Visualizações:

Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 27 de setembro de 2026

Especial de Domingo

Novamente, mais uma postagem selecionada do excelente A Maravilhosa Vida de Santos=Dumont, de Luiz Pagano.
Boa leitura.
Bom domingo!

Santos=Dumont Número 18 Hydroglisseur
Especulações sobre o Funcionamento
Com o Número 18 Santos=Dumont além de aprimorar a Demoiselle, participou dos esforços para tornar realidade os luxuosos barcos de alta velocidade, bem como inventou um revolucionário sistema hidráulico. Fato é que Santos=Dumont não se limitou apenas a melhorar a Demoiselle; ele transcendentalmente inovou, no entanto, o verdadeiro marco revolucionário foi alcançado por meio de um disruptivo sistema hidráulico, que não só desafiou as convenções da época, mas também pavimentou o caminho para um capítulo inédito na evolução da aviação e dos meios aquáticos - e tudo começou com uma aposta.

A Aposta Audaciosa
“Infatigável pesquisador de imaginação fecunda, o senhor Santos=Dumont parece mais um amador de proezas que de sucessos duráveis. (Saiba mais sobre esta aposta) Após ter contornado a Torre Eiffel com o seu primeiro balão dirigível. De executar sábias e preciosas manobras em Trouville com outro balão, agora ele lançou-se de corpo na aviação... Depois, sem abandonar um ou outro modo de locomoção aérea, eis que sonha em vencer o elemento liquido com o seu hidroplano...Durante um jantar, doravante histórico, entre esportistas da mais alta linhagem, os convivas acharam agradável assumir mutuamente desafios muito sérios e encorajadores. Em 24 de julho de 1906, o senhor Charron, talvez um pouco vitima do não menos histórico “calor comunicativo” do banquete que oferecia aos amigos, comprometeu-se da seguinte maneira:

1 – O senhor F. Charron apostou 10.000 francos contra 2.000 do senhor Bleriot que não seria possível fazer 100 km/h sobre a água com um aparelho qualquer antes de 1º de abril de 1908. Esta velocidade deverá ser atingida sobre um percurso de somente 1 km, mas nos dois sentidos, sendo a média dos dois experimentos que deverá ser considerada. Árbitro: o cavalheiro René de Knyff.

2 – O senhor F. Charron apostou 50.000 francos contra 5.000 de Santos=Dumont que este último não poderia fazer 100km/h sobre a água antes de 1º de abril de 1908. Modo de cronometragem como precedente.

3 – O senhor F. Charron e o Marques de Dion apostaram 5.000 francos contra os senhores Archdeacon e Santos=Dumont que eles não verão antes de 1º de fevereiro de 1908 um aeroplano voar a distância de 500m sem tocar a terra”.

René Doncières – “Les nouveaux Santos=Dumont”, La Nature, n. 1796 26 de outubro de 1906, p. 344

Santos=Dumont pilotando seu Número 18 - Hydro Glisseur. Seu sitema de direção hidráulica antecipou em mais de 10 anos a invenção de Francis Devis

O Santos=Dumont Nº18 Hydro glisseur não foi apenas um experimento isolado; foi um marco crucial que forneceu informações fundamentais para o desenvolvimento subsequente da Demoiselle e, por extensão, dos aviões modernos. Concebido para estudar as interações entre asas e água, o Nº18 inaugurou um capítulo significativo na história da aviação. Infelizmente, Dumont não ganhou a aposta. Especulações sobre Funcionamento e Pilotagem A análise do Nº18 levanta especulações fascinantes sobre seu funcionamento e pilotagem, dada a posição distante de Santos=Dumont em relação ao motor, surgem questões intrigantes sobre os controles e sistemas a bordo.

Nesta foto, o compressor parece estar na popa, protegido por uma cobertura (possivelmente de madeira)

A sugestão de controles hidráulicos para as barbatanas submersas é uma abordagem inovadora, proporcionando um meio eficiente de controlar a elevação da embarcação na água. 

Dispositivo Misterioso
Nessa foto vemos os dois volumes cobertos com lona, o motor Antoniette de 100hp e o objeto misterioso logo abaixo do motor

Santos=Dumont fez diferentes experimentos com o Hydroglisseur e ao observar as fotos e vídeos feitos na época, percebe-se um dispositivo misterioso, que muitas vezes fica coberto com uma lona, ou envolucro de madeira; algumas vezes embaixo do motor Antoniette de 16 cilindros e 100hp, que volta e meia também aparece coberto com uma lona de faixas laterias, outras vezes o tal dispositivo aparece na popa, logo atrás do selim de Dumont - o que será aquilo?

O dispositivo misterioso parece ser um compressor de ar com torres de saída, válvulas, cabos (e talvez um regulador centrífugo), provavelmente trata-se de um sistema hidráulico no qual pistões e atuadores movimentam e seguram as barbatanas em posição de mergulho e elevação, de forma que Dumont possa conduzir os experimentos de flutuabilidade.

