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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Pioneiros

Edu Chaves

Eduardo Pacheco Chaves, conhecido como Edu Chaves (São Paulo, 18 de julho de 1887 — São Paulo, 21 de junho de 1975), foi um aviador brasileiro, pioneiro nas ligações aéreas entre São Paulo e Santos; São Paulo e Rio de Janeiro, e também entre o Rio e Buenos Aires.

Filho de Elias Pacheco Chaves e de Anésia da Silva Prado, antiga família de cafeicultores, nasceu em um casarão da rua de São Bento, na cidade de São Paulo.

Fascinado pela aviação, vai para a França com o propósito de tornar-se piloto. Em 28 de julho de 1911 adquire seu "brevê" de piloto da Federation Aeronautique Internacionale a bordo de um aparelho modelo Bleriot de 25 HP.

Ainda na França, foi o primeiro aviador a realizar voos noturnos. Voou nos céus do Brasil no dia 8 de Março de 1912, na cidade de Santos. Nesta época teve a oportunidade de voar em companhia do aviador francês Roland Garros na breve estadia deste no Brasil.

Criou a primeira escola de aviação do país em Guapira, São Paulo, onde empregou aviões trazidos da Europa.

Por suas proezas aéreas, mereceu o epíteto de "Bandeirante do Azul" e, por ordem cronológica, é considerado o 3º aviador do Brasil, precedido por Santos-Dumont e Jorge Möller.

UM VOO PIONEIRO
Desde princípios da segunda década do século XX - quando o avião se transformou num esporte elegante - as proezas dos mais destemidos aviadores passaram a assombrar o mundo.

Existiam até pilotos europeus que percorriam os países da América do Sul, atraindo verdadeiras multidões, que pagavam para assistir a suas façanhas aéreas em circuitos fechados.

Naquele tempo, a aviação começava a engatinhar no Brasil através de experiências aviatórias, consideradas como verdadeiros espetáculos públicos, tal era o interesse que despertavam no povo.

E eram poucos os brasileiros que podiam praticar tal esporte, considerado sofisticado, uma vez que era necessário o brevet através de curso na França e os próprios aparelhos, que também tinham que ser adquiridos na Europa.

Edu Chaves e o monoplano Bleriot na praia do Gonzaga, em 1912
Foto: coleção do comendador Amadeu da Silveira Saraiva

O entusiasmo pela aviação - a exemplo dos países europeus - repercutia de Norte a Sul do País. Era a chamada "época heróica da aviação".

Foi assim que o governo paulista veio a instituir um prêmio de 30 mil réis (isso em 1912!) ao primeiro piloto que conseguisse voar entre São Paulo-Santos-São Paulo. Esse prêmio oferecido - bem gordo para a época - atraiu a atenção dos adeptos da aviação, inclusive do famoso ás da aviação francesa Roland Garros, que já havia levado a cabo a primeira travessia aérea do Canal da Mancha em 1910, ao lado de Bleriot.

Uma vez inscrito, Garros procurou logo preparar o seu aparelho Bleriot para tentar realizar o raid proclamado. Outro aviador, que se interessou pela prova, foi o brasileiro Edu Chaves, de renome internacional, devido às suas façanhas aéreas na Europa, onde fora brevetado em 1911.

Aconteceu que o aeroplano de Roland Garros, que estava com uma peça desgastada, não oferecia condições de concretizar o ousado voo através da Serra. E, apesar da tentativa de adquirir uma outra peça, não conseguiu consertar o avião.

Já estava prestes a desistir, quando o piloto brasileiro, que tinha um aparelho idêntico - embora sendo competidor, mas na condição de amigo -, ofereceu ao francês uma peça original que havia recebido da Europa.

Correspondendo ao cavalheirismo do rival e agradecendo ao mesmo tempo a sua nobre atitude, Garros convidou Edu para participar da segunda parte do raid, uma vez que o brasileiro tinha uma bússola e podia manter o rumo certo, principalmente sobre a Serra do Mar.

A prova foi realizada no dia 9 de março de 1912, e o monoplano Bleriot, pilotado pelo francês Garros, aterrissou na praia, onde foi grande a afluência do público.

Na viagem de regresso, Edu Chaves foi junto com Roland, transportando a primeira carta aérea, enviada pela firma de café Antunes dos Santos & Cia. e endereçada ao Sr. Gabriel Corbsier, de São Paulo, com o seguinte texto:

Temos a satisfação de cumprimentar V. Sa. por intermédio do nosso amigo Eduardo Chaves, arrojado aviador, que causou assombro à população de Santos, nas suas ascensões, assim como o notável aviador sr. Garros. Certos da feliz travessia Santos-São Paulo, nos regozijamos por tão ousada iniciativa.

Apesar da espessa neblina que cobria todo o trajeto, o Bleriot, com Garros e Chaves a bordo, chegou em São Paulo, tendo aterrissado no Parque Antártica.

TEM QUE SER AGORA!
Edu Chaves herdeiro de tradicional família de plantadores de café, atraído pelo fascínio da aviação, foi para a França em 1911, onde, a 28 de julho do mesmo ano, voando num pequeno Bleriot, de 25 HP, ganhou o seu brevet de piloto aviador conferido pela Federation Aeronautique Internacionale, tornando-se, assim, o primeiro brasileiro a se diplomar na escola de Etapes.

