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Voar é um desejo que começa em criança!

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Carreiras na Aviação

FAB abre 235 vagas para o Curso de Formação de Sargentos com ingresso em 2027

Inscrições estarão abertas de 11/06/2026 a 07/07/2026; seleção inclui provas escritas e etapas complementares, com curso realizado na EEAR, em Guaratinguetá (SP)

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Diretoria de Ensino da Aeronáutica (DIRENS), publicou as Instruções Específicas do Exame de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica para o Segundo Semestre de 2027 (CFS 2/2027). Ao todo, são ofertadas 235 vagas, distribuídas entre 185 diversas especialidades, e 50 vagas destinadas à especialidade de Controle de Tráfego Aéreo. As inscrições estarão abertas de 11/06/2026 a 07/07/2026, a partir das 10h do primeiro dia de inscrições, até as 15h do último dia — horário de Brasília, exclusivamente pelo portal de ingresso da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR). A taxa de inscrição é de R$ 100,00, com possibilidade de isenção para candidatos que atendam aos requisitos previstos em edital. As vagas são destinadas a candidatos de ambos os sexos que atendam às condições estabelecidas nas Instruções do Exame. Para habilitação à matrícula, é necessário ter, no mínimo, 17 anos e não completar 25 anos até 31/12/2027, além de ter concluído o Ensino Médio até a data da Concentração Final. O processo seletivo é composto por provas escritas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física, além de Inspeção de Saúde (INSPSAU), Exame de Aptidão Psicológica (EAP), Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF), Procedimento de Verificação Documental Complementar à Autodeclaração (PVDoc), Procedimento de Confirmação Complementar à Autodeclaração (PCCA) e Validação Documental. As provas escritas estão previstas para 22/11/2026. Os candidatos aprovados em todas as fases e convocados para matrícula deverão se apresentar na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), em 27 de junho de 2027, data de início do curso.

CFS
O Curso de Formação de Sargentos é realizado em regime de internato militar, com duração aproximada de dois anos, abrangendo instruções nos campos Geral, Militar e Técnico-Especializado. Após a conclusão com aproveitamento, o formando estará apto a integrar o Quadro de Suboficiais e Sargentos da Aeronáutica e poderá ser designado para servir em Organizações Militares do Comando da Aeronáutica em qualquer região do país, conforme as necessidades da Administração.


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domingo, 14 de junho de 2026

Especial de Domingo

Selecionamos para hoje mais um texto do saudoso Pery de Serra Negra.
Boa leitura.
Bom domingo!

ESSA DECOLAGEM É SUA!


Estava estreando como copiloto no hidroavião PBY Catalina de uma nova empresa surgida em Natal. Nove decolagens até ao Rio de Janeiro, onde eu só fazia acompanhar o Comandante. No meu íntimo já se manifestava a vontade de comandar pelo menos uma daquelas decolagens. Mas, copiloto não tem vontade própria, só obedece, a melhor maneira de progredir no conceito do todo poderoso Senhor Comandante. No Rio de Janeiro haveria mudança de tripulação, mas na qualidade de estreante devia continuar e retornar a Natal. Manhã chuvosa. Toda a tripulação já se encontrava desde as seis da manhã no ancoradouro tomando as providências necessárias para a partida. Os pilotos são sempre os primeiros a tomar assento nos seus postos. Foi feito o “check-list”, como estava tudo OK, os motores foram acionados, as amarras soltas e iniciamos o táxi para decolagem.


Aquela área da baia da Guanabara cheia de embarcações navegando, inclusive, as barcas que fazem o transporte aquaviário de passageiros para Niterói e Paquetá, cruzavam por ali a todo instante, exigindo bastante cuidado da tripulação para evitar colisão; foi quando o Comandante Custódio, que vinha fazendo o táxi, parou o Catalina, tirou as mãos do volante, virou-se para mim e disse:

- "Essa decolagem é sua! Lembre-se que na baixa velocidade os comandos demoram a atender e olho vivo para manter as asas na horizontal".

