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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Efemérides Aeronáuticas - Novembro




Efemérides - Novembro
 INCAER
Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica


1724
Faleceu Bartolomeu Lourenço de Gusmão, com a idade de 39 anos. O óbito ocorreu no Hospital da Misericórdia, na cidade de Toledo, Espanha.(19 de novembro)

1855
Foi realizada a primeira ascensão aerostática no Brasil. O balão subiu no Campo de Santana, atual Praça da República, no Rio de janeiro, às 17:30h, pousando na água da Baía de Guanabara. (11 de novembro)

1866
Foi encaminhada uma correspondência ao Ministro da Guerra, pelo Comandante Militar do Pessoal e Material do Brasil, em Montevidéu, Brigadeiro Antônio Nunes de Aguiar, assinalando a passagem naquela cidade do fabricante do aerostato, o francês Louis Desiré Doyen, rumo ao Teatro de Operações. (30 de novembro) 

1881
Júlio César Ribeiro foi admitido como membro da Sociedade Francesa de Navegação Aérea. (8 de novembro)

O inventor brasileiro Júlio César de Souza realizou em Paris a primeira experiência com o seu “balão planador”, ao qual denominou de “Victória” (11 de novembro).

Júlio César Ribeiro realizou a segunda experiência com o seu balão dirigível “Vitória”, em Paris, perante algumas autoridades e grande quantidade de pessoas, estando presente o Encarregado dos Negócios do Brasil na França, Sr. Araújo. (12 de novembro).

1884
Na sessão realizada no Instituto Politécnico do Brasil, foi discutido o requerimento apresentado por Júlio César, onde foi solicitado o parecer da mencionada agremiação “com relação à prioridade do sistema de balões Júlio César, tendo em vista a construção do balão dirigível La France”, dos franceses Renard e Krebs. (04 de novembro)

1891
Santos Dumont, em companhia de seu pai, na véspera de partir de regresso ao Brasil viu, pela primeira vez, no Palácio da Indústria, em Paris, um “motor a petróleo” funcionando com apenas 1 HP de potência, compacto e muito mais leve que todos os que conhecia de perto. A presença dessa máquina deixou-o estático e entusiasmado, chegando a pedir ao pai para estudar em Paris.(mês de novembro)

1899
Santos Dumont fez o primeiro ensaio com seu balão dirigível “Nº 03”, alçando voo do Parque de Aerostação de Vaugirard. Nessa ocasião, ele contornou a Torre Eiffel pela primeira vez.(13 de novembro)

Santos Dumont iniciou a construção de um hangar, o primeiro que se conhece. (16 de novembro)

Santos Dumont realizou uma ascensão com o dirigível “Nº 03”, pousando em Ivry. (20 de novembro)

1901
Foi realizada uma sessão solene no Instituto de Ciências, presidida por Santos Dumont, ocasião em que Emmanuel Aimé, secretário do Aeroclube da França, pronunciou uma conferência sobre “A navegação aérea no Século XX”, detendo-se nas experiências do aeronauta brasileiro. (1º de novembro)

A Comissão Científica do Aeroclube da França, reunida na Sociedade da Aclimatação, a Rua de Lille, sob a presidência do Príncipe Roland Bonaparte, decidiu outorgar o “Prêmio Deutsch” a Santos Dumont. (04 de novembro)

O Sr. Deutsch de La Meurthe, patrono da competição, encaminhou ao presidente do Aeroclube da França, o cheque de 100.000 francos correspondente ao prêmio conquistado por Santos Dumont, a fim de ser a ele entregue. (05 de novembro)

O Chefe de Polícia de Paris, Sr. Léoine, publicou as instruções para os pobres de Paris recuperarem, gratuitamente, os seus bens penhorados, aproveitando o donativo feito por Santos Dumont. (13 de novembro) 

Foi sancionada a lei, pelo Presidente da República (Manoel Ferras de Campos Sales), concedendo a Santos Dumont um prêmio no valor de 100 contos de reis. (15 de novembro)

Augusto Severo, sua esposa Natália e Henri Lachambre realizaram um voo em balão livre, em Paris. (18 de novembro)

1906
''The Illustrated London News'' publicou com destaque: “O primeiro voo de um aparelho mais pesado que o ar: Santos Dumont conquista o Prêmio Archdeacon”. Uma fotografia comprovando o memorável voo foi estampada. (03 de novembro)

Ao realizar um voo a bordo do aeroplano 14 Bis no Campo de Bagatelle em Paris, que percorreu 220 metros em 22 segundos e 1/5, Santos Dumont ganhou o prêmio de 1.500 francos estabelecido pelo Aeroclube da França (12 de novembro)

1907
Foi realizada a primeira experiência, em Paris, de Santos Dumont com o seu aeroplano Nº 19 que foi batizado de “Demoiselle”. Ele foi um dos aviões mais populares construídos por Santos Dumont. Entre os anos de 1907 a 1909 foram construídos vários modelos do “Demoiselle”, os quais foram numerados de maneira diferente (Nº 19, Nº 20 e Nº 21). (15 de novembro)

No Campo de Bagatelle, após um voo de 150 metros, a hélice do “Demoiselle Nº 19” partiu- se, projetando-se a 120 metros de distância. (21 de novembro)

1912
O Marechal Hermes da Fonseca, Presidente da República, autorizou ao Ministro da Justiça a cessão do terreno para uso do Aeroclube Brasileiro, sendo escolhida a antiga Fazenda dos Afonsos, uma área de 725.000m², pela seguinte comissão: General Henrique Martins, Ten Ex Ricardo João Kirk e aviador Edmond Plauchut. (mês de novembro)

