
Em evento patrocinado por uma marca de energéticos, universitários paulistas foram desafiados a criar um avião que percorresse grandes distâncias, um que ficasse muito tempo no ar e outro que fizesse as manobras mais espetaculares. Tudo isso usando uma folha de papel.
Apesar do tom de brincadeira do evento, aviõezinhos de papel tem seu lugar no mundo sério. A Universidade de Tóquio, por exemplo, estuda designs e materiais para fazer com que aviões lançados do espaço resistam à entrada na atmosfera.
O estudo começou com a Associação Japonesa de Origami, chegou até o departamento de estudos aeroespaciais da universidade e, depois, ao astronauta japonês Koichi Wakata – que já foi três vezes ao espaço e soma mais de 159 dias fora da órbita terrestre.
O objetivo era usar a viagem de Wakata em 2009 para jogar alguns aviõezinhos do espaço e descobrir se as estruturas resistiriam à reentrada na atmosfera. Em testes com uma resina de vidro aplicada em uma folha de papel, os pesquisadores conseguiram montar um avião de origami que resistiu ao calor de 230 graus e velocidades supersônicas.
Texto: Bruno Doro
Fonte: http://esporte.uol.com.br