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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Vencendo o Azul

José do Patrocínio e o Dirigível Santa Cruz
Nascido em Campos, Estado do Rio de Janeiro, a 9 de outubro de 1853, José do Patrocínio tornou-se conhecido por sua participação na campanha abolicionista. Jornalista, orador de talento e político, Patrocínio dedicou os últimos anos de sua vida ao projeto e construção de dirigíveis.


Aos 15 anos de idade deixou sua cidade natal seguindo para a Capital do Império. Uma vez no Rio de Janeiro, conseguiu um emprego na Santa Casa de Misericórdia e, graças a sua vivacidade, tornou-se aprendiz de farmácia. Em 1872, aos dezenove anos de idade, entrou para a Faculdade de Medicina, onde, dois anos mais tarde, formou-se em farmácia. Mas, por falta de capital para abrir um estabelecimento próprio, ingressou no jornalismo, profissão que exerceria até a morte.


Como jornalista, tomou posição a favor de Júlio César Ribeiro de Souza, quando este contestou a originalidade do projeto do dirigível La France, concebido pelos militares franceses Renard e Krebb. Patrocínio lembrou que o inventor brasileiro não tivera mais do que uma centena de contos de réis para efetuar suas experiências, enquanto os franceses haviam podido contar com quantias mais de 10 vezes superiores.


Proclamada a República, inicia-se um período de dificuldade para Patrocínio, que se opunha ao novo regime. Em 1892, ele foi deportado para o Amazonas, sendo anistiado meses mais tarde. No ano seguinte, irrompendo a Revolta da Armada, Patrocínio escondeu-se para fugir à prisão. Durante esse retiro, deteve-se sobre uma ideia que o assaltava desde o primeiro ano da faculdade: voar num balão.

Desenhos acima integram o memorial descritivo do aeróstato Santa Cruz(1902). 
 Fonte: Arquivo Nacional 

Em 1897, a normalidade política já voltara ao país, e Patrocínio dedicava-se ao projeto de um dirigível. Com a ajuda de um amigo, Magalhães Viégas, chefe de fundição do Arsenal da Marinha, trabalhava nos fins de semana no projeto. Na virada do século, o balão era o principal preocupação de Patrocínio. Em 1901, o projeto estava pronto. O inventor batizou sua aeronave de Santa Cruz. O aparelho traria algumas inovações: a estrutura seria de alumínio e a barca e o invólucro formariam um todo rígido e integrado.

O Presidente da República Campos Salles visita o hangar onde José do Patrocínio tentava construir o dirigível Santa Cruz. 
 Fonte: Museé de L`Air Le Bourget 

No projeto, Patrocínio pretendia utilizar, simultaneamente, conceitos dos aparelhos mais leves e mais pesados do que o ar. O balão contaria com asas e um invólucro contendo hidrogênio ou gás de iluminação, bem como balonetes de ar quente para provocar a ascensão do aparelho. Em meados de 1901, Patrocínio instalava um hangar no bairro de São Cristóvão para a construção do aparelho. Mas em 12 de dezembro uma violenta tempestade se abatia sobre o Rio de Janeiro, destruindo o hangar e deixando um saldo de dois mortos e cinco feridos. Em 1902, Patrocínio voltava ao trabalho decidido a concluir o balão e anunciando para 7 de setembro, data nacional, o seu primeiro voo.

O inventor sonhava uma viagem do Rio de Janeiro a Santos, terra de Bartholomeu de Gusmão, levando consigo seu amigo o poeta Olavo Bilac. Mas os meses passavam e a construção do dirigível não evoluía. Nem mesmo a visita ao hangar do Presidente da Republica, Campos Salles, resultou em recursos financeiros para a construção do balão. Uma emenda de autoria de Nilo Peçanha era apresentada no Congresso, propondo um auxílio de 40 contos de réis a Patrocínio e Augusto Severo para que dessem continuidade às suas experiências. Mas a emenda recebeu violenta oposição de Barbosa Lima, que lembrou as posições de Patrocínio contrárias a Floriano Peixoto. A realidade caminhava em sentido diverso dos planos do inventor que, naquele ano, contraía tuberculose.

Doente e sem recursos, Patrocínio recebeu a visita do poeta e amigo Olavo Bilac, que o encontrou vivendo em extrema penúria. Para tentar realizar seu projeto, Patrocínio havia vendido sua casa e seu jornal, e morava num pequeno cômodo ao lado do hangar. Bilac o descreve “magro, esquelético, com olhos encovados no fundo das órbitas”. Consciente da gravidade de sua doença, Patrocínio tinha esperança de viver mais um ano para concluir o balão e "Voar longe! Respirando o ar de Deus, o grande ar virgem das alturas”. Mas a morte chegou primeiro, aproximando o inventor do perfil trágico dos poetas românticos de sua época, muitos deles seus amigos, na sua obstinação solitária de construir um dirigível.

Autor / Fonte: João Alexandre Viégas / Vencendo o Azul

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Carreiras na Aviação

Emirates realiza seleção de pilotos em São Paulo; confira requisitos, etapas e salários
A Emirates, uma das maiores companhias aéreas do mundo, prepara mais uma rodada de recrutamento de pilotos no Brasil. Três sessões do “Pilot Roadshow” acontecerão nos dias 13 e 14 de novembro de 2026, no Hilton São Paulo Morumbi.

A iniciativa integra o circuito global da companhia, que busca profissionais qualificados em mercados como Itália, Reino Unido, África do Sul, México, Bélgica, Filipinas e outros.

Os interessados devem realizar seu registro antecipadamente na plataforma de recrutamento da Emirates. As sessões estão marcadas para 13 de novembro (10h e 13h) e 14 de novembro (10h). O cadastro pode ser realizado neste link. A Emirates possui três principais trilhas de contratação para pilotos experientes:

First Officer: Mínimo de 2.000 horas de voo, licença ICAO ATPL válida, certificado médico Classe 1 sem restrições, experiência atual em aeronaves Airbus ou Boeing fly-by-wire, inglês nível ELP 4 ou superior e pelo menos 150 horas recentes no tipo.

Accelerated Command: Focado em comandantes de narrowbodies migrando rápido para widebodies; requer 5.000 horas totais de voo, experiência de comando em Airbus FBW ou Boeing, ELP 5+, e 150 horas recentes no tipo.

Direct Entry Captain: Para assumir comando imediato; requer mais de 7.000 horas totais, experiência como comandante em Airbus, ELP 5+, e 150 horas recentes no tipo.

Etapas do processo seletivo

Fase remota: Inclui entrevista por vídeo (HireVue), testes psicométricos, raciocínio abstrato e entrevista digital com painel.

