Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 29 de março de 2020

Especial de Domingo

Para este e os próximos domingos selecionamos, novamente, conteúdo sobre a atuação da FAB na II Guerra Mundial, originalmente publicado pelo INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.
Boa leitura.
Bom domingo!

A atuação da FAB na II Guerra Mundial (Parte 1)
No terceiro ano do desenrolar da II Guerra Mundial, foram criados o Ministério da Aeronáutica e a Força Aérea Brasileira; fruto de uma ideia em marcha no Brasil, já há vários anos, essa criação foi precipitada pelos acontecimentos da guerra, onde a importância do Poder Aéreo vinha se destacando. Estávamos, então, em janeiro de 1941 e a guerra localizada na Europa, quase que exclusivamente, ainda podia ser considerada longínqua em relação ao Brasil; mas, no mesmo ano, com a entrada dos Estados Unidos na guerra, os acontecimentos começaram a se precipitar avassaladoramente.

Um ano e meio depois que a Aviação Militar e a Aviação Naval se fundiram, para fazer surgir a Força Aérea Brasileira, o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália. Para a mais jovem das Forças Armadas do Brasil, recém-criada, o impacto foi terrível. As responsabilidades que lhe foram logo impostas, num gigantesco e duplo esforço de desenvolvimento e de operações de guerra inadiáveis que surgiram ao longo do nosso litoral, obrigaram a Força Aérea Brasileira a uma atividade febril para consolidar a sua organização, para desenvolver a sua infraestrutura, para formar e adestrar o seu pessoal, para receber e operar adequadamente mais de quatro centenas de aviões de toda a espécie, alguns altamente complexos, recebidos durante os três anos que ainda durou a guerra e, finalmente, para enfrentar, numa luta de vida ou de morte, poderosos inimigos já veteranos.

Mas, com a graça de Deus, a Força Aérea Brasileira iria conseguir enfrentar todas as suas tarefas; ia se realizar o vaticínio do General Eurico Dutra que, como Ministro da Guerra da época, dissera na Ordem do Dia que, em nome do Exército, apresentava as despedidas à Aviação Militar a qual, integrada na Força Aérea Brasileira, assumia a sua autonomia:

“No momento em que sois desligados do Exército, em cujas fileiras deixais o traço indelével de brilhante trajetória e onde, em qualquer situação, afirmastes a têmpera e o valor de vossos corações; no momento em que, unidos em espírito e vontade aos camaradas navais e civis, vos congregais num só organismo nacional, para o domínio e a defesa dos céus do Brasil; no momento, enfim, em que, diletos filhos do tronco robusto do Exército – que guardas intactas as gloriosas tradições do nosso comum patrimônio – vos emancipais de sua tutela, para adquirirdes o direito de maioridade e de livre condução de vosso futuro, além do dever e da honra de com ele e a Marinha ombreardes na defesa da terra, dos mares e dos céus brasileiros, quero, como chefe da Força de Terra e quando vos deslocais do seu seio, transmitir-vos, num misto de saudades e esperanças, a emotiva saudação do Exército, plena de fé e de confiança em vosso destino, repleto de orgulho e de entusiasmo pela vossa ascensão balizada pelos efeitos e sacrifícios de vossos camaradas mortos, que tão grande já tornaram a vossa pequena história de menos de cinco lustros.”

Logo que foi organizado em 1941, o Ministério da Aeronáutica se preocupou com a formação intensiva de oficiais aviadores e de sargentos especialistas, elementos chaves para o desenvolvimento da Força Aérea Brasileira. A Escola de Aviação Naval e a Escola de Aviação Militar foram fundidas numa única, a Escola de Aeronáutica, sediada no Campo dos Afonsos. A formação de sargentos especialistas passou a ser concentrada na Ponta do Galeão.

Durante os quatro anos de guerra, o Ministério da Aeronáutica formou, no Brasil, 558 oficiais-aviadores e providenciou a formação de mais de 281 oficiais-aviadores da reserva nos Estados Unidos, o que perfaz um total de 839 oficiais aviadores formados durante a guerra, cada um deles representando,em média, mais de 150 horas de voo de instrução, além da instrução teórica, no solo.
Os aviões de instrução existentes, em 1941, nas Aviações Militar e Naval, apesar de terem sido todos reunidos no Campo dos Afonsos, eram em número insuficiente para o programa de expansão da Força Aérea Brasileira. Foram logo feitos os entendimentos com as autoridades norte-americanas para, por intermédio da lei “lend-lease”, serem cedidos ao Brasil aviões de instrução.

Os Estados Unidos da América forneceram ao Brasil, só para a Escola de Aeronáutica, durante os anos de 1942, 1943 e 1944 mais de trezentos aviões de instrução. A navegação marítima regular estava suspensa durante a guerra e, nos poucos navios que circulavam em comboios, fortemente protegidos contra a ação dos submarinos, não havia espaço nem prioridade para trazer os aviões de instrução encaixotados. O Ministro da Aeronáutica tomou a decisão de trazer em voo, dos Estados Unidos para o Brasil, pilotados por oficiais brasileiros, todos os aviões de instrução destinados à Escola de Aeronáutica, mesmo os 103 pequenos aviões de instrução primária, os Fairchild PT-19, com raio de ação limitado, sem rádio e desprovidos de instrumentos e equipamentos adequados para aquela longa viagem de 15.000 quilômetros, que eles cobriam em três semanas, com 44 etapas, totalizando, em média, 110 horas de voo.

Dada a necessidade urgente de colocar os aviões no Brasil, nem se pôde esperar a época menos chuvosa do ano, para trazer os aviões em condições mais favoráveis. À proporção que os aviões iam ficando prontos na fábrica, eram entregues aos pilotos brasileiros e, em esquadrilhas, geralmente de cinco aviões liderados por um oficial mais experimentado, era iniciada a penosa viagem para o Brasil.


Durante os anos de 1942, 1943, 1944 e 1945 esses e outros aviões foram trazidos para o Brasil, com um índice mínimo de acidentes que surpreendeu a todos.

A experiência dos pilotos brasileiros nos voos do Correio Aéreo Militar e Naval, em viagens pelo interior do Brasil, em regiões desprovidas de infraestrutura aeronáutica, com campos de pouso precários e sem rádio-comunicações e a sua experiência de voos na região amazônica renderam maravilhosos juros, quando se teve de trazer em voo, dos Estados Unidos para o Brasil, os aviões destinados ao desenvolvimento e equipamento da Força Aérea Brasileira.

Outra grande preocupação do Ministério da Aeronáutica, desde o início, foi o estabelecimento de uma cadeia de bases aéreas ao longo do litoral brasileiro, principalmente no Nordeste e no Norte do País, visto que as bases aéreas até então desenvolvidas, pelas Aviações Militar e Naval, situavam- se do Rio de Janeiro para o Sul, com exceção de Fortaleza e Belém.

Apesar de os Estados Unidos e o Brasil não terem ainda entrado na guerra, em julho de 1941 foi tomada, com clarividência, a decisão de aparelhar uma rota aérea que, passando pelo Norte e Nordeste do Brasil, permitisse alcançar a África. Por essa rota aérea seriam levados os recursos para as forças aliadas que, desesperadamente, lutavam contra as forças do eixo Roma-Berlim as quais ameaçavam conquistar toda a orla sul do Mediterrâneo, até o Canal de Suez.

Essa rota aérea, com a área do Nordeste brasileiro servindo de trampolim para a África, ficou conhecida mais tarde como o “Corredor da Vitória”, o qual assumiu grande importância estratégica quando, em 1942 e 1943, os aliados tiveram que lutar na África do Norte e desencadear a campanha da Itália; pelo “Corredor da Vitória” foi, então, canalizado um fluxo imenso de aviões, pessoal e material.

