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Voar é um desejo que começa em criança!

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Azul Conecta

Primeiro Cessna 408 SkyCourier da Azul
A Azul Conecta iniciou ontem, 22 de setembro, o traslado para o Brasil de seu primeiro Cessna 408 SkyCourier. Com matrícula PS-ENE, a aeronave partiu de Fort Worth, no Texas, nos Estados Unidos, para a jornada que a trará ao Brasil, onde será incorporada oficialmente à frota da companhia. O avião foi recebido pela Azul Conecta nas instalações da Textron Aviation, em Wichita, no Kansas, onde é fabricado. De lá, seguiu para Fort Worth, no Texas, onde passou pelo processo de pintura e recebeu a identidade visual da Azul. Na segunda-feira (21/9/2026), realizou seu voo de teste com pilotos da Azul no aeroporto de Fort Worth, última etapa antes do início do traslado internacional. O PS-ENE decolou de Fort Worth com destino a Fort Lauderdale, na Flórida, incluindo paradas para reabastecimento em Nova Orleans e Orlando. A partir de hoje, quarta-feira (23), terá início a etapa de traslado rumo ao Brasil, com paradas técnicas programadas em países do Caribe e da América do Sul. A primeira parada em território brasileiro será em Boa Vista (RR). Posteriormente, a aeronave seguirá para Confins (MG), onde passará pelos procedimentos de nacionalização e registro junto aos órgãos competentes.
Estamos muito felizes em ver o primeiro SkyCourier da Azul Conecta pronto para iniciar sua jornada até o Brasil. A chegada dessa aeronave representa um momento importante para a companhia, que passa a contar com um novo modelo e amplia suas possibilidades de atuação na aviação regional e em operações dedicadas”, afirma Vitor Silva, diretor da Azul Conecta. Com configuração para 19 passageiros, o Cessna SkyCourier é um turboélice bimotor desenvolvido pela Textron Aviation para o transporte regional. O modelo é equipado com dois motores Pratt & Whitney PT6A-65SC e conta com uma cabine projetada para facilitar o embarque e oferecer espaço para passageiros e bagagens. A aeronave pode atingir velocidade de cruzeiro de até 389 km/h e alcance de até 1.704 quilômetros, segundo dados da fabricante. A incorporação do SkyCourier amplia a frota da Azul Conecta para além dos modelos Cessna Grand Caravan e Pilatus PC-12, que atualmente formam a base de sua operação. O novo avião também permitirá à companhia atender a operações que demandem maior número de passageiros, além de fretamentos, voos dedicados e outros serviços especializados.
O SkyCourier acrescenta uma nova possibilidade à operação da Azul Conecta, possibilitando, inclusive, um novo modelo de negócios. É uma aeronave que nos permite atender a diferentes necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, complementa a nossa frota atual. Estamos acompanhando cada etapa dessa chegada e esperamos em breve colocar o avião em operação no Brasil”, afirma Abhi Shah, presidente da Azul. Anunciada pela Azul Conecta em junho, a incorporação do SkyCourier prevê inicialmente duas aeronaves do modelo, ambas configuradas para 19 passageiros. A chegada do avião faz parte do movimento de expansão da subsidiária, que também atua em fretamentos e serviços técnicos, como manutenção de aeronaves, além da operação regular de passageiros.
Criada para fortalecer a aviação regional brasileira, a Azul Conecta opera atualmente em 44 destinos e é a maior operadora da América Latina em número de aeronaves Cessna Grand Caravan. A empresa ainda é referência nacional em treinamento para aeronaves da família Cessna Caravan, contando com simuladores próprios para formação e capacitação de pilotos. Com a chegada do SkyCourier, a companhia passa a contar com uma nova opção de aeronave para ampliar sua atuação em diferentes mercados. O PS-ENE é o primeiro SkyCourier da Azul Conecta e também o primeiro avião bimotor da história da subsidiária. Após a conclusão dos processos de nacionalização e registro, no aeroporto de Confins, a aeronave será preparada para iniciar suas operações no Brasil.

