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quarta-feira, 1 de julho de 2026

Efemérides Aeronáuticas - Julho



Efemérides - Julho

INCAER
Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica 

1867
Foram realizadas as 2ª e 3ª ascensões do balão “Allen”, nas alturas máximas de 760 pés e 865 pés, de 50 minutos e 30 minutos, respectivamente. (08 de julho)

Foram realizadas as 4ª, 5ª, 6ª e 7ª ascensões do balão “Allen” em diversos pontos do “front”. (12 de julho)

Foram cumpridas as 8ª e 9ª ascensões do balão, tendo como observadores aéreos o Capitão Silva Amaral e o Tenente Cursino do Amarante. (13 de julho)

Foram realizadas as 10ª e 11ª ascensões do balão, com os observadores Capitão Francisco César da Silva Amaral, Capitão Conrado Jacob de Niemeyer e Capitão Antônio de Sena Madureira. (20 de julho) 

Foi empreendida a 12ª ascensão com os Capitães Silva Amaral e Conrado Niemeyer, como observadores aéreos, na véspera do início da chamada “Marcha de Flanco”. Nessa subida, puderam até traçar rápido esboço das posições inimigas em frente das que ocupava o Corpo do Exército Imperial do General Argolo. (21 de julho)

Foram realizadas as 13ª e 14ª ascensões, ambas executadas no final da jornada do primeiro dia da “Marcha de Flanco” na região da vanguarda. Como observador aéreo, subiu o Capitão Conrado Niemeyer. (22 de julho)

O balão de observação “Allen” foi esvaziado, em decorrência do risco de incêndio e explosão, devido às queimadas em áreas vizinhas, provocadas pelos paraguaios. (23 de julho)

1873
Nascimento de Alberto Santos Dumont em Cabangu, Estação de Rocha Dias, Distrito de João Aires, próximo à cidade de Palmira (hoje Santos Dumont), no Estado de Minas Gerais. (20 de julho)

1877
Nasceu em São Paulo, Eduardo Pacheco Chaves (que seria mais conhecido como Edu Chaves), considerado como o terceiro aviador brasileiro, precedido por Santos Dumont e Jorge Moller. (18 de julho)

1898
Santos Dumont fez a primeira ascensão com o seu balão livre “Brasil”, que ele mandou construir especialmente para o seu uso pessoal. A subida ocorreu no Jardim da Aclimatação, pousando perto de Pithiviers, após 05 horas de voo. (4 de julho) # O Balão “Brasil”, o menor já construído para a ascensão de uma pessoa a bordo, tinha o volume de apenas 113 metros cúbicos, com forma esférica e com diâmetro de 6 metros.

1901
Santos Dumont, realizando uma das primeiras experiências com o seu balão “Nº 5”, partiu de Saint Cloud e contornou a Torre Eiffel, dando uma demonstração de que tinha dominado o problema da dirigibilidade dos balões. (9 de julho)

O Secretário do Aeroclube da França, Emmanuel Aimé, escreveu a Santos Dumont, confirmando a inscrição do aeronauta brasileiro para concorrer ao prêmio de Aerostação instituído pela agremiação. (12 de julho)

Entusiasmado com os bons resultados colhidos no voo anterior, Santos Dumont voltou a subir com o “Nº 5”,ascendendo às 06h41min, para realizar uma nova tentativa com vistas a conquistar o “Prêmio Deutsch de La Meurthe”. (13 de julho)

Os deputados Augusto Severo e Carlos Cavalcanti apresentaram o projeto 112-1901, na Câmara dos Deputados do Brasil, que autorizava o governo a abrir um crédito de cem contos de réis ao Ministério da Viação a fim de premiar Santos Dumont pelo resultado de sua experiência com um balão dirigível. (17 de julho)

Referindo-se a Santos Dumont, o jornal “The New York Sun”, de Nova York, esclareceu que “o triunfo do homem sobre os caminhos do ar chegou afinal e foi um filho do Novo Mundo que conquistou a primeira vitória”. (14 de julho)

O “The New York Herald”, de Nova York, proclamou que “o herói do momento é, certamente, o Sr. Santos Dumont. Suas experiências em navegação aérea coroadas de êxito, sexta-feira e sábado passados, levaram o seu nome aos cantos mais remotos do mundo”. (18 de julho)

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), com sede no Rio de Janeiro, aprovou por unanimidade, o seguinte voto de louvor: “Propomos que na ata da sessão de hoje se consigne um voto de admiração, louvor e aplauso, ao Sr. Santos Dumont, distinto brasileiro que inscrevendo o seu nome entre os dos benfeitores da humanidade, por felizes trabalhos a bem da navegação aérea dirigível, fornecem à história pátria uma das mais brilhantes páginas”. (26 de julho)

1903
Santos-Dumont, pilotando o seu balão dirigível nº 9 voou, em Paris, sobre a formatura militar em Longchamps e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros de revólver. (14 de julho)

O General André, Ministro da Guerra da França, encaminhou carta a Santos Dumont agradecendo o oferecimento de colocar à disposição do Governo Francês os seus balões dirigíveis, em caso de guerra. (18 de julho)

Santos-Dumont realizou a primeira ascensão noturna com o seu balão dirigível nº 9. (24 de julho)

1906
Santos Dumont realizou uma experiência com o seu avião “14-BIS”, suspenso pelo dirigível “Nº14”. (23 de julho)

1911
Foi brevetado na Escola Farman, em Étampes, França, o segundo aviador civil brasileiro, o paulista Eduardo Pacheco Chaves, mais conhecido como Edu Chaves, que recebeu o brevê Nº 559, da Federação Aeronáutica Internacional. (28 de julho)

1912
O Tenente de Infantaria do Exército Ricardo João Kirk, entusiasta da aviação e um dos primeiros sócios do Aeroclube Brasileiro, partiu para a Europa por ordem do Ministro da Guerra, General Vespasiano Gonçalves de Albuquerque Silva, a fim de receber instrução de voo e tratar ainda da filiação do Aeroclube Brasileiro à Federação Aeronáutica Internacional – FAI, com sede na França. (7 de Julho) 

1913
O jornal “O Imparcial” publicou a fotografia de um avião monomotor Blériot Sit, construído por Nicola Santo, com motor e componentes importados da França. Ele mantinha, por concessão do Aeroclube Brasileiro, uma oficina para construção e reparo de aviões no Campo dos Afonsos. (25 de julho)

1914
O aviador brasileiro Edu Chaves, pilotando um avião Bleriot de 80 cavalos vapor, conseguiu fazer o primeiro voo entre São Paulo e o Rio de Janeiro, aterrando no Campo dos Afonsos; o voo foi sem escalas. (5 de julho)

Foi divulgado o Aviso nº 3.423, do Ministério da Marinha, onde constou a decisão da criação de uma Escola de Aviação Naval, tendo em vista o fechamento da Escola Brasileira de Aviação. (15 de julho) 

1916
Chegaram ao Rio de Janeiro, pelo navio transporte “Sargento Albuquerque”, os três primeiros hidroaviões Curtiss, adquiridos nos Estados Unidos para a Escola de Aviação Naval. (5 de julho)

