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Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Operação Culminating

FAB faz apronto operacional para o KC-390 no Exercício Culminating
O avião cargueiro KC-390 Millennium inaugura mais uma etapa na Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave participará pela primeira vez de um Exercício Operacional. A ação inédita ocorrerá a partir de hoje (12 de janeiro) até 05 de fevereiro de 2021 no Exercício Culminating, em Louisiana, nos Estados Unidos da América (EUA). Os detalhes da participação do KC-390 no treinamento foram apresentados no apronto operacional, realizado no dia 07 de janeiro de 2021 por militares do Esquadrão Zeus (1º GTT), na Ala 2 – Base Aérea de Anápolis. Foram repassadas informações sobre o cronograma das missões, logística, configuração das tripulações, segurança de voo, medidas sanitárias e regras internacionais.

Paraquedistas brasileiros e americanos
Durante o Exercício Operacional Culminating está prevista a realização de saltos operacionais de paraquedistas brasileiros e americanos a partir do KC-390. O treinamento é uma operação conjunta entre o Exército Brasileiro e o Exército dos Estados Unidos, com a participação de aeronaves de outras Forças Aéreas, e tem, entre os objetivos, a preparação de militares e tripulantes para missões de emprego em operações aeroterrestres. Em uma das missões previstas, o KC-390 integrará um voo de pacote, com a participação de 16 aeronaves, incluindo nove C-17 e seis C-130J, e será realizado o lançamento de mais de quatro mil paraquedistas em apenas uma noite. A complexidade e caráter inédito da missão exigiram treinamentos específicos dos tripulantes do KC-390 realizados em dezembro de 2020. Nesse período, os militares foram capacitados no módulo contratual Operational Familiarization (OPFM), ministrado pela EMBRAER, como tripulantes instrutores da aeronave em lançamento de paraquedistas pelo método semiautomático ou enganchado. Os militares realizaram também lançamentos na Zona de Lançamento da Base Aérea dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ).

Preparados
De acordo com o comandante do Esquadrão Zeus (1º GTT), Tenente-Coronel Aviador Luiz Fernando Rezende Ferraz, a aeronave e os militares tiveram bom desempenho durante o período de treinamento e estão preparados para participar do exercício que é um marco na história do KC-390 e da Força Aérea Brasileira. “Nós temos tudo para mostrar para o mundo a capacidade do KC-390, que pela primeira vez lançará paraquedistas junto com outras aeronaves estrangeiras. O Exercício conjunto vai ser muito importante não só para o 1° GTT, como também para a FAB e para o país”, destacou. A participação do KC-390 no Exercício Culminating também será instrumento para a fundamentação doutrinária, especialmente na Ação de Força Aérea denominada Assalto Aeroterrestre, que consiste no emprego de Meios Aeroespaciais para introduzir forças paraquedistas e seus equipamentos, prioritariamente por lançamento e eventualmente por meio de pouso, em áreas de interesse. “É um momento ímpar para desenvolvimento conjunto de doutrina não só da FAB quanto também do Exército Brasileiro porque o KC-390 tem sistemas diferentes, sistemas novos", complementou. O comandante da Ala 2 - Base Aérea de Anápolis, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, ressaltou o preparo realizado pelos militares para o Exercício. “Todos os preparativos foram realizados, inclusive com a participação de integrantes do Exército Brasileiro, de maneira que as tripulações estão capacitadas a cumprir as ações de Força Área previstas para a Missão”, destacou.

Capacidade da FAB
De acordo com o Chefe da Subchefia de Avaliação e Doutrina do Comando de Preparo (COMPREP), Brigadeiro do Ar Sergio Barros de Oliveira, a participação do KC-390 no Exercício Culminating reforça a capacidade de atuação da FAB. “É a primeira vez que nós vamos fazer o lançamento de paraquedistas dentro de um cenário de exercício operacional, que é bastante diferente do que lançar os paraquedistas em um circuito de tráfego para uma missão de treinamento local. É uma honra muito grande nós termos sido convidados para participar desse exercício em conjunto com o Exército, utilizando pela primeira vez a aeronave mais nova da FAB”, destacou.

O cargueiro KC-390
Desde a entrega do primeiro KC-390 Millennium, em setembro de 2019, a FAB já recebeu quatro aeronaves, que vêm participando de diversas missões fundamentais para o país, como a Operação COVID-19, de apoio no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus, e na missão de assistência humanitária à República Libanesa. A aeronave e a tripulação vêm passando por fases de certificação e, após a conclusão de determinadas etapas, as tripulações passam a operar as diversas funcionalidades do avião até atingir a capacidade final de operação (Final Operational Capability – FOC), que estará disponível em todos os KC-390 Millennium da FAB.

Fotos: Sargento Bianca Viol/ CECOMSAER

Vídeo: Suboficial Barros/ CECOMSAER

Fonte: FAB

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Aeroportos

Governo Federal faz chamamento para concessão de 16 aeroportos
O Ministério da Infraestrutura divulgou, dia 4 de janeiro de 2021, em publicação no Diário Oficial da União, o Edital de Chamamento Público, com os três grupos qualificados a apresentarem projetos, levantamentos, investigações e estudos técnicos que subsidiarão a modelagem para a concessão de 16 aeroportos, conforme previsto no Programa de Parcerias de Investimentos do Governo Federal. A sétima rodada de concessões, prevista para 2022, está dividida em três blocos: RJ/MG, Norte II e SP/MS.

Três consórcios
Dois consórcios estão habilitados a realizarem os projetos para os três blocos. Um deles, é formado pelas empresas BACCO, CPEA, INFRAWAY, MOYSÉS & PIRES e TERRAFIRMA, enquanto o outro é composto por VALLYA, PROFICENTER PIQUET CARNEIRO, MAGALDI E GUEDES. Existe ainda um terceiro grupo qualificado somente para os estudos referentes ao Bloco SP/MS, constituído por EDO ROCHA, WOODS BAGO, URBAN, AUP, CAVALCANTI, PCA, AADU, LASUS, C FLY e PETINELLI.    

Projetos
Todos têm, a partir da publicação no Diário Oficial, 150 dias para elaboração e apresentação dos projetos à comissão avaliadora formada por 13 servidores (8 da Secretaria de Aviação Civil do MInfra, 1 da Subsecretaria de Sustentabilidade, da Secretaria-Executiva do MInfra, e 4 da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Os três blocos de aeroportos que compõem a sétima rodada de concessões estão divididos da seguinte maneira:

Bloco RJ/MG
Aeroporto Santos Dumont – Rio de Janeiro (RJ);
Aeroporto de Jacarepaguá (RJ);
Aeroporto Ten. Cel. Aviador César Bombonato – Uberlândia (MG);
Aeroporto Mário Ribeiro – Montes Claros (MG);
Aeroporto Mario de Almeida Franco – Uberaba (MG).

Bloco Norte II
Aeroporto Internacional de Belém (PA);
Aeroporto Maestro Wilson Fonseca – Santarém (PA);
Aeroporto João Corrêa da Rocha – Marabá (PA);
Aeroporto Carajás – Parauapebas (PA);
Aeroporto de Altamira – Altamira (PA);
Aeroporto Internacional Alberto Alcolumbre – Macapá (AP).

Bloco SP/MS
Aeroporto de Congonhas – São Paulo (SP);
Aeroporto Campo de Marte – São Paulo (SP);
Aeroporto de Campo Grande – Campo Grande (MS);
Aeroporto de Corumbá – Corumbá (MS);
Aeroporto Internacional de Ponta Porã – Ponta Porã (MS).

Fonte: Ministério da Infraestrutura

domingo, 10 de janeiro de 2021

Especial de Domingo

O engenheiro Ozires Silva, pioneiro da indústria aeronáutica brasileira que liderou o grupo de visionários que criou a Embraer, completou 90 anos na última sexta-feira, 8 de janeiro. Saiba mais sobre a sua brilhante trajetória.
Boa leitura.
Bom domingo!

Os 90 anos de Ozires Silva, um dos criadores da Embraer
No dia 8 de janeiro de 2021, comemora-se o aniversário de 90 anos do nascimento do engenheiro, aviador e fundador da Embraer, Ozires Silva. Responsável por criar e desenvolver a indústria aeronáutica brasileira, o Oficial Aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) e Engenheiro Aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) coleciona uma trajetória repleta de sonhos e conquistas, que marcam a história nacional da aviação. Nascido no interior do Estado de São Paulo, na cidade de Bauru, o menino que já demonstrava interesse por aviões questionava: “Se o inventor do avião é brasileiro, porque não podemos construir os nossos aviões?”. Com essa pergunta, ele e seu inseparável amigo, Benedito César (Zico), questionavam o desenvolvimento do Brasil por meio da aviação, uma vez que todas as aeronaves do aeroclube da cidade eram fabricadas por americanos e franceses. Começou assim a vontade de se tornarem Engenheiros Aeronáuticos.

