Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 30 de novembro de 2014

Especial de Domingo

Um dos objetivos do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - é colaborar para divulgar as ações do Escotismo. Hoje, contamos um pouco da experiência de Lucas Fonseca, que foi escoteiro por 13 anos.
Boa leitura.
Bom domingo!

Missão Espacial Europeia teve Escoteiro do Brasil envolvido

Você já deve ter ouvido falar na missão Rosetta, que enviou uma sonda ao espaço, ou no pouso do robô Philae em um cometa, certo? Desde o lançamento da sonda, já são dez anos de pesquisas, estudos e muita gente envolvida para tentar descobrir a origem da vida humana na Terra.

Um desses envolvidos é o brasileiro Lucas Fonseca, que acompanhou de perto toda essa história: por três anos, ele foi engenheiro de dinâmica de voo do Philae, o robozinho que está preso ao cometa. Junto a uma equipe, ele fazia simulações de diversas situações que o módulo poderia enfrentar durante o pouso, para que tudo acontecesse da melhor maneira mesmo nos piores cenários possíveis.

Quer saber o que é ainda mais legal do que ter um brasileiro em um projeto que vai ficar para a história? É ter um brasileiro que foi escoteiro em um projeto que vai ficar para a história.

Lucas foi escoteiro por 13 anos - entrou ainda Lobinho, no Grupo Escoteiro Morvan Dias Figueiredo (55°/SP), e ficou até pouco depois de sua passagem para o Ramo Pioneiro. Na época, ele se mudou para o interior de São Paulo para cursar engenharia, o que fez com que ele deixasse de frequentar o Movimento Escoteiro.

Mesmo assim, Lucas garante que esse tempo foi suficiente para que as influências ficassem em sua vida:

“O Escotismo desenvolve diversas virtudes e habilidades, desde conceitos de cidadania até aptidão para lidar com o inesperado. Desde cedo me acostumei com a sensação de aventura proporcionada por diversas atividades dentro do Movimento Escoteiro. Essa vontade de me aventurar, com a disciplina necessária para o êxito, me levou onde cheguei. Ainda hoje sou grande entusiasta com aventuras em meio à natureza, principalmente nas montanhas, e que envolvam o mínimo de conforto possível. No fim das contas, acredito que há uma similaridade muito grande com a exploração espacial”.

Lucas se formou em engenharia pela USP e, algum tempo depois, foi para a França fazer mestrado em Engenharia Espacial. Para desenvolver o trabalho de conclusão – e pela falta de profissionais com esse tipo de formação -, ele entrou no projeto Rosetta, na Agência Espacial Alemã (DLR).

Há algumas semanas, quando o módulo Philae pousou no cometa, o brasileiro já não trabalhava mais na Agência Espacial, e acompanhou tudo como um espectador remoto. Nem todas as experiências e habilidades desenvolvidas ajudaram a acalmar o nervosismo de Lucas, que veria o resultado de um trabalho de três anos em poucas horas.

“Foi um bom teste cardíaco. O interessante é consolidar três anos de trabalho num resultado de poucas horas, realmente muito emocionante”.

Exemplo de que perseguir os sonhos com determinação, ter coragem e disciplina podem levar os jovens a qualquer lugar, Lucas é motivo de orgulho para os Escoteiros do Brasil, que compartilham o sucesso de um escoteiro mundo afora.

“O mesmo orgulho que tenho de ter feito parte de uma missão tão relevante, compartilho com a oportunidade de ter crescido como um escoteiro. Sempre Alerta!”

sábado, 29 de novembro de 2014

Azul Linhas Aéreas / Airbus

Azul anuncia compra do Airbus 320neo
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciou ontem, dia 28 de novembro de 2014, que terá um novo modelo de aeronave em sua frota a partir de 2016: o Airbus A320neo. A companhia pretende utilizar os novos aviões para aumentar sua oferta de assentos em rotas de longas distâncias e de alta demanda de clientes. Os A320neo serão configurados com capacidade para 174 assentos e equipados com a nova geração de motores CFM International LEAP-1A. O acordo prevê a introdução de 63 aviões, dos quais 35 serão adquiridos pela Azul e os outros 28 serão por meio de leasing . Todas as aeronaves serão gradativamente introduzidas à frota da companhia entre 2016 e 2023. Os A320neo consumem até 20% menos combustível por assento/km em relação ao modelo atual.

Transporte Aéreo

Demanda de outubro cresce em relação ao mesmo mês em 2013
A demanda de passageiros do transporte aéreo, no mês de outubro de 2014, teve alta de 6,4% em relação a outubro de 2013 e fica acima da média ano, afirma Associação Brasileira das Empresas Aéreas. (Abear) , que representa as empresas Avianca, Azul, TAM e Gol. O número fica acima do acumulado do ano, que registra elevação de 5,5%. A oferta também apresentou alta, pelo segundo mês consecutivo, avançando 2,6%. Com a demanda crescendo a uma taxa mais alta que a da oferta na comparação mensal, mais uma vez o fator de aproveitamento da indústria apresentou melhora: subiu 2,9 pontos percentuais, atingindo 80,8%. Os passageiros embarcados pelas associadas Abear em voos domésticos em outubro somaram 7,3 milhões, 6,7% a mais que em 2013. De janeiro a outubro já chega a 66,4 milhões o total de viagens de avião dentro do Brasil (+4%).

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Boeing

Boeing instalará unidade de pesquisa no DF
A empresa Boeing pretende instalar, em Brasília, a sétima base desse tipo fora dos Estados Unidos. O protocolo de intenções foi assinado com o governo do Distrito Federal e envolve a participação de universidades e empresas brasileiras Maior fabricante de aeronaves, a norte-americana Boeing pretende investir pesado no Distrito Federal. A multinacional visa instalar na capital brasileira um centro de pesquisa. Se concretizada, será a sétima unidade da companhia fora dos Estados Unidos. A ideia, no entanto, começa pela realização de projetos nas áreas da aviação civil, por meio de intercâmbio de conhecimento. Entre eles, se destacam os das áreas de engenharia aeroportuária e logística, segurança cibernética, operações com drones e biocombustíveis. Não houve divulgação de valores a serem investidos nem prazos para início dos trabalhos. A Boeing havia assinado um protocolo parecido com os governos de São Paulo e de Pernambuco.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Embraer

