Visualizações:

Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 12 de março de 2016

Cartografia Aeronáutica

A atuação dos profissionais de cartografia na Força Aérea
O Programa Especialistas da FAB mostra como é o trabalho do profissional de cartografia. O militar é o responsável pela confecção de cartas aeronáuticas para voo por instrumentos e visual, utilizadas em todo o Brasil. Durante a formação na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá (SP), o aluno recebe instruções em diversas disciplinas, como topografia e geometria espacial.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Busca e Salvamento

Exercício Carranca V, de 09 a 18/03/2016, terá militares treinando busca e salvamento
Pilotos, controladores de tráfego aéreo, resgateiros e coordenadores de salvamento estarão em Florianópolis (SC), entre os dias 09 e 18 de março de 2016, para a 5ª edição do exercício Carranca. Cerca de 350 militares aperfeiçoarão os conhecimentos sobre coordenação, execução de missões e técnicas de resgate de acidentes aeronáuticos no mar e em terra. Aviões de busca, helicópteros e um navio da Marinha estarão envolvidos em tarefas simuladas de localizar e resgatar náufragos, embarcações à deriva, aeronaves acidentadas e pilotos ejetados. “As simulações da Carranca permitem um treinamento completo de todos os envolvidos, desde o momento que uma aeronave desaparece do radar até o resgate das vítimas”, afirma o Major Fabio Lourenço Carneiro Barbosa, diretor do exercício promovido pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

O maior exercício SAR da América Latina
O treinamento realizado anualmente no Brasil é o maior do gênero da América Latina e está previsto pelo Manual Internacional Aeronáutico e Marítimo de Busca e Salvamento (IAMSAR) da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO). De acordo com o diretor do exercício, todos os 191 países signatários devem realizar treinamentos periodicamente. Neste ano, o treinamento brasileiro reforça a preparação de equipes SAR (Search and Rescue) que estarão em prontidão para emergências durante os jogos olímpicos Rio 2016. Durante o treinamento, a Força Aérea Brasileira empregará os helicópteros H-1H Iroquois, H-36 Caracal e H-60 Black Hawk e os aviões SC-105 Amazonas, P-95 Bandeirante Patrulha e P-3 AM Orion. O treinamento envolve unidades aéreas, Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (Salvaero); Grupo de Comunicações e Controle. A Marinha do Brasil também participa do exercício com representantes do Centro de Coordenação de Salvamento Marítimo do Sul (Salvamar Sul). Como signatário da Convenção de Aviação Civil Internacional, o Brasil deve prestar o serviço de busca e salvamento em toda a sua área de responsabilidade. Além de executar estes serviços na área continental, o país atua em parte do Atlântico Sul até o meridiano 10 graus Oeste. O Brasil é responsável por uma área de 22 milhões de km2. Os serviços prestados são conduzidos pelo DECEA, órgão central do SISSAR - Sistema de Busca e Salvamento Aeronáutico Brasileiro.

Voluntário NINJA
O Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - conta em sua Coordenação Geral com o trabalho voluntário do professor Lemar Gonçalves, que integrou o Esquadrão Pelicano - Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação - unidade aérea da FAB exclusivamente dedicada ao SAR, criada em 6 de dezembro de 1957. Lemar pilotou o H-19D, helicóptero pioneiro do Esquadrão Pelicano.

Fontes: FAB e Blog do Ninja

quinta-feira, 10 de março de 2016

Base Aérea de Santos

Estudantes e veteranos tratam de valores sociais em acampamento
Trocar experiências. Esse foi um dos pontos altos do 6º Acampamento de Veteranos realizado, entre os dias 3 e 6 de março de 2016, na Base Aérea de Santos (BAST). O evento é organizado em conjunto, anualmente, por representantes da Aeronáutica, Marinha e do Exército com a participação de 60 veteranos das três Forças. “O objetivo é o congraçamento entre os veteranos das forças, a prestação de serviços sociais às comunidades circunvizinhas e, principalmente, promover entre os jovens o culto aos símbolos nacionais, a disciplina, o patriotismo e o respeito ao cidadão”, explica o veterano Antônio Lázaro Villa. A BAST, que apoiou o evento este ano, recebeu cerca de 120 estudantes de 12 a 16 anos das escolas estaduais Marcílio Dias e Eduardo Gomes, do distrito de Vicente de Carvalho, em Guarujá (SP), além de escoteiros e alunos do Centro de Aprendizagem e Mobilização Profissional e Social (CAMPS) de Santos.

Valores
“Nós pudemos divulgar para os adolescentes as características da carreira militar. Mas acredito que o grande diferencial foi o intercâmbio com os veteranos, os grandes anfitriões, que passaram aos jovens suas experiências e valores”, explica o Comandante da BAST, Tenente-Coronel Carlos Alberto Panza Santos. Os organizadores promoveram diversas atividades com os adolescentes que incluíram hasteamento da Bandeira Nacional, canto do Hino Nacional, visita às instalações da BAST e palestras educativas. Também foram realizados atendimentos médicos por militares das Forças Armadas, corte de cabelo e aulas de higiene bucal. “O acampamento é um evento diferenciado para os alunos. A receptividade é muito boa entre eles, pois têm muita curiosidade sobre a vida militar. Para a escola é importante, pois os preceitos e valores transmitidos no acampamento são trabalhados em sala de aula”, ressalta a coordenadora da Escola Estadual Marechal Eduardo Gomes, Sueli de Souza Silva Ferreira. Neste ano, os organizadores do evento farão a doação de dois computadores e cerca de 100 quilos de alimentos a entidades carentes da região. 

