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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 12 de abril de 2015

Especial de Domingo

Hoje, 12 de abril, aniversário de 79 anos do Aeroporto de Congonhas, selecionamos do Cultura Aeronáutica - do professor Jonas Liasch - mais fotos e textos sobre o tema, em sequência ao especial de domingo da semana passada.
Boa leitura.
Bom domingo!

O Aeroporto de Congonhas em outros tempos - II
O Aeroporto de Congonhas tem uma relação de amor e ódio com a cidade de São Paulo e seus usuários. Se por um lado está próximo ao centro da cidade, o que facilita o acesso, por outro lado incomoda e até mesmo amedronta seus vizinhos.

Estas cenas são de outros tempos do aeroporto, que vai dos anos 30 até os anos 80. Congonhas sempre teve seu charme, apesar de ser mais desconfortável e apertado que muitas estações rodoviárias.

Os Douglas DC-3 acima foram fotografados, provavelmente na década de 1940, talvez até mesmo na década de 1930, quando Congonhas recebia aeronaves desse tipo operadas por empresas estrangeiras, como a Pan Am. A infraestrutura, como se pode notar, era muito precária, e o aeroporto só conseguiu melhorias a partir da década de 1950.

Este rolo compressor foi uma das máquinas utilizadas para pavimentação das pistas e pátios de Congonhas, nos anos 40. Várias áreas do aeroporto receberam pavimentação em paralelepípedos, ainda existente nos pátios da antiga Vasp.

Na década de 1940, o terminal de passageiros era modesto e uma pequena torre de controle já existia para controlar o tráfego aéreo. A pavimentação ainda era restrita, como se pode ver na foto, e também bastante precária. Para suportar o peso de aeronaves maiores, precisou ser inteiramente refeita várias vezes.

Essa foto, do começo dos anos 50, mostra duas aeronaves típicas da época, os SAAB Scandia e os Vickers Viscount (ao fundo). As Kombi furgão eram onipresentes no aeroporto, pois praticamente todas as empresas as utilizavam.

Na década de 1950, como se pode ver na foto, um belo jardim separava a estação de passageiros do pátio das aeronaves. Ao longo do tempo, tal jardim foi sendo reduzido até ser eliminado de vez, para o pátio acomodar aeronaves cada vez maiores.

Os Douglas DC-6, como o do foto, e os DC-4, foram os quadrimotores a pistão mais comuns em Congonhas, e foram utilizados pela Vasp, Varig, Real, Paraense, Lóide Aéreo, Panair e várias empresas estrangeiras. Nessa época, o aeroporto recebia todo o tráfego doméstico e internacional destinado a São Paulo. Somente a partir de 1960 o tráfego dos jatos comerciais internacionais foi transferido para o novo aeroporto de Viracopos, em Campinas. Congonhas nunca recebeu os grandes jatos internacionais, que operaram na BASP - Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, provisoriamente, até que Viracopos ficasse pronto.

Nessa rara foto colorida, pode-se ver um Douglas DC-4 do Lóide Aéreo, assim como o jardim que separava a estação do pátio.

Pode-se ver, nessa foto, a extensão dos jardins que separavam a estação do pátio de aeronaves. Existia uma cobertura para proteger os passageiros das intempéries até o pátio. O acesso não era tão restrito como hoje, e os passageiros circulavam no jardim, como em uma praça. Pode-se ver o grande número de curiosos que se amontoavam no teto da estação, para observar o movimento de aeronaves. São Paulo tinha pooucas opções de lazer nessa época, década de 1950, e era um programa habitual do paulistano ir ao aeroporto. O terraço era apelidado "Prainha dos Paulistanos".

Nos tempos de aeroporto internacional, podia-se ver os balcões de várias companhias estrangeiras no aeroporto, como se pode ver na foto. À época, viajar de avião era praticamente um evento social, que exigia trajes adequados, como terno e gravata para os homens, e os melhores vestidos para as mulheres.