Embraer amplia centro de tecnologia em Minas Gerais
A Embraer inaugurou oficialmente, dia 21 de novembro de 2014, a expansão do Centro de Engenharia e Tecnologia de Minas Gerais (CETE-MG), localizado nas instalações do Centro de Inovação e Tecnologia do Serviço Nacional da Indústria (SENAI) e da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), em Belo Horizonte. Com as obras, a área útil do escritório aumenta de 700 metros quadrados para 1.550 m² e o número total de postos de trabalho cresce de 100 para 200. Hoje, já são 150 profissionais empregados, entre engenheiros, técnicos e pessoal administrativo, sendo que os últimos 50 contratados ficaram quatro meses em treinamento em São Jose dos Campos (SP) e estão se juntando ao grupo após a expansão. “A expansão da Embraer em Minas Gerais faz parte do projeto que visa a consolidação do Pólo Aeronáutico do Estado”, diz Mario Lott, Gerente Geral do CETE-MG. “A Empresa se mobilizou para participar desse movimento a fim de explorar sinergias e oportunidades com outras organizações que estão se instalando em Minas Gerais, bem como com instituições de ensino da região. Entendemos que a presença da Embraer contribui para a criação e consolidação de uma indústria de base tecnológica de relevância para a economia do estado.” A Embraer está instalada em Belo Horizonte desde o final de 2011. A equipe alocada no CETE-MG faz parte da força de engenharia da Empresa, atuando em atividades relacionadas ao desenvolvimento de projetos, produtos e serviços para o setor aeronáutico e de defesa e segurança. Inicialmente instalado no Centro de Inovação e Tecnologia SENAI / FIEMG, localizado no bairro do Horto, em Belo Horizonte, o CETE-MG deverá se transferir para o complexo do Centro de Tecnologia e Capacitação Aeroespacial (CTCA), em Lagoa Santa, assim que esse for concluído.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

VANT

Proposta de regulamentação de Vants
A regulamentação sobre o uso civil, no Brasil, de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) ou drones deverá ganhar impulso a partir de dezembro de 2014. É quando está prevista a proposição de uma minuta de instrução do Comando da Aeronáutica a respeito do tema. Com aplicação crescente em setores como construção civil, agronegócio e meio ambiente – onde contribui no levantamento de imagens para detectar áreas de desmatamento –, o emprego de vants no País carece de legislação que regule não só o voo seguro das aeronaves não tripuladas, mas a própria estrutura de controle em solo. A minuta do documento deve contemplar diversos aspectos associados à operação desses equipamentos por empresas interessadas. Atualmente, a legislação prevista para emprego de aeronaves remotamente pilotadas é regida pela Circular de Informação Aeronáutica nº 21/10, de 23 de setembro de 2010. O novo documento deverá conter, inicialmente, as áreas para testes de certificações de aeronaves, além da catalogação de empresas, produtos e serviços a serem prestados.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Aeroportos

Obras permitem aumento de voos em Brasília
As obras realizadas no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília (DF), permitiram ampliar a capacidade do sistema de pistas, que poderá operar com até 52 aeronaves por hora. A média será de um voo a cada um minuto e nove segundos. Isto significa que poderá ter até oito mil passageiros a mais por dia. Com a convenção, o aeroporto do distrito federal passa a ser o de maior capacidade de pista do país, seguida por Guarulhos (47 voos) e Galeão (40). De acordo com a Inframérica, administradora do aeroporto, estão registrados 33 pedidos de novos voos a partir de Brasília. Alguns destinos nacionais serão contemplados, especialmente das regiões Sudeste, Norte e Nordeste. Outros deverão começar a operar até o final de 2014.

domingo, 23 de novembro de 2014

Especial de Domingo

Do site da AMAB - Associação Memória da Aéropostale selecionamos o conteúdo de hoje. É a página de abertura deste belo trabalho que merece uma visita especial.
Confira: AMAB.
Boa leitura.
Bom domingo!

A AÉROPOSTALE

Epopeia do século XX

A empresa francesa de correio aéreo, Aéropostale, como ficou conhecida, nasceu de uma empreitada sem paralelo no século XX. Em 1918, o empresário Pierre-George Latécoère resolve transformar uma fábrica de vagões em Montaudran, a 7 km de Toulouse, na sede de uma empresa de aviação. O momento é o fim da Primeira Guerra Mundial, quando muitos jovens pilotos militares e mecânicos ficaram desempregados e buscavam trabalho. A aviação, até então, era de domínio militar. E os aparelhos, ainda rudimentares. O próprio Latécoère, ao desejar fazer a entrega do correio da França (Toulouse) às suas colônias africanas por via aérea, reconhece tratar-se de algo arriscado. A frase que o tornou célebre é “Refiz todos os cálculos. Nossa ideia é irrealizável, só nos resta uma coisa a fazer: realizá-la”. E, de fato, surgiu a Compagnie Générale d’Entreprises Aéronautiques, numa época em que ainda não havia a comunicação por rádio e era preciso atravessar o deserto do Saara. À custa de vida humanas, mas também de atos inomináveis de bravura, a empreitada se impôs. Em 1927, o empresário francês radicado no Brasil, Marcel Bouilloux-Lafont, compra 94% das ações de Latécoère e rebatiza a linha como Aéropostale, estendendo-a até a América do Sul. Somente no Brasil, Lafont instalará 11 escalas, todas equipadas com hangar, casa de pilotos, transmissão sem fio e aeródromos.
As escalas eram etapas imprescindíveis, pois eram tempos em que um voo do Rio de Janeiro a Buenos Aires levava de 13 a 15 horas. A companhia, desde seus primeiros tempos, empregou pilotos que se tornaram verdadeiros heróis por seus feitos indizíveis naqueles aparelhos precários. Entre eles estavam os ases Jean Mermoz, Henri Guillaumet, Paul Vachet, Marcel Reine etc. Um nome, entre todos, tornaria a história daquela aventura imortal: Antoine de Saint-Euxpéry, dito “poeta da aviação”, cujas obras narram o cotidiano e os feitos dos pilotos da Aéropostale e culminam com o conto mais lido e traduzido do mundo, que ele próprio ilustrou: O Pequeno Príncipe (1943).
Aos personagens e cenários dessa aventura – por sua preservação – e à memória daqueles que os ajudaram a ter êxito é dedicada esta página, cujo objetivo é avivar a história de uma façanha que, embora efêmera (1918-1933), deixou atrás de si marcas indeléveis sobre os valores humanos, sem suspeitar que abria as portas da globalização.

Saiba mais: AMAB

sábado, 22 de novembro de 2014

Tráfego Aéreo

Animação mostra rotas sobre o Reino Unido


Ou clique aqui: Animação NATS - BBC

Uma animação feita pela National Air Traffic Services, a empresa provedora de informações sobre voos ao governo britânico e às empresas aéreas, mostra os trajetos de 6.000 pousos e decolagens no Reino Unido. O vídeo também projeta o ziguezague de helicópteros sobre a área de treinamento da Força Aérea britânica no País de Gales. O vídeo tem como objetivo ilustrar a movimentação no espaço aéreo britânico e a complexidade de administrá-lo.