Escola de Aeronáutica: 1948
Não havia no Brasil uma escola que oferecesse o curso e seus pais não tinham condições financeiras para enviá-lo ao exterior. Então, como ponto de partida, Ozires ingressou como cadete na Escola de Aeronáutica, em 1948, no Rio de Janeiro (RJ). Após formado, serviu na Amazônia, trabalhou no Correio Aéreo Nacional (CAN), no Rio de Janeiro e na Base Aérea de São Paulo (BASP). Nesta mesma época, um visionário, o então Coronel Aviador Casimiro Montenegro Filho, começava a fundar as bases de uma indústria de aviação nacional. “Antes de produzirmos aeronaves, precisamos produzir engenheiros”, disse o Oficial-General. Foi sob este ideal que nasceu o Centro Técnico de Aeronáutica (CTA) e o ITA, a primeira escola de formação de engenheiros aeronáuticos do Brasil, na cidade de São José dos Campos (SP).

ITA
Em 1958, um voo mudou sua vida. Ozires foi acordado de madrugada para acompanhar um amigo, que lhe falou dessa escola de primeiro mundo que formava engenheiros aeronáuticos. Já no ano seguinte, mudou-se para São José dos Campos (SP) para ingressar no ITA, onde finalmente iria concretizar o sonho. “Foi um processo vigoroso de transformação. Eu me transformei em oficial da FAB e construtor de aviões”, afirma Ozires Silva. Quando o Brigadeiro do Ar Casimiro Montenegro Filho, em seu discurso histórico como paraninfo da primeira turma de Iteanos (como são conhecidos aqueles que são graduados pelo ITA) formados, declarou: “Não tenho condições de fazer agora a indústria aeronáutica. Vocês um dia a farão”. Não imaginava que o sonhador Ozires Silva tornaria realidade.

Avião Bandeirante
Logo após se formar, em 1962, Ozires foi convidado a liderar o Departamento de Aeronaves do então CTA, onde constatou que o país necessitava de aviões pequenos, que pudessem facilitar o tráfego aéreo entre as pequenas cidades, uma vez que a aviação comercial detinha apenas aeronaves grandes, com alto custo. Ozires inicia o desenvolvimento do projeto IPD-6504 - futuro Bandeirante - ao lado de grandes nomes como o Tenente-Brigadeiro do Ar Paulo Victor da Silva e os engenheiros Max Holste, Ozílio Silva e Guido Pessotti. Após muitos desafios e anos de trabalho árduo o resultado foi um produto genuinamente brasileiro, desenvolvido, concebido e produzido nacionalmente pela empresa que mais tarde se tornaria a Embraer.

Primeiro voo do Bandeirante
Em 22 de outubro de 1968, ocorreu pela primeira vez o voo do protótipo, que aperfeiçoado, tornou-se o Bandeirante. A aeronave inaugurou a aviação regional no país e deu origem à Embraer. “O Bandeirante foi uma resposta às nossas dúvidas, entre muitas, sobre qual tipo ou modelo de avião que poderíamos tentar fabricar no Brasil e que pudesse ser razoavelmente diferente daqueles que eram normalmente produzidos nos países mais desenvolvidos. Ele surgiu da ideia de que as pequenas cidades do futuro deveriam ter à disposição o transporte aéreo”, declarou Ozires Silva, criador e fundador da Embraer.

Com a criação da Embraer, em 1969, abriram-se novos caminhos e ideais para os Engenheiros do ITA. Os sonhos do Marechal Montenegro se concretizavam com a implantação de uma indústria aeronáutica brasileira, que tornava possível colocar em prática toda pesquisa, ensino, desenvolvimento aeronáutico em sistemas e alavancar o país no campo aeroespacial.

Hangar X-10 do DCTA
O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), antigo CTA, carrega consigo o legado do desenvolvimento do projeto Bandeirante em um de seus hangares, o Hangar X-10. Além disso, o orgulho de ter um Oficial Aviador e Iteano responsável por tal feito. “Falar de Ozires Silva é falar do Iteano que revolucionou a indústria aeronáutica brasileira. São 90 anos da história daquele que ousou sonhar, planejar, projetar e construir o primeiro avião genuinamente brasileiro, o Bandeirante, que mais tarde deu origem à Embraer, uma empresa nacional, que se tornaria a terceira maior empresa de aviação e referência mundial na produção de aviões civis e militares”, ressaltou o Tenente-Brigadeiro do Ar Hudson Costa Potiguara, Diretor-Geral do DCTA. O engenheiro e aviador Ozires Silva, durante estas nove décadas, trilhou um caminho de sucesso. Foi presidente da Petrobras e da Varig, ex-ministro de Infraestrutura, criou a Pele Nova Biotecnologia, empresa focada em saúde humana e reitor de universidade. É reconhecido como um importante empreendedor no país, e possui mais de 50 condecorações e prêmios nacionais e internacionais.

Estátua
Entre outras homenagens já recebidas, Ozires é um dos poucos brasileiros a receber em vida uma estátua como reverência. Ela ornamenta um espaço para a Bandeira Nacional, próximo aos alojamentos dos alunos do ITA, no campus do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), em São José dos Campos (SP). Este monumento a Ozires Silva, inaugurado em outubro de 2018, foi uma iniciativa do DCTA, ITA e CASD (Centro Acadêmico Santos Dumont).

Fonte: FAB e Blog do NINJA

Fotos: Sargento Johnson / CECOMSAER, Embraer, ITA, DCTA.

Saiba mais: Blog do NINJA de 5/1/21 e 8/1/21

sábado, 9 de janeiro de 2021

Ozires Silva

Brindando o 90º aniversário deste grande brasileiro, comemorado ontem, 8 de janeiro de 2021, voltamos a publicar um texto de Ozires Silva para nossa reflexão.

EDUCAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO


Poucos, entre os brasileiros, podem ter na cabeça sobre o quanto a Educação é importante para o desenvolvimento econômico das suas cidades e do país. Mas sugiro que pensemos um pouco, pois quem desenvolve um país não é o governo, é o povo, dizem os exemplos de países de sucesso. Para tanto, temos de falar de povo educado e transformado pela Educação em cidadãos competentes e competitivos, que possam vencer no mundo.

Em 1876, Nikolas August Otto, alemão de nascimento, conseguiu fazer funcionar, pela primeira vez, o motor a combustão interna, partindo da ideia de usar ciclos sucessivos de pistões para a produção de energia. Estava inventando motor que revolucionou a propulsão mecânica, hoje instalado em praticamente todos os veículos. Ou seja, falamos sobre o motor do seu automóvel de hoje.

No final dos anos 90 do século XIX, Alberto Santos Dumont, nosso conterrâneo brasileiro, viu esse motor numa exposição em Paris e imaginou que aquela pequena máquina, relativamente leve, poderia ser instalada em balões. Imaginou que uma hélice colocada no eixo poderia propelir no ar uma máquina aérea. Em 19 de outubro de 1901, pela primeira vez no mundo conseguiu ganhar o Prêmio Deutsch, decolando com seu Dirigível 6, de Saint Cloud, circulando a Torre Eiffel e retornando ao ponto de partida num tempo inferior a 30 minutos. Estava inventada a dirigibilidade aérea.

Hoje, graças à Guerra Fria, Estados Unidos e Rússia, com a criação dos satélites geoestacionários temos as telecomunicações internacionais e instantâneas, que revolucionaram o mundo moderno, em todas as atividades que conhecemos.

Em meados dos anos 60, um pequeno grupo de engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, imaginou que aviões menores e mais robustos poderiam ocupar o espaço deixado para trás pelas novas aeronaves a jato, cada vez maiores. Criaram um avião, o Bandeirante, que se tornou prova do conceito que seria solução viável na Aviação Regional, então inexistente. Hoje, a indústria aeronáutica brasileira, com base em concepções e tecnologias locais, exporta aviões comerciais para todo o mundo, tornando o Brasil um dos importantes países no setor. 

