Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 30 de junho de 2019

Especial de Domingo

Neste final de junho de 2019, rememoramos o 2º e o 3º Congresso de Aeronáutica, lembrando que o segundo, realizado em 1949, comemorou neste mês os 70 anos de sua realização.
Boa leitura.
Bom domingo!

2º CONGRESSO DE AERONÁUTICA
Em junho de 1949, reuniu-se no Rio de Janeiro o Segundo Congresso de Aeronáutica. Quinze anos haviam decorridos desde o primeiro Congresso, realizado em 1934, em São Paulo. E, como naquela ocasião, formou-se uma comissão para estudar e debater a questão do desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

O Congresso foi aberto pelo Brigadeiro do Ar, Armando Trompowsky, Ministro da Aeronáutica, e seu temário abrangia assuntos variados, como os problemas de ensino aeronáutico, da ampliação e melhoramento da infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, do direito aeronáutico, da medicina da aviação, da formação de pilotos civis e outros.

Impresso da UBAC - União Brasileira de Aviadores Civis

A abertura total do mercado brasileiro às sobras de guerra norte-americanas havia comprometido o parque industrial instalado. No final da guerra, o país dispunha de quatro empresas fabricantes de aeronaves: a Companhia Aeronáutica Paulista, a Companhia Nacional de Navegação Aérea, a Fábrica do Galeão e a Fábrica de Aviões de Lagoa Santa, além da Fábrica Nacional de Motores. A Escola Técnica do Exército formava engenheiros com especialização em aeronáutica, e um núcleo de pesquisas desenvolvia tecnologia na Seção de Aeronáutica do IPT. Era uma base industrial e técnica significativa, fruto de um esforço de mais de vinte anos e das condições excepcionais do período de guerra.
Em 1949, esse patrimônio tinha sido atingido pela concorrência predatória das sobras de guerra norte-americanas. Não houve uma política industrial no pós-guerra que possibilitasse a sobrevivência da nascente indústria nacional frente à avassaladora penetração do produto estrangeiro.
Nesse quadro, reuniu-se uma comissão sobre indústria aeronáutica e fomento do Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Suas recomendações surgem num contexto de desalento e de encerramento das atividades das indústrias aeronáuticas no país.
Em novembro de 1948, a Companhia Nacional de Navegação Aérea fechara as suas portas. Em dezembro do mesmo ano, foi seguida pela Companhia Aeronáutica Paulista. A Fábrica do Galeão tinha suas atividades praticamente paralisadas. A Fábrica de aviões Lagoa Santa caminhava para transformar-se em parque de material aeronáutico da Força Aérea. A Fábrica Nacional de Motores era privatizada, entregue ao capital estrangeiro, e transformava-se em indústria automotiva.
Três teses foram apresentadas ao Segundo Congresso sobre o problema do desenvolvimento industrial: “Reerguimento da Indústria Aeronáutica Nacional”, de autoria do engenheiro Romeu Corsini, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas; “Indústria e Fomento”, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica; “Problemas de Administração e Construção Aeronáutica no Brasil”, do engenheiro Luís Felipe Marques.
Romeu Corsini iniciava sua tese, constatando o fechamento das duas únicas empresas privadas e historiando a trajetória da Companhia Aeronáutica Paulista. Lembrava que, a partir de 1947, a CAP reduzira seu pessoal técnico ao mínimo. Visando a redução de despesas, concentrara seus esforços na produção de dois modelos de aparelhos, com o objetivo de resistir à forte concorrência norte-americana. Mas os resultados tinham sido nulos, e a empresa encerrara a produção de aeronaves.

O engenheiro lamentava que o Brasil passasse de condição de auto-suficiência na produção de aviões leves para instrução à dependência em relação aos estrangeiro, e evocava o caráter estratégico da indústria aeronáutica. De fato, a preocupação com a segurança nacional motivara a Campanha Nacional de Aviação, que tivera como razão básica a formação de pilotos para a constituição da reserva da Aeronáutica. A Campanha foi o principal instrumento de criação do mercado para a CAP e para a CNNA.

EngºRomeu Corsini - Pioneiro em pesquisas sobre combustíves renováveis, um dos fundadores da Escola de Engenharia de São Carlos, faleceu recentemente,em 25/3/2010

Corsini apontava a necessidade estratégica da manutenção de núcleos industriais e tecnológicos que, em situação de emergência, poderiam ser ampliados rapidamente, acrescentando ter sido essa a razão que levara o Estado-Maior a recomendar que os aviões para a instrução fossem fabricados no país. Para o engenheiro, ao Estado cabia a função de fomentar a indústria aeronáutica, citando o plano quinquenal elaborado em 1946 pelo governo argentino, para desenvolver sua indústria de aviões.
O plano argentino correspondia a uma concepção que pressupunha o Estado como agente do desenvolvimento econômico: “El poder executivo considera que la produccion aeronáutica nacional es el principal fundamento efectivo del potencial aereo del país.”
No Brasil de 1949, o Governo Dutra significava uma opção diametralmente oposta, na qual o Estado deveria deixar o espaço livre para a ação das chamadas forças de mercado. Essa concepção, evidentemente, não atendia à necessidade de sobrevivência da indústria aeronáutica nacional, abalada pela concorrência desigual dos produtos norte-americanos. A tese de Corsini não encontrava eco no Governo Federal. O engenheiro concluía apresentando sua proposta de uma política de fomento da indústria nacional, propondo uma política de encomendas pelo Ministério da Aeronáutica de 100 aviões por ano, pelo menos. Inicialmente, as encomendas seriam de aviões do tipo Paulistinha. A fábrica não disporia de uma seção técnica própria, de forma a reduzir os custos, devendo manter convênios com o IPT que, por sua vez, receberia uma subvenção do Governo Federal. A proposta de Corsini visava a evitar a dispersão dos técnicos da Companhia Aeronáutica Paulista e, através de uma política de compras do Ministério da Aeronáutica, criar escalas de mercado para a capital nacional no segmento de aviões de instrução primária.
A segunda tese foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica do Rio de Janeiro: “ Indústria Aeronáutica e Fomento”. O IBA iniciava sua tese lembrando que já em outubro de 1945, o engenheiro Frederico Abranches Brotero, do Instituto de Pesquisa Tecnológicas de São Paulo, apresentara à Instituição um “Plano de Industrialização da Aeronáutica Brasileira”. Em janeiro de 1946, o IBA participou do Segundo Congresso Brasileiro de Engenharia, apresentando um trabalho denominado “Planejamento industrial”. Os dois trabalhos concluíam por justificar a existência de uma indústria aeronáutica nacional e refletiam a preocupação dos meios aeronáuticos com o futuro desse segmento da indústria brasileira.
A tese do IBA propunha a organização de um programa de produção aeronáutica; a elaboração de um programa de protótipos; a padronização do material aeronáutico e o estudo de um sistema de auxílio à expansão e equipamento das indústrias fornecedoras de insumos para a indústria aeronáutica.
O documento do IBA considerava que o Brasil não poderia deixar de dispor de uma “indústria básica para o potencial militar e para a solução do problema de transporte”. Considerava ainda que na indústria aeronáutica a mão-de-obra e despesas gerais representavam cerca da metade do custo de produção e que a produção de aeronaves no país permitiria uma economia de divisas de pelo menos sessenta por cento do custo de importação.
O ponto de maior interesse do trabalho consistia numa defesa extraordinariamente lúcida de necessidade do desenvolvimento de projetos adaptados às condições específicas brasileiras: “as condições do transporte aéreo no Brasil diferem das encontradas nos países altamente industrializados, cuja produção se compõe de aviões especialmente estudados para as condições próprias locais. Esses aviões são muito utilizados no mundo inteiro, embora não preencham da mesma forma os requisitos apresentados por países de situação geográfica e condições econômicas diferentes, tal é o caso das vastas regiões da América do Sul, Austrália, Canadá e África. O estudo, projeto e construção de tipos de aviões especialmente adaptados às condições brasileiras constituem-se em tarefa de grande interesse econômico que somente pode ser resolvida de modo satisfatório, por uma indústria nacional. Enquadram-se, neste caso, os aviões de transporte para linhas secundárias no interior do país, aparelhos atualmente inexistentes no mercado mundial”.

