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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Indústria Aeronáutica

Alaska Airlines terá mais 17 jatos Embraer 175
A Embraer anunciou, dia 12 de maio de 2021, ter vendido 17 aviões E175 para serem operados pela Alaska Airlines. Foram duas negociações: 9 jatos para o Grupo Akaska Air e sua subsidiária Horizon Air e 8 aparelhos para a Skywest. As aeronaves E175 voarão exclusivamente com a Alaska Airlines, sob um acordo de compra de capacidade (CPA-Capacity Purchase Agreement, em inglês).

62 jatos
A Alaska Airlines, um membro novo da Oneworld Alliance, tem atualmente 62 jatos Embraer E175 em sua frota, operada pelas companhias Horizon Air e SkyWest Airlines. As aeronaves de 76 assentos serão entregues com a pintura da Alaska Airlines e configuração de três classes de serviço, a partir de 2022.

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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Indústria Aeronáutica

Embraer vende Praetor 600 para inspeção em voo na Coreia do Sul
Depois do sucesso do emprego da aeronave Legacy 500 como plataforma de aferição de sistemas de apoio à navegação aérea, pelo Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), da Força Aérea Brasileira (FAB), a Embraer assinou, dia 11 de maio de 2021, um contrato com a Aerodata AG, da Alemanha, para a venda de um jato Praetor 600 a ser convertido em um aeronave de inspeção em voo, para cumprimento de uma variedade de diferentes missões na Coreia do Sul. A entrega da aeronave à Aerodata está prevista para 2022, quando será aplicada a instalação dos sistemas e equipamentos preparados à execução das missões. A aeronave Praetor 600 de última geração cumpre totalmente com os requisitos de alto nível do operador final e está preparada para a instalação do mais moderno sistema de navegação em voo da Aerodata, o AeroFIS®. Após a modificação, o avião será entregue e operado pelo Ministério de Terra, Infraestrutura e Transporte, Escritório Regional de Aviação de Seul, Centro de Inspeção em Voo na Coreia do Sul, que conduziu a licitação internacional para a aquisição e será o usuário final.

Suporte
O contrato com a Aerodata também inclui treinamento para pilotos e mecânicos e um pacote de suporte inicial para o usuário final na Coreia do Sul. A aeronave será equipada pela Embraer com alguns opcionais, tais como monitores Head-Up (HUD), sistemas de comunicação de última geração, capacidade de operação sem papel e recursos adicionais de interior. Quando estiver totalmente configurada como aeronave laboratório, o Praetor 600 será uma plataforma de última geração capaz de realizar ampla gama de tarefas de inspeção em voo nos modos de pesquisa, vigilância, inspeções especiais e periódicas, validação de procedimentos e verificações do funcionamento do sistema ADS-B.

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quarta-feira, 12 de maio de 2021

Meteorologia

FAB testa primeira estação automática para meteorologia de altitude
A Força Aérea Brasileira (FAB) por meio da Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (Ciscea) concluiu a fase de testes da 1ª Estação Meteorológica de Altitude Automática (EMA-A) no Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Uruguaiana (RS). Foi realizada a substituição da estação convencional por uma automática, a primeira do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro e da América Latina. Isso permite a otimização do efetivo de meteorologistas e uma maior disponibilidade de informações para a previsão e vigilância.

Coleta de Dados
Conforme o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), as estações automáticas destinam-se a coletar e processar os dados, especialmente de temperatura, umidade e pressão, desse a superfície até níveis superiores da atmosfera, utilizando-se de sinais enviados por radiossonda lançada e acoplada a balão meteorológico. Os valores de direção e velocidade do vento são calculados a partir do posicionamento dos balões. Estes são automaticamente lançados duas vezes por dia e podem atingir altura de 10 a 15 mil metros e se deslocar até 300 quilômetros. Segundo o Decea, a implantação de estações automáticas possibilita a manutenção da prestação do Serviço de Meteorologia Aeronáutica, reduzindo a logística e a necessidade de fixação dos recursos humanos em locais remotos.

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terça-feira, 11 de maio de 2021

Aviação Agrícola

Venda do avião Ipanema em 2021 já é 48% maior que a comercialização em 2020
A divisão de aviação agrícola da Embraer atingiu a marca de 37 aviões Ipanema vendidos até o final do mês de abril de 2021. Isto representa um aumento de 48% em relação às 25 aeronaves comercializadas em todo o ano de 2020. A alta acompanha a tendência de crescimento no setor. Cerca de 90% das aeronaves encomendadas têm como prazo as entregas previstas para o segundo semestre de 2021. Com quase 1.500 unidades produzidas ao longo de cinco décadas, o Ipanema ocupa a liderança do segmento com 60% de participação no mercado nacional.

Agricultura de precisão
Com o desempenho favorável da agricultura brasileira e as inovações tecnológicas incorporadas na nova versão, o Ipanema tem sido um dos principais destaques da agricultura de precisão por combinar alta tecnologia e tradição de um produto que evolui continuamente para atender aos requisitos de alta produtividade e baixo custo operacional.

Movido a etanol
O Ipanema 203, o modelo mais atual da série, é movido com etanol e conta com aprimoramentos que aumentam a robustez e diminuem despesas com manutenção ao longo dos anos.

Fonte: Embraer

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segunda-feira, 10 de maio de 2021

Indústria Aeronáutica

A francesa Dassault lança o jato Falcon 10X
A aeronave Falcon10X anunciada pela Dassault, dia 6 de maio de 2021, tem a capacidade de voar direto 7.500 milhas náuticas (13.890 Km de alcance) ou cerca de 15 horas de autonomia.

Programado para operar a partir de 2025, o avião maximiza níveis de conforto. As poltronas dos pilotos reclinam 90 graus, ou seja, se transformam numa cama dentro da cabine. Os dois motores são comandados por uma só manete. A cabine de passageiros tende a ser a mais confortável entre todos os jatos executivos.

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domingo, 9 de maio de 2021

Especial de Domingo

Hoje, Dia das Mães, um texto especial que voltamos a publicar.
Boa leitura e bom domingo!
Abraços para todas as mamães!

Mãe de piloto
Juro que não queria ter um filho piloto.
 
Tantas profissões legais, onde as pessoas vivem com o pé na terra, voltam para casa quando termina o expediente lá pelo entardecer, até conseguem pegar um cineminha depois do jantar, descansam nos fins de semana – ou ficam exaustos quando têm filhos pequenos – vão a todos os jantares de aniversário da família...
 
E meu filho cismou de ser piloto! 
 
Acho até que está no DNA do moço. Afinal, nunca tivemos contato com profissionais da aviação que pudessem influenciá-lo para esta carreira ‘tão perigosa e cheia de riscos’.
 
É.
 
Está no sangue.
 
E estava no sangue quando ele, já aos 12 anos, colecionava tudo sobre aviões, desde guardanapos, saleiros e tickets com os logos das diversas companhias que desembarcavam por aqui e até miniaturas de aviões que ele dependurava no teto.
 
Fora os quadros e posters que enchiam as paredes do seu quarto.
 
Na época, não me preocupei com aquela ideia fixa.
 
Vai que ele se imaginava com um quepe na cabeça e com aqueles uniformes cheios de galões dourados (cujo nome certo é divisas, hoje eu sei) enfrentando tempestades e turbulências. 
 
Que herói!
 
Crianças são mesmo fantasiosas e, quando crescem, aposentam os sonhos e entram na real.
 
Meu filho, certamente, estudaria para ser engenheiro ou advogado ou médico, ideais de toda mãe naqueles anos.
 
Teria uma profissão com o pé na terra.
 
Doce engano.
 