quarta-feira, 9 de março de 2016

Código Brasileiro de Aeronáutica

Código de Aeronáutica terá atualização
O Código Brasileiro de Aeronáutica deve ser ajustado às inovações tecnológicas das últimas décadas. A legislação em vigor é de 1986 (Lei 7.565), mas hoje a comunicação dos aviões já é praticamente toda por satélite, o que exige mudanças. Também a massificação pela qual o transporte aéreo passou desde então faz com que a revisão do texto seja necessária. A reforma do código busca ainda uma base de legislação mais globalizada. Desde junho de 2015, uma comissão de especialistas foi designada pelo Senado para avaliar todos os dispositivos do código e sugerir um anteprojeto de reforma. Depois de aprovado na comissão, o anteprojeto será transformado em projeto de lei, a ser analisado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados. Uma das principais recomendações já apresentadas pela comissão é pela abertura total do setor aéreo ao capital estrangeiro. A desburocratização das atividades aeroportuárias e um novo modelo para tarifá-las também foram algumas das sugestões do grupo. A proposta é que a abertura seja feita de modo gradual, para permitir a adaptação das empresas do mercado nacional às novas regras, até que se reestruturem e possam competir em igualdade de condições. Entre os benefícios apontados pelos especialistas, estão investimentos em linhas aéreas e em táxis aéreos e a ampliação de atividades econômicas. A comissão conta com 24 membros, entre juristas, professores, engenheiros e militares, e deverá concluir seus trabalhos até 15 de março de 2016. A comissão inicialmente criou grupos de trabalho divididos em três grandes áreas: navegação aérea, organização da aviação civil e transporte aéreo. Cada um dos grupos apresentou seus estudos à comissão e sugeriu audiências.

Temas
Os especialistas ouviram órgãos do governo como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a Petrobras, representantes de companhias aéreas, de indústrias do setor aéreo, de familiares de vítimas de acidentes aéreos, da aviação experimental e da aviação aerodesportiva e de estados e municípios. Entre os temas discutidos, a participação de capital estrangeiro na aviação, a segurança dos voos, o processo de certificação de aeronaves, tarifas de voos (em especial para a Região Norte) e de serviços nos aeroportos, preço do combustível de aviação e o papel dos municípios na fiscalização do entorno dos aeroportos. Estão entre as propostas já apresentadas pela comissão: a isenção de certificação obrigatória para pequenos aeroportos; a adoção de penas mais severas para quem soltar balões e outros artefatos prejudiciais à aviação; maior apoio a familiares de vítimas de acidentes aéreos; punições mais severas a passageiros que não respeitem as regras de conduta dentro das aeronaves; mais eficiência nos processos de licenciamento e certificação das aeronaves; e o fim da indenização por cancelamento ou atraso de voos quando provocados por motivos de força maior (como condições climáticas, por exemplo).

Fonte: Agência Senado

terça-feira, 8 de março de 2016

Dia Internacional da Mulher

As mulheres na aviação civil e militar
Mais de 8 mil mulheres integram a Força Aérea Brasileira (FAB). Nas aeronaves, pistas, hangares, escolas de formação, hospitais, controle de tráfego aéreo e nas unidades administrativas as mulheres estão cada vez mais presentes na Força Aérea Brasileira (FAB). Desde 1982, com as primeiras sargentos e oficiais treinadas no CIAAR- Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, sediado em Belo Horizonte (MG), hoje elas se incorporam à Força por meio de concursos como militares de carreira ou temporários. Em 2003, a então Cadete-Aviadora Gisele Cristina Coelho de Oliveira foi a primeira mulher a voar sozinha em uma aeronave militar no Brasil. Ela pilotou um planador TZ-23 do Clube de Voo a Vela da Academia da Força Aérea(AFA). No ano seguinte, a então Cadete-Aviadora Fernanda Göertz tornou-se a primeira piloto militar a solar um avião de instrução básica (T-25) na AFA. Em 2008, a Tenente Márcia Regina Laffratta Cardoso tornou-se a primeira aviadora a ser declarada Piloto de Busca e Salvamento. Já em 2009, pela primeira vez, uma dupla feminina comandou uma missão. As tenentes-aviadoras Joyce de Souza Conceição e Adriana Gonçalves, do Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo(7º ETA), decolaram de Manaus (AM) em um C-98 Caravan em direção a Parintins (AM). Ainda em 2009, a 3º Sargento Vanessa Felix se tornou a primeira militar da Força Aérea a conquistar o brevê de paraquedista. No ano seguinte, durante a Reunião da Aviação de Asas Rotativas, a 3º Sargento Pollyana Soares de Aredes foi a primeira mulher a atirar com uma metralhadora Minigun, de um Helicóptero H-60 Black Hawk. Já em 2011, a Tenente Carla Alexandre Borges se tornou a primeira aviadora a assumir o comando de uma aeronave de caça de primeira linha da Força Aérea, o jato AMX A-1. As mulheres puderam ingressar na Escola de Especialistas de Aeronáutica a partir de 2002. A turma Império Azul, do Curso de Formação de Sargentos, recebeu 287 alunos, dos quais 56 eram mulheres. As mulheres podem ingressar na Força Aérea Brasileira, mediante exame de admissão, em vários cursos ministrados na EEAR - Escola de Especialistas de Aeronáutica, sediada em Guaratinguetá, SP; na AFA - Academia da Força Aérea, localizada em Pirassununga, SP; no CIAAR - Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica, instalado em Belo Horizonte, MG; no ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos,SP. E também por meio de concursos regionais, com formação em quartéis, para técnicos e graduados em nível superior, como militares temporários, com possibilidade de permanência por oito anos na Força Aérea.

