Voar é um desejo que começa em criança!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

TAM Linhas Aéreas

TAM lança concurso cultural para crianças
A TAM Linhas Aéreas premiará 100 crianças com um DVD do filme Rio por meio do concurso cultural "Férias na Mochila". Para concorrer é necessário acessar o site da Tam Kids, efetuar o cadastro e responder à pergunta:
"Além do DVD Rio, o Filme, o que não pode faltar na sua mochila de férias e por quê?"
Um júri formado por representantes da companhia elegerá as melhores e mais criativas frases, conforme a coerência com o tema, a criatividade, a originalidade e a correção gramatical. A resposta é limitada a 300 caracteres e deve ser escrita exclusivamente em português.
O concurso é válido para todo o território nacional, e só é permitida a participação de crianças de até 12 anos. As inscrições serão recebidas até 21 de julho, e os nomes dos ganhadores serão divulgados no dia 2 de agosto, no site Tam Kids.

Visite: www.tamkids.com.br

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aeronaves

Voo transatlântico com biocombustível
O Boeing 747-8, o maior avião comercial do mundo, se tornou o primeiro a realizar um voo transatlântico utilizando biocombustível.Ele partiu de Seattle, nos Estados Unidos, e voou 8.029 quilômetros até chegar à feira de aviação Le Bourget, em Paris, no dia 20 de junho de 2011.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Espaço

Astronauta Marcos Pontes incentiva estudantes em palestraO astronauta Marcos Pontes, primeiro brasileiro a ir ao espaço, proferiu uma palestra de incentivo para cerca de 400 jovens estudantes ontem, 27 de junho de 2011, no auditório do ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos, SP. O evento foi promovido pelo CASD – Curso Alberto Santos Dumont, que proporciona instrução pré-vestibular gratuita para jovens que, por razões financeiras, não podem arcar com os custos de um curso preparatório comercial.
Pontes estruturou sua palestra em tópicos que abrangeram sua vida, as atividades empresariais e a vida no espaço. “Tudo começa com um sonho”, disse para uma platéia atenta e curiosa. E então falou da sua vida modesta em Bauru, interior de São Paulo, como filho de um servente do Instituto Brasileiro do Café, Vergílio, e de dona Zuleika, a quem, emocionado, creditou a diretriz de estudar e perseverar em busca da realização de um sonho. “Os sonhos - assegurou - são essenciais para a vida inteira. Eles fazem com que nós superemos os desafios. É necessário manter o sonho aceso porque ele vai levá-lo para frente.” Noutro momento de emoção, reverenciou a memória de seu tio Marcílio falecido no dia anterior, e que foi um incentivador para que ingressasse na AFA, a Academia da Força Aérea.
Ainda no início da palestra, apresentou um filme enfocando a instrução proporcionada por uma escola do SESI - Serviço Social da Indústria, organização da qual foi aluno. Num trecho do filme uma garota conclui que se ele, Marcos Pontes, tendo sido aluno do SESI chegou ao espaço, também ela, por ser aluna do SESI, tem essa possibilidade.
O astronauta disse aos jovens que nunca devem se esquecer das raízes; relembrou sua infância em Bauru e justificou seu sotaque do interior, recitando com a pronúncia carregada “porta, portão, porteira”. E emendou que por conta de seu sonho de voar, fazia, na parte da tarde, manutenções nas locomotivas da Rede Ferroviária Federal, como aprendiz de eletricista recebendo meio salário mínimo, para pagar um curso noturno, além do estudo técnico no SENAI nas manhãs.
Para estimular a audiência, aconselhou que quando aparecer o medo, deve–se empregar um método comportamental ensinado na NASA: Pensar sempre na próxima linha do procedimento. E isto pode ser aplicado na resolução de uma prova. Ao invés de pensar no medo, na ansiedade, concentre-se na resolução da questão.

ESPAÇO
Marcos Pontes informou que depois da Missão Centenário - que o levou ao espaço no dia 29 de março de 2006 - continua à disposição do Programa Espacial Brasileiro, em Houston, sendo elo entre a AEB – Agência Espacial Brasileira e a NASA, embora não receba salário para isto, o fazendo por amor à Pátria. Por outro lado, suas atuais atividades empresariais permitem a ele trabalhar como consultor nos segmentos de gerenciamento de riscos, segurança operacional (safety) e treinamento.
Sobre a vida no espaço, comentou que é preciso treinar exaustivamente, com determinação e disciplina, para vencer esses momentos. Esclareceu os motivos que o levaram a ser lançado ao espaço, como especialista de missão, por uma nave russa, depois da interrupção temporária das viagens com os ônibus espaciais americanos. Treinou por cinco meses na Rússia os procedimentos operacionais para a viagem espacial. Isto incluiu o aprendizado da língua russa em três meses.
A respeito dos resultados obtidos com a missão, assegurou que foram importantes para o Brasil, embora parcela da imprensa tenha dado destaque para apenas um projeto educacional, ignorando outros dois grupos de experimentos vitais em microgravidade relacionados a equipamentos de tecnologia e a instrumentos científicos, gerados por universidades brasileiras. Assegurou que com ele estava uma Nação inteira. Materializando este sentimento, na transmissão da decolagem, de frente para a câmera, apontou com dois dedos unidos a Bandeira do Brasil em seu macacão, e em seguida fez o sinal de subida. E assim foi para a Estação Espacial Internacional - ISS, estabilizada a 400 quilômetros de altura, dando volta ao redor da Terra a cada 90 minutos. Após o acoplamento da nave à plataforma orbital ISS, recebeu a gentileza do comandante, de ser o primeiro a entrar na estação, ostentando a bandeira do Brasil.
Ainda sobre o espaço, Marcos Pontes falou da rotina de 18 horas diárias de trabalho na Estação. Nos horários de descanso encontrou tempo para tirar duas mil fotografias e iniciar o livro “Missão Cumprida”. Satisfez a curiosidade dos estudantes ao explicar os procedimentos para coisas simples, que se tornam complicadas na ausência da gravidade, como o uso de sanitários.Ao final da palestra orientou os estudantes a não terem medo de ter medo. “Pensem na próxima linha da questão, do procedimento”, sugeriu. Marcos Pontes arrematou: “Não espero que vocês apenas passem no vestibular. Espero que vocês modifiquem o Brasil”.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Datas Especiais

AVIAÇÃO DE BUSCA E RESGATE
O 26 de junho foi consagrado como o Dia da Busca e Resgate para lembrar de uma épica missão que encontrou cinco sobreviventes depois de um acidente com a aeronave FAB 2068. Entretanto, a primeira missão da história desse gênero que se tem notícia ocorreu no ano de 1947, sem que houvesse um sistema integrado, que passaria a se consolidar a partir daquele momento.Militares constataram que uma aeronave que fazia uma linha do Correio Aéreo Nacional estaria desaparecida entre Belém e Santarém. Uma aeronave CA-10 Catalina foi acionada para decolar e buscar o avião. Um dos homens que participou do controle da missão foi Aloysio Accioly de Senna. “Foi inesquecível porque era a primeira de todas as missões. Infelizmente, não havia sobreviventes, mas diante daquela realidade era urgente formar um grupo para essa finalidade”.O Tenente Coronel Senna é controlador de tráfego aéreo e em 2011 conta 87 anos. Ele lembra da conversa entre os pilotos que descobriram quase por intuição a localização da aeronave.“Em um momento, o comandante decidiu desviar 10 graus da rota. Não sabemos explicar, mas o fato é que o avião foi encontrado. Teve, sim, um elemento de sexto sentido”, relembra. A partir daquele momento, foram feitas as ações para que fosse formado na cidade de Belém o Primeiro Centro de Coordenação de Busca e Salvamento no Brasil. “Foi, sem dúvida, o fato que propiciou que a FAB alocasse uma aeronave para essa finalidade, a busca e resgate”, garante.
A primeira aeronave para busca e resgate seria um Catalina, já pintado com as cores que celebrariam o SAR. “Nas bordas da asa, a pintura laranja e uma faixa retangular com a inscrição SAR-Belém. Lembro-me da inscrição e da matrícula da primeira aeronave, era um PBY 5A 6516. As autoridades, na época, entenderam que era a chance de formar um grupo exclusivo para isso”. O esquadrão exclusivo para salvamento seria formado na década seguinte, o 2º/10º GAV, o Pelicano. Entretanto, todos os esquadrões da Força Aérea podem ser alocados para a missão, porque contam com profissionais especializados.