Segundo apontamentos de Nicola Santo (italiano de nascimento, tendo passado a residir no Brasil a partir de 1913, engenheiro e entusiasta de aviação), nessa data foi realizada a primeira aula prática de aviação, sendo instrutores: engenheiro Del Vecchi Filho, Ernesto Darioli e Ten Bento Ribeiro. (19 de julho)

1918
Foi aberto no Ministério da Guerra o crédito especial de dois contos de réis para organizar o serviço de aviação militar. (17 de julho)

1919
Foi inaugurada oficialmente, no Campo dos Afonsos, a Escola de Aviação Militar. (10 de julho)

Foi publicado, no Boletim da Escola de Aviação Militar, o primeiro programa de instrução aérea para o Curso de Pilotos Aviadores. (mês de julho)

1924
Foram deslocados, do Campo dos Afonsos para a cidade de Mogi das Cruzes/SP, a Esquadrilha de Aperfeiçoamento e a 1ª Cia de Parque de Aviação Militar para participarem das operações contra os revolucionários de São Paulo que se sublevaram no dia 05 de julho. (14 de julho)

1925
Foi aprovado o Regulamento para os Serviços Civis de Navegação Aérea, “que representou o verdadeiro marco inicial da legislação que disciplinou as atividades aeronáuticas civis no Brasil” (Decreto 16.983). Criou-se, assim, o registro de matrícula das aeronaves. (22 de julho)

1926
Passou a circular a revista “Aviação”, com um número comemorativo do aniversário da Escola de Aviação Militar. Com periodicidade mensal, a revista estava sob a direção do Cel Álvaro Octávio de Alencastro, com redação e administração na própria Escola no Campo dos Afonsos. (10 de julho)

1927
Procedente de Salvador, pousou na Baía da Guanabara o hidroavião “Jahu” sob o comando de João Ribeiro de Barros, sendo seus tripulantes recebidos com grande entusiasmo popular e recepcionados em diversas festas e cerimônias. (5 de julho)

1928
Foi iniciado o Primeiro Congresso Nacional de Aviação, cuja iniciativa se deveu aos aviadores militares Luiz Leal Netto dos Reys, Anor Teixeira dos Santos, Henrique Raymundo Dyott Fontenelle e ao engenheiro César da Silveira Grillo, por intermédio do Clube dos Bandeirantes do Brasil. (14 de julho)

1929
Aterrissou no Campo de Marte, em São Paulo, um monoplano biplace Klemm, pertencente à ETA - Empresa de Transportes Aéreos, primeira empresa aeroviária brasileira, a qual realizava assim seu primeiro voo, desde o Rio de Janeiro, ligando assim as duas principais cidades do país, à época. (29 de julho)

1930
Decolou do Campo dos Afonsos um avião Potez-33 para realizar um reconhecimento fotográfico na região Taubaté - Pindamonhangaba, em São Paulo, sendo tiradas 270 fotografias numa área de 375 km². Os tripulantes eram os seguintes: Ten Benjamim Quintela, Ten Clóvis Monteiro Travassos e Sgt Carlos França. O regresso ao Campo dos Afonsos ocorreu no dia seguinte. (18 de julho)

1931
Ocorreu a primeira apresentação do avião Muniz M-5, projeto do então Cap Eng Antônio Guedes Muniz, no Campo dos Afonsos, como parte dos festejos do 12° aniversário da Escola de Aviação Militar. (10 de julho)

1932
Falecimento do Marechal do Ar Alberto SANTOS-DUMONT, em Guarujá, na Cidade de Santos, Patrono da Força Aérea Brasileira. (23 de julho)

Pelo Decreto Estadual 10.447, o Presidente do Estado de Minas Gerais, Olegário Maciel, mudou a denominação da cidade de “Palmyra” para “Santos Dumont”, esclarecendo que a “irradiação de sua glória deve alcançar, de maneira especial, a terra que lhe deu berço”. (31 de julho)

1933
Foi ativado o Parque Central de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, sendo seu primeiro Diretor, o Maj Ivan Carpenter Ferreira (Aviso 10, do Ministro da Guerra). (8 de julho)

O Ministério de Viação e Obras Públicas foi autorizado a contratar o serviço de transportes aéreos entre Belém e Manaus. (8 de julho)

Foi divulgada a “Dotação de Material Aéreo” da Escola de Aviação Militar, distribuindo-se 152 aeronaves da seguinte forma:
- Escola de Aviação Militar (68 aviões):
Waco RNF(15), Morane Saulnier 147 (5), Waco CTO(7), Gipsy Moth (5), Fleet 10-D (%), Schreck FBA-17 (primeiros aviões anfíbios da Aviação Militar) (4), Bellanca CH-300 Pacemaker (6), Potez 33 (7), Nieuport 82 E-2 (3), Potez 25 TOE (7), Amiot 122 (2) e Lioré et Olivier 25(2);
- 1° Regimento de Aviação - Rio de Janeiro (36 aviões):
Boeing P-12 (14), Vought Corsair (7), Waco CTO (4), Fleet 10-D(3) e Waco CSO (8);
- 3º Regimento de Aviação - Porto Alegre (22 aviões):
Vought Corsair (7), Waco CTO (4) e Waco CSO (4);
- 5° Regimento de Aviação - Curitiba (26 aviões):
Vought Corsair (14), Waco CTO (4) e Waco CSO (8). (15 de julho)

Foi extinto o Grupo Misto de Aviação (criado em 21 de maio de 1931), surgindo em seu lugar, o 1° Regimento de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos, com o objetivo de realizar, entre outros, as missões do Correio Aéreo Militar, sendo o seu primeiro Comandante o Cel Newton Braga, nomeado em 13 de julho (Decreto 22.970). (20 de julho)

1935
Foram aprovadas as plantas, especificações e orçamentos de diversas obras relativas ao aeroporto para dirigíveis em Santa Cruz/RJ (Decreto 244). (19 de julho)

1936
Foi instituído o “Dia do Aviador”, a ser comemorado todos os anos, no dia 23 de outubro, como exaltação da glória de Alberto Santos Dumont, ao realizar o seu primeiro voo oficial em aparelho mais pesado que o ar, o famoso “14 BIS” (Lei 218). (4 de julho)

A Escola de Aviação Militar comemorou o 17º aniversário de criação, com uma intensa programação. (10 de julho)

O Destacamento de Aviação de Fortaleza transformou-se no Núcleo do 6º Regimento de Aviação, sendo o seu primeiro comandante o Cap José Sampaio de Macedo. (29 de julho)

1937
Foram aprovadas as instruções para matrículas de aeronaves no Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB (Portaria 97/DAC/MVOP). (3 de julho)

Foi efetivada a primeira viagem do Correio Aéreo Militar ligando Belém a Amapá, em avião Waco CSO, sendo tripulantes: Cap Ruy Presser Bello e Sgt Cid Sebastião Brugger. (22 de julho)

A sede do 3º Regimento de Aviação foi transferida da cidade de Santa Maria/RS para Canoas/RS (Aviso 467, do Ministro da Guerra). (23 de julho)

Entre julho e dezembro de 1937, chegaram ao Brasil, adquiridos para a Aviação Militar, 30 aviões de treinamento avançado Stearman, sendo 15 do modelo A-76C3 e 15 do modelo B-76C3.

