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Voar é um desejo que começa em criança!

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Santos-Dumont

20 de Julho - Nascimento de Santos Dumont
Caros integrantes do Ninja e prezados leitores deste blog:
Selecionamos novamente um belo texto extraído do portal UOL Educação. Ao final, indicamos algumas publicações para complementar os estudos sobre este grande brasileiro, nascido há 153 anos. Nesta data, nos diversos cantos do Brasil, muitas crianças estão nascendo. Registramos aqui a nossa torcida para que estes brasileiros possam, em suas vidas, darem à nação o mesmo carinho e respeito que Alberto Santos Dumont dedicou, através de belos exemplos. À nós, que já compreendemos a importância de sua obra, fica - entre tantos ensinamentos extraordinários - a singela lição deixada pelo mestre: "Eu não fui apenas aviador...foi necessário ESTUDAR, PENSAR...e só depois voar!"

Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873 no sítio Cabangu, no local que viria a ser o município de Palmira (hoje rebatizado município de Santos Dumont em honra a ele), então um distrito de Barbacena, em Minas Gerais. Filho de Henrique Dumont, de ascendência francesa e engenheiro de obras públicas, e de Francisca Santos-Dumont, filha de uma tradicional família portuguesa.
Com Alberto ainda pequeno a família se mudou para Valença (atual município de Rio das Flores) e passou a se dedicar ao café. Em seguida seu pai comprou a Fazenda Andreúva a cerca de 20 km de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ali, o pai de Alberto logo percebeu o fascínio do filho pelas máquinas da fazenda e direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade.
Em 1891, Alberto, então com 18 anos e emancipado, foi para a França completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar em Paris, admirou-se com os motores de combustão que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e comprou um para si. Logo Santos-Dumont estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis em Paris. Com a morte do pai, um ano depois, o jovem Santos-Dumont sofreu um grande abalo emocional, mas continuou os estudos na Cidade-Luz. Em 1897 fez seu primeiro voo num balão alugado. Um ano depois, subia ao céu no balão Brasil, construído por ele. Mas procurava a solução para o problema da dirigibilidade e propulsão dos balões. Projetou então o seu número 1, com forma de charuto, com hidrogênio e motor a gasolina.

Primeiro voo
No dia 20 de setembro de 1898 realizou o primeiro voo de um balão com propulsão própria. No ano seguinte voou com os dirigíveis número 2 e número 3. O sucesso de Santos-Dumont chamou a atenção do milionário Henry Deutsch que no dia 24 de março de 1900 ofereceu um prêmio de cem mil francos a quem partisse de Saint Cloud, contornasse a torre Eiffel e retornasse ao ponto de partida em 30 minutos.
Santos-Dumont fez experiências com os números 4 e 5. Em 19 de outubro de 1901 cruzou a linha de chegada com o número 6, mas houve uma polêmica graças a um atraso de 29 segundos. Em 4 de novembro o Aeroclube da França declarou-o vencedor. Além do Prêmio Deutsch recebeu do presidente brasileiro Campos Salles outro prêmio no mesmo valor e uma medalha de ouro.
Em 1902 o príncipe de Mônaco, Alberto 1º, ofereceu um hangar para ele fazer suas experiências no principado. Santos-Dumont continuou construindo seus dirigíveis. O numero 11 foi um bimotor com asas e o numero 12 parecia um helicóptero. Em 1906 foi instituída a Taça Archdeacon para um voo mínimo de 25 metros com um aparelho mais pesado que o ar, com propulsão própria. O Aeroclube da França também lançou um desafio para um voo de 100 metros.

Com Edison e Roosevelt
Em abril de 1902 Santos Dumont viajou para os Estados Unidos onde visitou os laboratórios de Thomas Edison e foi recebido pelo presidente Theodore Roosevelt. Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, o 14-Bis voou por uma distância de 60 metros, a três metros de altura e conquistou a Taça Archdeacon. Uma multidão de testemunhas assistiu a proeza e no dia seguinte toda a imprensa louvou o fato histórico. O dinheiro do prêmio foi distribuído para seus operários e os pobres de Paris, como era o costume do inventor.
Em 12 de novembro de 1906, na quarta tentativa, conseguiu realizar um voo de 220 metros, estabelecendo o primeiro recorde de distância e ganhando o Prêmio Aeroclube. Santos-Dumont não ficou satisfeito com os números 15 a 18 e construiu a série 19 a 22, de tamanho menor, chamadas Demoiselles.
Santos-Dumont recebeu diversas homenagens na Europa e nas Américas, em especial no Brasil, onde foi recebido com euforia. Como o brasileiro não patenteava suas invenções, seus projetos foram aperfeiçoados por outros como Voisin, Leon Delagrange, Blériot, Flarman.
Em 1909 ocorreram dois grandes eventos: a Semaine de Champagne, em Reims, o primeiro encontro aeronáutico do mundo e o desafio da travessia do Canal da Mancha. Nesse ano Santos-Dumont obteve o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França. Em 25 de julho de 1909, Blériot atravessou o canal da Mancha e foi parabenizado por carta pelo brasileiro.