Etapa presencial em Dubai: Os candidatos aprovados realizam avaliação em simulador, teste Advanced Compass e exame médico. A Emirates arca com as passagens aéreas (econômica, com possibilidade de upgrade) para o candidato e um cônjuge.

Documentação de horas de voo e experiência recente devem ser comprovadas com registros oficiais para a participação nas etapas presenciais em Dubai.

Após a contratação, os novos pilotos passam por treinamento intensivo, com duração entre 40 e 55 dias para 777 ou 45 a 55 dias para A380, incluindo escola de solo, Full Flight Simulator e LIFUS (voo supervisionado). A alocação na frota é definida conforme necessidade operacional da Emirates.

First Officer: Pacote anual em torno de AED 900 mil (~US$ 245 mil no total), incluindo salário, benefícios para cônjuge e filhos, moradia (AED 225 mil/ano), transporte, seguro, assistência médica, 42 dias de férias, bilhete anual para o país de origem, e participação no Provident Fund.

First Officer Enhanced: Exigindo pelo menos 4.000 horas em jatos acima de 20 toneladas (mínimo 2.000 em multimotores de mais de 50 toneladas, ELP 5+), pacote pode chegar a AED 935 mil (~US$ 255 mil).

Direct Entry Captain: Remuneração anual de AED 1,185 milhão (~US$ 320 mil), moradia de AED 290 mil/ano, além de benefícios similares. Contratos são permanentes, com período probatório de seis meses e “training bond” de US$ 42 mil válido por 42 meses. O candidato é responsável por multas/débitos do emprego anterior.

Fonte: AEROIN / Carlos Ferreira

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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Pioneiros

Raymundo Vasconcellos de Aboim
Raymundo Vasconcellos de Aboim (Rio de Janeiro, 3 de julho de 1898 - 20 de outubro de 1990) foi o primeiro engenheiro aeronáutico brasileiro e sul-americano. Filho de Tibério Ribeiro Aboim e Ernestina Vasconcellos Aboim, ingressou na Escola Naval em 1 de maio de 1915, concluindo o curso de guarda-marinha em 1 de novembro de 1918. Em 15 de agosto de 1919, com uma aeronave Curtiss HS-2LO, realizou o voo pioneiro do Correio Aéreo da Esquadra, inaugurando o serviço criado pela Marinha naquele mesmo ano, doze anos antes do Correio Aéreo Militar (criado pelo Exército) realizar o seu primeiro voo postal.

Aerobote Curtiss HS-2LO. Na foto a direita os pilotos Mario da Cunha Godinho e Raymundo Vasconcelos de Aboim, junto com o observador Carlos Pereira Guimarães.

Raymundo Aboim graduou-se em 11 de fevereiro de 1920.

Logo após, foi promovido a primeiro-tenente, servindo na própria Escola como auxiliar das Oficinas de Estrutura por quase um ano, de 23 de abril de 1921 a 24 de julho de 1922, quando foi enviado à Inglaterra para realizar o curso de pós-graduação em Engenharia Aeronáutica no Imperial College of Science and Technology, tornando-se o primeiro engenheiro aeronáutico brasileiro e também sul-americano.

Na Escola de Aviação Naval também serviu na Esquadrilha de Bombardeio, de 8 de setembro de 1924 a 21 de dezembro do mesmo ano.

De 4 de janeiro de 1926 a 30 de outubro de 1928 foi comandante da Esquadrilha de Caça. De 31 de outubro de 1928 a 10 de setembro de 1930, foi instrutor do Curso de Artífice e Comandante de Esquadrilha, no Centro de Aviação Naval.

Foi ainda Chefe da Divisão Administrativa do Centro de Aviação, de 11 de setembro de 1930 a 13 de novembro do mesmo ano, e serviu na Diretoria de Aeronáutica Naval de 17 de dezembro de 1930 a 19 de janeiro de 1932.

Foi um dos principais responsáveis pela consolidação das Oficinas Gerais da Aviação Naval, que ganhariam o nome de Fábrica do Galeão.

Em 28 de agosto de 1946, assumiu o cargo de Diretor-Geral do Material da Aeronáutica, onde permaneceu até 1951. Durante esse período, mais precisamente em 1948, foi promovido a brigadeiro-do-ar.

Em 3 de junho de 1960, foi elevado a tenente-brigadeiro-do-ar. E em 27 de maio de 1964, a marechal-do-ar.

Fontes: INCAER e Wikipédia

Pesquise: Blog do Ninja de 08/09/24 

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domingo, 4 de outubro de 2026

Especial de Domingo

O influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, criador do canal Aviões e Músicas, morreu aos 59 anos, em 1º de outubro de 2026, em São Paulo, vítima da doença de Creutzfeldt-Jakob.

Lito passou mais de 15 anos nas mídias, descomplicando a aviação e tirando o medo das pessoas de voar de avião.

Mecânico internacional de aeronaves, com mais de 37 anos de experiência na aviação comercial, também foi piloto privado e especialista em Fatores Humanos e Safety.

Lito Sousa deixa ativa a maior escola de aviação do país formando mecânicos de aeronaves, pilotos, comissárias e engenheiros. Através de parcerias com muitas empresas aéreas, a escola é responsável por colocar a maioria dos novos profissionais no mercado de aviação. 

O blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - reproduz, há muitos anos, conteúdo do Aviões e Músicas. Isso nos aproximou do Lito que, em março de 2015, brindou-nos com sua presença na Festa Aérea que promovemos em Ubatuba (SP), ocasião em que nossos NINJAS, crianças e jovens, puderam conhecê-lo pessoalmente. 

Como singela homenagem, reproduzimos hoje um texto do Lito, que publicamos em 9 de outubro de 2011 quando nosso blog ainda não tinha completado dois anos.

Naquele mês de outubro, Lito destacou a cor rosa em seu site.

Suas primeiras palavras explicavam a ação e lançavam um desafio:

A grande maioria das empresas aéreas participa do movimento Outubro Rosa, arrecadando fundos para o combate ao câncer de mama. A United também participa e nós funcionários podemos comprar peças do uniforme na cor rosa e para o público é aberto um canal de doação de milhas em http://www.united.com/charitymiles E você, vai fazer o que pra deixar seu outubro mais Rosa?

Hoje, ao desejar uma boa leitura e um bom domingo, reiteramos nosso compromisso de seguir estudando e divulgando o magnífico conteúdo que o Lito gerou.

OUTUBRO ROSA
Texto: Lito Sousa


O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.

