Já está tudo pronto para Ubatuba receber o 2º Raid Aéreo Sudeste-Nordeste Costa Esmeralda. A cidade foi escolhida como a primeira da região sudeste para o receptivo aos aviadores, que partem de Itapema-SC. Aproveitando o evento, o Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - e o Aeroclube de Ubatuba organizaram uma Festa Aérea, montada no Centro de Convenções, gentilmente cedido pela Companhia Municipal de Turismo - COMTUR, instalado ao lado do Aeroporto Gastão Madeira. Ontem, sexta-feira, véspera, ocorreram os últimos preparativos com a capacitação de jovens voluntários e a montagem dos estandes do NINJA, do Aeroclube de Ubatuba, do Clube de Castores, da ABRAPAER Kids, do Grupo Escoteiros do Ar Aviação do Exército de Taubaté, da Guarda Mirim de Ubatuba, do Curso de Ciências Aeronáuticas da UNITAU, da equipe de salvamento terra e mar BLESS, do Aeroporto das Crianças do Kerovoar e da exposição Memória da Gente, organizada pelo Instituto Salerno-Chieus. O Serviço Regional de Proteção ao Voo, da FAB, montou uma base de apoio. Várias entidades colaboram com o evento, que promete um sábado de muita alegria para crianças, jovens e adultos, estendendo-se até a manhã do 22 de março, quando os aviadores seguem para as próximas etapas do Raid. Confira no Especial de Domingo a cobertura completa da festa aérea em Ubatuba.
sábado, 21 de março de 2015
sexta-feira, 20 de março de 2015
Ciência
Experimento vai monitorar radiação cósmica e suas implicações na aviação
Qual a influência dos raios cósmicos sobre os sistemas embarcados em aeronaves e sobre a tripulação? Esses são alguns dos estudos que serão possíveis com o apoio de um contêiner-laboratório avançado para monitoramento de radiação cósmica, em funcionamento desde fevereiro deste ano, no Observatório Pico dos Dias (1.860 m de altitude), no Laboratório Nacional de Astrofísica, em Itajubá (MG). O experimento, liderado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), órgão ligado ao Comando da Aeronáutica, visa monitorar e acompanhar as variações no fluxo, espectro de energia, e dose devido à partículas produzidas pela radiação cósmica na atmosfera terrestre.
O contêiner-laboratório está equipado com instrumentos de ponta, como espectrômetros de partículas, monitores de radiação diversos e um conjunto de memórias, com operação 24 horas por dia, que permitirão o acesso dos dados de monitoramento de forma remota pelos pesquisadores.
Com esse estudo será possível acompanhar as variações no fluxo de radiação cósmica, de forma a balizar os estudos sobre a influência que as partículas dos raios cósmicos podem causar ao incidir em sistemas embarcados em aeronaves. De acordo com o Pesquisador do IEAv, Claudio Antonio Federico, essa incidência pode ocasionar mudanças de estado de memória, falhas em controladores lógicos e até a falha completa de um sistema.
“Já houve incidente envolvendo aeronave em que a única causa não descartada foi uma falha em função do efeito de radiação cósmica”, destaca o pesquisador.
Outro aspecto do experimento é com relação à dose de radiação ionizante nas tripulações. Por meio da pesquisa será possível prever as alterações na taxa de dose incidente em tripulações de aeronaves em voo.
“Essa é uma preocupação crescente em diversos países devido à maior frequência e altitude da malha de voos”, explica Federico. “Esses controles já são obrigatórios no Canadá e União Europeia e recomendados nos Estados Unidos. Para ter uma ideia, a dose de radiação oriunda de raios cósmicos durante um voo de 12 horas em altitude típica de voos internacionais equivale aproximadamente a um raio X de tórax”, explica o pesquisador.
Os estudos decorrentes dos experimentos poderão embasar, segundo o pesquisador, novas diretrizes nesse segmento da aviação. Um dos objetivos futuros é criar um código brasileiro para avaliar as doses de radiação incidentes em aeronautas. “Outro é proporcionar aos órgãos de controle condições para a emissão de alertas quando os níveis de radiação estiverem muito altos”, analisa Federico. “Com essas medidas poderemos projetar uma aviação cada vez mais segura”, finaliza o pesquisador.
O experimento faz parte das atividades do projeto ERISA (Efeitos da Radiação Ionizante em Sistemas Aeronáuticos) e também de um acordo do DCTA com o Laboratório Aeroespacial Francês, ONERA (Office National dEtudes et de Recherches Aérospatiales).
Também cooperam com o experimento os Laboratórios IRD (Instituto de Radioproteção e Dosimetria), pertencente à Comissão
Nacional de Energia Nuclear e o laboratório TIMA (Techniques de la informatique et de la Microélectronique pour L Arquitecture des Systèmes Intégrés), pertencente à Universidade de Grenoble, França.
Fonte: FAB
quinta-feira, 19 de março de 2015
Antonov
Ucraniana Antonov quer fabricar aviões no Brasil
A empresa estatal ucraniana Antonov Company quer trazer para o Brasil a sua fábrica de aviões do modelo AN 38-100, de 27 lugares.
O investimento de US$ 1 bilhão deve ser feito em Ilhéus, na Bahia. A empresa está de olho na promessa do governo de comprar 80 aviões turboélices para substituir os Bandeirantes fabricados pela Embraer.
Para fechar o negócio, os ucranianos procuram sócios no Brasil e sonham com um financiamento do BNDES.
Fonte: http://epoca.globo.com
quarta-feira, 18 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Meteorologia
FAB transfere tecnologia de obtenção de dados meteorológicos
No dia 11 de março de 2015, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), sediado em São José dos campos, SP, assinou o Contrato de Transferência de Tecnologia do “Sistema Portátil de Aquisição de Dados Meteorológicos e Dispositivo Plataforma Portátil” entre o IAE e a empresa Campbell Scientific do Brasil Ltda. A tecnologia, que consiste em um sistema portátil de monitoramento de parâmetros meteorológicos e ambientais de maior precisão e confiabilidade, incorporando sensores para outras medições, é a primeira licença de tecnologia e transferência para o mercado da Força Aérea Brasileira na vigência da Lei de Inovação (Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004), e o primeiro produto em instrumentação meteorológica da FAB com pedido de patente depositado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial para fins de desenvolvimento, produção e comercialização com concessão de licença para uso e exploração de tecnologia em caráter exclusivo.
O contrato foi assinado pelo Brigadeiro Leonardo Magalhães Nunes da Silva, Diretor do IAE, e pelo Sr. Deivide Giancarlo Paolo Margelli, representante legal da Campbell Scientific do Brasil Ltda, empresa licenciada e habilitada no certame público para uso e exploração do Sistema. Através da sua comercialização, a tecnologia desenvolvida no IAE poderá ser aplicada na indústria eletrônica e no setor de monitoramento meteorológico e ambiental.
O “Sistema Portátil de Aquisição de Dados Meteorológicos e Dispositivo Plataforma Portátil” é um invento do Tenente-Coronel Eduardo Iorio Pereira e do Servidor Civil Engenheiro Hildo Romeu Quinsan Jr. Ambos atuam no IAE e participaram do projeto em suas diferentes fases.
Fonte: www.cta.br
segunda-feira, 16 de março de 2015
FAB & Indústria de Defesa
O programa FAB & Indústria de Defesa mostra nesta edição como são fabricados os macacões de voo utilizados pelos aeronavegantes da Força Aérea Brasileira.
Os fios do tecido têm propriedade antichama. As 48 peças individuais que compõem o macacão passam por quase 100 operações até se transformarem no produto final.
domingo, 15 de março de 2015
Especial de Domingo
Há menos de uma semana do início do 2º Raid Aéreo Sudeste-Nordeste Costa Esmeralda, que tem o apoio do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA, reproduzimos conteúdo sobre os primeiros raids da aviação naval brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!
Os primeiros "raids" da Aviação Naval
Viagens de aviões são realizadas nos dias de hoje praticamente para qualquer lugar do planeta. Voos de longa distância tornaram-se tão frequentes quanto viagens locais. Mas essa realidade atual difere muito da aviação nas duas primeiras décadas do século XX.
Era uma época de pioneirismo. As aeronaves existentes eram precárias e pouco potentes. Os aviadores com mais experiência mal chegavam a ter dez anos de pilotagem e os recursos em solo e auxílio à navegação aérea praticamente não existiam. Todos esses fatores faziam dos voos não locais verdadeiras epopeias aéreas. Por essa razão qualquer voo que ultrapassasse as cercanias dos centros de aviação eram considerados "raids" aéreos.
