No dia 26 de outubro de 1968, em cerimônia oficial, no Centro Técnico de Aeronáutica, com a presença do Ministro da Aeronáutica, vários Ministros de Estado, de autoridades civis e militares e cerca de 15 mil pessoas, que afluíram ao Aeroporto de São José dos Campos (SP), foi realizado o voo oficial da aeronave Bandeirante.
Uma exclamação geral elevou-se aos ares, ao serem abertas as portas do hangar X-10 para a saída e apresentação oficial da aeronave, exultando, os presentes, com o avião sendo apresentado sob vários ângulos, em suas voltas pelo pátio do hangar.
O Major Mariotto e o Eng. Michel partem da cabeceira da pista para a realização da primeira decolagem e do primeiro voo oficial do Bandeirante, numa inesquecível demonstração ao País da existência de condições, capacidade e competência na consolidação e progresso da indústria aeronáutica brasileira, efeito do estudo e trabalho de uma equipe de civis e militares irmanados no mesmo ideal de dar asas brasileiras ao Brasil, e o sonho sendo concretizado 20 anos após o início dos trabalhos de construção do CTA.
Com o sucesso do projeto do avião Bandeirante desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento (IPD), foi necessária a implantação de uma empresa para fabricá-lo em série. Desta forma, foi criada a EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica.
Em consequência, o avião Bandeirante foi um fenomenal sucesso de vendas e operação de transporte regional de passageiros e cargas nos cinco continentes. E como resultado do êxito do produto Bandeirante, a Embraer evoluiu tornando-se a terceira maior fabricante de aviões do mundo.
Em dia de eleição para Presidente da República, o NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação - seleciona publicações que destacam uma das magníficas conquistas brasileiras. Vale como reflexão sobre o passado, o presente e o futuro de nossa grande nação.
Boa leitura.
Bom domingo!
Boa eleição!
Com o Brasil a bordo, o Bandeirante decola para o futuro
O projeto e a visão estratégica de investir na pesquisa, na formação de mão-de-obra e na indústria nacional aeronáutica mostraram os primeiros frutos ao país.
Alguns chamam a década de anos rebeldes. Outros, lembram do tempo em que o Brasil sagrou-se bicampeão mundial no Chile. Há, ainda, quem se lembre de que, naquela época, a capital do Brasil foi transferida do Rio de Janeiro para Brasília, que o homem chegou à Lua e que os Beatles lançaram seu primeiro disco – “Please,Please, Me”. De fato, os Anos 60 mostraram que a visão estratégica das gerações que “fundaram” anos antes o Ministério da Aeronáutica no Brasil, realmente, estavam certos. “Em 1968, para o espanto de todos, o primeiro avião brasileiro, o Bandeirante, levantava voo”, lembra Ozires Silva, engenheiro aeronáutico e oficial da Força Aérea que liderou a equipe que projetou e construiu o Bandeirante. Na época, participou da implantação da indústria aeronáutica no país, com a fundação da Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER). Nos anos 90, a empresa foi privatizada pelo governo federal.
O Bandeirante é um bimotor de transporte de passageiros e de carga. A primeira aeronave decolou às 7h07 do aeroporto do Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) para um voo de aproximadamente 50 minutos, sob o comando do Major-Aviador José Mariotto Ferreira e do engenheiro de voo Michel Cury. “É como se fosse ontem. Eu estava lá na cabeceira de terra, na pista do CTA, ele se posicionou lá embaixo, um pouco longe da gente, aí quando acelerou levantou aquele poeirão, e veio roncando deixando poeira pra trás. Quando passou por nós já estava naquela altura e ficou todo mundo arrepiado de ver”.