Este movimento começou nos Estados Unidos, onde vários Estados tinham ações isoladas referentes ao câncer de mama e ou mamografia no mês de outubro. Posteriormente, com a aprovação do Congresso Americano, o mês de Outubro se tornou o mês nacional (americano) de prevenção do câncer de mama.

A história do Outubro Rosa remonta à última década do século 20, quando o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, em 1990 e, desde então, promovida anualmente na cidade (www.komen.org).

Em 1997, entidades das cidades de Yuba e Lodi nos Estados Unidos, começaram efetivamente a comemorar e fomentar ações voltadas a prevenção do câncer de mama, denominando como Outubro Rosa. Todas ações eram e são até hoje direcionadas a conscientização da prevenção pelo diagnóstico precoce.

Para sensibilizar a população, inicialmente, as cidades se enfeitavam com os laços rosas, principalmente nos locais públicos; depois surgiram outras ações como corridas, desfile de modas com sobreviventes (de câncer de mama), partidas de boliche e etc (www.pink-october.org).

A ação de iluminar de rosa monumentos, prédios públicos, pontes, teatros, etc, surgiu posteriormente, e não há uma informação oficial de como, quando e onde foi efetuada a primeira iluminação. O importante é que foi uma forma prática para que o Outubro Rosa tivesse uma expansão cada vez mais abrangente para a população e que, principalmente, pudesse ser replicada em qualquer lugar, bastando apenas adequar a iluminação já existente.


A popularidade do Outubro Rosa alcançou o mundo de forma bonita, elegante e feminina, motivando e unindo diversos povos em torno de tão nobre causa.

Isso faz que a iluminação em rosa assuma importante papel, pois tornou-se uma leitura visual, compreendida em qualquer lugar no mundo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Biblioteca Ninja

Destacando o livro "Os meus balões", de Alberto Santos Dumont, reproduzimos a crônica de um voluntário do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA, de 2017.

Máquina do tempo
Ubatuba, 1 de maio de 2017
Por Celso de Almeida Jr.

Com a notícia veiculada na última semana de abril de 2017, revelando que a Embraer e a Uber produzirão aeronave vertical para transporte urbano, imaginei o momento de viagens em uma Máquina do Tempo.

Sonhei...

Fui à Paris, em 1904, na livraria Charpentier et Fasquelle, que acabara de publicar Dans L’Air, obra do inventor brasileiro Alberto Santos Dumont, futuramente traduzida para o português (por Artur de Miranda Bastos, com a primeira edição publicada em outubro de 1938) com o título Os meus balões. 

Recebido pelo editor Eugène Fasquelle, em menos de uma hora eu já conversava com o “Pai da Aviação”.

Homem muito à frente de seu tempo, Santos Dumont não se surpreendeu quando expliquei que voltei no tempo, a partir de 2017.

Informei que trabalho em uma escola que estimula o contato com diferentes tecnologias e que gostaria de ouvir algumas sugestões dele sobre o tema.

Entusiasmado, o inventor autografou um exemplar de seu livro e detalhou que a introdução fez em forma de fábula, enfatizando raciocínios infantis.

Nela, duas crianças brasileiras do interior, que só conheciam as primitivas lavouras do século XIX, conversavam sobre possíveis formas de aliviar o trabalho humano. E, numa longa caminhada, vão se deparando com surpreendentes invenções que desconheciam, como uma locomotiva e um navio a vapor. A surpresa leva um dos meninos - Luís - a acreditar e a defender a possibilidade de dirigir balões, opinião que seu colega - Pedro - discordou completamente.

“Como pode perceber, me identifico totalmente com o Luís e consegui provar a dirigibilidade dos balões quando contornei a torre Eiffel, ganhando o Prêmio Deutsch, em 1901”, ressaltou Dumont.

O autor detalhou a evolução de seus aparelhos desde o Balão Brasil (o único que teve um nome) até os mais recentes: o Nº 7 (de corrida); o Nº 9 (de passeio) e o Nº 10 que esperava tornar o primeiro dos ônibus aéreos do futuro, levando até 20 pessoas.

Preferi não anunciar a Santos Dumont que o Nº 10 não atingiria seu objetivo, mas acabei lhe dizendo que, em dois anos, ele daria outra grande demonstração ao mundo de seu poder criativo. Desculpei-me, porém, por não poder dar maiores detalhes, já que ainda não se estabeleceu um código regulador para as informações autorizadas nas viagens no tempo.

Apesar de compreensivo, o inventor brasileiro aparentemente fez uma provocação, lendo um trecho da conclusão do livro, que também redigiu em forma de fábula: “Nossa única esperança de navegar no ar...devemos procurá-la no mais pesado...na máquina voadora ou aeroplano. Raciocine por analogia. Olhe o pássaro.”

Naquele 1904 ele ainda não sabia que em 1906 realizaria o célebre voo com o 14 bis, decolando, voando e aterrissando pela primeira vez uma máquina mais pesada que o ar com seus próprios meios, sem auxílio de qualquer equipamento externo.

A conversa com o inventor se estendeu. Dumont pediu a Eugène Fasquelle algum conteúdo sobre Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) que em 1750 recebeu o primeiro prêmio de um concurso que propunha o tema: “Se o progresso das ciências e das artes tinha contribuído para aprimorar os costumes”. Rousseau ganhou fama por discordar, acreditando que a civilização tinha perdido o sentido do homem interior, denunciando sua desumanidade.

Santos Dumont sugeriu que eu debatesse esse pensamento com os estudantes e professores de nossa escola, conferindo se os avanços tecnológicos provocaram mudanças no comportamento humano quanto as relações interpessoais.

Recomendou, também, uma reflexão sobre as conquistas da antiguidade e do renascimento, tão marcantes para a chamada cultura ocidental. E que, ainda, procurasse estudar com mais profundidade as culturas orientais, extremamente ricas e ainda tão desconhecidas, afirmando: “Nós queremos saber tudo e sabemos tão pouco!”

Alberto Santos Dumont ressaltou que suas ações visam compartilhar o conhecimento, estimulando o desenvolvimento de novas máquinas, mais aprimoradas, mais eficientes.

Em função disso, sentia-se bastante entusiasmado em conhecer um viajante do tempo. Gentil, disse que, quando voltasse ao Brasil, procuraria conhecer as praias de Ubatuba.

Por alguma razão, não insistiu em saber detalhes do futuro. Alguma apreensão parecia dominá-lo, o que a sua história de vida confirmaria.

Um encontro fantástico...parecia real!

Talvez, por isso, acordei assustado. A conta da Uber estouraria o cartão...

