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Voar é um desejo que começa em criança!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Soberania brasileira

FAB terá míssil antinavio com 278 Km de alcance
O Brasil terá em breve uma capacidade militar inédita. Um lote de míssil antinavio AGM-84L Harpoon foi adquirido para ser utilizado pelos aviões de patrulha marítima P-3AM, da Força Aérea Brasileira (FAB). Com 278 km de alcance, o armamento permitirá a proteção do mar territorial brasileiro. Esse será o primeiro míssil antinavio a ser operado por aviões no País. As oito aeronaves P-3AM, operadas a partir da Base Aérea de Salvador (BASV), têm capacidade de ir a mais de três mil quilômetros de distância, podendo atuar em todo o litoral. "Esse é um armamento estratégico, de altíssimo poder dissuasório", afirma o Brigadeiro do Ar Roberto Ferreira Pitrez, Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), unidade responsável pelos esquadrões de patrulha marítima da FAB. Para se ter uma ideia do alcance da nova arma, seria como um avião lançar o míssil da cidade de Aracaju (SE) para atingir um alvo em Maceió (AL), por exemplo. Também é a mesma distância entre a cidade do Rio de Janeiro (RJ) e Ubatuba, no litoral de São Paulo. Com 3,8 metros de comprimento e 519 kg, o Harpoon é movido por uma turbina e atinge 850 km/h. Somente a ogiva tem 221 kg de material explosivo, o suficiente para causar danos que levem um navio de guerra a afundar. O míssil utiliza dados dos sistemas da aeronave lançadora para calcular a sua rota até o alvo e conta ainda com um radar próprio para corrigir a rota. Depois do lançamento, o Harpoon voa próximo ao mar para evitar ser detectado.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Gripen NG

Forças europeias treinam com o Gripen
As Forças Aéreas da Suécia, República Tcheca, Hungria e Tailândia iniciaram em 11 de maio o Exercício Lion Effort 2015, realizado a partir da Base Aérea de Caslav, na República Tcheca. Os quatro países utilizam no treinamento caças Gripen, operados também pela África do Sul e adquiridos recentemente pelo Brasil. "É uma honra para a Força Aérea da República Tcheca sediar o Exercício Lion Effort este ano, que também marca dez anos de operação do Gripen na nossa Força", disse o Brigadeiro Libor Štefánik, Comandante da Força Aérea daquele país. "Ter aliados da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e nações parceiras voando juntas é uma grande oportunidade", completou. O Lion Effort ocorre de três em três anos e reúne os países que operam caças Gripen. Em 2009, a primeira edição foi realizada na Hungria. Em 2012, foi a vez da Suécia. Já a África do Sul planeja sediar o exercício em 2018. Os caças suecos já foram utilizados em uma operação real em 2011, quando realizou 650 missões de combate durante as ações aéreas sobre a Líbia.

Gripen NG
Previstos para serem recebidos a partir de 2019, os 36 caças Gripen adquiridos pelo Brasil serão de uma versão superior as atualmente utilizadas no Exercício Lion Effort, batizadas de C e D. O Gripen NG brasileiro terá, entre outras melhorias, uma turbina mais potente e um radar mais avançado. A SAAB planeja para 2016 a apresentação do protótipo do Gripen NG. Enquanto isso, uma aeronave de ensaio já realizou mais de 300 voos para testar sistemas da nova aeronave. A participação brasileira no projeto será reforçada ainda este ano, com a ida de aproximadamente 100 engenheiros para atuarem nas atividades de desenvolvimento realizadas na Suécia. Das 36 aeronaves compradas pelo Brasil, treze serão fabricadas por suecos e outras oito sairão do trabalho de brasileiros na Suécia. As quinze últimas unidades serão inteiramente fabricadas no Brasil através de uma parceria com a Embraer. Até 2024, a FAB terá em seu acervo 28 unidades monoplace e oito biplace.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

História da Aviação

Augusto Severo: Mártir da Tecnologia Aeronáutica
O "Mártir da Tecnologia Aeronáutica", Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, completou 113 anos de morte no dia 12 de maio de 2015. Para lembrar a data, foi realizada uma cerimônia em Macaíba (RN), sua cidade natal, com a presença do Comandante da Primeira Força Aérea (I FAE), Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, e do Comandante da Base Aérea de Natal (BANT), Tenente-Coronel Aviador Antonio Santoro. "A aviação mundial teve como um dos seus pilares a perseverança, o entusiasmo e o conhecimento de Augusto Severo", disse o Tenente-Coronel Santoro. O primeiro invento de Augusto Severo foi o dirigível Bartholomeu de Gusmão. O governo brasileiro custeou a fabricação desse modelo após ouvir opiniões favoráveis de professores da Escola Politécnica do Rio de Janeiro sobre a tecnologia que seria aplicada. O dirigível, que foi fabricado na Europa em 1892, ganhou esse nome em homenagem ao inventor Bartolomeu de Gusmão, que, em 1709, apresentou para a corte um pequeno balão de ar quente. Em 1902, Augusto Severo desenvolveu outro dirigível: o PAX.
O nome era um retrato de sua crença de que tal instrumento poderia evitar guerras entre as nações. Com tecnologia mais avançada que o anterior e com dimensões menores, 30 metros em comparação aos 60 metros do Bartholomeu de Gusmão, o PAX sobrevoou, em 12 de maio daquele ano, os céus de Paris, chegando a realizar círculos fechados, desenhando figuras em forma de oito nos ares da cidade luz. Durante o voo, Augusto Severo lançou panfletos sobre as tropas do Exército Francês com a mensagem "O Brasil saúda a França a bordo do dirigível Pax". Ao atingir 400 metros de altitude, o balão explodiu vitimando o inventor e o mecânico francês, Georges Sachés. Por isso, ele ficou conhecido como o Mártir da Tecnologia Aeronáutica. O nome "Augusto Severo" atualmente batiza ruas e avenidas em cidades de todo o Brasil e também na França: em 1902, duas ruas foram denominadas com os nomes "Rue Severo" e "Rue Georges Sachés". "Augusto Severo" é ainda o nome de um dos aviões VC-2 da Força Aérea Brasileira, utilizado para missões de transporte da Presidência da República. A outra aeronave do mesmo tipo é batizada de "Bartolomeu de Gusmão", inventor do primeiro aeróstato operacional.

domingo, 17 de maio de 2015

Especial de Domingo

Publicamos hoje o relato de uma bela iniciativa que vale como exemplo para os entusiastas da aviação. Confira e saiba um pouco mais sobre a ABRAPAER – Associação Brasileira de Preservação Aeronáutica.
Boa leitura.
Bom domingo!

Museu Eduardo André Matarazzo, Prefeitura e Abrapaer realizam ação conjunta para conservação de aeronave 


Texto de Fernando Parodi
Secretário da Abrapaer

Nos dias 01 e 02 de maio, um grupo de 10 voluntários da ABRAPAER – Associação Brasileira de Preservação Aeronáutica realizou uma ação junto ao Museu Eduardo André Matarazzo, que contou com parceria deste último e o apoio da Prefeitura Municipal de Bebedouro, SP.A ação realizada visou a limpeza e higienização externa do avião Douglas DC-3, matrícula PP-VBK, que operou até junho de 1970 na companhia aérea VARIG.

Marta Lucia Bognar, 53, Presidente da ABRAPAER, conhecida no meio aeronáutico por ser a única wingwalker da América Latina, comenta: “a atividade realizada hoje surgiu de uma visita técnica anterior, realizada em 12 de abril deste ano, à Diretoria do Museu, e constitui uma grande oportunidade de aprendizado para nós. Buscamos uma estabelecer uma relação de longo prazo entre o Museu Eduardo André Matarazzo e a ABRAPAER, que é uma associação sem fins lucrativos, fundada em 20 de julho de 2014, e tem como principais objetivos: a preservação, a conservação, o resgate da cultura, da história e da memória da aviação brasileira.”