A exemplo de Alberto Santos Dumont, Edu Chaves também deslumbrou os franceses com as suas proezas aéreas, tornando-se o primeiro aviador a fazer uma travessia noturna. Foi a 31 de outubro daquele mesmo ano de 1911, que o aviador paulista consagrou-se definitivamente ao conquistar o "Prix des Escales", após concretizar uma travessia noturna entre Paris e Orleans, numa prova em que o piloto tinha que realizar o maior número de voos entre as duas cidades.

Dessa forma, conseguiu fazer vinte e sete escalas, cobrindo um percurso de 1.000 quilômetros, causando a admiração geral, uma vez que, durante a prova, procurava orientar-se para não perder o rumo, servindo-se dos sinais luminosos de uma ferrovia.

De volta ao Brasil, Edu trouxe vários aviões encaixotados, organizando então uma escola de aviação na região de Guapira, em São Paulo, tornando-se igualmente o primeiro aviador brasileiro a voar nos céus do nosso país - fato que ocorreu em Santos, no dia 8 de março de 1912, quando sobrevoou a Praia do José Menino pilotando um Bleriot, de 50 HP, que trouxera da Europa e fora descarregado de um navio no porto local, naquele mesmo dia.

Após acompanhar o desembarque do pequeno aeroplano, Edu transportou-o até a praia, onde, sob o olhar curioso dos banhistas, começou a montar o aparelho. Quando terminou a montagem, entrou no Bleriot, acionou o motor, deslizou pela praia e alçou voo debaixo dos aplausos de centenas de pessoas que se encontravam no local. Depois de algumas evoluções sobre a baía de Santos, aterrissou tranquilamente na areia da praia, onde foi cercado pelos curiosos que desejavam ver de perto o seu aparelho voador.

O intrépido aviador Edu Chaves, que veio a falecer no dia 21 de junho de 1975, em São Paulo, aos oitenta e oito anos de idade, deixou escrito, com letras de ouro, páginas imortais na história da Aviação Brasileira, ficando guardada para sempre uma frase que disse às vésperas de uma prova difícil, com todo o arrojo e coragem que lhe era peculiar: "Voar amanhã não vai dar graça. Tem que ser agora".

Texto: Livro Episódios e Narrativas da Aviação na Baixada Santista, do jornalista e pesquisador J.Muniz Jr. Edição comemorativa da Semana da Asa de 1982, Gráfica de A Tribuna, Santos/SP.

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

DECEA

Está em vigor a nova edição da ICA 100-40 sobre o uso de aeronaves não tripuladas
Entrou em vigor, dia 1/7/2026, a edição atualizada da Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 100-40, publicada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), que estabelece os procedimentos e responsabilidades para o acesso seguro ao Espaço Aéreo Brasileiro por Aeronaves Não Tripuladas.

A atualização reúne em um único documento as regras relativas ao acesso ao espaço aéreo por aeronaves não tripuladas, substituindo os manuais que tratavam separadamente das operações especiais e do uso recreativo de aeromodelos.

Uma das principais mudanças é que, até então, drones com Peso Máximo de Decolagem (PMD) inferior a 250 gramas estavam dispensados da solicitação de acesso ao espaço aéreo. Com a nova norma, essa exceção deixa de existir.

O Chefe da Subdivisão de Planejamento de Aeronaves Não Tripuladas do DECEA, Major Aviador Rodrigo Gonzalez Martins de Magalhães, explica que a alteração permitirá que todos os usuários tenham acesso às informações sobre as restrições do espaço aéreo antes da decolagem. "As regras para voos recreativos não mudaram, a operação continua limitada a 60 metros de altura, mantendo o drone no alcance visual do piloto e afastado de áreas restritas, helipontos e aeroportos. Contudo, como era dispensada a solicitação de voo para drones abaixo de 250 gramas, ocorriam muitas operações fora dessas condicionantes sem o conhecimento do operador, pois a única forma do usuário saber que se encontra dentro de uma área restrita é utilizando o sistema de solicitação. Dessa forma, a Força Aérea, por meio do DECEA está estendendo o uso da ferramenta para todos os usuários, possibilitando que todos operem com segurança", explicou.

A medida também responde ao crescimento das ocorrências envolvendo drones e aeronaves. Embora o Brasil não registre acidentes dessa natureza, os relatos de incidentes e avistamentos aumentaram significativamente nos últimos anos. Em 2024 foram registradas 35 ocorrências. Em 2025 esse número subiu para 57, um crescimento de 83%.

O documento também traz mudanças que tornam os processos mais eficientes. Entre elas, está a redução do prazo mínimo para solicitação de operações que dependam de espaço aéreo segregado divulgado por meio de Serviço de Informações Aeronáuticas (AIS), que passa de 12 para oito dias corridos.

A regulamentação também estabelece novos critérios para operações em Zona UTM, definindo limite de até uma hora por voo e áreas máximas de operação de 15 km² para voos em VLOS (Visual Line of Sight) e de 30 km² para operações BVLOS (Beyond Visual Line of Sight).

Outro avanço é a criação do conceito de Área Adequada, que consiste em um espaço aéreo com dimensões definidas, sendo os Órgãos Regionais do DECEA responsáveis por sua criação, mediante avaliação prévia do impacto operacional da atividade pretendida.

As autorizações continuarão sendo realizadas pelo sistema SARPAS do DECEA. E, a partir deste mês, os usuários também contarão com um aplicativo para facilitar o acesso à plataforma. Para operações recreativas realizadas abaixo de 60 metros de altura, mantendo o drone ao alcance visual do operador e fora de áreas restritas, a autorização será emitida automaticamente em até 30 minutos.

