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Voar é um desejo que começa em criança!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

UbatubaSat

Alunos assistem no INPE o lançamento do satélite desenvolvido em escola pública de Ubatuba
Às 8h50 (hora de Brasília) desta segunda-feira (16/1), o satélite desenvolvido por estudantes de uma escola pública de Ubatuba (SP) será colocado em órbita definitiva a partir do módulo japonês da Estação Espacial Internacional (ISS). O professor de matemática Cândido Oswaldo de Moura, idealizador e coordenador do projeto na Escola Municipal Tancredo Neves, de Ubatuba (SP), e seus alunos acompanharão tudo pela internet ao lado da equipe de engenheiros e especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP). O evento será transmitido ao vivo pelo canal da agência espacial do Japão (JAXA) no YouTube. O Tancredo-1, um nanossatélite de aproximadamente 600 gramas, foi construído por estudantes de 10 a 15 anos com o suporte técnico do INPE. O projeto da escola pública, batizado de UbatubaSat, tem ainda o apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), que arcou com os custos dos testes e do voo do satélite para estação espacial. O Tancredo-1 foi lançado em 9 de dezembro para a ISS por um foguete da JAXA dentro de um adaptador TuPOD, de fabricação italiana. Agora, o nanossatélite dos estudantes brasileiros será finalmente ejetado do TuPOD para o espaço. Em órbita, a uma altitude de cerca 400 km da Terra, o Tancredo-1 transmitirá dados de telemetria e mensagem gravada pelos estudantes brasileiros e radioamadores. Além disso, o satélite leva a bordo um pequeno experimento para estudo da formação de bolhas de plasma, preparado pela Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas (CEA) do INPE. "Em 2010, quando tivemos a ideia, nossa motivação foi a oportunidade de os alunos serem os mais jovens do mundo a estarem integrados em um projeto espacial, em contato direto com o INPE", diz o professor de Ubatuba. O projeto UbatubaSat continua e os estudantes esperam lançar outros satélites. Para o INPE, a iniciativa se alinha à sua missão de difundir conhecimento e incentivar novos talentos para a área espacial.

Maquete para crianças
O gosto pelas atividades espaciais e pela Ciência em geral pode ser desenvolvido desde cedo de forma criativa e lúdica. Está disponível no site do INPE um modelo de maquete do UbatubaSat para que as crianças possam montar em papel seu próprio satélite.

Fonte: www.inpe.br

Transporte Aéreo

Governo investirá em aeroportos e aviação regional
O governo já tem uma versão preliminar da nova medida provisória que tira as restrições ao capital estrangeiro nas companhias aéreas. Além disso, pretende relançar, ainda em janeiro de 2017, o programa de aviação regional, com obras em 58 aeroportos e investimentos de R$ 300 milhões neste ano. A "MP do Turismo", como está sendo chamada no Palácio do Planalto por ter um pacote de incentivos ao setor, incluirá dispositivos ligados à aviação. O texto ajustará as regras para subsídios a voos regionais. Em um primeiro momento, os benefícios ficarão apenas na Amazônia Legal. As subvenções valerão para até 60 assentos por voo, o que estimula o uso de equipamentos de menor porte nas rotas, como aviões da Embraer. Aeronaves maiores, como modelos Boeing 737-800 da Gol ou Airbus A320 operados pela TAM, tornam-se menos competitivas para a aviação regional porque teriam - proporcionalmente - menos passageiros subsidiados a bordo. Apenas uma empresa poderá receber o benefício por voo e serão feitos chamamentos públicos para ver quem está disposto a fazer a operação com menos recursos. Será necessário ligar cidades amazônicas até aeroportos com "conectividade" para outras regiões, como é o caso de Manaus, Cuiabá e Porto Velho. No lançamento do programa de aviação regional, Temer e sua equipe pretendem transmitir a mensagem de que houve um enxugamento do número de aeroportos contemplados com reformas e obras de modernização justamente para garantia sua viabilidade. O artigo que dispõe sobre capital estrangeiro é bastante simples e permite a elevação do limite até 100%. Hoje o teto é de 20%.

Fonte: Jornal Valor Econômico

domingo, 15 de janeiro de 2017

Especial de Domingo

Novamente, publicamos conteúdo sobre o pioneiro avião São Paulo e seu genial inventor, Dimitri Sensaud de Lavaud.
Boa leitura.
Bom domingo!

O AVIÃO SÃO PAULO

Dimitri Sensaud de Lavaud(1882-1947) inventor e engenheiro de ascendência francesa, nascido na Espanha, naturalizado brasileiro, construiu o primeiro avião nacional. Filho do casamento de um francês com uma russa, antes de se mudar para o Brasil, viveu na Suíça, Turquia e Grécia. Em Osasco desde 1898, a família Lavaud se instalou no chalé Bricola, construído menos de uma década antes pelo banqueiro Giovanni Bricola, no alto de um morro em uma área então distante do centro urbano. Esta residência, onde hoje está instalado o museu “Dimitri Sensaud de Lavaud”, nos remete a um passado que a glorifica.É um casarão muito luxuoso para a época. A memória do primeiro proprietário está presente nas portas de entrada e nas janelas que dão para o fundo do casarão com as iniciais do seu nome em metal. Giovanni Bricola residia em São Paulo e o utilizava como casa de campo. Na época de sua inauguração era cercado de árvores frutíferas entre elas muitas pereiras, que perduraram até o início dos anos sessenta.


A família Sensaud de Lavaud foi a segunda a residir ali, onde Dimitri se dedicou ao ambicioso projeto de construção de um avião. Seu pai comprou uma olaria e, em seguida, tornou-se sócio de indústrias de cerâmica da região.

Ainda adolescente, Dimitri Lavaud já se dedicava a leitura de livros técnicos, construir barcos a vela e a jogar xadrez.
Em 1903 casa-se com a brasileira Bertha Rachoud.
Aos 26 anos, iniciou os projetos e cálculos para a realização de seu sonho: projetar e construir um avião. O aeroplano São Paulo, cujo esqueleto media 10,2 metros de comprimento por 10 metros de envergadura, ficou pronto em fins de 1909, e todas as suas peças foram feitas no Brasil.

"Ele era nosso Thomas Edison, um homem fantástico", compara o engenheiro civil Pierre Arthur Camps, citando o célebre inventor norte-americano. Camps, cujo avô era irmão da sogra de Lavaud, sempre foi um admirador da história do aviador. Em 2007, construiu uma réplica do São Paulo, doada ao Museu Asas de Um Sonho, mantido pela companhia aérea TAM na cidade de São Carlos, interior do Estado de São Paulo. "Levei um ano para construir o avião, com base em desenhos da época" , recorda-se. "Precisei reprojetá-lo."


Dimitri Sensaud de Lavaud era aficionado por engenharia mecânica e encomendara na Europa dezenas de publicações científicas. Muito curioso, Dimitri pesquisava tudo sobre aviação. É provável que tenha conhecido Santos Dumont, pois Victor Brecheret tinha uma casa no bairro de São Francisco, que faz divisa com Osasco, onde recebera a visita de Dumont. Em Osasco, naquela época, havia muitas chácaras. Os modernistas, Oswald e Mario de Andrade e Tarsila do Amaral, frequentemente passavam os finais de semana no bairro paulistano.

