Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Aeroportos

São Carlos passa a ser aeroporto internacional restrito
A Agência Na­ci­o­nal de Avi­a­ção Ci­vil (Anac) classificou como in­ter­na­ci­o­nal o Ae­ro­por­to Pe­rei­ra Lo­pes, em São Carlos (SP), restrito pa­ra ser­vi­ços de re­pa­ro e ma­nu­ten­ção. Isto significa que uma aeronave poderá voar diretamente do exterior para o aeroporto, para realização de manutenções. A me­di­da atende à de­man­da de ae­ro­na­ves vin­das do ex­te­ri­or que pro­cu­ram o prin­ci­pal cen­tro de ma­nu­ten­ção de aviões da La­tam Air­li­nes, localizado naquele aeroporto. A liberação restrita veda operações de serviço aéreo regular de transporte de passageiros e postal.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

EMBRAER

Jato número 1400 da Embraer é entregue à American Airlines
A Embraer entregou, no dia 6 de dezembro de 2017, o E-Jet número 1.400, um modelo E175, em cerimônia na unidade da empresa em São José dos Campos (SP). A American Airlines recebeu a aeronave comemorativa e escolheu para operá-la a Envoy Air, subsidiária integral do American Airlines Group Inc. A American Airlines é cliente da Embraer há mais de 20 anos e a Envoy é um dos primeiros operadores da família ERJ, com mais de 100 jatos destes modelos na sua frota. Considerando os pedidos de E-Jets realizados em 2013 e 2017, a American Airlines já encomendou 74 aeronaves do modelo E175, sendo que 54 deles serão operados pela Envoy. A entrega de hoje representa o E175 número 44 da Envoy. A família de E-Jets, lançada em 1999, tem deixado sua marca na história da aviação, uma vez que a Embraer é a única fabricante a desenvolver um portfólio moderno de quatro aeronaves direcionado especificamente para o segmento de 70 a 130 assentos. Com uma taxa média de voos concluídos de 99,9% e mais de 16 milhões de ciclos de voo, a frota de E-Jets superou a marca de 22 milhões de horas voadas. Desde que entrou em operação, em 2004, quando a primeira aeronave foi entregue à LOT Polish Airlines, da Polônia, a família de E-Jets já recebeu mais de 1.800 pedidos firmes e entregou 1.400 aviões. Atualmente, os E-Jets voam nas frotas de 70 clientes em 50 países.

Empresa russa terá mais dois Embraer 195 na frota
A companhia aérea russa Saratov Airlines expandiu seu programa pool de peças de reposição com a Embraer até 2021 para continuar recebendo suporte de componentes reparáveis para a frota de E-Jets da companhia. A Saratov Airlines foi a primeira companhia a operar os jatos Embraer na Rússia, em dezembro de 2013, com duas aeronaves do modelo E195. A companhia aérea também adicionará, por meio de leasing, dois novos E195, que devem ser entregues no início de 2018. O programa pool de peças de reposição da Embraer apoia mais de 30 companhias aéreas. Concebido para permitir às empresas de aviação minimizar investimentos em recursos e estoques de alto custo, o programa conta com a expertise técnica da Embraer e sua rede de provedores de serviços para reparo de componentes. Os resultados são economia nos custos de reparo e estoque, redução no espaço necessário para armazenamento e eliminação de recursos necessários para gerenciamento de reparos.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Especial de Domingo

Nestes tempos atuais, em que reality shows tentam forjar heróis, vale um mergulho na história para rememorar as ações daqueles que, de fato, merecem esta designação.
O Especial de Domingo de hoje é dedicado a um destes brasileiros.
Boa leitura.
Bom domingo!

Heróis Brasileiros
Itália homenageia piloto brasileiro da II Guerra Mundial
O piloto brasileiro Tenente Frederico Gustavo dos Santos foi homenageado na cidade de Spilimbergo, nordeste da Itália, no dia 04 de dezembro de 2017. Ele faleceu em combate durante a Segunda Guerra Mundial, após ter executado 43 missões bem sucedidas. O Tenente Santos era natural de Salvador (BA) e chegou à cidade de Pisa, na Itália, em 04 de dezembro de 1944, vindo diretamente da Escola de Pilotagem nos Estados Unidos. Sempre foi descrito como um apaixonado pela aviação, desenhando aeronaves inventadas por ele mesmo em seus momentos de lazer. No dia 13 de abril de 1945, na sua 44ª missão de guerra, ao destruir um depósito de munições na cidade de Spilimbergo, conseguiu êxito em seu objetivo, mas faleceu ao ser atingido pelos destroços da explosão. Depois de terminada a guerra, uma comissão liderada por dois oficiais foi enviada para tentar localizar seus restos mortais. Próximo ao local do impacto da aeronave havia uma estrada com uma cruz com seus dados e o "dog tag" (pequena placa metálica de identificação) utilizado por ele. Os alemães haviam realizado uma última homenagem a Santos.

Senta a Pua

"É muito importante não deixarmos de lembrar desses exemplos de brasileiros destemidos que aqui vieram dar as suas vidas em prol da liberdade do povo italiano", declarou o Embaixador do Brasil na Eslovênia, Renato Mosca de Souza.

A cerimônia contou com a participação do Prefeito de Spilimbergo, Renzo Francesconi; do Adido de Defesa e de Aeronáutica na Itália e Eslovênia, Coronel Aviador Max Luiz da Silva Barreto; do Adido Naval na Itália, Capitão de Mar e Guerra Bruno de Moraes Bittencourt Neto; do Comandante do Depósito de Spilimbergo, Tenente-Coronel Antonio Boccongelli e de diversas outras autoridades civis e militares. Além de Spilimbergo, as cidades de Tarquínia - primeiro campo de pouso utilizado pelo Esquadrão Senta a Pua na Itália, Pianoro - local do falecimento do Tenente Cordeiro, Rodano - local do falecimento do Tenente Aurélio - e Pistoia - cemitério onde foram depositados os despojos de todos os brasileiros falecidos em combate na Itália, também realizaram homenagens aos guerreiros da Força Aérea Brasileira.

