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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 25 de junho de 2022

Indústria Aeronáutica

Embraer recebe pedido para converter 10 jatos em cargueiros
A Embraer assinou um pedido firme para conversão até de 10 E-Jets em aeronaves cargueiras (P2F, passenger to freight, em inglês) com um cliente “não-divulgado”. As aeronaves virão da atual frota de E-Jets deste cliente, com entregas a partir de 2024. Este é o primeiro contrato firme para a conversão de E-Jets, sendo o segundo acordo para esse tipo de operação. Em maio, a Embraer e a Nordic Aviation Capital (NAC) anunciaram um acordo para ter até 10 posições de conversão para os jatos E190F/E195F. As conversões para cargueiros dos E-Jets da Embraer oferecem desempenho e economia superiores no segmento – os E-Jets cargueiros terão mais de 50% de capacidade de volume, três vezes mais alcance que grandes turboélices de carga e custos operacionais até 30% menores do que aeronaves narrowbodies. 

Conversões no Brasil
Com mais de 1.600 E-Jets entregues pela Embraer em todo o mundo, os clientes P2F se beneficiarão de uma rede global de serviços madura e bem estabelecida, além de contar com um amplo portfólio de produtos já disponíveis para apoiar suas operações desde o primeiro dia. As conversões para cargueiro serão realizadas nas instalações da Embraer no Brasil e incluem: porta de carga dianteira principal; sistema de movimentação de carga; reforço do piso; barreira de carga rígida (RCB, na sigla em inglês) – barreira 9G com porta de acesso; sistema de detecção de fumaça de carga (compartimento de carga do convés principal classe E); alterações no Sistema de Gestão do Ar (arrefecimento, pressurização, etc); remoção de interior e provisões para transporte de materiais perigosos.

Fonte: Embraer, em 24/06/2022

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sexta-feira, 24 de junho de 2022

Datas Especiais

Vídeo da FAB homenageia o Dia da Aviação de Reconhecimento em 24 de junho
Na Força Aérea Brasileira (FAB), as missões de reconhecimento nasceram em 24 de junho de 1947. Há 75 anos, militares atuam na análise e coleta de dados de inteligência e no monitoramento de áreas de interesse.

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Aviação do Exército

155 anos do primeiro emprego militar de meio aéreo na América Latina
O início da atividade aeronáutica no Exército Brasileiro tem como cenário os campos de batalha de Humaitá e Curupaiti, durante a Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai). Neste 24 de junho de 2022, faz 155 anos do primeiro emprego militar de balão na América Latina. Coube ao então Marquês de Caxias, Patrono da Força Terrestre, o pioneirismo de empregar militarmente balões cativos de observação na América do Sul. Tal atividade já havia se mostrado vantajosa durante a Guerra Civil Norte-americana (1861 – 1865). O Patrono do Exército, como grande estrategista que era e com uma atuação projetiva, ao ser nomeado Comandante-Chefe dos aliados, antecipou sua análise do campo de batalha. Constatou que a topografia do terreno onde o conflito se delineava era plano e que os toscos “mangrulhos” construídos não ultrapassavam 15 metros de altura. Assim, solicitou a aquisição de balões, antes mesmo de sair do Rio de Janeiro com destino ao Teatro de Guerra. Após acordos entre o governo brasileiro e dos EUA, em 31 de maio de 1867, chegaram à região do conflito dois aeronautas americanos acompanhados de dois balões e seus respectivos equipamentos. O menor dos aparelhos tinha 8,5 metros de diâmetro e 17.000 pés cúbicos de gás; o maior possuía 12,19 metros de diâmetro e 37.000 pés cúbicos de gás. A capacidade dos balões variava de 2 a 8 pessoas. Eles eram confeccionados com tecido de algodão e, depois de prontos, recebiam várias camadas de verniz para proteger a tela e para diminuir o escape do gás.
Os suprimentos indispensáveis para a fabricação de hidrogênio, utilizado no enchimento dos balões, eram o ácido sulfúrico e a limalha de ferro. Alcançavam a altura de, aproximadamente, 300 metros. A comunicação, entre os aeronautas (ou observadores aéreos) a bordo do balão com o pessoal em terra, era feita por meio de mensagens lastradas, de sinais de semáfora com bandeirolas ou outros sinais visuais e, ainda, por meio de telegrafia com fio.