No começo dos anos 90, Joaquim Coutinho Neto e Fátima Mrue buscavam selecionar um tipo de matéria-prima para fazer próteses artificiais que pudessem substituir esôfagos humanos naturais, funcionando como alternativa para doenças do aparelho digestivo. Tentaram o látex, seiva das seringueiras, descobrindo proteína que torna possível intensificar vascularização sanguínea nas áreas aonde o produto é aplicado, abrindo espaço para a regeneração celular ou tecidual. Hoje, há produtos que são importantes para cura de feridas de difícil cicatrização e mesmo de pés diabéticos, evitando amputações generalizadas.

O que move estes homens e mulheres que, estimulados pela busca do desconhecido, tornem-se capazes de criar, produzir novos conhecimentos e chegar a descobertas que mudam nossas vidas? 

Novidades e inovações aparecem a todo momento. São criadas por pessoas educadas e inquietas, capazes e observadoras, gerando resultados imensos e capazes de influenciar toda uma região, país ou mesmo o mundo. O importante é que precisam existir e ter sucesso. Pelo menos dois requisitos são necessários: sólida e competente base educacional, além de ambientes econômicos favoráveis, constituídos de centros de pesquisas e de conhecimento, desenvolvidos e equipados, criando possibilidades para que produtos de laboratório possam chegar à produção.

Na atualidade, o denominador é sempre o mesmo. Sociedades abertas educadas, livres para pensar e construir, apoiadas por mecanismos que possam gerar recursos financeiros e capitais de risco, buscando perscrutar o futuro, inovam para o futuro.

E, com base em conhecimentos crescentes, abrir perspectivas para melhoria da vida de imensos contingentes humanos que vivem abaixo da linha de pobreza. Para isso, precisamos investir, e muito, em Educação.

E não é somente uma obrigação do governo, mas também dos pais e dos cidadãos.

Uma tarefa que compete a todos!

Texto: Ozires Silva - engenheiro aeronáutico e fundador da Embraer.

Fonte: O Vale

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Datas Especiais

8 de janeiro de 2021: 
Aniversário de 90 anos de Ozires Silva
Em homenagem aos 90 anos de Ozires Silva, um dos pioneiros fundadores da moderna indústria aeronáutica brasileira, a Embraer lança o curta-metragem "O voo do impossível".

Saiba mais: Blog do Ninja de 5/1/2021

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Espaço

SpaceX ensaia lançar simultaneamente dois foguetes Starship
A empresa americana de atividades espaciais SpaceX está pronta para testar dois foguetes Starship simultaneamente nas próximas semanas. No fim de novembro de 2020, em resposta a uma montagem na rede social Twitter, que mostrava duas espaçonaves na plataforma de lançamento da SpaceX, no sul do Texas, o executivo-chefe Elon Musk enfatizou que a representação “será real em breve”. Nos últimos quatro meses de 2019, segundo o site Teslarati, uma equipe da SpaceX construiu rapidamente uma “montagem de lançamento” idêntica. “Em outras palavras, a afirmação de Musk de que as operações de teste com várias Starship estão a apenas algumas semanas de distância é facilmente crível”, acrescenta o site. Em vídeo divulgado no dia 2 de janeiro de 2021, por canal da NASA no YouTube, é possível ver uma nave Starship preparada para lançamento e outra em um galpão nas proximidades.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Operação Culminating

Aeronave KC-390 e paraquedistas do Exército participarão de exercício nos Estados Unidos


O Brasil envia 200 militares paraquedistas do Exército para os Estados Unidos, onde participarão de operações conjuntas contando, inclusive, com o cargueiro KC-390 da Força Aérea Brasileira. A “Operação Culminating” ocorrerá de 18 de janeiro a 21 de fevereiro de 2021. Os soldados brasileiros pertencem ao 25º Batalhão de Infantaria Paraquedista. Dos Estados Unidos, a operação terá militares da 82º Divisão de Paraquedistas.

Louisiana
As atividades serão no Centro de Treinamento de Prontidão Conjunta (JRTC, na sigla em inglês para Joint Readiness Training Center), no Fort Polk, Louisiana. É lá onde os EUA treinam seus militares de brigadas de combates e contingentes da Guarda Nacional.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Videoteca NINJA

"O voo do impossível" é um filme que homenageia os 90 anos de Ozires Silva


Com duração de 14 minutos, a animação retrata a trajetória de vida de Ozires Silva desde a infância, ao lado do inseparável amigo Zico, até a carreira de oficial da Aeronáutica, quando viu o sonho de poder fabricar aviões se tornar realidade.


Estreia, dia 8 de janeiro de 2021, o curta-metragem ‘O voo do impossível’, uma animação idealizada e produzida pela Embraer em comemoração ao aniversário do engenheiro Ozires Silva, um dos maiores ícones da indústria aeronáutica brasileira, que completará nesta data 90 anos de vida. Com duração de 14 minutos, a animação retrata a trajetória de vida de Ozires Silva desde a infância, ao lado do inseparável amigo Zico, até a carreira de oficial da aeronáutica, quando viu o sonho de poder fabricar aviões se tornar realidade. No início da década de 1940, os dois garotos se reuniam em um banco de praça, na cidade de Bauru, Centro-Oeste paulista para conversar sobre aviação e tentar entender por que o país de Santos-Dumont não produzia seus próprios aviões. A estratégia encontrada por eles para reverter aquela realidade foi estudar para se tornarem primeiro pilotos e depois procurar uma escola de engenharia aeronáutica. A possibilidade de reviver uma história real com uma abordagem divertida e atraente fez com que a animação 3D fosse a opção ideal. Embora a expectativa inicial remeta a um filme infantil, a direção do filme buscou aplicar conceitos do cinema clássico na estética audiovisual. O curta-metragem mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores pesquisadas e capturadas de registros da época, criando uma atmosfera realista e humanizada. ‘O voo do impossível’ será exibido nas mídias sociais e canais oficiais da Embraer. A veiculação conta com a parceria do Canal “Aviões e Músicas”, com Lito Sousa.

Sinopse – O voo do impossível
A história de vida de um menino que sonhava fabricar aviões no Brasil na década de 1940 é o fio condutor desse curta-metragem com duração de 14 minutos. Baseado em fatos reais, a animação revela detalhes da vida do engenheiro Ozires Silva, o oficial da aeronáutica que dedicou sua vida a um ideal de infância e liderou a criação da Embraer, um dos maiores fabricantes de aeronaves do mundo. No filme são relatadas a cumplicidade de uma amizade; a surpresa ao saber que o Brasil teria uma escola de engenharia aeronáutica; e o papel de um francês que o ajudou a idealizar a máquina voadora mais adequada para levar o desenvolvimento às regiões mais remotas. Repleto de mensagens sobre ousadia, perseverança e entusiasmo, a produção em computação gráfica 3D envolve o público de todas as idades pela narrativa lúdica de que sempre vale a pena perseguir os nossos sonhos.

Ficha Técnica
Curta-metragem: O voo do impossível
Gênero: Animação
Direção: João Marcos Massote
Roteiro: João Marcos Massote, Bruno D’Angelo e Isa Siano
Produção executiva: Bruno Mask / Mono animação e Bruno D’Angelo / WIP
Direção de animação: Eduardo Nakamura
Diretor técnico-histórico: Claudio Lucchesi
Estreia: 8 de janeiro nas mídias sociais e canais oficiais da Embraer

Ozires Silva
Ozires Silva nasceu em 8 de janeiro de 1931, em Bauru, interior de São Paulo. Em 1948 entrou para a escola preparatória da Força Aérea Brasileira (FAB), no Rio de Janeiro, onde recebeu sua licença de piloto militar quatro anos depois. Mudou-se para São José dos Campos-SP para ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em 1959, graduando-se em Engenharia Aeronáutica em 1962. Após a graduação, passou a liderar o Departamento de Aeronaves do então Centro Técnico de Aeronáutica (CTA). Em 1965 iniciou o projeto IPD-6504, que se tornaria depois o avião Bandeirante. Ozires Silva promoveu, ao lado de um grupo de visionários, a criação da Embraer em 1969, vindo a ser o diretor-superintendente da companhia até 1986, quando aceitou a ser presidente da Petrobras. Após dois anos como Ministro da Infraestrutura e Comunicações do governo Collor, Ozires Silva retornou para a Embraer em 1992 e presidiu a companhia até sua privatização em dezembro de 1994. Ozires Silva assumiu a presidência da Varig em 2000, permanecendo no cargo por dois anos. Em 2003, criou a Pele Nova Biotecnologia, cuja missão estava focada no desenvolvimento de inovações terapêuticas e dermocosméticas a partir da biodiversidade do Brasil. Nas últimas décadas, Ozires se tornou uma voz ativa no país em prol da educação, escrevendo diversos livros e artigos sobre o tema. É hoje presidente do Conselho Estratégico da Ânima Educação, Chanceler da Universidade São Judas e patrono dos cursos de Engenharia e Aviação do Ecossistema Ânima.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Indústria Aeronáutica

Embraer estabelece técnicas para transporte de vacinas em seus aviões
A Embraer divulgou, no dia 23 de dezembro de 2020, as disposições técnicas para ajudar os seus clientes a definir corretamente as características e os requisitos de carga para o transporte das vacinas contra a Covid-19 utilizando os aviões comerciais da Empresa . Devido à pandemia, os operadores estudam a possibilidade de utilizar aviões da Embraer para o transporte de vacinas. O documento inclui orientações para as aeronaves comerciais EMB120 Brasília, e as famílias de jatos ERJ 145, de E-Jets e E-Jets E2. O principal objetivo é apoiar as companhias aéreas com orientação,  à medida que se preparam para transportar vacinas em todo o mundo.