"É uma verdadeira honra poder estar aqui e prestar esta justa homenagem aos nossos predecessores. Nunca deixaremos que os sacrifícios realizados por eles sejam esquecidos. Convido a todos que queiram visitar estes locais a procurarem nosso escritório em Roma", declarou o Coronel Max. Em 2018 deverão ser acrescentadas ainda as cidades de Pisa - aeroporto utilizado pelo 1º Grupo de Aviação de Caça, depois de Tarquinia - e Alessandria - local de falecimento dos Tenentes Medeiros e Dornelles.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Transporte Aéreo

Voos comerciais são retomados no aeroporto da Pampulha em BH
O primeiro voo para outras capitais partindo do Aeroporto Carlos Drummond de Andrade, na Pampulha, já tem data marcada. A Anac (Agência Nacional de Avião Civil) autorizou a criação da nova rota da companhia aérea Gol, partindo de Belo Horizonte com destino ao terminal de Congonhas, em São Paulo. As viagens começam no dia 22 de janeiro de 2018 e acontecerão de segunda a sábado. Outra rota com destino ao aeroporto de Guarulhos está em análise pelo órgão e, se aprovada, pode começar a operar no dia 8 de janeiro. Serão quatro viagens diárias, sendo duas de ida e outras duas de volta. Os horários dos voos partindo da Pampulha são entre às 9h e às 18h05. A Gol usará na Pampulha os Boeings 737-700 com 138 assentos.

Passaredo
A Passaredo já começou a voar para Uberlândia, decolando da Pampulha. A reabertura do aeroporto para aeronaves de maior porte fez com que boa parte das companhias aéreas brasileiras solicitasse novos voos a partir do terminal. Além da Gol, Azul, Latam e Avianca estão entre as principais companhias que solicitaram operação no aeroporto. Conforme a Anac, a Gol terá 26% da oferta de voos na Pampulha, seguida pela Avianca (25%), Azul (20%), Latam (16%), Passaredo (12%) e Two Flex (1%). As rotas mais solicitadas pelas companhias foram Brasília, Rio de Janeiro, Vitória, São Paulo e Goiânia, além outros destinos no interior de Minas Gerais. Fora dos holofotes desde 2005, quando os voos de grande porte foram transferidos para Confins, na Grande BH, o terminal da Pampulha está apto a embarcar, segundo a Anac, 300 passageiros e desembarcar 360 passageiros por hora.

Confins
Contrária ao retorno das atividades na Pampulha, a BH Airport, que administra o Aeroporto Internacional Trancedo Neves, em Confins, entrou com uma ação no Superior Tribunal de Justiça, para tentar barrar a retomada de voos domésticos nacionais no aeroporto da Pampulha. A empresa afirma que poderá haver concorrência de voos entre os dois terminais, gerando prejuízos para Confins, que investiu na revitalização e ampliação do aeroporto internacional desde que assumiu as operações.

Fonte: jornal Metro BH

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Tráfego Aéreo

Torres de Viracopos e Santos Dumont trocarão certas mensagens com pilotos via enlace de dados
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) adotará comunicação escrita, via enlace de dados (data link), para certas operações de solo, na prestação de autorizações de tráfego aéreo ATS para os aeroportos de Campinas/Viracopos e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. O serviço será para autorização de decolagem (Departure Clearance - DCL) e Serviço Automático de Informação de Terminal (ATIS).

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Busca e Salvamento

Esquadrão Pelicano faz 60 anos
O 2°/10° Grupo de Aviação (2°/10° GAV), conhecido como Esquadrão Pelicano, celebrou 60 anos de criação numa cerimônia militar realizada, no dia 4 de dezembro de 2017, na Ala 5, em Campo Grande (MS). A solenidade foi presidida pelo Tenente-Brigadeiro do Ar William de Oliveira Barros, Ministro do Superior Tribunal Militar. "Eu queria me congratular neste dia, com esta Ala 5, e dizer a todos os mais jovens e aos mais antigos que aqui estão para que preservem este espírito de operacionalidade, profissionalismo e tradição. Parabéns aos Pelicanos de hoje, de ontem e de sempre”, disse o oficial-general, em suas palavras. Durante a cerimônia foram homenageados militares com os títulos de Homem-SAR, Destaque Operacional, Pelicano Honorário e Graduado e Praça Padrão. "O Esquadrão nasceu com nome e caráter fortes para cumprir uma missão nobre, levando esperança nas suas asas e a certeza de que o impossível seria feito por uma vida. Acenderam, assim, a chama de algo que não se consegue definir, mas nos impulsiona e faz acreditar: é o Espírito SAR. Esse espírito é o que faz do nosso esquadrão diferente e viver a essência da frase “Por uma vida, a ordem é lutar”", ressaltou o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Jorge Marcelo da Silva Martins. A cerimônia foi finalizada com o desfile militar, que contou com a incorporação de ex-integrantes do 2°/10° GAV à tropa.

Histórico
O 2°/10° GAV é o Esquadrão da Força Aérea Brasileira (FAB) responsável pelas missões de Busca e Salvamento e, desde que foi criado, no dia seis de dezembro de 1957, tem realizado inúmeras missões desse tipo. Recentemente, uma aeronave SC-105 Amazonas, com equipamentos específicos, foi incorporada à unidade a fim de ampliar sua capacidade operacional.

O Sistema SAR

Um vídeo sobre o trabalho dos profissionais do Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro (SISSAR) foi produzido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) , com a finalidade de mostrar como são realizadas as operações que salvam vidas, além de destacar a campanha de conscientização sobre a importância do registro das balizas de emergência (ELT e EPIRB), pelos proprietários de aeronaves e embarcações, e dos localizadores pessoais (PLB). O cadastro dos "equipamentos localizadores" deve ser feito pelo sistema INFOSAR, um serviço simples, rápido e gratuito. Desde janeiro de 2016, quando o sistema entrou em funcionamento, cerca de 4000 usuários registraram suas balizas. “Quando o equipamento encontra-se cadastrado, rapidamente é identificada a natureza do sinal transmitido e, por meio de uma ligação telefônica, agilizamos o envio dos recursos de salvamento, quando se trata de acionamento real”, explica o operador do Centro Brasileiro de Controle de Missão (BRMCC), Sargento Renato Marques Monteiro.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Tráfego Aéreo

Plano de voo agora pode ser apresentado por smartphone
A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou um aplicativo que facilita as tarefas de pilotos civis e militares no Brasil. Agora é possível apresentar um plano de voo de qualquer lugar, utilizando o smartphone, sem a necessidade de se deslocar até uma sala de Serviço de Informação Aeronáutica (AIS, por sua sigla em inglês). O aplicativo FPL BR possibilita a elaboração, validação, o envio e a atualização dos dados do plano de voo em tempo real. A nova ferramenta está disponível gratuitamente para download nas lojas App Store e Google Play, para as plataformas iOS e Android. O FPL BR foi elaborado por encomenda do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão gestor do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, em parceria com uma empresa brasileira do grupo Embraer, com o objetivo de otimizar o atendimento nas salas AIS nos aeroportos brasileiros. “O Brasil tem um fluxo de 8.500 voos diários. Esse é o número de planos de voos que chegava todos os dias nas salas de tráfego e nas salas AIS de todo o Brasil. Era necessário acompanhar a modernização e garantir a praticidade para melhorar a fluidez do sistema”, explicou o Brigadeiro do Ar da FAB Luiz Ricardo de Souza Nascimento, chefe do subdepartamento de Operações (SDOP) do DECEA.