Depois de uma curtíssima fase ligado em cavalos e equitação (ai meu Deus, de piloto para jockey... sei lá), meu filho voltou a dizer – e agora com mais determinação – que gostava mesmo era da aviação.
 
E se estava no sangue, o remédio era apoiá-lo.
 
Nada de ver perigo em cada voo, nada de considerar cada aeronave uma arma mortífera e cada ventinho um inimigo cruel.
 
Até que me tornei aquela mãe legal.
 
Como ele não tinha idade para dirigir, eu levava meu filho ao Campo de Marte para as aulas teóricas e práticas e sempre que podia dava um dinheiro para uma hora de voo; um passo a mais em direção ao seu sonho.
 
Enfrentei com galhardia as saudades quando ele foi estudar na EVAER em Porto Alegre, sabendo que era mais um filho saindo de casa para a vida.
 
Ficava feliz cada vez que ele passava de um estágio para outro em seu trabalho.
 
Copiloto, piloto, comandante, ponte aérea, voos para todo o Brasil, voos para a Europa...
 
Quando a Varig começou a entrar em colapso, fiquei angustiada vendo a preocupação e ansiedade em seu olhar, em seu dia a dia.
 
Não é que me angustiei a toa?
 
Meu piloto seguiu em frente, partiu para uma nova companhia e continuou voando.
 
Estava no sangue.
 
Hoje, sou uma orgulhosa mãe de um piloto e, como minha nora é comissária de bordo e também vive no ar, tenho até uma escala para ajudar com os netos: fico de plantão, de sobreaviso e passo noites fora da minha casa.
 
Tenho o privilégio de um convívio muito próximo com os netos, a possibilidade de viagens com meu filho e tenho o sentimento raro de saber que ele faz – e faz bem – o que ele sempre quis fazer na vida: 
 
Voar.

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sábado, 8 de maio de 2021

Heróis Brasileiros

O Dia da Vitória em 08 de maio de 1945
A propósito da vitória dos países aliados na Segunda Guerra Mundial, o ministro da Defesa e os comandantes militares, para este dia 8 de maio de 2021, divulgaram uma mensagem exortando os feitos da Força Aérea, do Exército e da Marinha do Brasil naqueles tempos.

Mensagem pelo Dia da Vitória
No dia 08 de maio de 1945, o mundo comemorou a rendição incondicional das forças inimigas do Eixo e o término da Segunda Guerra Mundial no continente europeu. Anualmente, nessa data, celebramos o Dia da Vitória, representando o marco final do amplo esforço aliado na defesa dos ideais democráticos. O conflito foi uma reação do mundo contra os ideais totalitários do nazi-fascismo. No início, o Brasil manteve-se neutro até que navios mercantes foram afundados na costa brasileira. A liderança nacional da época, com coragem moral e sentimento patriótico, conduziu nossa adesão às forças aliadas, com a declaração de guerra ao Eixo. Os esforços de mobilização nacional contrariaram aqueles que, duvidando de nossa capacidade e determinação, diziam: “é mais fácil uma cobra fumar que o Brasil entrar na guerra”.

Combatentes brasileiros
A Força Expedicionária Brasileira (FEB) foi mobilizada, com cerca de 25.000 soldados.
A Marinha do Brasil defendeu o nosso amplo litoral, protegendo a navegação e escoltando comboios, e tomando parte no conjunto de ações que ficaram conhecidas como “Batalha do Atlântico”.
A Força Aérea realizou patrulhamento aéreo no litoral brasileiro e destacou-se nos céus europeus com o “Senta a Púa”. Ao cruzar o Atlântico para cumprir sua missão no Teatro de Operações Europeu, a FEB desafiou os perigos e escreveu uma história de sacrifício.
Nossos marinheiros, soldados e aviadores, em uma ação conjunta, lutaram com bravura e venceram um inimigo bem preparado e determinado, em terreno adverso, enfrentando as restrições impostas pelo rigor do inverno europeu.
O conflito cobrou um alto custo do Brasil: 3 navios de guerra foram perdidos e 33 navios foram atacados, causando mais de 1450 mortes no mar; 22 aviões abatidos e cerca de 500 brasileiros tombaram em combate na Europa.

Democracia, justiça e liberdade
Hoje retratamos a vitória dos valores da democracia, da justiça e da liberdade. A história se sucede de fatos e de ensinamentos. A “cobra fumou” e, se necessário, fumará novamente. Após anos de história, a nossa Marinha, o nosso Exército e a nossa Força Aérea se modernizaram e desenvolveram doutrina própria. As Forças Armadas brasileiras continuam focadas em suas missões constitucionais para superar os desafios de hoje e do futuro. Realizamos ações no Brasil e no mundo, em defesa da nossa sociedade, em apoio ao desenvolvimento nacional, em atenção ao nosso povo, do qual somos parte indissolúvel, e em apoio a irmãos de outros países, que sofrem por falta de liberdade e necessitam de atenção humanitária. Ao deixar nosso rincão, nossos militares diziam: “Por mais terras que eu percorra, não permita Deus que eu morra sem que volte para lá, sem que leve por divisa esse ‘V’ que simboliza a vitória que virá”. Após muita luta e sacrifício, a vitória foi conquistada. Hoje, prestamos culto de respeito, reconhecimento e gratidão, venerando a memória dos heróis que doaram suas vidas a serviço do País e legaram para as gerações futuras um inestimável exemplo de valores e virtudes. Não há bem mais importante ou patrimônio material que equivalha à nossa liberdade, à nossa soberania, aos nossos valores patrióticos e à fé em nossa democracia.
Viva o Dia da Vitória!

Walter Souza Braga Netto - Ministro de Estado da Defesa
Almirante de Esquadra Almir Garnier Santos - Comandante da Marinha do Brasil
General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira - Comandante do Exército Brasileiro
Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior - Comandante da Força Aérea Brasileira.

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sexta-feira, 7 de maio de 2021

Tráfego Aéreo

Guarulhos tem novo Sistema de Pouso por Instrumentos
A Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA) finalizou com sucesso a substituição de todos os Sistemas de Pouso por Instrumentos (ILS, do inglês Instrument Landing System) do Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU Airport), em Guarulhos (SP). O Sistema de Aproximação por Instrumentos proporciona uma orientação eletrônica de direção e ângulo de descida ao avião que esteja na fase de aproximação final para uma determinada pista, importante principalmente em condições meteorológicas adversas. Dividido em dois Sistemas, um mostra a orientação lateral do avião em relação ao eixo da pista (Localizer - Localizador) e o outro mostra o ângulo de descida ou orientação vertical (Glide Slope - Ângulo de Planeio).

Substituições
As substituições, coordenadas pela Divisão Técnica da CISCEA, foram iniciadas em 2019 e contaram com o apoio do Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), do Subdepartamento de Operações (SDOP), do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), de representantes da empresa Thales, da INFRAERO e da concessionária do aeroporto GRU Airport, em um processo que envolveu a coordenação operacional de modo a minimizar o impacto nas operações aeroportuárias, além de treinamento específico para a equipe de manutenção. “Por uma questão de segurança e confiabilidade, todo auxílio à navegação aérea é submetido a uma série de testes técnicos antes de ser homologado e disponibilizado para a aviação geral”, explicou o Engenheiro Carlos Eduardo Moreira Ramos Schaefer, da Divisão Técnica da CISCEA.

