Voar é um desejo que começa em criança!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Aeroportos

Aeroporto de Itanhaém, SP
Recentemente, o Aeroporto Estadual de Itanhaém, litoral de São Paulo, foi incluído no Plano Aeroviário Nacional (PAN), em função de seu potencial para crescimento. Com isso, poderá ser inscrito no Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa), que destina verbas para custeio de obras de melhorias em infraestrutura. O complexo é o sétimo em volume de pousos e decolagens entre os aeroportos administrados pelo Governo Estadual, por intermédio do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). No período de janeiro a novembro de 2012, o Aeroporto de Itanhaém registrou 21.491 pousos e decolagens, contra os 8.386 de 2010. O volume também supera o movimento de 2011, que registrou 15.638 pousos e decolagens. Esses números atestam a tendência de crescimento do complexo aeroviário. A Petrobras usa o aeródromo como base de operações aéreas para as plataformas localizadas em alto mar. O Aeroporto de Itanhaém vem recebendo do Governo do Estado um investimento de R$ 9,1 milhões para obras na pista, acessos e pátio de aeronaves. As melhorias contemplarão a construção de pista de rolamento e acessos, ampliação de pátio de aeronaves e nivelamento da faixa de pouso e decolagem, que possui 1.350 metros de extensão por 30 metros de largura. Foi aberta também a licitação para a construção de uma nova seção de combate contra incêndios. O aeroporto será analisado como alternativa para a Copa do Mundo de 2014 pelo Governo Federal. Um ofício enviado pelo Ministério do Esporte confirmou que os dados sobre o complexo aeroviário foram encaminhados para a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República para análise. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Tecnologia

NASA pesquisa avião econômico com asa híbrida
Engenheiros aeroespaciais sabem há tempos que trocar uma fuselagem convencional por um formato de "asa híbrida" pode reduzir dramaticamente o consumo de combustível. Agora, uma equipe da NASA demonstrou um método de fabricação que promete tornar esse projeto prático. Combinado a um tipo de motor extremamente eficiente, chamado de motor de alta taxa de contorno, o projeto de asa híbrida poderia usar até metade do combustível das aeronaves comuns. Embora possa levar 20 anos para que a tecnologia chegue ao mercado, o método de fabricação desenvolvido na NASA pode ajudar a aprimorar as aeronaves comerciais convencionais nos próximos oito a 10 anos, segundo Fay Collier, gerente de programas da NASA. A técnica de fabricação reduz o peso de componentes estruturais de uma aeronave em 25 por cento, o que pode reduzir significativamente o consumo de combustível. Os avanços são o resultado de um esforço de US$ 300 milhões e três anos da NASA e parceiros, incluindo a Pratt & Whitney e a Boeing. Existem dois desafios cruciais com o projeto da asa voadora. Um é como controlar esse avião em baixas velocidades. A NASA abordou essa questão anteriormente construindo uma aeronave de teste, controlada remotamente e com seis metros de largura (a X-48B), para demonstrar maneiras de controlar asas híbridas. Com base nesses testes e experimentos em túneis de vento, a NASA construiu uma aeronave maior, de controle remoto, que iniciou testes de voo no ano passado. O segundo desafio é construir uma versão em grande escala da aeronave, com cabines pressurizadas, que seja estruturalmente sólida. Um motivo para a persistência dos aviões tubulares é que é relativamente simples construir um tubo que consiga aguentar as forças que agem de fora para dentro, ao mesmo tempo em que mantém a pressão da cabine. O projeto de asa híbrida envolve uma fuselagem mais plana, como uma caixa, que se mistura com as asas. A estrutura mais achatada, que inclui alguns ângulos quase retos, é muito mais difícil de construir de forma segura e leve o bastante para ser prática. 

Fonte: New York Times (nytsyn.br.msn.com/cienciaetecnologia)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tráfego Aéreo

Pousos em Brasília poderão ter separação reduzida
O Controle de Aproximação e a Torre de Controle de Brasília, a partir de 31 de janeiro de 2013, poderão reduzir a distância entre aeronaves pousando, sob controle radar, que atualmente é de no mínimo 5 milhas náuticas (aproximadamente 9 quilômetros), para uma distância de até no mínimo 3 milhas náuticas (cerca de 5,4 quilômetros). Para implementação desse padrão de operação, controladores de tráfego aéreo do Controle de Aproximação de Brasília e da Torre de Controle executaram treinamentos em simuladores, como o de Torre existente no ICEA – Instituto de Controle do Espaço Aéreo. Também foram desenvolvidas, discutidas e atualizadas as legislações dos órgãos operacionais envolvidos. O sucesso das operações, sem necessidade de arremetidas, dependerá não só da eficiência dos controladores de tráfego aéreo, mas também das decisões colaborativas dos pilotos no adequado ajuste de velocidades na aproximação final e na liberação rápida da pista. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Aeronaves

Brasil irá modernizar aviões-radar para a Copa do Mundo
A Força Aérea Brasileira assinou com a Embraer Defesa e Segurança o contrato de R$ 430 milhões para modernizar suas cinco aeronaves E-99. Esses aviões, que se destacam pelo imenso radar na sua parte superior, capazes de detectar, rastrear e identificar alvos aéreos e transmitir essas informações para centros de controle. A expectativa é que a tecnologia já esteja disponível durante a Copa do Mundo de 2014. A modernização envolve a atualização dos sistemas de comando e controle, do radar de vigilância aérea, e dos equipamentos de guerra eletrônica, incluindo as contramedidas eletrônicas, que são ferramentas para proteger a aeronave de interferências provocadas por inimigos. Os aviões serão agora designados como E-99M. Também foram adquiridas seis estações de planejamento e análise de missão, que serão empregadas no treinamento e aperfeiçoamento das tripulações. Os E-99 entraram em operação na FAB em 2002, como parte das aquisições voltadas para o controle e defesa da região amazônica. Baseadas em Anápolis (GO), as aeronaves são capazes de realizar missões de gerenciamento do espaço aéreo, posicionamento de caças e controle de interceptação, inteligência eletrônica e vigilância de fronteiras. “Ao longo da última década, a Força Aérea comprovou o alto valor destas aeronaves de Controle e Alarme em Voo para o cumprimento da sua missão”, disse o Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, Presidente da Copac – Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate da FAB. “Mantê-las atualizadas e ampliar sua capacidade operacional é a certeza de que continuarão contribuindo decisivamente para a eficiência da Força Aérea Brasileira.” O E-99 foi desenvolvido a partir do jato de transporte regional Embraer 145, que tem mais de 1.100 unidades entregues, inclusive para a FAB. Para o Presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar, “esta modernização permitirá à FAB continuar operando com excelência um importante vetor de defesa aérea nacional". A Atech, empresa coligada da Embraer Defesa e Segurança, também participa do projeto no desenvolvimento de parte do sistema de comando e controle. 

Fonte: Agência Força Aérea

domingo, 27 de janeiro de 2013

Especial de Domingo

Há um ano, o engenheiro aeronáutico e fundador da Embraer Ozires Silva publicou - em sua Coluna de Domingo no jornal O Vale - os 10 pensamentos que reproduzimos a seguir. Serve como uma reflexão para avaliarmos se o Brasil avançou nestas questões fundamentais nestes últimos doze meses. 
Boa leitura. 
Bom domingo! 


10 PENSAMENTOS PARA O NOVO ANO 
Desde que o sistema de medidas saiu da base 60, criada pela antiga civilização Suméria, provavelmente há uns 3.000 anos antes de Cristo e substituído pelo atual sistema decimal, o número 10 consagrou-se como contagem obrigatória. Assim, sempre abraçados à esperança mística de se enfrentar um novo ano com sucesso, levantar dez alternativas do que se poderia fazer faz sentido. Se nós nos convocarmos a responder uma pergunta, colocada recentemente pela BBC de Londres sobre o porquê a economia brasileira não decola, após um julgamento positivo de alguns anos atrás, trouxe ao debate dez proposições que abaixo estão alinhadas, consideradas atritos a um desenvolvimento do Brasil: 

1) Menos burocracia e arbitrariedade: A lei precisa ser aplicada a todos, não somente para os cidadãos, mas também para o governo em todos os seus níveis, de forma prática, direta, livre e eficiente; 

2) Com que países o Brasil quer se comparar? O Brasil está sem estratégias. Apesar do peso do governo, as autoridades não se expressam para onde estão caminhando, gerando uma instabilidade que coloca os empreendedores sob pesados riscos, sempre limitando as possibilidades de sucesso; 

3) As commodities já não estão subindo de preço. Estamos acomodados na economia dependente, na sua maioria de commodities. Não existem no mundo exemplos de países que se desenvolveram prioritariamente exportando produtos abaixo de US$ 1 por quilograma e progrediram; 
  
4) O Brasil se enquadrou no bloco comercial dos protecionistas. O governo, assumindo a posição de único controlador, não abre concessões para o comércio exterior, logística, investimentos em infraestrutura e mantendo o domínio de portos e aeroportos, vitais para o comércio exterior e para o mercado interno; 
  
5) O setor público não tem melhorado a execução de projetos. Investidores privados parecem estar preocupados com o risco de mudanças das políticas regulatórias. A estabilidade das regras, normas e regulamentação é essencial para atrair o investidor o empreendedor para riscos de produzir ou de prestar serviços; 
  
6) Outros países latino-americanos Chile, Colômbia e Peru, melhor sucedidos, acabaram com a burocracia que dificulta a vida das empresas. O Brasil não faz o mesmo. Se não há consistências o investidor foge, pois eles precisam conseguir taxas de retorno razoáveis. Parece que, ainda hoje, há preconceitos contra o lucro e o retorno financeiro sobre os investimentos; 
  
7) A estrutura tributária brasileira e a reforma trabalhista levam tempo. Mas isso precisa ser revisto e o mais urgentemente possível; 
  
8) A educação no Brasil é ainda um elo fraco. Muito regulamentada, está em descompasso com os países desenvolvidos. A maioria dos brasileiros — cerca de 70%, diz o MEC– é composta de analfabetos funcionais (um eufemismo para dizer que não entendem o que leem nem o que escrevemos agora). Esta é uma desvantagem competitiva enorme e que compromete o futuro do país; 
  
9) No Brasil, tudo é imprevisível. Ou como dizem, no Brasil até o passado é incerto! Estratégias abertas e conhecidas podem mudar o clima de desconfiança do empreendedor, hoje considerado mundialmente o motor das mudanças e do progresso; 
  
10) Queda dos juros e desvalorização do Real ajudam, mas não são suficientes. O governo está subsidiando o consumo, criando um risco para as contas públicas difícil de retornar. Melhor seriam estímulos aos investimentos e à modernização do parque industrial e financiar as empresas nacionais para que apliquem tecnologias desenvolvidas no Brasil. 

