asseguradas por nossos antepassados. Honrar a trajetória digna de respeito daqueles que lá estiveram. E, acima de tudo, preservar a vocação brasileira para a resolução de conflitos, a marca assertiva que nossos soldados de ontem e de hoje trazem consigo: combater o bom combate e buscar a paz acima de tudo", declarou o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Heróis de verdade 
O presidente Jair Bolsonaro disse que estar ao lado de pessoas que garantiram a nossa liberdade tem um grande valor. "Minha continência, meu respeito e minha admiração. Estes são os heróis de verdade da nossa Pátria!", declarou, citando o Tenente Amaro dos Santos, da Marinha; o Coronel Adelino Raposo, do Exército; e o Major João Rodrigues Filho, da Aeronáutica. "Feliz a Pátria que tem suas Forças Armadas com o compromisso de lutar a qualquer preço por sua liberdade e sua democracia. O exemplo desses, no passado, se faz presente na alma do soldado brasileiro e daqueles que têm a honra de servir a sua Pátria com o sacrifício da própria vida. Eu acredito nas Forças Armadas brasileiras. O dia 8 de maio nunca será esquecido, o exemplo de vocês estará sempre no nosso meio", completou o Presidente Jair Bolsonaro.

Cerimônia
Uma coroa de flores foi depositada no Túmulo do Soldado Desconhecido pelo presidente da República e pelo Ministro da Defesa. A Marinha do Brasil, com seu navio patrulha Gurupi, executou a salva-fúnebre de 15 tiros. Como homenagem da FAB, a Esquadrilha da Fumaça sobrevoou o Monumento dos Pracinhas e pétalas de rosas foram jogadas sobre o túmulo. Logo após, houve o desfile das tropas da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. O grupamento da FAB no evento foi constituído pelo Batalhão de Infantaria da Aeronáutica Especial do Rio de Janeiro, desfilando com o estandarte do 1º Grupo de Aviação de Caça, que participou da campanha na Segunda Guerra Mundial. Os ex-combatentes e veteranos desfilaram a pé e embarcados em viaturas históricas pertencentes ao Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro. Ao redor do monumento, uma exposição de materiais operativos das Forças Armadas - alguns deles utilizados na Segunda Guerra Mundial - atraiu a atenção do público.

Fotos: Sargento Raeder e Luiz Eduardo Perez / DECEA

Fonte:FAB

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Museus

Museu Aeroespacial tem programação especial de 13 a 19 de maio de 2019
O Museu Aeroespacial (MUSAL), instalado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, participará da 17ª Edição da Semana Nacional de Museus, entre os dias 13 e 19 de maio. Este evento, promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), acontece anualmente para comemorar o dia 18 de maio – Dia Internacional de Museus. Durante essa semana festiva, museus e outras instituições culturais brasileiras desenvolvem uma programação especial para o período, chamando a Sociedade para refletir, discutir e trocar experiências sobre o tema sugerido pelo ICOM (Conselho Internacional de Museus), que em 2019 é “Museus como Núcleos Culturais: O Futuro das Tradições”. O MUSAL estará de portas abertas para receber os visitantes durante toda a programação especial, que contará com atrações especiais como: exposição do Acervo Histórico do MUSAL, visitação às aeronaves, demonstrações aéreas, exposição de ultraleves, aeromodelismo, oficinas infantis, demonstrações operacionais da Força Aérea Brasileira, Polícia Federal, Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Civil, além de praça de alimentação e outras atrações artísticas voltadas para toda família. A entrada para os eventos será gratuita, porém o MUSAL convida o público a levar 1kg de alimento nãoperecível para ser doado ao Instituto Casa Viva, uma organização que atua em atendimento às necessidades da população da região de Jardim Sulacap.

Programação
Dias 13 a 17 de maio – 9h às 16h
Visitação às exposições permanentes do Museu Aeroespacial

Dias 18 e 19 de maio – 8h às 19h
Exposições do Acervo Histórico e Visitação às Aeronaves
Oficina Educativa Infantil e Espaço Recreativo 
Shows Infantis com “Mariana e seus amigos”
Demonstrações aéreas e de Paraquedismo
Apresentação de Parapentes Motorizados
Giro do Motor da Aeronave P-47 utilizada na II Guerra Mundial
Exposição de Ultraleves
Exposição e Demonstração de Aeromodelos
Apresentação da Banda Militar da FAB
Demonstrações operacionais (FAB, Guarda Municipal, Polícia Militar, Civil e Federal)
Exibição de Filmes Históricos