Fonte: Murilo Basseto/AEROIN com informações da Azul Linhas Aéreas

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Eduardo Gomes

130 anos do nascimento do patrono da FAB, Marechal Eduardo Gomes (20/set) 
Reviver a história do Marechal do Ar Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB), é uma oportunidade ímpar de cultivar os mais relevantes valores de uma sociedade por meio do sentimento patriótico e da cidadania sempre presentes em seus atos. Nascido em 20 de setembro de 1896, na cidade de Petrópolis (RJ). Foi aviador, militar e político brasileiro, além de Ministro da Aeronáutica nos governos de Café Filho, Carlos Luz e Castelo Branco. Em 1916, ainda com 19 anos, ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro (RJ), tendo se formado dois anos depois como Aspirante a Oficial do Exército na Arma de Artilharia. Desde essa época, já buscava envolvimento com a Aviação. 

Ainda no Exército
A primeira turma de observadores aéreos do Exército Brasileiro (EB) formou-se em 1921 e teve como observador “01” o Tenente de Artilharia Eduardo Gomes, que mais tarde foi incorporado à Força Aérea Brasileira. Ao longo dos anos, a experiência dos observadores aéreos do Exército evoluiu, mas foi com o surgimento da Segunda Guerra Mundial e com a criação da FAB, que ocorreu o mais importante capítulo dessa especialidade militar que tanto auxiliou no combate ao inimigo, garantindo a segurança dos aliados e a vitória.

Correio Aéreo
Em maio de 1931, cerca de dez anos antes da criação do Ministério da Aeronáutica, o então Major Eduardo Gomes comandou o Grupo Misto de Aviação, criado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ). Os Tenentes Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, da Aviação Militar, decolaram para uma viagem histórica. A bordo de um avião Curtiss Fledgling, de matrícula K-263, levaram a primeira mala postal do Correio Aéreo Militar (CAM), mais tarde denominado Correio Aéreo Nacional (CAN), importante ferramenta de integração até os dias de hoje. O Marechal do Ar Eduardo Gomes morreu em 13 de junho de 1981. Seu trabalho pioneiro como impulsionador do CAN foi reconhecido nacionalmente no dia 12 de dezembro de 1972, quando foi proclamado Patrono do Correio Aéreo Nacional pelo Congresso Nacional. Em 1984, recebeu o título de Patrono da Força Aérea Brasileira. 

Fonte: FAB

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domingo, 20 de setembro de 2026

Especial de Domingo

Com texto de Arnaldo Chieus, selecionado do Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), brindamos ao ubatubense Gastão Galhardo Madeira, Pioneiro da Aviação. 
Boa leitura.
Bom domingo!

Gastão Madeira: o homem que pensou antes de voar
Arnaldo Chieus, setembro de 2026

Há personagens que pertencem à História e há outros que, embora tenham participado dela de maneira decisiva, acabam esquecidos pelas gerações seguintes. Gastão Galhardo Madeira pertence a esse segundo grupo. Natural de Ubatuba, nascido em 1869, foi advogado, inventor, pesquisador e desenvolveu, ainda no final do século XIX, estudos relacionados à dirigibilidade dos balões e aos princípios que, posteriormente, seriam fundamentais para o desenvolvimento da aeronáutica.

E justamente essa trajetória, marcada pela ousadia intelectual e pela capacidade de antecipar problemas que somente mais tarde seriam solucionados, que Cesar Rodrigues procura resgatar no livro “Voando Além do Tempo: o pensar de Gastão Madeira”.


Publicado pelo Instituto Salerno-Chieus, a obra constitui importante contribuição para a recuperação da memória cientifica e cultural de Ubatuba e, ao mesmo tempo, para uma compreensão mais ampla da participação brasileira na história da aviação. O compêndio surgiu de um trabalho de pesquisa voltado para reunir, preservar e divulgar os estudos e as ideias de Gastão Madeira, cuja importância permanecia pouco conhecida, até mesmo em sua cidade natal.

O grande mérito de Cesar Rodrigues está justamente em não tratar Gastão Madeira apenas como uma personagem biográfica. O autor procura recuperar o pensamento do inventor, suas inquietações, observações e hipóteses sobre o voo. Daí a importância do subtítulo: “o pensar de Gastão Madeira”. Mais do que narrar uma vida, o livro procura apresentar uma inteligência em movimento.

Gastão Madeira partiu de uma observação aparentemente simples: o voo dos pássaros. A natureza transformou-se, para ele, em laboratório. A observação do comportamento das aves levou-o a formular ideias sobre o voo e, particularmente, sobre a dirigibilidade dos aeróstatos. Segundo Rodrigues, já no início da década de 1890, Gastão Madeira trabalhava com a possibilidade de tornar dirigíveis os balões, numa época e que a aeronáutica ainda dava seus primeiros passos.