Muitos outros pensamentos podem ser pensados e vamos considerar que não é suficiente desejar um novo ano feliz. É preciso se concentrar nas mudanças necessárias para que um futuro melhor possa ser criado para todos.

  OZIRES SILVA

sábado, 26 de janeiro de 2013

Embraer

Republic Airways comprará até 94 aviões Embraer 175
A Embraer e a Republic Airways, operadora com a maior frota de E-Jets no mundo, anunciaram, no dia 24 de janeiro de 2013, um contrato para a venda de 47 jatos Embraer 175. O acordo inclui ainda opções de compra para 47 aviões adicionais, o que elevaria o pedido para até 94 E175, podendo assim alcançar um valor total de aproximadamente 4 bilhões de dólares. Os novos aviões serão operados pela Republic Airlines, subsidiária da Republic, nas cores da American Eagle em rotas regionais da American Airlines. O acordo está sujeito à aprovação do tribunal de recuperação judicial da American, o que está previsto para ocorrer no primeiro trimestre de 2013. Os E175 serão configurados em duas classes de serviço, com capacidade para 76 passageiros. A primeira entrega está programada para meados de 2013. Mais de 150 E175s estão atualmente em serviço com 12 empresas aéreas. Como o E175 não tem saídas de emergência sobre as asas, que podem restringir a disposição dos assentos, os operadores têm mais flexibilidade na configuração da cabine da aeronave. O E175 tem alcance de 3.706 km, capacidade de operação em pistas curtas e desempenho superior para operação em altas temperaturas e grandes altitudes, tornando o avião ideal para o mercado norte-americano. 

Fonte: Embraer

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Carreiras na Aviação

EEAR recebe 700 novos alunos
Cerca de 700 jovens chegaram no dia 20 de janeiro de 2013 à Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá, SP, para início do ano letivo. A escola forma sargentos especialistas para a Força Aérea Brasileira e o ingresso ocorre por intermédio de concurso.
A Escola é o maior complexo de ensino técnico da América Latina. Para familiares, um momento ímpar de emoção ao ver seus jovens vencendo o primeiro degrau para obter uma boa formação e servir à Pátria. 

Saiba mais: Blog do NINJA de 08/08/2010 e 24/01/2013

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Carreiras na Aviação

EPCAR e ITA recebem novos alunos
A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), localizada em Barbacena, MG, realizou, no dia 20 de janeiro de 2013, a cerimônia de recepção de 180 novos estagiários que se apresentaram para início do estágio de adaptação. Após a entrada simbólica pelo portão das armas, os estagiários foram recebidos pelo comandante da Escola, Brigadeiro do Ar Waldeísio Ferreira Campos. A cerimônia também foi marcada pela passagem de duas aeronaves F-5 Tiger do 1º Grupo de Aviação de Caça da Base Aérea de Santa Cruz, pilotadas por ex-alunos que ingressaram em Barbacena no ano de 1999. Entre os pais presentes, o sentimento era de emoção e apreensão. “A princípio, ficamos meio receosos, pois não conhecíamos a escola, hoje estamos mais tranquilos. Esperamos receber um filho preparado para enfrentar a vida”, disse com orgulho Marcos Santos, pai de um dos alunos. 

ITA 
Enquanto isto, também no dia 20 de janeiro de 2013, em São José dos Campos, SP, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) deu as boas-vindas aos alunos aprovados no vestibular. A recepção, que lotou o auditório Lacaz Neto, teve como objetivo promover a interação professor-aluno, bem como mobilizar os novos discentes para um maior engajamento nas atividades acadêmicas. Além disso, a atividade foi o momento em que os estudantes receberam instruções sobre o cotidiano dentro da instituição. Entre os estudantes, o sentimento era de orgulho por fazer parte de uma instituição reconhecida internacionalmente e de expectativa pelos novos desafios que estão por vir. Mateus Coelho Ferraz é um exemplo disso. Para o jovem, que é filho de um ex-Iteano, as 12 horas de estudos diárias foram recompensadas quando a lista de aprovados foi divulgada: “o esforço de meses valeu a pena, mas eu tenho plena convicção de que desafios maiores me esperam”, diz o agora estudante de Engenharia Aeroespacial. Natural de Pernambuco, Maria Catarina Carvalho compartilha da mesma ideia que Mateus: “o momento agora é de comemoração, mas em breve eu voltarei a ser exigida ”, revela, consciente, a mais nova aluna de Engenharia Mecânica da ITA. 

Portões
Como divulgado no âmbito do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação, pela sua missão de proporcionar cultura aeronáutica e incentivar carreiras na aviação, a EPCAR e o ITA são dois dos vários portões, no sentido de oportunidade, para ingresso na Força Aérea Brasileira.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Videoteca Ninja

MIDWAY - A Batalha do Pacífico
A batalha de Midway ocorreu em junho de 1942, apenas seis meses depois do fatídico ataque japonês a Pearl Harbor. Midway mostra as histórias dramáticas dos homens que lutaram bravamente na batalha, dando suas vidas por sua pátria. O elenco estrelado por Charlton Heston e Henry Fonda é garantia de muita emoção e talento em cena. Imperdível. 

Título no Brasil: Midway - A Batalha do Pacífico 
Título Original: Midway 
País de Origem: EUA 
Duração: 132 minutos 
Ano de Lançamento: 1976 
Elenco: Charlton Heston, Henry Fonda, James Coburn, Glenn Ford 
Direção: Jack Smight

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Embraer / Agusta

Embraer poderá fabricar helicópteros com a Agusta
A Embraer anunciou segunda-feira, 21 de janeiro de 2013, a intenção de ingressar na fabricação de helicópteros por intermédio de uma associação com a AgustaWestland, empresa do grupo italiano Finmeccanica. A maior fabricante mundial de jatos regionais disse que estudos preliminares indicam grande potencial de mercado para helicópteros bimotores, de capacidade média, principalmente para atender o setor de óleo e gás e os mercados comercial e militar em toda a América Latina. Além de se expandir na aviação executiva, a Embraer voltou a atenção mais recentemente ao segmento militar, em que desenvolve o cargueiro KC-390, o maior avião já produzido no Brasil. A empresa também avalia sua entrada na construção de navios, mantendo conversas preliminares com estaleiros do Brasil e do exterior para a montagem de embarcações.Em outra frente, a Embraer está trabalhando no mercado de veículos aéreos não-tripulados (Vant), por meio de uma sociedade com a AEL Systems, subsidiária da israelense Elbit Systems. 

Fonte: Embraer

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Aeroportos

Aeroporto Internacional de Parnaíba (PI)
O Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba, Piauí, a 350 km da capital Teresina, não tem voo comercial regular há 13 anos. Com infraestrutura para receber até 100 mil pessoas anualmente, o terminal teve movimento de apenas 2.828 passageiros de voos privados e de táxi aéreo em 2012, com média de 3,6 operações diárias, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o espaço desde 2004. O custo mensal de manutenção é de R$ 320 mil, e o aeroporto registrou prejuízo de R$ 1,16 milhão de janeiro a novembro de 2012. A Infraero afirma que são necessários voos regulares para evitar o déficit, embora faça parte da estratégia de desenvolvimento da aviação regional sustentar locais que operam no vermelho e que precisam existir com verba arrecadada de terminais que dão lucro. Construído na década de 1970, quando era usado na exportação de produtos agropecuários para a Europa, o aeroporto tem localização turística estratégica: fica entre o litoral do Ceará e os Lençóis Maranhenses. A distância para a praia de Jericoacoara (CE), por exemplo, é de 270 km, inferior aos 297 km que turistas precisam percorrer vindos de Fortaleza (CE). Até a Praia de Atalaia (PI), são apenas 13,9 km, distância muito menor que os 339 km de Teresina (PI) até o ponto turístico. Mesmo assim, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz não ter qualquer pedido de voo regular para a cidade. "Nos anos 80 e 90, grandes empresas tinham voos nacionais com destino ou origem em Parnaíba. Como aeronaves mais modernas passaram a ser aplicadas nos últimos anos, as companhias deixaram de operar aqui. Infelizmente, nosso fluxo hoje é só de táxi aéreo, helicópteros e pequenos aviões privados e jatos, a maioria de políticos, empresários ou turistas", afirma Celso Lara Vital, gerente de operações da Infraero em Parnaíba. 