Os Lockheed Super Constellation estavam entre os maiores aviões a pistão da época, final da década de 1950. Faziam linhas internacionais. A aeronave da REAL da foto acima voava entre Buenos Aires e Miami, com escala em Congonhas, e depois passou a voar para Los Angeles e até mesmo Tóquio, no Japão.

Os Boeing 727 e 737-200 eram típicos dos anos 70. Nessa foto colorida, pode-se ver aeronaves das empresas Aerolíneas Argentinas, Varig e Vasp.

Uma criança posa para uma foto em frente a um DC-3 da REAL, no final dos anos 50. A REAL desapareceria de cena pouco depois, absorvida pela Varig em 1961.

A Seleção Paulista de Futebol embarca em um Convair da REAL para disputar um jogo fora. Os Convair eram aeronaves confortáveis, pressurizadas, bem superiores aos DC-3 ainda amplamente utilizados na época.

O Focke Wulf 200 ddo Sindicato Condor foi o primeiro quadrimotor utilizado por uma empresa aérea brasileira. Pode-se ver na foto a precariedade do Aeroporto de Congonhas na época, década de 40.

Os Airbus A300 foram os maiores aviões de passageiros que operaram em Congonhas. Na foto, vê-se a chegada do primeiro A300 da Vasp, o PP-SNL, em 1982. Essa aeronave voou até setembro de 2004, quando foi retirada de serviço para fazer um Check D, jamais concluído. Sua estrutura oca foi desmontada, finalmente, em abril de 2012, em Congonhas.

Na década de 1950, Congonhas ganhou uma estrutura muito melhor, como se pode ver na foto, da ala internacional.

Os aviões da REAL eram onipresentes em Congonhas no final da década de 1950. A REAL foi a primeira empresa Low-Cost - Low Fare do mundo, mas terminou seus dias pouco depois, absorvida pela Varig.

Estação de passageiros do Aeroporto de Congonhas nos anos 50. Sua estrutura básica ainda existe, e compõe o centro do atual terminal.

O piso xadrez da estação de passageiros de Congonhas foi preservado até hoje, e é uma "marca registrada" do aeroporto. Nessa época, no entanto, o movimento de passageiros era muito menos do que nos dias atuais.

Vista panorâmica da antiga ala internacional do aeroporto, nos anos 70.

Saiba mais: blog do Ninja de 5/4/15 

sábado, 11 de abril de 2015

Seleção de profissionais

FAB abre 34 vagas para servidores temporários na área de certificação aeroespacial
As oportunidades são para as áreas de engenharia, administração e nível técnico. Os profissionais vão trabalhar no âmbito dos projetos F-X2 e KC-390 O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), da Força Aérea Brasileira (FAB), divulgou, no dia 10 de abril de 2015, o edital para o processo seletivo de admissão de servidores temporários mediante análise de currículo. O objetivo é atender a área industrial do IFI para apoio às atividades de certificação de produtos aeroespaciais, verificação de qualidade e compensação comercial, industrial e tecnológica no âmbito dos projetos F-X2 e KC-390. As inscrições vão de 13 de abril a 22 de maio de 2015 e devem ser feitas pelos Correios. Será considerada a data da postagem do curriculum vitae e como comprovante o aviso de recebimento do SEDEX devidamente assinado. São ofertadas 34 vagas, sendo 22 para engenheiros, 3 para administradores e 9 para técnicos. Os subsídios pagos aos aprovados varia de R$ 3.202,77 a R$ 5.818,11, para que se dediquem 40h semanais. O processo seletivo será composto de cinco fases: inscrição com remessa de documentação comprobatória, via SEDEX; análise da documentação pela comissão analisadora; classificação provisória da pontuação curricular; classificação final e convocação e assinatura de contrato. Todas as etapas do processo poderão ser acompanhadas pelo site www.ifi.cta.br. Os candidatos aprovados terão contrato assinado com o IFI com duração de um ano, podendo ser prorrogado por igual período, sucessivamente, até o máximo de quatro anos, nos termos do art. 4º, parágrafo único da Lei n° 8.745, de 09 de dezembro de 1993. Consulte edital completo clicando aqui.

