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Voar é um desejo que começa em criança!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Aniversário do Paulistinha

Paulistinha - 83 anos
O interesse do empresário paulista Francisco Pignatari pela aviação data do final da década de 1930, quando ajudou o projetista italiano L. Bresciani na construção de dois protótipos.

Em fins de 1940, a Laminação Nacional de Metais, uma das empresas do Grupo Pignatari, criou uma divisão de aviação e passou a produzir planadores. A boa recepção dos planadores no meio aeronáutico encorajou Pignatari a criar uma empresa de construção de aviões.

Assim, em agosto de 1942, surgiu a Companhia Aeronáutica Paulista - CAP. Além de toda a estrutura industrial herdada do Grupo Pignatari a CAP associou-se ao IPT de São Paulo e passou a trabalhar no projeto do avião IPT-4, renomeado CAP-1 "Planalto" e nos seus derivados, o CAP-2, o CAP-3 e o CAP-3A. Mas o projeto de maior sucesso comercial foi o CAP-4 "Paulistinha".

O projeto do Paulistinha baseou-se na aeronave EAY-201 Ypiranga (foto abaixo), cujos direitos de fabricação, pertencentes à Empresa Aeronáutica Ypiranga, foram adquiridos.
Novamente com a ajuda de técnicos do IPT, o projeto foi revisto e em 2 de abril de 1943 o primeiro exemplar deixou as linhas de montagem.

O Paulistinha foi produzido em três versões, sendo que o modelo CAP-4A era a versão de instrução com 777 unidades produzidas. As outras duas versões eram o CAP-4B, capaz de transportar uma maca (somente dois protótipos produzidos), e o CAP-4C "Paulistinha Rádio" para regulagem de tiro de artilharia (um protótipo construído).

Além das suas boas qualidades aeronáuticas, o sucesso comercial do Paulistinha deveu-se também à Campanha Nacional de Aviação, um movimento criado em 1941 para levantar recursos para a compra de aeronaves de instrução de fabricação nacional, visando sua distribuição aos diversos aeroclubes do Brasil.
O Paulistinha era robusto, de pilotagem simples e manutenção fácil. Por ser de construção simples, a CAP chegou a fabricar um Paulistinha por dia em 1943, no auge de sua fabricação, que encerrou em 1948. Com exceção dos motores, que vinham dos EUA, praticamente todos os demais itens eram de fabricação nacional.

Em 1955 a Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva adquiriu os direitos de fabricação do Paulistinha, bem como alguns gabaritos e todas as plantas do modelo CAP-4. O projeto foi ligeiramente modificado e rebatizado de Paulistinha 56. Mais de 240 exemplares foram fabricados nessa "segunda vida".

A Marinha do Brasil adquiriu apenas uma única aeronave para emprego geral e instrução em 1962. Não se conhecem maiores detalhes da aeronave, mas acredita-se que a mesma tenha sido uma das fabricadas pela Neiva da década de 1950. Passou para a FAB em 1965, onde não recebeu matrícula.
O esquema de cores e indicativos visuais mostrado acima baseia-se no padrão adotado pela MB no início da década de 1960 para aeronaves de instrução.
A FAB usou 20 aeronaves Neiva 56C Paulistinha para reconhecimento e observação com a designação L-6 e O-6 e foram utilizadas no período de 1959 até 1974.

E s p e c i f i c a ç õ e s
Origem: Brasil (Companhia Aeronáutica Paulista)

Dimensões:
Comprimento: 6,71 m; Envergadura: 10,67 m; Altura: 2,10 m; Superfície Alar: 17,00 m².

Pesos:
Vazio: 320 kg; Máximo na decolagem: 535 kg.

Motores: um motor ContinentalA-65-8 de 4 cilindros em linha, desenvolvendo 65 HP, refrigerado a ar.

Desempenho:
Velocidade máxima: 160 km/h; Razão inicial de subida: 240 m/min; Teto de serviço: 3.800 m; Autonomia: 4 h.

Tripulação: dois tripulantes em tandem

Fonte: Café Modelismo

Saiba mais: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA em 2/5/10, 3/5/10, 23/5/10, 4/7/10.

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quarta-feira, 1 de abril de 2026

Sentando a Pua!

