Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

KC-390

FAB capacita futuros tripulantes do cargueiro KC-390
A Ala 2, em Anápolis (GO), realizou, de 30 de abril a 15 de maio de 2018, o 1° Curso de Emprego da Aviação de Transporte (CEAT). O foco principal foi preparar os tripulantes do Grupo de Implantação da aeronave KC-390, o Grupo Kilo. O CEAT capacitou oficiais e graduados de diversas especialidades em ações de Força Aérea características da tarefa de sustentação ao combate, entre elas, assalto aeroterrestre; evacuação aeromédica; infiltração e exfiltração aérea; transporte aéreo logístico; Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN); salto livre operacional; lançamento aéreo de material; aproximações e decolagens táticas. "Essa capacitação faz parte do processo de preparação operacional dos militares, permitindo o desenvolvimento da concepção operacional e de emprego desse novo vetor, que dará projeção ao poder aeroespacial, como prevê a Doutrina Básica da Força Aérea Brasileira e a Estratégia Nacional de Defesa", explicou o coordenador do curso, Capitão Daniel Elias Souza.

O curso contou com 15 militares das mais variadas aviações que constituem o Grupo Kilo. O Sargento Antônio Agacy Monteiro Cavalcante foi um dos alunos e atuará na aeronave como Operador Especial Nível Três, que tem a função de operar os sensores e fazer o reabastecimento, entre outras coisas. "O curso foi muito importante porque nivelou conhecimento e qualificou sobre as missões da Aviação de Transporte", ressaltou. A primeira aeronave deve ser entregue à FAB no segundo semestre de 2018.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Indústria Aeronáutica

Embraer:
5 décadas e 46 modelos de aviões
Criada em 19 de agosto de 1969, a Embraer é a principal fabricante brasileira de aviões e uma das maiores do mundo. A empresa já produziu ao longo de sua história de quase 50 anos 46 modelos de avião. Em 2018, fabrica 12. No total, já fez mais de 8.000 unidades desde 1969. A empresa nasceu como uma estatal para a produção do turboélice Bandeirante - cujo cinquentenário de seu primeiro voo se comemora em 2018 - desenvolvido pelo Centro Técnico Aeroespacial, e do EMB-326 Xavante, produzido sob licença da italiana Aermacchi. Na década de 1970, a Embraer colocou no mercado mais dois aviões desenvolvidos na empresa. O turboélice pressurizado EMB-120 Brasília, para transporte de passageiros, e o avião militar EMB-312 Tucano, para treinamento e missões de ataque. Ambos foram amplamente utilizados no Brasil e no exterior. Além dos aviões próprios, a Embraer também produzia, sob licença, aeronaves da Piper Aircraft chamados no Brasil de Carioca, Corisco, Tupi e Seneca. A produção desses modelos depois seria transferida para a Neiva, uma subsidiária da Embraer.

Privatização
O momento mais delicado da companhia ocorreu no início da década de 1990. Em meio às turbulências econômicas do país, a empresa reduziu a produção e demitiu funcionários. Em 1994, o governo do presidente Itamar Franco decidiu pela privatização. Sob controle da iniciativa privada, a empresa teve novos investimentos, o que permitiu o desenvolvimento de aviões mais modernos. Em 1995, voava pela primeira vez o jato regional ERJ-135. Foi o início do crescimento da Embraer no mercado mundial de aviação comercial. A família ERJ incluía mais dois aviões, o ERJ-140 e o ERJ-145, com capacidade para mais passageiros. A partir de 1999, o portfólio de aviões comerciais ganhou novo impulso com a família dos E-Jets, que inclui os modelos E170, E175, E190 e E195. Com os novos aviões, a Embraer se transformou na terceira maior fabricante aeronáutica do mundo, atrás apenas das gigantes Boeing e Airbus. A Embraer tem se dedicado ao desenvolvimento da segunda geração dos E-Jets, batizada de E2, com os modelos E175-E2, E190-E2 e E195-E2. Na área de defesa, o principal projeto é o cargueiro militar KC-390, o maior avião militar já desenvolvido pela Embraer, cujos protótipos estão na fase final de testes em voo.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Indústria Aeronáutica

Parceria Boeing-Embraer resultará em terceira empresa
Depois de meses de negociação, a Embraer deu os primeiros indícios de qual será o modelo de negócio adotado na parceria com a Boeing. A companhia brasileira afirmou em comunicado ao mercado que a possibilidade em estudo é a criação de uma joint venture (terceira empresa) que ficaria responsável por toda a área de aviação comercial da Embraer. Essa joint venture, porém, teria o controle majoritário da Boeing, segundo especulações de mercado. Com isso, restaria à Embraer exclusivamente as áreas de defesa e aviação executiva, além de uma participação minoritária na nova empresa de aviação comercial. A grande questão é saber como ficará a situação financeira da Embraer após o acordo. A área de aviação comercial, que passaria para o controle da Boeing, é responsável por mais da metade do faturamento da brasileira e responde por grande parte do lucro operacional. Nos últimos cincos anos (2013-2017), a aviação comercial respondeu por em torno de 85% do lucro operacional da Embraer e chegou a representar até 57,7% do faturamento da empresa no ano de 2017. As áreas de defesa e aviação executiva, que devem ficar exclusivamente com a Embraer, viveram um período mais instável principalmente nos três anos últimos anos, quando representaram, juntas, menos de 45% do faturamento da Embraer. Em 2017, por exemplo, a área de defesa e segurança foi responsável por 16,3% da receita e a de aviação executiva, 25,6%. Além disso, a área de defesa chegou a operar no vermelho em 2015, enquanto a executiva responde apenas por uma parcela pequena no lucro operacional da companhia.

Fonte: Defesanet, com texto de Jéssica Sant Ana

terça-feira, 22 de maio de 2018

Datas Especiais

22 de maio:
Dia da Aviação de Patrulha

A Aviação de Patrulha é composta por militares com a responsabilidade de vigiar 24 horas por dia uma área de aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros quadrados sobre o litoral brasileiro. O Dia da Aviação de Patrulha é comemorado em 22 de maio e faz referência à primeira ação marcada pelo batismo de fogo, com missões de defesa do litoral brasileiro, durante a II Guerra Mundial, quando os militares brasileiros lutaram contra a ideologia nazifascista. Vídeo mostra a evolução tecnológica ocorrida desde 1942 nas atividades de patrulha marítima, vigilância e proteção das riquezas do pré-sal.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Espaço

Grupo faz pesquisa aeroespacial no Ceará
Ainda que a engenharia espacial seja uma realidade distante em Fortaleza, o Grupo de Desenvolvimento Aeroespacial (GDAe) nasceu com o intuito de estudar a ciência e construir foguetes. A ideia surgiu em 2015, quando alguns alunos da Universidade Federal do Ceará (UFC) criaram um grupo para discutir o assunto. Em 2017, sob a orientação do professor e físico por formação Claus Wehmann, virou projeto de extensão. Com 22 integrantes, todos estudantes de cursos de engenharia da instituição, o GDAe funciona dentro de uma casa feita de plástico, localizada no campus do Pici, e que anteriormente abrigava outro projeto.

Projetos do GEDAE
O grupo desenvolveu dois projetos. Um deles é o Thunder, um foguete mais simples que usa um motor de propulsão sólida. O outro é chamado de Projeto Hermes, um fo.guete híbrido capaz de atingir 5.000 metros de altitude, e tido como projeto principal da equipe no momento. Com o projeto do foguete em mãos, eles também pensam em uma missão. A Missão Dragão do Mar foi pensada para o foguete Hermes. "Geralmente as pessoas criam uma missão relacionada ao objetivo desse foguete. E a nossa missão é basicamente lançar um foguete que use tecnologia híbrida, atinja um apogeu de 5 quilômetros e seja lançado do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno. Acho que a gente não vai levar nenhuma carga paga dentro do foguete. A missão se resume a lançar o foguete mesmo, porque, em termos universitários, já é um feito muito grande". A ideia é que a Missão seja finalizada, com o lançamento, ainda em 2018, segundo o relato de Emanuel Santos, estudante de engenharia mecânica. O foguete Thunder utiliza nitrato de potássio e açúcar como combustível. A ideia do grupo é que ele seja lançado entre maio e junho de 2018, em uma área isolada da Fazenda Experimental Vale do Curu, da UFC, em Pentecoste.

domingo, 20 de maio de 2018

Especial de Domingo

A próxima terça-feira, 22 de maio, é o dia da Aviação de Patrulha. Voltamos a publicar conteúdo sobre o tema.
Boa leitura.
Bom domingo!