Praticidade
O aplicativo garante praticidade, precisão e mais qualidade ao plano de voo. “Existem alguns campos que não deixam o piloto enviar o plano de voo se não estiver adequado. Na hora de preencher o campo aeródromo, por exemplo, o aplicativo já faz uma consulta se o aeródromo informado pelo piloto está operando normalmente e só permite a finalização se o código estiver correspondente”, disse o chefe do SDOP. O FPL BR está integrado aos sistemas utilizados pelo Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea, além de outros órgãos fiscalizadores, como a ANAC, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeronáutica e a Assessoria para Assuntos de Tarifas de Navegação Aérea. “Podem ser consultados dados de meteorologia, aeródromos, definição do nascer e pôr do sol em cada canto do país, garantindo mais segurança nas operações e, consequentemente, facilitando o controle do espaço aéreo”, reforçou o Brig Luiz Ricardo. A interface disponibiliza a consulta de plano de voo completo, plano de voo simplificado, bem como mensagens de atualização relacionadas à modificação, cancelamento e atraso, como também do recebimento de notificações sobre a aprovação ou reprovação das mensagens enviadas.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Carreiras na Aviação

EEAR forma 466 especialistas em aeronáutica
A Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP), realizou, no dia 01 de dezembro de 2017, a formatura de 466 novos sargentos da Força Aérea Brasileira (FAB) e de nove sargentos de outros países. A EEAR é o maior centro de formação técnica da América do Sul. Ao longo de 76 anos, já formou mais de 70 mil sargentos para a Aeronáutica. A cerimônia foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, o qual destacou que os novos profissionais serão muito importantes para as unidades da FAB. "Espero que eles sigam o juramento, honrem a FAB e se dediquem ao trabalho com motivação e empenho", disse. O grupo de formandos é constituído por duas turmas: a Kairós com sargentos do Curso de Formação de Sargentos (CFS) e a Atlas por militares do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento (EAGS). Os novos sargentos desempenharão suas funções em diversas Organizações Militares da FAB em todo país.

Primeiros colocados
Natural de Belém (PA), o terceiro sargento Wilker da Costa Magalhães, foi o primeiro colocado do CFS. Emocionado, ele conta que essa é a primeira de muitas conquistas. “Meu sentimento é de satisfação e orgulho de me tornar um militar da FAB. Acreditei no meu sonho e hoje estou realizado. Isso só me faz querer alçar voos cada vez mais altos”, afirmou o primeiro colocado da turma Kairós. O terceiro sargento da Turma Atlas, Carlos Henrique de Moura, do Rio de Janeiro (RJ), foi o primeiro colocado do EAGS. Ele descreve a emoção de receber as divisas de sargento. “Um turbilhão de emoções, como a alegria, ansiedade, saudade dos que irão, toma conta nesse momento. A espera pela tão sonhada divisa nos faz querer cada dia mais aproveitar a escola e os amigos, mas, ao mesmo tempo, exercer a profissão que tanto lutamos para conseguir. Não há palavras certas que resumam esse sentimento, mas uma frase pode dizer muito: serei um sargento especialista.” Os primeiros colocados receberam os prêmios Honra ao Mérito e o Prêmio Força Aérea Brasileira. Os militares das Forças Estrangeiras (Togo, Cabo Verde e Paraguai) receberam o certificado de conclusão do Curso de Formação de Sargentos.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Indústria Aeronáutica

Fabricantes precisam de destrave burocrático para venda de ultraleves
A senadora Lídice da Mata chamou a atenção para as dificuldades enfrentadas pelos fabricantes de aviões de pequeno porte, para que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) faça as vistorias nas aeronaves que já estão prontas para ter a comercialização liberada. - Na Bahia, temos hoje três empresas deste ramo: a Paradise, a Montaer, ambas de Feira de Santana, e a Aero Centro, de Barreiras. Esta última já produziu mais de 60 aeronaves. Há três anos, no entanto, está com cinco aviões prontos para entrega parados aguardando vistoria da Anac para que estas sejam entregues aos proprietários. Além disso, disse a senadora, devido à falta de investimentos e incentivos fiscais, muitas empresas não conseguem atender aos prazos estabelecidos pelo programa iBR 2020, que fomenta este setor. Para a parlamentar, o Brasil precisa incentivar a indústria aeronáutica e não colocar empecilhos ao seu desenvolvimento.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Especial de Domingo

Um pouso histórico nas montanhas de Piquete, SP


Os fatos históricos da aviação brasileira ocorrem, às vezes, de maneira inusitada. Um sobrevoo, uma demonstração, uma operação não regular marcam uma localidade, mesmo que ela não conte com um aeroporto, um aeródromo...

É o caso de Piquete, SP.
Nesta cidade, nasceram muitos integrantes da Força Aérea Brasileira e da aviação civil. Outros, de alguma forma, fazem parte do universo da aviação, como é o caso da professora Márcia Ferreira de Souza, especializada em inglês aeronáutico e que atua como consultora no ICEA – Instituto de Controle do Espaço Aéreo.

Além da sua mais recente ocupação com inglês aeronáutico, ela guarda, com carinho, material divulgado pelo jornal de Piquete O Estafeta, edição de abril de 1998, que retrata um fato histórico ocorrido naquela cidade: o primeiro pouso de aeronave em Piquete, apesar da evidente dificuldade, advinda do relevo intensamente ondulado da serra da Mantiqueira. No evento teve participação especial seu avô, Zeca Ferreira, que cedeu suas terras para a construção de improvisado campo de pouso, onde operaram num momento histórico três aeronaves. Duas possuíam as matrículas PP-RKB e PP-HDZ.


O registro da operação de três aeronaves do Aeroclube de Guaratinguetá, no ano de 1950, em Piquete, é o tema da matéria de O Estafeta reproduzida abaixo:

