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segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Efemérides Aeronáuticas - Novembro


 INCAER
Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica

Efemérides Aeronáuticas
Novembro



1724
Faleceu Bartolomeu Lourenço de Gusmão, com a idade de 39 anos. O óbito ocorreu no Hospital da Misericórdia, na cidade de Toledo, Espanha. (19 de novembro)

1855
Foi realizada a primeira ascensão aerostática no Brasil. O balão subiu no Campo de Santana, atual Praça da República, no Rio de janeiro, às 17:30h, pousando na água da Baía de Guanabara. (11 de novembro)

1866
Foi encaminhada uma correspondência ao Ministro da Guerra, pelo Comandante Militar do Pessoal e Material do Brasil, em Montevidéu, Brigadeiro Antônio Nunes de Aguiar, assinalando a passagem naquela cidade do fabricante do aerostato, o francês Louis Desiré Doyen, rumo ao Teatro de Operações.  (30 de novembro) 

1881
Júlio César Ribeiro foi admitido como membro da Sociedade Francesa de Navegação Aérea. (8 de novembro)

O inventor brasileiro Júlio César de Souza realizou em Paris a primeira experiência com o seu “balão planador”, ao qual denominou de “Victória”. (11 de novembro).

Júlio César Ribeiro realizou a segunda experiência com o seu balão dirigível “Vitória”, em Paris, perante algumas autoridades e grande quantidade de pessoas, estando presente o Encarregado dos Negócios do Brasil na França, Sr. Araújo. (12 de novembro).

1884
Na sessão realizada no Instituto Politécnico do Brasil, foi discutido o requerimento apresentado por Júlio César, onde foi solicitado o parecer da mencionada agremiação “com relação à prioridade do sistema de balões Júlio César, tendo em vista a construção do balão dirigível La France”, dos franceses Renard e Krebs. (04 de novembro)

1891
Santos Dumont, em companhia de seu pai, na véspera de partir de regresso ao Brasil viu, pela primeira vez, no Palácio da Indústria, em Paris, um “motor a petróleo” funcionando com apenas 1 HP de potência, compacto e muito mais leve que todos os que conhecia de perto. A presença dessa máquina deixou-o estático e entusiasmado, chegando a pedir ao pai para estudar em Paris. (mês de novembro)

1899
Santos Dumont fez o primeiro ensaio com seu balão dirigível “Nº 03”, alçando voo do Parque de Aerostação de Vaugirard. Nessa ocasião, ele contornou a Torre Eiffel pela primeira vez. (13 de novembro)

Santos Dumont iniciou a construção de um hangar, o primeiro que se conhece. (16 de novembro)

Santos Dumont realizou uma ascensão com o dirigível “Nº 03”, pousando em Ivry. (20 de novembro)

1901
Foi realizada uma sessão solene no Instituto de Ciências, presidida por Santos Dumont, ocasião em que Emmanuel Aimé, secretário do Aeroclube da França, pronunciou uma conferência sobre “A navegação aérea no Século XX”, detendo-se nas experiências do aeronauta brasileiro. (1º de novembro)

A Comissão Científica do Aeroclube da França, reunida na Sociedade da Aclimatação, a Rua de Lille, sob a presidência do Príncipe Roland Bonaparte, decidiu outorgar o “Prêmio Deutsch” a Santos Dumont. (04 de novembro)

O Sr. Deutsch de La Meurthe, patrono da competição, encaminhou ao presidente do Aeroclube da França, o cheque de 100.000 francos correspondente ao prêmio conquistado por Santos Dumont, a fim de ser a ele entregue. (05 de novembro)

O Chefe de Polícia de Paris, Sr. Léoine, publicou as instruções para os pobres de Paris recuperarem, gratuitamente, os seus bens penhorados, aproveitando o donativo feito por Santos Dumont. (13 de novembro) 

Foi sancionada a lei, pelo Presidente da República (Manoel Ferraz de Campos Sales), concedendo a Santos Dumont um prêmio no valor de 100 contos de reis. (15 de novembro)

Augusto Severo, sua esposa Natália e Henri Lachambre realizaram um voo em balão livre, em Paris. (18 de novembro)

1906
''The Illustrated London News'' publicou com destaque: “O primeiro voo de um aparelho mais pesado que o ar: Santos Dumont conquista o Prêmio Archdeacon”. Uma fotografia comprovando o memorável voo foi estampada. (03 de novembro)

Ao realizar um voo a bordo do aeroplano 14 Bis no Campo de Bagatelle em Paris, que percorreu 220 metros em 22 segundos e 1/5, Santos Dumont ganhou o prêmio de 1.500 francos estabelecido pelo Aeroclube da França. (12 de novembro)

1907
Foi realizada a primeira experiência, em Paris, de Santos Dumont com o seu aeroplano Nº 19 que foi batizado de “Demoiselle”. Ele foi um dos aviões mais populares construídos por Santos Dumont. Entre os anos de 1907 a 1909 foram construídos vários modelos do “Demoiselle”, os quais foram numerados de maneira diferente (Nº 19, Nº 20 e Nº 21). (15 de novembro)

No Campo de Bagatelle, após um voo de 150 metros, a hélice do “Demoiselle Nº 19” partiu- se, projetando-se a 120 metros de distância. (21 de novembro)

1912
O Marechal Hermes da Fonseca, Presidente da República, autorizou ao Ministro da Justiça a cessão do terreno para uso do Aeroclube Brasileiro, sendo escolhida a antiga Fazenda dos Afonsos, uma área de 725.000 m², pela seguinte comissão: General Henrique Martins, Ten Ex Ricardo João Kirk e aviador Edmond Plauchut. (mês de novembro)

1914
Foi realizado o primeiro voo do “Alvear”, pilotado pelo argentino Ambrósio Caragiolla, no Campo dos Afonsos, e assistido por uma comissão do Aeroclube Brasileiro composta de Jorge Moller e Estelita Werner. (14 de novembro)

1916
A flotilha de hidroaviões Curtiss, adquiridos para a Escola de Aviação Naval, foi oficialmente incorporada à Esquadra (Aviso nº 3.865, do Ministro da Marinha). (03 de novembro)

1917
Santos Dumont encaminhou uma carta ao Presidente da República Wenceslau Braz, tecendo considerações sobre o desenvolvimento da Aviação Militar e da Aviação Naval no Brasil, principalmente acerca da “criação de um corpo de aviadores no Exército e na Marinha e lembrando as necessidades de serem construídos campos de pouso para as escolas de aeronáutica”. (16 de novembro)

A sede da Escola de Aviação Naval foi transferida da Ilha do Rijo (antigo Arsenal de Marinha na Praça Mauá), para a Ilha das Enxadas, ambas na Baía de Guanabara (Aviso nº 4.455, do Ministro da Marinha). (28 de novembro)

1918
Na presença do Ministro da Guerra, Marechal Caetano de Faria, foi realizado, no Campo dos Afonsos, o voo oficial do avião biplano “Alagoas” construído no Brasil pelo Capitão do Exército Marcos Evangelista da Costa Villela Júnior. O avião pilotado pelo Tenente do Exército Raul Vieira de Mello era equipado com um motor “Luckt” de 80 H.P. (11 de novembro)

Chegaram ao Rio de Janeiro os primeiros membros da Missão Militar Francesa, contratada pelo Exército Brasileiro para organizar a Escola de Aviação Militar. (11 de novembro)

O Ministro da Guerra, General Alberto Cardoso de Aguiar, expediu o Aviso nº 1.463 ao Departamento do Pessoal informando que “o Serviço de Aviação Militar passaria a subordinar-se ao Estado-Maior do Exército e que deveria ser organizado com urgência o Regulamento da Escola de Aviação, em comum acordo com a Missão Militar Francesa no Brasil, a qual caberia a direção técnica da mencionada Escola”. (21 de novembro) 

