
"Nós não vemos problema em fazer o atendimento a não só os voos desses eventos, mas também a toda a demanda", afirmou o Brigadeiro. Isso é possível porque o DECEA segue um planejamento estratégico para conseguir cumprir sua missão mesmo com o aumento anual de 12,5% que o Brasil vem tendo no movimento aéreo. Entre 2000 e 2010, foram investidos R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008.
O Diretor-Geral explicou ainda que o país conta atualmente com 6.987 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas. "Na parte específica de controladores nós estamos dando continuidade à formação da ordem de 300 por ano, que nos permite alcançar o número ideal que precisamos para atender a todos esses eventos", completou. Hoje, são 4.118 controladores em atividade, entre civis e militares.

O deputado Otavio Leite (PSDB/RJ) explicou que se aprofundou muito no tema por ter sido co-autor do requerimento que em 2007 criou a Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema de Tráfego Aéreo e que hoje defende o modelo implantado no Brasil. "Eu acho que o controle do espaço aéreo no Brasil tem que ficar sob o comando da Aeronáutica", afirmou. O deputado José Luiz Stédile (PSB/RS) também defendeu o modelo integrado do controle do espaço aéreo no Brasil, em que a Aeronáutica faz tanto o gerenciamento do tráfego aéreo quanto as ações de defesa. "É fundamental para dar segurança, porque se você faz o controle em órgãos diferenciados, chega uma hora em que um sabe e o outro não sabe. É aí que o controle militar em contato direto com o civil é importante para a nação", explicou.
Fonte: Agência Força Aérea