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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 19 de abril de 2015

Especial de Domingo

Hoje, 19 de abril, Dia do Índio, reproduzimos informações sobre o Aeroporto de Cruzeiro do Sul, no Acre, com sua bela arquitetura inspirada na cultura indígena.
Boa leitura.
Bom domingo!

Aeroporto tem arquitetura inspirada em cultura indígena no interior do AC

Aeroporto de Cruzeiro do Sul tem semelhança com aldeia indígena.
Valorização da cultura regional motivaram o projeto arquitetônico. 

Terminal tem 3,5 mil metros de área construída (Foto: Onofre Brito/Arquivo pessoal)

A valorização da cultura regional e o incentivo ao turismo motivaram o projeto arquitetônico que deu ao terminal de passageiros do Aeroporto de Cruzeiro do Sul (AC), a semelhança de uma aldeia indígena. O aeroporto é o mais ocidental do Brasil, quem desembarca pela primeira vez na região e dá de cara com o terminal não tem dúvidas de que está no meio da Amazônia. Segundo a superintendência local da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o terminal com 3,5 mil metros de área construída teve a parceria do Governo do Estado, que decidiu criar um projeto arquitetônico levando em conta as características da Região do Vale do Juruá, onde habitam diversos povos indígenas.

Identidade cultural da região inspirou projeto arquitetônico (Foto: Onofre Brito/Arquivo pessoal)

“Nós temos aqui muitos povos indígenas e esse terminal mostra a identidade cultural da região. Ao mesmo tempo é moderno e bonito, enfim, nos traz muito orgulho”, comenta o carpinteiro Brasiliano Teixeira Lopes. Os mais de 15 milhões de metros quadrados de floresta ao redor do terminal ajudam na caracterização do projeto arquitetônico, a área faz parte do sítio aeroportuário de Cruzeiro do Sul, um dos maiores do país. Se o visual externo é rústico, no interior do prédio sobra modernidade. A estrutura que tem capacidade de receber 300 mil passageiros por ano conta com todos os aparatos eletrônicos de segurança e comunicação, além de um sistema de refrigeração movido à agua. “A inauguração foi em 2009 e ainda é o aeroporto mais bonito da região Norte do Brasil. Tem um porte menor se comparado a muitos outros, mas com esta arquitetura e obedecendo aos padrões ambientais ainda não apareceu outro”, afirma Osvaldo Dilson, ex-superintendente local da Infraero.

O Aeroporto
A cidade acreana de Cruzeiro do Sul foi fundada pelo Decreto n° 4 de 12 de setembro de 1904 quando o coronel do Exército Brasileiro, Gregório Thaumaturgo de Azevedo, instalou a sede provisória do município, em um local denominado "Invencível", na foz do Rio Môa. A cidade, cujo nome é inspirado na Constelação homônima, é a segunda mais importante do Estado do Acre, último território a ser anexado à União através do Tratado de Petrópolis assinado com a Bolívia em 17 de novembro de 1903. Localizada a 653 km da capital Rio Branco, Cruzeiro do Sul é considerada a cidade mais ocidental do Brasil na mesorregião do Vale do Juruá . O acesso à cidade tem no transporte aéreo a sua principal ligação e o aeroporto de Cruzeiro do Sul tornou-se a única ligação entre as cidades do oeste do Acre com a capital. Construído pela prefeitura municipal, o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul foi inaugurado em 28 de outubro de 1970 e aberto ao tráfego aéreo público em 1976. O aeroporto é localizado as margens da rodovia AC-405 e a 14 km do centro da cidade acreana. Administrado pela prefeitura até 31 de março de 1980 o aeroporto passou para a jurisdição da Infraero que tratou de investir em sua infraestrutura. A Empresa reformou a pista de pouso e decolagens em 1994 e em 2008 implantou o sistema de drenagem. Em 2009 a Infraero desativou a antiga estação de embarque e construiu um novo terminal de passageiros. A capacidade do aeroporto foi ampliada para atender 300.00 mil passageiros ao ano. O novo terminal tem área construída de 4.500 m² e arquitetura inspirada na cultura indígena da região adotando as mais modernas tecnologias de edificação utilizadas nos grandes centros. Conta ainda com um salão de eventos e exposições de 250 m² e estacionamento para 250 veículos. Na ocasião a Infraero viabilizou o desvio da rodovia AC-405, que anteriormente passava em frente ao antigo terminal e agora contorna externamente o conjunto. O novo terminal também conta com isolamento acústico, projeto de iluminação especial, sistemas de segurança, detecção e alarme contra incêndio, sonorização, informativos de voo, gerenciamento de energia, controle de acesso e sistema de câmeras de controle de longo alcance. Uma subestação com dois geradores que seguem modelo europeu, com controle automatizado à distância foi construida, as bagagens passaram a ser inspecionadas por meio de raio-X e a água da chuva é armazenada e filtrada para a manutenção e limpeza do ambiente e irrigação das plantas. A edificação abriga lojas, lanchonete, ponto de informações turísticas, agência de viagens, vigilância sanitária, polícias Federal e Estadual e local para alfândega. O aeroporto acreano atende aviação comercial, turística e serve de base de apoio aos municípios para deslocamento em questões de atendimento de saúde, servindo também as operações da aviação militar. Estão em exposição permanente no saguão do Terminal de Passageiros duas obras em marchetaria, medindo 6x3m, intitulada floresta amazônica, do Artista Maqueson Pereira da Silva.