Shows Musicais:
Sábado: Leoni (ex-integrante do Kid Abelha)
Domingo: Pedro Lima “Bigode Grosso” do The Voice

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Mercado de aviões

Embraer entregou 22 jatos no primeiro trimestre 2019
A Embraer entregou 22 jatos no primeiro trimestre de 2019, dos quais 11 foram jatos comerciais e 11 foram jatos executivos (sendo 8 leves e 3 grandes). A carteira de pedidos firmes a entregar em 31 de março totalizava USD 16.0 bilhões. A Embraer entregou o primeiro jato E175 para a Mauritania Airlines, o primeiro deste modelo para o continente africano. No início de abril de 2019, houve um pedido firme de 10 jatos E195-E2 com a Air Peace, maior companhia aérea da Nigéria, que se tornará a primeira operadora dos jatos E2 na África. O contrato inclui o direito de compra de mais 20 jatos E195-E2. Com todos os direitos de compra sendo exercidos, o contrato tem valor de USD 2,12 bilhões, com base nos preços atuais de lista. A encomenda será incluída na carteira de pedidos firmes da Embraer do segundo trimestre 2019.

Phenom 300
Na Aviação Executiva, o Phenom 300, eleito pelo sétimo ano consecutivo o jato executivo leve mais vendido do mundo, alcançou 500 unidades entregues em março, tornando-se o único jato executivo a atingir esse marco nos últimos 10 anos. Esse modelo está em operação em mais de 30 países e sua frota já acumula mais de 780 mil horas de voo. A Embraer também anunciou no período as primeiras vendas de jatos executivos Phenom 300E e Praetor 600 para clientes do Brasil.

A-29 Super Tucano
A Embraer Defesa & Segurança e sua parceira Sierra Nevada Corporation (SNC) anunciaram em fevereiro uma encomenda de 12 aviões de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para a Força Aérea da Nigéria.

No ar e no mar
A Marinha do Brasil anunciou a escolha do Consórcio Águas Azuis, formado pela thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa & Segurança e Atech, subsidiária do Grupo Embraer, para a construção de quatro navios de defesa no Programa CCT – Corvetas Classe Tamandaré como concorrente preferencial.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Vagas na Embraer

Embraer seleciona candidatos com deficiência para fábrica de Gavião Peixoto
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto iniciou processo seletivo 2019 do Programa Embraer na Rota da Diversidade, dedicado às pessoas com deficiência (PCD). São oportunidades de contratação e capacitação de talentos com ensino médio para atuação em diversas áreas da companhia. Nessa primeira fase serão 32 vagas disponíveis. Os interessados devem se inscrever pelo site da Embraer, no qual é obrigatório anexar o laudo médico e os demais documentos e informações solicitadas. A seleção tem início imediato e o programa de capacitação será realizado por etapas ao longo do ano, sendo que a primeira turma terá início no segundo semestre de 2019.

Libras
Como parte do programa, a Embraer realizou treinamento e sensibilização de gestores, orientadores e áreas de apoio da companhia para acompanhar o desenvolvimento destes profissionais. Ofereceu ainda curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais) e parceria com instituição especializada em deficiência visual para treinamento de orientação e mobilidade. Ao término do programa, as pessoas são alocadas conforme perfil e disponibilidade das vagas. Entre outros reconhecimentos, a Embraer detém o ‘Selo Paulista da Diversidade’, uma certificação pelo compromisso e valorização da diversidade, que é parte da política pública de difundir o conceito que a força de trabalho diversificada, antes de ser vista como responsabilidade social ou exigência legal, deve ser vista como estratégia empresarial de sucesso e sobrevivência em um mercado globalizado e em constante mudança. Criado em 2012, o Programa Embraer na Rota da Diversidade é uma iniciativa estruturada para construir junto aos funcionários uma Embraer ainda mais inclusiva, com diferentes perspectivas para criar, desenvolver e produzir de forma mais criativa, eficiente e diversa. O programa segue os ideais da companhia que não há inovação se não houver preocupação com a diversidade e o fortalecimento da sociedade.

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Aviação Naval

Marinha ativa primeiro helicóptero no Distrito Naval de Belém (PA)
O Comando do 4º Distrito Naval (Com4ºDN) recebeu a primeira aeronave que irá compor o 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte (1ºEsqdHU-41), criado pela Marinha, em Belém-PA. A cerimônia foi realizada na Base Aérea de Belém (Ala 9), no dia 1º de maio de 2019, e contou com a presença do Comandante em Chefe da Esquadra, Vice-Almirante José Augusto da Cunha Menezes; do Comandante do 4º Distrito Naval, Vice-Almirante Newton de Almeida Costa Neto; do Comandante da Força Aeronaval, Contra-Almirante André Novis Montenegro; do Diretor de Aeronáutica da Marinha, Contra-Almirante Alexandre Cursino; e autoridades civis e militares.

