Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 17 de julho de 2018

Tráfego Aéreo

Publicações aeronáuticas serão apenas em formato digital, a partir de 19/07/2018
A partir do dia 19 de julho de 2018, todas as informações aeronáuticas produzidas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) estarão disponíveis apenas no formato digital. Na mesma data, o ROTAER Digital será atualizado. As informações sobre todos os aeródromos brasileiros poderão ser consultadas online, sejam públicos ou privados. 

Acesso 
Todas as publicações – AIP-MAP, AIP Brasil (Publicação de Informação Aeronáutica), Suplemento AIP e Emendas, Manual Auxiliar de Rotas Aéreas (ROTAER), Circular de Informações Aeronáuticas (AIC), cartas aeronáuticas (rota e aeródromo) – podem ser acessadas gratuitamente a partir do portal AISWEB, fonte oficial de informações aeronáuticas. O usuário que se cadastrar no portal receberá as atualizações das publicações, conforme o Ciclo do Sistema Regulamentado (AIRAC), baseado em um calendário internacional de datas de publicação, com intervalos de 28 dias. Cabe ao usuário a responsabilidade de comparar as publicações aeronáuticas impressas ou digitais com as informações disponibilizadas pelo AISWEB, obrigatoriamente, antes da sua utilização.

10 Kg
A legislação apresenta as normas para utilização da informação aeronáutica em formato digital, com aplicabilidade irrestrita quanto às regras de voo e pode ser utilizada em todas as suas fases. Antes do regulamento era obrigatório levar a bordo o kit básico para consulta de procedimentos de voo. O peso do kit é de, aproximadamente, 10 kg. Com a redução do peso no interior da aeronave haverá mais espaço interno, menor consumo de combustível e, consequentemente, menos emissão de CO².

Acesse: Portal AISWEB 

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Pegadas do Pequeno Príncipe

Pegadas do Pequeno Príncipe - Parte 3/8

Pegadas do Pequeno Príncipe - Parte 4/8

A AMAB - Associação Memória da Aéropostale no Brasil - apresenta mais dois episódios que compõem as "Pegadas do Pequeno Príncipe". Versão em português.

Confira: Episódios 1 e 2

domingo, 15 de julho de 2018

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Hoje, confira uma síntese da história de seus dirigíveis.
Boa leitura.
Bom domingo!


OS DIRIGÍVEIS DE SANTOS DUMONT


Até o mês de julho de 1901, Santos Dumont era conhecido apenas nos círculos aeronáuticos de Paris. Nos dias 12 e 13 daquele mês, ele circundou a torre Eiffel na presença de uma multidão, pilotando o seu dirigível nº 5. A partir daí, Santos Dumont passou a ser reconhecido pela imprensa mundial.


A dirigibilidade dos balões

Quando Santos Dumont cogitou colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio, duas opiniões o levaram a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iria romper os cabos de sustentação. Ele, cuidadosamente, pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação, afastando o motor do invólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás.
Na primeira tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento, conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção.


Para espanto da assistência, pela primeira vez na história da humanidade um balão evoluiu no espaço propulsionado por um motor a petróleo. Após este evento, aperfeiçoou sua criação nos dirigíveis 2 e 3.
O Nº2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 Kg, o qual girava uma hélice a 1200 rpm, deslocando-se de forma lenta mas controlada na direção em que o brasileiro lhe apontava!


Com o Nº3(foto acima), Dumont afastava-se da forma cilíndrica das aeronaves Nº1 e Nº2 e adotava uma forma mais esférica, tentando, pelo próprio desenho do aparelho, evitar a perda de forma do balão no ar, causa dos acidentes com seus dois primeiros dirigíveis. O Nº4 trazia algumas inovações, entre elas a disposição da hélice na proa da aeronave e a exclusão da barquinha pelo selim de uma bicicleta. Dotado de um motor de quatro cavalos, o Nº4 realizou diversos voos sem problemas.
Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Meurthe, no dia 24 de março de 1900 a oferecer um prêmio de 50.000 francos a quem, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, partindo e retornando do campo de Saint Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso, sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos.


A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4; tentou por duas vezes vencer o prêmio com o N°5.
Em 27 de agosto de 1901, após a tentativa de vencer o prêmio, sofreu um grave acidente com seu dirigível N°5. Houve perda de gás, e o envólucro começou a murchar rapidamente. Ao perceber a gravidade da situação, Santos-Dumont se amarrou à "nacele"(cesto).A cauda desceu muito e se rasgou numa chaminé, provocando uma explosão no ar.


Por instantes ele permaneceu desacordado, e quando voltou a si estava pendurado no alto do Hotel Trocadero. Escalou rapidamente o cordame do dirigível, e auxiliado pelos bombeiros ainda conseguiu recuperar o motor do aparelho.Mais tarde foi intimado pela proprietária do Hotel Trocadero a pagar 150 francos pelos estragos causados por ocasião do acidente.
Em 19 de outubro de 1901, (menos de dois meses após seu quase fatal acidente com o N°5) às 14h42min, Santos Dumont partiu com seu dirigível Nº6, com 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos, para circundar a torre Eiffel; após 29min30s o Nº6 encontrava-se sobre o ponto de partida.



Finalmente vence o Prêmio Deutsch. Com esse feito Santos Dumont provou que o Homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares.

Cabe ainda ressaltar que o aeronauta doou integralmente seu prêmio; metade (25.000 francos) aos pobres de Paris, auxiliando-os na quitação de suas dívidas em casas de penhores, e devolvendo-lhes suas ferramentas de trabalho e instrumentos musicais. A outra metade destinou aos seus mecânicos e colaboradores. No dia da prova em que conseguiu realizar o percurso e ganhar o prêmio, Paris estava sob mau tempo, o que retirou visibilidade para fotos de longa distância. Santos Dumont fez então com que os cartões postais do feito saíssem com a foto do Nº5.
Em 1902, Dumont iniciou a construção de um novo dirigível, o Nº 7. Projetado para enfrentar a questão da velocidade, o Nº 7 era movido por um motor Clément de 70 cavalos, que acionava duas hélices de cinco metros de diâmetro, uma à proa e uma à ré. O inventor acreditava alcançar 80 quilômetros por hora com o aparelho, o que, segundo ele, permitiria o uso cotidiano dos balões, uma vez que ele estimava uma velocidade dos ventos de no máximo 50 quilômetros por hora. O Nº7 contava com 1.257 metros cúbicos de hidrogênio e o motor era refrigerado a água.
Pulou o N°8 por superstição(quase morreu no mês de Agosto!).
O Nº9 era um pequeno dirigível com 270 metros cúbicos, acionado por um motor de apenas três cavalos, de formato oval, muito estável. Com o Nº9 Dumont realizava evoluções frequentes sobre Paris.

Descia em avenidas, fixava seu dirigível e sentava-se tranquilamente em algum café, buscando demonstrar a exequibilidade do dirigível como meio de transporte. Dumont sentia tanta confiança no aparelho Nº 9 que, em certa ocasião, levou como passageiro o menino Clarkson Potter, e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta, a primeira mulher a pilotar uma aeronave no mundo, que sem nenhuma experiência prévia voou sozinha com o engenho.
Dumont costumava chamar o aparelho Nº7 de “balão de corrida” e o Nº9 de “balão de passeio”(La Balladeuse-A Passeadeira). 
Outros dirigíveis também chamaram a atenção. O N°14 foi utilizado para testar o seu famoso 14Bis. 
O Nº10, conhecido como "ônibus", era um grande aparelho de 200 metros cúbicos de hidrogênio, que poderia levar quatro ou cinco passageiros em cada barquinha, num total de 20 pessoas.