1938
No dia do aniversário natalício de Santos Dumont, foi fundado em Natal, o Centro de Aviação Potiguar, “criado para desenvolver o gosto pelos assuntos da Aviação”. (20 de julho)

1939
Ocorreu o primeiro voo do avião IPT-O, projeto realizado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo, pelo norte-americano Orton Willians Hoover e Frederico Brotero. (09 de julho)

Foi autorizada a emissão de selos postais para franquia de correspondência aérea. (27 de julho)

1940
Voou o primeiro avião bimotor de treinamento avançado Focke Wulf Fw-58 “Weihe” (“Falcão”), de uma série de 25 aviões construídos, sob licença, na Fábrica do Galeão, na Ilha do governador; os aviões Fw-58 eram equipados com motores “Argus” de 240 cavalos vapor, de fabricação alemã. (15 de julho) 

Foi apresentado ao público, pela primeira vez, o protótipo do HL-1, projeto do Grupo Henrique Lage; o avião voou da Ilha do Engenho, na Baía de Guanabara à cidade de São Paulo. (28 de julho)

Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, em ato presidido pelo Secretário Estadual da Justiça e Segurança, Dr. Eugênio Borges, foi fundado o Aeroclube do Rio de Janeiro e eleita a primeira diretoria da nova agremiação. (mês de julho)

1941
Foi criado o Quadro de Oficiais Auxiliares do Corpo de Oficiais da Aeronáutica (Decreto-Lei nº3.448). (23 de julho)

Foi criada a Base Aérea do Recife. (24 de julho)

A “Panair do Brasil”, subsidiária da Empresa Norte Americana “American Air Ways”, obteve autorização para aparelhar e melhorar os aeroportos de Belém, Amapá, São Luiz, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió e Salvador, para a utilização de aeronaves de Grande Porte. (25 de julho)

1942
Foi fixada a organização da Força Aérea Brasileira.(Decreto nº4.478). (14 de julho)

Foi adotado na FAB o Regulamento Disciplinar do Exército, através do Aviso nº 94, enquanto não fora promulgado o da Aeronáutica. (11 de julho)

Foi reorganizada a carreira de Operário de Aviação do Ministério da Aeronáutica, por meio do Decreto-Lei nº 4.474. (14 de julho)

As Instruções reguladoras do recrutamento de médicos para o Quadro de Saúde da Aeronáutica foram aprovadas pelo Decreto-Lei nº 9.981. (14 de julho)

1943
Aviões da Força Aérea Brasileira afundaram o submarino alemão U-199, a 60 milhas ao sul da entrada da Baía de Guanabara. (31 de julho)

Por ocasião da visita oficial do Ministro Salgado Filho e sua comitiva aos Estados Unidos, que o então Tenente Coronel Aviador Casimiro Montenegro Filho, acompanhado de José Vicente de Faria Lima, oficial do Gabinete, e Guilherme Aloysio Telles Ribeiro, Diretor do Parque Central de Material Aeronáutico (Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro), encontrou-se em Cambridge com o seu colega Osvaldo do Nascimento Leal, que havia iniciado seus estudos em janeiro do mesmo ano, no Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT). Nessa ocasião, discutiu-se intensamente a ideia de se estabelecer uma escola de alto nível no Brasil. (mês de julho) * O Marechal do Ar Casimiro Montenegro Filho (Fortaleza, 29 de outubro de 1904 — Petrópolis, 26 de fevereiro de 2000), é patrono da Engenharia da FAB, da Academia Nacional de Engenharia e um dos patronos do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica- INCAER.

1944
Foi criado, no Serviço de Saúde da Aeronáutica, o Quadro de Enfermeiras da Reserva da Aeronáutica, por meio do Decreto-Lei nº 6.663. (07 de julho)

O Presidente Getúlio Vargas, o Ministro da Aeronáutica Salgado Filho e o Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, o Brig Trompowsky, durante uma visita à Base Aérea de Santa Cruz, realizaram um voo num dirigível norte-americano do tipo “Blimp”(08 de julho)

Foi criada a 1ª Esquadrilha de Observação e Ligação subordinada à 1ª Divisão de Infantaria da Força Expedicionária Brasileira (Aviso nº57). (20 de julho) # A 1º Esquadrilha de Ligação e Observação viajou para o Teatro de Operações da Itália a bordo do transporte de guerra “General Meigh” e desembarcou no porto de Nápoles a 06 de outubro de 1944.

1945
Chegada oficial do 1º Grupo de Aviação de Caça ao Rio de Janeiro. Os 19 aviões P-47 (modelo D-40) vieram da Cidade de San Antônio, no Texas (EUA), e pousaram no Campo dos Afonsos, pilotados por veteranos do Grupo e liderados pelo Ten. Cel. Nero Moura. (16 de julho)

1946
O Serviço de Saúde da Aeronáutica, em consequência da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, recebeu as instalações do Two Hundred Station Hospital (construído em terreno da União e utilizado pelas forças norte- americanas), que, após o término da guerra e a posterior evacuação dessas forças, passaram para o Ministério da Aeronáutica, resultando na adequação e inauguração do Hospital de Aeronáutica no Recife. (10 de julho)

Foi aprovado o Regulamento do Serviço de Assistência Religiosa, com a finalidade de desempenhar, em cooperação com todos os escalões de comando, os encargos relacionados com a assistência espiritual, moral e social dos militares e de suas famílias. (Decreto-Lei nº 21.495, de 23 de julho)

1948
O “Acordo sobre transportes Aéreos entre o Brasil e a França”, firmado em Paris no dia 27 de janeiro de 1947, foi aprovado. (06 de julho)

1950
O primeiro Ministro da Aeronáutica, o Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho, faleceu em um acidente de avião no Rio Grande Sul. (30 de Julho)

1953
Foi aprovado o contrato entre o Governo Brasileiro e a Companhia Fokker Indústria Aeronáutica S.A., visando o estabelecimento de uma indústria de aviões no país. (31 de julho) Utilizando a Fábrica do Galeão, cedida pelo Ministério da Aeronáutica, a Companhia Fokker Indústria Aeronáutica S.A., construiu 100 aviões Fokker T-21, de instrução primária, e 20 aviões Fokker T-22, também de instrução primária, sendo estes triciclo. Depois de terminado o contrato, em 1958, ainda foram construídos, pela Fábrica do Galeão, mais 15 Fokker T-22.