H225M
A aeronave modelo H225M é um helicóptero de transporte tático de longo alcance, desenvolvido a partir dos modelos da família Super Cougar, podendo ser utilizada para salvamentos, resgates, inspeções navais, em apoio a Capitanias dos Portos e aos navios do Comando do Grupamento de Patrulha Naval do Norte, em adestramentos do 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas, entre outros. Com motores potentes, o helicóptero pode carregar até 31 passageiros, incluindo a tripulação. Ele possui 19,5 metros de comprimento, 4,97 metros de altura e 6.695 quilos. O 1ºEsqdHU-41, subordinado ao Com4ºDN, será inaugurado oficialmente em 31 de janeiro de 2020, no entanto esta aeronave será empregada desde já nas atividades da jurisdição do Com4ºDN (Amapá, Maranhão, Pará e Piauí).

Na ALA 9
O Esquadrão funcionará em um Hangar da Ala 9, em Belém, cedido após Acordo de Cooperação assinado entre Marinha e Aeronáutica, em novembro de 2018. O Núcleo de Implementação do EsqdHU-41 contará com seis oficiais e 24 praças. O Comandando do 4º Distrito Naval aguarda ainda outras duas aeronaves previstas para chegarem a Belém nos próximos meses.

domingo, 5 de maio de 2019

Especial de Domingo

De "Vencendo o Azul: A história da indústria e tecnologia aeronáuticas no Brasil”, obra do historiador João Alexandre Viégas, selecionamos o conteúdo que hoje voltamos a publicar.
Boa leitura.
Bom domingo!

A FÁBRICA DE LAGOA SANTA
O surgimento da Fábrica de Lagoa Santa, que teve origem nos primeiros anos do Governo Vargas, tem como pano de fundo a própria evolução da Segunda Guerra Mundial.
Em 1935, uma comissão nomeada pelo Ministro da Viação e Obras Públicas e composta por representantes do Exército, Marinha e Aviação Civil, estudava a localização de uma fábrica de aviões militares.

Vargas recebeu a visita do projetista René Couzinet, que passava pelo Rio de Janeiro em fevereiro de 1933 em seu avião denominado Arc-en-ciel, um aparelho de 15 toneladas para transporte de passageiros, que acabara de estabelecer uma rota comercial atravessando o Atlântico Sul. Vargas convidou Couzinet para dirigir a implantação de uma fábrica de aviões no país. Em setembro do ano seguinte, Couzinet voltava ao Rio de Janeiro e, em novo encontro com Vargas, foi mais uma vez convidado a vir para o Brasil. Em fevereiro de 1935, Couzinet estava no país para uma temporada mais longa, participando, a convite de Getúlio, de uma comissão nomeada para estudar a localização da fábrica.

O representante da Marinha, Vitor Carvalho e Silva, defendia a instalação da fábrica em Lagoa Santa, a 50 quilômetros de Belo Horizonte, uma região despovoada e sem nenhuma facilidade de acesso. Silva argumentava que o raio de ação dos aviões tornava uma fábrica instalada próximo ao litoral num alvo fácil para a ação de bombardeio de um país inimigo e que, por essa razão, a fábrica de aviões deveria ser implantada precisamente numa região isolada, distante do mar.


Aeronave T6, fabricada no Brasil pela Fábrica de Lagoa Santa, sob licença da empresa North American. Foram encomendados 81 aparelhos, dos quais 61 seriam simplesmente montados no país. Os 20 restantes seriam efetivamente fabricados em Lagoa Santa, com índices crescentes de nacionalização. O T6 era um avião metálico de treinamento avançado.

As razões militares prevaleceram sobre quaisquer outras considerações de natureza econômica e técnica e o Governo resolveu produzir aeronaves militares numa região distante cerca de cinquenta quilômetros de Belo Horizonte, onde não poderia contar com mão-de-obra qualificada, e onde hoje localiza-se o aeroporto de Confins. Engenheiros e operários especializados teriam de vir de outros estados e toda a infra-estrutura industrial e urbana teria de ser realizada, elevando sensivelmente os custos do projeto.

