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domingo, 26 de junho de 2016

Especial de Domingo

26 de junho: Dia da Aviação de Busca e Salvamento
A Base Aérea de Campo Grande (BACG) comemorou, durante a semana, o Dia da Aviação de Busca e Salvamento, que é celebrado todo dia 26 de junho, relembrando o fato marcante desse dia em 1967: a missão de Busca e Salvamento da aeronave C-47 FAB 2068, que caiu na Amazônia, a maior já realizada pela FAB, com mais de mil horas de voo. Na Base de Campo Grande está sediado o Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), especializado em Busca e Salvamento, e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (PARA-SAR), que, entre outras atribuições, também se dedica à missão. “O que nos move é o sentimento de abnegação de estarmos prontos 24 horas por dia, sete dias na semana, para que outras pessoas possam viver e para que possamos fazer a diferença no mundo”, afirma o Tenente-Coronel Daniel Cavalcanti de Mendonça, Comandante da Base.

Esquadrão Pelicano
Formalmente existe penas um esquadrão da Aviação de Busca e Salvamento atua na FAB: o Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV), Esquadrão Pelicano. Outros esquadrões também podem fazer missões de Busca, como meios secundários desde que tenham suas tripulações com treinamento específico e com o Curso Teórico de Busca e Salvamento, ministrado pelo 2°/10° GAV. E algumas unidades de asas rotativas cumprem missões de Salvamento e podem participar de missão de Busca como meio auxiliar. O 2º/10º GAV foi criado no dia 06 de dezembro de 1957 na Base Aérea de São Paulo.
Lemar Gonçalves, voluntário do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação - participou deste início do Esquadrão Pelicano dirigindo, junto com o saudoso oficial aviador José Mariotto Ferreira, a equipe responsável pelos trabalhos de montagem e testes das primeiras aeronaves entregues ao 2º/10ºGAV: os helicópteros H-19D.
Em 1972 o Esquadrão Pelicano foi transferido para a Base Aérea de Florianópolis, em Santa Catarina, sempre operando com os bimotores anfíbios Grumman SA-16A Albatroz e os helicópteros Bell SH-1D Iroquois. No dia 20 de outubro de 1980, a Unidade foi transferida para a Base Aérea de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, quando passou a utilizar os Embraer SC-95B Bandeirante SAR e os helicópteros Bell UH-1H Iroquois. O Esquadrão Pelicano mantém permanentemente uma aeronave e um helicóptero em alerta para decolagem em poucos minutos, equipados para atender a qualquer situação de emergência, seja na terra ou no mar. Entre as suas atribuições também estão as chamadas "Operações Especiais": infiltração e exfiltração de Tropas Especiais, Controle Aéreo Avançado, ataque ar-solo e Combate SAR. No dia 03 de abril de 2009, pousou na Base Aérea de Campo Grande o primeiro CASA/EADS C-105 Amazonas do Esquadrão Pelicano, matriculado FAB-2810. Em 10 de julho do mesmo ano, chegou o FAB-2811. Essas aeronaves são consideradas como modelos de transição, pois contam com apenas uma parte do equipamento SAR que será utilizado pela Unidade. Para cumprir as suas missões, o FAB-2810 e o FAB-2811 estão equipados com plataformas removíveis com dois assentos para os observadores e um armário de equipamentos, além das bolhas para observação nas laterais da fuselagem. No restante, são iguais aos C-105A dos Esquadrões Arara e Onça. No final de junho de 2010, o 2º/10º GAV desativou os Embraer SC-95B Bandeirante SAR, com os quais operou por mais de 30 anos. Em outubro do mesmo ano, os C-105 passaram a ser designados SC-105, recebendo a faixa laranja com as letras SAR no alto do estabilizador vertical, de acordo com o padrão internacional. Em 2014 a CASA/EADS passou a se chamar Airbus Military, que em seguida se juntou com a Astrium e a Cassidian para formarem a Airbus Defence and Space. Com atuação em todo o território nacional e no exterior, ao longo de sua história, o Esquadrão Pelicano tem atuado em diversas missões de resgate, desde as menos conhecidas até aquelas de extensa divulgação na mídia, como as buscas ao VARIG 254, em 1989, ao GOL 1907, em 2006 e ao AIR FRANCE 447, em 2009.
Paralelamente, atua no atendimento às populações atingidas por desastres naturais como aconteceu no terremoto no Peru em 1972, enchentes na Bolívia em 2007 e, dentro do território nacional, nas enchentes da Região Serrana do Rio de Janeiro, em Santa Catarina e recentemente no Estado do Acre.