1955
O livro “Quem deu asas ao Brasil” de autoria de Henrique Dumont-Villares, sobre a vida e obra de Santos Dumont foi traduzido para o inglês e o francês. (22 de julho)

1956
Foi criado, pelo governo de Minas Gerais, o Museu da Casa Natal de Santos Dumont, na fazenda Cabangu, local de seu nascimento. (18 de julho)

1957
Último dia de instrução com aeronave P-47 no 1º/4º GAv. (30 de julho)

1958
A Base Aérea dos Afonsos recebeu dos Estados Unidos da América o avião T-6G. (8 de julho)

1959
Foi realizado o primeiro voo da Ponte Aérea Rio de Janeiro-São Paulo. (6 de julho)

1967
A aeronave P-15 Netuno batia o seu segundo recorde sul-americano de permanência no ar, mantendo-se no ar por 25 h 15 min num voo sem escalas entre Porto Alegre (RS) e Santa Cruz (RJ). (22 e 23 de julho)

A Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), foi criada no Ministério da Aeronáutica, pelo Decreto nº 61.108, tendo por missão precípua, “assessorar o Ministro na orientação e fiscalização da instrução de educação física e promover no âmbito das unidades, os desportos militares, fazendo-se representar junto à Comissão Desportiva das Forças Armadas e demais entidades desportivas, civis e militares”.(28 de julho)

1968
Foi criado o Serviço de Informações da Aeronáutica, através do Decreto n° 63.005, como órgão normativo de assessoramento do Ministro da Aeronáutica e órgão de ligação com o Serviço Nacional de Informações. A ele competiam as atividades de informação e contrainformação. O Decreto n° 63.006, da mesma data, criou o Núcleo de Serviço de Informações da Aeronáutica a quem competiam os estudos relacionados com a definição, o estabelecimento e a integração das normas relativas ao Sistema de Informações da Aeronáutica, em sua fase de implantação, bem como a elaboração e proposta de regulamento do Serviço de Informações da Aeronáutica. (17 de julho)

1971
O Ministro de Estado da Aeronáutica, Márcio de Souza e Mello, ativou a Base Aérea de Santa Maria. (14 de julho)

1973
Atendendo à Exposição de Motivos do Ministro da Aeronáutica, Ten-Brig-do-Ar Araripe Macedo, o Presidente Emílio Garrastazu Médici, criou o Núcleo do Museu Aeroespacial, por meio do Decreto nº 72.553. (31 de julho)

1977
Foi aprovado o Regulamento do Museu Aeroespacial - MUSAL, pelo Decreto nº 79.920, e, nessa mesma data, é desativado o Núcleo do Museu Aeroespacial. (08 de julho)

1993
Foi aprovado um novo Regulamento da Diretoria de Intendência, através da Portaria nº 567/GM3, que estabeleceu a Subdiretoria de Pagamento de Pessoal(SDPP), em substituição à extinta Subdiretoria de Orçamentação e Pagamento de Pessoal (SOPP) (07 de julho). *A Subdiretoria de Pagamento de Pessoal é o órgão remanescente do Serviço de Fazenda da Aeronáutica.

1997
Foi extinto o Grupo Executivo para Implantação do Campo de Provas de Cachimbo (GEICAMP), através da Portaria nº 510/GM3, e, pela Portaria nº 511/GM3, da mesma data, teve o Campo de Provas sua denominação alterada para: Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV) (30 de julho).

1998
A FAB, representada pelo 1º/16º GAv, comandado pelo Maj. Salvatore, participa pela 1ª vez do exercício Red Flag em Las Vegas/EUA, cumprindo missões ar-solo com 6 aeronaves A-1A. (mês de julho)

2006
O Instituto de Pesquisas e Ensaio em Voo (IPEV) tornou-se oficialmente uma organização militar e elegeu a data de seu aniversário em homenagem ao primeiro voo de ensaio da história da avaiação brasileira, realizado por Alberto Santos Dumont em um aeroplano Campo de Bagatelle, na França, em 1906. (19 de julho)

2008
A FAB, representada pelo 1º/14º GAv, comandado pelo Ten. Cel. Fleury, participa pela 2ª vez do exercício Red Flag em Las Vegas/EUA, cumprindo missões ar-ar com 6 aeronaves F-5EM (mês de julho)

2020
Foi efetivado o dia do Veterano da Força Aérea Brasileira, pela Diretriz do Comando da Aeronáutica (DCA) nº 11-127/2020, publicada em fevereiro do corrente ano, com o objetivo de reconhecer homens e mulheres que vestiram o azul-aeronáutico com honra e dedicação, de modo a valorizar os profissionais que labutaram em prol do engrandecimento da FAB ao longo de toda a sua história. (16 de julho)

Fonte: INCAER

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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Embraer

Embraer e WZL-2 assinam memorando para avançar com cooperação industrial na Polônia
A Embraer assinou na última quinta-feira, 25/6/2026, um acordo MoA (Memorandum of Agreement, na sigla em inglês) com a Wojskowe Zakłady Lotnicze Nr 2 S.A. (WZL-2), a principal empresa de manutenção aeroespacial da Polônia e subsidiária estratégica dentro do Grupo Polska Grupa Zbrojeniowa (PGZ). Nos termos do acordo, Embraer e WZL-2 irão preparar conjuntamente uma estrutura ampla para colaborações futuras, que incluem uma ampla gama de capacidades em serviços e suporte, finalização e conversão de aeronaves, pintura externa e integração de sistemas. A cerimônia de assinatura ocorreu na Embraer, com a participação de Pietr Zawieja, membro do Conselho Administrativo da PGZ, Marcio Monteiro, Chief Marketing Officer da Embraer Defesa & Segurança, e Douglas Lobo, Vice-Presidente de Suporte ao Cliente e Pós-Vendas da Embraer Serviços & Suporte.

O acordo estratégico representa um marco importante no desenvolvimento da cooperação industrial entre a Embraer e a empresa polonesa relacionado ao KC-390 Millennium, que incluem serviços e suporte. O acordo assinado hoje marca um passo importante na construção de uma cooperação de longo prazo entre a WZL-2 e a Embraer. “Nosso objetivo é desenvolver capacidades industriais e de manutenção na Polônia, para apoiar as operações do KC-390 Millennium, enquanto fortalecemos as capacidades aeroespaciais e de defesa do país. Acreditamos que a combinação da experiência da Embraer com as competências da WZL-2 trará benefícios concretos para as Forças Armadas Polonesas e para toda a indústria de defesa da Polônia”, afirmou Jakub Gazda, presidente do Conselho Administrativo da Wojskowe Zakłady Lotnicze Nr 2 S.A. (WZL-2).

O relacionamento com a WZL-2 reforça a estratégia da Embraer em fomentar a cooperação industrial local, contribuindo para a criação de empregos, desenvolvimento de competências e transferência de tecnologia. Esta colaboração será a base de um ecossistema industrial de longo prazo, garantindo altos níveis de disponibilidade, confiabilidade e capacidades de suporte nacionais na Polônia”, afirmou Douglas Lobo, Vice-Presidente de Suporte ao Cliente e Pós-Vendas da Embraer Serviços & Suporte.