Fonte: BBC/UOL

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Gripen

Teste de gravidade & primeiro voo
Pilotos brasileiros passam por teste de gravidade na Suécia
Os dois pilotos brasileiros que estão na Suécia para treinar com o caça supersônico Gripen, a nova aeronave de combate do Brasil, foram aprovados, no dia 11 de novembro de 2014, no teste da centrífuga, suportando nove vezes a força da gravidade por 15 segundos . O exame é necessário para que os capitães da Aeronáutica Gustavo de Oliveira Pascotto, de 33 anos, e Ramon Santos Fórneas, de 32 anos, possam adaptar o corpo a um caça de alta performance como o Gripen. O caça pode fazer manobras rápidas que exigem maior pressão da força da gravidade sobre o corpo do piloto, que deve estar preparado para tais situações. A aeronave atinge mais de duas vezes a velocidade do som. Os capitães são os primeiros da Força Aérea Brasileira (FAB) a pilotar o Gripen operacionalmente. A previsão é que as aeronaves cheguem ao país entre 2019 e 2025. Fórneas e Pascotto foram escolhidos pela FAB entre mais de 100 pilotos de caça brasileiros e retornarão ao Brasil em abril de 2015, após seis meses de treinamento, para servirem de instrutores. Eles também poderão ser os primeiros pilotos a usar o Gripen no Brasil, já que o governo negocia uma estratégia temporária, que envolveria o aluguel de oito caças Gripen usados pela Aeronáutica sueca a partir de 2016 e até a chegada dos novos aviões. Segundo o capitão Fórneas, a centrífuga é um simulador dinâmico semelhante à cabine de pilotagem (cockpit) do avião. O Brasil não possui este equipamento e foi a primeira vez que pilotos nacionais passaram pelo exame. A finalidade é que ele sirva como parâmetro de preparação para a introdução de uma nova aeronave no Brasil. Antes de irem para a Suécia, Fórneas era piloto do caça F-5, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e Pascotto comandou o caça francês Mirage 2000.

Primeiro voo
Os capitães da Força Aérea Brasileira Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas foram os primeiros pilotos do país a treinar nas aeronaves Gripen disponíveis, antes da versão NG. Na quarta-feira, 19 de novembro de 2014, eles fizeram um voo de 50 minutos sobre a Suécia e o mar Báltico. "Foi melhor do que eu esperava", disse Fórneas. "A aeronave é de pilotagem dócil". Os pilotos também elogiaram a pequena distância necessária para pousar os caças. Eles foram acompanhados por pilotos suecos, responsáveis pelo treinamento. Após a decolagem, foi realizada uma subida até 10.638 metros de altura em um minuto e meio, uma taxa de subida de 118 metros por segundo. Depois do voo, os pilotos foram participar de treinamentos em simuladores em terra. Os dois capitães vão ficar seis meses na Suécia, e se tornarão os primeiros brasileiros instrutores de Gripen. A expectativa é de entrega dos aviões Gripen NG entre 2019 e 2024.

Fontes: G1 e FAB

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Carreiras na Aviação

FAB seleciona Médicos, Dentistas e Farmacêuticos
A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu processo seletivo para Médicos, Farmacêuticos e Dentistas para Prestação de Serviço Militar, como Oficiais temporários convocados. As inscrições estão abertas até o dia 24 de novembro de 2014. O processo de seleção e incorporação é conduzido pelo Terceiro Comando Aéreo Regional (III COMAR), com sede no Rio de Janeiro, e as vagas serão destinadas para organizações militares nos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Poderão voluntariar-se para o preenchimento dessas vagas os brasileiros natos de ambos os sexos, desde que atendidas as seguintes condições: ter menos de 45 anos de idade até o dia 31 de dezembro de 2015; para os cursos de Farmácia e Odontologia, o candidato, quite com os Serviços Militares, deve ter dois anos de formados em 31 de janeiro de 2015 e uma especialidade (será permitida uma Habilitação para Farmacêuticos); O curso e a instituição de ensino de formação do candidato devem ser reconhecidas, oficialmente, pelo Ministério da Educação (MEC), na forma da Legislação que regula a matéria. O processo é composto por seis etapas: Inscrição, Avaliação Documental, Concentração Inicial, Inspeção de Saúde (INSPSAU), Concentração Final e Matrícula. O candidato selecionado fará o Estágio de Adaptação e Serviço (EAS) que se destina a adaptar os incorporados às condições peculiares do Serviço Militar Temporário no âmbito do Comando da Aeronáutica. O EAS terá duração total de doze meses, a contar da data de incorporação, divididos em três fases. A primeira fase tem como objetivo adaptar os convocados à atividade militar por meio da instrução militar. A segunda e a terceira fases serão realizadas na Organização Militar para a qual venha a ser designado. Os incorporados para a realização do EAS serão declarados Aspirantes a Oficial, sendo promovidos a Segundo Tenente do Quadro de Oficiais Convocados (QOCon) após a conclusão da segunda fase, na respectiva especialidade, fazendo jus à remuneração correspondente. Os integrantes do QOCon poderão obter, ano a ano, prorrogações de tempo de serviço até o limite de oito anos.

As inscrições devem ser feitas nas seguintes Organizações Militares da FAB:

Para os candidatos do Rio de Janeiro- RJ:
TERCEIRO COMANDO AÉREO REGIONAL – III COMAR
Setor: SERMOB-3
Praça Marechal Âncora, 77 - Castelo CEP 20.021-200
Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2101-6024 / (21) 2101-6028
sermob3@gmail.com Fax: (21) 2101-4943

Para os candidatos de Belo Horizonte / Lagoa Santa:
PARQUE DE MATERIAL DE AERONÁUTICA DE LAGOA SANTA – PAMA LS
Setor: SMOB 34
Avenida Salgado Filho s/nº - Vila Asas CEP 36.400-000
Lagoa Santa – MG
Telefone:(31) 3689-3335 (31) 3689-3239 (31) 3689-3388
smob34@ciaar.intraer

Para os candidatos de Barbacena:
ESCOLA PREPARATÓRIA DE CADETES DO AR - EPCAR
Setor: SMOB 35
Rua Santos Dumont, 149 – Bairro: São José CEP 36.200-000
Barbacena – MG
Telefone: (31) 3339-4214
smob-35@hotmail.com

As condições para a participação, as normas aplicáveis a este Processo Seletivo, as informações sobre as inscrições encontram-se na Internet, na página do III COMAR, no link SERMOB.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Dia da Bandeira

Força Aérea troca a bandeira no ponto mais alto do Brasil
Um grupo formado por 13 militares da Força Aérea Brasileira, lotados no Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Manaus (BINFAE-MN), partiu no dia 17 de novembro de 2014 de Maturacá (AM) para a jornada de quatro dias de caminhada, três deles no meio da selva. A equipe subirá o Pico da Neblina com a missão de trocar a Bandeira Nacional. A montanha tem altura de 2.994 metros e está situada na Serra do Imeri, próxima à fronteira com a Venezuela, no Norte do Estado do Amazonas. É o ponto mais alto do território brasileiro. Desde 2001, o BINFAE-MN realiza a missão em homenagem ao dia da Bandeira Nacional, celebrado em 19 de novembro. Deteriorada pela chuva e ventos que podem ultrapassar os 50km/h no cume da montanha, a antiga bandeira será incinerada em formatura solene. Cada militar carrega uma mochila com peso entre 20 e 22 quilos. "É o nosso conforto", sintetiza o Sargento Douglas de Moraes, que fará o percurso pelo segundo ano consecutivo. O conforto ao qual o guerreiro de selva se refere são itens considerados extremamente essenciais para cumprir o percurso com segurança, como kit higiene, alimentos, cabana, saco de dormir, fogareiro e algumas roupas. Tudo impermeabilizado individualmente. "Se chover ou cair na água, não vai comprometer meu material", explica. O grupo também conta com a experiência e o conhecimento dos soldados do Exército Florêncio e Macedo, da etnia Yanomami. Nascidos e criados na região, eles já percorreram inúmeras vezes o trajeto. Neste período, a comunicação do grupo é feita por rádio e mensagens via satélite. O contato é com o 5º Pelotão Especial de Fronteira do Exército (PEF) de Maturacá, onde ficará o helicóptero H-60 Black Hawk em alerta com equipe de resgate (SAR).
Com o mesmo propósito de reverenciar o símbolo da Pátria, que representa a nacionalidade brasileira, o pavilhão nacional também é ostentado na nova pintura dos aviões da Esquadrilha da Fumaça (foto A-29 :acervo NINJA).