Fonte: http://g1.globo.com

domingo, 20 de janeiro de 2013

Especial de Domingo

Aniversário de criação do Ministério da Aeronáutica 
O calendário da Aviação Brasileira registra que em 20 de janeiro de 1941, o presidente Getúlio Vargas assinou o Decreto 2961, criando o Ministério da Aeronáutica e estabelecendo a fusão das forças aéreas do Exército e da Marinha, que recebeu o nome de Força Aérea Brasileira (FAB). Em 10 de junho de 1999 o Ministério da Aeronáutica passou à denominação de Comando da Aeronáutica. Faltavam pilotos, aeronaves, pistas, equipamentos, mão de obra especializada, normas de segurança, indústrias para o setor e pesados investimentos, dentre outros problemas, no momento em que o Ministério da Aeronáutica foi criado, em 20 de janeiro de 1941. Pelo mundo, a aviação avançava como promissor e revolucionário meio de transporte, além de estratégica ferramenta para a defesa das nações. No Brasil, as áreas correlatas ao setor estavam distribuídas ou sequer existiam ainda. Era preciso recomeçar e repensar o modelo que levaria o país ao seu futuro. Nas palavras do primeiro Ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho, os desafios eram muitos: “A aviação civil, na época, era mais voltada para a área esportiva em incipientes aeroclubes. Os pilotos comerciais recebiam treinamento dentro das próprias companhias que os empregavam. Era imprescindível despertar o interesse da juventude para a carreira de aviador.” 
A seguir, saiba um pouco mais desta história magnífica.
Boa leitura.
Bom domingo!

Na década de 40, criação do Ministério da Aeronáutica impulsionou a aviação brasileira
Dizia, ainda, Salgado Filho: “Havia um medo generalizado por essa atividade, devido ao número assustador de acidentes aviatórios, a maior parte causada pela imprudência dos pilotos. Reverter esse quadro seria um desafio difícil de ser vencido e dependeria de uma grande campanha de divulgação das vantagens desse meio de transporte e do progresso que a aviação representava”. Naquele momento, a fabricação de aviões de treinamento era incipiente. As empresas existentes não produziam motores e dependiam das importações. Além disso, o número de aviões era insuficiente, faltavam mecânicos e especialistas para a frota. Na aviação militar, Exército e Marinha tinham suas próprias escolas de pilotos, oriundas de diferentes linhas de instrução – uma francesa e outra alemã e inglesa. A ideia de um ministério específico para o setor não era uma novidade. As discussões no Brasil começaram no final dos anos 20 e ganharam força na década seguinte (1935), com o lançamento de uma campanha para a criação do Ministério do Ar, sob a influência de países como a França. Por aqui, persistiam as discussões a respeito de qual instituição lideraria o processo. As atividades correlatas à aviação estavam distribuídas - o Ministério da Viação e Obras Públicas, por exemplo, incluía o Departamento de Aviação Civil (DAC), criado em 1931. Naquele momento, com a criação do novo órgão, Salgado Filho assumiu o Ministério da Aeronáutica brasileira – a aviação civil, a infraestrutura, a indústria nacional do setor e as escolas de formação de mão-de-obra – e do seu braço-armado, a Força Aérea Brasileira (FAB), criada a partir das aviações da Marinha e do Exército que já existiam. A ele, coube a difícil tarefa de edificar o alicerce do poder aéreo brasileiro. Nesse contexto, a Segunda Guerra trouxe ao país um grande incentivo para organizar a sua aviação, sobretudo depois de iniciada a batalha do Atlântico Sul. Com o afundamento de navios brasileiros, a aviação militar teve de assumir o patrulhamento do litoral e, mais tarde, acabou enviada à Itália, para combater com os aliados.

Expansão
Em 1941, a Aeronáutica criou a Diretoria de Rotas com a missão de promover o desenvolvimento da infraestrutura e da segurança da navegação aérea. De 1942 a 1943, mais de cem aviões Fairchild PT-19, um biplace monoplano de asa baixa, foram trazidos em voo dos Estados Unidos para a instrução primária de pilotos brasileiros. Até 1947, 220 foram produzidos na Fábrica do Galeão, dentro do esforço de guerra e pelo crescimento da aviação no país. Na mesma década, a fábrica de aviões de Lagoa Santa (MG) entrou em funcionamento e produziu aeronaves T-6.
A Campanha Nacional de Aviação, liderada pelo Ministério da Aeronáutica, reunia empresários, aeroclubes e o próprio governo para a expansão do setor no país. Por trás das ações, estava o esforço de guerra - ocorreram campanhas de arrecadação em todo o país, de dinheiro, de alumínio para a construção de aviões, de doações de aeronaves. “É preciso que se compreenda que cada avião de treinamento básico adquirido e doado a aeroclubes significa, no mínimo, a formação de três pilotos para a nossa reserva da Aeronáutica. O curso de piloto civil feito nos aeroclubes pode ser considerado o jardim de infância da ciência aviatória. Incentivar a formação de pilotos civis em nosso país significa garantir a formação de pilotos militares da reserva da Aeronáutica. Necessitamos, desesperadamente, nesse momento, de pelo menos dois mil pilotos para se estruturar a defesa do Brasil”, afirmou o ministro. O Ministério da Aeronáutica refundou as escolas de formação, de pilotos e de especialistas, criou normas para evitar a competição predatória entre as empresas aéreas, inaugurou novas fábricas e escolas civis. O Brasil firmou acordos internacionais sobre transporte aéreo com diversos países, como França, Estados Unidos, Suécia, Dinamarca, Noruega, Países Baixos, Portugal, Suíça e Grã-Bretanha. O Correio Aéreo Militar, antes realizado pelo Exército (no interior) e pela Marinha (no litoral), é transformado no Correio Aéreo Nacional. De 1942 a 1949, a Companhia de Aeronáutica Paulista produziu 777 aviões “Paulistinhas”, um monoplano de asa alta, que serviu à formação inicial de pilotagem em aeroclubes ao longo da Segunda Guerra.
Alguns desses “Paulistinhas” chegaram a ser exportados. Logo nos dois primeiros anos de existência, o Ministério da Aeronáutica adquiriu 500 aviões de treinamento e os distribuiu para 400 cidades em todo país. Diversas concessões foram fornecidas para a exploração do transporte aéreo no país. No decorrer de 1942, as linhas aéreas ultrapassaram as fronteiras do país, chegando aos países vizinhos, aos Estados Unidos (1943) e à Europa (1946). Ao longo de 1943, a Força Aérea recebeu aeronaves para preparação de seus pilotos, particularmente para o patrulhamento da costa e treinamento de aviadores. O litoral era vigiado por dirigíveis, ou Blimps, que utilizavam radares para a localização de submarinos e que ajudavam em operações de salvamento de náufragos, vítimas dos ataques inimigos. No mesmo ano, a FAB criou sua primeira unidade de caça. Depois de receberem treinamento nos Estados Unidos e no Panamá, os militares brasileiros foram enviados à Itália.
Quando o ministro Salgado Filho deixou a pasta, no final de 1945, existiam 580 aeroportos funcionando no país, a maioria com pistas asfaltadas (70%). A Escola de Aeronáutica dos Afonsos havia quadruplicado a capacidade de formação de pilotos, chegando a 200 alunos. A Escola Técnica de Aviação de São Paulo, importada dos Estados Unidos, chegou a formar 3.500 especialistas. “O Brasil está empenhado em grandes preparativos para tornar-se uma potência aérea independente”, chegou a afirmar o ministro. Com mais investimentos, aeronaves e pilotos, as horas de voo na Escola de Aeronáutica dos Afonsos, no Rio de Janeiro, saltaram de 3,6 mil em 1940 para 25,9 mil em 1943. “Deixei uma frota de cerca 1.500 aviões militares em condições de uso, cerca de 3.000 pilotos treinados e 15 bases aéreas instaladas”, disse o ministro. Na década de 40, o Ministério aprovou regulamento para o Serviço de Investigação de Acidentes Aeronáuticos, uma atividade voltada para a prevenção de acidentes.
Foi nesse período que a Aeronáutica deu os primeiros passos para a criação de um núcleo de referência em ensino, pesquisa e formação de mão-de-obra qualificada para a aviação, o atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).


ORDEM DO DIA 
Aniversário do Ministério da Aeronáutica (72 anos) 

A FORÇA MORAL É O ÚNICO ESTEIO INABALÁVEL QUE MANTÉM OS HOMENS PÚBLICOS VIVOS NA MEMÓRIA DE UM POVO, POIS AO ERGUEREM, ABNEGADAMENTE, AS BANDEIRAS DA DIGNIDADE E DA ÉTICA, ETERNIZAM-SE COMO LEGÍTIMOS DEFENSORES DA MAIOR VIRTUDE DE UM ESTADO DEMOCRÁTICO – O BEM COMUM.

TAIS GUARDIÃES DO INTERESSE COLETIVO ENTRAM PARA A HISTÓRIA, PELA INIGUALÁVEL SABEDORIA EM DISTINGUIR ENTRE O EFÊMERO E O DURADOURO, ENTRE O SUPÉRFLUO E O ESSENCIAL, CONSOLIDANDO OS ALICERCES DA IMAGEM DOS GRANDES ESTADISTAS, AQUELES QUE AGEM NO PRESENTE, A FIM DE RESGUARDAR O BEM E A GRANDEZA DO FUTURO DE SUA PÁTRIA.

ASSIM FOI TRILHADA A VIDA PÚBLICA DO GAÚCHO JOAQUIM PEDRO SALGADO FILHO, O JURISTA QUE RECEBEU, HÁ 72 ANOS, A INSTIGANTE MISSÃO DE LIDERAR A FUSÃO DAS AVIAÇÕES NAVAL E MILITAR, UNIFICANDO AS ASAS DESSE IMENSO E RICO PAÍS A SERVIÇO DO SEU DESTEMIDO POVO.

HOJE, NO ALVORECER DE 2013, AO EVIDENCIARMOS A MARCANTE PRESENÇA DA NOSSA INTEGRADORA FORÇA AÉREA NA VIDA DOS BRASILEIROS, CONSTATAMOS A ENVERGADURA DO INSPIRADOR MODELO DE LIDERANÇA ENCETADO EM 1941.