Veja outros concursos da FAB: Blog do NINJA de 02/04/2015 e de 23/03/2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

21º CONGRESSO NACIONAL ESCOTEIRO

Entre os dias 18 e 21 de abril de 2015, São Bernardo do Campo (SP) será sede do 21º Congresso Nacional Escoteiro, juntamente com a 22ª Assembleia Nacional Escoteira e o 20º Fórum Nacional de Jovens Líderes dos Escoteiros do Brasil. Uma oportunidade para debater, trocar experiências e se atualizar sobre assuntos relevantes do Movimento Escoteiro. Além das atividades programadas, será uma oportunidade de confraternização entre irmãos escoteiros.

Onde: Cenforpe Ruth Cardoso, São Bernardo do Campo (SP)

Quando: 18 a 21 de abril

Inscrições: até 15 de abril

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Embraer

Caças Gripen brasileiros e KC390 interessam à Argentina
A Argentina pretende comprar do Brasil 24 caças Gripen NG e seis cargueiros militares do tipo KC-390, que será fabricado pela Embraer, que também participará da montagem dos jatos supersônicos em parceria com a sueca Saab. Após reunião bilateral em Buenos Aires, os ministros da Defesa dos dois países assinaram declaração conjunta iniciando conversações para concretizar o negócio. Os caças Gripen NG, projetados pela Saab, serão produzidos no Brasil em parceria com a Embraer, que tem sede em São José dos Campos (SP). A FAB (Força Aérea Brasileira) assinou contrato para a aquisição de 36 aeronaves. Os caças serão entregues entre 2019 e 2024. A maior parte das aeronaves encomendadas pela FAB será produzida em território nacional, com transferência de tecnologia.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Proteção ao Voo

Novo diretor do DECEA destaca operacionalidade no espaço aéreo
A continuidade da implantação do Programa Sirius e as operações para os Jogos Olímpicos de 2016 são dois dos desafios para o novo Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino. O oficial-general substituiu, no dia primeiro de abril de 2015, o Tenente-Brigadeiro do Ar Rafael Rodrigues Filho, que assumirá a direção da Escola Superior de Guerra (ESG). Durante a cerimônia, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, destacou as qualidades profissionais do novo diretor-geral. “Externo minha tranquilidade por constatar que suas realizações bem como sua diversificada experiência permitirão a construção de soluções seguras e objetivas para o enfrentamento das complexas questões inerentes à etapa que ora se inicia. Os inúmeros desafios, como a continuidade do processo de implantação do Sirius e os Jogos Olímpicos de 2016 irão demandar mais uma vez um hercúleo trabalho", afirmou. O comandante também ressaltou as realizações do ex-diretor-geral, como a implantação do Programa Sirius, além da navegação baseada em performance (PBN) no eixo Rio-São Paulo. "O reconhecido padrão de excelência do controle do espaço aéreo foi posto à prova durante o seu comando frente ao gerenciamento da circulação de aeronaves civis e militares durante a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo de Futebol. O elevado padrão de operacionalidade atingido por todo o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) não aconteceu por acaso, ele é o reflexo direto do compromisso honrado por todo o efetivo do DECEA", ressaltou.
O Tenente-Brigadeiro Aquino é piloto de caça, de helicóptero e operacional de inspeção em voo.Em sua gestão como presidente da CISCEA, foram contabilizados 1.025 projetos de sucesso, como a implantação do simulador de TWR 3D no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), a modernização de nove radares, o desenvolvimento do sistema SAGITARIO e a implementação do sistema Radar de Baixa Altura e do ADS-B nas operações off-shore da Bacia de Campos.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tecnologia