1914
Foi realizado o primeiro voo do “Alvear”, pilotado pelo argentino Ambrósio Caragiolla, no Campo dos Afonsos, e assistido por uma comissão do Aeroclube Brasileiro composta de Jorge Moller e Estelita Werner. (14 de novembro)

1916
A flotilha de hidroaviões Curtiss, adquiridos para a Escola de Aviação Naval, foi oficialmente incorporada à Esquadra (Aviso nº 3.865, do Ministro da Marinha).(03 de novembro)

1917
Santos Dumont encaminhou uma carta ao Presidente da República Wenceslau Braz, tecendo considerações sobre o desenvolvimento da Aviação Militar e da Aviação Naval no Brasil, principalmente acerca da “criação de um corpo de aviadores no Exército e na Marinha e lembrando as necessidades de serem construídos campos de pouso para as escolas de aeronáutica”. (16 de novembro)

A sede da Escola de Aviação Naval foi transferida da Ilha do Rijo (antigo Arsenal de Marinha na Praça Mauá), para a Ilha das Enxadas, ambas na Baía de Guanabara (Aviso nº 4.455, do Ministro da Marinha).(28 de novembro)

1918
Na presença do Ministro da Guerra, Marechal Caetano de Faria, foi realizado, no Campo dos Afonsos, o voo oficial do avião biplano “Alagoas” construído no Brasil pelo Capitão do Exército Marcos Evangelista da Costa Villela Júnior. O avião pilotado pelo Tenente do Exército Raul Vieira de Mello era equipado com um motor “Luckt” de 80 H.P. (11 de novembro)

Chegaram ao Rio de Janeiro os primeiros membros da Missão Militar Francesa, contratada pelo Exército Brasileiro para organizar a Escola de Aviação Militar. (11 de novembro)

O Ministro da Guerra, General Alberto Cardoso de Aguiar, expediu o Aviso nº 1.463 ao Departamento do Pessoal informando que “o Serviço de Aviação Militar passaria a subordinar-se ao Estado-Maior do Exército e que deveria ser organizado com urgência o Regulamento da Escola de Aviação, em comum acordo com a Missão Militar Francesa no Brasil, a qual caberia a direção técnica da mencionada Escola”. (21 de novembro) 

1922
Foram concluídas, no Campo dos Afonsos, as obras do Quartel da Cia. de Aviação, proporcionando instalações condignas ao pessoal da Escola de Aviação Militar, que até então ocupava diversas casas particulares alugadas na Vila Marechal Hermes, desde sua criação, em 1919. (mês de novembro)

1923
Foi criada a Defesa Aérea do Litoral, a qual ficaram subordinadas a Escola de Aviação Naval e os Centros de Aviação Naval (Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis), de acordo com o Decreto nº 15.847. (18 de novembro)

1924
Foi desativada a Diretoria de Aeronáutica da Marinha, através do Decreto nº 16.683, pois foi tornada sem efeito a sua regulamentação (que tinha sido estabelecida pelo Decreto nº 16.600, de 17 de setembro de 1924), extinguindo-se, afinal, quando o Aviso nº 5.252, de 30 de dezembro de 1924, deu instruções para a execução da transferência definitiva ao Estado-Maior dos órgãos que ela estavam apensos: a Escola de Aviação Naval e os Centros de Aviação do Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis. (26 de novembro)

Chegou ao Rio de Janeiro, a Missão Latécoère, que logo entrou em contato com representantes do Governo Brasileiro, com o objetivo de conseguir autorização para estender a linha aérea que, começando em Toulose, França, iria até Buenos Aires passando, portanto, por território brasileiro. (mês de novembro)

#A empresa que assim planejava operar na América do Sul, era as “Lignes Aériennes Latécoère”, fundada por Pierre Latécoère. Dois diretores da referida empresa (um dos quais era o Príncipe Murat) faziam parte dessa Missão, que incluía ainda três aviões biplanos Breguet, com respectivos pilotos e mecânicos.

1925
Ocorreu o primeiro salto com paraquedas, executado por um brasileiro. De um avião pilotado pelo norte-americano Orton William Hoover, saltou sobre o Campo de Marte, em São Paulo, o Tenente da Força Pública Antônio Pereira Lima (diplomado como piloto aviador na 1ª Turma da Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo). (1º de novembro)

1926
Foram aprovados os seguintes documentos: Regulamentos de Luzes e Sinais, Regras Gerais de Circulação Aérea e regras Especiais de Circulação Aérea sobre os Aeródromos e suas vizinhanças (Portaria s/nº, do MVOP). (12 de novembro)

Viajou para a Alemanha, Otto Ernst Meyer-Labastille, na qualidade de representante dos acionistas que pretendiam construir a Viação Aérea Rio Grandense, a fim de conseguir aeronaves e tripulantes que permitissem à futura empresa iniciar suas atividades. (mês de novembro)

O avião escolhido foi o hidroavião Dornier Wal “Atlântico” (que viria receber a matrícula P-BAAA), equipado com dois motores Rolls-Royce, com potência total de 360 HP, velocidade máxima de 180 quilômetros por hora e capacidade para 10 passageiros

1929
A VARIG adquiriu dois aviões do tipo Klemm L-25, monoplanos, da Empresa de Transportes Aéreos – ETA, e que receberam as matriculas PP-VAA e PP-VAB.(16 de novembro)