Esquadrão especializado da Força Aérea realizou mais de mil missões
Salvamento é vocabulário corrente no dia-a-dia de militares da Força Aérea Brasileira. Todas as unidades aéreas podem ser empregadas para participar de alguma forma de missões desse tipo, como ocorre, por exemplo, em trabalhos de grande vulto como as buscas a aeronaves desaparecidas.O Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV), conhecido como Pelicano, é o que particularmente tem a missão de realizar buscas e resgate, tanto sobre o mar quanto sobre a terra, e levando, também, apoio às vítimas de calamidades públicas.
O esquadrão adotou a sigla internacional SAR (Search and Rescue), comum aos esquadrões dos diversos países que se dedicam à mesma missão. Durante 53 anos de existência, os Pelicanos já realizaram mais de mil missões para buscar e resgatar pessoas em todo o território nacional. Dentre as missões, algumas são históricas, como o auxílio às vítimas do terremoto do Peru em 1970, a ajuda nas enchentes do Sul do país no início da década de 70 e a busca do Boeing 737-200 da VARIG em 1989 na Floresta Amazônica.
O símbolo do esquadrão, o Pelicano, faz referência à ave que representa a abnegação de seus integrantes. Os militares baseiam-se na ideia de que os pelicanos quando não encontram alimento para seus filhotes, rasgam o próprio peito e oferecem sua carne e seu sangue para eles se alimentarem.

Fonte: Agência Força Aérea

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domingo, 26 de junho de 2011

Especial de Domingo

Nos 70 anos, EEAR forma os sargentos da turma 232












A Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá, SP, realizou, no dia 22/06/2011, a formatura da 16ª turma do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento - Verde Jaguar - e da 232ª turma do Curso de Formação de Sargentos - Pégasus Prata. São os primeiros sargentos formados nos 70 anos do berço dos especialistas, completados no dia 25 de março.
O evento teve início na terça-feira (21/06), com a entrega dos distintivos e dos prêmios aos primeiros colocados no geral e em cada especialidade, no Pátio do Comando. A aluna Hellen Rios Antunes Líbano, do Básico em Controle de Tráfego Aéreo, e o aluno Johnny Chaves de Almeida, do Básico em Eletricidade, obtiveram a primeira colocação nas suas turmas.



No dia seguinte, os esquadrões entraram no Pátio de Comando pela última vez ao som da Canção do Expedicionário. A entrega da divisa foi um dos momentos mais esperados. Mães e pais orgulhosos puderam abraçar os seus filhos já formados.
Em meio aos alunos, uma família chama a atenção. Dois irmãos, agora, usam o mesmo uniforme. O mais velho, o Sargento Felipe Luiz Matos de Araujo, coloca a divisa com orgulho no caçula, o Sargento Vander Luiz Matos de Araujo.
“No início, a gente não sabe o que nos espera. Para nós, vem uma surpresa atrás da outra no decorrer do curso. No meu caso, só nas últimas provas eu vi, realmente, que estaria formado e em pouco tempo e deixaria a escola. Eu fui soldado da Força Aérea Brasileira (FAB) por quatro anos e meio e, pelo meu passado, esta conquista vale muito”, disse o Sargento Vander Araujo, da especialidade Serviços Administrativos.
O Sargento Felipe Araujo resume o sentimento da família:
“Para mim, é a realização de um sonho ver o meu irmão formado na FAB e em direção ao oficialato” , afirmou o especialista em Material Bélico, que serve no Primeiro Grupo de Caça (1º GavCa), na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro (RJ).
O grito de guerra e a despedida marcaram o final da formatura. Os gestos foram acompanhados de um até breve, na certeza de que os sargentos recém-formados vão se encontrar pelas unidades militares da FAB em todo o país.
“Por tudo o que vivemos na escola, esta vitória vale muito. Ainda terei mais um ano de curso na minha especialidade, mas tenho certeza de que tudo valeu a pena”, enfatizou o Sargento Fábio Dutra Rodrigues, do curso Básico em Controle de Tráfego Aéreo, que segue para o ICEA – Instituto de Controle do Espaço Aéreo, em São José dos Campos, SP, para realizar o curso de operação radar.
A cerimônia, presidida pelo chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente Brigadeiro do Ar Jorge Godinho Barreto Nery, também contou com a presença dos adidos militares da Inglaterra, Chile, Equador, Irã, Paraguai, Rússia, Turquia, Polônia, Japão, Venezuela e Argentina. A novidade da formatura deste ano foi a apresentação da ordem unida auto-comandada, pelo Clube de Ordem Unida da escola.

Disciplina e Coragem
A Escola de Especialistas de Aeronáutica foi criada no mesmo ano que o Ministério da Aeronáutica, em 1941. O berço dos especialistas forma todos os anos cerca de mil alunos em 27 especialidades, de acordo com as necessidades do Comando da Aeronáutica (COMAER).
No início, a escola era localizada nas antigas instalações da Escola de Aviação Naval, na Ponta do Galeão, na Ilha do Governador (RJ). O ano de 1950 marca a mudança da escola do Rio de Janeiro para as salas de aula da Escola Prática de Agricultura de Guaratinguetá (SP). Cerca de 63.000 sargentos já passaram pelas salas de aula da Escola de Especialistas desde a mudança para o Estado de São Paulo.
Atualmente, a escola ocupa um espaço de aproximadamente 10 milhões de metros quadrados, contendo 125 prédios administrativos e 415 residências ocupadas por militares.

A Escola
- As mulheres puderam ingressar na Escola de Especialistas a partir de 2002. A turma "Império Azul" do Curso de Formação de Sargentos recebeu 287 alunos, dos quais 56 eram mulheres.
- São 27 especialidades distribuídas em dois cursos: o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento e o Curso de Formação de Sargentos.
- O Curso de Formação de Sargentos - Modalidade Especial - Básico em Controle de Tráfego Aéreo é o mais novo da escola. Ele foi criado em 2007 para suprir as necessidades relativas ao efetivo de Controle de Tráfego Aéreo.

Fonte: Cecomsaer

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sábado, 25 de junho de 2011

Carreiras na Aviação

FAB divulga formas de ingresso para estudantes
O Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), localizado em Belo Horizonte, participou, nos dias 16 e 17 de junho de 2011, do 3º ExpoUna - considerado a maior mostra de conhecimento de Minas Gerais. A exposição recebeu cerca de 40 mil pessoas, entre estudantes do ensino médio, universitários e professores. A Seção de Comunicação Social do CIAAR montou um estande no local para informar aos estudantes sobre as formas de ingresso na Força Aérea Brasileira (FAB). O público pôde conhecer mais sobre as profissões e as atividades desenvolvidas pela FAB e receber material - folders, revistas e jornais - contendo informações sobre a instituição. Os visitantes também puderam assistir a vídeos sobre as profissões militares da FAB, que ilustram as diversas oportunidades de carreira oferecidas pela instituição, que exigem desde nível fundamental ao nível superior.
O estudante do ensino médio Euller Giovanni, de 17 anos, ficou surpreso quando viu o estande da Aeronáutica na exposição. "Achei legal a participação da Aeronáutica no Expo UNA, por que eu estava procurando informações sobre ingresso na FAB e ainda não havia encontrado nos lugares onde busquei", disse.