Já as operações de maior complexidade serão analisadas pelos órgãos de controle de tráfego aéreo, podendo demandar até oito dias. A nova regulamentação foi oficializada pela Portaria DECEA nº 2094/DNOR8, de 18 de março de 2026, publicada no Boletim do Comando da Aeronáutica (BCA) nº 58, de 30 de março de 2026.

Saiba mais: ICA 100-40

Fonte: DECEA

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domingo, 5 de julho de 2026

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. No sétimo mês do ano, tradicionalmente, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.
Boa leitura.
Bom domingo!


Brasil - O primeiro balão de Santos-Dumont
Em 4 de julho de 1898 sobe um balão, no Jardim da Aclimatação, elevando aos céus de Paris as cores verde-amarelo em uma flâmula desfraldada.
Ela pendia do Balão BRASIL, o primeiro engenho concebido pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont, o gênio que entregou a humanidade a terceira dimensão do espaço. Nessa época os balões variavam de 500 a 2000 metros cúbicos de capacidade, onde o menor até então era de 250 m³.
Por isso, grande foi o espanto dos construtores quando Santos-Dumont encomendou um de 100 m³, o que a princípio não foi aceito, alegando-se que não subiria. Ele informou que seria o balonista e seu peso não passava de 50 kg.


Para a confecção do invólucro, ao invés da seda chinesa usaria a japonesa, muito mais leve. Nas oficinas houve reação ao seu projeto. Supondo que o material não fosse resistente argumentaram que um balão de 100 metros cúbicos devia ser, além do mais, muito mais sensível aos movimentos do aeronauta na barquinha do que um grande balão de dimensões "normais".
Nada deteve o futuro inventor, que pressentia os fenômenos de aerostação com a sua aguda sensibilidade aeronáutica.E replicou aos construtores: "Pode-se aumentar o comprimento das cordas de suspensão da barquinha". E encerrou o assunto.
O argumento de que era fraca a seda do Japão foi posto abaixo com a prova científica. Diz ele:

"Ensaiamo-la (a seda) ao dinamômetro e o resultado foi surpreendente. Ao passo que a seda da China suporta uma tensão de 1.000 quilos por metro linear, a delgada seda japonesa suportou uma tensão de 700 quilos; quer dizer que provou ser 30 vezes mais resistente que o necessário em virtude da teoria das tensões. Caso extraordinário, se considerarmos que ela pesa somente 30 gramas por metro quadrado!"

As condições de peso de Santos-Dumont auxiliaram-no nas experiências e o BRASIL subiu aos ares, inaugurando uma novidade nas construções dos balões esféricos. As suas excelências foram expostas pelo seu próprio inventor:

"O BRASIL era muito manejável no ar e muito dócil. Era, além do mais, fácil de embalar após a descida: foi com razão que espalharam que eu o carregava numa maleta".

Características do Balão Brasil na 1ª ascensão:

Dimensões: 113 m³ com diâmetro de 6 m
(outros balões variavam de 500 a 2000 m³)

Rede feita de cordas musicais totalizando 1,8 kg
(outros balões: 50 Kg)

Barquinha de Vime com 6kg
(contra aproximadamente 30kg em outros balões)

Ascensões registradas:

1898 - 4 julho - A partir do Jardim da Aclimatação
1899 - 29 junho - Do Jardim das Tuilleries à Sevran

Foi dessa maneira que Santos-Dumont estreou na aeronáutica: revolucionando a construção dos aeróstatos, quebrando as praxes até então em vigor. A sua vida de aeronauta, daí por diante, será uma sucessão de vitórias contra os obstáculos de toda a sorte: contra a incredulidade, a indiferença, o comodismo e a inércia dos que duvidaram que o homem podia conquistar o espaço.

O BRASIL foi um símbolo; uma pequena representação das suas lutas futuras. Todas se enquadrariam dentro desse espírito que presidiu à construção do seu primeiro balão: audácia, convicção, perseverança, coragem e intuição especial dos problemas aeronáuticos.


O MEU PRIMEIRO BALÃO

O MENOR

O MAIS LINDO

O ÚNICO QUE TEVE UM NOME:

"BRASIL"

Santos-Dumont  1898

Fonte: Cabangu

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com 

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

MAPA

Novo museu aeroespacial no Campo de Marte terá primeiro hangar ativado
Foto: AERO Magazine/Edmundo Ubiratan

Hangar I do MAPA será ativado hoje, 3 de julho, com aeronaves históricas, acervo da FAB e peças cedidas pelo Museu Asas de Um Sonho

A Força Aérea Brasileira e o Museu Aeroespacial Paulista (MAPA) ativam, neste 3 de julho, a primeira fase do projeto, com a abertura do Hangar I.

Instalado no Campo de Marte, em São Paulo, a abertura marca uma nova etapa na implantação do futuro complexo museológico dedicado à aviação e ao setor aeroespacial na cidade de São Paulo.

Com aproximadamente 200 m², o Hangar I foi estruturado para receber reuniões e eventos institucionais e privados. O espaço, porém, ainda não será aberto ao público. A cerimônia de ativação terá formato restrito, voltado a convidados e imprensa, e deverá apresentar também as próximas fases do projeto.