Na ilustração dá para se ver que é uma especie de compressor de ar, que não parece ser utilizado para inflar as bananas flutuadoras, posto que estas são estruturadas, e nem para circular a água no radiador uma vez que observa-se um governador centrifugo, peça caracteristica das máquinas a vapor, com duas esferas que ficam girando em gentil harmonia, normalmente usado para equilibrar força em saída de gazes. O dispositivo misterioso deve ser uma sistema hidráulico, com uma bomba impulsionando gases para um cilindro que transmite pressão para êmbolos e atuadores, consistente com a função avançada para um controle de altitude na superfície da água.

Nesta foto do Le Pèlerin 1605 de 6 de outubro de 1907, vemos bem o que parecem ser pistões de ar que funcionam como atuadores na barbatana de popa

A manipulação das aletas (barbatanas) para ajustar a posição de subida ou descida, conforme o controle de Dumont, integra complexos componentes hidráulicos, revelando grande grau de sofisticação do projeto, talvez tenha sido um dos primeiros hidroplanadores que se elevam na água com hidrofólios para conseguir maires velocidades.

Ao ver os pistões e cilindros pode-se extrapolar o funcionamento do sistema de controle das barbatanas no Número 18 de Santos=Dumont, baseado em um engenhoso sistema hidráulico (pelas fotos pode bem ser um sistema de ‘cabo Bowden’, um mecanismo que utiliza um filamento de arame fino que se move no interior de um invólucro exterior flexível, tal qual o freio de bicicletas).

Mas vamos continuar com o sistema hidráulico, no qual um cilindro contendo fluido mantido sob pressão é central para o funcionamento, válvulas estrategicamente posicionadas desempenham um papel crucial ao regular o fluxo do fluido hidráulico. Quando Dumont deseja ajustar a posição das barbatanas, ele opera essas válvulas de maneira precisa, abrindo e fechando conforme necessário.

Ao ver os pistões e cilindros pode-se extrapolar o funcionamento do sistema de controle das barbatanas no Número 18 de Santos=Dumont, baseado em um engenhoso sistema hidráulico. Neste sistema, um cilindro contendo fluido mantido sob pressão é central para o funcionamento, válvulas estrategicamente posicionadas desempenham um papel crucial ao regular o fluxo do fluido hidráulico. 

No diagrama acima vemos como de seu assento Dumont poderia ter controlado os ailerons submersos, a fim de compreender e dominar as forças hidrodinâmicas, que são semelhantes à aerodinâmica:

1- Posição de Mergulho
Para posicionar a barbatana em posição de mergulho, Dumont habilmente manipulava as válvulas, abrindo e fechando de forma precisa de forma a controlar o fluxo do fluido hidráulico pelos cabos até os pistões antagonistas, gerando uma pressão direcionada. Isso resultava em uma movimentação coordenada das barbatanas para a posição desejada de mergulho.

2- Posição de Ascensão
Quando Dumont decidia elevar a posição da barbatana, invertia a posição das válvulas, de forma a direcionar o fluido hidráulico de maneira oposta pelos cabos até os pistões. Essa ação reversa cria uma pressão que impulsiona os pistões de maneira a levantar as barbatanas, permitindo que a aeronave retorne à superfície ou atinja uma posição ascendente desejada.

Mas afinal qual barbatana se movimentava? Barbatana dianteira ou traseira?
A proposta de utilizar um êmbolo para gerar pressão e controlar os hidrofólios (barbatanas) frontais é engenhosa, a integração de um sistema hidráulico impulsionaria um émbolo, que por sua vez levantaria a barbatana dianteira.

Assumindo um sistema de elevação da embarcação para movimentar a aleta frontal, os tubos simplificados pintados em vermelho demonstram as linhas de pressão controladas por Dumont para levantar e manter em posição as aletas dianteiras.

A observação das fotos é crucial para uma compreensão mais precisa. as barbatanas traseiras parecem apresentar um atuador de inclinação, isso sugere que essas seriam as partes móveis, influenciadas pelo sistema hidráulico proposto. Portanto, o movimento poderia estar centrado nas barbatanas traseiras, permitindo o ajuste da inclinação da embarcação na água por meio do émbolo impulsionado pelo sistema hidráulico.

Diferente da foto acima, aqui vemos um sistema de elevação da embarcação para movimentar a barbatana traseira, os tubos simplificados pintados em vermelho movimentam a barbatana traseira no sentido de mergulho, forçando a popa a abaixar e a proa a subir.