Foi assim que surgiram bases aéreas em Amapá, Belém, São Luís, Fortaleza, Natal, Recife, Maceió, Salvador e Caravelas, todas elas da maior importância para as operações aéreas relacionadas com a proteção da navegação marítima e a campanha antissubmarino ao longo do litoral brasileiro.

Foi nesse ambiente de criação recente do Ministério da Aeronáutica e da Força Aérea Brasileira, de construção acelerada de bases aéreas, de transporte de centenas de aviões dos Estados Unidos para o Brasil e de formação intensiva de oficiais aviadores que a Força Aérea Brasileira foi lançada, desde logo, nas operações de patrulhamento aéreo ao longo do litoral brasileiro.

(A saga da FAB na II Grande Guerra continua nas próximas postagens, aos domingos, aqui no blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA)

Texto: Extraído de “A participação da Força Aérea Brasileira na II Guerra Mundial” publicado pelo INCAER – Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica. Autor: coronel-aviador Manuel Cambeses Júnior.

sábado, 28 de março de 2020

Gripen F-39

Corte de primeira peça marca a produção do Gripen biposto da FAB
A Saab realizou o primeiro corte de metal para a versão do caça F-39 de dois lugares (biposto), o Gripen F, estabelecendo um marco importante no programa. O Gripen F está em desenvolvimento para a Força Aérea Brasileira (FAB) e compartilha do mesmo design e recursos avançados do Gripen E, mas com um assento, displays e controles para um segundo piloto. O Gripen F tem tanto um modo de treinamento para instruções de um único membro e um modo onde os dois membros da equipe dividem o trabalho com duas diferentes configurações do display.

Marco
A primeira peça foi fabricada recentemente nas instalações da Saab, em Linköping, Suécia, e será usada na seção de dutos de ar, localizada logo atrás do cockpit da aeronave. “Esse é um marco importante para o projeto Gripen, pois demonstra que a fase de desenvolvimento está acontecendo adequadamente. Isso sinaliza o início da produção da aeronave de dois lugares, o Gripen F, muito aguardado pela Força Aérea Brasileira”, diz o Coronel Renato Leite, integrante da Força Aérea Brasileira e chefe do Grupo de Acompanhamento e Controle da Saab (GAC-Saab).

Parceiros
O programa Gripen F acontece em conjunto entre a Saab e as empresas parceiras brasileiras Embraer, AEL Sistemas, Akaer e Atech. Atualmente, cerca de 400 engenheiros estão trabalhando no desenvolvimento do Gripen F, principalmente no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network), localizado na planta fabril da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A fabricação ocorrerá na Suécia e no Brasil.

Fonte: Saab em 26/03/2020

sexta-feira, 27 de março de 2020

Concursos FAB

FAB suspende Processos Seletivos e Exame de Admissão
Suspensão do processo de Convocação e Incorporação de Profissionais de Nível Superior e do Exame de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica tem em vista protocolos para enfrentamento, prevenção e controle do novo Coronavírus.

A Força Aérea Brasileira (FAB), tendo em vista os protocolos para o enfrentamento, a prevenção e o controle da infecção pelo novo Coronavírus (COVID-19), suspendeu, temporariamente, os Processos Seletivos para Convocação e Incorporação de Profissionais de Nível Superior, com vistas à Prestação do Serviço Militar Voluntário, em Caráter Temporário, para o ano de 2020 (QOCon MFDV 2020, QOCon Tec 2020, QOCon Tec MAG 2020, QOCon Tec SED 2020 e QOCon Tec 2-2020), disponíveis no Site de Convocação. Suspendeu, ainda, o Exame de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica para o Segundo Semestre do ano de 2020 (EA CFS 2/2020), disponível em https://ingresso.eear.aer.mil.br/.

Suspensão
Para acessar a Portaria DIRAP nº 32/3SM, de 20 de março de 2020, que suspende os Processos Seletivos de Oficiais Convocados, assim como a Portaria DIRENS nº 50/DCR, de 20 de março de 2020, que suspende o Exame de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica para o Segundo Semestre do ano de 2020 (EA CFS 2/2020), clique aqui.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Regresso à Pátria

Aviões da FAB concluem resgate de brasileiros em Cuzco
Os dois aviões Hércules C-130, da Força Aérea Brasileira, que realizaram o resgate de 66 brasileiros que se encontravam retidos em Cuzco, no Peru, por causa do controle sanitário contra a pandemia Covid-19, pousaram na tarde de quarta-feira, 25 de março de 2020, em Porto Velho (RO). A informação foi divulgada em uma nota conjunta dos ministérios das Relações Exteriores e da Defesa. Em Porto Velho, as aeronaves fizeram um pouso técnico, sem desembarque de passageiros, e seguiram para São Paulo. A operação foi determinada pelo presidente Jair Bolsonaro e foi uma ação coordenada entre o Ministério da Defesa e o Ministério das Relações Exteriores. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro, por meio da rede diplomática e consular do Itamaraty, continua acompanhando a situação dos viajantes brasileiros no exterior e trabalha para permitir a repatriação de todos, que ficaram retidos fora do Brasil devido a pandemia Covid-19 causada pelo novo coronavírus.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Datas Especiais

25 de março:
Dia do Especialista de Aeronáutica
O Dia do Especialista de Aeronáutica é comemorado em 25 de março. Lembra a criação, em 1941, da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), organização da Força Aérea Brasileira responsável pela formação dos sargentos especialistas, que dão suporte ao cumprimento da missão constitucional da FAB, para defender, integrar e controlar o espaço aéreo brasileiro.

EEAR
Localizada em Guaratinguetá (SP), a EEAR até hoje preserva, historicamente, parte das instalações da antiga Escola Prática de Agricultura e Pecuária, identificada por um painel de azulejos, aposto na parte frontal e superior do Pavilhão Prefeito André Broca Filho, sede atual da Divisão de Ensino da EEAR, em frente ao Prédio do Comando. A EEAR ocupa um espaço de, aproximadamente, 10 milhões de metros quadrados, com uma área construída superior a 119 mil metros quadrados, contendo 93 prédios administrativos e 416 residências, distribuídas em três vilas militares.

Regresso à Pátria

Aviões da FAB repatriarão brasileiros retidos em Cuzco devido à Covid-19

O governo brasileiro enviou dois aviões Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira à Cuzco, no Peru, a fim de trazer de volta brasileiros que ficaram isolados por lá, depois que o presidente Martín Vizcarra autorizou o fechamento das fronteiras, na tentativa de controlar a epidemia Covid-19, causada pelo novo coronavírus, que está se espalhando pelo mundo.

Em nota, ministérios da Defesa e das Relações Exteriores comunicaram que os aviões deverão pousar em Cuzco neste dia 25 de março de 2020 e chegar de volta ao Brasil na noite de quinta-feira, 26. O presidente Jair Bolsonaro em uma publicação confirmou a saída das aeronaves.

terça-feira, 24 de março de 2020

Transporte Aéreo

Demanda por voos no Brasil tem redução de 75%
A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou, dia 23 de março de 2020, que as suas associadas já registram queda de 75% na demanda por voos domésticos. Isto ocorre por causa da baixa movimentação de passageiros, pelo temor pessoal ou restrições de autoridades sanitárias para deslocamentos, como forma de contenção da pandemia Covid-19 causada pelo coronavírus. A organização também apontou para uma redução de 95% no mercado internacional nesta semana em relação ao mesmo período de 2019. De acordo com a associação, os declínios refletem as restrições de viagens aéreas em todo o mundo.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Embraer

Para evitar a Covid-19, funcionários da Embraer estarão em afastamento remunerado até 31/3/2020
Tendo em vista os confinamentos sanitários para enfrentamento da pandemia Covid-19 e visando a saúde e o bem-estar dos funcionários, a Embraer tomou a decisão, dia 22 de março de 2020, de colocar os funcionários que não podem usar suas atividades remotamente em afastamento temporário remunerado, até o dia 31 de março. Manterá apenas algumas atividades essenciais em operação. Os funcionários com possibilidade de realizar tarefas a partir de suas casas (home office) continuam trabalhando remotamente. Essa medida cobre todas as unidades do Brasil. A Embraer também possui outras unidades em alguns países, para as quais poderá tomar, em breve, a mesma decisão. Ao longo dos próximos dias, a direção da empresa analisará a situação e, junto com os indicadores locais, tomará uma decisão mais adequada para proteger os funcionários do contágio por coronavírus.

domingo, 22 de março de 2020

Especial de Domingo

Em todos os tempos, em especial nestes de isolamento, estudar sempre é opção que fortalece. Com este pensamento, publicamos novamente importante capítulo da história da aviação brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!

