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Voar é um desejo que começa em criança!

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Biblioteca NINJA

Livro “Vou Ali. Já volto” narra a histórica travessia do Atlântico em voo com o avião Jahú
A espetacular jornada do voo do avião Jahú, em 1927, com a primeira tripulação 100% brasileira a cruzar o Atlântico Sul, é o tema do livro “Vou ali. Já volto: o voo transatlântico do avião Jahú”. Preparado por Cesar Rodrigues e editado pelo Instituto Salerno-Chieus, o livro foi lançado em 2017 para comemorar os 90 anos da travessia “da grande lagoa” (como os pilotos, de ontem e de hoje, tratam o traslado sobre o Oceano Atlântico) pelos pioneiros: João Ribeiro de Barros (comandante), João Negrão (copiloto), Newton Braga (navegador) e Vasco Cinquini (mecânico). A bordo do Savoia-Marchetti S-55 chamado de Jahú, em homenagem à terra natal de Ribeiro de Barros, Jaú (SP), o histórico voo dos brasileiros foi marcado por festas, expectativas, dificuldades, sabotagens, panes e até pela doença malária de Ribeiro de Barros. O título do livro remete à declaração do comandante ao deixar o Brasil para buscar o S-55 em fábrica da Itália e iniciar o reide em Gênova: “Vou ali. Já volto”. As frases do seu lema foram ostentadas nos dois botes formadores da fuselagem do avião Jahú.

Ninja-Brasil: versão para a web

domingo, 26 de abril de 2026

Especial de Domingo

Neste mês de abril de 2026 comemoramos o 99º aniversário da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927, feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira. Relembrar as conquistas de nossa aviação é tarefa que o Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA) faz com entusiasmo, na esperança de contribuir para manter viva a história e os esforços de nossos antepassados.
Boa leitura.
Bom domingo!

Jahú, relembrando a sofrida história…
Fato pioneiro em nossa história da aviação, pouco registrado nos livros, Comandante João Ribeiro de Barros é lembrado por exemplo por quem circula na rodovia que liga Jaú a Bauru, no interior do Estado de São Paulo ou em outros lugares que possuem o seu nome.

João Ribeiro de Barros

Ele foi o aviador, um dos pioneiros da aviação no Brasil, com uma traje­tória curta pela política que a própria família pouco conhece. Rico e jovem, aos 27 anos nascido em Jaú (SP) tornou-se celebridade na década de 1920 como o primeiro piloto das Américas a comandar uma travessia aérea do Oceano Atlântico sem escalas e sem ajuda de navios. Com ele, não tinha tempo feio, literalmen­te. Para realizar o sonho de sobrevoar o oceano Atlântico, João Ribeiro de Barros aturou gozações da imprensa internacional, en­frentou sabotagens, tempestades, contornou um motim da tripulação e mandou até um Presidente da República calar a boca. Sua obstinação era a marca registrada desse grande aviador de Jaú, que nasceu a 4 de abril de 1900 e ainda menino, ouviu maravilhado os feitos de Santos Dumont na Europa. Decidido a ser piloto, abandonou o curso de Direito em 1919 e mudou-se para os Estados Unidos, onde foi estudar mecânica ae­ronáutica. Voltou para casa em 1921 e, dois anos depois e em abril de 1923, finalmente ti­rou seu brevê, dando início então a uma série de reides aéreos pelo país até que, em 1926 idealizou aquela que seria sua maior aventura. A travessia do Atlântico fora realizada quatro anos antes pelos portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Eles saíram de Lisboa em 30 de março de 1922 a bordo do Lusitânia, um hidroa­vião bimotor Fairey FIII-D e chegaram ao Rio em 17 de junho. Porém um detalhe é que a dupla portuguesa utilizou três aviões nesse per­curso, o que reduziu o brilho de seu feito. Nin­guém havia ainda saído da Europa e chegado à América com uma única aeronave e João Ribeiro de Barros queria ter esse pioneirismo.


Sem apoio financeiro do governo brasileiro ou de empresas, o coman­dante vendeu sua parte da herança paterna para comprar a aeronave com que faria a viagem: era um hidroavião italiano Savoia-Marchetti modelo S-55, de madeira, com mais de quatro toneladas, em precário estado de conservação. Era impulsionado por dois motores Isotta-Fraschini que como mencionado era máquina bem usada, pois o fabricante não tinha modelos novos para ofere­cer. De quebra, dois problemas sérios: bebia muita gasolina e não conseguia decolar com os tanques cheios. Seu dono anterior, o Conde Casagrande, fora obrigado inclusive, a abortar uma travessia da Itália até a Argentina por conta dessas deficiências. Pior para o piloto brasileiro, que começou a ser ironizado pela imprensa estrangeira, primeiro pelo estado da aeronave, segundo que a galeria de heróis era para europeus e o Brasil era pouco famoso na produção de celebridades desta natureza. Num teste pilotado por Barros, o hidroavião quase afundou ao pousar no lago de Sesto Calende, na Itália, já que a parte inferior estava podre. “Mordido” de raiva, João deci­diu se virar com o que tinha. Des­montou o Alcyone (o apelido do hidroavião), conseguiu reduzir o atrito dos flutuadores com a água e reduziu o número de tambores de combustível na parte dianteira, reforçando a tra­seira. Com isso, melhorou a dis­tribuição de peso da aeronave. Feita a modificação, remontou o hidroplano, rebatizado de Jahú, em homenagem à sua cidade na­tal, encheu os tanques e decolou de Sesto Calende em 16 de outubro de 1926 rumo ao porto de Gênova. A façanha tecnoló­gica deixou surpresos até os en­genheiros da Casa Savoia. Iniciada oficialmente a travessia a partir de Gênova, tinha além do piloto, o copiloto Arthur Cunha, o navegador Newton Braga e o mecânico Vasco Cinquini. Um dia antes da partida, o jor­nal O Estado de S. Paulo registrava a euforia dos brasileiros, referindo-se ao comandante como “arrojado” e também publicou os “ardentes votos” da Câmara Italiana de Comércio ao “valoroso aviador” e desejou que o “heroico empreendimento” obti­vesse êxito. Mal sabiam que, poucas horas após deixar Gênova, início da jornada, o piloto e sua equipe enfrentariam o primeiro de vários testes de nervos. Na véspera da partida, daquele 12 de outubro, um sabotador colocou areia dentro da câma­ra de combustão e um pedaço de bronze no cárter dos motores, além de sabão no tanque de combustí­vel. Na manhã seguinte, obviamen­te ignorando a manobra suja, João e sua equipe, entraram no hi­droavião e decolaram do porto de Gênova sob aplausos da grande multidão.


