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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 10 de julho de 2011

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês de 2011, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.


OS DIRIGÍVEIS DE SANTOS DUMONT


Até o mês de julho de 1901, Santos Dumont era conhecido apenas nos círculos aeronáuticos de Paris. Nos dias 12 e 13 daquele mês, ele circundou a torre Eiffel na presença de uma multidão, pilotando o seu dirigível nº 5. A partir daí, Santos Dumont passou a ser reconhecido pela imprensa mundial.


A dirigibilidade dos balões

Quando Santos Dumont cogitou colocar um motor a explosão pendurado em um balão de hidrogênio, duas opiniões o levaram a tomar providências. Disseram que a trepidação do motor iria romper os cabos de sustentação. Ele, cuidadosamente, pendurou o seu triciclo em uma árvore para verificar como se comportava o conjunto e funcionou até melhor. Disseram que tudo iria explodir. Ele aumentou as cordas de sustentação, afastando o motor do invólucro, virou o cano de escapamento para baixo e colocou as válvulas de hidrogênio na extremidade bem atrás.
Na primeira tentativa de decolagem chocou-se contra as árvores, pois decolou a favor do vento, conforme foi convencido pelas pessoas que assistiam. Dois dias depois, a 20 de setembro de 1898, decolou contra o vento conforme sua concepção.


Para espanto da assistência, pela primeira vez na história da humanidade um balão evoluiu no espaço propulsionado por um motor a petróleo. Após este evento, aperfeiçoou sua criação nos dirigíveis 2 e 3.
O Nº2, de 25 metros de comprimento, era provido de um motor de 1,5 CV de potência, pesando 30 Kg, o qual girava uma hélice a 1200 rpm, deslocando-se de forma lenta mas controlada na direção em que o brasileiro lhe apontava!


Com o Nº3(foto acima), Dumont afastava-se da forma cilíndrica das aeronaves Nº1 e Nº2 e adotava uma forma mais esférica, tentando, pelo próprio desenho do aparelho, evitar a perda de forma do balão no ar, causa dos acidentes com seus dois primeiros dirigíveis. O Nº4 trazia algumas inovações, entre elas a disposição da hélice na proa da aeronave e a exclusão da barquinha pelo selim de uma bicicleta. Dotado de um motor de quatro cavalos, o Nº4 realizou diversos voos sem problemas.
Os sucessos das experiências daquele pequeno brasileiro, levaram o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Meurthe, no dia 24 de março de 1900 a oferecer um prêmio de 50.000 francos a quem, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, partindo e retornando do campo de Saint Cloud, por seus próprios meios e sem tocar o solo ao longo do percurso, sem auxílio de terra contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos.


A distância de ida e volta equivalia a 30 quilômetros. A conquista desse prêmio seria avaliada por uma comissão formada por membros do Aero Clube da França. Fez experiências com o número 4; tentou por duas vezes vencer o prêmio com o N°5.
Em 27 de agosto de 1901, após a tentativa de vencer o prêmio, sofreu um grave acidente com seu dirigível N°5. Houve perda de gás, e o envólucro começou a murchar rapidamente. Ao perceber a gravidade da situação, Santos-Dumont se amarrou à "nacele"(cesto).A cauda desceu muito e se rasgou numa chaminé, provocando uma explosão no ar.


Por instantes ele permaneceu desacordado, e quando voltou a si estava pendurado no alto do Hotel Trocadero. Escalou rapidamente o cordame do dirigível, e auxiliado pelos bombeiros ainda conseguiu recuperar o motor do aparelho.Mais tarde foi intimado pela proprietária do Hotel Trocadero a pagar 150 francos pelos estragos causados por ocasião do acidente.
Em 19 de outubro de 1901, (menos de dois meses após seu quase fatal acidente com o N°5) às 14h42min, Santos Dumont partiu com seu dirigível Nº6, com 33 metros de comprimento e 622 metros cúbicos, para circundar a torre Eiffel; após 29min30s o Nº6 encontrava-se sobre o ponto de partida.



Finalmente vence o Prêmio Deutsch. Com esse feito Santos Dumont provou que o Homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares.

Cabe ainda ressaltar que o aeronauta doou integralmente seu prêmio; metade (25.000 francos) aos pobres de Paris, auxiliando-os na quitação de suas dívidas em casas de penhores, e devolvendo-lhes suas ferramentas de trabalho e instrumentos musicais. A outra metade destinou aos seus mecânicos e colaboradores. No dia da prova em que conseguiu realizar o percurso e ganhar o prêmio, Paris estava sob mau tempo, o que retirou visibilidade para fotos de longa distância. Santos Dumont fez então com que os cartões postais do feito saíssem com a foto do Nº5.
Em 1902, Dumont iniciou a construção de um novo dirigível, o Nº 7. Projetado para enfrentar a questão da velocidade, o Nº 7 era movido por um motor Clément de 70 cavalos, que acionava duas hélices de cinco metros de diâmetro, uma à proa e uma à ré. O inventor acreditava alcançar 80 quilômetros por hora com o aparelho, o que, segundo ele, permitiria o uso cotidiano dos balões, uma vez que ele estimava uma velocidade dos ventos de no máximo 50 quilômetros por hora. O Nº7 contava com 1.257 metros cúbicos de hidrogênio e o motor era refrigerado a água.
Pulou o N°8 por superstição(quase morreu no mês de Agosto!).
O Nº9 era um pequeno dirigível com 270 metros cúbicos, acionado por um motor de apenas três cavalos, de formato oval, muito estável. Com o Nº9 Dumont realizava evoluções frequentes sobre Paris.

