FAB estreia sistema de lançamento de água em caixas com KC-390 e supera 1 milhão de litros na Amazônia
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), intensificou as ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas com o emprego de diferentes aeronaves e tecnologias de lançamento de água.
No dia 19 de outubro, durante a Operação Amazonas, foi realizado o primeiro lançamento real do Sistema Conteinerizado de Combate a Incêndios (CAFFS, do inglês Containerized Aerial Fire Fighting System) a partir de uma aeronave KC-390 Millennium.
Desde o início da operação, já foram lançados mais de 1 milhão de litros de água sobre áreas atingidas pelo fogo na Amazônia Ocidental.
O volume lançado demonstra a capacidade operacional mobilizada pela FAB para combater os focos de incêndio em uma região marcada pela floresta densa, pelas grandes distâncias e pelas dificuldades de acesso terrestre. Iniciadas em 12 de outubro, as ações utilizam diferentes sistemas de combate a incêndios, que atuam de forma complementar e ampliam as possibilidades de emprego do KC-390 Millennium nas missões.
Tecnologia e estratégia
O Sistema Conteinerizado de Combate a Incêndios (CAFFS) passou a ser utilizado na operação ao lado do Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System). Ambos são operados pelo KC-390 Millennium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), o Esquadrão Zeus, e foram empregados pela primeira vez em conjunto no combate aos incêndios florestais no Amazonas.
Enquanto o MAFFS utiliza um sistema pressurizado para liberar grandes volumes de água em pouco tempo, o CAFFS funciona por meio de caixas de papelão reforçado, lançadas por gravidade. Cada unidade comporta até 1.000 litros de água, e a aeronave pode transportar até 16 caixas por lançamento, oferecendo novas possibilidades táticas para o combate ao fogo.
O emprego dos dois sistemas também exige uma estrutura de apoio em solo para garantir a preparação das aeronaves e a continuidade das missões. Na Base Aérea de Manaus (BAMN), foram instaladas duas piscinas de abastecimento, com capacidade para até 24 mil litros de água cada, além de um sistema de ar comprimido utilizado no funcionamento do MAFFS.
A área de cargas da unidade também passou por adaptações para permitir a montagem e o abastecimento dos contêineres utilizados no CAFFS.
Para o Comandante do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), Tenente-Coronel Daniel Elias Souza, os resultados demonstram a capacidade de integração entre as equipes e a prontidão operacional necessárias para cumprir as missões.
O oficial destacou o trabalho dos militares responsáveis pela preparação das aeronaves, pelo abastecimento de água e pela manutenção dos equipamentos de solo, atividades essenciais para manter o ritmo das operações.
O comandante também chamou a atenção para os desafios enfrentados pelas tripulações, que realizaram diversas decolagens ao longo dos dias, muitas delas em meio à fumaça e em condições que dificultavam a identificação dos focos de incêndio. Segundo ele, a prontidão das equipes e a confiabilidade dos equipamentos foram fundamentais para o cumprimento das missões planejadas.
Atuação integrada
Além dos KC-390 Millennium empregados pelo 1º GTT, a FAB mobilizou outras aeronaves para apoiar o combate aos incêndios, entre elas o KC-30, do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT), e o C-105, do Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1º/9º GAV). A operação também conta com a participação da Marinha do Brasil, com a aeronave UH-15, e do Exército Brasileiro, com o helicóptero HM-1A.
A atuação conjunta reúne diferentes meios aéreos, equipes especializadas e estruturas logísticas para ampliar a capacidade de resposta das Forças Armadas, especialmente em áreas de difícil acesso. Com o primeiro lançamento real do CAFFS pelo KC-390 Millennium e o volume superior a 1 milhão de litros de água lançado, a Operação Amazonas combina diferentes tecnologias e recursos no combate aos incêndios florestais na região amazônica.
Fonte: AEROIN / Juliano Gianotto










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