Na aviação civil
Outras possibilidades para as mulheres na aviação é na condição de pilotos de aeronaves, comissárias de bordo ou técnicas de manutenção de aviões, a partir de curso de formação em aeroclubes e escolas de aviação. Também ocupam importantes funções na administração de aeroportos, atendimento aos passageiros, incluindo as que cursam uma faculdade de Ciências Aeronáuticas. No Brasil, pioneiras da aviação civil como Joana Martins Castilho, Ada Rogato, Thereza de Marzo, Anésia Pinheiro Machado, Lucy Lupia e tantas outras já tinham revelado ao país e ao mundo, há muito tempo, a extraordinária capacidade das mulheres também na aviação.

Fonte: FAB

AFA

As atividades diárias dos cadetes na Academia da Força Aérea
A formação dos cadetes na Academia da Força Aérea passa por uma rotina de estudos, exercícios físicos, além da formação ética e moral. O curso de quatro anos também inclui treinamentos como sobrevivência no mar e na selva, salto de emergência, entre outros. Ao concluir o curso, além do diploma nas graduações de aviação, intendência e infantaria, os cadetes recebem o título em Administração com ênfase em Administração Pública. Veja no vídeo do programa FAB em Ação como é o dia de atividades para os cadetes da AFA.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Tecnologia

Brasileiros recebem patente de material para "furtividade de aviões"
O Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) recebeu, em janeiro de 2016, a carta patente de processo de pintura que permite dar mais furtividade aos aviões, isto é, dificuldade em ser identificado por radares inimigos. A nova tecnologia é resultado de anos de trabalho de pesquisadores do instituto, localizado em São José dos Campos (SP), e parte de um projeto iniciado em 1998 denominado MARE (Materiais Absorvedores de Radiação Eletromagnética) pela Divisão de Materiais. “A patente é um reconhecimento pelo trabalho da equipe, da seriedade com que foi feito. É uma tecnologia nacional feita por brasileiros. É algo de orgulho, de importância”, avalia a professora Mirabel Cerqueira Rezende que esteve à frente do projeto e contou com aproximadamente 30 profissionais. A furtividade dos aviões funciona da seguinte forma: o material que reveste a aeronave converte a energia eletromagnética emitida por radares inimigos em energia térmica, impedindo a reflexão de sinais e assim retarda a identificação dos aviões. Segundo a pesquisadora, são poucos os países do mundo que dominam esta espécie de tecnologia, pois é usada para ter soberania. França, Inglaterra, Japão e Estados Unidos, por exemplo, desenvolveram técnicas próprias para conseguir o mesmo resultado. “É um pouco difícil porque as informações são restritas. Os países que detêm essa tecnologia não a divulgam”, explica. O desafio agora é licenciar a tecnologia para torná-la comercial. Ela pode também ser aplicada como blindagem de equipamentos eletroeletrônicos, de telecomunicações, uso médico, na aviação comercial, entre outros. O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), um dos institutos do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), por intermédio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), foi o responsável por conduzir o processo relativo à patente.

domingo, 6 de março de 2016

Especial de Domingo

Selecionamos recente publicação do excelente blog Cultura Aeronáutica, do Professor Jonas Liasch, atual Presidente do Aeroclube de Londrina. Confira o texto, as fotos e visite o Cultura Aeronáutica.
Boa leitura.
Bom domingo!

Londrina no tempo dos táxis aéreos
Em 1938, Londrina ganhou seu primeiro aeroporto, situado num terreno doado pelos irmão Palhano, próximo ao atual Patrimônio do Espírito Santo. Isso deu um novo impulso ao desenvolvimento da cidade e de toda a região, Afinal, as estradas que davam acesso ao Norte do Paraná eram de trânsito difícil: a terra roxa, tão fértil, cobrava seu preço na forma de pó ou de lama nas ruas e estradas.

Aviões Beech Bonanza da RETA no Aeroporto de Londrina
Embora alguns aviões tivessem utilizado o aeroporto logo depois de aberto, em breve o racionamento generalizado provocado pela eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, tornou o aeroporto quase deserto, e essa situação perdurou até o final da guerra, em maio de 1945. Após a guerra, o crescimento da aviação foi rápido, não somente em Londrina, mas em toda a região. As empresas aéreas regulares chegaram em 1946, e Londrina tornou-se um lugar atraente para se instalar empresas de táxi aéreo.

Aeroporto de Londrina nos primeiros tempos
Não demorou para aparecer vários operadores de táxi aéreo na região. Prestavam todo tipo de serviço, além de transportar passageiros: fotografia aérea, transporte de pequenas cargas, transporte de urnas funerárias, doentes graves, e outros. Eventualmente, faziam os chamados "voos da coqueluche", nem sempre cobrados: crianças doentes embarcavam nos aviões, que depois voavam bem alto, já que se dizia, sem qualquer embasamento médico, que voar alto, com baixa pressão atmosférica, melhorava a saúde dos pacientes. Os pequenos aviões não paravam quase nunca, a não ser por motivos meteorológicos.