Foi diplomada a 2ª Turma de Pilotos Aviadores, com alunos procedentes do círculo de praças, da Escola de Aviação Militar: Cabos Bianor Fadul, Severiano Primo da Fonseca Lins, João Urupukina, Gilberto de Almeida, Dagoberto Nery Hayne, Rubens Borges Correa, Dácio Borges e Alexandre Zaphyrios Bersou. (19 de novembro)

1930
Passou a ser reconhecida pela denominação de Panair do Brasil S.A., conforme resolução aprovada em assembleia geral extraordinária realizada em 1º de outubro do mesmo ano, a Sociedade Anônima Nyrba do Brasil (Decreto nº 19.417). (21 de novembro)

Foi diplomada a 4ª Turma de Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército: Oswaldo Balloussier, José Vicente de Faria Lima, Miguel Lampert, Teófilo Otoni de Mendonça, Manoel de Oliveira, Ruy Presser Bello, João Mendes da Silva, Nero Moura, Lauro Aguirre Horta Barbosa, Anysio Botelho, Geraldo Guia de Aquino, Sócrates Gonçalves da Silva, José da Silva Ribeiro Sobrinho, Carlos Cyro de Miranda Corrêa (confirmado no posto de 2º Ten), Armando Serra de Menezes, Rube Canabarro Lucas, José Moutinho dos Reis, Alcides Moitinho Neiva, Oriswaldo de Castro Veloso, Mário de Oliveira e Silva, Newton Barbosa Sampaio, Moacyr Valporto de Sá, Jocelyn Barreto Brasil Lima, João Ribeiro da Silva, Salvador Rosés Lizarralde e Vicente Cavalcante de Aragão. (22 de novembro)

Foram escalados três aviões Potez-25 T.O.E. para operarem no Campo de Marte/SP, tripulados pelos seguintes militares da Arma de Aviação do Exército: Capitão Álvaro Assumpção D'Ávila, Capitão Antônio Alberto Barcelos, 1º Tenente Altamiro O'reilly de Souza, 2º Tenente Armando Perdigão, 2º Tenente Joaquim Tavares Libânio e 2º Tenente João de Oliveira. (mês de novembro)

Com os referidos oficiais, e alguns sargentos mecânicos e outras praças enviadas ao Campo de Marte, foi constituído um Destacamento de Aviação de São Paulo.

1931
O Capitão Henrique Raymundo Dyott Fontenelle e o Tenente Antônio Lemos Cunha, ambos da Aviação Militar, em voo a bordo do Avião Consolidated Commodore P-BDAH, da Panair do Brasil, rumo a Buenos Aires, congratularam-se com a Diretoria da Panair, ao transporem as fronteiras brasileiras, “pela patriótica iniciativa da inauguração da primeira linha aérea nacional para o estrangeiro”. (03 de novembro)

O termo “Comandante” passou a ser usado oficialmente pela Panair do Brasil, em substituição à designação “Piloto”. (13 de novembro)

Foi diplomada a 4ª Turma de Sargentos Pilotos da Escola de Aviação Militar: Custódio Netto Júnior, José João Aldrighi, Cid Sebastião da França Brugger, Pedro Luiz Jobim Laemertz e Gaspar Weber. (20 de novembro)

O Governo do Brasil promulgou a Convenção de Varsóvia (12 de outubro de 1929), para unificação de certas regras relativas ao transporte aéreo internacional (Decreto 20.704). (24 de novembro)

Franz Ronza, um dos fundadores do Clube Paulista de Planadores “realizou o 2º voo em planador no Brasil e o 3º na América do Sul”, segundo o livro de Raul Leme Monteiro “25 anos a serviço da Aviação”. (29 de novembro)

1932
Ocorreu o primeiro voo em autogiro no Brasil, no aparelho de propriedade do industrial Antônio Lartigau Seabra, sendo piloto o Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello, da Aviação Militar. (09 de novembro) 

Foram criadas as Divisões de Patrulha, Observações, Treinamento e de Instrução na Aviação Naval (Aviso nº 2.894). (10 de novembro)

Foram criadas as Bases de Aviação Naval em Porto Alegre e Ladário (Decreto nº 22.072). (10 de novembro)

Os Avisos nº 2.895 e nº 2.897 reorganizaram os meios aéreos da Aviação Naval. (10 de novembro)

Defesa Aérea do Litoral:
1ª DC-6 Boeing F4B4, “1932”, Rio de Janeiro;
2ª DO- 6 Vought V-66 B, Rio de Janeiro;
1ª DEB – 5 Gordon, Ladário;
2ª DEB – 5 Gordon, Porto Alegre;
e 3ª DEB – 5 Gordon, Santa Catarina.

Força Aérea da Esquadra:
1ª DP – 5 Savoia S-55 e 2 Martin, PM, Rio de Janeiro;
1ª DO – 4 Vought 02U-2 e 2 Vought V-66B, Rio de Janeiro;
1ª Div Trein – 8 Waco CSO, Rio de Janeiro (Centro Av Nav Rio);
e 1ª Div Inst – Moths (DH-60 T e Fox Moth), Rio de Janeiro (Esc Av Naval).