O primeiro uso da aeroestação, em guerra, por brasileiros
Em 24 de junho de 1867, deu-se o primeiro emprego militar de balão na América Latina, com sua ascensão a 330 metros. O primeiro brasileiro a fazer uso da terceira dimensão, em campanha, foi o Capitão Francisco Cesar da Silva Amaral, que subiu com o balão no dia 12 de julho de 1867. Contabilizaram-se, ao todo, vinte ascensões, de junho a setembro de 1867. As informações sobre a disposição do inimigo no terreno, colhidas por meio da observação aérea, foram fundamentais para o Marquês de Caxias. Com o conhecimento obtido, foi escrito o primeiro capítulo da história da Aeronáutica Militar Brasileira.

Texto: Espaço Cultural da Aviação do Exército (Taubaté, SP)

Imagens: Equipamento de produção de hidrogênio (Arquivo) e Ascensão do balão (óleo sobre tela, por Francischetti)

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quinta-feira, 23 de junho de 2022

Aviação Agrícola

Aviões agrícolas poderão ser usados em combate a incêndios
Aviões de uso agrícola poderão ser utilizados no combate a incêndios florestais. O texto, de autoria do senador Carlos Fávaro, altera o Código Florestal e o Decreto-Lei 917/69, que trata do emprego deste tipo de aeronave no país. A proposta havia sido aprovada no Senado e, no dia 22 de junho de 2022, recebeu o aval dos deputados. “A medida é uma necessidade do país”, afirmou o deputado José Medeiros (PL-MT), relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em Mato Grosso, no ano passado, a associação dos aviadores se dispôs a fazer o trabalho, mas houve uma série de empecilhos burocráticos”, disse.

Planos
Pelo texto, que segue para a sanção presidencial, os planos de contingência para combater incêndios florestais , elaborados por órgãos ambientais, devem traçar as diretrizes para uso da frota aeroagrícola. As aeronaves devem atender normas técnicas definidas pelo poder público e ser pilotadas por profissionais qualificados para a atividade. Além disso, a política de emprego da aviação agrícola na atividade de combate a incêndio em todos os tipos de vegetação deve ser proposta pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Segundo o texto, a atividade poderá ser incentivada pelo poder público e constar de políticas, programas e planos governamentais de prevenção e combate aos incêndios florestais, passando inclusive pela formação e treinamento de pilotos.

Fonte: Gazeta Brasil, em 22/06/2022

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quarta-feira, 22 de junho de 2022

Carreiras na Aviação

FAB forma mais 389 sargentos Especialistas de Aeronáutica
A Força Aérea Brasileira (FAB), desde segunda-feira, 20 de junho de 2022, conta com 389 novos militares especialistas em suas fileiras. Os Terceiros-Sargentos serão distribuídos pelas Organizações Militares da FAB, a fim de cumprirem suas missões nas mais distintas áreas de atuação, para as quais se formaram pela Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP), instituição que é o maior complexo de ensino técnico-militar da América do Sul.

Cerimônia
A Cerimônia de conclusão do Curso de Formação de Sargentos (CFS) - Turma Gripen e do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS) - Turma Millennium foi presidida pelo Comandante da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, e contou com a presença de Oficiais-Generais do Alto-Comando da Aeronáutica, além de demais autoridade civis, militares e familiares dos formandos. A EEAR tem por finalidade a formação e o aperfeiçoamento de Graduados da Aeronáutica.

Profissionais
Para o Comandante da EEAR, Brigadeiro do Ar Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues, que foi aluno da Escola de Especialistas, o momento é de alegria e sentimento de missão cumprida a cada turma que se forma na escola. “Realmente é uma honra muito grande participar desse momento da formação desses Sargentos e fazemos de tudo aqui, para entregar os melhores profissionais para a nossa Força”, salientou.