2500 aviões
Há mais de 100 clientes que operam uma frota de quase 2.500 aviões comerciais da Embraer em mais de 80 países. O transporte de vacinas contra a Covid-19 requer temperaturas muito baixas, de até -70ºC, que só podem ser mantidas com a utilização de gelo seco. Um avião da Embraer pode transportar mais de cem mil vacinas, dependendo da configuração do avião e dos recipientes utilizados. As orientações divulgadas incluem informações técnicas como, por exemplo, a forma como os operadores devem carregar e descarregar cada aeronave. “Desde o início da pandemia, a principal preocupação da Embraer tem sido sempre com a saúde dos seus colaboradores e parceiros, assim como contribuir com a sociedade para superarmos os impactos da crise. Esta disposição técnica nos permite orientar os nossos clientes, apoiando cada companhia aérea que está usando os produtos da Embraer para transportar como vacinas, que irá beneficiar o mundo inteiro na luta contra o vírus”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer.

Filtros
Em relação aos produtos da Embraer, a empresa divulgou recentemente um Boletim de Serviços que permite às operações dessas aeronaves a instalação dos filtros HEPA de alta eficiência, que já são padrão de série em todas as versões dos Embraer E-Jets e da família E -Jatos E2 de aeronaves comerciais. Os filtros HEPA são extremamente eficientes, capturando 99,97% das partículas transportadas pelo ar e outros contaminantes biológicos, como bactérias, vírus e fungos. Essa tecnologia também está disponível nos jatos executivos da Embraer, com os filtros HEPA sendo padrão nos jatos Praetor 600 e Praetor 500. A Embraer aprovou o uso de MicroShield360, um sistema de revestimento preventivo que, quando cobrado no interior das aeronav0es , inibe continuamente o crescimento de micróbios nas superfícies. A combinação desses novos recursos com os já existentes equivale a um nível maior de proteção para os passageiros. Além disso, entre outras iniciativas para combater a Covid-19 no Brasil, um modelo da Embraer trabalhado em parceria com empresas e centros de pesquisa no desenvolvimento de tecnologias para aumentar a disponibilidade de equipamentos e soluções. As ações, desenvolvidas em conjunto com uma cadeia de fornecedores da Embraer, englobaram a fabricação de peças para a indústria de ventiladores e respiradores, a substituição de componentes importados para ventiladores, o desenvolvimento de sistemas de filtros de alta eficiência para a transformação de leitos regulares em tratamento intensivo e estudos para o desenvolvimento de respiradores simples, robustos e portáteis. 

domingo, 3 de janeiro de 2021

Especial de Domingo

No início de mais um ano, voltamos a publicar o conteúdo a seguir, com informações sobre o pioneiro avião São Paulo e o seu inventor, naturalizado brasileiro, Dimitri Sensaud de Lavaud, que num distante janeiro de 1910 tornava-se o primeiro piloto do continente sul-americano a levantar voo numa máquina mais pesada do que o ar, construída com projeto, mão de obra e matéria-prima totalmente brasileiras.
Boa leitura.
Bom domingo!

O AVIÃO SÃO PAULO

Dimitri Sensaud de Lavaud (1882-1947) inventor e engenheiro de ascendência francesa, nascido na Espanha, naturalizado brasileiro, construiu o primeiro avião nacional. Filho do casamento de um francês com uma russa, antes de se mudar para o Brasil, viveu na Suíça, Turquia e Grécia.

Em Osasco desde 1898, a família Lavaud se instalou no chalé Bricola, construído menos de uma década antes pelo banqueiro Giovanni Bricola, no alto de um morro em uma área então distante do centro urbano.

Esta residência, onde hoje está instalado o museu “Dimitri Sensaud de Lavaud”, nos remete a um passado que a glorifica.É um casarão muito luxuoso para a época.

A memória do primeiro proprietário está presente nas portas de entrada e nas janelas que dão para o fundo do casarão com as iniciais do seu nome em metal. Giovanni Bricola residia em São Paulo e o utilizava como casa de campo. Na época de sua inauguração era cercado de árvores frutíferas entre elas muitas pereiras, que perduraram até o início dos anos sessenta.


A família Sensaud de Lavaud foi a segunda a residir ali, onde Dimitri se dedicou ao ambicioso projeto de construção de um avião. Seu pai comprou uma olaria e, em seguida, tornou-se sócio de indústrias de cerâmica da região.

Ainda adolescente, Dimitri Lavaud já se dedicava a leitura de livros técnicos, construir barcos a vela e a jogar xadrez.

Em 1903 casa-se com a brasileira Bertha Rachoud.

Aos 26 anos, iniciou os projetos e cálculos para a realização de seu sonho: projetar e construir um avião. O aeroplano São Paulo, cujo esqueleto media 10,2 metros de comprimento por 10 metros de envergadura, ficou pronto em fins de 1909, e todas as suas peças foram feitas no Brasil.

"Ele era nosso Thomas Edison, um homem fantástico", compara o engenheiro civil Pierre Arthur Camps, citando o célebre inventor norte-americano.

Camps, cujo avô era irmão da sogra de Lavaud, sempre foi um admirador da história do aviador.

Em 2007, construiu uma réplica do São Paulo, doada ao Museu Asas de Um Sonho, atualmente fechado, mas que foi mantido pela companhia aérea TAM na cidade de São Carlos, interior do Estado de São Paulo. "Levei um ano para construir o avião, com base em desenhos da época" , recorda-se. "Precisei reprojetá-lo."


Dimitri Sensaud de Lavaud era aficionado por engenharia mecânica e encomendara na Europa dezenas de publicações científicas. Muito curioso, Dimitri pesquisava tudo sobre aviação.

É provável que tenha conhecido Santos Dumont, pois Victor Brecheret tinha uma casa no bairro de São Francisco, que faz divisa com Osasco, onde recebera a visita de Dumont. Em Osasco, naquela época, havia muitas chácaras. Os modernistas, Oswald e Mario de Andrade e Tarsila do Amaral, frequentemente passavam os finais de semana no bairro paulistano.

Dimitri já era casado quando em 1909, carregando seus rascunhos, se dirigiu à oficina Graiy Martins, que se localizava em frente à estação Júlio Prestes, em São Paulo. Procurava um mecânico habilidoso, capaz de transportar para o metal o seu projeto do motor.

Indicaram-lhe Augusto Fonseca, um mecânico experiente, mas como este cobrou muito caro pelo trabalho, ele acertou com Lourenço Pellegatti, um jovem de dezessete anos que, apesar da pouca idade, já se destacava como um bom profissional.

No domingo seguinte, Pellegatti, que morava na Lapa, foi de bicicleta ao chalé onde moravam os pais do amigo. E, já naquele domingo, os dois se entregaram de corpo e alma à construção do avião. Era tanto o entusiasmo que o jovem mecânico não voltou para casa, deixando os pais apreensivos.

Dias depois, seu irmão mais velho o localizava em Osasco, tão preocupado com os rumos da construção do avião que não se dera conta da preocupação que seu desaparecimento provocaria nos familiares.

O inventor continuava seus estudos e, muitas vezes, acordava o mecânico em plena madrugada, para mostrar-lhe alguma nova descoberta no projeto em andamento. Quando Pellegatti discordava dele, ofendia-o, com o carregado sotaque francês que adquirira em família. Mas, logo depois, pedia desculpas ao reconhecer que o amigo mecânico estava com a razão.