A área foi concebida com proposta imersiva e reúne aeronaves históricas, itens do acervo institucional da FAB, simuladores de voo e um mural exclusivo assinado pelo artista Mena.

Entre os destaques iniciais estão exemplares como o Vought F4U Corsair e o Messerschmitt Bf 109, transferidos no âmbito do acordo de comodato e parceria estratégica entre o Museu Asas de Um Sonho e a Força Aérea Brasileira.

A participação do Museu Asas de Um Sonho é um dos eixos da formação do acervo do MAPA. O acordo prevê a cessão, em regime de comodato, de até quarenta aeronaves da coleção original do museu, considerada uma das mais relevantes da América Latina.

Segundo Marcos Amaro, presidente do Museu Asas de Um Sonho e da AMAPA, Associação dos Amigos do Museu Aeroespacial Paulista, a ativação do hangar representa uma etapa concreta na consolidação do projeto. “O avanço do MAPA representa um marco para a preservação e valorização da memória aeronáutica brasileira. Poder contribuir com a disponibilização de parte do acervo do Museu Asas de Um Sonho reforça nosso compromisso com iniciativas que preservam esse patrimônio e ajudam a construir um legado à altura da história da aviação no país”, afirmou Amaro.

A ativação do Hangar I não representa ainda a abertura plena do museu ao público, mas sinaliza o avanço físico e institucional do projeto no Campo de Marte.

A expectativa é que o MAPA seja desenvolvido como um polo voltado à preservação histórica, à educação e à experiência aeroespacial, reunindo aeronaves, acervos e atividades ligadas à memória da aviação brasileira.

Fonte: AERO Magazine / Edmundo Ubiratan

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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Efemérides Aeronáuticas - Julho



Efemérides - Julho

INCAER
Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica 

1867
Foram realizadas as 2ª e 3ª ascensões do balão “Allen”, nas alturas máximas de 760 pés e 865 pés, de 50 minutos e 30 minutos, respectivamente. (08 de julho)

Foram realizadas as 4ª, 5ª, 6ª e 7ª ascensões do balão “Allen” em diversos pontos do “front”. (12 de julho)

Foram cumpridas as 8ª e 9ª ascensões do balão, tendo como observadores aéreos o Capitão Silva Amaral e o Tenente Cursino do Amarante. (13 de julho)

Foram realizadas as 10ª e 11ª ascensões do balão, com os observadores Capitão Francisco César da Silva Amaral, Capitão Conrado Jacob de Niemeyer e Capitão Antônio de Sena Madureira. (20 de julho) 

Foi empreendida a 12ª ascensão com os Capitães Silva Amaral e Conrado Niemeyer, como observadores aéreos, na véspera do início da chamada “Marcha de Flanco”. Nessa subida, puderam até traçar rápido esboço das posições inimigas em frente das que ocupava o Corpo do Exército Imperial do General Argolo. (21 de julho)

Foram realizadas as 13ª e 14ª ascensões, ambas executadas no final da jornada do primeiro dia da “Marcha de Flanco” na região da vanguarda. Como observador aéreo, subiu o Capitão Conrado Niemeyer. (22 de julho)

O balão de observação “Allen” foi esvaziado, em decorrência do risco de incêndio e explosão, devido às queimadas em áreas vizinhas, provocadas pelos paraguaios. (23 de julho)

1873
Nascimento de Alberto Santos Dumont em Cabangu, Estação de Rocha Dias, Distrito de João Aires, próximo à cidade de Palmira (hoje Santos Dumont), no Estado de Minas Gerais. (20 de julho)

1877
Nasceu em São Paulo, Eduardo Pacheco Chaves (que seria mais conhecido como Edu Chaves), considerado como o terceiro aviador brasileiro, precedido por Santos Dumont e Jorge Moller. (18 de julho)

1898
Santos Dumont fez a primeira ascensão com o seu balão livre “Brasil”, que ele mandou construir especialmente para o seu uso pessoal. A subida ocorreu no Jardim da Aclimatação, pousando perto de Pithiviers, após 05 horas de voo. (4 de julho) # O Balão “Brasil”, o menor já construído para a ascensão de uma pessoa a bordo, tinha o volume de apenas 113 metros cúbicos, com forma esférica e com diâmetro de 6 metros.

1901
Santos Dumont, realizando uma das primeiras experiências com o seu balão “Nº 5”, partiu de Saint Cloud e contornou a Torre Eiffel, dando uma demonstração de que tinha dominado o problema da dirigibilidade dos balões. (9 de julho)

O Secretário do Aeroclube da França, Emmanuel Aimé, escreveu a Santos Dumont, confirmando a inscrição do aeronauta brasileiro para concorrer ao prêmio de Aerostação instituído pela agremiação. (12 de julho)

Entusiasmado com os bons resultados colhidos no voo anterior, Santos Dumont voltou a subir com o “Nº 5”,ascendendo às 06h41min, para realizar uma nova tentativa com vistas a conquistar o “Prêmio Deutsch de La Meurthe”. (13 de julho)

Os deputados Augusto Severo e Carlos Cavalcanti apresentaram o projeto 112-1901, na Câmara dos Deputados do Brasil, que autorizava o governo a abrir um crédito de cem contos de réis ao Ministério da Viação a fim de premiar Santos Dumont pelo resultado de sua experiência com um balão dirigível. (17 de julho)

Referindo-se a Santos Dumont, o jornal “The New York Sun”, de Nova York, esclareceu que “o triunfo do homem sobre os caminhos do ar chegou afinal e foi um filho do Novo Mundo que conquistou a primeira vitória”. (14 de julho)