Fonte: CIAAR

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Datas Especiais

24 de junho: Dia da Observação e Reconhecimento Aéreo

O calendário da Aeronáutica brasileira reserva o dia 24 de junho para reverenciar o Dia da Observação e Reconhecimento Aéreo

AVIAÇÃO DE OBSERVAÇÃO
A primeira unidade da Força Aérea Brasileira a desempenhar a função de Observação foi a 1ª. ELO – Esquadrilha de Ligação e Observação, que participou da campanha brasileira na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Integrante da Artilharia Divisionária da Força Expedicionária Brasileira, a 1ª ELO tinha como missão regular o tiro da artilharia e observar o campo inimigo. Os pilotos e os mecânicos dos aviões eram da FAB e os observadores aéreos, oficiais do Exército. “Éramos os olhos avançados da artilharia no campo de batalha” explicou, em setembro de 2010, Orpheu Bertelli, voluntário da Força Expedicionária Brasileira, integrante da 1ª ELO, por ocasião das festividades dos 30 anos do Esquadrão Puma, sediado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, cuja origem é a heróica 1ª. ELO. Cessada a participação do Brasil na Segunda Guerra, a 1ª ELO compartilhou suas missões no território nacional com os EMRA – Esquadrões Mistos de Reconhecimento e Ataque, ativos até o início da década de 80 no século XX.

AVIAÇÃO DE RECONHECIMENTO AÉREO
É uma tarefa tipicamente militar, que tem o propósito de obter informações sobre as atividades inimigas e o ambiente operacional, a partir de plataformas aeroespaciais.
O Reconhecimento Aéreo tornou-se uma ferramenta essencial para o Emprego do Poder Aéreo, pois possibilita a produção de conhecimentos, que alimenta o processo decisório em todos os níveis da guerra. O Reconhecimento Aéreo na FAB nasceu em 1947, com a ativação do 1°/10º Grupo de Aviação de Reconhecimento-Foto e expandiu suas atividades em 1956, com a criação do 6º Grupo de Aviação, constituído pelo 1º/6º Grupo de Aviação, dedicado à Busca e Salvamento, e o 2º/6º Grupo de Aviação, ao Reconhecimento Fotográfico.
Atualmente, há três esquadrões da FAB voltados ao reconhecimento, o mais novo é o "Guardião", baseado em Anápolis, GO, e que opera os Embraer R-99A e R-99B. Os R-99A são aeronaves de Alerta Aéreo Antecidado e Controle, dotadas de um potente radar Ericsson Erieye em seu dorso. Esse avião tem a capacidade de detectar qualquer aeronave que tenha invadido o espaço aéreo brasileiro, mesmo em baixas altitudes, o que garante a soberania do nosso espaço aéreo. Já o R-99B é uma avançada aeronave de sensoriamento, capaz de fornecer imagens e informações eletrônicas sobre objetivos no solo em tempo real. O esquadrão "Carcará" está sediado na Base Aérea do Recife e é empregado no cumprimento das missões de reconhecimento foto, visual e meteorológico. O esquadrão opera os R-95 Bandeirante e os R-35A Learjet.
O Esquadrão "Poker", baseado em Santa Maria, RS, é a única unidade da FAB que tem por missão principal o reconhecimento tático, operando desde 1999 as aeronaves Embraer RA-1A/B AMX. O esquadrão realiza o Reconhecimento Tático como função primária e mantém a capacidade de ataque, interdição e apoio aéreo aproximado.

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Segurança Aérea

Balões são perigo para a aviação
Uma ameaça ronda o espaço aéreo das cidades: os balões. É um crime ambiental que prevê pena de até três anos de prisão e multa.
No Brasil, só no ano passado, 116 foram vistos por pilotos próximos a aeroportos. Mas é quando caem que eles provocam ainda mais estragos.
Nessa época do ano, o número de balões costuma aumentar por causa das tradições juninas. Um levantamento feito pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou o Rio de Janeiro e São Paulo como as cidades brasileiras que mais soltam balões.
Em 2010, 52 deles foram vistos sobre o Aeroporto de Cumbica. No Rio de Janeiro, 19 passaram sobre o Aeroporto do Galeão. Para se ter ideia do tamanho do risco, se um avião comercial a uma velocidade de 300 km/h bater em um balão pequeno, de 15 quilos, o impacto é de aproximadamente 3,5 toneladas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Oshkosh 2011

Brasileiros se preparam para o mega evento da aviação mundial
Grupos de brasileiros planejam visitar o EAA Airventure 2011 em Oshkosh, maior evento da aviação experimental mundial. Um dos grupos é coordenado pela Candiota Operadora de Turismo. Segundo nota no endereço eletrônico desta agência, o Boeing 787 Dreamliner estará na feira, no dia 29 de julho de 2011, mostrando aos entusiastas da aviação um exemplo da nova geração de aviões de transporte de passageiros. Será a primeira vez que o público poderá visitar o 787 por dentro.
EAA AirVenture Oshkosh é o nome da maior festa da aviação mundial. O evento, até pouco tempo, era conhecido simplesmente como Oshkosh, nome da cidade sede, localizada no centro norte dos Estados Unidos, Estado de Wisconsin, região dos grandes lagos. Oshkosh está a algumas horas da fronteira com o Canadá e a pouco mais de duas horas de carro, do Aeroporto de Chicago O'Hare, um dos maiores e mais movimentados aeroportos do mundo. Oshkosh é a meca da aviação. São mais de 10 mil aviões, num único aeroporto, e 800.000 mil visitantes no espaço de apenas uma semana! Durante essa semana, o Aeroporto de Oshkosh se transforma no mais movimentado do mundo, com 5 vezes mais tráfego que o Aeroporto O`Hare, de Chicago, o mais movimentado durante o ano. (Só para dar uma idéia, o total da frota brasileira não chega a doze mil aeronaves).Trabalham na organização deste mega evento, mais de sete mil voluntários. A organização, no ar e no solo, é impressionante.São milhares de aeronaves, de todos os tipos. Dos mais antigos e raros aviões até caças de última geração. Aviões da Primeira e da Segunda Guerra Mundial podem ser vistos, às centenas, como se tivessem saído da fábrica ontem. São os chamados warbirds. Aviões experimentais, também conhecidos como homebuilts (feitos na garagem de casa), ultra-leves, helicópteros, aeromodelos, feira de peças aeronáuticas novas e usadas. O que você imaginar, que tiver alguma relação com aviação, você vai achar em Oshkosh. Encontra-se desde um trem de pouso de um velho bombardeiro B-17 até instrumentos com tecnologia de ponta, os chamados aviônicos.Um dos pontos altos das tardes de Oshkosh são os shows aéreos com simulações muito reais de combates aéreos (dogfights), além de bombardeios realizados por aviões da II Guerra Mundial e pelos primeiros jatos que operaram na Guerra da Coréia. As demonstrações prosseguem com Sea Harriers (de decolagem vertical), F-14 Tomcats (do filme Top Gun), F-15, F-16, bi-planos com barulhentos motores radiais, paraquedistas, enfim, uma festa para os olhos. Oshkosh é o evento mais fotografado do mundo.

Visite: www.candiota.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

Pioneiros

ANTÔNIO GUEDES MUNIZ
Nascido em 12 de Junho de 1900 em Maceió, Antônio Guedes Muniz foi um pioneiro da indústria aeronáutica brasileira.
Sua primeira grande missão na carreira militar foi em 1922 no levante do Forte de Copacabana como oficial de ligação entre o Campo dos Afonsos, o Forte de Copacabana e a Escola Militar.
Durante o período em que trabalhou no Campo dos Afonsos, Guedes Muniz ficou responsável por tarefas relacionadas à manutenção das pistas de pouso e dos aviões da Escola de Aviação do Exército. O interesse crescente no setor fez com que fosse estudar engenharia aeronáutica em Paris.
Foi durante seu curso em Paris que Guedes Muniz projetou suas três primeiras aeronaves, mas somente a terceira iria ser construída. Também chegou a atuar nas três principais empresas francesas da época: Caudron, Faerman e Potez.
Nesta fase de sua vida obteve recursos com o Governo Federal e a companhia Caudron para construir seu avião Muniz M5. Em 10 de Julho de 1931 a nova aeronave é apresentada para a sociedade, em solenidade no campo dos Afonsos.
Em 1936 entrega os primeiros exemplares do Muniz M7, biplano para dois tripulantes destinado para treinamento de pilotos.Esta foi a primeira aeronave a ser produzida em série no Brasil pela Companhia Nacional de Navegação Aérea.Primeira série de aviões Muniz M7. Entrega na Ilha do Engenho.