As duas organizações, após entendimentos iniciais, passaram a planejar o evento do feriado do Dia dos Trabalhadores, e no curso dos preparativos, obtiveram o importante o apoio da Prefeitura Municipal de Bebedouro, que cedeu andaimes, pessoal técnico e hospedagens aos voluntários. Marta Bognar complementa: “somos uma entidade jovem ainda, com poucos recursos, mas ideais e propósitos elevados. Compensamos as dificuldades com muita boa vontade nossa, e de nossos parceiros. Estamos aos poucos formando uma rede de apoiadores, e com isto ampliando nossos resultados. Além do pessoal do Museu e da Prefeitura, consultamos profissionais, entre eles o químico Otair Pelisson que gentilmente analisou a situação, e nos indicou um produto de limpeza que não causasse danos à aeronave, afinal se trata de uma peça de acervo museológico, que requer cuidados especiais. Conseguimos uma doação do produto importado, o Algoo Aviation Cleaner, que é próprio para a lavagem e higienização externa de aeronaves. Este cuidado é importante, pois o PP-VBK possui boa parte de sua superfície em alumínio natural, isto é, sem camada de tinta. Além disso, nos preocupamos em obter um produto biodegradável, que não agredisse o meio ambiente, e que oferecesse proteção anti-corrosiva.”

Sobre os voluntários, Marta informa: “nossa equipe é constituída por pessoal de diversificado que veio de diversas cidades. Temos mecânicos, que atuam profissionalmente na aviação, aeronautas (comissários de bordo) ativos e inativos. Temos um perito judicial aeronáutico, uma historiadora, e um empresário da construção civil, entre outros, que voluntariamente se apresentaram para participar desta ação.”

A equipe recebeu a visita do Sr. Prefeito Fernando Galvão Moura, do Vice-Prefeito Dr. Rômulo Carmelini que prestigiaram a ação e acompanharam os trabalhos. Marta Bognar avaliou positivamente os resultados: “a atividade foi bem sucedida, pois cumprimos o nosso objetivo de executar a higienização externa, bem como aprendemos importantes lições, dados e informações, que esperamos poder aplicar futuramente em novas ações semelhantes, e deste modo aprofundarmos nossa relação de parceria com o Museu. Esperamos fazermos desta ação a primeira de muitas outras”.

Convém destacar que além de ser wingwalker, Marta foi aeronauta da VASP (Viação Aérea São Paulo) por aproximadamente 19 anos; apresenta formação em Museologia Social pela UNESCO, e atualmente atua como representante comercial.

Alexandre Guedes, 40, empresário do setor de construção civil, e, conselheiro fiscal da ABRAPAER, após a ação comentou: “estava muito excitado e ansioso para participar desta ação. Saí de Castro na quinta-feira, dia 30 de abril. Pernoitei na casa de parentes em Jabotical e vim para Bebedouro para trabalhar. Há semanas vínhamos planejando tudo. Não via a hora de poder estar aqui e realizar meu sonho de participar de uma ação destas. Sonho com isto desde que visitei o museu pela primeira vez, aos 12 anos.”

A ABRAPAER agradece à Diretora do Museu André Eduardo Matarazzo, em particular a Sra. Patrícia Matarazzo, aos diretores do museu, Sr. Rogério Buzon e Luis Nogueira, pelo empenho e apoio à atividade. Agradecemos também a Prefeitura Municipal de Bebedouro, na figura do Sr. Prefeito Fernando Galvão Moura, ao Diretor do Departamento de Desenvolvimento Econômico, Sr. Lucas Gibin Seren, e ao Engº Paulo Bijoulli, cuja presenças e atenções foram fundamentais para o sucesso e total segurança desta ação. A ABRAPAER agradece também aos voluntários: Daiane Delboni, Alex Sandro Delboni, Alexandre Guedes, Wilson Scapin, Eder Evelino, Carlos Rovida, Anne de Faria, Valquiria Bognar, Marta Bognar, e Marisa Lucchiari Nunes.

Sobre o PP-VBK

O avião matrícula PP-VBK foi originalmente produzido como um C-47B-15-DK na planta da Douglas Aircraft Company, em Oklahoma City, por encomenda da USAAF (United States Army Air Force) entre 1943 e 1944. Apresenta nº de série do fabricante 26823, e nº de série militar 43-49562. O C-47B “Skytrain”, é uma das várias versões militares derivadas do avião comercial DC-3, e prestava-se às missões utilitárias, tais como transporte de pessoal, de cargas, evacuação aeromédica, e alguns casos para o reboque de planadores militares. As principais características que a distinguem o C-47 do DC-3 são: interior espartano, típico de aeronaves militares, com dois bancos rebatíveis, uma grande porta do lado esquerdo da fuselagem, que permitia o acesso de cargas de grandes volumes, e o piso reforçado. Após o término da guerra, o governo norte-americano colocou a venda o excedente de aeronaves, muitas delas serviram por décadas em forças aéreas e companhias ao redor de todo o mundo. Antes de pertencer à VARIG, o PP-VBK ostentou sucessivamente as matrículas civis americanas NC4667V e NC79020, passou um breve tempo a serviço da Fuerza Aérea Paraguaya, recebendo então a matrícula T-23, até que finalmente, em 14.08.1948 foi adquirida pela VARIG. Nas cores desta, serviu por aproximadamente 22 anos, até que em 18.06.1970 foi adquirida Sr. Eduardo André Matarazzo, e levada para Bebedouro, onde foi incorporada ao acervo do Museu que hoje leva o nome de seu fundador. A aeronave ostenta a pintura com que operou na VARIG, e apresenta a configuração interna do DC-3, com 32 poltronas e demais comodidades de avião comercial. O DC-3 voou pela primeira vez em 17 de dezembro de 1935, e começou ser produzido em série no ano seguinte. Lawrence E. Merrit, historiador do Boeing Museum, considera que o DC-3 cumpre um papel fundamental na história da evolução da aviação comercial, tendo alterado a forma como as pessoas voavam ao redor de todo o mundo, tornando popular o transporte aéreo de passageiros, e a atividade de aviação comercial lucrativa. Até meados da metade da década de 1930, as companhias de transporte aéreo, dependiam de subsídios financeiros governamentais, obtidos mediante a prestação do serviço de transporte de correspondência e encomendas para que fossem rentáveis, sendo o transporte de passageiros uma atividade secundária. Com o DC-3 estes papéis se inverteram, passando o transporte aéreo de passageiros a atividade principal das companhias aéreas, e o transporte de correspondência e cargas uma atividade complementar.