Essa característica confere à trajetória de Gastão Madeira uma dimensão que ultrapassa a história local. Seu pensamento insere-se naquele momento de transição em que o homem procurava vencer uma das mais antigas limitações da humanidade: a impossibilidade de dominar o voo.

Nesse sentido, o título “Voando além do tempo” é particularmente feliz. Gastão Madeira parece estar permanentemente projetando para além de sua época. Suas perguntas pertenciam ao presente, mas suas possíveis respostas apontavam para o futuro. A distância entre o seu pensamento e os recursos tecnológicos disponíveis naquele momento ajuda a explicar tanto a originalidade de suas propostas, quanto o relativo esquecimento posterior de sua contribuição.

Um dos aspectos mais interessantes recuperados pelo pesquisador aeronáutico é a relação entre as ideias de Gastão Madeira e o desenvolvimento posterior da aeronáutica. O deslocamento do centro de gravidade como recurso para a dirigibilidade dos balões, proposto pelo inventor ainda em 1890, é apresentado como uma ideia que, posteriormente, encontraria aplicações nos experimentos de Alberto Santos-Dumont.

É nesse ponto que o livro ganha relevância histórica. A história da aviação brasileira costuma concentrar-se, naturalmente, na figura de Santos-Dumont. Sem diminuir a importância do grande aviador brasileiro, a pesquisa de Cesar Rodrigues contribui para ampliar esse panorama, mostrando que a construção do conhecimento aeronáutico foi resultado de uma sucessão de experiências, estudos, hipóteses e inventos. Gastão Madeira aparece, assim, como parte de uma pré-história intelectual da aviação brasileira.

Outro aspecto digno de atenção é a preocupação de Gastão Madeira com a segurança do voo. Entre suas ideias encontra-se o chamado Aviplano, concebido para que uma aeronave pudesse realizar uma descida lenta, em caso de pane do motor. Rodrigues também destaca os estabilizadores automáticos, que podem ser vistos como uma antecipação conceitual de mecanismos posteriormente relacionados ao controle automático das aeronaves.

Essa dimensão revela um inventor preocupado não apenas com a possibilidade de voar, mas com as condições necessárias para tornar o voo mais seguro. Há, portanto, que imaginar o voo significa antever seus riscos e maneira de controlá-los.

O livro possui, ainda, uma importância documental. A obra procura valorizar, resgatar, reunir e registrar as ações e estudos de Gastão Madeira relacionados à navegação aérea desde 1890, incluindo seus estudos sobre dirigibilidade dos aeróstatos.

Esse caráter documental transforma a obra em fonte relevante para pesquisadores da história da aviação, da ciência e da tecnologia no Brasil. Mas sua importância não se restringe ao campo especializado. O livro também funciona como instrumento de preservação da memória regional. Nesse aspecto, Ubatuba ocupa lugar central. Resgatar Gastão Madeira significa reconhecer que a história de uma cidade não é constituída apenas por acontecimentos políticos ou econômicos, mas também por homens e mulheres que, em diferentes épocas, projetaram o nome do município, para além de suas fronteiras. A própria prefeitura de Ubatuba reconheceu essa dimensão ao promover, em 2019, as comemorações dos 150 anos do nascimento do inventor e ao destacar a necessidade de recuperar sua memória para as novas gerações.

Há, portanto, uma dupla viagem em “Voando além do tempo”: a primeira é a viagem de Gastão Madeira em direção ao céu; a segunda é a viagem de Cesar Rodrigues em direção ao passado, em busca do resgate cultural das ideias e ideais do inventor. E justamente nessa segunda viagem que reside uma das maiores virtudes da obra. O pesquisador não se limita a olhar para o inventor com os olhos do presente. Procura compreender suas experiências dentro das condições intelectuais de seu tempo. O resultado é o retrato de um homem movido pela curiosidade, pela observação e pela convicção de que os limites, aparentemente intransponíveis, poderiam ser vencidos pelo conhecimento. 