Em 1942, em plena guerra, assina o acordo com a Wright Aeronautic Corporation para a fabricação dos motores Wright com incentivos financeiros e assistência técnica dos EUA.
Em 1958 publicou o livro Um mundo mais humano.
Faleceu em 28 de junho de 1985.
Em 2000, postumamente, é feito Patrono da Indústria Aeronáutica Brasileira.

Fonte: www.museutam.com.br

Pesquise: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA de 25/04/10

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aeroclube de Várzea Grande - Aerovag

O Aeroclube de Várzea Grande - Aerovag, fundado em 14 de Abril de 1991, é uma associação civil com patrimônio e administração próprios, com serviços locais e regionais, cujos objetivos principais são o ensino e a prática da aviação civil, de turismo e desportiva em todas as suas modalidades, podendo cumprir missões de emergência ou de notório interesse da coletividade.
O Aeroclube de Várzea Grande não tem finalidade lucrativa, nem remunera seus dirigentes, direta ou indiretamente, não respondendo seus sócios solidária nem subsidiariamente pelos compromissos assumidos.
Os sócios, com direitos e deveres iguais, salvo as condições estabelecidas em estatuto, serão: fundadores, honorários, beneméritos, remidos ou efetivos.
Poderão ser sócios honorários vultos eminentes, nacionais ou estrangeiros, que se distinguiram por feitos notáveis ou contribuído relevantemente para o progresso da aeronáutica.
Como beneméritos, serão considerados os que, pertencendo ou não ao quadro social, prestaram destacados serviços à entidade, cuja escolha, feita pela diretoria, deverá ser homologada por 2/3 (dois terços), no mínimo, dos sócios presentes a uma assembléia geral.AEROVAG
Rua Viracopos Nº 6
Bairro Jardim Aeroporto
CEP: 78125-045
Várzea Grande - MT
Para maiores informações entre
em contato pelo telefone: (65) 3682-0567
e-mail: aerovagmt@yahoo.com.br

CURSOS:

PILOTO PRIVADO (PPA)
Requisitos:
Idade Mínima: 17 anos p/ inicio (OBS: 18 anos para solar)
Escolaridade: 1º ou 2º Grau Completo/Superior
Certificado de Capacidade Física (CCF)

EXAME MÉDICO
Todos os alunos no início do curso deverão passar por exames com médico credenciado pela ANAC para obtenção do CCF (Certificado de Capacidade Física - 2ª Classe).

CURSO TEÓRICO
O curso teórico será realizado em escolas homologadas pela ANAC (Aerovag), e ao término deste, o aluno será submetido ao teste aplicado pela Agência Nacional de Aviação Civil, e após a aprovação receberá o Certificado de Conhecimentos Teóricos, (CCT), estando ápto a iniciar a parte prática.

CURSO PRÁTICO
No mínimo 35 horas de voo. Após concluído, o aluno se submeterá ao exame prático para obtenção do CHT (Certificado Habilitação Técnica).

TÉRMINO DO CURSO
O curso de Piloto Privado terá seu término após a conclusão das horas de voo, e logo em seguida será feito o voo de cheque, realizado com um checador credenciado pela ANAC, onde o aluno aprovado recebe a CHT (Certificado de Habilitação Técnica).

DOCUMENTOS PARA MATRÍCULA NO AEROVAG
2 Fotos 3X4
Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento
CPF (se menor, CPF do responsável)
Certificado de Escolaridade 1º Grau (para PPA) e 2º Grau Completo/Superior (para PCA)
Titulo de Eleitor
Certificado de Reservista ou Alistamento Militar
Autorização do Responsável se Menor de 18 anos (assinar e reconhecer Firma)
Certificado de Capacidade Física (CCF)
Comprovante de residência

PILOTO COMERCIAL/IFR (PCA/IFR)
Requisitos:
Idade Minima: 18 anos
Escolaridade: 2º grau completo ou Superior
Certificado de Capacidade Física
CHT de Piloto Privado

CURSO TEÓRICO
O curso teórico (obrigatório para PC/IFR) será realizado em escolas homologadas pela ANAC, e ao término deste o aluno sera submetido ao teste aplicado pela ANAC, e após a aprovação receberá o Certificado de Conhecimento Teórico (CCT). Com as seguintes matérias:

- Conhecimentos Técnicos das Aeronaves
- Meteorologia
- Teoria de Voo
- Regulamentos de Tráfego Aéreo
- Navegação Aérea
- Instrução aeromédica
- Segurança de Voo
A frequência mínima é de 75% em cada uma das disciplinas

EXAME MÉDICO
Realizar inspeção de saúde para obter o CCF de 1º classe.

CURSO PRÁTICO
Serão 150 horas de voo que se dividem em:

35 horas de PP (Mínimo)
110 horas de PC, divididas em: 20 horas em comando de vôo local
70 horas de navegação em comando incluindo uma navegação de no minimo 300 milhas (dentre elas 5 horas noturna visual)
40 horas IFR das quais 20 podem ser abatidas por 25 horas em simulador homologado. (As horas IFR podem ser feitas 5 horas monomotor e 15 horas multimotor no caso de curso Multi/IFR)

INSTRUTOR DE VOO
Requisitos:
Idade Minima: 18 anos
Escolaridade: 2º grau completo ou Superior
Certificado de Capacidade Fisica
CHT de Piloto Comercial

CURSO TEÓRICO
O curso teórico será realizado em escolas homologadas pela ANAC, e ao término deste o aluno sera submetido ao teste aplicado pela ANAC, e após a aprovação receberá o Certificado de Conhecimento Teórico (CCT).

CURSO PRÁTICO
21,5 horas de vôo em aeronave de preferência do tipo convencional

ADAPTAÇÃO EM MULTIMOTOR
Certificado de Capacidade Física
CHT de Piloto Privado (mínimo)
15 horas de voo em aeronave multimotora, sendo que as 3 ultimas horas no tipo da aeronave que será usada no voo de cheque.