Na altura do Golfo de Valência, na Espanha, depois de cinco horas de voo sobre o Mediterrâ­neo, surgiram os primeiros pro­blemas causados pela sabotagem pois os motores começa­ram a falhar devido a um problema na alimentação automática de ga­solina, o que obrigou a tripulação ao extenuante uso das bombas ma­nuais. Mas os danos no motor provocados pela sabotagem e em um dos botes forçaram o grupo a pousar em Alicante, no Mediterrâneo espanhol. As autori­dades espanholas não gostaram da inesperada visita e, alegando des­conhecer os propósitos do pouso e sem um aviso prévio promoveram a prisão de todos os tripulantes, que só ganharam a liberdade depois com a ajuda da Embaixada do Brasil em Madri. Ainda na cadeia, João foi colocado numa cela junto com dois detentos espa­nhóis que sabiam do voo. Um vi­rou para o outro e brincou: “Está vendo? É na cadeia que se conhe­cem os grandes homens”. Os problemas, contudo, continuaram, pois duas horas depois de ter ganhado novamente os ares, o Jahú voltou a piorar e fez um pouso de emergência na pos­sessão inglesa de Gibraltar, onde foi constatada a sabotagem. João avi­sou o cônsul brasileiro e provi­denciou a limpeza dos reservató­rios de combustível e o reabaste­cimento dos mesmos. Neste momento o mesmo consulado brasileiro emitiu um laudo técnico e oficial confirmando as suspeitas da tripulação de que o Jahú teria de fato sofrido uma sabotagem. Após a nova decolagem, os motores continua­ram a ratear e o avião teve que pousar na ilha Las Palmas, no arquipélago das Canárias, onde desta vez foi descoberto o pedaço de metal que o sabotador colocara no cárter. Apesar de mais esse contratempo, o avião es­tabeleceu um novo recorde, per­correndo 1.300 quilômetros em 7 horas e 15 minutos, 40 minutos a menos do que o tempo estabeleci­do por Sacadura Cabral e Gago Coutinho na mesma distância. O reparo foi feito em Las Palmas de Gran Canária, Espanha e permitiu ao hidroavião seguir para Por­to Praia, na República de Cabo Verde, onde teria início, de fato, a traves­sia do Atlântico sem escalas. Mas não foi fácil chegar lá, e não apenas pelas condições da aeronave, mas também pela rebeldia do copiloto, o tenente Artur Cunha. Ele trombou de frente com João e aca­bou abandonando a tripulação no meio da travessia. Como se isso não bastasse, Newton Braga teve de voltar à Itá­lia para conseguir peças de reposição do avião. Para completar, João que também tinha contraído malária na Ilha africana, re­cebeu um telegrama do Presidente da República, Artur Bernardes, pedin­do que abandonasse sua aventura. Irritado, o pi­loto recomendou ao chefe do Executivo que “cuidasse das obriga­ções de seu cargo e não se metesse em assuntos de que nada entendia e onde não fora chamado”. João teve que comandar uma reforma com­pleta no motor do hidroavião. A equipe foi obrigada a reparar até o bote salva-vidas porque, quando o avião pousou, avariou o casco, conta o sobrinho Rubens Ribeiro de Barros, que con­viveu por 13 anos com o tio aviador e dele ouviu muitas histórias. “Com­prar equipamento na Europa era algo demorado e essas peças eram da Itá­lia. O processo de compra e conserto demorou meses”, explica Rubens. Diante de tantas difi­culdades, João desanimou. Chegou a anunciar que desmontaria o Jahú e daria por encerrada sua missão. Contudo um telegrama da mãe mexeu com seus brios: “Não desmonte apare­lho. Providenciaremos continua­ção reide custe o que custar. Para­lisação seria fracasso e as asas do avião representam bandeira brasileira. Dize se queres piloto auxiliar”. O piloto respondeu que sim e a fa­mília convidou o primeiro-tenente João Negrão, da então Força Pública de São Paulo. Ele aceitou a mis­são e, em 21 de março de 1927, embarcou rumo a Porto Praia, no arquipélago de Cabo Verde. Com o apelo da mãe em resposta, o filho es­creveu: “A viagem de qualquer ma­neira será feita”.


Com a tripulação completa, o Jahú reiniciou sua travessia na madrugada de 28 de abril de 1927. Voando a 250 metros acima do Atlântico, com uma velocidade média de 190 quilômetros horári­os, recorde absoluto durante os 10 anos seguintes, o hidroavião aproximou-se do arquipélago de Fernando de Noronha, após 12 horas de voo. Uma das hélices se partiu, mas o Jahú, mesmo avaria­do, pousou em águas brasileiras às 16 horas daquele dia. De maio a agosto, o Jahú ainda fez es­calas em Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos, antes do pouso final em Santo Amaro (Represa Guarapiranga, na cidade de São Paulo), em 1° de agosto. A recepção aos heróis foi descrita por José Ribeiro de Barros, irmão do aviador, no livro História heroica da aviação. Segundo ele, a população es­tava “convulsionada de espírito cívi­co” pelo “instante que passaria à his­tória do século”. No livro João Ribeiro de Barros, o historiador José Raphael Toscano narra detalhes: “o povo brasileiro soube premiar seu herói, oferecendo-lhe mais de cem meda­lhas de ouro e platina, adornadas de pedras preciosas, dezenas de cartões de ouro e troféus, tudo em comemo­ração ao patriótico empreendimento que se tornou justo motivo de expan­são do orgulho nacional”. Na capa do Estado de S. Paulo de 7 de agosto de 1927, o registro de um dia de celebridades vivido pelos tri­pulantes na véspera: foram recebidos na Força Pública e homenageados com apresentações de esquadrilha aérea e das equipes de equitação e ginástica, “sempre ovacionados pela grande multidão que estacionava na avenida Tiradentes”. Mais tarde, compareceram a uma sessão solene na Câmara Italiana de Comércio, onde o cônsul da Itália e o presidente da entidade os esperavam.

O hidroavião cumprindo sua jornada na represa de Guarapiranga,
em Santo Amaro, cidade de São Paulo (SP)

Ao sobrinho Rubens, Barros contava os detalhes e dificuldades da viagem intercontinental. Um de­les é que a travessia havia sido feita apenas com ajuda de bússola, para determinar direções horizontais; altímetro, para medir a altitude; e bomba de fumaça, para calcular a velocidade: “eles a lançavam e mar­cavam em quanto tempo atingia a água”, explicava o sobrinho”.