Vinte anos mais tarde, a criação da Embraer para a fabricação do Bandeirante, um avião projetado para a aviação regional, capaz de operar em pistas de terra com a mínima infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, comprovou o acerto da tese defendida pelo IBA: nos anos 1960,ainda não havia nenhum avião similar ao Bandeirante disponível no mercado internacional.A tese propunha uma política de encomendas pelas Força Aérea Brasileira para evitar o desaparecimento das indústrias existentes.

1º Voo do Avião Bandeirante, em 1968

A terceira e última tese apresentada ao Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica era de autoria do engenheiro Luís Felipe Marques, que, no entanto, não chegou a ser discutida pela comissão, visto que seu autor desejava apenas que fossem submetidas à aprovação do Congresso as conclusões da quarta comissão do Segundo Congresso de Engenharia e Indústria, cujo conteúdo era análogo à tese apresentada pelo IBA.
O Segundo Congresso acolheu as recomendações contidas nessas teses, acrescentando que os poderes públicos fixassem, através do “Conselho Nacional de Aeronáutica”, órgão a ser criado, os pontos básicos de uma política de desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

3º CONGRESSO DE AERONÁUTICA
Em março de 1955, reuniu-se, em São Paulo, o Terceiro Congresso Brasileiro da Aeronáutica. Como das vezes antecedentes, formou-se uma comissão para discutir a questão da indústria aeronáutica e diversas teses foram apresentadas.
O engenheiro paulista Marc W. Niess defendeu a tese “Possibilidade da indústria de Aviões Leves no Brasil”.
Iniciava sua exposição, analisando as causas dos fracassos das tentativas anteriores que, para ele, “não obedeciam a um plano comercial que garantisse seu funcionamento. Os seus produtos só tinham um comprador importante: o Governo”. Era fundamental para Niess que as novas tentativas se apoiassem no mercado particular. Entretanto, o engenheiro julgava ser muito difícil atrair capitais para o setor em função da “atmosfera de dúvida gerada pelos insucessos do passado”.
Contudo, a própria trajetória de Marc Niess desmentiu a viabilidade de iniciativas industrias no setor baseadas unicamente no mercado particular, que prescindissem da intervenção estatal.
Os capitais privados não se sensibilizaram com a perspectiva de concorrer com produtos estrangeiros no mercado interno, sem nenhum tipo de proteção, valendo-se apenas da qualidade de seus produtos e de preços competitivos. Foi, aliás, uma empresa estatal, a Fábrica do Galeão, que produziu o único avião projetado por Marc Niess e que chegou a ser fabricado em série: o aparelho 5 FG, segundo a denominação da fábrica, ou o aparelho 1–80, segundo a denominação de seu projetista.
Niess projetou um segundo avião em 1952, um aparelho destinando ao treinamento primário, com estrutura de tubos de aço soldados e madeira coberta de tela, para dois lugares. Mas introduziu alguns avanços, como um trem de aterrissagem triciclo, que possibilitava pousos mais simples, além de asas de enflechamento negativo. Apenas dois protótipos foram construídos e voaram normalmente. O avião foi denominado 2-100, ou seja: segundo o projeto de Niess. Com um motor de 100 cavalos.
Em 1960, a Marinha estava interessada em equipar o porta-aviões Minas Gerias, recém-adquirido da Inglaterra, com aviões de fabricação nacional. Surgira um contencioso entre a Marinha e a Aeronáutica sobre quem operaria os aviões do Minas Gerais. Nesse momento, por inspiração da Marinha, formou-se a Companhia Brasileira de Aeronáutica, situada junto à base aeronaval de São Pedro de Aldeia, no Rio de Janeiro, com a finalidade de produzir uma aeronave para operar no porta-aviões. Marc Niess foi chamado a projetar o aparelho. Seria uma aeronave inteiramente metálica, denominada Fragata. O projeto foi realizado e o avião começou a ser construído, mas o protótipo nunca chegou a voar. Em 1961, o Governo Federal resolveu o conflito de interesse entre a duas forças, determinando a operação de helicópteros navais pela marinha e de aviões de asa fixa pela aeronáutica.

Encerrando o projeto da aeronave Fragata, Niess fundou uma empresa para a fabricação seriada de seus dois modelos 1-80 e 2-100. Era a Clark & Niess, e instalou-se em Tatuí, interior de São Paulo, dando inicio à construção de dois aparelhos de cada modelo. Em 1963, contudo, cerca de um ano após a sua fundação, a empresa encerrava suas atividades. Não havia encomendas governamentais, nem capital suficiente para disputar uma parcela do mercado particular. Os quatro aparelhos em construção nunca foram concluídos.

Uma segunda tese foi apresentada pelo engenheiro Romeu Corsini, do IPT. Inicialmente, Corsini caracterizava uma nova fase de desenvolvimento econômico da país, marcada da fronteira agrícola no oeste de Minas, sudoeste do Paraná e nos Estados de Goiás e Mato Grosso. Esse movimento de interiorização do desenvolvimento exigiria o emprego, cada vez mais frequente do avião como meio de transporte. O Brasil já disporia de um parque industrial capaz de fornecer os insumos para a indústria aeronáutica. Faltaria apenas uma ação de planejamento. Para realizá-la, Corsini preconizava a criação de uma comissão com poderes para definir uma política industrial e tecnológica para o setor.

Seriam funções dessa comissão estudar e fixar as normas brasileiras de aeronáutica, propor estudos ou pesquisas a serem financiadas pelo Governo ou pela indústria, fomentar a indústria de aeronaves, mediante o concurso de projetos e protótipos financiados pelo Governo, para atender às necessidades mais urgentes do país, tais como: táxi aéreo, instrução, aviação agrícola, transporte de passageiros, etc. Caberia ainda à comissão o fomento à indústria de materiais, peças e acessórios, pela conjugação de esforços com a indústria e com os órgãos controladores de importação.
Corsini voltava a defender a idéia de uma comissão com poderes para definir uma política industrial para a aeronáutica, que apresentara originalmente em 1949, no Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Ela viria a tomar forma durante o Governo Jânio Quadros, com a criação do Grupo Executivo da Indústria de Material Aeronáutico – GEIMA, pouco depois da criação do GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística.
O GEIMA foi presidido pelo Brigadeiro Faria Lima, mas não logrou obter do Governo a decisão política de implantar a grande indústria aeronáutica no país. Ao contrário do GEIA, sua atuação não deixou maiores marcas na trajetória na indústria aeronáutica no país.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sábado, 29 de junho de 2019

Transporte Aéreo

Brasil e Austrália querem viabilizar voo entre São Paulo e Melbourne
Austrália e Brasil poderão estrear uma rota no primeiro trimestre de 2020. Os países nunca tiveram um voo regular que os conectasse. O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, e o embaixador da Austrália no Brasil, Timothy Kane, se reuniram recentemente para falar sobre a isenção de vistos para turistas australianos e as perspectivas de aumento do fluxo de passageiros entre os dois países. De acordo com Kane, o estado de Victória, na região sul, teria interesse e recursos financeiros para propor um voo direto entre as cidades de Melbourne e São Paulo. Segundo o site Airway, Gilson Neto declarou: “Este voo será mais uma ferramenta para ampliar nossa conexão aérea, além de facilitar a ligação com outros países, como Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Malásia, Cingapura, Tailândia e China. De Xangai e Pequim, os chineses poderão chegar ao Brasil com apenas uma conexão."