1922
Foram concluídas, no Campo dos Afonsos, as obras do Quartel da Cia. de Aviação, proporcionando instalações condignas ao pessoal da Escola de Aviação Militar, que até então ocupava diversas casas particulares alugadas na Vila Marechal Hermes, desde sua criação, em 1919. (mês de novembro)

1923
Foi criada a Defesa Aérea do Litoral, a qual ficaram subordinadas a Escola de Aviação Naval e os Centros de Aviação Naval (Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis), de acordo com o Decreto nº 15.847. (18 de novembro)

1924
Foi desativada a Diretoria de Aeronáutica da Marinha, através do Decreto nº 16.683, pois foi tornada sem efeito a sua regulamentação (que tinha sido estabelecida pelo Decreto nº 16.600, de 17 de setembro de 1924), extinguindo-se, afinal, quando o Aviso nº 5.252, de 30 de dezembro de 1924, deu instruções para a execução da transferência definitiva ao Estado-Maior dos órgãos que ela estavam apensos: a Escola de Aviação Naval e os Centros de Aviação do Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis. (26 de novembro)

Chegou ao Rio de Janeiro, a Missão Latécoère, que logo entrou em contato com representantes do Governo Brasileiro, com o objetivo de conseguir autorização para estender a linha aérea que, começando em Toulose, França, iria até Buenos Aires passando, portanto, por território brasileiro. (mês de novembro)

* A empresa que assim planejava operar na América do Sul, era as “Lignes Aériennes Latécoère”, fundada por Pierre Latécoère. Dois diretores da referida empresa (um dos quais era o Príncipe Murat) faziam parte dessa Missão, que incluía ainda três aviões biplanos Breguet, com respectivos pilotos e mecânicos.

1925
Ocorreu o primeiro salto com paraquedas, executado por um brasileiro. De um avião pilotado pelo norte-americano Orton William Hoover, saltou sobre o Campo de Marte, em São Paulo, o Tenente da Força Pública Antônio Pereira Lima (diplomado como piloto aviador na 1ª Turma da Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo). (1º de novembro)

1926
Foram aprovados os seguintes documentos: Regulamentos de Luzes e Sinais, Regras Gerais de Circulação Aérea e regras Especiais de Circulação Aérea sobre os Aeródromos e suas vizinhanças (Portaria s/nº, do MVOP). (12 de novembro)

Viajou para a Alemanha, Otto Ernst Meyer-Labastille, na qualidade de representante dos acionistas que pretendiam construir a Viação Aérea Rio Grandense, a fim de conseguir aeronaves e tripulantes que permitissem à futura empresa iniciar suas atividades. (mês de novembro)

O avião escolhido foi o hidroavião Dornier Wal “Atlântico” (que viria receber a matrícula P-BAAA), equipado com dois motores Rolls-Royce, com potência total de 360 HP, velocidade máxima de 180 quilômetros por hora e capacidade para 10 passageiros

1929
A VARIG adquiriu dois aviões do tipo Klemm L-25, monoplanos, da Empresa de Transportes Aéreos – ETA, e que receberam as matriculas PP-VAA e PP-VAB. (16 de novembro)

Foi diplomada a 2ª Turma de Pilotos Aviadores, com alunos procedentes do círculo de praças, da Escola de Aviação Militar: Cabos Bianor Fadul, Severiano Primo da Fonseca Lins, João Urupukina, Gilberto de Almeida, Dagoberto Nery Hayne, Rubens Borges Correa, Dácio Borges e Alexandre Zaphyrios Bersou. (19 de novembro)

1930
Passou a ser reconhecida pela denominação de Panair do Brasil S.A., conforme resolução aprovada em assembleia geral extraordinária realizada em 1º de outubro do mesmo ano, a Sociedade Anônima Nyrba do Brasil (Decreto nº 19.417). (21 de novembro)

Foi diplomada a 4ª Turma de Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército: Oswaldo Balloussier, José Vicente de Faria Lima, Miguel Lampert, Teófilo Otoni de Mendonça, Manoel de Oliveira, Ruy Presser Bello, João Mendes da Silva, Nero Moura, Lauro Aguirre Horta Barbosa, Anysio Botelho, Geraldo Guia de Aquino, Sócrates Gonçalves da Silva, José da Silva Ribeiro Sobrinho, Carlos Cyro de Miranda Corrêa (confirmado no posto de 2º Ten), Armando Serra de Menezes, Rube Canabarro Lucas, José Moutinho dos Reis, Alcides Moitinho Neiva, Oriswaldo de Castro Veloso, Mário de Oliveira e Silva, Newton Barbosa Sampaio, Moacyr Valporto de Sá, Jocelyn Barreto Brasil Lima, João Ribeiro da Silva, Salvador Rosés Lizarralde e Vicente Cavalcante de Aragão. (22 de novembro)

Foram escalados três aviões Potez-25 T.O.E. para operarem no Campo de Marte/SP, tripulados pelos seguintes militares da Arma de Aviação do Exército: Capitão Álvaro Assumpção D'Ávila, Capitão Antônio Alberto Barcelos, 1º Tenente Altamiro O'reilly de Souza, 2º Tenente Armando Perdigão, 2º Tenente Joaquim Tavares Libânio e 2º Tenente João de Oliveira. (mês de novembro)

Com os referidos oficiais, e alguns sargentos mecânicos e outras praças enviadas ao Campo de Marte, foi constituído um Destacamento de Aviação de São Paulo.

1931
O Capitão Henrique Raymundo Dyott Fontenelle e o Tenente Antônio Lemos Cunha, ambos da Aviação Militar, em voo a bordo do avião Consolidated Commodore P-BDAH, da Panair do Brasil, rumo a Buenos Aires, congratularam-se com a Diretoria da Panair, ao transporem as fronteiras brasileiras, “pela patriótica iniciativa da inauguração da primeira linha aérea nacional para o estrangeiro”. (03 de novembro)

O termo “Comandante” passou a ser usado oficialmente pela Panair do Brasil, em substituição à designação “Piloto”. (13 de novembro)

Foi diplomada a 4ª Turma de Sargentos Pilotos da Escola de Aviação Militar: Custódio Netto Júnior, José João Aldrighi, Cid Sebastião da França Brugger, Pedro Luiz Jobim Laemertz e Gaspar Weber. (20 de novembro)

O Governo do Brasil promulgou a Convenção de Varsóvia (12 de outubro de 1929), para unificação de certas regras relativas ao transporte aéreo internacional (Decreto 20.704). (24 de novembro)

Franz Ronza, um dos fundadores do Clube Paulista de Planadores “realizou o 2º voo em planador no Brasil e o 3º na América do Sul”, segundo o livro de Raul Leme Monteiro “25 anos a serviço da Aviação”. (29 de novembro)

1932
Ocorreu o primeiro voo em autogiro no Brasil, no aparelho de propriedade do industrial Antônio Lartigau Seabra, sendo piloto o Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello, da Aviação Militar. (09 de novembro) 

Foram criadas as Divisões de Patrulha, Observações, Treinamento e de Instrução na Aviação Naval (Aviso nº 2.894). (10 de novembro)

Foram criadas as Bases de Aviação Naval em Porto Alegre e Ladário (Decreto nº 22.072). (10 de novembro)

Os Avisos nº 2.895 e nº 2.897 reorganizaram os meios aéreos da Aviação Naval. (10 de novembro)

Defesa Aérea do Litoral:
1ª DC-6 Boeing F4B4, “1932”, Rio de Janeiro;
2ª DO- 6 Vought V-66 B, Rio de Janeiro;
1ª DEB – 5 Gordon, Ladário;
2ª DEB – 5 Gordon, Porto Alegre;
e 3ª DEB – 5 Gordon, Santa Catarina.