Ponto decisão
O Aeroporto Internacional de São Paulo já contava com a operação ILS, Categorias I, II e III, para aproximações de precisão. A atualização dos equipamentos admitirá um incremento na segurança das operações de aproximação e pouso, tendo em vista que os novos equipamentos permitem que o ponto de decisão do piloto seja feito a 30 metros (100 pés) de altura e visibilidade horizontal sobre a pista de 175 metros. Para interferir o mínimo possível no cotidiano de operações do aeroporto mais movimentado do Brasil, os especialistas efetuaram uma análise do histórico de tráfego aéreo e da meteorologia da localidade, de forma a definir o período do ano com as melhores condições meteorológicas e o menor movimento de aeronaves para as substituições dos ILS, que ocorreram uma de cada vez. Além disso, os novos ILS, mais modernos, agregarão novas funcionalidades como a capacidade de supervisão técnica à distância, outrora inexistente, que possibilitarão às equipes de manutenção em terra o acompanhamento online do status operacional do equipamento, bem como a realização de ajustes dos seus parâmetros remotamente. 

Manutenções preventivas
Para o coordenador de Manutenção de Sistemas de Navegação Aérea da Infraero, Marcelo Citrangulo, a substituição dos ILS antigos facilita muito a revisão. “As manutenções preventivas também são feitas com menos intervenção física no equipamento, já que muitos sistemas estão informatizados e podem ser acessados pelo Sistema de Controle Remoto instalado no prédio da Torre de Controle. Os novos ILS com DME (Equipamento Medidor de Distância) possibilitaram também a desativação dos marcadores médio e externo, que são sítios que ficam a uma distância muito grande do aeroporto e que trazem frequentes problemas de manutenção e segurança local. Além disso, o equipamento novo, por possibilitar um ajuste via rede de computadores, facilita também a logística dos voos do GEIV, pois é possível fazer o voo de inspeção com menor número de técnicos presentes nos equipamentos”, afirma.

Único no Brasil
O Aeroporto Internacional de São Paulo é o único no Brasil que dispõe de um Sistema ILS CAT III, o qual, quando operando associado a um Sistema de Luzes de Aproximação (ALS), permite ao piloto da aeronave pousar sem enxergar a pista de pouso. Para o chefe da Divisão Técnica da CISCEA, Tenente-Coronel Engenheiro Gustavo Erivan Bezerra Lima, os ILS instalados pela CISCEA são Sistemas de última geração que utilizam o mais recente projeto de tecnologia de estado sólido com maior confiabilidade e estabilidade de sinal. "Estamos mantendo a regularidade da atualização e aprimoramento dos Sistemas de Auxílio à Navegação Aérea e restringindo ao máximo a possibilidade de inoperância por parte de algum equipamento”, afirmou. Para o Presidente da CISCEA, Major-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, o DECEA, por meio da CISCEA, está otimizando o fluxo aéreo, gerando maior economia de combustível para os usuários. “A substituição dos ILS por modelos mais modernos permite manter a confiabilidade e a segurança nas operações aéreas dos aeroportos, além da maior disponibilidade destes Sistemas nos pousos, devido à menor quantidade de intervenções nos equipamentos para manutenção”, disse.

Fotos: DT/CISCEA

Fonte: FAB, em 06/05/2021

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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Indústria Aeronáutica

Embraer firma contrato com a Breeze para suporte técnico
A Embraer divulgou, dia 4 de maio de 2021, ter assinado contrato de longo prazo com a Breeze Airways, dos Estados Unidos, para o Programa Pool de suporte que fornecerá uma variedade de componentes reparáveis ​​para a frota de jatos E190 e E195 da companhia aérea. O acordo inclui cobertura total de substituição de componentes e peças, assim como acesso a um estoque no centro de distribuição da Embraer, apoiando o início da operação da companhia aérea. “Estamos muito felizes em estender nossa parceria com a Embraer para incluir o Programa Pool, confirmando não apenas que teremos acesso imediato a um estoque de peças de forma mais eficiente, mas melhora muito nossa manutenção de aeronaves e confiabilidade de cronograma para nosso investimento inicial e permitir um gerenciamento mais eficiente de nosso estoque de produção", disse Amir Nasruddin, da Breeze Airways.

Fonte: Embraer

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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Indústria Aeronáutica

Embraer entrega 22 jatos no 1° trimestre de 2021
A Embraer anunciou, dia 27 de abril de 2021, ter entregue 22 jatos entre janeiro e março de 2021, sendo nove comerciais e 13 executivos, dos quais 10 leves e três grandes.

KLM e Air Peace
Durante o primeiro trimestre de 2021, a KLM Cityhopper, subsidiária regional da KLM Royal Dutch Airlines, recebeu seu primeiro jato E195-E2, por meio da empresa ICBC Aviation Leasing, elevando para 50 o número total de jatos da Embraer operando na frota KLM Cityhopper. No mesmo período, a Air Peace, a maior companhia aérea da Nigéria e do Oeste da África, recebeu seu primeiro jato E195-E2. A Air Peace se tornou assim a primeira cliente de E2 na África, sendo também a empresa lançadora global do design inovador premium de assentos escalonados da Embraer.

Praetor 500
Também no trimestre, a Embraer entregou a primeira conversão de um Legacy 450 em um jato Praetor 500 à AirSprint Private Aviation. A empresa canadense de propriedade compartilhada tem programada uma segunda conversão ainda em 2021, além da entrega de um novo Praetor 500. Com essas adições, a Airsprint terá três Praetor 500 na frota e um total de nove aeronaves da Embraer.

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terça-feira, 4 de maio de 2021

Espaço

Brasil seleciona empresas para operação no Centro Espacial
A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou, dia 28 de abril de 2021, o nome das empresas selecionadas para operação no Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. O evento ocorreu na Base Aérea de Brasília (BABR) e contou com a presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro; do MInistro da Defesa, Walter Souza Braga Netto; do Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Marcos Pontes; do Comandante do Exército Brasileiro, General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior. Doravante, o Brasil inicia as atividades espaciais não militares e torna-se a janela de acesso ao espaço no Hemisfério Sul. A escolha das empresas para iniciar a negociação contratual foi definida por meio de um processo de seleção com critérios estabelecidos em edital público.

FAB e AEB
O Ministro Marcos Pontes destacou que o Centro Espacial de Alcântara é uma parceria entre a Força Aérea Brasileira e a Agência Espacial Brasileira, autarquia vinculada ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações. “Desde 2019 até agora foram quatro satélites lançados no governo Bolsonaro e vêm outros pela frente, com o desenvolvimento nacional e com as parcerias internacionais”, disse.

Empresas selecionadas
Para operar no Sistema de Plataforma VLS (SISPLAT), foi classificada a empresa Hyperion; para a Plataforma Universal, área suborbital, a empresa selecionada foi a Orion AST; na área do Perfilador de Vento no Centro de Lançamento de Alcântara, a C6 Launch; e para atuar a partir de aeronaves com decolagem do aeroporto de Alcântara, a Virgin Orbit.

Janela para o espaço
O Centro Espacial de Alcântara consiste em um conjunto de bens e serviços utilizados para lançamento de veículos espaciais não militares em território nacional, proporcionando uma infraestrutura necessária para dar suporte às atividades específicas de empresas de lançamento. Em atendimento à exploração espacial, o CEA tem condições de prover o suporte logístico, integração e testes finais de carga útil, lançamento de objetos espaciais, previsão meteorológica, coleta de dados via telemetria, rastreio, sistema de comando e controle e demais tecnologias. Além disso, possui outras características favoráveis como: a proximidade do mar, a localização de aproximadamente 2º18’ a Sul do Equador, o que possibilita lançamentos em órbitas polares e equatoriais; baixa densidade demográfica; ausência de incidência de terremotos e furacões; baixa densidade de tráfego aéreo; e localidade ideal para lançamentos sob demanda.