Um pouso breve
No dia 3 de janeiro de 1927, quando a travessia oceânica era apenas um plano, o aviador já era tema de lei aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), que o imortalizou como nome de uma via (ainda hoje denominada Ribeiro de Barros, na zona oeste da capital). “Esse moço que, no ‘raid’ admirável que vem fazendo, tem patenteado, aos olhos do mundo, o quanto podem a bravura, o civismo, a abnegação e, sobretudo, a persistência de nossa gente”, disse em Plenário o vereador Diógenes de Lima, proponente do projeto de lei sobre a denominação da via. Se­gundo o parlamentar, a proposta era legitimada por um abaixo-assinado de proprietários e moradores da rua que receberia o nome do piloto. Nove anos mais tarde, o coman­dante foi o único eleito pela Ação Integralista Brasileira (AIB) para a Câmara Municipal de SP, com 1.426 votos. “Os che­fes integralistas recomendaram aos seus eleitores que descarreguem seus sufrágios no candidato João Ribeiro de Barros”, escreveu a Fo­lha da Manhã (hoje Folha de São Paulo) de 5 de julho de 1936. Como candidato, o slogan de campanha do piloto foi “Contra o aumento dos impostos”, usado também pelos demais concorren­tes integralistas naquele ano. As­sumiu no dia 9 de julho, vestido com o uniforme verde do partido, e, antes de fazer o juramento de­vido, de respeito às leis e às Cons­tituições Federal e Estadual, bra­dou “em nome de Deus, anauê!”. A saudação, de origem tupi, foi adotada primeiro pelos escoteiros e depois pelos integralistas. Porém sem documentar os motivos, Barros renunciou em 25 de julho de 1936. Se continuasse na Câmara, seu mandato terminaria em 19 de novembro do ano seguinte, com o fe­chamento do Legislativo pelo Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas. A Ação Integralista Brasileira era composta, principalmente, por estreantes na política, como o avia­dor, e por membros da classe média, “intencionada a romper com os gru­pos chefiados por coronéis, latifun­diários, cafeicultores ou que agiam a mando dessas pessoas”, como explica o historiador Renato Alencar Dotta, que pesquisa o integralismo brasileiro como doutorando na Uni­versidade de São Paulo (USP).


Mas o Jahú utilizado no maior feito da aviação brasileira depois de San­tos Dumont quase apodreceu por completo no antigo Museu de Aeronáutica da Fundação Santos Dumont no parque do Ibirapuera (na Oca). O bimotor Jahú, que fez a glória do aviador João Ribeiro de Barros, falecido em 19 de junho de 1947, foi abandonado, junto com inúme­ras outras aeronaves históricas, que ficou fechado durante cerca de 10 anos. Foi um descaso tão grande que a família Ribeiro de Barros lutou muito na Justiça para anular a doação do avião e de outros objetos do piloto àquela instituição. Admirado por astronautas ame­ricanos e cosmonautas soviéticos, o Jahú esteve exposto, de 1927 a 1962, no Museu do Ipiranga. De lá, foi para o Ibirapuera, onde teve início seu martírio que durou 40 anos. Os conselhei­ros da Fundação Santos Dumont, em sua maioria ex-pilotos e pesso­as ligadas à aviação, foram mor­rendo e cedendo lugar a burocra­tas. Foram eles, inclusive, os responsáveis por uma reforma de­sastrosa do avião, que teve seu re­vestimento original, em lona, subs­tituído parcialmente por uma ca­mada de espuma coberta por nái­lon. Na ocasião, a família Ribeiro de Barros fez a reclamação do absurdo e conseguiu sustar o péssimo reparo na Justiça e teve em represália, a proibição de entrar no museu pelo então presidente da Funda­ção Santos Dumont, Jorge Yunes. O sobrinho do aviador pioneiro ainda relataria que mendigos usaram documen­tos lá guardados como papel higiê­nico, além de vários objetos do acervo terem sido roubados, incluindo duas bombas e um paraquedas do caça Gloster Meteor. O último item, por sinal, foi usado em um salto no Campo de Marte e não abriu, cau­sando a morte do paraquedista. A saga da família Ribeiro imaginava alguns destinos para a aeronave como por exemplo entregá-la à Prefeitura de Jaú, que construiria um memorial em homenagem ao ilustre filho da terra, exibi-la permanente­mente no Aeroporto Internacio­nal de Cumbica, pois até então existia planos de batizá-lo com o nome do avi­ador, etc.. Com a desativação do Museu de Aeronáutica no Ibirapuera, em 2000, o Jahú foi transferido para o hangar da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no Aeroporto Campo de Marte, onde se constatou que seu estado de deterioração era tão grave que clamava por uma restauração completa. Esta foi levada avante graças a um convênio assinado entre a Fundação Santos Dumont, a Helipark, o Comando da Aeronáutica e a Aeronáutica Militar Italiana. Os trabalhos de restauração tiveram início em Abril de 2004 e envolveram uma equipe de doze profissionais. Os dois motores foram recuperados no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). O trabalho com a estrutura concentrou-se nas oficinas da Helipark, visando reconstituir a configuração exata da aeronave até os detalhes, desde o tipo de madeira e de pregos (de cobre e de latão), até ao tom de vermelho da pintura original. Terminado todo o processo de restauração a aeronave foi entregue, no dia 26 de Outubro de 2007, no Helicentro Helipark, em Carapicuíba. O avião foi então requerido pela cidade de Jaú, para exposição em museu aberto, mesmo após ganhar o direito frente ao museu proprietário. Mas a Fundação Santos Dumont cedeu o Jahú por comodato ao Museu TAM instalado na cidade de São Carlos (SP), ficando para a cidade natal do piloto apenas uma réplica. Em fevereiro de 2016, o Museu TAM Asas de um Sonho, que abriga o Jahú e outras aeronaves históricas, suspendeu as atividades e a aero­nave está inacessível ao público por tempo indeterminado, até que sejam concluídas as negociações entre os envolvidos para a instalação de um novo museu no Campo de Marte na Capital. Segun­do o professor da USP Fernando Catalano, doutor em engenharia aeronáutica, os motores do avião são os dois últimos remanescentes no mundo.


Por sua vez, o aviador após os momentos do feito histórico, permaneceu recluso em Jaú até o fim da vida e passava bastante tem­po ao lado da família, narrando às crianças as histórias sobre suas aventuras. “Ele se reunia comigo e meus amiguinhos na escada, pa­gava sorvete ou pastel e ficávamos ouvindo extasiados enquanto ele falava sobre a travessia”, lembra o sobrinho Rubens. Em 1947, com 47 anos, o co­mandante morreu na mesma fazen­da em que nasceu. Não se casou e nem teve filhos. “Ele tinha amigos, era simples, próximo da família e se dava com todos”, conta Rubens. “Após a prisão, ele ficou muito tris­te, se isolou no campo”, recorda. Segundo os médicos disseram à fa­mília, as possíveis causas da morte foram um rompimento no baço ou as consequências da malária que contraiu na África. Uma música feita para home­nagear Barros e sua equipe, quan­do voltaram da travessia, previa que o Brasil os recolheria “ao seio da história”. Mas a realidade é que, exceto homenagens isoladas, como um mausoléu construído em frente à igreja matriz de Jaú, o comandante e seu feito não têm o devido reconhecimento dos bra­sileiros. Uma das poucas iniciativas de perpetuar a conquista brasileira na memória popular é a lei estadual 9.933/1998, que transformou o 28 de abril no dia de “comemoração e divulgação da travessia do Oceano Atlântico sem escalas”.

