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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 27 de março de 2026

MUSAL

Está aberta a reserva gratuita de ingressos para o MUSAL Airshow, o grande evento do Museu Aeroespacial
O Museu Aeroespacial (MUSAL), da Força Aérea Brasileira (FAB), localizado no Rio de Janeiro, já abriu a reserva gratuita de ingressos para seu mais aguardado evento do ano, o grande MUSAL AIRSHOW, que acontecerá nos dias 16 e 17 de maio. Embora a entrada seja gratuita, existe a necessidade de controle do número de pessoas nas dependências do evento, portanto, só poderá entrar quem reservar o seu ingresso e apresentá-lo na entrada. O MUSAL AIRSHOW é reconhecido por reunir milhares de visitantes, oferecendo não apenas apresentações aéreas (civis e militares), mas também exposições históricas e atividades socioeducativas, interativas e de utilidade pública. É um espetáculo que conecta o público à história da aviação brasileira e navega pela cultura aeronáutica do Brasil. É um programa ideal para famílias, apaixonados por aviação e para quem deseja viver um final de semana de aprendizado e emoção. Retire seu ingresso gratuitamente, mas não esqueça que o ingresso somente é válido para o dia marcado nele. Adicionalmente, a organização incentiva a solidariedade, convidando os participantes a doarem 1 kg de alimento não perecível. Para acessar a página de reserva de ingressos, no Sympla, clique aqui.

Fonte: AEROIN, Por Murilo Basseto

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Cursos MIS - SP

Jornada do Pequeno Príncipe

Curso online
Dias 08, 13, 15, 22, 27 e 29 de abril, segundas e quartas das 19h às 21h

O Pequeno Príncipe”, quinta obra do francês Antoine de Saint-Exupéry, lançada em 1943 e traduzida para mais de 500 línguas, se diferencia de suas obras anteriores por se dirigir às crianças, com ilustrações do próprio autor e podendo ser interpretada como síntese de seu pensamento. O curso parte do texto e das ilustrações do escritor para convidar a uma releitura que considera elementos menos estudados. Esse estudo é proposto à luz da biografia do autor, já que ele mesmo afirmou que só era capaz de escrever sobre o que realmente viveu.

Aula 1 - A obra universal
Apresentação do tema central de “O Pequeno Príncipe”. Biografia do autor e apresentação de suas demais obras. A carreira de aviador. 

Aula 2 - O mundo invisível
Capítulos iniciais do livro são dedicados à apresentação do tema – em todos eles, desenvolve-se a questão do “essencial invisível”. A questão da dedicatória, da imaginação e da infância, das aparências enganosas e do mal invisível.

Aula 3 - A jornada do pequeno herói
A construção do personagem à maneira da jornada de um herói: ruptura (a questão da rosa); viagem iniciática; provações (os seis planetas visitados); o sétimo planeta.

Aula 4 - O aprendizado
A chegada à Terra, o eco, a “florzinha de nada” e o encontro com a serpente. O jardim de rosas e o encontro definitivo com a raposa (o papel da raposa na literatura e seu símbolo na obra).

Aula 5 - A recompensa
O encontro consigo mesmo e o “tesouro” que dá sentido à vida. O último encontro com o piloto e as duas pontas da vida. A busca pela purificação – o papel da água.

Aula 6 - O legado
A desmaterialização do corpo. A partida do Pequeno Príncipe, a ressignificação do essencial e a trajetória da luz. O legado de uma obra universal, as traduções e as multiplicações.

Sobre a professora Mônica Cristina Corrêa
Mônica Cristina Corrêa é uma das maiores especialistas na obra de Saint-Exupéry. É graduada em Letras (francês, português e italiano) pela Universidade de São Paulo (USP), mestra em Língua e Literatura Francesa, doutora em Língua e Literatura Francesa, com pós-doutorado em Literatura Comparada (Brasil-França), também pela USP. Por suas traduções de autores franceses clássicos, recebeu bolsas de incentivo do governo francês e pesquisou na França. Entre 2015 e 2020, traduziu seis obras de Antoine de Saint-Exupéry para a Editora Companhia das Letras. É oficial da Ordem Nacional do Mérito da França desde 2025 por seu trabalho em prol da cultura francesa no Brasil.