Um Domingo Inusitado
Foi num domingo ensolarado de 1950 que, pela primeira vez, um avião pousou em terras piquetenses.
Sob grande expectativa e curiosidade, a população, desde cedo, tinha os olhos voltados para o Santo Cruzeiro e tentava ouvir sons que denunciassem alguma aeronave. De repente foi um corre-corre: apareceu o primeiro aeroplano. Eram três. Sobrevoaram a cidade fazendo evoluções, aguçando ainda mais a curiosidade da população.
Anichado aos pés da Mantiqueira, o nosso município, visto do alto, parece um mar de morros, o que não oferece condições de segurança para perfeitas aterrissagens e decolagens. Mas não é que, após evoluções pelo espaço piquetense, o primeiro avião pousou no morro do cemitério, seguido do segundo e do terceiro, para espanto dos céticos e alegria dos intrépidos pilotos.
Tudo começou com um desafio feito ao jovem Agenor Ferreira, piloto no Aeroclube de Guaratinguetá, que constantemente sobrevoava nossa cidade. Certa vez, após ter narrado uma viagem ao sul de Minas, onde pousara em lugar de geografia semelhante à nossa, foi convidado a repetir a façanha em Piquete. Procurou o secretário da Câmara, José Salomão e após anuência do Prefeito Municipal, Sr. Luiz Vieira Soares, saíram à procura de terreno que menos riscos oferecesse a aterrissagens. O nosso piloto optou pelo morro contíguo ao cemitério, terreno de acentuado aclive, propriedade do Sr. Zeca Ferreira, que, de imediato, concordou com o evento.
A edilidade e o povo aguardavam, ansiosos, o grande dia.
Providenciou-se o preparo da pista: roçou-se o pasto e sinalizou-se o campo de pouso. Birutas indicavam a direção do vento.
No dia determinado lá estavam autoridades civis e eclesiásticas: o Sr. Prefeito Municipal, os vereadores Christiano Alves da Rosa, Luiz Arantes Júnior, José Penha de Andrade e José Moreira da Silva; o capelão do Hospital da FPV – Fábrica Presidente Vargas, Padre Romeu, e o Sr. Zeca Ferreira. Centenas de pessoas se acotovelavam para presenciar o espetáculo.
Aos mais corajosos foi proporcionada a oportunidade de uma viagem de poucos minutos sobre a cidade. Logo uma longa fila formou-se; todos queriam contemplar do alto a nossa paisagem.
A cada aterrissagem ou decolagem, uma nuvem de poeira envolvia os espectadores, que não arredavam pé e ovacionavam os denodados pilotos.
A todos foi oferecido suculento churrasco. Foi tanta carne, que muitos levaram bons nacos para casa. Esse dia ficou perenizado em oito fotografias, expostas, durante bom tempo, no bar do Sr. José Moreira da Silva. Elas são o registro de um domingo inusitado que alterou a vida rotineira do nosso povo.


Na foto, da esquerda para a direita: Christiano Alves da Rosa, um Padre visitante, Luiz Vieira Soares,Pe. Romeu (capelão do Hospital), Zeca Ferreira, Lulu Meirelhes, Luiz Arantes Jr, José Penha de Andrade, José Moreira da Silva, ( Zé do Bar), Reginato de Carvalho, (menino). De cócoras, quarto da esquerda para a direita, Agenor Ferreira e seus companheiros do aeroclube de Guaratinguetá. A menina da foto é Célia Aparecida Rosa, Presidente da Fundação Christiano Rosa (Foto arquivo Pro-Memória)


Esquadrilha da Fumaça: 
outro marco da aviação em Piquete

O Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) da FAB, a conhecida Esquadrilha da Fumaça, teve o encerramento de sua primeira fase de existência exatamente em Piquete.
A Fumaça realizou sua primeira aparição pública no dia 14 de maio de 1954, em Mogi Mirim, SP. Iniciava-se, assim, a fase da esquadrilha equipada com os aviões T-6, com motor radial de ruído inconfundível. Esta fase terminaria no dia 31 de janeiro de 1976, com um show aéreo na cidade de Piquete, SP.
A Esquadrilha da Fumaça voltaria a operar somente em 1980, com o nome de Cometa Branco, com aviões T-25, na Academia da Força Aérea – AFA. A partir de 8 de dezembro de 1983, o esquadrão continuaria sua história, empregando aeronaves Tucano T-27. E, a partir de julho de 2015, a Esquadrilha da Fumaça passou a ser equipada com os Super Tucano A-29, ostentando pintura com a Bandeira Nacional na empenagem.

Fonte/Texto: O Estafeta (Piquete, abril 1998) e Redação Ninja.

sábado, 2 de dezembro de 2017

Embraer

Super Tucano é escolhido pela Força Aérea das Filipinas
A Embraer anunciou, dia 30 de novembro de 2017, um pedido de seis aviões de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para a Força Aérea das Filipinas (PAF, na sigla em inglês). Após um abrangente processo de licitação pública, que contou com a participação de vários fabricantes de todo o mundo, cumprindo os mais rigorosos processos de avaliação, o Super Tucano foi selecionado como parte do plano de modernização da PAF. A aeronave será utilizada em missões de apoio aéreo tático, ataque leve, vigilância, intercepção e contra-insurgência. As entregas começarão em 2019. O A-29 Super Tucano é um avião turboélice robusto, versátil e poderoso, capaz de realizar uma ampla gama de missões, mesmo operando a partir de pistas não preparadas. O Super Tucano já foi selecionado por 14 forças aéreas.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Transporte Aéreo

Aviação civil crescerá 5% ao ano nos anos 2020
O transporte aéreo no Brasil deve crescer cerca de 5% ao ano em média na próxima década, segundo projeção da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas). Um outro estudo, da Airbus, prevê que em duas décadas o mercado doméstico deve ser 2,6 vezes maior em volume de tráfego. Esse crescimento deve ser puxado por ganhos de eficiência na operação das companhias aéreas, que planejam uma importante modernização de frota, com a chegada da nova geração de aeronaves estreitas, com apenas um corredor, da Boeing e da Airbus –os 737 MAX e os A320neo. Juntas, Avianca, Azul, Gol e Latam encomendaram 300 aviões dessa nova geração, que chegam principalmente em substituição a aeronaves mais antigas. Esses aviões são em média 20% mais eficientes do que os da geração anterior.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

FAB TV

Notícias do mês na Força Aérea

A FAB TV – o canal do Youtube da Força Aérea Brasileira - apresenta a edição de novembro de 2017. Na rede, matérias sobre a participação da FAB na Feira Internacional da Força Aérea Boliviana (FIFAB), sobre o 1º Simpósio Pedagógico realizado pela Diretoria de Ensino (DIRENS), além da entrega da Ordem do Mérito Aeronáutico em Brasília (DF). O programa conta, ainda, com uma homenagem especial aos profissionais de Material Bélico da FAB, que celebraram sua data no dia 11 de novembro.E mais: resumo das atividades da FAB no controle do incêndio na Chapada dos Veadeiros (GO) e na 14ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT).