Dimitri já era casado quando em 1909, carregando seus rascunhos, se dirigiu à oficina Graiy Martins, que se localizava em frente à estação Júlio Prestes, em São Paulo. Procurava um mecânico habilidoso, capaz de transportar para o metal o seu projeto do motor. Indicaram-lhe Augusto Fonseca, um mecânico experiente, mas como este cobrou muito caro pelo trabalho, ele acertou com Lourenço Pellegatti, um jovem de dezessete anos que, apesar da pouca idade, já se destacava como um bom profissional.
No domingo seguinte, Pellegatti, que morava na Lapa, foi de bicicleta ao chalé onde moravam os pais do amigo. E, já naquele domingo, os dois se entregaram de corpo e alma à construção do avião. Era tanto o entusiasmo que o jovem mecânico não voltou para casa, deixando os pais apreensivos. Dias depois, seu irmão mais velho o localizava em Osasco, tão preocupado com os rumos da construção do avião que não se dera conta da preocupação que seu desaparecimento provocaria nos familiares.
O inventor continuava seus estudos e, muitas vezes, acordava o mecânico em plena madrugada, para mostrar-lhe alguma nova descoberta no projeto em andamento. Quando Pellegatti discordava dele, ofendia-o, com o carregado sotaque francês que adquirira em família. Mas, logo depois, pedia desculpas ao reconhecer que o amigo mecânico estava com a razão.
O comendador Evaristhe Sensaud de Lavaud, pai de Dimitri, possuía uma oficina mecânica muito bem montada, na Cerâmica Osasco, de sua propriedade. No entanto, as peças requeriam a utilização de tornos muito delicados, que não existiam em sua oficina. Para isso, o inventor recorreu à oficina de reparos de papelão Sturlini–Matarazzo, localizada na Rua da Carteira, em Osasco, assim denominada porque na época ali se fabricavam carteiras. Atualmente, essa rua se chama Narciso Sturlini.

Ali realizou a maior parte do trabalho. Depois os dois se transferiram para a “Garagens Reunidas”, na Rua Florêncio de Abreu, centro de São Paulo, onde concluíram a construção do aparelho.A montagem final aconteceu em Osasco.


Dimitri e Pellegatti realizaram algumas experiências com o motor, mas foram todas frustradas. Desiludidos, abandonaram o projeto por mais de um mês. Algumas peças dos cilindros eram muito delicadas e precisaram ser substituídas para que o motor funcionasse de forma satisfatória. Durante vários dias, novos testes e, depois de um trabalho exaustivo tanto na colocação como na regulagem dessas peças, conseguiram alguns resultados positivos.


No dia três de janeiro de 1910, Sensaud de Lavaud, Lourenço Pellegatti e outros auxiliares que, entusiasmados, haviam se associado aos dois naquela tarefa, viram finalmente o motor funcionar ininterruptamente por duas horas.


Finalmente, em 7 de janeiro, o piloto Dimitri Sensaud de Lavaud, calmo e sorridente, dá sinal para que as pessoas se afastem, deixando o caminho livre para sua passagem. Partindo muito rápido, o avião levanta voo. Deslizando 70 metros sobre o terreno da rampa, que atualmente dá visão para a Avenida João Batista, Dimitri chega a uma altura de 3 a 4 metros do chão. Percorreu cerca de 105 metros em 6 segundos e 18 décimos.De repente o motor parou, o que causou uma aterrissagem brusca, danificando as rodas dianteiras. Dimitri, que nada sofreu, sai do avião indignado, mesmo enquanto o público o aclamava.Tentando explicar ao público que pretendia ter voado mais de 10 segundos, acabou falando com ele mesmo já que as pessoas não deram ouvidos. Não era para menos, afinal, naquele instante, tornava-se o primeiro piloto do continente sul-americano a levantar voo numa máquina mais pesada do que o ar, construída com projeto, mão de obra e matéria-prima totalmente brasileiras.


No dia seguinte, a história foi contada pelo O Estado de São Paulo, sem economia de adjetivos, e a foto do aviador ficou exposta na vitrine da sede do jornal.


Assim, foi inaugurada a aviação em toda a América do Sul e Dimitri mostrou que sonhos poderiam se transformar em realidade. Ele iria tentar mais três voos no Brasil com duas aeronaves diferentes – sem sucesso. Uma invenção casual, no entanto, transformou sua vida. Ao tentar consertar o primeiro avião, num golpe de sorte, Lavaud descobriu uma forma de fabricar tubos em larga escala. A invenção foi patenteada, e ele criou a Companhia Brasileira de Metalurgia.

Em 1916, trocou o Brasil pelo Canadá. Na década de 20, mudou-se para a França - onde se estabeleceu até a sua morte, em 1947.

Durante a Segunda Guerra Mundial, chegou a ser preso, a mando dos alemães, para que contribuísse com conhecimento tecnológico. A embaixada brasileira na França atuou por sua libertação.


Além de aviador, Dimitri foi um inventor prolífico e um personagem importante do Século XX. Com mais de mil patentes registradas, ele revolucionou a indústria mundial de tubos metálicos e trouxe inovações para outras áreas, como a automobilística e a própria indústria da aviação. Em Paris, ele fabricou o Sensaud de Lavaud, um carro com câmbio automático, invenção que só iria se popularizar nos automóveis em fins do Século XX.


Fontes: www.estadao.com.br / Museu TAM

Pesquise: Blog do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação em 28/08/10.

Visite: www.primeirovoodobrasil.blogspot.com

sábado, 14 de janeiro de 2017

Helibras

Oficina da Helibras é certificada para revisão geral de Super Puma
Primeira Caixa de Transmissão Principal do modelo
já foi revisada no Brasil

A Helibras realizou pela primeira vez a revisão geral da Caixa de Transmissão Principal de um Super Puma no Brasil depois de sua Oficina de Conjuntos Dinâmicos receber uma nova certificação na qual a Airbus autoriza o trabalho no país. O primeiro cliente brasileiro a receber a revisão em Minas Gerais foi a FAB. Além dessa primeira aeronave, a Helibras recebeu uma Caixa de Transmissão de um cliente francês para a revisão geral na oficina brasileira. O objetivo do grupo é avaliar a possibilidade de fazer da companhia um polo internacional para esse tipo de revisão em toda a família Super Puma. “Somente a Helibras e a Airbus França possuem qualificação para realização desse tipo de intervenção nessas aeronaves, o que demonstra a capacidade e qualidade das equipes brasileiras”, comenta André Teixeira, Supervisor de Conjunto Dinâmicos no MRO da Helibras. As revisões gerais mecânicas desse modelo, que antes eram realizadas apenas na Airbus em Marignane, na França, agora podem ser feitas também em Itajubá. Para o operador, o trabalho realizado localmente garante economia de tempo no envio e retorno do componente à França. O Brasil conta com 49 helicópteros da família Super Puma em operação, o que corresponde a 7% de toda a frota de helicópteros do País. Em todo o mundo, são mais de 800 aeronaves do modelo que poderão ser atendidas na oficina mineira.

Fonte: Helibras

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Espaço

ITA e INPE com apoio da NASA desenvolverão nanossatélite
O desenvolvimento de um nanossatélite - com a participação de dois institutos brasileiros, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), ambos sediados em São José dos Campos (SP) - acaba de ser selecionado, dentre mais de 70 propostas apresentadas, para financiamento pela NASA, a agência espacial norte-americana. O equipamento terá como finalidade investigar o clima espacial. Espera-se que esta missão possa reunir dados que aumentem a compreensão dos fenômenos que ocorrem na ionosfera “e permitam assim alimentar os modelos teóricos da ionosfera que modelem o seu comportamento, permitindo uma melhoria na previsibilidade destes fenômenos”, afirma o gerente da plataforma e professor doutor do ITA, Luís Loures.