Força Aérea da Esquadra:
1ª DP – 5 Savoia S-55 e 2 Martin, PM, Rio de Janeiro;
1ª DO – 4 Vought 02U-2 e 2 Vought V-66B, Rio de Janeiro;
1ª Div Trein – 8 Waco CSO, Rio de Janeiro (Centro Av Nav Rio);
e 1ª Div Inst – Moths (DH-60 T e Fox Moth), Rio de Janeiro (Esc Av Naval).

Foi diplomada a 5ª Turma de Sargentos Pilotos da Escola de Aviação Militar: Wilibaldo Félix Hotte, Clóvis Roldão de Oliveira Barros, Ferdinando Limongi, José Pontes Pinto de Mendonça e Waldemar Ratki. (16 de novembro)

1933
Foram estabelecidas novas instruções para matrículas dos aviões, com a eliminação de letras nos pertencentes aos Regimentos de Aviação, e com a permanência da letra “K” nas aeronaves da Escola de Aviação Militar. (17 de novembro)

Foram aprovadas pelo Diretor de Aviação Militar, General Eurico Gaspar Dutra, as “Prescrições a serem seguidas pelos pilotos do Correio Aéreo Militar”, elaboradas pelo Tenente José Vicente Faria Lima, Comandante da Esquadrilha de Treinamento do 1º Regimento de Aviação, à qual estava afeto o serviço do Correio Aéreo Militar. (30 de novembro)

1934
Foi criado o Destacamento de Aviação de Fortaleza, tendo assumido como seu primeiro Comandante, o 1º Ten Gonçalo de Paiva Cavalcanti. (mês de novembro)

1935
Ocorreu a apresentação pioneira da Banda de Música da Escola de Aviação Militar, na Feira Internacional de Amostras, no Rio de Janeiro, ocasião em que foi ouvido, também pela primeira vez, o “Hino dos Aviadores” (Letra do Capitão Armando Serra de Menezes e música do Tenente João Nascimento).(13 de novembro) 

1936
Foi fundado o Aeroclube de Santos/SP, cuja escola de pilotagem começou a funcionar somente em outubro de 1940. (1º de novembro)

Foi fundado o Aeroclube de Minas Gerais, com sede em Belo Horizonte/MG, por um grupo de entusiastas da aviação, destacando-se Gerson Sabino, Antônio Mourão Guimarães, Eurico Pascoal, Watson Mesquita, Nélio Gonçalves e os militares Almirante Virginius Brito de Lamare (da Aviação Naval), Major Paulo Penido e Suboficial Mário Láper. (mês de novembro)

1937
Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares (Exército): Hélio Silveira (2º Tenente), Newton Lagares Silva, Faber Cintra, Décio de Mesquita Moura Ferreira, Maurício José de Assis Jatahy, Edy Espínola do Nascimento, Orlando Rizental, Deoclécio Lima de Siqueira, José Maria Soares Lavrador, Luiz Gomes Ribeiro, Aníbal Amazonas Rabello, Raymundo Nonato de Rêgo Barros, João Camarão Telles Ribeiro, Cyrano de Andrade Souza, Miguel Guerra Simões, Dagoberto Pinto Pacca, Gil Miró Mendes de Moraes, Ademar Lyrio, Príamo Ferreira de Souza, Gilberto de Aquino, Délio Jardim de Mattos e Mário Calmon Eppinghaus. (22 de novembro)

1938
O Presidente Getúlio Dornelles Vargas inaugurou a nova Estação de Hidroaviões do Aeroporto Santos Dumont; tendo sido recebido à porta do edifício pelo Ministro Mendonça Lima, do Ministério de Viação e Obras Públicas, sob os acordes do Hino Nacional. Este edifício é considerado sede histórica do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER). (1º de novembro)

1939
Foi fundado o Aeroclube de Franca / SP. (10 de novembro)

Foram aprovadas as instruções para a Matrícula Profissional da Aeronáutica Civil (Portaria nº 170/DAC/MVOP). (11 de novembro)

Na Feira de Amostras do Rio de Janeiro, foi inaugurada uma torre de 70 metros de altura, destinada a saltos de paraquedas. (15 de novembro)

O equipamento pertencia à equipe de demonstração de paraquedismo sob a direção de René Coutrin, o qual “pretendia ensinar aos cariocas a se lançarem da torre”, conforme assinalou a imprensa local.

Comemorando o cinquentenário da Proclamação da República do Brasil, pousou no Campo dos Afonsos, uma esquadrilha de 07 aeronaves “Fortalezas Voadoras” B-17, pertencentes ao 49º Esquadrão de Bombardeio da US Army. A esquadrilha achava-se sob o comando do Major General Delos C. Emmons, o qual fez entrega ao Presidente Getúlio Vargas de uma mensagem do Presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt. (15 de novembro)

O Presidente da República Getúlio Vargas, o Ministro da Guerra General Eurico Gaspar Dutra e o Chefe do Estado-Maior do Exército General Góes Monteiro, realizaram um voo de 50 minutos a bordo de um dos B-17, do Exército dos Estados Unidos, que chegaram ao Rio de Janeiro no dia 15 do mesmo mês. (21 de novembro) 

1941
Foi organizado o Corpo de Oficiais da Aeronáutica com os seus vários Quadros (Decreto-Lei no 3.810). (10 de novembro)

Foi computado o tempo de voo dos militares da FAB, em aviões dos aeroclubes, como se fossem em missões de guerra. (11 de novembro)

Foram fixados os efetivos do Quadro de Oficiais Aviadores (Decreto-Lei no 3.836). (18 de novembro)

O Ministério da Aeronáutica abriu o crédito especial para a compra de 50 aviões “Fairchild M-62” equipados com motor Ranger (Decreto-lei no 3.834). (18 de novembro)

1942
A Base Aérea de Salvador foi criada (Decreto-Lei no 4.916). (05 de novembro)

Ficam criados para instalação imediata os seguintes Corpos de Base Aérea, por meio do Decreto-lei nº 4.915. (05 de novembro)

• 9º C.B. Ae., com sede em Natal (Rio Grande do Norte);
• 10º C.B. Ae., com sede em Recife (Pernambuco);
• 11º C.B. Ae., com sede em Salvador (Baía);
• 12º C.B. Ae., com sede no Rio de Janeiro (Galeão);
• 13º C.B. Ae., com sede em Santos (São Paulo); e
• 14º C.B. Ae., com sede em Florianópolis (Santa Catarina).

A Fazenda da Aeronáutica de Pirassununga (FAYS) é uma organização militar, subordinada diretamente ao comando da Academia da Força Aérea (AFA). A sua história começou, quando o então Ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho, no ofício n.º G/213, fazia uma exposição de motivos ao Presidente da República Getúlio Vargas sobre a necessidade de um novo local para implantação de uma nova e definitiva sede da Escola de Aeronáutica. (07 de novembro)

Uma área a leste da cidade de Pirassununga, em São Paulo, ficou estabelecida, como local da nova sede de Escola de Aeronáutica a ser construída. (Decreto-lei no 4.968). (18 de novembro)

1943
A Ordem do Mérito Aeronáutico foi criada (Decreto-Lei n.o 5.961). (01 de novembro)

Foi criado o Centro de Instrução Pré-Aeronáutica (C.I.P.Aer.), por meio da Portaria nº 198, com sede no Campo dos Afonsos, com a finalidade de selecionar e preparar os candidatos à matrícula no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica (C.P.O.R.Aer.), e nos cursos em Escolas de Aviação das Forças Aéreas dos Estados Unidos. (4 de novembro)

Foi aprovado o termo de ajuste, assinado a 29 de setembro do corrente ano, pelo Ministro de Estado dos Negócios da Aeronáutica, em nome do Governo do Brasil, e pelo cidadão norte americano John Paul Riddle, para a cessão, organização e manutenção de uma Escola Técnica de Aviação, no Estado de São Paulo, nos moldes da Embry Reddle School of Aviation, existente na cidade de Miami, Estado da Flórida, Estados Unidos (Decreto-lei nº 5.983). (10 de novembro)