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Cultura Aeronáutica

Exposição de tributo a Santos Dumont, no Arquivo Nacional, no Rio
Até 31 Jan 2018. Entrada franca

O Centro de Documentação da Aeronáutica (CENDOC), responsável pelo Patrimônio Documental da Aeronáutica, realizará exposição em homenagem ao patrono da Aeronáutica Brasileira. Com o tema “Asas Que Protegem o País – Tributo a Santos-Dumont”, a exposição poderá ser visitada de 29 de novembro a 31 de janeiro de 2018, das 10 às 17 horas, no Salão Nobre do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro. A entrada é franca. O público poderá conhecer a réplica em tamanho real da Demoiselle, segunda aeronave voada por Santos-Dumont, em novembro de 1907. Em 2017 são comemorados 110 anos do primeiro voo com a "Libéllule", como também é conhecido o avião. Na época, foi considerado, pelos especialistas em aviação, como sendo leve, prático e transportável. A unidade pertence ao Instituto Fernando de Arruda Botelho e ainda possui condições de voo. A mostra contará, ainda, com a maquete artística do aeróstato que contornou a Torre Eiffel em 1901. Com a invenção, Santos-Dumont provou a dirigibilidade dos balões. A exposição reúne também recortes de jornais com notícias a respeito de seus inventos na época. Também em homenagem ao pai da aviação, será exposto um acervo de 43 fotografias premiadas no Brasil e no exterior sobre a aviação brasileira, produzidas pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), no período de 2008 a 2017. As fotografias são de autoria do Sargento Johnson Barros. Também haverá uma imagem de cada um dos outros integrantes da Seção de Fotografia do CECOMSAER: Sargento Bianca Viol, Sargento Bruno Batista e Cabo André Feitosa. O CENDOC é responsável pelo recolhimento dos documentos de guarda permanente do Comando da Aeronáutica, caracterizados pelo valor Histórico, Probatório e Informativo que os Acervos possuem.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

NINJA em Ubatuba-SP

Exposição em Feira de Ciências, 58º Café Voador e lançamento do Livro "Sobre o Mar de Iperoig" concluem a programação do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA) e do Aeroclube de Ubatuba em novembro de 2017. No próximo ano, inéditas atividades no Aeroporto Gastão Madeira com o apoio do VoaSP!!!





segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cultura Aeronáutica

Instituto Embraer é premiado por preservar memória aeronáutica
O Instituto Embraer recebeu, no dia 22 de novembro, o Prêmio Aberje 2017 – Responsabilidade Histórica e Memória Empresarial. A conquista foi um reconhecimento da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) pelas ações de preservação da memória aeronáutica desenvolvidas pela organização. Entre elas, destaca-se a exposição “Design na aviação brasileira”, realizada neste ano em parceria com o Museu da Casa Brasileira (MCB), em São Paulo. “Estamos muito honrados com o reconhecimento de um trabalho que tanto nos inspira. Preservar a memória aeronáutica é mais do que uma missão institucional, é um trabalho de valorização de uma parte importante da história do nosso país”, ressalta Mariana Luz, diretora superintendente do Instituto Embraer. Milhares de pessoas passaram por exposições e visitas promovidas pelo Instituto Embraer, como a ação “Um voo pela Embraer”, no Catavento Cultural, em São Paulo; o programa “Visitas guiadas” – ação mensal para que a comunidade possa conhecer a fábrica da companhia em São José dos Campos, bem como a história da empresa; a exposição virtual “Mulheres na aviação”, que ressaltou a história de mulheres pioneiras no setor aeronáutico desde 1920; e, mais recentemente, a exposição ”Design na aviação brasileira”, em São Paulo.

domingo, 26 de novembro de 2017

Especial de Domingo

Um texto do site A Relíquia, sintetizando a trajetória da Panair do Brasil, que já publicamos aqui, vale para mais uma reflexão sobre os estragos que ações políticas não republicanas podem causar a empreendedores e trabalhadores dos mais diversos segmentos.
Boa leitura.
Bom domingo!

NAS ASAS DA PANAIR

A Panair teve origem na empresa Nyrba - New York Rio Buenos Aires Lines Inc - que chegou ao Brasil através do Coronel Ralph O' Neil, da Marinha Americana. Inicialmente o coronel veio conversar com o governo brasileiro para entrar na concorrência do transporte de malas postais na América do Sul. Somente em 1930 O' Neil conseguiu autorização para operar linhas aéreas no Brasil. A crise da bolsa de Nova York atrapalhou os negócios da Nyrba, que terminou por ser incorporada pela Pan American, um gigante da aviação americana. Assim surgiu a Panair do Brasil, que possuía 100% do capital americano. O capital nacional só começou a entrar na empresa a partir de 1942. o voo inaugural se deu em 24 de janeiro de 1930, entre Rio de Janeiro e Fortaleza, com escalas em Campos, Vitória, Caravelas, Ilhéus, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife e Natal incluindo o pernoite em Salvador. No total, a viagem durava 34h50 em cada sentido da rota. Os primeiros voos de passageiros ocorreram em 1931, entre as cidades de Belém e Rio de Janeiro. Nesta época, todos os pilotos eram americanos. O primeiro piloto brasileiro da Panair foi o Coronel Luis Tenan, que assumiu o comando de uma das aeronaves em 1935.


A Panair alcançou a Amazônia e sua atuação naquela região foi fundamental para que o governo fizesse chegar alimentos e remédios em pontos quase inatingíveis da selva. Depois de dominar o mercado interno e inaugurar hangares e aeroportos nas principais cidades brasileiras, a Panair volta-se, a partir de 1941, para as rotas internacionais. Para cruzar o Atlântico a empresa tinha à disposição os modernos Constellations. O primeiro voo foi realizado em 27 de abril de 1941. O destino era Londres, mas antes houve paradas nas cidades de Recife, Dakar, Lisboa e Paris. Em menos de três anos depois desta viagem inaugural, a Panair já havia realizado mil voos para a Europa, transportando mais de 60 mil passageiros.


Enquanto isso, outras empresas ganhavam espaço nos voos domésticos, como era o caso da Real, Varig, Vasp, Lóide e Cruzeiro. Mas, nem só de sucesso foi escrita a história da Panair. No início dos anos 50 alguns acidentes sérios começaram a causar problemas às companhias aéreas, mas a Panair foi uma das empresas que sofreram acidentes mais graves, aumentando muito o número de vítimas fatais. Um acidente famoso foi o sofrido pelo PP-PCG pilotado pelo Comandante Eduardo Martins de Oliveira, nas aproximações de Porto Alegre, matando todos os ocupantes da aeronave. Estes tristes acontecimentos contribuíram para abalar a confiança que o povo brasileiro depositava na Panair, considerada um verdadeiro orgulho nacional. Mas sua imagem não seria afetada ao ponto de "esfriar" o caso de amor que havia entre aqueles aviões, comandantes e comissárias com a nossa gente. Foram os aviões da Panair que transportaram a seleção brasileira para as vitoriosas campanhas nas copas de 58 e 62, realizadas respectivamente na Suécia e no Chile.