Turismo
A Austrália enviou pouco mais de 40 mil turistas para o Brasil no ano passado, um incremento de 24% em relação a 2017. Atualmente, uma das rotas mais acessíveis para chegar à Oceania passa por Santiago do Chile onde a LATAM possui um voo direto justamente para Melbourne realizado cinco vezes por semana com um Boeing 787, além de uma frequência diária para cidade de Auckland, na Nova Zelândia. Desde que o Chile e a cidade australiana passaram a ser ligadas pelo voo direto, o movimento de passageiros cresceu significativamente – em 2018 foram 135 mil turistas australianos no Chile.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Psicologia de Aviação

Curso de Psicologia da Aviação

Inscrições até o dia 30/06/19

O objetivo do Curso de Psicologia de Aviação (CPAv) do Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA) é preparar psicólogos para atuarem no contexto da aviação. Por isso, é indicado para psicólogos vinculados à atividade aérea que atuam junto aos pilotos e tripulantes da atividade aérea. O IPA acredita que o suporte psicológico contribui para a obtenção de melhores resultados operacionais e possibilita o desenvolvimento do meio aeronáutico com maior eficiência e segurança. O curso é também uma oportunidade de aperfeiçoamento e atualização profissional para os psicólogos integrantes do Sistema de Psicologia da Aeronáutica (SISPA) e para os novos militares, é a chance de familiarizarem-se com as atividades do campo aeroespacial.

Aulas em agosto
O CPAv/2019 é avaliado, atende à modalidade presencial e o IPA emite certificado de qualificação profissional para os alunos que concluírem com aproveitamento o curso. A programação compreende o período de 5 a 30 de agosto de 2019 e as aulas teóricas serão ministradas no espaço de convenções “Costa Business” do Clube de Aeronáutica do Rio de Janeiro. O curso inclui também visitas às Organizações Militares com o intuito proporcionar experiências de aprendizagem e a vivência dos futuros psicólogos da aviação. Em caso de eventuais dúvidas, o candidato deve entrar em contato com a Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos do IPA, por meio dos telefones: (21) 2157-2917/(21) 2157-3038.

Indicação
1. Militares da ativa e civis do Comando da Aeronáutica:
As indicações deverão ser realizadas no Portal da Capacitação do COMGEP, por meio eletrônico no Sistema de Gerenciamento da Capacitação (SGC) ou conforme requer as Fichas Informativas de Curso (FIC) da TCA37-14; tudo no http://dcp.comgep.intraer/portal_comgep/.

2. Demais Psicólogos vinculados à atividade aérea:
Os psicólogos interessados que não pertencentes ao Comando da Aeronáutica devem recorrer às Instituições com as quais mantém vínculo empregatício e solicitar a indicação por meio de Ofício ou Carta (contendo o número do CRP e o motivo do interesse), endereçado ao Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) - Esplanada dos Ministérios, Bloco M – aos cuidados da 1ª Subchefia (1SC), no 6º andar. CEP: 70.045-900 - Brasília/DF.

Matriculados
Os militares matriculados pelo IPA devem providenciar a inspeção de saúde de aeronavegante (inspeção “b” - inicial aeronavegante na FAB, ou equivalente) e apresentar o documento válido no primeiro dia de aulas à Coordenação do Curso, para serem inscritos nas atividades que demandam esforço fisiológico.

Trajes
Os uniformes previstos para o curso são o 7ºB ou 8º RUMAER para militares da ativa na FAB e o correspondente nas demais Forças Armadas ou de Segurança Pública. Militares da Reserva, Reformados ou Civis devem atender às aulas com traje passeio ou equivalente ao macacão operacional, quando houver.

Fonte: FAB

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Aeronaves

FAB terá seu primeiro jato Embraer Phenom 100
A Força Aérea Brasileira (FAB) receberá uma nova aeronave em sua frota, o jato executivo Phenom 100, da Embraer. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o primeiro exemplar do avião sendo concluído nas instalações da fabricante. O jato terá a designação militar na categoria Utilitária U-100 e matrícula FAB-3701. Será operado pelo 6º ETA (Esquadrão de Transporte Aéreo), o “Esquadrão Guará” da ALA 1, sediada no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.

O Esquadrão Guará tem um papel bastante versátil na força e por isso reúne aviões variados como o C-95 Bandeirante, o C-97 Brasilia, C-98 Grand Caravan e U-35 e U-55. A FAB teria encomendado quatro unidades do Phenom 100EV com opção para mais duas aeronaves.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Aeroportos

Governo quer repassar aeroportos da Infraero para iniciativa privada
O governo do presidente Jair Bolsonaro quer repassar todos os aeroportos da Infraero para a iniciativa privada até 2021, inclusive Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada, no dia 24 de junho de 2019, pelo ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Segundo ele, o Brasil está na mira de investidores internacionais e a abertura do setor de aviação para o capital estrangeiro, já aprovada pelo Congresso Nacional, vai impulsionar o crescimento do setor. Em evento promovido pela Lide, Conselho de Líderes Empresariais, no Rio, Freitas declarou: “Já fizemos 12 leilões de aeroportos. Houve interesse da iniciativa privada. Em outubro, vamos fazer um leilão de 22 aeroportos. E depois mais um leilão de outros 22 aeroportos, incluindo Santos Dumont e Congonhas. Será até o fim de 2021, ou no mais tardar no início de 2022. Mas a ideia é passar tudo para a iniciativa privada até 2021."

Abertura
Segundo o jornal Estadão, o ministro avaliou que a abertura do mercado de aviação para empresas estrangeiras ajuda a criar concorrência também para os aeroportos: “Tivemos uma vitória que vai impulsionar o mercado de aviação que é o capital estrangeiro. Depois da Air Europa, há mais três ou quatro empresas estrangeiras interessadas em vir para o Brasil." A maior dificuldade apontada pelos investidores, segundo Freitas, é o ambiente regulatório brasileiro, altamente complexo, e o preço do combustível, “o mais caro do mundo”, disse em referência ao querosene de aviação.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Tecnologia

Boeing investirá US$ 1milhão em pesquisa de biocombustível no Brasil
A Boeing anunciou, em 17 junho de 2019, US$ 1 milhão em investimentos nos esforços do Brasil para estabelecer uma indústria de combustível sustentável para aviação. O investimento focará em iniciativas que maximizem benefícios sociais, econômicos e ambientais para as comunidades locais envolvidas no desenvolvimento de matérias-primas que possam ser usadas para produzir combustível sustentável para aviação (SAF, sigla em inglês). Em 2018, a empresa já havia investido outro US$ 1 milhão para as ações do setor no Brasil. “O Brasil é uma potência em biocombustível e acreditamos que essa liderança pode se traduzir em benefícios para pequenos agricultores e comunidades que participam da cadeia de fornecimento de múltiplas matérias-primas que viabilizam a produção de biocombustível para aviação no país”, disse Marc Allen, vice-presidente sênior da Boeing e presidente da Parceria com a Embraer e das Operações do Grupo.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Datas Especiais

24 de junho:
Dia da Aviação de Reconhecimento
Para homenagear o Dia da Aviação de Reconhecimento, celebrado no dia 24 de junho, a Força Aérea Brasileira (FAB) produziu um vídeo especial. O trabalho ressalta que desde os ousados balões usados na Guerra do Paraguai, em 1867, em que os olhos eram os únicos sensores, o Reconhecimento Aéreo evoluiu para equipamentos de última geração, cujas qualidades, associadas às modernas aeronaves, possibilitam o reconhecimento de alvos em profundidade. A Aviação de Reconhecimento atua em uma gama variada de cenários, cumprindo ações de Busca e Salvamento, Controle e Alarme em Voo e Reconhecimento Aéreo. Em caso de guerra, tem papel essencial na coleta de dados específicos sobre as forças inimigas e áreas sensíveis.

Tecnologia

Israelenses fazem primeiro avião comercial elétrico
No Paris Air Show 2019 foi apresentado o primeiro avião de passageiros comercial totalmente elétrico do mundo, ainda que seja um protótipo. A empresa israelense Eviation diz que a aeronave, chamada Alice, poderá transportar nove passageiros em uma viagem de até 1.040 km de distância e a 440 km/ h. Espera-se que a aeronave esteja pronta para entrar em serviço em 2022. Alice tem uma aparência pouco convencional. Conta com três hélices viradas para trás, uma na cauda e duas na ponta das asas para neutralizar os efeitos do arrasto. Ela também tem uma fuselagem inferior plana para ajudar sua sustentação. "Este avião não é assim porque queremos construir um avião genial, mas porque é elétrico", disse o CEO da Eviation, Omer Bar-Yohay.