Mantendo viva a chama dos nossos veteranos
Confira mais um vídeo produzido pelo Luis Gabriel, que, desde 2000, com o Sentando a Pua!, segue preservando e difundindo a história do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Veja como ele resume a sua missão, gerando sempre excelente conteúdo que o blog do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação - tem a satisfação de compartilhar:

"A chama que não se apaga!"
O que faz o grito de "Senta a Púa!" continuar ecoando nos hangares e corações brasileiros mesmo após 80 anos?
Em 2026, nossa missão é mais do que contar história: é garantir que o legado de bravura, técnica e sacrifício do 1º Grupo de Aviação de Caça permaneça como bússola para as novas gerações.

Parabéns, Luis Gabriel!
Senta a Púa!


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segunda-feira, 30 de março de 2026

Biblioteca NINJA

O Amigo Alemão
O Amigo Alemão” é um livro com uma história real e emocionante desenvolvida a partir do encontro fortuito de um caça Bf-109 alemão com um bombardeiro B-17 americano, durante as batalhas aéreas da Segunda Guerra Mundial. Um inusitado ato de nobreza entre pilotos inimigos de guerra, no dia 20 de dezembro de 1943, resultaria num paradoxal fraterno encontro dos pilotos, 47 anos depois. Tudo porque um B-17, pilotado por Charlie Brown, totalmente destroçado, sem partes importantes da aeronave, e que racionalmente não poderia mais estar voando, foi escoltado por um caça inimigo para fora do espaço aéreo da Alemanha, porque Franz Stigler, ás da Luftwaffe, a força aérea alemã, já considerava o material fora de combate e resolveu poupar a vida dos indefesos tripulantes. O livro mostra a vida antes da guerra de cada um dos protagonistas, as suas ações durante o conflito, o que se passou com cada um após a capitulação da Alemanha e o encontro, em 1990, que os aproximou como amigos, quando puderam contar o episódio.

Um presente ao NINJA
No dia 24 de março de 2018, o piloto de provas (Prova 06) e piloto de caça (Jaguar 17) na Força Aérea Brasileira, comandante Luiz Carlos Rodrigues, fez uma palestra aos meninos e meninas do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA, em Ubatuba (SP), sobre o tema “Aviação: Serve para quê?”. Após o evento, presenteou o Núcleo de Aviação com um exemplar de “O Amigo Alemão”, o qual passa a ser leitura entre alunos e voluntários instrutores do NINJA. Na dedicatória, o piloto do supersônico Mirage e de tantos outros aviões, como os fabricados pela Embraer, diz aos alunos: “Aos Ninjas, uma homenagem do comandante Rodrigues àqueles que serão felizes ao construírem o seu próprio futuro. – Não vales pelo que és, mas pelo que fazes por sê-lo. Ubatuba, 24 de março de 2018. Luiz Carlos Rodrigues, Prova 06.

O livro:
O Amigo Alemão
Autores: Adam Makos com Larry Alexander
407 páginas
Editora Geração

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domingo, 29 de março de 2026

Especial de Domingo

Mais uma vez, publicamos o excelente conteúdo de "Vencendo o Azul: A história da indústria e tecnologia aeronáuticas no Brasil”, obra do historiador João Alexandre Viégas.
Boa leitura.
Bom domingo!

A FÁBRICA DE LAGOA SANTA
O surgimento da Fábrica de Lagoa Santa, que teve origem nos primeiros anos do Governo Vargas, tem como pano de fundo a própria evolução da Segunda Guerra Mundial.

Em 1935, uma comissão nomeada pelo Ministro da Viação e Obras Públicas e composta por representantes do Exército, Marinha e Aviação Civil, estudava a localização de uma fábrica de aviões militares.

Vargas recebeu a visita do projetista René Couzinet, que passava pelo Rio de Janeiro em fevereiro de 1933 em seu avião denominado Arc-en-ciel, um aparelho de 15 toneladas para transporte de passageiros, que acabara de estabelecer uma rota comercial atravessando o Atlântico Sul. Vargas convidou Couzinet para dirigir a implantação de uma fábrica de aviões no país. Em setembro do ano seguinte, Couzinet voltava ao Rio de Janeiro e, em novo encontro com Vargas, foi mais uma vez convidado a vir para o Brasil. Em fevereiro de 1935, Couzinet estava no país para uma temporada mais longa, participando, a convite de Getúlio, de uma comissão nomeada para estudar a localização da fábrica.

