
OS DIRIGÍVEIS DE SANTOS DUMONT









Fontes: Cabangu e Vencendo o Azul
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Voar é um desejo que começa em criança!










O céu azul sem nuvens de Pirassununga (SP), no dia 08 de julho de 2011, foi o cenário para um momento histórico na vida de 284 Cadetes do primeiro ano na Academia da Força Aérea. Jovens na faixa dos 20 anos de idade receberam o espadim, pequena arma branca símbolo do Cadete na Aeronáutica. O próprio Comandante da instituição, Tenente-Brigadeiro ao Ar Juniti Saito, em discurso, salientou que, durante a formatura, rememorou o seu momento de início de carreira.São 208 aviadores da turma. Há também no grupo 51 intendentes e 25 infantes. Ao todo, o primeiro ano da AFA conta com 30 mulheres. “É a concretização de um sonho. Não sei explicar o que estou sentindo”, disse a cadete Aviadora Beatriz Oliveira. Compõe ainda a turma quatro cadetes estrangeiros do Peru, Panamá e Equador.
Ao receber o espadim, os jovens aproveitaram para lembrar dos esforços de estudo para o concurso da AFA. “Lembro que acordava de madrugada com a cabeça deitada nos livros. Trabalhava como sargento e resolvi estudar para chegar ao meu grande sonho de ser aviador”, recorda Hugo Assuero.
Após o "fora de forma", os Cadetes ainda viram no céu um coração desenhado com fumaça pelo Esquadrão de Demonstração Aérea. Abraçaram-se e entreolharam-se. Em euforia, aplaudiram os céus, os aviões, o espadim e o dia que nunca acabará.
Fonte: Agência Força Aérea
A Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) sediou, no dia 1º de julho, o X Encontro Nacional de Veteranos Especialistas, denominado “De Volta ao Berço”.
Está prevista para amanhã, 8 de julho de 2011, a partida da nave Atlantis, do Cabo Canaveral, Estados Unidos, para uma missão de 12 dias. Transportará quatro tripulantes para levar peças necessárias à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A Infraero recebe até a próxima sexta-feira, 08 de julho, as inscrições ao concurso: Cadastro de Reservas para os cargos de nível médio e superior para todo o país. O Edital foi lançado no dia 01 de junho. Os salários variam de R$ 1,9 mil a R$ 4,8 mil. Um dos atrativos para este concurso é com relação ao beneficio, como o programa alimentação no valor de R$ 669,50 por mês, cesta alimentação no valor de R$ 44,63 ao mês, programa de assistência médica da Infraero e convênio médico. Tem ainda programa odontológico, auxílio-babá ou creche para os filhos entre zero a seis anos, por 11 meses e 29 dias, no valor de R$ 248,45 ao mês. E mais R$ 150,00 ao mês para auxilio combustível, com participação de 4% pelo empregado. Ou programa de transporte funcional através do fornecimento de vale transporte. As inscrições podem ser feitas pelo site da Fundação Carlos Chagas, até as 14 horas da sexta-feira, 8 de julho de 2011. A taxa é de R$ 59 para nível médio e R$ 75 para nível superior. A aplicação das provas objetiva e de redação para todos os cargos será no dia 25 de setembro.
O avião solar “Impulse" completou seu primeiro voo internacional aterrissando no último domingo, 03 de julho de 2011, em Payerne, Suiça, tendo passado pela Bélgica e França, onde foi exibido no Salão Aeronáutico de Le Bourget.O aparelho tem envergadura de 63,4 metros, próxima a de um Airbus 340 e seu peso é de apenas 1,6 mil quilos. Foi pilotado por André Borschberg, que foi seu criador junto com Bernard Piccard. O objetivo a longo prazo da equipe que testa o aparelho é fazer uma volta ao mundo em cinco etapas entre 2013 e 2014. No projeto ainda há a possibilidade de construção do segundo protótipo. O primeiro avião detém sofisticada tecnologia, permitindo-lhe voar sem combustível fóssil, empregando somente energia solar, captada por 12 mil células fotovoltaicas.