No início da década de 60, trinta anos depois de sua fundação, a empresa já era totalmente nacional. Era uma época de crise na aviação comercial brasileira pois todas as companhias apresentavam problemas operacionais e crescentes dívidas para a modernização geral do serviço que prestavam. Uma novidade contribuiu para apertar ainda mais a situação financeira dessas empresas - a inflação. Apesar disso, não foram esses problemas, comuns às concorrentes, que causaram a extinção da Panair. Em 10 de fevereiro de 1965 foi escrita a página mais vergonhosa da aviação brasileira. Uma decisão do governo federal assinada pelo então ministro da aeronáutica cassava o certificado de operação da empresa, sem nenhuma explicação adicional. Celso da Rocha Miranda, presidente da Panair e seu maior acionista, foi pego de surpresa em seu escritório e mais admirado ficou ao ler uma nota "em tempo", que aparecia depois do despacho oficial, onde era dito com todas as letras que as linhas internacionais da Panair estavam sendo transferidas provisoriamente para a Varig. Já as linhas domésticas ficariam sob responsabilidade da Cruzeiro do Sul. Tudo estava muito estranho e mal explicado e a cúpula da empresa via aquilo como uma clara perseguição do governo militar. O mais estranho, porém, é que na noite do dia 10 a Varig operou nada mais nada menos que todos os voos da Panair que deveriam decolar, como se isso fosse uma coisa simples, que se pudesse fazer sem preparo prévio e sem o pleno conhecimento das rotas. Mesmo tendo sido a companhia cassada, nenhum passageiro da Panair ficou sem embarcar naquela noite do dia 10 de fevereiro de 1965. O clima de desconfiança era total e contra a ditadura nada se podia fazer. Ninguém duvidava que uma empresa havia sido extinta em benefício de outra. Apenas cinco dias depois do decreto de cassação, o governo decretava a falência da Panair, sem que houvesse um só título vencido ou protestado, confiscando instalações, aeronaves e outros bens. Do dia para a noite quase cinco mil pessoas perderam seus empregos e uma boa parte delas, a razão de viver. O sofrimento foi grande por causa do relacionamento afetuoso entre a diretoria e os empregados cultivado durante os 35 anos de existência da Panair. Era como se fossem uma grande família.

Desde 1966, cerca de 400 pessoas se reúnem num almoço anual, realizado em Outubro, para lembrar dos velhos tempos e recontar as inúmeras histórias pessoais que foram a história da Panair. Esse grupo, autodenominado Família Panair, é formado por ex-funcionários da empresa e seus descendentes. Na verdade, o que une essas pessoas é o sonho e a esperança de que o governo um dia reconheça que a empresa foi perseguida pela ditadura. Perseguidos também foram seus proprietários. Celso da Rocha Miranda era amigo íntimo de Juscelino Kubistcheck, que teve os direitos políticos cassados depois do golpe. A solução foi deixar o país com a família. Em 1984, quase vinte anos depois, os herdeiros da empresa ganharam uma ação na justiça promovida contra o governo federal. O Supremo Tribunal Federal considerou a falência fraudulenta e condenou a União à ressarcir a Panair. Mas há coisas que o dinheiro ou a devolução dos direitos sobre as rotas nunca vai pagar.

sábado, 25 de novembro de 2017

Tráfego Aéreo

Controladores treinam situações atípicas no ICEA
Controladores de tráfego aéreo do Centro de Controle de Área de Brasília (ACC-BS), órgão operacional do Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), participam do Programa de Atividades e Emprego dos Laboratórios de Simulação (PAELS), até o dia 8 de dezembro de 2017. Os militares recebem instruções teóricas e práticas simuladas nos Laboratórios de Simulação (LABSIM) do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), em São José dos Campos (SP), visando ao treinamento de situações específicas e não rotineiras desse importante segmento do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB).

Cenários simulados
O treinamento atinge todo o efetivo do ACC-BS e contempla cenários simulados que possuem como objetivos gerais: conhecer e aplicar o Plano de Contingência Nacional e o Plano de Degradação previsto no Modelo Operacional do ACC-BS, aplicar o Serviço de Controle de Área convencional, conhecer e aplicar a fraseologia para operação convencional, aplicar técnicas de sequenciamento de tráfego aéreo envolvendo aeronaves com performances diferentes, aplicar as regras e técnicas de vigilância e vetoração radar e utilizar as comunicações com as devidas prioridades diante de condições de degradação. Também estão sendo treinadas situações especiais, como interferência ilícita, emergência, falha de comunicações e suspensão do espaço.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Segurança de Voo

Aviação brasileira apresenta bons índices de segurança
Dados do Relatório Anual de Segurança Operacional (RASO) de 2016, concluído em novembro de 2017 pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), revelam que o Brasil seguiu reduzindo as taxas de acidentes aéreos desde 2011 e atingiu um dos melhores resultados em segurança da aviação no mundo. A aviação regular continuou sem registros de acidentes com fatalidades desde 2011. Considerando a média móvel para cada milhão de descolagens nos últimos cinco anos, o desempenho representou patamar zero de acidentes. Uma das modalidades de transporte mais seguras, a aviação regular tem conseguido reduzir índices de acidentes e incidentes ao longo do tempo. Sob a ótica de ocorrências aeronáuticas, o segmento vive um dos melhores momentos.

CENIPA
Com base em informações disponibilizadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), verificou-se que o número de incidentes na aviação regular brasileira caiu de 90 ocorrências, em 2012, para 47 em 2016. Embora tenha havido elevação para 108 incidentes em 2014, a partir de 2015 houve uma inversão dessa trajetória e, nos dois anos seguintes, as estatísticas apresentaram os menores números da série histórica. Houve, no ano passado, três incidentes graves e um acidente sem fatalidade, representando flutuações em torno de números sensivelmente baixos de ocorrências anuais desse tipo. O resultado é, além disso, mais relevante diante do expressivo volume do tráfego aéreo brasileiro – em 2016, foram transportados 109,6 milhões de passageiros pagos no país – e ao elevado grau de aderência aos padrões internacionais.

Aviação privada
Ao avaliar a contribuição de cada tipo de operação no total dos acidentes entre 2012 e 2016, verificou-se que a aviação privada respondeu pela maior parcela, atingindo 44,63% das ocorrências registradas no último ano analisado. Na sequência, vieram a aviação agrícola (36,36%), a aviação de instrução (11,57%) e o táxi aéreo (6,61%). Em números, foram 54 acidentes na aviação privada, 44 na aviação agrícola, 14 na aviação de instrução e 8 no táxi aéreo em 2016, mas é preciso levar em consideração que cada atividade é realizada em ambientes diferentes e com características operacionais próprias, além de seus volumes de operação (quantidade voos) serem bastante distintos. A aviação privada, por exemplo, maior em equipamentos, contou com 6.100 aeronaves com certificado de aeronavegabilidade válido no ano passado.