AVIAÇÃO DE PATRULHA

O calendário da Aeronáutica do Brasil dedica o dia 22 de maio à Aviação de Patrulha. A data relembra o 22 de maio de 1942, quando um avião B-25 da FAB efetuou ataque ao submarino italiano Barbarigo, que havia torpedeado o navio mercante brasileiro Comandante Lira, próximo ao Atol das Rocas.

Em função dos acordos assinados com os EUA, a FAB passou a receber modernos aviões, treinamento, armamento, doutrina, táticas e técnicas de emprego contra submarinos.

Passamos a patrulhar nosso litoral e as principais rotas de comboio. A partir de então, nossas perdas foram diminuindo até que os submarinos inimigos praticamente foram expulsos do Atlântico Sul próximo ao nosso litoral. O Brasil realizou vários ataques, tendo sido confirmado o afundamento do submarino alemão U -199 próximo ao litoral de Cabo Frio.

O Brasil é um país territorial e marítimo, totalmente dependente de suas rotas oceânicas para sua sobrevivência, o que exige permanente vigilância e ação de presença em águas bastante afastadas de nosso litoral somente asseguradas por uma Aviação de Patrulha moderna, eficiente e apta ao cumprimento de suas missões.

Histórico
A primeira Unidade Aérea de Patrulha que se tem registro no Brasil foi a Primeira Flotilha de Bombardeio e Patrulha, criada na Aviação Naval em 1931. O Sétimo Grupo de Aviação tem suas origens nos Grupos de Patrulha (GP), implantados em fevereiro de 1942, quase um ano após a criação do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, esta pela absorção da Aviação Naval e da Aviação do Exército.

Durante a Segunda Guerra Mundial, devido aos ataques de submarinos alemães e italianos contra navios mercantes brasileiros, a FAB começou a empreender missões de patrulha empregando todos os meios aéreos disponíveis na época.

Ao término da Segunda Guerra Mundial, a FAB possuía uma Aviação de Patrulha de mesmo nível operacional e com aviões idênticos aos empregados pela Aviação Naval da Marinha Americana.

Seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia.


O 7º Gav operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958 chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar um Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976.

Atualmente a Força Aérea Brasileira tem quatro esquadrões de Patrulha, que compõem o 7º GAv, todos subordinados à Segunda Força Aérea (II Fae). O objetivo é realizar missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro.

O Primeiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (1º/7º GAv - Esquadrão Orungan), sediado em Salvador, na Bahia, foi criado em 8 de novembro de 1947. O Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7ºGAv -Esquadrão Phoenix), com base em Florianópolis, em Santa Catarina, foi criado em 11 de setembro de 1981 e ativado em 15 de fevereiro de 1982.

Já o Terceiro Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (3º/7º GAv- Esquadrão Netuno), sediado em Belém (Pará) foi criado em 27 de setembro de 1990. Em 31 de julho de 1998, criou-se o Quarto Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (4º/7º GAv – Esquadrão Cardeal), baseado em Santa Cruz, no Rio de Janeiro.

Modernização e novos desafios
Os Esquadrões de Patrulha operam a aeronave Bandeirante. O primeiro Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, designado P-95 na Força Aérea Brasileira, chegou à Base Aérea de Salvador no dia 10 de abril de 1978 sendo utilizado até hoje pelos quatro esquadrões. Para melhor cumprir a missão, as aeronaves P-95 foram modernizadas proporcionando um "upgrade" operacional, com a inserção de modernos instrumentos embarcados, substituição do radar de busca de superfície e painel de controle dos pilotos totalmente digitalizado.

A descoberta da camada do pré-sal e de novas fontes de recursos submersos ao longo de nosso litoral vem transformando a aviação de patrulha em importante elo de defesa dessas riquezas naturais na costa brasileira. Atenta a esses novos desafios que surgem a FAB incorporou à patrulha aeronaves P-3 AM Orion, dotadas de aviônicos de primeira geração.

Patrono da Aviação de Patrulha
MAJOR BRIGADEIRO-DO-AR 
DIONYSIO CERQUEIRA DE TAUNAY

Nascido no Rio de Janeiro, foi admitido na Escola Naval em abril de 1930. Foi declarado Guarda Marinha a 1 de dezembro de 1933. Guarneceu o Navio Escola Saldanha da Gama, em sua viagem inaugural Inglaterara-Brasil. Fez curso de aviador naval, tendo solado em avião De Havilland DH - 82 (Tiger Moth) em 15/09/36. Brevetado, foi servir na 2ª Esquadrilha de Adestramento Militar, onde voou Fairey Mk VIII (Gordon).

No restante de seu tempo na Marinha, voou ainda as aeronaves Wacco CSO, Wacco CJC, Focke Wulf 44J, Focke Wulf 58B e North American 46. Fez as linhas do Correio Aéreo Naval. Já no posto de capitão-tenente, ao qual fora promovido em 1 de junho de 1940, foi incluído na Força Aérea Brasileira em 20/01/41 como Capitão Aviador, com a criação do Ministério da Aeronáutica.

Serviu no Gabinete Técnico do Ministério da Aeronáutica e, com a criação do Agrupamento de Aviões de Adaptação em Fortaleza, em 1942, fez sua transição para os novos aviões que a FAB estava recebendo.

Fez o translado em voo, do EEU para o Brasil, de diversas aeronaves - A primeira como piloto e as outras como Comandante da Esquadrilha:

Vultee BT-15 - Saída de San Antonio, Texas em 23/03/42
North American AT-6C - Saída de San Antonio, Texas em 02/07/43
North American B-25J - Saída de San Antonio, Texas em 26/12/47
Lockheed P-2V-5 (P-15 na FAB) - Saída de Fresno, Califórnia em 17/12/58 comandando uma Esquadrilha de 5 aeronaves para o 1º/7º GAv-B Ae Sv.

Como Capitão serviu no 2º Grupamento de Patrulha na Unidade Volante da Base Aérea do Galeão, onde voou Lockheed A28A (Hudson) e Consolidated PBY-5 (Catalina).

Em 22 de agosto de 1942, o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália e o 2º Grupo de Patrulha foi das primeiras unidades da FAB a executar missões sobre o Atlântico. O Capitão-Aviador TAUNAY voou 67 missões de Patrulha em aeronaves A-28A Hudson e PBY-5 Catalina.Seu batismo de fogo ocorreu no dia 30 de outubro de 1943, quando fazia uma missão de cobertura aérea de comboio voando um avião Catalina PBY-5. Ao avistar um submarino, ao largo de Cabo Frio, realizou ataque com bombas de profundidade e tiros de metralhadora, tendo enfrentado reação antiaérea.

O Catalina foi atingido no motor, na fuselagem e na empenagem, sendo obrigado a embandeirar a hélice direita. No evento, dois tripulantes foram feridos pelos tiros da artilharia antiaérea: 1º Mecânico 1S QAv Halley Passos e o 2º Mecânico 3S QAv Humberto Mirabelli.

O Ministro da Aeronáutica, pelo Aviso 165, de 13 de novembro de 1943, elogiou a tripulação:

"Tomando conhecimento da parte relativa ao ataque feito a um submarino inimigo, no dia 30 de outubro findo, por um avião da Unidade Volante da Base Aérea do Galeão, tenho grande satisfação em louvar o Capitão Aviador Dionysio Cerqueira de Taunay comandante do avião e sua tripulação pela bravura com que, evidenciando mais uma vez a eficiência da Força Aérea Brasileira, se conduziram no Combate travado e que resultou no afundamento do submarino." (a)Salgado Filho - Ministro da Aeronáutica.

Fontes: Agência Força Aérea e Abrapat

sábado, 19 de maio de 2018

Recreio

Gibi com a Turma da Mônica conta o uso da tecnologia nas Forças Armadas
Acaba de ser lançado o Almanaque “A Turma da Mônica e a Indústria de Defesa Brasileira”. O projeto apresenta de maneira lúdica e divertida o papel da Indústria de Defesa Brasileira e das Forças Armadas para o público infantojuvenil, é de iniciativa do Instituto Brasileiro de Estudos em Defesa Pandiá Calógeras (IBED), pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), em parceria com o Instituto Maurício de Sousa.