Bibliografia:
Barros, José Ribeiro de – História heroica da aviação: reide “Gênova–Santo Amaro”, Museu da Aeronáutica de São Paulo Fundação Santos Dumont SP – 1927/1929

Machado, Gisele e Uliam, Leandro – O voo do João de Barros, Revista APARTES – #19 Câmara Municipal de SP – Abril 2016

Ferraresi, Rogério – O longo voo do Jahú, JÁ Diário Popular #69 – São Paulo Março 1998

Acervo do Museu de Jaú, Acervo de Júlio Cesar Poli, acervo público

UNESP de Araraquara, globo.tv, USP de Piracicaba e Primo Carbonari

Fonte: LAAMARALL

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA)  e a travessia do Jahú

Em 2017, nos 90 anos do exato dia e horário em que o hidroavião Jahú completou a travessia do Atlântico Sul, a equipe de voluntários do NINJA concluiu - em nossa sede, Colégio Dominique, Ubatuba (SP) - uma atividade com alunos do ensino fundamental sobre esta grande aventura realizada por brasileiros corajosos e determinados.

A ação foi mais um singelo passo para tornar a Sala Gastão Madeira, sede do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, num espaço permanente de memória da cultura aeronáutica brasileira, despertando em estudantes e visitantes o interesse pela trajetória daqueles que contribuíram e contribuem para avanços e conquistas tecnológicas extraordinárias.

Sobre o voo do Jahú, em 2014 o NINJA promoveu a mostra “Jahú: Influência de uma Época”, exposição criada pelo pesquisador e colecionador Alexandre Ricardo Baptista que na ocasião nos presenteou com a seguinte frase: "Quero deixar uma semente de contribuição com nossa História para que não caia no esquecimento das gerações futuras.".

Seguindo este pensamento, para rememorar em 2017 a travessia do Atlântico Sul por João Ribeiro de Barros e sua equipe, o NINJA promoveu diversas atividades que incluíram as publicações deste blog; o lançamento do livro "Vou Ali. Já volto", de autoria do voluntário Cesar Rodrigues; atividades lúdicas, palestras e exposições no espaço Memória da Gente, administrado pelo Instituto Salerno-Chieus e o Colégio Dominique.


E assim vamos em frente, conquistando voluntários e apoiadores comprometidos com a história, o presente e o futuro das novas gerações.


Saiba mais: Blog do NINJA de 8/12/13; 24/8/1423/1/1729/1/17; 5/2/17; 2/4/17; 9/4/17; 16/4/17; 23/4/17 e 28/4/17. 

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Mulheres na Aviação

SNA convida mulheres aeronautas a participarem de pesquisa da ICAO sobre presença feminina na aviação
A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) está conduzindo um estudo inédito para entender a participação e as experiências profissionais das mulheres na aviação, com o objetivo de fundamentar políticas globais baseadas em evidências. A pesquisa está disponível no site da ICAO e pode ser acessada em português via tradução automática. As mulheres aeronautas podem contribuir de duas formas: respondendo a uma pesquisa breve, com duração média de 15 minutos, ou participando de uma entrevista aprofundada, com cerca de 30 minutos. A participação é voluntária, anônima e estará aberta até 1º de maio de 2026. Os dados coletados serão analisados de forma agregada, permitindo recortes por região, função ou nível hierárquico, e resultarão em um relatório final que acompanhará a evolução da presença feminina no setor de aviação ao longo do tempo. No Brasil, a iniciativa conta com o apoio do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), que possui o programa Asas para Todos, voltado para fomentar a diversidade, inclusão, capacitação e formação na aviação civil brasileira.

Fonte: AEROIN / Carlos Ferreira

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quarta-feira, 22 de abril de 2026

Videoteca NINJA

Varig anos 60:
Pedro Álvares Cabral


Filme de 1967, foi censurado em Portugal pela ditadura de Salazar. A intenção da Varig era se contrapor às investidas da Air France - que estava ganhando uma fatia cada vez maior dos voos internacionais. Na época, o Departamento de Propaganda da Varig, tendo a frente Ivan Siqueira, criou a campanha em desenho animado com: Pedro Álvares Cabral, Sherlock Holmes e Dom Quixote. Sua meta era atingir: Portugal, Inglaterra e Espanha. "Sherlock Holmes" e "Dom Quixote" seriam veiculados apenas no Brasil, mas "Pedro Álvares Cabral" entraria em Portugal. O público alvo seria a colônia portuguesa que aqui residia e seus parentes e amigos que ficaram na Europa. A censura portuguesa retirou o comercial do ar, alegando que a Varig ofendia a personalidade histórica de Pedro Álvares Cabral, mas, circulava a informação de que a TAP teria pressionado o Governo de Salazar a retirar o comercial do ar, para afastar a concorrente.

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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Embraer

Embraer destaca a inovação no Hannover Messe 2026
A Embraer participará do Hannover Messe 2026, o maior evento de tecnologia industrial do mundo, que acontece de 20 a 24 de abril em Hannover, Alemanha. O objetivo é apresentar as inovações da empresa, iniciativas relacionadas a sustentabilidade e novas tecnologias, além de fortalecer parcerias estratégicas. Também estará presente no espaço de exposições da empresa a Eve Air Mobility, uma subsidiária da Embraer responsável pelo design de uma inovadora aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL), além do desenvolvimento de seu portfólio abrangente de serviços e soluções operacionais para o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana. No evento, a Embraer organizará uma Maratona de Startups baseada em desafios tecnológicos, reunindo empreendedores interessados em apresentar e acelerar ideias nas áreas de inteligência artificial, robótica e automação com potenciais aplicações no setor aeroespacial. "Estamos entusiasmados com a oportunidade de discutir o desenvolvimento de novas tecnologias, avaliar parcerias e colaborar rumo a uma maior integração entre o Brasil e um ecossistema global de inovação", afirma Leonardo Garnica, líder de inovação corporativa da Embraer. A Embraer liderou diversas iniciativas sobre transição energética, manufatura avançada e digitalização na indústria aeronáutica, além de promover o ecossistema de inovação por meio de parcerias globais que contribuem para o desenvolvimento do futuro da aviação sustentável. Neste ano, o Brasil é o país parceiro da Hannover Messe 2026 e a Embraer realizará sua exposição na área da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Atração de Investimentos (ApexBrasil), com um espaço de 2.000 m² em pavilhões temáticos dedicados às áreas de automação, máquinas e equipamentos, indústria digital, robótica, energia e sustentabilidade. O evento reúne mais de 130.000 visitantes e 4.000 expositores de mais de 60 países.

Sobre a Embraer
Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer serviços e suporte pós-venda aos clientes. Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros anualmente. A Embraer é uma fabricante líder de jatos comerciais com até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado no Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Sobre a Eve Air Mobility
A Eve se dedica a acelerar o ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM). Beneficiando-se de uma mentalidade de startup, apoiada por mais de 56 anos de experiência aeroespacial da Embraer e com foco singular, a Eve está adotando uma abordagem holística para o avanço do ecossistema de UAM, com um projeto avançado de eVTOL, uma rede global abrangente de serviços e suporte e uma solução exclusiva de gerenciamento de tráfego aéreo urbano. A Eve está listada nas Bolsas de Valores de Nova York (EVEX; EVEXW) e de São Paulo (EVEB31), onde suas ações ordinárias e bônus públicos são negociados. Para obter mais informações, visite www.eveairmobility.com.