Fui surpreendido com aquela inesperada ordem, mas logo me recompus. Melhorei a minha posição no assento, posicionei o avião no rumo da decolagem, liguei o limpador de para-brisa, com a mão direita segurei o volante, e com a esquerda acionei os comandos de hélice para o passo mínimo. Empurrei as manetes de aceleração para potência máxima, os motores troaram violentamente, as hélices que estavam com baixa rotação aumentaram para 2.300 RPM, jogando vapor d’água sobre o para-brisa de forma a tirar parte da visibilidade, e o avião deslizou rapidamente. A minha preocupação naqueles instantes era manter a reta na decolagem e segurar as asas na horizontal; estava sob forte pressão, tanto por ser a primeira decolagem naquele hidroavião, como pela observação do Comandante, que não tirava os olhos das minhas mãos. Colei o “comando na barriga” para baixar a cauda e quando o velocímetro atingiu 60 MPH empurrei fortemente o comando para a frente e, graças a Deus, o Catalina subiu no degrau. A velocidade aumentava rapidamente e, quase sem sentir, despregou da água. Sequencialmente, comandei o recolhimento dos flutuadores das pontas das asas. Quando o velocímetro atingiu 140 MPH, fui reduzindo a potencia dos motores para o regime de subida, e iniciei a correção do rumo para o Nordeste.

Cabine dos pilotos do PBY

Mantive o avião em regime de subida até atingir a altura determinada pelo Controle Aéreo, quando nivelei o voo trazendo a potência dos motores para o regime de cruzeiro e as hélices para o passo máximo. Só aí relaxei os nervos. O Comandante que estava em contato com a Torre de Controle do Santos Dumont, desde antes da decolagem, interrompeu a sua comunicação e, sem olhar diretamente para mim, fez um discreto gesto no canto da boca. Notei nele um certo ar de aprovação. Foi uma bela aula dada por um mestre que conhecia profundamente o seu ofício. A partir daí o Comandante passou a me observar com mais confiança entregando-me a pilotagem em quase todas as etapas do voo.

Pousar com o Catalina fica para outra oportunidade...

Pery de Serra Negra

AVIÃO CATALINA PBY
No último dia do ano de 2012, pousou no Aeroporto Internacional Augusto Severo, um avião CATALINA que estava sendo trasladado da África do Sul para a Califórnia/USA. Se destinava a um colecionador americano de aeronaves antigas. Esse avião permaneceu em Natal/RN durante dois dias, o que me deu a oportunidade de visitá-lo e relembrar a época que fui aviador civil, quando tive oportunidade de pilotar um modelo semelhante.

O CATALINA foi projetado em 1935 pela Consolidated Vultee dos Estados Unidos e fabricado pela Boeing do Canadá. É uma bela aeronave, muito segura, que foi usada na 2ª Guerra Mundial, e aqui em Natal, ficavam ancoradas na foz do rio Potengi, em frente à Rampa, ao lado do que hoje é o Iate Clube. 

CATALINA é um bimotor, de asa alta, com as seguintes medidas: comprimento da fuselagem: 19 metros e 52 centímetros, comprimento da asa: 31 metros e 72 centímetros, peso vazio: 7.974 quilos, velocidade: 314 quilômetros por hora, raio de ação: 4.030 quilômetros. A tripulação é composta por dois pilotos e um mecânico de voo. Nos modelos anteriores a guerra, se usava um radioperador, o qual foi substituído por modernos sistemas de comunicação que dispensava os serviços desse tripulante.

No final da guerra, os CATALINAS deixados pela Marinha Americana em Natal foram leiloados pela Aero Geral para serem utilizados como aviões cargueiro na rota Natal/Santos. A Aero Geral era uma firma fundada em Natal em 1947 e existiu até 1952, quando foi vendida à VARIG que, por sua vez, cedeu os CATALINAS à Força Aérea Brasileira para serem utilizados na Amazônia.


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Datas Especiais

12 de junho: Dia do Correio Aéreo Nacional e Dia da Aviação de Transporte
A Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira (FAB) é responsável por integrar o território nacional, com conexões, muitas vezes, em todo o mundo. Cumpre missões de transporte de cargas, transfere doentes e feridos que necessitam de atendimento urgente, ajuda no combate a incêndios florestais e está sempre alerta para ser engajada na defesa do território nacional. No cotidiano atua em diversas outras missões. O dia 12 de junho é dedicado à Aviação de Transporte e também é o Dia do Correio Aéreo Nacional.