Visitação ao Museu Eduardo André Matarazzo
As visitas ao Museu podem ser realizadas de quinta a domingo das 09:00h as 16:30h.
Escolas tem acesso gratuito e devem agendar as visitas pelo fone: (17) 3342-2255.
Praça Santos Dumont - Centro - Bebedouro - SP

Maiores informações:

Contate a ABRAPAER
Rua Clodoaldo Goyanna, nº 110
Jardim Santo Elias
São Paulo/SP
CEP 05135-320
Telefone: (11) 98545-1871
e-mail: martinha.bognar@gmail.com 

Fonte: ABRAPAER

sábado, 16 de maio de 2015

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Espaço

Nanossatélite brasileiro será lançado da ISS em outubro de 2015
O satélite de pequeno porte Serpens (Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) será lançado da Estação Espacial Internacional (ISS) em outubro. A Agência Espacial Japonesa (Jaxa) realizou testes elétricos adicionais pedidos em razão do lançamento ser feito de um veículo espacial com tripulação. O Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), também testou o aparelho. O nanossatélite foi integrado e testado em fevereiro no LIT. Em órbita, o pequeno satélite testará conceitos simples de recebimento, armazenamento e retransmissão de mensagens por sistema de rádio. O principal objetivo do projeto Serpens é a capacitação de engenheiros e técnicos, além de consolidar os novos cursos de engenharia espacial brasileiros. Participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF). O Serpens será transportado para a Jaxa em julho e para a ISS em agosto. Este é o terceiro CubeSat nacional a ser colocado no espaço, sendo o segundo a ser lançado do laboratório espacial. O primeiro foi o Aesp-14, desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

1º ETA - Esquadrão Tracajá

Do C-47 Douglas ao C-97 Brasília: 46 anos de Amazônia
Sediado na Base Aérea de Belém, o Primeiro Esquadrão de Transporte Aéreo (1º ETA), Esquadrão Tracajá, completou 46 anos nesta terça-feira (12/05). A data foi comemorada com uma cerimônia, na qual militares do efetivo foram agraciados com as menções de Praça e Graduado Padrão, Destaque de Segurança de Voo e Destaque Operacional do Comando-Geral de Operações Aéreas.  Criado em 12 de maio de 1969, o 1° ETA foi inicialmente equipado com os hidroaviões C-10 Catalina. Com pousos em rios da região, o esquadrão proporcionava integração nacional em localidades onde às vezes sequer havia pistas de pouso. Na época, aviões C-47 da unidade também desbravaram linhas do Correio Aéreo Nacional na Amazônia. “Os Catalineiros, como são conhecidos, a bordo das históricas aeronaves C-10 Catalina e C-47 Douglas ou nos bastidores dos hangares e das oficinas, esculpiram no tempo um legado de abnegação, de determinação e de superação, o marco regulador que permeia a nobre tarefa de voar e fazer voar”, ressaltou o Tenente-Coronel Aviador Toni Roberto Carvalho Teixeira, Comandante do 1º ETA. Entre 1995 e 1996, o Tracajá participou da Missão de Observadores Militares Equador-Peru (MOMEP). Um avião C-98 Caravan transportava militares do Brasil, Chile, Estados Unidos e Argentina envolvidos nas atividades de desmilitarização após o conflito ocorrido na região. Hoje equipado com aeronaves C-95 Bandeirante, C-97 Brasília e C-98 Caravan, o 1° ETA realiza missões em apoio às comunidades ribeirinhas e às unidades das Forças Armadas na região amazônica.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Concurso EPCAR

FAB abre concurso para a EPCAR
As inscrições podem ser feitas de 19/05 a 11/06/2015

A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) lançou edital de concurso para 180 vagas. A seleção é voltada para jovens com idade entre 14 e 19 anos até 31 de dezembro de 2016 e ensino fundamental completo. As inscrições começam no dia 19 de maio e podem ser feitas até as 15h (horário de Brasília/DF) do dia 11 de junho por meio do endereço eletrônico www.epcar.aer.mil.br. A taxa é de R$ 60,00. O processo seletivo é composto de provas escritas (Língua Portuguesa, Matemática, Língua Inglesa e Redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia dois de agosto de 2015 nas seguintes localidades: Belém (PA), Recife (PE), Natal (RN), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Barbacena (MG), São Paulo (SP), Pirassununga (SP), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO). Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR) na EPCAR, em Barbacena (MG), por três anos. O curso é equivalente ao ensino médio regular do Sistema Nacional de Ensino. Os alunos da EPCAR são considerados praças especiais e receberão auxílio financeiro, alimentação, fardamento, assistência médico-hospitalar e dentária durante todo o curso e terão moradia na escola. Após a conclusão com aproveitamento, eles receberão certificado de conclusão do Ensino Médio e do CPCAR. Aqueles que concluírem o CPCAR com aproveitamento e, também, forem considerados “APTOS” na inspeção de saúde, no exame de aptidão psicológica, no teste de avaliação do condicionamento físico e no teste de aptidão para a pilotagem militar poderão concorrer ao número de vagas previsto para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAV) da Academia da Força Aérea (AFA).

Inscrições: www.epcar.aer.mil.br

terça-feira, 12 de maio de 2015

EEAR

Um dia na vida de um aluno da Escola de Especialistas
Acompanhe neste vídeo a rotina de dois alunos da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP). Com uma câmera nas mãos eles contam como é o dia a dia na Escola, aulas, curiosidades e bastidores. A Escola oferece 28 especialidades de nível técnico e forma cerca de 1.300 sargentos por ano. São militares que atuam desde atividades administrativas até o manuseio de armamentos e manutenção de aeronaves.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Aeronaves

H145 o helicóptero multimissão da Airbus Helicopters
O helicóptero multimissão H145 Fenestron é a versão atualizada do EC145, que combina diferentes tecnologias de ponta da Airbus Helicopters, tais como: avançado design de cockpit, modernos aviônicos, piloto automático de quatro eixos e rotor de cauda carenado. Graças às amplas portas laterais corrediças e às portas traseiras para embarque de cargas, o acesso à cabine do EC145 se tornou extremamente fácil. Todo esse espaço faz dele o helicóptero mais adequado para serviços aeromédicos, missões policiais, aplicações de utilidades gerais, transporte vip e de passageiros. Seu nível de ruído é muito abaixo das exigências da Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO), o que faz do H145 a aeronave mais silenciosa dentro da sua categoria. É capaz de transportar até 10 passageiros ou 1.500 Kg de carga no gancho. É equipado com 2 motores Turbomeca Arriel 2E, com potência máxima de 894 shp em cada. A Airbus Helicopters, antes Eurocopter, é uma divisão do Grupo Airbus, pioneiro mundial nos segmentos aeroespacial e de serviços relacionadas a defesa. No Brasil, a Airbus Helicopters é representada pela Helibras, responsável pela produção, venda e pós-venda de aeronaves da Airbus. A Helibras desenvolve tecnologia de ponta e contribui para o fortalecimento da indústria aeronáutica nacional.

domingo, 10 de maio de 2015

Especial de Domingo

Selecionamos interessante texto de Helena Rebello sobre o extraordinário Roland Garros.
Boa leitura.
Bom domingo!

Histórias Incríveis: como Roland Garros virou lenda e consagração

Amigo de Santos Dumont, aviador francês, personagem da Primeira Guerra, jamais jogou tênis profissionalmente, mas emprestou nome a Grand Slam

Por Helena Rebello
Rio de Janeiro

A raquete e a bolinha de tênis nunca significaram mais do que um passatempo para o único homem a batizar um Grand Slam. Bem longe das quadras, Roland Garros fez fama internacional no comando de aeronaves em cenários até então inexplorados, muitos deles no Brasil. Décadas antes de Gustavo Kuerten sagrar-se tricampeão no torneio que leva o nome do aviador, foi o francês que encantou os brasileiros com exibições e feitos, como o primeiro voo entre São Paulo e Santos, ao lado do paulista Edu Chaves. De amigo de Santos Dumont a personagem de histórias cinematográficas da Primeira Guerra Mundial, entenda como Roland Garros virou sinônimo de consagração na terra batida.

Roland Garros (de bigode e terno escuro): um dos pioneiros no espaço aéreo brasileiro (Foto: AFP)

Nascido em Saint-Denis, Roland Garros conheceu o mineiro Santos Dumont no início do século 20 e ficou encantado pelas invenções do brasileiro. Praticante de esportes como ciclismo, rúgbi e tênis – nunca profissionalmente -, o jovem europeu, em 1909, resolveu se arriscar nos céus e comprou o Demoiselle, último invento de Dumont, para iniciar seu treinamento. O leque de amigos brasileiros de Garros aumentou rapidamente e, de aluno, o francês logo passou a professor. Em 1911, foi um dos convidados pela “Queen Aeroplane Company Limited”, de Nova York, para fazer uma demonstração no Rio de Janeiro. Atraído por premiações oferecidas por empresários, o francês participou de diversas demonstrações nos céus da então capital do país e fazendo pequenos trajetos até a Região Serrana do estado. Em um deles, levou para voar pela primeira vez o campista Ricardo Kirk, que se tornaria o pai da aviação militar brasileira.