Bonanzas da RETA no Aeroporto de Londrina, nos anos 60.
Uma das maiores empresas de táxi aéreo criadas em Londrina foi a RETA - Rede Estadual de Táxi Aéreo. Operando principalmente aeronaves monomotores Cessna 170, e também aviões mais potentes, como o Beechcraft Bonanza, aeronave que se tornou emblemática na região, e depois bimotores, como os Piper Aztec e os Beechcraft Baron e Twin Bonanza. Os criadores da RETA foram os comandantes Sidney Polis e Milton Jensen. O primeiro Beechcraft Baron da RETA, matriculado PP-APR, infelizmente, foi perdido num acidente em 08 de julho de 1964, ao chocar-se contra uma casa, ao fazer um voo de check de piloto, e os dois pilotos perderam a vida nesse acidente.

Hangar da RETA, em Londrina
A RETA construiu um grande hangar no aeroporto atual de Londrina, mas esse hangar foi vendido à REAL na década de 50, e transferiu-se para outro hangar próximo da Avenida Santos Dumont.

O PP-APC, Bonanza da RETA, no Aeroporto de Paranagué, em 1959 (Foto: Cmte. Flávio)
Muitos pilotos particulares se associavam para operar táxi aéreo, em pequenas organizações, como a BOA - Brasil Operações Aéreas, durante a década de 1950.

Proprietários da RETA-Rede Estadual de Táxi Aéreo, a partir da esquerda: Sidney Polis e Milton Jensen, e um dos pilotos da empresa
Outra grande empresa de táxi aéreo de Londrina foi a STAR, capitaneada pelos comandante Anélio Viecelli e Francisco Moreira da Silva, o "Chico Manicaca". A STAR foi criada em Bauru/SP, mas a empresa foi vendida e transferida para Londrina. Uma empresa de Belo Horizonte, a Imperial Táxi Aéro (ITA), também veio a Londrina nessa efervescente era da aviação geral.

Anúncio do Consórcio STAR-Contax, com aeronaves Bonanza
Posteriormente, uma empresa de Marília/SP, a Contax, uniu-se à STAR e à Imperial, formando o consórcio STAR-ITA-Contax, que, então, passou a contar com uma enorme frota de aviões. Essa empresa operou até mesmo um avião quadrimotor, o De Havilland Heron, matriculado PP-STS, que em Londrina foi apelidado de "Constellation de Baiano", já que o principal operador do tipo, no Brasil, era a empresa baiana TAS - Transportes Aéreos Salvador.

O Heron PP-STS, o "Constellation de Baiano", que voou na STAR em Londrina
Um dos pilotos da STAR-ITA-Contax foi um aviador chamado Rolim Adolfo Amaro. Rolim procurou emprego na Contax, mas essa empresa acabou vindo a Londrina para formar o consórcio com a STAR, e ele veio atrás. Conquistou a simpatia dos donos da empresa, mas não havia vaga de piloto para ele. Passou a ajudar na manutenção, a guardar e retirar aviões do hangar, e conseguiu até um pequeno aposento nos fundos do hangar. Mas não ganhava praticamente nada, se oferecia como voluntário para ajudar a limpar os Douglas DC-3 da Varig e da REAL para obter os restos do serviço de bordo dos aviões. Depois de algum tempo em Londrina, Rolim foi embora, para São José do Rio Preto.

O PT-BTA foi um dos três Beech Twin Bonanza que voaram na RETA (Foto: Cmte. Flávio)
Rolim Amaro acabou entrando no Táxi Aéreo Marília - TAM, e posteriormente adquiriu o controle da empresa, que depois se tornaria a regional Transportes Aéreos Marília, hoje TAM Transportes Aéreos, que ele tornou a maior empresa aérea do Brasil. No final dos anos 50, se, por acaso, toda a frota de táxis aéreos baseadas em Londrina resolvesse pousar na cidade, não haveria espaço para abrigar os aviões, que somavam mais de 50, sendo a grande maioria constituída de monomotores Bonanza.

Remanescente da frota de Beechcraft Twin Bonanza da RETA, o PT-BXL encontra-se em restauração. A RETA teve três aviões do tipo: PT-BXL, PP-APQ e PT-BTA
Essa era dos táxis aéreos estava longe de ser ordeira. Muitos pilotos não recusavam missões bem perigosas e nem mesmo voos de contrabando para o vizinho Paraguai. Os produtos contrabandeados eram, principalmente, café, do Brasil para o Paraguai, e, no rumo contrário, uísque e cigarros, nada de tráfico de drogas, hoje muito comum. Esses pilotos se autodenominavam "Legião Estrangeira". O asfaltamento das rodovias do Norte do Paraná, a partir de 1958, e a grande geada de 1963, que destruiu muitos cafezais, fez diminuir drasticamente a procura por táxi aéreo, e os aviões partiram para outras fronteiras. A RETA mandou aeronaves para Redenção, no Pará, e depois para outras cidades da região do Rio Tocantins, que começavam a era dos garimpos. A empresa acabou transferindo sua sede para Curitiba. A STAR acabou se dissolvendo, e somente no final da década de 1980 é que outros operadores de táxi aéreo voltaram a se interessar por Londrina, e algumas empresas se estabeleceram na cidade, como a Catuaí Táxi Aéreo, a Seven Táxi Aéreo e a American Táxi Aéreo, todas, no entanto, bem menores que as suas congêneres dos anos 50 e 60.