Foi diplomada a 5ª Turma de Sargentos Pilotos da Escola de Aviação Militar: Wilibaldo Félix Hotte, Clóvis Roldão de Oliveira Barros, Ferdinando Limongi, José Pontes Pinto de Mendonça e Waldemar Ratki. (16 de novembro)

1933
Foram estabelecidas novas instruções para matrículas dos aviões, com a eliminação de letras nos pertencentes aos Regimentos de Aviação, e com a permanência da letra “K” nas aeronaves da Escola de Aviação Militar. (17 de novembro)

Foram aprovadas pelo Diretor de Aviação Militar, General Eurico Gaspar Dutra, as “Prescrições a serem seguidas pelos pilotos do Correio Aéreo Militar”, elaboradas pelo Tenente José Vicente Faria Lima, Comandante da Esquadrilha de Treinamento do 1º Regimento de Aviação, à qual estava afeto o serviço do Correio Aéreo Militar. (30 de novembro)

1934
Foi criado o Destacamento de Aviação de Fortaleza, tendo assumido como seu primeiro Comandante, o 1º Ten Gonçalo de Paiva Cavalcanti. (mês de novembro)

1935
Ocorreu a apresentação pioneira da Banda de Música da Escola de Aviação Militar, na Feira Internacional de Amostras, no Rio de Janeiro, ocasião em que foi ouvido, também pela primeira vez, o “Hino dos Aviadores” (Letra do Capitão Armando Serra de Menezes e música do Tenente João Nascimento).(13 de novembro) 

1936
Foi fundado o Aeroclube de Santos/SP, cuja escola de pilotagem começou a funcionar somente em outubro de 1940. (1º de novembro)

Foi fundado o Aeroclube de Minas Gerais, com sede em Belo Horizonte/MG, por um grupo de entusiastas da aviação, destacando-se Gerson Sabino, Antônio Mourão Guimarães, Eurico Pascoal, Watson Mesquita, Nélio Gonçalves e os militares Almirante Virginius Brito de Lamare (da Aviação Naval), Major Paulo Penido e Suboficial Mário Láper. (mês de novembro)

1937
Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares (Exército): Hélio Silveira (2º Tenente), Newton Lagares Silva, Faber Cintra, Décio de Mesquita Moura Ferreira, Maurício José de Assis Jatahy, Edy Espínola do Nascimento, Orlando Rizental, Deoclécio Lima de Siqueira, José Maria Soares Lavrador, Luiz Gomes Ribeiro, Aníbal Amazonas Rabello, Raymundo Nonato de Rêgo Barros, João Camarão Telles Ribeiro, Cyrano de Andrade Souza, Miguel Guerra Simões, Dagoberto Pinto Pacca, Gil Miró Mendes de Moraes, Ademar Lyrio, Príamo Ferreira de Souza, Gilberto de Aquino, Délio Jardim de Mattos e Mário Calmon Eppinghaus. (22 de novembro)

1938
O Presidente Getúlio Dornelles Vargas inaugurou a nova Estação de Hidroaviões do Aeroporto Santos Dumont; tendo sido recebido à porta do edifício pelo Ministro Mendonça Lima, do Ministério de Viação e Obras Públicas, sob os acordes do Hino Nacional. Atualmente este edifício é a sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER). (1º de novembro)

1939
Foi fundado o Aeroclube de Franca / SP. (10 de novembro)

Foram aprovadas as instruções para a Matrícula Profissional da Aeronáutica Civil (Portaria nº 170/DAC/MVOP). (11 de novembro)

Na Feira de Amostras do Rio de Janeiro, foi inaugurada uma torre de 70 metros de altura, destinada a saltos de paraquedas. (15 de novembro)

O equipamento pertencia à equipe de demonstração de paraquedismo sob a direção de René Coutrin, o qual “pretendia ensinar aos cariocas a se lançarem da torre”, conforme assinalou a imprensa local.

Comemorando o cinquentenário da Proclamação da República do Brasil, pousou no Campo dos Afonsos, uma esquadrilha de 07 aeronaves “Fortalezas Voadoras” B-17, pertencentes ao 49º Esquadrão de Bombardeio da US Army. A esquadrilha achava-se sob o comando do Major General Delos C. Emmons, o qual fez entrega ao Presidente Getúlio Vargas de uma mensagem do Presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt. (15 de novembro)

O Presidente da República Getúlio Vargas, o Ministro da Guerra General Eurico Gaspar Dutra e o Chefe do Estado-Maior do Exército General Góes Monteiro, realizaram um voo de 50 minutos a bordo de um dos B-17, do Exército dos Estados Unidos, que chegaram ao Rio de Janeiro no dia 15 do mesmo mês. (21 de novembro) 

1941
Foi organizado o Corpo de Oficiais da Aeronáutica com os seus vários Quadros (Decreto-Lei no 3.810). (10 de novembro)

Foi computado o tempo de voo dos militares da FAB, em aviões dos aeroclubes, como se fossem em missões de guerra. (11 de novembro)

Foram fixados os efetivos do Quadro de Oficiais Aviadores (Decreto-Lei no 3.836). (18 de novembro)

O Ministério da Aeronáutica abriu o crédito especial para a compra de 50 aviões “Fairchild M-62” equipados com motor Ranger (Decreto-lei no 3.834). (18 de novembro)

1942
A Base Aérea de Salvador foi criada (Decreto-Lei no 4.916) (05 de novembro)

Ficam criados para instalação imediata os seguintes Corpos de Base Aérea, por meio do Decreto-lei nº 4.915. (05 de novembro)

• 9º C.B. Ae., com sede em Natal (Rio Grande do Norte);
• 10º C.B. Ae., com sede em Recife (Pernambuco);
• 11º C.B. Ae., com sede em Salvador (Baía);
• 12º C.B. Ae., com sede no Rio de Janeiro (Galeão);
• 13º C.B. Ae., com sede em Santos (São Paulo); e
• 14º C.B. Ae., com sede em Florianópolis (Santa Catarina).