O comendador Evaristhe Sensaud de Lavaud, pai de Dimitri, possuía uma oficina mecânica muito bem montada, na Cerâmica Osasco, de sua propriedade. No entanto, as peças requeriam a utilização de tornos muito delicados, que não existiam em sua oficina.

Para isso, o inventor recorreu à oficina de reparos de papelão Sturlini–Matarazzo, localizada na Rua da Carteira, em Osasco, assim denominada porque na época ali se fabricavam carteiras. Atualmente, essa rua se chama Narciso Sturlini.

Ali realizou a maior parte do trabalho. Depois os dois se transferiram para a “Garagens Reunidas”, na Rua Florêncio de Abreu, centro de São Paulo, onde concluíram a construção do aparelho.A montagem final aconteceu em Osasco.


Dimitri e Pellegatti realizaram algumas experiências com o motor, mas foram todas frustradas. Desiludidos, abandonaram o projeto por mais de um mês. Algumas peças dos cilindros eram muito delicadas e precisaram ser substituídas para que o motor funcionasse de forma satisfatória.

Durante vários dias, novos testes e, depois de um trabalho exaustivo tanto na colocação como na regulagem dessas peças, conseguiram alguns resultados positivos.

No dia três de janeiro de 1910, Sensaud de Lavaud, Lourenço Pellegatti e outros auxiliares que, entusiasmados, haviam se associado aos dois naquela tarefa, viram finalmente o motor funcionar ininterruptamente por duas horas.


Finalmente, em 7 de janeiro, o piloto Dimitri Sensaud de Lavaud, calmo e sorridente, dá sinal para que as pessoas se afastem, deixando o caminho livre para sua passagem. Partindo muito rápido, o avião levanta voo. Deslizando 70 metros sobre o terreno da rampa, que atualmente dá visão para a Avenida João Batista, Dimitri chega a uma altura de 3 a 4 metros do chão. Percorreu cerca de 105 metros em 6 segundos e 18 décimos.De repente o motor parou, o que causou uma aterrissagem brusca, danificando as rodas dianteiras. Dimitri, que nada sofreu, sai do avião indignado, mesmo enquanto o público o aclamava.Tentando explicar ao público que pretendia ter voado mais de 10 segundos, acabou falando com ele mesmo já que as pessoas não deram ouvidos. Não era para menos, afinal, naquele instante, tornava-se o primeiro piloto do continente sul-americano a levantar voo numa máquina mais pesada do que o ar, construída com projeto, mão de obra e matéria-prima totalmente brasileiras.

No dia seguinte, a história foi contada pelo O Estado de São Paulo, sem economia de adjetivos, e a foto do aviador ficou exposta na vitrine da sede do jornal.


Assim, foi inaugurada a aviação em toda a América do Sul e Dimitri mostrou que sonhos poderiam se transformar em realidade. Ele iria tentar mais três voos no Brasil com duas aeronaves diferentes – sem sucesso.

Uma invenção casual, no entanto, transformou sua vida. Ao tentar consertar o primeiro avião, num golpe de sorte, Lavaud descobriu uma forma de fabricar tubos em larga escala. A invenção foi patenteada, e ele criou a Companhia Brasileira de Metalurgia.

Em 1916, trocou o Brasil pelo Canadá. Na década de 20, mudou-se para a França - onde se estabeleceu até a sua morte, em 1947.

Durante a Segunda Guerra Mundial, chegou a ser preso, a mando dos alemães, para que contribuísse com conhecimento tecnológico. A embaixada brasileira na França atuou por sua libertação.


Além de aviador, Dimitri foi um inventor prolífico e um personagem importante do Século XX. Com mais de mil patentes registradas, ele revolucionou a indústria mundial de tubos metálicos e trouxe inovações para outras áreas, como a automobilística e a própria indústria da aviação.

Em Paris, ele fabricou o Sensaud de Lavaud, um carro com câmbio automático, invenção que só iria se popularizar nos automóveis em fins do Século XX.


Fontes: Estadão / Museu TAM

Pesquise: Biblioteca NINJA 1910 - O primeiro voo do Brasil

Incaer/Efemérides: http://www2.fab.mil.br/incaer/index.php/efemerides#janeiro

Visite: www.primeirovoodobrasil.blogspot.com

sábado, 2 de janeiro de 2021

Efemérides Aeronáuticas - Janeiro

O INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica lembra-nos de uma frase do Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, ex-Ministro da Aeronáutica e ex-Conselheiro do INCAER, falecido em 12 de abril de 1993: “A História não é um somatório de fatos, mas, antes, um legado de experiências. Conhecê-la é reunir dados que os números não contam, é entender os erros para não repeti-los, é, enfim, uma forma de preparar-se para o futuro”. Com este pensamento, mais uma vez, o Blog do Ninja reproduz as datas marcantes de JANEIRO, estimulando o estudo, a pesquisa.

1864
Nasceu em Macaíba, Natal/RN, Augusto Severo de Albuquerque Maranhão, um dos precursores da aviação, “pioneiro dos dirigíveis semi-rígidos”. (11 de janeiro)

1867
O Ministro da Guerra, através de expediente confidencial, deu instruções ao diplomata Henrique Cavalcanti de Albuquerque, Cônsul brasileiro em Nova Iorque para, com a maior urgência possível, providenciar a fabricação, para o Exército Brasileiro em campanha, um balão de observação. (25 de janeiro)

1892
Gastão Galhardo Madeira publicou uma série de artigos no “Correio Paulistano”, sob os títulos: “Estudos sobre a aviação”; “Lei do voo e das aves”; “Teoria e aplicação dos aeróstatos”; e “O problema do mais pesado”. (Mês de janeiro)

1895
Augusto Severo ganhou um relógio de algibeira com a seguinte inscrição:”Gratidão da Mestrança e Operários da Marinha da Capital”. (1º de janeiro)

Por ocasião do acidente do balão dirigível “Pax”, ocorrido em 12 de maio de 1902, o referido relógio deixou registrada a hora da morte do inventor: 05 horas, 50 minutos e 54 segundos, conforme pode ser visto no Museu Aeroespacial – MUSAL, no Campo dos Afonsos/RJ.

1902
Santos Dumont chegou em Nice, na Côte d'Azur, vindo de Paris, tendo levado de trem o seu balão dirigível “Nº6”. (02 de janeiro)

Foi concluída a construção do hangar destinado a abrigar o “Nº6”, em Nice, cujas obras tiveram início no final de 1901. (18 de janeiro)

Santos Dumont realizou seu primeiro voo no Mediterrâneo sendo a ascensão um pouco dificultada pelos obstáculos próximos: o parapeito do cais, as árvores, os postes da rede elétrica e mesmo os telhados das casas vizinhas. (29 de janeiro)

1903
Foi aberto, no Ministério da Indústria, Viação e Obras Públicas, o crédito especial de 20 contos de réis, para auxiliar a construção do aeróstato “Santa Cruz”, de José Carlos do Patrocínio (Decreto nº 4.747). (20 de janeiro)

1904
Faleceu, em Paris, Henri Lachambre, construtor dos balões de Santos Dumont. Sucedeu-lhe Carton, que tornou-se, também, grande admirador do aeronauta brasileiro. (12 de janeiro)

1905
A revista “L'Illustration”, editada em Paris, publicou um noticiário referente ao mais novo trabalho de Santos Dumont, batizado como o “Nº13”. (07 de janeiro)

Faleceu no Rio de Janeiro, com 52 anos, José Carlos do Patrocínio, idealizador do balão dirigível “Santa Cruz”. (30 de janeiro)

1907
O “Jornal do Comércio”, do Rio de Janeiro, transcreveu uma entrevista concedida por Santos Dumont, em Roma, em dezembro de 1906, ocasião em que ele afirmou que “o futuro da aeronáutica depende mais dos aeroplanos do que dos balões dirigíveis”. (27 de janeiro)

1909
Santos Dumont recebeu o seu primeiro brevê de aviador, concedido pelo Aeroclube da França. (07 de janeiro)

1910
Ocorreu o primeiro voo de um avião de construção totalmente nacional, o monoplano “São Paulo”, inicialmente denominado “D.S.L.”, abreviatura do francês Demetrie Sensaud de Lavaud, industrial radicado em Osasco/SP e que teve a colaboração do torneiro mecânico brasileiro Lourenço Pellegati para projetar o referido avião. (07 de janeiro)

O “São Paulo” foi, pois, o primeiro avião inteiramente projetado e construído no Brasil, e que realizou o primeiro voo na América do Sul.