O primeiro "raid" aéreo da Aviação Naval Brasileira ocorreu pouco depois da chegada e montagem das aeronaves Curtiss modelo F 1914 da Escola de Aviação.
Foto de um dos Curtiss Modelo F 1914 tirada em 1918, em frente a Praça Mauá,
Baía de Guanabara. Raramente eram vistos fora da Baía devido
principalmente a inexperiência dos pilotos e às limitações das aeronaves.
Foto: SDM
A Marinha possuía aviadores com pouca experiência e os aviões recém adquiridos ainda eram novidades para os oficiais brasileiros. Portanto, coube ao instrutor de voo, mecânico e também consultor da empresa Curtiss, Sr. Orthon W. Hoover, a pilotagem da aeronave. Ao seu lado, estava o Comandante da Escola de Aviação Naval Capitão-de-Corveta Protógenes Guimarães.
Os dois integrantes do voo antes da partida do primeiro "raid"
Na manhã do dia 12 de outubro de 1916, a aeronave Curtiss F "C1" decolou das proximidades da Ilha das Enxadas (atual CIAW) rumo a Enseada Baptista das Neves, em Angra dos Reis, onde funcionava o Colégio Naval.
Colégio Naval em Angra dos Reis
O voo de regresso foi adiado para 14 de outubro em função das condições climáticas desfavoráveis.
No dia 14, logo após a decolagem, um vento forte fez com que o os tripulantes optassem por um pouso na Baía de Sepetiba, em busca de proteção. A demora do retorno da aeronave ao Rio de Janeiro fez com que fosse acionada uma operação de busca e salvamento.
Posteriormente, os tripulantes conseguiram enviar um telegrama, a partir de Itacuruçá, informando sobre o pouso. A aeronave ali permaneceu até que uma embarcação da Marinha providenciasse o reabastecimento. Na manhã do dia 15, a aeronave decolou e executou o seu translado final até a Ilha das Enxadas (1). Às 11:30h, o primeiro "raid" era concluído com sucesso e muita aventura.
Dispondo de poucas aeronaves, infra-estrutura precária e tendo como prioridade a instrução básica de aviadores navais brasileiros, os anos de 1917 e 1918 não tiveram voos de longa duração. Somente em 1919 os "raids" seriam retomados. Agora comandados por pilotos brasileiros. Em 15 de agosto, amerrissava em Ilha Grande o aerobote biplano Curtiss HS-2L nº 11.
Um voo mais longo seria executado em 17 de outubro do mesmo ano. Sob o comando do então Tenente Delamare, o HS-2L nº 15 amerrissou nas águas do estuário do porto de Santos/SP (2). A barreira interestadual havia sido quebrada. O próximo passo era alcançar os países vizinhos.
Um dos desafios aéreos no ano de 1920 foi a realização de um "raid" entre as capitais do Brasil (Rio de Janeiro) e da Argentina (Buenos Aires). As primeiras duas tentativas, realizadas por pilotos estrangeiros (o primeiro um inglês e o outro um argentino), não tiveram sucesso.
No dia 6 de outubro de 1920, o então Tenente Delamare, em companhia de um sub-oficial, decolou com um Macchi M9 para tentar realizar a façanha aérea.
Modelo Macchi M.9
No mesmo dia atingiu a cidade de Santos e decidiu prosseguir viagem. Passando próximo de Camburiú/SC, a aeronave teve uma avaria no comando dos ailerons. Esse problema fez com que eles descessem para reparos. Após os reparos, a aeronave iniciou a sua decolagem quando então o casco atingiu uma rocha submersa. Mesmo após o impacto, o avião conseguiu decolar e prosseguiu viagem. Próximo ao entardecer, decidiram pousar perto de Anhatomirim/SC para o pernoite. As avarias no casco fizeram com que a aeronave naufragasse próximo à praia. O avião foi então desmontado e rebocado para Florianópolis/SC, onde reparos de emergência foram feitos (2).
A viagem só pode prosseguir no dia 16 de outubro, quando o Macchi 9 decolou de Florianópolis. Ao passarem por Laguna, os suportes do aileron se desprenderam, forçando um novo pouso para reparos. Durante a amerrissagem na Lagoa Imaruí, a asa direita entrou na água. A aeronave foi então submetida a novos reparos em Laguna, onde permaneceu até o dia 26 do mesmo mês.
O trecho Laguna - Porto Alegre também teve seus problemas. Durante o voo, o revestimento de lona da hélice desprendeu-se, forçando uma amerrissagem em Cideira, na Lagoa dos Patos. A aeronave atingiu Porto Alegre no mesmo dia (26 de outubro) e pousou no Rio Guaíba. A decolagem de Porto Alegre ocorreu no dia 30 e, depois de um pouso em Pelotas, chegaram a cidade de Rio Grande. Nessa altura da viagem, a aeronave precisava de uma revisão geral. Decidiu-se então retirá-la da água e executar os reparos no seco. Durante o içamento, o Macchi caiu do guindaste encerrando de vez a viagem. Mesmo assim, aquele voo ficaria para a história como o mais longo da Aviação Naval até então.
O ano de 1922 assistiu a um feito inédito na aviação mundial. Dois pilotos portugueses, Gago Coutinho e Sacadura Cabral, pilotando hidroaviões Fairey F-3, realizaram o trecho Lisboa - Rio de Janeiro.
No segundo semestre de 1922, duas aeronaves De Havilland 9 do exército do Chile, tentaram realizar o voo Santiago - Rio de Janeiro. Um dos aviões foi perdido em Castellanos (Argentina) e a outra aeronave decidiu prosseguir viagem sozinha. Chegando nas proximidades de Ubatuba/SP, as condições meteorológicas não permitiram o prosseguimento da viagem e o piloto decidiu pousar. Na manobra, a aeronave capotou e ficou completamente inutilizada. Num gesto de boa vontade do Governo Brasileiro, a Aviação Naval cedeu a aeronave Curtiss HS-2 nº 11 para que o piloto chileno completasse a viagem. A Aviação Naval Brasileira deu a sua contribuição nesse voo de 3.390 km.
Sem dúvida, o mais notável voo de longo curso da Aviação Naval naquela época foi a realização do "raid" Rio de Janeiro - Aracaju. Foram selecionados quatro Curtiss F5L (nº 1, 2, 3, 4) para a empreitada. As aeronaves decolaram do Rio de Janeiro em 1º de julho de 1923 e após 3:40h, amerrissaram em Vitória/ES. No dia seguinte as aeronaves seguiram em direção a cidade de Salvador/BA. Três aeronaves chegaram na capital baiana por volta das 15:30h do dia 2 de julho. Nessa data foi comemorado o Centenário da Independência da Bahia. O quarto avião (nº 4) desceu em Itaparica por causa do mal tempo. Atingiu Salvador somente no dia 5.
Após alguns dias, o comandante da esquadrilha determinou Recife como a próxima etapa da viagem. Os aviões decolaram de Salvador no dia 15 de julho e chegaram em Aracaju/SE no mesmo dia. Uma avaliação dos cascos dos aerobotes e a necessidade de uma revisão adequada dos motores fez com que o comandante resolvesse iniciar a viagem de volta ao Rio de Janeiro. Iniciando no dia 29 de julho, a viagem de volta terminou na capital federal em 8 de agosto. Foi o primeiro voo de um grupo de aeronaves da Aviação Naval a atingir mais de 3.000 quilômetros (2).
A Tabela abaixo resume os "raids" realizados pela Aviação Naval até o ano de 1923.
Na década de trinta regularizaram-se os voos de longo curso através das linhas do Correio Aéreo Naval. Mesmo sendo parte de uma rotina diária, cada voo ainda representava uma aventura própria.
Bibliografia:
(1) COMFORAERNAV. Histórico.
Disponível em: www.foraer.mar.mil.br
Disponível em: www.foraer.mar.mil.br
(2) LAVENERIE-WANDERLEY, N. F. História da Força Aérea Brasileira. 2. ed. Ed. Gráfica Brasileira: Rio de Janeiro, 1975. p. 60-63.
(3) SRPM. 84º Aniversário da Aviação Naval. In: No Mar nº 701. Serviço de Relações Públicas da Marinha, Brasília/DF. p.5
(4) ANDRADE, R. P. História da Construção Aeronáutica no Brasil. Artgraph Ed., São Paulo, 1991. 327 p.
