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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 11 de agosto de 2013

Especial de Domingo

Santos Dumont, nosso admirável Pai da Aviação, sempre guiou a si mesmo na conquista do conhecimento. No texto de Alexandre Medeiros veremos como ele trilhou os primeiros passos de seus estudos técnicos. O presente artigo está baseado em parte do primeiro capítulo do livro Santos Dumont e a Física do Cotidiano, do mesmo autor (Editora Livraria da Física, São Paulo, 2006). 
Boa leitura. 
Bom domingo. 
Feliz Dia dos Pais!! 

Santos Dumont e seu professor de física
O próprio Santos Dumont relata em suas memórias que o seu pai, um engenheiro que havia estudado na França, na École Centrale des Art et Métiers, conhecendo a sua paixão pelas questões técnicas e científicas, recomendou que ele fosse para Paris onde deveria procurar um especialista em Física, Química, mecânica e eletricidade. Segundo relata Santos Dumont, o seu pai aconselhou-o ainda a estudar aquelas matérias e ter sempre em mente que o futuro do mundo estava na mecânica. Analisando este trecho das memórias de Santos Dumont e tendo em mente que a mecânica e a eletricidade são partes integrantes do que denominamos de Física, somos tentados a achar o seu discurso um tanto redundante ou até mesmo equivocado. Entretanto, o verdadeiro significado presente nas palavras do velho Henrique Dumont deve ser interpretado como uma sugestão para que o jovem Alberto concentrasse os seus esforços nas mais recentes aplicações da mecânica e da eletricidade, ou seja, nos campos da engenharia mecânica e da nascente engenharia elétrica. Além disso, o velho Henrique, conhecendo bem o espírito indômito porém introvertido de seu filho, que dificilmente se adequaria a qualquer rigidez curricular, reforçou a recomendação dada ainda na primeira viagem a Paris para que ele procurasse um bom professor particular como alternativa ao tradicional ensino formal universitário. Santos Dumont iniciou os seus estudos mais avançados em Paris na primavera de 1892 e logo em seguida, já em agosto daquele mesmo ano, receberia a terrível notícia do falecimento de seu pai no Brasil. Após a morte de Henrique Dumont, Alberto frequentou livremente, sem qualquer compromisso formal, durante cinco anos, de 1892 a 1897, as aulas que lhe interessavam nos cursos de engenharia na Sorbonne e também no College de France. Este é um detalhe muito importante de sua formação intelectual, destacado por Gérard Hartmann, mas praticamente ignorado por muitos dos seus biógrafos. No ano seguinte, de 1893, com 21 anos de idade, Santos Dumont passou um tempo na Inglaterra, durante o qual frequentou, novamente como um aluno ouvinte, provavelmente aulas de navegação no Merchant Venturers’ Technical College da cidade de Bristol , onde alguns de seus primos eram estudantes regulares. Ele se interessou por aquela instituição, que daria origem à Universidade de Bristol, também provavelmente devido à sua forte reputação na área da engenharia, especialmente na área de navegação. Não existem, contudo, registros escritos oficiais daquele seu período naquela instituição, pois um bombardeio ocorrido na Segunda Guerra Mundial destruiu uma parte relevante dos arquivos da instituição. Como destaca Henrique Lins Barros, temos, entretanto, o relato de um colega seu daquela época, o brasileiro Agenor Barbosa. Segundo ele, Santos Dumont era um aluno pouco aplicado, ou melhor, nada estudioso para as ‘teorias’, mas de admirável talento prático e mecânico e, desde aí, revelando-se, em tudo, um gênio inventivo.
O seu guia principal nos seus estudos acadêmicos não foi, entretanto, nenhum dos professores a cujas aulas tenha ele eventualmente assistido na Sorbonne, no College de France e nem mesmo no Merchant Venturers’ Technical College de Bristol. Naqueles locais, Santos Dumont nunca seguiu currículos regulares, nem jamais estudou de um modo mais formal. Na verdade, o grande orientador dos seus estudos foi ele mesmo, com a sua liberdade indômita e o seu desejo incontido de guiar o próprio destino, de buscar os seus próprios caminhos. Durante aqueles cinco anos formativos, ele não apenas estudou, mas também fez algumas viagens, não apenas à Inglaterra. Tudo isso fazia parte de sua auto-educação. Há relatos na literatura, por exemplo, sua escalada ao Monte Branco, o ponto mais alto da Europa e que muito o teria deslumbrado. O seu amor pelas alturas ultrapassava agora em muito a simples subida da torre Eiffel realizada ainda em sua primeira viagem a Paris. Naqueles seus anos de estudos, ele não ia muito a festas e bebia pouco, mas já começava a frequentar a animada noite parisiense, embora sem o mesmo destaque em relação ao que obteria anos depois, após os seus arriscados vôos de balão. Para relaxar, ele recorria também aos novos carros adquiridos. Deixou de lado o seu Peugeot e comprou um novo e mais potente De Dion e também um triciclo Dion-Button com motor de dois tempos. Ele tinha mais automóveis que qualquer outra pessoa em Paris, mas aquelas suas caras engenhocas quebravam frequentemente. O lado bom dessa deficiência primitiva dos seus automóveis é que aquilo obrigava-o a tornar-se cada vez mais íntimo dos segredos da máquina a explosão.
Ele fez novamente outras tentativas de voar em um balão esférico com os demonstradores de feiras, mas todas elas sem o esperado sucesso, pois aqueles indivíduos exigiam-lhe quantias absurdas e exageravam nos perigos da aventura. Santos Dumont chegou a comentar em seus escritos que era como se eles quisessem guardar os segredos da aerostação apenas para si mesmos. Assim, entre algumas viagens, noitadas e passeios de automó- veis, ele seguia a sua vida de dedicação aos estudos em Paris naqueles anos de 1892 a 1897. Desde o início desse seu período formativo em Paris, Santos Dumont seguiu à risca o conselho de seu pai e conseguiu um bom professor particular, não propriamente para guiá-lo, mas sim para auxiliar nos seus estudos individuais. Ele conta que logo conseguiu como tutor um antigo professor universitário francês, de origem espanhola, chamado Garcia e que veio a lhe ensinar praticamente tudo o que sabia sobre a Ciência. O próprio Santos Dumont contanos, em seu livro O Que Eu Ví; O Que Nós Veremos, que estudou com o professor Garcia por muitos anos e que de fato não apenas estudou, mas que também viajou bastante naqueles anos formativos do seu conhecimento científico. Não se sabe ao certo quem era esse tal professor Garcia, onde ele havia lecionado nem mesmo qual era o seu primeiro nome. Tudo o que se sabe, de fato, a respeito deste misterioso personagem, é que ele parece ter sido realmente a única pessoa a ter lecionado determinados conteúdos de Física de forma regular a Santos Dumont, ainda que de um modo bastante informal e bem adequado à personalidade do seu abastado, inteligente e caprichoso aluno. Mas, afinal, como foram os tais estudos de Santos Dumont com esse tal professor Garcia, entre 1892 e 1897? Quase todas as suas biografias omitem este seu importante período formativo, justamente o período no qual Santos Dumont estudou uma série de coisas que lhe interessavam, dentre elas a Fí- sica. Como saber, portanto, como teria sido esta sua formação? Paul Hoffman descreve este período da vida de Santos Dumont como uma fase na qual ele teria mergulhado intensamente nos estudos, chegando a tornar-se um autêntico “rato de biblioteca”. Não sabemos até que ponto uma tal inferência é de fato verdadeira, mas ela parece bastante factível, apesar das diversões já assinaladas, se levarmos em conta os seus interesses muito claros nos conhecimentos que desejava adquirir. Não se deve, entretanto, inferir de uma tal afirmação que ele tenha seguido alguma coisa semelhante a um rígido programa de estudos traçado pelo tal professor Garcia, a quem ele parecia muito estimar. O verdadeiro programa de estudos de Santos Dumont foi estabelecido por ele mesmo, certamente com a ajuda de Garcia, mas jamais comandado por este.
Peter Wykeham, outro importante biógrafo, conjectura com muita sensatez que mercê das características muito peculiares da personalidade de Santos Dumont e dos seus interesses específicos de estudo, Garcia deve ter sido não propriamente um guia, mas sim um conselheiro seguro, alguém em que ele podia confiar e com quem podia tirar as suas dúvidas sobre os assuntos estudados. Ele, de início, deve ter tentado outros professores, como conjectura Wykeham, mas não deveria ser tarefa fácil para mestres aposentados enfrentar uma entrevista com um jovem estrangeiro pequenino e dono de si mesmo, plenamente consciente de suas possibilidades. Garcia parece ter sido um achado feliz, um mestre, possivelmente aposentado, de Ciências e engenharia e que teria tido uma atitude positiva em relação a Santos Dumont - sempre receoso do ridículo - e diante de quem Alberto não se sentia constrangido em revelar os seus anseios aeronáuticos. Garcia visitava-o, provavelmente, todos os dias e trazia consigo algumas sugestões interessantes das muitas opções de estudo em Paris, de cursos que valeriam a pena serem seguidos ou de palestras que mereceriam ser assistidas. Ele deveria auxiliar Santos Dumont, sobretudo, a ter uma atitude de avaliação crítica em face das muitas possibilidades de acesso ao conhecimento disponíveis naquela grande cidade. Garcia dava-lhe aulas particulares sobre conteúdos específicos, discutia com ele as coisas interessantes que houvesse visto em alguma palestra ou aula que tivesse presenciado recentemente em alguma Universidade, alguma questão interessante aparecida nos livros que ele lia com frequência e, além disso, tirava as suas dúvidas, quando necessário. O professor Garcia dava-lhe, sem dúvida, uma ajuda inestimável, mas não era jamais um verdadeiro guia. Ele não conduzia, verdadeiramente, o processo educativo de Santos Dumont; essa era uma tarefa que cabia ao próprio Dumont fazê-lo, sob a sua própria conta e risco. Não era, assim, um relacionamento propriamente entre um mestre e o seu discípulo. A influência exercida era útil, mas controlada pelo próprio Santos Dumont. O resultado prático era que apesar da sua educação ser ampla e entusiasticamente conduzida, ela era também caracterizada por uma certa superficialidade. Pode-se conjecturar que a sua educação científica poderia ter sido bem mais sólida, se não houvesse sido ele mesmo o próprio guia de todo o seu processo educativo; se não fosse ele mesmo que estivesse sempre no comando das direções a seguir. Mas isto seria praticamente impossível, pois Alberto aprendia sempre pelos seus próprios métodos de estudo. Com a fortuna que possuía e que não parava de crescer em face das boas aplicações que ele havia feito em ações na bolsa de valores, o admirável mesmo é que ele tenha de fato estudado! E a admiração maior é pelo fato dele ter perseverado em seu objetivo de construir a sua auto-educação.
Em seu tempo, ainda não existiam, obviamente, cursos de engenharia aeronáutica. Deste modo, ele jamais poderia ter se formado em um curso universitário desta natureza. E outros títulos seriam para ele não mais do que um simples ornamento dispensável. Também por isso, Santos Dumont optou, mais uma vez, pela sua liberdade, por não seguir nenhum curso universitário. Ele não se formou em engenharia aeronáutica, ele se fez a si próprio um engenheiro aeronáutico, um pioneiro autodidata que daria passos importantes para a inauguração de uma nova era nas conquistas tecnológicas aeronáuticas da humanidade. Mas, afinal, como podemos saber o que Santos Dumont aprendeu de Física e quanto esse conhecimento influenciou em sua trajetória seguinte de conquistas tecnológicas? Que conteúdos de Física eram esses não se sabe ao certo, mas uma análise cuidadosa dos trabalhos e das aventuras de Santos Dumont, assim como dos seus escritos sobre os mesmos, pode conduzir-nos a inferirmos os seus possíveis conhecimentos nesta área. Cremos que com um tal esforço analítico podemos desvendar muito do que, de fato, Santos Dumont estudou e aprendeu e que tipo de potencial interpretativo da Natureza um tal conhecimento lhe propiciou. Do mesmo modo, também, podemos reconhecer as possíveis deficiências e limitações deste seu conhecimento.
Além disso, em um tal percurso, podemos ser levados a analisar uma série de fenômenos do cotidiano à luz das leis da Física em situações diversas ensejadas por Santos Dumont e, desta forma, refletirmos, aprendermos e ensinarmos uma série de conteúdos interessantes e úteis na compreensão do universo que nos cerca. Este, entretanto, é um desafio que transcende a extensão deste presente artigo e que nos remete necessariamente para estudos mais específicos que contemplem um tal tema.