Descia em avenidas, fixava seu dirigível e sentava-se tranquilamente em algum café, buscando demonstrar a exequibilidade do dirigível como meio de transporte. Dumont sentia tanta confiança no aparelho Nº 9 que, em certa ocasião, levou como passageiro o menino Clarkson Potter, e ainda foi neste dirigível que permitiu que outra pessoa dirigisse seu veículo aéreo, a cubana Aida de Acosta, a primeira mulher a pilotar uma aeronave no mundo, que sem nenhuma experiência prévia voou sozinha com o engenho.
Dumont costumava chamar o aparelho Nº7 de “balão de corrida” e o Nº9 de “balão de passeio”(La Balladeuse-A Passeadeira). 
Outros dirigíveis também chamaram a atenção. O N°14 foi utilizado para testar o seu famoso 14Bis. 
O Nº10, conhecido como "ônibus", era um grande aparelho de 200 metros cúbicos de hidrogênio, que poderia levar quatro ou cinco passageiros em cada barquinha, num total de 20 pessoas.



Dumont acreditava poder levar passageiros no que seria o primeiro “ônibus aéreo do futuro”.
Em 1903, um grupo de oficiais convidou Dumont a participar da parada militar de 14 de julho, data nacional francesa em comemoração ao 114º aniversário da Queda da Bastilha. Santos Dumont realizou evoluções e parou com seu dirigível Nº9 em frente ao palanque das autoridades e saudou o Presidente da República da França com uma salva de 21 tiros dados com seu revólver. Este é considerado o primeiro desfile aéreo em uma parada militar da história. 
Logo depois, Dumont escreveu uma carta ao ministro da guerra francês, oferecendo sua colaboração e os seus dirigíveis para emprego pela França em caso de guerra,exceto aquelas que se realizassem contra países do continente americano. O ministro aceitou o oferecimento, e com a colaboração de Dumont, foi construído um dirigível militar, a aeronave Patrie. Foram realizadas experiências para determinar a possibilidade de emprego de dirigíveis em caso de conflito. O maior interesse do Ministério da Guerra francês residia no rompimento de cercos. Dessa forma, o inventor deveria sair de Paris de trem, com o balão desmontado, atingir um determinado ponto, montar o dirigível e romper um hipotético cerco inimigo sobre uma cidade especificada, em um tempo máximo dado.
Santos Dumont acreditava que, durante uma fase inicial, o emprego dos dirigíveis seria, fundamentalmente, de natureza militar. Em 1902, ele afirma que “ainda por algum tempo o dirigível terá seu melhor aproveitamento para operações bélicas, mas em seguida se desenvolverão aplicações mercantis”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, os dirigíveis foram efetivamente utilizados, tendo sido abatidos trinta e dois desses aparelhos. Em 19 de outubro de 1917, uma esquadrilha composta de onze deles rumou para a Inglaterra com a missão de bombardear cidades. Cinco deles foram abatidos pelos ingleses, e os demais voltaram a seus hangares na Alemanha.
O pacto de rendição da Alemanha determinou a entrega de vários aparelhos à França, Inglaterra, Estados Unidos e Bélgica, e proibiu que a Alemanha fabricasse novos dirigíveis. A Primeira Guerra assinala a passagem de uma fase experimental e pioneira, para uma de uso militar sistemático de aeronaves. Depois da guerra, os dirigíveis vieram a ser utilizados em transporte de passageiros à longa distância.

Em 1903, Dumont regressou ao Brasil. Foi recebido com todas as honras.Era uma figura extremamente popular, mas sua estada no país foi breve e logo retornava à Europa, escrevendo então seu primeiro livro, DANS L'AIR, publicado na França e logo vertido para o inglês e publicado na Inglaterra.

Fontes: Cabangu e Vencendo o Azul

Pesquise: Blog do Ninja em 03/07/11

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

sábado, 9 de julho de 2011

Carreiras na Aviação

Cadetes de 2011 na AFA recebem o espadim
O céu azul sem nuvens de Pirassununga (SP), no dia 08 de julho de 2011, foi o cenário para um momento histórico na vida de 284 Cadetes do primeiro ano na Academia da Força Aérea. Jovens na faixa dos 20 anos de idade receberam o espadim, pequena arma branca símbolo do Cadete na Aeronáutica. O próprio Comandante da instituição, Tenente-Brigadeiro ao Ar Juniti Saito, em discurso, salientou que, durante a formatura, rememorou o seu momento de início de carreira.São 208 aviadores da turma. Há também no grupo 51 intendentes e 25 infantes. Ao todo, o primeiro ano da AFA conta com 30 mulheres. “É a concretização de um sonho. Não sei explicar o que estou sentindo”, disse a cadete Aviadora Beatriz Oliveira. Compõe ainda a turma quatro cadetes estrangeiros do Peru, Panamá e Equador.

Ao receber o espadim, os jovens aproveitaram para lembrar dos esforços de estudo para o concurso da AFA. “Lembro que acordava de madrugada com a cabeça deitada nos livros. Trabalhava como sargento e resolvi estudar para chegar ao meu grande sonho de ser aviador”, recorda Hugo Assuero.
Após o "fora de forma", os Cadetes ainda viram no céu um coração desenhado com fumaça pelo Esquadrão de Demonstração Aérea. Abraçaram-se e entreolharam-se. Em euforia, aplaudiram os céus, os aviões, o espadim e o dia que nunca acabará.