Dumont acreditava poder levar passageiros no que seria o primeiro “ônibus aéreo do futuro”.
Em 1903, um grupo de oficiais convidou Dumont a participar da parada militar de 14 de julho, data nacional francesa em comemoração ao 114º aniversário da Queda da Bastilha. Santos Dumont realizou evoluções e parou com seu dirigível Nº9 em frente ao palanque das autoridades e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros dados com seu revólver. Este é considerado o primeiro desfile aéreo em uma parada militar da história. 
Logo depois, Dumont escreveu uma carta ao ministro da guerra francês, oferecendo sua colaboração e os seus dirigíveis para emprego pela França em caso de guerra,exceto aquelas que se realizassem contra países do continente americano. O ministro aceitou o oferecimento, e com a colaboração de Dumont, foi construído um dirigível militar, a aeronave Patrie. Foram realizadas experiências para determinar a possibilidade de emprego de dirigíveis em caso de conflito. O maior interesse do Ministério da Guerra francês residia no rompimento de cercos. Dessa forma, o inventor deveria sair de Paris de trem, com o balão desmontado, atingir um determinado ponto, montar o dirigível e romper um hipotético cerco inimigo sobre uma cidade especificada, em um tempo máximo dado.
Santos Dumont acreditava que, durante uma fase inicial, o emprego dos dirigíveis seria, fundamentalmente, de natureza militar. Em 1902, ele afirma que “ainda por algum tempo o dirigível terá seu melhor aproveitamento para operações bélicas, mas em seguida se desenvolverão aplicações mercantis”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os dirigíveis foram efetivamente utilizados, tendo sido abatidos trinta e dois desses aparelhos. Em 19 de outubro de 1917, uma esquadrilha composta de onze deles rumou para a Inglaterra com a missão de bombardear cidades. Cinco deles foram abatidos pelos ingleses, e os demais voltaram a seus hangares na Alemanha.
O pacto de rendição da Alemanha determinou a entrega de vários aparelhos à França, Inglaterra, Estados Unidos e Bélgica, e proibiu que a Alemanha fabricasse novos dirigíveis. A Primeira Guerra assinala a passagem de uma fase experimental e pioneira, para uma de uso militar sistemático de aeronaves. Depois da guerra, os dirigíveis vieram a ser utilizados em transporte de passageiros à longa distância.

Em 1903, Dumont regressou ao Brasil. Foi recebido com todas as honras.Era uma figura extremamente popular, mas sua estada no país foi breve e logo retornava à Europa, escrevendo então seu primeiro livro, DANS L'AIR, publicado na França e logo vertido para o inglês e publicado na Inglaterra.

Fontes: Cabangu

Pesquise: Blog do Ninja em 03/07/11

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

sábado, 14 de julho de 2018

Tecnologia

BlackFly: ultraleve de decolagem vertical
A empresa "startup" canadense Opener anunciou o veículo ultraleve experimental BlackFly, dia 13 de julho de 2018. O transporte pode voar por cerca de 40 km a uma velocidade de quase 100 km/h. Além disso, ele é um VTOL (Vertical Take-Off and Landing), ou seja, é capaz de decolar e aterrissar na vertical. A tecnologia foi financiada por Larry Page, cofundador da Google, que já apoiou outros projetos similares.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Aeroportos

Pampulha terá área para ampliação
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) garantiu espaço para uma eventual ampliação do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte. A estatal aguarda a integração de área no bairro São Luiz, em frente ao terminal, para dar início ao processo que prevê, entre outras obras, o aumento do pátio de aeronaves e a construção de três centros comerciais, dois na área da atual Vila dos Aeronautas e outro, maior, próximo à barragem e à avenida Antônio Carlos.

CIAAR
O espaço, de 258 mil metros quadrados, será fundamental para uma futura ampliação do aeroporto e o aumento de sua capacidade. Segundo o Comando da Aeronáutica, todos os setores do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), localizados hoje nos arredores da Praça Bagatelle, no bairro São Luiz, serão transferidos para Lagoa Santa, na Grande BH, e o terreno utilizado atualmente pelo órgão será entregue à Infraero, responsável pelo terminal. A Força Aérea anunciou que a conclusão das obras do CIAAR no município vizinho está prevista para setembro deste ano.

Voos regionais
Desde 2005, a Pampulha opera apenas voos regionais e serviços de táxi aéreo, como parte do processo de transferência das operações para o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, a 40 quilômetros do Centro de BH. A mudança se deu a partir de um acordo entre Anac, governo de Minas e prefeitura, com o objetivo de valorizar o vetor Norte da cidade e a região no entorno da Cidade Administrativa. O Aeroporto de Confins foi concedido à iniciativa privada em 2013 e é administrado pela concessionária BH Airport.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Aviação Naval

Porta-Helicópteros Atlântico é incorporado à Marinha do Brasil


Em de 27 de junho de 2018, realizou-se, na Base Naval de Devonport, na cidade de Plymouth- Inglaterra, a Mostra de Armamento do Porta-Helicópteros Multipropósito (PHM) “Atlântico”. A Mostra de Armamento é uma cerimônia de tradições navais, indicando o início da singradura do PHM Atlântico, na Marinha do Brasil.

O PHM “Atlântico”, anteriormente chamado HMS “Ocean”, na Marinha Real Britânica, foi construído em meados dos anos 90 e comissionado em setembro de 1998, operando a partir da Base Naval de Devonport, em Plymouth.


O nome Atlântico do porta-helicópteros, ao ser incorporado à Marinha do Brasil, remete à saga das Grandes Navegações, que proporcionaram, entre outros notáveis feitos da Escola de Sagres, o descobrimento do Brasil. Adicionalmente, atesta a relevância desse espaço oceânico na conformação da nação brasileira, em todos os períodos de sua história.

Saiba mais: Blog do NINJA de 20/02/2018 

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Biblioteca NINJA

Livro "Cartas de um piloto de caça" ganha versão para cinema
A edição adaptada para cinema ou seriado do livro “Cartas de um piloto de caça: O treinamento e o combate 1943 – 1945” foi lançada no dia 29 de junho de 2018. O evento ocorreu na capital paulista e contou com a presença de autoridades militares, amigos e familiares da organizadora e autora do livro, Heloísa Rocha Pires. O livro teve sua primeira publicação, pela autora, em 2012, que reuniu por meio de cartas, testemunhos do seu pai, Tenente Fernando Corrêa Rocha, um estudante da Universidade de São Paulo que se voluntariou para o treinamento em escolas de aviação americanas, para mais tarde ser piloto do 1º Grupo de Caça Brasileiro, na Segunda Guerra Mundial, em setembro de 1944. Nas cartas direcionadas aos entes queridos, foi possível documentar a visão viva do aprendizado e das ações da guerra. Rocha fez 78 missões de combate e recebeu as mais altas condecorações das aeronáuticas brasileira e americana.

Roteiro de filme
“Com o livro pronto, depois de três anos de pesquisa em artigos, jornais, entrevistas e outros livros, me restou ainda muito a contar daquele jovem de 22 anos que tinha abandonado a faculdade de direito, sem nem avisar aos pais, para perseguir o seu sonho. Imediatamente surgiu a ideia do filme. Esse novo livro é, portanto, um argumento para roteiro baseado no homônimo - Cartas de um piloto de caça - e espero com isso ter dado a minha contribuição a um dos momentos mais importantes da história do nosso país”, explica a autora. No evento, como homenagem, foi entoado o hino de aviação de caça, canção composta por Fernando Rocha e outros pilotos do 1º Grupo de Caça, por meio de colagem de textos de melodrama italiano e canções populares. “Os pilotos, apesar de expor suas vidas diariamente, não perdiam a alegria de viver e o bom humor. Estes traços se refletiram em sua atuação como piloto na guerra, não apenas marcada pelo constante arrojo, mas também pelo espírito de equipe e de alegria que caracterizavam a sua camaradagem”, revelou a autora.