O PROJETO NO DCTA
A aeronave surgiu a partir do projeto IPD-6504, uma referência ao ano (1965), número do projeto (04) e ao Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IPD) do CTA, local da origem, desde os primeiros rascunhos, passando pela geração de milhares de desenhos, testes de equipamentos, até a construção do protótipo da aeronave que daria origem ao futuro EMB 110 Bandeirante, revolucionando a indústria aeronáutica brasileira. Para a construção do primeiro protótipo do IPD-6504 foram necessários três anos e quatro meses, num total de 110 mil horas de trabalho, que contou com cerca de 300 pessoas lideradas pelo engenheiro aeronáutico e, à época, Major Ozires Silva. Hoje, o primeiro protótipo está exposto no Museu da Aeronáutica (MUSAL), no Rio de Janeiro. O projeto se tornou realidade quando a Força Aérea fez uma encomenda de quase 100 aviões. No dia 27 de outubro de 1968, o IPD-6504 decolou novamente, com a mesma tripulação à bordo, para o primeiro voo oficial, com a presença de autoridades e imprensa. Era o início de uma história de sucesso que começou a ser escrita pelo governo brasileiro e que permitiu transformar ciência e tecnologia em engenharia e capacidade industrial, hoje reconhecida em todos os continentes nos quais voam os aviões fabricados pela EMBRAER. Em seu livro “A Decolagem de um Sonho: a História da Criação da EMBRAER”, Ozires Silva afirmou: “Parecia uma sina. Os empreendimentos nasciam por força do constante ideal de criar, construir e crescer; viviam em condições difíceis, procurando progredir fabricando produtos sabidamente complexos, sobretudo em países como o Brasil; e acabavam por falhar e morrer antes de conseguir conquistar uma cadência de produção e de vendas que auto-sustentasse os custos ligados à atividade industrial. Em resumo, parecia ser mais fácil conceber um novo avião, fazer voar um protótipo, que lançar uma produção seriada em condições de se manter ao longo do tempo e permanecer ancorada em um mercado de compradores razoavelmente contínuo”. Na transição de um país agrário para uma época de inovações, Ozires lembra que na FAB existia um espírito empreendedor com ideais que iam além do horizonte. Com o surgimento do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), muitas empresas surgiram e a FAB estimulava o desenvolvimento dessas indústrias. Logo quando tinha se formado no ITA, Ozires foi convidado pelo Brigadeiro Casimiro Montenegro Filho para trabalhar no CTA.
POSICIONAMENTO
“Não podíamos fazer aviões como os americanos ou os franceses. Tínhamos que produzir algo que não fosse competir com algum produto já dominado pelo mercado. Tínhamos de inovar. Abrir horizontes”, afirmou. “Aviões grandes estavam ocupando todos os espaços e as pequenas cidades passaram a ficar sem transporte aéreo.” Estava ali a oportunidade que faltava: fabricar aviões para as cidades periféricas. “Nós brincávamos muito dizendo que não conseguiríamos nunca ser cabeça do leão, mas não queríamos também ser o rabo do leão.” Nessa época, três graves acidentes aéreos mobilizaram a opinião pública para a questão do transporte aéreo e, em meio ao debate, descobriu-se que de 1958 a 1965 o número de cidades atendidas pelo transporte aéreo havia caído cerca de 90%. As pequenas e médias cidades não tinham infraestrutura que suportasse o trânsito de aeronaves de grande porte, predominante já na época. Por isso, o nome Bandeirante do novo avião não poderia ser mais apropriado. A ideia de suprir e abrir oportunidades de crescimento interno, mas também da luta pela produção e comercialização internacional marcaram o pioneirismo na indústria aeronáutica brasileira nesse período, além de marcar o início de um desenvolvimento tecnológico promissor. A iniciativa do Bandeirante também contou com a ajuda de um projetista francês, Max Hoste, que havia saído da França e era conhecido por um traço muito simples em seus aviões, notabilizando-se pelo pequeno Broussard. Sua assinatura ficou no protótipo com painéis retos das janelas da cabine de comando e as janelas redondas para os passageiros, dentre outros detalhes. Com todos os retoques que já são conhecidos, surgia, então, o Bandeirante: um bimotor turboélice, de asa baixa e destinado a cumprir na Força Aérea diversas missões, com operacionalidade nas áreas militar e civil.