Autor: Jonas Liasch

Fonte/Visite: Cultura Aeronáutica

sábado, 5 de março de 2016

Aviação Agrícola

Curso de Prevenção de Acidentes na Aviação Agrícola
Estão abertas até o dia 27 de maio de 2016, as inscrições para a sexta edição do Curso de Prevenção de Acidentes Aeronáuticos - Aviação Agrícola (CPAA-AG), que será realizado pelo Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA V), em Canoas (RS).O encontro ocorre entre os dias 25 julho e 5 de agosto de 2016. Para participar, o candidato deverá solicitar matrícula pelo site do CENIPA e formalizar a sua inscrição, conforme indicação da empresa ou organização em que trabalha, informando dados como o nome completo e o CPF. O programa de aulas do curso contempla vários temas teóricos, incluindo as normas do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER), além de exercícios práticos relacionados à vistoria de segurança de voo e ao Relatório de Prevenção (RELPREV). O objetivo do curso é difundir conhecimentos básicos de prevenção, preparando profissionais para atuar e fazer a diferença na redução dos índices de acidentes, contribuindo para elevar a segurança da operação aeroagrícola. O CPAA-AG é o único curso voltado para operadores aeroagrícolas na America do Sul. Sua primeira edição ocorreu em 2009, tendo sido apoiado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande Sul (PUCRS) nas três primeiras edições. Os candidatos que não tiverem vínculo com a aviação agrícola, e por alguma razão desejarem fazer curso, devem formalizar a solicitação ao SERIPA V. Mais informações podem ser obtidas pelo email inscricao@seripa5.aer.mil.br e pelo telefone (51) 3462-1333. As vagas são limitadas.


sexta-feira, 4 de março de 2016

ARP - Aeronave Remotamente Pilotada

Celesc projeta drone para inspeção em linha de energia
A Celesc Distribuição desenvolve projeto com o Instituto de Estudos e Gestão Energética (Inerge) de uma ARP - Aeronave Remotamente Pilotada para inspeção autônoma de linhas aéreas de transmissão e distribuição de energia elétrica. Segundo a área de P&D da companhia, o projeto deve levantar voo em breve. Atenta ao crescente uso de drones, a Celesc - Centrais Elétricas de Santa Catarina convidou o consultor e instrutor da DCA-BR Luiz Munaretto, engenheiro e piloto da reserva da Aeronáutica, para falar sobre o mercado crescente de drones. Conforme Munaretto, o mercado de drones e outros veículos não tripulados está estimado em R$ 10 bilhões por ano.

Fonte: Diário Catarinense

quinta-feira, 3 de março de 2016

Concurso para nível superior na FAB

Aeronáutica abre inscrições para profissionais de nível superior
Oportunidade - como oficial - para formados (ambos os sexos) em Odontologia, Engenharia, Farmácia, Administração, Análise de Sistemas, Enfermagem, Jornalismo, Pedagogia, 
Psicologia, Direito, Serviço Social.

A Força Aérea Brasileira (FAB) acaba de lançar quatro editais para exames de admissão, que contemplam 25 profissões de nível superior. Ao todo, foram abertas 50 vagas. As inscrições para os processos seletivos acontecem do dia 03 ao dia 23 de março de 2016 (até as 15 horas do último dia, horário de Brasília-DF) e devem ser feitas no site do CIAAR. A taxa de inscrição é de R$ 120,00. Para participar dos exames de admissão de Dentistas, Engenheiros e Farmacêuticos, os candidatos não podem completar 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2017. Os profissionais que participarem do exame de admissão para o Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio deverão ter no máximo 32 anos em 31 de dezembro de 2017.

Provas
O processo seletivo é composto de provas escritas (língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral (somente para dentistas e farmacêuticos) e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia 05 de junho de 2016. Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Belo Horizonte (MG), durante aproximadamente 17 semanas. Após a conclusão do curso com aproveitamento o aluno será nomeado Primeiro-Tenente e receberá um salário inicial bruto de R$ 8.877,60.


quarta-feira, 2 de março de 2016

Fotografia

KC-390 em ala com a Esquadrilha da Fumaça
Veja coleção de fotos - da Agência Força Aérea - do lançamento do Embraer 190 E2, dia 25 de fevereiro de 2016, em São José dos Campos (SP).

Do show aéreo relativo ao evento participou o protótipo do cargueiro KC-390 voando em ala com a Esquadrilha da Fumaça. O treinamento para essa demonstração foi divulgado, em primeira mão, pelo blog do NINJA no dia 23/02/2016.

Saiba mais: Blog do NINJA de 23/02/2016 e 26/02/2016

terça-feira, 1 de março de 2016

Museus

O primeiro Boeing 727, de 54 anos, faz último voo para ficar no Museu da Aviação
O primeiro 727 a sair da fábrica da Boeing, há 54 anos, fará seu voo de despedida nesta terça-feira, 1º de março de 2016, para virar peça de museu. A aeronave voará cerca de 50 quilômetros no Estado de Washington, no noroeste americano, para ficar de vez no Museu da Aviação, que já prepara os festejos pelo centenário da Boeing, em julho. O primeiro voo foi em 9 de fevereiro de 1963, dois meses e meio depois de pronto. Ficou em testes por um ano e foi entregue à United Airlines em outubro de 1964. Até 1991, quando se aposentou, o 727 voou quase 65 mil horas, fez 48 mil aterrissagens e carregou três milhões de passageiros.