Texto: Alexandre Medeiros

sábado, 10 de agosto de 2013

Biblioteca Ninja

TRAJETÓRIA DE HONRA
De Sargento a Brigadeiro
Uma vida de amor à Força Aérea Brasileira
O livro, da Action Editora, retrata a história de vida pessoal, familiar e profissional de um filho de jardineiro e neto de imigrantes que desde a infância sonhou em ser aviador militar. Iniciou sua carreira como sargento e terminou como Major Brigadeiro, após 43 anos como aviador da FAB – Força Aérea Brasileira, onde voou em 15 tipos de aeronaves. Pautou sua vida pelo amor à família, amor à Pátria, respeito ao próximo, ética, honradez e dedicação integral ao trabalho. Trajetória de Honra é sem dúvida um livro inspirado. Ele foi escrito pelo Major-Brigadeiro-do-Ar Walacir Cheriegate, em parceria com sua esposa Diolásia Cheriegate, e reflete exatamente sua história de vida profissional tal como ela foi de fato vivida. O que está aí é o que ele sempre acreditou e apregoou. Me lembro ainda hoje de suas palavras "a palavra convence mas o exemplo arrasta" que descreve muito bem seu estilo de liderança honesta, mobilizadora e inspirada. Um homem íntegro, de grande caráter pessoal e exímio militar que ao mesmo tempo nunca perdeu sua simplicidade e sua humildade. As relações que desenvolveu ao longo da carreira foram sempre humanas e refletem valores cunhados no berço da então provinciana Ponta Grossa. Ele nunca se desviou de seus valores mesmo durante um dos períodos de maior turbulência em nossa história. Se você gosta de um bom livro, daqueles que não dá vontade de largar, vá em frente e comece a ler. Poucas biografias que li conseguem conciliar uma boa história fatual com uma leitura leve e agradável. Se você é um jovem que começa sua carreira seja ela militar, civil ou pública e acredita em seus valores e quer lutar por seus ideais, leia o livro. Você vai se inspirar na história de um homem que viveu exatamente isso e prova que é possível ser íntegro a si mesmo e ser feliz pessoalmente mesmo quando a vida coloca obstáculos à sua frente. A história do Walacir está aí para provar isso. 

Texto: Daniel Samways

Fonte: www.amazon.com.br

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Aeroportos

Expansões de aeroportos regionais tentam atrair empresas
Aeroportos que não conseguem atrair empresas aéreas estão sendo contemplados pelos governos estadual e federal em obras de expansão. Em São Paulo, enquanto Congonhas e Guarulhos operam no limite, não têm linhas cidades como Araraquara, Piracicaba, Franca, São Carlos, Sorocaba, Votuporanga, Ourinhos, Barretos e Avaré. Boa parte dessas cidades teve linhas entre 1975 e 1999, quando as empresas eram obrigadas pelo governo a assumir rotas deficitárias. Na prática, passageiros de linhas rentáveis subsidiavam voos com baixa demanda. Os aviões tinha ainda menor autonomia de vôo e faziam mais escalas. Nos anos 1990, o mercado foi desregulado. Restaram poucas linhas comerciais no interior, como em Ribeirão Preto, que de janeiro a junho teve 540 mil passageiros, e São José do Rio Preto, com 360 mil. Se as companhias aéreas não apostam na viabilidade de rotas menos procuradas, o setor público tem mais crença nos aeroportos regionais. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Aeronaves

Mirages da FAB param de voar em dezembro de 2013
A Força Aérea Brasileira (FAB) desativará sua frota de caças Mirage-2000 C/B, usados em interceptação, à 0h do dia 31 de dezembro, por conta do esgotamento da capacidade de operação das aeronaves. Segundo a FAB, as aeronaves já tiveram seu tempo de uso prolongado em dois anos. De 12 caças desse modelo, que compõem o lote do 1º Grupo de Defesa Aérea, em Anápolis (GO), apenas seis são usados atualmente, já que os demais foram utilizados como suprimento para o prolongamento do uso dos aviões. O esgotamento dos caças é total e não há condições de um novo prolongamento do tempo de uso. Por conta disso, um grupo de trabalho foi montado para definir o que será feito com as aeronaves. Baseados em Anápolis (GO), os caças são responsáveis, principalmente, pela defesa da capital federal do País, Brasília. Com o atraso na compra de novos caças previstos no programa F-X2, que se arrasta desde o governo Fernando Henrique Cardoso, os oficiais da FAB analisam de que forma será feita a defesa da região. O programa militar se arrasta há anos, e tem três países como principais competidores: França, com os Rafale, Estados Unidos, com o F-18 Super Hornet, e a Suécia, com o Gripen NG. 