MERCADO
Uma vez concluídos os protótipos, surgia um novo desafio: a produção seriada e a comercialização. Nessa fase, a figura brilhante de um dos pioneiros diplomados pelo ITA em 1953, o Brigadeiro-do-Ar Paulo Victor da Silva, na época diretor-geral do CTA, conseguiu consolidar as providências para a criação da EMBRAER, que vendeu mais de quinhentos aviões Bandeirantes em todo o mundo, abrindo o mercado norte-americano para os produtos aeronáuticos brasileiros. A fundação da EMBRAER também não podia fugir aos moldes de inovação, pioneirismo e ousadia. O Major Ozires, na época, por acaso, havia sido escolhido para recepcionar o Presidente da República, Costa e Silva, que por motivos meteorológicos, sua rota havia mudado de Guaratinguetá para São José dos Campos. “Foi a minha oportunidade. Falei para o Presidente da minha ideia de criação de uma indústria que produzisse aviões....e ele gostou!”, conta, rindo de sua ousadia histórica. “Acho que Deus pôs um nevoeiro lá pra dar uma mãozinha pra nós. Eu disse meu Deus do céu, manda o homem depressa pra cá. O avião estacionou no nosso hangar, mostramos o protótipo, contamos a história, projetamos uma EMBRAER de hoje fabricando avião pro mundo inteiro, de tudo quanto é tipo... e o presidente foi se entusiasmando. E quando ele foi embora pra Guaratinguetá, ele nos falou: ‘Vamos fazer’”. No dia 19 de agosto de 1969, o então Presidente da República, Arthur da Costa e Silva, assinou o decreto nº 770 que criou a EMBRAER, destinada à fabricação seriada do Bandeirante. No mesmo ano, o Ministério da Aeronáutica firmou contrato com a recém-criada Empresa Brasileira de Aeronáutica para a produção de 80 aviões, com início no ano seguinte. Em 1972, a Embraer realizou o primeiro voo do Bandeirante de série. Nos anos seguintes, a Força Aérea do Uruguai tornou-se o primeiro cliente da aeronave no exterior. Foi o início de uma história de sucesso conhecida até hoje. A EMBRAER fechou diversos contratos de exportação, dentre eles com a francesa Air Littoral. Na década de 70, começaram as primeiras vendas da aeronave para o mercado de transporte comercial de passageiros às empresas aéreas Transbrasil e VASP.
BALANÇO
Após 20 anos de produção seriada ininterrupta e 498 unidades produzidas e entregues, em 16 versões diferentes, a fabricação do Bandeirante foi encerrada. Ainda hoje, estão em operação mais de 300 unidades do primeiro avião brasileiro, desbravador dos céus e que levou o nome da EMBRAER e da Força Aérea às mais remotas regiões. A infraestutura do Bandeirante possibilitou que as regiões Centro-Oeste e Amazônica fossem desbravadas. Esse ambiente de excelência profissional, brotado inicialmente a partir do ITA e do CTA, transformou a cidade de São José dos Campos (SP) e a região do Vale do Paraíba em polo privilegiado para o florescimento das chamadas tecnologias de ponta. Hoje, inúmeras indústrias estão sediadas nessa localidade, ligadas à aviação. Na trajetória inaugurada pelo Bandeirante seguiram diversos produtos de sucesso, consolidando a EMBRAER como uma das maiores indústrias aeronáuticas do mundo.
Fontes:
Livro: A Decolagem de um Sonho: a História da Criação da EMBRAER, Ozires Silva
Aerovisão: Adriana Alvares, tenente-jornalista da FAB / edição especial (janeiro/2011)
Ao concluir as publicações de mais uma Semana da Asa - idealizada pelo aviador Godofredo Vidal e viabilizada, em 1935, pela Comissão de Turismo Aéreo do Touring Club do Brasil - destacamos a boa nova da Embraer, empresa brasileira que também simboliza a vocação de nosso país pela aviação.
Carteira de pedidos da Embraer alcança US$35,7 bilhões no 3T26, marcando novo recorde histórico
Avião Bandeirante, o primeiro desenvolvido e fabricado pela Embraer, em São José dos Campos (SP)
A Embraer , uma das líderes globais da indústria aeroespacial, registrou carteira de pedidos de US$35,7 bilhões no terceiro trimestre (3T26) – um aumento de 3% em relação ao recorde histórico registrado no trimestre anterior, e de 14% na comparação anual.
A Aviação Comercial registrou carteira de pedidos de US$15,8 bilhões no 3T26, com crescimento de 5% em relação ao 2T26 e 4% no comparativo com o 3T25.
O terceiro trimestre foi marcado por forte atividade comercial, com 36 pedidos firmes e 30 direitos ou opções de compra para a família E2. No período, o Grupo Abra realizou um pedido firme de 20 aeronaves E195-E2, além de 10 opções e 15 direitos de compra – elevando o potencial total da encomenda para até 45 aeronaves.
A Binter encomendou 5 aeronaves E195-E2 adicionais e assegurou 4 novos direitos de compra. A Luxair converteu 3 direitos de compra de E190-E2 em pedidos firmes e assegurou 1 direito de compra adicional – elevando o total de sua carteira de pedidos para 9 aeronaves. A ANA Holdings encomendou 8 aeronaves E190-E2 adicionais, ampliando o acordo anunciado em 2025 e elevando o total de pedidos firmes para 23 aeronaves.
No acumulado do ano, a Embraer recebeu 72 pedidos firmes para os jatos da família E2 – contribuindo para um índice de vendas por receita de 1,2x na Aviação Comercial nos últimos 12 meses.