O “The New York Herald”, de Nova York, proclamou que “o herói do momento é, certamente, o Sr. Santos Dumont. Suas experiências em navegação aérea coroadas de êxito, sexta-feira e sábado passados, levaram o seu nome aos cantos mais remotos do mundo”. (18 de julho)

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), com sede no Rio de Janeiro, aprovou por unanimidade, o seguinte voto de louvor: “Propomos que na ata da sessão de hoje se consigne um voto de admiração, louvor e aplauso, ao Sr. Santos Dumont, distinto brasileiro que inscrevendo o seu nome entre os dos benfeitores da humanidade, por felizes trabalhos a bem da navegação aérea dirigível, fornecem à história pátria uma das mais brilhantes páginas”. (26 de julho)

1903
Santos-Dumont, pilotando o seu balão dirigível nº 9 voou, em Paris, sobre a formatura militar em Longchamps e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros de revólver. (14 de julho)

O General André, Ministro da Guerra da França, encaminhou carta a Santos Dumont agradecendo o oferecimento de colocar à disposição do Governo Francês os seus balões dirigíveis, em caso de guerra. (18 de julho)

Santos-Dumont realizou a primeira ascensão noturna com o seu balão dirigível nº 9. (24 de julho)

1906
Santos Dumont realizou uma experiência com o seu avião “14-BIS”, suspenso pelo dirigível “Nº14”. (23 de julho)

1911
Foi brevetado na Escola Farman, em Étampes, França, o segundo aviador civil brasileiro, o paulista Eduardo Pacheco Chaves, mais conhecido como Edu Chaves, que recebeu o brevê Nº 559, da Federação Aeronáutica Internacional. (28 de julho)

1912
O Tenente de Infantaria do Exército Ricardo João Kirk, entusiasta da aviação e um dos primeiros sócios do Aeroclube Brasileiro, partiu para a Europa por ordem do Ministro da Guerra, General Vespasiano Gonçalves de Albuquerque Silva, a fim de receber instrução de voo e tratar ainda da filiação do Aeroclube Brasileiro à Federação Aeronáutica Internacional – FAI, com sede na França. (7 de Julho) 

1913
O jornal “O Imparcial” publicou a fotografia de um avião monomotor Blériot Sit, construído por Nicola Santo, com motor e componentes importados da França. Ele mantinha, por concessão do Aeroclube Brasileiro, uma oficina para construção e reparo de aviões no Campo dos Afonsos. (25 de julho)

1914
O aviador brasileiro Edu Chaves, pilotando um avião Bleriot de 80 cavalos vapor, conseguiu fazer o primeiro voo entre São Paulo e o Rio de Janeiro, aterrando no Campo dos Afonsos; o voo foi sem escalas. (5 de julho)

Foi divulgado o Aviso nº 3.423, do Ministério da Marinha, onde constou a decisão da criação de uma Escola de Aviação Naval, tendo em vista o fechamento da Escola Brasileira de Aviação. (15 de julho) 

1916
Chegaram ao Rio de Janeiro, pelo navio transporte “Sargento Albuquerque”, os três primeiros hidroaviões Curtiss, adquiridos nos Estados Unidos para a Escola de Aviação Naval. (5 de julho)

Segundo apontamentos de Nicola Santo (italiano de nascimento, tendo passado a residir no Brasil a partir de 1913, engenheiro e entusiasta de aviação), nessa data foi realizada a primeira aula prática de aviação, sendo instrutores: engenheiro Del Vecchi Filho, Ernesto Darioli e Ten Bento Ribeiro. (19 de julho)

1918
Foi aberto no Ministério da Guerra o crédito especial de dois contos de réis para organizar o serviço de aviação militar. (17 de julho)

1919
Foi inaugurada oficialmente, no Campo dos Afonsos, a Escola de Aviação Militar. (10 de julho)

Foi publicado, no Boletim da Escola de Aviação Militar, o primeiro programa de instrução aérea para o Curso de Pilotos Aviadores. (mês de julho)

1924
Foram deslocados, do Campo dos Afonsos para a cidade de Mogi das Cruzes/SP, a Esquadrilha de Aperfeiçoamento e a 1ª Cia de Parque de Aviação Militar para participarem das operações contra os revolucionários de São Paulo que se sublevaram no dia 05 de julho. (14 de julho)

1925
Foi aprovado o Regulamento para os Serviços Civis de Navegação Aérea, “que representou o verdadeiro marco inicial da legislação que disciplinou as atividades aeronáuticas civis no Brasil” (Decreto 16.983). Criou-se, assim, o registro de matrícula das aeronaves. (22 de julho)

1926
Passou a circular a revista “Aviação”, com um número comemorativo do aniversário da Escola de Aviação Militar. Com periodicidade mensal, a revista estava sob a direção do Cel Álvaro Octávio de Alencastro, com redação e administração na própria Escola no Campo dos Afonsos. (10 de julho)

1927
Procedente de Salvador, pousou na Baía da Guanabara o hidroavião “Jahu” sob o comando de João Ribeiro de Barros, sendo seus tripulantes recebidos com grande entusiasmo popular e recepcionados em diversas festas e cerimônias. (5 de julho)