O paulista Gastão de Almeida voou em seu biplano “Rio Branco”, na cidade de São Paulo, percorrendo a distância de 300 metros, entre 2 a 4 metros de altura. (10 de janeiro)

Nascimento do Brig. Nero Moura (Patrono da Aviação de Caça), em Santa Cruz do Sul/RS. (30 de janeiro)

1911
Em avião biplano Farman, pilotado pelo italiano Germano Ruggerone, em São Paulo, voou a primeira mulher no Brasil, a Srta Renata Crespi. (08 de janeiro)

1913
Com o objetivo de formar aviadores militares brasileiros, foi assinado um ajuste entre o Ministro da Guerra, General Vespasiano Gonçalves de Albuquerque e Silva e a firma “Gino, Bucelli e Cia”, para o funcionamento da “Escola Brasileira de Aviação”, no Campo dos Afonsos”. (18 de janeiro)

1915
O Ten Ricardo Kirk e o aviador civil Ernesto Darioli, em seus respectivos aviões Morane Saulnier, realizaram o primeiro voo experimental de reconhecimento aéreo na região do Contestado, a partir da localidade de Porto União e sobre os rios Iguaçu e Timbó, com duração superior a uma hora. (04 de janeiro)

Ocorreu outra missão de reconhecimento aéreo, pelo Ten Ricardo Kirk e o aviador civil Ernesto Darioli, em suas respectivas aeronaves, com a duração de uma hora, sobre os rios Iguaçu e Timbó, chegando a atingir a altitude de 2.200 metros. (19 de janeiro)

O Ten Ex Bento Ribeiro Carneiro Monteiro foi brevetado pela Escola Farman, na França (mês de janeiro)

1917
O Comandante da Escola de Aviação Naval, Capitão de Fragata Protógenes Pereira Guimarães, viajou no hidroavião Curtiss, matrícula C3, pilotado pelo Ten Antônio Augusto Schorcht, com destino a Campos/RJ, “num atribulado reide”, onde inaugurou nessa cidade, o Clube de Aviação Campista. (04 de janeiro)

Pelo decreto nº 12.364, foi aprovado o primeiro Regulamento da Escola de Aviação Naval, o qual estabelecia dois cursos: Formação de Piloto Aviador (em 03 meses) e Formação de Aviador Observador Militar (em 05 meses). (17 de janeiro)

Ao visitar a Escola de Aviação Naval, Santos Dumont voou, pela primeira vez como passageiro no Brasil, no hidroavião Curtiss, matrícula C2, pilotado pelo Ten Virginius Brito de Lamare. Foi sobrevoada a Baía de Guanabara. (25 de janeiro)

Foram enviados aos Estados Unidos, para estagiarem nas fábricas de aviões, o 1º Ten Raul Ferreira de Viana Bandeira e o 2º Ten Engenheiro Maquinista Victor de Carvalho e Silva, ambos da Aviação Naval. (mês de janeiro)

1918
Em ata do Aeroclube Brasileiro, ficou registrada a entrega da documentação referente ao invento do Sr Pimentel Lyd, denominado “Aeróstato Dirigível Misto Silencioso”, para exame da Comissão Técnica do Aeroclube, constituída dos seguintes membros: Dr Jorge Lage, Ten Newton Braga, aviador Ernesto Darioli e Sr Gentil Filho. (02 de janeiro)

1919
Foi estabelecido um uniforme exclusivo para os pilotos aviadores, considerando-se que “os atuais uniformes do Exército não se prestam ao serviço especial de pilotagem dos aparelhos da aviação”(Decreto nº 13.416). (15 de janeiro)

Na mesma data, foi aberto crédito especial de 2.000 contos de réis para “organizar o Serviço de Aviação Militar, fazer instalações, adquirir aeroplanos e o material necessário, estabelecer escolas de aviação, contratar professores e dar regulamento ao Serviço” (Decreto nº 13.417).

Foi aprovado por despacho do Ministro da Guerra, General Alberto Cardoso de Aguiar, o Quadro de Pessoal Efetivo da Companhia de Aviação, da futura Escola de Aviação Militar. (22 de janeiro)

Foi criada a Escola de Aviação Militar, destinada “a ministrar a instrução de piloto, de mecânico e de observador, para o Serviço Aeronáutico do Exército, aproveitando para o Curso de Aviação, os serviços da Missão Militar Francesa” (Decreto nº 13.451). (29 de janeiro)

Foi empossada a Diretoria da Seção Paulista do Aeroclube Brasileiro, tendo como Presidente: Antônio Prado Júnior e Diretor Técnico: Eduardo Pacheco Chaves (Edu Chaves).(mês de janeiro)

1920
O Ten Cel de Cavalaria Chrysanto Guimarães foi nomeado Comandante da Escola de Aviação da Força Pública de São Paulo, acumulando esse cargo com o que já desempenhava de Comandante do Regimento de Cavalaria. (07 de janeiro)

Foi diplomada, no Campo dos Afonsos, a primeira turma de Pilotos Aviadores da Escola de Aviação Militar, recebendo os respectivos brevês: Cap Raul Vieira de Melo, 1º Ten Anor Teixeira dos Santos, Pedro Martins da Rocha, José Felinto Trajano de Oliveira e Godofredo Franco de Faria, e 2º Ten Gil Guilherme Cristiano, Henrique Raymundo Dyott Fontenelle, Raul Luna, Ângelo Mendes de Morais, Salustiano Franklin da Silva e Ivan Carpenter Ferreira. (22 de janeiro)

Os concludentes dessa 1ª Turma receberam também o Diploma de Piloto Internacional, expedido pelo Aeroclube Brasileiro pela primeira vez a militares.

O aviador brasileiro Alfredo Correia Daudt decolou do Campo dos Afonsos, com uma aeronave Ansaldo SVA, equipada com motor de 270 HP, para tentar conquistar o reide Rio de Janeiro-Buenos Aires. (27 de janeiro)

1921
Obteve o diploma de Piloto Aviador Naval, o Cap Ex Marcos Evangelista da Costa Villela Júnior, autor dos projetos dos aviões “Aribu” e “Alagoas”.(mês de janeiro)

1924
Foi extinto o Serviço de Aviação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, “dada à construção antiga dos aeroplanos adquiridos e por consequência já muito usados, não logrando maior êxito novel serviço”, conforme constou do relatório do Cel Afonso Emílio Massot, comandante Geral da referida Brigada. (24 de janeiro)

Foi autorizada a concessão de um prêmio de 100 contos de réis aos aviadores Euclídes Pinto Martins e Walter Hinton (Major do Exército dos Estados Unidos) – Decreto nº 4.823. (26 de janeiro)

Os mencionados aviadores realizaram a primeira ligação aérea Nova Iorque-Rio de Janeiro, no hidroavião Curtiss, biplano, bimotor, 400HP em cada motor, batizado como “Sampaio Correia II”, voando 10.532 quilômetros em 100:30horas. O Aeroporto de Fortaleza/CE recebeu o nome de “Pinto Martins”.

1925
Foi reativada a Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo, sob o comando do Maj Bernardo Espínola Mendes (piloto aviador da turma de 1920), posteriormente substituído pelo Maj José Garrido. (1º de janeiro)

Foram definidas normas para a operação de companhias aéreas (Lei nº 4.911). (12 de janeiro)

O Artigo 19 da citada Lei, autorizou o Governo a contratar o transporte de correspondência postal por via aérea.