Fonte: www.naval.com.br
sábado, 14 de março de 2015
VANT
Brasil cria VANT com maior capacidade de mapeamento do mundo
Foi desenvolvido no Brasil o drone que pode ser considerado o mini-VANT com maior capacidade de mapeamento do mundo. O modelo, de nome Echar 20B, foi construído pela XMobots e entrou em pré-venda.
O dispositivo pesa 7 kg e possui autonomia de até 2 horas. Soma-se a isso uma câmera de 36 MP e sua capacidade de mapeamento chega aos 44 km². Seus principais concorrentes são um modelo sueco e outro esloveno que têm, respectivamente, câmeras de 12 MP e 24 MP e capacidades de 12 km² e 15 km².
A estrutura do Echar 20B é fabricada em kevlar, material usado em coletes a prova de balas, e o procedimento de pouso conta com auxílio de um paraquedas. A XMobots desenvolveu uma catapulta para a decolagem, assim o drone pode circular em locais onde não há pista de voo. “Isso também faz com que o operador de campo não precise ter habilidades de piloto de aeromodelo, tornando a operação extremamente simples”, explica Giovani Amianti, presidente da empresa.
O modelo mais modesto do Echar 20B custa R$ 138 mil, mas o preço pode chegar a R$ 270 mil, dependendo das configurações. O lançamento comercial será realizado em maio de 2015.
sexta-feira, 13 de março de 2015
2º Raid Aéreo Sudeste-Nordeste Costa Esmeralda
Ubatuba-SP vai receber o 2º Raid Aéreo Sudeste-Nordeste Costa Esmeralda nos próximos dias 21 e 22 de março (sábado e domingo), com entrada franca, a partir das 9h30.
Raid é uma palavra inglesa usada geralmente para definir eventos automotivos, ciclísticos, aéreos, etc., onde os participantes obedecem um percurso pré-estabelecido.
A cidade viverá um final de semana diferente, pois, pela primeira vez, aproximadamente 30 aeronaves de pequeno porte pousarão no período da manhã de sábado e decolarão na tarde de domingo. O portão de acesso Centro de Convenções – Aeroporto criado para este e outros eventos permitirá aos visitantes ter contato direto com pilotos e aeronaves.
Este 2º Raid compreende um percurso de sete etapas, partindo de Porto Belo (SC), com destino a Natal (RN), percorrendo ao todo oito cidades, em aproximadas 35 horas de voo, num total de 6.500 km entre ida e volta.
Toda a população está sendo convidada, e a programação, com rigoroso esquema de segurança, conta ainda com voluntários especialistas em aviação e a presença de alunos das redes municipal, estadual e particular, além do NINJA, da Universidade de Taubaté, dos Escoteiros de Taubaté e Ubatuba e da Guarda Mirim. Como parte do evento, será inaugurada a Rua Lia de Barros, em homenagem à pioneira do turismo de Ubatuba. A via é o principal acesso ao Centro de Convenções.
quinta-feira, 12 de março de 2015
Carreiras na Aviação
Comissários de bordo que dão show nas alturas
De vez em quando, companhias de voo e comissários de bordo viralizam na internet, geralmente graças ao bom humor. E essa é a principal razão para o sucesso que um vídeo filmado dentro de um avião tem feito na internet. Nele, uma aeromoça aparece executando uma dança ao som da canção Uptown funk, de Mark Ronson e Bruno Mars.
Segundo o Daily Mail, a moça trabalha para a companhia canadense WestJet e teria feito a performance depois de ter passado as instruções de segurança. O site diz ainda que o vídeo original foi postado no Reddit pelo usuário Simian_King. Ele afirmou ser irmão da aeromoça, que seria uma ex-dançarina de breakdance.
No Brasil
No Brasil, na extinta companhia Webjet, o comissário de bordo Ronald Pennaforte também fazia uma performance para agradar aos passageiros, com uma narração toda própria das repetidas instruções de procedimentos para o voo e até cantava canções de sua própria autoria.
Reveja a postagem do Blog do Ninja de 11/10/2010 e assista a uma das performances do comissário brasileiro .
quarta-feira, 11 de março de 2015
Carreiras na Aviação
A primeira aviadora da FAB a comandar um helicóptero de ataque
A Tenente Aviadora Vitória Bernal Cavalcanti entrou para a história da aviação brasileira ao se tornar a primeira mulher do País a alçar voo no comando de um helicóptero de ataque. Na última sexta-feira (06/03), ela realizou a sua primeira instrução no cockpit da aeronave AH-2 Sabre, com sede na Base Aérea de Porto Velho.
“É uma grande honra e responsabilidade ser a primeira mulher a pilotar um helicóptero de ataque da Força Aérea Brasileira. Espero que isso sirva de inspiração para todas as mulheres, mostrando que, por meio do esforço e da dedicação, nós podemos alcançar qualquer objetivo”, ressaltou.
Formada pela Academia da Força Aérea (AFA) em 2013, a Tenente Vitória,hoje aos 23 anos, é natural de São Paulo (SP). Ela é a primeira aviadora do Esquadrão Poti, equipado com os helicópteros de ataque AH-2. A aeronave, armada com um canhão de 23mm e capaz de lançar mísseis e foguetes, é blindada e pesa 12 toneladas.
"Ainda terei muitos estudos e treinamentos pela frente para cumprir todas as ações da FAB atribuídas ao Esquadrão Poti, que são defesa aérea, ataque, escolta, supressão de defesa aérea inimiga, varredura e apoio aéreo aproximado”, destacou.
Após voar aviões T-25 e T-27 na AFA, a Tenente Vitória passou um ano em Natal (RN), no comando de helicópteros H-50 Esquilo. Transferida em 2015 para Porto Velho, seu primeiro desafio foi o curso teórico da aeronave AH-2 Sabre. Agora, ela treina para atuar como POSA (Piloto Operador de Sistemas de Armas), responsável por acionar o armamento do AH-2.
Fonte: www.fab.mil.br
Saiba mais: Blog do NINJA de 02/03/2015 e 08/03/2015
terça-feira, 10 de março de 2015
Aventura Aérea
Solar Impulse 2 conclui primeira etapa da volta ao mundo
O avião Solar Impulse 2, que funciona exclusivamente com energia solar, aterrissou na noite de segunda-feira, 09 de março de 2015, em Omã, ao final de sua primeira etapa de volta ao mundo.
A aeronave revolucionária, que não utiliza nenhum combustível, decolou às 7h12 locais (0h12 de Brasília), antes do nascer do sol, no pequeno aeroporto de Al Bateen, na capital dos Emirados Árabes Unidos. Levou 13 horas e dois minutos para completar o trajeto até Mascate, a capital de Omã.
Nesta primeira etapa, o suíço André Borschberg pilotou o aparelho. Seu compatriota Bertrand Piccard pilotará na próxima etapa, entre Mascate e Ahmedabad, na Índia. A volta ao mundo em 12 etapas é o resultado de 13 anos de pesquisas de Borschberg e Piccard, que além da façanha científica querem transmitir uma mensagem política.
A aeronave está coberta com mais 17.000 células solares que cobrem asas de 72 metros e alimentam seus quatro motores elétricos de hélice. Mas o SI2, concebido em fibra de carbono, não pesa mais de 2,5 toneladas, tanto quanto um jipe com tração nas quatro rodas, menos de 1% do peso do Airbus A380.
No total, o avião percorrerá 35.000 km a uma velocidade relativamente modesta (entre 50 e 100 km/h) e sobrevoará dois oceanos, Pacífico e Atlântico. A viagem, a 8.500 metros de altitude no máximo, vai durar cinco meses, sendo 25 dias de voo efetivo.
"Queremos compartilhar nossa visão de um futuro limpo", declarou Piccard, para quem esta missão deve contribuir para a luta contra o aquecimento global.
Saiba mais:
Blog do NINJA de 03/03/2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
VANT
Voo de VANT civil não pode ser realizado sem autorização da ANAC
Assunto do momento, os voos de aeronaves não tripuladas, que vêm se difundindo pelo mundo nos últimos anos, suscitam ainda muitas dúvidas, confusões e curiosidades na busca pela informação correta. De fato, é até certo ponto compreensível, uma vez que a tecnologia começou a ser popularizada muito recentemente e praticamente todos os países ainda buscam as melhores soluções para uma regulamentação da atividade em detalhes de modo a viabilizar a segurança necessária, sobretudo diante dos prognósticos do crescimento exponencial da atividade.