Valores
Durante o lançamento do gibi, o Ministro da Defesa Silva e Luna destacou a presença do cartunista Maurício de Sousa, que contribui para o entretenimento infanto-juvenil de várias gerações. “É uma grande satisfação para o Ministério da Defesa apoiar e participar desta iniciativa. Sabemos que toda vez que falamos para as crianças e adolescentes, estamos semeando o futuro”, destacou. Segundo o ministro, esta é mais uma oportunidade para que os valores praticados nas Forças Armadas sejam transmitidos às gerações futuras. “Aproveito para cumprimentar com alegria o senhor Maurício de Sousa e equipe pela inspiração e criatividade de sempre. O produto final superou em muito as nossas expectativas”, pontuou.

O ministro da Indústria, Comércio, Exterior e Serviços, Marcos Jorge, considerou que o Almanaque vai ampliar a percepção de jovens e crianças em idade escolar sobre a importância da Defesa Nacional, do ponto de vista do desenvolvimento industrial, além de abordar tecnologias inovadoras. “É na área de Defesa que as empresas nacionais têm a grande oportunidade de comprovar sua competência tecnológica”, ressaltou.

A história
Crianças do Colégio Militar de Brasília e do Programa Forças no Esporte (PROFESP), foram ao evento e receberam exemplares do almanaque. As aventuras do enredo de “A Turma da Mônica e a Indústria de Defesa Brasileira” se passam no mar, na terra e no ar. Misturando humor e informações sobre as principais tecnologias das Forças Armadas, personagens descobrem ações de defesa da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para garantir a soberania nacional. A publicação expõe as complexas capacidades produtivas e tecnológicas da Base Industrial de Defesa do Brasil.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Museus

No Rio, MUSAL terá atividades aviatórias públicas neste fim de semana
Neste sábado e domingo, 19 e 20 de maio de 2018, das 9h às 16h30, como parte da 16ª Semana Nacional de Museus, no Museu Aeroespacial (Musal), no Campo dos Afonsos, Rio de Janeiro, serão desenvolvidas atividades aviatórias. No sábado haverá a "Exposição de aeronaves da Associação Carioca de Aeromodelismo", exposição de ultraleves, exibição de filmes históricos, visitação às aeronaves históricas, oficina educativa infantil, apresentação de aeromodelos, demonstração aérea da Esquadrilha CEU e apresentação da Banda de Música da Base Aérea de Santa Cruz.

Domingo
No domingo, haverá a exposição de aeronaves da Associação Carioca de Aeromodelismo, "Encontro de carros antigos", exibição de filmes históricos, oficina educativa infantil, visitação às aeronaves históricas, "Corrida Federal Kids", demonstração aérea da Esquadrilha CEU e a apresentação de aeromodelos. Serão disponibilizadas áreas de estacionamento no interior do campus da UNIFA e nos estacionamentos externos do NuPAMAAF, HAAF e da PAAF. A entrada será gratuita. Haverá arrecadação de doação voluntária de alimentos não perecíveis, a serem distribuídos ao Instituto Casa Viva, do Jardim Sulacap, entidade carente auxiliada pelo Musal.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Espaço

Disputa comercial impede SGDC de levar internet a áreas remotas
Uma disputa judicial suspendeu o uso do SGDC - Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas para um programa que deveria levar internet rápida às áreas mais isoladas do Brasil. O SGDC é o primeiro satélite integralmente controlado pelo Brasil. Foi colocado em órbita há um ano ao custo total de quase R$ 2,8 bilhões. É uma parceria entre o Ministério da Defesa e a Telebrás. As Forças Armadas ficam com 30% da capacidade do satélite para conectar suas instalações militares, como postos mantidos nas fronteiras. A empresa americana Viasat foi escolhida pela Telebrás para operar os restantes 70%, que são destinados a fornecer banda larga de conexão de dados a diversos órgãos do governo federal e ao programa Internet para Todos, que pretende levar o serviço às regiões isoladas do país. A Telebrás tinha previsão de instalar oito mil postos até o fim de 2018 e quinze mil até março de 2019. Mas o programa está parado por causa de uma disputa judicial. No fim de março, a empresa Via Direta Telecomunicações conseguiu na Justiça do Amazonas uma liminar para suspender o acordo entre a Telebrás e a Viasat: alega que a escolha da empresa americana foi irregular. A Telebrás manteve por oito meses um processo de chamamento público em busca de interessados no serviço. Nenhuma empresa se apresentou. A Telebrás, então, passou a receber propostas individuais, privadas, no começo de 2018. Escolheu a Viasat, que até então não atuava no país. A empresa amazonense Via Direta Telecomunicações disse que foi preterida do processo depois de iniciar as negociações para operar parte da capacidade do satélite. A Telebrás afirma que a Via Direta sequer apresentou proposta para participar do negócio. No pedido à Justiça, a Via Direta também lançou dúvidas sobre a soberania do Brasil, já que uma empresa estrangeira operaria um satélite que também atende às Forças Armadas brasileiras.

Sem risco à soberania
O Ministério da Defesa nega que a soberania nacional esteja em risco e defende o programa. A Advocacia-Geral da União recorreu da decisão da Justiça do Amazonas. O caso está nas mãos da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia. A Procuradoria-Geral da República se manifestou para manter o contrato suspenso. O presidente da Telebrás alega que se trata de uma disputa comercial e afirma que o impasse jurídico causa prejuízo diário de R$ 800 mil ao país. “Desde quando foi suspenso o processo nosso de entrega e ativação, nós já perdemos R$ 25 milhões. É um projeto que já foi assinado uma parceria com mais de quatro mil prefeituras e nós vamos levar banda larga para mais de 50 mil povoados que tenham, pelo menos, 50 casas. Tem povoados com cinco mil brasileiros que não têm nada de banda larga”, disse o presidente da Telebrás, Jarbas Valente.

Fonte: Jornal Nacional via FAB

Saiba mais: Blog do NINJA de 05/05/2017  e 08/07/2017 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Indústria Aeronáutica

Formato de empresa da Embraer com a Boeing deve ser anunciada até outubro de 2018
O presidente da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, espera que o anúncio do formato de uma fusão com a norte-americana Boeing, iniciada em dezembro de 2017, seja feito antes das eleições de outubro de 2018. A declaração do executivo foi feita durante evento da Uber, em Los Angeles, nos Estados Unidos, na semana passada. Segundo ele, a maior dificuldade de fechar o negócio não é o valor ou a possível resistência em vender a área de defesa da Embraer, mas em encontrar um formato que preserve a colaboração entre as duas empresas. "A ideia é fazer uma parceria para que a gente consiga ter uma empresa maior, com mais crescimento, mais vendas, mais exportação e mais industrialização. O projeto é muito positivo nesse sentido, não o faríamos para reduzir a empresa, mas sim para criar uma maior", afirmou Souza e Silva.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Tráfego Aéreo

Pesquisa ouvirá pilotos e controladores a respeito da Terminal São Paulo
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) realiza, até 31 de maio de 2018, uma pesquisa de opinião sobre a Reestruturação na Área de Controle da Terminal São Paulo, denominado Projeto TMA-SP Neo. O objetivo é conhecer a percepção dos controladores de tráfego aéreo e pilotos em relação à circulação aérea da TMA-SP. Os usuários poderão, também, deixar críticas, sugestões e considerações. O gerente do projeto, adjunto do chefe da Divisão de Operações do Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP), Major Aviador Robson Laube Roque Moreira, afirma que essa iniciativa prioriza o Processo de Decisão Colaborativa, nas quais aeroportos, empresas aéreas, pilotos e controladores de tráfego aéreo não apenas são ouvidos, mas participam ativamente das etapas. “A pesquisa vai ao encontro dessa estratégia, dando oportunidade aos usuários do sistema de participarem do desenvolvimento do projeto”, destaca. De acordo com o oficial, a intenção é manter a política de melhoria contínua aplicada pelo DECEA, modernizando as trajetórias da Terminal São Paulo. “A reestruturação visa proporcionar uma maior eficiência energética, por meio da redução de combustível gasto pelas aeronaves e consequente redução das emissões de carbono (CO²), além de diminuir a carga de trabalho dos controladores de tráfego aéreo e pilotos”, explica.