Em 1936 era publicado um edital de concorrência para a instalação e exploração de uma fábrica de aviões militares. O Governo oferecia encomendas mínimas no valor de 15 mil contos anuais em aviões, hidroaviões e peças sobressalentes. O edital previa um prazo contratual de 15 anos e uma margem de lucro de 15% ao ano. A empresa interessada teria de contar com controle nacional do capital e a mão-de-obra brasileira na fábrica teria de atingir uma proporção de 85% do total de funcionários em quatro anos. A fábrica teria ainda de contar com capacidade instada para produzir 100 toneladas de aeronaves no primeiro ano, 140 no segundo e 200 no terceiro ano de fabricação. Um grupo de empresários, apoiando-se em Couzinet como liderança técnica, constituiu a empresa denominada Construção Aeronáutica S.A., e, à falta de outra interessada, a concorrência foi adjudicada a ela.

A concorrência foi, contudo, anulada em 1938 diante da notícia de suposto interesse por parte de empresas italianas e alemãs. Mas nenhuma delas se apresentou e, em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, Vargas determinou que a concorrência fosse entregue à única empresa interessada que, de resto, contava com a participação de Couzinet, mais de uma vez convidado pelo próprio Presidente para dirigir o projeto. Finalmente, em abril de 1940, era celebrado o contrato definitivo.

O modelo industrial adotado não previa o projeto de aeronaves, mas sim a fabricação sob a licença de aparelhos norte americanos. Em 1939, a França lutava com a Alemanha, e Couzinet havia retornado à Europa. Depois da capitulação francesa, Vargas enviou instruções ao Embaixador Souza Dantas para que conseguisse do governo colaboracionista de Vichi a volta de Couzinet ao Brasil.

A fábrica teria suas atividades iniciadas com a fabricação, sob licença, do aparelho North American Texan 6. O T6, como ficou conhecido, é um avião de dois lugares, de 2,4 toneladas dotado de um motor Pratt & Withney de 550 cavalos, e era empregado em missões de treinamento de pilotos militares, patrulhamento do litoral, além de outros usos. Nesse momento, o projeto das obras civis da fábrica estava pronto e as edificações tiveram início. A Fábrica de Lagoa Santa começava a sair do papel.


Aeronaves T6 no pátio da Fábrica de Lagoa Santa

Mas em 1941 os Estados Unidos entravam na guerra e o envio de materiais para instalação de uma fabrica de aviões passava a se constituir em assunto de Governo, além de, naturalmente, estar sujeito às prioridades do esforço de guerra. Por essa razão, Vargas participava pessoalmente dos entendimentos que levaram à construção da fábrica. Em junho de 1943, ele enviou um telegrama ao embaixador brasileiro em Washington, recomendando “insistir pelo fornecimento de matéria-prima para a Fábrica de Lagoa Santa, bem como as máquinas indispensáveis para sua completa instalação”.

Apesar do interesse pessoal do Presidente da República, o projeto evoluía muito lentamente. Em junho de 1943, Vargas determinou ao Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, que a Fábrica de Lagoa Santa tivesse prioridade sobre qualquer outra iniciativa de fabricação de aviões no país. Em janeiro de 1944, Getúlio telegrafa novamente ao Embaixador Carlos Martins Pereira e Souza, recomendando pressionar o governo norte-americano para por fim a procedimentos protelatórios da empresa North American. De fato, segundo os contratos firmados, o envio de partes e peças para montagem no país do avião T6 D estava previsto para setembro de 1943, e o próprio Carlos Martins informava que somente em março de 1944 a remessa chegaria ao Brasil, e mesmo assim apenas aviões semi-prontos.


Montagem de aeronaves T6 em Lagoa Santa

A North American parecia não ter nenhum interesse no acordo com o Brasil. De 1942 a 1945, a FAB recebeu dos EUA 125 aparelhos T6 inteiramente acabados. A empresa norte-americana fabricou mais de 15 mil dessas aeronaves, a maioria durante os anos de guerra. Não teria, portanto, nenhuma dificuldade em fornecer os kits de menos de uma centena de aviões, mas parecia preferir vender aeronaves prontas.

O cronograma acertado com a empresa norte-americana previa a construção de 81 aparelhos no Brasil, sendo que os primeiros 61 a partir de kits integralmente importados dos Estados Unidos, e os últimos 20 aparelhos com algum índice de nacionalização.