Uso comercial e Acordo de salvaguardas
Em 2019, o Brasil e os Estados Unidos firmaram um Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST). Por meio desse acordo, o Brasil tem possibilidade de lançar foguetes e espaçonaves, nacionais ou estrangeiras, que contenham partes tecnológicas americanas. Em contrapartida, o Brasil garante a proteção da tecnologia contida nesses equipamentos. Os Acordos de Salvaguardas Tecnológicas (AST) são uma prática no mercado espacial, pois trata-se de uma garantia de proteção aos proprietários das tecnologias envolvidas e visam ao estabelecimento de um compromisso mútuo entre os países signatários, a fim de proteger suas tecnologias e patentes contra uso ou cópia não autorizados. Atualmente, aproximadamente 80% dos equipamentos espaciais do mundo possuem algum componente norte-americano. Por isso, o AST se mostra imprescindível para que o Centro Espacial de Alcântara entre no mercado global de lançamentos de cargas ao espaço. É do interesse do Brasil fomentar este tipo de atividade comercial, pois gerará recursos substanciais para o desenvolvimento do Programa Espacial Brasileiro, de Alcântara e do País.

Fonte: FAB

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segunda-feira, 3 de maio de 2021

Espaço

Astronautas voltam à Terra em nave da SpaceX
Na madrugada do dia 2 de maio de 2021, quatro astronautas, três americanos e um japonês, que estavam na Estação Espacial Internacional (ISS) voltaram à Terra após quase seis meses de missão científica, informou a Nasa. O pouso aconteceu na costa da Flórida, nos Estados Unidos, os quatro astronautas da missão da Space X e da Nasa, a agência espacial norte-americana.

160 dias no espaço
Depois de 160 dias no espaço, a tripulação deixou a Estação Espacial Internacional a bordo da cápsula Resilience, em um voo que durou aproximadamente seis horas e meia. Os astronautas norte-americanos foram os primeiros a participar de missão operacional, iniciada em novembro de 2020, de uma empresa privada, a SpaceX. A cápsula espacial também transportou congeladores científicos, com amostras de pesquisas realizadas em gravidade zero. Foi a primeira missão regular a regressar à Terra feita pela SpaceX. Barcos recuperaram a cápsula e seus tripulantes.

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domingo, 2 de maio de 2021

Especial de Domingo

No conteúdo de hoje, homenagens para Heróis Brasileiros promovidas por cidades italianas.
Nesta hora, vale refletir: o Brasil tem este zelo com nossa história?
Boa leitura.
Bom domingo!

Cidades italianas fazem cerimônias em honra aos feitos dos brasileiros na II Guerra Mundial
As Prefeituras das cidades italianas de Montese e Alessandria promoveram cerimônias em homenagem aos gloriosos feitos dos heróis brasileiros da FAB e da FEB A Prefeitura de Montese, localizada na região italiana da Emília-Romanha, promoveu, no dia 25 de abril de 2021, uma cerimônia em comemoração ao Dia da Libertação da Itália do julgo nazifascista e em homenagem aos feitos dos pracinhas brasileiros na reconquista da cidade, ocorrida em 14 de abril de 1945. Participaram do evento os Adidos Naval, do Exército e o de Defesa e Aeronáutico, Coronel Aviador André Luiz Alves Ferreira, além de autoridades locais. Também esteve presente o historiador Giovanni Sulla, natural de Montese e autor de livros como “Os heróis vindos do Brasil” e “Do Brasil a Montese”, bem como de documentários como “Fogo sobre a Montanha” e “A sutil linha brasileira”, produções que tratam, principalmente, da participação brasileira na II Guerra Mundial.

Retomada de Montese
Em virtude da pandemia, foram adotadas medidas restritivas consonantes com os protocolos italianos de contenção à COVID-19. O Prefeito de Montese, Matteo Deluca, em seu discurso, ressaltou que a retomada de Montese foi fundamental, pois caracterizou a ruptura da linha defensiva alemã, abrindo caminho para retomada da Itália e posterior vitória dos aliados. O Coronel André Luiz agradeceu a honraria. “Esta cerimônia é uma justa homenagem aos heróis brasileiros, em uma das mais sangrentas batalhas da história de nossas Forças Armadas, com mais de 400 baixas, dentre elas 84 mortos, e reforçou o papel da FAB em apoio às ações terrestres", salientou.

Primeiro Grupo de Aviação de Caça
Durante a II Guerra Mundial, o Primeiro Grupo de Aviação de Caça operou como unidade independente do 350th Fighter Group, apoiando as tropas aliadas com suas aeronaves P-47 Thunderbolt. A Unidade Aérea atuou, dentre outras, em missões de Ataque ao Solo contra as forças do Eixo, deixando-as sem suprimentos e contribuindo para a vitória dos combatentes da FEB.

Já a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO) empregou as aeronaves L-4H com o objetivo de fazer missões de Observação, Reconhecimento Aéreo e Regulagem de Tiro, permitindo o avanço de tropas em direção aos pontos exatos onde se concentravam as forças inimigas. O Grupo de Caça e a 1ª ELO atuaram decisivamente em apoio às batalhas de Monte Castelo, Montese, Belvedere, Vignolle, Montello, dentre outras.

Homenagem em Alexandria
A Prefeitura de Alexandria, localizada na região de Piemonte, também promoveu, no dia 25 de abril de 2021, uma cerimônia em comemoração ao Dia da Libertação da Itália. A Adidância de Defesa e Aeronáutico do Brasil na Itália, em virtude das restrições da pandemia, coordenou a colocação de uma coroa de flores em homenagem dos 76 anos de falecimento, em combate, do 1º Tenente Aviador Luiz Lopes Dornelles, piloto do 1º Grupo de Caça, ocorrido em 26 de abril de 1945. O Prefeito da cidade, Gianfranco Cuttica di Revigliasco, realizou o ato e expressou a eterna gratidão que o povo italiano tem com os bravos heróis brasileiros que lutaram pela democracia e liberdade.

História
A lápide onde foi colocada a coroa de flores está localizada na parede da Escola Liceu Científico Galileu Galilei, que fica a poucos metros de onde o P-47 Thunderbolt, pilotado pelo Tenente Dornelles, chocou-se, após ser atingido pela artilharia antiaérea inimiga, durante um ataque a um comboio de locomotivas carregadas de munições e armamentos alemães.

Fotos: Adidância Itália e arquivo

Fonte: FAB

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sábado, 1 de maio de 2021

Indústria Aeronáutica

Embraer assina acordos de manutenção para empresas aéreas
A Embraer anunciou, dia 28 de abril de 2021, que a CommutAir, operadora da United Express, selecionou a Embraer Aircraft Maintenance Services (EAMS) em Macon , na Geórgia (EUA), como um de seus principais fornecedores de manutenção pesada para uma frota de jatos ERJ 145. O contrato de longa duração inclui serviços de manutenção de fuselagem, modificações e serviços de reparo fornecidos pelo portfólio de soluções da Embraer. “A CommutAir opera e mantém a maior frota do mundo de aeronaves Embraer 145”, disse Joel Raymond, Vice-Presidente Executivo e Diretor de Operações da CommutAir.

Contratos de suporte e de serviços
A Embraer também divulgou, dia 28 de abril de 2021, a assinatura de acordos de longo prazo do Programa de Planejamento Colaborativo de Estoques da Embraer (ECIP, na sigla em inglês) com duas companhias aéreas: a Azul Linhas Aéreas Brasileiras SA e a Republic Airways Inc., dos Estados Unidos, proporcionando a esses clientes uma operação de planejamento e preparação de peças com suporte de última geração da Embraer.