1931: A primeira missão do Correio
A data lembra uma de suas mais célebres missões: o Correio Aéreo Nacional (CAN). Nesse dia, em 1931, os Tenentes Nelson Freire Lavenére Wanderley e Casimiro Montenegro Filho, ainda pertencentes ao Exército Brasileiro e mobilizados na Aviação Militar, inaugurando a primeira linha do CAM (Correio Aéreo Militar) realizaram aquele que foi considerado o primeiro voo da história do CAN (Correio Aéreo Nacional, designação assumida, em 1941, com a criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira).a A bordo de um Curtiss Fledgling, matrícula K-263, saíram do Rio de Janeiro (RJ) e levaram um malote com duas cartas até São Paulo (SP). Atualmente, a Aviação de Transporte segue ainda mais estratégica para a FAB e para o Brasil devido ao seu papel, pois abrange missões de assalto aeroterrestre, busca e salvamento, evacuação aeromédica, reabastecimento em voo, combate a incêndio, exfiltração e infiltração aérea. 

Fonte: Agência Força Aérea

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quarta-feira, 10 de junho de 2026

AMAB

Fotos Elevadas
Roland Garros no Brasil

AMAB
A Associação Memória da Aéropostale no Brasil é uma associação sem fins lucrativos cujo principal objetivo é realizar o inventário dos vestígios materiais e imateriais da antiga companhia de correio aéreo francesa (1918-1933), Latécoère-Aéropostale, nas 11 escalas que foram instaladas na costa brasileira. A AMAB apoia projetos relativos à memória franco-brasileira como exposições, eventos, manifestações culturais sobre o tema dos primórdios da aviação civil.

Visite o canal: AMAB

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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Pioneiros

NELSON FREIRE LAVENÈRE-WANDERLEY
O Tenente-Brigadeiro do Ar Nelson Freire Lavenère-Wanderley nasceu no Rio de Janeiro, em 27 de outubro de 1909. Foi Chefe do Estado Maior das Forças Armadas e Ministro da Aeronáutica no governo Castello Branco entre 20 de Abril e 14 de Dezembro de 1964. Além dos cursos feitos no Brasil, de Aviação Militar, de Oficial Aviador, de Aperfeiçoamento de Oficiais do Estado Maior e Curso Superior de Guerra, foi o primeiro oficial aviador brasileiro a tirar o curso do Air Corps Training Center nos EUA, e o da Fight Controllers Training School, da Royal Air Force da Inglaterra. Escreveu o livro "A História da Força Aérea Brasileira" lançado em 1966 e reeditado em 1975. Durante sua vida recebeu várias condecorações no Brasil e no exterior. Passou para a reserva no posto de Tenente-Brigadeiro. Estando na reserva, foi Presidente do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos, foi sócio efetivo do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro e membro do Corpo de Conselheiros da Escola Superior de Guerra. Em 1985, após sua morte, ocorrida em São Paulo, em 30/8/85, foi proclamado Patrono do Correio Aéreo Nacional através de decreto lei assinado pelo então Presidente, José Sarney. É Patrono do INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica; Cadeira nº 12. O então Tenente, Nelson Freire Lavenère-Wanderley foi, ao lado do Ten. Casimiro Montenegro um dos pioneiros do Correio Aéreo Nacional. No dia de 12 de junho de 1931, num Curtiss Fledgling 'K263' da Aviação Militar, transportaram a primeira mala postal entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo. Em janeiro de 1941, fez parte do gabinete técnico encarregado da organização e legislação para a o criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, chefiado por Salgado Filho. Participou da Segunda Guerra Mundial, no Primeiro Grupo de Aviação de Caça na Itália.


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domingo, 7 de junho de 2026

Especial de Domingo

Revisitamos a história do Correio Aéreo Nacional que, neste mês de junho de 2026, completa 95 anos!
Boa leitura.
Bom domingo!