A primeira fase das obras civis da fábrica foi concluídas em 1943, mas não havia máquinas, nem produção. O Governo constituiu então uma comissão coordenada por Raymundo Vasconcelos Aboim para examinar o problema. As condições da comissão indicavam a necessidade de mudança no controle do capital da empresa. Dessa forma, o grupo Pignatari, de São Paulo, assumiu o comando da Fábrica de Lagoa Santa.

Pignatari já tinha alguma experiência com a fabricação de aviões. Junto à Laminação Nacional de Metais, de sua propriedade, funcionava a Companhia Aeronáutica Paulista, responsável pela produção dos famosos Paulistinhas.

A CAP dava prejuízo, apesar de o Paulistinha representar um sucesso de vendas. Ainda assim Pignatari resolveu assumir o risco inerente à Lagoa Santa. O local era distante, o que elevava sensivelmente os custos de produção. O modelo industrial adotado era baseado numa difícil importação de partes e peças dos Estados Unidos. Não havia mão-de-obra qualificada próxima do local da fábrica, o que tornava onerosas as despesas com pessoal. A empresa se resumia então a dois galpões industriais. Não havia água, nem disponibilidade de eletricidade, embora, nos termos do contrato, o Governo se obrigasse a suprir a região da energia necessária. Esse conjunto de carências obrigou a empresa a realizar investimentos em geradores de eletricidade, saneamento básico, construção de casas e outras obras de infra-estrutura industrial e urbana.


Funcionários da Fábrica de Lagoa Santa

Todo esse conjunto de dificuldade retardou a conclusão do projeto, que só iniciou sua produção finda a guerra, em 1946, embora o grupo que estudara sua localização tivesse sido criado mais de 10 anos antes. Finalmente, depois de uma série de desencontros com o empresário paulista, o Governo resolveu encampar a empresa, transformando-a em parque de manutenção da Força Aérea.

Até 1951, continuaram sendo montados os aviões T6, e nessa data encerraram-se definitivamente as atividades industriais de Lagoa Santa.

O modelo industrial adotado, que tornou o projeto completamente dependente de infindáveis negociações com os americanos, a incerteza e a descontinuidade no suprimento de insumos, partes e peças para fabricação, a localização,tudo conspirou para o fracasso da Fábrica de Lagoa Santa, apesar do interesse pessoal do Presidente da República e apesar de Lagoa Santa constar da própria agenda de negociações entre Brasil e Estados Unidos, nos marcos de nossas relações diplomáticas, militares e econômicas com aquele país durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sábado, 4 de maio de 2019

Ayrton Senna

FAB relembra 30 anos do voo supersônico com Ayrton Senna
Irmão do ídolo, Leonardo Senna, voou no mesmo esquadrão

Em 1989, a Força Aérea Brasileira (FAB) e o ídolo Ayrton Senna se encontraram. Em Anápolis (GO), o Esquadrão Jaguar (1º GDA) fez uma simulação de interceptação da aeronave PT-ASN e, em seguida, recebeu Senna para um voo de demonstração a bordo do supersônico Mirage III. Nesta sexta-feira (03/05/2019), a lembrança do ídolo brasileiro esteve presente na Ala 2 como há 30 anos. A mesma unidade aérea, que celebra 40 anos em 2019, recebeu a visita do irmão do tricampeão, Leonardo Senna, para homenagear os 25 anos de legado de Ayrton e rememorar o voo inesquecível nos céus de Anápolis. O Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, falou sobre a relação da organização militar com a velocidade, que eternizou Ayrton Senna no esporte mundial. “Em minha mente, não teria outro lugar melhor para se fazer essa homenagem da FAB para Ayrton Senna. Ele voou aqui e é uma casa da caça, da velocidade, e ele se sentiu muito emocionado em seu voo, o que foi demonstrado também hoje, por Leonardo”, disse o Coronel Mioni.

No F-5
Leonardo Senna chegou pouco antes das 10h na sede do Esquadrão Jaguar. Lá, ele conheceu as instalações do grupo e recebeu as instruções e equipamentos para voar a bordo do caça F-5, aeronave operada pelo 1º GDA atualmente. No briefing anterior à decolagem, ele foi questionado da mesma forma que Ayrton foi pelo piloto daquele voo, Tenente-Coronel Alberto de Paiva Cortes, há 30 anos: “O que você espera desse voo?” Em 1989, o tricampeão mundial foi direto, queria sentir a velocidade supersônica, a diferença entre pilotar um caça e pilotar um carro de Fórmula 1. Já Leonardo foi mais contido, como disse ao embarcar na aeronave de matrícula FAB 4812. “Vou ser bem mais comedido: vou querer emoção, mas bem menos que Ayrton. Estou bem tenso, depois de todos esses procedimentos de segurança, do assento ejetável... Mas temos que ir, seja o que Deus quiser”, brincou.