Primeira Guerra Mundial
Cansado e com a saúde abalada, Santos-Dumont realizou seu último vôo em 18 de setembro de 1909. Depois fechou sua oficina e em 1910 retirou-se do convívio social. Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas tropas alemãs. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser usados na guerra e Santos Dumont amargurou-se ao ver sua invenção ser usada com finalidades bélicas.
Passou a se dedicar ao estudo da astronomia, residindo em Trouville, perto do mar. Em 1915, com a piora na sua saúde, decidiu retornar ao Brasil. No mesmo ano, participou do 11º Congresso Científico Panamericano nos Estados Unidos, tratando do tema da utilização do avião como forma de facilitar o relacionamento entre os países.
Já sofrendo com a depressão, encontrou refúgio em Petrópolis, onde projetou e construiu seu chalé "A Encantada": uma casa com diversas criações próprias, como um chuveiro de água quente e uma escada onde só se pode pisar primeiro com o pé direito. Permaneceu lá até 1922, quando visitou os amigos na França. Passou a se dividir entre Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e Fazenda Cabangu,MG.
Em 1922, condecorou Anésia Pinheiro Machado, que durante as comemorações do centenário da independência do Brasil, fizera o percurso Rio de Janeiro-São Paulo num avião. Em janeiro de 1926, apelou à Liga das Nações para que se impedisse a utilização de aviões como armas de guerra. No mesmo ano, inventou um motor portátil para esquiadores, que facilitava a subida nas montanhas. Internou-se no sanatório Valmont-sur-Territet, na Suíça.
Em maio de 1927, chegou a ser convidado pelo Aeroclube da França para presidir o banquete em homenagem a Charles Lindberg, pela travessia do Atlântico, mas declinou do convite devido a seu estado de saúde. Passou algum tempo em convalescença em Glion, na Suíça e depois retornou à França.
Em 1928 veio ao Brasil no navio Capitão Arcona. A cidade do Rio de Janeiro tinha se preparado para recebê-lo festivamente. Mas o hidroavião que ia fazer a recepção, sobrevoando o navio onde estava, da empresa Condor Syndikat, e que fora batizado com seu nome, sofreu um acidente fatal, sem sobreviventes. Abatido, Santos-Dumont retornou a Paris.

Legião de Honra
Em junho de 1930 foi condecorado com o título de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Em 1931, esteve internado em casas de saúde em Biarritz, e em Ortez no sul da França. Antônio Prado Júnior, ex-prefeito do Rio de Janeiro, encontrou Santos-Dumont doente na França, o que o levou a entrar em contato com a família e a pedir ao sobrinho Jorge Dumont Villares que fosse buscar o tio.
De volta ao Brasil, passam por Araxá, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente no Guarujá, onde se instalou no Hotel La Plage, em maio de 1932. Antes, em junho de 1931 tinha sido eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Em 1932, explodiu a Revolução Constitucionalista, quando o Estado de São Paulo se levantou contra o governo de Getúlio Vargas. Isso incomodava a Santos-Dumont, que lançou apelos para que não houvesse uma guerra civil. Mas aviões atacaram o campo de Marte, em São Paulo, no dia 23 de julho. Possivelmente esse fato pode ter piorado a angústia de Santos Dumont, que nesse dia, aproveitando-se da ausência de seu sobrinho, suicidou-se, aos 59 anos de idade, sem deixar descendentes.

Fonte: UOL Educação

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domingo, 19 de julho de 2026

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês do ano, tradicionalmente, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.
Boa leitura.
Bom domingo!


O 14 bis

Foi apenas em 1905 que Santos Dumont passou a se preocupar com o mais pesado que o ar, após observar um voo realizado pelo francês Gabriel Voisin em seu novo planador, percebendo que dali em diante o futuro da aviação estaria ligado ao aeroplano.

Assim, em julho de 1906, Santos Dumont fez as primeiras experiências para verificar a estabilidade e o equilíbrio de um biplano formado por seis células de Lawrence Hargrave, com asas em forma de diedro.
 

Animado com os resultados, partiu para experiências com o biplano suspenso no Dirigível Nº14, daí o nome 14bis pelo qual passou a ser chamado. Dessa forma, a manutenção no ar passava a ser dada pelo balão e, a direção, pelo biplano.
 
Com o balão, portanto, queria reduzir o peso efetivo do aeroplano e facilitar a decolagem. O aeróstato, porém, gerava muito arrasto e não permitia ao avião desenvolver velocidade. Santos Dumont retirou o balão, atitude que o levaria a duplicar a potência do motor.

Prudente, resolveu simular um voo com o 14bis, suspendendo o aeroplano em cabo de aço e o fazendo deslizar com o auxílio de um jumento que puxava o aparelho. Seu objetivo era sentir o equilíbrio de sua máquina.