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Museus

MUSAL faz 40 anos
Aeronaves P-95A Bandeirante Patrulha e U-42 Regente e o livro “Museu Aeroespacial – 40 anos” fizeram parte das comemorações dos 40 anos do Museu Aeroespacial (Musal), realizada no dia 02 de agosto de 2013, no Campo dos Afonsos, na zona oeste do Rio de Janeiro. Segundo o diretor do Musal, Brigadeiro Márcio Bhering Cardoso, “comemorar 40 anos revigora nosso espírito e nos incentiva a novas conquistas”. Os irmãos Mauro, Flávio e Henrique Lins de Barros, autores do livro sobre os 40 anos da instituição, autografaram a obra, um marco na história do museu. O aniversário marcou também a abertura da nova Sala de Exposições Temporárias, com pinturas do artista plástico Oscar Fraga, e a Sala de Armas, que foi totalmente revitalizada. 

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Carreiras na Aviação

Blackhawk pilotado por mulheres do Esquadrão Harpia
O Blackhawk é o maior e mais pesado helicóptero militar em operação no Brasil. São 19 metros de comprimento e até 9.185 kg sustentados por duas turbinas de 1.940 shp de potência. Como um verdadeiro "faz-tudo", a aeronave é presença constante em exercícios militares e missões reais, como busca e resgate, transporte de tropas e ajuda humanitária. No dia 1° de agosto, pela primeira vez, toda essa capacidade esteve nas mãos de duas mulheres, as Tenentes Déborah Gonçalves e Caroline Pedretti, ambas do Esquadrão Harpia, de Manaus (AM). "Pra gente é uma missão normal. Não interessa se é homem ou mulher, e sim se é capaz de cumprir o que está previsto", diz a Tenente Pedretti. Formada em 2010 pela Academia da Força Aérea, em 2011 ela tirou o 1° lugar no curso de formação de pilotos de helicóptero e escolheu servir em Manaus em 2012 com o único objetivo de voar o Blackhawk. "Ele consegue transportar muito peso. É incrível", conta. Com 1,63m de altura, ela garante que as mulheres são tão capazes quanto os homens para dominar essa máquina de guerra. "Nós fazemos um treinamento com o módulo de assistência ao piloto desligado, o que aumenta o peso nos comandos. Mas a gente faz normalmente", explica. Outro desafio vencido pela Tenente Pedretti foi passar no Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva (CABAS), exigido para os aviadores que voam na região amazônica. "Deu para aprender bastante coisa sobre a selva. Se a gente precisar pernoitar em alguma localidade remota, por exemplo, vai ser muito útil". Já para para a Tenente Déborah, Comandante da missão do dia 1° de agosto, fazer parte do Esquadrão Harpia também é uma experiência relevante por conta das missões da Força Aérea Brasileira na região amazônica. “É uma região muito carente, onde as pessoas precisam muito de ajuda", afirma. Com 15 anos de experiência como mecânico de helicópteros, o Tenente Vinícius Batista estava a bordo voo histórico. Ele conta que em 1998, quando começou a voar a bordo dos antigos H-1H, jamais pensou que um dia iria estar sob o comando de duas mulheres, mas que elas desempenham muito bem o trabalho. "Elas são Comandantes de aeronaves. Elas chegam a desenvolver muito melhor que outros homens", revela. 

Fonte: VII COMAR e Agência Força Aérea

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

VANT

Primeiro Vant brasileiro de uso militar voará em 2014
O Falcão, primeiro veículo aéreo não tripulado (Vant) para uso militar do Brasil, deve realizar seu primeiro voo de teste de qualificação já em 2014. A aeronave possui cerca de 800 quilos e é desenvolvida para o uso das Forças Armadas do Brasil, em missões de reconhecimento, aquisição de alvos, apoio a direção de tiro, avaliação de danos e vigilância terrestre e marítima. O Vant, também conhecido como drone, possui autonomia de 16 horas e pode carregar cerca de 150 quilos de equipamentos. Produzida com fibra de carbono, a plataforma da aeronave pode transportar mais combustível e equipamentos do que outros aviões não tripulados da mesma categoria. A maior parte da estrutura do drone é desenvolvida com tecnologia brasileira, como sistemas de navegação e controle, eletrônica de bordo e a plataforma do avião. Já sensores e câmeras ainda precisam ser adquiridos de outros países. O primeiro protótipo do Falcão já foi concluído e está em fase de adequação para voos experimentais. A aeronave foi desenvolvida pela Avibras e agora integra o portfólio de produtos da Harpia, uma empresa formada pela sociedade entre Embraer Defesa e Segurança, que detém 51% das ações, Avibras e Ael Sistemas, subsidiária da israelense Elbit Systems. "O Falcão está no mesmo nível tecnológico dos Vants similares estrangeiros. Em termos gerais, o Brasil está muito bem posicionado em nível mundial em tecnologia aeronáutica", explica o engenheiro aeronáutico Flávio Araripe d'Oliveira, coordenador do projeto Vant no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial do Instituto de Aeronáutica e Espaço (DCTA/IAE), que atua no projeto de desenvolvimento do sistema de controle de navegação do drone. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Especial de Domingo

Transition: o carro voador em Oshkosh
Aconteceu em Oshkosh, no Estado norte-americano de Wisconsin, a primeira aparição pública do que pode vir a ser o primeiro carro voador popular do mundo. A Terrafugia, criadora do Transition, mostrou o veículo durante o tradicional evento sobre aviação que ocorre na cidade. Foi uma demonstração de 20 minutos que serviu para os presentes conhecerem esse carro que, em menos de um minuto, se converte em avião. Ela foi uma das grandes atrações desta edição da EAA AirVenture Oshkosh 2013.

Em seu site, a Terrafugia considera o Transition o "transporte do futuro hoje". "Ele dá ao piloto a opção de pousar e dirigir em mau tempo, fornece transporte terrestre integrado em ambas as extremidades do voo e se encaixa em uma garagem caseira de tamanho padrão para um único carro." 
O produto é uma opção legalizada, já que pode trafegar nas estradas dos Estados Unidos e por mais de 5 mil aeroportos do país, mas é caro.
O interessado gastaria US$ 279 mil pela reserva na produção. Este não é o único carro voador da empresa, que também criou o TF-X, veículo de quatro lugares que decola e aterrissa na vertical (o Transition o faz na horizontal).

TF-X

Este é um outro modelo de carro voador feito de carbono e fibra, que parece uma mistura de helicóptero e avião de pequeno porte, com características aventadas por entusiastas como o Google. Com a ajuda de dois rotores fixados um a cada lado da máquina, a decolagem ocorre verticalmente, ou seja, você pode sair da rua, contanto que haja uma clareira de 30,4 metros disponível. Após a decolagem, as hélices são recolhidas e o TF-X passa a voar como um avião com alcance de 804,6 km. A pilotagem é feita de forma automática, mas a companhia garante que dá para aprender a manejar o aparelho em "não mais do que cinco horas" de curso. Sobre o TF-X, a única previsão da Terrafugia é que o veículo chegue ao mercado em 2020, pelo preço de um carro de luxo. 

Encaminhado por Luiz Carlos Lima


Visite: Terrafugia

sábado, 3 de agosto de 2013

Meteorologia

CB
CBzão com a bigorna bem nítida, com o topo em torno de 40.000 pés, entre o sul do estado da Geórgia e o norte da Flórida (EUA), nesta semana, num final de tarde...e eu desviando, é lógico!!! Mas achei bem bonito o desenho e as cores. 
Abraços aos Ninjas! 
Tiago Rizzi

Espaço

Estudantes da UnB lançarão pequeno satélite de lata
Os estudantes de engenharia Pedro Henrique Nehme e Bárbara Sigilião, do Laboratório de Automação e Robótica da Universidade de Brasília (UnB), em setembro de 2013, planejam lançar o primeiro satélite de lata brasileiro, o Cansat, que também servirá como balão meteorológico. As pesquisas começaram no início do ano e os universitários aguardam agora a autorização do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) para deixar o aparelho voar. O experimento, que custou US$ 3 mil – com financiamento dos próprios universitários –, pavimenta o caminho da turma para demandas no setor aeroespacial. “Ele levará uma câmera e a ideia é fazer uma plataforma que possa ser lançada em balão de hélio. Depois de subir até 30 km, o balão estoura e o Cansat cai com um parapente. Com dois motores, controlaremos a queda. Assim, conseguimos apontar onde queremos que ele chegue, o que é uma vantagem, porque podemos reaproveitar os sensores”, explica Nehme.
O Cansat, satélite de lata, é instrumento pequeno, pesa cerca de 1,5 kg e tem 270 x 130 mm. Um satélite convencional pode chegar a 4,7 x 2 m e pesar 700 kg. 