Segurança operacional
Alinhada aos padrões internacionais de segurança, a ANAC revisou, em 2015, o Nível Aceitável de Desempenho da Segurança Operacional (NADSO) da aviação civil brasileira e definiu a nova meta para a média móvel em 0,26 acidentes com fatalidades no transporte regular de passageiros para cada milhão de decolagens registrado, tendo o Brasil alcançado taxa zero de acidentes neste parâmetro em 2015. Já com relação aos acidentes totais, a taxa brasileira ficou em 1,78 na média móvel de 5 anos (2011 a 2015). No mesmo período, a América do Norte apresentou média móvel de 1,23. A última auditoria realizada pela OACI no Brasil, em 2015, constatou um incremento no indicador do programa de segurança operacional, que passou de 87,6%, em 2009, para 95,07% de aderência aos padrões estabelecidos pelo ‘Universal Safety Oversight Audit Programme – Continuous Monitoring Approach’ (USOAP CMA), programa lançado em resposta às preocupações sobre a adequação da vigilância da segurança operacional da aviação civil em todo o mundo.O resultado alcançado colocou o Brasil entre os cinco países com melhores indicadores relacionados à segurança operacional, atrás somente do Canadá, Singapura, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Tecnologia

Avião supersônico de passageiros poderá ser testado em 2018
Aviões supersônicos que prometem reduzir pela metade o tempo de viagens atualmente praticados pelo setor aéreo poderão entrar em operação comercial em breve, conforme anunciado pela americana Boom Supersonic, que planeja testar as aeronaves em 2018. A empresa revelou que 76 jatos (aeronaves Boom XB-1) já estão sendo desenvolvidos em uma pré-encomenda com cinco companhias aéreas e que está em negociação com pelo menos outras 20 para colocar nos ares o modelo que tem potencial para substituir o pioneiro e famoso Concorde. O supersônico de nova geração, no entanto, será mais silencioso, mais rápido e terá um preço similar aos voos transatlânticos de classe executiva, ainda segundo as informações divulgadas. Com tamanho também mais próximo à medida padrão, a areonave comportará 55 passageiros. "Desde a invenção do motor a jato na década de 1950, vimos um progresso mensurável em quase todas as áreas do conhecimento humano. No entanto, o que era um voo de cinco horas em 1950 ainda leva cinco horas em 2017", frisou o fundador da empresa, Blake Scholl, durante o evento Dubai Air Show, realizado há uma semana. Em entrevistas anteriores, o CEO afirmou que o supersônico desenvolvido pela Boom "não é ficção científica" e que "o passageiro poderá voar de Nova York até Londres em três horas e meia", como divulgado na "Wired".

Fonte: jornal Extra

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Busca e Salvamento

FAB coopera na busca por submarino argentino
A aeronave SC-105 Amazonas SAR da Força Aérea Brasileira decolou na segunda-feira (20/11), às 11h35 da manhã (horário de Brasília) do Aeroporto Comandante Espora, na Bahia Blanca, na busca pelo Submarino ARA San Juan, da Marinha Argentina, que desapareceu dia 15/11, com 44 tripulantes. A aeronave, equipada especialmente para busca e salvamento, sobrevoou uma área de 24.300 quilômetros quadrados durante seis horas, pousando às 18:05 (horário de Brasília). Essa é a primeira missão de busca real da aeronave desde que foi incorporada, em agosto de 2017, ao Esquadrão Pelicano (2º/ 10º GAV), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS). Além da SC-105 SAR, a aeronave P-3AM Orion, quadrimotor de patrulha marítima de longa distância, também foi disponibilizado pelo Comando da Aeronáutica para operar nas buscas.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

KC 390

Cargueiro da Embraer faz testes nos EUA
Um protótipo do jato de transporte militar Embraer KC-390 fará testes em voo nos Estados Unidos como parte dos ensaios para certificação. A aeronave operará nas instalações da Embraer em Jacksonville, Flórida. Durante três semanas, a aeronave realizará testes nos sistemas de aviônicos, de medição de ruído externo e operações com vento cruzado. “O KC-390 estabelece novos padrões no mercado e a campanha de testes em voo está progredindo extremamente bem, comprovando o desempenho e as capacidades da aeronave”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defense & Security. “Estamos muito satisfeitos com a maturidade que este produto já alcançou e totalmente confiantes de que sua certificação será alcançada conforme previsto”. O KC-390 é capaz de executar diversas missões, como transporte de carga, lançamento de tropas ou de paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios, além de apoio a missões humanitárias. A aeronave pode transportar até 26 toneladas de carga a uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), além de operar em ambientes hostis, inclusive a partir de pistas não preparadas ou danificadas. Desde o início da campanha de testes em voo, em outubro de 2015, os dois protótipos do KC-390 demonstraram altas taxas de disponibilidade, acumulando mais de 1450 horas de voo. A primeira entrega está programada para acontecer em 2018 para a Força Aérea Brasileira

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Aviação do Exército

EB recebe dois helicópteros modernizados
A Helibras acaba de entregar mais duas aeronaves modernizadas para a Aviação do Exército Brasileiro. Seguindo o cronograma de entregas de 2017, um Fennec (H125M) e um Pantera (AS 365 K2) foram destinados ao 1º e 2º Batalhão de Aviação do Exército (BAvEx), respectivamente, em Taubaté (SP). As entregas são parte do projeto de modernização dos helicópteros, firmado em 2009 e 2011, que prevê a modernização de 34 unidades do Pantera e 36 unidades do Fennec. O Pantera recebeu a instalação dos motores Arriel 2C2CG, novo piloto automático digital, equipamento de visão noturna e corta-cabos (dispositivo de proteção que evita acidentes em casos de choque com fios elétricos) e revitalização da célula. Já o Fennec, versão militar do tradicional Esquilo, agora conta com o Sistema Glass Cockpit, novos Sistemas de Comunicação e Navegação digital, Piloto Automático dois eixos, novo Braço de Armamento, entre outros.

domingo, 19 de novembro de 2017

Especial de Domingo

Responsabilidade no voo com drones
O voo irregular de um drone, na noite do dia 12 de novembro de 2017, domingo, nas proximidades da pista de pouso do aeroporto de Congonhas, na capital São Paulo, provocou a interdição do aeródromo entre 20h15 e 22h40, por falta de segurança para as operações de pouso e decolagem. Em consequência, voos foram cancelados e aeronaves em aproximação foram desviadas para outros aeroportos, como Belo Horizonte (MG) e Ribeirão Preto (SP). Os prejuízos ao movimento aéreo podem chegar a R$ 1 milhão. A Polícia Federal investiga, para identificar o operador do drone causador do impacto nas atividades do aeroporto.