Destaques
O Sargento Especialista em Eletrônica Pedro Mendes da Silva Junior conquistou a primeira colocação no EAGS. O militar disse que esta é a concretização da felicidade por poder servir à Nação. A agora Sargento Especialista em Controle de Tráfego Aéreo, Ingrid Kelle da Silva Vidal, foi a primeira colocada da 254ª turma do CFS. Para ela, ter se tornado militar e Especialista de Aeronáutica é motivo de realização imensurável. “Tive a honra de concluir o curso como primeira colocada, algo que estava além do que eu poderia imaginar. Sou grata a Deus por ter colocado as pessoas certas no meu caminho para chegar até aqui, desde os meus familiares e amigos até os instrutores, sargenteantes e comandante”, disse ela. Pelas conquistas, os militares receberam o Prêmio Força Aérea Brasileira. 

Esquadrilha da Fumaça
Ao final da cerimônia, a Esquadrilha da Fumaça realizou uma apresentação aos formandos e familiares, com manobras especiais, em homenagem a conclusão do curso e estágio. 

Fonte: FAB

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terça-feira, 21 de junho de 2022

Oshkosh 2022

Brasileiros voltam a Oshkosh, depois de dois anos, para o maior evento de aviação
Um grupo com dezenas de brasileiros entusiastas de aviação voará até Oshkosh, no estado de Wisconsin, nos Estados Unidos, para participar, de 24 a 31 de julho, da AirVenture 2022, o maior evento aeronáutico do mundo.
A principal turma de viajantes é organizada pela operadora de turismo Candiota, de Porto Alegre (RS), detentora de 40 anos de experiência em levar brasileiros para a celebração promovida pela EAA – Associação de Aviação Experimental.
A oportunidade da visita surge após dois anos de interrupção. Em 2020, o evento foi cancelado, devido à pandemia Covid-19. No ano passado, ficou inviabilizada a ida aos Estados Unidos, haja vista a necessidade de uma quarentena de 15 dias, ainda em função da pandemia.
Segundo os organizadores da viagem, há poucas vagas remanescentes para 2022.

O evento
A AirVenture tradicionalmente movimenta cerca de 10 mil aeronaves no aeroporto regional Wittman Field e recebe perto de 1 milhão de visitantes. Além do comércio relacionado aos produtos de aviação e itens de caráter geral, há um gigantesco número de aeronaves em exposição, palestras, shows aéreos diurnos e noturnos. Chama a atenção o modo de organização das atividades, marcada por forte participação de voluntários.
Os gramados do aeroporto são divididos por segmentos de atividades, como os aviões da Segunda Guerra Mundial, aeronaves experimentais, raridades, aviões de vários modelos e fabricantes de todas as épocas, ultraleves, helicópteros, aviação militar contemporânea, acampamentos, comércio, atrações culturais e educativas, entre outras.

O programa da Candiota
O entusiasta que viaja com a Candiota dispõe de acompanhamento desde o embarque em Guarulhos, passando pelos aeroportos de Miami e Chicago O´Hare; traslado em ônibus desde Chicago até Oshkosh; hospedagem em apartamentos da Universidade de Wisconsin; ingresso para todos os dias e áreas do evento, incluindo acesso até a beira da pista e ao Museu da EAA; e, assistência local.

Leia aspectos de Oshkosh 2019: Blog do NINJA de 18/08/2019. Clique aqui 

Saiba mais: www.candiota.com.br ; (51) 3326-1234

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segunda-feira, 20 de junho de 2022