1944
O Brigadeiro Nero Moura (1910-1994), foi Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça que lutou na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao lado dos aliados. Registrou em sua caderneta de voo o período em que esteve no teatro de operações, descrevendo sobre o tipo de avião usado, altitude, número de aterrissagens, tempo de serviço e natureza do serviço. (mês de novembro)

Na sua primeira missão de guerra, a aeronave de caça do 2º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, um P-47 Thunderbolt, foi abatida pelo fogo da artilharia antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália. (06 de novembro)

O 1° Grupo de Aviação de Caça realizou sua primeira missão como Unidade Aérea independente, constituindo a primeira Esquadrilha de P-47 composta exclusivamente por pilotos brasileiros, comprometidos em defender os interesses da Pátria na Segunda Guerra Mundial, na campanha da FAB na Itália. Comemora-se nessa data, o Dia do Material Bélico da Aeronáutica. (11 de novembro)

Fica criada a carreira de Dentista no Quadro Permanente do Ministério da Aeronáutica, pelo Decreto-lei nº 7.078. (24 de novembro)

1945
Após visita do então Tenente Coronel Casimiro Montenegro Filho, as Bases Aéreas Americanas e ao Massachussets Institute of Technology (MIT), foi criado o “Plano Smith”, assim chamado por ter sido concebido pelo Prof. Richard H. Smith, do Departamento de Engenharia Aeronáutica do MIT. O “Plano Smith” estabelecia a criação de um Centro Técnico que seria constituído por dois institutos coordenados e tecnicamente autônomos – um para o ensino técnico superior e outro para pesquisa e cooperação com a indústria de construção aeronáutica, com a aviação militar e com a aviação comercial. Ainda segundo a concepção do Plano, quando nos laboratórios houvesse produtos com potencial de comercialização, seriam fundadas empresas. Foi então estabelecida a escola de engenharia aeronáutica no Brasil (o Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA). (mês de novembro)

1953
O Estandarte da Escola de Especialistas de Aeronáutica foi criado (Decreto no 34.622). (16 de novembro). 

1954
Foram incluídas na Reserva de 3ª Categoria da Força Aérea Brasileira, nos termos do artigo 1º da Lei no 438 de 18 de outubro de 1948, os portadores de licença de piloto, de navegador, de mecânico de voo, de rádio operador de voo e de mecânico de manutenção concedida pela Diretoria da Aeronáutica Civil (Lei no 2.336). (19 de novembro)

1957
A aeronave P-47 deixa de voar definitivamente na FAB. (30 de novembro)

1965
Foi criado o Centro de Processamento de Dados (CPD-BR), a primeira iniciativa do Ministério da Aeronáutica para a criação de um órgão que se preocupasse com processamento de dados, que incumbia a Inspetoria Geral da Aeronáutica dos estudos para a criação de um Centro de Computação Eletrônica da Aeronáutica. (08 de novembro)

1971
Foi criado através do Decreto nº 69.565, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). (19 de novembro)

Chegada dos AT-26 Xavante na Base Aérea de Santa Cruz/RJ. Os cinco primeiros, incluindo o FAB 4462, chegaram com os pilotos que fizeram o curso inicial na EMBRAER. (19 de novembro)

1978
Criado o 3º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Centauro), na Base Aérea de Santa Maria/RS. (10 de novembro)

1982
O Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), organização subordinada ao DECEA, prevista pelo Decreto nº 87.758, é a unidade responsável pelo controle e gerenciamento do espaço aéreo da Região Sul e adjacências. Presta serviços de gerenciamento de tráfego aéreo, defesa aérea, informações aeronáuticas, meteorologia aeronáutica, telecomunicações aeronáuticas e busca e salvamento. (01 de novembro)

1984
Santos Dumont tornou-se Patrono da Aeronáutica Brasileira, por suas contribuições à locomoção aérea mundial onde se destaca seu grande feito de haver sido o primeiro aviador mundial a voar com uma máquina mais pesada que o ar, o avião 14 BIS. (04 de novembro)

O Marechal do Ar Alberto Santos-Dumont foi proclamado Patrono da Aeronáutica Brasileira, como consta no Art. 1º, da Lei 7.243, constando também no Art. 2º, a proclamação do Marechal do Ar Eduardo Gomes como Patrono da Força Aérea Brasileira, e ainda no Art. 3º da mesma lei, foi instituída a "Medalha Eduardo Gomes Aplicação e Estudo", destinada a incentivar a aplicação nos estudos e na instrução, premiar e dar relevo ao mérito intelectual de oficiais e praças do Ministério da Aeronáutica que venham a distinguir-se nas atividades escolares. (06 de novembro)

1988
Criado o Núcleo do 1º/16º Grupo de Aviação, na Base Aérea de Santa Cruz/RJ, pela Portaria R-535/GM3. (07 de novembro)

O Centro de Informática e Estatística (CINFE) foi transformado em Diretoria de Informática e Estatística (DIRINFE) sendo sua sede transferida de Brasília para o Rio de Janeiro. (mês de novembro)

* A justificativa principal para a citada transferência, foi de que todas as diretorias e seus respectivos computadores estavam sediadas no Rio de Janeiro, com exceção da DIRINFE.

2003
Foi inaugurado em Pianoro, Itália, no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e aos demais integrantes da Força Aérea Brasileira que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi anexada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os nazifascistas na guerra. (09 de novembro)

Ninja-Brasil: versão para a web

domingo, 1 de novembro de 2026

Especial de Domingo

O blog Cultura Aeronáutica, criado pelo Profº Jonas Liasch, de Londrina, Paraná, é excelente fonte de pesquisas para os entusiastas da aviação, sempre recomendada aos integrantes e colaboradores do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação. Confira, a seguir, mais uma reprodução de conteúdo do Cultura Aeronáutica e torne-se - como nós, do NINJA - um assíduo estudioso das publicações do Profº Jonas Liasch.
Boa leitura.
Bom domingo!