O mais vendido nos anos 70 e 80
O modelo Boeing 727 foi feito por encomenda da United, da American e da Eastern Airlines, desejosos de um jato de médio porte, porém potente, para atender cidades pequenas, com pistas curtas. A cauda em T, novidade para a época, e as três turbinas causaram desconfiança nos compradores, o que levou a Boeing a fazer um ‘tour’ de 100 mil quilômetros, para demonstrações. A partir daí, os pedidos apareceram e o 727 foi o jato mais vendido nos anos 70 e 80. A Boeing fabricou 1.832 unidades desse modelo, o primeiro a bater a marca de mil aeronaves. Hoje, há 69 Boeing 727 em atividade, inclusive no Brasil.

Características
O Boeing 727 transporta três tripulantes e 189 passageiros.
Tem comprimento de 46,69 metros; Envergadura de 32,92 metros; Altura de 10,36 metros.
Peso máximo de decolagem: 95 toneladas.
Trijato com motores Pratt & Whitney JT8D-17R.
Velocidade de cruzeiro: 1.102 km/h (0.9 mach).
Autonomia: 4.509 km.
Teto máximo: 13.000 metros.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Aeroportos

Viracopos começa a operar novo terminal 1
O novo Terminal 1 do Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), começa a operar voos nacionais, a partir de hoje, 29 de fevereiro de 2016, com testes de ocupação, pela companhia aérea Azul, do Píer C. O objetivo é testar os sistemas e infraestrutura antes de levar mais voos para o novo terminal. Espera-se que todos os voos nacionais estejam no Terminal 1 até o final de março de 2016. As obras sofreram atrasos e deveriam ter sido concluídas à época da Copa do Mundo de 2014.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Especial de Domingo

Sempre contamos com a linguagem clara e didática do Lito - editor do Aviões e Músicas - para as atividades com os Ninjas. Na seleção de hoje confira, em texto e vídeo, o Lito ilustrando temas complexos, com sua natural leveza e bom humor.
Boa leitura.
Bom domingo!

O embuste da cápsula de sobrevivência, versão 2.0
E aconteceu novamente. Todos estão falando de como vidas poderão ser salvas com um conceito “inovador” do engenheiro ucraniano Tatarenko, a famosa cápsula que se separa do avião e salva os passageiros deixando os pilotos à própria sorte. Antes fosse só esse o problema. Na primeira versão do projeto a cápsula era interna à fuselagem, e como eu expliquei no vídeo abaixo, havia tantos erros e problemas a solucionar que a ideia nunca sairia do papel (e jamais sairá, não interessa o quanto vocês me critiquem). Então o engenheiro corrigiu (?) conceitos fundamentais que estavam errados e lançou o novo modelo na web, com conceitos ainda mais errados e com cobertura ainda mais abrangente das redes sociais. Vejamos alguns pontos errados desse novo design na imagem abaixo.

Erro de design fundamental

1) Qualquer engenheiro de primeiro semestre do curso de aeronáutica sabe que uma deriva (cauda) em “T” requer reforços extraordinários na estrutura de um avião, e tudo se torna muito pesado. O sr. Tatarenko, que deve ter descoberto uma fórmula para anular a gravidade, construiu uma cauda em “T” em cima de algo que não tem qualquer suporte, uma “tripa” estreita de pseudo fuselagem. O que será que impede a estrutura do Tatarenko de cair de bunda ou não entortar a “viga” horizontal?

2) As linhas hidráulicas para atuar os comandos de voo vão correr por cima da cabeça dos passageiros? E os reservatórios de óleo, onde ficarão?

3) Uma das estruturas que mais sofrem esforço durante o voo é o estabilizador vertical (e não é a toa que ele é daquele tamanho). O leme de direção que fica em sua parte posterior, ao atuar provoca uma enorme força para tirar o nariz de sua trajetória. Esta força é distribuída pelo cone de cauda e pelos pontos de fixação na fuselagem. No projeto do Tatarenko, na primeira curva em que o leme se movimentar, a cauda vai se romper fácil fácil, [sarcasmo on] aí espero que a cápsula funcione [sarcasmo off].

4) Belo trem de pouso, mas onde ele vai ser guardado após o recolhimento? Isso não ficou claro pra mim, pois não cabe no alojamento desenhado. Por outro lado eu sou apenas um cara chato que não enxerga que o engenheiro visionário quer salvar vidas. Um outro ponto que não me sai da cabeça é que o indivíduo manipula dados de estatísticas oficiais e fornece informações erradas para auxiliar em seu argumento. Vejam esta imagem com um trecho do vídeo dele:

Estatística mentirosa

O engenheiro informa que de acordo com a ICAO, 71% dos acidentes ocorrem na fase de voo de cruzeiro. Como eu não sou de passar informações sem mostrar a fonte, eis o link oficial da Boeing que mostra um relatório de acidentes catalogados por fase de voo, do qual tirei a imagem abaixo.

Fonte: ICAO e Boeing

Apenas 13% dos acidentes fatais ocorreram em voo de cruzeiro. O engenheiro inflou o número para 71%, está de parabéns. Claro que nenhum órgão grande de mídia parou para ver esses detalhes, o que importa é espalhar a notícia de que os passageiros serão salvos (pânico reverso). Vejam, o Tatarenko chegou a copiar uma patente da Airbus, em que a cabine de passageiros seria embarcada remotamente e encaixada no avião – mas como a Airbus tem vergonha na cara, não faria a cabine se soltar em voo para salvar vidas. Aliás, percebam no desenho que a Airbus pelo menos leva as leis da física e esforços estruturais em consideração, com metade da fuselagem permanecendo em seu lugar.