Fontes: G1 - Infraero

sábado, 18 de abril de 2015

P-47 Thunderbolt

Você conhece o Trator Voador?

O caça da Segunda Guerra Mundial está em exposição no Rio de Janeiro até o dia oito de maio

Os moradores do Rio de Janeiro (RJ) e os turistas que passarem pela cidade até o próximo dia oito de maio têm a oportunidade de ver de perto uma das aeronaves mais relevantes da história do Brasil: um caça P-47 Thunderbolt utilizado pela FAB durante a Segunda Guerra Mundial. A aeronave está em exposição no Monumento aos Pracinhas, localizado no Aterro do Flamengo, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, na área turística com vista para o morro do Pão de Açúcar.

O P-47 foi levado para o local na madrugada de segunda-feira (13/04). No próximo dia 20 (segunda-feira), será realizada no local, às 19 horas, uma cerimônia aberta ao público em homenagem aos 70 anos do Dia da Aviação de Caça. A comemoração nessa data (20) relembra o 22 de abril de 1945, quando onze esquadrilhas da FAB, cada uma com quatro aeronaves P-47, realizaram ataques intensos contra posições inimigas. Somente um avião brasileiro foi abatido naquela data, e o piloto sobreviveu após saltar de paraquedas. Já no dia oito de maio, o Monumento dos Pracinhas receberá a solenidade do Dia da Vitória, quando Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira comemoram a data de rendição dos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Meteorologia

Informações meteorológicas para aviação na internet
A Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica (Redemet) ajuda pilotos a planejarem suas rotas de voos, evitando problemas relacionados ao mau tempo.

Saiba mais: Blog do NINJA de 26/03/2015 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

GOL Linhas Aéreas

Anac autoriza Gol voar para Cuba
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alocou três frequências semanais para a companhia aérea Gol realizar serviços aéreos entre o Brasil e Cuba. Na região do Caribe, a Gol já voa para República Dominicana e Aruba. No dia 9 de abril de 2015, a companhia informou que havia iniciado o projeto de voar para Havana, com o envio da solicitação à Anac. A empresa aérea não definiu quando terá início a operação e nem se o trajeto será feito com voos diretos ou com escalas. A principal opção, até agora, para o trajeto entre Brasil e Cuba é a Copa Airlines, com escala no Panamá.

Brasil ampliará aeroporto em Havana
A brasileira Odebrecht, que construiu em Cuba o porto de Mariel, será a encarregada de ampliar o terminal internacional do aeroporto de Havana (foto), capital cubana. "Serão ações de reparo e modernização desse Terminal (Nº3), para tornar mais eficientes os serviços que recebem os quase 2.000 viajantes que transitam pela instalação em horário de pico", disse Fabio Goebel, representante de novos negócios da Odebrecht em Cuba, à revista Cubacontemporanea.com. A Odebrecht foi a responsável por construir a primeira fase do megaporto de Mariel, 45 km a oeste de Havana, uma obra de 800 milhões de dólares, a maioria proveniente de créditos do governo brasileiro. Em maio de 2013, durante a visita à ilha de Fidel do ministro brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, o Brasil concedeu a Cuba um crédito de 176 milhões de dólares para ampliar cinco aeroportos. Além das obras no aeroporto, o BNDES também se comprometeu a financiar com US$ 290 milhões a segunda etapa das obras do porto do Mariel, que também será executada pela Odebrecht. Uma das subsidiárias da Odebrecht, a Companhia de Obras e Infraestrutura (COI), administra e moderniza a usina açucareira cubana "5 de septiembre", na província de Cienfuegos (centro), em um acordo por 13 anos assinado com a estatal cubana Azcuba. Cuba recebe anualmente três milhões de turistas, que chegam à ilha principalmente por via aérea. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Tráfego Aéreo