Saiba mais: Cursos MIS-SP 

Curso online: Jornada do Pequeno Príncipe

Valor: R$ 200

Local: As aulas acontecem online, ao vivo (pelo Zoom)

Público: indicado para maiores de 16 anos

Comprar: Megapass

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Datas Especiais

25 de março:
Dia do Especialista de Aeronáutica
Neste 25 de março comemora-se, no âmbito da Força Aérea Brasileira, o Dia do Especialista de Aeronáutica. A comemoração refere-se ao dia da criação da Escola de Especialistas de Aeronáutica, em 1941, atualmente sediada em Guaratinguetá (SP).

Disciplina, amor e coragem
Com o lema disciplina, amor e coragem, a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) já formou mais de 70.000 militares, os Especialistas da Aeronáutica. O que fazem estes profissionais? Qual a sua importância para a Força Aérea?
Fundada em 1941, na antiga Escola de Aviação Naval, na Ponta do Galeão (RJ), a Escola de Especialistas inicialmente oferecia os cursos para o pessoal técnico de voo, necessidade premente para a época. A Aeronáutica acabava de ser criada e precisava de uma equipe de profissionais especializados. Em 1950, a Escola de Especialistas foi transferida para Guaratinguetá (SP).

O Berço dos Especialistas
Conhecida como o “Berço dos Especialistas”, a Escola de Especialista de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP), criada em 1950, é o maior complexo de ensino técnico-militar da América do Sul e tem por finalidade a formação e o aperfeiçoamento de Graduados da Aeronáutica, oferecendo muitas especialidades e diferentes áreas profissionais para o cumprimento da missão da Força Aérea Brasileira (FAB).
O dia 25 de março é dedicado aos Especialistas de Aeronáutica. É uma forma de reconhecer o trabalho dos profissionais responsáveis por diversas atividades de caráter geral e especializado, sem as quais seria impossível atingir a atividade-fim da Força Aérea Brasileira: voar e fazer voar. 

Ingresso
Existem duas formas de ingresso: o Curso de Formação de Sargentos (CFS), que dura dois anos, direcionado para o candidato com ensino médio completo; para quem já concluiu o curso técnico, a opção é o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargentos (EAGS), que dura cerca de um ano. A escola oferece muitas opções de formação profissional nas mais diversas áreas.

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segunda-feira, 23 de março de 2026

ITA

Alunos e professores visitaram as obras da unidade do ITA em Fortaleza
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) realizou, no dia 12 de março de 2026, uma visita de alunos de graduação, professores e representantes de entidades parceiras às obras do novo campus no Ceará, que está sendo construído na Base Aérea de Fortaleza (BAFZ). Empresas dos setores de Energia e Sistemas, áreas dos novos cursos a serem oferecidos no local, também conversaram com os estudantes sobre o mercado de trabalho. Cerca de 180 alunos viajaram de São José dos Campos (SP), sede do ITA, para a capital cearense, em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB).

Unidade Fortaleza
O Reitor do Instituto, Professor Doutor Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, destacou que a expansão para Fortaleza representa um marco na trajetória do ITA e amplia a contribuição da instituição para o desenvolvimento científico e tecnológico do Brasil. “O campus de Fortaleza simboliza a capacidade do ITA de se renovar sem renunciar à sua essência: formar profissionais de excelência para servir ao desenvolvimento científico, tecnológico e estratégico do Brasil”, afirmou. O grupo foi recebido pelo Diretor do Núcleo do ITA em Fortaleza e Comandante da BAFZ, Coronel Aviador Tony Gleydson Barbosa Costa, que falou aos estudantes sobre a importância da expansão do Instituto e o protagonismo dos alunos em um momento histórico para o progresso nacional. “A implantação do ITA em Fortaleza é um marco para a educação, para a Força Aérea e para o desenvolvimento do Brasil. Os alunos que acompanham esse processo hoje são testemunhas e protagonistas dessa transformação”, afirmou.

Fonte: FAB

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domingo, 22 de março de 2026

Especial de Domingo

Novamente, estudaremos o 2º e o 3º Congresso Brasileiro de Aeronáutica, destacando teses que contribuíram para o surgimento da Embraer.
Boa leitura.
Bom domingo!