Patente de cabine destacável da Airbus – via Wired

Meu texto ficaria bem tedioso se fosse descrever a lista de outros detalhes impraticáveis no projeto do Tatarenko, e como tem gente que não entende mas tem FÉ que se pode quebrar as leis da Física (milagres acontecem não é?), deixo abaixo uma coletânea com comentários técnicos no Youtube refutando meu vídeo.

Para vocês amigos, deixo o e-mail do engenheiro, que precisa de ajuda de quem acredita no projeto para concretizá-lo (ele poderia ter colocado a ideia no Kickstarter, não é? Alguém sabe por que ele não o fez?;) 

tatarenkopark@gmail.com

Vão lá, saiam do Youtube e invistam seu suado dinheiro:), muito embora entre o Tatarenko e o email da herança nigeriana, a segunda opção é até mais viável. Entre um gole de vodka e outro, imagino o sr. Tatarenko morrendo de rir ao perceber quanta gente leva a sério seus devaneios.



Visite: Aviões e Músicas

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Concurso para sargentos da FAB

FAB tem vagas em dois concursos da EEAR
A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu as inscrições, até o dia 17 de março de 2016, para o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento da Aeronáutica (EAGS-B). O candidato não pode ter menos de 17 anos e nem completar 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2017. Além disso, deve comprovar a conclusão do ensino médio e de curso técnico de nível médio na especialidade a que concorre, conforme previsto em edital. O processo seletivo é composto por provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. Se aprovado em todas as etapas, o candidato será classificado e realizará o curso na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP). Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno será nomeado Terceiro-Sargento e receberá salário inicial em torno de R$ 3 mil.

Vagas:
Administração: 3;
Enfermagem:31;
Eletricidade:8;
Eletrônica: 40;
Pavimentação:6;
Sistemas de Informação: 25;
Topografia:6.

Curso de Formação de Sargentos
A partir do dia 08 de março de 2016 também estarão abertas as inscrições para o Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica (CFS-B). Neste caso não é requerido curso técnico; apenas o ensino médio. Para o CFS o aluno estudará durante dois anos da EEAR.

Saiba mais:
Blog do NINJA do dia 09/02/2016  

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Embraer / E-Jet E2

Embraer 190-E2, jato de segunda geração, é lançado com show aéreo
O E190-E2, o primeiro modelo da segunda geração de jatos da Embraer, foi lançado ontem, quinta-feira, 25/02/2016, no aeroporto de São José dos Campos (SP), sede da empresa. A solenidade contou com um show aéreo realizado por aeronaves fabricadas pela empresa, tendo como destaque o voo do protótipo do cargueiro KC-390 que voou em formação com a Esquadrilha da Fumaça.

A nova família de jatos é formada por três modelos com capacidades entre 86 e 134 passageiros. O primeiro E2, de 267 encomendas, deverá ser entregue em 2018. O voo inaugural poderá ocorrer no segundo semestre de 2016. As alterações mais significativas em relação à primeira família de jatos Embraer, estão na asa e no motor. Estima-se que os novos aviões gastarão 16% menos combustível que os anteriores e os custos com manutenção serão 20% menores. Os jatos terão motores de última geração de alto desempenho que, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas, resultarão em melhoras significativas no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo. O E190-E2 terá o mesmo número de assentos do atual E190, podendo ser configurado com 97 lugares em duas classes de serviço, ou 106 em classe única. Além disso, haverá aumento significativo de 800 quilômetros no alcance com capacidade cobrir distâncias de mais de cinco mil quilômetros.

Saiba mais: Blog do NINJA de 23/02/2016 e de 25/02/2016

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Embraer / E-Jet E2

Hoje, 25/02/2016, apresentação do E190-E2, da segunda geração de jatos Embraer
A principal fabricante brasileira de aeronaves, a Embraer, realiza, hoje, 25 de fevereiro de 2016, às 09h45, a apresentação oficial do E190-E2. O evento, denominado de rollout, marca o início da segunda geração de jatos, com a saída simbólica do primeiro avião do hangar de produção, em São José dos Campos (SP). O programa dos E-Jets E2 foi lançado em junho de 2013 e já alcançou uma carteira de 267 pedidos firmes, além de 373 opções e direitos de compra, tendo entre seus clientes companhias aéreas e empresas de leasing. Os jatos terão motores de última geração de alto desempenho da Pratt & Whitney PurePowerTM Geared Turbofan (PW1700G no E175-E2 e PW1900G no E190-E2 e E195-E2) que, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas, resultarão em melhoras significativas no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.

Demonstração aérea
Durante a solenidade haverá o sobrevoo de esquadrilhas formadas por aparelhos fabricados pela empresa. Na última terça-feira, 23, como publicou em primeira mão o Blog do NINJA, houve um treinamento dessas esquadrilhas, especialmente para a solenidade do rollout. O cargueiro KC-390 voará em formação com sete aeronaves Super Tucano A29 da Esquadrilha da Fumaça. Um E-120 Brasília liderará um voo com um E190 e uma Legacy, enquanto um Legacy fará sobrevoo acompanhado de um Phenom.

Acompanhe o rollout do E190-E2 em tempo real: www.embraer.com.br , dia 25 Fev 2016, às 09h45.