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Efemérides Aeronáuticas - Outubro

O INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica destaca uma frase do Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, ex-Ministro da Aeronáutica e ex-Conselheiro do INCAER, falecido em 12 de abril de 1993: “A História não é um somatório de fatos, mas, antes, um legado de experiências. Conhecê-la é reunir dados que os números não contam, é entender os erros para não repeti-los, é, enfim, uma forma de preparar-se para o futuro”. Com este pensamento, mais uma vez, o Blog do Ninja reproduz as datas marcantes de OUTUBRO, estimulando o estudo, a pesquisa.

Efemérides Aeronáuticas - Outubro

1709
Foi realizada a quarta experiência pública por Bartolomeu de Gusmão, desta vez sem a presença de D. João V e seus fidalgos, atingindo o balão grande altura, e descendo em seguida sem problemas. (03 de outubro)

1853
Nasceu em Campos/RJ, José Carlos do Patrocínio, que viria a construir no Rio de Janeiro, um dirigível com o nome de “Santa Cruz”. (09 de outubro)

1866
O Ministro da Guerra, Conselheiro João Lustosa da Cunha Paranaguá, determinou ao Arsenal de Guerra do Rio de Janeiro para que fosse construído um balão (“o aeróstato Doyen”, confeccionado sob orientação de um francês chamado Louis Desiré Doyen), por solicitação do Marquês de Caxias, a fim de ser utilizado como balão de observação na busca de informações no Teatro de Operações da Guerra da Tríplice Aliança. (21 de outubro)

1881
Foi outorgada pela França, a patente de invenção a Júlio César pelo projeto do seu balão, tendo sido registrado no Conservatoire National des Arts et Métiers (Patente nº 145.51). (25 de outubro)

A Societé Francaise de Navigation Aérienne, com sede em Paris, promoveu uma sessão especial para ouvir a leitura, por Júlio César, de sua “Memória sobre um sistema de navegação aérea”.(27 de outubro) 

Data da concessão de registro da patente pela Alemanha, a Júlio César. (29 de outubro)

1885
Na sessão do Instituto Politécnico, com a presença de D. Pedro II, o Barão de Tefé discorreu durante uma hora e meia sobre o histórico do Balão de Júlio César. (23 de outubro)

1887
Faleceu em Belém/PA, aos 44 anos de idade, Júlio César Ribeiro. (14 de outubro)

1898
A revista “L'Illustration”, de Paris, depois de descrever o dirigível “Nº 1” e de reconhecer a importância das experiências realizadas por Santos Dumont, reconheceu que “é a primeira vez que esse tipo de motor (a petróleo) é aplicado em aerostatos”.(1º de outubro)

Santos Dumont, com o seu balão “Brasil”, participou da primeira festividade do Aeroclube da França, que reuniu três balões. (23 de outubro) 

Santos Dumont executou uma ascensão com um balão livre. O voo, de quatro horas, iniciou-se em Paris e terminou em Vicarnes, próximo a Chantily. (25 de outubro)

1901
Augusto Severo chegou à França, procedente do Rio de Janeiro, com o projeto de construção do seu segundo balão dirigível, o “Pax”, passando a residir à Rua Galileu 63, Paris. (05 de outubro)

A construção do balão foi encomendada à Casa Lachambre, especializada nesse tipo de trabalho, e os motores, à Firma Buchet. Santos Dumont voou novamente com o “Nº 6” sobre o prado de corridas de Longchamps e, em seguida, pousou em frente ao restaurante “La Cascate”, no Bois de Boulogne, a fim de tomar chá com os amigos. Nesse voo, ele teve problemas com os cabos de comando do leme de direção. (10 de outubro)

Santos Dumont voltou a voar no “Nº 6” e, nessa experiência, rompeu-se o cabo de comando do leme de direção por duas vezes, fato comentado pelo “The Evening Sun”. (11 de outubro)

Santos Dumont conquistou o “Prêmio Deutsch de La Meurthe” com o seu balão dirigível “Nº 6”, tendo percorrido em menos de 30 minutos o itinerário preestabelecido que incluía a circunavegação da Torre Eiffel.(19 de outubro)

1903
Santos Dumont realizou a primeira experiência, em Paris, com o seu balão dirigível “Nº 10”, o maior por ele construído e destinado ao transporte de passageiros, daí ser conhecido como “ônibus”. (19 de outubro)

1906
No Campo de Bagatelle, em Paris, Santos Dumont nos comandos do seu avião “14 BIS”, após uma corrida no solo de cerca de 200 metros, conseguiu deslocar-se em pleno espaço a uma altura calculada de 2 a 3 metros, voando cerca de 60 metros de distância. (23 de outubro)

Foi o primeiro voo, no mundo, com um aparelho mais pesado que o ar, o avião, utilizando-se tão somente os recursos do próprio aparelho. Por este fato, em 23 de outubro é comemorado o Dia do Aviador e o Dia da Força Aérea Brasileira. O jornal “L'Aérophile” noticiou que “ o dia 23 de outubro de 1906, tornar-se-á uma data memorável. Nesse dia, às 16:45horas, Santos Dumont a bordo do seu aeroplano 14 BIS, impulsionado por um motor Antoinette de 50 HP, levantou-se do solo e percorreu em pleno voo uma distância superior de 50 metros e inferior a 100 metros. (mês de outubro)

1909
Foi realizado em Frankfurt, Alemanha, um voo a bordo do dirigível militar do tipo Parseval por um grupo de oficiais do Exército Brasileiro que contava com a presença do Major Affonso Barouin, o Capitão Leite de Castro, o Tenente Mario Hermes da Fonseca e o Tenente Cruz. (10 de outubro)

1911
Foi fundado, no Rio de Janeiro, o Aeroclube Brasileiro numa reunião realizada na redação do jornal “A Noite”, na época localizado no Largo da Carioca e dirigido pelo jornalista Irineu Marinho. (14 de outubro)

1912
O Tenente Ricardo João Kirk foi brevetado na Escola de Aviação de Étampes, na França. Foi, portanto, o primeiro Oficial do Exército Brasileiro a aprender a pilotar aviões. (22 de outubro)

1913
Foi inaugurado em Saint Cloud, em Paris, sob a égide do Aeroclube da França, o monumento a Alberto Santos Dumont, conhecido como o “Ícaro de Saint Cloud”. (19 de outubro)

1914
Foram iniciadas as obras de construção de três hangares e pista de pouso na localidade de Porto União, como base de operações para a Campanha do Contestado. Os hangares abrigavam os três aviões do tipo Morane-Saulnier, batizado como “General Setembrino”, “Iguaçu” e “Guarany”. (mês de outubro)

Ficou pronto o avião “Alvear”, projeto do inventor carioca João d'Alvear. (mês de outubro)