Lançamento da ISS
A iniciativa é coordenada pelo Marshall Space Flight Center, centro de pesquisas civil do governo dos Estados Unidos, que inclui também universidades norte-americanas, e visa lançar o equipamento a partir da Estação Espacial Internacional (ISS) entre novembro de 2018 e março de 2019. O cronograma prevê o início da missão em março de 2017. A vida útil do nanossatélite é estimada em um ano, em função da atividade solar no período e da dinâmica de voo para o lançamento da ISS. O nanossatélite, um cubesat de aproximadamente seis quilos, servirá a estudos sobre a formação de bolhas de plasma ionosférico, que são as fontes principais de reflexões de radar na região equatorial. A missão denominada de SPORT (sigla em inglês para Scintillation Prediction Observation Research Task) investigará o estado da ionosfera que acarreta o crescimento das bolhas de plasma. Também serão estudadas as relações entre as irregularidades no plasma em altitude de satélites com as cintilações de rádio observadas na região equatorial da ionosfera.

Ionosfera
A ionosfera é a camada superior da atmosfera terrestre que se estende de 50 km a 1000 km de altitude, sendo composta basicamente por elétrons e átomos carregados eletricamente devido à forte incidência da radiação solar que induz a estes estados. Esta camada é extremamente importante para a transmissão de ondas de rádio e para a precisão do sinal de sistema de posicionamento global (GPS). O que ocorre é que a camada ionosférica é suscetível à formação de bolhas de plasma e cintilações, principalmente nas regiões próximas ao equador magnético, e estes fenômenos causam distúrbios diversos. A situação pode ser agravada pela ocorrência de tempestades solares que lançam grandes quantidade de radiação ionizante em direção à Terra. “O projeto SPORT permitirá ao instituto a consolidação de sua competência na área de cubesats, criando as condições para uma evolução constante na pesquisa em engenharia de pequenos satélites”, resume Loures.

Tarefas do ITA e INPE
Ao ITA caberá o projeto, a integração e os ensaios da plataforma. As universidades americanas serão responsáveis pela carga útil, ou seja, em elaborar os instrumentos de medição da ionosfera. O INPE terá a tarefa de coordenar o segmento de solo, ou seja, controlar o satélite, receber os dados, tratá-los e disponibilizá-los para a comunidade científica. Além da Engenharia Aeroespacial, o Departamento de Física do instituto está envolvido na tentativa de compreensão dos fenômenos que regem a ionosfera. Sob o ponto de vista científico, o projeto SPORT contará com a liderança do professor do ITA Abdu Mangalathayil, considerado o principal pesquisador brasileiro na área de ionosfera e com atuação internacional reconhecida. O professor coordenará os trabalhos de estudo da ionosfera que serão desencadeados pela pesquisa. Também estão envolvidos especialistas em plasma e em sensores aeroespaciais. Outros professores e alunos de doutorado e pós-doutorado também participam.

Fonte: Agência Força Aérea

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tecnologia

Avião movido a hidrogênio é testado na China
A China testou com sucesso um avião que usa células de combustível de hidrogênio. O aparelho foi concebido por cientistas da província de Liaoning, com base do avião elétrico de dois lugares RX1E. Durante o voo de teste, na cidade de Shenyang, o avião subiu a uma altitude de 320 metros. As células de combustível de hidrogênio têm uma potência de 20 quilowatts, suficiente para alimentar o motor elétrico e os sistemas de bordo, além de recarregar as baterias. Desta forma, a China tornou-se assim o terceiro país, depois de Estados Unidos e Alemanha, a realizar um voo de teste com aviões desse tipo.

Fonte: Jornal do Brasil

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Transporte Aéreo

Azul voará para Buenos Aires
A companhia aérea Azul voará para Buenos Aires, Argentina, a partir do dia 6 de março de 2017. Os voos serão diários e partirão do Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte (MG), com destino ao aeroporto de Ezeiza. A rota será operada com os jatos Embraer 195, com capacidade para até 118 passageiros. A Azul também já solicitou estabelecer rota para Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, com previsão de início para 7 de março de 2017.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Aeroportos

Guarulhos é o 2º aeroporto mais pontual em ranking mundial
O aeroporto internacional de Guarulhos é o segundo colocado em pontualidade ente os 20 maiores do mundo, conforme levantamento da empresa OAG, ao analisar 54 milhões de viagens referentes a 2016. Em uma escala de pontualidade, o desempenho do aeroporto brasileiro soma 85,28%. O primeiro colocado no ranking foi o aeroporto de Haneda, em Tóquio, que obteve 87,49%. Segundo a OAG, a diminuição em 10% no número de rotas realizadas em Guarulhos contribuiu para o resultado positivo. A definição de pontualidade do estudo baseia-se em um voo que decola sem atrasos ou quando o atraso é inferior a 15 minutos do horário previsto. Os cinco aeroportos de maior pontualidade são: Tokyo Haneda (87.49 %); São Paulo Guarulhos (85.28 %); Detroit (84.64 %); Atlanta (84.57 %); e Minneapolis (84.46 %).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

ARP

Drone colide com avião em Moçambique
Um drone, tecnicamente chamado de ARP – Aeronave Remotamente Pilotada, chocou-se contra um Boeing 737 da Linhas Aéreas Moçambique (LAM). O incidente ocorreu na aproximação para pouso no aeroporto de Tete, em Moçambique, no dia 05 de janeiro de 2017. O drone atingiu o nariz do jato. O incidente é apurado pelo IACM – Instituto de Aviação Civil de Moçambique. Esta foi a segunda vez que um drone atinge avião. Em abril de 2016, um ARP atingiu um jato nas proximidades do aeroporto de Heatrow, em Londres. A empresa LAM, no entanto, em nota no dia seguinte, cita a colisão com “organismo externo”, sem declarar o tipo do objeto da colisão.

Legislação
No Brasil, há legislação a respeito da operação de drones. É vetada a operação de ARP nas proximidades de aeroportos. É preciso autorização do DECEA, a autoridade de tráfego aéreo, para operação desses aparelhos. Aqueles de caráter de lazer, desde que voem a baixa altura, são enquadrados como aeromodelos e não precisam de autorização, desde que longe de aeroportos. A normatização a respeito de drones está disponpivel em portal do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo.


Saiba mais:
Blog do NINJA de 06/12/2015 e 08/09/2016 
Portal Drone/RPAS: www.decea.gov.br/drone

domingo, 8 de janeiro de 2017

Especial de Domingo

Hoje, publicamos novamente um antigo e magnífico conteúdo do blog Pery de Serra Negra.
O saudoso Pery - Hypérides Lamartine -  voou em 2014 para a eternidade, mas, generoso, deixou as histórias e os ensinamentos maravilhosos que sempre visitamos em seu blog.
Boa leitura.
Bom domingo!