O KC-390 Millennium, projetado e desenvolvido no século XXI, é o avião de transporte militar mais moderno de sua categoria. Ele pode transportar mais carga útil (26 toneladas) do que outras aeronaves de transporte militar de médio porte, voando mais rápido (470 nós) e mais longe. É capaz de executar uma ampla variedade de missões, incluindo transporte de cargas e tropas, lançamento de equipamentos e pessoal, evacuação médica, busca e salvamento (SAR), combate a incêndios e missões humanitárias, operando a partir de pistas temporárias ou não pavimentadas. Quando equipado com sistema de reabastecimento aéreo de rápida instalação (AAR), a aeronave pode atuar tanto como tanque, quanto como receptor. Além da Força Aérea Brasileira, a aeronave multimissão de última geração foi selecionada pelas forças aéreas de Portugal, Hungria, República da Coreia, Holanda, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia. O KC-390 Millennium oferece capacidade, confiabilidade, versatilidade e desempenho incomparáveis para atender às necessidades táticas e estratégicas de forças aéreas ao redor do mundo, com total interoperabilidade.

Sobre a WZL-2
A Wojskowe Zakłady Lotnicze Nr 2 S.A. (WZL-2) é uma das maiores empresas de aviação da Polônia, com 80 anos de experiência na manutenção, serviços e modernização de aeronaves militares. A WZL-2 é o principal parceiro no suporte e garantia da operação de aeronaves das Forças Armadas da República da Polônia, incluindo C-130 Hercules e F-16, além de clientes estrangeiros. A empresa está investindo fortemente em seu desenvolvimento, com novas tecnologias, infraestrutura e pessoal, com o objetivo de ampliar sua oferta para os mercados doméstico e internacional.

Sobre a Embraer
Empresa aeroespacial global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A Companhia projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer Serviços & Suporte a clientes no pós-venda.  Desde sua fundação, em 1969, a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos, uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 150 milhões de passageiros.  A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Fonte: Embraer 

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domingo, 28 de junho de 2026

Especial de Domingo

No conteúdo de hoje, um brinde à Aviação de Busca e Salvamento.
Boa leitura.
Bom domingo!

A Aviação de Busca e Salvamento na Força Aérea Brasileira

O 26 de junho é considerado o Dia da Aviação de Busca e Salvamento, relembrando o fato marcante desse dia, em 1967: a missão de Busca e Salvamento da aeronave C-47 FAB 2068, que caiu na Amazônia, a maior já realizada pela FAB. Foram envolvidas nas operações mais de trinta aeronaves, que voaram mais de mil horas. No momento do resgate um sobrevivente disse: “Eu sabia que vocês viriam!

Na Base de Campo Grande está sediado o Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), especializado em Busca e Salvamento, e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), que, entre outras atribuições, também se dedica à missão. 

Esquadrão Pelicano
Formalmente, existe apenas um esquadrão da Aviação de Busca e Salvamento na FAB: o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV), Esquadrão Pelicano. Outros esquadrões também podem fazer missões de Busca, como meios secundários desde que tenham suas tripulações com treinamento específico e com o Curso Teórico de Busca e Salvamento, ministrado pelo 2°/10° GAV. E algumas unidades de asas rotativas cumprem missões de Salvamento e podem participar de missão de Busca como meio auxiliar. O 2º/10º GAV foi criado no dia 06 de dezembro de 1957 na Base Aérea de São Paulo.
O saudoso professor Lemar Gonçalves, voluntário do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação - participou deste início do Esquadrão Pelicano dirigindo, junto com o também saudoso oficial aviador José Mariotto Ferreira, a equipe responsável pelos trabalhos de montagem e testes das primeiras aeronaves entregues ao 2º/10ºGAV: os helicópteros H-19D.
Em 1972 o Esquadrão Pelicano foi transferido para a Base Aérea de Florianópolis, em Santa Catarina, operando com os bimotores anfíbios Grumman SA-16A Albatroz e os helicópteros Bell SH-1D Iroquois. 

No dia 20 de outubro de 1980, a Unidade foi transferida para a Base Aérea de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quando passou a utilizar os Embraer SC-95B Bandeirante SAR e os helicópteros Bell UH-1H Iroquois.

O Esquadrão Pelicano mantém permanentemente uma aeronave e um helicóptero em alerta para decolagem em poucos minutos, equipados para atender a qualquer situação de emergência, seja na terra ou no mar.

Entre as suas atribuições também estão as chamadas "Operações Especiais": infiltração e exfiltração de Tropas Especiais, Controle Aéreo Avançado, ataque ar-solo e Combate SAR.

No dia 03 de abril de 2009, pousou na Base Aérea de Campo Grande o primeiro CASA/EADS C-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano, matriculado FAB-2810. Em 10 de julho do mesmo ano, chegou o FAB-2811. Essas aeronaves são consideradas como modelos de transição, pois contam com apenas uma parte do equipamento SAR que será utilizado pela Unidade. Para cumprir as suas missões, o FAB-2810 e o FAB-2811 estão equipados com plataformas removíveis com dois assentos para os observadores e um armário de equipamentos, além das bolhas para observação nas laterais da fuselagem. No restante, são iguais aos C-105A dos Esquadrões Arara e Onça.

No final de junho de 2010, o 2º/10º GAV desativou os Embraer SC-95B Bandeirante SAR, com os quais operou por mais de 30 anos. Em outubro do mesmo ano, os C-105 passaram a ser designados SC-105, recebendo a faixa laranja com as letras SAR no alto do estabilizador vertical, de acordo com o padrão internacional.

Em 2014 a CASA/EADS passou a se chamar Airbus Military, que em seguida se juntou com a Astrium e a Cassidian para formarem a Airbus Defence and Space. Com atuação em todo o território nacional e no exterior, ao longo de sua história, o Esquadrão Pelicano tem atuado em diversas missões de resgate, desde as menos conhecidas até aquelas de extensa divulgação na mídia, como as buscas ao VARIG 254, em 1989, ao GOL 1907, em 2006 e ao AIR FRANCE 447, em 2009.
Paralelamente, atua no atendimento às populações atingidas por desastres naturais como aconteceu no terremoto no Peru em 1972, enchentes na Bolívia em 2007 e, dentro do território nacional, nas enchentes da Região Serrana do Rio de Janeiro, em Santa Catarina e no Estado do Acre.

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Semana Gastão Madeira

Estudo lembra teoria de voo, de 1890, deduzida por Gastão Madeira
O PigeonBot II (2024)
e o Aviplano de Gastão Madeira (1911)

Um estudo de engenheiros, em 2024, lembra as deduções de teoria de voo entabuladas, em 1890, pelo brasileiro e ubatubense Gastão Galhardo Madeira, a respeito do voo dos pássaros. O trabalho de uma equipe formada pelos engenheiros da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Eric Chang e Diana G. Chin, e David Lentink, da Universidade de Groningen, na Holanda, diz que “A transformação reflexiva inspirada em pássaros permite o voo sem leme”. O estudo foi publicado, dia 20 de novembro de 2024, pela revista Science Robotics. Os pássaros exibem voo planado controlado sem uma cauda vertical, diferentemente dos lemes necessários em aviões que amortecem as oscilações do rolamento. Para realizar o voo sem leme, os engenheiros desenvolveram um robô aéreo bioinspirado com asas e cauda que se transformam, chamado PigeonBot II. O robô consiste em um esqueleto biomimético e penas de pombo reais que formam asas que podem se espalhar e uma cauda que pode se espalhar, elevar, inclinar e desviar de um lado para o outro como um pássaro. Experimentos iniciais em um túnel de vento turbulento mostraram que a inclinação e o desvio reflexivos da cauda combinados com a transformação da asa permitiram um voo estável. Testes de voo ao ar livre demonstraram, ainda, que o controlador reflexivo autônomo forneceu estabilidade ao robô durante a decolagem, o cruzeiro e o pouso.