O representante da Marinha, Vitor Carvalho e Silva, defendia a instalação da fábrica em Lagoa Santa, a 50 quilômetros de Belo Horizonte, uma região despovoada e sem nenhuma facilidade de acesso. Silva argumentava que o raio de ação dos aviões tornava uma fábrica instalada próximo ao litoral num alvo fácil para a ação de bombardeio de um país inimigo e que, por essa razão, a fábrica de aviões deveria ser implantada precisamente numa região isolada, distante do mar.


Aeronave T6, fabricada no Brasil pela Fábrica de Lagoa Santa, sob licença da empresa North American. Foram encomendados 81 aparelhos, dos quais 61 seriam simplesmente montados no país. Os 20 restantes seriam efetivamente fabricados em Lagoa Santa, com índices crescentes de nacionalização. O T6 era um avião metálico de treinamento avançado.

As razões militares prevaleceram sobre quaisquer outras considerações de natureza econômica e técnica e o Governo resolveu produzir aeronaves militares numa região distante cerca de cinquenta quilômetros de Belo Horizonte, onde não poderia contar com mão-de-obra qualificada, e onde hoje localiza-se o aeroporto de Confins. Engenheiros e operários especializados teriam de vir de outros estados e toda a infra-estrutura industrial e urbana teria de ser realizada, elevando sensivelmente os custos do projeto.

Em 1936 era publicado um edital de concorrência para a instalação e exploração de uma fábrica de aviões militares. O Governo oferecia encomendas mínimas no valor de 15 mil contos anuais em aviões, hidroaviões e peças sobressalentes. O edital previa um prazo contratual de 15 anos e uma margem de lucro de 15% ao ano. A empresa interessada teria de contar com controle nacional do capital e a mão-de-obra brasileira na fábrica teria de atingir uma proporção de 85% do total de funcionários em quatro anos. A fábrica teria ainda de contar com capacidade instada para produzir 100 toneladas de aeronaves no primeiro ano, 140 no segundo e 200 no terceiro ano de fabricação. Um grupo de empresários, apoiando-se em Couzinet como liderança técnica, constituiu a empresa denominada Construção Aeronáutica S.A., e, à falta de outra interessada, a concorrência foi adjudicada a ela.

A concorrência foi, contudo, anulada em 1938 diante da notícia de suposto interesse por parte de empresas italianas e alemãs. Mas nenhuma delas se apresentou e, em 1939, com o início da Segunda Guerra Mundial, Vargas determinou que a concorrência fosse entregue à única empresa interessada que, de resto, contava com a participação de Couzinet, mais de uma vez convidado pelo próprio Presidente para dirigir o projeto. Finalmente, em abril de 1940, era celebrado o contrato definitivo.

O modelo industrial adotado não previa o projeto de aeronaves, mas sim a fabricação sob a licença de aparelhos norte americanos. Em 1939, a França lutava com a Alemanha, e Couzinet havia retornado à Europa. Depois da capitulação francesa, Vargas enviou instruções ao Embaixador Souza Dantas para que conseguisse do governo colaboracionista de Vichi a volta de Couzinet ao Brasil.

A fábrica teria suas atividades iniciadas com a fabricação, sob licença, do aparelho North American Texan 6. O T6, como ficou conhecido, é um avião de dois lugares, de 2,4 toneladas dotado de um motor Pratt & Withney de 550 cavalos, e era empregado em missões de treinamento de pilotos militares, patrulhamento do litoral, além de outros usos. Nesse momento, o projeto das obras civis da fábrica estava pronto e as edificações tiveram início. A Fábrica de Lagoa Santa começava a sair do papel.