Visite: www.aerovag.com.br

domingo, 19 de junho de 2011

Especial de Domingo

Os 89 anos da Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul

A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul realizou-se no período de 30 de março a 17 de junho de 1922. Constituiu um importante e inusitado acontecimento e um memorável marco histórico nos anais da navegação aérea, em nível mundial. No ano de 1922 comemorava-se o Centenário da Independência do Brasil, excelente ocasião para realizar o inolvidável voo ligando Lisboa ao Rio de Janeiro, então Capital do Brasil. As seculares relações de amizade entre Portugal e o Brasil – afinidades culturais de língua, de religiosidade e de sentimentos – e as constantes tentativas para uma maior aproximação entre as duas nações irmãs despertaram em Sacadura Cabral, alma de aviador e de desbravador, o desejo incontido de tentar a viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro, repetindo, assim, pelo ar, a viagem marítima do célebre navegador português Pedro Álvares Cabral, alguns séculos antes. Assim, a evocação do passado, com a descoberta do Brasil, em 1500, passou a ser uma referência obrigatória no quotidiano dos protagonistas e observadores da heróica viagem. O paralelismo entre as caravelas e o hidroavião, entre o insigne navegador Pedro Álvares Cabral(1467 – 1520) e a dupla de notáveis e destemidos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral,entre o quadrante náutico e o sextante aéreo, símbolos da ligação imorredoura entre Portugal e Brasil, denotam duas épocas, duas histórias, dois marcantes acontecimentos.Partindo de Lisboa no hidroavião Lusitânia, o piloto Sacadura Cabral (1881–1924) e o navegador Gago Coutinho(1869–1959) percorreram 8.383km em 62h 26min de voo, fazendo escalas em Las Palmas, Gando, São Vicente, São Tiago, Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, Recife, Salvador, Porto Seguro, Vitória e Rio de Janeiro. A aeronave utilizada nessa incrível façanha era um monomotor Fairey III-D de 350cv. A chegada ao Brasil e o regresso a Portugal foram motivos de grandes apoteoses. Naquele momento não eram habituais grandes viagens sobre o mar, e sem pontos de referência na água ou em terra. A navegação astronômica tornou-se,a partir dessa magnífica epopéia,condição básica para o progresso da aviação e, consequentemente, importante fator de desenvolvimento dos povos. Gago Coutinho e Sacadura Cabral formaram uma dupla muito especial e altamente criativa, desenvolvendo, em conjunto, um curioso equipamento que denominaram “Corretor de Rumos”, que permitia plotar a deriva do avião e calcular o rumo verdadeiro, com excelente precisão. Tinha a dimensão equivalente aos dias de hoje, 2011, com o emprego do GPS, sistema de posicionamento global por satélite. Utilizaram também o “Sextante de Horizonte Artificial”. Este sextante resultou de uma adaptação do clássico sextante de marinha, realizada em 1919 por Gago Coutinho, mediante a aplicação de um nível de bolha de ar e de um espelho auxiliar para refletir a imagem da bolha.Este dispositivo permitia assim definir um plano horizontal. Esta invenção, até então inédita, revolucionaria os métodos de navegação aérea, permitindo realizá-la com precisão, sem qualquer auxílio exterior. Era o nascimento do que proporcionaria o atual horizonte artificial, para o voo por instrumentos.

Resumo da viagem
A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul foi efetuada sem o apoio de qualquer navio auxiliar, nem tampouco a bordo dos hidroaviões “Fairey” existia qualquer aparelho de radiotelegrafia. Na navegação da Travessia, feita fora da linha normal de navegação marítima, apenas se observou o Sol e a bordo do avião praticou-se a navegação como se estivesse a bordo de um navio isolado, dependente apenas da utilização da bússola, dos cronômetros e do sextante português. Os cálculos da posição foram feitos por processos especiais e muito rápidos, criados pelos aeronautas portugueses e, assim, a posição não levava mais de três minutos para ser encontrada. Estes processos permitiram o traçado de 40 retas de altura durante as 11 horas e 20 minutos de voo que durou a etapa crítica Porto Praia – Penedo de São Pedro, numa extensão de 1.700 km. Durante a Travessia Aérea do Atlântico Sul, os notáveis aviadores estiveram sem avistar terra durante 36 horas e 44 minutos e, durante este tempo, foram observados 96 grupos de alturas do Sol, ou seja, um grupo para cada 23 minutos. Durante a Travessia foram percorridas 4.527 milhas náuticas em 62 horase 26 minutos de voo, ou seja, a uma velocidade média, por hora, de 72,5 milhas náuticas por hora. O monumento evocativo do memorável feito histórico pode ser visto em Lisboa, próximo à Torre de Belém, e representa o “Santa Cruz”, o hidroavião que concluiu a épica viagem iniciada em 30 de março de 1922 com o “Lusitânia”. Este afundou em 18 deabril junto aos Penedos de São Pedro e São Paulo. A Travessia prosseguiu com o hidroplano “Portugal”, que também se perdeu na mesma área, em 11 de maio, sendo substituído pelo “SantaCruz”, que, finalmente, chegou a Recife em 5 de junho e, posteriormente, ao Rio de janeiro, em 17 de junho. O Museu de Marinha, em Lisboa, acolhe em seu precioso acervo o hidroavião “Fairey”, o único aeroplano sobrevivente da perigosa Travessia, eque foi batizado de “Santa Cruz” pela esposa do então Presidente do Brasil, Dr. Epitácio Pessoa.Embora a fragilidade dos hidroaviões utilizados obrigasse os insignes aeronautas a deixar pelo caminho o “Lusitânia” e o “Portugal”, esta temerária e atribulada Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, em que os nobres aviadores estiveram muito perto de perder a vida, teve o mérito de comprovar a eficácia e o valor dos processos desenvolvidos por Gago Coutinho para a navegação aérea, assim como o bom desempenho do “Sextante de Bolha”, por ele inventado, e do “Corretor de Abatimento”, concebido em parceria com Sacadura Cabral. Com garra, coragem, determinação, aguçada inteligência, profissionalismo, e comovente denodo, completaram, em 1922, a Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro. Proeza alcançada não somente devido à coragem e ao espírito aeronáutico, mas também aos instrumentos de navegação por eles criados e até então inexistentes.

Fonte: A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul

Autor: Manuel Cambeses Júnior, Coronel-Aviador e membro do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

Pesquise: http://www.incaer.aer.mil.br/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf

sábado, 18 de junho de 2011

Carreiras na Aviação

Um voo alçado para a história
Entre a conquista de ser a primeira mulher a pilotar um jato de caça e a realização de um sonho de infância, a jundiaiense Carla Alexandre Borges vive o que considera como sua melhor fase na aviação. Uma mulher de poucas palavras e que revela certa timidez. Mas com ousadia o suficiente para entrar para a história da aviação brasileira como a primeira piloto de uma aeronave de caça. A jundiaiense Carla Alexandre Borges, 28 anos, atualmente vivencia o que revela ser um sonho de infância. “Desde criança eu gostava muito de aviões e sempre desejei ser piloto”, diz, com simplicidade.Com foco nos estudos e centrada em seus objetivos, Carla foi muito além do que poderia sequer imaginar quando era apenas uma garotinha sonhadora. No dia 3 de maio de 2011, ela pilotou um jato de caça modelo AMX - uma aeronave de ataque tático e estratégico. O voo, além de repleto de significados pessoais para a jundiaiense, a consolidou como membro do esquadrão de primeira linha do 16º Grupo de Aviação Adelphi (base em Santa Cruz, no Rio de Janeiro) e a fez entrar para a história, já que nenhuma outra mulher havia alçado voos tão significativos na aviação de caça da FAB (Força Aérea Brasileira). “O voo solo traz uma confiança grande, é bem representativo”, avalia Carla, completando: “E com um caça o voo é diferente, não é só decolar e chegar ao destino. É emocionante, exige maior concentração e preparo.”São essas as características da aviação de caça que mais atraem a piloto jundiaiense. “A adrenalina é indescritível”, enfatiza. Um jato de caça chega a mil quilômetros por hora de acordo com Carla. E o voo exige muito preparo e planejamento. “Você voa muito próximo ao chão, tem que saber muito bem o que está fazendo porque improvisar alguma manobra é praticamente impossível”, afirma a piloto. Antes de assumir o comando do jato, além do preparo teórico, foram necessárias horas e horas de treino em simuladores. “Cada modelo de aeronave tem o seu próprio simulador e essa é uma etapa fundamental para o nosso preparo”, salienta Carla. Trajetória de sucesso. O primeiro passo de Carla rumo à realização de seu sonho foi dado em 2003, quando entrou para a Academia da Força Aérea, em Pirassununga. Aos 19 anos, a jundiaiense fez parte da primeira turma de mulheres do curso de Formação de Oficiais Aviadores. Até então, a mulher se fazia presente na FAB apenas em funções administrativas e na área da saúde (médicas, dentistas, farmacêuticas). Em 2007, foi o momento de escolher que caminho exatamente seguir dentro da corporação. Segundo Carla, há uma classificação que encaminha as pilotos para a aviação de transporte, helicópteros ou caça. Foi assim que a jundiaiense seguiu para Natal (RN), onde fez um curso específico para pilotos da aviação de caça. Pouco tempo depois, Carla seguiu para Boa Vista (RR), cidade em que permaneceu durante três anos e onde pilotava uma aeronave modelo 29. “Um voo é sempre diferente do outro e o desafio se faz presente em todos”, revela. Ao todo, mais de 74 mil pessoas integram a FAB. As mulheres representam 12,78% do total (9.524).22 é o número de oficiais aviadoras formadas pela FAB. Em formação, há 31 mulheres no momento de acordo com dados da assessoria de imprensa.