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Aeroportos

Ubatuba e mais quatro aeroportos paulistas serão privatizados
Os aeroportos paulistas de Ubatuba, Campo dos Amarais (Campinas), Jundiaí, Bragança Paulista e Itanhaém serão concedidos à iniciativa privada até 2014. O Governo do Estado inicia o processo de concessão dos cinco aeroportos, por meio do Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp). A concessão administrativa desses aeroportos foi autorizada pelo Programa Estadual de Desestatização (PED), que visa à privatização de empresas estatais. O projeto foi encaminhado à Secretaria de Aviação Civil para anuência do órgão. O Daesp prevê que as audiências públicas e licitação para a concessão administrativa dos cinco aeroportos devem ocorrer no segundo semestre de 2013. A concessão terá prazo de validade de 30 anos. A concessionária que ficará responsável pela administração destes aeroportos responderá por sua manutenção e operação perante os órgãos da Aeronáutica. Para Ricardo Volpi, Superintendente do Daesp, órgão que administra 27 aeródromos no Estado, “A concessão trará mais investimentos para estes aeroportos de uma forma mais dinâmica e irá melhorar, ainda mais, a infraestrutura de cada um”.


Os aeroportos
O aeroporto Estadual Gastão Madeira (Ubatuba) recebeu, de janeiro a dezembro de 2012, 7.356 passageiros e 1.142 pousos e decolagens. Em 2013 recebeu 3.618 passageiros e 2.527 pousos e decolagens. A pista do aeródromo possui 940m, terminal de passageiros com 70 m² e estacionamento para 15 veículos. 

O aeroporto Estadual Campo do Amarais (Campinas) opera com aviação geral (executiva e táxi aéreo). Em 2012, recebeu 28.194 usuários e registrou 33.501 pousos e decolagens. De janeiro a junho de 2013, recebeu 18.403 passageiros e 20.198 pousos/decolagens. Possui pista de 1.650m, terminal de passageiros com 230m² e estacionamento com capacidade para 50 veículos. Está localizado a oito quilômetros do centro da cidade. 

O aeroporto Estadual Artur Siqueira (Bragança Paulista) possui pista de 1.200m, terminal de passageiros com 225 m², estacionamento para 76 veículos e está localizado a três quilômetros do centro da cidade. O aeroporto já está apto para operar voos noturnos, dependendo apenas da homologação do DECEA e ANAC. Em 2012, movimentou 43.856 usuários e 42.936 pousos e decolagens. De janeiro a junho de 2013, passaram pelo local 19.801 usuários e 19.732 pousos e decolagens. 

O aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro (Jundiaí) registrou entre 2011 e 2012 um crescimento de 23% na movimentação de aeronaves. O aeródromo possui 1.400m, terminal de passageiros com 494 m², estacionamento para 50 veículos. Está localizado a sete quilômetros do centro da cidade. Em 2012, recebeu 21.031 passageiros e 99.284 pousos e decolagens. Já em 2013, recebeu 9.016 usuários e 47.720 pousos e decolagens. 

O aeroporto Estadual Antônio Ribeiro Nogueira Jr. (Itanhaém) possui pista de 1.350m, terminal de passageiros com 500 m², estacionamento para 24 veículos e está localizado a três quilômetros do centro da cidade e opera voos noturnos. Em 2012, recebeu 16.677 passageiros e 23.620 pousos e decolagens. Nos seis primeiros meses de 2013, movimentou 6.327 usuários e 11.960 pousos e decolagens. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Ozires Silva

UM PRÊMIO MUNDIAL
Vivemos hoje num mundo que mudou extraordinariamente nos últimos 30 anos e nem sempre nos damos conta sobre o que aconteceu que, impulsionando a cultura, o comportamento e a capacidade da comunicação entre pessoas e instituições, transformou humanidade num palco onde todos, de algum modo, estão interligados. Podemos chamar isso de milagre das comunicações, pois os mais velhos ainda se lembram da distância que nos separavam de cada país, quando somente podíamos nos comunicar por carta com um amigo ou encetar negócios do outro lado do mundo. Hoje, tudo é diferente. Ao toque de telefone celular, com rapidez estamos em qualquer cidade em qualquer parte do nosso planeta. Todo este cenário, que soaria como fantástico há poucos anos, transformou-nos em cidadãos do mundo, além de qualquer cidadania que possa nos ligar à região aonde nascemos. Agora, tudo é diferente. No instante em que acontece, tomamos conhecimento de uma informação que nos atinge via sistemas de comunicação os mais variados. Por outro lado, vemos emergir na sociedade mundial do conhecimento pessoas que, de outro modo, permaneceriam anônimas dentro dos seus méritos, sem nos darmos conta do valor de suas contribuições para o progresso e para melhores condições de vida, por força de suas criações, inventos, pesquisas e resultados. Foi neste novo cenário da vida mundial no qual vivemos que conheci um jovem de apenas 21 anos, Marc Kirst, de São José dos Campos (SP) que, estimulado e tornado realidade pelo milagre das comunicações mundiais, inscreveu-se para participar da Edição de 2013 do Programa Your Big Year (Seu Grande Ano) do World Merit Award (Prêmio Mérito Mundial). Esse Prêmio, criado pela empresa Cleversteam, de Liverpool (Grã-Bretanha), visa identificar jovens transformadores em todo o mundo e, entre eles, eleger um Embaixador Mundial do Empreendedorismo Social, com mandato de um ano. Assim, o jovem Embaixador, a ser selecionado neste ano de 2013, sairá de grupo de 100 mil participantes de 220 países e terá como obrigação de viajar, por quase 30 países, conectando-se com líderes e organizações que estejam engajadas em processos de criação de produtos e serviços, abrindo as portas de oportunidades de empreendimentos, a partir de ideias empreendedoras e inovadoras. Vivemos agora as últimas etapas dessa gigantesca competição mundial que, durante a seleção, numa primeira fase, chegou a 60 mil candidatos e, agora a apenas 120 selecionados, entre os quais, o nosso Marc Kirst, que encabeça a lista do próximo grupo a continuar na busca de um vencedor. A nova etapa, a ser vivida em Novembro próximo, deverá chegar à semifinal, com apenas 12 finalistas, os quais serão convidados para ir à Liverpool e, durante umas duas semana, disputar o prêmio final de Embaixador Mundial do Empreendedorismo Social. Iniciativas como esta confirmam que vivemos num mundo global e universalizado, pois uma empresa inglesa decidindo lançar um prêmio mundial e motivando jovens de todo o mundo, cria um evento amplo e aberto, no qual, participantes de todos os quadrantes podem participar e vencer. Esperamos que o nosso candidato vença e que, baseado no seu espírito aberto e de empreendedor, possa estar gozando de um primeiro lugar numa disputa vivida não mais somente na nossa região, mas no mundo amplo e aberto da atualidade. Iniciativas deste tipo acontecem em todas as regiões da Terra, misturando pessoas de outras regiões, de raças e crenças diferentes, mas todos movidos por solidariedade e cooperação, sempre em busca do melhor. O Prêmio perseguido pelo Marc está aberto para outros jovens interessados os quais, abrindo site www.worldmerit.org, encontram indicações de como participar das próximas edições. Desejo que tais iniciativas nascidas nas cabeças de criativos idealistas, visionários do mundo de hoje, atinjam todos nossos jovens, levando-os a níveis intelectuais diferenciados, projetando nosso Brasil, um país continente, para grau de importância tão grande como sua grandeza geográfica no mapa da Terra. 

