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Voar é um desejo que começa em criança!

quarta-feira, 22 de setembro de 2021

Aeroclube Regional de Taubaté

Aeroclube em Taubaté (SP) pode ficar sem sede e deixar de funcionar
Uma assembleia de associados do Aeroclube Regional de Taubaté – ART, no dia 18 de setembro de 2021, serviu para que pilotos, instrutores e entusiastas de aviação se atualizassem a respeito das dificuldades pelas quais passa a entidade formadora de pilotos e comissários de bordo e fomentadora da prática de atividade aeronáutica em Taubaté (SP). Fundado em 26 de outubro de 1993 - em assembleia com 76 pessoas ocorrida na sala de brifim do Comando de Aviação do Exército (AvEx), por iniciativa do então comandante da AvEx, General Sergio Antônio da Rocha Ambrósio – o Aeroclube, após 28 anos, está em vias de perder a autorização para operar na sede instalada em terreno ao lado da pista de pouso da cidade, onde a própria entidade construiu, com a ajuda de associados e colaboradores, seus dois hangares e deu utilidade ao terminal de passageiros construído pela Prefeitura Municipal.

30 de outubro de 2021
Questões relativas ao uso de terreno da União levaram o aeroclube a ter revogada sua condição de pagador de quantia mensal relativa à “cessão de uso” da área e modificada para a modalidade de “locação imobiliária”, o que elevou substancialmente o custo operacional da entidade. Tendo em vista que um contrato de aluguel mensal superior a 8 mil reais está vigindo precariamente e há requisição do Exército para a desocupação do local, a entidade tem até o dia 30 de outubro de 2021 para deixar os hangares que construiu e é incerto o destino e continuidade do Aeroclube, haja vista a cidade não dispor de outra pista de pouso para operações de pouso e decolagem. Caso não haja uma solução para a existência coordenada da entidade nas suas instalações atuais, há riscos da cidade perder uma entidade sem fins lucrativos fomentadora da prática de aviação e formadora de mão de obra, por meio dos cursos de pilotagem de aviões e de comissários de bordo. 

O início, há 28 anos
Como descrito no Livro “A aviação em Taubaté e os 25 anos do Aeroclube Regional” (2018), “Com visão de estrategista e ciente do bem social que poderia gerar a existência de um aeroclube em Taubaté, [o General Ambrósio]...vislumbrou criar uma entidade de confraternização, ensino e prática aerodesportiva. Erguiam-se, assim, as colunas para implantação do Aeroclube Regional de Taubaté”. Cumprindo as formalidades legais, foi convocada a assembleia de criação, no dia 26 de outubro de 1993, coincidindo com as comemorações da Semana da Asa. O ato concedeu o título de presidente de honra do novo aeroclube e escola de aviação ao seu idealizador, General Sérgio Ambrósio, enquanto o coronel José Fernando de Lacerda foi eleito primeiro presidente.

Barracão
O escritório do Aeroclube Regional de Taubaté, em 1993, começou a funcionar provisoriamente em um barracão que fora empregado nas obras de construção das primeiras instalações da recém-recriada Aviação do Exército, em terras onde funcionara um Posto Agropecuário do Ministério da Agricultura e que fora, anteriormente, doado pela prefeitura para a Força Terrestre, para estabelecimento da 12ª Bateria de Artilharia Antiaérea, organização que foi extinta, cedendo o terreno para a nascente operação de helicópteros. Como dito no livro “A Aviação em Taubaté ...”, o estabelecimento da Aviação do Exército em Taubaté proporcionou “a tradicional interação dos profissionais militares com a população local, traduzida pela complementaridade de talentos, habilidades e preocupações sociais”. Neste contexto, surgiu o Aeroclube Regional de Taubaté e a EMCA – Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas.

Hangares
Nos dois primeiros anos do ART, para atender ao processo de ensino e aprendizagem no curso prático do nascente Aeroclube Regional, dois oficiais do Exército Brasileiro, Oscar Castelo Branco de Luca e Luiz Henrique Lotufo, receberam bolsas para se capacitarem no Aeroclube de São Paulo como instrutores de pilotagem. Para abrigar suas aeronaves, o Aeroclube Regional recebia a doação de seu primeiro hangar, no lado sul da pista, próximo à cabeceira 08. As estruturas metálicas foram ofertadas pelo empresário húngaro István Zolcsák, radicado no Brasil, e que havia sido major na Força Aérea Húngara. Zolcsák dá nome ao hangar.

As estruturas foram erguidas em 24 de agosto de 1995. A parte de alvenaria foi ofertada pelo associado João Paulo Ismael e os trabalhos de construção foram gerenciados pelo associado e piloto civil Ícaro Pires dos Santos.

No ano anterior, a Prefeitura de Taubaté já havia construído um prédio, para servir como terminal de passageiros da cidade e foi cedido para ser a sede do ART.

O local, sob a denominação Aeroporto de Taubaté, homenageia o General Luiz Paulo Fernandes de Almeida, uma deferência da Prefeitura ao militar antigo comandante da 12ª Brigada de Infantaria, sediada em Caçapava.

O Aeroclube construiu seu segundo hangar em 1997. A instalação homenageia a memória de Joanna Martins Castilho, a Joaninha, aviadora formada em Taubaté e que foi bicampeã brasileira de acrobacia aérea no início dos anos 1940.