Fonte: Central de Mídia Embraer / Imagem: Embraer DAM

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domingo, 19 de abril de 2026

Especial de Domingo

Confira, em texto de Arnaldo Chieus, os livros publicados a partir das atividades do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA.
Boa leitura.
Bom domingo!

Livros que resgatam a história da aviação em Ubatuba (SP)
Por Arnaldo Chieus* 
As criações da Biblioteca Hans Staden e do Instituto Salerno-Chieus, no Colégio Dominique, em Ubatuba (SP), proporcionaram a instalação do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), com trabalhos que inspiraram a publicação de quatro livros: um sobre a travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, em 1927; outro sobre a história da aviação em Ubatuba, entre 1869 e 2017; um terceiro sobre a teoria e os projetos de aeronavegação do ubatubense Gastão Madeira, pioneiro da atividade aérea na virada do século XIX para XX; e, finalmente, um a respeito da grande viagem aérea desde o Chile até o Brasil, em 1922, da qual resultou o primeiro pouso de avião em Ubatuba. Esta é a abordagem, a seguir, compondo uma resenha dos quatro livros editados pelo Instituto Salerno-Chieus. 

Um colégio, uma biblioteca, um instituto e quatro livros sobre aviação 
A Biblioteca Hans Staden, no Colégio Dominique, em Ubatuba (SP), desde sua criação em agosto de 1989, tinha por um de seus principais objetivos o desenvolvimento de um programa de incentivo à leitura. Não apenas no enfoque curricular, mas, também, buscando e tentando objetivar entre os alunos o interesse por conhecimentos extracurriculares. Esse despertar para a leitura proporcionou condições de criar subsídios extracurriculares que viessem a interagir com o público alvo, que, em princípio, eram os alunos e professores. Daí surgiu a primeira série de publicações voltadas para esse público alvo.

O primeiro trabalho publicado foi a “Apostila de Folclore”, um trabalho de pesquisa e compilação com vistas no complemento extracurricular, apresentando de forma singela as linhas básicas do folclore e seu intercâmbio entre a sabedoria e a arte popular. As atividades curriculares tiveram sequência na Biblioteca Hans Staden. Porém, a série de apostilas ficou em compasso de espera de novos títulos, o que não ocorreu. Se o tempo passou, nossos sonhos não nos deixaram. E somente a partir do surgimento do ISC (Instituto Salerno-Chieus) e do NINJA (Núcleo Infantojuvenil de Aviação) uma nova geração de sonhadores se juntou aos nossos objetivos e novos projetos se tornaram realidade. 

Documentação e aviação 
Nesse período inicial foram muitas as idas e vindas até a consolidação de uma equipe mais objetiva. Iniciamos uma nova fase de publicações e criamos alguns Blogs, para divulgar novos projetos. Daí surgiu o Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), pelo qual passou-se a divulgar a obra desse jornalista e memorialista, criador do Museu do Bairro do Tenório, em Ubatuba, um dos fundadores do Museu da Imagem e do Som, de São Paulo, e de tantos outros empreendimentos culturais. Associado ao Blog, e a partir dele, deu-se corpo a novas publicações e mais colaboradores foram se associando, trazendo ideias e projetos. De um grupo entusiasta sobre aviação surgiu o NINJA (Núcleo Infantojuvenil de Aviação), objetivando a difusão da cultura aeronáutica entre crianças e jovens. E, a partir do NINJA, o grupo deu início a uma pesquisa mais aprofundada sobre a aviação em Ubatuba, única cidade do Litoral Norte do Estado de São Paulo a dispor de um aeroporto que atende às normas de segurança aeronáutica. 

Cultura aeronáutica 
Com a criação do Conselho Gestor do Instituto Salerno-Chieus e do grupamento de voluntários do Núcleo Infantojuvenil de Aviação se objetivou a difusão da cultura aeronáutica entre crianças e jovens. À época já estava em curso uma nova e dinâmica gestão no Aeroporto Gastão Madeira, a mais importante referência de pista para aeronaves no litoral norte de São Paulo. O aeroporto Gastão Madeira tem o atual formato desde a década de 1960, época em que experimentou uma grande reforma, a pedido do então prefeito Francisco Matarazzo Sobrinho, Ciccillo. Porém, já bem antes, nas décadas de 1920 e 1930 várias foram as aeronaves que pousavam em Ubatuba e usavam uma pista de pouso alternativo, junto à praia defronte à cidade. 

Antoine de Saint-Exupéry e Leon Antoine 
Muito comentado foi o pouso, em Ubatuba, do Latécoère da Aéropostale (atual Air France), em junho de 1933, pilotado por Leon Antoine que, à época, fora confundido com Antoine de Saint-Exupéry. Essa história foi esclarecida por meio das pesquisas do jornalista Luiz Ernesto Kawall, que localizou o verdadeiro piloto daquela aeronave. Ambos, Leon Antoine e Saint-Exupéry, faziam à época voos na mesma rota e eram amigos. Leon Antoine, após se desligar da aviação comercial, passou a viver no Brasil, residindo na região serrana do Rio de Janeiro. No seu retorno à Ubatuba, confirmou a história daquele pouso e de como fora recepcionado pela cidade à época.

Livros sobre a aviação em Ubatuba e Gastão Madeira 
Essas e outras histórias são contadas no livro “Sobre o Mar de Iperoig”, de autoria de Celso de Almeida Jr., Celso Teixeira Leite e Cesar Rodrigues, lançado pelo selo do Instituto Salerno-Chieus. O livro traz, ainda, as histórias do piloto Jean Pierre Patural; da Aéropostale; dos voos semanais da VASP e da Companhia Akrobátika e seus aviões Sukhoi. Essas histórias e tantas outras mais que o livro nos proporciona conhecer, representam uma significativa contribuição à preservação da memória local. 

Seguindo essa mesma linguagem surgiu o livro Voando Além do Tempo – o pensar de Gastão Madeira, do jornalista e pesquisador Cesar Rodrigues, relatando o pioneirismo de Gastão Madeira na aviação. Natural de Ubatuba, desde o início da adolescência Gastão Galhardo Madeira demonstrou vocação para pesquisas científicas. Gastão Madeira foi reconhecido pelos que conhecem a história da aviação mundial. Em 1927, viu o seu nome figurar, ao lado de Bartolomeu de Gusmão, Santos Dumont, Edu Chaves, entre outros, pelos feitos na aviação, na placa em ouro e brilhantes comemorativa da travessia do Atlântico pelo hidroavião Jahú. O livro reproduz, na íntegra, os importantes estudos desse pioneiro da aviação, numa época de transição entre o emprego de balões e o desenvolvimento de tecnologias capazes de dar condições de voo às aeronaves mais pesadas que o ar. E foi partindo do estudo do voo dos pássaros que ele conseguiu explicar a dirigibilidade dos balões e como um objeto mais pesado que o ar fosse capaz de vencer a força da gravidade. Seus estudos foram pioneiros no desenvolvimento da segurança do voo. Em um de seus inúmeros inventos, o Aviplano, idealizou um dispositivo estabilizador, capaz de permitir o controle da aeronave no caso de falha do motor ou perda da hélice. O livro Voando Além do Tempo foi lançado em Ubatuba em março de 2019, ano em que se comemorou o sesquicentenário do inventor ubatubense e precursor teórico de Santos Dumont. 