CPDLC complementa contatos via rádio de aeronaves com controladores
A SITA OnAir, fornecedora no mercado de aeronaves conectadas, anuncia parceria para melhorar a comunicação do tráfego aéreo no bloco funcional do espaço aéreo do Danúbio (em inglês Danube Functional Airspace Block - FAB), complementando os serviços de voz com o link de dados mais confiável. Juntamente com os prestadores de serviços de navegação aérea (air navigation service providers ou ANSPs), Autoridade Búlgara de Serviços de Tráfego Aéreo (BULATSA) e Administração Romena de Serviços de Tráfego Aéreo (ROMATSA), a SITA OnAir oferece serviços para os centros de controle através da comunicação CPDLC - Comunicação entre Piloto e Controlador por Enlace de Dados (Controller Pilot Data Link Communication). Esse procedimento está em conformidade com o regulamento EC 29/2009, que entra em vigor na iniciativa através do Céu Único Europeu (Single European Sky). O Danube gerencia cerca de 10% do tráfego aéreo que sobrevoa a União Europeia. Os regulamentos europeus exigem que todas as aeronaves que voam na Europa e em todos os sistemas terrestres de controle de tráfego aéreo estejam equipados com o sistema.

CPDLC no Brasil
A tecnologia de comunicação entre pilotos e controladores por mensagem de texto já vem sendo empregada no Brasil, desde 2010, no Centro de Controle Atlântico. Conforme os livros Rumo Verdadeiro e Torres de Controle do Brasil, o CPDLC permite a troca de mensagens de texto entre piloto e órgãos de controle. É uma facilidade pela qual o piloto redige mensagens, em texto livre ou a partir de exemplos a serem completados, num computador, e as envia para órgãos de controle, por intermédio de um canal de dados embarcado em plataformas satelitais. O sistema é a evolução do processo de comunicação entre pilotos e controladores de trafego aéreo, que começou com a telegrafia e os seus pontos e traços do código Morse; passou pela comunicação oral por intermédio de rádios HF e VHF; e chega aos "zero" e "um", que compõem as mensagens geradas por programas de computador. A essência permanece a mesma; a segurança e o entendimento foram maximizados. 


Saiba mais: Blog do NINJA dos dias 24/05/2013 e 16/03/2011

terça-feira, 14 de abril de 2015

FAB TV

Conexão FAB: revista eletrônica - abril 2015
Esta edição do programa traz uma reportagem especial sobre o Exercício Carranca IV, realizado na Base Aérea de Florianópolis (SC), que teve a finalidade de treinar os militares em operações de busca e salvamento. Além disso, você saberá por que os simuladores de voo são uma importante ferramenta para os pilotos da Força Aérea Brasileira.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

LAAD - Feira de Defesa e Segurança

FAB apresenta projetos estratégicos

Os destaques são o Gripen NG, o cargueiro KC-390 e o míssil A-Darter

O foco da participação da Força Aérea Brasileira (FAB) na LAAD Defense and Security 2015, considerada a maior feira de defesa e segurança da América Latina, são seus três principais projetos de reaparelhamento: o Gripen NG, o míssil A-Darter e a aeronave KC-390. A feira será realizada no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 14 e 17 de abril. "A LAAD é uma oportunidade única de apresentar novos projetos e tecnologias e unir os anseios governamentais às respostas das empresas da área de defesa", ressalta o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato. Um dos principais projetos estratégicos em andamento na FAB, atualmente, é a compra de 36 unidades de caças Gripen NG da empresa sueca SAAB. O contrato foi assinado em outubro de 2014 e a previsão é de que o protótipo da aeronave seja apresentado já no próximo ano. Enquanto isso, dois pilotos da FAB, os capitães Ramon Santos Fórneas e Gustavo de Oliveira Pascotto, estão em treinamento na Suécia. Uma das armas que irá equipar o Gripen NG, o míssil A-Darter, está sendo desenvolvido em parceria com a África do Sul e também será destaque. Empresas brasileiras já receberam tecnologia transferida pela sul-africana Denel e soluções tecnológicas desenvolvidas para o míssil estão sendo usadas em outros produtos da indústria nacional. O A-Darter está em fase de testes e a previsão é de que seja finalizado no primeiro semestre de 2016. Outro projeto importante é o cargueiro KC-390, o maior avião já desenvolvido no Brasil, uma parceria entre a Embraer e a FAB envolvendo mais de 50 empresas nacionais e a colaboração de Portugal, Argentina e República Tcheca. O KC-390, que fez seu voo inaugural no dia 3 de fevereiro deste ano, é capaz de transportar até 23 toneladas de carga e vai realizar missões de ajuda humanitária, lançamento de paraquedistas, reabastecimento de aeronaves durante o voo, pouso na Antártica, entre outras. O cargueiro irá substituir, na FAB, o C-130 Hércules, que está em operação desde a década de 1960. A LAAD reúne indústrias, empresas, forças armadas e autoridades ligadas às áreas de defesa de diversos países. Para este ano, a organização espera delegações de 70 países e mais de 700 expositores, além de aproximadamente 40 mil visitantes.