Síntese
Imagens dos trabalhos de Gastão Madeira (1892)
e de Chang, Chin e Lentink (2024)

O estudo de Chang, Chin e Lentink, em síntese, diz:
Os pássaros planadores não têm cauda vertical, mas voam de forma estável sem leme em turbulência, sem precisar de flaps discretos para manobrar.

Em contraste, quase todos os aviões precisam de caudas verticais para amortecer as oscilações do rolamento e controlar a guinada.

As poucas exceções que não têm cauda vertical alavancam atuadores de guinada baseados em arrasto diferencial ou suas planagens fixas são cuidadosamente ajustadas para rolamento passivamente estável e guinada acentuada.

Os biólogos levantam a hipótese de que os pássaros estabilizam e controlam o voo planado sem lemes, usando seus reflexos de asa e cauda, ​​mas nenhum avião sem leme tem uma asa ou cauda que pode mudar de forma como um pássaro.

Nosso robô biohíbrido sem leme, PigeonBot II, pode amortecer sua instabilidade de rolamento (causada pela falta de cauda vertical) e controlar o voo transformando sua asa e cauda biomiméticas reflexivamente como um pássaro.

O controlador reflexivo adaptativo inspirado em pássaros foi ajustado em um túnel de vento para mitigar perturbações turbulentas, o que permitiu que o PigeonBot II voasse autonomamente na atmosfera com poses semelhantes às de pombos.

Este trabalho é uma confirmação mecanicista de como os pássaros realizam o voo sem leme, por meio de funções reflexivas, e pode inspirar aeronaves sem leme com assinatura de radar reduzida e eficácia aumentada.

Gastão Madeira em 1892
Desenhos da teoria de Gastão Madeira (1892)
e o PigeonBot II (2024)

Os autores, em 2024, afirmam que, ao contrário dos aviões, os pássaros podem planar sem leme ao transformar continuamente as formas de suas asas e caudas. (...) O que sugere que eles aproveitam uma solução mais versátil aplicável a uma gama excepcionalmente ampla de formatos de asas. Na transição do século XIX para XX foi publicada, em 1892, uma teoria de voo formulada, dois anos antes, pelo inventor nascido em Ubatuba (SP), Gastão Galhardo Madeira, que viveu entre 1869 e 1942. Ele se baseou na observação do voo dos pássaros, propondo uma aplicação para a dirigibilidade de aeróstatos (balões) e concebeu um aparelho, chamado de Aviplano, baseado num sistema de estabilidade de aeroplanos. Com o que era possível em termos de experimentos na época, Gastão construiu centenas de modelos em papel para demonstrar sua teoria com os “fundamentos do voo das aves”. Ele observou atentamente o voo dos pássaros, estudou as leis de equilíbrio e de mecânica da natureza viva. Para Gastão, a razão fundamental em virtude da qual a ave se guia é o seu centro de gravidade (CG). Afirmava que esse CG se acha no encontro das asas, quando a ave se encontra em ambiente calmo. Todavia, para satisfazer as leis de equilíbrio, ora o CG vai para frente, ora vai para trás. Gastão Madeira registrou: logo que a ave se joga no espaço, a cauda, em razão da pressão que exerce na atmosfera, faz o peso do corpo [CG] mudar de lugar, conservando-se mais na frente do que atrás. Também observou que o sistema de aviação oferece muitas dificuldades, não só quanto à elevação vertical, pelo movimento de asas, como pela direção horizontal. De forma que é dificílima a imitação do voo das aves, por causa do bater de asas, sua dimensão relativa, entre outros quesitos. Assim como os autores do estudo publicado, em 2024, Gastão Madeira, em 1892, disse e ilustrou que, conforme a intensidade dos ventos, os pássaros os vencem com as asas encolhidas ou distendidas. E este efeito Chang, Chin e Lentink reproduziram com um pássaro-robô experimental. A respeito da cauda dos pássaros, Gastão relatou que “a observação mostra, no ato do voo, dois movimentos principais da cauda, exercidos da direita para a esquerda e vice-versa sobre o eixo imaginário.” Esta característica também foi ensaiada no pássaro-robô PigeonBot II de Chang, Chin e Lentink com atributos de abrir e comprimir as penas da cauda mimetizada. Segundo Gastão Madeira, a forma e as deslocações do centro de gravidade alteram a direção do corpo, fazendo-o mover-se de várias maneiras. Referindo-se à ave pairadora, com apoio da cauda, Gastão assegurava que as três pressões, das duas asas e da cauda, e a natural deslocação do peso, é que dão, em consequência, uma queda bastante distanciada da vertical. Para explicar sua teoria, o inventor ubatubense propunha setas com penas afixadas em uma de suas extremidades. Já com a tecnologia e os conhecimentos de 134 anos depois, Chang e equipe conseguem colocar penas numa máquina voadora que imita exatamente o corpo de um pássaro. Na sua teoria de 1890, Gastão Madeira, pensando na aplicação da dirigibilidade de balões, dizia que “sendo a deslocação do centro de gravidade e, conjuntamente, como auxiliares, as asas e a cauda, que dirigem a ave, é facílima sua aplicação ao aeróstato, e, portanto, não se exigirá muito de mecânica, cujo aperfeiçoamento moderno é extraordinário.

Aviplano
Maquete do Aviplano. Acervo do ESCAU
Espaço Cultural Aeronáutico de Ubatuba

Com o advento do voo do 14-bis de Santos Dumont, em 1906, e o desenvolvimento de outros aparelhos voadores, como o avião Demoisele também de Santos Dumont, Gastão Madeira percebeu que o futuro da navegação seria com aeronaves mais pesadas que o ar. Tendo em vista alguns acidentes com os primeiros aviões, Gastão migrou sua teoria para o novo foco tecnológico, propondo um dispositivo auxiliar que pouparia vidas. Propôs um sistema, baseado no formato, que proporcionaria o controle da aeronave em caso de pane do motor ou quebra de hélice, permitindo ao piloto planar em baixa velocidade e tocar o solo com segurança. Além da possibilidade de aplicar seu dispositivo em novas aeronaves, o inventor projetou um aparelho ao qual chamou de Aviplano. O aparelho, visto pelo dorso, teria o perfil de uma ave com asas abertas. Assim como o PigeonBot II, de 2024, o Aviplano, de 1911, não teria leme vertical. Ao passo que no robô as asas e a cauda possibilitam a mudança de direção com movimentos mecânicos, acrescidos de movimentos secundários das penas que recobrem as estruturas, no Aviplano a alteração de proa se daria pela mudança de alinhamento ou ângulo de pequenas aletas (tais quais a penas do robô) aplicadas no bordo exterior dos planos da asa e da estrutura horizontal na cauda.