A Aviação Executiva registrou carteira de pedidos recorde de US$8,2 bilhões, 5% acima do 2T26 e 12% maior na comparação anual. Durante o 3T26, a Embraer lançou o Phenom 300EV – mais recente evolução do jato leve mais entregue do mundo por 14 anos consecutivos. O modelo incorpora novas tecnologias desenvolvidas para aprimorar a segurança operacional, incluindo o Garmin Emergency Autoland, que permite pousos automatizados em situações de emergência.
Ao receber a tripla certificação de ANAC, FAA e EASA, este se tornou o primeiro jato leve certificado com a tecnologia. Ainda no período, foi entregue o primeiro Praetor 600E à Flexjet. A nova geração da aeronave, assim como o Praetor 500E no segmento de jatos médios, também recebeu tripla certificação. A Aviação Executiva encerrou o trimestre com índice de vendas por receita de 1,4x nos últimos 12 meses.
Na unidade de Defesa & Segurança, a carteira de pedidos atingiu US$6,1 bilhões no 3T26, ligeiramente superior em relação ao trimestre anterior e 56% maior na comparação anual. O principal destaque do período foi a assinatura do contrato para a aquisição de 2 KC-390 Millennium pela Força Aeroespacial Colombiana (FAC). O pedido amplia os mercados da aeronave na América Latina e reforça sua crescente presença internacional.
Atualmente, Defesa & Segurança tem 43 pedidos firmes para as aeronaves de transporte militar KC‑390 Millennium e 25 pedidos firmes para a aeronave de ataque leve A‑29 Super Tucano – resultando em um índice de vendas por receita de 2,9x nos últimos 12 meses.
Em Serviços & Suporte, a carteira de pedidos alcançou o nível recorde de US$5,6 bilhões, com crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior e 14% na comparação anual.
Durante o trimestre, foram anunciados novos contratos de longo prazo, incluindo os dedicados às frotas de 19 aeronaves E190 da Portugália e 40 aeronaves E190 da Alliance Airlines.
A Embraer também prorrogou a vigência do contrato do Programa Pool para a frota de 9 aeronaves ERJ 145 da Western Air. Em relação à Aviação Executiva, a divisão assinou 69 contratos do Executive Care, totalizando aproximadamente US$53 milhões.
No segmento de Defesa & Segurança, foi assinado novo contrato de suporte logístico e serviços para a frota de KC-390 Millennium da Força Aeroespacial Colombiana (FAC), renovado o contrato de Suporte Logístico Integrado (ILS) para a frota de A-29 Super Tucano da Força Aérea do Chile (FACH) e ampliado o escopo do contrato de meios de treinamento para a Suécia.
Serviços & Suporte encerrou o trimestre com índice de vendas por receita de 1,3x nos últimos 12 meses.
Mais detalhes sobre a carteira de pedidos, assim como as entregas de aeronaves feitas no 3T26, podem ser consultados aqui.
Sobre a Embraer
A Embraer é uma empresa aeroespacial global com sede no Brasil. Fabrica aeronaves para a aviação comercial e executiva, defesa e segurança e clientes agrícolas. A empresa também fornece serviços e suporte pós-venda por meio de uma rede mundial de entidades próprias e agentes autorizados.
Desde a sua fundação em 1969, a Embraer já entregou mais de 9.000 aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, um avião fabricado pela Embraer decola de algum lugar no mundo, transportando mais de 150 milhões de passageiros por ano.
A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e é a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviços e de distribuição de peças nas Américas, África, Ásia e Europa.
Nesta Semana da Asa - idealizada pelo aviador Godofredo Vidal e viabilizada, em 1935, pela Comissão de Turismo Aéreo do Touring Club do Brasil - registramos, no texto e nas imagens de hoje, a importância do 23 de outubro, data especial na história da aviação.
23 de Outubro:
Dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira
Celebra-se, em 23 de outubro, o Dia do Aviador e o Dia da Força Aérea Brasileira (FAB). A data reverencia os aviadores que cruzam os céus inspirados pelo pai da aviação, Alberto Santos-Dumont.
A data lembra o maior feito do brasileiro inventor, quando, em 1906, realizou o primeiro voo com uma aeronave mais pesada que o ar, capaz de se mover e decolar por seus próprios meios mecânicos e voar aproveitando as forças aerodinâmicas.