O CORREIO AÉREO NACIONAL
Os primeiros tempos
O serviço do então Correio Aéreo Militar entrou em operação no dia 12 de junho de 1931, quando os tenentes do Exército, Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, a bordo do monomotor biplano Curtiss Fledgling matrícula K263 (apelidado de "Frankenstein"), transportaram uma mala postal com duas cartas, do Rio de Janeiro para São Paulo, e de lá retornando, com correspondência, no dia 15 de junho.


Esse voo inaugural durou cinco horas e vinte minutos, seguindo a rota direta que ultrapassava as montanhas do litoral. O retorno demorou apenas três horas e meia, seguindo a rota do vale do rio Paraíba até à altura da cidade de Resende e daí infletindo para o Rio. Esta última se tornaria a rota oficial para as aeronaves do CAN entre as duas cidades daí em diante, três vezes por semana, até à entrada em operação, posteriormente, de aviões bimotores.


Na época o então Major Lysias Augusto Rodrigues foi designado para estudar as possibilidades de ampliar os voos do CAN pelo interior, pois havia a manifesta intenção de estender a rota Rio-São Paulo até o Estado de Goiás.


O objetivo dessa árdua jornada era reconhecer o território e implantar campos de pouso, de modo a viabilizar a navegação aérea e criar as condições imprescindíveis que facultassem a execução de voos dos grandes centros do Brasil para a Amazônia e que permitissem, também, uma nova e econômica rota para os voos realizados entre os Estados Unidos e o Cone Sul do Continente.

Àquela época, as aeronaves percorriam o arco irregular de círculo que descreve o litoral brasileiro para se deslocarem de um extremo a outro do País, devido à existência de aeroportos em várias cidades litorâneas. Por sobre a Amazônia e a região central, apenas mata fechada. Daí a importância da missão que foi atribuída a Lysias Rodrigues e o ímpeto com que o notável desbravador abraçou o desafio, penetrando em profundidade, com destemor, na natureza virgem daquela região, em realidade, um mundo desconhecido e cheio de mistérios sedutores para um homem nascido e criado no Rio de Janeiro, então capital do País. Varando por terra o sertão bruto, com galhardia e tenacidade, logrou alcançar Belém do Pará. Esta marcante epopeia ficou registrada em seu diário de viagem e, mais tarde, foi incluída no livro que batizou de "Roteiro do Tocantins".

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, Lysias combateu ao lado de São Paulo, comandando o 1º Grupo de Aviação Constitucionalista, sediado no Campo de Marte. Foi com o cognome de "Gaviões de Penacho" que este combativo Grupo, a despeito dos parcos recursos, cobriu-se de glórias. Após o armistício de 3 de outubro, ele e seus companheiros insurretos Major Ivo Borges, Capitão Adherbal da Costa Oliveira, Tenentes Orsini de Araújo Coriolano e Arthur da Motta Lima foram reformados pelo Governo e exilaram-se em Portugal e na Argentina. Em 1934, foram anistiados e reintegrados ao Exército.

Retornando do exílio, deu continuidade ao trabalho iniciado com a exploração terrestre empreendida em 1931.


Em 14 de novembro de 1935, decolando do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, em companhia do Sargento Soriano Bastos de Oliveira, em uma aeronave Waco CSO, deu início ao levantamento aéreo da área anteriormente esquadrinhada, inaugurando todos os campos de pouso que havia implantado em seu famoso périplo, quatro anos antes, percorrendo as cidades de Ipameri, Formosa, Palma, Porto Nacional, Tocantinia, Pedro Afonso, Carolina e Marabá, antes de atingir Belém. Por onde passaram causaram estupefação, curiosidade e incredulidade, trazendo alegria e esperança àquela gente simples do sertão.

CAN


Com a criação do Ministério da Aeronáutica em 20 de janeiro de 1941, pela fusão da antiga arma da Aviação Militar do Exército com a da Aviação Naval da Marinha, o Correio Aéreo foi transferido para este órgão e recebeu a denominação com que ficou conhecido: Correio Aéreo Nacional - CAN. A sua direção ficou afeta à Diretoria de Rotas Aéreas, cujo diretor foi o Brigadeiro Eduardo Gomes. A partir de então, em abril de 1943 as linhas foram estendidas até ao rio Tocantins e Belém do Pará, e desta última até Caiena, com escalas em Macapá e Oiapoque. Em maio de 1945 foi aberta uma nova linha internacional, que ligava a região Centro-Oeste a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.