2º CONGRESSO DE AERONÁUTICA

Em junho de 1949, reuniu-se no Rio de Janeiro o Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Quinze anos haviam decorridos desde o primeiro Congresso, realizado em 1934, em São Paulo. E, como naquela ocasião, formou-se uma comissão para estudar e debater a questão do desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

O Congresso foi aberto pelo Brigadeiro do Ar, Armando Trompowsky, Ministro da Aeronáutica, e seu temário abrangia assuntos variados, como os problemas de ensino aeronáutico, da ampliação e melhoramento da infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, do direito aeronáutico, da medicina da aviação, da formação de pilotos civis e outros.

Impresso da UBAC - União Brasileira de Aviadores Civis

A abertura total do mercado brasileiro às sobras de guerra norte-americanas havia comprometido o parque industrial instalado. No final da guerra, o país dispunha de quatro empresas fabricantes de aeronaves: a Companhia Aeronáutica Paulista, a Companhia Nacional de Navegação Aérea, a Fábrica do Galeão e a Fábrica de Aviões de Lagoa Santa, além da Fábrica Nacional de Motores. A Escola Técnica do Exército formava engenheiros com especialização em aeronáutica, e um núcleo de pesquisas desenvolvia tecnologia na Seção de Aeronáutica do IPT. Era uma base industrial e técnica significativa, fruto de um esforço de mais de vinte anos e das condições excepcionais do período de guerra.

Em 1949, esse patrimônio tinha sido atingido pela concorrência predatória das sobras de guerra norte-americanas. Não houve uma política industrial no pós-guerra que possibilitasse a sobrevivência da nascente indústria nacional frente à avassaladora penetração do produto estrangeiro.

Nesse quadro, reuniu-se uma comissão sobre indústria aeronáutica e fomento do Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Suas recomendações surgem num contexto de desalento e de encerramento das atividades das indústrias aeronáuticas no país.

Em novembro de 1948, a Companhia Nacional de Navegação Aérea fechara as suas portas. Em dezembro do mesmo ano, foi seguida pela Companhia Aeronáutica Paulista. A Fábrica do Galeão tinha suas atividades praticamente paralisadas. A Fábrica de aviões de Lagoa Santa caminhava para transformar-se em parque de material aeronáutico da Força Aérea. A Fábrica Nacional de Motores era privatizada, entregue ao capital estrangeiro, e transformava-se em indústria automotiva.

Três teses foram apresentadas ao Segundo Congresso sobre o problema do desenvolvimento industrial: “Reerguimento da Indústria Aeronáutica Nacional”, de autoria do engenheiro Romeu Corsini, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas; “Indústria e Fomento”, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica; “Problemas de Administração e Construção Aeronáutica no Brasil”, do engenheiro Luís Felipe Marques.

Romeu Corsini iniciava sua tese, constatando o fechamento das duas únicas empresas privadas e historiando a trajetória da Companhia Aeronáutica Paulista. Lembrava que, a partir de 1947, a CAP reduzira seu pessoal técnico ao mínimo. Visando a redução de despesas, concentrara seus esforços na produção de dois modelos de aparelhos, com o objetivo de resistir à forte concorrência norte-americana. Mas os resultados tinham sido nulos, e a empresa encerrara a produção de aeronaves.

O engenheiro lamentava que o Brasil passasse de condição de auto-suficiência na produção de aviões leves para instrução à dependência em relação aos estrangeiro, e evocava o caráter estratégico da indústria aeronáutica. De fato, a preocupação com a segurança nacional motivara a Campanha Nacional de Aviação, que tivera como razão básica a formação de pilotos para a constituição da reserva da Aeronáutica. A Campanha foi o principal instrumento de criação do mercado para a CAP e para a CNNA.