Texto: Ozires Silva 

Fonte: O Vale

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Aeroportos

Campo Grande (MS) terá melhorias na pista
No dia 1º de setembro de 2013 começam as obras de recuperação das três pistas de taxiamento e da pista principal do Aeroporto Internacional de Campo Grande (MS), que mede 2,5 mil metros e terá adição de ranhuras. Do mesmo aeroporto, foram anunciados voos diretos para os municípios de Corumbá e Bonito. 

Fonte: www.capitalnews.com.br

terça-feira, 30 de julho de 2013

Aerovale

Governador de SP visita polo de serviços aeronáuticos
O governador Geraldo Alckmin visita hoje em Caçapava-SP as obras do Centro Empresarial Aeroespacial, empreendimento privado em fase de implantação para o setor aeronáutico. As obras foram iniciadas em setembro do ano passado e tem previsão de conclusão para maio de 2014. Alckmin visita o local, a partir das 9h. O Centro Empresarial Aeroespacial fica no bairro da Germana, entre as rodovias Carvalho Pinto e Presidente Dutra. “A nossa expectativa é concluir a implantação antes da Copa de 2014”, afirmou o empresário Rogério Penido, responsável pelo projeto do centro. Segundo ele, o governador foi convidado a conhecer o empreendimento, o primeiro do gênero no Brasil e na América Latina, no ano passado. “Aguardamos esta visita há bastante tempo”. Penido informou que o investimento é de R$ 200 milhões, todo bancado pela iniciativa privada. O centro empresarial terá uma pista de pouso e decolagem de aeronaves com 1.550 metros de extensão. Pode receber aviões leves e de médio porte, especialmente da aviação executiva e aviões maiores, mas vazios. Ao todo, o empreendimento terá 321 lotes, uma área verde 370 mil metros quadrados e cerca de 20 quilômetros de arruamentos. 

Divisão
De acordo com Penido, serão disponibilizado s 121 lotes para o setor aeronáutico, com área cada a partir de 2.500 metros quadrados até 13 mil metros quadrados. Outros 200 lotes serão disponibilizados para fins comerciais, industriais e de serviços. As áreas variam de tamanho, a partir de 750 metros quadrados, explicou Penido. No total, o centro empresarial ocupa uma gleba de 2,265 milhões de metros quadrados. O complexo pode também abrigar escolas hotel, centro de convenções e uma área comercial com lojas, restaurantes e bancos. “Decidimos investir nesse segmento porque as principais empresas do setor aeroespacial estão na região, que tem um grande polo”, disse Penido. O empresário informou que o complexo já possui licenciamento ambiental e também foi aprovado pela Anac (Agência Nacional da Aviação Civil). As vendas de lotes começaram há cerca de um mês. O projeto do complexo foi idealizado há oito anos. A iniciativa objetiva oferecer uma nova opção para a instalação de empresas e outros empreendimentos do setor aeroespacial. Atualmente na região, apenas São José dos Campos possui aeroporto com essa atividade. 

Texto: Chico Pereira 

Fonte: O Vale

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Biblioteca Ninja

ALMANAQUE DO AVIÃO
Desde o primeiro voo rudimentar em uma pipa gigante até os aviões supersônicos, o homem vem rompendo as barreiras do impossível. A fascinante história da aviação é repleta de personagens que possibilitaram a travessia de oceanos e a construção de aviões cada vez mais potentes. Este livro, escrito e ilustrado por dois especialistas da área, mostra como ocorreu essa evolução e o impacto que a aviação exerceu na história da humanidade. Conheça os pioneiros da aviação, a história das grandes companhias aéreas e saiba por que os anos de guerra impulsionaram a fabricação de novos modelos. Confira ainda como funciona um avião, para que serve o piloto automático, quanto tempo dura um pneu, os melhores e mais perigosos aeroportos do mundo e muito mais! 

Autores: TOMAS PRIETO e ERNESTO KLOTZEL 
Nº de páginas: 120 
Ano de Publicação: 2013 
Editora: PANDA BOOKS

domingo, 28 de julho de 2013

Especial de Domingo

Com dados da Agência Força Aérea e do Centro Histórico da Embraer brindamos hoje aos bons serviços do avião treinador T-25 Universal e a seu projetista, o brilhante Joseph Kovacz. 
Boa leitura. 
Bom domingo! 

T25 Universal alcança marcas históricas de disponibilidade 
Mesmo após 42 anos de serviço na Força Aérea Brasileira, a frota do treinador T-25 Universal atingiu um recorde histórico no mês de julho de 2013. Até o dia 23 de julho, a média de disponibilidade da frota da Academia da Força Aérea foi de 87,24%. Isso quer dizer que dos 42 T-25 utilizados para instrução básica dos Cadetes, pelo menos 36 estavam diariamente disponíveis para voo. No dia 12, a equipe de manutenção conseguiu o feito de alcançar 93% de disponibilidade, com 40 aeronaves prontas para decolagem. Com 27 anos de experiência na manutenção do T-25, o Suboficial Ronaldo Legui explica que o avião é fácil de trabalhar, mas houve uma evolução na organização do trabalho. “A logística melhorou. A informática ajudou. Foram implantados sistemas que faz com que os suprimentos cheguem quando são necessários”, conta. O Suboficial diz que são realizadas, em média, 250 inspeções anuais em aeronaves da frota. “A gente consegue liberar a aeronave em menos tempo, fazer um bom trabalho”, completa. Com um número cada vez menor de aeronaves nas mãos do pessoal de manutenção, o Tenente Aristóteles Alves brinca: “Acho que coisa parecida só foi possível quando os aviões chegaram da fábrica”. O oficial especialista explica que além do trabalho da equipe de 70 militares diretamente envolvidos na manutenção dos T-25, há ainda a participação do Parque de Material Aeronáutico de Lagoa Santa e de outras unidades que participam da cadeia logística. “Qualquer avião é fácil de manter desde que você tenha um suporte adequado. E é isso o que a gente está tendo”, explica. Ele ressalta ainda a capacitação dos recursos humanos.
O Tenente Rafael Viana, instrutor de voo da Academia da Força Aérea, explica que a maior disponibilidade de aeronaves significa uma maior quantidade de decolagens durante o dia. “A gente consegue otimizar a instrução dos Cadetes”, resume. O T-25 é o primeiro passo na formação dos aviadores da FAB. Todo ano, aproximadamente 100 Cadetes do segundo ano da Academia realizam na aeronave a etapa primária do treinamento aéreo, com 50 horas de voo. No quarto ano, as etapas avançadas são realizadas nos T-27 Tucano. 

T25: Projeto de Joseph Kovacz
O T25 Universal é mais um projeto bem sucedido de Joseph Kovacz. Húngaro naturalizado brasileiro, Kovacz graduou-se Engenheiro Mecânico pelo Empire Hungria College of Budapest, em 1947. Membro honorário da Câmara dos Engenheiros da Hungria e Membro da Academia Nacional da Engenharia (ANE), atuou também como Piloto de Ensaios, tendo realizado três primeiros voos de protótipos. Tornou-se globalmente conhecido como projetista de aeronaves, tendo projetado – sozinho ou em equipe – 56 aviões e planadores. Em 1949, já no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), projetou o primeiro planador popular do Brasil, o Periquito. Participou também do projeto do Marreco, biplace de treinamento, e da reconstrução do planador Caboré. No ano de 1952, foi para o Centro Técnico Aeroespacial (CTA), que estava sendo montado pelo governo brasileiro. No CTA, trabalhou como o primeiro assistente de Henrich Focke, chefe do CTA e fundador da famosa fábrica de aviões Focke Wulf Flugzeugbau Gmb. Em 1960, começou a trabalhar na Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva, onde ocupou o cargo de Diretor Técnico.
Neste período, projetou e desenvolveu as aeronaves T-25 Universal e Regente. Ingressou na Embraer em 1973, onde foi o responsável pelo projeto e desenvolvimento da aeronave EMB 312 Tucano. O Tucano, considerado inovador, revolucionou o projeto aeronáutico de aeronaves de treinamento, tornando-se referência para todos os projetos de aeronaves de treinamento turboélice. Joseph Kovacs – um dos principais nomes da Indústria Aeronáutica Brasileira -, se aposentou em 1990. Desde então, permanece no setor aeronáutico oferecendo consultoria para projetos de desenvolvimento. 