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Carreiras na Aviação

Mulheres são 1,88% entre os pilotos no Brasil
As mulheres são 1,88% dos pilotos de aeronaves no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Esse percentual fica abaixo da média mundial de 5%, de acordo com dados do Institute for Women of Aviation. Em 2014, depois de 92 anos do primeiro voo solo das primeiras aviadoras brasileiras - Tereza De Marzo e Anésia Pinheiro Machado, que voaram sozinhas, pela primeira vez, no dia 17 de março de 1922 - e passados 79 anos após a concessão do brevê, em 1935, para a recordista Ada Rogato - registra-se que 637 pilotas e copilotas atuam na aviação civil brasileira. De acordo com dados da Anac, há, em 2014, em atividade como pilotos de aviões 637 pilotas distribuídas entre aviação comercial (220), privada (251), de linha aérea (34) e de helicópteros (132). Já o número de homens pilotos e copilotos é 33.190. Segundo a Anac, esse levantamento por gênero está sendo feito pela primeira vez no País e um acompanhamento da distribuição será possível com as próximas verificações. Entre os comissários de bordo em atuação, 67,7% são mulheres (7.464) e 32,3% são homens (3.547). A Gol tem cinco comandantes e 13 copilotas. Na TAM 33.190 aeronavegantes são homens, ante 637 mulheres. A empresa opera voos com quatro comandantes, 24 copilotas e 3.448 comissárias. A Avianca, tem entre seus tripulantes duas comandantes, cinco copilotas e mais de 50% dos comissários são mulheres.

Saiba mais no Blog do NINJA dos dias:

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Paraíso dos Araras

Neste vídeo com imagens vibrantes uma homenagem dos integrantes do 1º/9º Grupo de Aviação (Esquadrão Arara), sediado em Manaus (AM), à floresta e ao povo que os inspiram a ir cada vez mais longe.

Produção: Esquadrão Arara com apoio do CECOMSAER.

Música: Paradise - Coldplay 

Fonte: FAB

domingo, 16 de novembro de 2014

Especial de Domingo

Um sinal emitido a mais de 500 milhões de quilômetros mudou a história da exploração espacial, dia 12 de novembro de 2014, ao anunciar que o robô Philae - que integra a missão Rosetta - havia pousado com sucesso sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Reproduzimos hoje matéria do G1 / BBC sinalizando o que ainda virá!
Boa leitura.
Bom domingo!

Após pouso em cometa, veja quais os próximos desafios no espaço

De planetas semelhantes à Terra a oceanos na lua de Saturno – as missões espaciais que vão nos encantar nos próximos anos.

O robô Philae fez história ao pousar na superfície de um cometa a 500 milhões de quilômetros da Terra. O módulo, lançado pela sonda Rosetta, enviará para a Terra dados com os quais os cientistas pretendem ajudar a elucidar questões fundamentais sobre a formação do Sistema Solar e a própria vida no nosso planeta. Uma teoria sustenta que os cometas foram responsáveis pela distribuição de água aos planetas. Outra ideia é que eles poderiam ter "semeado" a Terra com a química necessária para dar o pontapé inicial na biologia.

Clique e confira o infográfico desta epopéia.

Enquanto os cientistas analisam as imagens que começam a ser enviadas pela sonda, outras explorações espaciais estão em andamento - com prospectos igualmente animadores para a Ciência.

Veja algumas das iniciativas.

Hubble, Spitzer e Kepler

Imagem captada pelo telescópio Hubble mostra galáxia a 25 milhões de anos-luz da Terra (Foto: AFP/BBC)

Com esses três telescópios, os cientistas vêm explorando o universo há alguns anos. A missão Kepler, lançada em 2009 para identificar planetas habitáveis, já encontrou um planeta do tamanho da Terra orbitando uma estrela -a uma distância do corpo em que água líquida pode se concentrar em sua superfície.

Curiosity

Curiosity explora atualmente uma montanha em Marte (Foto: Nasa/BBC)

A sonda da Nasa em Marte encanta os fãs de exploração espacial com as imagens do planeta vermelho. Atualmente, o veículo está explorando uma montanha em Marte e, como resultado, já levou à criação de um mapa mineral do planeta, que vai ajudar a guiar futuras missões.

New Horizon

Desenho artístico da missão New Horizon orbitando Plutão (Foto: BBC) 

Plutão ainda não recebeu nenhuma espaçonave, portanto os cientistas não têm uma visão detalhada de sua geografia. No entanto, a missão da Nasa chamada "Novos Horizontes", lançada em 2006, deve mudar isso no ano que vem. A sonda deve ser retirada de seu período de hibernação nas próximas semanas para se preparar para sua missão histórica com o corpo celeste.

Missão Dawn

Ilustração mostra a aproximação da missão Dawn do planeta-anão Ceres (Foto: BBC)

Em uma ambiciosa missão da Nasa, uma nave foi lançada para orbitar dois gigantescos corpos celestes localizados entre Marte e Júpiter. O veículo já orbitou o protoplaneta Vesta por mais de um ano e agora deve atingir o planeta-anão Ceres em abril de 2015. A expectativa dos cientistas é que a missão forneça novos dados sobre a formação e a evolução do Sistema Solar.

Cassini

Imagem mostra reflexo do sol na lua de Titã (Foto: Nasa/BBC)

A missão conjunta entre Estados Unidos e Europa foi lançada em 1997. A sonda já explorou os anéis de Saturno e muitas de suas luas congeladas. A Cassini pousou em Titã, a maior lua de Saturno, em 2005. Os cientistas estão especialmente interessados em Titã porque pode haver semelhantes com a Terra em seus primeiros anos. A missão seguirá em curso até 2017, pelo menos.

