
No período de 8 a 20 de dezembro de 2011, uma equipe de psicólogas do Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA) acompanhou de perto a rotina dos militares do Batalhão de Infantaria de Manaus (BINFAE-MN) que foram enviados a Porto Príncipe, capital do Haiti. Desde o ano passado, militares de Infantaria da Força Aérea participam da missão da ONU naquele país, ao lado de efetivos da Marinha e do Exército Brasileiro. O Brasil comanda as tropas da missão de paz da ONU no Haiti desde 2004.
A distância da família, a convivência com outra cultura e até os eventuais conflitos locais, típicos desse tipo de missão, podem ser obstáculos para os militares que participam desse trabalho, de acordo com o IPA.
"Foi uma experiência profissional única. Nossos militares foram receptivos e contribuíram de forma significativa com a coleta de dados. Todos demonstraram ser profissionais altamente capacitados e comprometidos com a missão. A rotina de trabalho foi intensa e seus resultados representam apenas o início de uma empreitada ousada que coloca o IPA diante do desafio de desenvolver e dar visibilidade às ações da psicologia no âmbito operacional, contribuindo para a manutenção da saúde e segurança ocupacionais", afirma a Tenente Psicóloga Fabrícia Barros de Souza. A Vice-Diretora do IPA, Tenente Coronel Psicóloga Ana Lúcia Lopes, chefiou a missão.
As primeiras tropas da FAB que foram designadas para a Missão das Nações Unidas para Estabilização no Haiti, mais conhecida como MINUSTAH, contaram com uma avaliação psicológica específica dos militares selecionados. A avaliação buscou detectar condições favoráveis a problemas individuais e de relacionamento pessoal, familiar e profissional que pudessem ocorrer durante ou após a missão, de acordo com as Diretrizes do Comando da Aeronáutica para a preparação das tropas para operações de paz.
No Haiti, as psicólogas realizaram entrevistas individuais e em grupos, palestras e vídeo conferências, além da observação da estrutura e ambiente operacional e participaram da rotina diária dos militares. O resultado desse levantamento servirá para aprimorar a preparação dos profissionais que serão enviados no futuro para esse tipo de missão.
Fonte: Agência Força Aérea/IPA