APRENDENDO A VOAR COM DOZE AULAS

Paulistinha CAP-4 fabricado no Brasil 

Nos anos 40 (1940/50), no tempo da “Campanha Nacional de Aviação”, o ensino nessa área era muito elementar, mesmo porque os aviões que se usavam para formar “Pilotos Privados”, eram também muito simplificados e exigia pouco, tanto do Instrutor como do aluno. No ano de 1947, fui instrutor no Aeroclube de Joinville/Santa Catarina, onde preparei uma turma de pilotos. Com a precariedade de manuais, tanto para os alunos como para o instrutor, cuidava-se muito mais da parte prática dos voos do que da teoria necessária para o aluno-piloto. Naquele período, adotei o roteiro que segue abaixo, orientado que fui durante o aprendizado no curso realizado no Aeroclube de Pernambuco. Enquadrar o curso dentro de doze aulas, que seriam repetidas quantas vezes fossem necessárias, dependendo do grau de aproveitamento do aluno. Naturalmente que era um sistema bastante simplificado, mas funcionava e poderia servir de referência para o curso dado hoje, dentro da modernidade experimentada pela aviação. 

Cabine de controle do Paulistinha 

Providências prévias:
Informações para o candidato que pretendia iniciar na aviação esportiva. O ideal era procurar um Aeroclube para fazer o treinamento mais econômico; antes mesmo de pensar no avião, o aluno teria de submeter-se à exames de saúde, cuja orientação era encontrada nas secretarias dos Aeroclubes. Depois de aprovado na saúde, fazia uma parte teórica necessária, para que ele se familiarizasse com o avião e tomasse conhecimento dos regulamentos que regiam às Leis brasileira nesta área. Era tudo muito rápido e de fácil compreensão. Os Aeroclubes dispunham de monitores para dar esses ensinamentos. Só então se entrava na parte prática, que seria dada em aviões do tipo “trainers”, com duplo comando, por serem eles, os mais simples e os mais fáceis para o aluno aprender. 



1ª Aula:
Pode ser chamado “voo de adaptação”. O monitor (ou Instrutor) levava o aluno para um voo panorâmico de pelo menos 20 minutos; antes de pousar fazia umas “manobras acrobáticas” a fim de sentir a reação do aluno. Nesta oportunidade não se devia ensinar nada pois o aluno não estava preparado para absorver os ensinamentos. Normalmente na volta ele sentia enjoado e tremulo, mas isso era normal e não era motivo para o corte a menos que ele próprio tomasse a decisão de desistir. Em toda turma acontece os desertores. Depois do pouso, fazia-se um “briefing” para saber o que tinha se passado com o aluno durante o voo e se iria continuar. 

2ª Aula:
Nesta aula já começava o ensinamento com a inspeção do pré-voo. O avião nos calços,ficava estacionado no pátio em frente ao hangar . O Instrutor fazia a inspeção geral, acompanhado do aluno, mostrando os pontos que deveriam ser verificados; o trem de pouso, pneus, fixação dos lemes, das asas e ausências de rasgões na tela; se tudo estava normal, autorizava-se o aluno ocupar o lugar do piloto, ajustava-se a posição do assento e afivelava-se o cinto de segurança. O Instrutor ocupava o seu assento na poltrona dianteira. (Aqui vai um esclarecimento: Nesse tipo de avião, o aluno ocupa o assento traseiro pelo simples fato de que no voo solo ele terá que ocupar esse lugar para equilibrar o balanceamento e o centro de gravidade da aeronave). 

Piper J-3 

Atenção
Normalmente esses modelos de avião usados para as aulas iniciais são despojados de equipamentos dispensáveis; são muito simples, não tem “start” (motor de arranque), para fazer o motor funcionar, aciona-se através da hélice. A fim de evitar acidentes terá que haver um diálogo entre o aluno e a pessoa (mecânico) que está movimentando a hélice. O diálogo dá-se do seguinte modo: - Magnetos desligados? Fala o mecânico. O aluno examina a chave de contatos na posição desligados e responde: OK!... A hélice é movimentada manualmente duas ou três vezes pelo mecânico, que pede: Contato!... O aluno responde a palavra 'Contato' e só depois é que liga os magnetos. A essa altura o motor já funcionando, deixava-se a mil rotações (RPM) uns cinco minutos para aquecer, até atingir a temperatura 40ºC. Enquanto esperava, o instrutor ia dando informações sobre o voo daquele dia. Cheque de motor, decolagem, saída do tráfego do aeroporto, voo de subida em curvas de 45 graus, nivelar, voo de cruzeiro, neste ponto se fazia os ajustes no compensador para que o avião ficasse estabilizado. O Instrutor ia pilotando o tempo todo para familiarizar o aluno com o avião. Pede que ele acompanhe com a mão sobre o manche, sem apertá-lo, simplesmente para sentir o comando, ver a paisagem e habituar o ouvido as mudanças bruscas de altitude. Lá em cima ele tentava explicar as funções dos comandos. No manche são concentrados quatro comandos: de subida manche para trás, de descida, manche para frente, curva para direita ou esquerda usando sempre o manche . O comando dos pedais faz o avião mudar de rumo. O uso coordenado desses comandos (manche e pedais), com o decorrer dos exercícios, era o que o aluno teria que aprender. Terminada a aula, a descida se daria ao contrário, sempre o aluno acompanhando através do manche, sem no entanto, tomar qualquer ação. Normalmente é o pouso que impressiona o aluno; ver o chão aproximando-se e não saber quando o instrutor vai tomar alguma providência. Depois do pouso e estacionamento da aeronave, era comum o aluno deixar o avião bastante excitado e trêmulo. Nenhuma dessas reações desclassificava o aluno para o curso, a menos que ele próprio, com a sua auto avaliação, desistisse. 

Paulistinha - CAP-4 


3ª Aula:
O instrutor começava a transferir para o aluno algumas funções acompanhando-o de perto: a inspeção da pré decolagem, seguindo o roteiro já dado na aula anterior. Lembrando que se tratava de um monoplano de asa alta construída em armação de aço e alumínio com cobertura de tela. Trem de pouso fixo com feios hidráulicos, bequilha comandada (aquela rodela na cauda), lemes vertical e horizontal ligados ao manche (comando de mão dentro da cabine) e a fuselagem construída com tubos de aço inoxidável cobertos com tela. Nesse modelo usava-se um motor de 65 HP e hélice de madeira. 

Informações da cabine:
espaçosa para dois lugares em tandem (em fila), comando duplo (tanto o da mão como dos pés), freio de estacionamento, comando do estabilizador (compensador), chave de contatos dos magnetos, bagageiro atrás do assento traseiro. 

No painel os instrumentos: 
Contagiros (RPM – rotações da hélice), velocímetro (KPH ou MPH quilômetros ou milhas por hora), bússola, indicador de pressão do óleo e da temperatura do motor e nível de curvas. Era o mínimo de que se necessitava para um avião “trainer” poder ser usado. 

4ª Aula:
Esta aula era para o aluno identificar e entender as funções dos comandos. Ela começava com o avião ainda no estacionamento. O comando de asas chama-se “ailerons”; são ranhuras móveis no bordo de fuga das asas (uma em cada lado), com o objetivo de fazer o avião girar para a esquerda ou para direita quando se vai fazer uma curva. Elas funcionam conjugadas, quando uma sobe a outra desce. 