Fontes: Agência Força Aérea e Centro Histórico da Embraer

sábado, 27 de julho de 2013

Aeroportos

Autorizado aeroporto de aviação executiva na capital paulista
Está prevista a construção do Aeródromo Privado Rodoanel, em Parelheiros, na zona sul do município de São Paulo. O novo aeroporto será destinado integralmente à aviação geral, para atender helicópteros, jatos executivos e táxis aéreos, além de transporte de carga. O empreendimento, que tem previsão de custo de R$ 1 bilhão, será erguido com recursos da iniciativa privada e deverá ficar pronto até dezembro de 2014. O projeto será desenvolvido pela empresa Harpia Logística S/A e será capaz de operar, segundo os empreendedores, até 240 mil pousos e decolagens por ano. Apesar de o Brasil ter hoje a segunda maior frota de aviação geral do mundo, com mais de 14 mil aeronaves, a maior parte dela concentrada em São Paulo, de acordo com dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), a cidade conta com apenas três opções de pousos e decolagens, todas com limitações: Congonhas, onde há permissão para pouso de apenas quatro aeronaves/hora, o aeroporto internacional de Guarulhos, que não tem vocação para esta modalidade de aviação, e o Campo de Marte, totalmente dedicado à aviação geral, mas que tem restrições técnicas e operacionais. Além do aeroporto de Parelheiros, dois outros espaços estão em estudo e deverão ter suas construções também autorizadas ainda em 2013, segundo a Secretaria de Aviação Civil: um aeroporto no município de São Roque, da incorporadora JHSF, e um heliporto na região do bairro Jaguaré, na capital paulista. De acordo com o diretor da Abag, Ricardo Nogueira, quando os três estiverem em funcionamento, em um prazo previsto de até dois anos, será possível dobrar a capacidade do setor, que tem crescido mais de 6% ao ano. O aeroporto de Parelheiros será o primeiro aeródromo brasileiro de aviação geral a ser explorado em modalidade de autorização e que poderá cobrar tarifas aeroportuárias. Esta é uma nova regra que permite a empreendedores privados aproveitar a demanda crescente por transporte aéreo no País e, ao mesmo tempo, aliviar a pressão de uso sobre os aeroportos públicos. Apesar de a exploração comercial de aeródromos de uso privado ser proibida, um decreto em dezembro estabeleceu a chamada autorização como modalidade de outorga. De acordo com esta regra, os empreendedores privados poderão abrir aeroportos de uso público e cobrar tarifa, desde que toda a execução da obra, a manutenção e a segurança – até mesmo contra incêndios – sejam de responsabilidade exclusiva das empresas. 

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Tráfego Aéreo

Militares da FAB trabalham a 14 graus negativos e garantem proteção ao voo
Enquanto várias cidades do Sul do país ganham as páginas dos jornais com temperaturas próximas ao zero grau Celsius, os 40 militares da FAB que trabalham em Urubici, em Santa Catarina, veem seus termômetros em temperaturas bem mais baixas. Na quarta-feira, 24 de julho de 2013, o Destacamento do Controle do Espaço Aéreo (DTCEA) da cidade registrou temperatura de 14 graus negativos, além de neve e formação de placas de gelo. Responsável por manter em operação um radar capaz de visualizar todo o espaço aéreo entre o Rio Grande do Sul e o interior de São Paulo, o DTCEA está localizado no alto do Morro da Igreja, a 1.882 metros de altitude.
Todos os anos o local registra temperaturas abaixo dos 10 graus negativos, mas não nevava desde 2010. Além do frio, rajadas de vento na região podem chegar a 130 km/h. Localizado a 160 km de Florianópolis, o morro é considerado um local turístico para quem procura uma foto em um lugar tão frio em pleno Brasil. Mas a rotina dos militares da FAB em Urubici não parece programa de férias. Diariamente, eles percorrem mais de 60 km na pequena estrada que sobe o morro para ir trabalhar. Nessa época do ano, é necessário ainda utilizar roupas especiais sobre o uniforme. 
Uma equipe técnica também precisa passar a noite no local, onde precisa garantir que o radar e outros equipamentos de comunicação funcionem 24 horas por dia. "A gente é acostumado. E é militar, não é? A missão tem que ser cumprida", diz o Suboficial Lincoln Souza da Silva, que trabalhava em Curitiba (PR) mas pediu transferência para Urubici. "É um lugar bonito. Vale a pena pela vista", conta. Ao lado de outros quatorze Destacamentos localizados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, o DTCEA de Urubici é subordinado ao Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), sediado em Curitiba (PR). As operações no alto do Morro da Igreja foram iniciadas em novembro de 1987. 

Fonte: Agência Força Aérea

Saiba mais: Blog do NINJA de 29/07/2012

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Carreiras na Aviação

FAB seleciona bacharéis e licenciados para quadro de oficiais
A Força Aérea Brasileira chama bacharéis e licenciados para integrarem o Quadro de Oficiais Convocados. São 662 vagas para profissionais que possuam nível superior completo por meio de seleção pública regionalizada, na qual consta Avaliação Documental e Inspeção de Saúde. Os integrantes do QOCON, caso demonstrem interesse em permanecerem na ativa após a conclusão do período inicial de um ano, poderão ter o tempo de serviço prorrogado anualmente, por até oito anos, podendo ser estendido, em caráter excepcional, a nove anos. As vagas são para graduados em Administração, Arquitetura, Arquivologia, Biblioteconomia, Biologia, Educação Física, Enfermagem, Engenharia, Fisioterapia, Fonoaudiologia, História, Magistério, Museologia, Nutrição, Pedagogia,Terapia Ocupacional e Zootecnia. 

Inscrições: de 22 de julho a 02 de agosto de 2013. 

Saiba mais: www.fab.mil.br

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Transporte Aéreo

Tráfego mundial de aviões crescerá 4,8% em 2013
A ICAO – Organização Internacional da Aviação Civil estima que o tráfego aéreo mundial cresça 4,8% em 2013, devendo mesmo chegar aos 10% na região do Médio Oriente, que será a que maior crescimento deverá apresentar este ano, de acordo com as últimas previsões dessa agência das Nações Unidas. De acordo com a ICAO, o Médio Oriente deverá manter uma performance muito positiva. No ano passado a região teve o maior tráfego aéreo internacional, seguida da América Latina. Para este ano, as previsões indicam para a América Latina um crescimento de 7,6%, seguindo-se Ásia e África, enquanto a Europa e América do Norte deverão registrar um crescimento mais tímido no tráfego de passageiros. A ICAO apresentou também dados relativos ao ano passado, segundo os quais o tráfego aéreo de passageiros a nível mundial cresceu 4,9%, atingindo os 5,4 bilhões de passageiros por quilômetro voado. 

Fonte: www.turisver.com

terça-feira, 23 de julho de 2013

Esquadrão Orungan

Prêmio Controle Naval de Tráfego Marítimo
O Esquadrão Orungan, 1º/7º GAV, recebeu na última quinta-feira (18/7) o XXIV Prêmio Controle Naval de Tráfego Marítimo – Prêmio Contato – como forma de reconhecimento da importância da atuação da Força Aérea Brasileira (FAB) nas tarefas de localização, interrogação e identificação de navios na costa brasileira. O prêmio entregue no Museu Naval do Rio de Janeiro fortalece ainda mais a interoperabilidade entre as Força Aérea e a Marinha do Brasil. O Esquadrão Orungan atingiu a expressiva marca de 263 navios identificados, de maio de 2012 a abril de 2013. "O Esquadrão tem vivido nos últimos cinco anos momentos de intensas renovações, com a desativação dos P-95 Bandeirulha e a implantação dos poderosos P-3AM Órion para a manutenção da capacidade de patrulha marítima da unidade aérea", disse o Tenente-Coronel Aviador Fabio Luis Morau, comandante do 1º/7º GAV. “O desempenho efetivo das unidades de Patrulha da FAB tem contribuído sobremaneira com a Marinha do Brasil na definição de uma consciência situacional sólida das águas sob a jurisdição e vinculadas ao interesse do Brasil”, completa o comandante. 

Fonte: SCS do 1º/7º GAV

segunda-feira, 22 de julho de 2013

domingo, 21 de julho de 2013

Especial de Domingo

Bem pertinho de Orlando, cidade localizada no estado norte-americano da Flórida, funciona o Fantasy of Flight, a maior coleção privada de aviões do mundo. Um museu particular para visitar, tocar e inclusive vivenciar um pouco de um Bombardeiro B-17 da Segunda Grande Guerra. Nele se pode entrar e sentir como se estivesse em combate nos céus. As fotos de hoje foram gentilmente encaminhadas por Tiago Rizzi, que contribui, assim, na divulgação da cultura aeronáutica espalhada pelo mundo, estimulando e incentivando os estudantes do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação. 
Bom domingo! 