Pedidos
A Eviation já recebeu seus primeiros pedidos. A companhia aérea regional americana Cape Air, que opera uma frota de 90 aeronaves, fez um acordo para comprar algumas aeronaves Alice. A empresa está usando a Siemens e a magniX como fornecedoras dos motores elétricos. De acordo com o diretor da magniX, Roei Ganzarski, o potencial de negócios para aviões elétricos de pequeno porte é evidente se você levar em conta as 2 bilhões de passagens aéreas vendidas por ano para voos a menos de 400 km de distância. E, além disso, a eletricidade é muito mais barata que o combustível convencional.

domingo, 23 de junho de 2019

Especial de Domingo

Hoje, nossa edição especial destaca o tema Segurança Operacional, com conteúdo de Alexandre Saconi, do blog Todos a Bordo.
Boa leitura.
Bom domingo!

O ensinamento das fatalidades para aumento da segurança nas operações aéreas
Na aviação, tudo que sai do planejado vira um aprendizado para a segurança no futuro. No decorrer dos anos, a indústria aeronáutica vem aprendendo e desenvolvendo novos sistemas para garantir que os acidentes não ocorram, assim como novos procedimentos que visam evitar novas tragédias. Segundo Miguel Angelo Rodeguero, diretor de segurança operacional da AOPA Brasil (Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves), "como regra geral, a investigação de qualquer acidente leva a avanços na segurança operacional. Desde alterações operacionais para tripulantes até mudanças em projetos de aeronaves". Também é preciso destacar que uma investigação feita pela Aeronáutica tem como objetivo o aprimoramento da segurança, e não a busca de incriminar algum culpado pelos acidentes ou incidentes. "O que se busca nos dias atuais é entender o que pode acontecer para evitar que acidentes ocorram. O conceito é entender os perigos existentes para mitigar os riscos das situações. Hoje o trabalho em segurança operacional é voltado bastante para a prevenção, antes que incidentes ou acidentes aconteçam", diz Rodeguero. Veja a seguir algumas das mudanças operacionais e inovações em segurança ocasionadas após episódios tristes na aviação:

Desaparecimento do voo MH-370 (14/3/2014)
Histórico: 
O voo MH-370, da Malaysia Airlines, desapareceu sobre o oceano Índico com 239 pessoas a bordo. O Boeing 777 fazia a rota entre Kuala Lumpur (Malásia) e Pequim (China), e até hoje não foram encontradas informações que levam ao paradeiro do avião.
Principal aprendizado:
– A criação de um sistema de rastreamento global por meio de GPS para os aviões, que ainda está sendo implementado.

Queda do voo AF 447 (1º/6/2009)
Histórico:
O voo partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris (França) no dia 31/5/2009 e caiu no oceano Atlântico durante a madrugada. As caixas-pretas foram encontradas apenas dois anos depois, em 1º de maio de 2011. O relatório final apontou uma série de erros como a causa da queda, com destaque para o congelamento do tubo de pitot, uma sonda que capta a pressão do ar e indica a velocidade do avião em relação ao vento.
Principais aprendizados:
– Melhora no sistema de busca e salvamento entre a costa do Brasil e Senegal.
– Troca dos modelos do tubo de pitot dos aviões e melhora da capacidade de descongelamento das sondas.

Queda do voo Germanwings 9525 (24/3/2015)
Histórico:
Um Airbus A320 partiu da Espanha com destino à Alemanha, mas acabou caindo nos Alpes suíços. A queda foi causada intencionalmente pelo copiloto, que já havia sido tratado por apresentar tendências suicidas e não havia comunicado a companhia. Ele aproveitou o momento em que o comandante saiu da cabine de comando, trancou a porta por dentro e iniciou a descida controlada até se chocar contra os Alpes suíços.
Principal aprendizado:
– Diversos órgãos reguladores da aviação pelo mundo passaram a exigir a presença constante de, pelo menos, dois tripulantes na cabine de comando. Caso um dos pilotos precise sair, um(a) comissário(a) deve ficar na cabine com o outro.

Desastre de Tenerife (27/3/1977)
Histórico:
Dois aviões Boeing 747 (um da KLM e outro da Pan AM) colidiram durante a decolagem na ilha espanhola. Um dos aviões começou a acelerar para decolar enquanto outro estava na pista taxiando para aguardar sua vez de partir. Com a forte neblina no local, as pistas de taxiamento estavam bloqueadas, e os pilotos não conseguiam enxergar quase nada a sua frente. Ao todo, 583 pessoas morreram, e esse é considerado o maior desastre aéreo da história.
Principais aprendizados:
– Criação de fraseologia padrão, para evitar confusões durante as comunicações.
– Adoção do inglês como língua internacional da aviação.
– Cotejamento das instruções, que consiste em repetir o que foi dito pelos órgãos de controle do tráfego aéreo para se ter certeza de que a mensagem foi compreendida.

Atentados de 11 de setembro de 2001
Histórico:
Um grupo de terroristas sequestrou quatro aviões com a intenção de atirá-los contra diversos locais nos Estados Unidos no dia 11/9/2001. Dois atingiram as Torres Gêmeas, no World Trade Center, em Nova York. Outro avião atingiu o prédio do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Um quarto avião foi derrubado antes de chegar ao seu destino. Ao todo, estima-se que cerca de 3.000 pessoas morreram e outras 6.000 ficaram feridas no episódio.
Principais aprendizados:
– Proibição de embarque na bagagem de mão com líquidos acima de 100 ml.
– Uma parte dos viajantes deve remover os sapatos em alguns pontos de verificação.
– A maioria dos viajantes deve remover os produtos de higiene pessoal e os laptops das sacolas.
– As portas das cabines de comando passaram a ficar trancadas durante os voos.

Queda do voo Eastern 401 (29/12/1972)
Histórico:
Perto do pouso do voo Eastern 401 em Miami (EUA), a luz que indica que o trem de pouso do Lockheed Tristar estaria baixado não acendeu. Todos na cabine de comando se preocuparam apenas com essa luz, e o piloto automático foi desconectado de maneira que nenhum dos pilotos percebeu. O avião foi descendo devagar até chocar-se com o chão, em uma região pantanosa, o que absorveu parte do impacto. Havia 176 pessoas a bordo, das quais 101 morreram. Curiosidade: Esse acidente deu origem a um livro e um filme, ambos intitulados "O fantasma do voo 401". As obras retratam rumores de que os fantasmas do capitão e do oficial do Eastern 401 foram vistos em outros aviões que utilizaram as peças do avião do voo que caiu, procedimento autorizado à época.
Principais aprendizados:
– Melhora no treinamento dos pilotos para tornar a resolução de problemas na cabine mais ágil.
– Lanterna passou a ser um item obrigatório na cabine de comando, para melhorar a visualização de diversos itens.
– Todos os assentos onde os comissários se sentam passaram a ter cinto de segurança. À época, apenas os bancos virados para a frente da aeronave possuíam o item de segurança.

Queda do voo 52 da Avianca Colômbia (25/1/1990)
Histórico:
O Boeing 707 da Avianca Colômbia que havia partido da Bogotá caiu próximo a Nova York (EUA) sem combustível, porque a tripulação não informou a emergência por dificuldades de entendimento da língua inglesa. Das 158 pessoas a bordo, 73 morreram.
Principal aprendizado:
– Desenvolvimento de cursos de CRM (Cockpit Resources Management, ou Gerenciamento de Recursos de Tripulação), que buscam trabalhar com as pessoas envolvidas na operação, para que os recursos sejam todos utilizados da melhor maneira possível.

Sequestro do voo 305 da Northwest Airlines (24/11/1971)
Histórico:
Um passageiro identificado como Dan Cooper sequestrou um Boeing 727 e deu orientações à tripulação para pousar em Seattle (EUA), abastecer e desembarcar passageiros. Ele ainda exigiu um resgate de US$ 200 mil em valores da época. Decolaram em seguida rumo ao México, com instruções de voar baixo e devagar. Durante o voo, o sequestrador abriu a porta traseira do avião (ainda existente no modelo) e saltou de paraquedas com o dinheiro do resgate. Dan Cooper nunca mais foi encontrado.
Principais aprendizados:
– Incorporação de um dispositivo de segurança no 737, chamada trava Cooper, que impede a abertura em voo da porta traseira naquele modelo.
– Introdução de medidas de segurança amplamente conhecidas hoje, como a identificação dos passageiros e bagagens.