Na figura apresentada do avião, são identificados na asa além dos ailerons, os flaps que são freios aerodinâmicos, para facilitar o pouso ou ajudar nas decolagens. Nos pequenos aviões, esse equipamento é dispensável. O aluno só vai ter contato com eles quando passar para um avião mais pesado. Os lemes - o avião tem dois comandos localizados na cauda: um vertical (leme) destinado a manter ou mudar o rumo do voo e outro horizontal (profundor) destinado a manter o voo horizontal, subir ou descer. Os lemes são compostos de duas partes: uma fixa e outra móvel. As partes fixas servem para nelas serem montadas as partes moveis. Estão todas localizadas na cauda do avião. Dentro da cabine são encontrados os comando que atuam nos “ailerons” e nos lemes. Trata-se de uma peça metálica, em forma de bengala que está conectada aos “ailerons” e o leme horizontal. O leme vertical ou de direção é conectado aos pedais. Na cabine ainda se encontra uma pequena manivela que regula a posição do leme horizontal, a manete de aceleração do motor e a chave elétrica dos magnéticos. Já todo identificado, partia-se para voar, a fim do aluno sentir e entender os comandos do avião. Depois daquele ritual,o pré-voo que o aluno fazia diante do instrutor embarcavam para a decolagem. Na rolagem para a cabeceira da pista o instrutor já começava a entregar algumas funções ao aluno para que ele começasse a raciocinar sobre o domínio da máquina. Nesse modelo de avião, aluno no assento traseiro, não consegue ver a frente. O instrutor ensina fazer a rolagem em “S” e pára a 45 graus da pista de onde pode-se ver toda a área de decolagem, aguardando a autorização torre de controle se ali houver. Caso negativo o piloto ver se a área está desimpedida, centraliza o avião no eixo da pista e acelera. (Aqui vale uma observação – nunca desperdiçar para trás um pedaço da pista, ela poderá lhe fazer falta lá na frente, numa emergência). Nesse estágio do curso, o instrutor levava o aluno lá para cima afim de que ele, com suas próprias mãos experimente as reações dos comandos quando acionados. Curvas para direita e para esquerda com diversas inclinações, voos de subida e de descida, voo planado sem motor, acelerar e reduzir o motor, mostrar ao aluno o ponto crítico em baixa velocidade quando o avião cai em perda (stal); claro que esse treinamento terá que ser repetido daí para frente em varias aulas até que o aluno se torne auto suficiente. No retorno para o pouso, o instrutor continuava entregando ao aluno alguns momentos para que ele se familiarizasse com tudo. Até ao pouso o aluno devia acompanhar com a mão no manche e com certeza faria a rolagem até o pátio de estacionamento. 

 Cabine de controle do Paulistinha 


5ª Aula:
Na quinta aula repetia-se a quarta, o instrutor acompanhava o aluno,deixando-o bem a vontade para agir e ele ficava verificando onde o aluno ainda não tinha absorvido e procurava fazer as correções. Na decolagem é comum o aluno não manter a reta. É uma decorrência de dois fatores: a tendência que todo avião de hélice tem de mudar o rumo para o lado contrário a rotação na hélice. Por precaução convém, antes mesmo da aceleração usar o comando de pé para neutralizar essa tendência natural. O vento, quando não está bem de frente na pista, pode também atrapalhar a se manter a reta. Na decolagem pode ocorrer outro problema fácil de ser corrigido. O avião ou sai muito cedo ou muito tarde do chão. Aí entra uma correção através do estabilizador, que para a decolagem deve estar ligeiramente na posição “cabrar”, ou seja, para o avião deixar o chão no momento certo e em voo atua-se nele quando chegar o momento do voo de cruzeiro. 

6ª Aula:
Na sexta aula o instrutor acrescentava a matéria dada nas duas aulas anteriores, a decolagem e o pouso; o aluno fazia a rolagem do avião até a pista de decolagem tomando todas as providências que ele já havia aprendido, centralizava o avião no eixo da pista, levava a manivela do estabilizador para a primeira posição “cabrar” para que o avião saísse sozinho do chão. Ataque o motor para potência máxima e logo que ele despregue reduzir para 2000 o RPM, controle a velocidade que deve ficar na subida acima de 100 KPH, curva de pequena inclinação para esquerda e sair do tráfego para executar os exercícios programado para aquele voo. Nessa altura o aluno começava a receber informações sobre o uso dos instrumentos do painel. O contagiro, o altímetro, o velocímetro, o nível de curva e os instrumentos de pressão do óleo e a temperatura do motor. Só pelo nome já se identificava o instrumento que auxilia o aluno/piloto nas decisões: - Contagiro - mostra as rotações da hélice por minutos (RPM). -Altímetro – mostra a altitude em metros ou pés dependendo da procedência do avião. -Velocímetro - mostra a velocidade em quilômetros por hora (KPH). Os aviões de procedência americana usam milhas (MPH) ou Nós (aviões ligados a marinha). Curva de Nível - trata-se de um instrumento muito simples composto de um tubo de vidro, curvo, formando um pequeno arco com um líquido dentro; pode ter lá dentro uma bolinha metálica lembrando uma rolimã, quando a curva do tubo é para baixo, quando é ao contrário tem simplesmente uma bolha de ar. O objetivo desse “nível de curvas” é acusar a curva mal feita: derrapada (quando o avião é jogado para fora da curva), ou “glissada” quando a reação do avião é para dentro da curva. No passado, quando o ensinamento de aviação ainda deixava muito a desejar, quando em baixa altura chegou a provocar acidentes fatais. O uso desse instrumento vai ter uma grande valor na pilotagem e se aprende a usá-lo rapidamente quando iniciar os exercícios de coordenação de comando sobre o eixo. 

Porta do Piper J-3 - CUB 


7ª Aula:
A sétima aula seria um repetição da sexta. Por uma questão de segurança, deveria se repetir a sexta aula quantas vezes fosse necessário ate que o aluno tivesse absorvido totalmente os conhecimentos dados. 

8ª Aula:
Ainda repetindo a sexta aula, acrescentava-se um novo treinamento: exercício de coordenação de comandos, executado sobre o eixo do avião. Em voo horizontal, fixa no horizonte um ponto e coloca-se o avião dirigindo para o ponto escolhido. Aplica-se simultaneamente o comando de asa e de pé para o mesmo lado e para o outro sucessivamente, sem perder altura e nem o ponto de referência fixado. Deve-se repetir o exercício em pelo menos cinco vezes em cada voo. 

9ª Aula:
Tratava-se de uma repetição da oitava aula, acrescentando-se outro exercício que se chama “exercício de coordenação de comandos com 45 graus para cada lado do eixo do avião”. As exigências eram as mesmas da coordenação anterior. Com esses dois exercícios, quando bem treinados, conseguia-se que o aluno executasse as curvas corretamente e aprendesse a aplicar o comando de pé e mão nas quantidades exatas para o avião nem derrapar ou “glissar”. Sendo assim, sai uma curva perfeita e com segurança. É importante que aluno observe que em toda curva, o nariz do avião fica pesado e ele faz a compensação com o leme horizontal, puxando o nariz para cima. 


10ª Aula:
O aluno já sabia decolar mantendo a reta, sair do tráfego, fazer voo de subida em curvas de 45 graus, sabia fazer as curvas sem perder altura, e só faltava aprender a pousar. Esta décima aula devia ser repetida quantas vezes fosse necessário, pois o treinamento estava no final e, em seguida procedia-se o treinamento de pousos. 