Aqui vemos mais um feito original do aeronauta; construiu aquilo que pode-se chamar de primeiro simulador de voo da história.
 

Depois, decidido a fazer os testes definitivos, recebeu autorização para usar os gramados do Campo de Bagatelle, em Paris.

O 14bis não necessitava de veículo auxiliar. Desta vez Santos Dumont estava disposto a se elevar do solo contando somente com o seu avião. Essa invenção, que o deixou famoso em todo mundo, possuía 11,20m de envergadura, 9,68m de comprimento, e 3,40m de altura. A superfície total era de 79,60m².

Os lemes de direção e profundidade foram colocados à frente da aeronave, numa concepção contrária a de hoje, isto é, as asas do 14bis ficam atrás, com o motor, enquanto a "cauda" situava-se a frente, ou seja, o conjunto em forma de "T",sendo que a cauda desse "T" constituía a parte da frente do aparelho.
 

Na conjunção dos braços encontrava-se o motor. Inicialmente, o 14bis apresentava trem de pouso com 3 rodas; posteriormente, Santos Dumont retirou a roda traseira. Essas eram simples rodas de bicicletas, distantes, entre elas, apenas 70cm.

O motor a gasolina do tipo "Antoinette", construído por Leon Levavasseur, era em "V" com 8 cilindros (4 de cada lado) e tinha inicialmente uma potência de 24 HP funcionando a um regime de 1000 rpm(rotações por minuto).
 
O leme dianteiro, todo em seda japonesa, movimentava-se em todas as direções, tendo 3m de largura por 2m de comprimento e 1,50m de altura.
 
Os franceses apelidaram aquele estranho aparelho de "Oiseau de Proie" (ave de rapina), ou "Canard", devido a semelhança com um pato. Os ingleses denominavam-no como "Bird of Prey".

Prêmios Archdeacon e Aeroclube da França

O famoso advogado francês Ernest Archdeacon, nascido em Paris, filho de pais irlandeses e membro do Aero Clube da França, decidiu premiar o primeiro aeronauta que conseguisse voar por mais de 25 metros em um voo nivelado.
 
Ofereceu, para tanto, uma taça e um prêmio de três mil francos para o piloto que alcançasse o feito elevando-se por seus próprios meios. Os experimentos eram marcados com antecedência, para evitar quaisquer benefícios deste ou daquele aeronauta. Os americanos irmãos Wright não se apresentaram para concorrer.
 
Nesta ocasião, Santos Dumont encontrava-se na última etapa das experiências com o 14bis. Era o momento para tentar a conquista do prêmio.
 
A 21 de agosto de 1906, Santos Dumont realizou a primeira tentativa de voo; mal-sucedida, dada a pouca potência do motor do 14bis.
 
No dia 13 de setembro, Santos Dumont realizou o primeiro voo, de 7 ou 13 metros (segundo diferentes versões), que culminou com um pouso violento, no qual a hélice e o trem de pouso foram danificados.
 
Com um motor de 50 HP, emprestado do futuro construtor de aviões Louis Bréguet, reequipou o 14bis. Assim, a hélice passou a girar em regime pleno, a 1500 rpm. Também para proporcionar melhor rendimento à aeronave, diminuiu-se o peso posterior em cerca de 40 kg.

Com esse avião, Santos Dumont conseguiu realizar, em 23 de Outubro de 1906, o primeiro "voo mecânico" do mundo, devidamente homologado, alcançando a distância de 60m, em voo nivelado a uma altura que variava entre 2m e 3m com duração de 7 segundos.Com esse feito, Santos Dumont arrebatou os 3.000 francos do prêmio Archdeacon.
 

Portanto, Santos Dumont havia resolvido o problema do voo num aparelho mais pesado que o ar: o 14bis realizou uma corrida sobre o Campo de Bagatelle, desprendeu do solo, voando em linha reta e pousando em seguida, sem qualquer avaria.

Somente não voara um percurso maior, por que a grande multidão, que afluíra ao Campo para assistir a este grande evento, correra em direção ao 14bis, como que extasiada por aquele verdadeiro milagre que acabava de acontecer. Além disso, Santos Dumont, descrevendo em 1918, chegou a declarar "Não mantive mais tempo no ar, não por culpa da máquina, mas exclusivamente minha, que perdi a direção".

A 12 de novembro de 1906 o 14bis surgiu exibindo uma novidade: os "ailerons", pequenas superfícies móveis colocadas nas asas e com o propósito de manter o equilíbrio horizontal do avião. Estava pronto para disputar outro prêmio, instituído pelo aeroclube francês, que concederia 1.500 francos para quem voasse 100 metros.
 

Santos Dumont melhorou ainda mais a performance do 14bis e a sua habilidade em pilotá-lo, ao realizar vários voos sempre aumentando a distância percorrida.