Fonte: G1 / BBC

sábado, 15 de novembro de 2014

Embraer

América Latina poderá ter 700 novos jatos médios até 2033
A Embraer Aviação Comercial prevê que as companhias aéreas na América Latina receberão cerca de 700 novos jatos no segmento de 70 a 130 assentos nos próximos 20 anos, o que representa 11% da demanda mundial no período para o segmento. Estima-se que 63% dessas unidades sejam para apoiar o crescimento e 37% substituirão aeronaves mais antigas. A frota de jatos de 70 a 130 assentos aumentará das atuais 280 unidades para 750 até 2033. Com o crescimento econômico e investimentos levando a uma maior integração regional, os mercados secundários estão preparados para impulsionar a procura de novas viagens aéreas. Para que isso ocorra, a otimização das frotas e o dimensionamento correto serão fundamentais. A primeira entrega de um E-Jet na América Latina ocorreu em 2005, quando a Copa Airlines, do Panamá, recebeu um E190. Atualmente, cerca de 200 E-Jets estão em serviço com oito operadores de sete países da região, onde a Embraer é líder no segmento de jatos de até 130 assentos, com 70% de participação de mercado. A região apresentará um sólido crescimento anual econômico de 3,8% nos próximos 20 anos com base em um ambiente externo favorável, estabilidade política e macroeconômica e distribuição de renda mais equitativa. O PIB per capita aumentará em 2,9% ao ano, de USD 9.050 para USD 15.960 no mesmo período. O crescimento anual da demanda por transporte aéreo tem sido robusto ao longo dos últimos cinco anos, em torno de 7%, tendência que deverá continuar ao longo dos próximos 20 anos, quando a região crescerá 6% ao ano. Apesar do domínio de aviões maiores, a América Latina é principalmente composta por mercados de baixa e média densidade – 80% dos quais têm volumes de tráfego de até 300 passageiros por dia. Em 2013, mais de 50% de todos os mercados intra-regionais tiveram um ou menos voos diários utilizando jatos narrow-body. Esse desequilíbrio entre capacidade e demanda pode criar ineficiência.

Fonte: Embraer

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Transporte Aéreo

Plano subsidiará 50% dos assentos em aviões
A comissão mista do Congresso criada para analisar a Medida Provisória 652 aprovou, no dia 11 de novembro de 2014, a proposta de plano de aviação regional que concede subsídios para até 50% dos assentos em aviões, sendo no máximo 60 passageiros. O texto aprovado pelos parlamentares também libera o capital estrangeiro nas companhias aéreas que operam no Brasil. O novo texto revoga parte do Código Brasileiro de Aeronáutica, de dezembro de 1986, ao liberar o capital estrangeiro nas empresas aéreas que atuam no Brasil. A legislação atualmente vigente determina que pelo menos quatro quintos do capital votante nas empresas aéreas seja nacional. Pela proposta, porém, não existirá mais essa limitação. Ou seja, companhias aéreas internacionais poderão se estabelecer no País e operar voos comerciais dentro do território nacional. “A liberdade de investimento estrangeiro não deve ser confundida com a abertura total do mercado brasileiro de aviação civil. Em outras palavras, não é uma permissão para que empresas estrangeiras realizem operações de cabotagem em nosso País. Assim, o que se busca incentivar é o investimento externo direto, ou seja, que empresas venham a se instalar no Brasil, recolhendo tributos e gerando empregos, submetidas integralmente à legislação nacional”, afirmou, em seu parecer, o relator da MP, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Espaço

Robô pousa em cometa a 6 bilhões de Km da Terra
Um sinal emitido a mais de 500 milhões de quilômetros da Terra mudou a história da exploração espacial dia 12 de novembro de 2014, ao anunciar que o robô Philae havia pousado com sucesso sobre o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Dotado de um laboratório miniaturizado, o robô integra a missão Rosetta, que busca mais respostas sobre a origem da vida na Terra. O projeto da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), que custou o equivalente a R$ 4 bilhões, entra para a história por fazer aquilo que até então só existia na ficção-científica. Um feito de engenharia, ciência e matemática combinados permitiu que um robô de tamanho semelhante ao de uma máquina de lavar viajasse 6 bilhões de quilômetros atracado à sonda Rosetta para alcançar o cometa 67P e, após alinhamento, iniciasse uma descida de sete horas para pousar pela primeira vez em um cometa. O robô Philae, aliás, pode ter pousado não apenas uma vez, mas duas vezes, segundo indicou Stephan Ulamec, gerente de pouso da missão Rosetta. Informações iniciais apontam que o robô teria "quicado" sobre a superfície, antes da aterrissagem final. "Hoje não pousamos apenas uma vez, mas duas vezes no cometa", afirmou Ulamec, sob aplausos dos cientistas e jornalistas reunidos no centro de Darmstadt, na Alemanha. A preocupação é que o robô não está fixado como deveria à superfície do cometa. Durante a operação, os arpões que deveriam ter sido disparados pelos pés do robô não funcionaram. Os cientistas terão de decidir se tentarão acionar os arpões novamente para garantir a atracagem.

Fonte: www.esa.int

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Espaço

Centro de Lançamento de Alcântara recebeu estudantes de engenharia do Maranhão
O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), localizado no Maranhão, recebeu em 6/11 a visita de 50 estudantes de Engenharia como parte da programação da II Semana de Engenharia (II SENGE) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O professor adjunto do Departamento de Engenharia Elétrica da UFMA, Denivaldo Lopes, também participou da visita à principal organização militar da Força Aérea responsável pelo lançamento e rastreio de engenhos aeroespaciais. Os estudantes foram recebidos pelo Coronel Engenheiro César Demétrio Santos, diretor da unidade militar, que realizou uma apresentação destacando as atividades desenvolvidas no CLA, com um histórico da atividade espacial no país, estruturação organizacional das entidades do setor aeroespacial, meios atualmente disponíveis, últimos avanços implementados e principais operações realizadas. Os participantes da II SENGE conheceram o Centro de Controle, local onde são coordenadas as operações de lançamento em Alcântara. Também foram apresentados ao Foguete de Treinamento Básico (FTB) e ao Foguete de Treinamento Intermediário (FTI), lançados tanto do CLA quanto do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN), com o objetivo de testar todos os meios associados às operações de lançamento e manter a operacionalidade de todas as equipes envolvidas. A visita ao CLA foi encerrada na Torre Móvel de Integração (TMI) e nas obras do Prédio de Depósito de Propulsores. Na nova TMI os estudantes puderam acompanhar aplicações práticas e multidisciplinares da engenharia nos sistemas incorporados na plataforma de operação do Veículo Lançador de Satélite (VLS), que deve ser lançado do CLA nos próximos anos com o objetivo de colocar satélites em órbita.

Semana de Engenharia
A II Semana de Engenharia (II SENGE) da UFMA ocorreu de três a sete de novembro e contou com palestras, workshops, mostras científicas, mini-cursos e visitas técnicas. O evento é realizado pelo Departamento Acadêmico de Engenharia Elétrica (DAEE), pelo Centro Acadêmico de Engenharia Química (CAEQ) e pelo Centro Acadêmico de Bacharelado em Ciências e Tecnologia (CABCT), com o objetivo de incentivar o exercício da Engenharia como ferramenta para o desenvolvimento técnico-científico da região Nordeste, levando em conta o número de riquezas e oportunidades que esta localidade detém a fim de auxiliar de forma socioeconômica a população brasileira.