1º CONGRESSO NACIONAL DE AERONÁUTICA
O surgimento de empresas de transporte aéreo no país, desde 1927, bem como o desenvolvimento da aviação desportiva e de turismo, fez com que um número cada vez maior de pessoas fora do campo militar passasse a se interessar pelo crescimento da aviação no Brasil. Gradativamente, a aviação perdia sua aura romântica, conferida pelo pioneirismo do primeiro quarto do século, e alçava à condição de atividade econômica relevante para o país. O reconhecimento social da aviação se fez acompanhar de sua institucionalização.


Hidroavião Atlântico, do Sindicato Condor,

1ª empresa a transportar passageiros no Brasil, em 1927

Nesse quadro é que, em abril de 1934, realizou-se em São Paulo o 1º Congresso Nacional de Aeronáutica. Iniciativa do Aeroclube de São Paulo, o encontro estendeu-se por uma semana, com o objetivo de delinear uma política de fomento, abrangendo a aviação militar, civil, a pesquisa tecnológica, bem como uma estratégia de implantação da indústria aeronáutica no Brasil. A sessão inaugural foi presidida pelo secretário de Estado da Viação representando o inventor federal em São Paulo. Na mesa, tomaram assento representantes das diretorias de aviação do Exército e da Marinha, bem como um enviado do Ministério do Ar da França. O diretor do Departamento de Aviação Civil participava dos trabalhos. O Congresso realizou visitas ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas, onde se desenvolviam pesquisas sobre a aplicação de madeiras nacionais para a construção de aeronaves. O programa era amplo, englobando o debate sobre aviação comercial, militar, desportiva e de turismo, a legislação e regulamentação de voo, a expansão da infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, a história da navegação aérea, o desenvolvimento da pesquisa tecnológica no campo aeronáutico e a viabilidade da instalação da indústria aeronáutica no país. Dentre as teses apresentadas, três diziam respeito, diretamente, ao problema do desenvolvimento da indústria e da tecnologia aeronáutica no Brasil: "Sugestões sobre o problema da construção de aviões no Brasil", apresentada pelo capitão-de-corveta da Aviação Naval Raymundo Vasconcelos de Aboim; “A construção de aviões e motores no Brasil”, de autoria do tenente-coronel engenheiro Antônio Guedes Muniz e, finalmente, “Emprego de madeiras nacionais na aviação”, elaborada por Francisco Brotero, pesquisador do IPT.


Selo comemorativo: 1º Congresso Nacional de Aeronáutica-1934


Sobre o trabalho de Guedes Muniz, vale lembrar que, em 1931, ele proferiu uma conferência na Escola Politécnica do Rio de Janeiro apresentando diversas ideias sobre o desenvolvimento da tecnologia nacional no campo aeronáutico. Para ele, não eram os aviões em si que deviam merecer as principais atenções, mas sim saber como se poderia formar engenheiros no Brasil capazes de projetá-los. Muniz propunha que a escola abrigasse um laboratório central de pesquisas aeronáuticas, que teria como objetivo ensaiar materiais e peças. Pensava na constituição do que denominava uma universidade técnica, onde seriam realizados “os ensaios comparativos, as pesquisas científicas, os estudos de longo alcance, como, por exemplo, o da seleção de madeiras de que todos nós falamos, mas que ninguém conhece do ponto de vista de sua aplicação na indústria aeronáutica. Esse laboratório selecionará os aços nacionais, estudarão os cadernos de encargos sob os quais se regerão as indústrias siderúrgicas brasileiras, a estandardização das indústrias mecânicas e tudo o mais”. Para Muniz, competia à escola “preparar o advento da técnica e da ciência aeronáutica entre nós, a fim de que em breve, quando inevitavelmente surgir a primeira usina de aviação, nós não tenhamos de importar do estrangeiro os engenheiros que vão dirigi-la, que irão trabalhar nos gabinetes de estudos, nos ensaios de materiais e nas pesquisas aerodinâmicas”. Essas providências permitiriam “libertar o Brasil dos mercados estrangeiros de aviação”, pois o Brasil não deveria, em aviação, “viver da tutela dos outros povos”.

As ideias defendidas por Guedes Muniz encontravam algum eco junto às cúpulas militares, como se pode depreender do fato de sua tese ter sido publicada em 1934, a mando do então ministro da Guerra, Pedro Aurélio de Góes Monteiro. Muniz iniciava sua tese, evocando o caráter estratégico da indústria aeronáutica: “no quadro de guerra de amanhã é a aviação a arma mais interessante, pela sua mobilidade, pelo seu poder ofensivo, pela sua capacidade de manobra estratégica dentro do próprio território inimigo, destruindo, desde a primeira hora ou mesmo do primeiro minuto de mobilização, as fábricas, as suas comunicações, os seus transportes, quebrando assim, ou pelo menos atenuando, o potencial bélico da nação adversa”.


Triplano britânico utilizado em 1917 na 1ª Guerra Mundial

Ele discutia três possíveis alternativas para a implantação da indústria aeronáutica no Brasil: a primeira delas tendo o Estado à testa do empreendimento, a exemplo da Fábrica Militar de Córdoba, na Argentina. A segunda alternativa consistiria no concurso do capital estrangeiro, e a terceira, na adaptação da indústria nacional à fabricação de aviões.
Em relação a primeira alternativa, Guedes Muniz era enfático: “deve ser imediatamente e energicamente afastada: o Estado ainda é, como sempre foi e assim será eternamente, um péssimo industrial e, no Brasil, um desastradíssimo industrial com intenções políticas ... Não é preciso relembrar os desastres do Lloyd Brasileiro, da Central, de outras estradas de ferro ...”. Uma fábrica militar sob controle estatal seria admissível para Muniz, mas o exemplo da fábrica de Córdoba, na Argentina, o levaria a rejeitar essa solução como onerosa e anti econômica. Para ele, qualquer indústria aeronáutica que se criasse no país deveria ser “obrigatoriamente civil, profundamente civil, exclusivamente civil”.
A vinda do capital estrangeiro, segunda possibilidade, também era descartada por Muniz, sob a argumentação de que a implantação da indústria aeronáutica no país residia menos na existência de uma fábrica para produzir o bem final, e mais na possibilidade de os fabricantes de aeronaves encontrarem uma grande variedade de componentes, sendo produzidos internamente. Dessa maneira, segundo ele, não surtiria efeito a simples vinda de empresas estrangeiras para fabricar aviões, pois elas seriam obrigadas a importar componentes no estrangeiro, criando-se de fato uma “indústria fictícia”, que não poderia ser “mobilizada”, ou que teria de verticalizar ao máximo a produção, o que confrontando-se com a escala diminuta do mercado tornaria o empreendimento economicamente inviável.
Para Muniz, portanto, a questão não se resumia em instalar uma fábrica de aviões, mas também em criar condições para que essa fábrica de aviões pudesse contar com um mercado interno compensador, além de dispor dos componentes e da matéria-prima necessários a produção de aeronaves. A solução estaria na adaptação da indústria nacional à fabricação de aviões, com a importação de algumas máquinas específicas. O mercado aeronáutico seria suplementar para as empresas fornecedoras de componente, mas permitiria a diluição do capital necessário à instalação da indústria aeronáutica no país, viabilizando-a de imediato.
O Tenente-Coronel Muniz procurava demonstrar a exeqüibilidade de sua proposta, agrupando os componentes de um avião em quatro conjuntos e enumerando indústrias que, no Rio de Janeiro e em São Paulo, poderiam fabricá-los. O primeiro grupo, composto da célula, lemes, trem de aterragem, bequilha, fuselagem, berço do motor e reservatório, abrangia sessenta e setenta por cento do valor do avião, exceto o motor, e poderia vir a ser fabricado pela indústria nacional sem nenhum problema. As células seriam de madeiras e as fuselagens de aço soldado ou de madeira. Muniz acreditava que apenas uma única empresa das que enumerara seria capaz de produzir todos os componentes do primeiro grupo.
O segundo grupo, composto por instrumentos de bordo e navegação, acessórios, freios, amortecedores, cabos, etc., envolvia material altamente especializado. A solução preconizada era a fabricação sob licença, por uma empresa nacional habituada à fabricação de instrumentos de precisão.
O terceiro grupo, formado por hélices, pneumáticos e rodas, também não apresentaria grandes dificuldades no país, e para produzir hélices de aço e de liga de metal leve bastaria importar equipamentos adequados. Quanto aos pneumáticos, rodas e telas, havia empresas habilitadas à fabricação imediata. Por fim, o quarto grupo, constituído por tintas e vernizes, além das colas, também não apresentaria nenhuma dificuldade, uma vez que sua produção não envolvia nenhuma complexidade técnica.