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terça-feira, 21 de setembro de 2021

Tecnologia

Eve/Embraer e Helipass terão aeronave vertical elétrica na França
A Eve Urban Air Mobility, uma subsidiária da Embraer, e a Helipass, plataforma de reserva de voo em helicópteros, anunciaram, dia 20 de setembro de 2021, uma nova colaboração para acelerar e implantar aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), também chamadas de EVA (Aeronaves Verticais Elétricas ou aeronaves elétricas verticais), na França e outros países da Europa. O objetivo da parceria é disponibilizar um total de 50 mil horas de voo por ano na aeronave elétrica da Eve, mas que pode ter um aumento opcional de 100 mil horas por meio de toda a rede da Helipass. A plataforma planeja abrir reservas digitais para oferecer uma experiência inovadora e perfeita aos clientes em toda a rede. Para apoiar a expansão desta parceria, a Eve trabalhará com um heliporto para desenvolver treinamento, apoio local e publicações técnicas para facilitar o lançamento das operações comerciais da EVA. Seguindo o calendário de lançamento comercial da EVA, que está planejado para 2026, ambas as empresas se empenharão para lançar a aeronave da Eve nos mercados em que a Helipass está presente.

Voos turísticos
Esses voos incluirão passeios turísticos, traslados para aeroportos, bem como um crescente serviço sob demanda. “Estamos muito felizes em trazer um Heliporto para nossa família de parceiros, aumento o alcance global de nossas soluções para o mercado de UAM. A Europa não está apenas madura para novas soluções de mobilidade, mas também muito focada em garantir um futuro mais sustentável, missão alinhada com o propósito da Eva ”, disse Andre Stein, presidente e CEO da Eve. “Este é um grande passo para a Mobilidade Aérea Elétrica. Temos muito orgulho em abrir o caminho e democratizar os ares com uma véspera. Esta nova aeronave transformará nossa atividade turística com menor emissão de ruído e carbono zero, garantindo voos mais sustentáveis ​​para todos os nossos destinos. O deslocamento para aeroportos também se tornará sustentável e aberto a todos como uma verdadeira solução de mobilidade. A Helipass, uma plataforma de mobilidade aérea com 600 destinos e 120 operadores de helicópteros está abrindo o caminho para um futuro melhor”, disse Frederic Aguettant, CEO da Helipass. Ambas as partes considerarão o crescimento do serviço além do presente contrato para incluir casos de uso adicionais, bem como os serviços qualificados para apoiar a implementação dos produtos de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) nos principais mercados do Helipass.

Fonte: Embraer

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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Espaço

SpaceX completa primeira viagem espacial com pessoas sem curso de astronauta
A cápsula Crew Dragon da SpaceX, transportando quatro cidadãos particulares, mergulhou na atmosfera da Terra na noite do sábado, 18 de setembro de 2021, e pousou na costa leste da Flórida, encerrando a primeira missão totalmente civil da empresa no espaço. A equipe do Inspiration4 – o bilionário financiador da missão Jared Isaacman, o geocientista Sian Proctor, a médica assistente Haley Arceneaux e o engenheiro de dados Chris Sembroski – se tornaram a primeira equipe a sair da órbita da Terra sem nenhum astronauta profissionalmente treinado. 

Turismo espacial
O bilionário que pagou o voo, Jared Isaacman, levou dois vencedores do concurso com ele, bem como um sobrevivente de câncer infantil que agora é assistente médico no hospital onde foi tratada: St. Jude Children’s Research Hospital. A viagem Inspiration4 arrecadou U$ 157 milhões, que serão doados a um hospital de tratamento de câncer pediátrico nos Estados Unidos. Além disso, a missão é um marco no turismo espacial. 

Regresso
A parte mais perigosa do voo espacial é deixar a Terra – o lançamento. A segunda é quando uma espaçonave tem que desacelerar e sobreviver ao calor ardente da reentrada enquanto retorna à Terra. No momento em que a Dragon entrou na atmosfera da Terra, houve uma perda de comunicação prevista, em razão das instabilidades elétricas causadas pelo atrito da nave com os gases atmosféricos. Após quatro minutos de silêncio, o sinal foi retomado. O processo, contudo, ocorreu sem problemas. Os tripulantes, que não eram astronautas, não precisaram se preocupar em controlar o veículo, o que foi feito diretamente da Terra. Em vez disso, eles assistiram filmes pouco antes da Dragon se preparar para a volta.


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domingo, 19 de setembro de 2021

Especial de Domingo

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA, que procura levar a cultura aeronáutica para crianças e jovens, nasceu a partir de ideias apresentadas e aprimoradas nos encontros letivos da Escola de Aviação Civil do ART - Aeroclube Regional de Taubaté. Nutrimos, portanto, um enorme carinho e respeito por esta instituição que, em sua história, já enfrentou enormes desafios. Colaborar com o fortalecimento dos aeroclubes é tarefa que todo amante da aviação deve abraçar com entusiasmo. Hoje, reproduzimos conteúdo divulgado em 2012 que retrata o que a união de forças em torno de um aeroclube é capaz de promover.
Boa leitura.
Bom domingo!

Aeroclube Regional de Taubaté
Muita história pra contar!
A comemoração dos 74 anos dos Escoteiros do Ar e o lançamento do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - na cidade de Taubaté-SP, foi uma festa que, passados vários anos, segue em nossos pensamentos e corações.