1916
O “Jornal do Comércio”, do Rio de Janeiro, noticiou a ideia da construção de uma fábrica de hélices para aviões, iniciativa do industrial português Joaquim Pedro Domingues da Silva, o qual era membro da Diretoria do Aeroclube Brasileiro. O referido empresário chegou a construir “algumas hélices experimentais de boa qualidade”. (14 de outubro)

1917
Durante a Primeira Guerra Mundial, os navios brasileiros "Tijuca", "Macau", "Tupi", "Acari" e "Guaíba", foram torpedeados pelo submarino alemão. Tal ato levou o Brasil a declarar guerra. (26 de outubro)

Por iniciativa dos deputados Augusto de Lima e Coelho Neto, foi criado o “Serviço de Defesa das Costas e Fronteiras do Brasil por meio de Engenhos Aéreos”, tendo a Câmara votado um crédito especial de 500 contos de réis para implantação do mencionado Serviço. (27 de outubro)

O principal objetivo do novo órgão era “o patrulhamento aéreo, visando a repelir ataques de submarinos alemães aos navios brasileiros em águas nacionais”.

1918
Foi dada a primeira concessão para o serviço de transporte aéreo no Brasil. O Governo do Presidente Wenceslau Braz Pereira Gomes concedeu permissão ao engenheiro João Teixeira Soares e Antônio Rossi para organizarem o serviço de transporte aéreo ligando as principais cidades do país. (23 de outubro)

1919
Foi realizada a Convenção de Paris (Versalhes), onde foram assentados os alicerçes da Aviação Civil, pelos representantes de treze potências aliadas,entre as quais figurou o Brasil. (13 de outubro)

Na mesma Convenção, foi criada a Comissão Internacional de Navegação Aérea - CINA, colocada sob a autoridade da Sociedade das Nações. Foi realizado o reide Ilha das Enxadas-Santos/SP, com o hidroavião Curtiss HS-2L, Nº 13, pilotado pelo Ten Virginius Brito de Lamare, auxiliado pelo Ten Fileto Ferreira da Silva Santos e tendo como passageiro o Deputado César Vergueiro. (17 de outubro)

O voo teve a duração de 04 horas e 20 minutos e a missão principal, a de estabelecer a primeira rota aérea para uma futura base naval de aviação a ser construída naquela cidade.

1920
O aviador norte americano Orthon William Hoover inaugurou em Indianápolis/SP, uma Escola de Aviação. (mês de outubro)

1922
O 1º Ten Raymundo Vasconcelos de Aboim, da Aviação Naval, foi matriculado no College of Science and Technology of London, a fim de cursar Engenharia Aeronáutica. (05 de outubro)

O Governo Brasileiro ofereceu aos aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, um prêmio no valor de 50 contos de réis (Decreto 4.596). (18 de outubro)

Foi lançada a pedra fundamental do Centro de Aviação Naval de Santos, em terrenos localizados em Bocaina, doados à União pelo Presidente de São Paulo, Washington Luiz, que esteve presente prestigiando a concorrida cerimônia. (22 de outubro)

Posteriormente, devido ao sítio Conceiçãozinha ter sido considerado um local impróprio para a construção do Centro, foi efetuada a primeira desapropriação no bairro da Bocaina, na Ilha de Santo Amaro (Decreto 16.062, de 06 de junho de 1923). A denominação de Base Aérea de Santos só se tornaria corrente após 1930.

1924
O Destacamento de Aviação (Esquadrilha de Aperfeiçoamento e a Cia de Parque de Aviação), deixou o Campo dos Afonsos para participar de outras operações no interior dos Estados de São Paulo e Paraná, ainda em consequência da revolução de 05 de julho. (mês de outubro)

1925
A Companhia Brasileira de Empreendimentos Aeronáuticos foi autorizada a explorar o tráfego aéreo no território nacional, através do Decreto 17.055. No entanto, essa empresa não pôde iniciar suas operações, por não ter sido a autorização governamental aprovada pelo Tribunal de Contas, conforme exigência constante no decreto acima. (1º de outubro)

Foram aprovadas as instruções para a organização do Serviço de Superintendência e Fiscalização da Navegação Aérea (Portaria s/nº do Ministério da Viação e Obras Públicas). (06 de outubro)

Foi fundado o Aeroclube do Pará, com sede em Belém. (27 de outubro)

1926
Otto Ernst Meyer-Labastille deu entrada, no Palácio do Governo, em Porto Alegre/RS, a um pedido de isenção de imposto estadual pelo prazo de 15 anos, para sua futura empresa, a qual passaria a ser conhecida mundialmente, como VARIG – Viação Aérea Rio Grandense. (06 de outubro)

Decolou de Gênova, na Itália, o hidroavião “Jahú”, de propriedade do aviador civil paulista João Ribeiro de Barros, para realizar o reide aéreo Gênova-Santos. (18 de outubro)

O ex-piloto da Força Aérea Alemã (depois naturalizado brasileiro), Otto Ernst Meyer-Labastille, conseguiu do Governo do Estado do Rio Grande do Sul uma isenção de impostos estaduais para a empresa que ele pretendia construir. (30 de outubro)

Representantes credenciados de 21 países, reunidos na capital da Espanha, reconheceram Bartolomeu Lourenço de Gusmão como “o precursor da aeronáutica”, consagrando-o numa placa que foi depositada, por eles próprios, na nave da Igreja de San Roman, em Toledo. (31 de outubro)

Assumiu o cargo de Diretor Técnico da Escola de Aviação Militar, o Ten Cel Henri Jauneaud (francês). (mês de outubro)

1927
O 1º Ten Carlos Saldanha da Gama Chevalier, da Aviação Militar, realizou o primeiro salto de paraquedas sobre o Campo dos Afonsos. Para esse salto, foi utilizado um avião Breguet 14, pilotado pelo 1º Ten Aroldo Borges Leitão, tendo observado o Capitão Átila Silveira de Oliveira. (1º de outubro) 

Pousaram no Campo de Parnamirim os aviadores franceses Dieudonné Costes (piloto e hábil navegador) e Joseph Marie Le Brix (Tenente da Marinha), os quais estavam realizando uma viagem ao redor do mundo. (17 de outubro)

Ocorreu grave acidente no Campo dos Afonsos: o avião Breguet 14, Nº 1856, da Escola de Aviação Militar, tendo a bordo o Capitão Átila Silveira de Oliveira e os Tenentes Salustiano Franklin da Silva e Tomaz Menna Barreto Monclaro, precipitou-se ao solo e explodiu, matando seus tripulantes. (17 de outubro)

1928
Foi promulgado o “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e o Chile”, firmado no Rio de Janeiro em 04 de julho de 1947 (Decreto nº 31.536). (03 de outubro)

“O Jornal”, do Rio de Janeiro, publicou um longo artigo do Major Lysias Augusto Rodrigues, da Aviação Militar, com o título: “Uma premente necessidade – o Ministério do Ar”. (07 de outubro) Foi o primeiro propagandista, pela imprensa, da ideia da criação, no Brasil, do Ministério do Ar, “atualmente a maior aspiração de todos os pilotos militares, navais e civis de nossa terra”.