Quanto às matérias-primas, Guedes Muniz defendia o desenvolvimento de tecnologia para o aproveitamento de madeiras nacionais na construção aeronáutica, ao mesmo tempo em que preconizava a implantação no país da indústria de aços especiais e alumínio, que viabilizariam a produção de estruturas metálicas para aeronaves. Muniz lembra a existência de jazidas de bauxita no país e argumenta que o volume das importações já justificava plenamente as inversões necessárias à instalação da indústria de alumínio no Brasil.


Dois anos após o Congresso, o Muniz M7 em fabricação - CNNA

O militar propunha um modelo diferenciado para a produção de propulsores aeronáuticos. Em todo o mundo, argumentava, ao contrário da indústria de aeronaves, a produção de motores para a aviação era altamente verticalizada, o que impunha considerações sobre a economia de escala. Por outro lado, Muniz acreditava que as dificuldades técnicas envolvidas na produção de motores para a aviação recomendavam que se estabelecesse, inicialmente, um contrato de fabricação, sob licença e assistência técnica, com uma grande empresa estrangeira que dispusesse de larga experiência no ramo.Ele lembrava que o tempo de maturação de um projeto de motor aeronáutico variava entre cinco e sete anos, quando um projeto de aeronave podia ser feito em apenas seis meses. Para ele, a solução consistia na fabricação sob licença, como fora feito na Espanha, cuja indústria de motores de aviação, de automóveis e caminhões para o Exército evoluía paralelamente com sua matriz em Paris. Guedes Muniz entendia que a direção da fábrica deveria estar em mãos brasileiras, mas tecnicamente subordinada à estrangeira escolhida como fonte de tecnologia.

Anos mais tarde, ele viria a ter oportunidade de aplicar exatamente esse modelo, dirigindo a criação e a fase inicial de operação da Fábrica Nacional de Motores - FNM, empresa estatal criada no bojo dos acordos entre o Brasil e os Estados Unidos sobre a cessão de bases militares nas regiões Norte e Nordeste do Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.


Primeiro motor aeronáutico fabricado em série no país - FNM

A FNM será instalada para fabricar motores de projeto norte-americano, sob licença e com assistência técnica da indústria Wright, à época uma das maiores fabricantes de motores para aviação dos Estados Unidos.
Concluindo sua tese, Muniz propunha que o Governo Federal subsidiasse as pesquisas sobre madeiras nacionais realizadas pelo IPT, e também que fosse estabelecida um encomenda de trinta aviões de turismo, para doações a Aeroclubes, a serem integralmente construídos no país, constituindo-se sua fabricação num verdadeiro laboratório de pesquisa e formação de recursos humanos. E por fim, em consonância com o ponto de vista de grande parte da oficialidade da época, propugnava pela criação do ministério do ar, que deveria coordenar todas as atividades relacionadas com a aviação e que, para tanto, deveria ser “poderoso e competente, único e ditatorial, forte e coerente”.
O parecer foi dado por Ary Torres, então diretor do IPT. Torres concordava com as teses defendidas por Muniz, acrescentando a proposta da criação de um curso de engenharia aeronáutica na Capital do país. Propunha, também, a constituição de uma comissão de “técnicos dos ministérios da Guerra, Marinha e Aviação, engenheiros civis especializados, com recursos e poderes para iniciar a fabricação de aviões no país”.
As idéias de Guedes Muniz foram aceitas pelo Congresso, que apelou para que o Conselho de Defesa Nacional promovesse um ensaio de construção aeronáutica no país.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sábado, 21 de março de 2020

Concurso para a EPCAR

Aeronáutica abre 180 vagas para jovens com ensino fundamental 
Inscrições de 03 a 21/04/2020 

Idade: de 14 a 19 anos 
A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou as Instruções Específicas para o Exame de Admissão ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar do ano de 2021. As inscrições para as 180 vagas começam a partir das 10h do dia 3 de abril e terminam às 9h do dia 21 de abril de 2020 (horário de Brasília). A inscrição é feita pela internet. A taxa de inscrição é de R$ 60,00.

Masculino e Femimino 
As vagas serão destinadas a candidatos dos sexos masculino e feminino. Para ser matriculado no curso, o candidato precisa cumprir todas as exigências previstas nas Instruções Específicas deste Exame, não possuir menos de 14 nem completar 19 anos de idade até 31 de dezembro de 2021, e ter concluído, na data da Concentração Final do certame, em janeiro de 2021, o Ensino Fundamental do Sistema Nacional de Ensino. O processo seletivo é composto de provas escritas (língua portuguesa, matemática, língua inglesa e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, procedimento de heteroidentificação complementar (para candidatos negros que optarem pelo sistema de reserva de vagas) e validação documental.

Provas: 5 de julho 
As provas escritas ocorrerão em 5 de julho de 2020. Os aprovados em todas as etapas deste processo seletivo e selecionados pela Junta Especial de Avaliação (JEA), deverão se apresentar na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena-MG, em 16 janeiro de 2021, para habilitação à matrícula no curso que tem duração de três anos. Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno fará jus aos certificados de conclusão do Ensino Médio e do próprio CPCAR e poderá concorrer ao número de vagas previsto à matrícula no primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA).

Inscrições: Clique aqui

sexta-feira, 20 de março de 2020

Transporte Aéreo

Controle do Covid-19 causa proibição temporária para entrada de estrangeiros no Brasil  
Restrição por 30 dias a partir de 23/03/2020
 
Tendo em vista os protocolos sanitários para contenção da pandemia do Covid-19, o Governo do Brasil estabeleceu a não aceitação de entrada, por aeroportos brasileiros, de passageiros estrangeiros vindos de certos países. A proibição está contida na Portaria 126, de 19 de março de 2020 e vale por 30 dias, a partir de 23/03/2020. Como há necessidades de recebimento e envio de mercadorias e mesmo o transporte de brasileiros que estão no exterior tal medida não proíbe voos para o Brasil.  

Países 
Registra o artigo 2° do documento: 
Fica restringida, pelo prazo de trinta dias, a entrada no País, por via aérea, de estrangeiros provenientes dos seguintes países:
I – República Popular da China;
II – Membros da União Europeia;
III – Islândia, Noruega, Suiça, Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte;
IV – Comunidade da Austrália;
VI – Japão;
VII – Federação da Malásia;
e VIII – República da Coréia.