Colisões contra o solo
Histórico:
Diversos acidentes do tipo CFIT (Controled Flight into Terrain, ou colisão com o solo em voo controlado) ocorreram ao longo das décadas, até serem elaborados equipamentos para antecipar este tipo de ocorrência. Os acidentes CFIT ocorrem com o avião em plenas condições de voo. Sem qualquer falha no avião e sem que os pilotos percebam, a aeronave voa em direção ao solo ou a uma montanha, terminando em colisão.
Principal aprendizado:
– Por volta dos anos 1960 e 1970, os aviões passaram a incorporar um equipamento chamado GPWS (Ground Proximity Warning System). Esse equipamento informa a proximidade do avião com o solo, a elevação do terreno ou se há algum obstáculo na trajetória de voo. Hoje em dia, já há sua versão Enhanced (EGPWS), ou seja, aprimorada, que proporcionou uma sensível diminuição nos acidentes tipo CFIT.

Colisões no ar
Histórico:
Apesar da segurança e da distância no voo, ainda é possível ocorrer uma colisão entre dois aviões no ar, mesmo que remotamente. Um exemplo é o ocorrido com voo 1907 da Gol, que caiu na floresta amazônica em 2006 após uma batida com um jato Legacy.
Principal aprendizado:
– Desenvolvimento do TCAS (Trafic Collision and Avoidance System, ou Sistema de Alerta de Tráfego e Evitação de Colisão), equipamento que detecta a proximidade com outro avião e pode determinar qual a atitude que o piloto deve tomar para evitar uma colisão.

Fonte: Alexandre Saconi, no blog Todos a Bordo, via FAB.

sábado, 22 de junho de 2019

Carreiras na Aviação

Escola em Guaratinguetá (SP) forma 141 novos especialistas da Aeronáutica
A formatura dos 141 alunos da 248ª Turma do Curso de Formação de Sargentos (CFS) da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) ocorreu, no dia 19 de junho de 2019 em Guaratinguetá (SP). A solenidade foi presidida pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro."É uma profissão de sacrifício, de risco, de entrega e eles merecem a minha continência", declarou o Presidente Jair Bolsonaro.

Primeira colocação
Durante a solenidade, a primeira colocada do CFS, Sargento Ana Carolina Dias, recebeu os prêmios “Honra ao Mérito” do Ministério da Defesa, entregue pela Primeira-Dama do País, Michelle Bolsonaro; o prêmio “Força Aérea Brasileira”, foi entregue pelo Tenente-Brigadeiro Lourenço; e a Medalha Eduardo Gomes de Aplicação e Estudo, imposta pelo Comandante Interino da Aeronáutica. “A emoção foi enorme. Conquistei minha divisa de Terceiro-Sargento com um sorriso no rosto, consciência tranquila e muita vontade de continuar aprendendo e contribuindo para a Força que me acolheu”, comentou a primeira colocada da turma.

Painel
Também foi inaugurado o Painel da Turma na Galeria “Grandes Pintores do Brasil”. A imagem escolhida é a adaptação da fotografia reproduzida pela Sargento Bianca Viol, na Ala 1, em Brasília (DF). "Escolhemos essa foto pela peculiaridade de nosso Esquadrão, que é composto apenas por duas especialidades, Controle de Tráfego Aéreo e Serviço de Guarda e Segurança, sendo representadas, respectivamente, pela torre de controle ao fundo [adaptada à fotografia] e pela tropa em desembarque da aeronave KC-390”, comentou a Aluna Mariana dos Passos Bomfim.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Embraer na Paris Air Show 2019

Espanhola Binter encomenda 2 jatos E195-E2
A Embraer anunciou, dia 18 de junho de 2019, durante a 53ª edição do Paris Air Show International, a assinatura de um contrato com a companhia aérea Binter, da Espanha, para dois jatos E195-E2 adicionais, confirmando os direitos de compra do contrato original, firmado em 2018. A encomenda será incluída na carteira de pedidos da Embraer do segundo trimestre deste ano. A Binter receberá seu primeiro jato E195-E2 no segundo semestre de 2019, tornando-se o primeiro cliente europeu do maior modelo dos E-Jets E2. A companhia aérea configurará as aeronaves com 132 assentos em um confortável leiaute de classe única.

Japonesa Fuji Dream compra dois E-Jet 175
A Embraer também anunciou, na Paris Air Show, a assinatura de um contrato com a japonesa Fuji Dream Airlines (FDA) para dois jatos E175. Os novos E175 da FDA serão configurados em um leiaute de classe única com 84 lugares, com entregas a partir de 2019. A Embraer entregou o primeiro E-Jet, um E170, para a Fuji Dream Airlines em 2009.O E175 é o jato mais vendido da família de E-Jets, com mais de 770 pedidos de companhias aéreas e empresas de leasing em todo o mundo. Desde janeiro de 2013, a Embraer vendeu mais de 585 modelos E175 para companhias aéreas somente na América do Norte, recebendo mais de 80% de todas as encomendas no segmento de jatos de 70-76 lugares.

KLM pretende comprar 35 jatos E195-E2
A Embraer anunciou, dia 19 de junho de 2019, na 53ª edição do Paris Air Show International, a intenção de compra da KLM Cityhopper para até 35 jatos E195-E2, sendo 15 pedidos firmes com direitos de compra para outras 20 aeronaves do mesmo modelo. Essa intenção, que exige um Contrato de Compra, tem um valor de US$ 2,48 bilhões com base nos atuais preços de lista da Embraer, com todos os direitos de compra sendo exercidos. O pedido será adicionado à carteira de pedidos da Embraer assim que o contrato firme for concluído. “Com uma frota de 49 E-Jets, a KLM já é a maior operadora da Embraer na Europa e adicioná-la à família E2 de operadores seria um grande voto de confiança em nosso atendimento pós-venda e no programa E2. A aeronave usa 30% menos combustível por assento em comparação aos atuais E190 da KLM Cityhopper. E, em termos de ruído, a aeronave é a mais silenciosa de sua classe, tanto internamente para os passageiros quanto externamente, por uma margem significativa”, disse John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial. O Presidente e CEO da KLM, Pieter Elbers, disse: “A Embraer tem sido um parceiro fundamental para a KLM e a KLM Cityhopper nos últimos dez anos. Nossos clientes apreciam o E190 e o E175. O E2 seria uma adição bem-vinda à frota da KLM, proporcionando maior flexibilidade de capacidade e ajudando a reduzir custos. Além disso, o ecoeficiente E195-E2 também suporta os nossos objetivos de sustentabilidade com níveis mais baixos de ruído e emissões.”

Serviços de Suporte Embraer na Europa
Na Paris Air Show International 2019, a Embraer anunciou também a assinatura de contratos de manutenção e de componentes com companhias aéreas da Europa, reforçando a confiança dos clientes no suporte de última geração do fabricante para manter a eficiência operacional com a experiência técnica da TechCare. A companhia aérea suíça Helvetic Airways assinou um contrato de pool de serviços para o suporte de quatro jatos E190 recém-adquiridos e a Aurigny Air Services prorrogou seu contrato atual de manutenção de partes para o jato E195 operado pela companhia aérea da ilha de Guernsey, no Canal da Mancha. O programa de suporte a componentes da Embraer contempla o acesso e a manutenção de uma grande lista de peças, incluindo Line Replacement Units (LRU) para motores, e a maior parte dos componentes da fuselagem, além da disponibilidade de uma vasta rede de serviços de reparo. O resultado para as companhias aéreas é uma significativa economia nos custos de reparo e estoque, redução no espaço necessário para armazenamento e eliminação de recursos necessários para gerenciamento de reparos, oferecendo níveis de desempenho garantido.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Datas Especiais

20 de junho de 2019
Sesquicentenário de GASTÃO MADEIRA
Neste 20 de junho de 2019 comemora-se os 150 anos do nascimento de Gastão Madeira. As referências ao Sesquicentenário propostas pelo Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA) resgatam os feitos do inventor ubatubense e pioneiro da navegação aérea, por seus estudos e projetos de balão dirigível e aeroplano, além de outros sistemas de uso geral.