Livro aborda a travessia aérea do Atlântico 
Vou ali. Já volto: o voo transatlântico do avião Jahú, outro livro com o selo Salerno-Chieus, de Cesar Rodrigues, relata os feitos da primeira equipe de aeronautas genuinamente brasileiros a fazer a travessia aérea do Atlântico, em 1927. Os anos de 1920 representaram a era das grandes travessias aéreas, um período pós-guerra marcado pelos desbravadores aéreos assumindo desafios e os reides dominaram a atenção de muita gente. E nessa época a aviação também começou a se evidenciar. E assim ocorreu o pioneirismo de Edu Chaves na rota Rio de Janeiro-Buenos Aires (1920) e seguiram-se muitos outros, entre os quais destacamos o raid Santiago-Rio de Janeiro (1922), sob o comando do capitão Diego Aracena, resultando no primeiro pouso de um avião em Ubatuba.
Hidroavião Jahú
Sob o comando do piloto João Ribeiro de Barros, natural de Jaú, SP, o voo do hidroavião Jahú teve início em 13 de outubro de 1926 em Sesto Caldene, próximo de Gênova, na Itália. O hidroavião escolhido para a travessia foi o Savoia Marchett S-55, rebatizado como “Jahú” em homenagem à cidade onde nasceu o piloto e comandante João Ribeiro de Barros. A travessia foi tida como um dos feitos extraordinários para as condições técnicas daquela época. E o Jahú, durante seu reide, desceu em diversos pontos da costa brasileira pousando em Salvador, BA, no dia 25 de junho; no Rio de Janeiro, em 5 de julho; em Santos (SP), no dia 29 de julho; e, finalmente, na represa de Santo Amaro, hoje Guarapiranga, em São Paulo (SP), em primeiro de agosto de 1927. O livro também relata o amplo e minucioso trabalho de restauro da aeronave, suas atuais condições e a futura disposição para ser exibida em algum museu aeronáutico. Atualmente, o hidroavião Jahú se encontra hangarado no espaço onde funcionou o Museu da TAM, em São Carlos, SP, mantendo-se sob a responsabilidade da Fundação Santos Dumont. “Vou ali. Já volto” é um livro que relata uma história emocionante, digna dos pioneiros da aviação internacional, num feito sob o comando de bravos aviadores brasileiros. O livro é ilustrado com fotos da época dos fatos e do hidroavião Jahú, os detalhes do seu restauro e como se encontra atualmente no hangar da TAM (Museu Asas de um Sonho). E traz, ainda, uma vasta referência bibliográfica sobre o assunto.

A jornada aérea do Chile ao Brasil, de 1922, em livro
No capítulo 2 do livro Sobre o Mar de Iperoig há um relato, de forma abreviada, da primeira aterrissagem de uma aeronave em Ubatuba, ocorrida em 1922. Fruto de uma pesquisa mais apurada, esse assunto veio a ser desenvolvido por Cesar Rodrigues no seu novo livro A Jornada Aérea: dos Andes ao Atlântico, publicado pelo selo Salerno-Chieus, em novembro de 2022.
O livro relata o raid aéreo iniciado em Santiago/Chile com destino ao Rio de Janeiro, então capital federal, como forma de demonstrar as aptidões dos pilotos chilenos e executar uma missão diplomática e saudar o país irmão, o Brasil, pela passagem do centenário de sua independência. A iniciativa partiu do Serviço Aéreo do Exército chileno, com o objetivo de levar ao Brasil uma mensagem do presidente chileno, por ocasião das comemorações do centenário da proclamação da independência do Brasil.
Ao centro, Aracena e Santos Dumont
O raid foi composto por duas aeronaves do tipo De Havilland DH-9 Airco: o 96 “Talca”, com os tripulantes Capitão Baraona tendo como mecânico o cabo Manuel Barahona; e o de matrícula 92, denominado “El Ferroviario”, tendo como piloto o capitão Diego Aracena e na função de mecânico o engenheiro inglês Arthur Richard Seabrook, selecionados para a missão. Ao capitão Aracena, comandante daquele raid, foi confiada uma carta do então presidente do Chile, Arturo Alessandri, com saudação ao povo brasileiro, a ser entregue ao presidente brasileiro da época, Epitácio Pessoa. 

Perigosa viagem
Ao longo do livro é relatada a perigosa jornada, verdadeira façanha dos pilotos e as dificuldades no enfrentamento de situações meteorológicas e geográficas muito adversas; o sobrevoo da Cordilheira dos Andes, as baixíssimas temperaturas enfrentadas pelos pilotos, provocando avarias nas aeronaves e congelamento com princípio de gangrena nos pés do capitão Aracena, entre muitos outros incidentes ali relatados. O primeiro acidente ocorreu na aterrissagem do Talca em Castellanos, na Argentina. Ao colidir com um poste de ferro a aeronave perdeu o trem de pouso o que impediu sua sequência no raid. A missão chilena continuou a jornada aérea com apenas uma aeronave, o biplano El Ferroviario sob o comando do capitão Diego Aracena e seu mecânico. Afinal, estava a caminho de seu destino, a cidade do Rio de Janeiro e com uma missão a cumprir: entregar ao presidente Epitácio Pessoa a mensagem que lhe encaminhava o presidente chileno. Pousaram em Buenos Aires, onde foram recebidos festivamente e prosseguiram até Montevidéu. Já era 6 de setembro de 1922. Não chegariam a tempo das comemorações da independência no Rio de Janeiro. Tentariam, ao menos, alcançar terras brasileiras, no 7 de setembro. Porém, as más condições meteorológicas não permitiram e eles pousaram, ainda mais uma vez, fora do território brasileiro. Diversos foram os pousos do “El Ferroviario” necessários tanto para reabastecimento, quanto por falhas mecânicas ou imprevistos meteorológicos. Em solo brasileiro, o avião do Capitão Aracena pousou em Pelotas, Porto Alegre - onde foi recebido efusivamente - e, posteriormente, em Torres, onde passou três dias, retido pelo mau tempo. Em seguida Florianópolis, também efusivamente recepcionado. Daí pousou em Iguape para reabastecimento e Praia Grande, também em virtude de combustível. Em Santos, pousou na praia do Gonzaga, onde ficou hospedado para pernoite. 