Exceções 
Conforme o artigo 4°, a restrição de entrada no país não se aplica ao:
I – brasileiro, nato ou naturalizado;
II – imigrante com prévia autorização de residência em território brasileiro;
III – profissional estrangeiro em missão a serviço de organismo internacional, desde que devidamente identificado;
IV – funcionário estrangeiro acreditado junto ao Governo brasileiro.
V – estrangeiro que se enquadre na hipótese de reunião familiar com cidadão brasileiro nato ou naturalizado que se encontre em território nacional;
VI – estrangeiro cujo ingresso seja autorizado especificamente pelo Governo brasileiro em vista do interesse público;
VII – estrangeiro portador de Registro Migratório Nacional;
ou VIII – transporte de cargas.

quinta-feira, 19 de março de 2020

KC-390 Millennium

Implantadores do KC-390 na FAB visitam a Ala 2
A Ala 2, organização da Força Aérea Brasileira localizada em Anápolis (GO), recebeu, nos dias 10 e 11 de março de 2020, uma Visita Técnica de integrantes do Projeto KC-390 Millennium. Participaram da comitiva representantes da Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB), do Comando de Preparo (COMPREP), do Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) e do Grupo de Logística (GLOG), além de funcionários da Embraer. As palavras de boas-vindas foram feitas pelo Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez. Em seguida, o Chefe da Subdiretoria de Fiscalização e Controle da DIRMAB, Brigadeiro do Ar José Virgílio Guedes de Avellar, discursou. "O objetivo do esforço dispensado ao Projeto KC-390 Millennium é alcançar o sucesso desta missão", ressaltou.

Programação 
A programação envolveu vários aspectos do projeto da nova aeronave, como as obras estruturais e seus andamentos, aspectos logísticos de itens e do Sistema Integrado de Logística de Material e de Serviços (SILOMS), pendências e óbices do projeto. Além disso, a Embraer ministrou curso prático para equipe operacional.

KC-390 Millennium 
Maior avião militar desenvolvido e fabricado no Hemisfério Sul, o KC-390 Millennium tem capacidade de realizar missões de Transporte Aéreo Logístico, Reabastecimento em Voo (REVO), Evacuação Aeromédica, Busca e Salvamento, Ajuda Humanitária e Combate a Incêndio, entre outras. Ele foi desenvolvido para atender aos requisitos operacionais da FAB, provendo mobilidade estratégica às Forças de Defesa do Brasil. A primeira aeronave foi recebida pela FAB em 04 de setembro de 2019.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Gripen F-39

Caças Gripen chegarão ao Brasil a partir de setembro de 2021
O comandante da Ala 2 - Anápolis, coronel aviador Gustavo Pestana Garcez, confirmou o calendário de chegada dos primeiros caças F-39 Gripen, fabricados pela SAAB, da Suécia, para a Força Aérea Brasileira. A previsão é que as quatro primeiras unidades, de um total de 36 aeronaves adquiridas pelo governo brasileiro, cheguem na unidade militar entre os meses de setembro e outubro de 2021. Um pouco antes, no mês de abril, a Ala 2 também receberá modernos simuladores de voos. Após a chegada desse primeiro lote de caças, virão mais oito no ano seguinte e, a partir daí, mais seis a cada ano até completar a frota.

Em 2020: mais KC-390
Para 2020 está prevista a chegada de mais duas aeronaves KC-390 Millenium, fabricadas pela Embraer, somando-se às três já incorporadas, de um total de 28 aeronaves que foram adquiridas pela Força Aérea Brasileira.

Preparativos
Para que a Ala 2 abrigue as novas aeronaves e os seus respectivos esquadrões estão planejadas ou em execução mais de 10 obras físicas, entre construção e ampliação de hangares e hangaretes; construção de prédio para o 1º Grupo de Defesa Aérea (grupamento do F-39 Gripen); iluminação do pátio e ampliação da capacidade energética que, nos próximos anos, deverá ser quintuplicada.

Fonte: Contexto

terça-feira, 17 de março de 2020

Transporte Aéreo

Azul suspende voos em função do Covid-19
A companhia aérea Azul anunciou, dia 16 de março de 2020, a suspensão de voos para Bariloche, na Argentina, e para 10 cidades do Brasil. A decisão foi tomada em função da pandemia do coronavírus, Covid-19. Outras empresas do setor estão tomando medidas semelhantes. É o caso da American Airlines. No caso do destino turístico argentino, a suspensão dos voos vale para o período de 21 de março a 30 de junho de 2020. Já para as cidades de Lages (SC), Pato Branco (PR), Toledo (PR), Ponta Grossa (PR), Guarapuava (PR), Araxá (MG), Valença (BA), Feira de Santana (BA), Paulo Afonso (BA) e Parnaíba (PI), a suspensão vai vigorar entre 23 de março e 30 de junho de 2020.

Gol reduzirá número de voos em até 70 %
A companhia aérea Gol anunciou, dia 16 de março de 2020, uma redução de até 70% dos seus voos nos próximos três meses. O motivo é a pandemia da nova variante de coronavírus, Covid-19., que impõe restrições de circulação de pessoas. Fonte da empresa afirmou que o corte na oferta será da ordem de 50% a 60% no mercado doméstico e de 90% a 95% nas operações internacionais.

segunda-feira, 16 de março de 2020

Transporte Aéreo

American Airlines suspende voos para o Brasil até 6 de maio, devido ao Covid-19
A companhia aérea American Airlines suspendeu, entre 16 de março e 5 de maio de 2020, as rotas que opera entre Brasil e Estados Unidos. Entre os serviços afetados pela decisão estão as ligações realizadas de Miami e Nova York para o Rio de Janeiro e São Paulo; de Dallas para São Paulo; e de Miami para Manaus e Brasília. A empresa informou que reduzirá em até 75% seus voos internacionais, destaca a agência EBC. A American Airlines informa que os clientes atingidos serão contactados e terão flexibilidade para remarcação de voos sem qualquer taxa. Também terão a opção de reembolso do bilhete comprado.

domingo, 15 de março de 2020

Especial de Domingo

Destacando carreiras na aviação, mostramos a presença feminina na Esquadrilha da Fumaça.
Boa leitura.
Bom domingo!

As profissionais que cuidam dos aviões da Esquadrilha da Fumaça
Com o ingresso das primeiras mulheres nas fileiras da Força Aérea Brasileira (FAB), em 1982, hoje elas são mais de 12 mil nas mais diversas especialidades e funções, distribuídas por todo o território brasileiro. Com uma participação crescente desde então, atualmente elas representam cerca de 25% de todos os postos de trabalho da FAB, exceto o serviço militar obrigatório, admitidas por meio de processo público de seleção. No Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), conhecido como Esquadrilha da Fumaça, não é diferente. Se, para alguns, o trabalho de mecânico de aeronaves causa surpresa, quando essa vaga é ocupada por mulheres, a admiração revela-se ainda maior, atraindo a atenção do público e até mesmo da imprensa. Hoje, quatro mulheres carregam a responsabilidade de serem Anjos da Guarda.

É o que afirma uma dessas integrantes, a Sargento Patrícia Maria, especialista em Eletrônica e Instrumentos, responsável por cuidar dos sistemas de aviônicos do A-29 Super Tucano. A oficina de manutenção é ocupada hoje por quatro militares, sendo duas mulheres. “Isso mostra que cada vez mais as mulheres estão em ambientes antes dominados por homens e que somos tão competentes e comprometidas quanto eles. A diferença entre os sexos se torna cada vez mais irrelevante na aérea da manutenção”, afirma a graduada. A sua colega de seção, a Sargento Thelma Hypólito, também nos conta que fazer parte do Esquadrão era um sonho e que, apesar de ser uma área de trabalho dominada pelos homens, sempre buscou se aperfeiçoar e crescer profissionalmente: “Não existe diferença entre homens e mulheres no Esquadrão, depende apenas do esforço individual de cada um buscar seu sonho e conseguir conquistá-lo”.