Aeronaves T6 no pátio da Fábrica de Lagoa Santa

Mas em 1941 os Estados Unidos entravam na guerra e o envio de materiais para instalação de uma fabrica de aviões passava a se constituir em assunto de Governo, além de, naturalmente, estar sujeito às prioridades do esforço de guerra. Por essa razão, Vargas participava pessoalmente dos entendimentos que levaram à construção da fábrica. Em junho de 1943, ele enviou um telegrama ao embaixador brasileiro em Washington, recomendando “insistir pelo fornecimento de matéria-prima para a Fábrica de Lagoa Santa, bem como as máquinas indispensáveis para sua completa instalação”.

Apesar do interesse pessoal do Presidente da República, o projeto evoluía muito lentamente. Em junho de 1943, Vargas determinou ao Ministro da Aeronáutica, Salgado Filho, que a Fábrica de Lagoa Santa tivesse prioridade sobre qualquer outra iniciativa de fabricação de aviões no país. Em janeiro de 1944, Getúlio telegrafa novamente ao Embaixador Carlos Martins Pereira e Souza, recomendando pressionar o governo norte-americano para por fim a procedimentos protelatórios da empresa North American. De fato, segundo os contratos firmados, o envio de partes e peças para montagem no país do avião T6 D estava previsto para setembro de 1943, e o próprio Carlos Martins informava que somente em março de 1944 a remessa chegaria ao Brasil, e mesmo assim apenas aviões semi-prontos.


Montagem de aeronaves T6 em Lagoa Santa

A North American parecia não ter nenhum interesse no acordo com o Brasil. De 1942 a 1945, a FAB recebeu dos EUA 125 aparelhos T6 inteiramente acabados. A empresa norte-americana fabricou mais de 15 mil dessas aeronaves, a maioria durante os anos de guerra. Não teria, portanto, nenhuma dificuldade em fornecer os kits de menos de uma centena de aviões, mas parecia preferir vender aeronaves prontas.

O cronograma acertado com a empresa norte-americana previa a construção de 81 aparelhos no Brasil, sendo que os primeiros 61 a partir de kits integralmente importados dos Estados Unidos, e os últimos 20 aparelhos com algum índice de nacionalização.

A primeira fase das obras civis da fábrica foi concluídas em 1943, mas não havia máquinas, nem produção. O Governo constituiu então uma comissão coordenada por Raymundo Vasconcelos Aboim para examinar o problema. As condições da comissão indicavam a necessidade de mudança no controle do capital da empresa. Dessa forma, o grupo Pignatari, de São Paulo, assumiu o comando da Fábrica de Lagoa Santa.
 
Pignatari já tinha alguma experiência com a fabricação de aviões. Junto à Laminação Nacional de Metais, de sua propriedade, funcionava a Companhia Aeronáutica Paulista, responsável pela produção dos famosos Paulistinhas.

A CAP dava prejuízo, apesar de o Paulistinha representar um sucesso de vendas. Ainda assim Pignatari resolveu assumir o risco inerente à Lagoa Santa. O local era distante, o que elevava sensivelmente os custos de produção. O modelo industrial adotado era baseado numa difícil importação de partes e peças dos Estados Unidos. Não havia mão-de-obra qualificada próxima do local da fábrica, o que tornava onerosas as despesas com pessoal. A empresa se resumia então a dois galpões industriais. Não havia água, nem disponibilidade de eletricidade, embora, nos termos do contrato, o Governo se obrigasse a suprir a região da energia necessária. Esse conjunto de carências obrigou a empresa a realizar investimentos em geradores de eletricidade, saneamento básico, construção de casas e outras obras de infra-estrutura industrial e urbana.


Funcionários da Fábrica de Lagoa Santa

Todo esse conjunto de dificuldade retardou a conclusão do projeto, que só iniciou sua produção finda a guerra, em 1946, embora o grupo que estudara sua localização tivesse sido criado mais de 10 anos antes. Finalmente, depois de uma série de desencontros com o empresário paulista, o Governo resolveu encampar a empresa, transformando-a em parque de manutenção da Força Aérea.

Até 1951, continuaram sendo montados os aviões T6, e nessa data encerraram-se definitivamente as atividades industriais de Lagoa Santa.