Remodelação
Haverá uma remodelação completa das rotas das aeronaves que voam por instrumento dentro da Terminal São Paulo, por meio dos recursos da Navegação Baseada em Performance (PBN, do inglês Performance Based Navigation), além da aplicação das melhores práticas observadas nas terminais mais congestionadas do mundo. O projeto, que envolve planejamento, treinamento e execução, já encontra-se em andamento e a previsão de início dos novos procedimentos de navegação aérea é setembro de 2020.

Benefícios
Entre os principais benefícios esperados com as alterações na TMA-SP, destacam-se a melhoria da eficiência das rotas dentro da terminal, a maior fluidez das operações, a absorção do aumento da demanda do tráfego aéreo nos próximos dez anos e a manutenção dos índices de segurança operacional no espaço aéreo. Segundo o chefe do Subdepartamento de Operações do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, a reestruturação da Terminal São Paulo está alinhada com os objetivos de desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). “Com a iniciativa, agregaremos mais eficiência ao gerenciamento do tráfego aéreo, contribuindo para redução no tempo de voo, no consumo de combustível, na poluição do meio ambiente, além da diminuição da carga de trabalho dos controladores e tripulação”, esclarece. O Brigadeiro Bertolino afirma, ainda, que a colaboração dos usuários do sistema é essencial para avaliar a estrutura atual da Terminal São Paulo: “A pesquisa contribuirá para identificar oportunidades de melhorias na concepção do espaço aéreo da nova TMA-SP”, afirma.

Pilotos: Clique aqui

Controladores: Clique aqui

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Concurso para médicos

Força Aérea seleciona 104 médicos
Inscrições de 14/05 a 12/06/18

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou edital para o Exame de Admissão do Curso de Adaptação de Médicos da Aeronáutica (CAMAR) do ano de 2019. As inscrições estarão disponíveis de 14 de maio a 12 de junho de 2018. A taxa é de R$ 130,00. Ao total, são 104 vagas para diversas especialidades, como Médico de Família e Comunidade, Pediatria e Otorrinolaringologia, distribuídas em todas as regiões do Brasil. Para participar do exame de admissão, os candidatos não podem completar 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2019. O processo seletivo é composto por prova escrita (língua portuguesa e conhecimentos especializados), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia 29 de julho de 2018. Se aprovado em todas as etapas dentro do número de vagas, o candidato fará o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte, Minas Gerais, durante aproximadamente 17 semanas. Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno será nomeado Primeiro-Tenente do Quadro de Oficiais Médicos da Aeronáutica.

Edital: Clique aqui

domingo, 13 de maio de 2018

Especial de Domingo – Em Primeira Mão

Museu Asas de um Sonho será instalado em São José dos Campos (SP)
João Amaro, Wiliam Rady e Ozires Silva
O Museu Asas de um Sonho será instalado em São José dos Campos (SP), nas proximidades do MAB – Memorial Aeroespacial Brasileiro, ao lado da Embraer. O início da construção foi anunciado ontem, 12 de maio de 2018, às 12h10, dentro do MAB, em reunião da qual participaram João Francisco Amaro, presidente do museu, o prefeito de São José dos Campos, Felício Ramuth, e o coronel Ozires Silva, um dos fundadores da Embraer.


Estiveram presentes, ainda, Neide Pereira, Kiko Sawaya, Antonio José Catter, Wiliam Rady, entre outros, os quais assinaram uma breve ata, materializando o primeiro momento do projeto.

Pausa
No dia 02 de fevereiro de 2016, o presidente do Museu TAM – Asas de um Sonho, então sediado em São Carlos (SP), anunciava o encerramento da exposição permanente naquela cidade, acenando com a possibilidade de ressurgir em outro local.

“O nosso sonho foi interrompido, mas não acabou! Trata-se de uma pausa para elaboração de um projeto mais amplo, de modernização, adaptação a novas tecnologias, abertura a parcerias e o ressurgimento em um novo local”, disse em um comunicado.

Justificava o fechamento das portas das imponentes instalações, devido queda de receita, dos custos em alta do setor aéreo e da recessão econômica que, naquele início de 2016, fustigava o país, já que a TAM Linhas Aéreas era a mantenedora do museu. Ontem, 12 de maio de 2018, com o anúncio da construção de um complexo para abrigar o acervo do Asas de um Sonho em São José dos Campos, batizada como a Capital do Avião, concretiza-se o que João Amaro dizia em seu comunicado de 2016:

“Já há tempo, contudo, achava que seria necessária a repaginação de todo o projeto, incluindo a parte arquitetônica, uma atualização tecnológica que permitiria instalar modernos simuladores de voo, a maior integração com a internet tendo em vista a importância da democratização do museu através da rede e uma definição das fontes de custeio”.

Renascimento
Naquele comunicado de dois anos atrás, Amaro dizia que “o nosso museu renascerá mais forte, com uma nova localização e totalmente modernizado. A sua transferência é um grande desafio, um trabalho enorme e dispendioso, uma operação de logística gigantesca prevista para até cinco anos. Nesse ínterim, o museu ficará fechado com suas aeronaves protegidas, e seus motores inibidos no mesmo local onde se encontram”.

Já é tradicional que passeios em São José dos Campos (SP) – como os realizados por turmas do NINJA, Núcleo Infantojuvenil de Aviação - incluam no roteiro uma visita ao MAB – Memorial Aeroespacial Brasileiro, onde são exibidas aeronaves, experimentos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, itens da Força Aérea Brasileira e material relacionado à história aeroespacial do Brasil.

Brevemente, com a construção do Museu Asas de um Sonho, os acervos se complementarão e tornarão a visita ainda mais interessante.

Um dia no museu
O material a ser trasladado para o novo endereço do museu retratará a exposição anteriormente apresentada em São Carlos, conforme publicação no blog do NINJA, em 2015:
Um senhor que com uma bola de tênis presa a um cabo de madeira esfrega o chão, de modo a remover resíduos de borracha de sola de calçado que marcam o piso. Um jovem que pacientemente limpa a parede de vidro protetora de uma área de exposição sobre corrosão. Um rapaz que retoca a limpeza e brilho das partes de um avião Mirage III. Adolescentes guiando crianças entre as aeronaves e explicando em detalhes o significado e a história de certas peças expostas. Assim é o suporte para o visitante do Museu Asas de um Sonho. (...) O museu da TAM reúne cerca de 90 aeronaves de pequeno, médio e grande porte. O maior exemplar é um Constellation – avião com quatro motores a pistão, nas cores da extinta Panair do Brasil.

Também há aeronaves que fizeram a história da TAM: Fokker 100, Fokker 27, Embraer 110 Bandeirante e os monotores Cessna empregados na então Táxi Aéreo Marília.

Na parte de aviação militar estão raridades da Segunda Guerra Mundial, como o Messerschmitt BF 109, empregado pela aviação nazista, o inglês Spitfire, o americano Corsair e o P47 Thunderbolt que equipou o 1º Grupo de Aviação de Caça da FAB, o “Senta a Pua”, lutando contra o nazifascimo nos céus da Itália.


Lembrando o conflito da Coréia, estão impecáveis exemplares de Mig (Mikoyan-Gurevich) 15, 17 e 21. O acervo relativo à Força Aérea Brasileira remete ao lendário P47 Thunderbolt, ao monomotor Regente, caça supersônico Mirage III, HS 125, Búfalo C115, P16 Tracker, Gloster Meteor F8 e TF33. Já a Aviação Naval é representada por um helicóptero Sea King.

Entre os pioneiros e clássicos, o visitante do Museu da TAM poderá apreciar o primeiro de todos, o 14-Bis, e o Demoiselle, criações do gênio brasileiro Alberto Santos Dumont. Verá, também, um Fleet II, de 1931, porém pintado nas cores da heróica Esquadrilha Lafayette, equipe formada por pilotos americanos a serviço da aviação francesa, durante a Primeira Guerra Mundial, e retratada no filme “Flyboys”. Graça e elegância são vistas no triplano American Flea Ship. Ao alto, planadores presos ao teto parecem voar acima dos visitantes.

O museu expõe, ainda, o avião Jahú que proporcionou a tripulantes brasileiros efetuarem, em 1927, a primeira travessia do Atlântico sem escalas e sem apoio de navios; o motoplanador pilotado pelo casal Moss na viagem ao redor do planeta, a partir do Brasil; o Cessna PT-ADV da recordista e pioneira Ada Rogato; e o Waco CSO operado pela aviação paulista na Revolução Constitucionalista de 1932.