Pouso pioneiro em Ubatuba
Capitão Diego Aracena
Ao decolar de Santos o capitão Diego Aracena dispunha de autonomia de combustível para chegar ao seu destino final, a cidade do Rio de Janeiro. Porém, mais uma vez, o tempo mostrou-se adverso o que fez o capitão Aracena aproximar-se da costa e buscar local para um pouso alternativo. Avistando a cidade de Ubatuba, escolheu uma faixa de vegetação rasteira, na orla da praia do Itaguá para o pouso. Por uma infelicidade, na corrida para desacelerar o avião, a roda direita atingiu uma fenda oculta na grama, o que fez o avião virar provocando avaria nas rodas e na asa. A tripulação saiu ilesa, mas o avião não pode continuar sua jornada. Por coincidência, esse pouso forçado do El Ferroviario nas areias da praia do Itaguá ocorreu num 14 de setembro, data das comemorações do armistício entre os colonos portugueses e os chefes índios, habitantes da localidade, no primeiro século da colonização do Brasil. Em face da gravidade da avaria mecânica, não houve como repará-lo, pois não se dispunha de peças. Impossibilitados de continuarem a jornada aérea, serviram-se dos serviços do telégrafo de Ubatuba, para informarem às autoridades chilenas, solicitando remoção por via marítima. O governo brasileiro destacou o navio contratorpedeiro Amazonas para resgatá-los e levá-los ao Rio de Janeiro, onde puderam, finalmente, entregar a carta nas mãos do então presidente brasileiro Epitácio Pessoa. Para efetuar o resgate e traslado do avião El Ferroviario foi destacado o contratorpedeiro Alagoas. O avião foi levado para o Rio de Janeiro e reparado no Arsenal da Marinha e colocado em condições de ser embarcado para retorno ao Chile. De volta ao Chile, o DH-9 El Ferroviario integrou, em 1924, uma esquadrilha de sete aviões, empreendendo um reide de Santiago até a cidade de Tacna. Todo o livro também não deixa de ser uma singela homenagem ao grande herói deste feito: Diego Aracena Aguilar. Sem nos esquecermos do mecânico de bordo, engenheiro Arturo Seabrook, e o idealizador do reide em homenagem ao centenário da independência, Ernesto Ried. A Jornada Aérea: dos Andes ao Atlântico, de Cesar Rodrigues, vem acrescentar novos e substanciosos elementos à história e cultura de Ubatuba. Esse árduo trabalho de pesquisa é o corolário de sua proposição inicial: “a história só existe se for lembrada”. 

*Arnaldo Chieus é professor, advogado, entusiasta da aviação e membro do Conselho Gestor do Instituto Salerno-Chieus.

Ninja-Brasil: versão para a web

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Aniversário do Blog do Ninja

Blog do NINJA completa 16 anos! E brinda ao Ano XVII
Para divulgar as ações do Núcleo Infantojuvenil de Aviação e viabilizar atividades a distância foi criado, em 17 de abril de 2010, o Blog do NINJA, que hoje completa 16 anos, atingindo 6.348.000 visualizações. Os leitores - além de conferir publicações sobre aviação - passaram a conhecer as estratégias e objetivos do NINJA, podendo enriquecer o projeto com novas ideias, colaborando para levar a cultura aeronáutica para mais crianças e jovens. Naquele 17/4/10 realizávamos as primeiras publicações, que reproduzimos a seguir. Vale para brindar a data e rememorar os primeiros passos, reafirmando o compromisso de novos voos!! Chegamos no Ano XVII. Vamos juntos, rumo ao sétimo milhão!!!

Nuvem vulcânica
Olá amigos Ninjas!
Para tentar esclarecer um pouco o porque de não se voar devido a nuvem formada por um vulcão na Islândia, lembro que ela contém pedra, vidro, entre outros materiais em forma de pó, que podem resultar na parada total dos motores, além de, literalmente, "lixar" os parabrisas, deixando o piloto sem visibilidade para o pouso. Já houve dois casos de aviões grandes que passaram perto destas nuvens e perderam os 4 motores. Um foi em 1982 com um Jumbo da British Airways e um outro com a KLM (empresa Holandesa). Em ambos, os pilotos conseguiram reacender os motores a baixa altura, mas os danos foram muitos, quase ocasionando um acidente.
Façam pesquisa.
Estudem sempre!
Tiago

Tiago Tabarro Rizzi é aviador e colaborador do Ninja


Oshkosh
 
Oshkosh é uma cidade localizada no estado norte-americano de Wisconsin. Lá, ocorre o maior evento de aviação do mundo, com exibições de aviões militares, raridades, fóruns, exposições, exibições especiais da NASA e da Força Aérea Americana, além de shows espetaculares. Em 2010, o evento vai de 25 de julho a 1 de agosto. No vídeo acima, acrobacias para tirar o folego. Nas fotos, um espaço dedicado a garotada, que é apresentada ao fantástico mundo da aviação desde cedo. Um bom exemplo para os Ninjas, certo?


Casa no ar
Nossos Ninjas gostariam de uma casa destas...


NINJA
NÚCLEO INFANTOJUVENIL DE AVIAÇÃO
www.ninja-brasil.blogspot.com
Contato:

ninja.aero@gmail.com

Introdução:
O Brasil é um país de dimensões continentais!
Quantas vezes já ouvimos essa afirmação?
Ela tem um significado real que nos apresenta um grande desafio.
Foi com muito esforço que aumentamos nossas fronteiras e conseguimos manter, sob uma mesma língua, esse imenso território.
Como estratégia para interligar o país, a opção brasileira foi o transporte rodoviário.
Entretanto, temos comunidades instaladas nos mais distantes pontos, algumas completamente isoladas, com limitada infraestrutura de comunicação, auxílio médico e outras atividades essenciais.
Vale registrar que nosso transporte fluvial e marítimo ainda não conquistou um papel preponderante e a malha ferroviária ainda está distante de atingir a qualidade estrutural que merece.
Devemos considerar, também, que a frota de carros, ônibus e caminhões tem causado grandes congestionamentos em cidades e rodovias, estas com visíveis problemas de conservação.
Por essas e outras razões, estamos presenciando o fortalecimento do transporte aéreo brasileiro, com uma nova postura do governo e um maior investimento das companhias aéreas.
Isso indica que o mercado precisará de mão de obra qualificada e, para tanto, queremos dar a nossa contribuição, difundindo a cultura aeronáutica entre crianças e jovens, preparando o caminho para os profissionais do amanhã.

Implantação:
A estratégia adotada foi criar o NinjaNúcleo Infantojuvenil de Aviação - que, com a ajuda de voluntários, leva a cultura aeronáutica para crianças e jovens, despertando vocações, revelando talentos.
Continuamos na prospecção de novos parceiros.
Se você for um deles, entre em contato:
WhatsApp (12) 99197-5399
O Ninja é voltado para estudantes da educação infantil, ensino fundamental e médio.
Todas as atividades são gratuitas, sem custos para os participantes, facilitando o contato de crianças e jovens com a cultura aeronáutica.
A sede fica em Ubatuba-SP na Sala Gastão Madeira - Colégio Dominique - Rua dos Gerânios, 10, Jardim Carolina, Ubatuba, SP. A gestão do Núcleo Infantojuvenil de Aviação é feita pelo Instituto Salerno-Chieus. 