Texto:Michele Stella

Fonte: www.redebomdia.com.br, 10/6/11

Visite: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação de 07/05/2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Tecnologia

Centro de Lançamento de Alcântara lança foguete com sucesso
A Operação faz parte de um projeto da Agência Espacial Brasileira para a produção de foguetes com tecnologia nacional.

O primeiro foguete de treinamento (FTB) da Operação Falcão I foi lançado com sucesso na tarde de ontem (16/06) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Mais um lançamento está previsto para hoje (17/06). O objetivo principal da operação, que termina no dia 22 de junho, é permitir o treinamento das equipes técnicas nos procedimentos operacionais que envolvem o envio ao espaço de um veículo lançador de satélites (VLS), por exemplo.
“O objetivo é desenvolver e certificar foguetes instrumentados para treinamento do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) visando o aprimoramento e a manutenção da capacidade operacional para o cumprimento das atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)”, explica o diretor do CLA, Coronel Aviador Ricardo Rodrigues Rangel.
Os treinamentos proporcionados pelas campanhas de lançamento dos veículos FTB, segundo o diretor do CLA, viabilizam a preparação do Centro de Lançamento de Alcântara para operações de maior porte, com é o caso do VLS (Veículo Lançador de Satélites, uma família de foguetes desenvolvida no Brasil com a finalidade de colocar um satélite na órbita da Terra. ) e do Cyclone 4 (foguete lançador de satélites desenvolvido pela Ucrânia).
O Coronel Ricardo Rangel explica que essas operações são fundamentais para os Centros de Lançamento, pois permitem o treinamento das equipes técnicas, a manutenção dos meios operacionais e a identificação de novos procedimentos técnicos, incluindo as áreas de preparação, integração, lançamento, rastreio, coordenação operacional, meios aéreos e marítimos de esclarecimento, mecanismos de resgate e evacuação aeromédica, segurança de superfície e de voo.
“Só para ter uma idéia da importância dos foguetes de treinamento, antes de se realizar um lançamento do VLS, todos os meios operacionais deverão ser testados, inclusive o sistema de terminação de voo, que poderá ser avaliado com o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário, que é equipado com telemetria na banda "S", transponder na banda "C" e sistema de terminação de voo, além de 30kg disponíveis para experimentos”, afirma o Coronel Ricardo Rangel.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo.
Segundo o Coordenador-Geral da Operação, Tenente Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, o foguete lançado ontem atingiu seu apogeu a pouco mais de 34,426Km, e impacto a 22,4 quilômetros da costa, em alto-mar.
Várias etapas precedem o lançamento de um foguete de treinamento. O pré-lançamento envolve a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e um teste dos meios operacionais do CLA para a realização da operação. A etapa seguinte é composta do Ensaio Geral - que define os tempos de cada atividade - e os testes das cronologias simuladas e reais para evitar prováveis erros no lançamento real. A elaboração do Relatório Final da Operação encerra as atividades.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo. A duração do vôo, que compreende da decolagem até o impacto, está estimada em 2,5 minutos, com apogeu aproximado de 30 Km.

Etapas do lançamento
Fase de pré-lançamento - engloba a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e teste dos meios operacionais do Centro para a realização da Operação.

Fase de lançamento - contempla o Ensaio Geral, as Cronologias Simuladas e Reais, incluindo o Lançamento do veículo FTB.

Fase de pós-lançamento - engloba a manutenção e preparação dos meios utilizados, para as próximas operações e, eventualmente, a desmontagem do foguete em caso de cancelamento da operação.

Fonte: CLA/Agência Força Aérea

terça-feira, 14 de junho de 2011

Videoteca Ninja

Varig anos 60:
Pedro Álvares Cabral

video
Filme de 1967, foi censurado em Portugal pela ditadura de Salazar. A intenção da Varig era se contrapor às investidas da Air France - que estava ganhando uma fatia cada vez maior dos voos internacionais. Na época, o Departamento de Propaganda da Varig, tendo a frente Ivan Siqueira, criou a campanha em desenho animado com: Pedro Álvares Cabral, Sherlock Holmes e Dom Quixote. Sua meta era atingir: Portugal, Inglaterra e Espanha. "Sherlock Holmes" e "Dom Quixote" seriam veiculados apenas no Brasil, mas "Pedro Álvares Cabral" entraria em Portugal. O público alvo seria a colônia portuguesa que aqui residia e seus parentes e amigos que ficaram na Europa. A censura portuguesa retirou o comercial do ar, alegando que a Varig ofendia a personalidade histórica de Pedro Álvares Cabral. Mas, circulava a informação de que a TAP teria pressionado o Governo de Salazar a retirar o comercial do ar, para afastar a concorrente.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tráfego Aéreo

Controle do espaço brasileiro é seguro para Copa e Olimpíadas
Com treinamento de pessoal e investimento em equipamentos, o Brasil estará pronto para o aumento do volume de tráfego aéreo até a Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016). A informação foi dada pelo Tenente Brigadeiro do Ar Ramon Borges Cardoso, Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), no dia 01 de junho de 2011, durante apresentação em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília.
"Nós não vemos problema em fazer o atendimento a não só os voos desses eventos, mas também a toda a demanda", afirmou o Brigadeiro. Isso é possível porque o DECEA segue um planejamento estratégico para conseguir cumprir sua missão mesmo com o aumento anual de 12,5% que o Brasil vem tendo no movimento aéreo. Entre 2000 e 2010, foram investidos R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008.
O Diretor-Geral explicou ainda que o país conta atualmente com 6.987 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas. "Na parte específica de controladores nós estamos dando continuidade à formação da ordem de 300 por ano, que nos permite alcançar o número ideal que precisamos para atender a todos esses eventos", completou. Hoje, são 4.118 controladores em atividade, entre civis e militares.O Brigadeiro Ramon lembrou ainda dos investimentos em tecnologia. "Nós temos os equipamentos de acordo com o que existe de mais moderno no mundo", disse. Os destaques são o Sagitário, um novo software de controle do espaço aéreo, e o número de radares no Brasil. De acordo com o Diretor do DECEA, enquanto a China, outro país de dimensões continentais, possui apenas 60 unidades, o Brasil tem 170.Participaram da audiência parlamentares das Comissões de Defesa do Consumidor; de Viação e Transportes; e de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Além de perguntas, também foram feitos elogios ao trabalho do Comando da Aeronáutica. "Eu tive o privilégio de na semana passada visitar o CINDACTA I (Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) e o COMDABRA (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro). O que eu vi ali serve de orgulho para o povo brasileiro", disse o deputado Lázaro Botelho (PP/TO). O Deputado Romário (PSB/RJ), que também participou da visita, disse que ficou surpreendido. "A impressão foi a melhor possível", elogiou.
O deputado Otavio Leite (PSDB/RJ) explicou que se aprofundou muito no tema por ter sido co-autor do requerimento que em 2007 criou a Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema de Tráfego Aéreo e que hoje defende o modelo implantado no Brasil. "Eu acho que o controle do espaço aéreo no Brasil tem que ficar sob o comando da Aeronáutica", afirmou. O deputado José Luiz Stédile (PSB/RS) também defendeu o modelo integrado do controle do espaço aéreo no Brasil, em que a Aeronáutica faz tanto o gerenciamento do tráfego aéreo quanto as ações de defesa. "É fundamental para dar segurança, porque se você faz o controle em órgãos diferenciados, chega uma hora em que um sabe e o outro não sabe. É aí que o controle militar em contato direto com o civil é importante para a nação", explicou.