Um Veículo Aéreo Não tripulado não é um brinquedo e não pode ser considerado como tal. Possui regras próprias que diferem da já conhecida atividade de aeromodelismo e, por isso, precisa de certificação e autorização para voo. Mas como solicitar estas autorizações? O que fazer para operar uma aeronave destas no Brasil? Qual a legislação pertinente à atividade? Qual legislação ainda será criada? Qual a diferença entre drone e VANT? O que é um RPA?
O objetivo deste texto é esclarecer ao menos os princípios básicos a respeito das autorizações para voos não tripulados, no âmbito do DECEA, e as normatizações (existentes e previstas) referentes ao assunto no País.
Nomenclatura
Drone
Antes de mais nada, é importante destacar que o termo “drone” é apenas um nome genérico. Drone (em português: zangão, zumbido) é um apelido informal, originado nos EUA, que vem se difundindo mundo a fora, para caracterizar todo e qualquer objeto voador não tripulado, seja ele de qualquer propósito (profissional, recreativo, militar, comercial, etc.), origem ou característica. Ou seja, é um termo genérico, sem amparo técnico ou definição na legislação.
VANT
VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), por outro lado, é a terminologia oficial prevista pelos órgãos reguladores brasileiros do transporte aéreo para definir este escopo de atividade. Há, no entanto, algumas diferenças importantes. No Brasil, segundo a legislação pertinente (Circular de Informações Aéreas AIC N 21/10), caracteriza-se como VANT toda aeronave projetada para operar sem piloto a bordo. Esta, porém, há de ser de caráter não recreativo e possuir carga útil embarcada. Em outras palavras, nem todo “drone” pode ser considerado um VANT, já que um Veículo Aéreo Não Tripulado utilizado como hobby ou esporte enquadra-se, por definição legal, na legislação pertinente aos aeromodelos e não a de um VANT.
RPA
Do mesmo modo, há dois tipos diferentes de VANT. O primeiro, mais conhecido, é o RPA (Remotely-Piloted Aircraft / em português, Aeronave Remotamente Pilotada). Nessa condição, o piloto não está a bordo, mas controla aeronave remotamente de uma interface qualquer (computador, simulador, dispositivo digital, controle remoto, etc.). Diferente de outra subcategoria de VANT, a chamada “Aeronave Autônoma” que, uma vez programada, não permite intervenção externa durante a realização do voo. Como no Brasil a Aeronave Autônoma tem o seu uso proibido, tratemos a partir daqui apenas das RPA. A chamada RPA, enfim, é a terminologia correta quando nos referimos a aeronaves remotamente pilotadas de caráter não-recreativo.
RPAS
Há ainda o termo RPAS, que nada mais é do que um sistema de RPA. Em outras palavras, nos referimos às RPAS quando citamos não só a aeronave envolvida mais todos os recursos do sistema que a faz voar: a estação de pilotagem remota, o link ou enlace de comando que possibilita o controle da aeronave, seus equipamentos de apoio, etc. Ao conjunto de todos os componentes que envolvem o voo de uma RPA usamos, portanto, o nome de RPAS (Remotely Piloted Aircraft Systems).
Exemplos de uso
Como exemplos de usos de RPAS pode-se citar aeronaves remotamente pilotadas com os seguintes propósitos: filmagens, fotografias, entregas de encomenda, atividades agrícolas, missões militares, mapeamento de imagens 3D, monitoramento meteorológico, missões de busca, missões de governos, defesa ciivil, defesa aérea, usos como robôs industriais, patrulha de fronteiras, combate a incêndios, combate ao crime, inspeção de plataformas de petróleo, distribuição de remédios em ambientes hostis, entre muitos outros usos que já existem ou ainda estão por vir.
Legislação
Muitas pessoas acreditam que não há regulamentação no Brasil para o uso de RPA e até mesmo para o voo de aeromodelos. Isso não é correto. Há uma Circular de Informações Aeronáuticas especialmente dedicada ao tema, a AIC N 21/10 – VEÍCULOS AÉREOS NÃO TRIPULADOS, conforme citado acima.
Para o caso de aeromodelos, há a Portaria DAC nº 207, que estabelece as regras para a operação do aeromodelismo no Brasil.
Do mesmo modo, no que couber, há ainda o Código Brasileiro de Aeronáutica, os RBHA (Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica) os RBAC (Regulamento Brasileiro de Aviação Civil), o Código Penal e a Constituição Brasileira.
O assunto, porém, é novo e naturalmente não só o Brasil, bem como o mundo todo, ainda não dispõe de uma regulamentação detalhada que englobe todos os usos, características, funções, necessidades, restrições, funcionalidades e perigos da novidade. Esforços estão sendo empreendidos para uma regulamentação mais abrangente da atividade no País – que leve em conta a participação de todos os atores envolvidos – o mais breve possível, o que ocorrerá ainda neste ano.
Desse modo, o DECEA, em consonância com outros órgãos, vem trabalhando a fim de possibilitar a inserção no espaço aéreo de forma segura e controlada, do mesmo modo que vem fazendo com as aeronaves tripuladas desde que as mesmas começaram a voar no País.
RPA
Premissas Básicas
– Qualquer equipamento que saia do chão de forma controlada, permaneça no ar de forma intencional e seja utilizado para fins outros que não seja para esporte, lazer, hobby ou diversão deve ser encarado como uma RPA;
– A RPA é uma aeronave e será tratada como tal, independentemente de sua forma, peso e tamanho;
– O voo de uma RPA não deverá colocar em risco pessoas e/ou propriedades (no ar ou no solo), mesmo que de forma não intencional;
– As RPA deverão se adequar às regras e sistemas existentes;
– As RPA não recebem tratamento especial por parte dos órgãos de controle de tráfego aéreo;
– A designação de uma RPA independe de sua forma, tamanho ou peso. O que define se um equipamento será tratado como uma RPA ou não é o seu propósito de uso.
Exemplo: a atividade realizada com equipamentos não tripulados que utilizam determinada porção do espaço aéreo, com o propósito exclusivo de uso voltado a hobby, esporte e/ou lazer, é classificada como aeromodelismo, independente de sua forma, peso ou tamanho. Para a utilização de aeromodelos, devem ser seguidas as regras previstas na Portaria DAC no 207/STE, já citada acima.
É importante destacar aqui que, mesmo nos casos de uso de aeromodelos, o Código Penal Brasileiro prevê, entre outras coisas, a proteção da integridade corporal de pessoas, e, em caso de negligência desta observação, dependendo do caso, as ações poderão ser tratadas como lesão corporal ou ainda, no caso de consequências maiores, poderão ser tratadas até mesmo de forma mais grave, mesmo sem a ocorrência de fatalidades.
– Qualquer intenção de operação com propósitos diferentes daqueles voltados ao lazer, esportes e hobby, deverá ser devidamente analisada e aprovada pela ANAC. Mais uma vez, o que deve ser analisado é o propósito do voo, independentemente do equipamento utilizado.
Autorização de RPA – Uso Experimental
Para a operação experimental de RPAS, um Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE) deve ser solicitado à ANAC, conforme as seções 21.191 e 21.193 do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil n° 21 – RBAC 21, disponível em:
A Instrução Suplementar 21-002 Revisão A, intitulada “Emissão de Certificado de Autorização de Voo Experimental para Veículos Aéreos Não Tripulados”, orienta a emissão de CAVE para Aeronaves Remotamente Pilotadas – RPA com os propósitos de pesquisa e desenvolvimento, treinamento de tripulações e pesquisa de mercado. O arquivo oficial está disponível em:
O CAVE é emitido para um número de série específico de uma RPA, portanto não é possível emiti-lo sem apresentar a aeronave específica, para a qual se pretende emitir um CAVE.
No que diz respeito a esses voos experimentais de RPAS, o Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica nº 91 – RBHA 91, intitulado “Regras gerais de operação para aeronaves civis”, na seção 91.319, parágrafo (a), define que “Nenhuma pessoa pode operar uma aeronave civil com certificado de autorização de voo experimental (CAVE) para outros propósitos que não aqueles para os quais o certificado foi emitido, ou transportando pessoas ou bens com fins lucrativos”. O RBHA 91 está disponível em:
Por fim, ressaltamos que o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) – Lei no 7.565, de 19 DEZ 1986, em seu Artigo 119 diz que “As aeronaves em processo de homologação, as destinadas à pesquisa e desenvolvimento para fins de homologação e as produzidas por amadores estão sujeitas à emissão de certificados de autorização de voo experimental…”
Autorização de RPA – Uso com Fins Lucrativos
A fim de viabilizar a operação de RPAS com fins lucrativos, operação esta que não é caracterizada como experimental, deve ser encaminhado à ANAC um requerimento devidamente embasado, destacando as características da operação pretendida e do projeto do RPAS, de modo a demonstrar à ANAC que o nível de segurança do projeto é compatível com os riscos associados à operação (riscos a outras aeronaves em voo e a pessoas e bens no solo).