Fonte: Agência Força Aérea

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Especialistas de Aeronáutica

Veteranos reúnem-se em Guaratinguetá-SP
A Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) sediou, no dia 1º de julho, o X Encontro Nacional de Veteranos Especialistas, denominado “De Volta ao Berço”.
O evento é organizado anualmente pela Associação de Militares Inativos de Guaratinguetá e Adjacências (AMIGA) em parceria com a EEAR. O encontro reuniu cerca de 1.200 veteranos, formados desde a década de 43, e oriundos de vários estados brasileiros.
Por volta das 11 h, os veteranos concentraram-se no Pátio do Comando para uma apresentação da Banda Sinfônica da EEAR, que executou músicas regionais para homenagear as diversas origens dos visitantes. Nesse mesmo horário, houve o descerramento de uma placa comemorativa do Encontro e homenagem a dois Suboficiais Reformados, ambos completando 50 anos de formados, que aconteceu no Salão Nobre do Prédio do Comando, e que contou com a participação do Tenente Brigadeiro do Ar Juniti Saito, Comandante da Aeronáutica.
A seguir, houve a solenidade militar presidida pelo Comandante da Aeronáutica, com o entusiasmado desfile dos ex-alunos do Berço dos Especialistas. Após o desfile, foi realizado o almoço de confraternização nas dependências do Rancho Geral. O almoço foi momento de integração e nostalgia entre os participantes, ao relembrarem os momentos que viveram na gloriosa EEAR.

Fonte: EEAR

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Espaço

Atlantis faz o último voo dos ônibus espaciais
Está prevista para amanhã, 8 de julho de 2011, a partida da nave Atlantis, do Cabo Canaveral, Estados Unidos, para uma missão de 12 dias. Transportará quatro tripulantes para levar peças necessárias à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).
A viagem é especialmente significativa porque não será apenas a última da Atlantis, mas a derradeira dos Ônibus Espaciais, não mais empregados pela NASA que, no futuro, contará com foguetes para lançamento de naves.
Até a entrada em vigor do novo projeto, seus astronautas utilizarão as naves russas, para acesso à estação internacional orbital.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Carreiras na Aviação

Inscrições para concurso da Infraero vão até dia 08/07/11
A Infraero recebe até a próxima sexta-feira, 08 de julho, as inscrições ao concurso: Cadastro de Reservas para os cargos de nível médio e superior para todo o país. O Edital foi lançado no dia 01 de junho. Os salários variam de R$ 1,9 mil a R$ 4,8 mil. Um dos atrativos para este concurso é com relação ao beneficio, como o programa alimentação no valor de R$ 669,50 por mês, cesta alimentação no valor de R$ 44,63 ao mês, programa de assistência médica da Infraero e convênio médico. Tem ainda programa odontológico, auxílio-babá ou creche para os filhos entre zero a seis anos, por 11 meses e 29 dias, no valor de R$ 248,45 ao mês. E mais R$ 150,00 ao mês para auxilio combustível, com participação de 4% pelo empregado. Ou programa de transporte funcional através do fornecimento de vale transporte. As inscrições podem ser feitas pelo site da Fundação Carlos Chagas, até as 14 horas da sexta-feira, 8 de julho de 2011. A taxa é de R$ 59 para nível médio e R$ 75 para nível superior. A aplicação das provas objetiva e de redação para todos os cargos será no dia 25 de setembro.

Visite: www.concursofcc.com.br

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tecnologia

Avião solar completa 1º voo internacional
O avião solar “Impulse" completou seu primeiro voo internacional aterrissando no último domingo, 03 de julho de 2011, em Payerne, Suiça, tendo passado pela Bélgica e França, onde foi exibido no Salão Aeronáutico de Le Bourget.O aparelho tem envergadura de 63,4 metros, próxima a de um Airbus 340 e seu peso é de apenas 1,6 mil quilos. Foi pilotado por André Borschberg, que foi seu criador junto com Bernard Piccard. O objetivo a longo prazo da equipe que testa o aparelho é fazer uma volta ao mundo em cinco etapas entre 2013 e 2014. No projeto ainda há a possibilidade de construção do segundo protótipo. O primeiro avião detém sofisticada tecnologia, permitindo-lhe voar sem combustível fóssil, empregando somente energia solar, captada por 12 mil células fotovoltaicas.

Pesquise: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação em 13/07/10, 18/04/11 e 14/05/11

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tráfego Aéreo

DECEA retoma regulamentação básica para voo visual
Os documentos da OACI – Organização da Aviação Civil Internacional, de longa data, estabelecem o voo visual até o nível de voo 145, equivalente a 14.500 pés, 4.419 metros de altitude, considerando a pressão atmosférica padrão, ou seja, 1013.2 hectopascais. No entanto, visando acomodar a capacidade de setor das regiões de informação de voo de Brasília e Curitiba, há algum tempo, proibiu-se o voo visual acima de sete ou oito mil pés, conforme a área geográfica. Desta forma, aviões operando com as regras de voo visual eram instados a não subir acima de determinados níveis e a não chamar os órgãos de tráfego aéreo, fora das áreas de controle terminal e zonas de controle. Em consequência não tinham a possibilidade de usufruirem do serviço de informação. Assim, a capacidade de atendimento simultâneo de vários aviões por setor de rota, pelos centros de controle de área, era reservada para os voos mais altos, notadamente os comerciais.
A normatização restritiva, por sua vez, causava um problema para os pilotos voando visual em áreas nas quais a geomorfologia do terreno é desfavorável, principalmente nas regiões de serras e planaltos. Sem poderem subir além de 8 mil pés, os pilotos não conseguiam transpor serras elevadas, como a da Mantiqueira, onde há morros com altitudes de até 11 mil pés. Em suma, cumprir as determinações era impossível.
A autoridade máxima de controle de tráfego aéreo no Brasil, o DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo, fez uma revisão da restrição e voltou a aplicar o básico previsto na legislação internacional. Desde 28 de junho de 2011, as aeronaves que voam sob “Regras de Voo Visual” nas “Regiões de Informação de Voo” de Brasília e Curitiba, poderão operar, como diz a regra básica da OACI, até 14.500 pés.
A medida é parte de uma série de decisões, a qual contempla também o “Plano de Ação de Reestruturação do Espaço Aéreo Brasileiro e Evolução do Serviço de Informação de Voo”. A reformulação proporcionará melhor aproveitamento do Espaço Aéreo, permitindo mais flexibilidade aos usuários.