Fonte: Agência Força Aérea

domingo, 12 de junho de 2011

Especial de Domingo

12 de Junho
Dia do Correio Aéreo Nacional
Dia da Aviação de Transporte

Correio Aéreo Nacional: 80 Anos
Nos anos 1930, o Brasil recebeu uma série de aeronaves para treinamento de suas Aviações - Militar (Exército) e Naval (Marinha)- e enfrentou o desafio da integração nacional, adestrando e preparando suas equipagens, além de, seguindo uma tradição histórica iniciada no século 17, partir, pelo ar, para o desbravamento do interior do País, lançando-se na abertura de novas rotas aéreas, com o apoio do Departamento de Comunicações do então Ministério de Viação e Obras Públicas, que fazia o controle do movimento dessas e de outras aeronaves.Foi grande a participação das comunidades municipais, que, para auxiliar a nossa Aviação, escreviam o nome da cidade sobre o telhado das estações ferroviárias, como forma de orientar os aviões que seguiam para o interior do País. Nessa época, as facilidades e auxílios para a navegação aérea praticamente inexistiam.

A Histórica primeira Mala Postal
A 12 de junho de 1931, dois Tenentes da Aviação Militar - Nélson Freire Lavenére-Wanderley e Casimiro Montenegro Filho - pilotando um Curtiss Fledgling, saíram do Rio de Janeiro e chegaram a São Paulo, conduzindo uma mala postal (com 2 cartas). Nascia assim o Correio Aéreo Militar (CAM).Esse CAM, atualmente denominado Correio Aéreo Nacional (CAN), permanece com a missão de assegurar a presença da FAB nos mais diversos rincões do Brasil, o que levou o nosso Congresso, tocado por um forte espírito cívico, a exigir da Força Aérea Brasileira a continuidade da operação do Correio Aéreo Nacional, incluindo-o na Constituição de 1988.
Os fatos históricos permitiram que se criasse no País, no final da década de 30, uma atmosfera de questionamento sobre a arma aérea, e de que forma deveria ela ser administrada pela Nação.
Debates calorosos ocorreram, tanto no Clube Militar como através dos jornais da época, movidos por aviadores militares das duas Aviações Militares - Marinha e Exército - que buscavam defender posições: se as armas aéreas deveriam continuar no âmbito das duas Forças, ou se elas deveriam agrupar meios aéreos de ambas e constituir uma arma única e independente, vindo a ser a única a administrar a atividade aérea no Brasil.
A segunda corrente prevaleceu, tornando-se vitoriosa no dia 20 de janeiro de 1941, quando foi criado o Ministério da Aeronáutica, tendo como primeiro titular da pasta um civil - Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho. Esta foi a solução adotada pelo Governo de então para manter as duas Forças em harmonia.
Os anos seguintes permitiram um engrandecimento do setor aeronáutico brasileiro, tendo sido criada uma respeitável infra-estrutura por todo o País, aumentando a capacidade tecnológica e organizando toda a aviação civil e militar.
O Ministério da Aeronáutica manteve-se atuante até 10 de junho de 1999, quando foi criado o Ministério da Defesa. A partir de então, passou a ser denominado Comando da Aeronáutica, tendo como primeiro Comandante o Ten.-Brig.-do-Ar Walter Werner Bräuer.

O Correio Aéreo Nacional
Com a criação do Ministério da Aeronáutica em 20 de janeiro de 1941, pela fusão da antiga arma da Aviação Militar do Exército com a da Aviação Naval da Marinha, o Correio Aéreo foi transferido para este órgão e recebeu a denominação com que ficou conhecido: Correio Aéreo Nacional. A sua direção ficou afeta à Diretoria de Rotas Aéreas, cujo diretor foi o Brigadeiro Eduardo Gomes. A partir de então, em abril de 1943 as linhas foram estendidas até ao rio Tocantins e Belém do Pará, e desta última até Caiena, com escalas em Macapá e Oiapoque. Em maio de 1945 foi aberta uma nova linha internacional, que ligava a região Centro-Oeste a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
O grande impulso do CAN registrou-se após o término da Segunda Guerra Mundial, com a entrada em serviço das aeronaves bimotoras monoplano C-45 Beechcraft e Douglas C-47, com maior capacidade de carga e autonomia de voo.No ano seguinte, a linha para a Bolívia era estendida até à capital, La Paz, empregando aeronaves C-47 no trajeto Rio de Janeiro - São Paulo - Três Lagoas - Campo Grande - Corumbá - Roboré - Santa Cruz de la Sierra - Cochabamba - La Paz. Em 1947 foi aberta a linha que conduzia ao então território do Acre; em 1951, a linha internacional para Lima, no Peru. Em novembro de 1952 era aberta a linha para o rio Araguaia, inciando-se o apoio do CAN aos postos do antigo Serviço de Proteção ao Índio na rota Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Uberaba - Goiânia - Aruanã - Conceição do Araguaia - Las Casas - Gorotire. Nesse mesmo ano era aberta a linha Rio de Janeiro - Manaus, que se estendia até Boa Vista e, em seguida, a linha até ao Rio Negro, esta com o emprego dos lendários monoplanos bimotores anfíbios CA-10 Catalina. A função desta linha era a de apoiar as populações indígenas e as missões religiosas nos vales dos rios Negro e Uaupés. Estas aeronaves seriam posteriormente transferidas da Base Aérea do Galeão para a Base Aérea de Belém, intensificando o serviço na região Amazônica, assim como o apoio aos pelotões de fronteira do Exército e às populações ribeirinhas.
Em 1956, foi aberta a linha para Montevidéu, no Uruguai; em 1957, uma linha internacional especial até à região do canal de Suez para atender o chamado "Batalhão Suez" que, a serviço das Forças de manutenção da paz das Nações Unidas, se encontrava em operações na Faixa de Gaza. Esta última foi atendida mensalmente com o recurso a aeronaves monoplano quadrimotores B-17 durante três anos, até à entrada em operação dos Douglas C-54.
Em 1958, eram iniciadas as linhas para Quito, no Equador, e para os Estados Unidos da América.

Aeronaves
Com a entrada em operação dos quadrimotores Douglas C-54, e posteriormente dos Douglas C-118 na Força Aérea Brasileira, com maior capacidade de carga, maior autonomia de voo e melhores aviônicos, iniciou-se uma nova etapa para o CAN. Puderam ser melhor atendidas as linhas que ultrapassavam a cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico.
Com o C-54, em 1960, foi aberta a linha para Santiago do Chile, com escala em Buenos Aires. Em meados da década de 1960, foram adquiridas, na Grã-Bretanha, aeronaves turbohélice Avro C-91, que viriam a substituir as Douglas C-47 e as Beechcraft C-45 em determinadas rotas. Também nesse período, em 1965, entram em operação os Lockheed C-130 Hercules, que não apenas ampliaram o raio de ação do CAN, mas também a sua capacidade de transporte de pessoal, carga e equipamentos pesados, não apenas para todos os quadrantes do território brasileiro, mas que, na década de 1980 alcançaram o continente Antártico, no contexto do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).Em 1968 entraram em operação as aeronaves bimotor turbohélice C-115 Buffalo, que pela sua robustez e versatilidade atenderam principalmente a região Amazônica. Posteriormente, na década de 1980, entraram em operação aeronaves Embraer C-95 Bandeirante e C-97 Brasília, que passaram a atender muitas das linhas vicinais do CAN. Para o atendimento às linhas-tronco, em 1985 foram adquiridas à Varig quatro Boeing 707, ampliando a eficácia no atendimento logístico e de trasporte de pessoal.
Em 2004, entraram em operação os birreatores Embraer ERJ-145, substituido os Avro C-91, iniciando-se novas linhas internacionais.Mais recentemente, para atendimento aos pontos extremos do território, entraram em operação os bimotores turboélice C105-A Amazonas e Cessna C-98 Caravan, devido às suas capacidades de pouso e decolagem em pistas curtas.Herança de pioneirismo e visão de futuro legadas desde 1931, o CAN tem executado, ao longo de várias décadas, um trabalho de integração das regiões mais afastadas, e tem possibilitado a presença da ação governamental em todos os cantos do País.
Esta obra adquiriu tal relevância para o corpo social brasileiro que, em todas as Constituições Federais promulgadas desde a criação do Correio Aéreo, consta esse serviço como atribuição expressa do Comando da Aeronáutica.
A Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira cumpre as missões relacionadas ao CAN usando vários tipos diferentes de aeronaves no atendimento às comunidades situadas, principalmente, na Amazônia e no Pantanal. Lá, onde a distância e as carências de toda ordem se fazem mais significativas, o transporte de remédios, de alimentos e de pessoas configura a indispensável participação do Comando da Aeronáutica na integração e no progresso do nosso País.