Contudo, a ANAC ainda não possui regulamentação específica relacionada à operação de RPAS com fins lucrativos e, até o momento, este tipo de requerimento está sendo analisado, caso a caso, pela área técnica da ANAC e apreciado pela Diretoria Colegiada, que então delibera pelo deferimento ou indeferimento da autorização.
A publicação, no entanto, de legislação da ANAC referente à operação de RPAS com fins lucrativos será precedida de audiência pública, ocasião em que os interessados poderão ler a minuta e submeter comentários à ANAC para aprimoramento da proposta, se assim o desejarem. Até o momento, no que couber, deve ser aplicada aos RPAS, a regulamentação já existente (por exemplo, o RBHA 91, que contém as regras gerais de operação para aeronaves civis; o RBAC 21, que trata de certificação de produto aeronáutico; o RBAC 45, acerca das marcas de identificação, de nacionalidade e de matrícula e o RBHA 47, referente ao registro da aeronave no Registro Aeronáutico Brasileiro).
Vale lembrar que nenhuma operação de Aeronave Remotamente Pilotada civil poderá ser realizada no Brasil sem a devida autorização da ANAC, seja ela em caráter experimental, com fins lucrativos ou que tenha qualquer outro fim que não seja unicamente o de lazer, esporte, hobby ou competição.
Autorização de Voo
Qualquer objeto que se desprenda do chão e seja capaz de se sustentar na atmosfera – com propósito diferente de diversão – estará sujeito às regras de acesso ao espaço aéreo brasileiro. Desse modo, todo o voo de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPA) precisa de autorização do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), exatamente como no caso das aeronaves tripuladas. Ou seja, a regra geral, seja aeronave tripulada ou não, é a mesma, já que é imprescindível a autorização para o voo. A exceção para os dois casos, também, é a mesma: os voos que tenham por fim lazer, esporte, hobby ou competição, que têm regras próprias.
Os procedimentos para solicitar a autorização de uso do espaço aéreo devem observar, porém, a localidade em que se pretende voar já que o espaço aéreo brasileiro é dividido em sub-regiões aéreas de responsabilidades de diferentes órgãos operacionais regionais, subordinados ao DECEA. Esses órgãos são os quatro Centros Integrados de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo, os chamados CINDACTA, que atuam diretamente no controle aéreo dessas áreas – denominadas, por padrão internacional, de FIR (em português, Regiões de Informação de Voo) – que preenchem a totalidade da área de responsabilidade do Brasil. Há ainda um outro órgão regional, responsável exclusivamente pelo uso do espaço aéreo entre as terminais aéreas do Rio de Janeiro e São Paulo: o Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP).
Em suma, a solicitação deverá ser encaminhada ao órgão responsável pela área de jurisdição a ser voada. Veja na figura abaixo a divisão do espaço aéreo brasileiro em FIRs e os CINDACTA responsáveis por cada região (obs: entre as terminais aéreas do Rio de Janeiro e São Paulo, o órgão regional responsável para autonomizações de voo é o SRPV-SP, como mencionado acima)
Procedimentos, Formulários e Contatos
Uma vez definido o órgão, a solicitação de uso do espaço aéreo deve ser encaminhada ao mesmo, por meio do preenchimento e envio do formulários via fax, conforme indicado abaixo.
DECEA – Formulario Autorização de Voo – VANT
Contato (fax) dos órgãos regionais do DECEA para de autorização de voo VANT:
CINDACTA I – (61) 3364-8410
CINDACTA II – (41) 3251-5422
CINDACTA III – (81) 2129-8088
CINDACTA IV – (92) 3652-5330
SRPV-SP – (11) 2112-3491
Em caso da não observância das regras de segurança e voo em vigor ou em caso de interferência em procedimentos existentes, é importante destacar que ao DECEA é reservado o direito de não autorizar o uso do espaço aéreo.
Fonte: www.fab.mil.br
domingo, 8 de março de 2015
Especial de Domingo
Neste 8 de março, Dia das Mulheres, selecionamos conteúdo da FAB em homenagem a data.
Boa leitura.
Bom domingo!
Força Aérea também é lugar de mulher
No começo, elas eram ex ceções. Mas agora, a presença de mulheres na Força Aérea Brasileira já é uma realidade em praticamente todos os setores: das cabines de aeronaves de combate até o comando de uma organização militar. Desde 2003, houve um aumento de 277% da participação feminina. Hoje são 10.160 mulheres na FAB, o equivalente a 14,55% do efetivo de militares. Para se ter uma ideia, dos Terceiros-Sargentos formados na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) nos últimos sete anos 5.739 são homens e 3.057, mulheres.
E cada vez mais jovens se interessam pela carreira, como Williany Cássia Oliveira da Silva, de 17 anos. Ela mora em Guaratinguetá (SP), onde está localizada a EEAR, e, de tanto ver jovens de todo o Brasil iniciarem a carreira militar, decidiu seguir o mesmo caminho. “Acho interessante e me empolgo quando falam sobre a rotina dentro da escola. Sei que nós, mulheres, podemos mostrar toda a capacidade que temos para exercer as mesmas profissões e as mesmas funções que um sexo masculino dentro do militarismo", ressalta.
Neste ano, a presença feminina na FAB teve mais um marco: em janeiro, pela primeira vez, uma mulher passou a comandar uma organização militar da instituição. A Coronel Médica Carla Lyrio Martins assumiu a Casa Gerontológica Brigadeiro Eduardo Gomes, sediada no Rio de Janeiro.
HISTÓRIA
As pioneiras na FAB ingressaram em 1982, quando foram criados os quadros femininos de oficiais e de graduadas. A entrada de mulheres na Academia da Força Aérea (AFA) no Quadro de Oficiais Intendentes foi autorizada em 1995. Oito anos depois, em 2003, a AFA recebeu as primeiras mulheres para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores. Já na Escola de Especialistas de Aeronáutica, a primeira vez que elas puderam ingressar foi em 2002.
E, aos poucos, elas foram conquistando espaço dentro da instituição. Em 2003, a então Cadete Gisele Cristina Coelho de Oliveira foi a primeira piloto militar a voar sozinha em uma aeronave da FAB. Já em 2009, pela primeira vez, uma dupla feminina comandou uma missão: as tenentes Joyce de Souza Conceição e Adriana Gonçalves, do Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo, decolaram de Manaus (AM) em um C-98 Caravan em direção a Parintins (AM).
No futuro, toda a Força Aérea Brasileira poderá ser comandada por uma mulher. Isso porque a FAB já tem mulheres no quadro de Oficiais-Aviadores desde 2006, quando foi formada a primeira turma. Hoje, elas são 40 Oficiais e Aspirantes-a-Oficial e podem voar em todos os tipos de aeronaves, como caças, helicópteros e aviões de transporte. Outras oito cadetes-aviadoras estão em treinamento na AFA. As pioneiras atingiram, em 2014, o posto de Capitão.
INGRESSO
As mulheres podem ingressar na Força Aérea por meio das escolas de formação de sargentos e oficiais. Todos os exames de seleção, independentemente da escolaridade exigida, obedecem as seguintes etapas: prova teórica, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, inspeção de saúde e, em alguns concursos, prova de títulos e prova prática.
Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR)
Guaratinguetá (SP)
Guaratinguetá (SP)
Para ingressar no Curso de Formação de Sargentos é preciso ter concluído o ensino médio e não ter completado 24 anos até a data da matrícula e início do curso. As mulheres podem cursar a EEAR nas especialidades de Eletricidade, Eletrônica, Equipamentos de Voo, Meteorologia, Suprimento, Administração, Informações Aeronáuticas, Cartografia, Desenho, Enfermagem e Eletricidade. O curso tem duração de dois anos e forma militares de carreira. Ao receber o diploma, a aluna passa para a graduação de Terceiro-Sargento especialista podendo, por meio de seleções internas, se tornar oficial.