NO ENTANTO, AO SER CRIADO O SINÉRGICO MINISTÉRIO DA AERONÁUTICA, O PODER AEROESPACIAL JÁ SE REVELAVA PRÓDIGO EM COLHER SÓLIDOS FRUTOS DE SUA INQUESTIONÁVEL CONTRIBUIÇÃO PARA O ENGRANDECIMENTO DA SOCIEDADE NACIONAL, POIS, REMONTAVA AOS IDOS DA DÉCADA ANTERIOR, AS PROFÍCUAS INICIATIVAS QUE PROPORCIONARAM AO CORREIO AÉREO NACIONAL ALÇAR AOS CÉUS, BUSCANDO NA PREMENTE INTEGRAÇÃO NACIONAL, A FERRAMENTA IDEAL PARA ACELERAR O CRESCIMENTO ECONÔMICO DO NOSSO AMADO BRASIL.

TAL INCREMENTO NAS ATIVIDADES PRODUTIVAS LIGADAS AO SETOR AÉREO TERIA INVULGAR AMPARO NA VISIONÁRIA ADMINISTRAÇÃO DE SALGADO FILHO, QUANDO A PASTA MINISTERIAL OMBREOU ESFORÇOS EM PROL DA AVIAÇÃO, NUMA PROVEITOSA PARCERIA COM O EMPRESARIADO DO PAÍS.

NASCIA A BEM SUCEDIDA “CAMPANHA NACIONAL DE AVIAÇÃO”, PROVAVELMENTE A SEMENTE DAS MODERNAS PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS, TENDO SIDO RESPONSÁVEL PELA VERTIGINOSA SEDIMENTAÇÃO DA CULTURA AERONÁUTICA NO IDEÁRIO DOS BRASILEIROS.

ESSE VELOZ AMADURECIMENTO NO EMPREGO DO VETOR AÉREO DEMONSTRARIA SUA INEQUÍVOCA RELEVÂNCIA, QUANDO A JOVEM AVIAÇÃO NACIONAL ENGAJOU-SE NO HERCÚLEO ESFORÇO DE GUERRA, NO INSIDIOSO LITORAL DO NORDESTE BRASILEIRO E NOS DESAFIADORES CÉUS ITALIANOS.

O BRAÇO GUERREIRO, DA RECÉM-CRIADA AERONÁUTICA, CONTRIBUIRIA PARA A RESOLUTA DEFESA DOS VALORES COMPARTILHADOS PELOS POVOS, QUE ERGUERAM VOZ CONTRA AS DESMEDIDAS INJUSTIÇAS PERPETRADAS PELO CHAMADO EIXO CONTRA OS DIREITOS HUMANOS.

AS INESTIMÁVEIS LIÇÕES APRENDIDAS EM COMBATE UNIRIAM-SE AO RICO CONHECIMENTO JÁ INCORPORADO NA OPERAÇÃO DOS PIONEIROS AEROCLUBES, CONSTITUINDO-SE NA SEIVA A NUTRIR A INFATIGÁVEL BUSCA PELA INDEPENDÊNCIA NA TECNOLOGIA AERONÁUTICA NACIONAL.

UM DOS MAIORES PARQUES DA INDÚSTRIA AEROESPACIAL MUNDIAL ENSAIAVA SEUS PRIMEIROS PASSOS, EMBALADO PELO MAIS PURO IDEAL DOS HOMENS E MULHERES DE AZUL DE NOSSA EMPREENDEDORA FORÇA AÉREA BRASILEIRA.

NOS DIAS ATUAIS, COLHEMOS O NOTÓRIO RECONHECIMENTO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA BRASILEIRA, PELO INQUESTIONÁVEL PADRÃO DE EXCELÊNCIA LEGADO PELO SAUDOSO CENTRO TÉCNICO AEROESPACIAL, CONSTRUÍDO NAS PAISAGENS QUE DERAM VIDA AO SONHO DO VISIONÁRIO MARECHAL CASIMIRO MONTENEGRO – A MODERNA SÃO JOSÉ DOS CAMPOS.

JÁ A NOSSA ESTIMADA POPULAÇÃO REGOZIJA-SE PELA INVULGAR CAPACIDADE BRASILEIRA DE INTEGRAR, POR MEIO DA IMPONENTE EMBRAER, O SELETO GRUPO DE PAÍSES COM CAPACIDADE DE PRODUZIR VETORES AÉREOS DO QUILATE DOS MODERNOS – A29, A1, LEGACY – E, EM BREVE, DO SURPREENDENTE KC390.

ENTRETANTO, A ALTIVA PARTICIPAÇÃO DA FORÇA AÉREA NO DIA A DIA DOS BRASILEIROS ULTRAPASSARIA OS CONSAGRADOS TEMAS DA DEFESA NACIONAL, DA GARANTIA DA SOBERANIA DO ESPAÇO AÉREO E DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO AEROESPACIAL, POIS, EM SUA GLORIOSA JORNADA JUNTO À NOSSA AMADA POPULAÇÃO, AS ASAS QUE PROTEGEM O PAÍS SERIAM TAMBÉM FUNDAMENTAIS PARA ACOLHER NAS CALAMIDADES, TRANSPORTAR CIDADANIA NAS ELEIÇÕES E APOIAR COM ASSISTÊNCIA MÉDICO-HOSPITALAR OS RINCÕES DESSE PAÍS.

GUARDIÃES DO PODER AEROESPACIAL BRASILEIRO, COMEMORAMOS HOJE O ENCONTRO DO PASSADO COM O PRESENTE, ONDE OS LÍDIMOS VALORES CULTUADOS, DURANTE MAIS DE SETENTA ANOS DE JORNADA, CONSOLIDARAM-SE EM OPORTUNAS AÇÕES E INICIATIVAS EM FAVOR DO PRECIOSO BEM-ESTAR DOS CIDADÃOS E CIDADÃS DO BRASIL.

TÃO VALOROSO PRECEITO SOCIAL TEM COMO SEU MAIS ELEVADO GRAU A GARANTIA DA PAZ E DOS INTERESSES DO BRASIL, OS QUAIS, CERTAMENTE, SÃO AFIANÇADOS POR UMA FORÇA AÉREA MODERNA E EQUIPADA. MANTENHAM-SE FIRMES NA CRENÇA DE QUE AS CONQUISTAS DE OUTRORA SÃO AUTÊNTICOS DOGMAS DE FÉ, QUE NOS ANIMAM A PROSSEGUIR NA OBRA DE AMPARAR O POVO DE NOSSA AMADA NAÇÃO, PROPORCIONANDO O DESEJADO AMBIENTE DE SEGURANÇA, ESTABILIDADE E CIDADANIA TÃO NECESSÁRIO À CONTINUIDADE DO PUJANTE CRESCIMENTO ECONÔMICO IDEALIZADO POR NOSSOS ANTEPASSADOS.

PARABÉNS ÀS ASAS DO BRASIL!

QUE DEUS CONTINUE A ILUMINAR NOSSO CAMINHO RUMO A UM INSTIGANTE FUTURO! 

Tenente-Brigadeiro-do-Ar JUNITI SAITO 
Comandante da Aeronáutica

sábado, 19 de janeiro de 2013

Aeroportos

Porto Velho teve 100 mil passageiros em dez/2012
Cerca de 100 mil passageiros transitaram pelo Aeroporto Internacional Governador Jorge Teixeira, em Porto Velho (RO), durante dezembro de 2012. Boa parte deles – por volta de 20% do total – barrageiros que passaram as festas de final de ano com a família em seus estados de origem. A estimativa é do superintendente da Infraero de Rondônia, Vicente Silva. Entre os usuários, algumas reclamações são recorrentes: Os altos preços dos produtos na praça de alimentação, a pouca limpeza nos banheiros e o espaço pequeno para embarque e desembarque de passageiros na frente do aeroporto. Outra reclamação é o fechamento do guichê da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) neste início de janeiro. Na fachada do pequeno escritório, a Agência disponibilizou o telefone 0800 725 4445 para denúncias. As fiscalizações, segundo a assessoria de imprensa do órgão, são periódicas ou são feitas quando ocorre alguma queixa. O número de passageiros vem crescendo no aeroporto de Porto Velho. Além dos voos fretados pelas empresas construtoras das hidrelétricas para o transporte dos trabalhadores aos seus estados de origem e do turismo de negócios, a boa novidade é o aumento de pessoas que visitam a Capital para conhecer e curtir a cidade ou rever amigos. Em 2011, 981 mil passageiros passaram pelo terminal. Em 2012, até novembro, foram registrados 951 mil e a expectativa é de fechar as estatísticas do ano passado com aproximadamente 1 milhão e 50 mil, calcula o superintendente Vicente Silva. O terminal opera uma média de 25 voos diários. 

Fonte: http://diariodaamazonia.com.br

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

AFA

Academia da Força Aérea recebe novos alunos
Após serem aprovados em um concorrido processo seletivo, os novos alunos dos Cursos de Formação de Oficiais de Aviação, Intendência e Infantaria chegaram dia 13 de janeiro de 2013 à Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, no interior de São Paulo. São 63 jovens de todas as regiões do país, sendo 52 homens e 11 mulheres, selecionados a partir de um concurso público federal que incluiu prova escrita, teste físico, exame médico e psicológico e, para os estagiários do curso de Aviação, teste de aptidão à pilotagem militar. Nesta edição, a concorrência foi de 184 por vaga para o curso de Aviação, 136 de Infantaria e 137 de intendência. Esta foi a segunda vez que Daniel Beltramini Ramos, 20 anos, tentava o ingresso na especialidade de aviação militar e não esconde a alegria em dar os primeiros passos para a realização de um sonho de infância. “Desde pequeno, sempre tive paixão por velocidade e eu descobri o mundo da aviação quando era pequeno. Mais para frente, quando eu estava com 13 ou 14 anos, comecei a pesquisar mais sobre a aviação militar e a vida militar, e eu achei que eu me adaptaria bem a esse tipo de vida. Sou o primeiro militar da família. É uma gratificação enorme, posso afirmar que hoje é o dia mais feliz da minha vida.” 