Fontes: www.fab.mil.br e wikipédia

sábado, 11 de junho de 2011

Aeronaves

Aeronaves Leves Esportivas é a nova categoria no Brasil
A partir de 1º de junho de 2011, a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil começou a implantar, de forma experimental, a nova categoria de aeronave intitulada Aeronaves Leves Esportivas (Light Sport Aicraft, na sigla em inglês) e que substituirá a categoria dos atuais ultraleves. A introdução da categoria abre a possibilidade de comercialização de aeronaves não-certificadas entregues prontas ao comprador e incentivará o surgimento de novos fabricantes.
Na nova classificação, a aeronave será menos complexa (por exemplo, o trem de pouso e o passo da hélice serão fixos) e mais leve (o peso máximo de decolagem será até 600 kg, contra 750 kg dos atuais ultraleves) e terá que cumprir normas internacionais. Todas as normas adotadas serão da ASTM (American Society for Testing and Materials, órgão norte-americano de normatização), desenvolvidas junto com à autoridade americana de aviação civil e ao público geral.
Nesta fase inicial, a emissão dos certificados para aeronaves leves esportivas experimentais não mudará os certificados de piloto, permanecendo as mesmas habilitações utilizadas hoje para aeronaves ultraleves: o Certificado de Piloto Desportivo ou um Certificado de Piloto de Recreio, que são os certificados mais simples e acabam servindo como porta de entrada de vários pilotos no mundo da aviação.
A ANAC ressalta que a categoria leve esportiva inclui dois tipos de aeronaves: experimentais e especiais. No atual momento serão emitidos exclusivamente certificados das experimentais – no caso das especiais, que podem executar atividades remuneradas, serão implantadas apenas após a publicação de toda a regulamentação relacionada com tal categoria.
A criação da nova categoria faz parte de um esforço da ANAC para revisão e atualização da legislação sobre aeronaves esportivas. Apesar de a regulamentação da categoria ainda não estar totalmente publicada, a ANAC decidiu que há previsão no texto em vigor (especialmente no RBHA 103A) para que as mudanças comecem a ser executadas imediatamente.

Fonte: www.anac.gov.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carreiras na Aviação

Gol abre inscrições para programa de estágio
A Gol abriu 20 vagas de estágio do Programa Gol de Talentos. As inscrições vão até o dia 24 de junho de 2011 e podem ser realizadas pelo site www.voegol.com.br ou no endereço eletrônico da Dreves & Associados www.dreves.com.br. A empresa busca pessoas alinhadas aos seus princípios, que saibam trabalhar em equipe, comprometidas e bem informadas. Além disso, valoriza o dinamismo, a proatividade e ideias arrojadas que tragam resultados diferenciados ao negócio.As vagas estão distribuídas nas diversas áreas de negócio da empresa, como foco em desenvolver competências importantes para um profissional de alta performance. Para isso, os estagiários serão envolvidos em treinamentos específicos, além de ter a oportunidade de desenvolver e implementar um projeto relevante para a companhia.Estudantes devem atender aos requisitos: Conclusão de curso prevista para 07/2013; Inglês intermediário (obrigatório) e espanhol (desejável); Disponibilidade de 6 horas diárias para trabalhar. Vagas disponíveis para São Paulo e Minas Gerais (Hangar de Confins). Há oportunidades em diversas áreas da GOL e os segmentos de atuação serão definidos de acordo com o perfil técnico e comportamental.
O estagiário receberá: Bolsa-auxílio compatível com o mercado, Vale-transporte, Vale-refeição, Recesso remunerado, Benefício viagem.

Visite: www.voegol.com.br e www.dreves.com.br

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jogos Mundiais Militares - Rio 2011

Rally aéreo envolve 10 países
Os 5º Jogos Mundiais Militares terão, no dia 17 de julho de 2011, dez países envolvidos em um desafio em alta velocidade. Aviões A-29 Super tucano vão cortar os céus do Rio de Janeiro, mostrando a habilidade de pilotos e de navegadores no rally aéreo, a prova especial da modalidade do Pentatlo Aeronáutico. A competição terá início às 9h, no Campo dos Afonsos e vai terminar na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), na Zona Oeste da cidade.
O rally aéreo testa os conhecimentos dos atletas em navegação militar e operacional. Cada equipe é composta por quatro militares, que fazem o planejamento da navegação duas horas antes da decolagem. Os aviões irão decolar de 20 em 20 minutos, cinco decolagens pela manhã e outras cinco a tarde.Na prova, o piloto tem de passar por três pontos no circuito, em formato de um triângulo, em uma média de 40 minutos. O país-sede da competição fornece os pilotos e as aeronaves. Quem compete no rally aéreo é o navegador, que passa todas as instruções em inglês pela fonia para o comandante do avião. Parece fácil, mas não é pelo simples fato de que o Super tucano precisa sobrevoar os dois pontos de controle na posição vertical. Se ele estiver atrasado ou adiantado, o país competidor perde pontos, assim como se estiver na lateral.
A equipe brasileira de Pentatlo Aeronáutico está otimista com a prova, já que vem de uma sequência de bons resultados nos mundiais. Neste ano, o grupo obteve a primeira colocação no Campeonato Nórdico de Pentatlo Aeronáutico. No rally aéreo, o navegador é o Capitão Eduardo Utzig Silva.
“A chance de conquistar o primeiro lugar na competição é muito grande. O Brasil conquistou o 2º lugar geral no Campeonato Mundial, no ano passado, e vinha de uma série de vitórias”, afirma o chefe da equipe de Pentatlo Aeronáutico, Tenente Coronel Aviador Paulo Roberto Gonzaga de Oliveira.
Os 5º Jogos Mundiais Militares do CISM serão o maior evento esportivo militar já realizado no Brasil. O evento acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, de 16 a 24 de julho de 2011, e reunirá cerca de 8 mil participantes. Serão aproximadamente 6 mil atletas e 2 mil delegados vindos de mais de 100 países. Vinte modalidades esportivas serão disputadas, algumas inéditas em jogos mundiais militares, como o vôlei de praia. O Brasil deverá participar com 250 atletas e estará representado em todas as modalidades.
A escolha pelo Brasil para sediar os 5º Jogos Mundiais Militares aconteceu em maio de 2007, em Burkina Faso, na África Ocidental, durante reunião do CISM – Conselho Internacional do Esporte Militar (da sigla em francês para Conseil International du Sport Militaire).
O País disputou com a Turquia o direito de sediar os jogos. No julgamento final, a infraestrutura esportiva já estabelecida no Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos, a experiência na realização de grandes eventos e o apoio demonstrado pelas autoridades locais ao projeto foram decisivos para a vitória do Brasil.

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