Roland Garros (direita) aprendeu a voar em um avião de Santos Dumont (esquerda) (Foto: Divulgação)

No ano seguinte, ao lado de Edu Chaves, membro de uma tradicional família de cafeicultores paulistas, Garros colecionou feitos célebres. Em março de 1912, a dupla causou alvoroço ao voar entre São Paulo e Santos, cada um em seu próprio avião. Ainda no início da viagem o avião de Garros apresentou defeito e Chaves o ajudou. O retorno à capital paulista, no entanto, foi feito pelos dois na mesma aeronave.
- Na época não se imaginava que um dia existiria uma ligação aérea entre as duas cidades. Na verdade, não se pensava que o avião um dia tivesse papel integrador. O conceito de transporte aéreo surgiu apenas anos mais tarde, quando no início da década de 1920 se percebeu a vantagem do avião como transporte de correios - explicou Edmundo Ubiratan, jornalista especializado em aviação.

A edição de 9 de março do jornal “Correio da Manhã” descreveu parte do episódio, lembrando também o prêmio de 30 mil réis oferecido pelo governo do estado, a ser entregue ao primeiro que realizasse o feito.

- Desde 7 horas da manhã, em Santos, enorme multidão, calculada em mais de duas mil pessoas, a pé, em automóveis e de carro, espera na Praia de José Alenino. (...) O aviador Roland Garros chegou às 9 1/2 horas, tomou a direcção do mar, descreveu duas voltas e aproou para a praia, onde aterrou, sendo delirantemente aclamado pelo povo. Quando Garros aterrava, Eduardo Chaves voou, tomando a direcção da bahia, contornou Montserrat, descreveu várias curvas, voltou à praia, ao ponto de partida, depois de permanecer no ar por espaço de 44 minutos. No parque, Garros e Chaves abraçaram-se commovidos.

A crescente popularidade fez com que Garros prestasse serviços comerciais até para o Exército Brasileiro, fazendo o transporte de oficiais. As ofertas de diferentes patrocinadores fizeram com que o aviador também explorasse os céus argentinos, e o francês também acumulou viagens para Buenos Aires e cidades da região. A aventura na América do Sul aguçou ainda mais o espírito desbravador de Garros, que voltou ao Velho Continente para marcar de vez seu nome na história. No dia 23 de setembro de 1913, o já experiente piloto partiu de Fréjus, no Sul da França, rumo a Bizerte, na Tunísia. Ao completar o percurso, após 7h53m de voo, tornou-se o único até então a atravessar o Mar Mediterrâneo sem fazer escalas. Dizem as fontes históricas que, ao aterrissar, ele tinha apenas mais cinco litros de combustível no tanque.

Garros vira personagem da 1ª Guerra Mundial

Uma das passagens de Garros (dir.) pelo Brasil a convite de empresários (Foto: Reprodução)

O retorno ao Velho Continente e a eclosão da Primeira Guerra Mundial marcaram uma nova fase na carreira de Garros nos ares. O francês transformou-se em piloto de guerra e teve atuação importante no desenvolvimento dos caças. As cinco vitórias que obteve em batalhas lhe renderam o título de “Ás” da aviação. Neste período, o aviador colecionou histórias curiosas. Em uma delas, reproduzida na edição de 15 de novembro de 1914 do jornal “O Paiz”, o francês protagoniza uma cena digna de cinema. - O "Daily Chronicle" publica um telegramma do seu correspondente no theatro de guerra informando que nos arredores de Amiens as tropas alliadas, vendo aproximar-se um aeroplano typo Taube, fizeram fogo sobre o mesmo. Immediatamente o apparelho desceu, sendo rodeado pelos soldados, que encontraram dentro delle o celebre aviador Roland Garros, que se havia apoderado do referido apparelho depois de ter matado o piloto alemão que o dirigia.

Em outras oportunidades, porém, Garros não teve a mesma sorte. Em 1914 foi apanhado pela primeira vez como prisioneiro e teve que trabalhar em um campo de concentração em Zossen, na Alemanha. Esta prisão trouxe grande prejuízo para a Tríplice Entente, lado que a França defendia no confronto. Isto porque Garros havia desenvolvido uma tecnologia de ataque durante o voo, que foi aperfeiçoada por Anthony Fokker, engenheiro aeronáutico holandês a serviço dos alemães.

- Nas aeronaves primitivas da 1ª Guerra Mundial, o tiro contra outros aviões tinha que ser realizado para a retaguarda, pelo observador, o que dificultava muito a precisão. Garros desenvolveu um sistema no qual as metralhadoras do avião, posicionadas diante do piloto, podiam ser diaparadas através da hélice, sem destruí-la; para isso, colocou um revertimento de aço na hélice de seu avião que, quando atingida, as balas desviavam. Garros foi abatido pelos alemães e não teve tempo de destruir seu avião. Anthony Fokker examinou seu aparelho e o aperfeiçoou, criando a metralhadora sincronizada, cujos tiros eram interrompidos quando passava a hélice diante da trajetória. Tal sistema trouxe grande vantagem aos alemães e tornou-se o padrão até o final do conflito. Apesar de aperfeiçoado por Fokker, teve início com Garros - explicou historiador militar e professor da Universidade do Sul de Santa Catarina Carlos Roberto Carvalho Daróz.

Nas páginas dos periódicos brasileiros, Garros voltou a ganhar espaço em fevereiro de 1918 com a notícia de sua fuga para a Holanda. Em outubro do mesmo ano, apenas três semanas antes do fim do conflito global, o aviador foi capturado nos arredores de Koblenz e morto por uma esquadrilha alemã.

No destaque oval das fotos, Garros é fotografado como prisioneiro dos alemães na 1ª Guerra Mundial(Reprodução)

Homenagem póstuma dá nome do aviador a torneio

Os Mosqueteiros: época áurea do tênis francês (Foto: Divulgação/Site Oficial Roland Garros) 

Sem nunca ter jogado tênis profissionalmente, Roland Garros passou a dar nome ao maior complexo do esporte na França após um acordo firmado entre o clube Stade Français, do qual foi sócio, e a Federação nacional da modalidade (FFT). Na década de 1920, o país vivia um momento áureo no tênis. No feminino, Suzanne Lenglen colecionava títulos de simples e de duplas nos principais torneios mundiais. Entre os homens, o quarteto formado por René Lacoste, Henri Cochet, Jean Borotra e Jacques Brugnon sagrou-se, em 1927, campeão da Copa Davis. Para a defesa do título em casa, no ano seguinte, a Federação Francesa precisou se mobilizar para garantir uma estrutura compatível com a importância do evento. Até então, as principais competições sediadas em Paris tinham jogos realizados simultaneamente em dois locais: o Racing Clube e o Stade Français, que cedeu três hectares de um terreno no bairro de Porte d’Auteiul. A única exigência era que a construção fosse batizada em homenagem a um dos associados. Garros, herói de guerra, foi o agraciado. A prefeitura deu o suporte financeiro e, no ano seguinte, os franceses, conhecidos então como "Os Mosqueteiros", mantiveram a coroa. Desde então, o complexo passou por diversas reformas. O estádio principal, que mais tarde seria batizado de Philippe Chatrier, foi construído com capacidade para 8 mil pessoas e hoje pode receber mais de 15 mil torcedores. Em 1984 foram erguidas mais quadras externas, além da “Praça dos Mosqueteiros”, com estátuas de Borotra, Lacoste, Cochet e Brugnon. A quadra que homenageia Suzanne Lenglen foi construída dez anos mais tarde e comporta mais de 10 mil espectadores. Ao todo, 18 quadras compõem o complexo.