Fapemig e Embraer investem em pesquisas aeronáuticas
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectes), estabeleceu parceria com a Embraer para investimentos de R$ 1 milhão destinados a projetos de conhecimento e inovação no setor aeronáutico do estado. Os recursos (R$ 500 mil de cada parceira) virão das leis federal e estadual de incentivo à pesquisa científica e tecnológica. O resultado almejado é a produção de conhecimento e criação de competências para o setor em Minas Gerais. O Objetivo é gerar conhecimento e inovação para impulsionar economia mineira; instituições interessadas devem apresentar proposta até 12 de maio de 2015. Para ter acesso aos recursos, as instituições interessadas devem inscrever projetos ligados à:
1) captação de energia;
2) controle de escoamento;
3) célula combustível;
4) otimização de missões complexas para aviação comercial;
5) configurações alternativas de aeronaves com propulsão distribuída;
6) eficiência energética de arquiteturas de propulsão híbrida e gerenciamento de energia térmica.
O valor dos recursos solicitados à Fapemig em cada projeto inscrito deverá ser de, no máximo, R$ 250 mil, incluindo as despesas operacionais. Serão consideradas aptas as propostas de Entidades Científicas Tecnológicas e de Inovação (ECTI's) de natureza criativa ou empreendedora – desenvolvidas sistematicamente – que visem à geração de novos conhecimentos ou aplicação inovadora do conhecimento existente.

Saiba mais: www.fapemig.br

segunda-feira, 6 de abril de 2015

EXPOFLY

Vale Sul Shopping - em São José dos Campos-SP - sedia a EXPOFLY

Exposição ocorre pela primeira vez na região e tem o objetivo de disseminar a cultura da aviação. 2 a 19 de abril, gratuito.

O Vale Sul Shopping, de São José dos Campos - SP, sedia, de 2 a 19 de abril, a EXPOFLY, que ocorrerá pela primeira vez no Vale do Paraíba e apresenta uma viagem pela história da aviação. Com uma série de atividades interativas e gratuitas na Praça de Eventos do centro de compras, a exposição da escola Flycenter, de Campinas, tem o objetivo de disseminar a cultura, o glamour e a história da aviação. “São José dos Campos possui uma grande empresa e um grande centro de estudo do segmento, o que desperta muito interesse e curiosidade da população sobre o assunto. Por conta disso, esperamos receber por volta de 20 mil pessoas no evento”, afirma o gerente de marketing do Vale Sul Shopping, Robson Mikio.
Quem visitar a Expofly terá uma experiência real da cabine do piloto de avião, terá interatividade com simuladores de voo, irá conferir uma cenografia toda especializada e conhecer aeroplanos de Santos Dumont em maquetes. Para estimular o aprendizado, haverá também vídeos culturais exibidos em uma cabine interativa.


Serviço:
Expofly – Uma Viagem pela História da Aviação
De 2 a 19 de abril
Vale Sul Shopping
Avenida Andrômeda, 227
Jardim Satélite
São José dos Campos - SP

De segunda a sexta-feira: das 14h às 20h
Sábado: das 12h às 21h
Domingo: das 13h às 21h
Evento gratuito

domingo, 5 de abril de 2015

Especial de Domingo

Neste mês de Abril, quando comemoramos os 79 anos do Aeroporto de Congonhas, selecionamos do Cultura Aeronáutica - do professor Jonas Liasch - fotos e textos sobre o tema. No próximo domingo, data do aniversário, publicaremos a segunda parte desta bela pesquisa.
Boa leitura.
Bom domingo!

Túnel do Tempo: o Aeroporto de Congonhas 40, 50 anos atrás
Inaugurado em 12 de abril de 1936, o Aeroporto de Congonhas é um dos mais movimentados aeroportos brasileiros. Situado no coração da cidade de São Paulo, o aeroporto é amado por muitos e odiado por outros. As fotos que se seguem foram tiradas, na sua maioria, nas décadas de 50 e 60, quando o cheiro da gasolina de aviação, e não o do querosene, ainda dominava nos arredores.
Essa nostálgica foto, tirada por volta de 1968, mostra o prédio principal do aeroporto e uma ainda tranquila Avenida Wahington Luiz.

As aeronaves turboélice a a pistão ainda dominavam o pátio, antes da Vasp trazer os primeiros Boeing 737.

Antes dos Electra da Varig, os Scandia da Vasp faziam a ligação de Congonhas com o Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, até o início da década de 1970.