O modelo industrial adotado, que tornou o projeto completamente dependente de infindáveis negociações com os americanos, a incerteza e a descontinuidade no suprimento de insumos, partes e peças para fabricação, a localização, tudo conspirou para o fracasso da Fábrica de Lagoa Santa, apesar do interesse pessoal do Presidente da República e apesar de Lagoa Santa constar da própria agenda de negociações entre Brasil e Estados Unidos, nos marcos de nossas relações diplomáticas, militares e econômicas com aquele país durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

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sexta-feira, 27 de março de 2026

MUSAL

Está aberta a reserva gratuita de ingressos para o MUSAL Airshow, o grande evento do Museu Aeroespacial
O Museu Aeroespacial (MUSAL), da Força Aérea Brasileira (FAB), localizado no Rio de Janeiro, já abriu a reserva gratuita de ingressos para seu mais aguardado evento do ano, o grande MUSAL AIRSHOW, que acontecerá nos dias 16 e 17 de maio. Embora a entrada seja gratuita, existe a necessidade de controle do número de pessoas nas dependências do evento, portanto, só poderá entrar quem reservar o seu ingresso e apresentá-lo na entrada. O MUSAL AIRSHOW é reconhecido por reunir milhares de visitantes, oferecendo não apenas apresentações aéreas (civis e militares), mas também exposições históricas e atividades socioeducativas, interativas e de utilidade pública. É um espetáculo que conecta o público à história da aviação brasileira e navega pela cultura aeronáutica do Brasil. É um programa ideal para famílias, apaixonados por aviação e para quem deseja viver um final de semana de aprendizado e emoção. Retire seu ingresso gratuitamente, mas não esqueça que o ingresso somente é válido para o dia marcado nele. Adicionalmente, a organização incentiva a solidariedade, convidando os participantes a doarem 1 kg de alimento não perecível. Para acessar a página de reserva de ingressos, no Sympla, clique aqui.

Fonte: AEROIN, Por Murilo Basseto

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Cursos MIS - SP

Jornada do Pequeno Príncipe

Curso online
Dias 08, 13, 15, 22, 27 e 29 de abril, segundas e quartas das 19h às 21h

O Pequeno Príncipe”, quinta obra do francês Antoine de Saint-Exupéry, lançada em 1943 e traduzida para mais de 500 línguas, se diferencia de suas obras anteriores por se dirigir às crianças, com ilustrações do próprio autor e podendo ser interpretada como síntese de seu pensamento. O curso parte do texto e das ilustrações do escritor para convidar a uma releitura que considera elementos menos estudados. Esse estudo é proposto à luz da biografia do autor, já que ele mesmo afirmou que só era capaz de escrever sobre o que realmente viveu.

Aula 1 - A obra universal
Apresentação do tema central de “O Pequeno Príncipe”. Biografia do autor e apresentação de suas demais obras. A carreira de aviador. 

Aula 2 - O mundo invisível
Capítulos iniciais do livro são dedicados à apresentação do tema – em todos eles, desenvolve-se a questão do “essencial invisível”. A questão da dedicatória, da imaginação e da infância, das aparências enganosas e do mal invisível.

Aula 3 - A jornada do pequeno herói
A construção do personagem à maneira da jornada de um herói: ruptura (a questão da rosa); viagem iniciática; provações (os seis planetas visitados); o sétimo planeta.

Aula 4 - O aprendizado
A chegada à Terra, o eco, a “florzinha de nada” e o encontro com a serpente. O jardim de rosas e o encontro definitivo com a raposa (o papel da raposa na literatura e seu símbolo na obra).

Aula 5 - A recompensa
O encontro consigo mesmo e o “tesouro” que dá sentido à vida. O último encontro com o piloto e as duas pontas da vida. A busca pela purificação – o papel da água.

Aula 6 - O legado
A desmaterialização do corpo. A partida do Pequeno Príncipe, a ressignificação do essencial e a trajetória da luz. O legado de uma obra universal, as traduções e as multiplicações.

Sobre a professora Mônica Cristina Corrêa
Mônica Cristina Corrêa é uma das maiores especialistas na obra de Saint-Exupéry. É graduada em Letras (francês, português e italiano) pela Universidade de São Paulo (USP), mestra em Língua e Literatura Francesa, doutora em Língua e Literatura Francesa, com pós-doutorado em Literatura Comparada (Brasil-França), também pela USP. Por suas traduções de autores franceses clássicos, recebeu bolsas de incentivo do governo francês e pesquisou na França. Entre 2015 e 2020, traduziu seis obras de Antoine de Saint-Exupéry para a Editora Companhia das Letras. É oficial da Ordem Nacional do Mérito da França desde 2025 por seu trabalho em prol da cultura francesa no Brasil.