Preservar a história
O Comandante Geral de Apoio, Tenente-Brigadeiro do Ar Paulo João Cury, destacou a produção do contéudo. “É extremamente importante, não só pela FAB, mas também para a família, pelo cuidado de preservar a história de todos os pilotos de caça, que foram heróis anônimos e singulares, ao entregarem sua juventude na aventura da guerra. Tenente Rocha foi um exemplo. Sinto-me honrado de participar desse evento de homenagem”, concluiu.

Fonte: FAB

terça-feira, 10 de julho de 2018

FAB TV

O apoio da Força Aérea para reintrodução de animais na floresta amazônica
A edição do programa FAB TV, de julho de 2018, mostra as etapas da missão cumprida pela Força Aérea Brasileira (FAB), para garantir a reintrodução na natureza de onças pintadas capturadas na Amazônia. Apresenta como a FAB organizou e transportou os animais, que estavam em quarentena em um criadouro científico em Corumbá de Goiás (GO), até a região sul do Pará (PA). Utilizar meios para deslocamento de pessoal e material é uma das ações de força aérea previstas na doutrina da FAB e contribui na missão de integrar o território nacional.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Cultura Aeronáutica

ITA vence Olimpíada de História Militar e Aeronáutica
A equipe Marechal Montenegro, formada por alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), ficou com a medalha de ouro na quinta edição da Olimpíada de História Militar e Aeronáutica da Academia da Força Aérea (AFA), realizada nos dias 3 e 4 de julho de 2018. A solenidade de abertura foi marcada por uma homenagem ao Centenário da Royal Air Force, a primogênita dentre as forças aéreas, criada em 1º de abril de 1918, na fase final da Primeira Guerra Mundial. O preito aos britânicos contou com a presença de uma especial representação da Aditância de Defesa do Reino Unido no Brasil, integrada pelo senhor Russell Dowding, descendente do herói da Batalha da Grã-Bretanha, marechal Hugh Dowding. E Ainda a apresentação de vídeo. Aproveitando o clima de Copa do mundo na Rússia, a palestra de abertura teve como tema “Bruxas da Noite: a história das aviadoras soviéticas na Segunda Guerra Mundial”, proferida pelo coronel Carlos Daróz, que lançará em breve seu livro sobre o assunto.

11 equipes
A competição de conhecimentos entre os alunos das escolas de formação de oficiais reuniu 44 integrantes, agrupados em 11 equipes. Além dos cadetes da AFA, participaram da Olimpíada os aspirantes da Escola Naval, os cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e os alunos do ITA, estes em sua primeira participação. O segundo lugar coube à Equipe Saldanha da Gama, da Escola Naval. Em terceiro lugar ficou a Equipe General De Gaulle, composta por cadetes da AFA. As premiações se deram em forma de medalhas, livros e presentes doados pelas instituições apoiadoras do evento. O evento educacional, instituído pela AFA em 2014, conta com o apoio do Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica (INCAER), da Biblioteca do Exército Editora (BIBLIEX) e da FHE-POUPEX. Esteve presente observadores da Polícia Militar do RJ, que devem enviar equipe para os próximos eventos. Durante a Olimpíada aconteceu também a tradicional feira de livros de história e militaria. A oportunidade serviu para o lançamento do livro “1964, Precursores da Academia da Força Aérea – O Novo Ninho Das Águias”, de autoria do coronel Cláudio Passos Calaza e do professor Hermelindo Lopes Filho. Mediante pesquisas, e se valendo das memórias dos integrantes da turma de aspirantes aviadores de 1964, os autores resgataram o intrincado processo de mudança de sede da Escola de Aeronáutica, do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, para a cidade de Pirassununga, no interior de São Paulo.

domingo, 8 de julho de 2018

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. 
Hoje, rememoramos um pouco da história de seu primeiro balão.
Boa leitura.
Bom domingo!

Brasil - O primeiro balão de Santos-Dumont


Em 4 de julho de 1898 sobe um balão, no Jardim da Aclimatação, elevando aos céus de Paris as cores verde-amarelo em uma flâmula desfraldada.
Ela pendia do Balão BRASIL, o primeiro engenho concebido pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont, o gênio que entregou a humanidade a terceira dimensão do espaço. Nessa época os balões variavam de 500 a 2000 metros cúbicos de capacidade, onde o menor até então era de 250 m³.
Por isso, grande foi o espanto dos construtores quando Santos-Dumont encomendou um de 100 m³, o que a princípio não foi aceito, alegando-se que não subiria. Ele informou que seria o balonista e seu peso não passava de 50 kg.


Para a confecção do invólucro, ao invés da seda chinesa usaria a japonesa, muito mais leve. Nas oficinas houve reação ao seu projeto. Supondo que o material não fosse resistente argumentaram que um balão de 100 metros cúbicos devia ser, além do mais, muito mais sensível aos movimentos do aeronauta na barquinha do que um grande balão de dimensões "normais".
Nada deteve o futuro inventor, que pressentia os fenômenos de aerostação com a sua aguda sensibilidade aeronáutica.E replicou aos construtores: "Pode-se aumentar o comprimento das cordas de suspensão da barquinha". E encerrou o assunto.
O argumento de que era fraca a seda do Japão foi posto abaixo com a prova científica. Diz ele:

"Ensaiamo-la (a seda) ao dinamômetro e o resultado foi surpreendente. Ao passo que a seda da China suporta uma tensão de 1.000 quilos por metro linear, a delgada seda japonesa suportou uma tensão de 700 quilos; quer dizer que provou ser 30 vezes mais resistente que o necessário em virtude da teoria das tensões. Caso extraordinário, se considerarmos que ela pesa somente 30 gramas por metro quadrado!"

As condições de peso de Santos-Dumont auxiliaram-no nas experiências e o BRASIL subiu aos ares, inaugurando uma novidade nas construções dos balões esféricos. As suas excelências foram expostas pelo seu próprio inventor:

"O BRASIL era muito manejável no ar e muito dócil. Era, além do mais, fácil de embalar após a descida: foi com razão que espalharam que eu o carregava numa maleta".

Características do Balão Brasil na 1ª ascensão:

Dimensões: 113 m³ com diâmetro de 6 m
(outros balões variavam de 500 a 2000 m³)

Rede feita de cordas musicais totalizando 1,8 kg
(outros balões: 50 Kg)

Barquinha de Vime com 6kg
(contra aproximadamente 30kg em outros balões)

Ascensões registradas:

1898 - 4 julho - A partir do Jardim da Aclimatação
1899 - 29 junho - Do Jardim das Tuilleries à Sevran

Foi dessa maneira que Santos-Dumont estreou na aeronáutica: revolucionando a construção dos aeróstatos, quebrando as praxes até então em vigor. A sua vida de aeronauta, daí por diante, será uma sucessão de vitórias contra os obstáculos de toda a sorte: contra a incredulidade, a indiferença, o comodismo e a inércia dos que duvidaram que o homem podia conquistar o espaço.

O BRASIL foi um símbolo; uma pequena representação das suas lutas futuras. Todas se enquadrariam dentro desse espírito que presidiu à construção do seu primeiro balão: audácia, convicção, perseverança, coragem e intuição especial dos problemas aeronáuticos.