Esse corredor percorria as lojas de algumas empresas e táxis aéreos, necessários em um Brasil ainda praticamente desprovido de rodovias asfaltadas e com ferrovias já decadentes. As janelas panorâmicas ofereciam visão do pátio, mas os visitantes preferiam ficar justamente no teto desse prédio.

Antes da chegada dos Boeing 707 e dos Douglas DC-8, Congonhas recebia todos os voos internacionais com destino a São Paulo. Este DC-7 da holandesa KLM era um dos visitantes regulares do aeroporto. Nessa época, a maioria dos voos internacionais para o Brasil tinham como destino o Rio de Janeiro, e não São Paulo.

As lojas das companhias aéreas internacionais hoje desapareceram de Congonhas, mas estavam presentes cinquenta anos atrás. A Brannif, a Panair e a Pan Am só vivem hoje na história.

O pátio repleto de aeronaves. Os jatos ainda não haviam chegado, nem os Electras da Varig. Pode-se ver os Convair, DC-3 e Scandia, os mais assíduos frequentadores do aeroporto nessa época.

Sem praia para passear, o paulistano frequentava o aeroporto nos finais de semana para ver o movimento dos aviões. Esse terraço aberto era justamente chamado de "prainha". Infelizmente, já não é possível fazer isso em Congonhas , não há mais terraços abertos e nem fechados.

Havia, nessa época, jardins muito bem cuidados entre as estações de passageiros e os pátios, que davam um certo charme aos aeroportos. Hoje os pátios são frios e funcionais, e a grama e as plantas foram substituídas por esteiras de bagagem e equipamento de rampa.

Essa foto mostra a visão que se tinha da "prainha" do paulistano.

O piso xadrez do saguão de passageiros de Congonhas existe até hoje. Essa foto de 1970, mostra o saguão quase vazio. Essa tranquilidade hoje não mais existe.

Em contraste com a primeira foto mostrada nesse artigo, aqui, em 1975, os jatos já dominavam o pátio de aeronaves, e a Avenida Washington Luiz já não era tão tranquila.

Acima, pode-se ver as obras de ampliação do terminal de passageiros de Congonhas, feitas pela construtora Cetenco entre 1956 e 1959.

Os elegantes Lockheed Constellation eram os mais sofisticados aviões da época, e cumpriam grande parte dos voos internacionais. Hoje, Congonhas não opera voos internacionais.

Os Convair eram quase tão típicos nas linhas domésticas brasileiras quanto os DC-3, em 1960, mas eram mais rápidos, sofisticados e confortáveis.

A REAL foi a primeira companhia aérea de baixo custo do Brasil, e uma das primeiras do mundo. Seus Convair e DC-3 atendiam não somente as capitais, como também muitas cidades do interior, muitas das quais nunca mais foram atendidas por nenhuma outra empresa.

Um Convair da Varig estacionado atrás de um Constellation da Panair do Brasil.

Um Curtiss C-46 da Varig, ainda com a pintura antiga, taxia no pátio, enquanto um Convair da REAL está prestes a embarcar seus passageiros.

Esse Curtiss C-46 da Varig estava sendo abastecido e atendido pela manutenção, para cumprir seu próximo voo, no pátio da empresa, em Congonhas. Esse pátio ainda mantinha o calçamento em paralelepípedos de granito, que ainda pode ser encontrado em alguns lugares do aeroporto, especialmente no pátio de manutenção da antiga Vasp.

Esse Curtiss passou a operar pela Vasp quando essa empresa comprou o controle do Lóide Aéreo Brasileiro, em 1962.

Os Dart Herald da Sadia eram rápidos e confortáveis, e eram os principais aviões da empresa antes da chegada dos jatos One-Eleven, na década de 1970.

Esses grandes quadrimotores Douglas atendiam geralmente ao serviço internacional.

Os Douglas DC-6C da Vasp vieram do Lóide Aéreo. O pátio calçado com paralelepípedos ainda pode ser visto nas instalações, hoje abandonadas, da Vasp.