Pioneiro da Aviação
Gastão Galhardo Madeira nasceu em 20 de junho de 1869, na cidade de Ubatuba (SP). Ainda muito jovem propôs uma teoria de voo baseada no deslocamento dos pássaros, sugerindo a alteração do centro de gravidade dos aeróstatos. Ao sugerir esse deslocamento do CG, postou-se como o solucionador da dirigibilidade dos balões, fundamento aplicado ao seu projeto de dirigível, em 1890. O mesmo princípio foi empregado por Santos Dumont, em 1901, para contornar a torre Eiffel com seu balão número 6. Em 1911, o inventor ubatubense idealizou o Aviplano, uma máquina voadora que teria a vantagem de diminuir a incidência de acidentes, ao descer vagarosa e controladamente, em caso de parada do motor ou perda da hélice, fatos corriqueiros naqueles primeiros anos da aviação. Na França, Gastão Madeira estudou para aperfeiçoar suas concepções aeronáuticas e patenteou, entre outras invenções, um estabilizador automático para aviões, para controle em caso de parada de motor, algo semelhante ao que propôs para o Aviplano. No ano de 1927, Gastão Madeira foi reconhecido como Pioneiro da Navegação Aérea.

Saiba mais:



quarta-feira, 19 de junho de 2019

Embraer na Paris Air Show 2019

Embraer e ELTA desenvolverão "avião-radar" baseado no Praetor 600
A Embraer Defesa & Segurança e a ELTA Systems, subsidiária da Israel Aerospace Industries (IAI), assinaram, no Paris Air Show, dia 18 de junho de 2019, um Acordo de Cooperação Estratégica para desenvolvimento do "avião-radar" P600 AEW (Alerta Aéreo Antecipado), com base no jato Praetor 600. Concebido para atuar em um novo segmento do mercado de AEW, esta aeronave de última geração é baseada na moderna plataforma super midsize do jato executivo Embraer Praetor 600. O sensor primário do P600 AEW é o radar AESA (Digital Active Scanned Array) de 4ª geração da IAI/ELTA com capacidade de IFF integrada. Nessa cooperação, a Embraer fornecerá a plataforma aérea, sistemas de solo, sistemas de comunicações e integração de aeronaves, enquanto a IAI-ELTA fornecerá o radar AEW, SIGINT (inteligência de sinais) e outros sistemas eletrônicos. O P600 AEW abrange o crescente mercado para capacidade aeroembarcadas de inteligência, vigilância e reconhecimento para países que exigem soluções economicamente viáveis, de alto desempenho e flexíveis para missões de defesa e segurança interna. O Praetor 600 é o jato executivo super midsize de melhor desempenho de sua categoria, oferecendo alcance intercontinental com excelente capacidade de carga útil, alta disponibilidade e confiabilidade, curto tempo de retomada de operação e baixo custo de ciclo de vida. Juntamente com a tecnologia de ponta dos sensores da ELTA, a solução P600 AEW oferece os benefícios de sistemas comprovados e avançados e recursos disponibilizados, até agora, apenas em plataformas muito maiores.

Defesa Aérea
O P600 AEW pode fornecer imagens situacionais de aérea integradas e estendidas monitorando a atividade aérea em áreas fora da cobertura dos radares terrestres. Pode executar várias missões, tais como defesa aérea, alerta antecipado, comando e controle, eficiência da frota de combate, defesa territorial e vigilância marítima. Além disso, o P600 AEW pode ser configurado com uma vasta gama de sistemas de sensores de controle para alerta antecipado, incluindo a 4ª geração de radar AEW AESA Digital, IFF civil e militar, ESM/ELINT com capacidade de recepção de ameaças-radar, comando e controle, pacote de comunicação abrangente, incluindo redes de dados e links via satélite, além de um robusto sistema de autoproteção (SPS). Uma solução de comunicações abrangente permite a capacidade de link de dados, bem como a comunicação por satélite para operações além da linha de visada. Também assegura a interoperabilidade com as forças aliadas. O recurso de guerra centrada em rede (NCW) transforma o P600 AEW em um membro de uma rede tática. Um sistema avançado de autoproteção (SPS) realiza a detecção de ameaças potenciais, ativando quaisquer medidas de suporte eletrônico necessárias.

terça-feira, 18 de junho de 2019

150 anos do nascimento de Gastão Madeira


Gastão Madeira, pioneiro da aviação, é homenageado pela Prefeitura de Ubatuba

Mais de 70 pessoas estiveram presentes na cerimônia oficial que marcou os 150 anos de nascimento do inventor ubatubense e pioneiro da aviação, Gastão Galhardo Madeira, realizada ontem, 17 de junho, no Teatro Municipal de Ubatuba. O evento foi organizado pela Prefeitura de Ubatuba, com apoio da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (Fundart), Companhia Municipal de Turismo, Fundo Social de Solidariedade e Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA). A cerimônia contou com homenagens ao inventor, a sua neta – a jornalista Cristina Madeira – e aos voluntários do Ninja entregues pelo chefe de Gabinete do Prefeito, Eugênio Zwibelberg e pelo presidente da Fundart, Pedro Paulo Teixeira. Cristina recebeu o certificado de cidadão ilustre (post mortem) concedido pela Prefeitura de Ubatuba a Gastão Madeira pelo seu pioneirismo na Aviação. Ela também recebeu o certificado de hóspede oficial do município. “É uma emoção muito grande poder receber esta homenagem de Ubatuba em nome de meu avô; era um sonho de meu pai que sua memória se perpetuasse e ele tivesse o devido reconhecimento por seus inventos. Agradeço à Prefeitura, ao consórcio Voa São Paulo e a todos que apoiaram a organização deste evento, em especial, aos voluntários do NINJA, do Colégio Dominique e do Instituto Salerno-Chieus, que mantêm viva sua memória”, destacou Cristina.

Após as homenagens, Cesar Rodrigues, voluntário do NINJA, pesquisador da Aviação e autor do livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira, apresentou um panorama da vida e obra do inventor ubatubense. “A partir da observação do voo das aves, Gastão idealizou a dirigibilidade dos balões. Isso no início da década de 1890, quando ninguém falava desse assunto no mundo. Mais tarde, esse conceito foi utilizado por Alberto Santos-Dumont em seu balão Nº 6, com o qual conseguiu contornar a Torre Eiffel”, contou Rodrigues.

Fonte: Prefeitura Municipal de Ubatuba

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sesquicentenário de Gastão Madeira

A Prefeitura de Ubatuba realiza hoje, 17 de junho de 2019, uma cerimônia de comemoração dos 150 anos de nascimento de Gastão Galhardo Madeira (1869-2019), inventor ubatubense e pioneiro da aviação. O evento acontecerá às 19 horas, no Teatro Municipal de Ubatuba (praça Exaltação à Santa Cruz, 22 – Centro) e a entrada é franca. A programação inclui uma palestra do voluntário do NINJA, Cesar Rodrigues, autor do livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira, publicado pelo Instituto Salerno-Chieus. Realizado em parceria com a Comtur, a Fundart e o Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), com a colaboração de Cristina Madeira, neta do inventor, a cerimônia terá, ainda, exposição sobre os principais estudos e inventos de Gastão Madeira.

Saiba mais: Blog do Ninja de 13/6/19; 29/5/19 e 19/4/19.

domingo, 16 de junho de 2019

Especial de Domingo

Confira informações sobre a participação da Embraer na 53ª edição do Paris Air Show International, que começa amanhã, 17 de junho, no aeroporto de Le Bourget.
Boa leitura.
Bom domingo!

Paris Air Show 2019
Embraer prepara participação memorável em Le Bourget
A Embraer planeja uma participação memorável na 53ª edição do Paris Air Show International (www.paris-air-show.com) no ano da celebração dos 50 anos da Companhia, criada em 19 de agosto de 1969. No evento que acontece de 17 a 23 de junho de 2019, no aeroporto de Le Bourget, nos arredores de Paris, na França, a Embraer contará com uma ampla área de exposição que inclui as aeronaves de última geração em demonstração estática e aérea, além de um pavilhão dedicado à história da Embraer ao longo de meio século na indústria da aviação.