Videoteca Ninja

Esses Homens Maravilhosos e Suas Máquinas Voadoras
O nome completo do filme é: Esses Homens Incríveis e Suas Máquinas Voadoras ou Como Voei de Londres a Paris em 25 horas e 11 minutos. Depois de recuperar o fôlego perdido ao pronunciar toda a frase, vale a pena perdê-lo novamente com as boas gargalhadas provocadas pelo filme. Uma corrida aérea de Londres a Paris é a desculpa para boas piadas, uma excelente fotografia aérea e algumas acrobacias inusitadas. A história se passa em 1910, quando os aviões estavam em seus primórdios e mantê-los em linha reta, ou mesmo nos céus, não era lá muito fácil. Como essa é uma competição internacional, o elenco apresenta diversas nacionalidades: Stuart Whitman faz o papel de um caubói norte-americano interessado na bela Patricia (Sarah Milles, de A Filha de Ryan), que é namorada de um inglês, enquanto os veteranos Alberto Sordi e Gert Fröbe representam a Itália e a Alemanha. Eles se reúnem quando um editor jornalístico pedante, mas muito rico, decide patrocinar uma corrida aérea através do Canal da Mancha, oferecendo o prêmio de 10 mil libras ao vencedor. As proezas das equipes americana, britânica, francesa, alemã, italiana e japonesa dão origem às mais ousadas e hilárias acrobacias aéreas já registradas em filme. Desde os divertidos créditos iniciais, realizados por Gerald Searle, essa comédia de aventuras mostra que veio apenas para divertir. A ótima reconstituição de época chegou ao requinte de construir réplicas perfeitas de aeronaves antigas. A direção de fotografia é de Christopher Callis, que serviu a Força Aérea Britânica como câmera durante a Segunda Guerra. Esse é o tipo de extravagância internacional que Hollywood não se arrisca mais a fazer.

Gênero: Clássico.

Atores: Stuart Whitman, Sarah Miles, James Fox, Alberto Sordi, Robert Morley, Terry-Thomas, Gert Fröbe, Jean-Pierre Cassel, Eric Sykes, Irina Demick, Flora Robson, Red Skelton.

Direção: Ken Annakin.

Ano de produção: 1965

Duração: 137 min.

Distribuição: Fox Home Entertainment

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domingo, 19 de junho de 2022

Especial de Domingo

Saiba mais sobre a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, que completa 100 anos.
Boa leitura.
Bom domingo!

História
2022: Centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul
Um marco para a navegação aérea mundial completa 100 anos em 2022. De 30 de março a 17 de junho de 1922, os aviadores portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral empreenderam a Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul. Partindo do Rio Tejo, em Lisboa, a aeronave batizada por Lusitânia, um hidroavião monomotor especialmente concebido para a ocasião, realizou o primeiro voo ligando Portugal ao Brasil, repetindo, assim, pelo ar, a viagem marítima do navegador português Pedro Álvares Cabral, alguns séculos antes.
A missão aérea durou 62 horas e 26 minutos, percorrendo cerca de 8.300 quilômetros, fazendo escalas em Las Palmas, Gando, São Vicente, São Tiago, Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, Recife, Salvador, Porto Seguro, Vitória e, por fim, Rio de Janeiro, que na época era a capital brasileira.

Sextante
A viagem representou uma inestimável contribuição para a aviação, já que até então viagens de longas distâncias dificultava a manutenção do rumo. Para vencer o obstáculo, a dupla encontrou, com genialidade, uma solução inédita. Após intensos estudos e seus conhecimentos em geografia e cartografia, o Almirante Gago Coutinho aperfeiçoou o sextante náutico, adaptando-o à aviação.
Em parceria com Sacadura Cabral, desenvolveu um equipamento denominado “Corretor de Rumos”, que permitia plotar a deriva do avião e calcular o rumo verdadeiro, com excelente precisão.

Histórico
O início do projeto da Travessia Aérea do Atlântico Sul teve lugar em 1919, por ocasião da visita do Presidente do Brasil a Portugal, quando Sacadura Cabral lançou a ideia de comemorar o primeiro centenário da independência do Brasil. No ano seguinte, em 1920, Sacadura Cabral encontrava-se na Inglaterra, adquirindo material para a Aviação Naval portuguesa e relacionando os tipos de aeronaves consideradas ideais para a realização da travessia do Atlântico. Desta maneira, sua escolha apontou o fabricante inglês Fairey, construtor do avião F III-D.
A empresa Fairey, inclusive, já dispunha do projeto de um hidroavião com características semelhantes a que Sacadura Cabral procurava, ou seja, o F III-D, modificado, adaptado a uma viagem transoceânica, com a envergadura das asas aumentada e depósitos suplementares de combustível nos flutuadores principais. Sacadura Cabral acompanhou a construção e modificação do avião, que, após difíceis experiências e reajustamentos, ficou pronto quase no final do ano de 1921.

Fonte: FAB

Saiba mais: Blog do Ninja de 5/3/2017.

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