O complexo de Roland Garros: maquete mostra o planejamento do local para 2018 (Foto: Divulgação)



Em 2018, o Grand Slam do saibro será reinaugurado com nova roupagem. Segundo determinação da FFT, a quadra central contará com teto retrátil para receber partidas independentemente das condições climáticas e de iluminação, será mais confortável e terá infraestrutura mais moderna e sustentável. Um prédio será construído para abrigar a organização do torneio, e também serão feitas obras para o fluxo de pessoas, principalmente na entrada da Avenue Porte d’Auteuil, dentre outras melhorias. O custo estimado da reforma é de 340 milhões de euros (cerca de R$ 900 milhões). Deste montante, 95% serão bancados pela própria FTT através de recursos próprios e de um empréstimo. A Prefeitura de Paris deve contribuir com 20 milhões de euros.

Por Helena Rebello Rio de Janeiro

Fonte: globo.com

sábado, 9 de maio de 2015

Concurso para a Aeronáutica

Aeronáutica seleciona civis em diversos níveis escolares
A Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA), órgão subordinado ao Comando da Aeronáutica, divulgou, no Diário Oficial da União de 05/05/2015, o edital do processo seletivo simplificado para a seleção de servidores civis temporários. Eles comporão cadastro de reserva em diversos cargos de todos os níveis de escolaridade. As inscrições deverão ser feitas de 20 de maio a 12 de junho de 2015, por meio do preenchimento e entrega do formulário disponível no edital nos Destacamentos de Apoio ou na sede da COMARA, em Belém (PA). Os selecionados trabalharão em projetos e obras de desenvolvimento de infraestrutura aeroportuária nas seguintes cidades:

Santa Rosa do Púrus (AC)
Rio Branco (AC)
Salvador (BA)
Moura (AM)
Estirão do Equador (AM)
Eirunepé (AM)
Yauaretê (AM)
Tunuí Cachoeira (AM)
Humaitá (AM)
Surucucu (RR)
São Gabriel da Cachoeira (AM)
Tabatinga (AM)
Itacoatiara (AM)
Manaus (AM)
Jacareacanga (PA)
Monte Alegre (PA) 
Belém (PA)

Para candidatos que possuem nível fundamental são oferecidas funções como auxiliar de cozinha, auxiliar de limpeza, auxiliar de manutenção predial e pintor de automóveis.

Quem tem nível médio pode se candidatar a cargos nas áreas de almoxarife, apontador de obras, assistente administrativo, laboratorista de solos, programador de sistemas de informação, entre outras. 

Já para os candidatos com formação em nível superior, as vagas destinam-se a diversos cargos, entre eles, administrador, analista de sistemas e arquiteto.

A seleção consta de análise de documentos e avaliação de saúde para classificação dos candidatos. Os resultados serão divulgados no dia 14 de julho e os salários variam entre R$ 790,00 e R$ 2.700,00.

Endereços:

Destacamento de Apoio à COMARA em Manaus (AM):
Auditório do SERMOB - Av. Rodrigo Otávio s/nº, bairro Crespo

Destacamento de Apoio à COMARA em Tabatinga (AM):
Rua AT - 16, nº 1249, bairro COMARA

Destacamento de Apoio à COMARA em São Gabriel da Cachoeira (AM):
Av. Castelo Branco, nº 633, bairro Fortaleza

Destacamento de Apoio à COMARA em Moura (AM):
Rua Principal, s/nº, Vila de Moura

Destacamento de Engenharia da COMARA em Yauaretê (AM):
Rua Projetada, nº 120, bairro Centro

Sede da COMARA em Belém (PA)
Av. Pedro Álvares Cabral, nº 7115, bairro Marambaia.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Navegação Aérea

Plano prevê desativação dos radiofaróis NDB
O planejamento de desativação das estações de NDB tem como meta a transição da navegação dependente de equipamentos e sistemas de navegação convencionais para a utilização do conceito de sistema baseado em performance e no uso dos sensores do sistema global de navegação por satélites no espaço aéreo brasileiro. A nova concepção de voos está contida no conceito CNS-ATM (Comunicação, Navegação,Vigilância e Gerenciamento de Tráfego Aéreo). NDB é a sigla para radiofarol não direcional (Non-Directional Beacon). O NDB é um radiotransmissor em frequências médias que emite sinais em todas as direções. Permite que as aeronaves o localizem geograficamente e empreguem seus sinais para orientação em rotas e em procedimentos de aproximação para pouso. Um dos grandes benefícios associados ao sistema CNS a bordo das aeronaves é a redução do custo de implantação, operação e manutenção da infraestrutura de navegação aérea. O Plano de Desativação Gradual das Estações de NDB no Brasil está de acordo com a Concepção Operacional ATM Nacional, que orienta o estabelecimento da estratégia de evolução das capacidades do SISCEAB (Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro), de forma ordenada, segura, oportuna e alinhada ao Conceito Operacional ATM Global da OACI (Organização da Aviação Civil Internacional). O plano de desativação dos radiofaróis do tipo NDB no Brasil começou em 2014 e prossegue até 2020. O NDB UBT, frequência 295 Khz, localizado em Ubatuba (SP), sede do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação, tem previsão de ser desativado em janeiro de 2020. O cronograma e critérios do plano constam na Circular de informação Aeronáutica AIC 3/13 publicada pelo DECEA, disponível em www.aisweb.aer.mil.br

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Helibras

O primeiro helicóptero apto a reabastecimento em voo na AL
A Helibras apresentou o primeiro helicóptero na América Latina a contar com sistema de reabastecimento em voo (REVO). A aeronave é a mais recente unidade do H225M, fabricada na linha de montagem da empresa em Itajubá (MG) no âmbito do Programa H-XBR. O helicóptero é uma unidade destinada à FAB e o mecanismo foi integrado no Brasil por engenheiros e técnicos da Helibras, permitindo que a aeronave possa ser abastecida por um avião durante uma missão, sem a necessidade de pousar ou interromper uma atividade. Além desse sistema, o helicóptero recebeu no país a integração de sistemas como o de contramedidas eletrônicas, um dos principais itens desenvolvidos na empresa, que é um mecanismo de autoproteção para a aeronave, além de sistema de comunicação criptografada entre forças de resgate e refugiados, o equipamento FLIR com câmera infravermelha e detector a laser para rastrear alvos, e sistema de gravação de vídeo e voz do helicóptero. O H225M também permite operação com óculos de visão noturna, possui blindagem reforçada, guincho duplo, gancho para carga externa, previsão para instalação de duas metralhadoras 7.62, além de componentes de rapel e avançados sistemas de navegação e comunicação. Os avanços no programa H-XBR foram reconhecidos pela COPAC – Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate, que emitiu novas cartas de crédito pelo cumprimento das etapas de Projetos de Cooperação Industrial (ICP) pela empresa, como a transferência de informações CRM para o suporte técnico nacional e a auditoria realizada conforme previsto pelo contrato.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Incaer



Efemérides Aeronáuticas - Maio

1899 - Santos-Dumont realizou, no Jardim da Aclimatação em Paris, a primeira experiência com o seu balão dirigpivel nº 2. Com a mesma forma e comprimento do nº 1, tinha, no entanto, o seu diâmetro maior - o que elevou o seu volume para 2003 m³ - e o motor mais possante - potência de 4,5 cavalos vapor (11 de maio).

1902 - Faleceram, em Paris, o inventor brasileiro Augusto Severo e seu mecânico Georges Sachet, no desastre aéreo com o balão dirigível "Pax", de invenção de Augusto Severo (12 de maio).

1905 - O aeronauta português Guilherme Magalhães Costa realizou no Rio de Janeiro uma ascensão aerostática com o seu balão livre "Portugal", de 1.058 m³, levando na sua companhia o fotógrafo Paulino Botelho da "Gazeta de Notícias" (7 de maio).