Fontes:
Revista: Science Robotics (Ciência Robótica), Vol 9, Edição 96, 20 de novembro de 2024

Livro: “Voando Além do Tempo: o pensar de Gastão Madeira”, Instituto Salerno-Chieus, Ubatuba, 2019

Vídeo do Youtube: “O segredo para o futuro da aviação pode estar na natureza”, Canal Olhar Digital, 28 de novembro de 2024. Voo de ensaio do pássaro-robô PigeonBot II (Assista aqui

Artigo: “Bird-inspired reflexive morphing enables rudderless flight”. [A transformação reflexiva inspirada em pássaros permite o voo sem leme]. Science Robotics, Ed. 96, 20 novembro 2024. (Leia aqui

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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Semana Gastão Madeira

Único no mundo, modelo em escala mostra balão projetado por Gastão Madeira em 1890
Quando estava prestes a começar a última década do século XIX, o inventor Gastão Galhardo Madeira, propôs, com base nos seus estudos acerca dos voos dos pássaros, um balão capaz de resolver o problema de dirigibilidade dos aeróstatos. Concebido em 1890, seu aparelho era fusiforme, como outros da época, mas dotado de asas e trazia um sistema de peso, para alteração do Centro de Gravidade, o que, segundo o projeto, contribuiria para a dirigibilidade do balão. A problemática foi analisada por Gastão Madeira, nascido em 1869 na cidade de Ubatuba (SP), e a íntegra dos seus pressupostos de aerodinâmica está retratada no livro “Voando Além do Tempo: o pensar de Gastão Madeira”.

O deslocamento do Centro de Gravidade para dirigibilidade do balão, proposto pelo inventor, ainda em 1890, foi efetivamente empregado por Santos Dumont em seus balões, anos mais tarde, inclusive no premiado voo de 1901, com o número 6, quando contornou a Torre Eiffel, confirmando a possibilidade de dirigibilidade dos veículos aéreos mais leves que o ar.

Modelo em escala
De maneira inédita, em 2019, por ocasião das comemorações aos 150 anos de nascimento de Gastão Madeira (1869-2019), no âmbito do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), sediado em Ubatuba, o instrutor voluntário de aeromodelismo Arthur Bastos e o também colaborador Paulo Quaresma refizeram as plantas do balão dirigível de Gastão Madeira e montaram um modelo em escala para materializar as ideias do inventor ubatubense, entabuladas em 1890. Este processo de montagem de um inédito balão em escala foi contado no último capítulo de Voando Além do Tempo. Com fidelidade e riqueza de detalhes, o objeto foi apresentado ao público em março de 2019 e incorporado ao acervo do NINJA, um projeto social movido exclusivamente por voluntários entusiastas da aviação, cuja proposta é oferecer cultura aeronáutica para crianças e jovens de escolas públicas e particulares, com atividades gratuitas, como aulas, palestras, atividades lúdicas, introdução ao aeromodelismo e orientação aos alunos sobre as formas de ingresso na aviação civil e militar.

Fotos: Acervo do NINJA

Saiba mais: Blog do Ninja de 22/6/2026

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Semana Gastão Madeira

Gastão Madeira, ubatubense, pioneiro da aviação
Gastão Galhardo Madeira nasceu em 20 de junho de 1869, na cidade de Ubatuba (SP). Ainda muito jovem propôs uma teoria de voo baseada no deslocamento dos pássaros, sugerindo a alteração do centro de gravidade dos aeróstatos. Ao sugerir esse deslocamento do CG, postou-se como o solucionador da dirigibilidade dos balões, fundamento aplicado ao seu projeto de dirigível, em 1890. O mesmo princípio foi empregado por Santos Dumont, em 1901, para contornar a torre Eiffel com seu balão número 6. Em 1911, o inventor ubatubense idealizou o Aviplano, uma máquina voadora que teria a vantagem de diminuir a incidência de acidentes, ao descer vagarosa e controladamente, em caso de parada do motor ou perda da hélice, fatos corriqueiros naqueles primeiros anos da aviação. Na França, Gastão Madeira estudou para aperfeiçoar suas concepções aeronáuticas e patenteou, entre outras invenções, um estabilizador automático para aviões, para controle em caso de parada de motor, algo semelhante ao que propôs para o Aviplano. No ano de 1927, Gastão Madeira foi reconhecido como Pioneiro da Navegação Aérea.

O livro
Voando além do tempo: o pensar de Gastão Madeira” é um livro que resgata integralmente a teoria de voo idealizada, em 1890, por Gastão Madeira com base no voo das aves, além de abordar seus inventos. Com 200 páginas, a publicação tem por objetivo resgatar a importância do pensamento de Gastão Madeira para a história da aviação, aglutinando informações acerca do trabalho do inventor, com o noticiário de sua época abordando suas invenções, sua teoria de voo e as patentes concedidas no Brasil e na França, com o detalhamento técnico dos seus aparelhos. O livro se encerra mostrando o trabalho de construção de um inédito modelo em escala do balão dirigível concebido por Madeira, no ano de 1890.

Saiba mais: Blog do NINJA de 12/3/19, 29/5/1913/6/19 e 29/10/19

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domingo, 21 de junho de 2026

Especial de Domingo

Em Lisboa, um marco do reide Lisboa–Rio em 1922:
O primeiro voo entre a Europa e a América do Sul
No bairro do Belém, em Lisboa, na foz do rio Tejo, um marco sinaliza um importante e pioneiro voo de 1922. Em metal, um monumento retrata o avião Santa Cruz, que fora pilotado pelos portugueses Gago Coutinho (navegador) e Sacadura Cabral (piloto) no reide Lisboa-Rio de Janeiro. Em visita a Portugal, há alguns anos, voluntários do NINJA conferiram a obra que eterniza a jornada que se constituiu na primeira travessia aérea entre a Europa e a América do Sul.

Os aeronavegantes partiram de Lisboa no dia 30 de março de 1922, com um hidroavião biplano Fairey II D, que recebeu o nome de Lusitânia. Após várias escalas, o aparelho amerissou , no dia 18 de abril, nas proximidades dos Rochedos de São Pedro e São Paulo, a mil quilômetros de Natal (RN). Em razão da agitação do oceano, o avião sofreu danos e submergiu. Transportados de navio para Fernando de Noronha, Sacadura Cabral e Gago Coutinho aguardaram que o governo português lhes enviasse outro aparelho. Com o novo recurso, decolaram de Noronha para sobrevoo dos rochedos, onde haviam perdido o Lusitânia, para preservar a integridade do plano de voo histórico. Em nova pane, ficaram nove horas em alto mar aguardando o resgate. No dia 5 de junho, retomam o reide com um terceiro avião, identificado com o número 17. Após escalas em Recife, Salvador, Porto Seguro e Vitória, os pioneiros aeronavegantes chegam, em triunfo, ao Rio de janeiro, no dia 17 de junho de 1922. Contabilizaram 62 horas de voo, cobrindo oito mil quilômetros. Para tanto, empregaram instrumentos e técnicas de navegação astronômica que eles próprios conceberam para a travessia. No Brasil, o Fairey 17 foi batizado de Santa Cruz.