1928
Foi iniciado o Primeiro Congresso Nacional de Aviação, cuja iniciativa se deveu aos aviadores militares Luiz Leal Netto dos Reys, Anor Teixeira dos Santos, Henrique Raymundo Dyott Fontenelle e ao engenheiro César da Silveira Grillo, por intermédio do Clube dos Bandeirantes do Brasil. (14 de julho)

1929
Aterrissou no Campo de Marte, em São Paulo, um monoplano biplace Klemm, pertencente à ETA - Empresa de Transportes Aéreos, primeira empresa aeroviária brasileira, a qual realizava assim seu primeiro voo, desde o Rio de Janeiro, ligando assim as duas principais cidades do país, à época. (29 de julho)

1930
Decolou do Campo dos Afonsos um avião Potez-33 para realizar um reconhecimento fotográfico na região Taubaté - Pindamonhangaba, em São Paulo, sendo tiradas 270 fotografias numa área de 375 km². Os tripulantes eram os seguintes: Ten Benjamim Quintela, Ten Clóvis Monteiro Travassos e Sgt Carlos França. O regresso ao Campo dos Afonsos ocorreu no dia seguinte. (18 de julho)

1931
Ocorreu a primeira apresentação do avião Muniz M-5, projeto do então Cap Eng Antônio Guedes Muniz, no Campo dos Afonsos, como parte dos festejos do 12° aniversário da Escola de Aviação Militar. (10 de julho)

1932
Falecimento do Marechal do Ar Alberto SANTOS-DUMONT, em Guarujá, na Cidade de Santos, Patrono da Força Aérea Brasileira. (23 de julho)

Pelo Decreto Estadual 10.447, o Presidente do Estado de Minas Gerais, Olegário Maciel, mudou a denominação da cidade de “Palmyra” para “Santos Dumont”, esclarecendo que a “irradiação de sua glória deve alcançar, de maneira especial, a terra que lhe deu berço”. (31 de julho)

1933
Foi ativado o Parque Central de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, sendo seu primeiro Diretor, o Maj Ivan Carpenter Ferreira (Aviso 10, do Ministro da Guerra). (8 de julho)

O Ministério de Viação e Obras Públicas foi autorizado a contratar o serviço de transportes aéreos entre Belém e Manaus. (8 de julho)

Foi divulgada a “Dotação de Material Aéreo” da Escola de Aviação Militar, distribuindo-se 152 aeronaves da seguinte forma:
- Escola de Aviação Militar (68 aviões):
Waco RNF(15), Morane Saulnier 147 (5), Waco CTO(7), Gipsy Moth (5), Fleet 10-D (%), Schreck FBA-17 (primeiros aviões anfíbios da Aviação Militar) (4), Bellanca CH-300 Pacemaker (6), Potez 33 (7), Nieuport 82 E-2 (3), Potez 25 TOE (7), Amiot 122 (2) e Lioré et Olivier 25(2);
- 1° Regimento de Aviação - Rio de Janeiro (36 aviões):
Boeing P-12 (14), Vought Corsair (7), Waco CTO (4), Fleet 10-D(3) e Waco CSO (8);
- 3º Regimento de Aviação - Porto Alegre (22 aviões):
Vought Corsair (7), Waco CTO (4) e Waco CSO (4);
- 5° Regimento de Aviação - Curitiba (26 aviões):
Vought Corsair (14), Waco CTO (4) e Waco CSO (8). (15 de julho)

Foi extinto o Grupo Misto de Aviação (criado em 21 de maio de 1931), surgindo em seu lugar, o 1° Regimento de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, com o objetivo de realizar, entre outros, as missões do Correio Aéreo Militar, sendo o seu primeiro Comandante o Cel Newton Braga, nomeado em 13 de julho (Decreto 22.970). (20 de julho)

1935
Foram aprovadas as plantas, especificações e orçamentos de diversas obras relativas ao aeroporto para dirigíveis em Santa Cruz/RJ (Decreto 244). (19 de julho)

1936
Foi instituído o “Dia do Aviador”, a ser comemorado todos os anos, no dia 23 de outubro, como exaltação da glória de Alberto Santos Dumont, ao realizar o seu primeiro voo oficial em aparelho mais pesado que o ar, o famoso “14 BIS” (Lei 218). (4 de julho)

A Escola de Aviação Militar comemorou o 17º aniversário de criação, com uma intensa programação. (10 de julho)

O Destacamento de Aviação de Fortaleza transformou-se no Núcleo do 6º Regimento de Aviação, sendo o seu primeiro comandante o Cap José Sampaio de Macedo. (29 de julho)

1937
Foram aprovadas as instruções para matrículas de aeronaves no Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB (Portaria 97/DAC/MVOP). (3 de julho)

Foi efetivada a primeira viagem do Correio Aéreo Militar ligando Belém a Amapá, em avião Waco CSO, sendo tripulantes: Cap Ruy Presser Bello e Sgt Cid Sebastião Brugger. (22 de julho)

A sede do 3º Regimento de Aviação foi transferida da cidade de Santa Maria/RS para Canoas/RS (Aviso 467, do Ministro da Guerra). (23 de julho)

Entre julho e dezembro de 1937, chegaram ao Brasil, adquiridos para a Aviação Militar, 30 aviões de treinamento avançado Stearman, sendo 15 do modelo A-76C3 e 15 do modelo B-76C3.