Os documentos da OACI – Organização da Aviação Civil Internacional, de longa data, estabelecem o voo visual até o nível de voo 145, equivalente a 14.500 pés, 4.419 metros de altitude, considerando a pressão atmosférica padrão, ou seja, 1013.2 hectopascais. No entanto, visando acomodar a capacidade de setor das regiões de informação de voo de Brasília e Curitiba, há algum tempo, proibiu-se o voo visual acima de sete ou oito mil pés, conforme a área geográfica. Desta forma, aviões operando com as regras de voo visual eram instados a não subir acima de determinados níveis e a não chamar os órgãos de tráfego aéreo, fora das áreas de controle terminal e zonas de controle. Em consequência não tinham a possibilidade de usufruirem do serviço de informação. Assim, a capacidade de atendimento simultâneo de vários aviões por setor de rota, pelos centros de controle de área, era reservada para os voos mais altos, notadamente os comerciais.

Dimensões: 113 m³ com diâmetro de 6 m
Estudantes interessados em completar o ensino médio em uma das melhores escolas federais do país podem concorrer às vagas oferecidas pela Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG). As inscrições para o concurso deste ano estarão abertas até 4 de julho, encerrando-se, portanto, nesta próxima segunda-feira. No total, serão oferecidas 215 vagas. A EPCAR prepara jovens para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), que funciona em Pirassununga (SP).
Um satélite geoestacionário, que interligará todo o sistema de defesa do Brasil, deverá ser lançado ao espaço até 2014. O satélite será importante para a segurança nacional. Com o lançamento, o Brasil alcançaria auto-suficiência no setor, pois, atualmente, o país aluga um sistema de satélite mexicano. O custo da construção, do lançamento e da manutenção é de aproximadamente R$ 700 milhões.
A TAM Linhas Aéreas premiará 100 crianças com um DVD do filme Rio por meio do concurso cultural "Férias na Mochila". Para concorrer é necessário acessar o site da Tam Kids, efetuar o cadastro e responder à pergunta:
O Boeing 747-8, o maior avião comercial do mundo, se tornou o primeiro a realizar um voo transatlântico utilizando biocombustível.Ele partiu de Seattle, nos Estados Unidos, e voou 8.029 quilômetros até chegar à feira de aviação Le Bourget, em Paris, no dia 20 de junho de 2011.


O 26 de junho foi consagrado como o Dia da Busca e Resgate para lembrar de uma épica missão que encontrou cinco sobreviventes depois de um acidente com a aeronave FAB 2068. Entretanto, a primeira missão da história desse gênero que se tem notícia ocorreu no ano de 1947, sem que houvesse um sistema integrado, que passaria a se consolidar a partir daquele momento.Militares constataram que uma aeronave que fazia uma linha do Correio Aéreo Nacional estaria desaparecida entre Belém e Santarém. Uma aeronave CA-10 Catalina foi acionada para decolar e buscar o avião. Um dos homens que participou do controle da missão foi Aloysio Accioly de Senna. “Foi inesquecível porque era a primeira de todas as missões. Infelizmente, não havia sobreviventes, mas diante daquela realidade era urgente formar um grupo para essa finalidade”.
O Tenente Coronel Senna é controlador de tráfego aéreo e em 2011 conta 87 anos. Ele lembra da conversa entre os pilotos que descobriram quase por intuição a localização da aeronave.“Em um momento, o comandante decidiu desviar 10 graus da rota. Não sabemos explicar, mas o fato é que o avião foi encontrado. Teve, sim, um elemento de sexto sentido”, relembra. A partir daquele momento, foram feitas as ações para que fosse formado na cidade de Belém o Primeiro Centro de Coordenação de Busca e Salvamento no Brasil. “Foi, sem dúvida, o fato que propiciou que a FAB alocasse uma aeronave para essa finalidade, a busca e resgate”, garante.
Salvamento é vocabulário corrente no dia-a-dia de militares da Força Aérea Brasileira. Todas as unidades aéreas podem ser empregadas para participar de alguma forma de missões desse tipo, como ocorre, por exemplo, em trabalhos de grande vulto como as buscas a aeronaves desaparecidas.O Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV), conhecido como Pelicano, é o que particularmente tem a missão de realizar buscas e resgate, tanto sobre o mar quanto sobre a terra, e levando, também, apoio às vítimas de calamidades públicas.

A Escola de Especialistas de Aeronáutica foi criada no mesmo ano que o Ministério da Aeronáutica, em 1941. O berço dos especialistas forma todos os anos cerca de mil alunos em 27 especialidades, de acordo com as necessidades do Comando da Aeronáutica (COMAER).