No Aeroclube Regional de Taubaté, um EncontrAr - Encontro de Escoteiros da Modalidade do Ar, mostrou, em 28 de abril de 2012, a união de esforços de várias entidades para levar a cultura aeronáutica para crianças e jovens da região.

Destaque especial para o incansável Luiz Carlos dos Santos, o Chefe "Fumaça", do 259/SP - Grupo Escoteiro do Ar "Aviação do Exército", que comandou o evento com brilho e maestria.

Estiveram unidos neste projeto: a Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas-EMCA, a Aviação do Exército, a Universidade de Taubaté-UNITAU, o Aeroclube Regional de Taubaté-ART, o Colégio Dominique (sede do NINJA em Ubatuba-SP), o Aeroclube de Ubatuba, a Polícia Ambiental-SP, diversos Grupos Escoteiros e Aeromodelistas da região.

A Aviação do Exército de Taubaté, comandada pelo General Diniz, deu apoio total.

A Banda da AvEx tocou o Hino Nacional e o Hino dos Aviadores, comovendo os participantes.

Bombeiros do Exército simularam uma operação de salvamento.

Os helicópteros da base aérea puderam ser visitados, tornando mais estimulante o evento.

A dedicação da diretoria do ART, sob o comando do Presidente João Bosco, foi indispensável para o sucesso do encontro.

O aeroclube, além de apresentar suas aeronaves, expôs um girocóptero, um ultraleve pendular e um ultraleve avançado, promovendo as explicações sobre estas máquinas extraordinárias.

A EMCA, sob a liderança do Cel Lacerda, montou diversas bases, explicando aos jovens os cursos que oferece, contribuindo para despertar vocações.

O apoio do Reitor José Rui, da UNITAU, foi reforçado pela participação do Prof. Marcelo Pimentel, que representou a Universidade e divulgou o curso de Engenharia Aeronáutica.

Os Grupos Escoteiros abrilhantaram a festa, confirmando o belíssimo trabalho desenvolvido por seus Chefes.
Aeromodelistas deram um show, com uma diversidade de equipamentos que encantou a todos.

Ninjas e integrantes do Aeroclube de Ubatuba, além da direção do Colégio Dominique, participaram do EncontrAr, garantindo uma maior integração entre todos os envolvidos nesta nobre causa.

A união de tantas forças, recebendo em Taubaté, de braços abertos, o Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - sinalizou as muitas ações que estaremos promovendo, contribuindo para divulgar a cultura aeronáutica com mais intensidade para a juventude do Brasil.

O apoio e o envolvimento de tantos colaboradores garantiu mais esta conquista.


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sábado, 18 de setembro de 2021

Transporte Aéreo

Itapemirim aumenta em 105% o número de passageiros em agosto de 2021
A Itapemirim Transportes Aéreos divulgou, dia 17 de setembro de 2021, os resultados operacionais de agosto, seu segundo mês de operações. Foram transportados 79.529 passageiros no mês passado, em 721 voos. Em comparação com o desempenho de julho, o mês de estreia da empresa no mercado, houve expansão de 105% em volume de passageiros e de 70% na quantidade de etapas realizadas. A ITA ampliou a ocupação das aeronaves de 62 para 70% e a pontualidade, de 77 para 89%.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2021

100 anos do Brigadeiro Pavan

Brigadeiro Pavan comemora 100 anos de idade
O Tenente-Brigadeiro do Ar Clóvis Pavan completou 100 anos no dia 13 de setembro de 2021. Nascido na cidade de São Paulo (SP), o Oficial-General foi declarado Aspirante a Oficial na Escola de Aeronáutica, em 1944, onde foi Instrutor e, mais tarde, assumiu o Comando Corpo de Cadetes da Aeronáutica. Além disso, destaca-se como o Oficial que mais tempo atuou ao lado do Marechal do Ar Eduardo Gomes, consagrado Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB). Durante sua carreira, o Oficial-General ganhou visibilidade nacional e internacional por conta de suas experiências, realizando diversas missões e ocupando importantes cargos, dentre eles como Comandante da Base Aérea de Brasília, da Academia da Força Aérea (AFA) e do Quarto Comando Aéreo Regional, além de ter assumido como Vice-Chefe do Estado Maior da Aeronáutica (EMAER) e Diretor-Geral do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento da Aeronáutica até 1983, quando passou para a reserva.


Atualmente reside em São Paulo, pai de três filhos (Fábio, Márcio (falecido) e Ana) e avô de três netos (Bruno, Renato e Taus), o Brigadeiro mora com sua filha Ana e tem como vizinho seu filho Fábio que segundo ele, o sentimento é de alegria por ter a oportunidade de ver o pai completar 100 anos, especialmente por estar bem tanto mentalmente como fisicamente, na presença e com o apoio da família. “Nesta fase da vida ele considera que cada dia vivido a mais é uma vitória e comemora quase que diariamente de forma simplória, com meia taça de vinho e duas fatias de pão com manteiga”, conta o filho.