Fonte: CLA

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Aviação Agrícola

Jornada de Segurança de Voo é realizada em Goiás e Mato Grosso
A 2ª Jornada de Segurança de Voo na Aviação Agrícola, promovida pelo Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI), segue a todo vapor. Representantes da Embraer e de empresas fabricantes de aviões também participam dos cursos. Este ano, a Jornada conta com a participação de dois órgãos importantes no cenário da aviação agrícola. Servidores da Embraer se somaram aos militares do SERIPA VI, a fim de servirem de elo entre o fabricante de uma das principais aeronaves usadas na atividade aeroagrícola – o Ipanema –, e os operadores. Além disso, representantes da Diamond Aviação, reconhecida como único Centro de Serviços apto ao suporte técnico das hélices Hartzell no Brasil, participam da Jornada. Três empresas de manutenção aeronáutica prestam apoio logístico e estrutural e contribuem para o sucesso da 2ª Jornada de Segurança na Aviação Agrícola. A programação termina no dia 12 de novembro.

Rio Verde e Primavera do Leste
De 28 a 31 de outubro, as cidades Rio Verde (GO) e Primavera do Leste (MT), respectivamente, foram palco das palestras e discussões. O Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (SINDAG), representado pelo Presidente Nelson Paim, marcou presença na reunião em Primavera do Leste (MT). “O apoio do SINDAG tem se mostrado fundamental para a divulgação das Jornadas de Segurança de Voo promovidas para o público da aviação agrícola, bem como para a credibilidade do evento junto a essa comunidade”, afirma a investigadora do aspecto psicológico dos acidentes aeronáuticos, Tenente Karynne Bayer. A equipe do SERIPA VI também passa por Lucas do Rio Verde (MT) e Sapezal (MT).

Fonte: FAB

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Aviação Regional

Azul prorroga operação no Aeroporto de São José dos Campos
A Azul Linhas Aéreas decidiu prorrogar até 20 de dezembro deste ano as operações da empresa no Aeroporto de São José dos Campos-SP. A aérea informou que vai aguardar o desfecho da votação da Medida Provisória do governo federal que cria o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional, que prevê a concessão de benefícios às companhias aéreas para operar em cidades em que a demanda não é tão grande. A intenção inicial da empresa aérea era de encerrar as suas atividades no terminal de São José dos Campos a partir do dia 13 deste mês. Após pressão e negociações dos governos municipal e federal, a Azul reviu a sua decisão e decidiu permanecer no aeroporto, mas com operação reduzida. Atualmente, a empresa opera três voos diários para o Rio de Janeiro e vice-versa. A aérea alega que opera com prejuízo no município. “Na situação financeira e econômica atual de São José dos Campos, o aeroporto é inviável. A empresa opera com prejuízo”, declarou em outubro o presidente executivo da companhia, Antonoaldo Neves.

Revés
A Medida Provisória de estímulo à aviação regional precisa ser votada até o dia 24 deste mês, se não perderá a sua validade. A proposta do governo prevê subsídios para até 50% da capacidade do avião limitado o teto de 60 assentos. Esse subsídio beneficia diretamente a Azul que opera aviões da Embraer com capacidade para até 110 passageiros. No entanto, o plano do governo teve alteração no Congresso Nacional. Os parlamentares decidiram retirar o limite-teto de 60 assentos, o que passaria a beneficiar outras companhias que operam jatos maiores, como TAM e Gol. A direção da Azul reagiu e admitiu à imprensa que se esse texto prevalecer a empresa pode deixar de operar em pelo menos 20 cidades.

Interesse
O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida, disse a O VALE estar confiante de que o Aeroporto de São José vai despertar o interesse de outras companhias a partir da edição do plano de apoio à aviação regional. “Reclamavam que o terminal era pequeno. Foi reformado e ampliado e agora está sub-utilizado”, disse. A Infraero (Empresa de Infraestrutura Aeroportuária) informou em nota que há empresas aéreas regulares que demonstraram interesse em operar na cidade principalmente após a obra de ampliação da infraestrutura. Segundo a empresa, a entrada de novas empresas aéreas dependerá dos resultados dos estudos técnicos que elas estão realizando para incorporar o aeroporto em suas rotas. “A Infraero está prestando todas as informações técnicas necessárias para subsidiar esses estudos, inclusive com apoio da prefeitura quanto aos dados econômicos da região”.

Ponto de vista
Professor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Cláudio Jorge avalia que a Azul espera a regulamentação do subsídio às operações da empresa em rotas regionais prometido pelo governo para ampliar ou não a oferta de voos em São José dos Campos. “O aeroporto pode ser beneficiado a princípio, porém não me parece que hoje tenha sérias deficiências que impeçam o crescimento da oferta de voos. Por isso, não deve ter prioridade agora”, disse.

Saiba mais:

Expectativa
A Azul prorrogou para o dia 20 de dezembro as operações da empresa no aeroporto de São José dos Campos, para aguardar o desfecho da votação do plano de apoio à aviação regional no Congresso Nacional.

Interesse
Segundo a Infraero, há interesse de outras empresas regulares de aviação em operar no terminal de São José dos Campos.

Ampliação
O aeroporto foi ampliado e as obras foram entregues em julho deste ano. A capacidade pulou de 190 mil passageiros/ano para quase 600 mil.

Usuários querem mais voos no Vale
Usuários do terminal de São José dos Campos torcem para a ampliação da oferta de voos no aeroporto. “Sempre utilizo o aeroporto, porque facilita muito descer direto em São José do que em Guarulhos”, disse Rodrigo Veloso, administrador. “Trabalho em Caraguá e descer em São José dos Campos é mais fácil”, disse Antonio Santos, também administrador.

Aeroporto ganha uma nova cafeteria
Começou a funcionar no terminal de São José dos Campos uma lanchonete/cafeteria. O espaço gastronômico integra o plano de ampliação do aeroporto, que teve investimento de R$ 16,6 milhões pela Infraero. Segundo a empresa, a concessão do espaço para oferecimento de lanches foi feita mediante licitação pública e o prazo de uso é de sete anos. 

Texto: Chico Pereira

Foto: Claudio Vieira

Fonte: O Vale

domingo, 9 de novembro de 2014

Especial de Domingo

Hoje, reproduzimos conteúdo sobre o Demoiselle, do site Cabangu. O autor da página especial que homenageia Santos=Dumont, Marcus Mello, na apresentação de sua bela coletânea, deixa-nos a seguinte carta:

Esta página é dedicada às crianças sonhadoras como Santos=Dumont foi.
Apesar de o voo do 14 Bis ter sido seu grande feito mundial, sua história começa muito antes e termina muito depois. 
Dos Locomóveis na fazenda de Cabangu aos passeios com o Demoiselle sobre Paris muitas aventuras se passaram, muitos desafios foram vencidos!
Toda essa informação merece estar ao alcance de qualquer pessoa, em qualquer lugar, e a Internet veio cumprir esse papel.
Este é um projeto aberto, sem fins lucrativos nem publicitários, visando apenas honrar a memória de um dos maiores ídolos nacionais, fazendo jus à toda grandiosidade de seus feitos.
Este site pertence à história do Brasil e do Mundo, pertence à você, e sua colaboração para enriquecê-lo é de extrema importância.
Envie suas críticas, sugestões, matérias de revistas e jornais, fotos da época, documentos, etc.
Seu nome e email ficarão em anexo como colaboradores.
Bons voos e até a próxima !
Lisboa, 12 de Outubro de 1999
Marcus Mello

Contate-o clicando aqui:
Cabangu/Pai da Aviação

E, para saber mais, visite:
http://www.cabangu.com.br/pai_da_aviacao/

Boa leitura.
Bom domingo!