EngºRomeu Corsini - Pioneiro em pesquisas sobre combustíveis renováveis, um dos fundadores da Escola de Engenharia de São Carlos,  faleceu em 25/3/2010

Corsini apontava a necessidade estratégica da manutenção de núcleos industriais e tecnológicos que, em situação de emergência, poderiam ser ampliados rapidamente, acrescentando ter sido essa a razão que levara o Estado-Maior a recomendar que os aviões para a instrução fossem fabricados no país. Para o engenheiro, ao Estado cabia a função de fomentar a indústria aeronáutica, citando o plano quinquenal elaborado em 1946 pelo governo argentino, para desenvolver sua indústria de aviões.

O plano argentino correspondia a uma concepção que pressupunha o Estado como agente do desenvolvimento econômico: “El poder executivo considera que la produccion aeronáutica nacional es el principal fundamento efectivo del potencial aereo del país.”

No Brasil de 1949, o Governo Dutra significava uma opção diametralmente oposta, na qual o Estado deveria deixar o espaço livre para a ação das chamadas forças de mercado. Essa concepção, evidentemente, não atendia à necessidade de sobrevivência da indústria aeronáutica nacional, abalada pela concorrência desigual dos produtos norte-americanos. A tese de Corsini não encontrava eco no Governo Federal. O engenheiro concluía apresentando sua proposta de uma política de fomento da indústria nacional, propondo uma política de encomendas pelo Ministério da Aeronáutica de 100 aviões por ano, pelo menos. Inicialmente, as encomendas seriam de aviões do tipo Paulistinha. A fábrica não disporia de uma seção técnica própria, de forma a reduzir os custos, devendo manter convênios com o IPT que, por sua vez, receberia uma subvenção do Governo Federal. A proposta de Corsini visava a evitar a dispersão dos técnicos da Companhia Aeronáutica Paulista e, através de uma política de compras do Ministério da Aeronáutica, criar escalas de mercado para a capital nacional no segmento de aviões de instrução primária.

A segunda tese foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica do Rio de Janeiro: “Indústria Aeronáutica e Fomento”. O IBA iniciava sua tese lembrando que já em outubro de 1945, o engenheiro Frederico Abranches Brotero, do Instituto de Pesquisa Tecnológicas de São Paulo, apresentara à Instituição um “Plano de Industrialização da Aeronáutica Brasileira”. Em janeiro de 1946, o IBA participou do Segundo Congresso Brasileiro de Engenharia, apresentando um trabalho denominado “Planejamento industrial”. Os dois trabalhos concluíam por justificar a existência de uma indústria aeronáutica nacional e refletiam a preocupação dos meios aeronáuticos com o futuro desse segmento da indústria brasileira.

A tese do IBA propunha a organização de um programa de produção aeronáutica; a elaboração de um programa de protótipos; a padronização do material aeronáutico e o estudo de um sistema de auxílio à expansão e equipamento das indústrias fornecedoras de insumos para a indústria aeronáutica.

O documento do IBA considerava que o Brasil não poderia deixar de dispor de uma “indústria básica para o potencial militar e para a solução do problema de transporte”. Considerava ainda que na indústria aeronáutica a mão-de-obra e despesas gerais representavam cerca da metade do custo de produção e que a produção de aeronaves no país permitiria uma economia de divisas de pelo menos sessenta por cento do custo de importação.

O ponto de maior interesse do trabalho consistia numa defesa extraordinariamente lúcida de necessidade do desenvolvimento de projetos adaptados às condições específicas brasileiras: “as condições do transporte aéreo no Brasil diferem das encontradas nos países altamente industrializados, cuja produção se compõe de aviões especialmente estudados para as condições próprias locais. Esses aviões são muito utilizados no mundo inteiro, embora não preencham da mesma forma os requisitos apresentados por países de situação geográfica e condições econômicas diferentes, tal é o caso das vastas regiões da América do Sul, Austrália, Canadá e África. O estudo, projeto e construção de tipos de aviões especialmente adaptados às condições brasileiras constituem-se em tarefa de grande interesse econômico que somente pode ser resolvida de modo satisfatório, por uma indústria nacional. Enquadram-se, neste caso, os aviões de transporte para linhas secundárias no interior do país, aparelhos atualmente inexistentes no mercado mundial”.