Academia da Força Aérea (AFA)
Pirassununga (SP)
Pirassununga (SP)
A candidata ao Curso de Formação de Oficiais Aviadores e Intendentes precisa ter concluído o ensino médio e não possuir menos de 17 anos na data da matrícula nem completar 21 anos até 31 de dezembro. Os cursos têm duração de quatro anos e, ao formar-se, a cadete é diplomada Aspirante-a-Oficial da Força Aérea Brasileira e poderá chegar a oficial-general.
Centro de Instrução e Adapta ção da Aeronáutica (CIAAR) - Belo Horizonte (MG)
Para ingressar, a candidata precisa ser formada em instituições de ensino superior reconhecidas pelo MEC, ter registro no respectivo conselho regional e possuir, no máximo, 32 a 35 anos, dependendo da especialidade. O curso tem duração máxima de 17 semanas e, ao concluí-lo, a estagiária é nomeada Primeiro-Tenente e segue carreira como oficial da FAB. Há oportunidades para médicas, engenheiras e advogadas, entre outras.
Fonte: www.fab.mil.br
sábado, 7 de março de 2015
Conexão FAB
Revista Eletrônica - Março 2015
Esta edição do Conexão FAB traz uma reportagem sobre o treinamento dos militares da artilharia antiaérea da Força Aérea Brasileira (FAB). Você vai ver, ainda, o teste de um míssil A-Darter, realizado na África do Sul.
sexta-feira, 6 de março de 2015
Kerovoar em Ubatuba-SP
No último dia 4 de março, às 18 horas, os Aviõezinhos do Kerovoar pousaram em Ubatuba-SP.
Eles estão hangarados no Colégio Dominique - sede do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - e já estão sendo pilotados por nossos Ninjas.
Este é um primeiro e importante passo da parceria Kerovoar & Ninja que promete dar bons frutos.
Confira o entusiasmo da garotada:
Saiba mais: www.kerovoar.com.br
quinta-feira, 5 de março de 2015
Embraer
Phenom 300 foi o jato executivo mais entregue em 2014
A Embraer entregou 73 aeronaves Phenom 300 em 2014, tornando-o o jato executivo mais entregue no mundo, de acordo com relatório da General Aviation Manufacturers Association (GAMA). Entregas deste modelo somaram 60 unidades em 2013, também a maior quantidade daquele ano.
“Estamos muito satisfeitos com a preferência dos nossos clientes pelo Phenom 300, uma aeronave verdadeiramente revolucionária, projetada mediante extensa interação com os clientes”, disse Marco Túlio Pellegrini, Presidente da Embraer Aviação Executiva. “Este marco reforça nosso compromisso de entregar o mais alto nível de serviços e suporte ao cliente”.
O Phenom 300 é um dos jatos leves mais velozes, tendo estabelecido, recentemente, um recorde de velocidade da National Aeronautic Association (NAA), quando cruzou os Estados Unidos, partindo de Bellingham, no estado de Washington, até Albany, no estado de New York.
O jato da Embraer tem desempenho entre os melhores jatos da categoria light, com velocidade máxima de cruzeiro de 453 nós (839 km/h) e um alcance de 3.650 quilômetros (1,971 milhas náuticas) com seis ocupantes nas condições NBAA IFR, o que permite voos diretos de Miami a Telluride, ou de Los Angeles a Orlando. Com a melhor razão de subida e desempenho de pista da sua classe, o Phenom 300 tem custos de operação e de manutenção menor do que seus concorrentes. A aeronave voa a uma altitude de 45 mil pés (13.716 metros), propulsionada por dois motores Pratt & Whitney Canada PW535E, com 3.360 libras de empuxo cada.
Fonte: www.embraer.com
quarta-feira, 4 de março de 2015
Busca e Salvamento
O maior exercício SAR da América Latina
Começou dia 02 de março de 2015 a Operação Carranca IV, considerado o maior exercício de Busca e Salvamento (SAR, do inglês Search and Rescue) da América Latina. Até o dia 13 de março, mais de 350 militares vão participar de treinamentos no mar e na terra, com a finalidade de trocar experiências e nivelar o conhecimento. A operação, que ocorre na Base Aérea de Florianópolis (BAFL), é uma preparação para as missões reais de busca e salvamento.
Durante duas semanas, aviões de busca, helicópteros de salvamento e um navio da Marinha receberão diversas missões, como localizar e resgatar náufragos, embarcações à deriva, aeronaves acidentadas e pilotos ejetados. A Força Aérea Brasileira vai empregar os helicópteros H-1H, H-34 Super Puma, H-60 Black Hawk e os aviões SC-105 Amazonas, P-95 Bandeirulha e P-3AM Orion. O trabalho será gerenciado por dois Centros de Coordenação de Salvamento destinados às missões no mar e na terra.
Coordenado pelo Subdepartamento de Operações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), o treinamento envolve diversas unidades do Comando da Aeronáutica, entre elas: os cinco Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico do Brasil, conhecidos como Salvaeros; a Segunda Força Aérea (FAE II); o Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1° GCC) e a BAFL. Participam também a Marinha do Brasil, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, a Petrobras e o Grupo de Apoio à FAB (GAFAB).
O exercício pretende servir, ainda, de fórum de discussões e de laboratório para a elaboração de novas doutrinas para a atividade SAR, incluindo treinamento exclusivo de coordenação e execução das missões componentes das operações de salvamento.
O termo “Carranca” refere-se ao apelido do Major Médico Carlos Alberto Santos – militar do Esquadrão Pelicano e do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (ParaSar), ambos localizados em Campo Grande (MS), cuja vida foi marcada pelo comprometimento e obstinação em salvar vidas.
Acompanhe a operação em: www.carranca.aer.mil.br
terça-feira, 3 de março de 2015
Aventura Aérea
Avião Solar Impulse 2 faz teste antes de dar a volta ao mundo
O avião Solar Impulse 2, que funciona exclusivamente com energia solar, realizou, no dia 02 de março de 2015, um novo voo teste em Abu Dhabi, antes de empreender uma inédita volta ao mundo no próximo sábado, 07/03/2015, se as condições meteorológicas permitirem.
O aparelho revolucionário decolou às 6h30 do pequeno aeroporto de Al Bateen, e voltou uma hora mais tarde sem apresentar problemas.
Trata-se do terceiro voo teste do Solar Impulse 2 em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, e o primeiro do suíço Bertrand Piccard, um dos pais do projeto, nesta cidade do Golfo.
Com a nova façanha, os cofundadores suíços do projeto, Piccard e André Borschberg, querem demonstrar que as tecnologias limpas e as energias renováveis permitem conseguir coisas consideradas até agora impossíveis.
Se tudo ocorrer como previsto, a nave partirá no sábado da capital dos Emirados Árabes Unidos para percorrer 35 mil km a uma velocidade relativamente lenta (entre 50 e 100 km/h).
Sua volta ao mundo durará cinco meses, com 25 dias de voo efetivos, segundo os dois suíços, cofundadores e pilotos do avião.
A aeronave, coberta com 17 mil células solares que alimentam seus quatro motores elétricos de hélice, será o primeiro a cruzar oceanos e continentes com a ajuda do sol.
O Solar Impulse 2 se dirigirá primeiro a Omã e às cidades indianas de Ahmedabad e Varanasi. Depois irá a Mandalay, em Mianmar, Chongqing e Nanquim, na China, antes de cruzar o Pacífico com uma escala no arquipélago americano do Havaí.
Piccard e Borschberg irão parar posteriormente em Phoenix e Nova York, de onde partirão ao sul da Europa ou ao norte da África, última escala antes do retorno a Abu Dhabi, no fim de julho ou início de agosto.
"Queremos demonstrar que agora as tecnologias limpas e as energias renováveis permitem alcançar coisas consideradas impossíveis. E o que fazemos voando todos podem fazer na terra, em sua vida diária, com o objetivo de economizar os recursos naturais do nosso planeta", declarou Piccard ao apresentar o projeto em uma coletiva de imprensa organizada por Masdar, a companhia de energia renovável de Abu Dhabi. Este emirado petrolífero investe maciçamente no setor das energias limpas há alguns anos.
"Embora hoje não possamos fazer com que todos os aviões comerciais voem com energia solar, estou plenamente convencido de que o mundo pode diminuir pela metade seu consumo energético com as tecnologias utilizadas no Solar Impulse", acrescentou.
A cabine de 3,8 m3 foi projetada para acolher apenas um piloto e não ter ar-condicionado ou calefação. Dispõe, no entanto, de um vaso sanitário.