Foi criada a Comissão de Construção da Escola de Aeronáutica em Pirassununga (Decreto nº 31.671). (29 de outubro)

1931
Foi criado o Corpo de Aviação da Marinha “para atender às necessidades da Esquadra e à Defesa Aérea do Litoral”. Foi ainda criado o Quadro de Aviadores Navais, sendo o efetivo inicial fixado em 81 Oficiais (Decreto 20.479).

O Corpo de Aviação ficou assim estruturado:

- 1ª Flotilha de Aviões de Esclarecimento e Bombardeio (sede: Centro de Aviação Naval do Rio de Janeiro )
- 18 aviões Fairey Gordon;

- 1ª Flotilha de Aviões de Observação (sede: Centro de Aviação Naval do Rio de Janeiro e parte do Centro de Santa Catarina)
– 12 aviões Vought Corsair;

-1ª Flotilha de Aviões de Bombardeio e Patrulha
– 2 aviões Martin PM e 5 aviões Savoia-Marchetti (pertencentes à Força Aérea da Esquadra);

Divisão de Aviões de Combate
– 8 aviões de caça Boeing 256;

Divisão de Aviões de Treinamento
– 8 aviões Waco CSO. (02 de outubro)

Inauguração da linha Rio de Janeiro – Goiás, do Correio Aéreo Militar – CAM. (12 de outubro)  Decolou do Campo dos Afonsos o avião Curtiss Nº K-272, tripulado pelos Tenentes Joelmir Campos de Araripe Macedo e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, inaugurando a linha Rio – Goiás, do Correio Aéreo Militar, com as seguintes etapas: Rio - São Paulo - Ribeirão Preto - Uberaba - Uberlândia - Araguari - Leopoldo Bulhões - Goiás. O pouso final ocorreu em 21 do mesmo mês.

Foi fixado o prazo de dois anos para que “as aeronaves nacionais fossem tripuladas com aeronautas brasileiros” (portaria s/nº, do MVOP). (31 de outubro)

1933
Chegou ao Rio de Janeiro, procedente de Recife, o dirigível alemão LZ-127, o conhecido Graf Zeppelin, conduzindo como passageiro, o Presidente Getúlio Vargas. (05 de outubro)

No Campo dos Afonsos foi realizada uma grande parada militar e um desfile aéreo em homenagem ao Gen Agustin Justo, Presidente da Argentina, em visita ao Brasil. O Cel Newton Braga, Comandante do 1º Regimento de Aviação, liderou o desfile da Aviação Militar. (09 de outubro)

1934
Pelo Parque Central de Aviação foi construído o planador “Brasil nº 01”, invenção do Cabo-Artífice da Aviação Militar, Norival Anastácio Alves. (mês de outubro)

1935
O periódico “Asas” iniciou a publicação de uma série de artigos de autoria do Ten Cel Lysias Augusto Rodrigues, da Aviação Militar, a respeito da “Evolução da Aeronáutica Nacional”,enfatizando a criação de um “Ministério do Ar”, organização de bases aéreas e organização da Força Aérea (reunindo a Força Aérea de Batalha e a Frota Aérea de Cooperação). (1º de outubro)

O Serviço de Saúde da Aviação Militar passou a reger-se por um regulamento próprio (Decreto 361). (03 de outubro)

Ocorreu o primeiro voo, no Campo dos Afonsos, do biplano Muniz M-7, projeto de Antônio Guedes Muniz, com o Cap Geraldo Guia de Aquino e o próprio Muniz aos comandos do avião, o qual recebeu rapidamente sua homologação, em razão de suas satisfatórias qualidades de voo. Para a fabricação em série dessas aeronaves, o industrial Henrique Lage criou a “Fábrica Brasileira de Aviões”, na Ilha do Viana, Baía de Guanabara. Foram fabricados 27 exemplares e vendidos tanto à Aviação Militar como a aeroclubes nacionais. Essa data passou a ser considerada “Dia da Indústria Aeronáutica Brasileira”(Portaria Ministerial de 23 de agosto de 1980). (17 de outubro)

Por iniciativa do Aeroclube do Brasil, foi instituída para ser comemorada anualmente, a “Semana da Asa” (normalmente festejada no período de 16 a 23 de outubro), sendo a data mais importante a de 23, que registra o primeiro voo de Santos Dumont com o seu avião “14 BIS”, na França, em 1906. (20 a 27 de outubro)

Reuniram-se no Campo dos Afonsos numerosas autoridades, representantes do Touring Clube do Brasil, aviadores, elevado número de convidados, para assistirem à chegada dos aviões procedentes de São Paulo, que formavam a primeira “Revoada Turística”. (20 de outubro)

Ocorreu a demonstração oficial do avião Muniz M-7, no Campo dos Afonsos. O piloto desse voo foi o Cap Geraldo Guia de Aquino. (25 de outubro)

Foi inaugurado o “Santos Dumont Planador Clube”, com sede à Rua Passo d'Areia, nº59, em Porto Alegre/RS. (mês de outubro)

Foi fundada a Liga Internacional dos Aviadores, com sede no Rio de Janeiro, “associação destinada a reunir todos os pilotos, civis e militares, que trabalham sob os céus do Brasil”. (mês de outubro) 

Chegou o primeiro lote de 08, de um total de 30 novos aviões Waco CPF F-5, destinados ao Correio Aéreo Militar – CAM e às esquadrilhas de treinamento das Unidades Aéreas. (mês de outubro)

1936
Os aeroportos localizados na Ponta do Calabouço/RJ, em Santa Cruz/RJ e em Recife/PE receberam, respectivamente, as denominações de “Santos Dumont”, “Bartolomeu de Gusmão” e “Augusto Severo” (Decreto 1. 150). (16 de outubro)

1937
Foi fundado o Aeroclube de São Lourenço/MG. (27 de outubro)

Chegaram ao Brasil duas aeronaves Lockeed 12A, adquiridas para o transporte do Presidente da República e de autoridades.(mês de outubro)