Saiba mais: www.fantasyofflight.com

sábado, 20 de julho de 2013

Datas Especiais

20 de Julho: 140º aniversário de Santos Dumont
Santos Dumont é o pai da aviação. Com o "14-Bis", executou, em Paris, o primeiro voo em um aparelho mais pesado que o ar. Nasceu em Palmira - hoje Santos Dumont, Minas Gerais, no dia 20 de julho de 1873. No fim do século XIX, o motor a gasolina era a sensação das exposições em Paris. Santos Dumont ficou fascinado, pois sempre se interessou por mecanismos. Voltou ao Brasil, mas no ano seguinte Dumont retorna à Paris na intenção de aplicar suas ideias. Seu sonho, desde criança, era criar um aparelho que permitisse o homem voar controlando seu próprio curso. Passou a adolescência observando os pássaros e estudando sua constituição física. Santos Dumont chegou em Paris e aprofundou-se nos estudos, principalmente em mecânica e no motor de combustão, pelo qual se apaixonou à primeira vista. Seu primeiro Balão dependia do vento para se mover, o "Brasil", com apenas 15 kg ganhou altura. A dirigibilidade era o que realmente interessava a Santos Dumont. Depois de muitos estudos, mandou construir o "Nº1", primeiro de uma série de "charutos voadores" motorizados. No dia 20 de setembro de 1898, sob o comando do inventor, o balão subiu aos céus, chegando a altura de 400 metros e retornando ao mesmo ponto de partida. Construindo um balão sucessivamente e realizando experiências, foi desenvolvendo os mistérios da navegação aérea. O balão "Nº3" já possuía um motor a gasolina. Em 1900, o milionário francês Deutsch de la Meurth lançou um desafio aos construtores de dirigíveis: "Aquele que conseguir partir do Campo de Saint-Cloud, fazer à volta a Torre Eiffel, e voltar ao ponto de partida em 30 minutos, ganhará 100.000 francos". Pilotando o balão "Nº6", com um motor de 16HP, Dumont ganha o premio Dustche. Distribuiu metade do premio entre seus mecânicos e auxiliares e a outra metade destinou as necessitados. O balão "Nº7", que foi projetado para corrida, nunca chegou a competir, pois não tinha concorrente. O "Nº8" não existiu. Com o "Nº9", Dumont começou a transportar pessoas nos voos que fazia. Uma de suas passageiras era a cubana Aída de Acosta, que se tornou a primeira mulher no mundo a voar. De tanto cruzar os céus de Paris com o número nove, recebeu o apelido de "le petit Santos". O "Nº10", maior que os outros, foi denominado "um dirigível ônibus", pelo próprio Santos Dumont. Santos Dumont, no dia 13 de setembro de 1906, com o "14-BIS", executou em Paris o primeiro voo em um aparelho mais pesado que o ar. A aeronave subiu a uma altura de 50 metros. Em 1908, Santos Dumont constrói o "Demoiselle", cujo desenho serviria de modelo a todos os projetistas que se seguiram. Tudo nela era obra de Dumont, inclusive o motor. Em 1910, na primeira exposição da Aeronáutica realizada no Grand Palais de Paris, o "Demoiselle" foi um sucesso. Alberto Santos Dumont faleceu no dia 23 de julho de 1932. Deixou dois livros: "Dans-L'air" e "O que Vi e o que Nós Veremos". 