A obra também pode ser compreendida como uma reflexão sobre o esquecimento histórico. Por que determinados inventores entram para a memória coletiva, enquanto outros permanecem nas margens? A pergunta é inevitável, quando se conhece a trajetória de Gastão Madeira. Seu nome aparece associado à história da aeronáutica brasileira e chegou a figurar, em 1927, numa placa comemorativa da travessia do Atlântico pelo hidroavião Jahú, ao lado de nomes como Bartolomeu de Gusmão, Santos-Dumont e Edu Chaves. O autor procura, portanto, corrigir uma espécie de silêncio da memória.

Mais do que uma biografia de um inventor, “Voando Além do Tempo: o pensar de Gastão Madeira” é uma obra de resgate histórico e cultural. Seu valor está em recolocar em circulação ideias que poderiam permanecer esquecidas e, sobretudo, em mostrar que a história da aviação brasileira possui personagens ainda insuficientemente conhecidos.

A obra leva também a uma reflexão entre ciência, imaginações e o território. Gastão Madeira nasceu em Ubatuba, litoral norte paulista, observou a natureza ao seu redor e, a partir dela, imaginou soluções para um dos grandes sonhos humanos. Seu pensamento nasceu em Ubatuba, mas sua ambição era universal: compreender o voo e contribuir para que o homem pudesse dominar os céus.

Por isso, Gastão Madeira pode ser visto como um pensador de fronteira: situado entre o século XIX e o século XX, entre a observações da natureza e a experiência científica, entre o sonho de voar e a tecnologia de realizar esse sonho. Cesar Rodrigues presta-lhe, assim, uma homenagem que ultrapassa a simples recuperação biográfica. Ao trazer novamente à luz seus estudos, o autor devolve a Gastão Madeira um lugar na história da ciência e da aviação brasileira.

Em última análise, “Voando Além do Tempo” é um livro sobre a capacidade humana de imaginar o futuro, antes que o futuro exista. Gastão Madeira pensou o voo quando voar ainda era uma aventura incerta. O autor recupera esse pensamento, quando muitas das ideias aeronáuticas já fazem parte do cotidiano. Entre esses dois tempos estabelece-se a verdadeira força do livro. Gastão Madeira voou com suas ideias, antes de voar com qualquer máquina. E recuperar essas ideias faz com que elas continuem voando.

Saiba mais: Biblioteca Ninja

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Sete Milhões

Blog do NINJA atinge sete milhões de visualizações
Para divulgar as ações do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), conquistar voluntários e viabilizar atividades a distância foi criado, em 17 de abril de 2010, o Blog do NINJA, que ontem, 17/9/2026, atingiu sete milhões de visualizações. Nossos leitores, além de conferir publicações sobre aviação, passaram a conhecer as estratégias e objetivos do NINJA e descobriram que podem enriquecer o projeto com novas ideias, colaborando para levar a cultura aeronáutica para mais crianças e jovens. Vamos em frente, rumo ao oitavo milhão!


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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

EMCA

Inscrições abertas para curso gratuito de manutenção de aeronaves em Taubaté
Formação dura dois anos e prepara profissionais para atuar na manutenção de aeronaves e para os exames da ANAC

Começaram na última segunda-feira (14/9/2026) e irão até 6/11/26 as inscrições para o curso gratuito de Técnico em Manutenção de Aeronaves da Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas Eng. João Ortiz (EMCA), em Taubaté, no interior de São Paulo. Ao todo, são 105 vagas para o processo seletivo de 2027. A formação tem duração de dois anos e prepara os estudantes para atuar na manutenção de aeronaves e para os exames da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Veja como participar
Curso: Técnico em Manutenção de Aeronaves
Vagas: 105
Inscrições: de 14 de setembro a 6 de novembro
Onde se inscrever: secretaria da EMCA
Endereço: Rua Tomé Portes del Rei, 507, Vila São José, Taubaté-SP
Horário: de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 15h às 20h
Curso: gratuito
Duração: dois anos
Prova: 29 de novembro

Quem pode se inscrever?
Podem participar do processo seletivo candidatos que: tenham concluído o ensino médio; ou estejam cursando o 3º ano do ensino médio, com conclusão prevista para 2026.

Para concorrer a uma vaga no Módulo Especializado, é necessário ter concluído o Módulo Básico. 