- As mulheres puderam ingressar na Escola de Especialistas a partir de 2002. A turma "Império Azul" do Curso de Formação de Sargentos recebeu 287 alunos, dos quais 56 eram mulheres.
O Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), localizado em Belo Horizonte, participou, nos dias 16 e 17 de junho de 2011, do 3º ExpoUna - considerado a maior mostra de conhecimento de Minas Gerais. A exposição recebeu cerca de 40 mil pessoas, entre estudantes do ensino médio, universitários e professores. A Seção de Comunicação Social do CIAAR montou um estande no local para informar aos estudantes sobre as formas de ingresso na Força Aérea Brasileira (FAB). O público pôde conhecer mais sobre as profissões e as atividades desenvolvidas pela FAB e receber material - folders, revistas e jornais - contendo informações sobre a instituição. Os visitantes também puderam assistir a vídeos sobre as profissões militares da FAB, que ilustram as diversas oportunidades de carreira oferecidas pela instituição, que exigem desde nível fundamental ao nível superior.
O calendário da Aeronáutica brasileira reserva o dia 24 de junho para reverenciar o Dia da Observação e Reconhecimento Aéreo
É uma tarefa tipicamente militar, que tem o propósito de obter informações sobre as atividades inimigas e o ambiente operacional, a partir de plataformas aeroespaciais.
Uma ameaça ronda o espaço aéreo das cidades: os balões. É um crime ambiental que prevê pena de até três anos de prisão e multa.
Trabalham na organização deste mega evento, mais de sete mil voluntários. A organização, no ar e no solo, é impressionante.São milhares de aeronaves, de todos os tipos. Dos mais antigos e raros aviões até caças de última geração. Aviões da Primeira e da Segunda Guerra Mundial podem ser vistos, às centenas, como se tivessem saído da fábrica ontem. São os chamados warbirds. Aviões experimentais, também conhecidos como homebuilts (feitos na garagem de casa), ultra-leves, helicópteros, aeromodelos, feira de peças aeronáuticas novas e usadas. O que você imaginar, que tiver alguma relação com aviação, você vai achar em Oshkosh. Encontra-se desde um trem de pouso de um velho bombardeiro B-17 até instrumentos com tecnologia de ponta, os chamados aviônicos.Um dos pontos altos das tardes de Oshkosh são os shows aéreos com simulações muito reais de combates aéreos (dogfights), além de bombardeios realizados por aviões da II Guerra Mundial e pelos primeiros jatos que operaram na Guerra da Coréia. As demonstrações prosseguem com Sea Harriers (de decolagem vertical), F-14 Tomcats (do filme Top Gun), F-15, F-16, bi-planos com barulhentos motores radiais, paraquedistas, enfim, uma festa para os olhos. Oshkosh é o evento mais fotografado do mundo.
Nascido em 12 de Junho de 1900 em Maceió, Antônio Guedes Muniz foi um pioneiro da indústria aeronáutica brasileira.
Esta foi a primeira aeronave a ser produzida em série no Brasil pela Companhia Nacional de Navegação Aérea.
Primeira série de aviões Muniz M7. Entrega na Ilha do Engenho.
O Aeroclube de Várzea Grande - Aerovag, fundado em 14 de Abril de 1991, é uma associação civil com patrimônio e administração próprios, com serviços locais e regionais, cujos objetivos principais são o ensino e a prática da aviação civil, de turismo e desportiva em todas as suas modalidades, podendo cumprir missões de emergência ou de notório interesse da coletividade.
AEROVAG
A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul realizou-se no período de 30 de março a 17 de junho de 1922. Constituiu um importante e inusitado acontecimento e um memorável marco histórico nos anais da navegação aérea, em nível mundial. No ano de 1922 comemorava-se o Centenário da Independência do Brasil, excelente ocasião para realizar o inolvidável voo ligando Lisboa ao Rio de Janeiro, então Capital do Brasil. As seculares relações de amizade entre Portugal e o Brasil – afinidades culturais de língua, de religiosidade e de sentimentos – e as constantes tentativas para uma maior aproximação entre as duas nações irmãs despertaram em Sacadura Cabral, alma de aviador e de desbravador, o desejo incontido de tentar a viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro, repetindo, assim, pelo ar, a viagem marítima do célebre navegador português Pedro Álvares Cabral, alguns séculos antes. Assim, a evocação do passado, com a descoberta do Brasil, em 1500, passou a ser uma referência obrigatória no quotidiano dos protagonistas e observadores da heróica viagem. O paralelismo entre as caravelas e o hidroavião, entre o insigne navegador Pedro Álvares Cabral(1467 – 1520) e a dupla de notáveis e destemidos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral,entre o quadrante náutico e o sextante aéreo, símbolos da ligação imorredoura entre Portugal e Brasil, denotam duas épocas, duas histórias, dois marcantes acontecimentos.