Homenagem
E assim começou a experiência do voo de Leonardo Senna. Às 11h, o Major Aviador Cristiano Peixoto pedia autorização à torre de controle e decolava nos céus de Anápolis. De acordo com o piloto, o início foi cauteloso, mas depois Leonardo mostrou coragem. “Durante o voo, nós permanecemos no circuito de tráfego e fizemos aproximações e arremetidas no ar, atingindo cerca de 800 km/h a 300, 400 pés do solo. No início, ficamos cautelosos com a possibilidade de enjoo, mas depois ele esteve bem e até pediu para experimentar a força G de forma mais intensa. Para mim, foi uma honra participar dessa homenagem a Ayrton Senna, um ídolo que inspira a todos e que elevou a bandeira do Brasil a um ponto mais alto”, disse o Major Peixoto.

Tradicional champanhe
Após 20 minutos e diversos voos rasantes, o caça aterrissou novamente na Ala 2 e sua tripulação foi recebida com a tradicional festa do champanhe, tão presente nas celebrações de Ayrton Senna nos pódios da maior categoria do automobilismo mundial. “Estava muito apreensivo no começo, mas me acostumei rápido e cheguei a pedir mais velocidade, e chegamos a 4.2 G. Fizemos manobras próximas ao solo e foi muito gostoso. Estou feliz por essa homenagem da Força Aérea. Fui bem mais modesto, Ayrton já iria querer passar o mais próximo do chão. Estou tendo uma semana de emoção, Ayrton sempre foi muito patriota e fico muito feliz com essa homenagem”, disse Leonardo após a aterrissagem.

Cores do capacete de Senna
Após a adrenalina do voo, outra emoção tomou conta da área operacional da Ala 2. Em celebração ao voo do ídolo nacional e aos 40 anos do Esquadrão Jaguar, a aeronave Mirage FAB4940 recebeu uma pintura alusiva ao tradicional capacete do automobilista, desenvolvida por Raí Caldato e Alan Mosca, este filho do designer Sid Mosca, que assinava a arte nos capacetes de Senna. “A pintura incorporou Senna e a história da Base Aérea, ficou perfeito. Fico muito orgulhoso, eu e meu pai sempre fomos muito fãs da FAB e foi uma grande honra poder participar dessa homenagem, me sinto privilegiado. Foi uma realização profissional, me orgulho como brasileiro e patriota, principalmente sendo uma homenagem para Ayrton, que agora está imortalizada”, afirmou Alan.

Musal
Para aqueles que quiserem conhecer de perto a aeronave em que Ayrton Senna voou em 1989, o Mirage III matrícula FAB 4940 está exposto para visitação no Museu Aeroespacial (MUSAL), unidade vinculada ao Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), localizada no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro (RJ). Na fuselagem do supersônico, estão eternizados os nomes dos tripulantes e a data daquele voo, 29 de março de 1989.

Fotos: Sargento Bruno Batista/CECOMSAER

Fonte: FAB

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Aeroportos

Ministro de Infraestrutura assina anuência para concessão do Aeroporto de Guarujá
O Ministro de Estado de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, assinou a anuência à concessão da exploração do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá (SP) - empreendimento que se tornou viável devido à cessão de uma área adicional de 55 mil metros quadrados pertencentes à Base Aérea de Santos (BAST). A assinatura, que aconteceu no dia 16 de abril de 2019, marca o trabalho conjunto do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), da Secretaria de Aviação Civil (SAC) e da Prefeitura de Guarujá, segundo explica o Adjunto da Seção de Patrimônio e Meio Ambiente do EMAER, Coronel José Edson Sallum. O oficial afirma que a área foi cedida à SAC por meio de uma portaria de zoneamento civil-militar publicada em novembro de 2018. Agora, a secretaria - que é subordinada ao Ministério de Infraestrutura - autoriza a concessão da exploração, atendendo às necessidades da sociedade da Baixada Santista. “Inúmeras reuniões foram realizadas até chegar-se ao consenso de que, nos primeiros cinco anos de operação do aeroporto, algumas áreas serão compartilhadas com o Comando da Aeronáutica", afirma o Coronel Sallum. O Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA), Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, esteve presente no ato de assinatura. Ele explica que se tratou de um momento importante para a concretização do aeroporto, pois é a partir deste documento que a prefeitura da cidade irá iniciar os processos licitatórios necessários.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Carreiras na Aviação