Vinte anos mais tarde, a criação da Embraer para a fabricação do Bandeirante, um avião projetado para a aviação regional, capaz de operar em pistas de terra com a mínima infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, comprovou o acerto da tese defendida pelo IBA: nos anos 1960, ainda não havia nenhum avião similar ao Bandeirante disponível no mercado internacional.A tese propunha uma política de encomendas pelas Força Aérea Brasileira para evitar o desaparecimento das indústrias existentes.

1º Voo do Avião Bandeirante, em 1968

A terceira e última tese apresentada ao Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica era de autoria do engenheiro Luís Felipe Marques, que, no entanto, não chegou a ser discutida pela comissão, visto que seu autor desejava apenas que fossem submetidas à aprovação do Congresso as conclusões da quarta comissão do Segundo Congresso de Engenharia e Indústria, cujo conteúdo era análogo à tese apresentada pelo IBA.

O Segundo Congresso acolheu as recomendações contidas nessas teses, acrescentando que os poderes públicos fixassem, através do “Conselho Nacional de Aeronáutica”, órgão a ser criado, os pontos básicos de uma política de desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

3º CONGRESSO DE AERONÁUTICA

Em março de 1955, reuniu-se, em São Paulo, o Terceiro Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Como das vezes antecedentes, formou-se uma comissão para discutir a questão da indústria aeronáutica e diversas teses foram apresentadas.

O engenheiro paulista Marc W. Niess defendeu a tese “Possibilidade da indústria de Aviões Leves no Brasil”. Iniciava sua exposição, analisando as causas dos fracassos das tentativas anteriores que, para ele, “não obedeciam a um plano comercial que garantisse seu funcionamento. Os seus produtos só tinham um comprador importante: o Governo”. Era fundamental para Niess que as novas tentativas se apoiassem no mercado particular. Entretanto, o engenheiro julgava ser muito difícil atrair capitais para o setor em função da “atmosfera de dúvida gerada pelos insucessos do passado”.

Contudo, a própria trajetória de Marc Niess desmentiu a viabilidade de iniciativas industrias no setor baseadas unicamente no mercado particular, que prescindissem da intervenção estatal.

Os capitais privados não se sensibilizaram com a perspectiva de concorrer com produtos estrangeiros no mercado interno, sem nenhum tipo de proteção, valendo-se apenas da qualidade de seus produtos e de preços competitivos. Foi, aliás, uma empresa estatal, a Fábrica do Galeão, que produziu o único avião projetado por Marc Niess e que chegou a ser fabricado em série: o aparelho 5 FG, segundo a denominação da fábrica, ou o aparelho 1–80, segundo a denominação de seu projetista.

Niess projetou um segundo avião em 1952, um aparelho destinando ao treinamento primário, com estrutura de tubos de aço soldados e madeira coberta de tela, para dois lugares. Mas introduziu alguns avanços, como um trem de aterrissagem triciclo, que possibilitava pousos mais simples, além de asas de enflechamento negativo. Apenas dois protótipos foram construídos e voaram normalmente. O avião foi denominado 2-100, ou seja: segundo o projeto de Niess. Com um motor de 100 cavalos.

Em 1960, a Marinha estava interessada em equipar o porta-aviões Minas Gerias, recém-adquirido da Inglaterra, com aviões de fabricação nacional. Surgira um contencioso entre a Marinha e a Aeronáutica sobre quem operaria os aviões do Minas Gerais. Nesse momento, por inspiração da Marinha, formou-se a Companhia Brasileira de Aeronáutica, situada junto à base aeronaval de São Pedro de Aldeia, no Rio de Janeiro, com a finalidade de produzir uma aeronave para operar no porta-aviões. Marc Niess foi chamado a projetar o aparelho. Seria uma aeronave inteiramente metálica, denominada Fragata. O projeto foi realizado e o avião começou a ser construído, mas o protótipo nunca chegou a voar. Em 1961, o Governo Federal resolveu o conflito de interesse entre a duas forças, determinando a operação de helicópteros navais pela marinha e de aviões de asa fixa pela aeronáutica.