O MEU PRIMEIRO BALÃO

O MENOR

O MAIS LINDO

O ÚNICO QUE TEVE UM NOME:

"BRASIL"

Santos-Dumont 1898

Fonte: Cabangu

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

sábado, 7 de julho de 2018

Veteranos da FAB

Centenas de veteranos fazem 17º Encontro na EEAR
17º Encontro de Veteranos da EEAR
Em clima de alegria e prazer em rever antigos amigos de jornada, centenas de veteranos da Força Aérea Brasileira estiveram reunidos ontem, 6 de julho de 2018, na Escola de Especialistas de Aeronáutica, sediada em Guaratinguetá (SP). O 17º Encontro começou com recepção dos participantes vindos de várias partes do país.
Revendo os amigos
Houve inaugurações de placas alusivas às turmas que comemoravam 50 anos de formação. Após um café e muitas rodas de conversas num pátio, os antigos alunos ouviram a Banda de Música da EEAR em uma apresentação especial, que foi seguida de desfile de contingentes dos veteranos, entoando a Canção dos Especialistas.
Revivendo os anos de escola
Assistiram ao desfile alunos recém-incorporados, familiares e amigos. A seguir houve almoço de confraternização.

Os mais antigos
A atual Escola de Especialistas de Aeronáutica, estabelecida desde 1950 em Guaratinguetá (SP), é o resultado da fusão da Escola de Especialistas outrora estabelecida na Ponta do Galeão e da ETAv – Escola Técnica de Aviação, então sediada em São Paulo. Entre os participantes do Encontro era possível ver veteranos como Fernando Arahy Baptista, sargento mecânico de voo concluinte na turma de 1944, com 8 mil horas de voo no currículo e que se tornou médico, após concluir seu tempo de serviço na Força Aérea.
Arahy, aluno de 1944
Além de um formando de 1947, outros antigos especialistas eram Wilson Camerotte e Noé Motta de Liz, da turma de dezembro de 1956.
Rômulo Fontenele e Francisco Nogueira Filho,
veteranos dos anos 1970,
ladeiam Camerotte e Liz, alunos de 1956
O 31º comandante da EEAR e aluno de 1960, Major Brigadeiro Walacir Chereigate, também prestigiou o evento.

Santos Dumont
Gaúchos pilchados
Entre os veteranos era possível ver gaúchos presentes “pilchados” com seus trajes típicos, nordestinos com vestimenta regional e até o agora capitão da reserva, Sebastião de Souza, mineiro de Delfim Moreira radicado em São José dos Campos (SP), se apresentando como sósia do Pai da Aviação, Alberto Santos Dumont, e comandando o grupamento da sua turma.
De Souza, sósia de Santos Dumont
Outros abnegados defensores da Pátria, mesmo agora com deficiência física que os contingencia a usarem cadeira de rodas ou instrumentos de apoio, participaram do desfile da tropa.
Sem limites
Saiba mais sobre a EEAR: Blog do NINJA de 27/05/2018

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Indústria Aeronáutica

Airbus fecha união com a canadense Bombardier
Enquanto se estabelecem as conversações com vistas na criação de uma nova empresa aeronáutica com capitais e recursos humanos da Embraer e Boeing, a Airbus e a canadense Bombardier Aerospace confirmaram o fechamento da transação do programa C Series, agora controlado pelo grupo europeu com participação majoritária de 50,01%, incluindo as divisões de produção e vendas dos jatos canadenses. A Bombardier passa a ter 34% do capital sobre os aviões e o fundo de investimentos do Quebec detém outros 16%. O contrato prevê que a Bombardier financiará o défit de caixa da parceria para até US$ 225 milhões durante o segundo semestre de 2018, e até US$ 350 milhões em 2019, além de um total máximo de US$ 350 milhões nos dois anos seguintes.

Linha de montagem
A matriz, a equipe de comando e a montagem final dos jatos C Series em parceria com a Airbus ainda estarão localizados na fábrica da Bombardier em Mirabel, no Canadá. As duas empresas, porém, esperam que a demanda pelas aeronaves aumente nos próximos anos o suficiente para apoiar a criação de uma segunda linha de montagem das aeronaves canadenses na planta da Airbus em Mobile, nos Estados Unidos, com o objetivo de vender aviões para clientes nos EUA. Com a parceria, companhias aéreas interessadas nos modelos C Series terão de procurar a Airbus para comprá-los: os jatos CS100 e CS300 já constam no portfólio de aeronaves comerciais do grupo europeu. De acordo com a Airbus, o segmento de jatos comerciais com capacidades entre 100 e 150 passageiros, como são os casos do CS100 e CS300, exigirão cerca de 6.000 novas aeronaves nos próximos 20 anos. Neste mesmo mercado disputa a brasileira Embraer com os E-Jets. É cogitada a mudança no nome das aeronaves canadenses, assumindo as designações A210 e A220, conforme o padrão de designação da Airbus.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Indústria Aeronáutica