1938
Foi aprovado o novo Regulamento para a Escola de Aviação Naval (Decreto 3.136). (07 de outubro)

Foi fundado o Aeroclube de Campo Grande/MS. (13 de outubro)

Foi programado o Circuito Aéreo Nacional, como sendo um circuito fechado, com decolagem e pouso no Distrito federal e sobrevoo de Vitória, Belo Horizonte e São Paulo.(25 de outubro)

Foram inauguradas as novas instalações do Aeroclube do Brasil, no Campo de Manguinhos, pelo Ministro da Viação e Obras Públicas, Mendonça Lima. (28 de outubro)

A sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER) está instalada no prédio onde funcionou a Estação de Passageiros de Hidroaviões do Aeroporto Santos Dumont. O edifício foi construído pelo Governo às margens da Baía de Guanabara e inaugurado pelo Presidente Getúlio Vargas. (29 de outubro)

Foi realizado o “Circuito Aéreo do Distrito Federal”, em sobrevoos da Ponta do Galeão, Campo dos Afonsos, Jacarepaguá, Joá, Copacabana (circuito fechado, com 05 passagens em cada ponto de controle) (30 de outubro)

Foi publicada a primeira edição do livro “Os meus balões”, de autoria de Alberto Santos Dumont, traduzido do idioma francês por Artur de Miranda Bastos, cujo original recebeu o título “Dans l'Air”, em 1904. (mês de outubro)

1939
Foi baixada legislação acerca da organização dos aeroclubes (Decreto 1.683). (14 de outubro) 

Foram determinadas as zonas interditas à navegação aérea (Decreto-Lei 1.687). (17 de outubro)

Foram aprovadas as instruções para o transporte de aparelhos fotográficos e cinematográficos em aeronaves nacionais e estrangeiras (Portaria 509/MVOP). (17 de outubro)

Em solenidade programada no Aeroclube do Brasil, o Presidente Getúlio Vargas fez a entrega de uma “caderneta de voo” à jovem aviadora Joana Martins Castilho, brevetada com apenas 14 anos de idade. (20 de outubro)

1940
Chegou ao Rio de Janeiro, a primeira esquadrilha de cinco aviões North American NA-44, de treinamento avançado, adquiridos nos Estados Unidos para a Aviação Militar e tripulados pelos seguintes oficiais, além de três sargentos: Maj José Sampaio Macedo (CMT), 1º Ten Ricardo Nicoll, Roberto Faria Lima, Manoel Borges Neves Filho, Hermes Ernesto da Fonseca e Aloysio Hammerly. (13 de outubro)

1941
A primeira organização do Ministério da Aeronáutica foi criada através do Decreto no 3.730 (18 de outubro). A sessão inaugural de fundação do Clube de Aeronáutica foi realizada. (23 de outubro)

Por determinação do Ministério da Aeronáutica, as primeiras Zonas Aéreas (1a, 2a, 3a, 4a, 5a) foram criadas por intermédio do Decreto 3.762 . (25 de outubro)

1942
Por meio do Decreto-Lei no 4.848, o Serviço de Saúde da Aeronáutica foi criado. (20 de outubro).

O Presidente da República Getúlio Vargas inaugurou, com uma grande solenidade, a estátua em homenagem a Santos Dumont. De autoria do escultor Amadeu Zanio o monumento foi colocado na praça na entrada do aeroporto Santos-Dumont. (23 de outubro).

A história da Engenharia da Aeronáutica confunde-se com a da própria Força Aérea Brasileira, pois após a criação do Ministério da Aeronáutica, também foi criada a Diretoria de Obras, primeira unidade responsável por centralizar a gestão das atividades de engenharia. (28 de outubro)

- No ano seguinte, um Tenente-Coronel Aviador e Engenheiro foi aos Estados Unidos conhecer o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT. Surgia daí um sonho visionário que, através da academia, impulsionaria a Força Aérea em direção ao futuro.

Estava fecundado na mente daquele que veio a tornar-se o Patrono da Engenharia da Aeronáutica, Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho, o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), que teria seu nascimento poucos anos depois, em 1950, com a criação do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), e em sequência, todo o complexo aeroespacial que hoje compõe o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Fica criado no Ministério da Aeronáutica, para instalação imediata, o Depósito de Aeronáutica do Rio de Janeiro, com sede nesta Capital, por meio do Decreto-lei nª 4.881. (29 de outubro).
• Esse estabelecimento terá uma organização provisória idêntica à prevista para o extinto Depósito de Aeronáutica dos Afonsos, e na sua constituição inicial serão aproveitados, a critério do Ministro da Aeronáutica, todos os recursos e demais elementos em pessoal e material dos extintos Depósitos de Aeronáutica dos Afonsos e do Galeão.

1943
Foram organizadas as bandas de música nas Bases Aéreas de Salvador, Natal e Fortaleza, com o Aviso nº 136. (08 de outubro)

1944
São criadas as seguintes unidades de aviação, por meio do Decreto-lei nº 6.926 (05 de outubro).

Na 2ª Zona Aérea:
– O 4º Grupo de Bombardeio Médio, com sede normal na Base Aérea de Fortaleza.
– O 1º Grupo Misto, com sede normal em Natal e constituído de esquadrilhas de Caça e de Bombardeio Médio.

Na 3ª Zona Aérea:
– O 1º Grupo de Transporte, com sede normal no Aeroporto Santos Dumont, subordinado ao Ministro da Aeronáutica.
– O 2º Grupo de Transporte, com sede normal no Campo dos Afonsos, subordinado à Diretoria de Rotas Aéreas.

Na 4ª Zona Aérea:
– 1º Grupo Misto de Instrução, com sede normal na Base Aérea de São Paulo e destinado à instrução dos alunos da Escola Técnica de Viação de São Paulo, da qual é parte integrante.
– O 2º Grupo de Bombardeio Leve, com sede normal na Base Aérea de São Paulo.

Na 5ª Zona Aérea:
– 5º Regimento de Aviação, com sede normal na Base Aérea de Curitiba.
– O 3º Grupo de Bombardeio Picado, com sede normal na Base Aérea de Curitiba.
• O 5º Regimento de Aviação ficará constituído do 1º Grupo de Caça, já existente, e do 3.º Grupo de Bombardeio Picado, ora criado.
• O 2º Grupo de Caça tem sua sede transferida da Base Aérea de Natal para a Base Aérea de Santa Cruz a fim de integrar o 1º Regimento de Aviação (art. 2º do Decreto-lei nº 6.796, de 17 de agosto do corrente ano).

O 1º Grupo de Aviação de Caça chegou ao Teatro de Operações da Itália, desembarcando do navio “Colombie”, no Porto de Livorne. (06 de outubro).