Duas vezes a velocidade do som
O Brigadeiro atuou em diversas missões pela FAB. Dentre as mais relevantes, destaca-se uma visita oficial a Inglaterra, em setembro de 1966. Para comemorar seu aniversário, em 13 de setembro, à época como Coronel, foi convidado pela Royal Air Force (RAF), a voar a aeronave BAC-Lightning, único vetor britânico capaz de atingir Mach 2, o que levou o militar a sensação de subir como se estivesse "a bordo de um foguete", tornando-o assim o primeiro brasileiro a ultrapassar duas vezes a barreira do som. Outra missão destaque na carreira foi com o Presidente da Câmara dos Deputados, à época, Café Filho. Ainda como Tenente, Pavan fora designado como piloto a transportar a autoridade até Foz do Iguaçu (PR), para uma visita oficial. Na ocasião, Café Filho havia assumido outro compromisso, de estar na manhã do dia seguinte, em Assunção, capital do Paraguai, com o Presidente Alfredo Stroessner Matiauda. O tenente explicou ao deputado que, por estarem a bordo de uma aeronave militar, necessitaria solicitar autorização ao Ministério da Aeronáutica. Porém, como naquela época as comunicações eram precárias, não houve tempo hábil e o voo foi feito sem a devida autorização. No retorno ao Rio de Janeiro (RJ) foram recebidos pelo então Brigadeiro Eduardo Gomes, que após despedir-se do Deputado Café Filho, deu ordem de prisão ao Tenente Pavan pelo fato ocorrido na missão. Ao ter conhecimento da prisão, Café Filho visitou o tenente e pediu desculpas pelo inconveniente e assumiu o compromisso de fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para excluir o registro daquela prisão de seu prontuário. No ano seguinte, com o falecimento do Presidente Getúlio Vargas, Café Filho assume a Presidência da República e convida o Brigadeiro Eduardo Gomes para assumir o então Ministério da Aeronáutica. Em seu primeiro despacho com o Presidente, o Brigadeiro Eduardo Gomes se dirige ao Palácio do Catete acompanhado de seu Ajudante de Ordens, o já Capitão Pavan. Ao chegarem ao Palácio, foram recebidos pelo próprio Presidente, que após cumprimentar o Brigadeiro Eduardo Gomes, dirigiu-se ao Capitão Pavan e questionou: “Capitão, aquele nosso assunto já foi resolvido?” Rapidamente, respondeu: “Sim senhor, Presidente”. Ao longo de todos os anos que serviram juntos, o Brigadeiro Eduardo Gomes nunca perguntou e nem o Capitão Pavan disse que assunto era aquele entre o Presidente da República e um Capitão da Aeronáutica, comprovando o nível de confiança que o Brigadeiro havia adquirido em relação ao seu subordinado.

Fonte: FAB

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Centenário do 1º pouso de avião em Ubatuba

Evento lembra proximidade dos 100 anos do 1º pouso de avião em Ubatuba


O início do ano que leva ao Centenário do Primeiro Pouso de Avião em Ubatuba foi lembrado, na noite do dia 14 de setembro de 2021, durante evento no Colégio Dominique, em Ubatuba (SP). O Café Voador foi promovido pelo Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA e reuniu entusiastas da atividade aérea.

Foram abordados temas como uma eventual comemoração dos 100 anos do primeiro pouso de uma aeronave na cidade, apresentação de itens incorporados ao Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba e memória dos eventos anteriormente realizados por voluntários do NINJA.

Centenário
Os diálogos sobre uma possível programação alusiva ao primeiro pouso de aeronave em Ubatuba, evento que completa 100 anos no dia 14 de setembro de 2022, concluíram que a atividade de interesses cultural, turístico e histórico somente será viabilizada se houver engajamento da administração pública e de entidades privadas, notadamente dos setores cultural e turístico, haja vista demandas externas não comportadas pelas ações voluntárias dos colaboradores do NINJA. A oportunidade ímpar e inadiável refere-se à extensa viagem aérea realizada, em 1922, por aeronaves da aviação do Exército do Chile, atualmente Força Aérea Chilena, cruzando espaços do país de origem, Argentina, Uruguai e Brasil, a fim de comemorar com um reide o então centenário da independência da nação brasileira. Saindo de Santiago, duas aeronaves traziam uma mensagem do presidente chileno, Arturo Alessandri, ao presidente brasileiro, Epitácio Pessoa. Por questões técnicas, uma aeronave ficou em Castellanos, na Argentina. A segunda, de número 92 e batizada de El Ferroviario, seguiu a travessia ingressando no espaço nacional com aterrissagens em Pelotas, Porto Alegre, Torres, Florianópolis, Santos e Ubatuba.


Pilotada pelo capitão Diego Aracena Aguilar, acompanhado do mecânico Arturo Ricardo Seabrook, o avião, com destino ao Rio de Janeiro, pousou em Ubatuba, na orla da praia do Itaguá, no dia 14 de setembro de 1922, fato que se constituiu na primeira vez em que uma aeronave aterrissou na cidade. Uma pane fez com que o avião ficasse no local e os tripulantes foram levados a Capital pelo navio “Amazonas” da Marinha do Brasil. Dias depois, em 25 de setembro, para terminar o reide aéreo Santiago-Rio de Janeiro, o capitão Diego Aracena foi conduzido até a vertical de Ubatuba pelo hidroavião Curtiss HS2L número 11 da Aviação Naval do Brasil, onde assumiu o comando e seguiu para a conclusão da sua planejada navegação, com 38 horas de voo e 12 pousos. O avião El Ferroviario deixou Ubatuba no dia 6 de outubro de 1922, levado para o Rio, a bordo do contratorpedeiro “Halagoas”, da Marinha do Brasil.