domingo, 12 de abril de 2015

Especial de Domingo

Hoje, 12 de abril, aniversário de 79 anos do Aeroporto de Congonhas, selecionamos do Cultura Aeronáutica - do professor Jonas Liasch - mais fotos e textos sobre o tema, em sequência ao especial de domingo da semana passada.
Boa leitura.
Bom domingo!

O Aeroporto de Congonhas em outros tempos - II
O Aeroporto de Congonhas tem uma relação de amor e ódio com a cidade de São Paulo e seus usuários. Se por um lado está próximo ao centro da cidade, o que facilita o acesso, por outro lado incomoda e até mesmo amedronta seus vizinhos.

Estas cenas são de outros tempos do aeroporto, que vai dos anos 30 até os anos 80. Congonhas sempre teve seu charme, apesar de ser mais desconfortável e apertado que muitas estações rodoviárias.

Os Douglas DC-3 acima foram fotografados, provavelmente na década de 1940, talvez até mesmo na década de 1930, quando Congonhas recebia aeronaves desse tipo operadas por empresas estrangeiras, como a Pan Am. A infraestrutura, como se pode notar, era muito precária, e o aeroporto só conseguiu melhorias a partir da década de 1950.

Este rolo compressor foi uma das máquinas utilizadas para pavimentação das pistas e pátios de Congonhas, nos anos 40. Várias áreas do aeroporto receberam pavimentação em paralelepípedos, ainda existente nos pátios da antiga Vasp.

Na década de 1940, o terminal de passageiros era modesto e uma pequena torre de controle já existia para controlar o tráfego aéreo. A pavimentação ainda era restrita, como se pode ver na foto, e também bastante precária. Para suportar o peso de aeronaves maiores, precisou ser inteiramente refeita várias vezes.

Essa foto, do começo dos anos 50, mostra duas aeronaves típicas da época, os SAAB Scandia e os Vickers Viscount (ao fundo). As Kombi furgão eram onipresentes no aeroporto, pois praticamente todas as empresas as utilizavam.

Na década de 1950, como se pode ver na foto, um belo jardim separava a estação de passageiros do pátio das aeronaves. Ao longo do tempo, tal jardim foi sendo reduzido até ser eliminado de vez, para o pátio acomodar aeronaves cada vez maiores.

Os Douglas DC-6, como o do foto, e os DC-4, foram os quadrimotores a pistão mais comuns em Congonhas, e foram utilizados pela Vasp, Varig, Real, Paraense, Lóide Aéreo, Panair e várias empresas estrangeiras. Nessa época, o aeroporto recebia todo o tráfego doméstico e internacional destinado a São Paulo. Somente a partir de 1960 o tráfego dos jatos comerciais internacionais foi transferido para o novo aeroporto de Viracopos, em Campinas. Congonhas nunca recebeu os grandes jatos internacionais, que operaram na BASP - Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, provisoriamente, até que Viracopos ficasse pronto.

Nessa rara foto colorida, pode-se ver um Douglas DC-4 do Lóide Aéreo, assim como o jardim que separava a estação do pátio.

Pode-se ver, nessa foto, a extensão dos jardins que separavam a estação do pátio de aeronaves. Existia uma cobertura para proteger os passageiros das intempéries até o pátio. O acesso não era tão restrito como hoje, e os passageiros circulavam no jardim, como em uma praça. Pode-se ver o grande número de curiosos que se amontoavam no teto da estação, para observar o movimento de aeronaves. São Paulo tinha pooucas opções de lazer nessa época, década de 1950, e era um programa habitual do paulistano ir ao aeroporto. O terraço era apelidado "Prainha dos Paulistanos".