Quantas vagas há em cada período?
As vagas estão divididas entre os períodos da tarde e da noite:

Período vespertino
40 vagas
Exclusivamente para ingresso no Módulo Básico
Aulas das 15h às 18h50

Período noturno
65 vagas
62 vagas para o Módulo Básico
3 vagas para o Módulo Especializado
Três opções de habilitação no Módulo Especializado
Aulas das 19h às 22h50

Como será a prova?
A seleção será feita por meio de uma prova objetiva com 60 questões.
Serão cobrados conteúdos de: Matemática Física Inglês Português.
A prova está marcada para 29 de novembro.
O edital também informa a documentação necessária para a inscrição, o conteúdo que será cobrado na avaliação e a bibliografia indicada para os candidatos.

O que faz um técnico em manutenção de aeronaves?
O profissional trabalha nos bastidores da aviação, realizando atividades relacionadas à manutenção e à segurança das aeronaves. A formação da EMCA prepara os alunos para atuar em empresas de manutenção aeronáutica e também para os exames da ANAC, necessários para a obtenção da licença para exercer a profissão. A escola é homologada pela ANAC. Segundo o coordenador dos cursos de Engenharia, Leandro Maia Nogueira, a forte presença do setor aeronáutico no Vale do Paraíba tem aumentado a procura por profissionais qualificados na área.

“O Vale do Paraíba concentra mais de 100 empresas do setor aeronáutico, como Embraer e Boeing, e cerca de 14 mil empregos diretos. Existe hoje uma demanda grande por profissionais qualificados na área.”

Onde consultar o edital?
O edital completo do processo seletivo está disponível no site da Prefeitura de Taubaté. O documento reúne todas as informações sobre inscrição, documentação, prova, conteúdo programático, bibliografia, divulgação dos resultados e matrícula.

Fonte: g1 Vale do Paraíba e região

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Biblioteca Ninja

Livro conta a pioneira viagem aérea do Chile ao Brasil e o primeiro pouso em Ubatuba 
Os fatos ligados ao pioneiro reide aéreo ligando Santiago do Chile ao Rio de Janeiro, em 1922, são abordados no livro “A Jornada Aérea: dos Andes ao Atlântico”. A motivação da compilação foi, além de descrever a jornada, efetuar o registro referente ao primeiro pouso de um avião em Ubatuba (SP), evento derivado da aventura e da rota traçada pelo piloto de um biplano DH-9 Airco, o capitão do Exército chileno Diego Aracena Aguilar. Naqueles dias, o Brasil comemorava o centenário de sua independência e várias atividades aéreas fizeram parte da agenda de celebração.

Carta diplomática
O governo do Chile, para homenagear os 100 anos do Brasil como Pátria, enviou dois aviões com a missão de entregar uma carta diplomática de felicitações ao presidente Epitácio Pessoa. No entanto, apenas um aparelho conseguiu terminar a travessia desde a cordilheira dos Andes até o Oceano Atlântico. A aeronave de Diego Aracena, após passar por localidades do Chile, Argentina e Uruguai, ingressou no Brasil e escalou em Pelotas, Porto Alegre, Torres, Florianópolis e Santos. Após sair desta última cidade para o destino final do reide, Rio de Janeiro, foi compelido, devido condições meteorológicas, a fazer um pouso alternativo em Ubatuba (SP).
Era o dia 14 de setembro de 1922. Foi a primeira vez que um avião aterrissou na localidade. Todavia, danos causados na aeronave determinaram que o final do reide, na etapa Ubatuba – Rio de Janeiro, fosse cumprido com um hidroavião da Marinha do Brasil.

A jornada aérea
O livro foi produzido por voluntários no âmbito do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), em face de várias abordagens para registrar e celebrar o primeiro pouso de um avião na cidade. O compêndio com 70 páginas mostra o passo a passo da grande viagem aérea, um registro para as próximas gerações. O relato do episódio na história da aviação, basicamente, é reconstituído com pesquisa bibliográfica, leitura de jornais da época, coleta de imagens relacionadas e consulta em escritos postados em mídia eletrônica.

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domingo, 13 de setembro de 2026

Especial de Domingo

Amanhã, 14 de setembro de 2026, brindaremos ao 104º aniversário do primeiro pouso de uma aeronave em Ubatuba, bela cidade do litoral norte do Estado de São Paulo onde mantemos, no Colégio Dominique, a sede do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA. Saiba mais sobre esta fascinante história.
Boa leitura.
Bom domingo!