1938
No dia do aniversário natalício de Santos Dumont, foi fundado em Natal, o Centro de Aviação Potiguar, “criado para desenvolver o gosto pelos assuntos da Aviação”. (20 de julho)

1939
Ocorreu o primeiro voo do avião IPT-O, projeto realizado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, pelo norte-americano Orton Willians Hoover e Frederico Brotero. (09 de julho)

Foi autorizada a emissão de selos postais para franquia de correspondência aérea. (27 de julho)

1940
Voou o primeiro avião bimotor de treinamento avançado Focke Wulf Fw-58 “Weihe” (“Falcão”), de uma série de 25 aviões construídos, sob licença, na Fábrica do Galeão, na Ilha do governador; os aviões Fw-58 eram equipados com motores “Argus” de 240 cavalos vapor, de fabricação alemã. (15 de julho) 

Foi apresentado ao público, pela primeira vez, o protótipo do HL-1, projeto do Grupo Henrique Lage; o avião voou da Ilha do Engenho, na Baía de Guanabara à cidade de São Paulo. (28 de julho)

Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em ato presidido pelo Secretário Estadual da Justiça e Segurança, Dr. Eugênio Borges, foi fundado o Aeroclube do Rio de Janeiro e eleita a primeira diretoria da nova agremiação. (mês de julho)

1941
Foi criado o Quadro de Oficiais Auxiliares do Corpo de Oficiais da Aeronáutica (Decreto-Lei nº3.448). (23 de julho)

Foi criada a Base Aérea do Recife. (24 de julho)

A “Panair do Brasil”, subsidiária da Empresa Norte Americana “American Air Ways”, obteve autorização para aparelhar e melhorar os aeroportos de Belém, Amapá, São Luiz, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió e Salvador, para a utilização de aeronaves de Grande Porte. (25 de julho)

1942
Foi fixada a organização da Força Aérea Brasileira.(Decreto nº4.478). (14 de julho)

Foi adotado na FAB o Regulamento Disciplinar do Exército, através do Aviso nº 94, enquanto não fora promulgado o da Aeronáutica. (11 de julho)

Foi reorganizada a carreira de Operário de Aviação do Ministério da Aeronáutica, por meio do Decreto-Lei nº 4.474. (14 de julho)

As Instruções reguladoras do recrutamento de médicos para o Quadro de Saúde da Aeronáutica foram aprovadas pelo Decreto-Lei nº 9.981. (14 de julho)

1943
Aviões da Força Aérea Brasileira afundaram o submarino alemão U-199, a 60 milhas ao sul da entrada da Baía de Guanabara. (31 de julho)

Por ocasião da visita oficial do Ministro Salgado Filho e sua comitiva aos Estados Unidos, que o então Tenente Coronel Aviador Casimiro Montenegro Filho, acompanhado de José Vicente de Faria Lima, oficial do Gabinete, e Guilherme Aloysio Telles Ribeiro, Diretor do Parque Central de Material Aeronáutico (Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro), encontrou-se em Cambridge com o seu colega Osvaldo do Nascimento Leal, que havia iniciado seus estudos em janeiro do mesmo ano, no Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT). Nessa ocasião, discutiu-se intensamente a ideia de se estabelecer uma escola de alto nível no Brasil. (mês de julho) * O Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho (Fortaleza, 29 de outubro de 1904 — Petrópolis, 26 de fevereiro de 2000), é patrono da Engenharia da FAB, da Academia Nacional de Engenharia e um dos patronos do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica- INCAER.

1944
Foi criado, no Serviço de Saúde da Aeronáutica, o Quadro de Enfermeiras da Reserva da Aeronáutica, por meio do Decreto-Lei nº 6.663. (07 de julho)

O Presidente Getúlio Vargas, o Ministro da Aeronáutica Salgado Filho e o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, o Brig Trompowsky, durante uma visita à Base Aérea de Santa Cruz, realizaram um voo num dirigível norte-americano do tipo “Blimp”(08 de julho)

Foi criada a 1ª Esquadrilha de Observação e Ligação subordinada à 1ª Divisão de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira (Aviso nº57). (20 de julho) # A 1º Esquadrilha de Ligação e Observação viajou para o Teatro de Operações da Itália a bordo do transporte de guerra “General Meigh” e desembarcou no porto de Nápoles a 06 de outubro de 1944.

1945
Chegada oficial do 1º Grupo de Aviação de Caça ao Rio de Janeiro. Os 19 aviões P-47 (modelo D-40) vieram da Cidade de San Antônio, no Texas (EUA), e pousaram no Campo dos Afonsos, pilotados por veteranos do Grupo e liderados pelo Ten. Cel. Nero Moura. (16 de julho)

1946
O Serviço de Saúde da Aeronáutica, em consequência da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, recebeu as instalações do Two Hundred Station Hospital (construído em terreno da União e utilizado pelas forças norte- americanas), que, após o término da guerra e a posterior evacuação dessas forças, passaram para o Ministério da Aeronáutica, resultando na adequação e inauguração do Hospital de Aeronáutica no Recife. (10 de julho)

Foi aprovado o Regulamento do Serviço de Assistência Religiosa, com a finalidade de desempenhar, em cooperação com todos os escalões de comando, os encargos relacionados com a assistência espiritual, moral e social dos militares e de suas famílias. (Decreto-Lei nº 21.495, de 23 de julho)

1948
O “Acordo sobre transportes Aéreos entre o Brasil e a França”, firmado em Paris no dia 27 de janeiro de 1947, foi aprovado. (06 de julho)

1950
O primeiro Ministro da Aeronáutica, o Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho, faleceu em um acidente de avião no Rio Grande Sul. (30 de Julho)

1953
Foi aprovado o contrato entre o Governo Brasileiro e a Companhia Fokker Indústria Aeronáutica S.A., visando o estabelecimento de uma indústria de aviões no país. (31 de julho) Utilizando a Fábrica do Galeão, cedida pelo Ministério da Aeronáutica, a Companhia Fokker Indústria Aeronáutica S.A., construiu 100 aviões Fokker T-21, de instrução primária, e 20 aviões Fokker T-22, também de instrução primária, sendo estes triciclo. Depois de terminado o contrato, em 1958, ainda foram construídos, pela Fábrica do Galeão, mais 15 Fokker T-22.