A Fazenda da Aeronáutica de Pirassununga (FAYS) é uma organização militar, subordinada diretamente ao comando da Academia da Força Aérea (AFA). A sua história começou, quando o então Ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho, no ofício n.º G/213, fazia uma exposição de motivos ao Presidente da República Getúlio Vargas sobre a necessidade de um novo local para implantação de uma nova e definitiva sede da Escola de Aeronáutica. (07 de novembro)

Uma área a leste da cidade de Pirassununga, em São Paulo, ficou estabelecida, como local da nova sede de Escola de Aeronáutica a ser construída. (Decreto-lei no 4.968). (18 de novembro)

1943
A Ordem do Mérito Aeronáutico foi criada (Decreto-Lei n.o 5.961). (01 de novembro)

Foi criado o Centro de Instrução Pré-Aeronáutica (C. I. P. Aer.), por meio da Portaria nº 198, com sede no Campo dos Afonsos, com a finalidade de selecionar e preparar os candidatos à matrícula no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica (C.P.O. R. Aer.), e nos cursos em Escolas de Aviação das Forças Aéreas dos Estados Unidos. (4 de novembro)

Foi aprovado o termo de ajuste, assinado a 29 de setembro do corrente ano, pelo Ministro de Estado dos Negócios da Aeronáutica, em nome do Governo do Brasil, e pelo cidadão norte americano John Paul Riddle, para a cessão, organização e manutenção de uma Escola Técnica de Aviação, no Estado de São Paulo, nos moldes da Embry Reddle School of Aviation, existente na cidade de Miami, Estado da Flórida, Estados Unidos.(Decreto-lei nº 5.983) (10 de novembro)

1944
O Brigadeiro Nero Moura (1910-1994), foi Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça que lutou na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao lado dos aliados. Registrou em sua caderneta de voo o período em que esteve no teatro de operações, descrevendo sobre o tipo de avião usado, altitude, número de aterrissagens, tempo de serviço e natureza do serviço. (mês de novembro)

Na sua primeira missão de guerra, a aeronave de caça do 2º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, um P-47 Thunderbolt, foi abatida pelo fogo da artilharia antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália. (06 de novembro)

O 1° Grupo de Aviação de Caça realizou sua primeira missão como Unidade Aérea independente, constituindo a primeira Esquadrilha de P-47 composta exclusivamente por pilotos brasileiros, comprometidos em defender os interesses da Pátria na Segunda Guerra Mundial, na campanha da FAB na Itália.

Comemora-se nessa data, o Dia do Material Bélico da Aeronáutica. (11 de novembro)

Fica criada a carreira de Dentista no Quadro Permanente do Ministério da Aeronáutica, pelo Decreto-lei nº 7.078. (24 de novembro)

1945
Após visita do então Tenente Coronel Casimiro Montenegro Filho, as Bases Aéreas Americanas e ao Massachussets Institute of Technology (MIT), foi criado o “Plano Smith”, assim chamado por ter sido concebido pelo Prof. Richard H. Smith, do Departamento de Engenharia Aeronáutica do MIT. O “Plano Smith” estabelecia a criação de um Centro Técnico que seria constituído por dois institutos coordenados e tecnicamente autônomos – um para o ensino técnico superior e outro para pesquisa e cooperação com a indústria de construção aeronáutica, com a aviação militar e com a aviação comercial. Ainda segundo a concepção do Plano, quando nos laboratórios houvesse produtos com potencial de comercialização, seriam fundadas empresas. Foi então estabelecida a escola de engenharia aeronáutica no Brasil (o Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA). (mês de novembro)

1953
O Estandarte da Escola de Especialistas de Aeronáutica foi criado (Decreto no 34.622). (16 de novembro). 

1954
Foram incluídas na Reserva de 3ª Categoria da Força Aérea Brasileira, nos termos do artigo 1º da Lei no 438 de 18 de outubro de 1948, os portadores de licença de piloto, de navegador, de mecânico de voo, de rádio operador de voo e de mecânico de manutenção concedida pela Diretoria da Aeronáutica Civil (Lei no 2.336). (19 de novembro)

1957
A aeronave P-47 deixa de voar definitivamente na FAB. (30 de novembro)

1965
Foi criado o Centro de Processamento de Dados (CPD-BR), a primeira iniciativa do Ministério da Aeronáutica para a criação de um órgão que se preocupasse com processamento de dados, que incumbia a Inspetoria Geral da Aeronáutica dos estudos para a criação de um Centro de Computação Eletrônica da Aeronáutica. (08 de novembro)

1971
Foi criado através do Decreto nº 69.565, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). (19 de novembro)

Chegada dos AT-26 Xavante na Base Aérea de Santa Cruz/RJ. Os cinco primeiros, incluindo o FAB 4462, chegaram com os pilotos que fizeram o curso inicial na EMBRAER. (19 de novembro)

1978
Criado o 3º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Centauro), na Base Aérea de Santa Maria/RS. (10 de novembro) 1982 O Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), organização subordinada ao DECEA, prevista pelo Decreto nº 87.758, é a unidade responsável pelo controle e gerenciamento do espaço aéreo da Região Sul e adjacências. Presta serviços de gerenciamento de tráfego aéreo, defesa aérea, informações aeronáuticas, meteorologia aeronáutica, telecomunicações aeronáuticas e busca e salvamento. (01 de novembro)