Além das dezenas de aeronaves, impecavelmente bem cuidadas, o museu dispõe de ambientes de interação, como o espaço com motivos aeroportuários para crianças, ambiente de Torre de Controle, exposição de uniformes de aeromoças de várias épocas e instalações de comunicação audiovisual com filmes e imagens que narram a história da aviação, da TAM e do próprio museu.

Saiba mais: Blog do NINJA de 07/02/2016  e 23/08/2015  

sábado, 12 de maio de 2018

Biblioteca NINJA

O Amigo Alemão
“O Amigo Alemão” é um livro com uma história real e emocionante desenvolvida a partir do encontro fortuito de um caça Bf-109 alemão com um bombardeiro B-17 americano, durante as batalhas aéreas da Segunda Guerra Mundial. Um inusitado ato de nobreza entre pilotos inimigos de guerra, no dia 20 de dezembro de 1943, resultaria num paradoxal fraterno encontro dos pilotos, 47 anos depois. Tudo porque um B-17, pilotado por Charlie Brown, totalmente destroçado, sem partes importantes da aeronave, e que racionalmente não poderia mais estar voando, foi escoltado por um caça inimigo para fora do espaço aéreo da Alemanha, porque Franz Stigler, ás da Luftwaffe, a força aérea alemã, já considerava o material fora de combate e resolveu poupar a vida dos indefesos tripulantes. O livro mostra a vida antes da guerra de cada um dos protagonistas, as suas ações durante o conflito, o que se passou com cada um após a capitulação da Alemanha e o encontro, em 1990, que os aproximou como amigos, quando puderam contar o episódio.

Um presente ao NINJA
No dia 24 de março de 2018, o piloto de provas (Prova 06) e piloto de caça (Jaguar 17) na Força Aérea Brasileira, comandante Luiz Carlos Rodrigues, fez uma palestra aos meninos e meninas do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA, em Ubatuba (SP), sobre o tema “Aviação: Serve para quê?”. Após o evento, presenteou o Núcleo de Aviação com um exemplar de “O Amigo Alemão”, o qual passa a ser leitura entre alunos e voluntários instrutores do NINJA. Na dedicatória, o piloto do supersônico Mirage e de tantos outros aviões, como os fabricados pela Embraer, diz aos alunos: “Aos Ninjas, uma homenagem do comandante Rodrigues àqueles que serão felizes ao construírem o seu próprio futuro. – Não vales pelo que és, mas pelo que fazes por sê-lo. Ubatuba, 24 de março de 2018. Luiz Carlos Rodrigues, Prova 06.”

O livro:
O Amigo Alemão
Autores: Adam Makos com Larry Alexander
407 páginas
Editora Geração

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Gripen NG

FAB recebe representantes de forças aéreas operadoras de Gripen
A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu, pela primeira vez, a comitiva do Gripen Users Group (GUG) - uma conferência do grupo de usuários do caça Gripen. O grupo se reuniu, dia 08 de maio de 2018, no Comando da Aeronáutica (COMAER), em Brasília (DF), onde compartilhou informações e discussões operacionais, de manutenção, e logística relacionadas ao caça. O Grupo de Usuários é composto por República Tcheca, Tailândia, Hungria, África do Sul, Suécia e Brasil. De periodicidade semestral, o evento é composto por um grupo de Aquisição e Desenvolvimento e dois subgrupos - Operacional e Logístico. A comitiva brasileira foi inclusa no GUG em 2017 e sua primeira participação foi em Praga, na República Tcheca. Segundo o Major-Brigadeiro do Ar Jefson Borges, responsável pelo contato entre o Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) e as Forças Aéreas operadoras da aeronave, os encontros são fundamentais para que os usuários do caça possam detalhar suas experiências, táticas, soluções logísticas, desenvolvimentos e dificuldades que precisam ser sanadas.

F-39
Para o Coronel Aviador Ricardo Resende, Presidente do Grupo Fox - responsável por coordenar a implantação do novo avião de combate da FAB, os encontros são imprescindíveis. O Grupo Fox trabalha desde janeiro no Comando de Preparo (COMPREP) da FAB, em Brasília, na coordenação de implantação do caça, que aqui recebeu a designação de F-39. A Real Força Aérea da Tailândia, usuária do caça, recebeu a aeronave Gripen C/D em 2011. Para o Capitão Jackkrit Thammavichai, um dos membros do GUG, conhecer os demais países que também operam a aeronave é importante para discutir os pontos técnicos e logísticos.

Visita técnica
O Grupo seguiu de Brasília para Gavião Peixoto (SP), no dia seguinte, para conhecer as instalações da Embraer Defesa & Segurança. A empresa apresentou as etapas já realizadas tanto relativas ao caça F-39 quanto ao novo cargueiro multimissão da FAB, o KC-390. Até 2020, 179 engenheiros trabalharão na transferência de tecnologia do Gripen NG, além de 73 técnicos especializados. Desses profissionais de engenharia, 125 estão atuando no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, na sigla em inglês), inaugurado em 2016, na Embraer. O espaço é considerado o principal marco no processo de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia. Das 36 unidades do Gripen NG adquiridas pelo Brasil, 23 serão produzidas pela Embraer, sendo 15 totalmente fabricadas aqui. O centro brasileiro está conectado à Saab na Suécia e aos parceiros industriais no Brasil.

Fonte: FAB

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Tecnologia

Embraer apresenta em feira americana o conceito do carro voador
A Embraer X, organização ligada à fabricante brasileira de aeronaves, apresentou, dia 8 de maio de 2018, em feira de Los Angeles, Estados Unidos, o primeiro conceito de veículo elétrico de decolagem e pouso verticais, batizado na indústria como carro voador. O aparelho equipará um sistema de tráfego aéreo para a Uber. Conhecido pela sigla eVTOL, a expectativa é que os testes do protótipo sejam feitos em 2020, com operação em 2023. O veículo ainda não começou a ser montado. Equipes trabalham no desenvolvimento do produto em Boston, na Florida, no Vale do Silício e em São José dos Campos. Os carros voadores serão uma alternativa de meio de transporte em centros urbanos. No contrato firmado com a Uber, a Embraer também tem que desenvolver um 'ecossistema' para operação dos veículos com rotas e plataformas que vão funcionar como pontos de embarque e desembarque de passageiros. O carro voador terá autonomia média de 100 km, velocidade entre 200 e 250 km/h e a altitude alcançada considerará uma faixa acima da altura de edifícios e abaixo das rotas operadas por aeronaves.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Aeronaves

FAB comprará Boeing 767-300ER
A Força Aérea Brasileira faz uma licitação para aquisição de uma aeronave Boeing 767-300ER. A aquisição será por FAB leilão, com escolha do menor preço, para um regime de execução indireta da compra da aeronave além de suporte logístico e uma modernização de meia-vida na aeronave (MLU) por um período de 36 meses. Embora não especificado, especula-se que a aeronave seja para reabastecimento em voo (REVO). A FAB já opera um Boeing 767, na forma de leasing aeronáutico. Como C-767 na FAB, o Boeing 767 “FAB 2900” é utilizado pelo Esquadrão Corsário no transporte de militares e civis, como recentemente no transporte de venezuelanos que estavam em Roraima. Em 2012, a FAB chegou a criar um programa chamado KC-X para aquisição de duas aeronaves de reabastecimento aéreo, onde duas aeronaves 767-300ER foram declaradas vencedoras e seriam convertidas pela IAI para versão MRTT (Multi-Role Transporter and Tanker). Em 2015 a FAB cancelou o projeto e as aeronaves que estavam reservadas para o Brasil foram redirecionadas pelo fabricante.

terça-feira, 8 de maio de 2018

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Aeronaves

FAB modernizará 50 Tucanos da AFA
A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu em março de 2018 uma licitação para modernizar a aviônica de 50 aeronaves de treinamento T-27 Tucano em uso na Academia da Força Aérea (AFA), de uma frota atualmente de 60 aviões. A modernização dos aviões foi batizada de Projeto T-27M . A licitação é voltada a empresas nacionais, mas permite a empresas estrangeiras participarem em consórcio com as brasileiras. A modernização da aviônica, com retirada dos instrumentos analógicos, deverá incorporar painel do tipo “glass cockpit” nos postos dianteiro e traseiro, com uma tela colorida de 10 polegads ou duas de 6 polegadas (medida diagonal) em cada posto, do tipo “touchscreen”. Também estão previstas, em cada posto, duas telas menores, uma dedicada a informações de funcionamento do motor e outra a dados básicos de voo (em caso de emergência), esta última dotada de bateria própria. A instalação dos novos sistemas não poderá impactar em modificações estruturais na cabine e fuselagem, e deverá ser compatível com a potência elétrica gerada pela aeronave. Também deverá resistir às manobras (carga G) do Tucano.