O grande impulso do CAN registrou-se após o término da Segunda Guerra Mundial, com a entrada em serviço das aeronaves bimotores monoplano C-45 Beechcraft e Douglas C-47, com maior capacidade de carga e autonomia de voo. No ano seguinte, a linha para a Bolívia era estendida até à capital, La Paz, empregando aeronaves C-47 no trajeto Rio de Janeiro - São Paulo - Três Lagoas - Campo Grande - Corumbá - Roboré - Santa Cruz de la Sierra - Cochabamba - La Paz.

Em 1947 foi aberta a linha que conduzia ao então território do Acre; em 1951, a linha internacional para Lima, no Peru. Em novembro de 1952 era aberta a linha para o rio Araguaia, inciando-se o apoio do CAN aos postos do antigo Serviço de Proteção ao Índio na rota Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Uberaba - Goiânia - Aruanã - Conceição do Araguaia - Las Casas - Gorotire. Nesse mesmo ano era aberta a linha Rio de Janeiro - Manaus, que se estendia até Boa Vista e, em seguida, a linha até ao Rio Negro, esta com o emprego dos lendários monoplanos bimotores anfíbios CA-10 Catalina. A função desta linha era a de apoiar as populações indígenas e as missões religiosas nos vales dos Negro e Uaupés. Estas aeronaves seriam posteriormente transferidas da Base Aérea do Galeão para a Base Aérea de Belém, intensificando o serviço na região Amazônica, assim como o apoio aos pelotões de fronteira do Exército e às populações ribeirinhas.

Em 1956, foi aberta a linha para Montevidéu, no Uruguai; em 1957, uma linha internacional especial até à região do canal de Suez para atender o chamado "Batalhão Suez" que, a serviço das Forças de manutenção da paz das Nações Unidas, se encontrava em operações na Faixa de Gaza. Esta última foi atendida mensalmente com o recurso a aeronaves monoplano quadrimotores B-17 durante três anos, até à entrada em operação dos Douglas C-54. Em 1958, eram iniciadas as linhas para Quito, no Equador, e para os Estados Unidos da América.

Com a entrada em operação dos quadrimotores Douglas C-54, e posteriormente dos Douglas C-118 na Força Aérea Brasileira, com maior capacidade de carga, maior autonomia de voo e melhores aviônicos, iniciou-se uma nova etapa para o CAN. Puderam ser melhor atendidas as linhas que ultrapassavam a cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico.

Com o C-54, em 1960, foi aberta a linha para Santiago do Chile, com escala em Buenos Aires. Em meados da década de 1960, foram adquiridas, na Grã-Bretanha, aeronaves turboélice Avro C-91, que viriam a substituir as Douglas C-47 e as Beechcraft C-45 em determinadas rotas. Também nesse período, em 1965, entram em operação os Lockheed C-130 Hercules, que não apenas ampliaram o raio de ação do CAN, mas também a sua capacidade de transporte de pessoal, carga e equipamentos pesados, não apenas para todos os quadrantes do território brasileiro, mas que, na década de 1980 alcançaram o continente Antártico, no contexto do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).

Em 1968 entraram em operação as aeronaves bimotor turboélice C-115 Buffalo, que pela sua robustez e versatilidade atenderam principalmente a região Amazônica. Posteriormente, na década de 1980, entraram em operação aeronaves Embraer C-95 Bandeirante e C-97 Brasília, que passaram a atender muitas das linhas vicinais do CAN. Para o atendimento às linhas-tronco, em 1985 foram adquiridas à Varig quatro Boeing 707, ampliando a eficácia no atendimento logístico e de transporte de pessoal.

Em 2004, entraram em operação os birreatores Embraer ERJ-145, substituindo os Avro C-91, iniciando-se novas linhas internacionais. Mais recentemente, para atendimento aos pontos extremos do território, entraram em operação os bimotores turboélice C105-A Amazonas e Cessna C-98 Caravan, devido às suas capacidades de pouso e decolagem em pistas curtas.