Os Maravilhosos Motores Antoniette
A relação peso x potencia desses motores foi o que proporcionou o primeiro voo do mais pesado que o ar em 1906. (Veja matéria) Em maio de 1906, Gastambide e Levavasseur fundaram a empresa Antoinette (nome da linda filha de Gastanbide) em Puteaux, localizada na 28, rue des Bas-Rogers, para a produção em série dos motores V8 e V16. Louis Blériot, em busca de um motor, contribuiu com fundos e foi nomeado vice-presidente da empresa.

A bela Antoniette Gastanbide, filha de um dos sócios, deu nome a esta fábrica de motores que tanto fez pela história da navegação aérea e aquática. Nos anúncios da empresa, o destaque é a excelente relação potência/peso desse motor, que pode ser carregado nos ombros sem muita dificuldade, o que possibilitou o primeiro voo mais pesado que o ar por Santos=Dumont.

Em apenas dois meses, na pequena fábrica de Puteaux, foi desenvolvido um V8 de 50 cv a 900 rpm. Desta vez, o motor funcionou corretamente, e vários exemplares foram construídos (cerca de uma dúzia). Santos=Dumont o utilizou com sucesso em seu primeiro voo em Bagatelle, em outubro e novembro de 1906, no número 17 e 18.

Praticamente todos os aviadores franceses adotaram esse motor impulsionados pelos sucessos de Dumont, o motor era surpreendetemente leve em relação a potencia que desempenhava - num anúncio da época, um homem aparece levando um bloco de motor de 16 cilindros nas costas, sem grande esforço.

Levavasseur lançou um novo V8 de 24 cv, pesando apenas 36 kg, e um V16 de 100 cv, pesando 150 kg. 

Controles do S=D Nº 18
Extrapolar como Dumont pilotava seu Hydroglisseur implica em assumir que o sistema hidráulico descrito acima foi de fato utilizado. uma vez que as assunções acima estejam corretas.

Santos=Dumont, ao pilotar seu Hydroglisseur Nº18, demonstrava maestria ao utilizar o complexo sistema hidráulico para controlar a elevação, direção e inclinação da embarcação na água, o piloto, posicionado à popa, dominava o volante semelhante aos automóveis da época, como os da Renault de 1907.

Iniciando a experiência aquática, Dumont acionava o motor por meio de um botão localizado à frente do volante. A manobra de engrenagem da hélice era habilmente realizada através de uma alavanca posicionada à sua esquerda. O aviador (agora capitão de embarcação) não apenas navegava sobre as águas, mas elevava-se a um novo patamar de controle ao explorar o sistema hidráulico.

Para dirigir a embarcação para a direita ou esquerda, Dumont ajustava a altitude na superfície da água, utilizando o volante conectado a um sistema que acionava embolos. Este sistema, análogo às asas de um avião, movimentava as barbatanas de bombordo e estibordo. Ao desejar virar para a direita, o piloto ajustava a barbatana da esquerda para elevação e a da direita para mergulho, proporcionando um controle refinado sobre a trajetória do Hydroglisseur, (possivelmente esse controle não foi tão eficiente, pois em algumas fotos Dumont aparece movimentando um leme de cauda).).

Assim, Santos=Dumont navegava não apenas sobre as águas, mas moldava seu percurso com precisão, explorando as nuances do sistema hidráulico inovador que ele mesmo introduzira.


É importante dizer que o teste dos aerofólios foi feito quando o Nº 18 foi puxado por uma lancha a alta velocidade.

Hidroplanadores e Hidrofólios
Nem é preciso dizer que Dumont não teve apenas 20 invenções, porque, considerando todas as soluções e conquistas concebidas, o número de criações facilmente ultrapassa o número de 300.

Acima a esquerda, desenho da primeira patente britânica concedida em 1869 a Emmanuel Denis Farcot, de seu hidroplanador com barbatanas laterais, a esquerda o teste do hidroplanador Fenaille no Rio Sena, no fim dos anos 1920, com hélice aérea 5m x 2,25 m. E abaixo o moderno w-Foil que atinge velocidade constante de 40 nós, com incrível consumo de combustível na faixa dos 7 a 10 galões de combustível por hora, podem manter o casco exclusivo de madeira de abeto cortados a laser acima do nível da superfície. A empresa planeja organizar corridas clássicas com as doze unidades que estão em produção.

Tanto o hidroplanador quanto o hidrofólio ja haviam sido patenteados na época de Dumont, no entanto ele fez os primeiros testes reais sobre as ideias existentes. A primeira evidência de um hidrofólio num navio aparece numa patente britânica concedida em 1869 a Emmanuel Denis Farcot, um parisiense, que “ao adaptar às laterais e ao fundo da embarcação uma série de planos inclinados ou peças em forma de cunha, que à medida que a embarcação avança terá o efeito de levantá-la na água e reduzir o arrasto”.

O inventor italiano Enrico Forlanini começou a trabalhar em hidrofólios em 1898 e usou um sistema de aletas em "escada". Forlanini obteve patentes na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos para suas ideias e projetos.