Como ficava com as duas mãos ocupadas nos diversos comandos do avião, Santos Dumont costurou um "T" de madeira em seu paletó de onde partiam argolas finas ligadas aos cabos de comando que atuavam nos "ailerons". Inclinando o ombro para a direita ele podia comandar o "aileron" esquerdo, e vice-versa, reagindo ambas as superfícies, de maneira coordenada, de acordo com a inclinação do corpo do aviador.
 
Neste dia, 12 de novembro de 1906, além de Dumont, estava competindo o francês Louis Bleriot.
 
A primeira tentativa foi de Bleriot, porém sua aeronave não conseguiu voar. Talvez tenha até esboçado algum salto, mas todos viram que a aeronave de Bleriot não voou. Deve-se registrar que Bleriot era um competidor tão talentoso quanto Santos Dumont.
 
Os dois eram amigos e existia o respeito e a competição sadia. Talvez se sua aeronave conseguise ultrapassar os 60 metros de distância e altura superior a 1 metro, Bleriot teria sido de fato o primeiro a voar.
 
Porém a História registra o feito de Santos Dumont: 2 tentativas iniciais não ultrapassaram a marca de 23 de outubro. Nota: a aeronave conseguiu livrar o solo, porém isto não bastava para a comissão julgadora. As experiências tinham que passar pelo crivo dos julgadores e regras. Não estava envolvido apenas livrar o solo, planar, movimento balístico ou coisas semelhantes. O equipamento deveria voar no sentido estrito da palavra.
 
Naquela segunda-feira, ao cair da tarde, ele conseguiu voar 220m, a 6m de altura do solo, em 21,2 segundos a uma velocidade média de 41 Km/h.

Conquistara, portanto, o outro prêmio, oferecido pelo Aeroclube de França, conferido "ao primeiro aeroplano que, levantando-se por si só, fizesse um percurso de 100m com desnivelamento máximo de 10%".Desta forma, em 12 de novembro de 1906, bateu seu recorde de 23 de Outubro.
 

A multidão envolveu o 14bis e Santos Dumont saiu carregado em triunfo pelo povo que acorrera ao Campo de Bagatelle. Toda a imprensa mundial noticiou os dois grandes feitos do nosso brasileiro.

Esse marcante acontecimento também repercutiu intensamente no continente americano, em especial no Brasil.
 
O destino reservara a um brasileiro o registro público e a honra de ter sido o primeiro a conseguir voar em um aparelho mais pesado que o ar: o avião.

Fontes: Cabangu e Wikipédia

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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Embraer

Embraer entrega o primeiro C-390 Millennium à Força Aérea Tcheca

A entrega desta aeronave no padrão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) marca o início de uma nova era para as Forças Armadas da República Tcheca

A Embraer entregou ontem, 16/7/2026 a primeira aeronave multimissão de transporte C-390 Millennium à Força Aérea da República Tcheca durante uma cerimônia oficial realizada na Base Aérea de Praga-Kbely. O evento contou com a presença do Ministro da Defesa da República Tcheca, Jaromír Zůna; do Chefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas Tchecas, General Miroslav Hlaváč; do Comandante da Força Aérea Tcheca, General Petr Tománek; e Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. A entrega ocorre apenas 20 meses após a assinatura do contrato de aquisição, destacando a capacidade da Embraer de atender às necessidades operacionais de seus clientes.

O C-390 Millennium proporciona à Força Aérea Tcheca uma nova e importante capacidade de transporte aéreo, permitindo o deslocamento de cargas pesadas e de grandes dimensões por longas distâncias, ao mesmo tempo em que fortalece nosso apoio às operações da OTAN e à resposta a emergências em nosso território. Embora a aeronave em si represente uma capacidade extraordinária, sua verdadeira força está em nossas pessoas. Seu profissionalismo e dedicação são o que nos permitem colocar essa capacidade em operação”, afirmou o Comandante da 24ª Base Aérea de Transporte, Brigadeiro-General Jaroslav Falta.

A entrega realizada hoje do primeiro C-390 Millennium representa um importante marco para as Forças Armadas da República Tcheca. Esta aeronave amplia significativamente nossa capacidade de transportar pessoal, equipamentos e assistência humanitária, tanto em apoio às necessidades nacionais quanto ao lado de nossos aliados da OTAN. O C-390 fortalecerá a prontidão, a flexibilidade e a eficácia operacional de nossas forças armadas por muitos anos”, declarou o Ministro da Defesa da República Tcheca, Jaromír Zůna.

Temos orgulho de entregar esta primeira aeronave à Força Aérea Tcheca. A República Tcheca tem sido uma parceira valiosa do programa C-390 Millennium desde o início, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento e o sucesso da aeronave. O programa também se beneficiou do envolvimento forte e contínuo da indústria tcheca, cuja contribuição foi fundamental e continuará crescendo juntamente com o sucesso do programa. Com o C-390, a República Tcheca fortalecerá ainda mais suas capacidades operacionais, e a Embraer estará ao seu lado – hoje, amanhã e nas próximas décadas”, afirmou Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Com esta primeira entrega, a República Tcheca junta-se a um grupo crescente de países que operam o C-390 Millennium, reforçando a posição da aeronave como o novo padrão em transporte aéreo tático de médio porte.