Comunicado da Boeing e Embraer anuncia parceria


CHICAGO & SÃO PAULO, 5 de julho de 2018 – A Boeing e a Embraer anunciaram que assinaram um Memorando de Entendimento para estabelecer uma parceria estratégica que possa impulsionar seu crescimento no mercado aeroespacial global. O acordo não-vinculante propõe a formação de uma joint venture que contempla os negócios e serviços de aviação comercial da Embraer, estrategicamente alinhada com as operações de desenvolvimento comercial, produção, marketing e serviços de suporte da Boeing. Nos termos do acordo, a Boeing deterá 80% da propriedade da joint venture e a Embraer, os 20% restantes. "Ao formarmos essa parceria estratégica, estaremos muito bem preparados para gerar valor significativo para os clientes, empregados e acionistas de ambas as empresas - e para o Brasil e os Estados Unidos", disse Dennis Muilenburg, presidente, chairman e CEO da Boeing. "Esta importante parceria está claramente alinhada à estratégia de longo prazo da Boeing de investir em crescimento orgânico e retorno de valor aos acionistas, complementada por acordos estratégicos que aprimoram e aceleram nossos planos de crescimento", disse Muilenburg. “Esse acordo com a Boeing criará a mais importante parceria estratégica da indústria aeroespacial, fortalecendo ambas as empresas e sua posição de liderança do mercado mundial”, disse Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente e CEO da Embraer. “A combinação de negócios com a Boeing deverá gerar um novo ciclo virtuoso para a indústria aeroespacial brasileira, com maior potencial de vendas, aumento de produção, geração de emprego e renda, investimentos e exportações, agregando maior valor para clientes, acionistas e empregados”. A transação avalia 100 por cento das operações e serviços de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares e contempla o pagamento por parte da Boeing do valor de 3,8 bilhões de dólares pelos 80 por cento de propriedade na joint venture. A expectativa é que a parceria proposta seja contabilizada nos resultados da Boeing por ação, no início de 2020, e gere sinergia anual de custos estimada de cerca de 150 milhões de dólares – antes de impostos – até o terceiro ano. A parceria estratégica reunirá mais de 150 anos de liderança combinada no setor aeroespacial e potencializará as linhas de produtos comerciais altamente complementares das duas empresas. A parceria é a evolução natural de um extenso histórico de colaboração entre Boeing e Embraer que remonta há mais de 20 anos. Uma vez consumada a transação, a joint venture na aviação comercial será liderada por uma equipe de executivos sediada no Brasil, incluindo um presidente e CEO. A Boeing terá o controle operacional e de gestão da nova empresa, que responderá diretamente a Muilenburg. A joint venture se tornará um dos centros de excelência da Boeing para o desenvolvimento de projetos, a fabricação e manutenção de aeronaves comerciais de passageiros e será totalmente integrada à cadeia geral de produção e fornecimento da Boeing. A Boeing e a joint venture estarão aptas a oferecer uma linha abrangente e complementar de aeronaves de passageiros de 70 a mais de 450 assentos, além de aviões de carga, oferecendo produtos e serviços do mais alto nível para melhor atender uma base global de clientes. Além disso, as empresas também irão criar outra joint venture para promoção e desenvolvimento de novos mercados e aplicações para produtos e serviços de defesa, em especial o avião multimissão KC-390, a partir de oportunidades identificadas em conjunto. “Os investimentos conjuntos na comercialização global do KC-390, assim como uma série de acordos específicos nas áreas de engenharia, pesquisa e desenvolvimento e cadeia de suprimentos, ampliarão os benefícios mútuos e aumentarão ainda mais a competitividade da Boeing e da Embraer”, disse Nelson Salgado, vice-presidente executivo Financeiro e de Relações com Investidores da Embraer. A finalização dos detalhes financeiros e operacionais da parceria estratégica e a negociação dos acordos definitivos da transação devem continuar nos próximos meses. Uma vez executados estes acordos definitivos de transação, a parceria estará, então, sujeita a aprovações regulatórias e de acionistas, incluindo a aprovação do governo brasileiro, bem como outras condições habituais pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo. Caso as aprovações ocorram no tempo previsto, a expectativa é que a transação seja fechada até o final de 2019, ou seja, entre 12 a 18 meses após a execução dos acordos definitivos. “Esta parceria estratégica é a evolução natural de um longo histórico de colaboração entre a Boeing e a Embraer em uma série de iniciativas no setor aeroespacial há quase três décadas”, afirmou Greg Smith, vice-presidente executivo Financeiro e vice-presidente de Estratégia e Desempenho da Boeing. “Ela está alinhada com a estratégia da Boeing de buscar oportunidades estratégicas de investimento que demonstrem valor real e acelerar nossos planos de crescimento orgânico. Esta parceria irá fortalecer as capacidades verticais da Boeing e aumentar o valor gerado para nossos clientes durante todo o ciclo de vida de produtos e serviços de ponta da indústria”. A Boeing e a Embraer se beneficiarão de uma escala, recursos e presença mais amplos, incluindo uma cadeia global de fornecedores, vendas, marketing e serviços, que lhes permitirá obter benefícios com eficiências de alto nível em toda a organização. Além disso, a parceria estratégica permitirá compartilhar as melhores práticas de fabricação e desenvolvimento de aeronaves. A transação não terá impacto nas projeções financeiras da Boeing e da Embraer para 2018, bem como na estratégia de implantação de capital e no compromisso da Boeing de retornar cerca de 100 por cento do fluxo de caixa livre para os acionistas. Informações prospectivas estão sujeitas a riscos e incertezas Certas declarações neste comunicado podem ser “prospectivas” dentro do significado da Lei de Reforma de Litígios de Títulos Privados de 1995, incluindo declarações relativas a benefícios e sinergias da joint venture, e perspectivas futuras de negócios, bem como qualquer outra declaração que não se refira diretamente a qualquer fato histórico ou atual. As declarações prospectivas são baseadas em suposições atuais sobre eventos futuros que podem não ser precisos. Estas declarações não são garantias e estão sujeitas a riscos, incertezas e mudanças em circunstâncias difíceis de prever. Muitos fatores podem fazer com que os resultados reais sejam concretamente diferentes das declarações prospectivas. Como resultado, essas declarações são válidas somente a partir da data em que forem feitas e nenhuma das partes assume a obrigação de atualizar ou revisar qualquer declaração prospectiva, exceto conforme exigido por lei. Fatores específicos que podem fazer com que os resultados reais sejam concretamente diferentes dessas declarações prospectivas incluem o efeito das condições econômicas globais, a capacidade das partes de chegar a um acordo final sobre uma transação, consumar tal transação e obter sinergias antecipadas e outros fatores importantes divulgados anteriormente e periodicamente nos registros da The Boeing Company e/ou da Embraer junto à Securities and Exchange Commission.

Indústria Aeronáutica

Governo concorda com nova empresa composta pela Embraer e Boeing
O Governo federal concorda que a Embraer possa negociar com a Boeing a criação de uma nova companhia na área comercial. Breve haverá um memorando de entendimento. As tratativas entre as duas empresas começaram no final de 2017 e tende na criação de uma terceira empresa, na qual a Boeing teria 80% de participação e a Embraer, 20%.

Comunicado
A Embraer confirmou, em comunicado à CVM - Comissão de Valores Mobiliários, que as duas empresas continuam mantendo entendimentos, “inclusive por meio do grupo de trabalho do qual o governo brasileiro participa, com vistas a avaliar possibilidades para potencial combinação de negócios, que poderá envolver a segregação das atividades de aviação comercial das demais atividades da Embraer (especialmente área de defesa e aviação executiva)”.

Airbus e Bombardier
O interesse da Boeing é reforçar, com a aquisição, sua atuação na aviação comercial de médio porte, segmento no qual a Embraer figura entre as três maiores fabricantes mundiais. O acordo, que envolve, por exemplo, a fabricação de aviões de 150 lugares, está em negociação desde o ano passado, quando a Airbus surpreendeu o mercado global ao anunciar a compra de 50,1% do programa de jatos comerciais da Bombardier.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Tecnologia

O pneu aeronáutico suporta temperaturas extremas
Quanta tecnologia é aplicada para fazer dos aviões o meio de transporte mais seguro do mundo? Muita. E nos pneus das aeronaves? Mesmo quem está acostumado a voar e até trabalha na aviação, às vezes, dá pouca atenção aos pneus das aeronaves. Apesar do pouco glamour, os pneus aeronáuticos são item primordial para garantir a segurança dos passageiros e a integridade da aeronave. São esses pedaços de borracha que sustentam as dezenas de toneladas de um avião, absorvem grande parte do enorme impacto na hora do pouso, rodam a mais de 300 quilômetros por hora durante a decolagem e ainda suportam variações de temperatura extremas. Se durante o voo o pneu pode chegar a menos 60 graus centígrados, o atrito com a pista eleva esquenta a borracha acima dos 80 graus. Em comum com o pneu dos automóveis, só o nome e o formato. Os pneus dos aviões são fabricados com borracha natural, extraída de seringueiras - o que garante resistência às altas temperaturas. Nos carros, a maioria dos pneus são feitos de borracha sintética. Por dentro, a estrutura do pneu do avião é composta por diversas camadas de lona. As bandas de rodagem, o lado externo, incorpora outras camadas de reforço bastante resistentes. Durante o pouso, o freio de carbono de um Airbus A320 pode chegar a 900 graus centígrados. Uma ventoinha potente e projetada dentro da roda trabalha em altíssima velocidade para dissipar esse calor. Os pneus são monitorados por sensores em tempo real e ainda contam com um artefato de segurança bastante peculiar instalado na roda; o fusível térmico, que entra em ação se a temperatura da borracha ultrapassar os 150 graus.