Com o Número 18, por exemplo, Dumont concebeu e testou dezenas de dispositivos e soluções, o hydroglisseur é, sem dúvida, um bom sustentador deste argumento; foi um verdadeiro pacote de invenções como o sistema hidráulico para movimentação e estabilidade das barbatanas, o hidrofólio como forma de evitar o arrasto da água e atingir maiores velocidades, o controle de direção com pistões hidráulicos, entre muitas outras soluções que infelizmente se perderam no tempo.

Após as contribuições de Dumont, outros pioneiros também incorporaram hidrofólios em suas embarcações, desempenhando um papel crucial na evolução desse meio de transporte.

Auguste Tellier fundo o 'Les Chantiers Tellier"em 1870 um estaleiro de barcos de luxo, de alta velocidade em la Rapée, París.

Desde o pioneirismo de Les Chantiers Tellier até as criações contemporâneas, como os modernos barcos de corrida a hidrofólios, hovercrafts que deslizam sobre um colchão de ar com hélices traseiras, os airboats que passam pelos rasos encharcados dos Everglades, a tecnologia evoluiu consideravelmente. 

A aplicação atual dos hidrofólios vai desde o transporte de passageiros até barcos de competição, destacando a versatilidade e eficiência dessa tecnologia ao longo dos anos.

Mas afinal, quem bateu o record de 100 km/h sobre a água?

A iniciativa de Santos=Dumont ao tentar bater o recorde de 100 km/h no rio Sena com o Hydroglisseur Nº18 estava notoriamente a frente de seu tempo, mesmo considerando sua genialidade e o incrível motor Antoinette de 100cv, o mais avançado e leve naquele período.

Don Aronow não só bateu o record de 100 k/h em 1967, como também criou a marca Magunum, ícone lendário no mercado de lanchas de luxo que atingem altas velocidades

A verdadeira realização do desafio de alcançar 100 km/h sobre a água só ocorreu em 1967, quando Don Aronow pilotou seu Maltese Magnum de 27 pés, com dois motores de popa MerCruisers de 255 HP, na Miami-Nassau Power Boat Race, que obteve a incrível velocidade de 58,4 nós (aproximadamente 108,15 km/h) com ondas de 2 a 3 metros de altura, conquistando assim o record.

É fascinante observar o sorriso raro de Santos=Dumont capturado ao lado de Edna Powers na foto do No 18. Este momento diz muito sobre a alegria singular que Dumont encontrou em sua invenção, que é meu invento favorito, um testemunho marcante de suas paixões.

Don Aronow era uma figura extraordinária, um mestre construtor de barcos por trás de marcas lendárias como Magnum, Cigarette e Donzi. O filme "Speed Kills" ao lado de John Travolta, destaca suas conquistas no mundo das lanchas de alta velocidade, embora romanceie alguns eventos para criar drama como a trágica morte de Aronow, que é apresentada no filme com exageros e alterações para aumentar o apelo.

Passava grande parte do seu tempo livre na marina onde tinha o seu barco de madeira de 40 pés com vela. Ele foi atraído pela agitação do dia: a Miami-Nassau Power Boat Race, uma corrida oceânica de 184 milhas náuticas realizada pela primeira vez em 1957, que vinha crescendo em popularidade e publicidade. Ricos aventureiros de todo o mundo viram aqui a sua oportunidade de provar a sua capacidade técnica e coragem (tal como na época de S=D).


O Número 18 é sem dúvida a minha invenção favorita de Santos=Dumont, em grande parte porque transmite a sensação dos incríveis barcos de luxo super-rápidos, bem como o seu design arrojado e único, que provavelmente inspirou George Lucas para conceber o Naboo N-1, pilotado por Anakin Skywalker no quarto filme da franquia, Star Wars Episódio I “Phantom Menace”.

Será?

O hidroplanador Santos=Dumont Nº18 permanece como um símbolo do engenho e ousadia de seu criador, inspirando não apenas a aviação, mas também contribuindo para a evolução dos hidroplanadores e embarcações anfíbias. À medida que exploramos as origens e especulações em torno do Nº 18, ganhamos uma apreciação mais profunda das inovações que moldaram o curso da história aeronáutica e naval.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Santos Dumont nº 18

Há 119 anos ocorreu a principal experiência com o deslizador aquático de Santos Dumont
Em 25 de setembro de 1907 foi realizada, na França, a principal experiência de Santos Dumont, no Rio Sena, com o seu deslizador aquático.
O “Santos Dumont nº 18” tinha um flutuador central e dois flutuadores laterais, todos três em forma de charuto e era equipado com um motor “Antoinette” de 100 cavalos vapor. É mais um aparelho do genial Santos Dumont, brasileiro que contribuiu não apenas para a aviação, mas também para a evolução dos hidroplanadores e embarcações anfíbias.