1908 - Faleceu em Realengo, Rio de Janeiro, o 1º Tenente de Cavalaria Juventino Fernandes da Fonseca, no acidente com o balão aerostático que ele pilotava e que tinha sido adquirido pelo Exército Brasileiro. O Tenente Juventino foi o primeiro aeronauta das forças Armadas (20 de maio). 

1912 - Organizada pelo jornal "A Noite", foi realizada no Rio de Janeiro a primeira "Semana de Aviação", com a presença dos aviadores franceses Roland Garros, Barrier e Audemar e do italiano Ernesto Darioli. O prêmio instituído pelo jornal foi ganho pelo aviador francês Roland Garros.

1914 - Realizou-se, no Rio de Janeiro, uma prova de velocidade para aviões, com a participação do aviador brasileiro Ricardo Kirk. Pilotando um monoplano Morane Saulnier, Kirk sagrou-se campeão (24 de maio).

1920 - Foi realizada a primeira experiência, em vôo, do avião "Rio de Janeiro", construído no Brasil nas oficinas "Lages Irmãos". O avião, que era um monomotor sesquiplano, foi pilotado durante as experiências pelo aviador da Missão Francesa, Capitão Etienne Lafay (18 de maio).

1922 - O avião bimotor "Independência", construído no Brasil, nas oficinas Henrique Lage, na Ilha do Viana, realizou seu primeiro voo no Campo dos Afonsos.

1929 - Foi autorizada a funcionar no Brasil a empresa aérea Pan American Airways (Decreto nº 18.768). A Pan American adquiriu a Empresa de Transportes Aéreos, brasileira (28 de maio).

1930 - Chegada em Natal, vindo de São Luiz do Senegal, do aviador francês Jean Mermoz, pilotando um avião monomotor Latècoère 28, depois de ter realizado, em 21 horas, o primeiro vôo comercial com travessia do Atlântico Sul sem escalas (13 de maio).

1931 - Criação do Grupo Misto de Aviação, com sede no Campo dos Afonsos (Decreto nº 20.030). Esta foi a primeira Unidade Aérea da Aviação Militar, após a criação da Arma de Aviação (21 de maio).

1941 - As "Forças Aéreas Nacionais", criadas em 20 de janeiro receberam a nova designação de "Força Aérea Brasileira", pelo Decreto nº 3.323 (22 de maio).

1942 - Foi executado o primeiro ataque a um submarino inimigo feito por avião da Força Aérea Brasileira. Uma aeronave B-25 "Michell" atacou o submarino entre o Arquipélago de Fernando de Noronha e as ilhas Rocas (22 de maio).

1945 - Foi declarado de utilidade pública, para desapropriação, o ex-Hospital Itapagipe, transformado no Hospital Central da Aeronáutica, pelo Decreto nº 18.370 (28 de maio).

1957 - Criação da "Medalha Prêmio Força Aérea Brasileira" pelo Decreto nº 41.639, para galardoar os militares da FAB que se distingam por estudos sobre temas técnico-profissionais (31 de maio). 

Fonte: Incaer

terça-feira, 5 de maio de 2015

Museus

Museu TAM tem acervo com mais de 100 aeronaves
Com mais de 100 aeronaves em seu acervo, o Museu TAM conta inclusive com aeronaves de destaque na Segunda Guerra Mundial, como o inglês Spitfire Mk.IX e o norte-americano P-47 Thunderbolt, utilizado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Todos são modelos reais, utilizados durante o conflito. O acervo vai além dos modelos de guerra. O Savoia-Marchetti SM-55 Jahú, por exemplo, está lá por sua história. Ele é um hidroavião monoplano da década de 1920 que foi escolhido pelo comandante João Ribeiro de Barros para atravessar o Atlântico Sul em abril de 1927. Desde 2002, o Jahú está tombado como patrimônio histórico de São Paulo.
O Lockheed L-049 Constellation é outro avião com uma trajetória curiosa. Essa aeronave, que hoje está estampada com as cores e o logo da Panair, ficou abandonada por 34 anos no Paraguai. Durante esse período, chegou a ter até um restaurante funcionando em seu interior. Ela foi doada à TAM pelo governo paraguaio em 2000 e chegou a São Carlos (SP) desmontada em seis carretas. Uma raridade exposta no museu é um Miles M.2H Hawk, da década de 1930. Existem apenas seis aeronaves desse modelo no mundo e a que está em São Carlos é a única ainda capaz de voar. Foi totalmente restaurada e levou mais de quatro anos para ficar pronta. Mais da metade das aeronaves do acervo ainda pode decolar, entre elas o Spitfire, que chegou ao Museu voando. O Corsair em exposição é o mais antigo do mundo e o único da sua versão ainda em condições de voo. Cinco aeronaves estão expostas em dioramas, cenários que remetem às situações reais em que as aeronaves operavam. Vegetação, solo e objetos ajudam a compor a atmosfera lúdica. Uma delas é o Cessna 140. A história deste avião foi relatada no livro Diário da Morte – A Tragédia do Cessna 140, de Walter Dias, sobre a morte do piloto Milton Verdi, que fez um pouso forçado em uma clareira da floresta boliviana nos anos 1960. Ele sobreviveu 70 dias no local, mas morreu de sede e fome antes que o socorro chegasse. Durante esse tempo, até o seu último dia, ele escreveu um diário que deu origem ao livro. Pintado com as cores da TAM, também está em exposição um Bandeirante, avião desenvolvido no então Centro Técnico de Aeronáutica (CTA), atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). A Embraer, hoje terceira maior fabricante de aeronaves no mundo, foi criada para colocar o Bandeirante no mercado. A frota da TAM incluiu onze aeronaves deste modelo entre as décadas de 70 e 90.

Exposição na capital: uma proposta
Como o museu não é de fácil acesso a muitos interessados pela distância da região metropolitana, uma proposta começou a ganhar corpo: a transferência para a capital do estado, São Paulo. A ideia seria levar as aeronaves históricas para uma área do Comando da Aeronáutica na região do Campo de Marte, zona norte da cidade, e acrescentar ainda outras raridades da Fundação Santos Dumont, Polícia Militar do Estado de São Paulo e outras instituições ligadas à aviação. De acordo com o Comandante do Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, o projeto está no início e já conta com a participação efetiva do Museu da TAM e da Fundação Santos Dumont, que vão ceder seus acervos. “Nossa ideia é trazer para a maior cidade do país toda a riqueza da aviação brasileira, além de preservar e resgatar a história aeronáutica”, afirmou. Em janeiro de 2015, o IV COMAR reuniu empresários e representantes de instituições públicas e privadas para debater o tema. A reunião contou com a participação do Comandante João Francisco Amaro, Presidente do Museu TAM, que explicou a necessidade de transferência do acervo de mais de noventa aeronaves em exposição em São Carlos. Segundo ele, a mudança para São Paulo aumentaria o número de visitantes, além de ampliar o espaço destinado às aeronaves expostas. Instituições como a Infraero, Polícia Militar, Associação Brasileira de Aviação Geral e Helibras também apoiam a iniciativa. “É uma grande solução cultural que vai gerar emprego e renda, além de valorizar a região que tem tudo a ver com aviação”, disse o superintendente regional da Infraero, Willer Larry Furtado. Ele lembrou que a área do Campo de Marte foi a primeira infraestrutura aeroportuária de São Paulo, nos anos 20, e hoje abriga mais de 40 hangares, além de sediar o tradicional Aeroclube de São Paulo e o Grupamento de Rádio Patrulha Aérea da Polícia Militar, o Águia.