DEMOISELLE

De Março a Junho de 1907, Santos=Dumont fez experiências com o aeroplano com asa de madeira  n° 15, e com o dirigível n° 16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por não obter bons resultados. O número 17 seria cópia do número 15. Em Setembro, no Rio Sena, faz experiências com o n° 18, um deslizador aquático. Testa o primeiro modelo de um aeroplano em Novembro de 1907, um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas. Todavia, durante as primeiras experiências, o "nº 19" sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.







Em Dezembro de 1908 exibe um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no "Grand Palais" de Paris. Obtém o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França em Janeiro de 1909. Aproveitando características e formato do "nº 19", foi criado o "Demoiselle nº 20". Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético. Em Setembro do mesmo ano estabelece o recorde de velocidade voando a 96 km/h num ‘‘Demoiselle’’. Faz um voo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação.


Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus Castelos, bateu recordes de velocidade e de distância de decolagem.


O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções. O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas. O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. Construido em apenas quinze dias, o Demoiselle nº 19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento, e a asa era formada por uma estrutura simples. O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi projetado pelo próprio Santos=Dumont e construído pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuia ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais ítens foram logo abandonados, pois não contribuiram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho.



Posteriormete, Santos-Dumont alterou-o, desenhando novamente a asa para aumentar sua resistência e colocou um motor Antoniette de 24 hp na parte de baixo, entre as pernas do piloto, transmitindo o torque à hélice por meio de uma correia. Este ficou conhecido como nº 20 e foi descrito pela Scientific American de 12 de dezembro de 1908 como: "... de longe a mais leve e possante máquina desse tipo que jamais foi produzida.", e mais, "Um número de pequenos voos foram feitos e não se apresentou nenhuma dificuldade particular em mantê-lo no ar. Por causa do tamanho reduzido de seu monoplano, Santos-Dumont foi capaz de transportá-lo de Paris para Sait-Cyr na parte traseira de um automóvel (...) Esta é a primeira vez que temos conhecimento de que um automóvel tenha sido usado para transportar um aeroplano montado, da cidade para um lugar apropriado no campo, onde o aviador pudesse levar adiante seus experimentos."


Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos=Dumont tentou compensar, o modelo nº 21, possuía uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.


O projeto do nº 22, era basicamente igual ao nº 21. Santos=Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, construídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq.


Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos-Dumont, por princípios, jamais requereu patente por seus inventos. 


ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

Pouso e Decolagem: 80 metros de terreno gramado


Versão Básica

Última Versão

Motor:Dutheil et Chalmers Ou DaracqDutheil et Chalmers
Potência:30 CV25 CV
Comprimento:8,4 m6,2 m
Envergadura: 5,1 m5,5 m
Área alar:-------10,0 m²
Peso Completo:110 Kg118 Kg
Velocidade:

80 Km/h90 Km/h

A 18 de setembro de 1909 realiza seu último voo em uma de suas aeronaves.
Um voo rasante em cima da multidão sem segurar nos comandos.
Com os braços abertos ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.
Santos=Dumont não patenteou esta invenção, deixando as pessoas livres para fabricá-lo, tornando-se, assim, o primeiro avião popular.
Além da França, outros países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda também construíram o Demoiselle. 
Santos=Dumont deixou de voar em 1910 por motivos de saúde, quando foi diagnosticado estar com esclerose múltipla.

Confira o conteúdo completo, incluindo fotos do Demoiselle no Museu de Paris em: 

sábado, 8 de novembro de 2014

Saab-Gripen

Transferência de tecnologia para parceiros brasileiros
A previsão da Saab, empresa sueca que assinou contrato para venda dos caças Gripen NG para a FAB, é que os acordos com as empresas brasileiras que receberão transferência de tecnologia devem ser completados até meados de 2015.

O que cada organização fará no projeto:

EMBRAER
- Integra a organização do Programa Conjunto de Gerenciamento durante o programa
- Recebimento de ampla transferência de tecnologia relacionada ao caça Gripen NG
- Cooperação com a Saab em pacotes de trabalho de desenvolvimento dedicado relacionados ao programa
- Montagem final da aeronave no Brasil
- Realização de ensaios em voo e verificações
- Participação em estudos de capacidades futuras com a Saab e o DCTA

AEL
- Recebimento de transferência de tecnologia relacionada ao HMI e à aviônica (componentes eletrônicos da aeronave) do Gripen NG
- Desenvolvimento, produção e entrega do WAD (WideArea Display), HUD (Head-up Display), HMD (Helmet Mounted Display) CLS (Suporte Logístico da Contratada) para aviônica e EW (Guerra Eletrônica)

MECTRON
- Recebimento de transferência de tecnologia relacionada à integração de armas do Gripen NG
- Integração e entrega de sistemas de armas da aeronave
- Integração e entrega de sistemas de rádio para Data Links
- Manutenção de radares

ATECH
- Recebimento de transferência de tecnologia relacionada aos sistemas de suporte e treinamento do Gripen NG
- Adaptação e entrega de sistemas de suporte e treinamento

AKAER
- Recebimento de transferência de tecnologia relacionada ao projeto e à industrialização da estrutura do Gripen NG
- Projeto e análise de tensão de unidades estruturais
- Industrialização de unidades estruturais

INBRA AEROSPACE
- Exerce papel central no estabelecimento da SBTA
- Recebimento de transferência de tecnologia relacionada à produção de estruturas do Gripen NG
- Produção das principais unidades estruturais

DCTA
Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial
- Recebimento de transferência de tecnologia relacionada ao levantamento de requisitos e ao projeto conceitual da aeronave
- Cooperação com a Saab e a Embraer em estudos de capacidades futuras

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

FAB TV

Conexão FAB - Revista Eletrônica - Novembro 2014
A edição do Conexão FAB de novembro traz como destaque a apresentação da Aeronave KC-390, que deve se tornar a espinha dorsal da aviação de transporte da Força Aérea Brasileira. O programa também mostra como foi a missão de transporte de urnas eleitorais para regiões de difícil acesso no norte do país.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Gripen

Dois pilotos da FAB treinam para voar o novo caça
O Brasil mandou para a Suécia os dois primeiros pilotos da FAB – Força Aérea Brasileira que irão treinar para voar o Gripen, escolhido como a nova aeronave de combate brasileira. Os capitães Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Santos Forneas chegaram à cidade de Gotemburgom, no dia 02 de novembro de 2014, e começaram o treinamento para pilotar o Gripen C, uma versão anterior ao Gripen NG, comprado pelo Brasil. O curso ocorre na base da aeronáutica sueca Skaraborg, conhecida como F7 Wing, onde todos os pilotos que comandam caças Gripen pelo mundo começam o treinamento. Inicialmente eles passam por simuladores e depois passam para a prática nas aeronaves. Os pilotos brasileiros farão um curso de 166 dias e depois retornam ao Brasil para atuar na preparação da FAB para receber o avião. O Brasil comprou 36 caças Gripen NG, que só chegarão a partir de 2019, com data final de entrega em 2025, por US$ 5,4 bilhões (R$ 13,4 bilhões). Forneas é piloto de caça F-5 no Rio de Janeiro, enquanto que Pascotto pilotava o caça Mirage em Anápolis, em Goiás. O Mirage foi desativado pela FAB em dezembro de 2013. Os dois pilotos também poderão ser os primeiros a pilotar o Gripen no Brasil. Isso porque a Aeronáutica ainda negocia com o governo da Suécia o aluguel de 8 unidades do Gripen C (de um lugar) e do Gripen D (de dois lugares, que poderiam chegar em 2016, a tempo das Olimpíadas do Rio. Esses aviões preencheriam as necessidades de proteção do país até a entrega final dos Gripen NG, que só deve ocorrer em 2025.