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sexta-feira, 30 de abril de 2021

Gripen F-39

Pilotos da FAB treinam operação do caça Gripen na Suécia
Pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) estão em Linköping, na Suécia, treinando a operação do caça supersônico F-39 Gripen, o futuro vetor de defesa aérea do Brasil. No intercâmbio, os brasileiros convivem com os instrutores da Força Aérea Sueca. Para o tenente-brigadeiro Luiz Fernando de Aguiar, o Gripen é pensado não apenas como um avião, mas como um sistema de combate, com diversas funcionalidades que extrapolam as capacidades de qualquer outra aeronave já operada pela FAB. O F-39 permite uma pilotagem intuitiva, além de evitar que limites operacionais sejam ultrapassados. Segundo os pilotos, isso facilita o trabalho na cabine da aeronave e os deixa focados na missão a ser realizada, contribuindo para que sejam tomadas melhores decisões com incremento do desempenho em combate.

36 aviões
Os brasileiros na Suécia treinam pela primeira vez em uma centrífuga (simulador dinâmico semelhante à forte pressão da cabine de pilotagem), além de sobrevivência no mar à noite, o que é feito em uma piscina. Dos 36 caças comprados pelo Brasil, 15 serão fabricados pela Embraer, num processo com transferência de tecnologia. 

Fonte: adaptado do original em www.defesaaereanaval.com.br , em 26/04/2021

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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Ozires Silva

Ozires e família conhecem o mural pintado em sua homenagem na Embraer
Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer, esteve, dia 26 de abril de 2021, na unidade de São José dos Campos (SP), ora referenciada com seu nome, para conhecer o mural de 115 m² pintado em sua homenagem nos seus 90 anos. Ele foi acompanhado do executivo-chefe da empresa, Francisco Gomes Neto, pela presidente-executiva do Instituto INVOZ, Neide Pereira Pinto, e por Alexandre Silva, presidente do conselho da Embraer. Os filhos de Ozires, Sérgio Bueno e Ana Maria Bueno Silva Pinheiro, também o acompanharam. 

Fundador
O engenheiro Ozires, que também é presidente de honra do INVOZ, ficou emocionado e agradeceu a homenagem. Ele foi fundador, presidente da empresa e liderou o processo de privatização da companhia.

Mural
A pintura tem 115 m² fica próxima da entrada de visitantes, na parte externa de um dos hangares da Embraer, em São José dos Campos, agora denominada Unidade Ozires Silva. A obra de arte em 3D possui 11,5 metros de altura e 10 metros de comprimento.


Saiba mais: Blog do NINJA de 24/04/2021. Clique aqui 

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quarta-feira, 28 de abril de 2021

Datas Especiais

28 de Abril
Dia da Travessia do Atlântico pelo "JAHÚ"
28 de abril de 1927, 4:30 hs da manhã. O JAHÚ se prepara para o salto de 2.400 km sobre o Oceano Atlântico. Isso por si só já seria um grande feito pra época, já que o JAHÚ, sendo um hidroavião todo feito em madeira,  sem nenhum tipo de aparelho para comunicação e possuindo apenas sistemas básicos de orientação e navegação, mas ainda enfrentariam muitas dificuldades e sabotagens para concluírem a façanha. O hidroavião JAHÚ, um Savoia Marchetti modelo S-55 de fabricação italiana foi adquirido pelo piloto civil João Ribeiro de Barros, para realizar a travessia do Atlântico sem que fosse necessário dispor de outros meios e apoios que não fosse a própria aeronave. Alguns já  tinham realizado a travessia, mas sempre com apoio de navios dispostos ao longo do trajeto e se utilizando de várias aeronaves. Barros batizou a aeronave com o nome de sua cidade natal e resolveu realizar a travessia, contando com uma tripulação exclusivamente brasileira e para isto, chamou seu amigo e mecânico civil Vasco Cinquini, o navegador Newton Braga e o copiloto Athur Cunha, ambos do Exército Brasileiro sendo que Cunha foi posteriormente substituído por João Negrão, piloto da Força Pública Paulista. Superando todas as dificuldades técnicas, sabotagens e falta de apoio governamental, o JAHÚ, cumpriu seu objetivo pousando em águas brasileiras e sendo recebido sempre por uma grande multidão  nas cidades por onde passou, até finalmente silenciar seus motores na Represa de Santo Amaro, em agosto de 1927. Após muito tempo abandonado e tendo grande parte da estrutura  consumida por cupins o JAHÚ foi inteiramente restaurado e é mantido para a preservação da memória da Aviação Brasileira, sendo o único exemplar existente no mundo todo. Lembrando que os brasileiros foram os primeiros das 3 Américas a realizar a Travessia do Atlântico e que Charles Augustus Lindbergh fez a travessia do Atlântico Norte, 23 dias após os brasileiros! O Governo Estadual Paulista, através da Lei Estadual nº 9.933/98, instituiu a data de 28 de abril, como comemorativa da Travessia do Atlântico pelo JAHÚ.

Para saber mais:
Contato: colecionadorjahu@gmail.com

Publicação da Fundação Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro - 2010: 

Exposição ocorrida em Junho/Julho de 2012, no Museu TAM:
Foi vista por cerca de 20.200 pessoas, neste período:

Entrevista, sobre o Hidroavião JAHÚ:
Programa “INFORME-SE” da “TV UNISA” da Universidade de Santo Amaro - 2012.
Entrevista dividida em 2 blocos:

Exposição no Colégio Dominique em Ubatuba – SP - 2014:

Especial de Domingo: NINJA: Especial de Domingo (ninja-brasil.blogspot.com) 

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terça-feira, 27 de abril de 2021

ARP

FAB e Embraer desenvolverão drone militar de classe avançada
A Embraer anunciou, dia 23 de abril de 2021, ter assinado com a Força Aérea Brasileira (FAB) memorando de entendimento para avaliação das capacidades necessárias ao desenvolvimento de uma aeronave remotamente pilotada (ARP) “de classe superior”. “É uma oportunidade ímpar para a Força Aérea Brasileira aprofundar seus estudos em tecnologias disruptivas que podem causar desequilíbrio no cenário atual e futuro”, ressaltou o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior.

Tecnologia
“Na guerra moderna é imprescindível a utilização de plataformas aéreas não-tripuladas, operando isoladamente ou em conjunto com aeronaves tripuladas. Tal tecnologia permite reduzir custos e riscos, sem perder a eficácia no cumprimento das missões atribuídas à Aeronáutica. ”

Soberania
“Este estudo é de importância fundamental para a manutenção e a expansão das competências da Embraer no desenvolvimento de sistemas aéreos de defesa com alto teor tecnológico e grande complexidade de integração”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “É ainda uma oportunidade para o contínuo desenvolvimento de novas tecnologias e produtos para a FAB e o Ministério da Defesa, especial a ampliação da capacidade operacional e a garantia da soberania nacional. Um grande desafio para este sistema aéreo certamente será a sua integração e a operação de forma conjunta com outros sistemas e aeronaves, tripulados ou não-tripulados.” O desenvolvimento de um veículo aéreo não tripulado superior com tecnologia nacional oferece uma oportunidade relevante para uma base industrial de defesa (BID) e suas empresas estratégicas, promovendo o seu desenvolvimento e fortalecendo os conhecimentos para o atendimento das necessidades do Estado Brasileiro.

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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Espaço

INPE avança com avaliações qualitativas do satélite Amazonia 1 
A equipe técnica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), unidade do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), concluiu os 45 dias iniciais da fase de comissionamento do Amazonia-1, satélite totalmente projetado e construído por brasileiros e lançado em 28 de fevereiro de 2021.
 