Computadores de voo: como funcionam?
Os computadores de voo, ao contrário do que tal nome possa sugerir, não são máquinas eletrônicas recentes usadas nos aviões modernos. São réguas de cálculo analógicas, manuais, que já foram largamente utilizadas na navegação aérea, até a década de 2000, e que hoje ainda são muito utilizadas nos cálculos de navegação teóricos nas provas de navegação aplicadas pelas autoridades aeronáuticas de todo o mundo.
Computador de voo tipo CR-3
Réguas de cálculo foram inventadas em 1622 por Willian Oughtred em 1622, que se baseou, em tal invenção, na tábua de logaritmos criada em 1614 por John Napier.
Régua de cálculo de engenharia, típica
Apesar de terem mais de 400 anos, sempre foram muito úteis para a engenharia até serem superadas pelas calculadoras eletrônicas digitais, que somente tornaram-se práticas nos anos 1970.
Lado B, ou do vento, do computador CR-3
Assim, grandes obras e grandes máquinas foram criadas com o auxílio desses instrumentos, e, dentro da aviação, aeronaves modernas e ainda em uso normal foram originalmente projetadas, e posteriormente construídas, com o uso de réguas de cálculo. Como exemplos, temos os Boeing 737 e 747, o Concorde, o Lockheed SR-71 Blackbird e todas as máquinas projetadas antes deles. Assim, quando os aviões, tanto civis quanto militares, começaram a fazer voos mais longos, houve necessidade de se usar tais instrumentos, que tinham precisão suficiente para fazer cálculos de navegação.
Detalhe de um computador E6-B
O uso militar exigiu alguns aperfeiçoamentos para que um navegador pudesse utilizar o equipamento com mais praticidade. Aviões de transporte ou de bombardeio tinham navegadores a bordo, mas aeronaves como caças, na maioria das vezes, exigiam que o piloto fizesse os cálculos, sozinho. Lembrando que o piloto tinha que pilotar e fazer os cálculos ao mesmo tempo. Os problemas de navegação podiam ser muito complexos. Numa operação partindo de um porta aviões, por exemplo, o piloto tinha que calcular a navegação até o possível alvo, executar o combate, e retornar ao seu porta-aviões, que não estava no lugar de onde o avião partiu. Era muito complicado. Por motivos óbvios, o navio não podia enviar um sinal de rádio para orientar a volta dos seus aviões, pois havia o risco de orientar também o inimigo.
Um computador de régua, tipo E6-B
A Marinha Americana foi pioneira no sentido de aperfeiçoar as réguas de cálculo para o uso na navegação, e o instrumento foi adaptado para um formato circular, facilitando o seu uso para os tripulantes. O Tenente da Marinha Philip Dalton inventou, em 1933, o primeiro computador de voo circular, que acabou sendo desenvolvido para o modelo E6B, que entrou em uso em 1938, e que conjugava uma régua com o computador circular, facilitando o cálculo, não apenas de operações matemáticas básicas, mas também o cálculo vetorial que envolve as operações de determinação, de ângulo de deriva, de correção de deriva e velocidade em relação ao solo, calculando assim o efeito do vento na navegação.
Régua de cálculo para velocidade aerodinâmica verdadeira, antiga
Posteriormente, foram desenvolvidos os computadores de voo puramente circulares, capazes de fazer os cálculos vetoriais, envolvendo o efeito do vento, sem o auxílio da régua, usada nos E6B. Funcionou bem, e podia ser manuseado com apenas uma mão. Os cálculos eram mais difíceis, mas também mais precisos, e tais computadores foram usados largamente para a aviação profissional, enquanto os velhos E6B permaneceram em uso para a instrução.
Face B, ou do vento, do computador E6-B
Hoje, mesmo com a eletrônica disponível, os computadores de voo permanecem largamente em uso na instrução, sendo essenciais para a a execução de provas de navegação exigidas pelas autoridades aeronáuticas, em todos os países, nas quais não é permitido o uso de eletrônica, além de uma simples calculadora básica.

Em termos gerais, um computador de voo, na sua face A, de cálculo, permite executar as 4 operações matemáticas básicas, regras de três, conversão de unidades de medidas (sem necessidade de decorar os fatores de conversão). Além disso, as "janelas" feitas nos discos externos permitem fazer cálculos de altitude verdadeira, altitude pressão e velocidade aerodinâmica verdadeira, e até outros cálculos, como determinação da velocidade em nós a partir do número de Mach e aumento da temperatura devido a compressibilidade e ao atrito em voos de alta velocidade.

A face B dos computadores faz cálculos vetoriais, para determinar a influência do vento na proa da aeronave, para compensar componentes de voo laterais e, também, para determinação da deriva e o cálculo da direção e velocidade do vento atuante em voo. Essa face também calcula a velocidade da aeronave em relação ao solo, que é essencial para se calcular o tempo de voo de cada etapa, cálculo vital na navegação.
No seriado de TV Jornada nas Estrelas, o Sr. Spock faz uso de um computador de voo
Assim, embora pareça ser um instrumento algo obsoleto, ainda tem muita utilidade, e está amplamente disponível no mercado para quem queira adquirir um e aprender a usar. Qualquer candidato a piloto de avião terá necessidade de usar um deles. Alguns cálculos são muito mais complicados de se fazer numa calculadora eletrônica do que no computador de voo, como é o caso do cálculo da velocidade aerodinâmica verdadeira, a partir do nível de voo, da temperatura de solo e da velocidade indicada.

Fonte: Cultura Aeronáutica / Profº Jonas Liasch

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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

KC-390 Millennium

FAB estreia sistema de lançamento de água em caixas com KC-390 e supera 1 milhão de litros na Amazônia
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), intensificou as ações de combate aos incêndios florestais no Amazonas com o emprego de diferentes aeronaves e tecnologias de lançamento de água. No dia 19 de outubro, durante a Operação Amazonas, foi realizado o primeiro lançamento real do Sistema Conteinerizado de Combate a Incêndios (CAFFS, do inglês Containerized Aerial Fire Fighting System) a partir de uma aeronave KC-390 Millennium. 

Desde o início da operação, já foram lançados mais de 1 milhão de litros de água sobre áreas atingidas pelo fogo na Amazônia Ocidental. O volume lançado demonstra a capacidade operacional mobilizada pela FAB para combater os focos de incêndio em uma região marcada pela floresta densa, pelas grandes distâncias e pelas dificuldades de acesso terrestre. Iniciadas em 12 de outubro, as ações utilizam diferentes sistemas de combate a incêndios, que atuam de forma complementar e ampliam as possibilidades de emprego do KC-390 Millennium nas missões.

Tecnologia e estratégia
O Sistema Conteinerizado de Combate a Incêndios (CAFFS) passou a ser utilizado na operação ao lado do Sistema Modular Aerotransportado de Combate a Incêndios (MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System). Ambos são operados pelo KC-390 Millennium, do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), o Esquadrão Zeus, e foram empregados pela primeira vez em conjunto no combate aos incêndios florestais no Amazonas.

Enquanto o MAFFS utiliza um sistema pressurizado para liberar grandes volumes de água em pouco tempo, o CAFFS funciona por meio de caixas de papelão reforçado, lançadas por gravidade. Cada unidade comporta até 1.000 litros de água, e a aeronave pode transportar até 16 caixas por lançamento, oferecendo novas possibilidades táticas para o combate ao fogo.

O emprego dos dois sistemas também exige uma estrutura de apoio em solo para garantir a preparação das aeronaves e a continuidade das missões. Na Base Aérea de Manaus (BAMN), foram instaladas duas piscinas de abastecimento, com capacidade para até 24 mil litros de água cada, além de um sistema de ar comprimido utilizado no funcionamento do MAFFS.

A área de cargas da unidade também passou por adaptações para permitir a montagem e o abastecimento dos contêineres utilizados no CAFFS. Para o Comandante do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT), Tenente-Coronel Daniel Elias Souza, os resultados demonstram a capacidade de integração entre as equipes e a prontidão operacional necessárias para cumprir as missões.

O oficial destacou o trabalho dos militares responsáveis pela preparação das aeronaves, pelo abastecimento de água e pela manutenção dos equipamentos de solo, atividades essenciais para manter o ritmo das operações. O comandante também chamou a atenção para os desafios enfrentados pelas tripulações, que realizaram diversas decolagens ao longo dos dias, muitas delas em meio à fumaça e em condições que dificultavam a identificação dos focos de incêndio. Segundo ele, a prontidão das equipes e a confiabilidade dos equipamentos foram fundamentais para o cumprimento das missões planejadas.

Atuação integrada
Além dos KC-390 Millennium empregados pelo 1º GTT, a FAB mobilizou outras aeronaves para apoiar o combate aos incêndios, entre elas o KC-30, do Segundo Esquadrão do Segundo Grupo de Transporte (2º/2º GT), e o C-105, do Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1º/9º GAV). A operação também conta com a participação da Marinha do Brasil, com a aeronave UH-15, e do Exército Brasileiro, com o helicóptero HM-1A.

A atuação conjunta reúne diferentes meios aéreos, equipes especializadas e estruturas logísticas para ampliar a capacidade de resposta das Forças Armadas, especialmente em áreas de difícil acesso. Com o primeiro lançamento real do CAFFS pelo KC-390 Millennium e o volume superior a 1 milhão de litros de água lançado, a Operação Amazonas combina diferentes tecnologias e recursos no combate aos incêndios florestais na região amazônica.

Fonte: AEROIN / Juliano Gianotto

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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Datas Especiais

Hoje é o dia da Engenharia da Aeronáutica. O 28 de outubro foi escolhido em homenagem ao patrono da Engenharia da Aeronáutica, Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho, idealizador do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), sediado em São José dos Campos, interior de São Paulo. Aos profissionais desta fascinante área, nossos parabéns!