Essa rara e nostálgica foto colorida mostra os passageiros desembarcando de um Douglas DC-4 do Lóide Aéreo Nacional, por volta de 1959.

Vista panorâmica do terminal, da "prainha" e do jardim que separava o terminal, àquela época chamado de estação, do pátio de aeronaves.

O Dart Herald da Sadia sendo atendido pela manutenção, em 1965, antes de embarcar os passageiros para seu próximo voo. Essa aeronave, infelizmente, foi perdida em um trágico acidente dois anos depois, na Serra da Graciosa, perto de Curitiba.

Fonte das fotos: Douglas Razzaboni, Wanderley Duck, Vito Cedrini, Construtora Cetenco, IBGE, Rodolfo Waltemath, Francisco de Almeida Lopes.

Fonte: Cultura Aeronáutica - 19/2/11

sábado, 4 de abril de 2015

II CORRIDA DO ESPECIALISTA - EEAR

Em comemoração ao Dia do Especialista e aos 74 anos de criação da EEAR, a Escola de Especialistas de Aeronáutica realizará no próximo dia 12 de abril a II CORRIDA DO ESPECIALISTA.
As inscrições estão abertas e poderão ser feitas por meio do site www.minhasinscricoes.com.br, com percursos de 5km e 8km.
Para os alunos da Escola de Especialistas de Aeronáutica, esta Corrida faz parte também das competições da OCA (Olimpíadas do Corpo de Alunos) e eles competem na modalidade ''rally de tropa''.
O convite é extensivo para toda a população.
Ajude a divulgar!
Participe!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Ação Cívico-Social

Médicos e dentistas da Força Aérea Brasileira atendem população no interior do Amazonas
Militares da Força Aérea Brasileira, dos efetivos do Sétimo Comando Aéreo Regional (VII COMAR) e do Hospital de Aeronáutica de Manaus (HAMN) realizaram 1.058 atendimentos médicos e odontológicos durante Ação Cívico-Social (ACISO) em Eirunepé, Amazonas. O município está localizado a 1.160 km de Manaus (AM) e próximo à fronteira do Brasil com a Colômbia. As consultas começaram em 23 de março de 2015 e terminaram no dia 26. Foram realizados atendimentos nas áreas de clínica médica, dermatologia, ginecologia, otorrinolaringologia e pediatria. Na ocasião, também foram feitas consultas na área de odontologia. Para a dona de casa Maria Nilza Soares Cordeiro, a presença de médicos de diversas especialidades foi importante. “Não temos médicos especialistas na cidade e o deslocamento para Manaus é muito difícil. Levamos dez dias na época da cheia e um mês no período da seca”, disse. A logística para a missão envolveu o transporte de meia tonelada de medicamentos e de dois kits de atendimento odontológico portátil, compostos por cadeira, foco, Raio X, motor, gerador e materiais de consumo para os procedimentos odontológicos, por meio da aeronave C-105 Amazonas, do Esquadrão Arara. Durante toda a missão, as consultas na área de ginecologia incluíram exames de ultrassom nas pacientes. Algumas delas já tinham tido filhos e nunca haviam feito esse exame. Ao todo, foram realizadas 152 ultrassonografias. Nessa ACISO, também foram feitos doze procedimentos cirúrgicos de pequeno porte. De acordo com a dona de casa Maria Eva Pereira Dias da Silva, a população agradece esse tipo de ajuda. “Muitas pessoas não têm condições de ir para outras cidades buscar as consultas. Então, ficamos aqui esperando”, disse.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Concurso FAB