Visite: www.decea.gov.br e www.fab.mil.br

domingo, 3 de julho de 2011

Especial de Domingo


Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês de 2011, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.



Brasil - O primeiro balão de Santos-Dumont
Em 4 de julho de 1898 sobe um balão, no Jardim da Aclimatação, elevando aos céus de Paris as cores verde-amarelo em uma flâmula desfraldada.
Ela pendia do Balão BRASIL, o primeiro engenho concebido pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont, o gênio que entregou a humanidade a terceira dimensão do espaço. Nessa época os balões variavam de 500 a 2000 metros cúbicos de capacidade, onde o menor até então era de 250 m³.
Por isso, grande foi o espanto dos construtores quando Santos-Dumont encomendou um de 100 m³, o que a princípio não foi aceito, alegando-se que não subiria. Ele informou que seria o balonista e seu peso não passava de 50 kg.


Para a confecção do invólucro, ao invés da seda chinesa usaria a japonesa, muito mais leve. Nas oficinas houve reação ao seu projeto. Supondo que o material não fosse resistente argumentaram que um balão de 100 metros cúbicos devia ser, além do mais, muito mais sensível aos movimentos do aeronauta na barquinha do que um grande balão de dimensões "normais".
Nada deteve o futuro inventor, que pressentia os fenômenos de aerostação com a sua aguda sensibilidade aeronáutica.E replicou aos construtores: "Pode-se aumentar o comprimento das cordas de suspensão da barquinha". E encerrou o assunto.
O argumento de que era fraca a seda do Japão foi posto abaixo com a prova científica. Diz ele:

"Ensaiamo-la (a seda) ao dinamômetro e o resultado foi surpreendente. Ao passo que a seda da China suporta uma tensão de 1.000 quilos por metro linear, a delgada seda japonesa suportou uma tensão de 700 quilos; quer dizer que provou ser 30 vezes mais resistente que o necessário em virtude da teoria das tensões. Caso extraordinário, se considerarmos que ela pesa somente 30 gramas por metro quadrado!"

As condições de peso de Santos-Dumont auxiliaram-no nas experiências e o BRASIL subiu aos ares, inaugurando uma novidade nas construções dos balões esféricos. As suas excelências foram expostas pelo seu próprio inventor:

"O BRASIL era muito manejável no ar e muito dócil. Era, além do mais, fácil de embalar após a descida: foi com razão que espalharam que eu o carregava numa maleta".

Características do Balão Brasil na 1ª ascensão:

Dimensões: 113 m³ com diâmetro de 6 m
(outros balões variavam de 500 a 2000 m³)

Rede feita de cordas musicais totalizando 1,8 kg
(outros balões: 50 Kg)

Barquinha de Vime com 6kg
(contra aproximadamente 30kg em outros balões)

Ascensões registradas:

1898 - 4 julho - A partir do Jardim da Aclimatação
1899 - 29 junho - Do Jardim das Tuilleries à Sevran

Foi dessa maneira que Santos-Dumont estreou na aeronáutica: revolucionando a construção dos aeróstatos, quebrando as praxes até então em vigor. A sua vida de aeronauta, daí por diante, será uma sucessão de vitórias contra os obstáculos de toda a sorte: contra a incredulidade, a indiferença, o comodismo e a inércia dos que duvidaram que o homem podia conquistar o espaço.

O BRASIL foi um símbolo; uma pequena representação das suas lutas futuras. Todas se enquadrariam dentro desse espírito que presidiu à construção do seu primeiro balão: audácia, convicção, perseverança, coragem e intuição especial dos problemas aeronáuticos.


O MEU PRIMEIRO BALÃO

O MENOR

O MAIS LINDO

O ÚNICO QUE TEVE UM NOME:

"BRASIL"

Santos-Dumont 1898

Fonte: Cabangu

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

sábado, 2 de julho de 2011

EPCAR

Inscrições para concurso terminam dia 04/07/11
Estudantes interessados em completar o ensino médio em uma das melhores escolas federais do país podem concorrer às vagas oferecidas pela Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG). As inscrições para o concurso deste ano estarão abertas até 4 de julho, encerrando-se, portanto, nesta próxima segunda-feira. No total, serão oferecidas 215 vagas. A EPCAR prepara jovens para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), que funciona em Pirassununga (SP).
O edital do concurso, formulário de inscrição e o detalhamento das instruções e condições do exame estão disponíveis na internet (www.fab.mil.br e www.epcar.aer.mil.br), na seção “Concursos”. O Guia de Profissões Militares da Força Aérea Brasileira, também disponível no portal, traz um capítulo sobre o funcionamento da EPCAR e fala da rotina dos alunos que estudam em Barbacena.
Na EPCAR, além da formação com disciplinas regulares, como matemática, história, geografia, português e inglês, os jovens recebem ainda fundamentos militares. Durante o curso, o aluno ganha salário (remuneração fixada em lei), alimentação, alojamento, fardamento, assistência médico-hospitalar e dentária.

Fonte: Agência Força Aérea

Visite: www.epcar.aer.mil.br e www.fab.mil.br

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Espaço

Brasil planeja ter satélite de comunicação

Um satélite geoestacionário, que interligará todo o sistema de defesa do Brasil, deverá ser lançado ao espaço até 2014. O satélite será importante para a segurança nacional. Com o lançamento, o Brasil alcançaria auto-suficiência no setor, pois, atualmente, o país aluga um sistema de satélite mexicano. O custo da construção, do lançamento e da manutenção é de aproximadamente R$ 700 milhões.
O novo satélite permitirá melhor comunicação com as instituições que protegem a fronteira do país, facilitará a comunicação com submarinos que navegam no Oceano Atlântico, além do rápido envio de imagens de áreas pouco acessíveis.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

TAM Linhas Aéreas

TAM lança concurso cultural para crianças
A TAM Linhas Aéreas premiará 100 crianças com um DVD do filme Rio por meio do concurso cultural "Férias na Mochila". Para concorrer é necessário acessar o site da Tam Kids, efetuar o cadastro e responder à pergunta:
"Além do DVD Rio, o Filme, o que não pode faltar na sua mochila de férias e por quê?"
Um júri formado por representantes da companhia elegerá as melhores e mais criativas frases, conforme a coerência com o tema, a criatividade, a originalidade e a correção gramatical. A resposta é limitada a 300 caracteres e deve ser escrita exclusivamente em português.
O concurso é válido para todo o território nacional, e só é permitida a participação de crianças de até 12 anos. As inscrições serão recebidas até 21 de julho, e os nomes dos ganhadores serão divulgados no dia 2 de agosto, no site Tam Kids.