Ocorreu o voo exploratório das Linhas Aéreas Latecoère, na rota Rio de Janeiro-Buenos Aires, com o transporte de malas postais e jornais. Os três aviões Breguet-14, de 300 HP, decolaram do Campo dos Afonsos, pilotados por Paul Vachet (piloto chefe da empresa), Etienne Lafay e Victor Hamm, levando como mecânicos Gauthier, Estival e Chevalier. (14 de janeiro)

1927
Decolou da Baía da Guanabara, o hidroavião Dornier Wal, de 360 HP, batizado de “Atlântico”, pertencente ao Condor Syndikat, levando como passageiro, até Florianópolis, o Ministro da Viação e Obras Públicas do Brasil, o Engenheiro Victor Konder o qual iria inaugurar em Santa Catarina um aeroclube. (1º de janeiro)

Foi criada a Arma de Aviação do Exército – a “5ª Arma”, por lei de iniciativa do Senador Carlos Cavalcanti (Lei nº 5.168), sancionada pelo Presidente Washington Luiz Pereira de Souza e pelo Ministro da Guerra, General Nestor Sezefredo dos Passos. (13 de janeiro)

O Ministro Victor Konder, do Ministério da Viação e Obras Públicas, concedeu autorização à empresa alemã Condor Syndikat, com sede em Berlim, para estabelecer, a título precário e de experiência, o tráfego aéreo por meio de hidroaviões, entre o Rio de Janeiro e a cidade de Rio Grande/RS, com escalas em Santos, Paranaguá, São Francisco e Florianópolis. E,, ainda, entre Rio Grande e Porto Alegre, com escalas em Pelotas (Aviso nº 69/G, do MVOP). (26 de janeiro)

Ocorreu o voo do hidroavião “Atlântico”, voando do Rio de Janeiro a Porto Alegre, onde pousou a 29 de janeiro, estando a bordo Otto Meyer, que voltara da Alemanha, onde fora adquirir material para uma companhia a ser constituída no Brasil, a Empresa de Viação Aérea Rio Grandense de Transporte Aéreo, que mais tarde viria a ser conhecida como VARIG. (27 de janeiro)

1928
Foi instituída, por Portaria do MVOP, “em caráter provisório e a título de experiência”, a Comissão de Navegação Aérea, sediada naquele Ministério. (04 de janeiro)

Ocorreu o primeiro salto de paraquedas realizado por uma brasileira; a jovem Vicentina Gomes saltou sobre o Campo de São João, em Porto Alegre/RS. (08 de janeiro)

Foram declarados Aspirantes a Oficial, os seguintes cadetes da 1ª Turma da Arma da Aviação do Exército: Antônio Lemos Cunha, Casemiro Montenegro Filho, Márcio de Souza e Mello, Joelmir Campos de Araripe Macedo, José de Souza Prata, Orsini Araújo Coriolano e Nicanor Porto Virmond. (20 de janeiro)

O Governo Federal concedeu ao Sindicato Condor os direitos de estabelecer linhas aéreas regulares no território nacional (Decreto 18.075) (Mesma data)

1929
Foi diplomada a 2ª Turma de Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército, constante dos seguintes cadetes: Benjamim Quintela (já era 2º Ten), Clóvis Monteiro Travassos, José Sampaio de Macedo, Waldemiro Advíncula Montezuma, Luiz Carneiro de Farias, Estêvam Leite de Rezende, Armando Perdigão, Joaquim Tavares Libânio, Manoel Pinto da Silva Vale e Lincoln Ribeiro Torres. (19 de janeiro)

Foram aprovadas as primeiras instruções para matrícula dos aviões da Aviação Militar, com a colocação de letras e números de forma a permitir a sua identificação. (20 de janeiro)

A letra K ficou reservada aos aviões da Escola de Aviação Militar; as letras A e J ficaram destinadas aos aviões das outras Unidades Aéreas a serem criadas.

Os aviões de combate foram numerados de 110 a 199, enquanto que os de treinamento, de 210 em diante (Despacho do Ministro da Guerra, Gen Sezefredo dos Passos).

A empresa Sindicato Condor foi autorizada a operar em todo o território brasileiro. (28 de janeiro)

1930
A Nyrba do Brasil inaugurou a linha Rio de Janeiro- Buenos Aires, operando o hidroavião Commodore de Nome “Buenos Aires”. (10 de janeiro)

Foi diplomada a 3ª Turma de Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército, constante dos seguintes cadetes: Júlio Américo dos Reis (já era 2º Ten), Guilherme Aloysio Telles Ribeiro, Nelson Freire Lavenère-Wanderely, Benjamim Manoel Amarante, João de Almeida, João Adil de Oliveira, Artur da Mota Lima Filho, Agliberto Vieira de Azevedo, Martinho Cândido dos Santos, Homero Souto de Oliveira e Álvaro Domingos de Freitas. Confirmado no posto de 2º Ten: Synval de Castro e Silva. (21 de janeiro)

Foi concedida permissão à empresa Nyrba do Brasil para estabelecer tráfego aéreo no território brasileiro (Decreto nº 19.079). (24 de janeiro)

1931
Foi regulada a execução dos serviços aeronáuticos civis (Decreto nº 20.914). (06 de janeiro)

Os 11 hidroaviões Savoia Marchetti S- 55A que realizaram um deslocamento aéreo da Itália ao Brasil, comandados pelo General italiano Italo Balbo, “foram negociados na base de troca por café” e incorporados à Aviação Naval. (mês de janeiro)

1932
Foi regulada a execução dos Serviços Aeronáuticos Civis e instituído o Registro Aeronáutico Brasileiro – RAB (Decreto nº 20.914). O Artigo 8º determinou que as tripulações das aeronaves nacionais fossem constituídas somente por brasileiros. (06 de janeiro)

Foi adotada nova fórmula de registro de aviões, em que a letra “P” foi substituída por “PP”, designativos de aeronaves comerciais

Foi criado o Estandarte da Aviação Militar (Decreto nº 20.987). (21 de janeiro)

Foram declarados 29 Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército, passando a constituírem a 5ª Turma. (25 de janeiro)

1933
Decolou do Rio de Janeiro, com destino a Montevidéu, a esquadrilha de demonstração de voos acrobáticos da Marinha, liderada pelo CC Djalma Fontes Cordovil Petit e tendo como alas os CT Lauro Oriano Menescal e CT José Kahl Filho. A esquadrilha participou das comemorações da inauguração do aeroporto civil da capital do Uruguai. (02 de janeiro)

O regresso ao Rio de Janeiro deu-se a 26 do mesmo mês. Os aviões eram do tipo Boeing 256 (biplano, monomotor, monoplace, motor PW de 550 HP).

O nº 26 da revista “Asas” publicou, pela primeira vez, um editorial incentivando a criação de um “Ministério do Ar”. (16 de janeiro)

O Ministério de Viação e Obras Públicas foi autorizado a contratar, mediante concorrência pública, a instalação de uma fábrica de aviões (Decreto 22.374). (20 de janeiro)

1934
Foi fundado em São Paulo, o Clube Paulista de Planadores, iniciativa de um grupo de engenheiros paulistas e professores da Escola Politécnica da capital paulista. A sua sede foi instalada à Praça Ramos de Azevedo, nº 16, no “Edifício Glória”, enquanto os voos eram realizados no Campo de Marte. (02 de janeiro)

Os planadores construídos pela Empresa Aeronáutica Ypiranga – EAY foram muito utilizados pelo referido clube.

O 1º Regimento de Aviação mudou-se para as suas novas instalações construídas no Campo dos Afonsos. (22 de janeiro)

Procedente de Hamburgo, aportou no Rio de Janeiro, a Missão Alemã de Planadores, constituída por cientistas e aviadores famosos no cenário volovelista alemão, os mais famosos do mundo, na época. (23 de janeiro)

Foram aprovadas as plantas para as instalações acessórias do Aeroporto do Rio de Janeiro (futuro “Aeroporto Santos Dumont”), feitas pelo Sindicato Condor, na Ponta do Caju, “para abrigo, reparação e abastecimento de seus aviões” (Decreto nº 23.798). (24 de janeiro)

Foram declarados Aspirantes a Oficial do Exército (aviadores): Oswaldo Carneiro Lima e Tíndaro Pereira Dias (confirmados no posto de 2º Tenente),Hildegardo da Silva Miranda, Adalberto Correia Gonçalves, Hérnio Vargas de Carvalho, Laurindo de Avelar e Almeida, Carlos de Paiva e Silva e Adhemar Scaffa de Azevedo Falcão. (25 de janeiro)

Foi aprovado o modelo do cocar de identificação dos aviões da Aviação Militar, sendo o referido desenho publicado no Boletim da Aviação Militar de 28 de fevereiro de 1934 (despacho do Ministro da Guerra). (31 de janeiro)

Pelo Aviso Ministerial 21, de 31 de maio de 1941 (após a criação do Ministério da Aeronáutica), foi aprovado o mesmo cocar com pequenas modificações nas dimensões das pontas da estrela e dos círculos internos, para distintivo dos aviões da Força Aérea Brasileira.