A FORÇA AÉREA É FAMÍLIA 
Já Daniela Covolo Canabarro, 19 anos, escolheu o curso de intendência. Como vem de uma família de militares (o pai do Exército e a mãe da Aeronáutica), conhece bem a realidade da vida de caserna e destaca a união entre os militares como diferencial no exercício da profissão. “A Força Aérea é muito família, o espírito de corpo é muito grande e isso me agrada muito. No meio civil é cada um por si. Aqui nós somos uma família, todo mundo se ajudando, crescendo junto, e isso faz a diferença no trabalho da pessoa.” O 1º Esquadrão do Corpo de Cadetes da Aeronáutica será formado, ainda, por mais 140 jovens, egressos da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (escola de ensino médio da FAB) e mais sete estrangeiros, que fazem parte de um acordo de cooperação entre o Governo Brasileiro e as nações amigas. Ao todo serão 170 Aviadores, 23 Intendentes e 10 Infantes. Nos próximos quatro anos, eles irão enfrentar uma rotina intensa de estudos, formação ética e moral e de exercícios físicos, necessária para a formação de um oficial da Força Aérea Brasileira. O curso também inclui treinamentos operacionais, como, por exemplo, treinamentos em cenários de emergência, sobrevivência na selva e no mar, salto de paraquedas, instrução de tiro, dentre outras. Os estagiários que concluírem o curso conquistarão o diploma de graduação em Administração com ênfase em Administração Pública, além do diploma de graduação da especialidade escolhida. 

Fonte: AFA

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Carreiras na Aviação

Resultado do concurso para controlador de tráfego aéreo
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo - DECEA, Organização do Comando da Aeronáutica, divulgou no dia 15 de janeiro de 2013 o nome dos candidatos classificados nas provas objetivas, em até três vezes o número de vagas, para 135 vagas para o cargo de controlador de tráfego aéreo para o Grupo de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (Dacta). O salário inicial é de R$ 4.018,82. O resultado é na seguinte ordem: área, nome em ordem alfabética, número de inscrição, pontuação e classificação. Serão convocados para a realização dos exames de aptidão psicológica os candidatos classificados, nas provas objetivas, em até três vezes o número de vagas. Serão convocados para a realização dos exames médicos os candidatos considerados aptos nos exames de aptidão psicológica, em até duas vezes o número de vagas. Veja a relação de aprovados em Concurso Controlador

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Conhecimentos Técnicos

Gelo em aeronave
Caros Ninjas!
Confiram essas fotos.
A primeira é em Londres, logo de manhã. A segunda foi tirada imediatamente após um pouso em Lyon. É bom saber como a formação de gelo interfere na aerodinâmica do avião!


Na primeira é mais fácil: é só chamar o serviço de degelo do aeroporto que aplica um líquido que, por sua vez, derrete todo o gelo. Daí, é preciso verificar numa tabela quanto tempo ainda é possível permanecer no solo, caso esteja nevando, até que esse líquido não perca a capacidade de manter a superfície limpa de gelo. Na segunda foto, o sistema Anti-Gelo do avião (repare nas partes cromadas no bordo de ataque) usam ar "sangrado" do motor para aquecer a superfície e derreter o gelo.


Neste caso, um pouquinho antes do pouso (aproximadamente 10 segundos) foi desligado o Anti-Gelo só na pontinha da asa. Nota-se como o gelo forma rápido e altera todo o perfil aerodinâmico. Se fosse na asa toda teríamos um grande problema. Uma coisa tão simples como essa derruba um avião fácil, fácil... 
Continuem estudando...sempre!!!
Abraços!
Tiago Rizzi

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Educação

ITA recebe conceito máximo em avaliação do MEC
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), localizado em São José dos Campos (SP), conseguiu conceito máximo, ou seja, nota 5, no Índice Geral de Cursos (IGC) relativo ao triênio 2009, 2010 e 2011, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC). Das 2.136 instituições de ensino superior avaliadas – divididas entre universidades, centros universitários e faculdades (categoria que engloba o ITA) – apenas 203, ou seja, 9,5%, obtiveram a nota máxima. O IGC é um indicador do MEC que mensura níveis de qualidade das instituições, nos âmbitos da graduação e da pós-graduação – mestrado e doutorado. Para a graduação, é utilizado o CPC (Conceito Preliminar de Curso) , que leva em conta três aspectos: 55% corresponde ao desempenho dos estudantes concluintes (em último ano de curso) no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), 30% equivale à titulação dos professores e 15% corresponde à estrutura e organização didática das instituições. Segundo o Reitor do ITA, Carlos Américo Pacheco, a nota máxima neste indicador do MEC é uma constante do Instituto, que reflete o nível dos alunos. O Reitor atribui o alto índice ao bom desempenho dos concluintes na prova do ENADE, à alta qualidade do corpo docente – formado, quase exclusivamente, por doutores – e às condições de infraestrutura da escola. No complexo cálculo desenvolvido pelo MEC para construir o IGC, o único índice em que o ITA não obtém os maiores conceitos é o Indicador de Diferença entre o Desempenho Observado e o Esperado (IDD). Através do IDD é mensurado o valor agregado ao estudante pela instituição de ensino superior, ao avaliar as diferenças de conhecimento entre alunos ingressantes e concluintes. Como o ITA seleciona, através de seu concorrido processo seletivo, alunos com um nível de conhecimento já elevado, a diferença de desempenho entre calouros e formandos não é alta o suficiente para angariar um bom nível de IDD. “O IDD é um desafio para o ITA, pois quando se recebe alunos tão excepcionalmente bons é difícil fazê-los infinitamente melhores”, explica.

ITA
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica, que faz parte do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), foi criado em 1950 e recebe, anualmente, turmas de 130 alunos divididos em cinco tipos de engenharia: civil, aeronáutica, mecânica, eletrônica e da computação. Os graduandos podem optar pela carreira militar, sendo que, no ato da formatura são nomeados 1º Tenente Engenheiros e absorvidos pela Força Aérea Brasileira. Além dos cursos de graduação citados anteriormente, o ITA oferece cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado, sendo considerada, inclusive em âmbito internacional, centro de referência na formação e especialização em engenharia. 

Fonte: Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Biblioteca Ninja

ALBERTO BERTELLI
Uma vida de cabeça para baixo
O livro conta a história da vida de Alberto Bertelli narrada por ele mesmo. Tendo sido um dos maiores pilotos acrobatas do Brasil, Bertelli voou por quarenta anos vários tipos de aviões, mas sempre preferiu o Bücker. Membro honorário da Esquadrilha da Fumaça, tinha como cartão de visita a chegada para pouso sempre em voo invertido. Daí saiu o nome da obra ALBERTO BERTELLI - Uma Vida de Cabeça para Baixo, com 256 páginas e 27 fotos de pura emoção, uma edição conjunta da Editora ASA e da Família Bertelli. O “Véio Bertelli”, como era conhecido, tornou-se uma lenda, um exemplo seguido por muitos outros pilotos que o tiveram como mestre, instrutor e amigo. Tinha asas; voar lhe era tão natural quanto andar. Era um louco, como são todos os que diferenciam em meio a tantos. Com seu jeito interiorano, conta suas histórias e peripécias de maneira simples e divertida.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Especial de Domingo

O INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica lembra-nos de uma frase do Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, ex-Ministro da Aeronáutica e ex-Conselheiro do INCAER, falecido em 12 de abril de 1993: “A História não é um somatório de fatos, mas, antes, um legado de experiências. Conhecê-la é reunir dados que os números não contam, é entender os erros para não repeti-los, é, enfim, uma forma de preparar-se para o futuro”.
Com este pensamento, o Blog do Ninja reproduz as datas marcantes de janeiro, estimulando o estudo, a pesquisa.
Boa leitura.
Bom domingo!


Efemérides Aeronáuticas de Janeiro

1910
Em Osasco, na cidade de São Paulo, foi realizado o primeiro voo de avião na América do Sul. Era um monoplano, com o nome de “São Paulo”, tendo sido pilotado pelo francês Demetrie Sensaud de Lavaud. O avião e o motor foram construídos pelo francês Lavaud, auxiliado pelo mecânico brasileiro Lourenço Pellegati. O voo foi de 103 metros, com a duração de seis segundos. (7 de janeiro) 

Data do nascimento do Brig Ar Nero Moura, Patrono da Aviação de Caça, na cidade de Cahoeira do Sul, estado do Rio Grande do Sul (30 de janeiro). 

1913
Com o objetivo de formar aviadores militares brasileiros, foi assinado o ajuste entre o Ministério da Guerra e a firma “Gino, Bucelli e Cia.” Para o funcionamento da “Escola Brasileira de Aviação”, no Campo dos Afonsos. (18 de janeiro) 

1916
Santos-Dumont proferiu, no “Segundo Congresso Científico Pan-Americano”, em Washington, uma conferência sobre o tema “Como o Aeroplano pode facilitar as Relações entre as Américas”, que causou grande repercussão nos meios aeronáuticos. (4 de janeiro) 

1917
Foi aprovado, pelo Decreto nº 12.364, o primeiro “Regulamento da Escola de Aviação Naval”. (17 de janeiro) 

Santos-Dumont visitou a Escola de Aviação Naval, tendo voado num hidroavião pilotado pelo 1º Tenente De Lamare. (25 de janeiro) 

1918
Partiu do Rio de Janeiro, com destino à Inglaterra, no vapor “Barrow” da Mala Real Inglesa, o primeiro grupo de oficiais da Marinha Brasileira, que, durante a Primeira Guerra Mundial, foi receber treinamento de voo no “Royal Naval Air Service”. Em 26 de janeiro partia para o mesmo destino um segundo grupo de oficiais, no vapor “Amazon”. (8 de janeiro) 

1919
Foi estabelecido um plano de uniformes para os pilotos aviadores do Exército Brasileiro, pelo Decreto nº 13.416. (15 de janeiro) 