1955
O livro “Quem deu asas ao Brasil” de autoria de Henrique Dumont-Villares, sobre a vida e obra de Santos Dumont foi traduzido para o inglês e o francês. (22 de julho)

1956
Foi criado, pelo governo de Minas Gerais, o Museu da Casa Natal de Santos Dumont, na fazenda Cabangu, local de seu nascimento. (18 de julho)

1957
Último dia de instrução com aeronave P-47 no 1º/4º GAv. (30 de julho)

1958
A Base Aérea dos Afonsos recebeu dos Estados Unidos da América o avião T-6G. (8 de julho)

1959
Foi realizado o primeiro voo da Ponte Aérea Rio de Janeiro-São Paulo. (6 de julho)

1967
A aeronave P-15 Netuno batia o seu segundo recorde sul-americano de permanência no ar, mantendo-se no ar por 25 h 15 min num voo sem escalas entre Porto Alegre (RS) e Santa Cruz (RJ). (22 e 23 de julho)

A Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), foi criada no Ministério da Aeronáutica, pelo Decreto nº 61.108, tendo por missão precípua, “assessorar o Ministro na orientação e fiscalização da instrução de educação física e promover no âmbito das unidades, os desportos militares, fazendo-se representar junto à Comissão Desportiva das Forças Armadas e demais entidades desportivas, civis e militares”.(28 de julho)

1968
Foi criado o Serviço de Informações da Aeronáutica, através do Decreto n° 63.005, como órgão normativo de assessoramento do Ministro da Aeronáutica e órgão de ligação com o Serviço Nacional de Informações. A ele competiam as atividades de informação e contrainformação. O Decreto n° 63.006, da mesma data, criou o Núcleo de Serviço de Informações da Aeronáutica a quem competiam os estudos relacionados com a definição, o estabelecimento e a integração das normas relativas ao Sistema de Informações da Aeronáutica, em sua fase de implantação, bem como a elaboração e proposta de regulamento do Serviço de Informações da Aeronáutica. (17 de julho)

1971
O Ministro de Estado da Aeronáutica, Márcio de Souza e Mello, ativou a Base Aérea de Santa Maria. (14 de julho)

1973
Atendendo à Exposição de Motivos do Ministro da Aeronáutica, Ten-Brig-do-Ar Araripe Macedo, o Presidente Emílio Garrastazu Médici, criou o Núcleo do Museu Aeroespacial, por meio do Decreto nº 72.553. (31 de julho)

1977
Foi aprovado o Regulamento do Museu Aeroespacial - MUSAL, pelo Decreto nº 79.920, e, nessa mesma data, é desativado o Núcleo do Museu Aeroespacial. (08 de julho)

1993
Foi aprovado um novo Regulamento da Diretoria de Intendência, através da Portaria nº 567/GM3, que estabeleceu a Subdiretoria de Pagamento de Pessoal(SDPP), em substituição à extinta Subdiretoria de Orçamentação e Pagamento de Pessoal (SOPP) (07 de julho). *A Subdiretoria de Pagamento de Pessoal é o órgão remanescente do Serviço de Fazenda da Aeronáutica.

1997
Foi extinto o Grupo Executivo para Implantação do Campo de Provas de Cachimbo (GEICAMP), através da Portaria nº 510/GM3, e, pela Portaria nº 511/GM3, da mesma data, teve o Campo de Provas sua denominação alterada para: Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV) (30 de julho).

1998
A FAB, representada pelo 1º/16º GAv, comandado pelo Maj. Salvatore, participa pela 1ª vez do exercício Red Flag em Las Vegas/EUA, cumprindo missões ar-solo com 6 aeronaves A-1A. (mês de julho)

2006
O Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo (IPEV) tornou-se oficialmente uma organização militar e elegeu a data de seu aniversário em homenagem ao primeiro voo de ensaio da história da avaiação brasileira, realizado por Alberto Santos Dumont em um aeroplano Campo de Bagatelle, na França, em 1906. (19 de julho)

2008
A FAB, representada pelo 1º/14º GAv, comandado pelo Ten. Cel. Fleury, participa pela 2ª vez do exercício Red Flag em Las Vegas/EUA, cumprindo missões ar-ar com 6 aeronaves F-5EM (mês de julho)

2020
Foi efetivado o dia do Veterano da Força Aérea Brasileira, pela Diretriz do Comando da Aeronáutica (DCA) nº 11-127/2020, publicada em fevereiro do corrente ano, com o objetivo de reconhecer homens e mulheres que vestiram o azul-aeronáutico com honra e dedicação, de modo a valorizar os profissionais que labutaram em prol do engrandecimento da FAB ao longo de toda a sua história. (16 de julho)

Fonte: INCAER

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