Foram adquiridos para o Correio Aéreo Militar – CAM, 25 aviões Waco CJC “Cabine”, equipados com motor Wright, de 250 HP, radial, 7 cilindros, refrigerado a ar, raio de ação de 800 quilômetros, velocidade de cruzeiro de 200 Km/h e carga útil de 200 quilos, além dos tripulantes. (mês de janeiro)

1935
Em requerimento dirigido ao Ministério da Viação e Obras Públicas, o Sindicato Condor solicitou licença para poder lançar a correspondência aérea, por meio de paraquedas, nos aeroportos de Pelotas e Rio Grande, no Estado do Rio Grande do Sul. (mês de janeiro)

1936
O periódico “Asas” publicou um longo artigo, de autoria do Capitão de Corveta Aviador Naval Luiz Leal Netto dos Reys, com vistas à necessidade da criação no Brasil, do Ministério da Aeronáutica (em lugar de “Ministério do Ar”, como estava sendo difundido). (1º de janeiro)

Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares do Exército. (04 de janeiro)

O Correio Aéreo Militar inaugurou a primeira linha internacional, para Assunção, no Paraguai, utilizando um Waco Cabine CJC, tripulado pelos Tenentes Hortêncio Pereira de Brito e Ricardo Nicoll, com escalas no Rio, São Paulo, Bauru, Três Lagoas, Campo Grande, Ponta Porã, Concepción (no Paraguai) e Assunção.Como passageiro, viajou o Ten Tíndaro Pereira Dias, Cmt do Destacamento de Campo Grande. (23 de janeiro)

Foram aprovados, pelo Ministério de Viação e Obras Públicas, os projetos para a construção do hangar da Panair na Ponta do Calabouço (futura sede do III COMAR). (29 de janeiro)

A aviadora paulista Ada Leda Rogato recebeu o brevê “C” (Internacional de voo em planador), em exame prestado no Clube Paulista de Planadores. (Mês de janeiro)

Voando a 800 metros de altura durante 20 minutos, a bordo do “Anhemby”, Ada Rogato foi a primeira aviadora brasileira a “solar planador de alta classe”.

1937
Foi aprovada a pintura dos lemes verticais dos aviões da Aviação Militar, com as cores verde e amarela, separadas por uma linha também vertical (Aviso do Ministro da Guerra). (04 de janeiro)

Os serviços do Departamento de Aviação Civil e a Divisão de Aeroportos foram distribuídos por 9 regiões, com as respectivas sedes localizadas em Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Campo Grande e Porto Alegre. (05 de janeiro)

A Panair do Brasil passou a operar com aeronaves Lockheed 10 Electra (matrículas PP-PAS e PP-PAX), entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte, em caráter experimental. (07 de janeiro)

Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares do Exército. (11 de janeiro)

Foram aprovados orçamentos, plantas e especificações relativas ao fornecimento e instalação de maquinários e equipamentos necessários às manobras de aeronaves no Aeroporto Bartolomeu de Gusmão, em Santa Cruz/RJ (Decreto nº 1.383). (18 de janeiro)

1938
Pousou em Parnamirim/RN, um avião do tipo Savoia-Marchetti S-79T, pilotado pelo italiano Moscatelli, procedente de Dakar de onde havia decolado às 05:10h (Horário brasileiro). (25 de janeiro)

1939
A VARIG Aero Esporte – VAE, “Departamento Desportivo Instrutivo da VARIG”, filiou-se ao Aeroclube do Brasil. (27 de janeiro)

Foi realizada a primeira viagem do Correio Aéreo Militar, na linha do Tocantins, em avião Bellanca K-215, pilotado pelo Maj Hortêncio Pereira de Brito e pelo Cap Roberto Carlos de Assis Jatahy. (31 de janeiro)

1940
Foi aprovado o Regulamento para os Aeroportos em Tráfego, criando-se a figura do Administrador de Aeroporto (Portaria nº 16/DAC). (24 de janeiro)

Foi fundada, com capital inteiramente nacional, a empresa Navegação Aérea Brasileira – NAB. Seu organizador foi o então Ten Cel Av Orsini de Araújo Coriolano, da Aviação Militar, apoiado pelos capitalistas Paulo da Rocha Viana e Euvaldo Lodi. (28 de janeiro)

1941
Chegaram ao Rio de Janeiro, de navio, os dois primeiros aviões adquiridos pela Navegação Aérea Brasileira – NAB, do tipo Beechcraft 18, os quais receberam as matrículas PP-NAA e PP-NAB (a própria sigla da empresa). (02 de janeiro)

Foi inaugurada a linha Litoral Norte, prolongamento da Rio – Salvador, pelo Ten Zamir de Barros Pinto e Sgt Nascimento, ambos da Aviação Militar. (03 de janeiro)

Chegou ao Rio de Janeiro, a terceira esquadrilha de aviões North American NA-44, de treinamento avançado, adquiridos nos Estados Unidos para a Aviação Militar e tripulados pelos seguintes oficiais, além de quatro sargentos: Cap Homero Souto de Oliveira (Cmt), 1º Ten Roberto Julião Cavalcanti de Lemos, Jerônimo Baptista Bastos, Roberto Faria Lima, Clóvis Costa, Aldacyr Ferreira da Silva, Paulo Emílio da Câmara Ortegal e José Tavares Bordeaux Rego. (16 de janeiro)

Foi inaugurada a linha Curitiba-Londrina, pelos Tenentes Ernani Tavares Pereira Lucena e Renato Costa Pereira, da Aviação Militar. . (17 de janeiro)

Pelo Decreto-lei nº 2.961, foi criada uma Secretaria de Estado com a denominação de Ministério da Aeronáutica. (20 de janeiro)

Tomou posse o primeiro Ministro da Aeronáutica, Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho. (23 de janeiro)

1942
Foi fundada a Associação dos Aeronautas. (26 de janeiro)

1943
O Aeroporto Bartolomeu de Gusmão passou a denominar-se Base Aérea de Santa Cruz. (16 de janeiro)

1945
O crescimento da cidade de São Paulo levou o Ministério da Aeronáutica a transferir a então Base Aérea de São Paulo (BASP) - atual ALA 13 - para os terrenos da Fazenda Cumbica, que havia sido doada pelo empresário Eduardo Guinle. (26 de janeiro)

1946
É criada, por intermédio da Portaria nº 36, a Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica (COCTA), instalada inicialmente no Aeroporto Santos Dumont, na cidade do Rio de Janeiro. (29 de janeiro)

1950
Foi criado pelo Decreto nº 27.695, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica - ITA. (16 de janeiro)

1951
Foi criado na Base Aérea do Galeão o “Centro de Treinamento de Quadrimotores”. (24 de janeiro) 

1954
Criação do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento – IPD, no campus do então Centro Técnico de Aeronáutica – CTA. (1º de janeiro)

Inauguração do Campo de Pouso do Cachimbo (atual Campo de Provas Brigadeiro Velloso – CPBV), com a presença do Presidente da República, Getúlio Vargas, do Ministro da Aeronáutica, Brigadeiro do Ar Nero Moura e demais autoridades. (20 de janeiro)

1956
Foi designado “Ano Santos Dumont”, o período entre 20 de janeiro de 1956 e 20 de janeiro de 1957. (19 de janeiro)

1958
Chegada dos primeiros F-80 no 1º/4º GAv, num total de 33 aeronaves. (mês de janeiro)

1980
O 3º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Centauro) passa a ser unidade de Caça. (31 de janeiro)

1995
O Brig Nero Moura é consagrado Patrono da Aviação de Caça. (17 de Janeiro)

O Campo de Provas do Cachimbo teve a denominação alterada para Campo de Provas Brigadeiro do Ar Haroldo Coimbra Velloso, em homenagem ao pioneiro da implantação da infraestrutura aeronáutica em Cachimbo. (17 de janeiro)

2002
O 1º/4º GAv (Esquadrão Pacau) é transferido da Base Aérea de Fortaleza/CE, para a Base Aérea de Natal/RN, de modo a concentrar toda frota de AT-26 Xavante em uma única Base. . (09 de janeiro)

2006
Início das atividades do Quarto Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA IV), representando um marco de fundamental importância para a integração do espaço aéreo brasileiro, em especial da Região Amazônica. (1º de janeiro)

2011
Foi oficialmente instituído o Núcleo da Junta de Julgamento da Aeronáutica (JJAER), em uma Sessão Magna realizada no Auditório do 12º andar do Edifício do Comando da Aeronáutica, no Rio de Janeiro. (18 de janeiro)

2016
Recebimento pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar -, da primeira aeronave F-5EM FAB 4820. A referida aeronave foi transferida do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) para o 1º GDA, em virtude da desativação dos caças Mirage 2000 (F-2000). (21 de janeiro)

Fonte: INCAER

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Dica universal

No primeiro dia de 2021, vamos recordar do bom caminho apontado por este grande brasileiro:


“Eu não fui apenas aviador...foi necessário ESTUDAR, PENSAR...e só depois voar!”
Santos-Dumont