Visite: www.tamkids.com.br

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Aeronaves

Voo transatlântico com biocombustível
O Boeing 747-8, o maior avião comercial do mundo, se tornou o primeiro a realizar um voo transatlântico utilizando biocombustível.Ele partiu de Seattle, nos Estados Unidos, e voou 8.029 quilômetros até chegar à feira de aviação Le Bourget, em Paris, no dia 20 de junho de 2011.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Espaço

Astronauta Marcos Pontes incentiva estudantes em palestra
O astronauta Marcos Pontes, primeiro brasileiro a ir ao espaço, proferiu uma palestra de incentivo para cerca de 400 jovens estudantes ontem, 27 de junho de 2011, no auditório do ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica, em São José dos Campos, SP. O evento foi promovido pelo CASD – Curso Alberto Santos Dumont, que proporciona instrução pré-vestibular gratuita para jovens que, por razões financeiras, não podem arcar com os custos de um curso preparatório comercial.

Pontes estruturou sua palestra em tópicos que abrangeram sua vida, as atividades empresariais e a vida no espaço. “Tudo começa com um sonho”, disse para uma platéia atenta e curiosa. E então falou da sua vida modesta em Bauru, interior de São Paulo, como filho de um servente do Instituto Brasileiro do Café, Vergílio, e de dona Zuleika, a quem, emocionado, creditou a diretriz de estudar e perseverar em busca da realização de um sonho. “Os sonhos - assegurou - são essenciais para a vida inteira. Eles fazem com que nós superemos os desafios. É necessário manter o sonho aceso porque ele vai levá-lo para frente.” Noutro momento de emoção, reverenciou a memória de seu tio Marcílio falecido no dia anterior, e que foi um incentivador para que ingressasse na AFA, a Academia da Força Aérea.

Ainda no início da palestra, apresentou um filme enfocando a instrução proporcionada por uma escola do SESI - Serviço Social da Indústria, organização da qual foi aluno. Num trecho do filme uma garota conclui que se ele, Marcos Pontes, tendo sido aluno do SESI chegou ao espaço, também ela, por ser aluna do SESI, tem essa possibilidade.

O astronauta disse aos jovens que nunca devem se esquecer das raízes; relembrou sua infância em Bauru e justificou seu sotaque do interior, recitando com a pronúncia carregada “porta, portão, porteira”. E emendou que por conta de seu sonho de voar, fazia, na parte da tarde, manutenções nas locomotivas da Rede Ferroviária Federal, como aprendiz de eletricista recebendo meio salário mínimo, para pagar um curso noturno, além do estudo técnico no SENAI nas manhãs.

Para estimular a audiência, aconselhou que quando aparecer o medo, deve–se empregar um método comportamental ensinado na NASA: Pensar sempre na próxima linha do procedimento. E isto pode ser aplicado na resolução de uma prova. Ao invés de pensar no medo, na ansiedade, concentre-se na resolução da questão.

ESPAÇO
Marcos Pontes informou que depois da Missão Centenário - que o levou ao espaço no dia 29 de março de 2006 - continua à disposição do Programa Espacial Brasileiro, em Houston, sendo elo entre a AEB – Agência Espacial Brasileira e a NASA, embora não receba salário para isto, o fazendo por amor à Pátria. Por outro lado, suas atuais atividades empresariais permitem a ele trabalhar como consultor nos segmentos de gerenciamento de riscos, segurança operacional (safety) e treinamento.

Sobre a vida no espaço, comentou que é preciso treinar exaustivamente, com determinação e disciplina, para vencer esses momentos. Esclareceu os motivos que o levaram a ser lançado ao espaço, como especialista de missão, por uma nave russa, depois da interrupção temporária das viagens com os ônibus espaciais americanos. Treinou por cinco meses na Rússia os procedimentos operacionais para a viagem espacial. Isto incluiu o aprendizado da língua russa em três meses.

A respeito dos resultados obtidos com a missão, assegurou que foram importantes para o Brasil, embora parcela da imprensa tenha dado destaque para apenas um projeto educacional, ignorando outros dois grupos de experimentos vitais em microgravidade relacionados a equipamentos de tecnologia e a instrumentos científicos, gerados por universidades brasileiras. Assegurou que com ele estava uma Nação inteira. Materializando este sentimento, na transmissão da decolagem, de frente para a câmera, apontou com dois dedos unidos a Bandeira do Brasil em seu macacão, e em seguida fez o sinal de subida. E assim foi para a Estação Espacial Internacional - ISS, estabilizada a 400 quilômetros de altura, dando volta ao redor da Terra a cada 90 minutos. Após o acoplamento da nave à plataforma orbital ISS, recebeu a gentileza do comandante, de ser o primeiro a entrar na estação, ostentando a bandeira do Brasil.

Ainda sobre o espaço, Marcos Pontes falou da rotina de 18 horas diárias de trabalho na Estação. Nos horários de descanso encontrou tempo para tirar duas mil fotografias e iniciar o livro “Missão Cumprida”. Satisfez a curiosidade dos estudantes ao explicar os procedimentos para coisas simples, que se tornam complicadas na ausência da gravidade, como o uso de sanitários.