O C-390 Millennium, projetado e desenvolvido no século XXI, é o avião de transporte militar mais moderno de sua categoria. Ele pode transportar mais carga útil (26 toneladas) do que outras aeronaves militares de transporte de porte médio, voando mais rápido (470 nós) e mais longe. É capaz de executar uma ampla variedade de missões, incluindo transporte de cargas e tropas, lançamento de equipamentos e pessoal, evacuação médica, busca e salvamento (SAR), combate a incêndios e missões humanitárias, operando a partir de pistas temporárias ou não pavimentadas. Quando equipado com sistema de reabastecimento aéreo (AAR) de instalação rápida, a aeronave pode atuar tanto como tanque, quanto como receptor.

Além da Força Aérea Brasileira, a aeronave multimissão de última geração foi selecionada pelas forças aéreas de Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia. O C-390 Millennium oferece capacidade, confiabilidade, versatilidade e desempenho incomparáveis para atender às necessidades táticas e estratégicas das forças aéreas em todo o mundo, com total interoperabilidade entre seus operadores.

Fonte: Embraer

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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Videoteca Ninja

14 BIS
O primeiro voo de uma aparelho mais pesado que o ar, decolando com os seus próprios meios, realizado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, já foi homenageado, também, com o curta metragem 14 Bis, exibido inicialmente em 2006, na Mostra Competitiva do Festival do Rio, com direção de André Ristum e protagonizado pelo ator Daniel Oliveira como o genial inventor brasileiro. O elenco contou ainda com o ator italiano Nicola Siri, Rosanne Mulhonlland e marcou a estreia de Rico Mansur como ator. O roteiro é de Caio Polesi, direção de fotografia de Hélcio 'Alemão' Nagamine, figurinos de Maria Gonzaga, direção de arte de Adriana Faria, montagem de Estevan Santos, produção de LG Tubaldini Jr. e Latinamerica Entretenimento e Sombumbo Filmes. Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle de Paris, na frente de centenas de pessoas e com a presença de uma delegação do Aeroclub de France, o brasileiro Alberto Santos Dumont decolou, por meios próprios, com o primeiro mais pesado que o ar. O filme retrata o inventor relembrando seus momentos de glória, os desafios superados na construção do 14 Bis, como também seu sofrimento ao ver sua invenção sendo usada como arma de destruição na Primeira Guerra Mundial.

As filmagens
As locações foram realizadas no interior de São Paulo (Atibaia, Campinas, Santos e São Paulo.) A produção recriou Paris no século passado, o Campo de Bagatelle, construiu aviões, balão e contou com mais de 100 figurantes para trazer do passado um dos momentos mais marcantes da história. As filmagens aconteceram em fevereiro de 2006, época de chuva, o maior desafio a ser superado pela equipe. 'Chegamos para filmar em Atibaia e caía uma chuva torrencial na região. Pensamos em suspender as filmagens, mas no fim seguimos em frente', relembra o diretor André Ristum. 'No primeiro dia, choveu o dia inteiro. A água parou de cair por apenas 15 minutos. Corremos para rodar o efeito do vento sobre as árvores, que se transformou no plano de abertura do filme.' Segundo ele, as más condições da estrada de terra para chegar à locação - que ficava cerca de meia-hora da cidade - tornou a viagem do comboio com carros e caminhões uma verdadeira aventura. 'Tivemos de desatolar 17 veículos. Uma loucura. Além disso, o vento atrapalhou as cenas com o balão que não parava na posição ideal e utilizamos um guindaste para resolver a questão.' Apesar da chuva, o cronograma de duas semanas de filmagens não foi afetado. O ator Daniel Oliveira mudou radicalmente seu visual para caracterizar o personagem Santos Dumont. Emagreceu alguns quilos, usou dentadura, lentes de contatos e alisou o cabelo para viver o pai da aviação.

Entrevista com o diretor André Ristum
Como surgiu o projeto do 14 Bis?
Em 2001, eu fiz o curta-metragem 'O Homem Voa?'. Para fazer esse filme, realizei uma enorme pesquisa sobre a vida de Santos Dumont, que até então não conhecida a fundo. Depois de finalizar 'O Homem Voa?', surgiu a vontade de fazer este trabalho em homenagem ao centenário do voo do 14 Bis, que, na minha opinião, é o maior feito dele. Em 2002, escrevi o roteiro e, em 2003, começamos o trabalho de captação para a produção do curta.