Espaço Cultural Aeronáutico
Durante o Café Voador, os participantes viram as recentes incorporações ao Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba, no Colégio Dominique: uma instalação formada por pintura artística de Eduardo Leite em painel integrado com a estrutura básica da aeronave experimental KR-1 doada por Krysia Maria da Costa Cunha; a figuração de um foguete; o painel interativo retratando um avião para ser brinquedo e objeto de atividades interativas com crianças; o mockup (modelo em tamanho natural) de um helicóptero para ser brinquedo e ajuda em atividades lúdicas e instrução para crianças e jovens.

O exemplar dá utilidade à cabine de um avião desativado PA-23 Apache (PA-23-160), fabricado pela Piper Aircraft, Estados Unidos, em 1959, matrícula N10F, número de série 23-1697, desativado dia 13/08/2010, pelo Aeroclube de São José dos Campos, SP, onde voava com a matrícula PT-BFA. A cabine foi doação da Starcraft, oficina de manutenção de aeronaves.

As soluções técnicas para construir o mockup foram realizadas pelos voluntários Cesar Rodrigues, Jorge Rosa da Silva, Celso de Almeida e Celso de Almeida Júnior, entre outros.
 
Integram, ainda, o acervo do Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba, uma aeronave experimental Teenie Two pintada no padrão de cores da Esquadrilha da Fumaça na época, até 1976, em que empregava aeronaves T-Meia; fotografias e livros; maquetes do Balão e do Aviplano do pioneiro da aviação e ubatubense Gastão Madeira; maquetes do 14-bis e do Demoisele, aeronaves construídas por Santos Dumont; e aeromodelos.

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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Indústria Aeronáutica

Já são 1.500 jatos executivos fabricados pela Embraer
A Embraer anunciou, dia 9 de setembro de 2021, ter entregue seu 1.500º jato executivo, uma conquista alcançada em apenas duas décadas. A média do setor, para referência, é de 34 anos para atingir essa marca. A aeronave comemorativa é um Phenom 300E, o jato da categoria Leve mais vendido por nove anos consecutivos, que foi entregue à Haute Aviação, empresa suíça de fretamento, revenda e gestão de aeronaves. “É uma grande satisfação anunciar a entrega do 1.500º jato executivo da Embraer. Esta entrega histórica à Haute Aviação reflete nosso compromisso em oferecer a melhor experiência em aviação executiva”, disse Michael Amalfitano, presidente e CEO da Embraer Aviação Executiva.

Alcance
O Phenom 300E tem alcance de 2.010 milhas náuticas (3.724 Km) sem escala e permite aos seus clientes se deslocarem pela Europa sem necessidade de paradas. A Haute Aviation está sediada no aeroporto de Saanen-Gstaad, na região dos Alpes Suíços, local muitas vezes considerado operacionalmente desafiador. No entanto, com excelentes recursos de decolagem e subida, o Phenom 300E demonstra desempenho incomparável em toda a região, também pelo fato de contar com tecnologias como Sistema de Visão Sintética (Synthetic Vision System - SVS) para fornecer maior consciência situacional e sistema de alerta e prevenção de pistas (Runway Overrun Awareness and Alerting System - ROAAS) - a primeira tecnologia desse tipo a ser desenvolvida e certificada na aviação executiva. A Haute Aviation também destacou a velocidade como fator decisivo para aquisição da aeronave, já que o Phenom 300E é o jato mais rápido e maior de alcance da categoria, capaz de atingir Mach 0,80.

Fonte: Embraer

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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Aeroportos

Terminais de Guarulhos terão conexão automática com sistema de trens de São Paulo
Um termo aditivo na concessão do Aeroporto Internacional de Guarulhos foi assinado, no dia 8 de setembro de 2021, para implantação de um sistema do tipo automated people mover (APM). O veículo automatizado e movido por ar comprimido conectará os três terminais de passageiros do aeroporto à estação da Linha 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Novo modelo
Atualmente, a ligação entre o sistema de trens e o aeroporto, que localizado na Grande São Paulo, é feita por ônibus fornecidos pela concessionária GRU Airport. O novo modelo é baseado nas soluções usadas em aeroportos como os de Atlanta, Chicago, Nova Iorque e São Francisco, nos Estados Unidos, e deve economizar tempo dos passageiros, além de ser menos poluente. Estão previstos investimentos de R$ 271,1 milhões, que seriam pagos pela concessionária à União, como parte do devido por outorga. Esse dinheiro deverá, agora, ser usado na construção do sistema de transporte. “Esse é o primeiro investimento obrigatório previsto em contrato de concessão no setor aeroportuário por meio de aditivo contratual”, ressaltou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas. A previsão é que as obras comecem em janeiro de 2022 e durem 24 meses. A linha do APM terá 2,7 mil metros de extensão. Serão três veículos, cada um com capacidade para 200 passageiros, com ar-condicionado, wi-fi e espaço para bagagem.