11ª Aula:
Decolagens e pousos. A decolagem já foi vista na sexta aula; esta aula era para se treinar a pousar. Para facilitar iniciava-se fazendo-se a tomada de campo em linha reta com a pista. Vem para o pouso a 300 metros de altura com a pista a sua frente. A hora de reduzir o motor com o treinamento o aluno descobre o ponto exato. O motor é reduzido, a velocidade é trazida para (no caso do Paulistinha) 90 kph, o nariz fica pesado e compensa-se com o estabilizador e o avião avança para pista. Numa altura aproximada do solo de uns 5 metros de altura, o avião é nivelado e ele vai afundando e antes que toque com o trem de pouso no solo o nariz será elevado acima do horizonte e espera-se, o toque no solo dá-se a seguir. Mantem-se a reta até o avião parar. Se a pista não for longa, aplica-se um pouco dos freios, um pé de cada vez até ele parar. Só então inicia-se o taxiamento ou rolagem para o hangar ou para o início da pista para outra tentativa, procedendo-se como na primeira vez. Esta aula teria que ser repetida quantas vezes fosse necessário, até que o aluno aprendesse a pousar corretamente com o seu próprio raciocínio. 

Piper J-3 


12ª Aula:
Esta aula era a decisiva. O instrutor teria que repassar todo o treinamento acompanhando o aluno e tirar alguma dúvida ou algum defeito adquirido. Claro, que essa aula ele iria repetir várias vezes, até estar seguro de que o aluno estava pronto para voar sozinho. Soltar o aluno ”solo” fica a critério do instrutor que, certamente, irá fazer nessa décima segunda aula. Para um bom treinamento usava-se dois modelos de avião: um de fabricação americana – Piper J-3 e o outro fabricado em São Paulo, o Paulistinha ou Neiva CAP-4 que são semelhantes, em último caso um similar. Os dois modelos sugeridos, apesar da fabricação agora estar interrompida, ainda se encontra em uso nos aeroclubes pelo Brasil afora. As informações dadas aqui servem para ambos que são semelhantes entre si. Apenas o fabricado no Brasil é ligeiramente mais pesado. 

Painel de Instrumentos do Piper J-3 

O Piper J-3, fez tanto sucesso que chegou a ser usado na 2ª.Guerra Mundial pelas Forças Americanas nos serviços auxiliares. Até 1939 já havia sido fabricado mais de 20 mil unidades desse modelo. 

 Painel de Instrumentos 

A simplicidade do painel de instrumentos é um ponto positivo para a facilidade do treinamento e a compreensão rápida do aluno. 


Estas são as doze aulas mais importantes para o aluno-piloto. O necessário é que elas sejam repetidas quantas vezes forem possíveis, até que o aluno domine o avião com seus próprios meios, antes de fazer o “voo solo”. Daí pra frente, o instrutor passará a ensinar manobras acrobáticas, corrigir vícios adquiridos, aperfeiçoar a boa pilotagem e a segurança do voo. Cada instrutor tem o seu modo, porém irá insistir em exercício de “coordenação de comandos”, “coordenação de 45 graus”, “oito sobre marcos” e “entrada e saída de parafuso”. À medida que o aluno faz mais horas de voo vai se tornando confiante com uma pilotagem refinada. Lembrem-se : Algumas atitudes básicas para se ter um bom desempenho com segurança, é estar se sentindo confortável na poltrona de comando, cinto bem afivelado, descontraído e segurando os comandos com delicadeza. Faça do avião a sua namorada.

Pery Lamartine 
Instrutor de Pilotagem Elementar Licença no. 3205
Emitida em 22-06-1953 Divisão de Operações
Diretoria de Aeronáutica Civil
Ministério da Aeronáutica

sábado, 7 de janeiro de 2017

Tráfego Aéreo

Brasil faz inédito serviço remoto de tráfego aéreo
Pela primeira vez na América do Sul está sendo prestado, desde o dia 13 de dezembro de 2016, o serviço remoto de atendimento ao tráfego aéreo nas imediações do aeródromo de Fernando de Noronha. Os pilotos evoluindo nas proximidades e no aeroporto do arquipélago recebem informações sobre dados meteorológicos e movimento de aeronaves numa dada frequência, cujos interlocutores estão fisicamente transmitindo a partir de uma sala dentro do Centro de Controle de Área em Recife (PE).

Estação Rádio
O órgão que presta o serviço é denominado Rádio Noronha e presta o Serviço de Informação de Voo em Aeródromo. Anteriormente a Rádio estava localizada na ilha, mas foi transferida para Recife, graças às possibilidades técnicas de difusão da comunicação radiotelefônica, a partir do continente, mantendo as mesmas capacidades de diálogo entre pilotos e operadores do serviço. Outra vantagem do serviço remoto foi aperfeiçoar o emprego de recursos humanos, já que havia constante troca do efetivo, pois os militares da FAB podem permanecer apenas dois anos morando naquela localidade especial, o que gerava periodicamente custos para formação inicial e os procedimentos de habilitação técnica aos novos operadores da estação.

AFIS
A estação de telecomunicação é tecnicamente chamada de rádio e presta o AFIS (Serviço de Informação de Voo em Aeródromo – Aerodrome Flight Information Service). No caso de serviço remoto, como o de Noronha, as publicações mencionam como R-AFIS. De acordo com nota emitida pela Agência Força Aérea, o projeto foi desenvolvido com foco na excelência do serviço prestado e das capacidades técnico-operacionais. A estrutura e a implantação do R-AFIS FN servem de gênese para projetos similares e vão fornecer resultados de grande potencial em alinhamento aos projetos em andamento no Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), trazendo benefícios como a redução significativa do custo operacional sem perda de qualidade e de segurança. Alterações nos serviços de Meteorologia e de Informações Aeronáuticas prestados atualmente pelo DTCEA-FN (Destacamento de Controle do Espaço Aéreo em Fernando de Noronha) não estão incluídas no âmbito inicial do projeto. As operações de aeronaves na ilha já ultrapassou a média de 280 movimentos mensais. O DTCEA-FN tem como missão básica o apoio às operações aéreas em Fernando de Noronha, provendo o Serviço de Informação de Voo de Aeródromo, o Serviço de Alerta (relacionado ao acionamento do serviço de busca e salvamento, quando necessário) e a manutenção dos auxílios à navegação e dos sistemas de telecomunicações. O serviço AFIS prestado por uma Rádio difere do serviço de controle prestado por um órgão de controle (Torre, Controle de Aproximação e Controle de Área). O operador expede informações meteorológicas e sobre presença de outras aeronaves nas imediações e outros dados úteis ao voo, todavia sem emitir autorizações ou instruções - atribuições típicas do serviço de controle. Cabe ao piloto tomar decisões, empregar as informações recebidas e fornecer dados que caracterizem sua evolução no espaço aéreo próximo e no aeroporto.

Texto: Redação do NINJA com informações da Agência Força Aérea

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Espaço

Avibras produzirá 8 motores para veículo suborbital
A indústria aeroespacial Avibras assinou com a Agência Espacial Brasileira (AEB) o contrato de produção de oito motores S50, que serão utilizados nos voos realizados pelo Veículo Suborbital VS-50 e no voo da primeira versão do Veículo Lançador de Microssatélites VLM-1. O projeto do VLM será desenvolvido com recursos da AEB por intermédio do convênio celebrado com a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (FUNCATE), que prestará auxílios gerencial, financeiro e administrativo ao IAE – Instituto de Aeronáutica e Espaço do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Nos próximos 26 meses, a empresa deverá industrializar o projeto do motor S50 e produzir os motores e seus acessórios, que serão acompanhados por técnicos do IAE e do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) do DCTA.