Nos tempos de aeroporto internacional, podia-se ver os balcões de várias companhias estrangeiras no aeroporto, como se pode ver na foto. À época, viajar de avião era praticamente um evento social, que exigia trajes adequados, como terno e gravata para os homens, e os melhores vestidos para as mulheres.

Os Lockheed Super Constellation estavam entre os maiores aviões a pistão da época, final da década de 1950. Faziam linhas internacionais. A aeronave da REAL da foto acima voava entre Buenos Aires e Miami, com escala em Congonhas, e depois passou a voar para Los Angeles e até mesmo Tóquio, no Japão.

Os Boeing 727 e 737-200 eram típicos dos anos 70. Nessa foto colorida, pode-se ver aeronaves das empresas Aerolíneas Argentinas, Varig e Vasp.

Uma criança posa para uma foto em frente a um DC-3 da REAL, no final dos anos 50. A REAL desapareceria de cena pouco depois, absorvida pela Varig em 1961.

A Seleção Paulista de Futebol embarca em um Convair da REAL para disputar um jogo fora. Os Convair eram aeronaves confortáveis, pressurizadas, bem superiores aos DC-3 ainda amplamente utilizados na época.

O Focke Wulf 200 ddo Sindicato Condor foi o primeiro quadrimotor utilizado por uma empresa aérea brasileira. Pode-se ver na foto a precariedade do Aeroporto de Congonhas na época, década de 40.

Os Airbus A300 foram os maiores aviões de passageiros que operaram em Congonhas. Na foto, vê-se a chegada do primeiro A300 da Vasp, o PP-SNL, em 1982. Essa aeronave voou até setembro de 2004, quando foi retirada de serviço para fazer um Check D, jamais concluído. Sua estrutura oca foi desmontada, finalmente, em abril de 2012, em Congonhas.

Na década de 1950, Congonhas ganhou uma estrutura muito melhor, como se pode ver na foto, da ala internacional.

Os aviões da REAL eram onipresentes em Congonhas no final da década de 1950. A REAL foi a primeira empresa Low-Cost - Low Fare do mundo, mas terminou seus dias pouco depois, absorvida pela Varig.

Estação de passageiros do Aeroporto de Congonhas nos anos 50. Sua estrutura básica ainda existe, e compõe o centro do atual terminal.

O piso xadrez da estação de passageiros de Congonhas foi preservado até hoje, e é uma "marca registrada" do aeroporto. Nessa época, no entanto, o movimento de passageiros era muito menos do que nos dias atuais.

Vista panorâmica da antiga ala internacional do aeroporto, nos anos 70.

Saiba mais: blog do Ninja de 5/4/15 

sábado, 11 de abril de 2015

Seleção de profissionais

FAB abre 34 vagas para servidores temporários na área de certificação aeroespacial
As oportunidades são para as áreas de engenharia, administração e nível técnico. Os profissionais vão trabalhar no âmbito dos projetos F-X2 e KC-390 O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), da Força Aérea Brasileira (FAB), divulgou, no dia 10 de abril de 2015, o edital para o processo seletivo de admissão de servidores temporários mediante análise de currículo. O objetivo é atender a área industrial do IFI para apoio às atividades de certificação de produtos aeroespaciais, verificação de qualidade e compensação comercial, industrial e tecnológica no âmbito dos projetos F-X2 e KC-390. As inscrições vão de 13 de abril a 22 de maio de 2015 e devem ser feitas pelos Correios. Será considerada a data da postagem do curriculum vitae e como comprovante o aviso de recebimento do SEDEX devidamente assinado. São ofertadas 34 vagas, sendo 22 para engenheiros, 3 para administradores e 9 para técnicos. Os subsídios pagos aos aprovados varia de R$ 3.202,77 a R$ 5.818,11, para que se dediquem 40h semanais. O processo seletivo será composto de cinco fases: inscrição com remessa de documentação comprobatória, via SEDEX; análise da documentação pela comissão analisadora; classificação provisória da pontuação curricular; classificação final e convocação e assinatura de contrato. Todas as etapas do processo poderão ser acompanhadas pelo site www.ifi.cta.br. Os candidatos aprovados terão contrato assinado com o IFI com duração de um ano, podendo ser prorrogado por igual período, sucessivamente, até o máximo de quatro anos, nos termos do art. 4º, parágrafo único da Lei n° 8.745, de 09 de dezembro de 1993. Consulte edital completo clicando aqui.