Aspectos da carreira em Engenharia Aeronáutica
É bastante conhecida, especialmente no Brasil, a polêmica acerca de quem seria o grande pioneiro da aviação no início do século XX: o brasileiro Alberto Santos Dumont, o francês Clément Ader ou os irmãos norte-americanos Wilbur e Orville Wright. Seja quem for o merecedor desse título, é inegável que as aeronaves que conhecemos hoje são muito diferentes daquelas pilotadas por esses grandes inventores. Nesse caso, sabemos que o mérito é, em grande parte, dos engenheiros aeronáuticos. Encarregada da criação, desenvolvimento, aprimoramento e manutenção de veículos aéreos e de seus componentes, a Engenharia Aeronáutica é a grande responsável por podermos atravessar o Brasil, de norte a sul, em menos de 10 horas – e não em 70 horas, como faríamos de carro. Saiba mais sobre essa área, os cursos disponíveis no país e as possibilidades de carreira que a Engenharia Aeronáutica oferece.

Aeronáutica, Aeroespacial ou Astronáutica?
Há quem sonhe em pilotar aviões, há quem sonhe em ser astronauta. Nenhum dos dois seria possível se não fosse por aqueles que têm um outro sonho: o de se tornarem engenheiros aeroespaciais. A Engenharia Aeroespacial abrange a Engenharia Aeronáutica, que, por sua vez, tem como foco veículos que não deixam a atmosfera terrestre, como é o caso de aviões, helicópteros e dirigíveis. Na prática, a indústria aeronáutica e a astronáutica – responsável, por exemplo, por foguetes, satélites e veículos espaciais – caminham juntas e compartilham conhecimentos e tecnologias. No Brasil, há cursos de Engenharia Aeroespacial, assim como de Engenharia Aeronáutica; contudo, é comum que esta segunda formação também apresente disciplinas e temas de astronáutica em sua grade curricular. Veja, a seguir, algumas opções de cursos na área disponíveis no Brasil.

Engenharia Aeronáutica
A graduação em Engenharia Aeronáutica costuma ter cinco anos de duração; o mestrado, dois, e o doutorado, quatro. Na graduação, é comum que o estudante passe por uma fase inicial de disciplinas básicas, especialmente de Ciências Exatas. Os anos finais do curso incluem disciplinas mais específicas, como Aerodinâmica, Termodinâmica para Aeronáutica, Propulsão e Mecânica do Voo. Para cursar Engenharia Aeronáutica não basta ser apaixonado(a) por aviões, é preciso não ter medo de matemática, física e geometria, nem de se dedicar ao estudo. E falando em estudo, ele precisa começar bem antes do curso em si, já que os processos seletivos para ingressar na graduação de Engenharia Aeronáutica costumam ter notas de corte bastante altas. Muitas instituições altamente conceituadas no Brasil oferecem cursos de graduação, mestrado e doutorado em Engenharia Aeronáutica. É o caso, por exemplo, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Para os que gostariam de abrir seu leque – e não abrir mão do espaço sideral – também há cursos de Engenharia Aeroespacial em ótimas instituições brasileiras. Além do próprio ITA, que é um nome de referência na área, a Universidade Federal de Minas Gerais é uma das melhores opções para estudantes em busca de um curso de bacharelado nesse campo.

Carreira
Mercado é o que não falta para engenheiros aeronáuticos. Como bem lembra o ITA, o Brasil é um dos maiores construtores de aviões do mundo. Além de processos de concepção, fabricação e manutenção de aeronaves, o profissional da área pode ser responsável por atividades de fiscalização e de gestão na indústria aeronáutica. O engenheiro poderá trabalhar em diversos setores e para diferentes empregadores, incluindo fabricantes de avião e helicópteros ou de peças aeronáuticas, bem como companhias aéreas, órgãos governamentais, aeroportos, institutos de pesquisa e até a Força Aérea Brasileira. Os caminhos são muitos para aqueles que desejam construir uma carreira na Engenharia Aeronáutica. Embora os desafios sejam grandes, as recompensas também são altas, e o céu é o limite.  

CASIMIRO MONTENEGRO FILHO
Patrono da Engenharia da Aeronáutica

O Marechal-do-Ar Casimiro Montenegro Filho (Fortaleza 1904-Rio de Janeiro 2000), filho de Casimiro Ribeiro Brasil Montenegro e de Maria Emília Pio Brasil, foi pioneiro do Correio Aéreo Militar (CAM) e criador do ITA e CTA.

É patrono da Área de Engenharia da FAB e da Academia Nacional de Engenharia e um dos patronos do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica - INCAER. Ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, em 1923, sendo declarado Aspirante-a-Oficial do Exército em 1928, na primeira turma da Arma de Aviação Militar da Escola de Aviação Militar, que apenas se iniciava no Campo dos Afonsos.

Em 12 de junho de 1931, realizou o voo inaugural do Correio Aéreo Militar (CAM), que veio a se tornar posteriormente o Correio Aéreo Nacional (CAN). No posto de Major do Exército, frequentou a primeira turma do curso de Engenharia Aeronáutica na antiga Escola Técnica do Exército - EsTE, atual Instituto Militar de Engenharia - IME, onde se graduou em dezembro de 1941, ano em cujo início havia migrado para a Força Aérea Brasileira, no processo de criação do Ministério da Aeronáutica (atual Comando da Aeronáutica).

Em 1943, já como Tenente-Coronel, assumiu a subchefia da Diretoria de Material da Aeronáutica e a subdiretoria de Técnica Aeronáutica, ocasião em que foram concebidas e postas em prática as ideias que culminariam na criação do ITA e CTA.

Poucos anos depois, em 1947, ainda no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, deu início às atividades acadêmicas do ITA na sala 405-A da própria EsTE e, posteriormente, em instalações localizadas em prédios do Ministério da Aeronáutica, na Ponta do Calabouço, próximas ao Aeroporto Santos Dumont.

O ITA ganharia suas instalações definitivas em São José dos Campos, interior de São Paulo. Nas comemorações do centenário do nascimento de Casimiro Montenegro Filho, em 2006, foram publicadas duas biografias suas. Uma, pelo destacado biógrafo Fernando Morais (Montenegro - As aventuras do Marechal que fez uma revolução nos céus do Brasil, Editora Planeta do Brasil, Novembro, 2006), e outra, por dois renomados iteanos, ambos ex-presidentes da AEITA, Ozires Silva e Decio Josué Antonio Fischetti.

Saiba mais: Blog do NINJA em 27/6/10,  28/10/10, 25/1/11 e 28/10/11 

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Datas Especiais

26 de outubro de 2026
58 anos do primeiro voo do avião Bandeirante
No dia 26 de outubro de 1968, em cerimônia oficial, no Centro Técnico de Aeronáutica, com a presença do Ministro da Aeronáutica, vários Ministros de Estado, de autoridades civis e militares e cerca de 15 mil pessoas, que afluíram ao Aeroporto de São José dos Campos (SP), foi realizado o voo oficial da aeronave Bandeirante.

Uma exclamação geral elevou-se aos ares, ao serem abertas as portas do hangar X-10 para a saída e apresentação oficial da aeronave, exultando, os presentes, com o avião sendo apresentado sob vários ângulos, em suas voltas pelo pátio do hangar.

O Major Mariotto e o Eng. Michel partem da cabeceira da pista para a realização da primeira decolagem e do primeiro voo oficial do Bandeirante, numa inesquecível demonstração ao País da existência de condições, capacidade e competência na consolidação e progresso da indústria aeronáutica brasileira, efeito do estudo e trabalho de uma equipe de civis e militares irmanados no mesmo ideal de dar asas brasileiras ao Brasil, e o sonho sendo concretizado 20 anos após o início dos trabalhos de construção do CTA.