A primeira em 2015
A primeira mulher ingressou na atividade de manutenção da Esquadrilha da Fumaça em 2015. De lá para cá, todos os processos de seleção para compor a equipe contaram com ao menos uma mulher, dentre as poucas vagas abertas anualmente. O trabalho de Anjo da Guarda, como são chamados os sargentos responsáveis por serviços administrativos e de manutenção, possui responsabilidades que exigem a confiança mútua entre os integrantes, visto que reflete diretamente na rotina do Esquadrão e na segurança do voo.
“O trabalho na Esquadrilha da Fumaça, assim como em toda a FAB, não distingue sexo. Nós trabalhamos de igual pra igual com os homens, somos respeitadas e a cada dia estamos ganhando mais espaço. Tudo isso é muito gratificante, pois mostra às outras mulheres que a questão de ‘sexo frágil’ já caiu por terra, pois somos capazes de exercer tais funções”, conta a Sargento Patrícia Herdy, que ingressou no time em 2020 e é uma das Anjos da Guarda, especialista em Equipamentos de Voo, atividade que garante a saúde e integridade dos pilotos durante os voos e em eventuais emergências críticas. A equipe de 2020 da Esquadrilha da Fumaça é composta por 35 Anjos da Guarda. Além das atividades de manutenção, elas são representadas na área administrativa também. A Sargento Jaqueline Guerra foi selecionada em 2019 e passou a fazer parte do time no início deste ano, encarregada de toda a logística pessoal e patrimonial. “As mulheres, historicamente, vêm crescendo profissionalmente e conquistando profissões que somente homens ocupavam. Hoje, provamos que a FAB também é lugar para as mulheres”, disse.

O Major Aviador Juliano Nunes, um dos pilotos da Esquadrilha da Fumaça e chefe da Seção de Comunicação Social, explica que, apesar dos meios de comunicação estarem hoje mais acessíveis, é recorrente muitas mulheres desconhecerem essas possibilidades. Segundo ele, no contato diário com o público, nota-se que muitas desconhecem a possibilidade de ingressar na FAB. "O trabalho das nossas Anjos da Guarda na Esquadrilha da Fumaça, além das suas atribuições, é fundamental para mostrar a essas pessoas que as portas estão abertas e, quem sabe, futuramente isso não seja mais motivo de surpresa”, destacou. A FAB oferece cursos em suas cinco escolas de formação: AFA, ITA, CIAAR, EEAR e EPCAR. A mais recente delas a admitir mulheres, desde 2017, é a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), localizada em Barbacena (MG).

Fotos: Sargentos Hypólito, Marin, Patrícia e Jaqueline / EDA

Fonte: FAB

sábado, 14 de março de 2020

FIDAE

FIDAE 2020 é cancelada devido à pandemia de Covid-19

Tendo em vista as práticas sanitárias para conter a pandemia de coronavírus, o Covid-19, foi cancelada a realização, em 2020, da FIDAE - Feira Internacional do Ar e Espaço, que ocorreria de 31 de março a 5 de abril, em Santiago, Chile. O cancelamento do evento foi anunciado em comunicado dos organizadores.


Comunicado
Caros amigos e expositores:
Como informação preliminar, a Feira Internacional do Ar e Espaço informa que Sua Excelência o Presidente da República, Sebastián Piñera Echenique, decidiu suspender a 21ª edição do FIDAE, devido à difusão mundial do COVID-19, que acaba de ser declarado pela a Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma pandemia, que impossibilita a realização da mostra mundial aeroespacial, de defesa e segurança nas datas programadas. Com relação ao exposto, e para suas informações, aguardamos a carta oficial da suspensão do governo do Chile, mencionada acima, que será enviada em tempo hábil. Por fim, e por causa desse cenário infeliz, a FIDAE quer agradecer seu apoio e confiança de centenas de empresas, expositores, delegações nacionais e estrangeiras que confirmaram sua participação no FIDAE 2020.
Atenciosamente,
FIDAE

sexta-feira, 13 de março de 2020

Transporte Aéreo

Virgin Airways começará a voar em outubro no Brasil
A Virgin Atlantic Airways decidiu adiar o início das suas operações no Brasil, por causa da proliferação da epidemia de coronavírus. A companhia aérea do Reino Unido faria seu voo inaugural na rota “Londres/Heathrow – São Paulo” no dia 29 de março. No entanto, por causa da preocupação global com o vírus, a operação foi adiada para o dia 5 de outubro de 2020. Além do adiamento da chegada ao Brasil, a empresa suspendeu a rota “Londres – Shanghai” e reduziu a frequência dos voos “Londres – Hong Kong”.

Nota da empresa
A Virgin Airways divulgou o seguinte comunicado: “Nós, da Virgin Atlantic Airways, temos monitorado com muita atenção a situação do Coronavírus (Covid-19) ao redor do mundo, e como a demanda por viagens aéreas têm mudado com esta situação. Em decorrência, decidimos tomar algumas medidas imediatas em relação às nossas rotas, a fim de manter a companhia e, nossos clientes, em uma posição segura nos próximos meses. Com isso, a nova rota Londres/Heathrow – São Paulo, antes prevista para iniciar no dia 29 de março de 2020, terá seu início alterado para o dia 05 de outubro de 2020. Essa alteração faz parte de uma série de outras medidas que estão sendo tomadas, como a suspensão da rota Londres/Heathrow – Shanghai, e a redução de frequência nos voos entre Londres/Heathrow e Hong Kong. Gostaríamos de reforçar que nosso comprometimento e nossa satisfação em voar para o Brasil se mantém, e se dará a partir de outubro!”

quinta-feira, 12 de março de 2020

Aeronaves

USAF decide adquirir o A-29 Super Tucano
A Nevada Corporation (SNC), parceira da Embraer para montagem e venda de aeronaves nos Estados Unidos, confirmou que a USAF (Força Aérea dos Estados Unidos) decidiu comprar a aeronave de ataque leve A-29 Super Tucano. A SNC recebeu uma ação de contratação indefinida da Força Aérea dos EUA para fornecer equipamentos de suporte de solo para aeronaves A-29, treinamento de pilotos (incluindo treinamento de atualização de pilotos de instrução), suporte logístico do contratante, peças de aeronaves e manutenção para a missão do Combat Air Advisor para Comando de Operações Especiais da Força Aérea. “A SNC tem a honra de construir e entregar o A-29, comprovado em combate, para a Força Aérea dos EUA”, disse Mark Williams, vice-presidente de planos e programas estratégicos da aviação para a área de negócios IAS da SNC. “A Força Aérea dos EUA agora terá a oportunidade de implantar o A-29 em apoio às operações dos EUA e aliados. Essa aquisição fornece recursos há muito necessários ao combatente e melhor valor ao contribuinte dos EUA.”

Características
O A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice versátil e poderosa projetada no Brasil pela Embraer e é conhecida por seu design robusto e durável, que permite executar operações de pistas não preparadas e em bases operacionais avançadas em ambientes austeros e terrenos acidentados. O A-29 é o padrão-ouro de aeronaves de combate e reconhecimento de ataque leve. O trabalho começa imediatamente sob esse contrato em Jacksonville, Flórida, e Centennial, Colorado. As aeronaves são entregues em 2021 e as atividades de treinamento e suporte continuam até 2024. O A-29 é a única aeronave de ataque leve do mundo com um certificado de tipo militar da Força Aérea dos EUA. O A-29 já foi selecionado por 14 forças aéreas parceiras em todo o mundo para oferecer apoio aéreo aproximado e recursos de reconhecimento econômicos. Por mais de uma década, as Forças Especiais dos EUA procuraram adquirir o A-29 para operações de apoio aéreo e reconhecimento.