Ninja-Brasil: versão para a web

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Azul Conecta

Primeiro Cessna 408 SkyCourier da Azul
A Azul Conecta iniciou ontem, 22 de setembro, o traslado para o Brasil de seu primeiro Cessna 408 SkyCourier. Com matrícula PS-ENE, a aeronave partiu de Fort Worth, no Texas, nos Estados Unidos, para a jornada que a trará ao Brasil, onde será incorporada oficialmente à frota da companhia. O avião foi recebido pela Azul Conecta nas instalações da Textron Aviation, em Wichita, no Kansas, onde é fabricado. De lá, seguiu para Fort Worth, no Texas, onde passou pelo processo de pintura e recebeu a identidade visual da Azul. Na segunda-feira (21/9/2026), realizou seu voo de teste com pilotos da Azul no aeroporto de Fort Worth, última etapa antes do início do traslado internacional. O PS-ENE decolou de Fort Worth com destino a Fort Lauderdale, na Flórida, incluindo paradas para reabastecimento em Nova Orleans e Orlando. A partir de hoje, quarta-feira (23), terá início a etapa de traslado rumo ao Brasil, com paradas técnicas programadas em países do Caribe e da América do Sul. A primeira parada em território brasileiro será em Boa Vista (RR). Posteriormente, a aeronave seguirá para Confins (MG), onde passará pelos procedimentos de nacionalização e registro junto aos órgãos competentes.
“Estamos muito felizes em ver o primeiro SkyCourier da Azul Conecta pronto para iniciar sua jornada até o Brasil. A chegada dessa aeronave representa um momento importante para a companhia, que passa a contar com um novo modelo e amplia suas possibilidades de atuação na aviação regional e em operações dedicadas”, afirma Vitor Silva, diretor da Azul Conecta. Com configuração para 19 passageiros, o Cessna SkyCourier é um turboélice bimotor desenvolvido pela Textron Aviation para o transporte regional. O modelo é equipado com dois motores Pratt & Whitney PT6A-65SC e conta com uma cabine projetada para facilitar o embarque e oferecer espaço para passageiros e bagagens. A aeronave pode atingir velocidade de cruzeiro de até 389 km/h e alcance de até 1.704 quilômetros, segundo dados da fabricante. A incorporação do SkyCourier amplia a frota da Azul Conecta para além dos modelos Cessna Grand Caravan e Pilatus PC-12, que atualmente formam a base de sua operação. O novo avião também permitirá à companhia atender a operações que demandem maior número de passageiros, além de fretamentos, voos dedicados e outros serviços especializados.
“O SkyCourier acrescenta uma nova possibilidade à operação da Azul Conecta, possibilitando, inclusive, um novo modelo de negócios. É uma aeronave que nos permite atender a diferentes necessidades do mercado e, ao mesmo tempo, complementa a nossa frota atual. Estamos acompanhando cada etapa dessa chegada e esperamos em breve colocar o avião em operação no Brasil”, afirma Abhi Shah, presidente da Azul. Anunciada pela Azul Conecta em junho, a incorporação do SkyCourier prevê inicialmente duas aeronaves do modelo, ambas configuradas para 19 passageiros. A chegada do avião faz parte do movimento de expansão da subsidiária, que também atua em fretamentos e serviços técnicos, como manutenção de aeronaves, além da operação regular de passageiros.
Criada para fortalecer a aviação regional brasileira, a Azul Conecta opera atualmente em 44 destinos e é a maior operadora da América Latina em número de aeronaves Cessna Grand Caravan. A empresa ainda é referência nacional em treinamento para aeronaves da família Cessna Caravan, contando com simuladores próprios para formação e capacitação de pilotos. Com a chegada do SkyCourier, a companhia passa a contar com uma nova opção de aeronave para ampliar sua atuação em diferentes mercados. O PS-ENE é o primeiro SkyCourier da Azul Conecta e também o primeiro avião bimotor da história da subsidiária. Após a conclusão dos processos de nacionalização e registro, no aeroporto de Confins, a aeronave será preparada para iniciar suas operações no Brasil.

Fonte: Murilo Basseto/AEROIN com informações da Azul Linhas Aéreas

Ninja-Brasil: versão para a web

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Eduardo Gomes

130 anos do nascimento do patrono da FAB, Marechal Eduardo Gomes (20/set) 
Reviver a história do Marechal do Ar Eduardo Gomes, Patrono da Força Aérea Brasileira (FAB), é uma oportunidade ímpar de cultivar os mais relevantes valores de uma sociedade por meio do sentimento patriótico e da cidadania sempre presentes em seus atos. Nascido em 20 de setembro de 1896, na cidade de Petrópolis (RJ). Foi aviador, militar e político brasileiro, além de Ministro da Aeronáutica nos governos de Café Filho, Carlos Luz e Castelo Branco. Em 1916, ainda com 19 anos, ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro (RJ), tendo se formado dois anos depois como Aspirante a Oficial do Exército na Arma de Artilharia. Desde essa época, já buscava envolvimento com a Aviação. 