14 de setembro de 1922
1º pouso de aeronave em Ubatuba (SP)
Em 1922, quando o Brasil celebrava o centenário de sua independência, um piloto chileno voou para celebrar a festa nacional. O capitão Diego Aracena Aguilar, fez o reide Santiago – Rio de Janeiro, escalando em cidades do Chile, Argentina, Uruguai e Brasil. Naquela travessia protagonizou o que foi a primeira aterrissagem de uma aeronave na cidade de Ubatuba (SP), no dia 14 de setembro de 1922, usando, como pista de pouso, uma faixa de vegetação rasteira na orla da praia do Itaguá. Ele pilotava o biplano DH-9 número 92, batizado de El Ferroviario, em referência à doação, pelos trabalhadores ferroviários, do aparelho para o Exército do Chile.
Após efetuado o toque no solo, quando estava prestes a parar, o sistema de pouso bateu em uma fenda no gramado, provocando avarias nas rodas e asas. Em consequência, sem condições de reparos em Ubatuba, por meio telegráfico o comandante comunicou o fato às autoridades e ao embaixador chileno e deixou a cidade com destino ao Rio de Janeiro, a bordo do navio contratorpedeiro “Amazonas” (CT-1) da Armada.

Finalização da travessia Chile-Brasil
No dia 25 de setembro de 1922 - após ter realizado o que foi, no dia 14, o primeiro pouso de uma aeronave em Ubatuba (SP) - o capitão chileno, Diego Aracena (12/11/1891 – 02/05/1972) foi conduzido até a vertical da cidade - onde seu avião De Havilland Airco DH-9 ficou indisponível, devido avarias sofridas na aterrissagem. Nesse ponto, assumiu o comando do hidroavião Curtiss HS2L número 11 da Aviação Naval do Brasil, para terminar o reide aéreo Santiago – Rio de Janeiro. A operação foi uma gentileza da Marinha do Brasil para que o piloto chileno concluísse de avião o que foi a primeira travessia aérea desde a capital do seu país até a então capital do Brasil. Sua missão era trazer uma carta do presidente Arturo Alessandri ao presidente brasileiro, Epitácio Pessoa, saudando a Nação, em comemoração ao centenário da independência.

Livro conta a pioneira viagem aérea do Chile ao Brasil e o primeiro pouso em Ubatuba 
Os fatos ligados ao pioneiro reide aéreo ligando Santiago do Chile ao Rio de Janeiro, em 1922, são abordados no livro “A Jornada Aérea: dos Andes ao Atlântico”, publicado pelo Instituto Salerno-Chieus, organização cultural do Colégio Dominique. A motivação da compilação foi, além de descrever a jornada, efetuar o registro referente ao primeiro pouso de um avião em Ubatuba (SP), evento derivado da aventura e da rota traçada pelo piloto de um biplano DH-9 Airco, o capitão do Exército chileno Diego Aracena Aguilar. Naqueles dias, o Brasil comemorava o centenário de sua independência e várias atividades aéreas fizeram parte da agenda de celebração.

Carta diplomática
O governo do Chile, para homenagear os 100 anos do Brasil como Pátria, enviou dois aviões com a missão de entregar uma carta diplomática de felicitações ao presidente Epitácio Pessoa. No entanto, apenas um aparelho conseguiu terminar a travessia desde a cordilheira dos Andes até o Oceano Atlântico. A aeronave de Diego Aracena, após passar por localidades do Chile, Argentina e Uruguai, ingressou no Brasil e escalou em Pelotas, Porto Alegre, Torres, Florianópolis e Santos. Após sair desta última cidade para o destino final do reide, Rio de Janeiro, foi compelido, devido condições meteorológicas, a fazer um pouso alternativo em Ubatuba (SP). Era o dia 14 de setembro de 1922. Foi a primeira vez que um avião aterrissou na localidade. Todavia, danos causados na aeronave determinaram que o final do reide, na etapa Ubatuba – Rio de Janeiro, fosse cumprido com um hidroavião da Marinha do Brasil.

A jornada aérea
O livro foi produzido por voluntários no âmbito do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), em face de várias abordagens para registrar e celebrar o primeiro pouso de um avião na cidade. O compêndio com 70 páginas mostra o passo a passo da grande viagem aérea, um registro para as próximas gerações alcançarem o conhecimento histórico. O relato do episódio na história da aviação, basicamente, é reconstituído com pesquisa bibliográfica, leitura de jornais da época, coleta de imagens relacionadas e consulta em escritos postados em mídia eletrônica.