Ao final da palestra orientou os estudantes a não terem medo de ter medo. “Pensem na próxima linha da questão, do procedimento”, sugeriu. Marcos Pontes arrematou: “Não espero que vocês apenas passem no vestibular. Espero que vocês modifiquem o Brasil”.

Pesquise: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação em 29/03/11 , 02/04/11 , 03/05/11 e 07/06/11

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Datas Especiais

AVIAÇÃO DE BUSCA E RESGATE
O 26 de junho foi consagrado como o Dia da Busca e Resgate para lembrar de uma épica missão que encontrou cinco sobreviventes depois de um acidente com a aeronave FAB 2068. Entretanto, a primeira missão da história desse gênero que se tem notícia ocorreu no ano de 1947, sem que houvesse um sistema integrado, que passaria a se consolidar a partir daquele momento.Militares constataram que uma aeronave que fazia uma linha do Correio Aéreo Nacional estaria desaparecida entre Belém e Santarém. Uma aeronave CA-10 Catalina foi acionada para decolar e buscar o avião. Um dos homens que participou do controle da missão foi Aloysio Accioly de Senna. “Foi inesquecível porque era a primeira de todas as missões. Infelizmente, não havia sobreviventes, mas diante daquela realidade era urgente formar um grupo para essa finalidade”.O Tenente Coronel Senna é controlador de tráfego aéreo e em 2011 conta 87 anos. Ele lembra da conversa entre os pilotos que descobriram quase por intuição a localização da aeronave.“Em um momento, o comandante decidiu desviar 10 graus da rota. Não sabemos explicar, mas o fato é que o avião foi encontrado. Teve, sim, um elemento de sexto sentido”, relembra. A partir daquele momento, foram feitas as ações para que fosse formado na cidade de Belém o Primeiro Centro de Coordenação de Busca e Salvamento no Brasil. “Foi, sem dúvida, o fato que propiciou que a FAB alocasse uma aeronave para essa finalidade, a busca e resgate”, garante.
A primeira aeronave para busca e resgate seria um Catalina, já pintado com as cores que celebrariam o SAR. “Nas bordas da asa, a pintura laranja e uma faixa retangular com a inscrição SAR-Belém. Lembro-me da inscrição e da matrícula da primeira aeronave, era um PBY 5A 6516. As autoridades, na época, entenderam que era a chance de formar um grupo exclusivo para isso”. O esquadrão exclusivo para salvamento seria formado na década seguinte, o 2º/10º GAV, o Pelicano. Entretanto, todos os esquadrões da Força Aérea podem ser alocados para a missão, porque contam com profissionais especializados.

Esquadrão especializado da Força Aérea realizou mais de mil missões
Salvamento é vocabulário corrente no dia-a-dia de militares da Força Aérea Brasileira. Todas as unidades aéreas podem ser empregadas para participar de alguma forma de missões desse tipo, como ocorre, por exemplo, em trabalhos de grande vulto como as buscas a aeronaves desaparecidas.O Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2º/10º GAV), conhecido como Pelicano, é o que particularmente tem a missão de realizar buscas e resgate, tanto sobre o mar quanto sobre a terra, e levando, também, apoio às vítimas de calamidades públicas.
O esquadrão adotou a sigla internacional SAR (Search and Rescue), comum aos esquadrões dos diversos países que se dedicam à mesma missão. Durante 53 anos de existência, os Pelicanos já realizaram mais de mil missões para buscar e resgatar pessoas em todo o território nacional. Dentre as missões, algumas são históricas, como o auxílio às vítimas do terremoto do Peru em 1970, a ajuda nas enchentes do Sul do país no início da década de 70 e a busca do Boeing 737-200 da VARIG em 1989 na Floresta Amazônica.
O símbolo do esquadrão, o Pelicano, faz referência à ave que representa a abnegação de seus integrantes. Os militares baseiam-se na ideia de que os pelicanos quando não encontram alimento para seus filhotes, rasgam o próprio peito e oferecem sua carne e seu sangue para eles se alimentarem.

Fonte: Agência Força Aérea

Pesquise: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação de 26/06/2010 e 30/01/2011

domingo, 26 de junho de 2011

Especial de Domingo

Nos 70 anos, EEAR forma os sargentos da turma 232












A Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), localizada em Guaratinguetá, SP, realizou, no dia 22/06/2011, a formatura da 16ª turma do Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento - Verde Jaguar - e da 232ª turma do Curso de Formação de Sargentos - Pégasus Prata. São os primeiros sargentos formados nos 70 anos do berço dos especialistas, completados no dia 25 de março.
O evento teve início na terça-feira (21/06), com a entrega dos distintivos e dos prêmios aos primeiros colocados no geral e em cada especialidade, no Pátio do Comando. A aluna Hellen Rios Antunes Líbano, do Básico em Controle de Tráfego Aéreo, e o aluno Johnny Chaves de Almeida, do Básico em Eletricidade, obtiveram a primeira colocação nas suas turmas.