1984
Santos Dumont tornou-se Patrono da Aeronáutica Brasileira, por suas contribuições à locomoção aérea mundial onde se destaca seu grande feito de haver sido o primeiro aviador mundial a voar com uma máquina mais pesada que o ar, o avião 14 BIS. (04 de novembro)

O Marechal do Ar Alberto Santos-Dumont foi proclamado Patrono da Aeronáutica Brasileira, como consta no Art. 1º, da Lei 7.243, constando também no Art. 2º, a proclamação do Marechal do Ar Eduardo Gomes como Patrono da Força Aérea Brasileira, e ainda no Art. 3º da mesma lei, foi instituída a "Medalha Eduardo Gomes Aplicação e Estudo", destinada a incentivar a aplicação nos estudos e na instrução, premiar e dar relevo ao mérito intelectual de oficiais e praças do Ministério da Aeronáutica que venham a distinguir-se nas atividades escolares. (06 de novembro)

1988
Criado o Núcleo do 1º/16º Grupo de Aviação, na Base Aérea de Santa Cruz/RJ, pela Portaria R-535/GM3. (07 de novembro)

O Centro de Informática e Estatística (CINFE) foi transformado em Diretoria de Informática e Estatística (DIRINFE) sendo sua sede transferida de Brasília para o Rio de Janeiro. (mês de novembro)

* A justificativa principal para a citada transferência, foi de que todas as diretorias e seus respectivos computadores estavam sediadas no Rio de Janeiro, com exceção da DIRINFE.

2003
Foi inaugurado em Pianoro, Itália, no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e aos demais integrantes da Força Aérea Brasileira que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi anexada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os nazifascistas na guerra. (09 de novembro)

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domingo, 3 de novembro de 2024

Especial de Domingo

Confira mais uma antiga história de um avião Latécoère no Brasil.
Boa leitura.
Bom domingo!

Foto antiga mostra avião Laté 26 puxado por junta de bois
O retrato de um avião sendo rebocado por uma junta de bois. Esta fotografia inusitada traz um aspecto interessante das dificuldades nos primeiros anos da aviação comercial no Brasil. O registro é de uma aeronave do tipo Latécoère 26, da companhia Aéropostale (antes denominada Latécoère e depois Air France) com a matrícula F-AILK. O original da imagem, de acordo com a escritora Maria Angélica de Moura Miranda, faz parte do acervo do Arquivo Histórico da cidade de São Sebastião, litoral do Estado de São Paulo, como doação do fotógrafo Álvaro Doria Orselli.

Aérospatale / Air France
O episódio teria ocorrido, segundo a tradição oral, embora sem referências mais contundentes, em São Sebastião, na Praia da Frente, durante o período de operação da Aéropostale no Brasil, entre novembro de 1927 e 1934, sendo que, desde 1933, a empresa formou, junto com outras companhias, a Air France. Numa análise da foto é possível verificar que não consta na fuselagem as tradicionais marcas “Compagnie Générale Aéropostale”, o que pode significar ser um flagrante após outubro de 1933, quando a empresa passou a se chamar Air France, e antes de 5 de agosto de 1934, data na qual o avião sofreu um acidente e foi desativado definitivamente.

Pouso eventual?
A movimentação com junta de bois poderia ter sido após um pouso eventual, inopinado, por alguma deficiência técnica ou meteorológica, já que a localidade de São Sebastião não fazia parte das escalas da Aéropostale e os mais próximos pontos regulares de pouso e decolagem eram nas cidades Rio de Janeiro e Santos. No segmento Sul, a linha da Aéropostale cobria a rota Rio-Buenos Aires-Rio, com escalas em Santos, Florianópolis, Porto Alegre e Pelotas. Na trajetória Norte da linha, as escalas eram em Vitória, Salvador, Maceió, Recife, Natal e Fernando de Noronha.

O Laté 26
O F-AILK era um monoplano francês do tipo Latécoére 26-2.R, uma versão mais alongada que o 25. Tinha 12,20 m de comprimento; envergadura de 17,4 m; altura 3,7 m; peso 1,6 ton; peso máximo de decolagem 3,3 ton; Motor Renault 12Ja ou 12Jb ou Hispano-Suiza 12Hbxr ou PD Gnome-Rhone14Kb; Velocidade máxima de 190 Km/h; e, Alcance de 680 quilômetros. Do modelo foram fabricadas 90 unidades. O Laté 26 transportava um piloto, um operador de rádio e cinco passageiros, além da carga postal.

A desativação do F-AILK
O F-AILK da Companhia Geral Aéropostale teve o número de fabricação 662 e entrou em operação em 12 de dezembro de 1927, sendo movimentado de Toulouse (França), para ficar baseado no Rio de Janeiro. Em 1933 passou para o patrimônio da Air France, uma nova empresa formada pela Aéropostale e outras companhias. O fim das operações com o F-AILK se deu no dia 5 de agosto de 1934, devido a um acidente. Ele fazia um voo extra de fretamento. Na localidade de Itamaraju, no Estado da Bahia, possivelmente, conforme relatos locais, devido neblina, o aparelho fez uma aterrissagem forçada, no lugar onde existia uma lagoa e, em 2024, é o Mercado Municipal. O curioso é que o avião foi transportado para a cidade de Prado, via fluvial, em duas canoas juntas, pelas águas do rio Jucuruçu, segundo registro do sítio eletrônico desatresaereos.net. O espaço da rede mundial de computadores do “Bureau of Aircraft Accidents Archives” informa que o Laté 26 F-AILK, no dia 05 de agosto de 1934, saiu, às 14h35, horário local, de Santo Amaro (Bahia), num voo de receita não programado (fretamento), com cinco passageiros e dois tripulantes, o piloto Victor Etienne e o rádio-operador Henrique Baudel. No acidente, todos os passageiros ficaram levemente feridos, enquanto o piloto morreu e o operador de rádio ficou gravemente machucado e faleceu, no dia seguinte, devido aos ferimentos.