Museu TAM
Localização: Em São Carlos, a 250 km de São Paulo.
Fica no Distrito de Água Vermelha, no km 249,5 da rodovia SP-318, que liga São Carlos a Ribeirão Preto.
Telefone: (16) 3306-2020
Horário de funcionamento: de quarta-feira a domingo, das 10h às 16h (entrada autorizada até as 15h) 
Ingressos: R$ 25, com meia entrada de R$ 12,50 para estudantes, professores da rede pública de ensino (com documento comprobatório) e idosos de 60 a 65 anos.
Idosos a partir de 65 anos e crianças até 6 anos não pagam.

domingo, 3 de maio de 2015

Especial de Domingo

Do Aviões e Músicas selecionamos o conteúdo de hoje. No texto de Alexandre Conrado, uma bela retrospectiva para os nossos Ninjas e aos amigos do blog.
Boa leitura.
Bom domingo!

Os primeiros Boeings de cada tipo no Brasil
A presença da Boeing nos céus brasileiros foi tal nas últimas décadas que se tornou sinônimo de avião, inclusive com gafes jornalísticas como por exemplo no enterro do Cmte.Rolim: um “Boeing da TAM” fez passagem baixa no cemitério (o detalhe é que na época deste evento trágico a TAM só operava Airbus). Fico chateado mesmo é quando leio “Boing”… mas de onde vieram os Boeings? Eles estão no Brasil já há bastante tempo, tivemos por exemplo um Boeing 247 em uma empresa aérea chamada Viação Aérea Bahiana que voava de Salvador para Aracajú e Ilhéus. Este artigo porém focará nos primeiros 7×7 do Brasil, vamos conhecê-los?

BOEING 707
Boeing 707
O quadrimotor que revolucionou o transporte intercontinental chegou ao Brasil pela VARIG, quando recebeu o PP-VJA que foi um Boeing 707-441, recebido pela empresa em 17 de Junho de 1960 e voou até Outubro de 1979. O 707 voou no Brasil por décadas até sair da cena cargueira em 2008 pela BETA Cargo.

BOEING 727
O Boeing 727 foi ícone do transporte doméstico no final dos anos 70/80, operado por todas as 4 empresas da época. O primeiro modelo foi o 727-100 que tem uma história curiosa: A VASP comprou 4 727-100, mas no desenvolver da história optou por trocar por um número igual de 737-200 que atenderiam melhor aos interesses da empresa, coube a VARIG ficar com os aviões, no entanto a CRUZEIRO também encomendou e receberia primeiro, mas uma série de eventos na saudosa empresa azul-turquesa fez com que a VARIG recebesse o avião e o colocasse em serviço. O primeiro 727-100 do Brasil foi o PP-VLD recebido em 23 de Outubro de 1970 – boa data não? – e ficou até o fim de sua vida operacional na VARIG sendo transformado inclusive em cargueiro. A operação do 727-100 foi intensa, com a TRANSBRASIL padronizando sua frota no tipo durante 70 e começo de 80. Já a VASP acabou retomando a vanguarda e foi então a pioneira do 727-200 quando recebeu o PP-SNE em 19 de Abril de 1977. A história dos 727 no Brasil terminou com a versão -100 e -200 sendo operadas pela VARIGLOG ao longo da primeira década deste século.

BOEING 737
Tipo mais comum de avião em nossos céus, praticamente todas suas versões voaram no Brasil, exceto os -100, -600 e -900. A VASP foi a pioneira em 737-200 e -300. O primeiro 737-200 do Brasil foi o PP-SMA que chegou em 18 de Julho de 1969; apenas em 1974 a VARIG receberia os seus e, em 1975, a CRUZEIRO. O avião teve sucesso tal no país que até a FAB o utilizou. Já em 18 de Abril de 1986 chegava o PP-SNS para a VASP era o primeiro 737-300 do país, seguido logo depois por outros na VASP e na TRANSBRASIL (primeiro nesta foi o PT-TEA). A versão alongada, 737-400 estreou no país em 1989 ao dia 23 de Junho de 1989 com o prefixo PT-TEL e sua cauda coloridíssima pela TRANSBRASIL. Fechando a família “classic” como são conhecidos os -300/-400/-500 coube a Rio-Sul em 23 de Outubro de 1992 receber o 737-500 PT-SLN, novo de fábrica, na época batizado de Boeing 737-500 Regional por marketing e foi o cavalo de batalha da disputa entre Rio-Sul e TAM (737-500 vs Fokker 100) na aviação regional nos anos 90. A Boeing desenvolveu a família NG, Next Generation, composta pelas versões -600, -700 e -800 inicialmente, o -600 sucedia o -500, o -700 o -300 e o -800 o -400, posteriormente veio o -900 e agora já teremos a MAX. Os Boeing 737-700 desembarcaram na America Latina na Argentina, quando a LAPA recebeu o LV-YYC, até então exceto a versão -100, todos primeiros operadores no continente tinham sido Brasileiros. Mas a VARIG recebeu o PP-VQA em 25 de Novembro de 1998 e operou algumas unidades deste avião, cuja imagem é diretamente associada a GOL maior operador de 737NG do Brasil. Já o 737-800 chegou pela VARIG também em 10 de Setembro de 2001 quando o PP-VSA, serial 30571 pousou em Porto Alegre. Este avião se apegou ao Brasil e quando saiu da VARIG foi para a GOL em 2007 como PR-GIP e voou lá até 23 de Janeiro de 2015 quando foi embora da empresa laranja. Não tivemos 737-900 no Brasil, a GOL (que teve seu primeiro 737-700 PR-GOL e primeiro -800 como PR-GOJ) não optou por esta aeronave e nenhum outro operador se interessou até o momento, quando vemos Airbus A321 voando por aqui, me questiono o porquê disso.

BOEING 747
O Jumbo dispensa apresentações. Chegou ao Brasil na versão -200 pela VARIG como PP-VNA em 30 de Janeiro de 1981, voou pela primeira vez nas cores da extinta empresa gaúcha em 12 de Fevereiro de 1981 em voo especial na rota BSB-CGR com o presidente João Figueiredo a bordo e seguiu CGR-POA-GIG. Seu primeiro serviço internacional foi no mesmo dia como VARIG 860 GIG-JFK. Ficou no Brasil até 1996 quando foi para a Cathay Pacific (em 1993/1994 voou com matricula Brasileira arrendado para a Aerolineas Argentinas). A VARIG trouxe a versão -300 em 10 de Dezembro de 1985 quando recebeu o PP-VNH, este avião voou até 2000 na empresa, inclusive foi o primeiro jumbo a ter a nova pintura (barriga azul em 1996) e fez passagem baixa no Santos-Dumont (SDU/SBRJ), foi também o último 747 da VARIG. A versão -400 também voou por aqui sendo o primeiro o PP-VPI recebido pela VARIG em 07 de Setembro de 1991, os -400 duraram pouco tempo voaram de 1991 até 1994 pela VARIG que teve no total 3 unidades do maior jumbo até então na época. Não tivemos 747-100 e nem 747-8i. O avião voou apenas na VARIG, mas a TRANSBRASIL quase trouxe uma versão cargueira, o que não se concretizou.

BOEING 757
O Boeing 757 teve vida curta no Brasil, quis assim a história. Foi encomendado pela TRANSBRASIL junto com os 767-200 em 1983, mas não teve nenhuma unidade recebida por esta empresa, acabou a VARIG no seu momento de crise adotando uma frota de 757 para recompor seus serviços em 2004, precisamente em 4 de Setembro daquele ano a empresa gaúcha recebeu o PP-VTQ, um dos 4 oriundos da Ibéria, voaram 2 anos até em 2006 saírem da empresa. O avião teve unidades cargueiras voando pela VARIGLOG e também a OceanAir teve um exemplar com winglets voando passageiros, o PR-ONF.