Destaques
A Embraer terá como destaques na área de demonstração o novo E195-E2, maior aeronave da segunda geração da família de jatos comerciais da Companhia; a aeronave militar multimissão de transporte e reabastecimento em voo KC-390; a aeronave de treinamento de ataque leve A-29 Super Tucano; e o Praetor 600, o melhor jato executivo da categoria super-midsize já desenvolvido.

Os fatos memoráveis das cinco décadas da Embraer serão relembrados em um pavilhão dedicado a expor informações e imagens dos produtos da Companhia que fizeram história na indústria aeronáutica global. O público que for ao espaço, que ocupa uma área total de 300m², poderá assistir ao vídeo que apresenta, dentro de uma linha do tempo, os momentos mais marcantes da Empresa brasileira, exibido em um painel de LED com 14 metros de largura.

A Embraer estará localizada na área #286 Agenda Todas as coletivas de imprensa da Embraer serão realizadas no estande da companhia nas seguintes datas:

18 de junho, terça-feira 11h – Coletiva de imprensa com o Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial, John Slattery.

19 de junho, quarta-feira 13h – Mesa-redonda sobre inovação e negócios disruptivos com Antonio Campello, Presidente da EmbraerX, e Daniel Moczydlower, Vice-Presidente Executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer.

KC-390
A Embraer levará à 53ª edição do Paris Air Show Internacional o primeiro avião de transporte multimissão KC-390 de produção na configuração que será operada pela Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave, de número 004, participará do principal evento da indústria aeronáutica de 2019, que acontece de 17 a 23 de junho, no aeroporto de Le Bourget, onde realizará demonstrações aéreas nos dois primeiros dias da feira. Em comum acordo com a FAB, o avião retornará ao Brasil após o evento para dar início ao processo de aceitação e entrega.

Multimissão
“A produção da primeira aeronave que será entregue à FAB marca uma importante mudança na dinâmica da Embraer no mercado”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O KC-390 é um avião multimissão que tem despertado grande interesse internacional e o Paris Air Show é o evento ideal para exibir a aeronave na configuração que será operada pela FAB, comprovando sua flexibilidade, desempenho e produtividade superiores”. “A expectativa para a entrada em serviço é enorme pelo fato da aeronave ser um marco na aviação militar, onde sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão da FAB de controlar, defender e integrar”, concluiu o Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Comandante da Aeronáutica.

Transporte tático
O Programa KC-390 já alcançou alguns marcos importantes, como o Certificado de Tipo da Agência de Aviação Civil (ANAC), do Brasil, e a produção da primeira aeronave de série, que realizou o primeiro voo em outubro de 2018. A campanha de testes em voo atualmente acumula mais de 2.200 horas de voo. O KC-390 da Embraer é uma aeronave de transporte tático, desenvolvida para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. É capaz de realizar diversas missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento em voo, busca e salvamento e combate a incêndios florestais.

sábado, 15 de junho de 2019

Transporte Aéreo

Empresas internacionais querem voar em rotas domésticas do Brasil
Pelo menos três companhias aéreas dos Estados Unidos e da Europa estão negociando para operar no Brasil. A intenção das empresas internacionais acontece após a mudança na legislação que permitiu a operação no Brasil de empresas com 100% de capital externo. A informação foi confirmada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, dia 10 de junho de 2019. As três empresas se juntam à Air Europa, empresa do grupo Globalis, que pediu registro para entrar no mercado local em maio de 2019. “A Air Europa deve começar a operar efetivamente no final desse segundo semestre”, acrescentou o ministro. Freitas não quis informar quais são as empresas que abriram negociações, alegando questões de mercado. “Essas empresas têm ações na bolsa, têm questões de concorrência, não podemos anunciar ainda”, explicou o ministro.

Texto: Tarciso Morais, em www.renovamidia.com.br

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Correio Aéreo Nacional

FAB celebra o Dia do CAN e da Aviação de Transporte
Comemorando, em 12 de junho de 2019, o Dia do Correio Aéreo Nacional (CAN) e da Aviação de Transporte, a Força Aérea Brasileira (FAB) lançou um vídeo especial. A peça refere-se a uma das mais célebres missões do CAN. No 12 de junho de 1931, os Tenentes Nelson Freire Lavenére Wanderley e Casemiro Montenegro Filho realizaram aquele que foi considerado o primeiro voo do CAN da história. A bordo de um Curtiss Fledgling K-263 saíram do Rio de Janeiro (RJ) e levaram um malote com duas cartas até São Paulo (SP).

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Sesquicentenário de Gastão Madeira

Cerimônia, palestra e exposição marcam os 150 anos do nascimento de Gastão Madeira, pioneiro da aviação


Eventos serão dia 17/06/2019, às 19 h, no Teatro de Ubatuba

A Prefeitura de Ubatuba realiza na segunda-feira, 17 de junho de 2019, uma cerimônia de comemoração dos 150 anos de nascimento de Gastão Galhardo Madeira (1869-2019), inventor ubatubense e pioneiro da aviação. O evento acontecerá às 19 horas, no Teatro Municipal de Ubatuba (praça Exaltação à Santa Cruz, 22 – Centro). A programação inclui uma palestra de Cesar Rodrigues, autor do livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira, publicado pelo Instituto Salerno-Chieus.

Realizado em parceria com a Comtur, a Fundart e o Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), com a colaboração de Cristina Madeira, neta do inventor, a cerimônia terá, ainda, exposição sobre os principais estudos e inventos de Gastão Madeira.

Livro
O livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira faz parte das atividades do NINJA, projeto de voluntários para a divulgação da cultura aeronáutica para crianças e jovens que, desde 2010, é sediado no Colégio Dominique, de Ubatuba, na sala “Gastão Madeira”, com o apoio do Instituto Salerno-Chieus. Interessado pelos projetos de Madeira, em especial pela dirigibilidade dos balões, Rodrigues percebeu que pouco se sabia da sua história, até mesmo entre os ubatubenses. “Veio daí a ideia de aprofundar as pesquisas e resgatar as contribuições de alguém que foi tão importante para a aviação e, ao mesmo tempo, tão esquecido”, explica Rodrigues. Desde o início do ano, o NINJA já vem realizando diversas atividades de comemoração do sesquicentenário de nascimento do inventor ubatubense.

Inventor
Gastão Galhardo Madeira nasceu em Ubatuba em 20 de junho de 1869. Desde a infância, ele observava os pássaros, buscando entender o mecanismo de voo. Entre 1890 e 1917, desenvolveu estudos fundamentais para os primeiros anos da aviação, na transição entre o voo de balões movidos a gás – mais leves que o ar – para o voo de objetos mais pesados que o ar. Viajou para a França em 1914 para construir protótipos de suas invenções mas, em função da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), retornou ao Brasil em 1917, onde seguiu carreira como procurador. O nome de Gastão Madeira figura como pioneiro da aviação na placa feita em ouro e brilhantes comemorativa do voo do hidroavião Jahú, ao lado de Alberto Santos-Dumont, Bartolomeu Gusmão e outros pioneiros da aviação. Em 1927, o Jahú foi o primeiro voo tripulado exclusivamente por brasileiros a realizar a travessia sem escalas do Atlântico Sul.

Homenagem
Em 1937, no aniversário de 300 anos de Ubatuba, o inventor retornou a sua cidade natal, onde foi homenageado com uma placa de bronze fixada na casa em que nascera na av. Iperoig, atual sede da Secretaria Municipal de Turismo. A placa, em 2019, se encontra no Museu Histórico de Ubatuba “Washington de Oliveira”. Em Ubatuba e São Paulo há ruas com seu nome e, desde 28 de outubro de 1966, o aeroporto de Ubatuba, hoje administrado pelo Consórcio Voa São Paulo, recebe o nome de Aeroporto Gastão Madeira. Dentre as contribuições de Gastão para a aviação aérea atual, Rodrigues destaca a preocupação com a segurança operacional, manifestada na ideia do Aviplano – um aparelho que planaria vagarosamente até o chão, em caso de pane do motor – e os estabilizadores automáticos, que, de certa forma, são um embrião do que hoje é conhecido como piloto automático.