A companhia aérea
A empresa francesa de correio Aéropostale foi constituída, em 1927, como sucessora da Latécoère, existente desde 1918. Mais tarde, em novembro de 1933, passou à denominação Air France. A linha transportava mala postal desde a Europa, passando pela costa da África, chegando ao Brasil em Fernando de Noronha, seguindo com escalas até Pelotas e prosseguindo a Buenos Aires, na Argentina. No Brasil, havia pontos de escalas equipados com hangar, casa de pilotos, transmissão telegráfica sem fio e aeródromos. Um voo do Rio de Janeiro a Buenos Aires levava de 13 a 15 horas. A companhia empregou pilotos que se tornaram heróis por seus feitos pioneiros. Entre eles estavam os ases Jean Mermoz, Henri Guillaumet, Paul Vachet, Marcel Reine, Leon Antoine, Victor Etienne, entre outros. Um nome, entre todos, tornaria eterna a história daqueles tempos da “linha”: Antoine de Saint-Euxpéry, “poeta da aviação”, cujas obras narram o cotidiano e os feitos dos pilotos da Aéropostale, culminando com o livro mais lido e traduzido do mundo, que ele próprio ilustrou: "O Pequeno Príncipe". Em novembro de 1933, a Aéropostale fundiu-se com outras companhias aéreas (Air Orient, Société Générale de Transport Aérien, Air Union e Compagnie Internationale de Navigation) dando origem à Air France. ​

Um Antoine aterrissou em Ubatuba
Uma lenda perdurou por décadas em Ubatuba (SP), segundo a qual o escritor e piloto francês, autor de “O Pequeno Príncipe”, Antoine Saint -Exupéry teria feito um pouso na cidade, em 1933. O desfecho do mito é esclarecido com a reprodução do trabalho do jornalista Luiz Ernesto Kawall (1927– 2024), num dos capítulos do livro “Sobre o Mar de Iperoig: a aviação em Ubatuba”. A lenda nasceu com a aterrissagem, em Ubatuba, do Latécoère 26, matrícula F-AILR, da Aéropostale, em junho de 1933, pilotado por Leon Antoine que, à época, fora confundido com Antoine de Saint-Exupéry. Essa história foi esclarecida por meio das pesquisas do jornalista Kawall, que localizou o verdadeiro piloto daquela aeronave. Ambos, Leon Antoine e Saint-Exupéry, faziam, à época, voos na mesma rota e eram amigos. Leon Antoine, após se desligar da aviação comercial, passou a viver no Brasil, residindo na região serrana do Rio de Janeiro. No seu retorno a Ubatuba, confirmou a história daquele pouso e de como fora recepcionado pela cidade à época.

Fontes: Golden Years of Aviation (history.org.uk); Bureau of Aircraft Accidents Archives (baaa-acro.com); Aviação Comercial.net (aviacaocomercial.net); Desastres Aéreos / Brasil 1930-1939 (desastresaereos.net); Aéroplanes (jnpassieux.fr); AMAB – Associação Memória da Aéropostale no Brasil (amab-saint-exupery.com); Avião puxado por bois (comunicação oral de Maria Angélica de Moura Miranda); e, “Sobre o Mar de Iperoig: a aviação em Ubatuba” (livro editado pelo Instituto Salerno-Chieus)

Fotos: Bois puxando avião (Arquivo Histórico de São Sebastião, SP); Comparativo marcas Aéropostale e Air France (NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação)

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sábado, 2 de novembro de 2024