Ainda no Exército
A primeira turma de observadores aéreos do Exército Brasileiro (EB) formou-se em 1921 e teve como observador “01” o Tenente de Artilharia Eduardo Gomes, que mais tarde foi incorporado à Força Aérea Brasileira. Ao longo dos anos, a experiência dos observadores aéreos do Exército evoluiu, mas foi com o surgimento da Segunda Guerra Mundial e com a criação da FAB, que ocorreu o mais importante capítulo dessa especialidade militar que tanto auxiliou no combate ao inimigo, garantindo a segurança dos aliados e a vitória.

Correio Aéreo
Em maio de 1931, cerca de dez anos antes da criação do Ministério da Aeronáutica, o então Major Eduardo Gomes comandou o Grupo Misto de Aviação, criado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ). Os Tenentes Casimiro Montenegro Filho e Nelson Freire Lavenère-Wanderley, da Aviação Militar, decolaram para uma viagem histórica. A bordo de um avião Curtiss Fledgling, de matrícula K-263, levaram a primeira mala postal do Correio Aéreo Militar (CAM), mais tarde denominado Correio Aéreo Nacional (CAN), importante ferramenta de integração até os dias de hoje. O Marechal do Ar Eduardo Gomes morreu em 13 de junho de 1981. Seu trabalho pioneiro como impulsionador do CAN foi reconhecido nacionalmente no dia 12 de dezembro de 1972, quando foi proclamado Patrono do Correio Aéreo Nacional pelo Congresso Nacional. Em 1984, recebeu o título de Patrono da Força Aérea Brasileira. 

Fonte: FAB

Ninja-Brasil: versão para a web

domingo, 20 de setembro de 2026

Especial de Domingo

Com texto de Arnaldo Chieus, selecionado do Núcleo de Documentação Luiz Ernesto Kawall (Doc-LEK), brindamos ao ubatubense Gastão Galhardo Madeira, Pioneiro da Aviação. 
Boa leitura.
Bom domingo!

Gastão Madeira: o homem que pensou antes de voar
Arnaldo Chieus, setembro de 2026

Há personagens que pertencem à História e há outros que, embora tenham participado dela de maneira decisiva, acabam esquecidos pelas gerações seguintes. Gastão Galhardo Madeira pertence a esse segundo grupo. Natural de Ubatuba, nascido em 1869, foi advogado, inventor, pesquisador e desenvolveu, ainda no final do século XIX, estudos relacionados à dirigibilidade dos balões e aos princípios que, posteriormente, seriam fundamentais para o desenvolvimento da aeronáutica.

E justamente essa trajetória, marcada pela ousadia intelectual e pela capacidade de antecipar problemas que somente mais tarde seriam solucionados, que Cesar Rodrigues procura resgatar no livro “Voando Além do Tempo: o pensar de Gastão Madeira”.


Publicado pelo Instituto Salerno-Chieus, a obra constitui importante contribuição para a recuperação da memória cientifica e cultural de Ubatuba e, ao mesmo tempo, para uma compreensão mais ampla da participação brasileira na história da aviação. O compêndio surgiu de um trabalho de pesquisa voltado para reunir, preservar e divulgar os estudos e as ideias de Gastão Madeira, cuja importância permanecia pouco conhecida, até mesmo em sua cidade natal.

O grande mérito de Cesar Rodrigues está justamente em não tratar Gastão Madeira apenas como uma personagem biográfica. O autor procura recuperar o pensamento do inventor, suas inquietações, observações e hipóteses sobre o voo. Daí a importância do subtítulo: “o pensar de Gastão Madeira”. Mais do que narrar uma vida, o livro procura apresentar uma inteligência em movimento.

Gastão Madeira partiu de uma observação aparentemente simples: o voo dos pássaros. A natureza transformou-se, para ele, em laboratório. A observação do comportamento das aves levou-o a formular ideias sobre o voo e, particularmente, sobre a dirigibilidade dos aeróstatos. Segundo Rodrigues, já no início da década de 1890, Gastão Madeira trabalhava com a possibilidade de tornar dirigíveis os balões, numa época e que a aeronáutica ainda dava seus primeiros passos.

Essa característica confere à trajetória de Gastão Madeira uma dimensão que ultrapassa a história local. Seu pensamento insere-se naquele momento de transição em que o homem procurava vencer uma das mais antigas limitações da humanidade: a impossibilidade de dominar o voo.

Nesse sentido, o título “Voando além do tempo” é particularmente feliz. Gastão Madeira parece estar permanentemente projetando para além de sua época. Suas perguntas pertenciam ao presente, mas suas possíveis respostas apontavam para o futuro. A distância entre o seu pensamento e os recursos tecnológicos disponíveis naquele momento ajuda a explicar tanto a originalidade de suas propostas, quanto o relativo esquecimento posterior de sua contribuição.