No dia seguinte, os esquadrões entraram no Pátio de Comando pela última vez ao som da Canção do Expedicionário. A entrega da divisa foi um dos momentos mais esperados. Mães e pais orgulhosos puderam abraçar os seus filhos já formados.
Em meio aos alunos, uma família chama a atenção. Dois irmãos, agora, usam o mesmo uniforme. O mais velho, o Sargento Felipe Luiz Matos de Araujo, coloca a divisa com orgulho no caçula, o Sargento Vander Luiz Matos de Araujo.
“No início, a gente não sabe o que nos espera. Para nós, vem uma surpresa atrás da outra no decorrer do curso. No meu caso, só nas últimas provas eu vi, realmente, que estaria formado e em pouco tempo e deixaria a escola. Eu fui soldado da Força Aérea Brasileira (FAB) por quatro anos e meio e, pelo meu passado, esta conquista vale muito”, disse o Sargento Vander Araujo, da especialidade Serviços Administrativos.
O Sargento Felipe Araujo resume o sentimento da família:
“Para mim, é a realização de um sonho ver o meu irmão formado na FAB e em direção ao oficialato” , afirmou o especialista em Material Bélico, que serve no Primeiro Grupo de Caça (1º GavCa), na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), no Rio de Janeiro (RJ).
O grito de guerra e a despedida marcaram o final da formatura. Os gestos foram acompanhados de um até breve, na certeza de que os sargentos recém-formados vão se encontrar pelas unidades militares da FAB em todo o país.
“Por tudo o que vivemos na escola, esta vitória vale muito. Ainda terei mais um ano de curso na minha especialidade, mas tenho certeza de que tudo valeu a pena”, enfatizou o Sargento Fábio Dutra Rodrigues, do curso Básico em Controle de Tráfego Aéreo, que segue para o ICEA – Instituto de Controle do Espaço Aéreo, em São José dos Campos, SP, para realizar o curso de operação radar.
A cerimônia, presidida pelo chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Tenente Brigadeiro do Ar Jorge Godinho Barreto Nery, também contou com a presença dos adidos militares da Inglaterra, Chile, Equador, Irã, Paraguai, Rússia, Turquia, Polônia, Japão, Venezuela e Argentina. A novidade da formatura deste ano foi a apresentação da ordem unida auto-comandada, pelo Clube de Ordem Unida da escola.

Disciplina e Coragem
A Escola de Especialistas de Aeronáutica foi criada no mesmo ano que o Ministério da Aeronáutica, em 1941. O berço dos especialistas forma todos os anos cerca de mil alunos em 27 especialidades, de acordo com as necessidades do Comando da Aeronáutica (COMAER).
No início, a escola era localizada nas antigas instalações da Escola de Aviação Naval, na Ponta do Galeão, na Ilha do Governador (RJ). O ano de 1950 marca a mudança da escola do Rio de Janeiro para as salas de aula da Escola Prática de Agricultura de Guaratinguetá (SP). Cerca de 63.000 sargentos já passaram pelas salas de aula da Escola de Especialistas desde a mudança para o Estado de São Paulo.
Atualmente, a escola ocupa um espaço de aproximadamente 10 milhões de metros quadrados, contendo 125 prédios administrativos e 415 residências ocupadas por militares.

A Escola
- As mulheres puderam ingressar na Escola de Especialistas a partir de 2002. A turma "Império Azul" do Curso de Formação de Sargentos recebeu 287 alunos, dos quais 56 eram mulheres.
- São 27 especialidades distribuídas em dois cursos: o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento e o Curso de Formação de Sargentos.
- O Curso de Formação de Sargentos - Modalidade Especial - Básico em Controle de Tráfego Aéreo é o mais novo da escola. Ele foi criado em 2007 para suprir as necessidades relativas ao efetivo de Controle de Tráfego Aéreo.

Fonte: Cecomsaer

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sábado, 25 de junho de 2011

Carreiras na Aviação

FAB divulga formas de ingresso para estudantes
O Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), localizado em Belo Horizonte, participou, nos dias 16 e 17 de junho de 2011, do 3º ExpoUna - considerado a maior mostra de conhecimento de Minas Gerais. A exposição recebeu cerca de 40 mil pessoas, entre estudantes do ensino médio, universitários e professores. A Seção de Comunicação Social do CIAAR montou um estande no local para informar aos estudantes sobre as formas de ingresso na Força Aérea Brasileira (FAB). O público pôde conhecer mais sobre as profissões e as atividades desenvolvidas pela FAB e receber material - folders, revistas e jornais - contendo informações sobre a instituição. Os visitantes também puderam assistir a vídeos sobre as profissões militares da FAB, que ilustram as diversas oportunidades de carreira oferecidas pela instituição, que exigem desde nível fundamental ao nível superior.
O estudante do ensino médio Euller Giovanni, de 17 anos, ficou surpreso quando viu o estande da Aeronáutica na exposição. "Achei legal a participação da Aeronáutica no Expo UNA, por que eu estava procurando informações sobre ingresso na FAB e ainda não havia encontrado nos lugares onde busquei", disse.

Fonte: CIAAR

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Datas Especiais

24 de junho: Dia da Observação e Reconhecimento Aéreo

O calendário da Aeronáutica brasileira reserva o dia 24 de junho para reverenciar o Dia da Observação e Reconhecimento Aéreo

AVIAÇÃO DE OBSERVAÇÃO

A primeira unidade da Força Aérea Brasileira a desempenhar a função de Observação foi a 1ª. ELO – Esquadrilha de Ligação e Observação, que participou da campanha brasileira na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial. Integrante da Artilharia Divisionária da Força Expedicionária Brasileira, a 1ª ELO tinha como missão regular o tiro da artilharia e observar o campo inimigo. Os pilotos e os mecânicos dos aviões eram da FAB e os observadores aéreos, oficiais do Exército. “Éramos os olhos avançados da artilharia no campo de batalha” explicou, em setembro de 2010, Orpheu Bertelli, voluntário da Força Expedicionária Brasileira, integrante da 1ª ELO, por ocasião das festividades dos 30 anos do Esquadrão Puma, sediado no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, cuja origem é a heróica 1ª. ELO. Cessada a participação do Brasil na Segunda Guerra, a 1ª ELO compartilhou suas missões no território nacional com os EMRA – Esquadrões Mistos de Reconhecimento e Ataque, ativos até o início da década de 80 no século XX.