Fonte: Agência Brasil

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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Asas Rotativas

Helicópteros da Operação Poseidon treinaram no navio aeródromo Atlântico
Pela primeira vez, helicópteros da Aviação do Exército, da Força Aérea Brasileira e da Aviação Naval realizaram, do final de agosto até 4 de setembro de 2021, exercícios no Navio Aeródromo Multipropósito Atlântico, com a embarcação em movimento. As Forças treinaram, ainda, infiltração de Mergulhadores de Combate, Evacuação Aeromédica de feridos e tiro real sobre alvo à deriva. A manobra foi denominada Operação Poseidon 2021, coordenada pelo Ministério da Defesa, no litoral fluminense, a cerca de 80 quilômetros da costa de Cabo Frio. A atividade reiniu 930 militares. O exercício conjunto teve por finalidade o aumento contínuo da interoperabilidade, estimulando o desenvolvimento de doutrinas que priorizem e promovam, entre outros fatores, o aspecto da unidade entre as Forças Armadas.

Operações especiais
Durante a Operação Poseidon 2021, os participantes treinaram técnicas de infiltração por aeronaves, como o “Fast Rope”, no qual ocorre a descida de uma equipe de operações especiais com rapidez e surpresa, a partir de um helicóptero, utilizando um cabo especial para a descida. Também ocorreu o exercício de qualificação e requalificação em pouso a bordo. Neste caso, as atividades foram voltadas para a familiarização das tripulações, das aeronaves e do navio na operação de pouso e decolagem, com o navio em movimento. Isso contribui para a garantia da segurança das futuras operações aéreas embarcadas.

Qualificação de pilotos
Participaram do adestramento aeronaves de asas rotativas das três Forças, sendo: UH-15 da Marinha; HM-4 do Exército; e H-36 Caracal da FAB. "A Operação consiste na qualificação de pilotos para o pouso a bordo em navios da Marinha do Brasil. Esse evento mostra-se de elevado significado para nós, pois vislumbra o desenvolvimento e o aprimoramento da capacidade de operacionalidade de nossas aeronaves em um novo e importante Teatro de Operações, bem como proporciona maior versatilidade e projeção do poder militar no contexto regional", afirmou o Tenente Aviador Arthur Fernandes Mendes dos Santos, piloto do Esquadrão Puma, sediado na Ala 12, no Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: FAB

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domingo, 12 de setembro de 2021

Especial de Domingo

Confira a quarta e última parte de conteúdo sobre a participação da FAB na II Guerra Mundial, originalmente publicado pelo INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.
Boa leitura.
Bom domingo!

A atuação da FAB na II Guerra Mundial (Parte 4 – Final)
No capítulo 1, em 22/8/21, o autor apresentava a criação do Ministério da Aeronáutica e a chegada das primeiras aeronaves de treinamento para o Brasil e a formação das primeiras turmas de aviadores e especialistas em manutenção e apoio. No capítulo II, em 29/8/21, Cambeses Júnior relatava os primeiros embates da FAB contra submarinos alemães na costa brasileira. Na terceira parte, dia 5/9/21, era mostrada a chegada dos heróis brasileiros à Itália e seus primeiros combates contra as tropas de Hitler. Nesta quarta e última parte, Manuel Cambeses Júnior conclui com a participação vitoriosa da Força Aérea Brasileira que, junto com as forças aliadas, venceu o nazismo, pondo fim à Segunda Guerra Mundial.

A FAB na campanha da Itália

Durante as operações aéreas nos meses de inverno o Grupo de Caça brasileiro sofreu numerosas baixas; três oficiais faleceram em acidentes de aviação, no período inicial, em Tarquínia; a 23 de dezembro o 1º Tenente-Aviador Ismael da Motta Paes, com o seu avião atingido pela artilharia antiaérea, ao norte de Ostiglia, saltou de paraquedas e foi aprisionado pelos alemães; a 2 de janeiro de 1941, o 1º Tenente-Aviador João Maurício de Medeiros teve de saltar de paraquedas sobre território inimigo e faleceu ao cair sobre fios de alta tensão; a 22 de janeiro, o 1º Tenente-Aviador Aurélio Vieira Sampaio faleceu atacando locomotivas ao norte de Milão; a 29 de janeiro, o 1º Tenente-Aviador Josino Maia de Assis, obrigado a saltar de paraquedas, devido a incêndio no seu avião, foi aprisionado pelos alemães.

A 4 de fevereiro de 1945 um dos Comandantes de Esquadrilha, o Capitão-Aviador Joel Miranda e o 2º Tenente-Aviador Danilo Moura são atingidos ao mesmo tempo, quando juntos atacavam locomotivas a sudoeste de Treviso; ambos saltaram de paraquedas, abandonando os seus aviões em fogo; o Capitão Joel, apesar de um braço partido e de um pé destroncado, andou muitas horas até que conseguiu ser recolhido por um grupo de “partisanos” que o alojaram na vizinhança de Pádua, até o fim da guerra; o Tenente Danilo caminhou a pé durante vinte e quatro dias, percorrendo duzentos e sessenta quilômetros e atravessando todo o território inimigo; depois de se juntar aos “partisanos”, nos Montes Apeninos, o Tenente Danilo conseguiu atravessar as linhas de combate e veio se juntar aos seus companheiros do Grupo de Caça Brasileiro, em Pisa.

A 10 de fevereiro, o 1º Tenente-Aviador Roberto Brandini, gravemente ferido na cabeça por um estilhaço de artilharia antiaérea, saltou de paraquedas e foi aprisionado pelos alemães; a 7 de março, o Capitão- Aviador Theobaldo Kopp, tendo o seu avião sido danificado quando atacava depósitos de munição, a nordeste de Parma, saltou de paraquedas e refugiou-se no meio dos “partisanos”; no dia 26 de março, o 1º Tenente-Aviador Othon Corrêa Netto ao atacar, com foguetes, posições de artilharia antiaérea que defendiam a ponte de Cassara, a oeste de Udine, teve o seu avião atingido e saltou de paraquedas; ficou prisioneiro até o fim da guerra.