Reproduzimos a seguir conteúdo sobre este impressionante tema, já publicado no Blog do NINJA.
Boa leitura.
Bom domingo!

A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul
A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul realizou-se no período de 30 de março a 17 de junho de 1922. Constituiu um importante e inusitado acontecimento e um memorável marco histórico nos anais da navegação aérea, em nível mundial. No ano de 1922 comemorava-se o Centenário da Independência do Brasil, excelente ocasião para realizar o inolvidável voo ligando Lisboa ao Rio de Janeiro, então Capital do Brasil. As seculares relações de amizade entre Portugal e o Brasil – afinidades culturais de língua, de religiosidade e de sentimentos – e as constantes tentativas para uma maior aproximação entre as duas nações irmãs despertaram em Sacadura Cabral, alma de aviador e de desbravador, o desejo incontido de tentar a viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro, repetindo, assim, pelo ar, a viagem marítima do célebre navegador português Pedro Álvares Cabral, alguns séculos antes. Assim, a evocação do passado, com a descoberta do Brasil, em 1500, passou a ser uma referência obrigatória no quotidiano dos protagonistas e observadores da heróica viagem. O paralelismo entre as caravelas e o hidroavião, entre o insigne navegador Pedro Álvares Cabral (1467–1520) e a dupla de notáveis e destemidos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral,entre o quadrante náutico e o sextante aéreo, símbolos da ligação imorredoura entre Portugal e Brasil, denotam duas épocas, duas histórias, dois marcantes acontecimentos.


Partindo de Lisboa no hidroavião Lusitânia, o piloto Sacadura Cabral (1881–1924) e o navegador Gago Coutinho (1869–1959) percorreram 8.383km em 62h26min de voo, fazendo escalas em Las Palmas, Gando, São Vicente, São Tiago, Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, Recife, Salvador, Porto Seguro, Vitória e Rio de Janeiro. A aeronave utilizada nessa incrível façanha era um monomotor Fairey III-D de 350cv. A chegada ao Brasil e o regresso a Portugal foram motivos de grandes apoteoses. Naquele momento não eram habituais grandes viagens sobre o mar, e sem pontos de referência na água ou em terra. A navegação astronômica tornou-se,a partir dessa magnífica epopeia, condição básica para o progresso da aviação e, consequentemente, importante fator de desenvolvimento dos povos. Gago Coutinho e Sacadura Cabral formaram uma dupla muito especial e altamente criativa, desenvolvendo, em conjunto, um curioso equipamento que denominaram “Corretor de Rumos”, que permitia plotar a deriva do avião e calcular o rumo verdadeiro, com excelente precisão. Tinha a dimensão equivalente aos dias de hoje com o emprego do GPS, sistema de posicionamento global por satélite. Utilizaram também o “Sextante de Horizonte Artificial”. Este sextante resultou de uma adaptação do clássico sextante de marinha, realizada em 1919 por Gago Coutinho, mediante a aplicação de um nível de bolha de ar e de um espelho auxiliar para refletir a imagem da bolha.


Este dispositivo permitia assim definir um plano horizontal. Esta invenção, até então inédita, revolucionaria os métodos de navegação aérea, permitindo realizá-la com precisão, sem qualquer auxílio exterior. Era o nascimento do que proporcionaria o atual horizonte artificial, para o voo por instrumentos.

Resumo da viagem

A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul foi efetuada sem o apoio de qualquer navio auxiliar, nem tampouco a bordo dos hidroaviões “Fairey” existia qualquer aparelho de radiotelegrafia. Na navegação da Travessia, feita fora da linha normal de navegação marítima, apenas se observou o Sol e a bordo do avião praticou-se a navegação como se estivesse a bordo de um navio isolado, dependente apenas da utilização da bússola, dos cronômetros e do sextante português. Os cálculos da posição foram feitos por processos especiais e muito rápidos, criados pelos aeronautas portugueses e, assim, a posição não levava mais de três minutos para ser encontrada. Estes processos permitiram o traçado de 40 retas de altura durante as 11 horas e 20 minutos de voo que durou a etapa crítica Porto Praia – Penedo de São Pedro, numa extensão de 1.700 km. Durante a Travessia Aérea do Atlântico Sul, os notáveis aviadores estiveram sem avistar terra durante 36 horas e 44 minutos e, durante este tempo, foram observados 96 grupos de alturas do Sol, ou seja, um grupo para cada 23 minutos. Durante a Travessia foram percorridas 4.527 milhas náuticas em 62 horas e 26 minutos de voo, ou seja, a uma velocidade média, por hora, de 72,5 milhas náuticas por hora. O monumento evocativo do memorável feito histórico pode ser visto em Lisboa, próximo à Torre de Belém, e representa o “Santa Cruz”, o hidroavião que concluiu a épica viagem iniciada em 30 de março de 1922 com o “Lusitânia”. Este afundou em 18 de abril junto aos Penedos de São Pedro e São Paulo. A Travessia prosseguiu com o hidroplano “Portugal”, que também se perdeu na mesma área, em 11 de maio, sendo substituído pelo “Santa Cruz”, que, finalmente, chegou a Recife em 5 de junho e, posteriormente, ao Rio de janeiro, em 17 de junho. O Museu de Marinha, em Lisboa, acolhe em seu precioso acervo o hidroavião “Fairey”, o único aeroplano sobrevivente da perigosa Travessia, e que foi batizado de “Santa Cruz” pela esposa do então Presidente do Brasil, Dr. Epitácio Pessoa.


Embora a fragilidade dos hidroaviões utilizados obrigasse os insignes aeronautas a deixar pelo caminho o “Lusitânia” e o “Portugal”, esta temerária e atribulada Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, em que os nobres aviadores estiveram muito perto de perder a vida, teve o mérito de comprovar a eficácia e o valor dos processos desenvolvidos por Gago Coutinho para a navegação aérea, assim como o bom desempenho do “Sextante de Bolha”, por ele inventado, e do “Corretor de Abatimento”, concebido em parceria com Sacadura Cabral. Com garra, coragem, determinação, aguçada inteligência, profissionalismo, e comovente denodo, completaram, em 1922, a Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro. Proeza alcançada não somente devido à coragem e ao espírito aeronáutico, mas também aos instrumentos de navegação por eles criados e até então inexistentes.

Fonte: A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul

Autor: Manuel Cambeses Júnior, Coronel-Aviador e membro do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

Pesquise: https://www2.fab.mil.br/incaer/images/eventgallery/instituto/Opusculos/Textos/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf

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