A bordo do avião 14-Bis, Dumont decolou do campo Bagatelle, na França, marcando a evolução nos meios de transporte. Naquele 23 de outubro de 1906, o brasileiro percorreu 60 metros em sete segundos, voando a uma altura de dois metros do solo, perante mais de mil espectadores e da Comissão Oficial do Aeroclube da França.
Como diz o lema do NINJA (Núcleo Infantojuvenil de Aviação), “Voar é um desejo que começa em criança!”. Assim, 120 anos depois da proeza de Santos Dumont, muitos meninos e meninas seguem sonhando em atuar nas muitas possibilidades do setor aeronáutico. E, quando adultos, tornarem o sonho realidade através de uma ampla variedade de oportunidades civis e militares.
Aviadores civis
Os aviadores do meio civil – que garantem o segmento econômico do transporte aéreo - começam suas carreiras em monomotores a pistão, voando nas escolas de aviação, como as mantidas por aeroclubes, empregando, principalmente, aeronaves como o Aeroboero, Paulistinha e Cessna 150.
Uma boa parte desse contingente ingressa, posteriormente, na aviação executiva ou em empresas comerciais, pilotando grandes jatos com capacidade de transporte para dezenas ou centenas de passageiros.
Noutra vertente, entusiastas mantém a mesma chama como aviadores, voando profissional, desportiva ou particularmente em aviões menores, incluindo aeronaves de fábricas renomadas ou de construção experimental, como os ultraleves convencionais ou pendulares (trikes) e girocópteros.
Aviadores militares
Os aviadores do segmento militar iniciam suas carreiras na Academia da Força Aérea – em Pirassununga (SP) - ou nos centros de instrução da Marinha – em São Pedro da Aldeia (RJ) - e do Exército – em Taubaté (SP).
Depois de formados, os pilotos militares atuam nas Aviações de Caça, de Transporte, de Asas Rotativas e de IVR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento).
Na Força Aérea Brasileira e nas aviações Naval e do Exército, o primeiro contato com a prática de pilotagem representa a consolidação dos esforços de muitas gerações de profissionais que tornaram a aviação militar brasileira respeitada e admirada em todo o mundo.
Esquadrilha da Fumaça
Comemorando a data, anualmente, é tradição a realização de manobras do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), mais conhecido como Esquadrilha da Fumaça. E, também, o sobrevoo de recentes aeronaves da Força Aérea Brasileira, como o avião de caça F-39 Gripen.
Alliance Airlines e Embraer renovam parceria para excelência em serviços à frota de E190
A Embraer e a Alliance Airlines ampliaram sua parceria com a renovação do Acordo de Suporte a Componentes, reforçando o desempenho, a confiabilidade e a disponibilidade da maior frota de jatos E190 da Austrália. O acordo oferece à Alliance Airlines uma solução de reparo que contribui para a confiabilidade operacional da companhia e para a eficiência dos custos de manutenção. A companhia aérea opera jatos E190 desde 2021.
“Os E-Jets da Alliance Airlines têm sido fundamentais para ampliar a conectividade regional na Austrália”, afirma Carlos Naufel, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte. “À medida que a companhia aérea cresce, seguimos comprometidos em oferecer as soluções de manutenção, a experiência e o suporte necessários para manter os E190 operando todos os dias com o mais alto nível de desempenho.”
A Austrália é um dos mercados mais importantes da Embraer na região Ásia-Pacífico. Desde a entrega de sua primeira aeronave no país, em 1978, a Embraer vem desempenhando um papel fundamental no apoio à conectividade regional na Austrália. Atualmente, cerca de 70 E-Jets são operados por seis companhias australianas, atendendo a rotas regionais e apoiando operações essenciais de transporte aéreo em regime Fly-in Fly-out (FIFO), nos setores de mineração e recursos naturais do país.
A frota em expansão conta com o apoio da extensa rede de serviços e suporte da Embraer, que oferece um amplo leque de soluções de manutenção e expertise técnica para contribuir com a confiabilidade, disponibilidade e desempenho dos E-Jets em toda a Austrália.
Academia da Força Aérea abre 3º lote de ingressos para o Domingo Aéreo 2026 e anuncia lote extra; veja como reservar
A Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP), disponibilizou ontem, 20/10/2026, o terceiro lote de ingressos gratuitos para o Domingo Aéreo 2026, que será realizado no dia 1º de novembro. Além dos 3 lotes inicialmente programados, um quarto lote também será aberto no dia 26 de outubro, oferecendo uma nova oportunidade para quem ainda não garantiu a entrada no evento.