Fonte: Portal Defesanet

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ARP

Anatel tem chamado para homologação de drones
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou, no dia 30 de dezembro de 2016, um chamado para homologação de drones, tecnicamente denominados de ARP – Aeronaves Remotamente Pilotadas. A medida é válida tanto para empresas quanto para pessoas físicas. O objetivo é evitar a interferência dos drones com outros serviços, como a comunicação via satélite. Segundo documento divulgado pela Anatel, os drones possuem transmissores de radiofrequência em seus controles remotos, podendo causar interferência em outros dispositivos. Assim, durante a homologação do dispositivo, a agência irá verificar características técnicas do aparelho, como frequência e alcance de transmissão. Usuários interessados em homologar seus dispositivos devem preencher um requerimento no site da Anatel, para avaliação do dispositivo. Além da homologação da Anatel, donos de drones só poderão operar o aparelho se possuir autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) ou o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), que permite o uso de aeronaves apenas em operações experimentais sem fins lucrativos. No caso de uso recreativo os drones são tratados da mesma forma que os aeromodelos.

Saiba mais: www.anatel.gov.br

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Santos Dumont

Canal Curta exibe “O Homem Pode Voar”, domingo às 16 h
O Canal Curta, disponível em programações de televisão a cabo ou via satélite, exibe “O Homem Pode Voar”, que traz ao telespectador o legado de Alberto Santos Dumont por meio de imagens garimpadas ao longo de dois anos de pesquisas, em arquivos e coleções particulares, de várias partes do mundo. De acordo com o diretor Nelson Hoineff , o documentário resgata fotos que muitos julgavam estarem perdidas ou mesmo inexistentes. O filme apresenta 18 minutos de imagens em movimento do aviador. Grande parte é inédita e mostra um pouco de como foi a vida do brasileiro em Paris, quando acompanhou o tratamento de saúde do pai, até o famoso voo do 14 Bis. O dia histórico para a aviação mundial aconteceu em 23 de outubro de 1906, no campo de Bagatelle, em Paris. Mais de mil pessoas e representantes da imprensa internacional assistiram ao feito. O filme exibido durante a semana será reprisado no domingo, 08/01/2017, às 16 horas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Gripen NG

Brasileiros treinam combate com o Gripen em simulador da Suécia
Depois se tornarem os dois primeiros pilotos brasileiros de caças Gripen, os Capitães Gustavo Pascotto e Ramón Fórneas, da Força Aérea Brasileira, voltaram à Suécia para um treinamento avançado: a liderança de esquadrilhas em situações de combate aéreo. Entre os dias 31 de outubro e 3 de novembro de 2016 eles estiveram no Centro de Combate Aéreo Simulado, em Estocolmo, na Suécia, para participar do Gripen Tactical Leadership Training. Realizado anualmente, o treinamento em simuladores reúne pilotos de aeronaves Gripen. Desta vez, além dos brasileiros, participaram militares do Tailândia, República Tcheca, Hungria e Suécia.

Além do alcance visual
Durante os combates virtuais, Fórneas e Pascotto chegaram a chefiar outros sete pilotos contra 40 aeronaves inimigas, simulando ataques e contra-ataques virtuais e abatendo inimigos com voos além da velocidade do som (1,2 mil km/h). Uma das qualidades diferenciais do Gripen é combate muito além ao campo de visão do piloto: nos combates, os brasileiros derrubaram inimigos a mais de 80 km de distância do alvo, com a tecnologia BVR (Além do Alcance Visual – Beyond Visual Range). Em seis das 16 missões cumpridas, os aviadores da Força Aérea Brasileira atuaram como líderes. “Foi possível observar que temos um bom nível de combate BVR, mesmo ainda não operando o Gripen. Foi interessante ver que a FAB tem maturidade nesse aspecto”, avalia o Capitão Gustavo. O grau de realismo do simulador, com performances de armamentos e de aeronaves muito precisas, e de complexidade das situações chamou atenção dos pilotos brasileiros. O combate simulado promoveu o enfrentamento de ameaças geradas por inteligência artificial em cenários complexos, incluindo situações de deterioração de radares, falhas e interferências de comunicação. Aspectos que não podem ser treinados em voos reais por oferecerem riscos à segurança de voo.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Embraer

Primeira segunda-feira do ano!!
Para animar, selecionamos conteúdo do Lito, editor do excelente Aviões e Músicas.
Boa semana!!

A Embraer está sempre antenada. Espertinha!

Aeroporto de Santa Helena

O negócio é o seguinte:

Tem uma ilha no meio do oceano atlântico que se chama Santa Helena, olhem aí no maps (podem dar zoom out até aparecer algum continente)
 

Santa Helena está a mais de 2.000 quilômetros de qualquer outro pedaço de terra interessante e só pode ser alcançada por navio e isso demora cinco dias saindo da Cidade do Cabo por exemplo. Portanto Santa helena é considerada um dos lugares mais remotos do planeta (será que filmaram Lost lá?)

Como se resolve essa solidão? Oras, basta construir um aeroporto não é? Só que Santa Helena, que é um território britânico, tenta fazer isso desde 1943 e somente conseguiu dar início às obras em 2010 depois de assegurar um fundo de £202 milhões! Se você acha que a sua prefeitura demora pra tapar aquele buraco no asfalto da sua rua, imagine construir uma pista inteira no meio do oceano. O máximo tamanho de pista que conseguiram vai permitir que um Boeing 737-800 ou um Airbus A320 pousem lá.

Em Setembro de 2015, o primeiro avião de testes pousou, um Beechcraft King Air, que estava fazendo aferição nos equipamentos de rádio navegação do aeroporto. Em Abril de 2016 um Boeing 737-800 pousou para verificar a capacidade de rota, handling e manobras no pequeno pátio (só duas aeronaves podem operar ao mesmo tempo). O aeroporto ia inaugurar em Junho de 2016, mas aí se descobriu um problema: os ventos na região propiciam um fator meteorológico nada legal para a aviação – o windshear.

Windshear é assim definido pela wiki:

Windshear,também denominado wind shear, cortante do vento, gradiente de vento, tesoura de vento ou cisalhamento do vento, é um fenômeno meteorológico que pode ser definido como uma rápida variação de corrente no vento, ou seja, uma rápida variação na direção e/ou na velocidade do vento ao longo de uma dada distância.

Resumindo: Os aviões hoje em dia possuem um computador que detecta windshear de longe e a primeira coisa que o piloto faz é arremeter. Só que arremeter várias vezes esperando o fenômeno passar estando um pouco longe de tudo não é legal não é mesmo?

E onde entra a Embraer nessa história?
Aqui e agora. O aeroporto foi construído pensando-se no A320 e 737-800, mas que operariam no limite de sua capacidade de peso. Então porque não pegar o Embraer E-190 e demonstrar que ele pode ter performance superior para esse lugar remoto (por ser mais leve) e ainda fazer os testes requeridos de Windshear na cabeceira 20?


Pois foi isso que a Embraer Commercial Aviation fez entre os dias 30 de Novembro e 2 de Dezembro de 2016. O voo partiu de Recife com 11 tripulantes e pousou suavemente na pista 02. Como planejado, o E-190 completou uma série de pousos, decolagens e circuitos em Santa Helena, gerando dados e relatórios imprescindíveis para o início de um voo regular para a Ilha, e a administração do aeroporto já afirmou que o E-190 é uma das soluções potenciais para operar voos regulares para lá [*pisc*]

“O avião da Embraer completou vários pousos e decolagens da pista 20 – juntamente com vários ‘touch and goes’ (toque e arremetida). Foram feitas aproximações em vários ângulos e condições de vento, além de subidas em diversos ângulos diferentes com o controle de tráfego aéreo assistindo ativamente os testes e fornecendo dados meteorológicos para a aeronave. Durante os testes, até pouso com turbulência na pista 20 foi experimentado”

É isso aí Embraer, quem tem produto bom pra concorrer não tem medo de ir a campo e mostrar. Quem sabe faz ao vivo!