Veja outros concursos da FAB: Blog do NINJA de 02/04/2015 e de 23/03/2015

sexta-feira, 10 de abril de 2015

21º CONGRESSO NACIONAL ESCOTEIRO

Entre os dias 18 e 21 de abril de 2015, São Bernardo do Campo (SP) será sede do 21º Congresso Nacional Escoteiro, juntamente com a 22ª Assembleia Nacional Escoteira e o 20º Fórum Nacional de Jovens Líderes dos Escoteiros do Brasil. Uma oportunidade para debater, trocar experiências e se atualizar sobre assuntos relevantes do Movimento Escoteiro. Além das atividades programadas, será uma oportunidade de confraternização entre irmãos escoteiros.

Onde: Cenforpe Ruth Cardoso, São Bernardo do Campo (SP)

Quando: 18 a 21 de abril

Inscrições: até 15 de abril

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Embraer

Caças Gripen brasileiros e KC390 interessam à Argentina
A Argentina pretende comprar do Brasil 24 caças Gripen NG e seis cargueiros militares do tipo KC-390, que será fabricado pela Embraer, que também participará da montagem dos jatos supersônicos em parceria com a sueca Saab. Após reunião bilateral em Buenos Aires, os ministros da Defesa dos dois países assinaram declaração conjunta iniciando conversações para concretizar o negócio. Os caças Gripen NG, projetados pela Saab, serão produzidos no Brasil em parceria com a Embraer, que tem sede em São José dos Campos (SP). A FAB (Força Aérea Brasileira) assinou contrato para a aquisição de 36 aeronaves. Os caças serão entregues entre 2019 e 2024. A maior parte das aeronaves encomendadas pela FAB será produzida em território nacional, com transferência de tecnologia.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Proteção ao Voo

Novo diretor do DECEA destaca operacionalidade no espaço aéreo
A continuidade da implantação do Programa Sirius e as operações para os Jogos Olímpicos de 2016 são dois dos desafios para o novo Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino. O oficial-general substituiu, no dia primeiro de abril de 2015, o Tenente-Brigadeiro do Ar Rafael Rodrigues Filho, que assumirá a direção da Escola Superior de Guerra (ESG). Durante a cerimônia, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, destacou as qualidades profissionais do novo diretor-geral. “Externo minha tranquilidade por constatar que suas realizações bem como sua diversificada experiência permitirão a construção de soluções seguras e objetivas para o enfrentamento das complexas questões inerentes à etapa que ora se inicia. Os inúmeros desafios, como a continuidade do processo de implantação do Sirius e os Jogos Olímpicos de 2016 irão demandar mais uma vez um hercúleo trabalho", afirmou. O comandante também ressaltou as realizações do ex-diretor-geral, como a implantação do Programa Sirius, além da navegação baseada em performance (PBN) no eixo Rio-São Paulo. "O reconhecido padrão de excelência do controle do espaço aéreo foi posto à prova durante o seu comando frente ao gerenciamento da circulação de aeronaves civis e militares durante a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude e a Copa do Mundo de Futebol. O elevado padrão de operacionalidade atingido por todo o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) não aconteceu por acaso, ele é o reflexo direto do compromisso honrado por todo o efetivo do DECEA", ressaltou.
O Tenente-Brigadeiro Aquino é piloto de caça, de helicóptero e operacional de inspeção em voo.Em sua gestão como presidente da CISCEA, foram contabilizados 1.025 projetos de sucesso, como a implantação do simulador de TWR 3D no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), a modernização de nove radares, o desenvolvimento do sistema SAGITARIO e a implementação do sistema Radar de Baixa Altura e do ADS-B nas operações off-shore da Bacia de Campos.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Tecnologia