Um dos aspectos mais interessantes recuperados pelo pesquisador aeronáutico é a relação entre as ideias de Gastão Madeira e o desenvolvimento posterior da aeronáutica. O deslocamento do centro de gravidade como recurso para a dirigibilidade dos balões, proposto pelo inventor ainda em 1890, é apresentado como uma ideia que, posteriormente, encontraria aplicações nos experimentos de Alberto Santos-Dumont.

É nesse ponto que o livro ganha relevância histórica. A história da aviação brasileira costuma concentrar-se, naturalmente, na figura de Santos-Dumont. Sem diminuir a importância do grande aviador brasileiro, a pesquisa de Cesar Rodrigues contribui para ampliar esse panorama, mostrando que a construção do conhecimento aeronáutico foi resultado de uma sucessão de experiências, estudos, hipóteses e inventos. Gastão Madeira aparece, assim, como parte de uma pré-história intelectual da aviação brasileira.

Outro aspecto digno de atenção é a preocupação de Gastão Madeira com a segurança do voo. Entre suas ideias encontra-se o chamado Aviplano, concebido para que uma aeronave pudesse realizar uma descida lenta, em caso de pane do motor. Rodrigues também destaca os estabilizadores automáticos, que podem ser vistos como uma antecipação conceitual de mecanismos posteriormente relacionados ao controle automático das aeronaves.

Essa dimensão revela um inventor preocupado não apenas com a possibilidade de voar, mas com as condições necessárias para tornar o voo mais seguro. Há, portanto, que imaginar o voo significa antever seus riscos e maneira de controlá-los.

O livro possui, ainda, uma importância documental. A obra procura valorizar, resgatar, reunir e registrar as ações e estudos de Gastão Madeira relacionados à navegação aérea desde 1890, incluindo seus estudos sobre dirigibilidade dos aeróstatos.

Esse caráter documental transforma a obra em fonte relevante para pesquisadores da história da aviação, da ciência e da tecnologia no Brasil. Mas sua importância não se restringe ao campo especializado. O livro também funciona como instrumento de preservação da memória regional. Nesse aspecto, Ubatuba ocupa lugar central. Resgatar Gastão Madeira significa reconhecer que a história de uma cidade não é constituída apenas por acontecimentos políticos ou econômicos, mas também por homens e mulheres que, em diferentes épocas, projetaram o nome do município, para além de suas fronteiras. A própria prefeitura de Ubatuba reconheceu essa dimensão ao promover, em 2019, as comemorações dos 150 anos do nascimento do inventor e ao destacar a necessidade de recuperar sua memória para as novas gerações.

Há, portanto, uma dupla viagem em “Voando além do tempo”: a primeira é a viagem de Gastão Madeira em direção ao céu; a segunda é a viagem de Cesar Rodrigues em direção ao passado, em busca do resgate cultural das ideias e ideais do inventor. E justamente nessa segunda viagem que reside uma das maiores virtudes da obra. O pesquisador não se limita a olhar para o inventor com os olhos do presente. Procura compreender suas experiências dentro das condições intelectuais de seu tempo. O resultado é o retrato de um homem movido pela curiosidade, pela observação e pela convicção de que os limites, aparentemente intransponíveis, poderiam ser vencidos pelo conhecimento. 

A obra também pode ser compreendida como uma reflexão sobre o esquecimento histórico. Por que determinados inventores entram para a memória coletiva, enquanto outros permanecem nas margens? A pergunta é inevitável, quando se conhece a trajetória de Gastão Madeira. Seu nome aparece associado à história da aeronáutica brasileira e chegou a figurar, em 1927, numa placa comemorativa da travessia do Atlântico pelo hidroavião Jahú, ao lado de nomes como Bartolomeu de Gusmão, Santos-Dumont e Edu Chaves. O autor procura, portanto, corrigir uma espécie de silêncio da memória.

Mais do que uma biografia de um inventor, “Voando Além do Tempo: o pensar de Gastão Madeira” é uma obra de resgate histórico e cultural. Seu valor está em recolocar em circulação ideias que poderiam permanecer esquecidas e, sobretudo, em mostrar que a história da aviação brasileira possui personagens ainda insuficientemente conhecidos.

A obra leva também a uma reflexão entre ciência, imaginações e o território. Gastão Madeira nasceu em Ubatuba, litoral norte paulista, observou a natureza ao seu redor e, a partir dela, imaginou soluções para um dos grandes sonhos humanos. Seu pensamento nasceu em Ubatuba, mas sua ambição era universal: compreender o voo e contribuir para que o homem pudesse dominar os céus.