O primeiro pouso em Ubatuba como símbolo da amizade Chile-Brasil
Havia 11 dias desde que Diego Aracena e seu mecânico Arturo Seabrook protagonizaram o que foi o primeiro pouso de uma aeronave em Ubatuba (SP). No dia 14 de setembro de 1922 eles, que estavam desde 29 de agosto em rota, passando por localidades do Chile, Argentina, Uruguai e Brasil, faziam a última etapa do reide, de Santos para o Rio de Janeiro. Todavia as más condições meteorológicas reinantes no litoral fizeram com que Aracena procurasse uma alternativa, optando por aterrissar na orla da baía de Ubatuba. Ele pilotava o biplano DH-9 número 92, batizado de El Ferroviario, em referência à doação, pelos trabalhadores ferroviários, do aparelho para o Exército do Chile. Após efetuado o toque no solo, quando estava prestes a parar, o trem de pouso bateu em uma fenda no gramado, provocando avarias nas rodas e asas. Em consequência, sem condições de reparos em Ubatuba, por meio telegráfico o comandante comunicou o fato às autoridades e ao embaixador chileno e deixou a cidade com destino ao Rio de Janeiro, a bordo do navio contratorpedeiro “Amazonas” (CT-1) da Armada.
No entanto, os militares brasileiros insistiram para que Diego Aracena concluísse a inédita travessia voando, conforme o planejado.
Assim, recebeu instruções de pilotagem do hidroavião Curtiss número 11 da Aviação Naval e, no dia 25 de setembro de 1922, a aeronave conduzida pelo primeiro tenente aviador naval Victor de Carvalho e Silva e tendo como mecânico Laudelino Pedro Barbosa o trouxe até Ubatuba. Depois de ter lançado, às 12 horas, uma mensagem para as autoridades e o povo ubatubense, Aracena assumiu o comando do Curtiss e voou até o Rio, após uma escala de abastecimento na Ilha Grande, terminando a longa travessia, a fim de comemorar com os brasileiros o centenário da independência.
O DH-9 El Ferroviario ainda permaneceria em Ubatuba até o dia 6 de outubro de 1922, quando foi embarcado no contratoperdeiro “Alagoas” (CT-6) da Marinha do Brasil e levado ao Rio de Janeiro, para reparos e retorno ao Chile.

Comemoração do Centenário
A comemoração do Centenário do Primeiro Pouso de Avião em Ubatuba, em 14 de setembro de 2022, foi uma ideia nascida entre entusiastas de aviação reunidos pelo Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA, no Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba estabelecido no Colégio Dominique. Em 14 de setembro de 2021, os participantes de um evento chamado Café Voador dialogaram a respeito. Devido à envergadura da proposta, concluíram que a atividade de interesses cultural, turístico e histórico somente seria viabilizada com o engajamento da administração pública e de entidades privadas, notadamente dos setores cultural e turístico, haja vista demandas externas não comportadas pelas ações voluntárias dos colaboradores do NINJA. 
Os registros acima, publicados em diversas ocasiões no blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), serviram como referência para sensibilizar a Câmara e a Prefeitura Municipal de Ubatuba para tornar real, de 8 a 14/9/2022, a 1ª Semana da Aviação em Ubatuba, comemorando o centenário do primeiro pouso de avião na cidade, ocorrido em 14 de setembro de 1922. Demonstração aérea, palestra e exposição itinerante do Museu Aeroespacial foram algumas das atrações realizadas no aeroporto Gastão Madeira. O evento também objetivou valorizar a história e as pesquisas aeronáuticas do ubatubense Gastão Madeira. Para os gestores do Instituto Saleno-Chieus, organização do Colégio Dominique responsável pelo fomento de diversas ações culturais,  novas edições da Semana da Aviação de Ubatuba poderiam consolidar-se como atrativos para moradores e visitantes, constituindo-se em fato turístico, histórico e cultural.

Fotos: Aditância do Chile; Acervo do NINJA e da Marinha do Brasil

Fontes: FAB e NINJA

Saiba mais: Blog do NINJA de 17/11/201716/09/2021 e 1/12/2022

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