Jovem superdotado de 15 anos ingressa no ITA
A aprovação no vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é um dos maiores feitos que um estudante pode alcançar no Brasil. A complexidade do processo seletivo exige anos de preparação e cursinho, o que torna difícil a aprovação no ano de conclusão do ensino médio. Difícil, mas não impossível. Bernardo Dias, de São José dos Campos (SP), conseguiu este feito e com apenas 15 anos. O estudante paulista é o mais novo entre os calouros do ITA. Considerado superdotado, ou seja, com o QI (Quociente de Inteligência) acima da média, Bernardo passou por um processo de avanço de séries no 1º e no 4º ano do Ensino Fundamental, fazendo com que ele concluísse o ensino médio dois anos mais cedo do que a média nacional. Bernardo fez as provas do ITA duas vezes. A primeira vez em 2017, como treineiro, e um ano depois, em 2018, como candidato, quando conquistou a aprovação. “Eu gritei muito quando disseram que tinha passado, estava até tremendo por receber a ligação”, conta o jovem. Já com cerca de dois meses de aula, Bernardo conta como está sendo sua rotina no ITA e do seu sonho de se formar em Engenharia Aeronáutica.

Recepção
No ITA não há uma idade mínima para o ingresso, mas Bernardo é o único com 15 anos entre todos os alunos. A idade máxima de entrada aceita pelo Instituto é 23 anos e, geralmente, os estudantes ingressam entre 19 e 21 anos. Apesar da pouca idade, Bernardo acredita que não esteja tendo um tratamento diferente que dos demais calouros. “Fui bem recebido como todos os calouros, ninguém me tratou diferente pela minha idade”, conta o jovem.

Rotina
Bernardo revela que entrar numa instituição militar acabou somando novas responsabilidades que antes ele não tinha. E mesmo sendo uma experiência nova, está sendo tudo tranquilo, apesar da intensa rotina de estudos. A preparação para o vestibular do ITA foi bem puxada, com poucos momentos livres. Agora, ele afirma ter um tempo livre maior para aproveitar e se dedicar a outras atividades, que na época de preparação para o vestibular não era possível. “Muita coisa eu tive que cortar de lazer da minha rotina para conseguir entrar no ITA. Confesso que o tempo e o espaço para eles eram bem restritos”. Bernardo também comenta estar gostando desta nova fase, já que conseguiu se adaptar bem ao ITA. Além das aulas de Engenharia, a instituição também oferece espaços para ele desenvolver habilidades como liderança, oratória e trabalho em equipe. Sobre o curso, ele afirma que não criou muita expectativa sobre a graduação: “Eu sabia das dificuldades acadêmicas, mas percebi que com um estudo forte é possível superá-las assim como o meu esforço para estar aqui hoje”, reforça.

Engenharia
Bernardo está gostando e bem animado com essa nova fase em que está vivendo. Ele afirma que não pretende seguir carreira militar, apesar de ter explicado que no 1º ano de curso todos os calouros são considerados militares. Sobre o curso de Engenharia Aeronáutica, ele ainda tem 1 ano e seis meses para decidir se realmente pretende seguir a carreira. Está empolgado com o início do curso e vislumbra possibilidades para o seu futuro, como estudar ou trabalhar no exterior envolvido com algo ligado à educação. O curso de Engenharia Aeronáutica do ITA forma engenheiros aptos a projetar e construir aeronaves. O aluno estuda disciplinas que envolvem o estudo de aerodinâmica, estruturas, motores e turbinas, além de mecânica do voo. Também desenvolvem projetos para esta área. O aluno precisa gostar muito de ciências exatas, de aviões, helicópteros e foguetes. A graduação no ITA é considerada uma dos melhores do país. Depois de formado, há grandes chances do profissional ingressar nas indústrias do setor aeroespacial e de defesa, como fábricas de aviões e helicópteros. Institutos de pesquisa aeroespacial, empresas de transporte aéreo - tanto de passageiros quanto de cargas -, empresas de manutenção de aeronaves, fabricantes de peças aeronáuticas, empresa de consultoria e até a Força Aérea Brasileira estão entre as opções de oportunidade de trabalho do Engenheiro Aeronáutico.