Ao se aproximar o mês de abril de 1945, foi montada, pelos aliados, a grande “Ofensiva da Primavera” para quebrar, definitivamente, a resistência alemã na Itália, essa ofensiva foi desencadeada, pelo XV Grupo de Exércitos, no dia 9 de abril.

A 13 de abril, falece o Aspirante-Aviador Frederico Gustavo dos Santos na explosão de um depósito de munição alemão, que ele próprio metralhara, nas proximidades de Udine.

Na semana de 14 a 20 de abril, a totalidade da aviação aliada existente na Itália concentrou todo o seu poderio e desenvolveu um esforço máximo, atacando as posições defensivas alemãs ao longo de toda a linha de frente de combate; as equipagens dos aviões de caça começaram a fazer, em média, duas missões por dia.

Uma vez iniciado o avanço vitorioso dos aliados impunha-se, como golpe final, impedir que os alemães se organizassem na margem do rio Pó, utilizando o obstáculo do rio para deter os aliados.
A partir de 20 de abril, a retirada alemã se generalizou, em toda a frente, e os objetivos de oportunidade para a aviação se multiplicaram, ao longo das estradas e por toda a parte.

O dia 22 de abril é comemorado na Força Aérea Brasileira por ter sido o dia em que o Grupo de Caça Brasileiro, no auge de sua atividade, cobriu-se de glória e obteve o máximo de resultados; os seus ataques, nesse dia, na região de San Benedetto, foram um fator decisivo para o estabelecimento, no dia seguinte, da cabeça de ponte na mesma região.

No dia glorioso de 22 de abril pagamos mais um tributo pelas vitórias conquistadas: o 2º Tenente-Aviador Marcos Coelho de Magalhães teve que saltar de paraquedas sobre território inimigo; quebrou os dois tornozelos e foi aprisionado.

No dia 26 de abril faleceu o 1º Tenente- Aviador Luís Dornelles, comandando a Esquadrilha que fora do Capitão Kopp, abatido a 7 de março; o Tenente Dornelles foi atingido pela artilharia antiaérea quando atacava uma locomotiva na cidade de Alessandra; não teve chance de saltar de paraquedas.

No dia 30 de abril, o 2º Tenente-Aviador Renato Goulart Pereira foi atingido pela Artilharia Antiaérea e saltou de paraquedas, sendo recolhido por uma patrulha de soldados ingleses.

A 30 de abril cessou a resistência alemã no vale do Pó; a 2 de maio cessou a guerra na Itália.

Placa alusiva ao uso do aeroporto de Tarquínia como base de operações do 1º Grupo de Caça.

O resultado impressionante da ação do Grupo de Caça Brasileiro, no último mês da guerra, pode ser avaliado pelo seguinte trecho do relatório oficial do 350º Regimento de Caça: “Durante o período de 6 a 29 de abril de 1945, o Grupo de Caça Brasileiro voou 5% das saídas executadas pelo XXII Comando Aerotático e no entanto, dos resultados obtidos por este Comando, foram oficialmente atribuídos aos brasileiros 15% dos veículos destruídos, 28% das pontes destruídas, 36% dos depósitos de combustível danificados e 85% dos depósitos de munição danificados.”

As estatísticas mostraram que, só nos quatro primeiros meses de 1945, os aviões do Grupo de Caça Brasileiro fizeram 1728 saídas e foram atingidos pela artilharia antiaérea 103 vezes; na maioria das vezes os aviões, mesmo atingidos, conseguiam regressar à sua base, e nisso o avião P-47 “Thunderbolt” ficou famoso, pela sua extrema robustez e capacidade de trazer os pilotos de volta, mesmo quando avariado.

Entre os 48 pilotos do Grupo de Caça Brasileiro que realizaram missões de guerra houve um total de 22 baixas, sendo que cinco foram mortos abatidos pela artilharia antiaérea, oito tiveram os seus aviões abatidos e saltaram de paraquedas, sobre território inimigo, seis foram afastados do voo por prescrição médica, após esgotamento físico e três faleceram em acidentes de aviação.

Os restos mortais dos bravos aviadores brasileiros mortos na Itália foram enterrados no Cemitério Brasileiro de Pistoia; posteriormente foram transferidos para o Brasil e atualmente se encontram na cripta do Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, na Avenida Beira Mar, no Rio de Janeiro.

A pequena Esquadrilha de Ligação e Observação que, com pilotos e mecânicos da FAB, trabalhou junto à Artilharia Divisionária da FEB, também se portou com eficiência e bravura na Itália, realizando 682 missões de guerra e mais de 400 regulações de tiro de artilharia.

Já nos últimos dias da “Ofensiva da Primavera”, o Marechal Mascarenhas de Moraes publicou em Ordem do Dia uma referência elogiosa ao trabalho da 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação da qual constam as seguintes palavras: “Dizer do seu trabalho nesta Campanha é cantar um hino ao destemor e à noção de dever dos aviadores e artilheiros que a constituem. Não houve mau tempo, não houve neve, tão pouco acidentes e pistas impróprias, que arrefecessem o ânimo e a disposição dos seus componentes.”