Saiba mais: Cursos MIS-SP 

Curso online: Jornada do Pequeno Príncipe

Valor: R$ 200

Local: As aulas acontecem online, ao vivo (pelo Zoom)

Público: indicado para maiores de 16 anos

Comprar: Megapass

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Datas Especiais

25 de março:
Dia do Especialista de Aeronáutica
Neste 25 de março comemora-se, no âmbito da Força Aérea Brasileira, o Dia do Especialista de Aeronáutica. A comemoração refere-se ao dia da criação da Escola de Especialistas de Aeronáutica, em 1941, atualmente sediada em Guaratinguetá (SP).

Disciplina, amor e coragem
Com o lema disciplina, amor e coragem, a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) já formou mais de 70.000 militares, os Especialistas da Aeronáutica. O que fazem estes profissionais? Qual a sua importância para a Força Aérea?
Fundada em 1941, na antiga Escola de Aviação Naval, na Ponta do Galeão (RJ), a Escola de Especialistas inicialmente oferecia os cursos para o pessoal técnico de voo, necessidade premente para a época. A Aeronáutica acabava de ser criada e precisava de uma equipe de profissionais especializados. Em 1950, a Escola de Especialistas foi transferida para Guaratinguetá (SP).

O Berço dos Especialistas
Conhecida como o “Berço dos Especialistas”, a Escola de Especialista de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP), criada em 1950, é o maior complexo de ensino técnico-militar da América do Sul e tem por finalidade a formação e o aperfeiçoamento de Graduados da Aeronáutica, oferecendo muitas especialidades e diferentes áreas profissionais para o cumprimento da missão da Força Aérea Brasileira (FAB).
O dia 25 de março é dedicado aos Especialistas de Aeronáutica. É uma forma de reconhecer o trabalho dos profissionais responsáveis por diversas atividades de caráter geral e especializado, sem as quais seria impossível atingir a atividade-fim da Força Aérea Brasileira: voar e fazer voar. 

Ingresso
Existem duas formas de ingresso: o Curso de Formação de Sargentos (CFS), que dura dois anos, direcionado para o candidato com ensino médio completo; para quem já concluiu o curso técnico, a opção é o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargentos (EAGS), que dura cerca de um ano. A escola oferece muitas opções de formação profissional nas mais diversas áreas.

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segunda-feira, 23 de março de 2026

ITA

Alunos e professores visitaram as obras da unidade do ITA em Fortaleza
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) realizou, no dia 12 de março de 2026, uma visita de alunos de graduação, professores e representantes de entidades parceiras às obras do novo campus no Ceará, que está sendo construído na Base Aérea de Fortaleza (BAFZ). Empresas dos setores de Energia e Sistemas, áreas dos novos cursos a serem oferecidos no local, também conversaram com os estudantes sobre o mercado de trabalho. Cerca de 180 alunos viajaram de São José dos Campos (SP), sede do ITA, para a capital cearense, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

Unidade Fortaleza
O Reitor do Instituto, Professor Doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, destacou que a expansão para Fortaleza representa um marco na trajetória do ITA e amplia a contribuição da instituição para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. “O campus de Fortaleza simboliza a capacidade do ITA de se renovar sem renunciar à sua essência: formar profissionais de excelência para servir ao desenvolvimento científico, tecnológico e estratégico do Brasil”, afirmou. O grupo foi recebido pelo Diretor do Núcleo do ITA em Fortaleza e Comandante da BAFZ, Coronel Aviador Tony Gleydson Barbosa Costa, que falou aos estudantes sobre a importância da expansão do Instituto e o protagonismo dos alunos em um momento histórico para o progresso nacional. “A implantação do ITA em Fortaleza é um marco para a educação, para a Força Aérea e para o desenvolvimento do Brasil. Os alunos que acompanham esse processo hoje são testemunhas e protagonistas dessa transformação”, afirmou.

Fonte: FAB

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