Olha que belezinha essa arremetida de teste – olhem o ângulo!


Texto: Lito

domingo, 1 de janeiro de 2017

Especial de Domingo

Retrospectiva 2016 da Força Aérea Brasileira
Um ano com muitas novidades. Assim foi 2016. Lançamento da Concepção Estratégica - Força Aérea 100 anos, ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, Rollout do Gripen e incremento de ações na região de fronteira na Operação Ágata 11 foram alguns dos assuntos de destaque no primeiro semestre. Outras missões, como as de transporte de órgãos, de urnas para as eleições também marcaram o dia a dia do efetivo da FAB. Veja a retrospectiva 2016 da Força Aérea Brasileira, em texto adaptado pela redação do NINJA, a partir do original em www.fab.mil.br.
Boa leitura.
Bom domingo!
Feliz 2017!

Janeiro
O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, assinou a Diretriz do Comando da Aeronáutica, a “Concepção Estratégica - Força Aérea 100 anos”, que projeta como será o futuro da instituição. Em janeiro, celebrou-se também os 75 anos de ativação do Ministério da Aeronáutica. Reveja no blog do NINJA a edição de 30/01/2016 

Fevereiro
Organizações da FAB em todo o País se engajaram para o combate ao mosquito Aedes Aegypti. O esforço fez parte de uma campanha coordenada pelo governo federal.

Março
O Brasil comemorou os 10 anos do lançamento do Foguete Soyuz. O veículo espacial decolou em 2006, do Cazaquistão, levando a bordo o primeiro astronauta brasileiro, o Tenente-Coronel Aviador Marcos César Pontes. Reveja no blog do NINJA a edição de 27/03/2016  

Abril
A Esquadrilha da Fumaça realizou a 1ª. Demonstração internacional com o Super Tucano A-29. A apresentação foi em Santiago, no Chile, na Feira Internacional do Ar e Espaço (FIDAE). Reveja no blog do NINJA a edição de 24/03/2016 . Ainda o mês de Abril, a FAB enviou um C-105 Amazonas a Quito, no Equador, para levar donativos à população equatoriana atingida por um terremoto. E, após 32 anos de atividade, o Bandeirante do GEIV fez seu último voo como aeronave de inspeção, sendo substituída pelo Legacy 500.

Maio
O Gripen E/NG foi apresentado em cerimônia na sede da Saab, na Suécia. O rollout do “smartfighter” (caça inteligente) contou com a presença do Comandante da Aeronáutica. Caças F-5M interceptaram e escoltaram o avião na capital federal. Reveja no blog do NINJA a edição de 18/05/2016. Outro destaque foi a chegada da chama olímpica ao Brasil. Reveja no blog do NINJA de 12/05/2016. A FAB também recebeu o 1º helicóptero H-36 Caracal capaz de ser reabastecido em voo. Reveja no blog do NINJA de 06/05/2016. Foi lançado, na Austrália, o foguete suborbital VS-30 V12 com propulsor desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

Junho
O KC-390 realizou o primeiro teste de emprego militar com o lançamento de paraquedistas. Reveja no blog do NINJA a edição de 27/06/2016. A FAB intensificou o controle nas fronteiras do Brasil durante a 11ª. Operação Ágata.. O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro Rossato, confirmou a assinatura do contrato de locação do Boeing 767-300ER. E vários atletas da FAB já estavam confirmados para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Julho
Chega a aeronave Boeing C-767 no Esquadrão Corsário. Reveja no blog do NINJA de 15/07/2016. Mais de 2 mil militares foram transportados para o Rio de Janeiro, principalmente para atuar na Garantia da Lei e da Ordem na Rio 2016. Os treinamento e simulações nas áreas de segurança, tráfego aéreo e defesa aérea foram intensificados para a competição.

Agosto
A FAB trabalhou em diversas atividades nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos: defesa aérea, segurança, tráfego aéreo, transporte de tropas, receptivo de autoridades, além da participação de atletas de alto rendimento. O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) registrou pontualidade de 95% nos voos em aeroportos de cidades que sediaram competições. Reveja a edição do blog do NINJA de 30/08/2016.

Setembro
No desfile da Semana da Pátria, em Brasília, o público assistiu ao sobrevoo do cargueiro KC-390. Reveja o blog do NINJA na edição de 07/09/2016. Dez anos depois do acidente do voo 1907 militares da FAB voltaram ao local do acidente para homenagear as vítimas.

Outubro
Até o início de outubro, a FAB realizou 60 missões de transporte de órgãos. A FAB e a Marinha do Brasil realizaram uma operação inédita de reabastecimento em voo entre os caças A-4 e F-5, conforme registrou o blog do NINJA na edição de 31/10/2016. Mais de 400 militares da FAB foram empregados nas eleições nacionais. As celebrações do Dia do Aviador e da Força Aérea foram realizadas em todo o País, com cerimônias militares e eventos de Portões Abertos.

Novembro
Foi inaugurado o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen. Sediado em Gavião Peixoto (SP), o Centro é o primeiro marco no processo de transferência de tecnologia do novo caça da FAB. Reveja o assunto na edição do blog do NINJA no dia 26/11/2016. No mesmo mês, o simulador de voo do C-105 da FAB foi homologado pela Anac. O equipamento permite substituir horas de treinamento com redução de custos.

Dezembro
A FAB participou do traslado dos corpos das vítimas do acidente, ocorrido na Colômbia, com o avião da Chapecoense, clube de futebol de Santa Catarina. As aeronaves C-130 Hércules foram responsáveis pelo transporte das urnas da Colômbia para o Brasil. Um VC-99 Legacy também foi empregado para levar dois sobreviventes até Chapecó (SC). A capitão Carla Borges passa a ser a primeira aviadora a pilotar o avião presidencial. Reveja a edição do blog do NINJA de 25/12/2016.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Prevenção de Acidentes

CENIPA apresenta calendário de cursos para 2017
Capacitar e formar profissionais envolvidos na aviação é um dos objetivos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). O calendário de cursos de 2017 já está disponível no site para os interessados nos temas relativos à segurança de voo. Serão oferecidos 13 cursos - quatro na modalidade EAD e nove presenciais. As atividades serão sediadas em Brasília (DF), São José dos Campos (SP) e Curitiba (PR). Serão ofertadas 720 vagas no total, incluindo os cursos EAD. O Curso de Investigação de Acidentes Aeronáuticos (CIAA) é um dos mais procurados. Durante as quatro semanas de duração, são abordados temas como: Procedimentos e Cuidados no Local do Acidente; Evidência nos Destroços; Investigação de Motores; Fator Material; Investigação de Sistemas; Análise de Falhas; Laudo Técnico; Relatório Final; Risco de Fauna; Recomendação de Segurança, dentre outros. Na última semana do curso, é realizada a simulação de Ação Inicial, quando ocorre a coleta de evidências. Os alunos são avaliados a respeito das condutas adotadas na investigação de acidentes aeronáuticos. Os casos são dispostos de maneira semelhante à situação real da ocorrência, no Laboratório de Destroços do CENIPA.

Calendário: clique aqui