O elenco reúne o talentoso Daniel Oliveira, além do italiano Nicola Siri. Como conseguiu reuni-los?
Eu sempre dei sorte na escalação de elenco. Em 1997 filmei 'Pobres por um Dia', com Mylla Christie e Nico Puig e, na época, os dois estouraram na TV. Quando fiz o convite ao Daniel, ele me surpreendeu ao dizer que nunca havia sido convidado para trabalhar em um curta-metragem. Além disso, este trabalho é repleto de coincidências para ele: o ator e Santos Dumont são mineiros, o pai dele teve uma lanchonete chamada 14 Bis na Avenida Santos Dumont, em Belo Horizonte. Não tinha como recusar o papel. Já Nicola eu conheço há mais tempo, trabalhei com ele em meu outro curta, 'De Glauber para Jirges'. São dois atores extraordinários.

Daniel Oliveira está quase irreconhecível na pele de Santos Dumont.
Ele fez uma transformação magnífica. Aliás, o que me fez chamá-lo para o papel foi o excelente trabalho no filme 'Cazuza - O Tempo Não Pára'. Para interpretar Santos Dumont, Daniel fez de tudo: colocou dentadura postiça, lentes de contato e até emagreceu para viver o personagem. Durante as duas semanas de filmagem, ficou todo o tempo alisando cabelo. É um ator que mergulha mesmo no papel.

14 Bis foi orçado em R$ 500 mil, uma cifra quase inédita para uma produção de curta-metragem. É difícil captar para este formato cinematográfico?
Sim, é muito difícil. O curta-metragem tem produção menor e quase artesanal. Existem casos com grandes orçamentos; '14 Bis' não é o único, mas são exceções. Conheço filmes de R$ 300 mil e R$ 400 mil rodados nos últimos anos, mas o que predomina são as pequenas produções.

Por que esta grande diferença?
Orçamento tem muito a ver com a história que você vai contar. Este é um roteiro de época, retratamos Paris de cem anos atrás, construímos balão, avião, centenas de figurantes impecavelmente caracterizados participaram das filmagens. É na verdade um curta com estrutura de longa-metragem, só que rodado em duas semanas. O filme de Glauber rodamos em quatro dias, com equipe de dez pessoas e custou menos de R$ 50 mil. Para este curta, contamos com um time de 120 pessoas. É um projeto ambicioso que conseguimos captar para que fosse realizado de forma correta.

Fonte: e-pipoca 

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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Aeroclubes

Aeroclube de Pindamonhangaba celebra 87 anos
Uma exposição de aeronaves e outras atrações marcaram, no fim de semana de 11 e 12 de julho de 2026, o aniversário de 87 anos de fundação do Aeroclube de Pindamonhangaba (SP).
Além da exposição de aviões, o evento contemplou área de alimentação e venda de produtos relacionados à aviação e demonstração de aeromodelismo.
O destaque foi um helicóptero Fennec da Aviação do Exército que ocasionou filas para que a população adentrasse à cabine para conhecer e registrar fotografias. 
O Aeroclube de Pindamonhangaba é um dos pioneiros no Brasil e foi criado na época em que a aviação era fator preponderante para a interligação das várias regiões do país. Nos anos 1940, a entidade liderou uma campanha para criação de uma associação dos aeroclubes do Vale do Paraíba. Situação muito diversa da realidade de 2026, quando vários aeroclubes, em todo o Brasil, são despejados de suas instalações e encerram suas atividades de ensino de pilotagem. No Vale do Paraíba, onde atua o Aeroclube de Pindamonhangaba, já encerraram suas atividades as associações similares de Resende e Guaratinguetá, enquanto o Aeroclube Regional de Taubaté funciona improvisadamente no município de São José dos Campos.

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domingo, 12 de julho de 2026

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês do ano, tradicionalmente, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.
Boa leitura.
Bom domingo!


OS DIRIGÍVEIS DE SANTOS DUMONT
Até o mês de julho de 1901, Santos Dumont era conhecido apenas nos círculos aeronáuticos de Paris. Nos dias 12 e 13 daquele mês, ele circundou a torre Eiffel na presença de uma multidão, pilotando o seu dirigível nº 5. A partir daí, Santos Dumont passou a ser reconhecido pela imprensa mundial.

A dirigibilidade dos balões
Quando Santos Dumont cogitou colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio, duas opiniões o levaram a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iria romper os cabos de sustentação. Ele, cuidadosamente, pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação, afastando o motor do invólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás.
Na primeira tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento, conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção.

Para espanto da assistência, pela primeira vez na história da humanidade um balão evoluiu no espaço propulsionado por um motor a petróleo. Após este evento, aperfeiçoou sua criação nos dirigíveis 2 e 3.
O Nº2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 Kg, o qual girava uma hélice a 1200 rpm, deslocando-se de forma lenta mas controlada na direção em que o brasileiro lhe apontava!