Condições que, segundo André Borschberg, o outro pai do projeto, tornam o voo um desafio mais humano que técnico.
"O Si2 deve conseguir o que nenhum outro avião conseguiu na história: voar sem combustível, com apenas um piloto em uma cabine despressurizada por cinco dias e noites consecutivos (em sua etapa mais longa)", indicou o suíço.
"Temos, portanto, um avião muito duradouro quanto ao consumo, mas agora a questão é saber como podemos fazer com que o piloto seja duradouro. A incógnita é humana", explicou.
Fonte: www.uol.com.br
segunda-feira, 2 de março de 2015
Aeronaves
AH-2 Sabre: o primeiro helicóptero de combate do Brasil
A Força Aérea Brasileira realizou uma demonstração da operacionalidade do helicóptero Sabre, no dia 20 de fevereiro de 2015. Oito helicópteros de ataque AH-2 Sabre voaram juntos sobre a Amazônia, após decolarem da Base Aérea de Porto Velho. A missão, cumprida pelo Esquadrão Poti, serviu para treinar as tripulações em exercícios com a participação de várias aeronaves.
Os AH-2 Sabre são os primeiros helicópteros de combate em operação nas Forças Armadas brasileiras e começaram a ser utilizados em 2009. Em novembro do ano passado, o esquadrão recebeu os três últimos exemplares da sua frota de doze helicópteros, que realizam diversas missões, como ataque, escolta, supressão de defesa aérea inimiga, varredura, apoio aéreo aproximado e defesa aérea.
Cada AH-2 conta com um canhão de 23 mm capaz de disparar até três mil tiros em um minuto. Para se ter uma ideia, cada tiro de 23mm causa o mesmo "estrago" de quase 100 tiros de uma arma calibre 7,62mm, como os fuzis utilizados por tropas no solo. O canhão do AH-2 também está em uma toreta móvel, o que permite ao helicóptero atirar em seus alvos de frente ou de lado, enquanto se afasta. O Sabre pode levar também até 60 foguetes de 80mm e oito mísseis ar-terra.
Fabricados na Rússia, esses helicópteros são tripulados por dois aviadores: na cabine de trás, fica o chamado Primeiro Piloto, responsável pelo voo; na frente, senta o POSA (Piloto Operador do Sistema de Armas) que, além de disparar, controla as câmeras utilizadas no sistema de mira tanto de dia quanto de noite. Um mecânico também segue a bordo, em um compartimento para até oito pessoas.
Com peso de 12 toneladas, os helicópteros têm blindagens em partes essenciais, como o tanque de combustível. A cabine dos pilotos, além de blindada, também é vedada para o caso de contaminação química ou biológica.
Fonte: www.fab.mil.br
domingo, 1 de março de 2015
Especial de Domingo
No topo do Brasil:
Expedição da FAB para hastear a bandeira nacional no
Pico da Neblina
Pico da Neblina
Militares vencem obstáculos da selva para trocar o símbolo da nacionalidade brasileira, a bandeira nacional, no ponto mais alto do Brasil. A expedição ocorreu em novembro de 2014, em comemoração ao Dia da Bandeira, celebrado no dia 19 de novembro.
“Remo, Remo, aqui é Pico da Neblina, na escuta?” São 16h de sábado. Pela primeira vez no dia é possível ver o topo das montanhas no horizonte. Foram sete horas ininterruptas de chuva e forte “aru”, nevoeiro intenso provocado pela inversão térmica colado no topo da vegetação, típico da região amazônica.
A frase é pronunciada dezenas de vezes no rádio UHF na tentativa de fazer contato com o 5° Pelotão Especial de Fronteira (PEF), do Exército Brasileiro, em Maturacá (AM). Os 13 militares do Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Manaus (BINFAE-MN) aguardam o resgate no ponto chamado de Garimpo da Pepita, localizado no pé do Pico da Neblina. O objetivo do contato é avisar a tripulação do helicóptero de que o tempo está aberto para voo no alto do maciço. “Pico da neblina está pronto no ponto de resgate. Aqui o tempo está bom”.
Do outro lado quem responde não é Remo, mas Raul. O suspiro de alívio só ocorre quando o grupo “copia” a mensagem de Remo para Raul “aeronave vai fazer uma tentativa de resgate agora”. Em menos de 10 minutos, ouve-se o som do “buru-buru”, como o helicóptero H-60 Black Hawk é chamado pelos yanomamis. Um atrás do outro, os dez militares que aguardavam abaixados na encosta do terreno entram. Em cerca de 10 minutos de voo, a altitude de dois mil passa para 300 metros. Em linha reta apenas 36 km.
“Se não conseguíssemos realizar o resgate nesta tarde, o grupo entraria em (situação de) sobrevivência”, avalia a comandante da aeronave, Tenente Aviadora Deborah Mendonça Gonçalvez.
Os momentos de tensão fazem parte do desfecho da missão da troca da Bandeira Nacional no Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil com 2.994 metros. Para que no alto do mastro de 4 metros tremule o símbolo maior da Pátria, o grupo de militares da FAB enfrentou quatro dias de caminhada na mata.
A missão é realizada pelo BINFAE-MN desde 2001, a cada dia 19 de novembro, quando é celebrado o Dia da Bandeira. Depois do Parque Nacional do Pico da Neblina ter sido demarcado como terra Yanomami, somente militares realizam expedições. “É uma oportunidade de treinar tudo. Aqui tem montanha, selva, frio, calor”, explica o Coronel de Infantaria Alexandre Okada, Comandante do Batalhão.
Missão árdua
Para quem vê de fora, a missão é simples. Para quem cumpre a jornada, a tarefa é árdua. Por isso, os integrantes do grupo foram selecionados com muito critério. São profissionais com muito preparo físico e cursos de guerra na selva, operações ribeirinhas, sobrevivência, busca e salvamento, operações especiais e missões de paz. “São poucos os que conseguem participar e cumprir a missão”, explica o Sargento Douglas de Moraes. Pelo segundo ano consecutivo no grupo, ele sente-se a vontade com a mata amazônica. “A selva provê tudo o que precisamos: fogo, água, comida, abrigo. Temos que saber as técnicas para conseguir extrair isso”, afirma, enquanto prepara a mochila que vai acompanhá-lo nos próximos quatro dias.
Tudo está separado por categorias e impermeabilizado em sacos plásticos. O Sargento carrega apenas o essencial para a jornada: comida, kits de higiene e de primeiros socorros, roupas secas para a noite, saco de dormir, fogareiro, uma mini panela, talheres... “Um quilo vira muito mais no caminho”, diz, com a experiência de quem já cumpriu, apenas em 2014, cerca de 170 dias em missão de patrulha de instalações da FAB pela Amazônia, como áreas de construção de pistas ou operações na fronteira. O conforto que ele carrega se reduz a um banco dobrável.
Na cintura exibe a principal ferramenta da selva: o facão. Nas laterais, presos ao cinto, os cantis. A arma 9 mm é apenas para segurança pessoal.
De Manaus até Maturacá são quase 800 km em linha reta. O PEF de Maturacá é uma das cerca de 40 unidades militares do Exército Brasileiro dispostas em locais de fronteira na Amazônia. Ele está próximo a uma das comunidades indígenas yanomami mais antigas do Brasil, a Hiariabu, onde vivem aproximadamente 800 índios. Há outras comunidades da mesma etnia na região, que chegam a reunir 2 mil índios.
É domingo e no horário da visita à aldeia, por volta de 14h, os tuchauas participam do ritual de cura, chamado de Xabori. No centro da comunidade, pintados e carregando adornos amarrados ao corpo, eles concentram-se sob um abrigo feito com palha. Um deles, após utilizar o pó “epena”, faz a dança sob o sol. Em fila, os militares cumprimentam as lideranças. O líder Júlio Goes deseja boa sorte ao grupo e faz recomendações sobre a segurança. “Nesta época chove muito. Redobrem os cuidados”, afirma.
Na segunda-feira inicia a jornada. O grupo segue em uma camionete compacta com tração 4x4 até o igarapé onde estão as voadeiras, tipo de barco com motor de popa muito usado na Amazônia. As mochilas são amarradas nos dois barcos. Nos minutos que antecedem ao embarque, o silêncio impera. Os olhos de todos estão voltados para o rio. O primeiro sinal Spott (sistema de mensagem de localização via satélite) já foi emitido. A missão efetivamente começou.