Fase de comissionamento 
Esta etapa é crucial para ajustes e avaliações da qualidade das imagens. Com todas as ações da fase de comissionamento concluídas, o satélite Amazonia 1 seguirá sua operação normal. Neste período, os coeficientes de calibração radiométrica medidos em laboratório foram aplicados e os resultados estão sendo avaliados nas imagens WFI obtidas em tempo real sobre o território brasileiro e por meio do gravador de bordo sobre regiões selecionadas fora do Brasil. Segundo a equipe técnica, a qualidade geométrica de imagens nível 2 (correção de sistema) geradas com parâmetros medidos em solo está sendo avaliada. Adicionalmente, o sistema MS3 está sendo usado para ajustar os parâmetros de configuração do satélite e de sua câmera, o que permite a geração de imagens nível 2 com erros de posicionamento reduzidos e o casamento correto das duas óticas da câmera WFI. Esta etapa do comissionamento também inclui o cálculo dos erros internos e de posicionamento das imagens nível 2, permitindo a avaliação da estabilidade da plataforma do satélite.
 
Fonte: INPE, em 22/04/2021
 
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domingo, 25 de abril de 2021

Especial de Domingo

Na próxima quarta-feira, 28 de abril de 2021, brindaremos mais um aniversário da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Confira o conteúdo que selecionamos sobre o tema.
Boa leitura.
Bom domingo!

Jahú, relembrando a sofrida história…
Fato pioneiro em nossa história da aviação, pouco registrado nos livros, Comandante João Ribeiro de Barros é lembrado por exemplo por quem circula na rodovia que liga Jaú a Bauru, no interior do Estado de São Paulo ou em outros lugares que possuem o seu nome.
João Ribeiro de Barros
Ele foi o aviador, um dos pioneiros da aviação no Brasil, com uma traje­tória curta pela política que a própria família pouco conhece. Rico e jovem, aos 27 anos nascido em Jaú (SP) tornou-se celebridade na década de 1920 como o primeiro piloto das Américas a comandar uma travessia aérea do Oceano Atlântico sem escalas e sem ajuda de navios. Com ele, não tinha tempo feio, literalmen­te. Para realizar o sonho de sobrevoar o oceano Atlântico, João Ribeiro de Barros aturou gozações da imprensa internacional, en­frentou sabotagens, tempestades, contornou um motim da tripulação e mandou até um Presidente da República calar a boca. Sua obstinação era a marca registrada desse grande aviador de Jaú, que nasceu a 4 de abril de 1900 e ainda menino, ouviu maravilhado os feitos de Santos Dumont na Europa. Decidido a ser piloto, abandonou o curso de Direito em 1919 e mudou-se para os Estados Unidos, onde foi estudar mecânica ae­ronáutica. Voltou para casa em 1921 e, dois anos depois e em abril de 1923, finalmente ti­rou seu brevê, dando início então a uma série de reides aéreos pelo país até que, em 1926 idealizou aquela que seria sua maior aventura. A travessia do Atlântico fora realizada quatro anos antes pelos portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Eles saíram de Lisboa em 30 de março de 1922 a bordo do Lusitânia, um hidroa­vião bimotor Fairey FIII-D e chegaram ao Rio em 17 de junho. Porém um detalhe é que a dupla portuguesa utilizou três aviões nesse per­curso, o que reduziu o brilho de seu feito. Nin­guém havia ainda saído da Europa e chegado à América com uma única aeronave e João Ribeiro de Barros queria ter esse pioneirismo.
Sem apoio financeiro do governo brasileiro ou de empresas, o coman­dante vendeu sua parte da herança paterna para comprar a aeronave com que faria a viagem: era um hidroavião italiano Savoia-Marchetti modelo S-55, de madeira, com mais de quatro toneladas, em precário estado de conservação. Era impulsionado por dois motores Isotta-Fraschini que como mencionado era máquina bem usada, pois o fabricante não tinha modelos novos para ofere­cer. De quebra, dois problemas sérios: bebia muita gasolina e não conseguia decolar com os tanques cheios. Seu dono anterior, o Conde Casagrande, fora obrigado inclusive, a abortar uma travessia da Itália até a Argentina por conta dessas deficiências. Pior para o piloto brasileiro, que começou a ser ironizado pela imprensa estrangeira, primeiro pelo estado da aeronave, segundo que a galeria de heróis era para europeus e o Brasil era pouco famoso na produção de celebridades desta natureza. Num teste pilotado por Barros, o hidroavião quase afundou ao pousar no lago de Sesto Calende, na Itália, já que a parte inferior estava podre. “Mordido” de raiva, João deci­diu se virar com o que tinha. Des­montou o Alcyone (o apelido do hidroavião), conseguiu reduzir o atrito dos flutuadores com a água e reduziu o número de tambores de combustível na parte dianteira, reforçando a tra­seira. Com isso, melhorou a dis­tribuição de peso da aeronave. Feita a modificação, remontou o hidroplano, rebatizado de Jahú, em homenagem à sua cidade na­tal, encheu os tanques e decolou de Sesto Calende em 16 de outubro de 1926 rumo ao porto de Gênova. A façanha tecnoló­gica deixou surpresos até os en­genheiros da Casa Savoia. Iniciada oficialmente a travessia a partir de Gênova, tinha além do piloto, o copiloto Arthur Cunha, o navegador Newton Braga e o mecânico Vasco Cinquini. Um dia antes da partida, o jor­nal O Estado de S. Paulo registrava a euforia dos brasileiros, referindo-se ao comandante como “arrojado” e também publicou os “ardentes votos” da Câmara Italiana de Comércio ao “valoroso aviador” e desejou que o “heroico empreendimento” obti­vesse êxito. Mal sabiam que, poucas horas após deixar Gênova, início da jornada (veja o mapa), o piloto e sua equipe enfrentariam o primeiro de vários testes de nervos. Na véspera da partida, daquele 12 de outubro, um sabotador colocou areia dentro da câma­ra de combustão e um pedaço de bronze no cárter dos motores, além de sabão no tanque de combustí­vel. Na manhã seguinte, obviamen­te ignorando a manobra suja, João e sua equipe, entraram no hi­droavião e decolaram do porto de Gênova sob aplausos da grande multidão.
Na altura do Golfo de Valência, na Espanha, depois de cinco horas de voo sobre o Mediterrâ­neo, surgiram os primeiros pro­blemas causados pela sabotagem pois os motores começa­ram a falhar devido a um problema na alimentação automática de ga­solina, o que obrigou a tripulação ao extenuante uso das bombas ma­nuais. Mas os danos no motor provocados pela sabotagem e em um dos botes forçaram o grupo a pousar em Alicante, no Mediterrâneo espanhol. As autori­dades espanholas não gostaram da inesperada visita e, alegando des­conhecer os propósitos do pouso e sem um aviso prévio promoveram a prisão de todos os tripulantes, que só ganharam a liberdade depois com a ajuda da Embaixada do Brasil em Madri. Ainda na cadeia, João foi colocado numa cela junto com dois detentos espa­nhóis que sabiam do voo. Um vi­rou para o outro e brincou: “Está vendo? É na cadeia que se conhe­cem os grandes homens”. Os problemas, contudo, continuaram, pois duas horas depois de ter ganhado novamente os ares, o Jahú voltou a piorar e fez um pouso de emergência na pos­sessão inglesa de Gibraltar, onde foi constatada a sabotagem. João avi­sou o cônsul brasileiro e provi­denciou a limpeza dos reservató­rios de combustível e o reabaste­cimento dos mesmos. Neste momento o mesmo consulado brasileiro emitiu um laudo técnico e oficial confirmando as suspeitas da tripulação de que o Jahú teria de fato sofrido uma sabotagem. Após a nova decolagem, os motores continua­ram a ratear e o avião teve que pousar na ilha Las Palmas, no arquipélago das Canárias, onde desta vez foi descoberto o pedaço de metal que o sabotador colocara no cárter. Apesar de mais esse contratempo, o avião es­tabeleceu um novo recorde, per­correndo 1.300 quilômetros em 7 horas e 15 minutos, 40 minutos a menos do que o tempo estabeleci­do por Sacadura Cabral e Gago Coutinho na mesma distância. O reparo foi feito em Las Palmas de Gran Canária, Espanha e permitiu ao hidroavião seguir para Por­to Praia, na República de Cabo Verde, onde teria início, de fato, a traves­sia do Atlântico sem escalas. Mas não foi fácil chegar lá, e não apenas pelas condições da aeronave, mas também pela rebeldia do copiloto, o tenente Artur Cunha. Ele trombou de frente com João e aca­bou abandonando a tripulação no meio da travessia. Como se isso não bastasse, Newton Braga teve de voltar à Itá­lia para conseguir peças de reposição do avião. Para completar, João que também tinha contraído malária na Ilha africana, re­cebeu um telegrama do Presidente da República, Artur Bernardes, pedin­do que abandonasse sua aventura. Irritado, o pi­loto recomendou ao chefe do Executivo que “cuidasse das obriga­ções de seu cargo e não se metesse em assuntos de que nada entendia e onde não fora chamado”. João teve que comandar uma reforma com­pleta no motor do hidroavião. A equipe foi obrigada a reparar até o bote salva-vidas porque, quando o avião pousou, avariou o casco, conta o sobrinho Rubens Ribeiro de Barros, que con­viveu por 13 anos com o tio aviador e dele ouviu muitas histórias. “Com­prar equipamento na Europa era algo demorado e essas peças eram da Itá­lia. O processo de compra e conserto demorou meses”, explica Rubens. Diante de tantas difi­culdades, João desanimou. Chegou a anunciar que desmontaria o Jahú e daria por encerrada sua missão. Contudo um telegrama da mãe mexeu com seus brios: “Não desmonte apare­lho. Providenciaremos continua­ção reide custe o que custar. Para­lisação seria fracasso e as asas do avião representam bandeira brasileira. Dize se queres piloto auxiliar”. O piloto respondeu que sim e a fa­mília convidou o primeiro-tenente João Negrão, da então Força Pública de São Paulo. Ele aceitou a mis­são e, em 21 de março de 1927, embarcou rumo a Porto Praia, no arquipélago de Cabo Verde. Com o apelo da mãe em resposta, o filho es­creveu: “A viagem de qualquer ma­neira será feita”.
Com a tripulação completa, o Jahú reiniciou sua travessia na madrugada de 28 de abril de 1927. Voando a 250 metros acima do Atlântico, com uma velocidade média de 190 quilômetros horári­os — recorde absoluto durante os 10 anos seguintes, o hidroavião aproximou-se do arquipélago de Fernando de Noronha, após 12 horas de voo. Uma das hélices se partiu, mas o Jahú, mesmo avaria­do, pousou em águas brasileiras às 16 horas daquele dia. De maio a agosto, o Jahú ainda fez es­calas em Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos, antes do pouso final em Santo Amaro (Represa Guarapiranga, na cidade de São Paulo), em 1° de agosto. A recepção aos heróis foi descrita por José Ribeiro de Barros, irmão do aviador, no livro História heróica da aviação. Segundo ele, a população es­tava “convulsionada de espírito cívi­co” pelo “instante que passaria à his­tória do século”. No livro João Ribeiro de Barros, o historiador José Raphael Toscano narra detalhes: “o povo brasileiro soube premiar seu herói, oferecendo-lhe mais de cem meda­lhas de ouro e platina, adornadas de pedras preciosas, dezenas de cartões de ouro e troféus, tudo em comemo­ração ao patriótico empreendimento que se tornou justo motivo de expan­são do orgulho nacional”. Na capa do Estado de S. Paulo de 7 de agosto de 1927, o registro de um dia de celebridades vivido pelos tri­pulantes na véspera: foram recebidos na Força Pública e homenageados com apresentações de esquadrilha aérea e das equipes de equitação e ginástica, “sempre ovacionados pela grande multidão que estacionava na avenida Tiradentes”. Mais tarde, compareceram a uma sessão solene na Câmara Italiana de Comércio, onde o cônsul da Itália e o presidente da entidade os esperavam.
O hidroavião cumprindo sua jornada na represa de Guarapiranga em Santo Amaro, SP
Ao sobrinho Rubens, Barros contava os detalhes e dificuldades da viagem intercontinental. Um de­les é que a travessia havia sido feita apenas com ajuda de bússola, para determinar direções horizontais; altímetro, para medir a altitude; e bomba de fumaça, para calcular a velocidade: “eles a lançavam e mar­cavam em quanto tempo atingia a água”, explicava o sobrinho”.