50 aviões
A FAB estipula 2 anos para realização do serviço, com 2 protótipos para certificação e 48 aeronaves de série, e estima o valor de 42,5 milhões de reais para todo o projeto (com a observação de que os itens são praticamente todos importados e que a estimativa leva em conta a cotação do dólar em janeiro). A modernização poderá ser feita pela contratada no PAMA-LS (Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa, MG) ou na BASP (Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos - SP) e a expectativa é que à modernização permita mais 15 anos de operação da aeronave. As principais justificativas para a modernização dos T-27 Tucano são a obsolescência dos instrumentos analógicos, especialmente para voo IFR (por instrumentos), com dificuldade de reposição, e necessidade de compatibilizar a aeronave com os novos padrões de tráfego aéreo, tanto para ambientar os pilotos quanto para as missões fora da área da AFA, em deslocamentos mais distantes, que também são treinados.

Fonte: Poder Aéreo

domingo, 6 de maio de 2018

Especial de Domingo

Voltamos a publicar texto do Maj Brig Ar da Reserva Wilmar Terroso Freitas, da coletânea Ideias em Destaque, do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica. 
Boa leitura. 
Bom domingo!

UM VOO QUE PASSOU... 
UMA SAUDADE QUE FICOU: 
A ÚLTIMA MISSÃO DO
T-6D 1545

Naquela manhã do dia 28 de fevereiro de 1975, decolaram, da Base Aérea de Belém, para uma longa viagem, os NA T-6G FAB 1557 e T-6D FAB 1545, pilotados pelo Tenente-Aviador Jair Kisiolar dos Santos e por mim, tendo, como mecânico, o Segundo-Sargento Isaías.

O T-6G do líder possuía instrumentos de comunicações e navegação, mas o T-6D – onde eu voava solo, pois o mecânico estava no avião do líder – tinha apenas um equipamento de comunicação em VHF (Very Hight Frequency), motivo pelo qual eu iria voando na ala do avião líder, como sempre foi comum fazê-lo, tanto em voos de instrução, como no emprego operacional de armamento ar-solo.

Seria um voo silencioso, pois eu não tinha um mecânico com quem falar de vez em quando, nem sinais de radionavegação ou broadcasting para sintonizar e ouvir, pela ausência do equipamento de navegação a bordo do 1545. Além disso, aquela não seria uma viagem normal, de rotina: seria uma viagem sem volta, pois as aeronaves NA T-6 Texan estavam sendo desativadas e deveriam ser entregues ao Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa – MG (PAMA LS), responsável pelo apoio e pelo recolhimento daquele tipo de aeronave.

Eram os dois últimos exemplares do Primeiro Esquadrão Misto de Reconhecimento e Ataque (1º EMRA) em seu derradeiro voo. Aqueles dois valorosos T-6 (T-meia), agora “aposentados”, voaram por muitos anos, sobre as coxilhas e serras do Rio Grande do Sul, quando estavam no Primeiro Esquadrão de Reconhecimento e Ataque (1º ERA) na Base Aérea de Canoas – RS, até serem transferidos para a Base Aérea de Belém, ao início de 1973, como equipamentos fundadores do 1º EMRA (Esquadrão Falcão).

Nos dois últimos anos (1973 e 1974), os T-6 sobrepujavam os naturais ruídos e harmoniosos sons da imensa selva amazônica, com o ronco dos seus possantes motores Pratt & Whitney R-1340-AN1 de nove cilindros radiais, arrefecidos a ar. Para o jovem Tenente, os longos voos, geralmente a baixa altitude, sobre a floresta, tendo, como referência, apenas o sinuoso caminho dos rios, as escassas ilhas e os lugarejos ribeirinhos, geravam uma sensação de liberdade e de poder, reforçados pela solidão da cabine e pela espetacular Amazônia que “desfilava” sob as nossas asas, mostrando-se intocada, imensa e bela.

Após decolar na ala e ir para a posição de Ataque Dois (1), já na proa de Marabá, primeira escala prevista, e ainda sem ter a noção clara de que aquela seria uma missão histórica em minha caderneta de voo, refleti, “com meus botões”, que aquele T-6... 

– não mais se faria ouvir estridente, no ronco do passo mínimo, durante um barril (2) por fora; 

– não mais abriria passagem, altivo, entre os rosados flamingos das matas de Igapó, ou espantaria os búfalos de Marajó; 

– não mais mergulharia, veloz e certeiro, como um Falcão, sobre o seu alvo, em missões de bombardeio ou de lançamento de foguetes, no Estande de Igarapé-Açu (3);

– não mais alegraria as populações ribeirinhas com suas evoluções rasantes, às margens do Rio Mar;

– não mais teria, ou seria, um ala fiel, inseparável, como neste derradeiro voo; 

– não mais voaria...estava desativado!  

Cerca de 15.000 unidades de T-6 foram produzidas, em diversas versões, sendo 81 montadas no Brasil pela Fábrica de Aviões de Lagoa Santa – MG, entre 1945 e 1952. Essas aeronaves voaram até 1974, nos Esquadrões e até 1976, na Esquadrilha da Fumaça.

O 1º EMRA teve dias gloriosos com o T-6. Jamais esqueceremos as formaturas de quatro aviões nas demonstrações aéreas em Belém. Meus quatro amigos, “vestindo” aquela “máquina” tão conhecida e respeitada por inúmeras gerações de “aviadores à moda antiga”, formavam um time de vibradores e exímios pilotos, que chegou a ser chamado de “Funorte”, uma referência muito elogiosa à Esquadrilha da Fumaça.

No seu portfolio, constavam Looping, Barril, Desfolhado, Rasante e evoluções isoladas, com precisão profissional. Desde o início, em Canoas, em 1971, eu estabeleci uma relação de respeito mútuo com o T-6: ele nunca me deu uma pane de motor e eu nunca lhe dei um “cavalo de pau”(4) Após escalas em Marabá – PA, Porto Nacional – TO e Brasília – DF, chegamos ao Parque de Material de Lagoa Santa, em 1º de fevereiro de 1975, para a entrega das aeronaves.

Terrificante – um termo forte, mas é o que eu lembro e registrei na ocasião – foi para mim e o seria também para o 1545, se ele tivesse sentimentos, a imagem do estacionamento de aviões recolhidos no Parque. As várias dezenas de “esqueletos” e “mutilados” restos de T-6, estranhamente bem alinhados, como túmulos em um cemitério a campo aberto, deram-me uma visão de solidão e de abandono.

Imaginei o 1545 entre eles, no dia seguinte, sem nenhum destaque, “depenado”, destituído de sua imponência, com o seu motor silenciado para sempre... a hélice muda, parada... acredito que o 1545 choraria com tristeza e mágoa... se ele tivesse uma alma. Como eu tenho alma, fiquei muito triste por nós dois.

Ao retornar a Belém, verifiquei, na minha caderneta de voo, que meu primeiro voo naquela Base, em 16 de fevereiro de 1973, tinha sido no T-6 1545, o mesmo que pilotaria dois anos depois, em derradeiro voo para nós dois. Naquela ocasião, escrevi o texto que agora torno público. Não mais voaria o FAB 1545; e eu não mais voaria em um NA T-6 Texan.

Autor: Wilmar Terroso Freitas

Informações complementares:

(1) Ataque Dois: Situação em que a aeronave mantém sua posição relativa na ala do líder, com o dobro do afastamento, para tornar o voo mais confortável em longos deslocamentos.

(2) Tounneaux Barril: manobra na qual a aeronave gira lentamente no eixo longitudinal, traçando uma trajetória circular em relação ao horizonte natural, com meio círculo acima e outro, abaixo do horizonte. Por fora é a posição na ala quando o líder faz o tounneaux girando para o lado oposto de onde está o ala, que fará uma trajetória ligeiramente maior do que a do líder, demandando um pouco mais de potência do motor do ala. 

(3) Estande de Igarapé-Açu: Estande concebido, especialmente, para treinamento do 1º EMRA, com trabalho dos oficiais e graduados do seu efetivo.