“Comemorar os 150 anos do nascimento de Gastão Madeira é resgatar a memória de um talentoso e esquecido pensador do início da aeronavegação, com o desejo de que se assegure um registro histórico da aviação e que contribua para a formação de uma identidade cultural da cidade de Ubatuba, ao enfatizar personalidades locais, desconhecidas das atuais gerações”, destaca o autor.

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Espaço Aéreo

FAB terá ação especial para movimento aéreo na Copa América 2019
O Comando da Aeronáutica realizou, no dia 10 de junho de 2019, uma coletiva de imprensa para apresentar as ações para a Copa América 2019 e a ativação da Sala Master de Comando e Controle, no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro. O Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, destacou a importância do trabalho de coordenação e integração entre os diversos órgãos envolvidos. “A Sala Master reunirá em sistema de plantão 24 horas, no período de 10 de junho a 16 de julho, órgãos governamentais e entidades aeronáuticas para coordenar ações relativas ao espaço aéreo e aos aeroportos, visando garantir a segurança dos usuários por meio do gerenciamento de informações e do processo de tomada de decisão colaborativa”, explicou o oficial-general na abertura do evento.

Experiências anteriores
Devido à experiência positiva comprovada durante a execução de eventos anteriores como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo da FIFA 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, mais uma vez a Sala de Comando e Controle foi ativada. O Chefe do CGNA, Coronel Aviador Sidnei Nascimento de Souza, apresentou os Procedimentos de Gerenciamento de Navegação Aérea para a Copa América 2019. “No transcorrer das atividades desenvolvidas na Sala Master, todas as informações sobre a chegada, os deslocamentos e a partida de autoridades e delegações serão compartilhadas. O planejamento tem como foco a segurança e a manutenção de um fluxo de tráfego aéreo rápido, seguro e ordenado”, afirmou.

Ações integradas
Integram o grupo representantes do DECEA, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), do Ministério da Infraestrutura, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Comitê Organizador Local (COL), do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO), da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), das empresas concessionárias de aeroportos e de representantes da aviação executiva. A atuação integrada e coordenada permitirá o compartilhamento de informações em tempo real entre os oito aeroportos das cinco cidades-sede (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre).

terça-feira, 11 de junho de 2019

NOTAER

Edição destaca o Exercício Operacional Tápio
Confira também o trabalho dos militares do Programa Forças no Esporte (PROFESP) na preparação de crianças e adolescentes

A edição de junho do Notaer destaca o Exercício Operacional Tápio, realizado na Ala 5, em Campo Grande (MS). Entre as aviações que participaram estão a de Transporte, a de Reconhecimento e a de Busca e Salvamento que celebram suas datas comemorativas nos dias 12, 24 e 26, respectivamente. O jornal mostra ainda o trabalho dos militares do Programa Forças no Esporte (PROFESP) em prol da integração social de jovens residentes em áreas de vulnerabilidade, por meio da prática esportiva orientada e de atividades complementares que contribuem para a melhoria da qualidade de vida. Confira também uma reportagem sobre o processo de seleção da segunda turma do curso de Graduado-Master que contempla novas localidades. Acesse aqui.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Espaço

Turismo na Estação Espacial pode começar em 2020
A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) anunciou, no dia 7 de junho de 2019, que autorizará o uso da Estação Espacial Internacional (ISS) a turistas e empresas. A agência do governo dos Estados Unidos pretende utilizar a medida para obter financiamento, visto que o presidente Donald Trump tem interesse em expandir a exploração espacial norte-americana. As missões durarão até 30 dias. Potencialmente, uma equipe com pelo menos 12 astronautas privados poderá visitar a estação a cada ano, segundo a agência AFP. Os “astronautas privados” serão transportados pelas empresas SpaceX, com a cápsula Crew Dragon, e Boeing, que constrói a Starliner. Estas companhias escolherão os turistas e cobrarão a viagem, que será a parte mais cara da aventura: cerca de US$ 58 milhões. Os turistas pagarão a agência espacial pela estada em órbita, comida, água e todo o sistema de suporte vital a bordo.

domingo, 9 de junho de 2019

Especial de Domingo


Caros NINJAs:
Hoje, reproduzimos uma postagem que fizemos há vários anos.
Nosso blog procura estimular o interesse pela cultura aeronáutica e, também, valorizar as profissões ligadas a esta área, esperando que muitos de vocês sigam este caminho.
É claro que contamos também com leitores adultos, já realizados profissionalmente.
Estes, certamente, irão compreender o motivo do Especial de Domingo que voltamos a publicar hoje:
A lembrança do Dia D - 6 de junho de 1944 - A invasão da Normandia, que, neste ano de 2019, foi comemorado na última quinta-feira.
Mais do que o início do fim da 2ª Guerra Mundial, este momento histórico simboliza a vitória dos ideais de liberdade que a humanidade precisa preservar.
Em verdade, estava em jogo o triunfo da opressão ou da democracia e, por isso, a derrota do nazismo significou um importante avanço na construção de um mundo melhor.
Naquela ocasião, milhares de jovens soldados morreram para garantir dias melhores às gerações seguintes.
Hoje, colhemos os benefícios daquele enorme sacrifício e, portanto, temos a obrigação de não esquecê-lo, em respeito a memória de bravos combatentes.
A vida ensina que a conquista da liberdade não é tarefa fácil.
Façamos com que nossas ações contribuam para preservá-la e difundi-la.
Salve 6 de Junho!
Viva a Liberdade!



O DIA D

O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia "D". Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.
Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve consenso quanto à proposta da União Soviética de abrir uma segunda frente de batalha na Europa Ocidental, a fim de conter as perdas russas nos violentos combates contra as Forças Armadas alemãs.
Somente no final de 1943, decidiu-se em Teerã planejar para a primavera seguinte a chamada Operação Overlord – a maior operação aeronaval da história militar.
Nos meses seguintes, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadenses concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.

Operação anunciada pelo rádio

A 6 de junho de 1944, foi anunciada pelo rádio a chegada do "Dia D" - o Dia da Decisão. A operação ainda havia sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha e, por pouco, não fora suspensa.
Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças aéreos já haviam bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Uma frota de aproximadamente 6.500 navios militares atracou num trecho de cerca de 100 quilômetros nas praias da Normandia, no noroeste da França.
Ao final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam alcançado o continente europeu. Graças à supremacia aérea dos aliados, foi possível romper a temível "barreira naval" de Hitler e estabelecer as primeiras cabeceiras de pontes. As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que esperadas, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque.


Alemães esperavam adiamento da operação
Os nazistas previam uma invasão, mas não sabiam onde ela ocorreria. Também não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de enfrentá-la. Por causa do mau tempo, eles esperavam que a operação fosse adiada para o verão europeu. Em função de manobras simuladas pelos aliados, Hitler concentrara o 15º exército na parte mais estreita do Canal da Mancha, onde previa ser atacado.
As demais tropas alemãs permaneceram no interior do país, em vez de serem estacionadas na costa, como havia pedido inutilmente o marechal-de-campo Erwin Rommel. Graças a esses erros estratégicos, os aliados escaparam de uma violenta contraofensiva alemã.

Apesar disso, o avanço das tropas aliadas enfrentou forte resistência.
A cidade de Caen(foto acima), que os ingleses pretendiam libertar já no dia do desembarque, só foi entregue pelos alemães no dia 9 de junho, quase toda destruída. As defesas nazistas no interior da França só foram rompidas a 1º de agosto, uma semana depois do previsto.


O "Dia D", comandado pelo general Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas. "Esse desembarque faz parte de um plano coordenado pelas Nações Unidas - em cooperação com os grandes aliados russos - para libertar a Europa. A hora da libertação chegou", profetizou o próprio Eisenhower, a 2 de junho.
Paris foi libertada a 25 de agosto, Bruxelas, a 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra foi cruzada pelos aliados em Aachen a 12 de setembro, ao mesmo tempo em que eram realizados bombardeios aéreos contra cidades industriais alemãs. No início de 1945, os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos (pelo oeste) fizeram uma verdadeira corrida para chegar primeiro a Berlim, para comemorar a vitória definitiva sobre a Alemanha nazista.


Por Matthias Schmitz (gh)