No primeiro dia, a caminhada é de cerca de 4 horas até a Foz do Tucano. O tempo reduzido não quer dizer que seja tranquilo. A temperatura dentro da selva ultrapassa os 40 graus. Além disso, a “trilha” reserva lama, pedras e galhos soltos, raízes escorregadias, plantas com espinhos. Todo cuidado é pouco.
Soldado-índio
Quem indica o trajeto no rio é o Soldado Florêncio Cruz Figueiredo, 21 anos. Ele é o guia da expedição pela segunda vez. Antes de entrar para o Exército, o Soldado Florêncio trabalhava como prático guiando embarcações nos rios e iguarapés da região: ele é um índio da comunidade yanomami Hiariabu e conhece muito bem a região. “Ele indica o percurso como se houvesse placas ali. Para a gente, não dá para diferenciar. É tudo igual”, relata o Coronel Okada.
O primeiro ponto de pernoite é no lugar chamado de Bebedouro Velho. O Sargento José Alberto Bento Souza, de 48 anos, sentiu o peso dos mais 20kg da mochila. Mas a selva une e os colegas ajudaram até ele se recuperar e prosseguir. “O primeiro dia é a fase de adaptação ao ambiente, a gente sente um pouco mais”, explica o Soldado Geovane Cavalcante.
O segundo e o terceiro dia somam subida íngreme e lama. “A gente fazia 50 minutos de caminhada e 10 de descanso”, lembra o Tenente de Infantaria Thiago Souza, de 26 anos. Ele enfrentou o desafio pela segunda vez. No total, o grupo caminhou entre sete e oito horas por dia, com exceção do trecho final, quando foram 15 horas de caminhada. “Não tem como calcular as distâncias por quilômetros. O GPS dá o valor em linha reta. Mas aqui o terreno é cheio de subidas e descidas”, conta.
A selva impõe suas leis. O ideal é chegar ao local de pernoite à tarde, entre 14 e 15h, e aproveitar a luz do sol para o ritual de pernoite: limpar o uniforme, instalar as barracas, conseguir lenha para a fogueira. “O fogo é essencial na mata: aquece, seca a roupa, cozinha alimentos, ilumina e mantém animais afastados”, explica o Sargento Douglas de Moraes. Mesmo cansado, com fome, roupas molhadas, cada um lava o uniforme, o coturno, as meias, e coloca para secar. Depois prepara o jantar, a ração operacional. “O importante na caminhada é beber água o tempo todo. A gente não percebe, mas perde muito líquido. Precisa reidratar”, alerta o Sargento De Moraes.
A alvorada é muito antes de o dia clarear. Com a iluminação das lanternas, cada um prepara o café no caneco de metal e desmonta o acampamento. Mochilas nos ombros. Para não deixar ninguém para trás, o líder anuncia que é momento de enumerar, por antiguidade militar, o efetivo. Por volta das 6h, o grupo se põe em marcha outra vez.
Não é a toa que, no idioma yanomami, Pico da Neblina recebe o nome de “Yaripo”, que quer dizer lugar de vento, chuva e frio. Em apenas dois momentos do dia o morro se mostra: pela manhã e ao final da tarde. No restante do dia fica encoberto pelo forte nevoeiro.
Do Garimpo da Pepita, local para o pernoite antes do último trecho, a dois mil metros de altura, dá para ver o topo do morro. Como o nome diz, a área foi usada para retirada de ouro. Como esta, há outras clareiras abandonadas. A saída em direção ao cume é às 5h20 da manhã. Ainda não tem luz. O caminho é iluminado pelas lanternas. Desta vez, o grupo vai “leve”, sem as duas dezenas de quilos extras da mochila. A comida está nos bolsos: gominha, rapadura, barras de cereais. E o mais importante segue no cantil: repositor de sais minerais.
Sobe morro, desce morro. Lama, água, vegetação, raízes expostas... A vegetação muda conforme a altitude. Uma trilha com pedras parece asfalto depois da lama que cobre até o joelho dos mais altos. A partir da metade do trajeto, o lodo cede lugar às pedras. E vai ser assim até o topo. Num determinado trecho são dez lepars, uma técnica de subida por corda, um atrás do outro.
A vegetação some e ficam apenas as enormes pedras. Para fixar o caminho, o guia confere as pequenas pedras ajeitadas em local visível. Elas serão a certeza da trilha no regresso.
A conquista
A chegada ao topo acontece às 12h30. Para cada um é um momento de conquista, superação, vencer os próprios limites, um instante único na vida. O Soldado Márcio de Souza Fernandes, 20 anos, ajoelhou e agradeceu. “Eu fui escolhido entre 400 soldados. É um privilégio estar aqui. Vim lá de Belém para servir em Manaus”, conta.
A antiga bandeira é incinerada. No lugar, é hasteada a nova, com três metros de comprimento. A cerimônia é simples e rápida. “Me senti muito honrado. Essa missão é diferente de todos os cursos que eu já fiz. Ano que vem vou para a reserva”, afirma o Suboficial Armando Leão Teixeira, de 52 anos, responsável por erguer a bandeira até o topo do mastro.
O grupo fica apenas 30 minutos no cume. A neblina intensa não permite ver a dimensão do lugar. A chuva apressa tudo. Ela torna o trajeto de volta mais perigoso do que já seria. As cachoeiras não tardam a surgir ao longo do morro. Enquanto isso, os militares tentam apertar o passo. Descer é mais fácil, em teoria. Com apoio das mãos, o corpo vai escorregando nas pedras. O primeiro lepard de descida é o mais difícil. Um a um, eles vencem cinco metros de uma pedra lisa com a corda molhada. A caminhada não pode parar. Além da preocupação com o horário, tem o frio. Todos estão encharcados. A área é aberta e o vento forte.
Nesta época, escurece por volta de 18h30. Mas para chegar até o acampamento será necessário mais uma hora e meia andando na completa escuridão.
Na chegada, o Sargento Luiz Henrique Barbosa, 23 anos, recebe o grupo oferecendo uma caneca de chocolate quente. Para quem andou 15 horas, está cansado, com fome e frio, esta é a sensação do paraíso. “Eu já passei por isso. Sei como é difícil chegar neste estado”, explica.
Estão todos exaustos, mas satisfeitos, por terem cumprido a missão e terem retornado em segurança. “São poucos os que chegaram aqui”, avalia o Sargento Bento.
Local de descobertas científicas
Aos 63 anos, o cientista Victor Py-Daniel não se importa com a água gelada acima da altura dos joelhos. No córrego que permeia a Bacia do Gelo, a 2 mil metros de altitude, no pé do Pico da Neblina, ele busca na água corrente, com uma peneira, larvas, pupas e ovos do mosquito conhecido na região Norte do Brasil como pium. “A gente precisa conhecer o que tem aqui”, analisa.
A água cor de café vem dos ácidos liberados pelas raízes das árvores. É a concentração destes ácidos que dá nome ao principal rio da região: o Negro. Justamente o rio que por 30 anos guiou as pesquisas do cientista dedicado a estudar as doenças endêmicas da região amazônica, especialmente no Alto Rio Negro, pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
Agora, como professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB), o entomologista médico e forense busca estudar as espécies que vivem na área. Como o Everest ou o continente Antártico, a região do Pico da Neblina é singular. “Tem características físicas, biológicas, ambientais e geológicas únicas. O mundo precisa saber sobre as coisas que estão aqui. Os elementos são únicos e as relações entre esses elementos são únicas também. As substâncias, os comportamentos, as características endêmicas”, explica.
O pium é o causador das enfermidades oncocercose e mansonelose, endêmicas da região amazônica. Ao picar os humanos, o mosquito introduz um verme que se desenvolve no sistema linfático ou sanguíneo e aloja-se sob a pele ou nas veias do tubo digestivo. Os vermes reproduzem-se e morrem obstruindo a passagem sanguínea. A cegueira ocorre quando ele se instala no globo ocular. Os sintomas são parecidos com o da malária, mal estar generalizado, coceira, febre.
Há 24 anos, Py-daniel em companhia de outros 34 pesquisadores brasileiros, realizou uma expedição para este mesmo ponto. O grupo ficou 20 dias acampado no local para coletar amostras e estudar a região. À época, ele encontrou parte de um novo inseto na região. A tentativa é encontrar novamente a espécie para concluir a descrição. “Eu não vou tentar, eu vou conseguir”, afirma.
Fonte: www.fab.mil.br
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