Saiba mais: Blog do NINJA de 23/02/2016  , 18/02/2016  e 12/01/2016 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

ITA - Aula Magna 2016

Relação entre tecnologia e consumo é tema de aula magna do ITA
A abertura oficial do ano letivo no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), foi realizada segunda-feira (22/fevereiro) com a aula magna do presidente em exercício da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos): Pedricto Rocha Filho. O palestrante falou sobre a relação entre a tecnologia e o consumo na palestra intitulada “Do Big Bang à biomassa: a descompassada marcha energética da natureza, da tecnologia e do consumo”. “A tecnologia está à disposição do ser humano para dominar as forças da natureza para usar em benefício do ser humano. Quando ela foge desses limites e passa ao incentivo de um consumo podemos trazer grandes desequilíbrios ecológicos. Então, é importante que essa geração, que vai enfrentar muito isso no futuro, traga esses aspectos dentro do seu pensamento”, destacou o professor. O professor também destacou que o ITA é uma instituição de referência e que forma “uma elite nacional”, jovens que atuarão em diversos segmentos da sociedade e que desde já devem considerar o meio ambiente nos projetos de inovações tecnológicas. Para o presidente da Finep, exemplos como o “ITA devem ser, de alguma forma, reproduzidos no Brasil” para que se possa sair de momentos de crise usando o conhecimento. Outro aspecto destacado foi a relevância da questão da educação e da ciência e tecnologia para o desenvolvimento de um país. “Neste aspecto, o Brasil tem um parque científico e inovador muito importante e intenso. E esse parque tem que ser colocado, de alguma forma, em mais evidência para mostrar o que está fazendo e o que está trazendo de benefício para o País”, argumentou. A FINEP, empresa pública ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação; tem como missão promover o desenvolvimento econômico e social do Brasil por meio do fomento público à Ciência, Tecnologia e Inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas.

Destaque de engenharia
Antes da aula magna, os alunos do ITA que foram destaques em 2015 foram homenageados. O Tenente Bernardo Moscanini Fabiani, 23 anos, recebeu sete prêmios, entre eles o de melhor trabalho final de graduação das seis engenharias oferecidas pelo instituto. Formado engenheiro eletrônico, Bernardo encontrou na pesquisa uma resposta a necessidade de desafios. “Sou movido pelas coisas que não sei fazer”, explica sobre os novos desafios da carreira de pesquisador do Instituto de Estudos Avançados (IEAV) e líder de equipes. Agora, ele se dedica a aprimorar o processamento de imagens de radar de abertura sintética (usado em imageamento para cartografia, entre outros) e também segue seus estudos como mestrando no ITA. Para ele, que representa uma nova geração de pesquisadores brasileiros, os prêmios representam um reconhecimento ao esforço pelos cinco anos de estudo. Mas, por outro lado, ele pensa que a qualidade do trabalho final de curso e o alto rendimento (obteve média geral nos últimos três anos acima de 9,5) foram resultado da estrutura que apoio que teve. “Sinto que estou retribuindo tudo o que me foi dado”, conta sobre o ensino de qualidade, alojamento, alimentação, oportunidades e ainda remuneração enquanto estudava.

Sobre o palestrante
O professor e engenheiro Pedricto Rocha Filho assumiu a presidência da Finep em janeiro deste ano. É mestre em mecânica pela PUC- RJ e doutor pelo Imperial College da Universidade de Londres. Professor e ex-diretor do Departamento de Engenharia Civil da universidade carioca desde 1979, Pedricto Rocha Filho já foi diretor-presidente da FAPERJ, subsecretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro e coordenou inúmeros convênios com instituições nacionais e internacionais. Integrou a Comissão de Implantação da Universidade do Norte Fluminense. É também professor-visitante da University of Tokay (Japão), University of Trondhein (Noruega), University of Alberta e Building Research Station (Reino Unido).

Fonte: FAB

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ninja Direto!! Embraer

Aviões treinam demonstração para o lançamento do E-Jet E2, em São José dos Campos, SP

Aviões da Embraer do tipo Brasília, A29, Legacy, Phenon e KC-390 fizeram treinamento de voo em formação nas imediações do aeroporto de São José dos Campos, SP, na manhã desta terça-feira, 23 de fevereiro de 2016. O protótipo do cargueiro KC390 liderou uma formação da qual faziam parte sete aviões da Esquadrilha da Fumaça.

Um E-120 Brasília liderou outra formação tendo na ala um Embraer 190 e um Legacy, enquanto um Legacy voava junto com um Phenom.

Treinamento para demonstração
Os voos constituíram treinamento para a solenidade de lançamento da segunda geração de jatos da Embraer, os E-Jet E2, que será nesta quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016, na sede da empresa, em São José dos Campos, SP. A entrega do o primeiro E190-E2 está prevista para o primeiro semestre de 2018. O modelo E195-E2, o maior da família, entrará no mercado em 2019. O modelo E175-E2, está planejado para 2020, completando o programa de atualização da linha E-Jets.

E-Jets E2 
O programa dos E-Jets E2 foi lançado em junho de 2013 e já alcançou uma carteira de 267 pedidos firmes, além de 373 opções e direitos de compra, tendo entre seus clientes companhias aéreas e empresas de leasing. Atualmente, a família de E-Jets opera com cerca de 70 clientes em 50 países. O programa E2 reforça o compromisso da Embraer em investir continuamente na linha de jatos comerciais e manter a liderança de mercado no segmento de 70 a 130 assentos. Os jatos terão motores de última geração de alto desempenho da Pratt & Whitney PurePowerTM Geared Turbofan (PW1700G no E175-E2 e PW1900G no E190-E2 e E195-E2) que, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas, resultarão em melhoras significativas no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo.

Texto e fotos: Redação do NINJA 

Saiba mais: Blog do NINJA de 18/02/2016 e de 12/01/2016