(4) Cavalo de Pau: Situação durante o pouso, em que a aeronave gira sem controle, em torno de um de seus trens de pouso, geralmente, saindo pela lateral da pista. 

Fonte: Ideias em Destaque - INCAER

sábado, 5 de maio de 2018

Indústria Aeronáutica

American Airlines encomenda 15 jatos Embraer-175
A Embraer e a American Airlines Inc. assinaram um pedido firme para quinze jatos E175 configurados com 76 assentos. O valor do contrato é de USD 705 milhões, com base nos atuais preços de lista, e será incluído na carteira de pedidos firmes da Embraer (backlog) do segundo trimestre de 2018. As entregas começarão em 2019, entre março e novembro. Somado aos três pedidos anteriores de E175 realizados pela companhia aérea, este novo contrato resulta em uma encomenda total de 89 aeronaves deste modelo pela American Airlines. O pedido mais recente, para dez aviões, havia ocorrido em outubro de 2017. A American Airlines selecionou a Envoy, subsidiária integral da American Airlines Group Inc., para operar as quinze aeronaves, que serão configuradas com um total de 76 assentos, sendo 12 assentos de Primeira Classe e 60 de classe econômica, incluídos os assentos de classe econômica Extra. Incluindo este novo contrato, a Embraer vendeu mais de 400 jatos do modelo E175 para companhias aéreas na América do Norte desde janeiro de 2013, obtendo mais de 80% do total de pedidos no segmento de jatos de até 76 assentos. Desde a entrada em serviço, a família de E-Jets recebeu mais de 1,8 mil pedidos e mais de 1,4 mil aeronaves foram entregues. Atualmente, os E-Jets estão voando em frotas de 70 clientes em 50 países. A família de 70 a 150 assentos voa em companhias aéreas de baixo custo, regionais e de linha principal.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

KC-390

A presença do Embraer KC-390 na FIDAE 2018
Em abril, o cargueiro de médio porte KC-390 da Embraer fez sua estreia em um airshow na América Latina, participando da FIDAE 2018 no Chile, ocasião em que foi considerado pela mídia especializada global como o grande destaque daquele evento.

Gigantes
A FIDAE 2018 foi marcada pela presença de praticamente todos os modelos de transporte militar ocidentais mais conhecidos, começando pelo CASA C-212 Aviocar e similares, passando pela dupla C-27J Spartan/Airbus MilitaryC-295, apresentando pela primeira vez na América Latina o Embraer KC390 e fechando a lista com o “pesado” Airbus Military A400M Atlas A Força Aérea dos Estados Unidos, demonstrando seu vigor econômico/industrial, levou a FIDAE um veterano KC-135R com motores CFM56, um par de C-130 Hércules, um KC-10A Extender e um C-17 Globemaster III. Dessa forma, os observadores e o público puderam comparar as capacidades e tecnologias de todos esses modelos. A comparação direta deixou uma certeza, o KC390 é a aeronave certa no momento certo em um mercado que precisa desse tipo de avião e pode pagar por ele.

Quase pronto
A campanha de testes em voo do KC-390 avança a passos largos rumo à certificação final, com os dois protótipos (001 e 002) excedendo a marca de 1.600 horas de voo. A produção em série do KC-390 avança com a montagem das aeronaves 003, 004 e 005. A Embraer espera receber a Certificação Final Operacional do KC-390 no segundo semestre de 2018, quando está programada para acontecer a primeira entrega da aeronave a Força Aérea Brasileira, detentora de uma encomenda de 28 aeronaves + dois protótipos.

Fonte: Tecnologia e Defesa. Adaptado do original de Roberto Calafa

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Indústria Aeronáutica

Embraer espera entregar pelo menos 190 jatos em 2018
As entregas da Embraer para a aviação comercial e para a aviação executiva devem crescer, com melhores resultados que os obtidos no primeiro trimestre de 2018. A fabricante prevê entregar de 85 a 95 jatos comerciais e de 105 a 125 jatos executivos no ano. Nos três primeiros meses de 2018 foram entregues 14 aeronaves comerciais e 11 executivas, sendo 8 jatos leves e 3 jatos grandes. Segundo a empresa, geralmente as entregas do primeiro trimestre tendem a ser menores em relação aos demais trimestres do ano, por questão de sazonalidade.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Aviação do Exército

Helicóptero do EB recebe certificação de suplementos de voo
Com testes iniciados pela Aviação do Exército (AvEx) em 2014, o helicóptero AS365K2 “Super Pantera” recebeu o certificado e suplementos de voo no dia 16 de abril de 2018, após voo de comprovação com autoridade aeronáutica responsável pela certificação. Os testes foram realizados em todo o território nacional e, ao término, foram identificadas algumas oportunidades de melhoria ao projeto. Um dos aspectos que chamou a atenção da equipe do Grupo de Ensaios e Avaliações (GEA) foi o fato de que uma aeronave tão moderna e com tantas capacidades apresentava restrições à realização de procedimentos de aproximação sobre Instruments Flight Rules (IFR), utilizando o sistema de GPS da aeronave. Após algumas dificuldades na resolução do problema, principalmente em relação ao procedimento de certificação, o GEA passou a estudar e estabelecer um Programa de Certificação baseado nas regras estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Em três meses, com a finalização dos estudos, procedeu-se aos voos de ensaios e à produção do relatório. Situações diversas foram testadas, como as condições de voo, limites de desvio, procedimentos em caso de falha de sistema de piloto automático, ações em caso de pane elétrica total e parcial, além de detalhes de ergonomia (campo visual ótimo, máximo e alcances funcionais). Com o procedimento e os estudos, foi gerada uma economia para o orçamento do Exército de aproximadamente US$ 2,9 milhões de dólares, considerando a certificação para toda a frota.

Fonte: Comunicacão Social do Exército

terça-feira, 1 de maio de 2018

Tecnologia

Avião elétrico e táxi voador, o futuro já está presente
Em 2020, será testado o táxi - carro voador - que pousa e decola na vertical

A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), que é um conglomerado transnacional brasileiro fabricante de aviões militares, executivos, comerciais, agrícolas, serviços e suporte na área, e peças aeroespaciais, está trabalhando em uma pesquisa encomendada pelo Uber para desenvolver um táxi aéreo com #Tecnologia avançada o suficiente para decolar e pousar exatamente como um helicóptero. O uso comercial oficial desse aparelho está previsto para o ano de 2023, sendo testado já daqui a dois anos, em 2020, segundo disse Paulo Cesar de Souza e Silva, CEO da empresa de aviação. Ele afirma que o táxi que decola e pousa na vertical será testado em 2020, e que a partir de 2023, será uma excelente alternativa para o trânsito das grandes metrópoles. Paulo Cesar destaca a importância de a empresa já ter sido uma estatal, reclama da deslealdade da concorrência dos canadenses e explana, também, o porquê de a empresa não fabricar aviões de maior porte. O desenvolvimento desse aparelho pode levar ao desenvolvimento de outras grandes tecnologias, incluindo um avião híbrido, movido a energia solar e também ao tradicional combustível.

Tecnologia
A Embraer analisa que, antes de existir uma nave maior na aviação comercial, que seja elétrico, é preciso existir uma que seja híbrido, possibilitando uma maior análise dessas tecnologias. Este ano a Embraer está investindo US$ 600 milhões (cerca de 2 bilhões) em tecnologias e analisa a viabilidade do desenvolvimento de um avião elétrico. O táxi que a empresa desenvolve em parceria com a Uber é elétrico, projetado para transportar de 5 a 6 passageiros, incluindo o piloto. É totalmente silencioso e a emissão de CO2 (gás carbônico) é zero.

Projeto inovador
Existem diversas empresas interessadas no projeto, trabalhando para viabilizá-lo, já que o mercado clama por algo diferente e prático. O carro espacial requer tecnologia altamente confiável, pois a movimentação será intensa, com constantes decolagens e pousos. Tais barreiras, apesar de ainda grandes, serão superadas. É preciso gerir o total controle do tráfego aéreo, as baterias para as recargas, as autoridades aéreas, toda a infraestrutura que tem de ser rápida e toda a infraestrutura exigida para essa mega operação. Apesar do alto grau de complexidade do projeto, as expectativas são animadoras.