Aeronáutica abre 75 vagas para nível superior
A Força Aérea Brasileira acaba de lançar quatro editais de concursos, que contemplam 21 profissões de nível superior. Ao todo, foram abertas 75 vagas. As inscrições para os processos seletivos acontecem do dia 6 de abril até o dia 5 de maio de 2015 (até as 15h, horário de Brasília-DF) e devem ser feitas no site www.ciaar.com.br . A taxa de inscrição é de R$ 120,00. Para participar dos exames de admissão de Dentistas, Engenheiros e Farmacêuticos, os candidatos não podem completar 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2016. Os profissionais que participarem do exame de admissão para o Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio deverão ter no máximo 32 anos em 31 de dezembro de 2016. O processo seletivo é composto de provas escritas (língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral (somente para dentistas e farmacêuticos) e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia 14 de junho de 2015. Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), durante 17 semanas. Após a conclusão do curso com aproveitamento o aluno será nomeado Primeiro-Tenente e receberá um salário inicial bruto de R$ 8.877,60. Para obter mais informações, consulte o edital na página www.fab.mil.br 

DENTISTAS DA AERONÁUTICA - CADAR (13 vagas)
1. Endodontia – 3
2. Implantodontia - 3
3. Odontologia de Necessidades Especiais – 1
4. Odontopediatria – 1
5. Periodontia – 2
6. Prótese dentária – 2
7. Radiologia Odontológica e Imaginologia – 1

FARMACÊUTICOS DA AERONÁUTICA - CAFAR (5 vagas)
1. Farmácia Bioquímica – 3
2. Farmácia Industrial – 2

ENGENHEIROS DA AERONÁUTICA - EAOEAR (40 vagas) 
1. Engenharia de Agrimensura - 3
2. Engenharia Civil – 11
3. Engenharia Cartográfica - 1
4. Engenharia de Computação – 2
5. Engenharia Elétrica – 7
6. Engenharia Eletrônica – 5
7. Engenharia Mecânica – 4
8. Engenharia Metalúrgica – 1
9. Engenharia Química - 2
10. Engenharia de Telecomunicações - 4

OFICIAIS DE APOIO - EAOAP (17 vagas)
1. Administração (ADM) - 3
2. Análise de Sistemas (ANS) - 1
3. Enfermagem (ENF) - 1
4. Pedagogia (PED) - 2
5. Psicologia (PSC) - 1
6. Serviços Jurídicos (SJU) - 5
7. Serviço Social (SSO) - 2
8. Fisioterapia (FIS) - 1
9. Biblioteconomia (BIB) - 1

LOCAIS DAS PROVAS:
Belém (PA), Recife (PE), Salvador (BA), Natal (RN), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF) e Manaus (AM).

Inscrições: www.ciaar.com.br

Informações e Editais: www.fab.mil.br

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Aventura Aérea

Solar Impulse 2 chega à China em etapa de reide ao redor do mundo
O avião Solar Impulse 2 aterrissou na China, na madrugada do dia 31 de março de 2015, completando a quinta etapa da primeira volta ao mundo de um avião alimentado apenas por energia solar. Com o piloto Bertrand Piccard no comando, o avião de apenas um lugar pousou no aeroporto de Chongqing, após voo de 20 horas e meia a partir de Mianmar. Originalmente, o Solar Impulse deveria fazer apenas uma breve escala nesta cidade e continuar o voo para Nanquim - cerca de 270 km de Xangai - mas a parada foi prolongada devido ao mau tempo. Por isso, o piloto deve aguardar até que o tempo melhore para retomar a viagem. Piccard, um dos dois pilotos suíços do Solar Impulse 2, teve que enfrentar um frio extremo, com temperaturas abaixo de 20 graus no cockpit, assim como os altos picos das províncias de Yunnan e Sichuan na China. Ele também sobrevoou uma área isolada da região na fronteira entre Mianmar e China, onde são registrados violentos combates entre os rebeldes chineses da maioria étnica Kokang e o exército birmanês. O SI2, que saiu de Abu Dhabi em 9 de março de 2015, tem a intenção de viajar 35.000 quilômetros ao total movido apenas por energia solar. Esta volta ao mundo deve levar cinco meses, dos quais 25 dias são de voo efetivo, antes de retornar ao local de saída no final de junho ou início de julho. Prevista para ser completada em 12 etapas, a volta ao redor do mundo é o resultado de 12 anos de pesquisa realizada por André Borschberg e Bertrand Piccard que, além da parte científica, tentam transmitir uma mensagem política.

Fonte: www.diariodepernambuco.com.br