MENSAGEM DO COMANDANTE DA AERONÁUTICA

“ESSE MOVIMENTO IMPERCEPTÍVEL DE MARCHA POSSUI UM SABOR INFINITAMENTE AGRADÁVEL. A ILUSÃO É ABSOLUTA. ACREDITAR-SE-IA, NÃO QUE É O BALÃO QUE SE MOVE, MAS QUE É A TERRA QUE FOGE DELE E SE ABAIXA.” 
COM ESSAS PALAVRAS DE ABSOLUTA ADMIRAÇÃO, O MAIOR GÊNIO DA AVIAÇÃO MUNDIAL DEFINIRIA SUA PIONEIRA INVESTIDA NA TERCEIRA DIMENSÃO, AO ASCENDER AOS CÉUS DA RESPLANDESCENTE PARIS, ÁVIDO POR VIVENCIAR AS INTENSAS NARRATIVAS DE JÚLIO VERNE, SUAS ETERNAS FONTES DE INSPIRAÇÃO.
AO VISLUMBRAR COMO REALIDADE A FICÇÃO DAQUELA RICA LITERATURA, O FILHO DAS MONTANHAS DE MINAS, NASCIDO NA PACATA PALMIRA HÁ 140 ANOS, CORRESPONDERIA ESPLENDIDAMENTE AOS ANSEIOS DE SUA GENTE, POIS, AO DOMINAR A TECNOLOGIA DO VOO DO MAIS-PESADO-DO-QUE-AR, PASSOU DE INDIVÍDUO A SÍMBOLO E DE SÍMBOLO A LENDA VIVA. CERTAMENTE, O MITO DE ALBERTO SANTOS DUMONT, UM DOS MAIORES HERÓIS PARA O NOSSO ORGULHOSO POVO, ELEVOU O BRASIL AO DEGRAU MAIS ALTO DO PROGRESSO CIENTÍFICO NA AERONÁUTICA INTERNACIONAL, AO “NAVEGAR POR MARES NUNCA DE ANTES NAVEGADOS” COM O SEU ENGENHOSO 14-BIS.
ASSIM, ESSE PREMONITÓRIO VERSO DE CAMÕES, ARAUTO DA EPOPEIA LUSITANA NA DESCOBERTA DAS ROTAS PARA AS ÍNDIAS, GANHOU NOVA FACETA, AO SER ORGULHOSAMENTE CONDUZIDO EM UMA LONGA FLÂMULA ESCARLATE, PELO BALÃO Nº 06 DAQUELE PEQUENO E INTRÉPIDO BRASILEIRO, NUM MEMORÁVEL VOO SOBRE O MAR MEDITERRÂNEO – O AUTÊNTICO OCEANO DA LATINIDADE.
DESSA FORMA, ESTARIA INDELEVELMENTE SIMBOLIZADA A SINÉRGICA E HARMÔNICA UNIÃO DOS REQUISITOS, QUE POSSIBILITARAM AO PAI DA AVIAÇÃO TRILHAR O CAMINHO DA CONQUISTA DOS CÉUS – A CIÊNCIA E A EDUCAÇÃO. FOI NORTEADA PELA BUSCA DESSAS LÍDIMAS CAPACIDADES, QUE A FORÇA AÉREA BRASILEIRA, AO LONGO DE SUA RICA HISTÓRIA, TEM HONRADO O VITORIOSO LEGADO DO PATRONO DA AERONÁUTICA NACIONAL.
SEGUINDO O ARREBATADOR EXEMPLO DE DUMONT, AO GUARDAR SABIAMENTE O PRECIOSO ENSINAMENTO DE SEU PAI HENRIQUE DE QUE – O FUTURO DO MUNDO ESTÁ NA MECÂNICA – A NOSSA IMPÁVIDA FORÇA AÉREA TEM IGUALMENTE OBJETIVADO O CONSTANTE APERFEIÇOAMENTO TECNOLÓGICO DOS VETORES AÉREOS, SENDO ESTA A LINHA MESTRA DA CONDUÇÃO DO PODER AEROESPACIAL DE UM PAÍS.
EM CONSONÂNCIA COM TAL DIRETIVA, A FAB VEM CONTRIBUINDO AMPLAMENTE PARA O ENÉRGICO VICEJAR DE ESTRATÉGICOS SETORES DO CONHECIMENTO CIENTÍFICO NO PAÍS, POIS TANTO A PUJANTE INDÚSTRIA AERONÁUTICA NACIONAL, COMO O PROMISSOR PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO TÊM SUAS RAÍZES NAS INICIATIVAS VISIONÁRIAS DE OUTRO LENDÁRIO AERONAUTA – O INESQUECÍVEL MARECHAL DO AR CASIMIRO MONTENEGRO. COM INCONTESTE CERTEZA, QUANDO TESTEMUNHARMOS O PORTENTOSO E BEM-SUCEDIDO VOO DO MODERNO PROTÓTIPO DA AERONAVE KC-390, ESTAREMOS VISLUMBRANDO UMA SIMBIOSE DE SONHOS E IDEAIS DE INCONTÁVEIS BRASILEIROS DEDICADOS A ARTE DE VOAR.
TAIS HOMENS E MULHERES, CIVIS E MILITARES, JÁ ALCANÇARAM VARIADAS E GRANDIOSAS VITÓRIAS BRASILEIRAS NOS CÉUS AO REDOR DO MUNDO, POR SE MANTEREM SEMPRE FIÉIS AOS ESFORÇOS EM PROL DO ENSINO DAS CIÊNCIAS AERONÁUTICAS, COMO PREGAVA O PRÓPRIO INVENTOR DO AVIÃO.
HOJE, NO ÂMBITO DA FORÇA AÉREA BRASILEIRA, MANTEMO-NOS INABALÁVEIS EM PROPORCIONAR AS CONDIÇÕES NECESSÁRIAS AO PERENE APERFEIÇOAMENTO DOS NOSSOS VALOROSOS RECURSOS HUMANOS, CERTOS DA ENVERGADURA DE SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A EDIFICAÇÃO DE UMA MODERNA FORÇA AÉREA. MODERNIDADE CUJOS MOTORES PROPULSORES SE ALIMENTAM TANTO DA DETERMINAÇÃO, DA ABNEGAÇÃO E DO SENSO DE DEVER DOS AGUERRIDOS INTEGRANTES DO COMANDO DA AERONÁUTICA, COMO DO PLENO RECONHECIMENTO DA SOCIEDADE, SOBRE O PAPEL A SER DESEMPENHADO PELO PODER AEROESPACIAL BRASILEIRO, NUM CENÁRIO GLOBAL DE MÚLTIPLOS INTERESSES E DE INÚMERAS AMEAÇAS AOS ESTADOS NACIONAIS. HOJE, SOMADO A ESSA DENSA CONJUNTURA GEOPOLÍTICA, VISUALIZA-SE UM CENÁRIO INTERNO MARCADO PELA BEM-SUCEDIDA ATUAÇÃO DO COMPONENTE AÉREO, NOS GRANDES EVENTOS JÁ SEDIADOS PELO PAÍS – A CONFERÊNCIA RIO +20 E A COPA DAS CONFEDERAÇÕES.
ASSIM, A CONTINUIDADE DESSA PRIMOROSA TRAJETÓRIA DE SUCESSO, EM ACONTECIMENTOS DE TAMANHA MAGNITUDE, VINCULA-SE, INCONTESTEMENTE, À MANUTENÇÃO DE VALIOSOS INVESTIMENTOS NO REEQUIPAMENTO E AMPARO AOS QUE GARANTEM, COM SUAS VIDAS, À SOBERANIA DO ESPAÇO AÉREO NACIONAL.
DESSA FORMA, PARA ENFRENTAR OS INSTIGANTES DESAFIOS DA ATUALIDADE, TURBULÊNCIAS NATURALMENTE PRESENTES NAS TRAJETÓRIAS DE VOO DAS NAÇÕES GRANDIOSAS, BUSCAREMOS, NA AUDÁCIA E OBSTINAÇÃO DO NOSSO PATRONO, A INESGOTÁVEL FORÇA MOTRIZ, QUE NO AUGE DA CHAMADA "BELLE ÉPOQUE" EUROPEIA, CONDUZIU AO INFINITO UMA PÁTRIA CHAMADA BRASIL.
DEFENSORES DOS CÉUS DE NOSSA NAÇÃO,NESSE ANIVERSÁRIO DE 140 ANOS DE NASCIMENTO DO MAIOR DOS NOSSOS MARECHAIS DO AR, RECONHEÇAMOS O DESMEDIDO VALOR DA PACIENTE METODOLOGIA DE TRABALHO ADOTADA POR ESSE PREDESTINADO GÊNIO INVENTIVO BRASILEIRO.
CERTAMENTE, FOI ESSA INVULGAR HABILIDADE EMPREENDEDORA, RESPONSÁVEL POR NOS CONDUZIR DO IMAGINÁRIO LITERÁRIO À SÓLIDA REALIDADE DOS BALÕES.
DESTES, ÀS INTRIGANTES PESQUISAS COM O MOTOR A COMBUSTÃO E, FINALMENTE, REUNIR OS INDISPENSÁVEIS CONHECIMENTOS SEMEADOS AO LONGO DE TODA UMA VIDA, NA BUSCA DOS ELEMENTOS NECESSÁRIOS AO CONTROLE DO AVIÃO, NO PIONEIRO E INESQUECÍVEL VOO AUTOPROPULSADO SOBRE A TERRA.
ESPELHEMO-NOS NA SABEDORIA DESSA JORNADA DE SUCESSO, ONDE O SOMATÓRIO DE MÉTODO, PESQUISA E EMPENHO ELEVOU O ESTUDANTE A CIENTISTA, O CIENTISTA A AVIADOR, E O AVIADOR A SÍMBOLO DE UMA NAÇÃO.
TAMANHO LEGADO, IMORTALIZADO NA SINGELA MAS REVELADORA BIBLIOGRAFIA DO ESCOLHIDO PARA OCUPAR A CADEIRA DE NÚMERO 38 DA TRADICIONAL ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, REVESTIU-SE NO INFINDÁVEL COMBUSTÍVEL A ALIMENTAR AS ESPERANÇAS DA HUMANIDADE NO GLORIOSO FUTURO DA CONQUISTA ESPACIAL.
NESSA MANHÃ, AO RENDERMOS PREITO AO PAI DA AVIAÇÃO, MANTENHAM PROFUNDA E INQUEBRANTÁVEL FÉ NOS DESÍGNIOS DOS ABENÇOADOS PELO CRIADOR, POIS NESSE MESMO DIA 20 DE JULHO, O SER HUMANO DARIA AQUELE PEQUENO PASSO NO SOLO LUNAR, IMPULSIONADO PELO TRIUNFO DE UM FRANZINO BRASILEIRO QUE SAÍRA DO SERTÃO PARA ENSINAR AOS HOMENS O CAMINHO DAS ESTRELAS.
PARABÉNS AO PATRONO DA AERONÁUTICA BRASILEIRA!

Tenente-Brigadeiro-do-Ar JUNITI SAITO
Comandante da Aeronáutica

sexta-feira, 19 de julho de 2013

LABACE 2013

Feira da aviação executiva será de 14 a 16 de agosto em Congonhas
O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, será novamente sede da Labace - Latin American Business Aviation Conference & Exhibition. O evento, considerado uma das maiores feiras de aviação executiva do mundo, ocorre de 14 a 16 de agosto de 2013, no antigo hangar da Vasp. Já estão confirmadas cerca de 200 empresas expositoras e mais de 70 aeronaves ficarão em exibição. Na última edição, o evento recebeu mais de 16 mil visitantes e a expectativa é de que o número seja ultrapassado neste ano. 

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Aeronaves

P-51 Mustang
Nosso amigo e colaborador Tiago Rizzi compartilhou um momento muito especial que reproduzimos hoje para os leitores do Blog do NINJA!
Apreciem sem moderação!!!
Hoje tive a oportunidade de entrar numa das máquinas mais emblemáticas da história...um sonho...tinha acabado de chegar; só o barulho do Rolls Royce Merlin de 1700 HP já é lindo, o avião então...nem se fala. 
Próxima etapa será um voozinho...
Abraços 
Tiago Rizzi

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aeroportos

Em Vitória, gavião espanta pássaros do aeródromo
Para afastar pássaros que oferecem riscos à decolagem de aviões no Aeroporto de Vitória (ES), um gavião foi orientado por biólogos e passou a auxiliar na realização de voos no local. Shogun, como é chamado, captura a ave, recebe recompensa e, em troca, libera o animal com vida. Além do gavião, a fêmea de um falcão, que recebeu o nome de Fúria, também recebe treinamento para garantir a segurança das aeronaves. A cada decolagem, biólogos observam a presença de pássaros que sobrevoam o aeroporto de Vitória e que podem colocar em risco as operações aéreas. Para espantá-los, são utilizadas técnicas, como armadilhas e barulho de fogos. Em certos casos, emprega-se a ave predadora para afastar as outras espécies. 

Fonte: G1

terça-feira, 16 de julho de 2013

Carreiras na Aviação

Vagas para médicos na Força Aérea Brasileira
Inscrições até 13 de agosto de 2013 

Informações e Inscrições: www.fab.mil.br e www.ciaar.com.br

Saiba mais: Blog do NINJA de 10/07/2013