1920
Graduou-se, no Campo dos Afonsos, a primeira turma de oficiais Pilotos-aviador formados na Escola de Aviação Militar. (22 de janeiro) 

1926
Santos-Dumont encaminha ao Embaixador do Brasil junto à Sociedade das Nações uma carta propondo instituir um prêmio para o melhor trabalho sobre a proibição do uso de engenhos aéreos como arma de guerra. (14 de janeiro) 

1927
Criada a Arma de Aviação do Exército, pela Lei nº 5.168. (13 de janeiro) 

1932
Foi criado o estandarte da Aviação Militar pelo Decreto nº 20.987. (6 de janeiro) 

1941
Foi criado o Ministério da Aeronáutica pelo Decreto-Lei nº 2.961. (20 de janeiro) 

Toma posse o primeiro Ministro da Aeronáutica, o Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho. (23 de janeiro) 

Foi realizada, no Campo dos Afonsos, a cerimônia de transferência da Aeronáutica do Exército para o Ministério da Aeronáutica. (27 de janeiro) 

1942
Foram extintas as Diretorias de Aeronáutica Militar e Naval, por meio do Decreto nº 8.539. (15 de janeiro) 

Foi extinto, no Ministério da Aeronáutica, a partir de 31 de janeiro, o Departamento de Aeronáutica Civil, sendo substituído pela Diretoria de Aeronáutica Civil, pelo Decreto nº 8.561. (17 de janeiro) 

1943
Pelo Decreto nº 5.198, o Aeroporto Bartolomeu de Gusmão passou a denominar-se Base Aérea de Santa Cruz e passou a ser sede do 1º Regimento de Aviação. (16 de janeiro) 

1946
Criada, pela Portaria nº 36, a “Comissão de Organização do Centro Técnico da Aeronáutica” (COCTA), a ser construído em São José dos Campos. (29 de janeiro)

Fonte: INCAER

sábado, 12 de janeiro de 2013

Astronomia

Construção do maior observatório de raios gama
Um grupo de aproximadamente mil pesquisadores de 28 países, entre eles do Brasil, pretende construir até 2015 o maior observatório do mundo dedicado ao estudo de corpos celestes que emitem radiação gama – a radiação de mais alta energia. O CTA (Cherenkov Telescope Array) será instalado em dois lugares diferentes, um no hemisfério Sul, onde Chile, Argentina e Namíbia são candidatos para receber o experimento, e o outro no hemisfério Norte, no qual os Estados Unidos e a Espanha já manifestaram interesse. A escolha das duas sedes será decidida até o fim de 2013. Para instalar o equipamento, o país precisa ter uma área com atmosfera muito bem limpa a pelo menos 2.000 metros acima do nível do mar, sem contaminação de luz e com pouca formação de chuva e nuvens. No Brasil, não há região assim. O observatório terá cem telescópios terrestres sensíveis à radiação gama, distribuídos igualmente nos dois hemisférios. Os equipamentos irão operar em conjunto, orientados para observar um único corpo celeste por vez, como remanescentes de supernovas, galáxias com núcleo ativo e quasares que emitem radiação gama. Com isso, a precisão do estudo desses objetos celestes será muito maior do que a se tem atualmente. "O único observatório de astronomia gama em funcionamento hoje – o Observatório Hess, instalado na Namíbia – possui cinco telescópios operando em conjunto. O CTA será capaz de medir a radiação gama produzida durante fenômenos astrofísicos com sensibilidade dez vezes maior", disse Luiz Vitor de Souza Filho, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP (Universidade de São Paulo ) e um dos dez brasileiros que colaboram no projeto. 

Ajuda brasileira 
Além da produção de conhecimento, os cientistas também pretendem ajudar na construção da instrumentação do CTA. De acordo com Souza Filho, o grupo de brasileiros têm interesse no tipo de astrofísica que o CTA irá estudar, que conecta a tradicional com a de partículas (os raios cósmicos). "É quase mandatório que um país-membro que queira ter acesso aos dados gerados pelo experimento em igualdade com os demais integrantes tem que contribuir com a construção. Por conta disso, estamos desenvolvendo dois projetos de instrumentação para o CTA", contou Souza Filho. Um dos projetos é voltado para o desenvolvimento do revestimento dos espelhos que recobrirão os telescópios, que têm a função de refletir a luz e, ao mesmo tempo, proteger o equipamento das intempéries climáticas. Como ficará exposta na atmosfera, a parte refletora dos telescópios terá que durar muito tempo e ser muito bem feita para que não se solte do vidro e afete as propriedades refletoras e protetoras do espelho. Outro projeto brasileiro é o desenvolvimento de estruturas metálicas de sustentação dos telescópios. Com cerca de 16 metros de comprimento, essas estruturas precisam segurar um conjunto de instrumentos eletrônicos que pesam 2,5 toneladas nas extremidades sem envergar mais do que 20 milímetros para não prejudicar as imagens produzidas pelos telescópios. "Já tínhamos know how na construção desse tipo de instrumentação por conta do desenvolvimento de tecnologias muito parecidas com essas. que projetamos para o observatório Pierre Auger, na Argentina", disse Souza Filho. A equipe da USP atualmente desenvolve os protótipos do revestimento dos espelhos e da estrutura mecânica dos telescópios, que deverão ser concluídos até 2013, data de início da construção do CTA para entrar em operação em 2015. Também participam da construção do CTA pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP, da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), da UFABC (Universidade Federal do ABC), do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). 

Fonte: UOL Ciência

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Aeroportos

Guarulhos terá mais aviões e mais lojas
Todos os dias, centenas de japoneses pegam um avião em direção ao aeroporto Incheon International, em Seoul, na Coreia do Sul. Depois de uma hora e meia de viagem, poucos deles deixam o aeroporto. A maioria permanece nos terminais, fazendo compras. Voltam no mesmo dia com sacolas cheias de cosméticos, roupas e sapatos de marcas de luxo, eletrônicos e bebidas. "Quem sabe, um dia, Guarulhos será tão atraente que os argentinos virão aqui fazer compras?", brinca Antonio Miguel Marques, presidente da GRU Airport, empresa formada pelo consórcio Invepar-ACSA, que ganhou a concessão do aeroporto de Guarulhos, também chamado de Cumbica, o maior do País. Ex-presidente da Camargo Corrêa Cimentos (atual Intercement) e da Camargo Corrêa Construções, Marques assumiu a presidência da empresa que agora administra o aeroporto em pleno feriado prolongado de Proclamação da República, quando o movimento de passageiros saltou de 70 mil para 104 mil ao dia. Com experiência em construção civil, sua missão é tocar as obras de reforma e ampliação, além de transformar o perfil do aeroporto, aproximando-o do que são grandes terminais internacionais. Na prática, fazer com que se torne quase shopping center. "O desconforto que há hoje é físico, não há milagre. Precisamos de mais espaço", diz Marques. Para as obras de ampliação, a GRU Airport recebeu financiamento do BNDES de R$ 1,2 bilhão. Atualmente, há 46 "fingers" (onde os aviões embarcam e desembarcam passageiro) em Guarulhos. O projeto é ter mais 44 até a Olimpíada de 2016. Hoje, segundo ele, 60% da receita do aeroporto vem das tarifas de embarque e só 40% do aluguel de lojas. "No decorrer deste ano, vamos inverter isso. Até 2014, queremos que 70% dessa receita venha de fontes comerciais", diz Marques. A ideia é expandir a aérea disponível para lojas e restaurantes no aeroporto. Hoje, são 16 mil metros quadrados, não totalmente ocupados (há 158 lojas). A meta é aumentar essa área em 50% para mais de 250 lojas. "Há espaços usados para atividades operacionais que podem virar lojas. Além disso, haverá um novo terminal", diz o executivo. Para auxiliá-lo nessa tarefa, ele chamou Fernando Sellos, ex-diretor comercial do grupo de shopping centers Iguatemi. Nas quase três décadas em que esteve sob administração da Infraero, Guarulhos teve um outro modelo de gestão. Por ser autarquia do governo federal, tudo era licitado. Quando havia espaço para mais uma loja, fazia-se uma licitação e ganhava a empresa que pudesse pagar o maior aluguel. Por esse sistema, as empresas já existentes no aeroporto levavam vantagem: como já tinham estrutura montada (de cozinha e de limpeza, por exemplo), podiam economizar nesse quesito e oferecer um aluguel mais alto. Agora, o que interessa, explica Sellos, não é mais o aluguel alto, e sim montar um mix de lojas variadas. "Vamos readequar a oferta de lojas de acordo com os perfis de consumo", explica o diretor. O novo Terminal 3, que está sendo construído, permitirá o fluxo de aviões de maior porte, e será exclusivo para viagens internacionais. Nele, as lojas serão mais luxuosas. "Queremos atrair grandes marcas", diz. Haverá também um hotel interno com padrão cinco estrelas. A operadora será definida até março. O atual Terminal 2 será misto, para viagens domésticas e internacionais mais curtas. Seu conjunto de lojas terá um pouco de tudo: algumas grifes, lojas de serviços e cafeterias. No Terminal 1, que será só doméstico, as lojas serão mais populares e haverá mais serviços, como bancos e restaurantes. As obras estão sendo tocadas e a previsão é que até a Copa de 2014 tudo esteja pronto. As redes de restaurantes Bob's e a Temakeria Makis Place já fecharam contratos para abrir lojas no aeroporto. Haverá lojas tanto na área depois do controle da Polícia Federal quanto na que é acessível para quem não vai embarcar. "Fizemos uma pesquisa e descobrimos que, nos Estados Unidos e na Europa, cada passageiro é levado ao aeroporto por um acompanhante. Aqui, são quatro pessoas por passageiro", diz Marques. É esse público que ele quer aproveitar com as lojas que ficam do lado de fora da área de embarque. "Explorar a parte comercial é a melhor maneira de se conseguir receitas em um aeroporto privado", diz Marlon Shigueru Ieiri, sócio da FHCunha Advogados, que assessorou um dos consórcios que participou da concorrência do aeroporto de Brasília. "As tarifas são reguladas pelo governo e não é bom depender delas. A Infraero dependia porque seu perfil não é o de uma empresa comercial, mas sim o de uma gestora da parte aérea." 