Divulgação:
Para divulgar as ações do Núcleo Infantojuvenil de Aviação criamos o Blog do Ninja:
Este espaço quer atingir, também, o público leitor adulto, na expectativa de conquistar aliados.
Pais, professores, pesquisadores, empresários poderão avaliar as estratégias e objetivos, enriquecendo o projeto com novas ideias; colaborando para levar a cultura aeronáutica para crianças e jovens de famílias integrantes de suas escolas, empresas e cidades.

O início do projeto:
No final de 2009 o Ninja foi apresentado aos alunos do Colégio Dominique - instituição de ensino fundada em 6 de março de 1978, sediada em Ubatuba, SP - e o início das atividades ocorreu em 2010.
Após a avaliação dos resultados, incluímos novas propostas para as turmas dos anos seguintes.
Estamos estruturando, também, as atividades na modalidade a distância, usando experimentalmente o Blog do Ninja como principal ferramenta de apoio. Esta, até o momento, tem se revelado a melhor opção para envolver outras escolas no projeto.
Constatamos, ainda, que em função das diferentes realidades de cada estabelecimento de ensino, a Programação Original precisa ser adaptada, podendo ocorrer a implantação gradativa.
Com as diversas possibilidades geradas pela tecnologia da informação buscamos aprimorar a estrutura para a produção de vídeo-aulas para disponibilizar nas redes sociais, permitindo grande interação entre as diversas regiões do país.
A coordenação do Ninja quer, também, colaborar para divulgar as ações do Escotismo, com ênfase na Modalidade do Ar, que tanta contribuição traz para o fortalecimento da cultura aeronáutica entre crianças e jovens no Brasil, desde 1938.
Acreditamos que o conteúdo produzido pelo Núcleo Infantojuvenil de Aviação possa ser um complemento para as diversas atividades praticadas pelos Escoteiros do Ar de todo o país.

Programação Original:

►Para as crianças da educação infantil até o 5º ano do ensino fundamental sugerimos que as atividade ocorram no horário letivo normal, procurando integrar o conteúdo às disciplinas do núcleo comum do estabelecimento de ensino.
►Para os estudantes a partir do 6º ano do ensino fundamental os encontros podem ocorrer uma vez por semana, no contraturno ao horário escolar ou aos sábados, com duração de uma hora. 
►O conteúdo é organizado em módulos.
Cada módulo tem a duração de seis meses:
Abril/Maio/Junho/Agosto/Setembro/Outubro
O Coordenador poderá montar as turmas seguindo outros critérios.
►Em 23 de outubro, Dia do Aviador, ocorre a solenidade de conclusão do módulo, com a entrega de certificados.
►Para as crianças de até 12 anos há muita atividade lúdica; iniciação ao aeromodelismo e apresentação de filmes.
►Para os jovens dos 13 aos 17 anos a programação prevê: curso teórico; palestras com especialistas; apresentação de filmes; distribuição de clippings; simulação de voo em computador; organização de visitas monitoradas a instituições aeronáuticas; grupos de estudos avançados.
No Colégio Dominique, sede do NINJA em Ubatuba-SP, a cultura aeronáutica foi adotada como o principal tema transversal, contemplando ações da educação infantil ao ensino médio.

Custos:


Todas as ações são desenvolvidas por voluntários.

Não é cobrada mensalidade do aluno para integrar o Ninja - Núcleo Infantojuvenil de Aviação.

Planejamento Padrão:


O conteúdo pode ser dividido em módulos, de acordo com a faixa etária dos alunos. Sugerimos, em linhas gerais, o seguinte plano:

→ Dos 3 aos 12 anos – Esquadrão Saint-Exupéry :

Atividades lúdicas / Iniciação ao Aeromodelismo.

→ Dos 13 aos 15 anos – Esquadrão Santos-Dumont :
Primeiros conceitos teóricos / Experimentação / Visitas a instituições aeronáuticas.

Estes alunos seguirão um roteiro elementar de atividades, de acordo com a faixa etária:

1) Familiarização com os comandos de um avião e de um helicóptero

2) História da Aviação

3) Gravidade

4) Transformações físicas e químicas

5) Pressão dos fluidos

6) Pressão atmosférica


7) Volume e temperatura

8) Meteorologia

9) Paraquedas

10) Construções de aviões de papel / pipas

11) O helicóptero


12) Combustão

13) Motores

14) Astronomia

15) A Rosa dos Ventos

16) Magnetismo


17) Mecanismos de orientação

→ Dos 16 aos 17 anos – Esquadrão Severiano Lins :

Enfoque profissionalizante / Síntese de Meteorologia – Conhecimentos Técnicos – Teoria do Voo – Navegação Aérea – Regulamentos de Tráfego Aéreo.

Para estes alunos, o roteiro será um resumo do conteúdo trabalhado nos cursos de piloto privado, garantindo os pré-requisitos mínimos ao estudante que tenha interesse em seguir a carreira de piloto ou de comissário de voo:

Conhecimentos Técnicos:
Aula 1
O avião e seus componentes
Estrutura do avião

Aula 2
Controles de voo
Trem de pouso

Aula 3
Motores

Aula 4
Operação do motor
Sistema de alimentação

Aula 5
Sistema de lubrificação
Sistema de resfriamento
Sistema hidráulico

Aula 6
Sistema elétrico
Sistema de ignição

Navegação Aérea:
Aula 1
Operações angulares

Aula 2
Instrumentos
Proa / Rumo / Rota

Aula 3
Magnetismo Terrestre
Calunga

Aula 4
Nível de cruzeiro
Perfis subida/descida

Aula 5
Estudo do tempo

Aula 6
Plano de voo

Meteorologia:
Aula 1
A terra e o sistema solar
Atmosfera terrestre

Aula 2
Calor e temperatura
Pressão atmosférica

Aula 3
Umidade
Nuvens

Aula 4
Vento
Frentes

Aula 5
Condições adversas
Metar

Aula 6
Metar/Speci

Teoria do Voo:
Aula 1
Física – Leis de Newton
Fluidos e Atmosfera

Aula 2
Geometria do Avião
Vetores

Aula 3
Forças Aerodinâmicas
Escoamento

Aula 4
Voos Horizontais
Voo Planado

Aula 5
Voo Ascendente
Voo em Curva

Aula 6
Cargas Dinâmicas
Decolagem e Pouso

Regulamentos de Tráfego Aéreo:
Aula 1
Alfabeto fonético
Unidades de medida

Aula 2
Aeródromos
Numeração Cabeceira
Circuito

Aula 3
Níveis de voo
Regras de voo visual

Aula 4
Cartas

Aula 5
ATZ/CTA/TMA

Aula 6
TWR/APP/CTA

OPINE SOBRE O PROJETO!
ESCREVA PARA:
ninja.aero@gmail.com
AJUDE A DIVULGAR.

AGRADECEMOS A SUA PARTICIPAÇÃO!!