Partindo de Lisboa no hidroavião Lusitânia, o piloto Sacadura Cabral (1881–1924) e o navegador Gago Coutinho(1869–1959) percorreram 8.383km em 62h 26min de voo, fazendo escalas em Las Palmas, Gando, São Vicente, São Tiago, Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, Recife, Salvador, Porto Seguro, Vitória e Rio de Janeiro. A aeronave utilizada nessa incrível façanha era um monomotor Fairey III-D de 350cv. A chegada ao Brasil e o regresso a Portugal foram motivos de grandes apoteoses. Naquele momento não eram habituais grandes viagens sobre o mar, e sem pontos de referência na água ou em terra. A navegação astronômica tornou-se,a partir dessa magnífica epopéia,condição básica para o progresso da aviação e, consequentemente, importante fator de desenvolvimento dos povos. Gago Coutinho e Sacadura Cabral formaram uma dupla muito especial e altamente criativa, desenvolvendo, em conjunto, um curioso equipamento que denominaram “Corretor de Rumos”, que permitia plotar a deriva do avião e calcular o rumo verdadeiro, com excelente precisão. Tinha a dimensão equivalente aos dias de hoje, 2011, com o emprego do GPS, sistema de posicionamento global por satélite. Utilizaram também o “Sextante de Horizonte Artificial”. Este sextante resultou de uma adaptação do clássico sextante de marinha, realizada em 1919 por Gago Coutinho, mediante a aplicação de um nível de bolha de ar e de um espelho auxiliar para refletir a imagem da bolha.
Este dispositivo permitia assim definir um plano horizontal. Esta invenção, até então inédita, revolucionaria os métodos de navegação aérea, permitindo realizá-la com precisão, sem qualquer auxílio exterior. Era o nascimento do que proporcionaria o atual horizonte artificial, para o voo por instrumentos.
Resumo da viagem
A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul foi efetuada sem o apoio de qualquer navio auxiliar, nem tampouco a bordo dos hidroaviões “Fairey” existia qualquer aparelho de radiotelegrafia. Na navegação da Travessia, feita fora da linha normal de navegação marítima, apenas se observou o Sol e a bordo do avião praticou-se a navegação como se estivesse a bordo de um navio isolado, dependente apenas da utilização da bússola, dos cronômetros e do sextante português. Os cálculos da posição foram feitos por processos especiais e muito rápidos, criados pelos aeronautas portugueses e, assim, a posição não levava mais de três minutos para ser encontrada. Estes processos permitiram o traçado de 40 retas de altura durante as 11 horas e 20 minutos de voo que durou a etapa crítica Porto Praia – Penedo de São Pedro, numa extensão de 1.700 km. Durante a Travessia Aérea do Atlântico Sul, os notáveis aviadores estiveram sem avistar terra durante 36 horas e 44 minutos e, durante este tempo, foram observados 96 grupos de alturas do Sol, ou seja, um grupo para cada 23 minutos. Durante a Travessia foram percorridas 4.527 milhas náuticas em 62 horase 26 minutos de voo, ou seja, a uma velocidade média, por hora, de 72,5 milhas náuticas por hora. O monumento evocativo do memorável feito histórico pode ser visto em Lisboa, próximo à Torre de Belém, e representa o “Santa Cruz”, o hidroavião que concluiu a épica viagem iniciada em 30 de março de 1922 com o “Lusitânia”. Este afundou em 18 deabril junto aos Penedos de São Pedro e São Paulo. A Travessia prosseguiu com o hidroplano “Portugal”, que também se perdeu na mesma área, em 11 de maio, sendo substituído pelo “SantaCruz”, que, finalmente, chegou a Recife em 5 de junho e, posteriormente, ao Rio de janeiro, em 17 de junho. O Museu de Marinha, em Lisboa, acolhe em seu precioso acervo o hidroavião “Fairey”, o único aeroplano sobrevivente da perigosa Travessia, eque foi batizado de “Santa Cruz” pela esposa do então Presidente do Brasil, Dr. Epitácio Pessoa.