Texto Lilian Cunha, de O Estado de S. Paulo em www.estadao.com.br

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Carreiras na Aviação

FAB realizará 12 concursos para diversas áreas em 2013
O ano de 2013 chegou e novas oportunidades de vestir a farda da Força Aérea Brasileira se aproximam. Para os interessados, as vagas estão distribuídas em todos os níveis: podem se inscrever para os concursos candidatos que possuam desde o ensino fundamental até o superior. Aprovados em todas as fases, ingressarão em uma das cinco escolas preparatórias da Aeronáutica: o ITA, a EPCAR, a AFA, a EEAR ou o CIAAR. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), organização subordinada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), é a instituição de nível universitário responsável por formar oficiais engenheiros para a FAB. Criado em 1950, oferece cursos de graduação em seis especialidades de engenharia: aeroespacial, aeronáutica, civil (aeronáutica), computação, mecânica (aeronáutica) e eletrônica. Concomitante às atividades acadêmicas, os discentes do ITA, logo ao ingressarem, são matriculados no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR-SJ), local onde recebem o treinamento militar necessário à preparação para o Oficialato. Após o segundo ano, o aluno tem a opção de escolher pela carreira militar. No último vestibular, realizado em 2012, 7.285 candidatos concorreram às 120 vagas ofertadas pela instituição, sendo o curso de Engenharia Aeronáutica o mais procurado. Os cursos de Engenharia oferecidos pelo ITA duram cinco anos. Os dois primeiros constituem o curso fundamental, com disciplinas comuns a todas a espacialidades, e os três últimos são voltados à área escolhida no momento do vestibular. A qualidade do ensino ofertado pela instituição é reconhecida nacionalmente. Em 2012, na última avaliação do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), realizado pelo Ministério da Educação (MEC), o ITA manteve-se posicionado entre as melhores instituições de ensino do país, ao obter o conceito máximo (5) na avaliação. As opções de ingresso na FAB vão além do acesso ao curso superior. Localizada em Barbacena, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAr) é a organização militar responsável por preparar os jovens para o ingresso no quadro de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA) e, também, por proporcionar a esses alunos a conclusão do ensino médio. O processo seletivo para ingresso na EPCAr é composto de provas de matemática e português. Além disso, o candidato é submetido a exames médicos e psicológicos e avaliação física. Durante o curso, os jovens, além de terem acesso aos conteúdos tradicionais do ensino médio, como história, geografia e inglês, recebem instrução sobre os aspectos da vida militar. Se o interesse do candidato é seguir a carreira de aviador da FAB, um dos caminhos é a Academia da Força Aérea (AFA), localizada em Pirassununga, interior de São Paulo. Conhecida como “Ninho das Águias”, a AFA é responsável por formar anualmente Oficiais de Aviação, de Infantaria e de Intendência para a Aeronáutica. A depender da carreira escolhida, o concluinte sairá com o diploma de bacharel em ciência logística, com habilitação em intendência aeronáutica; ciências aeronáuticas, com habilitação em aviação militar ou ciências militares, com habilitação em infantaria aeronáutica. Para ingressar na AFA, é necessário que o candidato tenha o ensino médio completo e seja submetido a provas de português, inglês, matemática e física, além de testes físicos e psicológicos. Para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores, há também o teste de aptidão à pilotagem militar. Outra opção para ingressar nos quadros da Força Aérea Brasileira é a Escola de Espacialistas da Aeronáutica (EEAr), situada na cidade de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba. A instituição, considerada o maior complexo de ensino técnico da América Latina, destina-se a abraçar jovens que possuam o nível técnico ou que tenham interesse em cursar uma das especialidades oferecidas pela Aeronáutica em várias áreas profissionais. A EEAR oferece dois tipos de curso para quem busca um aperfeiçoamento em nível técnico: o Curso de Formação de Sargentos (CFS), com duração de 2 anos, e o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS), de 24 semanas. Os cursos oferecidos pelo CFS são distribuídos por várias áreas, como cartografia, comunicações, controle de tráfego aéreo, desenho e meteorologia. No EAGS, alguns dos cursos possíveis são administração, eletrônica, enfermagem, música e sistema de informação. Ao todo, 27 profissões diferentes são oferecidas pela escola. Para quem possui nível superior completo, o caminho a ser traçado é o Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), localizado em Belo Horizonte. A escola prepara militares para o Oficialato e realiza adaptação à vida militar de profissionais com nível superior. Todos os anos, a FAB abre as portas para profissionais formados em áreas como medicina, odontologia, farmácia, jornalismo, publicidade, direito e engenharia. Os cursos ofertados no CIAAR são: Curso de Formação de Oficiais Especialistas (CFOE), o Estágio de Adaptação de Oficiais Temporários (EAOT), o Estágio de Instrução e Adaptação de Capelães da Aeronáutica (EIAC), o Estágio de Adaptação de Oficiais Engenheiros (EAOF) e o Curso de Adaptação de Médicos, Dentistas e Farmacêuticos (CAMAR/CADAR/CAFAR). Pela quantidade de cursos ofertados, o CIAAR é a escola que, anualmente, mais forma oficiais para a Força Aérea Brasileira. 

Concursos previstos para 2013 

- Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR); 
- Curso de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria (CFOAV, CFOINT, CFOINF); 
- Curso de Formação de Sargentos (CFS); 
- Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS); 
- Estágio de Adaptação de Oficiais Engenheiros da Aeronáutica (EAOEAR);
- Curso de Adaptação de Oficiais Médicos da Aeronáutica (CAMAR); 
- Curso de Adaptação de Oficiais Dentistas da Aeronáutica (CADAR); 
- Curso de Adaptação de Oficiais Farmacêuticos da Aeronáutica (CAFAR); 
- Estágio de Adaptação de Oficiais Temporários (EAOT); 
- Estágio de Instrução e Adaptação de Capelães (EIAC). 

Fonte: ACS/DCTA 

Saiba mais: Guia de Profissões da Força Aérea Brasileira, disponível em www.fab.mil.br

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Datas Especiais

Dia do Astronauta
Hoje, 09 de janeiro, é comemorado o Dia do Astronauta. Marcos Pontes é o primeiro astronauta brasileiro e o primeiro astronauta profissional do Hemisfério Sul. Dos alunos do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação, os cumprimentos ao astronauta Pontes, o primeiro a levar a bandeira brasileira além da atmosfera terrestre. 

Saiba mais: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação de 28/06/2011 , 07/06/2011 e 29/03/2012

Carreiras na Aviação

Aeronáutica abre concurso com 140 vagas para taifeiros
A Força Aérea lançou o edital para o exame de admissão ao Curso de Formação de Taifeiros da Aeronáutica (EA-CFT). São oferecidas 140 vagas: 70 vagas para a especialidade Arrumador e 70 para a especialidade Cozinheiro. A data da prova escrita está marcada para o dia 23 de março de 2013. As inscrições poderão ser realizadas entre os dias 1° e 18 de fevereiro. O valor da taxa de inscrição é de R$ 60,00. Podem participar do processo seletivo candidatos do sexo masculino, que possuam o ensino médio completo e tenham entre 18 e 24 anos de idade. Além disso, é necessário apresentar certificado de conclusão de curso que comprove a qualificação profissional como garçom, para a especialidade arrumador (TAR) e, para a especialidade Cozinheiro (TCO), apresentar certificado de conclusão de curso que comprove sua qualificação profissional como cozinheiro. O EA-CFT é constituído das seguintes etapas: Exame de Escolaridade (Língua Portuguesa e Matemática) e de Conhecimentos Especializados; Inspeção de Saúde; Exame de Aptidão Psicológica; Teste de Avaliação do Condicionamento Físico e Análise e conferência dos critérios exigidos e da documentação prevista para a matrícula no Curso. Ao concluir o curso com aproveitamento o aluno será promovido à graduação de Taifeiro–de-Primeira-Classe (T1).

LOCALIDADES DO EXAME DE ADMISSÃO: 

BELÉM-PA (I COMAR) 
RECIFE-PE (II COMAR) 
RIO DE JANEIRO-RJ (III COMAR) 
BELO HORIZONTE- MG (III COMAR) 
SÃO PAULO-SP (IV COMAR) 
CAMPO GRANDE – MS (IV COMAR) 
CANOAS/PORTO ALEGRE-RS (V COMAR) 
BRASÍLIA-DF (VI COMAR) 
MANAUS-AM (VII COMAR) 
BOA VISTA-RR (VII COMAR) 
PORTO VELHO – RO (VII COMAR) 

Saiba mais: www.fab.mil.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Aeronaves

Boeing 737, o avião mais popular
O Boeing 737 é o avião mais popular do planeta. Desde a sua criação, em 1968, cerca de 6 mil unidades já foram produzidas pela fabricante americana. Hoje, esses modelos são construídos em Renton, cidade vizinha a Seattle, no noroeste dos Estados Unidos. De lá saem cerca de 40 unidades todo mês, montadas com peças que vêm de todo mundo. Além do hangar em Renton, a Boeing possui em Seattle um mock up centre – um local onde mostra, em tamanho real, o interior do 737 para que as companhias aéreas escolham como querem decorar seus aviões. Depois de prontos, os 737 partem para uma outra planta da Boeing, também em Seattle, onde fica o centro de entrega de aeronaves, de onde os aviões partem para os clientes.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Astronomia

Especialistas e amadores unidos na paixão pelo céu
“Andar com a cabeça na lua” é, para a maioria das pessoas, um ditado depreciativo. Menos para um grupo de aficionados pelos mistérios do universo. Para eles, olhar para o céu não é divagação. É conhecimento. O Vale do Paraíba é celeiro de astrônomos amadores. São homens e mulheres interessados em saber o que há no lado escuro da Lua, como se forma um buraco negro e se há vida fora da Terra. Pelo menos 10 grupos organizados reúnem astrônomos amadores no Vale do Paraíba (SP). A região também conta com cursos gratuitos, observatórios abertos ao público e especialistas. A Astronomia é uma das poucas áreas em que os amadores são maioria e contribuem com a comunidade científica profissional, dada a investigação mais segmentada que podem fazer. 