Por isso, Gastão Madeira pode ser visto como um pensador de fronteira: situado entre o século XIX e o século XX, entre a observações da natureza e a experiência científica, entre o sonho de voar e a tecnologia de realizar esse sonho. Cesar Rodrigues presta-lhe, assim, uma homenagem que ultrapassa a simples recuperação biográfica. Ao trazer novamente à luz seus estudos, o autor devolve a Gastão Madeira um lugar na história da ciência e da aviação brasileira.

Em última análise, “Voando Além do Tempo” é um livro sobre a capacidade humana de imaginar o futuro, antes que o futuro exista. Gastão Madeira pensou o voo quando voar ainda era uma aventura incerta. O autor recupera esse pensamento, quando muitas das ideias aeronáuticas já fazem parte do cotidiano. Entre esses dois tempos estabelece-se a verdadeira força do livro. Gastão Madeira voou com suas ideias, antes de voar com qualquer máquina. E recuperar essas ideias faz com que elas continuem voando.

Saiba mais: Biblioteca Ninja

Ninja-Brasil: versão para a web

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Sete Milhões

Blog do NINJA atinge sete milhões de visualizações
Para divulgar as ações do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), conquistar voluntários e viabilizar atividades a distância foi criado, em 17 de abril de 2010, o Blog do NINJA, que ontem, 17/9/2026, atingiu sete milhões de visualizações. Nossos leitores, além de conferir publicações sobre aviação, passaram a conhecer as estratégias e objetivos do NINJA e descobriram que podem enriquecer o projeto com novas ideias, colaborando para levar a cultura aeronáutica para mais crianças e jovens. Vamos em frente, rumo ao oitavo milhão!


Ninja-Brasil: versão para a web

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

EMCA

Inscrições abertas para curso gratuito de manutenção de aeronaves em Taubaté
Formação dura dois anos e prepara profissionais para atuar na manutenção de aeronaves e para os exames da ANAC

Começaram na última segunda-feira (14/9/2026) e irão até 6/11/26 as inscrições para o curso gratuito de Técnico em Manutenção de Aeronaves da Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas Eng. João Ortiz (EMCA), em Taubaté, no interior de São Paulo. Ao todo, são 105 vagas para o processo seletivo de 2027. A formação tem duração de dois anos e prepara os estudantes para atuar na manutenção de aeronaves e para os exames da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Veja como participar
Curso: Técnico em Manutenção de Aeronaves
Vagas: 105
Inscrições: de 14 de setembro a 6 de novembro
Onde se inscrever: secretaria da EMCA
Endereço: Rua Tomé Portes del Rei, 507, Vila São José, Taubaté-SP
Horário: de segunda a sexta-feira, em dias úteis, das 15h às 20h
Curso: gratuito
Duração: dois anos
Prova: 29 de novembro

Quem pode se inscrever?
Podem participar do processo seletivo candidatos que: tenham concluído o ensino médio; ou estejam cursando o 3º ano do ensino médio, com conclusão prevista para 2026.

Para concorrer a uma vaga no Módulo Especializado, é necessário ter concluído o Módulo Básico. 

Quantas vagas há em cada período?
As vagas estão divididas entre os períodos da tarde e da noite:

Período vespertino
40 vagas
Exclusivamente para ingresso no Módulo Básico
Aulas das 15h às 18h50

Período noturno
65 vagas
62 vagas para o Módulo Básico
3 vagas para o Módulo Especializado
Três opções de habilitação no Módulo Especializado
Aulas das 19h às 22h50

Como será a prova?
A seleção será feita por meio de uma prova objetiva com 60 questões.
Serão cobrados conteúdos de: Matemática Física Inglês Português.
A prova está marcada para 29 de novembro.
O edital também informa a documentação necessária para a inscrição, o conteúdo que será cobrado na avaliação e a bibliografia indicada para os candidatos.

O que faz um técnico em manutenção de aeronaves?
O profissional trabalha nos bastidores da aviação, realizando atividades relacionadas à manutenção e à segurança das aeronaves. A formação da EMCA prepara os alunos para atuar em empresas de manutenção aeronáutica e também para os exames da ANAC, necessários para a obtenção da licença para exercer a profissão. A escola é homologada pela ANAC. Segundo o coordenador dos cursos de Engenharia, Leandro Maia Nogueira, a forte presença do setor aeronáutico no Vale do Paraíba tem aumentado a procura por profissionais qualificados na área.

“O Vale do Paraíba concentra mais de 100 empresas do setor aeronáutico, como Embraer e Boeing, e cerca de 14 mil empregos diretos. Existe hoje uma demanda grande por profissionais qualificados na área.”

Onde consultar o edital?
O edital completo do processo seletivo está disponível no site da Prefeitura de Taubaté. O documento reúne todas as informações sobre inscrição, documentação, prova, conteúdo programático, bibliografia, divulgação dos resultados e matrícula.

Fonte: g1 Vale do Paraíba e região

Ninja-Brasil: versão para a web