Saiba mais: Blog do NINJA de 27/04/2017 

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Tráfego Aéreo

Ativada nova circulação de voos visuais na Terminal São Paulo
O Departamento de Controle de Tráfego Aéreo (DECEA) colocou em prática, em 26/04/2018, modificações na circulação visual da Área de Controle Terminal São Paulo (TMA-SP). Após a implantação da Navegação Baseada em Performance (ou PBN, do inglêsPerformance-Based Navigation) no eixo Rio de Janeiro - São Paulo, em outubro de 2013, foi necessário adequar a circulação visual existente à nova configuração do espaço aéreo da TMA-SP. As novas Cartas de Corredores Visuais (CCV) já estão disponíveis no Portal de Serviço de Informação Aeronáutica (AISWEB). As regras estão publicadas na Circular de Informação Aeronáutica nº 33/2018.

domingo, 29 de abril de 2018

Especial de Domingo

Hoje, rememoramos conteúdo sobre Edu Chaves, um dos pioneiros da aviação brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!

Edu Chaves

Eduardo Pacheco Chaves, conhecido como Edu Chaves, (São Paulo, 18 de julho de 1887 — São Paulo, 21 de junho de 1975) foi um aviador brasileiro, pioneiro nas ligações aéreas entre São Paulo e Santos; São Paulo e Rio de Janeiro, e também entre o Rio e Buenos Aires.

Filho de Elias Pacheco Chaves e de Anésia da Silva Prado, antiga família de cafeicultores, nasceu em um casarão da rua de São Bento, na cidade de São Paulo.

Fascinado pela aviação, vai para a França com o propósito de tornar-se piloto. Em 28 de julho de 1911 adquire seu "brevê" de piloto da Federation Aeronautique Internacionale a bordo de um aparelho modelo Bleriot de 25 HP.

Ainda na França, foi o primeiro aviador a realizar voos noturnos. Voou nos céus do Brasil no dia 8 de Março de 1912, na cidade de Santos. Nesta época teve a oportunidade de voar em companhia do aviador francês Roland Garros na breve estadia deste no Brasil.

Criou a primeira escola de aviação do país em Guapira, São Paulo, onde empregou aviões trazidos da Europa.

Por suas proezas aéreas, mereceu o epíteto de "Bandeirante do Azul" e, por ordem cronológica, é considerado o 3º aviador do Brasil, precedido por Santos-Dumont e Jorge Möller.

UM VOO PIONEIRO
Desde princípios da segunda década do século XX - quando o avião se transformou num esporte elegante - as proezas dos mais destemidos aviadores passaram a assombrar o mundo.

Existiam até pilotos europeus que percorriam os países da América do Sul, atraindo verdadeiras multidões, que pagavam para assistir a suas façanhas aéreas em circuitos fechados.

Naquele tempo, a aviação começava a engatinhar no Brasil através de experiências aviatórias, consideradas como verdadeiros espetáculos públicos, tal era o interesse que despertavam no povo.

E eram poucos os brasileiros que podiam praticar tal esporte, considerado sofisticado, uma vez que era necessário o brevet através de curso na França e os próprios aparelhos, que também tinham que ser adquiridos na Europa.

Edu Chaves e o monoplano Bleriot na praia do Gonzaga, em 1912
Foto: coleção do comendador Amadeu da Silveira Saraiva
O entusiasmo pela aviação - a exemplo dos países europeus - repercutia de Norte a Sul do País. Era a chamada "época heróica da aviação"

Foi assim que o governo paulista veio a instituir um prêmio de 30 mil réis (isso em 1912) ao primeiro piloto que conseguisse voar entre São Paulo-Santos-São Paulo. Esse prêmio oferecido - bem gordo para a época - atraiu a atenção dos adeptos da aviação, inclusive do famoso ás da aviação francesa Roland Garros, que já havia levado a cabo a primeira travessia aérea do Canal da Mancha em 1910, ao lado de Bleriot.

Uma vez inscrito, Garros procurou logo preparar o seu aparelho Bleriot para tentar realizar o raid proclamado. Outro aviador, que se interessou pela prova, foi o brasileiro Edu Chaves, de renome internacional, devido às suas façanhas aéreas na Europa, onde fora brevetado em 1911.

Aconteceu que o aeroplano de Roland Garros, que estava com uma peça desgastada, não oferecia condições de concretizar o ousado voo através da Serra. E, apesar da tentativa de adquirir uma outra peça, não conseguiu consertar o avião.

Já estava prestes a desistir, quando o piloto brasileiro, que tinha um aparelho idêntico - embora sendo competidor, mas na condição de amigo -, ofereceu ao francês uma peça original que havia recebido da Europa.

Correspondendo ao cavalheirismo do rival e agradecendo ao mesmo tempo a sua nobre atitude, Garros convidou Edu para participar da segunda parte do raid, uma vez que o brasileiro tinha uma bússola e podia manter o rumo certo, principalmente sobre a Serra do Mar.

A prova foi realizada no dia 9 de março de 1912, e o monoplano Bleriot, pilotado pelo francês Garros, aterrissou na praia, onde foi grande a afluência do público.

Na viagem de regresso, Edu Chaves foi junto com Roland, transportando a primeira carta aérea, enviada pela firma de café Antunes dos Santos & Cia. e endereçada ao Sr. Gabriel Corbsier, de São Paulo, com o seguinte texto:

Temos a satisfação de cumprimentar V. Sa. por intermédio do nosso amigo Eduardo Chaves, arrojado aviador, que causou assombro à população de Santos, nas suas ascensões, assim como o notável aviador sr. Garros. Certos da feliz travessia Santos-São Paulo, nos regozijamos por tão ousada iniciativa.

Apesar da espessa neblina que cobria todo o trajeto, o Bleriot, com Garros e Chaves a bordo, chegou em São Paulo, tendo aterrissado no Parque Antártica.

TEM QUE SER AGORA!
Edu Chaves herdeiro de tradicional família de plantadores de café, atraído pelo fascínio da aviação, foi para a França em 1911, onde, a 28 de julho do mesmo ano, voando num pequeno Bleriot, de 25 HP, ganhou o seu brevet de piloto aviador conferido pela Federation Aeronautique Internacionale, tornando-se, assim, o primeiro brasileiro a se diplomar na escola de Etapes.

A exemplo de Alberto Santos Dumont, Edu Chaves também deslumbrou os franceses com as suas proezas aéreas, tornando-se o primeiro aviador a fazer uma travessia noturna. Foi a 31 de outubro daquele mesmo ano de 1911, que o aviador paulista consagrou-se definitivamente ao conquistar o "Prix des Escales", após concretizar uma travessia noturna entre Paris e Orleans, numa prova em que o piloto tinha que realizar o maior número de voos entre as duas cidades.

Dessa forma, conseguiu fazer vinte e sete escalas, cobrindo um percurso de 1.000 quilômetros, causando a admiração geral, uma vez que, durante a prova, procurava orientar-se para não perder o rumo, servindo-se dos sinais luminosos de uma ferrovia.

De volta ao Brasil, Edu trouxe vários aviões encaixotados, organizando então uma escola de aviação na região de Guapira, em São Paulo, tornando-se igualmente o primeiro aviador brasileiro a voar nos céus do nosso país - fato que ocorreu em Santos, no dia 8 de março de 1912, quando sobrevoou a Praia do José Menino pilotando um Bleriot, de 50 HP, que trouxera da Europa e fora descarregado de um navio no porto local, naquele mesmo dia.

Após acompanhar o desembarque do pequeno aeroplano, Edu transportou-o até a praia, onde, sob o olhar curioso dos banhistas, começou a montar o aparelho. Quando terminou a montagem, entrou no Bleriot, acionou o motor, deslizou pela praia e alçou voo debaixo dos aplausos de centenas de pessoas que se encontravam no local. Depois de algumas evoluções sobre a baía de Santos, aterrissou tranquilamente na areia da praia, onde foi cercado pelos curiosos que desejavam ver de perto o seu aparelho voador.

O intrépido aviador Edu Chaves, que veio a falecer no dia 21 de junho de 1975, em São Paulo, aos oitenta e oito anos de idade, deixou escrito, com letras de ouro, páginas imortais na história da Aviação Brasileira, ficando guardada para sempre uma frase que disse às vésperas de uma prova difícil, com todo o arrojo e coragem que lhe era peculiar: "Voar amanhã não vai dar graça. Tem que ser agora".

Texto: Livro Episódios e Narrativas da Aviação na Baixada Santista, do jornalista e pesquisador J.Muniz Jr. Edição comemorativa da Semana da Asa de 1982, Gráfica de A Tribuna, Santos/SP.