UM POUSO BREVE
No dia 3 de janeiro de 1927, quando a travessia oceânica era apenas um plano, o aviador já era tema de lei aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), que o imortalizou como nome de uma via (ainda hoje denominada Ribeiro de Barros, na zona oeste da capital). “Esse moço que, no ‘raid’ admirável que vem fazendo, tem patenteado, aos olhos do mundo, o quanto podem a bravura, o civismo, a abnegação e, sobretudo, a persistência de nossa gente”, disse em Plenário o vereador Diógenes de Lima, proponente do projeto de lei sobre a denominação da via. Se­gundo o parlamentar, a proposta era legitimada por um abaixo-assinado de proprietários e moradores da rua que receberia o nome do piloto. Nove anos mais tarde, o coman­dante foi o único eleito pela Ação Integralista Brasileira (AIB) para a Câmara Municipal de SP, com 1.426 votos. “Os che­fes integralistas recomendaram aos seus eleitores que descarreguem seus sufrágios no candidato João Ribeiro de Barros”, escreveu a Fo­lha da Manhã (hoje Folha de São Paulo) de 5 de julho de 1936. Como candidato, o slogan de campanha do piloto foi “Contra o aumento dos impostos”, usado também pelos demais concorren­tes integralistas naquele ano. As­sumiu no dia 9 de julho, vestido com o uniforme verde do partido, e, antes de fazer o juramento de­vido, de respeito às leis e às Cons­tituições Federal e Estadual, bra­dou “em nome de Deus, anauê!”. A saudação, de origem tupi, foi adotada primeiro pelos escoteiros e depois pelos integralistas. Porém sem documentar os motivos, Barros renunciou em 25 de julho de 1936. Se continuasse na Câmara, seu mandato terminaria em 19 de novembro do ano seguinte, com o fe­chamento do Legislativo pelo Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas. A Ação Integralista Brasileira era composta, principalmente, por estreantes na política, como o avia­dor, e por membros da classe média, “intencionada a romper com os gru­pos chefiados por coronéis, latifun­diários, cafeicultores ou que agiam a mando dessas pessoas”, como explica o historiador Renato Alencar Dotta, que pesquisa o integralismo brasileiro como doutorando na Uni­versidade de São Paulo (USP).
Mas o Jahú utilizado no maior feito da aviação brasileira depois de San­tos Dumont quase apodreceu por completo no antigo Museu de Aeronáutica da Fundação Santos Dumont no parque do Ibirapuera (onde hoje está a Oca). O bimotor Jahú, que fez a glória do aviador João Ribeiro de Barros, falecido em 19 de junho de 1947, foi abandonado, junto com inúme­ras outras aeronaves históricas, que ficou fechado durante cerca de 10 anos. Foi um descaso tão grande que a família Ribeiro de Barros lutou muito na Justiça para anular a doação do avião e de outros objetos do piloto àquela instituição. Admirado por astronautas ame­ricanos e cosmonautas soviéticos, o Jahú esteve exposto, de 1927 a 1962, no Museu do Ipiranga. De lá, foi para o Ibirapuera, onde teve início seu martírio que durou 40 anos. Os conselhei­ros da Fundação Santos Dumont, em sua maioria ex-pilotos e pesso­as ligadas à aviação, foram mor­rendo e cedendo lugar a burocra­tas. Foram eles inclusive os responsáveis por uma reforma de­sastrosa do avião, que teve seu re­vestimento original, em lona, subs­tituído parcialmente por uma ca­mada de espuma coberta por nái­lon. Na ocasião a família Ribeiro de Barros fez a reclamação do absurdo e conseguiu sustar o péssimo reparo na Justiça e teve em represália, a proibição de entrar no museu pelo então presidente da Funda­ção Santos Dumont, Jorge Yunes. O sobrinho do aviador pioneiro ainda relataria que mendigos usaram documen­tos lá guardados como papel higiê­nico, além de vários objetos do acervo terem sido roubados, incluindo duas bombas e um paraquedas do caça Gloster Meteor. O último item, por sinal, foi usado em um salto no Campo de Marte e não abriu, cau­sando a morte do paraquedista. A saga da família Ribeiro imaginava alguns destinos para a aeronave como por exemplo entregá-la à Prefeitura de Jaú, que construiria um memorial em homenagem ao ilustre filho da terra, exibi-la permanente­mente no Aeroporto Internacio­nal de Cumbica, pois até então existia planos de batizá-lo com o nome do avi­ador, etc.. Com a desativação do Museu de Aeronáutica no Ibirapuera em 2000, o Jahú foi transferido para o hangar da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no Aeroporto Campo de Marte, onde se constatou que seu estado de deterioração era tão grave que clamava por uma restauração completa. Esta foi levada avante graças a um convênio assinado entre a Fundação Santos Dumont, a Helipark, o Comando da Aeronáutica e a Aeronáutica Militar Italiana. Os trabalhos de restauração tiveram início em Abril de 2004 e envolveram uma equipe de doze profissionais. Os dois motores foram recuperados no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). O trabalho com a estrutura concentrou-se nas oficinas da Helipark, visando reconstituir a configuração exata da aeronave até os detalhes, desde o tipo de madeira e de pregos (de cobre e de latão), até ao tom de vermelho da pintura original. Terminado todo o processo de restauração a aeronave foi entregue, no dia 26 de Outubro de 2007, no Helicentro Helipark, em Carapicuíba. O avião foi então requerido pela cidade de Jaú, para exposição em museu aberto, mesmo após ganhar o direito frente ao museu proprietário. Mas a Fundação Santos Dumont cedeu o Jahú por comodato ao Museu TAM na cidade de São Carlos (SP), onde atualmente encontra-se exposto, ficando para a cidade natal do piloto apenas uma réplica. Em fevereiro de 2016, o Museu TAM Asas de um Sonho, que abriga o Jahú e outras aeronaves históricas, suspendeu as atividades e a aero­nave ficará inacessível ao público por tempo indeterminado, até que sejam concluídas as negociações entre os envolvidos para a instalação de um novo museu no Campo de Marte na Capital. Segun­do o professor da USP Fernando Catalano, doutor em engenharia aeronáutica, os motores do avião são os dois últimos remanescentes no mundo.