Recauchutagem
São mais de 500 medidas diferentes de pneus para aviões. Com tantas peculiaridades, nenhum deles é barato. O pneu principal de um trem de pouso pode ultrapassar os cinco mil dólares a unidade. Atrás apenas do combustível, os pneus representam o segundo maior custo operacional de uma aeronave. Outra grande diferença dos pneus dos aviões é que eles são fabricados para serem recauchutados. De novo, esqueça a comparação com os pneus automotivos. A carcaça de um pneu de aviação tem estrutura própria para diversas recauchutagens. A vantagem é que um pneu reformado custa cerca de 35% do valor de um novo. Hoje, em todo o mundo, cerca de 80% dos pneus presentes nas aeronaves são recauchutados e isso, de forma alguma, pode significar menos segurança. Por questões óbvias de segurança, inspeções minuciosas são feitas nos pneus das aeronaves diariamente a cada pouso. Enquanto esses gigantes dos ares evoluem para serem ainda mais seguros, transportar cada vez mais carga e atingir velocidades ainda mais altas, a indústria de pneus aeronáuticos segue o mesmo ritmo para desenvolver pneus mais leves e resistentes. O tipo de equação que só é resolvida com muita tecnologia.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Espaço

Como surgiu o foguete?
Os primeiros conceitos de algo parecido com um foguete surgiram em 400 a.C. (antes de Cristo), quando o grego Arquitas utilizava vapor como combustível para fazer um pássaro voar preso a arame. Por volta de 100 a.C., Hero de Alexandria desenvolveu mecanismo parecido com o foguete, também utilizando vapor como combustível. Não se sabe com certeza quando surgiram os primeiros foguetes, mas, em várias culturas aparecem relatos de mecanismos semelhantes. Os chineses, por exemplo, utilizavam pó feito de carvão, enxofre e salitre (conhecido por nós como pólvora) para fins de celebrações religiosas. A substância era colocada dentro de bambus que explodiam ao pegar fogo. Imagina-se que, em uma dessas ocasiões, o bambu subiu devido aos gases produzidos pela queima da substância. Pode-se dizer que, nesse momento, surge o foguete a propulsão sólida. Ele foi utilizado a primeira vez em 1232, na batalha de Kai-Keng, durante a guerra entre chineses e mongóis, estes últimos responsáveis por divulgar a técnica pela Europa. De maneira geral, podemos dizer que os foguetes possuem motor de propulsão, compartimento para levar carga (como satélites e sondas) e outro para os tanques de combustíveis e compostos químicos. A estrutura é construída em estágios. Dessa maneira, à medida em que o combustível é consumido, os reservatórios vão se desprendendo, deixando o veículo mais leve para atingir as maiores alturas possíveis.

Evolução
Com a evolução de ideias e equipamentos, o primeiro foguete com lançamento de sucesso que conseguiu vencer a velocidade de escape da Terra e orbitou o planeta ocorreu em 4 de outubro de 1957, com o Sputnik. Ele levava o primeiro satélite artificial, que ganhou mesmo nome e tornou-se referência. O equipamento tinha 19 metros de altura, pesava 137 toneladas e utilizava oxigênio líquido e querosene como combustível. O mercado de lançamento de foguetes está crescendo e esse tipo de tecnologia não é mais coordenada somente por órgãos governamentais, com empresas particulares entrando nesse tipo de mercado. Uma delas é a Avibras Indústria Aerospacial, presente no Brasil e no Mundo desde 1961. A companhia destaca-se por ser uma das primeiras empresas no País a construir aeronaves, além de desenvolver e fabricar veículos espaciais com finalidades civis e militares, entre eles motores de foguetes para a Força Aérea Brasileira e a Marinha do Brasil.

Texto: Tauana Marin - Diário do Grande ABC

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Pegadas do Pequeno Príncipe

Pegadas do Pequeno Príncipe - Parte 1/8

Pegadas do Pequeno Príncipe - Parte 2/8

Em homenagem ao aniversário de Saint-Exupéry (29/06), a AMAB - Associação Memória da Aéropostale no Brasil - lança os dois primeiros episódios dos 8 que compõem as "Pegadas do Pequeno Príncipe". Versão em português.

Visite: AMAB

domingo, 1 de julho de 2018

Especial de Domingo

Novamente, publicamos uma síntese sobre a Academia da Força Aérea, magnífica instituição de ensino brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!

A ACADEMIA DA FORÇA AÉREA

A Academia da Força Aérea – AFA é um estabelecimento de ensino cuja finalidade é a formação, em nível superior, de homens e mulheres para o quadro de Oficiais da Ativa da Força Aérea Brasileira – FAB: Aviadores, Intendentes e de Infantaria. Está localizada na cidade de Pirassununga, cidade do interior do Estado de São Paulo, situada a 200 km ao norte da capital, às margens da Rodovia Anhanguera.

A AFA, conforme divulgado no âmbito do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação, é um dos portões de oportunidades para ingresso na FAB. A missão da Academia é forjar homens e mulheres, desenvolvendo, incentivando e aprimorando, em cada cadete, os atributos intelectuais, morais e físicos, de forma a obter-se, como produto final desse treinamento, oficiais capazes e eficientes, em condições de tornarem-se os verdadeiros líderes de uma moderna força aeroespacial. Os ensinamentos morais, científicos, militares e técnico-especializados são ministrados por oficiais dos diversos quadros da Força Aérea e por professores civis.

No Brasil, cadete é o jovem, brasileiro nato, que ingressa nas Forças Armadas pelo assentamento de praça nas respectivas fileiras. Cadete da Aeronáutica é o jovem que ingressa na Força Aérea, depois de preencher as condições legais de idade, escolaridade, aptidão física, exame médico e psicotécnico. É prerrogativa do cadete preparar-se para servir ao futuro da Pátria, ao amanhã da Nação, de forma a assegurar-lhe a incolumidade, a perenidade e a honra.

HISTÓRICO
A ideia de criar a Força Aérea remonta a I Guerra Mundial, quando coube à Marinha tomar a iniciativa de organizar o primeiro núcleo militar de aviação do Brasil. Estava, pois, dado o primeiro passo. Pelo Decreto no 12.167, de 23 de agosto de 1916, o então Presidente da República Wenceslau Braz, fundava a Escola de Aviação Naval, enquanto o Ministro da Marinha, Almirante Alexandrino Faria de Alencar, iniciava as negociações para a aquisição dos primeiros aviões Militares Brasileiros, a fim de equipar aquela Escola. 

Foram três Curtiss, modelo F, adquiridos dos Estados Unidos. O Exército só iria ter sua Escola de Aviação Militar após o término da Guerra. Em 15 de janeiro de 1919, pelo Decreto 13.417, foi aberto um crédito de dois mil contos de réis, para que se organizasse o serviço de Aviação Militar. O serviço foi provido de infra-estrutura, adquirindo-se aviões e outros materiais necessários. Foram contratados, também, professores para a escola, além de operários para a manutenção.

Com a criação do Ministério da Aeronáutica em de 20 de janeiro de 1941, sentiu-se a necessidade de intensificar a formação de pessoal. A Força Aérea, em eminente expansão, devido às necessidades da Guerra, às portas do Brasil, obrigou-se a um programa de aceleração imediata do ritmo de formação de pessoal navegantes e especialistas. Além disso, o novo Ministério acabava de herdar das aviações do Exército e da Marinha, uma duplicidade de centros de formação que, por razões óbvias, devia ser eliminada. Consequentemente, foram extintas a Escola de Aviação Militar e a Escola de Aviação Naval, enquanto era criada, no Campo dos Afonsos, a Escola de Aeronáutica, pelo Decreto nº 3,142, de 25 de março de 1941, que iria centralizar toda a formação de oficiais aviadores.

Em janeiro de 1942, foi designada uma comissão de oficiais aviadores, com a finalidade de escolher um novo local, isento das limitações do Campo dos Afonsos, para a construção da nova Escola de Aeronáutica. A escolha de Pirassununga decorreu das excepcionais características topográficas da área oferecida. No ano de 1949, o Ministério da Aeronáutica designou um grupo de oficiais para apresentar projeto sobre a nova Escola. Em 17 de julho de 1956, foi nomeada nova comissão para elaborar o projeto definitivo da Escola, que deveria atender as duas fases: mudança para Pirassununga do último ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores e, posteriormente, mudança completa da Escola.

Em 17 de outubro de 1960, foi inaugurado, em Pirassununga, SP, o Destacamento Precursor de Aeronáutica. Em 10 de julho de 1969, a Escola de Aeronáutica passou a denominar-se Academia da Força Aérea, e, em decorrência, o Destacamento passou a denominar-se Destacamento Precursor da Academia da Força Aérea. No ano de 1971, a Academia da Força Aérea foi transferida, definitivamente, do Campo dos Afonsos para Pirassununga.