BOEING 767
A resposta da Boeing ao Airbus A300 chegou ao Brasil justamente pela primeira empresa a se interessar por Airbus no país: TRANSBRASIL. Em 23 de Junho de 1983 o PT-TAA com asa e detalhes em Azul chegou a Congonhas, isso mesmo em Congonhas, e compôs a frota da TRANSBRASIL até o seu fim, tendo sido desmanchado em Brasilia recentemente. O PT-TAA era da versão -200, a versão -300 voou no Brasil e teve como sua primeira operadora a VARIG que recebeu o PP-VOI em 21 de Dezembro de 1989 que voou na empresa até 2007 quando saiu da companhia. A VARIG e TRANSBRASIL operaram o 767-200/300 em grande número sendo as principais operadoras, atualmente o -300 segue escrevendo sua história no Brasil pela TAM que recebeu inclusive aviões bem novos ex-LAN. Sua versão maior, o -400, não foi operado por nenhuma empresa Brasileira.

BOEING 777
Ah, o T7, nem falo deste avião, ele tira o fôlego, não tem o charme e mística do 747, mas tem uma nacele de motor que é simplesmente o diâmetro de um 737! Pois bem, este gigante seria lançado no Brasil pela TRANSBRASIL que reservou inclusive a matrícula PT-TGA para ele, de acordo com Omar Fontana o TG era de THE GIANT, mas acabou foi a VARIG recebendo o avião em 02 de Novembro de 2001 com matricula PP-VRA, batizado Otto Meyer, fundador daquela empresa. Poucos sabem mas a VASP teria 777 para substituir MD11, mas o avião não veio (assim como tantos outros prometidos pela VASP na Era Canhedo). Já a TAM trouxe a versão -300 do T7, com o PT-MUA recebido em 17 de Agosto de 2008.

BOEING 787
Bom, o 787 por aqui não há ainda, tivemos até encomenda da OceanAir, mas transferido para a Avianca Colombia. Comentou-se em TAM, GOL, VARIG (a da GOL) tendo este avião e até a Azul foi cogitada, mas o moderníssimo 787 não deu as caras pelo Brasil com bandeira do país e sinceramente não vejo possibilidade disso em futuro próximo. O Brasil teve praticamente todos os Boeings da era 7×7, exceto o 717 (que os fãs mais “fanáticos” dizem não ser um Boeing, afinal era o MD95). Não tivemos todas as versões como por exemplo não houve 737-100/600/900, 757-300 e outros citados, enfim, Boeing no Brasil é sinônimo de avião, hoje (Abril de 2015) no país operam quase 200 Boeings desde o 727-200 cargo até o 777-300 paxs na TAM. São quase 150 737NG voando pela GOL, 11 clássicos 727-200F na RIO e TOTAL. Uma pátria que tem como sinônimo de avião: BOEING!

Sobre o autor: Alexandre Conrado, Piauiense, amando e pesquisando aviação comercial desde 1982, dedicando-se profissionalmente em Aeroportos e Manutenção há 14 anos. É apaixonado por hélices, poucos jatos e música eletrônica. Consultor na ACW Consultoria em Aviação e Hotelaria.

sábado, 2 de maio de 2015

Biblioteca Ninja

Como Desenhar Aviões - Passo a Passo
O livro apresenta 20 modelos com as principais características dessas máquinas voadoras, ensinando a desenhar passo a passo, do esboço inicial ao último detalhe da arte final. Contém dezenas de dicas úteis que os profissionais da ilustração costumam aplicar em seus trabalhos.

Título: Como Desenhar Aviões - Passo a Passo
Autor: Vários
Editora: Könemann
Edição: 1ª
Ano: 2014
Especificações: Brochura | 192 páginas
ISBN: 978-38-6407-468-4
Peso: 440g
Dimensões: 195mm x 160mm

sexta-feira, 1 de maio de 2015

1º de Maio

No primeiro de Maio, dia do Trabalhador, reproduzimos para reflexão texto de Ozires Silva, engenheiro aeronáutico e fundador da Embraer.

Uma decolagem para o futuro
Na década de 40, Stephan Zweig escreveu o livro “Brasil, o País do Futuro”, de grande repercussão. Esperávamos que o futuro, preconizado pelo autor, estivesse próximo e que conseguiríamos materializá-lo. Os anos se passaram, em sequência de crises e de dificuldades. Chegamos aos novos século e milênio, com a população brasileira registrando nas últimas décadas quase nada de progresso, desenvolvimento e qualidade de vida. Sob o descompasso entre as demandas sociais e as possibilidades de cobrir seus custos permanecemos atrelados ao estigma do subdesenvolvimento, em que pesem algumas notáveis exceções, justamente para demonstrar que somos um povo capaz. 

Vivemos num país com todos os requisitos viáveis para o sucesso. No entanto, nosso desempenho econômico de longe tem estado abaixo do mínimo indispensável para contingente de quase 200 milhões de habitantes. Em 1994, nossas autoridades maiores conceberam uma ideia realmente valiosa: o Plano Real, magistralmente orquestrado e brilhantemente implantado. Foi proclamado que, afastado o iníquo imposto de inflação vergonhosa, pelo menos 30% da população passaria a produzir, ganhar e consumir. Entretanto, a partir do momento em que isto se tornou realidade e os primeiros números do crescimento surgiram, vozes antigas, sob o pretexto do perigo de retorno aos detestados índices de inflação do passado, conseguiram implementar medidas de restrições econômicas que nos trancaram no mar da recessão e da estagnação. E assim, diante de uma extraordinária perspectiva de mudanças, voltamos a um passado não desejado, aonde estamos desde então.

Nasceu novo milênio e novo século que mostraram-se difíceis, com crises mundiais e com algo que jamais se pensou anteriormente: o uso dos pacíficos aviões comerciais como armas do terror, desencadeando crise sem precedentes, atingindo praticamente todos os países e setores econômicos. Tudo isto foi ruim, mas não deveríamos ter sucumbido aos tradicionais maus costumes de buscar nas dificuldades dos outros justificativas para nos afastarmos da trilha do crescimento e do sucesso. Cabe a pergunta: o que fazer? O principal objetivo das nações deve ser o de proporcionar crescentes padrões de vida aos seus cidadãos. A questão fundamental do “por que não crescemos e competimos mundialmente o suficiente e o que nos impede?”, deveria martelar continuamente nossas cabeças. 

Olhando para a frente vem a luta, já ganha por outras populações, de colocar como prioridade nacional crescimento econômico e trabalhar duramente para que ele se torne realidade. Parece fundamental afastamento das variáveis econômicas sob ótica única dos interesses financeiros. Taxas de juros, acesso ao crédito, política tributária, leis e regulamentos, muito além de visar o equilíbrio das contas públicas deveriam estar a serviço da política do desenvolvimento da nação. O importante é ter povo rico, produtivo e agora num mundo global, competitivo e vencedor. Hoje, a competição mundial ocorre entre países e não mais somente entre empresas ou organizações. Assim, a competitividade nacional deve ganhar foros de política permanente, sob ótica de prioridade maior para nos transformar em ganhadores e superavitários permanentes no comércio nacional e internacional.

A cultura e os valores nacionais, incutidos nos programas educacionais desde os primeiros tempos da vida de cada cidadão, deveriam ser os elementos básicos para a consolidação da nacionalidade, do nosso perfil como povo e como cidadãos, todos essencialmente empreendedores, cada qual no seu campo. Os insucessos do passado nos obrigam a buscar novos paradigmas de comportamento, de decisão, de participação e tentar compreender, com humildade, que o mundo mudou. Precisamos aceitar mudanças que realmente mudem, de cultura e de atitude, lembrando que não mais é possível manter mesmo quadro de marginalizados da sociedade nacional. Duas décadas de pouco crescimento já afetaram negativamente em demasia a vida de milhões de brasileiros. Uma terceira seria não aceitável.

Texto: OZIRES SILVA

Fonte: O VALE