Fonte: Sierra Nevada Corporation (SNC)

quarta-feira, 11 de março de 2020

Defesa Aérea

FAB intercepta avião em voo irregular sobre Mato Grosso
A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, na manhã do dia 07 de março de 2020, um avião de pequeno porte em voo irregular sobre o Mato Grosso. A ação, planejada previamente com a Polícia Federal, teve início ainda na madrugada e envolveu aeronaves E-99 (Radar) e A-29 Super Tucano da FAB, além de todo o Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA).

O avião foi escoltado até o pouso, a cerca de 180 quilômetros ao Sul de Cuiabá (MT), onde a Polícia Federal assumiu as ações. A aeronave suspeita foi classificada como tráfego aéreo desconhecido, acompanhada pelo E-99 da FAB e, em seguida, pelo caça A-29, tudo sob a coordenação do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). "É importante ressaltarmos a prontidão da FAB. Cumprimos todos os procedimentos da Defesa Aérea e tudo transcorreu perfeitamente", disse o Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar José Magno Resende de Araujo. A ação faz parte da Operação Ostium para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam, em conjunto, a FAB e Órgãos de segurança pública.

terça-feira, 10 de março de 2020

FAB

Decreto prevê disciplina para autoridades usarem avião da Força Aérea
O presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou um decreto, no dia 6 de março de 2020, para disciplinar o uso, por autoridades do Brasil, de viajarem para o local de residência permanente em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O texto revoga o decreto atual, editado em 2002 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. De acordo com a norma substituída, autoridades como vice-presidente da República e os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do Supremo Tribunal Federal podiam usar aviões da FAB para se deslocarem para o local de residência permanente. Esta regra permitiu o abuso do benefício, com caso de autoridade solicitando avião da FAB em número exagerado de vezes por ano.

Novas regras
O novo decreto prevê: O fim, em definitivo, da possibilidade de uso de aeronaves da FAB para deslocamento ao local de residência, salvo necessidade de segurança ou de saúde; O compartilhamento de aeronaves entre autoridades no caso de voos para o mesmo destino em horários mais ou menos próximos; Não inclui substitutos de autoridades ou autoridades que ocupam o cargo como interino no uso de aeronaves da FAB; Estabelece regras sobre a comprovação, o registro e a divulgação dos motivos que levaram à viagem. A responsabilidade pelos atos será da autoridade requerente e não do Comando da Aeronáutica; Estabelece regras sobre o uso de lugares ociosos na aeronave.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Concurso para a AFA

Inscrição para ingresso aos cursos da AFA de Aviador, Intendente e Infante
Inscrições até 19/03/2020

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou os editais para os Exames de Admissão aos Cursos de Formação de Oficiais Aviadores (IE/EA CFOAV 2021), de Intendentes (IE/EA CFOINT 2021) e de Infantaria (IE/EA CFOINF). As inscrições seguem até as 9h do dia 19 de março de 2020, no horário de Brasília. O valor da taxa é de R$ 70,00 (setenta reais). A data das Provas Escritas será dia 21 junho de 2020 e serão compostas das seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Física, Matemática, Língua Inglesa e Redação. O local da prova será divulgado a partir do dia 9 junho. A seleção prevê ainda as fases de Inspeção de Saúde (INSPSAU), Exame de Aptidão Psicológica (EAP), Teste de Avaliação do Condicionamento Físico (TACF), Procedimento de Heteroidentificação Complementar (PHC) e Validação Documental.

Condições
Para participar do Exame de Admissão o candidato deve ser voluntário, de ambos os sexos (para os Cursos de Formação de Oficiais Aviadores e Intendentes), ou somente do sexo masculino (para o Curso de Formação de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica) e estar ciente de todas as condições previstas nas Instruções Específicas do Exame. Para ser habilitado à matrícula no Curso, o candidato não pode ser menor de 17 (dezessete) anos e nem completar 23 (vinte e três) anos de idade, até 31 de dezembro de 2021, e ter concluído, na data da Concentração Final do certame, o Ensino Médio, além de outras exigências previstas nas Instruções Específicas.

Cursos
Os organizadores do certame orientam os candidatos a não deixarem para se inscrever no último dia, a fim de evitarem transtornos no acesso ao sistema. Os cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria são de Nível Superior, com duração de quatro anos, em regime de internato, e realizados na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). As matrículas e início dos cursos serão dia 7 de janeiro de 2021. Na página eletrônica da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), o candidato poderá obter informações, formulários e divulgações a respeito do acompanhamento de todas as etapas dos Exames. Acompanhe a página dos Exames de Admissão.

Oficiais Aviadores
O Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAV) confere aos concluintes a graduação de Bacharel em Administração, com ênfase em Administração Pública, e, ainda, a graduação de Bacharel em Ciências Aeronáuticas, com habilitação em Aviação Militar.

Oficiais Intendentes
O Curso de Formação de Oficiais Intendentes (CFOINT) confere aos formandos o título de Bacharel em Administração, com ênfase em Administração Pública, como também a graduação de Bacharel em Ciências da Logística, com habilitação em Intendência da Aeronáutica.

Oficiais de Infantaria
Os aprovados no Curso de Formação de Oficiais de Infantaria (CFOINF) obterão a graduação de Bacharel em Administração, com ênfase em Administração Pública. E, ainda, a graduação de Bacharel em Ciências Militares, com habilitação em Infantaria da Aeronáutica.

Foto: Wilhan Campos / CECOMSAER

Editais: Clique aqui 

Página dos exames: Clique aqui 

domingo, 8 de março de 2020

Especial de Domingo

No Dia Internacional da Mulher, brindando a data, o Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - selecionou especial conteúdo da Força Aérea Brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!

08 de março: Dia Internacional da Mulher

O trabalho das competentes mulheres da Força Aérea Brasileira


A presença feminina no âmbito da Força Aérea Brasileira (FAB) ocorre desde a Segunda Guerra Mundial, quando, em julho de 1944, seis enfermeiras passaram a integrar o Quadro de Enfermeiras da Reserva da Aeronáutica. Elas atuaram no teatro de operações como integrantes do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAvCa). No entanto, o ingresso das mulheres na Força, como parte do efetivo, ocorreu a partir dos anos 80. Na ocasião, viu-se a necessidade de ampliar o contingente e, por isso, foram realizados estudos para a inserção da mulher como militar na Força. As pesquisas culminaram na criação do Corpo Feminino da Reserva da Aeronáutica (CFRA), que constituíram o Quadro Feminino de Oficiais (QFO) e o Quadro Feminino de Graduadas (QFG). A primeira turma de mulheres ingressou na FAB em 1982.

Na AFA
Em 1995, o então Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro José Miranda Gandra, deu início aos trâmites para que as mulheres pudessem, pela primeira vez, ser Cadetes da Academia da Força Aérea (AFA). Em 1996, ingressaram as primeiras Cadetes Intendentes na AFA, que atingiram o posto de Tenente-Coronel em agosto de 2017. Elas poderão chegar até o posto de Major-Brigadeiro, maior patente deste quadro.

Na Escola de Sargentos
Na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), que abrange os ensinos de nível médio e técnico, as mulheres ingressaram em 1998. Dependendo da especialidade escolhida, elas podem alcançar o posto de Coronel.

Aviadoras
Também na AFA, em 2003, ingressaram as primeiras Cadetes Aviadoras, atualmente no posto de Major. As aviadoras ocupam funções como pilotos de todas as Aviações da FAB e podem chegar ao posto de Tenente-Brigadeiro, o mais alto na hierarquia da Aeronáutica.

EPCAR
No ano de 2017, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EpcAr), em Barbacena, passou a admitir mulheres em todos os anos do ensino médio em seu Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR). Após três anos de curso, as concluintes se tornaram cadetes, ingressando na AFA neste ano.