Ao todo, serão disponibilizados 80 mil ingressos gratuitos, distribuídos em quatro lotes de 20 mil entradas cada. A reserva deve ser feita pela internet, como indicado abaixo nesta matéria.
Considerado um dos principais eventos de aviação do Brasil, o Domingo Aéreo é realizado na sede da Academia da Força Aérea, instituição responsável pela formação de pilotos, intendentes e infantes da Força Aérea Brasileira (FAB). A unidade também abriga o Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), conhecido popularmente como Esquadrilha da Fumaça.
Entre as atrações confirmadas estão as apresentações da Esquadrilha da Fumaça, que costuma realizar duas demonstrações ao longo do dia, e do Esquadrão de Voo a Vela (EVV). A programação também prevê sobrevoos e exposições de aeronaves militares, incluindo o caça F-39E Gripen, o cargueiro KC-390 Millennium, os treinadores T-25M Universal e T-27M Universal e o helicóptero H-50 Esquilo.
A aviação civil também estará representada, com apresentações da Esquadrilha Fox, da Esquadrilha Tarja Preta e de aeronaves acrobáticas da ACRO Brasil. Outros destaques incluem o clássico North American T-6, o Sukhoi Su-31 e balões de ar quente temáticos. Novas atrações ainda poderão ser anunciadas pela organização e o leitor do AEROIN será informado.
Como reservar o ingresso para o Domingo Aéreo 2026
Os ingressos gratuitos do terceiro lote já estão disponíveis para reserva na plataforma Sympla. Quem não conseguir garantir a entrada nesta etapa poderá tentar novamente a partir de 26 de outubro, quando será aberto o quarto e último lote previsto.
Para entrar no evento, será necessário apresentar o ingresso impresso e um documento de identificação.
Menores de 18 anos deverão estar acompanhados de um responsável. Crianças com menos de 14 anos não precisam de ingresso individual, mas devem ser informadas no cadastro realizado pelo pai, pela mãe ou por outro responsável.
Mais informações sobre a programação, o regulamento e as orientações para os visitantes estão disponíveis no site oficial do Domingo Aéreo.
Guardiões invisíveis dos céus: os profissionais que fazem a segurança dos voos acontecer no Brasil
Controladores de tráfego aéreo atuam 24 horas por dia, sete dias por semana, nos bastidores da aviação
Diariamente, centenas de milhares de passageiros embarcam em aviões pelo Brasil, muitas vezes sem imaginar a complexa estrutura que torna cada viagem possível. Por trás da segurança dos voos, há um contingente de profissionais que atua de forma discreta, mas essencial: cerca de 4.600 controladores de tráfego aéreo, entre militares e civis.
Esses profissionais são responsáveis pela gestão de uma vasta rede de rotas que cruza o país de ponta a ponta. A dimensão desse trabalho acompanha a grandeza do espaço aéreo sob responsabilidade do Brasil, que abrange 22 milhões de km², sendo 8,5 milhões de km² do território continental, 3,5 milhões de km² da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) e outros 10 milhões de km² sobre o Oceano Atlântico.
Em uma atividade ininterrupta, os controladores de tráfego aéreo atuam 24 horas por dia, sete dias por semana, organizando, monitorando e garantindo a segurança do fluxo de aeronaves, tanto no solo quanto no espaço aéreo. Eles desempenham suas funções em diferentes órgãos operacionais do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), como as Torres de Controle (TWR), os Controles de Aproximação (APP), os Centros de Controle de Aérea (ACC), o Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea e os Centros de Operações Militares (COpM).
A evolução do trabalho do controlador de tráfego aéreo no Brasil acompanhou diretamente a expansão do transporte aéreo, o aumento do número de voos – em 2025, foram registrados, em média, aproximadamente 8.100 movimentos aéreos por dia – e a crescente complexidade das operações. Nesse processo, a incorporação de novas tecnologias transformou a rotina dos profissionais e ampliou os recursos disponíveis para o gerenciamento do tráfego aéreo.
Sistemas automatizados passaram a assumir tarefas repetitivas e a disponibilizar mais informações, enquanto o controlador passou a exercer um papel ainda mais voltado para consciência situacional, antecipação de conflitos, tomada de decisão, coordenação e gerenciamento da complexidade.
Neste 20 de outubro, Dia Internacional do Controlador de Tráfego Aéreo, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) homenageia esses profissionais que, por meio de elevado preparo, responsabilidade e dedicação, desempenham papel essencial na condução segura, ordenada e eficiente do tráfego aéreo brasileiro.