Drones não podem voar sem autorização próximos de aeroportos e helipontos
Para voos até 100 pés (aproximadamente 30 metros) a operação deve ocorrer a 3 milhas náuticas de distância do aeródromos (aproximadamente 5,4 quilômetros). Para voos entre 100 pés e 400 pés (30 a 120 metros), a operação deve ocorrer a, pelo menos, 5 milhas náuticas de distância do aeródromos (aproximadamente 9 quilômetros).
Drone choca B737 Moçambique 
Operações próximas a aeródromos podem ser solicitadas pelo SARPAS, mas dependem da emissão de NOTAM (Aviso aos Aeronavegantes), que é um informe à comunidade aeronáutica.

RPAS – Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas
Quem quiser realizar voos com aeronaves não tripuladas no Brasil, conhecidos popularmente como "drones", deverá estar atento à legislação emitida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica. A Instrução do Comando da Aeronáutica (ICA) 100-40 – “Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas e o Acesso ao Espaço Aéreo Brasileiro” – com a última edição em vigor desde 10 de Março de 2017 - trata de assuntos como o processo de solicitação de voos. As regras priorizam a segurança tanto de outras aeronaves no espaço aéreo quanto de pessoas em solo. Salvo exceções específicas, estão vetados voos sobre áreas povoadas ou aglomerados de pessoas. Para voar no espaço aéreo aberto é necessário solicitar autorização a órgãos subordinados ao DECEA, de acordo com a área do voo. Por outro lado, não é necessário ter autorização específica para voos na parte interior de prédios, mesmo que descobertos, como em igrejas, estádios, ginásios e arenas. Nesses casos, a aeronave deve ir até a altura máxima da construção. Fora do espaço aéreo controlado pelo DECEA, a responsabilidade é inteiramente do proprietário do equipamento.

Aeromodelismo
Voos de drones para lazer são enquadrados como aeromodelismo e seguem legislação específica, a Portaria 207 do DAC, a qual em breve deverá sofrer alterações, por parte da ANAC.

RPAS
A ICA 100-40 dividiu as aeronaves de acordo com o peso máximo de decolagem. São três categorias: até 2 quilos, de 2 a 25 quilos e mais de 25 quilos. Cada categoria tem regras específicas de altura de voo, distância de aeródromos e edificações, velocidade máxima e condições de voo, dentre outros. A legislação trata esse tipo de aeronave pela sigla inglesa RPAS, de Remotely Piloted Aircraft Systems, ou Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada. Foi abandonado o termo Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) e também não há referência à palavra inglesa "drone", um mero apelido dado pelo barulho dos primeiros modelos. A tradução de "drone" é "zangão". A regulamentação brasileira segue a linha de ação adotada pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI), com base nas emendas aos anexos da Convenção de Chicago. Ainda assim, a legislação que trata do uso do espaço aéreo brasileiro por aeronaves remotamente pilotadas deve passar por constante revisão e adequação, dada a natureza dinâmica da atividade e dos avanços tecnológicos recorrentes. A ICA 100-40, de 19 de novembro de 2015, já substitui a Circular de Informações Aeronáuticas N° 21, que estava em vigor desde 2010. Segundo estimativa da Consumer Electronics Association (CEA), associação norte-americana que reúne empresas ligadas à indústria tecnológica de consumo, é que 2015 registre um aumento de 63% nas compras de drones em relação a 2014, chegando a marca de 700 mil aeronaves controladas remotamente nos Estados Unidos. No Brasil, existem casos de sucesso do uso das aeronaves no combate à dengue, segurança pública, monitoramento florestal, suporte aéreo de buscas e salvamento, entre outros.

DEFINIÇÕES
Drone
É importante destacar que o termo “drone” é apenas um nome genérico. Drone (em português: zangão, zumbido) é um apelido informal, originado nos EUA, que vem se difundindo, mundo a fora, para caracterizar todo e qualquer objeto voador não tripulado, seja ele de qualquer propósito (profissional, recreativo, militar, comercial, etc.), origem ou característica. Ou seja, é um termo genérico, que, embora seja aceito, não tem amparo técnico ou definição nas legislações existentes.

Aeronaves Autônomas
Todas as aeronaves não tripuladas podem ser remotamente pilotadas, automáticas ou autônomas. É importante entender a diferença entre tais aeronaves. As remotamente pilotadas são as mais conhecidas, sendo as que sofrem ação direta do piloto em todas as fases do voo. As automáticas são aquelas que podem funcionar como um piloto automático, ou seja, uma vez definidos padrões a serem cumpridos, seguem o que foi planejado, permitindo a interferência do piloto remoto a qualquer momento. Aqui está a diferença das consideradas autônomas: uma vez que a aeronave decole, os parâmetros estabelecidos não podem ser mudados ou gerenciados pelo piloto. Pelo fato de ser considerada condição “sine qua non” a existência do piloto, as aeronaves (aeromodelos ou RPA) autônomas não serão tratadas pela nossa legislação e não têm autorização para acesso ao espaço aéreo brasileiro em quaisquer condições.

Aeromodelo
Em termos de normas e regras, há dois tipos diferentes de aeronaves remotamente pilotadas, os aeromodelos e as RPA. O aeromodelo, mais conhecido, é reconhecido como uma aeronave, de acordo com as definições presentes na Lei 7.565 (Código Brasileiro de Aeronáutica). Entretanto, uma vez que o propósito do seu uso é EXCLUSIVAMENTE recreativo, não será tratado pela ANAC, em termos de emissão de certificados ou outra documentação. Em termos de acesso ao espaço aéreo, cuja responsabilidade é EXCLUSIVA do DECEA, para os aeromodelos existem regras claras, presentes atualmente na AIC N17, em vigor desde 10 de Julho de 2017.

RPA
Uma RPA (Remotely Piloted Aircraft / em português, Aeronave Remotamente Pilotada) é uma aeronave não tripulada e, assim como um aeromodelo também segue regras específicas que a diferem daqueles. Na operação de uma RPA o piloto não está a bordo, mas controla sua aeronave remotamente de uma interface qualquer (computador, simulador, dispositivo digital, controle remoto, etc.). A chamada RPA, enfim, é a terminologia correta quando nos referimos a aeronaves remotamente pilotadas de caráter não-recreativo. Por razões conceituais, deixa de existir o termo VANT – Veículo Aéreo Não Tripulado e tecnicamente a identificação desses aparelhos passa a ser, em português, ARP – Aeronave Remotamente Pilotada (em inglês, RPA).

RPAS
Há ainda o termo RPAS, que nada mais é do que o conjunto de todos os elementos envolvidos no voo de uma RPA. Em outras palavras, nos referimos ao RPAS quando citamos não só a aeronave envolvida, mas todos os recursos do sistema que a fazem voar: a estação de pilotagem remota, o link ou enlace de comando e controle que possibilita a pilotagem da aeronave, seus equipamentos de apoio, etc. Ao conjunto de todos os componentes que envolvem o voo de uma RPA usamos, portanto, o nome de RPAS (Remotely Piloted Aircraft Systems).

Saiba mais: 



Blog do NINJA de 12/12/2016