Hoje, a Academia dispõe de uma área construída de 215.246m², sendo 141.800m² de área administrativa e 73.246m² de área residencial. Para seu funcionamento, a AFA possui uma Estação de Tratamento de Água; sistema de energia elétrica, rede viária de 50 km e uma rede telefônica.

CURSOS
Atualmente, funcionam na Academia os seguintes cursos: Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAv), Curso de Formação de Oficiais Intendentes (CFOInt) e o Curso de Formação de Oficiais de Infantaria (CFOInf), sendo todos com duração de quatro anos. Ao ser matriculado, o jovem recebe as regalias e as responsabilidades inerentes à situação de Cadete. CORAGEM, LEALDADE, HONRA, DEVER e PÁTRIA constituem o Código de Honra do Corpo de Cadetes da Aeronáutica.

Matemática, Cálculo Diferencial e Integral, Informática, Eletricidade, Mecânica, Física, Química, Língua Portuguesa, Língua Espanhola, Língua Inglesa, Psicologia, Sociologia, entre outras disciplinas de nível universitário, dão o embasamento cultural necessário à formação acadêmica de futuros Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria. Educação Física e Instrução Militar são ministradas diariamente, dentro de rígidos padrões.

Os cadetes aviadores iniciam a instrução aérea no 1º semestre da 2ª série, voando o T25 Universal, avião de instrução primária/básica de fabricação nacional, e, nessa aeronave, voam cerca de 75 horas. Na 4ª série, os cadetes realizam a sua instrução na aeronave T27 Tucano, turboélice de instrução avançada, também de fabricação nacional, no qual voam cerca de 125 horas. Aerodinâmica, Propulsão a Jato, Navegação Aérea, Tráfego Aéreo, Inglês Técnico e Meteorologia completam o currículo técnico-especializado do Curso de Formação de Oficiais Aviadores.

Os Cadetes Intendentes estudam em laboratórios de administração e intendência, onde aprendem a ciência e a tecnologia moderna da gestão econômico-financeira e dos serviços especializados de intendência, preparando-se assim para as tarefas de um combatente de superfície.

Os cadetes Infantes estudam Métodos de Defesa e Segurança das Instalações Militares, Emprego de Defesa Antiaérea de Aeródromos e Sítios, Comando de Frações de Tropas e de Equipes Contra-Incêndio, Legislação Militar, Emprego de Armamento, Serviço Militar e Mobilização, entre outras.

Os cadetes desfrutam, dentre as atividades de lazer nos fins de semana, de diversos clubes com atividades dirigidas por eles próprios e supervisionadas por Oficiais. Esses clubes recebem suas denominações de acordo com a atividade que desenvolvem: Clube de Voo a Vela, Clube de Aeromodelismo, Clube de Plastimodelismo, Clube de História Militar, Clube de Literatura, Clube de Informática, Clube de Tiro, Clube das Gerais e Centro de Tradições Gaúchas e Clube de Tradições Nordestinas.

INGRESSO NA AFA
O ingresso na AFA ocorre mediante concurso público, conforme requisitos em edital específico, divulgados entre os meses de maio e junho, pelos endereços eletrônicos da FAB e da AFA. É preciso que os candidatos, homens e mulheres, na faixa de idade exigida, tenham concluído até a data da matrícula no ano seguinte o ensino médio.

Texto: Adaptado pelo NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação, a partir do conteúdo no endereço eletrônico da AFA.

sábado, 30 de junho de 2018

NINJA

Alunos do Núcleo de Aviação visitam o Aeroporto de Ubatuba-SP
Um grupo de alunos do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação visitou, ontem, 29 de junho de 2018, o Aeroporto Gastão Madeira, em Ubatuba-SP. Privatizado desde 2017, o aeródromo é administrado pelo consórcio Voa SP, organização empresarial que tem apoiado ações que despertem na comunidade o interesse pelo setor aeronáutico.  A atividade constou de instruções a respeito de numeração de pista, aspectos de segurança aeroportuária, visita aos hangares e contato direto com várias aeronaves.

O responsável pela equipe do aeroporto, Edson Cabral, explanou os principais conceitos envolvidos com as operações rotineiras para a movimentação de chegada e partida de aviões.


Diversos voluntários apoiaram a iniciativa que encerrou a programação do primeiro semestre do NINJA em 2018. 

O que é o NINJA?
O Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA) proporciona atividades de cultura aeronáutica para crianças e jovens. É um projeto social para estudantes das redes pública e particular. Não há custo para os alunos pois todas as ações são desenvolvidas por voluntários que proporcionam: palestras sobre aviação, atividades lúdicas e técnicas, aeromodelismo, visitas, eventos e orientação para carreiras na aviação. Adicionalmente há reforço escolar e prática esportiva, também oferecidas gratuitamente. Algumas atividades correlatas podem ser introduzidas na programação, como foi o caso das fotografias de aviação feitas pelos alunos na condição de "Spotters" iniciantes.

As reuniões regulares ocorrem quinzenalmente, aos sábados, das 9 às 12h, na sede do NINJA, no Colégio Dominique, rua dos Gerânios, 10, Jardim Carolina, Ubatuba (SP).

Contato: ninja.aero@gmail.com

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Transporte Aéreo

Brasil e EUA assinam acordo de Céus Abertos
Foi assinado, no dia 26 de junho de 2018, o acordo sobre Transportes Aéreos entre Brasil e Estados Unidos da América, conhecido como acordo de Céus Abertos. A partir do documento, será possível sobrevoar o território do outro país sem pousar, além de retirar o limite de frequência de voos entre as duas nações. Aprovado em março pelo Senado, determina o fim do limite da frequência de voos entre os países, o que permitirá maior competição entre as empresas e maior número de frequências aéreas.

AEB e NASA
Além da assinatura do acordo, Brasil e Estados Unidos também discutiram a aproximação entre a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Nasa, para impulsionar projetos estratégicos entre os países.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Busca e Salvamento

A Aviação de Busca e Salvamento salva vidas há 51 anos

 A celebração ocorre sempre em 26 de junho

Quando se fala em socorro a pessoas desaparecidas, a imagem de aeronaves buscando e resgatando sobreviventes é o que vem à mente do público. Porém, todo um sistema está disponível a todo momento para salvar o máximo de vidas possível. Nos bastidores, uma rede mundial monitora qualquer sinal de que alguém precisa de ajuda. E quando são acionados, seus integrantes só tem um pensamento: a rapidez é essencial. As missões de Busca e Salvamento realizadas pela FAB acontecem sobre todo o território nacional, sobre o mar territorial e ainda em uma ampla área de águas internacionais do Atlântico. Por força de tratados internacionais, o Brasil é responsável por essas missões em uma área de mais de 22 milhões de km², quase três vezes a extensão continental do País (de 8,5 milhões de km²).

"É importante que todos os elos do sistema estejam atualizados e treinados para uma boa execução do serviço. É fundamental que todos os envolvidos no tratamento de alertas de emergência atuem em acordo com padrões internacionais e necessidades do país", afirma o Tenente Engenheiro Ronan Souza Freitas, Chefe do Centro Brasileiro de Controle de Missão (BRMCC), que integra uma rede mundial de colaboração, monitorando possíveis incidentes 24 horas por dia, pronta para buscar e salvar vidas. Apenas um Esquadrão da FAB é exclusivamente treinado para missões SAR: o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) - Esquadrão Pelicano. Outras Unidades Aéreas também podem fazer missões de Busca, como meios secundários desde que tenham suas tripulações com treinamento específico e com o Curso Teórico de Busca e Salvamento, ministrado pelo 2°/10° GAV. E algumas unidades de asas rotativas cumprem missões de Salvamento e podem participar de missão de Busca como meio auxiliar.