Fontes: FAB / Wikipédia / Incaer

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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Farnborough Airshow

Caça Gripen, Embraer KC-390 e Boeing 747 serão algumas das atrações do Farnborough Airshow deste ano
Os organizadores do Farnborough International Airshow 2026 divulgaram os primeiros participantes confirmados para a tradicional demonstração aérea do evento, que promete ser a maior e mais diversificada das últimas décadas. A feira aeronáutica ocorrerá entre os dias 20 e 24 de julho de 2026, em Hampshire, no Reino Unido, menos de uma hora do centro de Londres. A programação reunirá aeronaves militares, comerciais, históricas e projetos de mobilidade aérea avançada, refletindo a evolução tecnológica e a diversidade da indústria aeroespacial mundial. Fabricantes, operadores e equipes de demonstração dos Estados Unidos, Reino Unido, Europa continental e América Latina já estão entre os confirmados.

Um dos destaques da edição será a apresentação da equipe de demonstração do caça F-35A Lightning II da Força Aérea Americana. Segundo os organizadores, esta será a única exibição pública da aeronave na Europa ao longo de 2026. Durante os voos, a equipe demonstrará as capacidades de manobra, desempenho e tecnologias avançadas do caça de quinta geração, considerado um dos principais vetores de combate da força aérea americana.

Entre as primeiras atrações aéreas anunciadas estão também o clássico caça da segunda-guerra mundial Supermarine Spitfire PR.Mk.XIX operado pela Rolls-Royce, passagens do caça Eurofighter Typhoon FGR4 da Real Força Aérea Britânica (RAF) e do jato de treinamento avançando L-159 da Força Aérea da República Checa.

A aviação comercial e executiva também terá forte presença na programação. A Airbus confirmou a participação do A350-1000, enquanto a Bombardier levará o Global 8000, seu mais novo jato executivo de longo alcance. Já a Embraer exibirá o jato comercial E195-E2 e o KC-390 Millennium, aeronave multimissão que vem conquistando novos clientes internacionais nos últimos anos.

Outro segmento que ganhará destaque será o da mobilidade aérea avançada. Entre os participantes confirmados estão o CX300, da BETA Technologies, e o VA-1X, da Vertical Aerospace, modelos que representam a nova geração de aeronaves voltadas para operações sustentáveis e de curta distância.

A programação também contará com apresentações da equipe acrobática The Starlings, dos paraquedistas da RAF conhecidos como The Falcons e do histórico caça P-51D Mustang operado pela Ultimate WarBird Flights.

Além das demonstrações em voo, a área de exposição estática reunirá diversas aeronaves de interesse para operadores e visitantes. Entre elas estão o caça SAAB JAS-39C Gripen da Força Aérea da República Checa, um Boeing 777-200LRMF cargueiro da DHL Air UK, o MV250 da BETA Technologies, o jato comercial Embraer E195-E2, um Boeing 747-400 da GE Aerospace e o turboélice Do228 NXT da General Atomic AeroTec Systems.

Os organizadores afirmam que novas aeronaves, fabricantes e equipes de demonstração serão anunciados em breve. A expectativa é que a edição de 2026 reúna líderes globais dos setores aeroespacial e de defesa para apresentar novas tecnologias, formalizar acordos estratégicos e discutir iniciativas voltadas para o futuro sustentável da aviação.

Considerado um dos principais eventos do setor no mundo, o Farnborough International Airshow serve tradicionalmente como palco para lançamentos, anúncios de encomendas e apresentação de inovações que moldam os rumos da indústria aeronáutica global.

Vale lembrar que o aumento de aeronaves, especialmente militares, se dá em boa parte devido ao cancelamento do Royal International Air Tatto, que é realizado uma semana antes no interior do Reino Unido, considerado um evento “irmão” do Farnborough. Como muitas aeronaves já estavam programadas para se deslocarem ao país, algumas nações e empresas decidiram por enviá-las ao evento que ocorrerá próximo de Londres.

Fonte: AEROIN / Mateus Alves

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