Com o Nº3(foto acima), Dumont afastava-se da forma cilíndrica das aeronaves Nº1 e Nº2 e adotava uma forma mais esférica, tentando, pelo próprio desenho do aparelho, evitar a perda de forma do balão no ar, causa dos acidentes com seus dois primeiros dirigíveis. O Nº4 trazia algumas inovações, entre elas a disposição da hélice na proa da aeronave e a exclusão da barquinha pelo selim de uma bicicleta. Dotado de um motor de quatro cavalos, o Nº4 realizou diversos voos sem problemas.
Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Meurthe, no dia 24 de março de 1900 a oferecer um prêmio de 50.000 francos a quem, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, partindo e retornando do campo de Saint Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso, sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos.

A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4; tentou por duas vezes vencer o prêmio com o N°5.
Em 27 de agosto de 1901, após a tentativa de vencer o prêmio, sofreu um grave acidente com seu dirigível N°5. Houve perda de gás, e o envólucro começou a murchar rapidamente. Ao perceber a gravidade da situação, Santos-Dumont se amarrou à "nacele"(cesto).A cauda desceu muito e se rasgou numa chaminé, provocando uma explosão no ar.

Por instantes ele permaneceu desacordado, e quando voltou a si estava pendurado no alto do Hotel Trocadero. Escalou rapidamente o cordame do dirigível, e auxiliado pelos bombeiros ainda conseguiu recuperar o motor do aparelho.Mais tarde foi intimado pela proprietária do Hotel Trocadero a pagar 150 francos pelos estragos causados por ocasião do acidente.
Em 19 de outubro de 1901, (menos de dois meses após seu quase fatal acidente com o N°5) às 14h42min, Santos Dumont partiu com seu dirigível Nº6, com 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos, para circundar a torre Eiffel; após 29min30s o Nº6 encontrava-se sobre o ponto de partida.

Finalmente vence o Prêmio Deutsch. Com esse feito Santos Dumont provou que o Homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares.

Cabe ainda ressaltar que o aeronauta doou integralmente seu prêmio; metade (25.000 francos) aos pobres de Paris, auxiliando-os na quitação de suas dívidas em casas de penhores, e devolvendo-lhes suas ferramentas de trabalho e instrumentos musicais. A outra metade destinou aos seus mecânicos e colaboradores. No dia da prova em que conseguiu realizar o percurso e ganhar o prêmio, Paris estava sob mau tempo, o que retirou visibilidade para fotos de longa distância. Santos Dumont fez então com que os cartões postais do feito saíssem com a foto do Nº5.
Em 1902, Dumont iniciou a construção de um novo dirigível, o Nº 7. Projetado para enfrentar a questão da velocidade, o Nº 7 era movido por um motor Clément de 70 cavalos, que acionava duas hélices de cinco metros de diâmetro, uma à proa e uma à ré. O inventor acreditava alcançar 80 quilômetros por hora com o aparelho, o que, segundo ele, permitiria o uso cotidiano dos balões, uma vez que ele estimava uma velocidade dos ventos de no máximo 50 quilômetros por hora. O Nº7 contava com 1.257 metros cúbicos de hidrogênio e o motor era refrigerado a água.
Pulou o N°8 por superstição(quase morreu no mês de Agosto!).
O Nº9 era um pequeno dirigível com 270 metros cúbicos, acionado por um motor de apenas três cavalos, de formato oval, muito estável. Com o Nº9 Dumont realizava evoluções frequentes sobre Paris.

Descia em avenidas, fixava seu dirigível e sentava-se tranquilamente em algum café, buscando demonstrar a exequibilidade do dirigível como meio de transporte. Dumont sentia tanta confiança no aparelho Nº 9 que, em certa ocasião, levou como passageiro o menino Clarkson Potter, e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta, a primeira mulher a pilotar uma aeronave no mundo, que sem nenhuma experiência prévia voou sozinha com o engenho.
Dumont costumava chamar o aparelho Nº7 de “balão de corrida” e o Nº9 de “balão de passeio”(La Balladeuse-A Passeadeira). 
Outros dirigíveis também chamaram a atenção. O N°14 foi utilizado para testar o seu famoso 14Bis. 
O Nº10, conhecido como "ônibus", era um grande aparelho de 200 metros cúbicos de hidrogênio, que poderia levar quatro ou cinco passageiros em cada barquinha, num total de 20 pessoas.