Hangar 2⁠º EIA

Está chegando a inauguração do “Hangar 2⁠º EIA”, que buscará aproximar os jovens ao mundo da aviação
Crianças que participaram do teste piloto do projeto
Nos dias 27 e 28 de novembro, será realizado o evento de inauguração do projeto “Hangar 2º EIA”, oferecendo aos convidados uma oportunidade especial para conhecer as atividades e os valores que guiam o projeto. Fundado na cidade de Itajubá–MG, o projeto Hangar 2º EIA é uma iniciativa promovida com apoio do 2º Esquadrão de Instrução Aérea da Academia da Força Aérea (AFA), visando a interação dos jovens com o fascinante mundo da aviação. Esta proposta engajadora está estruturada para proporcionar experiências enriquecedoras, e propõe atividades diversificadas que conectam a juventude à compreensão dos desafios e das belezas que envolvem o setor aeronáutico. Segundo reporta o portal Aerojota, estarão presentes no evento de inauguração o Comandante do 2⁠º EIA, oficiais instrutores do 2⁠º EIA, aviadores e cadetes da Academia da Força Aérea, coordenadores de instituições de ensino, autoridades convidadas, além de membros e colaboradores do próprio Hangar 2º EIA, representando a dedicação e o profissionalismo por esse projeto. A missão do projeto é facilitar o acesso a informações e vivências relacionadas à aviação, alinhando-se aos objetivos de popularizar o conhecimento nesta área, que é frequentemente almejada por muitos jovens. O projeto não possui fins lucrativos ou qualquer intenção de acúmulo de capital. As visitações monitoradas serão planejadas para serem informativas e interativas, despertando não apenas o interesse, mas também a paixão por profissões ligadas à aviação e à Força Aérea Brasileira.
Em tour guiado pelo hangar, os jovens terão a oportunidade de ver e interagir com uma aeronave NEIVA T-25 Universal, que operou na Força Aérea sob a matrícula FAB 1904. Seguindo esse caminho, podem aprender sobre as diversas partes de um avião, bem como o seu funcionamento. O contato direto com essa máquina proporciona uma experiência visual e palpável que solidifica os conceitos discutidos nas palestras e simuladores. O envolvimento com os profissionais da aviação durante estas atividades garante um aprendizado prático e aplicado, promovendo uma base sólida para futuros interesses acadêmicos e profissionais na área. A relevância do ‘Hangar 2º EIA’ reside em seu papel educacional e formativo. Ao aproximar os alunos e jovens de diversas realidades sociais da temática da aviação, o projeto não apenas ilumina trajetórias profissionais potenciais, mas também promove valores como disciplina, responsabilidade e trabalho em equipe, essenciais na formação de um cidadão consciente e preparado para os desafios da modernidade. Assim, o Hangar 2º EIA se afirma como uma ponte para a juventude da cidade de Itajubá–MG e toda a região, possibilitando que os jovens sonhem alto e explorem as diversas possibilidades que o universo da aviação pode oferecer. A aproximação com a Força Aérea Brasileira, através deste projeto, reafirma o compromisso não só com a educação, mas com a formação de futuros cidadãos engajados e inspirados na busca por novos horizontes.
O projeto Hangar 2º EIA está estrategicamente localizada em um condomínio particular residencial no município de Itajubá, sul de Minas Gerais. O espaço foi projetado com uma construção de 300 m², distribuídos em dois andares, de maneira a acomodar de forma eficiente as diversas atividades do projeto. O andar térreo é dedicado à área social e aos simuladores, enquanto o andar superior abriga a aeronave Neiva T-25 Universal, com a pintura original da Academia da Força Aérea, permitindo uma vivência prática das experiências aéreas.
A área social no térreo foi concebida para promover a interação entre os jovens e os profissionais da aviação, criando um ambiente colaborativo e estimulante. Os simuladores, que ocupam uma parte significativa deste piso, oferecem uma introdução prática ao mundo da aviação, permitindo que os usuários experimentem a sensação de voar em 3D.
Essas instalações são cruciais para o aprendizado, pois facilitam a compreensão teórica por meio de experiências práticas. No andar superior, a presença da aeronave agrega um valor inestimável ao aprendizado. A possibilidade de observar e interagir diretamente com uma aeronave real possibilita uma imersão completa na experiência de voo, incentivando a curiosidade e o entusiasmo dos jovens. Este acesso direto não só desvenda o funcionamento de uma aeronave, mas também fundamenta os conteúdos teóricos abordados nas atividades educacionais.

Teste piloto do projeto “Hangar 2º EIA”
Recentemente, foi realizado o primeiro teste piloto do projeto Hangar 2º EIA. Participaram seis crianças, com média de 6 anos, que tiveram a oportunidade de conhecer o hangar e as aeronaves por meio de uma série de atividades práticas e lúdicas. As dinâmicas foram as seguintes:

Dinâmica 1: Apresentação geral do hangar e entrega dos macacões de voo aos visitantes;

Dinâmica 2: Apresentação da história e da parte externa da aeronave;

Dinâmica 3: Apresentação da parte interna da aeronave com a explicação sobre a funcionalidade dos controles e paneis com instrumentos;

Dinâmica 4: Entrega do caderno de artes contendo diversas pinturas do T-25 ao longo dos anos nas unidades aéreas;

Dinâmica 5: Apresentação dos vídeos de demonstração aérea do 2º EIA;

Dinâmica 6: Simulação de voo no T-25 com a plataforma Flight Simulator X. Simulação de voo na Realidade Virtual – VR;

Dinâmica 7: Apresentação de generalidades da aviação.

Em suma, ao criar oportunidades de aprendizado e inspiração, o Projeto Hangar 2º EIA molda positivamente o futuro de muitos jovens em Itajubá e região, enquanto fortalece laços comunitários e promove a cidadania ativa. Para saber mais sobre esse projeto, acesse as rede sociais no Instagram e Facebook, ou fale com o Coordenador do Projeto Hangar 2⁠º EIA, Fabricio Salomão, pelo whatsapp +55 35 99140-5043 ou pelo e-mail: fabriciorsagro@gmail.com.

Fonte: AEROIN / Murilo Basseto com informações do Aerojota

Fotos: Divulgação Projeto Hangar 2º EIA

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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

FAB em Destaque

Revista eletrônica da FAB com as notícias de 25 a 31/10
Nesta sexta-feira (01/11), o FAB em Destaque apresenta as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB) entre os dias 25 e 31 de outubro. Entre os destaques, acompanhe a palestra do Comandante da Aeronáutica para a Velha Guarda, realizada no Rio de Janeiro (RJ). Veja também a Missão Humanitária, na qual a FAB transportou aproximadamente 17 toneladas de suprimentos ao Líbano como parte da Operação Raízes do Cedro. Ainda nessa operação, acompanhe a chegada do 9º voo de repatriação de brasileiros no Líbano. Outro destaque é a participação do Comandante da Aeronáutica nas celebrações em São Paulo e no Ceará, em homenagem ao Dia da Engenharia da Aeronáutica e ao Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho. Por fim, destaca-se a publicação do relatório do terceiro trimestre de 2024, que apresenta os avanços da FAB em tecnologia aeroespacial.

Fonte: FAB

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