Com o sucesso do projeto do avião Bandeirante desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD), foi necessária a implantação de uma empresa para fabricá-lo em série. Desta forma, foi criada a EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica.

Em consequência, o avião Bandeirante foi um fenomenal sucesso de vendas e operação de transporte regional de passageiros e cargas nos cinco continentes. E como resultado do êxito do produto Bandeirante, a Embraer evoluiu tornando-se a terceira maior fabricante de aviões do mundo.

Visite: Embraer

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domingo, 25 de outubro de 2026

Especial de Domingo

Em dia de eleição para Presidente da República, o NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação - seleciona publicações que destacam uma das magníficas conquistas brasileiras. Vale como reflexão sobre o passado, o presente e o futuro de nossa grande nação.
Boa leitura.
Bom domingo!
Boa eleição!

Com o Brasil a bordo, o Bandeirante decola para o futuro
O projeto e a visão estratégica de investir na pesquisa, na formação de mão-de-obra e na indústria nacional aeronáutica mostraram os primeiros frutos ao país.
Alguns chamam a década de anos rebeldes. Outros, lembram do tempo em que o Brasil sagrou-se bicampeão mundial no Chile. Há, ainda, quem se lembre de que, naquela época, a capital do Brasil foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília, que o homem chegou à Lua e que os Beatles lançaram seu primeiro disco – “Please,Please, Me”. De fato, os Anos 60 mostraram que a visão estratégica das gerações que “fundaram” anos antes o Ministério da Aeronáutica no Brasil, realmente, estavam certos. “Em 1968, para o espanto de todos, o primeiro avião brasileiro, o Bandeirante, levantava voo”, lembra Ozires Silva, engenheiro aeronáutico e oficial da Força Aérea que liderou a equipe que projetou e construiu o Bandeirante. Na época, participou da implantação da indústria aeronáutica no país, com a fundação da Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER). Nos anos 90, a empresa foi privatizada pelo governo federal.
O Bandeirante é um bimotor de transporte de passageiros e de carga. A primeira aeronave decolou às 7h07 do aeroporto do Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) para um voo de aproximadamente 50 minutos, sob o comando do Major-Aviador José Mariotto Ferreira e do engenheiro de voo Michel Cury. “É como se fosse ontem. Eu estava lá na cabeceira de terra, na pista do CTA, ele se posicionou lá embaixo, um pouco longe da gente, aí quando acelerou levantou aquele poeirão, e veio roncando deixando poeira pra trás. Quando passou por nós já estava naquela altura e ficou todo mundo arrepiado de ver”.

O PROJETO NO DCTA
A aeronave surgiu a partir do projeto IPD-6504, uma referência ao ano (1965), número do projeto (04) e ao Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) do CTA, local da origem, desde os primeiros rascunhos, passando pela geração de milhares de desenhos, testes de equipamentos, até a construção do protótipo da aeronave que daria origem ao futuro EMB 110 Bandeirante, revolucionando a indústria aeronáutica brasileira. Para a construção do primeiro protótipo do IPD-6504 foram necessários três anos e quatro meses, num total de 110 mil horas de trabalho, que contou com cerca de 300 pessoas lideradas pelo engenheiro aeronáutico e, à época, Major Ozires Silva. Hoje, o primeiro protótipo está exposto no Museu da Aeronáutica (MUSAL), no Rio de Janeiro. O projeto se tornou realidade quando a Força Aérea fez uma encomenda de quase 100 aviões. No dia 27 de outubro de 1968, o IPD-6504 decolou novamente, com a mesma tripulação à bordo, para o primeiro voo oficial, com a presença de autoridades e imprensa. Era o início de uma história de sucesso que começou a ser escrita pelo governo brasileiro e que permitiu transformar ciência e tecnologia em engenharia e capacidade industrial, hoje reconhecida em todos os continentes nos quais voam os aviões fabricados pela EMBRAER. Em seu livro “A Decolagem de um Sonho: a História da Criação da EMBRAER”, Ozires Silva afirmou: “Parecia uma sina. Os empreendimentos nasciam por força do constante ideal de criar, construir e crescer; viviam em condições difíceis, procurando progredir fabricando produtos sabidamente complexos, sobretudo em países como o Brasil; e acabavam por falhar e morrer antes de conseguir conquistar uma cadência de produção e de vendas que auto-sustentasse os custos ligados à atividade industrial. Em resumo, parecia ser mais fácil conceber um novo avião, fazer voar um protótipo, que lançar uma produção seriada em condições de se manter ao longo do tempo e permanecer ancorada em um mercado de compradores razoavelmente contínuo”. Na transição de um país agrário para uma época de inovações, Ozires lembra que na FAB existia um espírito empreendedor com ideais que iam além do horizonte. Com o surgimento do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), muitas empresas surgiram e a FAB estimulava o desenvolvimento dessas indústrias. Logo quando tinha se formado no ITA, Ozires foi convidado pelo Brigadeiro Casimiro Montenegro Filho para trabalhar no CTA.

POSICIONAMENTO
“Não podíamos fazer aviões como os americanos ou os franceses. Tínhamos que produzir algo que não fosse competir com algum produto já dominado pelo mercado. Tínhamos de inovar. Abrir horizontes”, afirmou. “Aviões grandes estavam ocupando todos os espaços e as pequenas cidades passaram a ficar sem transporte aéreo.” Estava ali a oportunidade que faltava: fabricar aviões para as cidades periféricas. “Nós brincávamos muito dizendo que não conseguiríamos nunca ser cabeça do leão, mas não queríamos também ser o rabo do leão.” Nessa época, três graves acidentes aéreos mobilizaram a opinião pública para a questão do transporte aéreo e, em meio ao debate, descobriu-se que de 1958 a 1965 o número de cidades atendidas pelo transporte aéreo havia caído cerca de 90%. As pequenas e médias cidades não tinham infraestrutura que suportasse o trânsito de aeronaves de grande porte, predominante já na época. Por isso, o nome Bandeirante do novo avião não poderia ser mais apropriado. A ideia de suprir e abrir oportunidades de crescimento interno, mas também da luta pela produção e comercialização internacional marcaram o pioneirismo na indústria aeronáutica brasileira nesse período, além de marcar o início de um desenvolvimento tecnológico promissor. A iniciativa do Bandeirante também contou com a ajuda de um projetista francês, Max Hoste, que havia saído da França e era conhecido por um traço muito simples em seus aviões, notabilizando-se pelo pequeno Broussard. Sua assinatura ficou no protótipo com painéis retos das janelas da cabine de comando e as janelas redondas para os passageiros, dentre outros detalhes. Com todos os retoques que já são conhecidos, surgia, então, o Bandeirante: um bimotor turboélice, de asa baixa e destinado a cumprir na Força Aérea diversas missões, com operacionalidade nas áreas militar e civil.