Dumont acreditava poder levar passageiros no que seria o primeiro “ônibus aéreo do futuro”.
Em 1903, um grupo de oficiais convidou Dumont a participar da parada militar de 14 de julho, data nacional francesa em comemoração ao 114º aniversário da Queda da Bastilha. Santos Dumont realizou evoluções e parou com seu dirigível Nº9 em frente ao palanque das autoridades e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros dados com seu revólver. Este é considerado o primeiro desfile aéreo em uma parada militar da história. 
Logo depois, Dumont escreveu uma carta ao ministro da guerra francês, oferecendo sua colaboração e os seus dirigíveis para emprego pela França em caso de guerra,exceto aquelas que se realizassem contra países do continente americano. O ministro aceitou o oferecimento, e com a colaboração de Dumont, foi construído um dirigível militar, a aeronave Patrie. Foram realizadas experiências para determinar a possibilidade de emprego de dirigíveis em caso de conflito. O maior interesse do Ministério da Guerra francês residia no rompimento de cercos. Dessa forma, o inventor deveria sair de Paris de trem, com o balão desmontado, atingir um determinado ponto, montar o dirigível e romper um hipotético cerco inimigo sobre uma cidade especificada, em um tempo máximo dado.
Santos Dumont acreditava que, durante uma fase inicial, o emprego dos dirigíveis seria, fundamentalmente, de natureza militar. Em 1902, ele afirma que “ainda por algum tempo o dirigível terá seu melhor aproveitamento para operações bélicas, mas em seguida se desenvolverão aplicações mercantis”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os dirigíveis foram efetivamente utilizados, tendo sido abatidos trinta e dois desses aparelhos. Em 19 de outubro de 1917, uma esquadrilha composta de onze deles rumou para a Inglaterra com a missão de bombardear cidades. Cinco deles foram abatidos pelos ingleses, e os demais voltaram a seus hangares na Alemanha.
O pacto de rendição da Alemanha determinou a entrega de vários aparelhos à França, Inglaterra, Estados Unidos e Bélgica, e proibiu que a Alemanha fabricasse novos dirigíveis. A Primeira Guerra assinala a passagem de uma fase experimental e pioneira, para uma de uso militar sistemático de aeronaves. Depois da guerra, os dirigíveis vieram a ser utilizados em transporte de passageiros à longa distância.

Em 1903, Dumont regressou ao Brasil. Foi recebido com todas as honras.Era uma figura extremamente popular, mas sua estada no país foi breve e logo retornava à Europa, escrevendo então seu primeiro livro, DANS L'AIR, publicado na França e logo vertido para o inglês e publicado na Inglaterra.


Fontes: Cabangu e Vencendo o Azul

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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Datas Especiais

10 de julho:
107 anos da criação da Escola de Aviação Militar
Com o término da 1ª Guerra Mundial, e comprovado o uso do avião como máquina de guerra, o governo brasileiro estabeleceu as bases para o início do desenvolvimento de uma cultura aeronáutica ainda inexistente no seio da Força Terrestre. Assim, em 1919, dois momentos históricos marcaram o início da Aviação em nosso Exército: O Decreto nº 13.451, de 29 de janeiro, criando a Escola de Aviação Militar, e a sua inauguração oficial, no hoje lendário Campo dos Afonsos-RJ, ocorrida em 10 de julho do mesmo ano, com total respaldo do governo e entusiasmo da sociedade civil. A Escola de Aviação Militar foi a primeira Unidade da Aviação do Exército. Em suas instalações, e sob a influência técnica da Missão Militar Francesa de Aviação, chamada de “Pequena Missão”, ministrava-se instrução de pilotagem, de observação aérea e mecânica. O Comando da Escola ficou a cargo de um oficial brasileiro, o Tenente-Coronel Estanislau Vieira Pamplona, bem como as questões administrativas e disciplinares. As instruções de voo eram realizadas nos Afonsos, nos oito hangares da antiga Escola Brasileira de Aviação (EBA); as primeiras instalações do Comando e os alojamentos militares funcionavam na Vila de Marechal Hermes, até que o grande prédio da Companhia de Aviação ficasse pronto em 1922. Por ocasião da inauguração da Escola, o então Ministro da Guerra, General Alberto Cardoso de Aguiar, dirigiu-se ao Chefe do Estado-Maior do Exército nos seguintes termos: “A inauguração da Escola de Aviação Militar constitui para o Exército um acontecimento de tal importância, que merece especial relevo entre os fatos da nossa vida militar”.

Projeto aeronáutico nacional
A fundação da Escola de Aviação Militar foi um marco necessário para o estabelecimento de um projeto aeronáutico nacional de envergadura. A vinda da Europa ao Brasil de instrutores familiarizados com o “ato de voar e de se fazer voar”, acompanhados de material sobressalente, aviões, e doutrina aérea imprescindível para a Força Terrestre, foi necessária para garantir a defesa da nossa soberania à época, e na atualidade por meio da Aviação do Exército, responsável por dar continuidade a tão nobre trabalho. Cabe lembrar que, relacionado diretamente à Escola de Aviação Militar, ocorreu um outro fato importante: a inauguração dos três primeiros hangares de concreto armado do Brasil, construídos ao lado das antigas instalações da Escola Brasileira de Aviação (EBA) e que serviram para ampliar e complementar as primeiras necessidades de instrução de pilotos e manutenção de aeronaves. Assim sendo, os hangares Menezes, Gil e Santos Dumont são, atualmente, os mais antigos vestígios dos primórdios da aviação na Guarnição dos Afonsos.

Texto: Adaptado do original publicado em 2020 pelo Sargento Antônio Carlos Nascimento Barbosa, da equipe do Espaço Cultural da Aviação do Exército (Taubaté - SP), por ocasião dos 101 anos da criação da Escola de Aviação Militar,

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