Fonte: Érica Caetano, do UOL, via FAB

quarta-feira, 1 de maio de 2019

Concurso para médico na FAB

Aeronáutica tem 80 vagas para médicos
Inscrições até 28/5/19

A Força Aérea Brasileira lança instruções específicas para o Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica (CAMAR) para o ano de 2020. As inscrições estão disponíveis de 29 de abril a 28 de maio de 2019 (até as 15h do último dia, horário de Brasília) e deverão ser realizadas no site www.fab.mil.br/ciaar. A taxa de inscrição é de R$ 130,00. Para participar do exame de admissão, os candidatos não podem completar 36 anos de idade até o dia 31 de dezembro de 2020. O processo seletivo é composto de provas escritas (língua portuguesa e conhecimentos especializados), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prática-oral e validação documental. As provas escritas estão previstas para o dia 21 de julho de 2019. Se aprovado em todas as etapas dentro do número de vagas, conforme tabela constante nas instruções específicas, o candidato fará o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Lagoa Santa (MG), durante aproximadamente 17 semanas. Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno será nomeado Primeiro-Tenente do Quadro de Oficiais Médicos da Aeronáutica.

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terça-feira, 30 de abril de 2019

História

Cidade de Jaú (SP) celebra os 92 anos da travessia do Atlântico pelo avião Jahú
A cidade de Jaú - SP finalizou no último fim de semana a 3ª Semana "João Ribeiro de Barros". O evento proporciona uma série de homenagens e atrações para celebrar os 92 anos da travessia do Oceano Atlântico com Hidroavião Jahu.

Voo do Jahu
Em 1927, o hidroavião Jahu se tornava a primeira aeronave, com tripulação genuinamente brasileira, a atravessar o Atlântico Sul, em voo direto sem suporte de navios ao longo do trajeto. Em homenagem ao aviador jauense, responsável pela travessia e que se imortalizou como um herói nacional, a Secretaria de Cultura e Turismo promoveu a terceira Semana “João Ribeiro de Barros”. No sábado (27/04), na Praça da República, houve apresentação da tradicional Banda Carlos Gomes. No período da tarde, ocorreu um ato cívico, no recinto da ExpoJaú. A Esquadrilha da Fumaça, equipada com aeronaves Super Tucano, fez uma demonstração, apresentando suas principais manobras. A programação foi encerrada no domingo (28/04/19), com ato solene em homenagem ao aviador João Ribeiro de Barros.

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Voluntariado

FAB transporta voluntários para atendimento na Bahia
A Força Aérea Brasileira (FAB) empregou duas aeronaves para apoiar a 19ª edição do mutirão social Voluntários do Sertão, dia 27 de abril de 2019. Um C-130 Hércules do Esquadrão Gordo (1º/1º GT) e um C-99 do Esquadrão Condor (1º/2º GT) saíram de Ribeirão Preto (SP) com destino a Vitória da Conquista (BA) levando a bordo profissionais de saúde voluntários que irão realizar atendimentos entre os dias 28 de abril a 5 de maio na cidade de Poções (BA). Dos 350 voluntários que participarão da ação neste ano, cerca de 250 voarão com a FAB. Durante o período, voluntários realizarão atendimentos médicos, odontológicos e sociais para população da cidade de Poções de pelo menos outros nove municípios da região.

Apoio da Força Aérea
O Fundador e Presidente da Organização Social, Doreedson Pereira, explica que essa não é a primeira vez que a FAB apoia o translado dos voluntários e destaca que a parceria é fundamental. "Todo esse trabalho social do Voluntários do Sertão só é possível graças a confiança e apoio dos profissionais voluntários e de empresas parceiras. E uma etapa muito importante - eu diria crucial - para a realização desse mutirão do bem é o apoio da Força Aérea Brasileira. Seria praticamente impossível realizar o transporte dos mais de 350 voluntários sem esta importante ajuda. Em nossos 19 anos de história, a FAB nos presenteia com sua participação já há alguns anos e tem estado presente em todas as últimas edições. É inegável que viajar nos aviões da FAB também é um ponto emocionante a todos os voluntários, que - assim como eu - sentem-se privilegiados em contar com nossos heróis da aviação viabilizando o transporte da nossa equipe", afirmou.

Projeto altruísta
O Comandante da aeronave C-99, Capitão Aviador Marcelo de Oliveira Faria, ressaltou o orgulho por fazer parte da missão. "Nós ficamos muito honrados por colaborar com este projeto tão altruísta. A FAB está aqui para apoiar a população e ajudar na qualidade de vida das pessoas, cumprindo a missão de integrar o território nacional. Levar os médicos e demais profissionais da saúde para esta missão realmente nos enche de orgulho. Estamos aqui em uma parceria mutua", concluiu.

Fonte: FAB