Por sua vez, o aviador após os momentos do feito histórico, permaneceu recluso em Jaú até o fim da vida e passava bastante tem­po ao lado da família, narrando às crianças as histórias sobre suas aventuras. “Ele se reunia comigo e meus amiguinhos na escada, pa­gava sorvete ou pastel e ficávamos ouvindo extasiados enquanto ele falava sobre a travessia”, lembra o sobrinho Rubens. Em 1947, com 47 anos, o co­mandante morreu na mesma fazen­da em que nasceu. Não se casou e nem teve filhos. “Ele tinha amigos, era simples, próximo da família e se dava com todos”, conta Rubens. “Após a prisão, ele ficou muito tris­te, se isolou no campo”, recorda. Segundo os médicos disseram à fa­mília, as possíveis causas da morte foram um rompimento no baço ou as consequências da malária que contraiu na Africa. Uma música feita para home­nagear Barros e sua equipe, quan­do voltaram da travessia, previa que o Brasil os recolheria “ao seio da história”. Mas a realidade é que, exceto homenagens isoladas, como um mausoléu construído em frente à igreja matriz de Jaú, o comandante e seu feito não têm o devido reconhecimento dos bra­sileiros. Uma das poucas iniciativas de perpetuar a conquista brasileira na memória popular é a lei estadual 9.933/1998, que transformou o 28 de abril no dia de “comemoração e divulgação da travessia do Oceano Atlântico sem escalas”.

Bibliografia:
Barros, José Ribeiro de – História heroica da aviação: reide “Gênova–Santo Amaro”, Museu da Aeronáutica de São Paulo Fundação Santos Dumont SP – 1927/1929

Machado, Gisele e Uliam, Leandro – O voo do João de Barros, Revista APARTES – #19 Câmara Municipal de SP – Abril 2016

Ferraresi, Rogério – O longo voo do Jahú, JÁ Diário Popular #69 – São Paulo Março 1998

Acervo do Museu de Jaú, Acervo de Júlio Cesar Poli, acervo público

UNESP de Araraquara, globo.tv, USP de Piracicaba e Primo Carbonari

Fonte: LAAMARALL

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA)  e a travessia do Jahú

Em 2017, nos 90 anos do exato dia e horário em que o hidroavião Jahú completou a travessia do Atlântico Sul, a equipe de voluntários do NINJA concluiu - em nossa sede, Colégio Dominique, Ubatuba (SP) - uma atividade com alunos do ensino fundamental sobre esta grande aventura realizada por brasileiros corajosos e determinados.
A ação foi mais um singelo passo para tornar a Sala Gastão Madeira, sede do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, num espaço permanente de memória da cultura aeronáutica brasileira, despertando em estudantes e visitantes o interesse pela trajetória daqueles que contribuíram e contribuem para avanços e conquistas tecnológicas extraordinárias.
Sobre o voo do Jahú, em 2014 o NINJA promoveu a mostra “Jahú: Influência de uma Época”, exposição criada pelo pesquisador e colecionador Alexandre Ricardo Baptista que na ocasião nos presenteou com a seguinte frase: "Quero deixar uma semente de contribuição com nossa História para que não caia no esquecimento das gerações futuras.".
Seguindo este pensamento, para rememorar em 2017 a travessia do Atlântico Sul por João Ribeiro de Barros e sua equipe, o NINJA promoveu diversas atividades que incluíram as publicações deste blog; o lançamento do livro "Vou Ali. Já volto", de autoria do voluntário Cesar Rodrigues; atividades lúdicas, palestras e exposições no espaço Memória da Gente, administrado pelo Instituto Salerno-Chieus e o Colégio Dominique.
E assim vamos em frente, conquistando voluntários e apoiadores comprometidos com a história, o presente e o futuro das novas gerações.


Saiba mais: Blog do NINJA de 8/12/13; 24/8/1423/1/1729/1/17; 5/2/17; 2/4/17; 9/4/17; 16/4/17; 23/4/17 e 28/4/17

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