Quadro feminino
Hoje, as militares mulheres estão presentes na Academia e nas Escolas da FAB. Elas atuam como Aviadoras, Intendentes, Controladoras de Tráfego Aéreo, Musicistas, Paraquedistas, Instrutoras de Educação Física, Médicas, Advogadas, Historiadoras, Assistentes Sociais, dentre outros quadros.

Até o momento, as mulheres na Aeronáutica ocupam postos de Terceiro-Sargento a Coronel nas mais diversas áreas.

FOTOS: Sargento Batista, Sargento Johnson, Sargento Bianca e Soldado Anderson Soares / CECOMSAER

Fonte: FAB

sábado, 7 de março de 2020

Tráfego Aéreo

Aviões em Guarulhos terão separações reduzidas em certos casos para agilizar tráfego

Entrará em vigor no dia 30 de março de 2020, a aplicação dos mínimos de separação reduzidos entre aeronaves que utilizam a mesma pista (RRSM) no Aeroporto Internacional de São Paulo, mais uma iniciativa que faz parte do Projeto AGILE GRU. A operação é inédita em aeroportos do Brasil e promove maior eficiência no gerenciamento do tráfego aéreo, trazendo benefícios à comunidade aeroportuária e aos usuários do sistema. O procedimento pode ser aplicado, em certas circunstâncias específicas, entre uma aeronave que decola e uma aeronave que pousa subsequente, entre duas aeronaves que decolam na mesma pista ou entre duas aeronaves que pousam na mesma pista. De acordo com o Coordenador do DECEA no AGILE GRU, Major Especialista em Controle de Tráfego Aéreo Marcos Roberto Peçanha dos Santos “a implementação do RRSM está bem alinhada com o objetivo do Projeto AGILE GRU, que é o aumento da eficiência das operações de aproximação, pouso e decolagem e a consequente melhoria da performance e fluxo operacional do Aeroporto”, esclarece. O Projeto AGILE GRU é resultado do trabalho conjunto entre o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o Aeroporto Internacional de São Paulo (GRU Airport), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), Azul Linhas Aéreas Brasileiras e a International Air Transport Association (IATA), com apoio da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Benefícios
De acordo com o Chefe do Subdepartamento de Operações (SDOP) do DECEA, Brigadeiro do Ar Ary Rodrigues Bertolino, a iniciativa prioriza o processo de tomada de decisão colaborativa, no qual todos os envolvidos participam ativamente de todas as etapas do projeto: “O novo procedimento proporcionará melhorias no fluxo das chegadas e partidas no aeroporto, contribuindo para a redução no consumo de combustível e emissões de poluentes, além da otimização do trabalho dos controladores e pilotos”, pontua o oficial-general. Para o Comandante da LATAM Airlines, Luciano Oliveira, a iniciativa, além de estar de acordo com as melhores práticas operacionais, promove maior eficiência, pontualidade e sustentabilidade às operações aéreas. “É um procedimento de baixa complexidade para o piloto, que faz com que permanecemos com os níveis de segurança desejados, além de ter mais flexibilidade operacional, reduzindo o número de arremetidas”, avalia. Todos os critérios relacionados com a aplicação de mínimos de separação reduzidos estão estabelecidos na ICA 100-37 e nas publicações AIP Brasil e AIC, disponíveis no Portal AISWEB, fonte oficial de Informações Aeronáuticas do Brasil.

Fonte: FAB

sexta-feira, 6 de março de 2020

Tráfego Aéreo

Atech apresenta sistema de gerenciamento de tráfego aéreo na Espanha
A Atech S.A., empresa do Grupo Embraer, apresenta durante o World ATM Congress 2020, que acontece de 10 a 12 de março, em Madri (Espanha) a mais nova versão do produto Skyflow Cloud, desenvolvido para as plataformas em nuvem. O Skyflow é o sistema avançado de gerenciamento de fluxo de tráfego aéreo desenvolvido para o mercado global. Com a nova versão em nuvem, a Atech busca potencializar o acesso de mais países a um sistema próprio de gestão do espaço aéreo local, atendendo às necessidades e as especificidades de cada país com investimentos e custos de manutenção menores. Atualmente, apenas sete regiões em todo o mundo contam com sistemas próprios de gerenciamento de fluxo. Além do Brasil e da Índia, que contam com sistemas desenvolvidos pela Atech, apenas Estados Unidos, Europa, Japão, Austrália e África do Sul possuem sistemas semelhantes.

Características
O sistema Skyflow integra, entre outros, diferentes informações das companhias aéreas, aeroportos, órgãos de controle, reguladores, meteorologia, posicionamento de aeronaves, planos de voo, espaço aéreo e comunicação, essenciais para a otimização do fluxo de tráfego aéreo. Com esta integração, o sistema permite que os órgãos de controle do tráfego aéreo atuem para equilibrar a demanda de voos com a capacidade operacional, a fim de garantir a segurança das operações, a regularidade e pontualidade dos voos. Ao hospedar o sistema em nuvem, o Skyflow Cloud diminui os prazos de implantação, otimizando o início das operações no país interessado na solução. Além disso, os investimentos com infraestrutura, manutenção e estrutura operacional são reduzidos.

Origem
O Skyflow foi desenvolvido com tecnologia 100% brasileira, tendo sido escolhido pela Airports Authority of India (AAI) por apresentar uma solução competitiva e de excelência técnica, customizada às necessidades do setor aeronáutico indiano. Fruto de uma visão estratégica do DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), o Brasil opera desde 2012 no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) o sistema avançado de gestão de fluxo de tráfego aéreo, SIGMA (Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos), um dos sistemas pioneiros de gestão de fluxo aéreo no mundo. O SIGMA foi desenvolvido pela Atech em parceria com o DECEA, órgão da Força Aérea Brasileira (FAB).

Fonte: Rossi Comunicação

quinta-feira, 5 de março de 2020

Drone / RPA

Latam usa drone para inspeção de Airbus 320
A Latam Airlines, no Centro de Manutenção em São Carlos (SP), apresentou, dia 03 de março de 2020, a RPA - aeronave remotamente pilotada (drone) utilizada na inspeção de aviões Airbus 320. A companhia aérea é a primeira na América Latina a utilizar a tecnologia que foi desenvolvida em parceria com a empresa francesa Donecle.

Inspeção com laser
O drone utiliza tecnologia por laser para inspecionar o exterior das aeronaves de forma autônoma e com inteligência artificial, mas sempre sob a supervisão de um profissional. O processo considera todas as áreas dos aviões e registra imagens em alta resolução a cada segundo que, por sua vez, são encaminhadas para um software específico do equipamento, identificando eventuais danos. Em seguida, esses possíveis problemas são examinados em detalhes pelo técnico responsável para que decida o melhor procedimento para reparo. Todos os dados são armazenados em nuvem e podem ser rapidamente consultados via internet em qualquer lugar do planeta. Com a nova tecnologia, a Latam conseguiu otimizar em mais de 70% o processo de inspeção de suas aeronaves, economizando tempo e dinheiro.

Fonte: www.saocarlosagora.com.br em 04/03/2020

quarta-feira, 4 de março de 2020

C-390 Millennium

Portugal pode ser vetor de venda do C-390 a países da OTAN
O primeiro país, depois do Brasil, a comprar o cargueiro militar C-390 Millenium, o maior avião já produzido pela Embraer, em um contrato de € 827 milhões, Portugal deve fazer uma espécie de meio de campo para a venda da aeronave para os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). “Estamos disponíveis para contar a nossa experiência (com o C-390) para parceiros da Otan”, disse o ministro da Defesa português, João Gomes Cravinho, em visita recente ao Brasil. Uma das intenções do país é beneficiar a indústria local. O governo de Portugal é sócio da Embraer na OGMA, de manutenção de aeronaves, com uma participação de 35%.