Saiba mais:
Brasil assina contrato para aquisição de 36 caças Gripen NG

Primeira aeronave deverá ser entregue em 2019. O contrato prevê ainda o treinamento de pilotos e mecânicos, apoio logístico e a transferência de tecnologia 


A Força Aérea Brasileira assinou com a empresa sueca SAAB o contrato para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019, e a última em 2024. A assinatura aconteceu em 24 de outubro de 2014, nas instalações da COPAC (anexo ao prédio do Comando da Aeronáutica, em Brasília – DF). O contrato envolve o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras. O investimento total será de aproximadamente 13 bilhões de reais. "Nós iremos transferir tecnologia e a capacidade de projetar e construir caças", afirmou Hakan Buskhe, presidente da SAAB. A Embraer irá assumir um papel de liderança na fabricação local dos aviões, mas haverá também a participação de outras empresas brasileiras, como a AEL, Akaer, Atech e SBTA. "Vai ser um salto, não apenas para a Embraer, mas para a nossa indústria em geral", completou o Tenente-Brigadeiro do Ar Alvani Adão da Silva, Diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). O Brasil também participará do desenvolvimento do Gripen NG e será responsável pelo desenvolvimento da versão para dois pilotos. A encomenda brasileira envolve 28 unidades monoplaces (para um piloto) e 8 biplaces (para dois tripulantes). O desenvolvimento e produção do Gripen NG possibilitará ainda a geração de milhares de empregos diretos e indiretos no país. De acordo com o Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), a assinatura ocorreu após dez meses de intensas negociações contratuais. "Nós atualizamos a proposta. Trouxemos os requisitos para um cenário mais moderno", explicou. As negociações foram iniciadas depois do anúncio do Gripen NG como vencedor da concorrência chamada de Projeto F-X2, realizado no dia 18 de dezembro de 2013. “Naquele primeiro momento a gente já estabeleceu um cronograma para a assinatura do contrato”, conta o Brigadeiro Crepaldi. A previsão era assinar antes do fim do ano. A assinatura na semana do Dia do Aviador (comemorado em 23 de outubro) também foi motivo de comemoração. "É muito simbólico para nós". O Gripen NG foi selecionado após análises de aspectos operacionais, técnicos, logísticos, de custos e de transferência de tecnologia. O relatório elaborado pela COPAC teve 33 mil páginas e incluiu análises das indústrias, dos projetos e de uma equipe formada por pilotos, engenheiros, oficiais de logística e de outras especialidades.

Marco tecnológico
A Suécia opera versões mais antigas do caça Gripen desde 1997 e já fez exportações para República Tcheca, Hungria, África do Sul, Tailândia e para a escola de piloto de testes do Reino Unido. Mas o Gripen NG, por enquanto, será recebido somente pela Suécia e pelo Brasil. A aeronave incorpora tecnologias como o radar Raven ES-05, capaz de identificar alvos aéreos ou de superfície a um ângulo de 100 graus da sua antena, um sensor de busca infravermelho e datalink, que possibilita a troca de informações entre caças sem o uso de rádio. Quando entrar em serviço na FAB, o Gripen NG também será o único caça do Hemisfério Sul capaz de voar a velocidades supersônicas por longas distâncias, o chamado supercruzeiro. "Há mais de 18 anos nós esperamos por esse momento. E com certeza vai inaugurar uma nova era operacional para a aviação de caça no Brasil", disse o Tenente-Brigadeiro do Ar Alvani. As 36 aeronaves multimissão serão utilizadas pela Força Aérea Brasileira em atividades de defesa aérea, policiamento do espaço aéreo, ataque e reconhecimento. A primeira unidade aérea a receber o novo modelo deverá ser o 1° Grupo de Defesa Aérea, com sede em Anápolis (GO). O Esquadrão está sem aeronaves desde dezembro de 2013, quando foram aposentados os caças Mirage 2000. Atualmente, a defesa aeroespacial brasileira é realizada por jatos F-5EM.

Gripen C/D
Após a assinatura da aquisição dos novos Gripen NG, prosseguem as negociações da FAB com a Força Aérea da Suécia para a cessão temporária de caças Gripen nas versões C/D. As aeronaves, usadas, são menos avançadas que o Gripen NG, mas já superam os F-5EM atualmente em uso. O plano seria utilizar os Gripen C/D até o recebimento das aeronaves novas. Fonte: FAB (publicado em 27 de outubro de 2014).

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Busca e Salvamento

Para-Sar forma 26 novos especialistas em resgate
Após três meses de instrução, os 26 alunos do Curso Sar 2014 receberam o gorro laranja, símbolo da atividade de Busca e Salvamento. A formatura dos militares foi realizada, no dia 31 de outubro de 2014, na Base Aérea de Campo Grande (BACG) e contou com a presença do Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), Brigadeiro do Ar Carlos José Rodrigues de Alencastro. Na ocasião, houve também o descerramento da placa na galeria de formandos. O Curso Sar 2014, ministrado pelo Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), ocorreu entre agosto e setembro. Para ter ideia do grau de dificuldade do curso, dos 59 inscritos neste ano, 37 efetivamente iniciaram as atividades. Em menos de um mês, dez desistiram. Um se machucou perto do final do curso e foi desligado. Depois de um nivelamento técnico, os alunos tiveram instruções em vários ambientes diferentes. Na fase de montanha, em Itatiaia, na região serrana do Rio de Janeiro, os alunos desenvolveram atividades de rapel, marchas e tirolesa culminando com a escalada do Pico das Agulhas Negras. Na etapa de mar, os militares participaram de um teste de sobrevivência no qual permaneceram três dias em um bote na praia do Forte Imbuhy, em Niterói, no Rio de Janeiro. Já no módulo de selva, realizado no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), na Serra do Cachimbo, no Sul do Pará, houve oficinas sobre abrigos, armadilhas e obtenção de alimentos. Eles também realizaram um exercício de cinco dias de sobrevivência na mata isolada, além de treinamentos envolvendo técnicas de resgate em combate. “Desde a década de 90 o curso vem sendo aperfeiçoado. Possuímos uma equipe de instrução de alto nível e além disso contamos com um bom suporte logístico. Com esses diferenciais proporcionamos aos alunos a bagagem necessária para que eles possam cumprir, depois de formados, as missões de busca e salvamento”, ressalta o Comandante do PARA-SAR, Major de Infantaria Eduardo Gomes Nogueira.

Fonte: FAB