Foi hasteada, pela primeira vez, em território inimigo, a bandeira do 1o Grupo de Aviação de Caça Brasileiro, em Tarquínia, na Itália. (14 de outubro)

Chegada do primeiro P-47 em Natal, com destino à Escola Técnica de Aviação, em Cumbica, atual Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR). (16 de outubro)

Foi criado o Estandarte da Escola de Aeronáutica. (17 de outubro)

O Presidente da empresa aérea Panair do Brasil, Dr Paulo Sampaio, entregou ao Ministro da Aeronáutica, Dr. Salgado Filho, o coração de Santos Dumont. Guardado em um artístico escrutínio de ouro erguido por Ícaro, ele se encontrava exposto no Salão Nobre da Academia da Força Aérea Brasileira - AFA. Atualmente, encontra-se exposto no Museu Aeroespacial, no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro. (24 de outubro)

Após a declaração de guerra do Brasil aos países do Eixo na 2ª Guerra Mundial, foram designados para comandar as unidades aéreas na Itália, os seguintes militares: o Major Aviador Nero Moura, o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA), e o Capitão Aviador João Affonso Fabrício Belloc, a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO). (mês de outubro) 

1945
Foi extinta a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO), através do Aviso nº 75. (11 de outubro)

1949
Por meio do Decreto nº 27.353, foi criada, no Ministério da Aeronáutica, a Comissão de Estudos Relativos à Navegação Aérea Internacional (CERNAI), subordinada diretamente ao Ministro, e que substitui, para todos os efeitos, a Comissão a que se refere a Portaria nº 46, de 23 de fevereiro de 1948. (20 de outubro)

1952
Foi criada, pelo Decreto nº 31.671, a Comissão de Construção da Escola de Aeronáutica em Pirassununga, diretamente subordinada ao Ministro da Aeronáutica, com a finalidade de intensificar a construção da futura Escola. (29 de outubro)

Foi reorganizado, como elemento constitutivo do Q.G. da 3ª Zona Aérea, o 1º Esquadrão de Controle e Alarme, pela Portaria nº 335. (29 de outubro)

1953
Foi aprovado o acordo sobre Transportes Aéreos regulares entre o Brasil e a Espanha, firmado no Rio de Janeiro, a 28 de novembro de 1949, por meio do Decreto Legislativo nº 73. (08 de outubro)

A Escola Técnica de Aviação foi extinta, pelo Decreto nº 34.095, em que o Ministério da Aeronáutica determinou o aproveitamento das instalações e do material pertencentes à referida Escola. (07 de outubro)

1955
Foi criado o Curso de Pilotos Comerciais, pelo Decreto nº 38.089, com a finalidade de preparar pilotos para a aviação comercial brasileira, funcionando, provisoriamente, anexo à Escola de Especialistas de Aeronáutica. (13 de outubro)

1956
Foi criada na cidade de São Paulo a “Fundação Santos-Dumont”. (03 de outubro)

Foi aprovado o “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e o Peru”, firmado no Rio de Janeiro em 28 de agosto de 1953 (Decreto Legislativo nº 52). (25 de outubro)

1958
O certificado de homologação das aeronaves construídas no Brasil foi organizado, por meio da Portaria nº 844-GM4, sendo expedido pelo Centro Técnico da Aeronáutica. (07 de outubro)

Teve início o IV Congresso Brasileiro de Aeronáutica em São Paulo na Sede do Instituto de Engenharia de São Paulo, sob o patrocínio da Fundação Santos-Dumont. (20 de outubro)

1959
Foi incorporado ao patrimônio das Forças Armadas, por intermédio da Lei nº 3.645, sob a direção e administração do Ministério da Guerra, o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial. (15 de outubro) 

1960
Inauguração do Destacamento Precursor da Nova Escola de Aeronáutica (DPEAER), em Pirassununga/SP. (17 de outubro)

1965
Inauguração do então Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno (CLFBI), atual Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), sediado próximo à cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. (mês de outubro) Primeiro centro de lançamentos de foguetes espaciais da América do Sul, o CLBI tem por finalidade, executar e prestar apoio às atividades de lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais e de coleta e processamento de dados de suas cargas úteis, além de executar testes, experimentos, pesquisa básica ou aplicada e outras atividades de desenvolvimento tecnológico de interesse da Aeronáutica.

1968
Primeiro voo do Bandeirante, avião bimotor que representa um marco na história da indústria aeronáutica nacional e que levou à criação da EMBRAER em 1969, para a produção em série e comercialização do produto. (26 de outubro)

1971
Inauguração da Base Aérea de Santa Maria, com a presença do Presidente da República Emílio Garrastazu Médici. Foi criada com a finalidade de proporcionar o apoio necessário às unidades aéreas e unidades da Aeronáutica que nela operem ou que nela estejam sediadas. (15 de outubro)

1976
Inauguração do Museu Aeroespacial. A importância dessa criação deve-se à necessidade de preservação e divulgação do material aeronáutico e documentos históricos para as futuras gerações. (18 de outubro) 

1984
Foi inaugurada a Base Aérea de Porto Velho, com a presença do Presidente da República João Batista de Oliveira Figueiredo, sendo um importante ponto de apoio logístico para a consolidação do processo de planejamento na defesa aeroespacial da Amazônia. (31 de outubro)

1989
O Esquadrão Adelphi recebeu, oficialmente, a sua primeira aeronave A-1 (FAB 5500), com a presença do Sr. Ministro da Aeronáutica, membros do Alto-Comando, Diretor-Presidente da EMBRAER e parlamentares do Congresso Nacional. A cerimônia incluiu um voo de demonstração local na aeronave A-1, na Base Aérea de Santa Cruz. (17 de outubro)

2003
Foi iniciado o processo de reestruturação da Área de Tecnologia da Informação (TI) do COMAER, com o Aviso Interno nº 12/GC3/18 e, posteriormente, com a Portaria nº 1.241/GC3, de 19 de dezembro de 2003, que instituiu o Sistema de Tecnologia da Informação do Comando da Aeronáutica. (20 de outubro)

Fonte: INCAER

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quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Sentando a Púa!

Segredos e Bastidores da Fotografia de Aviação com Johnson Barros
Manobrar uma lente profissional sob forças gravitacionais brutais e registrar a fração de segundo exata de um caça em voo não é apenas técnica — é pura arte militar. Neste vídeo imperdível, o esquadrão do Sentando a Púa! recebe novamente Johnson Barros, fotógrafo militar consagrado internacionalmente, para abrir a caixa-preta das imagens mais emblemáticas da aviação de defesa brasileira.