Fapemig e Embraer investem em pesquisas aeronáuticas
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectes), estabeleceu parceria com a Embraer para investimentos de R$ 1 milhão destinados a projetos de conhecimento e inovação no setor aeronáutico do estado. Os recursos (R$ 500 mil de cada parceira) virão das leis federal e estadual de incentivo à pesquisa científica e tecnológica. O resultado almejado é a produção de conhecimento e criação de competências para o setor em Minas Gerais. O Objetivo é gerar conhecimento e inovação para impulsionar economia mineira; instituições interessadas devem apresentar proposta até 12 de maio de 2015. Para ter acesso aos recursos, as instituições interessadas devem inscrever projetos ligados à:
1) captação de energia;
2) controle de escoamento;
3) célula combustível;
4) otimização de missões complexas para aviação comercial;
5) configurações alternativas de aeronaves com propulsão distribuída;
6) eficiência energética de arquiteturas de propulsão híbrida e gerenciamento de energia térmica.
O valor dos recursos solicitados à Fapemig em cada projeto inscrito deverá ser de, no máximo, R$ 250 mil, incluindo as despesas operacionais. Serão consideradas aptas as propostas de Entidades Científicas Tecnológicas e de Inovação (ECTI's) de natureza criativa ou empreendedora – desenvolvidas sistematicamente – que visem à geração de novos conhecimentos ou aplicação inovadora do conhecimento existente.

Saiba mais: www.fapemig.br

segunda-feira, 6 de abril de 2015

EXPOFLY

Vale Sul Shopping - em São José dos Campos-SP - sedia a EXPOFLY

Exposição ocorre pela primeira vez na região e tem o objetivo de disseminar a cultura da aviação. 2 a 19 de abril, gratuito.

O Vale Sul Shopping, de São José dos Campos - SP, sedia, de 2 a 19 de abril, a EXPOFLY, que ocorrerá pela primeira vez no Vale do Paraíba e apresenta uma viagem pela história da aviação. Com uma série de atividades interativas e gratuitas na Praça de Eventos do centro de compras, a exposição da escola Flycenter, de Campinas, tem o objetivo de disseminar a cultura, o glamour e a história da aviação. “São José dos Campos possui uma grande empresa e um grande centro de estudo do segmento, o que desperta muito interesse e curiosidade da população sobre o assunto. Por conta disso, esperamos receber por volta de 20 mil pessoas no evento”, afirma o gerente de marketing do Vale Sul Shopping, Robson Mikio.
Quem visitar a Expofly terá uma experiência real da cabine do piloto de avião, terá interatividade com simuladores de voo, irá conferir uma cenografia toda especializada e conhecer aeroplanos de Santos Dumont em maquetes. Para estimular o aprendizado, haverá também vídeos culturais exibidos em uma cabine interativa.


Serviço:
Expofly – Uma Viagem pela História da Aviação
De 2 a 19 de abril
Vale Sul Shopping
Avenida Andrômeda, 227
Jardim Satélite
São José dos Campos - SP

De segunda a sexta-feira: das 14h às 20h
Sábado: das 12h às 21h
Domingo: das 13h às 21h
Evento gratuito

domingo, 5 de abril de 2015

Especial de Domingo

Neste mês de Abril, quando comemoramos os 79 anos do Aeroporto de Congonhas, selecionamos do Cultura Aeronáutica - do professor Jonas Liasch - fotos e textos sobre o tema. No próximo domingo, data do aniversário, publicaremos a segunda parte desta bela pesquisa.
Boa leitura.
Bom domingo!

Túnel do Tempo: o Aeroporto de Congonhas 40, 50 anos atrás
Inaugurado em 12 de abril de 1936, o Aeroporto de Congonhas é um dos mais movimentados aeroportos brasileiros. Situado no coração da cidade de São Paulo, o aeroporto é amado por muitos e odiado por outros. As fotos que se seguem foram tiradas, na sua maioria, nas décadas de 50 e 60, quando o cheiro da gasolina de aviação, e não o do querosene, ainda dominava nos arredores.
Essa nostálgica foto, tirada por volta de 1968, mostra o prédio principal do aeroporto e uma ainda tranquila Avenida Wahington Luiz.

As aeronaves turboélice a a pistão ainda dominavam o pátio, antes da Vasp trazer os primeiros Boeing 737.

Antes dos Electra da Varig, os Scandia da Vasp faziam a ligação de Congonhas com o Aeroporto Santos-Dumont, no Rio de Janeiro, até o início da década de 1970.

Esse corredor percorria as lojas de algumas empresas e táxis aéreos, necessários em um Brasil ainda praticamente desprovido de rodovias asfaltadas e com ferrovias já decadentes. As janelas panorâmicas ofereciam visão do pátio, mas os visitantes preferiam ficar justamente no teto desse prédio.