O Avião e a Lua
O ceramista Gilberto Jardineiro, 65 anos, contribui com os estudos astronômicos fazendo fotos de corpos celestes. Apaixonado por Astronomia desde a adolescência, ele se especializou em astrofotografia e montou um observatório em Cunha-SP, onde mora. É dele a incrível imagem do avião “passando” pela Lua. A aeronave faz a rota São Paulo-Rio de Janeiro e Jardineiro levou dois anos para conseguir a foto perfeita, que só foi possível no céu escuro de Cunha, livre de interferências luminosas. Jardineiro é o fundador do Astroclube Cunha, que reúne 10 pessoas e promove eventos regulares, como o “Lua na luneta”, e a troca de informações. Ele também é voluntário da equipe de atendimento no observatório do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José dos Campos-SP. “Astronomia entrou na minha vida quando morei na Bahia e conheci um americano que me mostrou uma carta celeste. Foi paixão à primeira vista”, conta ele, para quem estudar as estrelas é como fazer uma reflexão sobre a vida. “Vivemos um período de grandes descobertas na Astronomia. Com a internet e a evolução do conhecimento, isso fica mais fácil de ser acompanhado. É estimulante.” 

Pedras no espaço 
Pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o geólogo Paulo Roberto Martini elegeu a Astronomia uma das suas paixões. O que o encanta é a geologia planetária, o estudo da origem e formação dos astros. Em um simpósio sobre sensoriamento remoto, área na qual Martini é especialista, ele mostrou imagens da Lua e falou sobre a superfície do satélite. “É encantador pensar no quanto se pode aprender observando o universo.” 

Idiomas 
O programador autônomo Carlos Alberto Arrebola, 47 anos, gosta de observar as estrelas desde criança. Ele fez parte do extinto grupo Alpha Crucis, que reunia astrônomos amadores de São José, quase todos ligados ao Inpe. Hoje, ele ainda observa os astros e procura difundir o conhecimento pela internet. Criou um blog com textos sobre Astronomia traduzidos para 43 idiomas. Também acumula 3.000 publicações sobre o tema, livros que planeja doar para a biblioteca da cidade. 

Texto: Xandu Alves 

Foto: Gilberto Jardineiro 

Fonte: O Vale

domingo, 6 de janeiro de 2013

Especial de Domingo

CARTOGRAFIA AERONÁUTICA
A Cartografia abrange o conjunto de estudos e ope­rações científicas, artísticas e técnicas que, a partir dos resultados das observa­ções diretas ou da exploração de documentações, visa à elaboração ou à utilização de mapas. Reúne as atividades que vão desde o levantamento de campo ou pesquisa biblio­gráfica, até a impressão defi­nitiva e a publicação do mapa elaborado. O Brasil adota as normas e padrões recomendados para a cartografia aeronáutica pelos estados signatários da OACI. 

Mapa 
Mapa é a representação de uma superfície terrestre, ou seja, de uma super­fície curva. A confecção de uma carta - um mapa com informações específicas - exige, antes de tudo, o estabelecimento de um método, de maneira que, a cada ponto da superfície da Terra, corresponda um ponto da carta e vice-versa. Diversos métodos podem ser empregados para se obter essa correspondência de pontos, que constitui os chamados “sistemas de projeções”. Para que cada ponto da superfície da Terra possa ser localizado no mapa, foi criado um sistema de linhas imaginá­rias chamado de “Sistema de Coordenadas Geográficas”. A coordenada geográfica de um determinado ponto da superfí­cie da Terra é obtida pela inter­secção de um meridiano (longitude) e um paralelo (latitude). O problema básico das projeções cartográficas é a representação de uma superfície curva em um plano. Em termos práticos, o problema consiste em se repre­sentar a Terra em um plano. A tecnologia moderna, porém, tem tor­nado disponíveis téc­nicas e equipamentos cada vez mais avan­çados para os proces­sos de coleta, análise e apresentação de dados informativos. 

Cartografia Aeronáutica 
O espaço territorial brasileiro é hoje representado pela cartografia sistemática, por meio de cartas elaboradas, seletiva e progressivamente, consoante as prioridades conjunturais e segundo os padrões cartográficos ter­restre, náutico e aeronáutico. A Cartografia Sistemática Aeronáutica utiliza as cartas sistemáticas terrestres e tem por finalidade a representação da área nacional, por intermédio de séries de cartas aeronáuticas padroni­zadas, destinadas ao uso da navegação aérea, que correspondem às escalas de 1:1.000.000, 1:500.000 e 1:250.000. 

As atividades de Cartografia Aeronáutica 

Cartas de Navegação 
O Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA) desenvolve duas importantes cartas de navegação: 
as Cartas de Navegação Visual (Cartas VFR - Visual Flight Rules) e as Cartas de Navegação por Instrumentos (Cartas IFR - Instrument Flight Rules). 
Saiba mais sobre elas: 

Cartas de Navegação Visual
VFR (Visual Flight Rules)
As Cartas de Navegação Visual (VFR) são destinadas a apoiar os voos para cuja navegação são utilizadas as regras de voo visual. Em muito, assemelham-se às Cartas Topográficas do Mapeamento Sistemático, produzidas pela Diretoria do Serviço Geográfico do Exército brasileiro e pelo IBGE, porém com características próprias à finalidade aero­náutica. O programa de Cartas Visuais contempla a produção de cartas em três escalas, que cobrem todo o País. Veja um exemplo de Carta VFR na figura acima.

Cartas de Navegação por Instrumentos
IFR (Instrument Flight Rules)
Este sistema é constituído por uma série de cartas que devem ser reeditadas periodicamente, segundo um rigoroso calendário, estabelecido por compromissos internacionais, assu­midos pelo DECEA perante a OACI. Essas cartas contêm informações topográficas - que praticamente não sofrem modifica­ções - e informações aeronáuticas, que estão sujeitas a um processo de atuali­zação extremamente dinâmico. A todo momento, ocorrem situações que impli­cam atualizações - mudanças de frequências, surgimento de obstácu­los artificiais, criação de aerovias, interdição de espaços aéreos, obras em aeródromos, manutenção de equipamentos, etc. 


Cadastro Aeroportuário 
Dá-se o nome de cadastro aeroportuário ao conhe­cimento de toda a infraestrutura aeroportuária que é utilizada pela aviação de uma forma permanente. O mapeamento detalhado das terminais, com a localiza­ção das pistas, dos pátios e dos equipamentos insta­lados nas áreas circunvizinhas, faz parte do “Cadastro Técnico Multifinalitário” - documento necessário aos órgãos gestores municipais. Esta é a fonte principal de dados para a elaboração de diver­sos tipos de cartas aeronáu­ticas, tais como Cartas de Aeródromo, Cartas de Esta­cionamento, Cartas Topo­gráficas de Aproximação de Precisão, entre outras, bem como para projetos de instalações, planos aero­portuários e muitas outras aplicações. O conjunto de cartas que compõem este mapeamento especial denomina-se Programa Car­tográfico Aeroportuário e de Proteção ao Voo (PRO­CAPV). A sua execução está baseada em aerofotogra­metria, que torna possível a obtenção de produtos finais precisos e confiáveis. Esse programa consiste na produ­ção de cartas, em escalas 1:2.000 e 1:10.000, através de levantamentos fotogramétricos nas escalas 1:8.000 e 1:30.000, respectivamente. As áreas mapeadas no PROCAPV cobrem em cada aeroporto uma área média de 150 km². Esse é um programa de longo prazo e de atualização contínua, em face das constantes moderni­zações realizadas nos principais aeroportos brasileiros. 

Levantamentos Topográficos e Geodésicos 
Os levantamentos topográficos e geodésicos des­tinam-se a gerar dados necessários ao desenvolvi­mento das atividades cartográficas do ICA, além de apoiar outros setores, como o de Inspeção em Voo, Controle de Tráfego Aéreo, Meteorologia e os de Engenharia Eletrônica e Telecomunicações. Os levantamentos topográficos contemplam: 

* Apoio fotogramétrico às cartas cadastrais de aeródromos 
*Levantamentos para confecção de cartas aero­náuticas 
*Levantamentos para confecção de cartas de visi­bilidade 
*Escolha de sítios para instalação de auxílios à navegação aérea 
*Orientação de equipamentos 
*Levantamentos de obstáculos 
*Implantação de marcos geodésicos 

Zona de Proteção de Aeródromos (ZPA) 
A necessidade de garantir o máximo de segurança para as aeronaves em operação de voo, bem como a obrigatoriedade de adotarem-se os preceitos previstos pela OACI, levou o Comando da Aeronáutica a elaborar uma legislação especial para as áreas próximas aos aeródromos. A finalidade é evitar que a malha urbana avance desordenadamente em direção ao aeroporto, comprometendo a segurança das operações dos aeródromos e dos procedimentos para pouso, em suas vizinhanças. Assim, as limitações dos obstáculos são estabelecidas pelo Plano Básico de ZPA. E, quando a aplicação do Plano Básico causar restrição à operação de um determinado aeródromo, é elaborado, nesse caso em caráter definitivo, o Plano Específico de ZPA. Este plano descreve e estabelece as restrições impostas e é remetido às autoridades federais, estaduais e municipais, diretamente envolvidas, para que sejam atendidas as suas disposições. 

Fonte: DECEA