Encerrando o projeto da aeronave Fragata, Niess fundou uma empresa para a fabricação seriada de seus dois modelos 1-80 e 2-100. Era a Clark & Niess, e instalou-se em Tatuí, interior de São Paulo, dando inicio à construção de dois aparelhos de cada modelo. Em 1963, contudo, cerca de um ano após a sua fundação, a empresa encerrava suas atividades. Não havia encomendas governamentais, nem capital suficiente para disputar uma parcela do mercado particular. Os quatro aparelhos em construção nunca foram concluídos.


Uma segunda tese foi apresentada pelo engenheiro Romeu Corsini, do IPT. Inicialmente, Corsini caracterizava uma nova fase de desenvolvimento econômico da país, marcada da fronteira agrícola no oeste de Minas, sudoeste do Paraná e nos Estados de Goiás e Mato Grosso. Esse movimento de interiorização do desenvolvimento exigiria o emprego, cada vez mais frequente do avião como meio de transporte. O Brasil já disporia de um parque industrial capaz de fornecer os insumos para a indústria aeronáutica. Faltaria apenas uma ação de planejamento. Para realizá-la, Corsini preconizava a criação de uma comissão com poderes para definir uma política industrial e tecnológica para o setor.

Seriam funções dessa comissão estudar e fixar as normas brasileiras de aeronáutica, propor estudos ou pesquisas a serem financiadas pelo Governo ou pela indústria, fomentar a indústria de aeronaves, mediante o concurso de projetos e protótipos financiados pelo Governo, para atender às necessidades mais urgentes do país, tais como: táxi aéreo, instrução, aviação agrícola, transporte de passageiros, etc. Caberia ainda à comissão o fomento à indústria de materiais, peças e acessórios, pela conjugação de esforços com a indústria e com os órgãos controladores de importação.

Corsini voltava a defender a ideia de uma comissão com poderes para definir uma política industrial para a aeronáutica, que apresentara originalmente em 1949, no Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Ela viria a tomar forma durante o Governo Jânio Quadros, com a criação do Grupo Executivo da Indústria de Material Aeronáutico – GEIMA, pouco depois da criação do GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística.

O GEIMA foi presidido pelo Brigadeiro Faria Lima, mas não logrou obter do Governo a decisão política de implantar a grande indústria aeronáutica no país. Ao contrário do GEIA, sua atuação não deixou maiores marcas na trajetória na indústria aeronáutica no país.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sexta-feira, 20 de março de 2026

C-105

FAB emprega, pela primeira vez, C-105 na Antártica
Uma aeronave C-105 Amazonas, do 1º/9º Grupo de Aviação (1º/9º GAv) “Esquadrão Arara” da Força Aérea Brasileira (FAB), realizou, no dia 6 de março de 2026, a primeira missão de ressuprimento aéreo da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), sob o Programa Antártico Brasileiro (Proantar).
Quatorze militares do 1º/9º GAv a bordo do C-105 Amazonas, matrícula FAB 2811, realizaram o lançamento aéreo de aproximadamente 1.200 kg de materiais logísticos e alimentos para os profissionais brasileiros destacados na EACF, localizada na Ilha Rey George, na Antártida. Foi a primeira vez que o “Esquadrão Arara”, sediado na Base Aérea de Manaus (AM), e o bimotor C105 Amazonas participaram desta importante missão, considerada uma das mais desafiadoras realizadas pela Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira.

Fonte: FAB

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Volta ao mundo

No último domingo, piloto cearense levantou voo em monomotor para dar a volta ao mundo
Fonte: TV Record - CE

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segunda-feira, 16 de março de 2026

Carreiras na Aviação

Inscrições para admissão na Epcar vão até 23/3/2026
A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu inscrições, até 23 de março de 2026, para o Exame de Admissão ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR) 2027, da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR). São oferecidas 150 vagas para candidatos de ambos os sexos. Podem participar jovens que tenham concluído ou estejam em fase de conclusão do Ensino Fundamental e que não tenham menos de 14 anos nem completem 19 anos até 31 de dezembro de 2027. As inscrições estarão abertas até 23/03/2026 e deverão ser realizadas pelo site: ingresso.afaepcar.fab.mil.br. A taxa de inscrição é de R$ 100. O processo seletivo é composto de: Provas Escritas (Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa e Redação), Inspeção de Saúde, Exame de Aptidão Psicológica e Teste de Avaliação do Condicionamento Físico.


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