Terminada a guerra na Itália, o 1º Grupo de Caça ainda lá permaneceu dois meses, aguardando transporte marítimo para o regresso. O Embaixador do Brasil na Itália, Dr. Maurício Nabuco, no ofício em que comunicava o regresso do Grupo de Caça Brasileiro, disse:

“Partiu há pouco, depois de quase um ano de luta na Europa, o Grupo de Caça da Força Aérea Brasileira. Confesso a Vossa Excelência que não é sem emoção que recordo as atividades heróicas desse pequeno grupo de brasileiro que, sob o brilhante comando do Tenente-Coronel Moura, integrados na imensa organização aérea do setor da Itália, lutaram num ambiente estranho e difícil.

Essa gente moça, que pela primeira vez na história do Brasil deixou sua terra para vir combater nos céus diferentes da Europa, e que durante bastante tempo, como Vossa Excelência sabe, teve que substituir o número pelo esforço maior de cada um, e pelo aumento individual de suas missões, merece louvor de todos os brasileiros. Eu que vi de perto rapazes de vinte anos partindo para a morte com a maestria, a resistência e a coragem de homens afeitos às guerras modernas, posso dizer que um País que conta com gente de tal fibra nada tem a temer das adversidades do futuro. Todos nós, depois desta experiência, podemos confiar mais do que nunca nas energias físicas do nosso povo, mas sobretudo na força moral desses brasileiros que tão cavalheirescamente se põem ao lado daqueles que defendem ideias nobres. Os rapazes da Força Aérea Brasileira deixaram na Itália gravado, em número bem modesto, mas com o mesmo vigor de seus heroicos aliados, o nome glorioso do Brasil.”


Essa é a história da atuação da Força Aérea Brasileira na Campanha da Itália. O Grupo de Caça Brasileiro lá executou 445 missões, com um total de 2.546 saídas de aviões e de 5.465 horas de voo em operações de guerra. Lá destruiu 1.304 viaturas motorizadas, 250 vagões de estrada de ferro, 8 carros blindados, 25 pontes de estrada de ferro e de rodagem e 31 depósitos de combustível e de munição.

A Força Aérea Brasileira, na sua primeira experiência de guerra fora do território brasileiro, mandou para a Itália uma unidade aérea, o 1º Grupo de Caça, cujo pessoal correspondeu à mais alta expectativa que se pudesse ter sobre a sua bravura, noção de cumprimento do dever, espírito de sacrifício e valor profissional.

Indubitavelmente, a atuação do aguerrido Grupo de Caça Brasileiro na Itália é a página mais gloriosa da história da Força Aérea Brasileira, e o brilho imorredouro dos feitos lá praticados servirá, sempre, de estímulo às suas gerações futuras dos bravos combatentes do ar.

Durante a II Guerra Mundial, um pugilo de bravos da Força Aérea Brasileira honrou a promessa que milhões de brasileiros já fizeram:

“Mas, se ergues da justiça a clava forte, Verás que um filho teu não foge à luta, Nem teme, quem te adora, a própria morte.”


MANUEL CAMBESES JÚNIOR, Coronel-Aviador, Vice-Diretor do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

Bibliografia:

WANDERLEY, Nelson Freire Lavanère – História da Força Aérea Brasileira, 2ª Edição, 1975.

INCAER - História Geral da Aeronáutica Brasileira, Volume 3, 1991.

ABRA-PC - Estória Informal da Aviação de Caça, 2003.

MOREIRA LIMA, Rui Barboza - Senta a Pua!

Texto: Extraído de “A participação da Força Aérea Brasileira na II Guerra Mundial” publicado pelo INCAER – Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

Autor: coronel-aviador Manuel Cambeses Júnior.

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sábado, 11 de setembro de 2021

Tráfego Aéreo

Pilotos e controladores já podem se comunicar por texto nos céus do Norte e Nordeste
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do seu Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), no dia 9 de setembro de 2021, inaugurou o processo de mensagens escritas entre pilotos e controladores de tráfego aéreo, por meio do Projeto LANDELL, o qual formula o uso de novas tecnologias de comunicações aeronáuticas no espaço aéreo continental brasileiro.

É um projeto do Programa SIRIUS Brasil, preconizando a ferramenta de comunicação entre pilotos e controladores de tráfego aéreo por enlace de dados, CPDLC - Controller Pilot Datalink Communication. Foi inaugurado simultaneamente nos Terceiro e Quarto Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III e IV), respectivamente em Recife (PE) e em Manaus (AM).

Texto e rádio
A ativação concentra-se em setores específicos das Regiões de Informação de Voo (FIR) de Belém e de Recife, controladas pelos Centros de Controle de Área Amazônico (ACC-AZ) e Recife (ACC-RE). O emprego do CPDLC é um complemento ao atual sistema por ondas de rádio VHF.

O método de comunicação com mensagens escritas ocorre por meio do uso de conexão de dados entre sistemas de bordo e terrestre acima do nível de voo 245 (24.500 pés, cerca de 7.350 metros acima do nível do mar) e incrementa a segurança operacional, ao reduzir possibilidade de eventuais incompreensões nas comunicações aeronáuticas ao disponibilizar um meio sem ruídos ou interferências.

Saiba mais sobre CPDLC: Publicações do Blog do NINJA -  Clique sobre as datas - 14/07/201906/02/201907/06/201805/09/201715/04/2015;  e 24/05/2013

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