Fotos: Sargento Johnson Barros e Cabo André Feitosa/CECOMSAER


Fonte: FAB

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Azul Linhas Aéreas

São José dos Campos (SP) voltará a ter voo regular da Azul
A companhia aérea Azul, após ter interrompido, desde 2016, suas operações em São José dos Campos (SP), poderá voltar a incluir a cidade em suas rotas a partir de setembro de 2018. O anúncio foi feito pelo prefeito Felício Ramuth, após entendimentos com a operadora. A exemplo do que ocorria anteriormente, as viagens serão diárias para o Rio de Janeiro e conexões.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Aviação Naval

Oficial da Marinha é o aluno número 15 mil treinado pela Helibras
O Centro de Treinamento da fábrica de helicópteros Helibras, sediado em Itajubá (MG), atingiu um importante marco em sua história ao formar o aluno de número 15 mil. A contagem é feita desde 1979, um ano após o surgimento da empresa em Minas Gerais, e inclui diversos treinamentos para pilotos e mecânicos, como reciclagens e qualificações de tipo para os modelos da Airbus Helicopters. O marco foi atingido após o treinamento de operação do TDMS Naval (Naval Tactical Data Management System) do H225M para os aviadores da Marinha do Brasil. Quatro aviadores navais concluíram com sucesso e o aviador da Marinha do Brasil, Capitão Tenente Rodrigo Roque da Silva de Miranda, foi o aluno de formação número 15 mil. “Essa conquista é mais um importante passo em nossa história. São 40 anos colaborando para o desenvolvimento da aeronáutica brasileira e habilitando os profissionais do ar a operar os nossos mais diversos modelos. Parabenizamos e agradecemos a todos profissionais envolvidos nesse marco, assim como nossos alunos e instituições parceiras que contribuíram para esta conquista”, celebra Alberto Duek, Vice-Presidente de Operações da Helibras. Além do Centro de Treinamento de Itajubá (MG), a Helibras também conta com o Centro de Simuladores no Rio de Janeiro (RJ), inaugurado em agosto de 2015, que oferece treinamento para os operadores dos helicópteros H225 e H225M no Full Flight Simulator (FFS), único simulador para esses modelos instalado nas Américas.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Labace 2018

Líder Aviação confirma presença na Labace 2018
A Líder Aviação confirma presença na 16ª Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), segunda maior feira de aviação executiva do mundo. O evento reunirá, na capital paulista, os maiores fabricantes mundiais de aeronaves executivas, empresas de manutenção, táxi-aéreo e comercialização de equipamentos voltados para a aviação executiva. “A Labace tem uma importância ímpar para o setor de aviação executiva e novos negócios. E é um excelente momento para networking e negociações”, afirma Philipe Figueiredo, diretor de vendas de aeronaves da Líder Aviação. Em 2017 a feira foi palco para o anúncio de obtenção do certificado de tipo do HondaJet pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). “Ficamos otimistas com as conversas que tivemos durante a Labace 2017. A certificação foi uma conquista importante e que também impactou positivamente no mercado”, pontua Philipe. Para 2018 as expectativas são ainda maiores e contará com novidades por parte da Líder. O evento, organizado pela Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), será nos dias 14, 15 e 16 de agosto, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Sobre a Líder Aviação - É a maior empresa de aviação executiva da América Latina. Fundada há 60 anos, conta com 1.200 colaboradores e uma frota de mais de 60 aeronaves. Com presença em mais de 20 bases operacionais nos principais aeroportos brasileiros, a empresa atua em cinco unidades de negócio: fretamento e gerenciamento de aeronaves; vendas de aeronaves; manutenção; atendimento aeroportuário e operações de helicópteros. A Líder também oferece serviços de corretagem de seguro aeronáutico, treinamentos em simulador de voo e reparos em pás de helicópteros. Acesse www.lideraviacao.com.br e saiba mais.

domingo, 24 de junho de 2018

Especial de Domingo

O 24 de junho é o dia da Aviação de Reconhecimento e, também, da Aviação de Ligação e Observação. Confira um pouco desta bela história.
Boa leitura.
Bom domingo!

Dia da Aviação de Reconhecimento

Celebrada no dia 24 de junho, a Aviação de Reconhecimento surgiu na FAB em 1947, com a criação do 1º/10º Grupo de Aviação - o Esquadrão Poker - que inicialmente operou as aeronaves Douglas A-20 Havok, dos extintos Primeiro e Segundo Grupos de Bombardeio Leve, a partir da Base Aérea de São Paulo. Olhos na paz e na guerra A Aviação de Reconhecimento atua em diversos tipos de missões, desde busca e salvamento no caso de acidentes aéreos até proteção ao meio ambiente. Já em um ambiente de guerra, é essencial na coleta de dados específicos sobre forças inimigas e áreas sensíveis para suprir os comandantes de informações. Visite: Especial da Aviação de Reconhecimento 


A obtenção de dados de estratégicos é uma necessidade que nasceu desde os primórdios da História Militar Brasileira. As unidades da FAB que tem por missão a tarefa operacional de reconhecimento aéreo, além de qualificar pessoal especializado em fotointerpretação tem, como missão secundária, realizar surtidas de ataque ao solo. Em função dos sensores utilizados, a aviação de reconhecimento realiza as missões de Reconhecimento Visual (RV), Reconhecimento Fotográfico (RF), Reconhecimento Meteorológico (RM), Reconhecimento Infravermelho (IV) e tem, em seus quadros, pessoal formado e em condições de realizar a análise e produzir relatórios de imagens de Reconhecimento Radar (RD). A FAB dispõe de unidades operacionais voltadas ao reconhecimento com aviões Embraer R-99A e R-99B. Os R-99A são aeronaves de Alerta Aéreo Antecipado e Controle, dotadas de um potente radar Ericsson Erieye em seu dorso. Esse avião tem a capacidade de detectar qualquer aeronave que tenha invadido o espaço aéreo brasileiro, mesmo em baixas altitudes, o que garante a soberania do nosso espaço aéreo. Já o R-99B é uma avançada aeronave de sensoriamento, capaz de fornecer imagens e informações eletrônicas sobre objetivos no solo em tempo real. Para o cumprimento das missões de reconhecimento foto, visual e meteorológico há os R-95 Bandeirante e os R-35A Learjet. Para o reconhecimento tático, a FAB utiliza as aeronaves Embraer RA-1A/B AMX.


É feito o Reconhecimento Tático como função primária e mantém a capacidade de ataque, interdição e apoio aéreo aproximado. Há também a operação do Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) Hermes.

Dia da Aviação de Ligação e Observação

A primeira unidade da Força Aérea Brasileira a desempenhar a função de Observação foi a 1ª ELO – Esquadrilha de Ligação e Observação, que participou da campanha brasileira na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Integrante da Artilharia Divisionária da Força Expedicionária Brasileira, a 1ª ELO tinha como missão regular o tiro da artilharia e observar o campo inimigo. Os pilotos e os mecânicos dos aviões eram da FAB e os observadores aéreos, oficiais do Exército.


“Éramos os olhos avançados da artilharia no campo de batalha” explicou, em setembro de 2010, Orpheu Bertelli, voluntário da Forca Expedicionária Brasileira, integrante da 1ª ELO, por ocasião das festividades dos 30 anos do Esquadrão Puma, Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação da FAB, então sediado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, cuja origem é a heróica 1ª ELO.

Saiba mais: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA de 28/9/10 , 24/06/11 e 16/08/11.

Fonte: FAB