Embora a fragilidade dos hidroaviões utilizados obrigasse os insignes aeronautas a deixar pelo caminho o “Lusitânia” e o “Portugal”, esta temerária e atribulada Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, em que os nobres aviadores estiveram muito perto de perder a vida, teve o mérito de comprovar a eficácia e o valor dos processos desenvolvidos por Gago Coutinho para a navegação aérea, assim como o bom desempenho do “Sextante de Bolha”, por ele inventado, e do “Corretor de Abatimento”, concebido em parceria com Sacadura Cabral. Com garra, coragem, determinação, aguçada inteligência, profissionalismo, e comovente denodo, completaram, em 1922, a Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro. Proeza alcançada não somente devido à coragem e ao espírito aeronáutico, mas também aos instrumentos de navegação por eles criados e até então inexistentes.
Fonte: A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul
Autor: Manuel Cambeses Júnior, Coronel-Aviador e membro do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.
Pesquise: http://www.incaer.aer.mil.br/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf
Entre a conquista de ser a primeira mulher a pilotar um jato de caça e a realização de um sonho de infância, a jundiaiense Carla Alexandre Borges vive o que considera como sua melhor fase na aviação. Uma mulher de poucas palavras e que revela certa timidez. Mas com ousadia o suficiente para entrar para a história da aviação brasileira como a primeira piloto de uma aeronave de caça. A jundiaiense Carla Alexandre Borges, 28 anos, atualmente vivencia o que revela ser um sonho de infância. “Desde criança eu gostava muito de aviões e sempre desejei ser piloto”, diz, com simplicidade.Com foco nos estudos e centrada em seus objetivos, Carla foi muito além do que poderia sequer imaginar quando era apenas uma garotinha sonhadora. No dia 3 de maio de 2011, ela pilotou um jato de caça modelo AMX - uma aeronave de ataque tático e estratégico. O voo, além de repleto de significados pessoais para a jundiaiense, a consolidou como membro do esquadrão de primeira linha do 16º Grupo de Aviação Adelphi (base em Santa Cruz, no Rio de Janeiro) e a fez entrar para a história, já que nenhuma outra mulher havia alçado voos tão significativos na aviação de caça da FAB (Força Aérea Brasileira). “O voo solo traz uma confiança grande, é bem representativo”, avalia Carla, completando: “E com um caça o voo é diferente, não é só decolar e chegar ao destino. É emocionante, exige maior concentração e preparo.”São essas as características da aviação de caça que mais atraem a piloto jundiaiense. “A adrenalina é indescritível”, enfatiza. Um jato de caça chega a mil quilômetros por hora de acordo com Carla. E o voo exige muito preparo e planejamento. “Você voa muito próximo ao chão, tem que saber muito bem o que está fazendo porque improvisar alguma manobra é praticamente impossível”, afirma a piloto. Antes de assumir o comando do jato, além do preparo teórico, foram necessárias horas e horas de treino em simuladores. “Cada modelo de aeronave tem o seu próprio simulador e essa é uma etapa fundamental para o nosso preparo”, salienta Carla. Trajetória de sucesso. O primeiro passo de Carla rumo à realização de seu sonho foi dado em 2003, quando entrou para a Academia da Força Aérea, em Pirassununga. Aos 19 anos, a jundiaiense fez parte da primeira turma de mulheres do curso de Formação de Oficiais Aviadores. Até então, a mulher se fazia presente na FAB apenas em funções administrativas e na área da saúde (médicas, dentistas, farmacêuticas). Em 2007, foi o momento de escolher que caminho exatamente seguir dentro da corporação. Segundo Carla, há uma classificação que encaminha as pilotos para a aviação de transporte, helicópteros ou caça. Foi assim que a jundiaiense seguiu para Natal (RN), onde fez um curso específico para pilotos da aviação de caça. Pouco tempo depois, Carla seguiu para Boa Vista (RR), cidade em que permaneceu durante três anos e onde pilotava uma aeronave modelo 29. “Um voo é sempre diferente do outro e o desafio se faz presente em todos”, revela. Ao todo, mais de 74 mil pessoas integram a FAB. As mulheres representam 12,78% do total (9.524).22 é o número de oficiais aviadoras formadas pela FAB. Em formação, há 31 mulheres no momento de acordo com dados da assessoria de imprensa.