MERCADO
Uma vez concluídos os protótipos, surgia um novo desafio: a produção seriada e a comercialização. Nessa fase, a figura brilhante de um dos pioneiros diplomados pelo ITA em 1953, o Brigadeiro-do-Ar Paulo Victor da Silva, na época diretor-geral do CTA, conseguiu consolidar as providências para a criação da EMBRAER, que vendeu mais de quinhentos aviões Bandeirantes em todo o mundo, abrindo o mercado norte-americano para os produtos aeronáuticos brasileiros. A fundação da EMBRAER também não podia fugir aos moldes de inovação, pioneirismo e ousadia. O Major Ozires, na época, por acaso, havia sido escolhido para recepcionar o Presidente da República, Costa e Silva, que por motivos meteorológicos, sua rota havia mudado de Guaratinguetá para São José dos Campos. “Foi a minha oportunidade. Falei para o Presidente da minha ideia de criação de uma indústria que produzisse aviões....e ele gostou!”, conta, rindo de sua ousadia histórica. “Acho que Deus pôs um nevoeiro lá pra dar uma mãozinha pra nós. Eu disse meu Deus do céu, manda o homem depressa pra cá. O avião estacionou no nosso hangar, mostramos o protótipo, contamos a história, projetamos uma EMBRAER de hoje fabricando avião pro mundo inteiro, de tudo quanto é tipo... e o presidente foi se entusiasmando. E quando ele foi embora pra Guaratinguetá, ele nos falou: ‘Vamos fazer’”. No dia 19 de agosto de 1969, o então Presidente da República, Arthur da Costa e Silva, assinou o decreto nº 770 que criou a EMBRAER, destinada à fabricação seriada do Bandeirante. No mesmo ano, o Ministério da Aeronáutica firmou contrato com a recém-criada Empresa Brasileira de Aeronáutica para a produção de 80 aviões, com início no ano seguinte. Em 1972, a Embraer realizou o primeiro voo do Bandeirante de série. Nos anos seguintes, a Força Aérea do Uruguai tornou-se o primeiro cliente da aeronave no exterior. Foi o início de uma história de sucesso conhecida até hoje. A EMBRAER fechou diversos contratos de exportação, dentre eles com a francesa Air Littoral. Na década de 70, começaram as primeiras vendas da aeronave para o mercado de transporte comercial de passageiros às empresas aéreas Transbrasil e VASP.

BALANÇO
Após 20 anos de produção seriada ininterrupta e 498 unidades produzidas e entregues, em 16 versões diferentes, a fabricação do Bandeirante foi encerrada. Ainda hoje, estão em operação mais de 300 unidades do primeiro avião brasileiro, desbravador dos céus e que levou o nome da EMBRAER e da Força Aérea às mais remotas regiões. A infraestutura do Bandeirante possibilitou que as regiões Centro-Oeste e Amazônica fossem desbravadas. Esse ambiente de excelência profissional, brotado inicialmente a partir do ITA e do CTA, transformou a cidade de São José dos Campos (SP) e a região do Vale do Paraíba em polo privilegiado para o florescimento das chamadas tecnologias de ponta. Hoje, inúmeras indústrias estão sediadas nessa localidade, ligadas à aviação. Na trajetória inaugurada pelo Bandeirante seguiram diversos produtos de sucesso, consolidando a EMBRAER como uma das maiores indústrias aeronáuticas do mundo. 

Fontes:
Livro: A Decolagem de um Sonho: a História da Criação da EMBRAER, Ozires Silva

Aerovisão: Adriana Alvares, tenente-jornalista da FAB / edição especial (janeiro/2011)

Embraer: embraer.com/pt

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sábado, 24 de outubro de 2026

Embraer


SEMANA DA ASA - 2026

 

Ao concluir as publicações de mais uma Semana da Asa - idealizada pelo aviador Godofredo Vidal e viabilizada, em 1935, pela Comissão de Turismo Aéreo do Touring Club do Brasil - destacamos a boa nova da Embraer, empresa brasileira que também simboliza a vocação de nosso país pela aviação.

Carteira de pedidos da Embraer alcança US$35,7 bilhões no 3T26, marcando novo recorde histórico
Avião Bandeirante, o primeiro desenvolvido e fabricado pela Embraer, em São José dos Campos (SP)

A Embraer , uma das líderes globais da indústria aeroespacial, registrou carteira de pedidos de US$35,7 bilhões no terceiro trimestre (3T26) – um aumento de 3% em relação ao recorde histórico registrado no trimestre anterior, e de 14% na comparação anual.

A Aviação Comercial registrou carteira de pedidos de US$15,8 bilhões no 3T26, com crescimento de 5% em relação ao 2T26 e 4% no comparativo com o 3T25.

O terceiro trimestre foi marcado por forte atividade comercial, com 36 pedidos firmes e 30 direitos ou opções de compra para a família E2. No período, o Grupo Abra realizou um pedido firme de 20 aeronaves E195-E2, além de 10 opções e 15 direitos de compra – elevando o potencial total da encomenda para até 45 aeronaves.

A Binter encomendou 5 aeronaves E195-E2 adicionais e assegurou 4 novos direitos de compra. A Luxair converteu 3 direitos de compra de E190-E2 em pedidos firmes e assegurou 1 direito de compra adicional – elevando o total de sua carteira de pedidos para 9 aeronaves. A ANA Holdings encomendou 8 aeronaves E190-E2 adicionais, ampliando o acordo anunciado em 2025 e elevando o total de pedidos firmes para 23 aeronaves.

No acumulado do ano, a Embraer recebeu 72 pedidos firmes para os jatos da família E2 – contribuindo para um índice de vendas por receita de 1,2x na Aviação Comercial nos últimos 12 meses.

A Aviação Executiva registrou carteira de pedidos recorde de US$8,2 bilhões, 5% acima do 2T26 e 12% maior na comparação anual. Durante o 3T26, a Embraer lançou o Phenom 300EV – mais recente evolução do jato leve mais entregue do mundo por 14 anos consecutivos. O modelo incorpora novas tecnologias desenvolvidas para aprimorar a segurança operacional, incluindo o Garmin Emergency Autoland, que permite pousos automatizados em situações de emergência.

Ao receber a tripla certificação de ANAC, FAA e EASA, este se tornou o primeiro jato leve certificado com a tecnologia. Ainda no período, foi entregue o primeiro Praetor 600E à Flexjet. A nova geração da aeronave, assim como o Praetor 500E no segmento de jatos médios, também recebeu tripla certificação. A Aviação Executiva encerrou o trimestre com índice de vendas por receita de 1,4x nos últimos 12 meses.

Na unidade de Defesa & Segurança, a carteira de pedidos atingiu US$6,1 bilhões no 3T26, ligeiramente superior em relação ao trimestre anterior e 56% maior na comparação anual. O principal destaque do período foi a assinatura do contrato para a aquisição de 2 KC-390 Millennium pela Força Aeroespacial Colombiana (FAC). O pedido amplia os mercados da aeronave na América Latina e reforça sua crescente presença internacional.

Atualmente, Defesa & Segurança tem 43 pedidos firmes para as aeronaves de transporte militar KC‑390 Millennium e 25 pedidos firmes para a aeronave de ataque leve A‑29 Super Tucano – resultando em um índice de vendas por receita de 2,9x nos últimos 12 meses.

Em Serviços & Suporte, a carteira de pedidos alcançou o nível recorde de US$5,6 bilhões, com crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior e 14% na comparação anual.

Durante o trimestre, foram anunciados novos contratos de longo prazo, incluindo os dedicados às frotas de 19 aeronaves E190 da Portugália e 40 aeronaves E190 da Alliance Airlines.

A Embraer também prorrogou a vigência do contrato do Programa Pool para a frota de 9 aeronaves ERJ 145 da Western Air. Em relação à Aviação Executiva, a divisão assinou 69 contratos do Executive Care, totalizando aproximadamente US$53 milhões.

No segmento de Defesa & Segurança, foi assinado novo contrato de suporte logístico e serviços para a frota de KC-390 Millennium da Força Aeroespacial Colombiana (FAC), renovado o contrato de Suporte Logístico Integrado (ILS) para a frota de A-29 Super Tucano da Força Aérea do Chile (FACH) e ampliado o escopo do contrato de meios de treinamento para a Suécia.

Serviços & Suporte encerrou o trimestre com índice de vendas por receita de 1,3x nos últimos 12 meses. Mais detalhes sobre a carteira de pedidos, assim como as entregas de aeronaves feitas no 3T26, podem ser consultados aqui.

Sobre a Embraer
A Embraer é uma empresa aeroespacial global com sede no Brasil. Fabrica aeronaves para a aviação comercial e executiva, defesa e segurança e clientes agrícolas. A empresa também fornece serviços e suporte pós-venda por meio de uma rede mundial de entidades próprias e agentes autorizados. Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano. A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.

Fonte: Embraer

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