Antes da chegada dos Boeing 707 e dos Douglas DC-8, Congonhas recebia todos os voos internacionais com destino a São Paulo. Este DC-7 da holandesa KLM era um dos visitantes regulares do aeroporto. Nessa época, a maioria dos voos internacionais para o Brasil tinham como destino o Rio de Janeiro, e não São Paulo.

As lojas das companhias aéreas internacionais hoje desapareceram de Congonhas, mas estavam presentes cinquenta anos atrás. A Brannif, a Panair e a Pan Am só vivem hoje na história.

O pátio repleto de aeronaves. Os jatos ainda não haviam chegado, nem os Electras da Varig. Pode-se ver os Convair, DC-3 e Scandia, os mais assíduos frequentadores do aeroporto nessa época.

Sem praia para passear, o paulistano frequentava o aeroporto nos finais de semana para ver o movimento dos aviões. Esse terraço aberto era justamente chamado de "prainha". Infelizmente, já não é possível fazer isso em Congonhas , não há mais terraços abertos e nem fechados.

Havia, nessa época, jardins muito bem cuidados entre as estações de passageiros e os pátios, que davam um certo charme aos aeroportos. Hoje os pátios são frios e funcionais, e a grama e as plantas foram substituídas por esteiras de bagagem e equipamento de rampa.

Essa foto mostra a visão que se tinha da "prainha" do paulistano.

O piso xadrez do saguão de passageiros de Congonhas existe até hoje. Essa foto de 1970, mostra o saguão quase vazio. Essa tranquilidade hoje não mais existe.

Em contraste com a primeira foto mostrada nesse artigo, aqui, em 1975, os jatos já dominavam o pátio de aeronaves, e a Avenida Washington Luiz já não era tão tranquila.

Acima, pode-se ver as obras de ampliação do terminal de passageiros de Congonhas, feitas pela construtora Cetenco entre 1956 e 1959.

Os elegantes Lockheed Constellation eram os mais sofisticados aviões da época, e cumpriam grande parte dos voos internacionais. Hoje, Congonhas não opera voos internacionais.

Os Convair eram quase tão típicos nas linhas domésticas brasileiras quanto os DC-3, em 1960, mas eram mais rápidos, sofisticados e confortáveis.

A REAL foi a primeira companhia aérea de baixo custo do Brasil, e uma das primeiras do mundo. Seus Convair e DC-3 atendiam não somente as capitais, como também muitas cidades do interior, muitas das quais nunca mais foram atendidas por nenhuma outra empresa.

Um Convair da Varig estacionado atrás de um Constellation da Panair do Brasil.

Um Curtiss C-46 da Varig, ainda com a pintura antiga, taxia no pátio, enquanto um Convair da REAL está prestes a embarcar seus passageiros.

Esse Curtiss C-46 da Varig estava sendo abastecido e atendido pela manutenção, para cumprir seu próximo voo, no pátio da empresa, em Congonhas. Esse pátio ainda mantinha o calçamento em paralelepípedos de granito, que ainda pode ser encontrado em alguns lugares do aeroporto, especialmente no pátio de manutenção da antiga Vasp.

Esse Curtiss passou a operar pela Vasp quando essa empresa comprou o controle do Lóide Aéreo Brasileiro, em 1962.

Os Dart Herald da Sadia eram rápidos e confortáveis, e eram os principais aviões da empresa antes da chegada dos jatos One-Eleven, na década de 1970.

Esses grandes quadrimotores Douglas atendiam geralmente ao serviço internacional.

Os Douglas DC-6C da Vasp vieram do Lóide Aéreo. O pátio calçado com paralelepípedos ainda pode ser visto nas instalações, hoje abandonadas, da Vasp.

Essa rara e nostálgica foto colorida mostra os passageiros desembarcando de um Douglas DC-4 do Lóide Aéreo Nacional, por volta de 1959.

Vista panorâmica do terminal, da "prainha" e do jardim que separava o terminal, àquela época chamado de estação, do pátio de aeronaves.

O Dart Herald da Sadia sendo atendido pela manutenção, em 1965, antes de embarcar os passageiros para seu próximo voo. Essa aeronave, infelizmente, foi perdida em um trágico acidente dois anos depois, na Serra da Graciosa, perto de Curitiba.

Fonte das fotos: Douglas Razzaboni, Wanderley Duck, Vito Cedrini, Construtora Cetenco, IBGE, Rodolfo Waltemath, Francisco de Almeida Lopes.

Fonte: Cultura Aeronáutica - 19/2/11