AVIAÇÃO DE RECONHECIMENTO AÉREO
É uma tarefa tipicamente militar, que tem o propósito de obter informações sobre as atividades inimigas e o ambiente operacional, a partir de plataformas aeroespaciais.
O Reconhecimento Aéreo tornou-se uma ferramenta essencial para o Emprego do Poder Aéreo, pois possibilita a produção de conhecimentos, que alimenta o processo decisório em todos os níveis da guerra. O Reconhecimento Aéreo na FAB nasceu em 1947, com a ativação do 1°/10º Grupo de Aviação de Reconhecimento-Foto e expandiu suas atividades em 1956, com a criação do 6º Grupo de Aviação, constituído pelo 1º/6º Grupo de Aviação, dedicado à Busca e Salvamento, e o 2º/6º Grupo de Aviação, ao Reconhecimento Fotográfico.
Atualmente, há três esquadrões da FAB voltados ao reconhecimento, o mais novo é o "Guardião", baseado em Anápolis, GO, e que opera os Embraer R-99A e R-99B. Os R-99A são aeronaves de Alerta Aéreo Antecidado e Controle, dotadas de um potente radar Ericsson Erieye em seu dorso. Esse avião tem a capacidade de detectar qualquer aeronave que tenha invadido o espaço aéreo brasileiro, mesmo em baixas altitudes, o que garante a soberania do nosso espaço aéreo. Já o R-99B é uma avançada aeronave de sensoriamento, capaz de fornecer imagens e informações eletrônicas sobre objetivos no solo em tempo real. O esquadrão "Carcará" está sediado na Base Aérea do Recife e é empregado no cumprimento das missões de reconhecimento foto, visual e meteorológico. O esquadrão opera os R-95 Bandeirante e os R-35A Learjet.
O Esquadrão "Poker", baseado em Santa Maria, RS, é a única unidade da FAB que tem por missão principal o reconhecimento tático, operando desde 1999 as aeronaves Embraer RA-1A/B AMX. O esquadrão realiza o Reconhecimento Tático como função primária e mantém a capacidade de ataque, interdição e apoio aéreo aproximado.

Pesquise: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA em 28/09/2010

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Segurança Aérea

Balões são perigo para a aviação
Uma ameaça ronda o espaço aéreo das cidades: os balões. É um crime ambiental que prevê pena de até três anos de prisão e multa.
No Brasil, só no ano passado, 116 foram vistos por pilotos próximos a aeroportos. Mas é quando caem que eles provocam ainda mais estragos.
Nessa época do ano, o número de balões costuma aumentar por causa das tradições juninas. Um levantamento feito pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou o Rio de Janeiro e São Paulo como as cidades brasileiras que mais soltam balões.
Em 2010, 52 deles foram vistos sobre o Aeroporto de Cumbica. No Rio de Janeiro, 19 passaram sobre o Aeroporto do Galeão. Para se ter ideia do tamanho do risco, se um avião comercial a uma velocidade de 300 km/h bater em um balão pequeno, de 15 quilos, o impacto é de aproximadamente 3,5 toneladas.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Oshkosh 2011

Brasileiros se preparam para o mega evento da aviação mundial
Grupos de brasileiros planejam visitar o EAA Airventure 2011 em Oshkosh, maior evento da aviação experimental mundial. Um dos grupos é coordenado pela Candiota Operadora de Turismo. Segundo nota no endereço eletrônico desta agência, o Boeing 787 Dreamliner estará na feira, no dia 29 de julho de 2011, mostrando aos entusiastas da aviação um exemplo da nova geração de aviões de transporte de passageiros. Será a primeira vez que o público poderá visitar o 787 por dentro.
EAA AirVenture Oshkosh é o nome da maior festa da aviação mundial. O evento, até pouco tempo, era conhecido simplesmente como Oshkosh, nome da cidade sede, localizada no centro norte dos Estados Unidos, Estado de Wisconsin, região dos grandes lagos. Oshkosh está a algumas horas da fronteira com o Canadá e a pouco mais de duas horas de carro, do Aeroporto de Chicago O'Hare, um dos maiores e mais movimentados aeroportos do mundo. Oshkosh é a meca da aviação. São mais de 10 mil aviões, num único aeroporto, e 800.000 mil visitantes no espaço de apenas uma semana! Durante essa semana, o Aeroporto de Oshkosh se transforma no mais movimentado do mundo, com 5 vezes mais tráfego que o Aeroporto O`Hare, de Chicago, o mais movimentado durante o ano. (Só para dar uma idéia, o total da frota brasileira não chega a doze mil aeronaves).Trabalham na organização deste mega evento, mais de sete mil voluntários. A organização, no ar e no solo, é impressionante.São milhares de aeronaves, de todos os tipos. Dos mais antigos e raros aviões até caças de última geração. Aviões da Primeira e da Segunda Guerra Mundial podem ser vistos, às centenas, como se tivessem saído da fábrica ontem. São os chamados warbirds. Aviões experimentais, também conhecidos como homebuilts (feitos na garagem de casa), ultra-leves, helicópteros, aeromodelos, feira de peças aeronáuticas novas e usadas. O que você imaginar, que tiver alguma relação com aviação, você vai achar em Oshkosh. Encontra-se desde um trem de pouso de um velho bombardeiro B-17 até instrumentos com tecnologia de ponta, os chamados aviônicos.Um dos pontos altos das tardes de Oshkosh são os shows aéreos com simulações muito reais de combates aéreos (dogfights), além de bombardeios realizados por aviões da II Guerra Mundial e pelos primeiros jatos que operaram na Guerra da Coréia. As demonstrações prosseguem com Sea Harriers (de decolagem vertical), F-14 Tomcats (do filme Top Gun), F-15, F-16, bi-planos com barulhentos motores radiais, paraquedistas, enfim, uma festa para os olhos. Oshkosh é o evento mais fotografado do mundo.

Visite: www.candiota.com.br

terça-feira, 21 de junho de 2011

Pioneiros

ANTÔNIO GUEDES MUNIZ
Nascido em 12 de Junho de 1900 em Maceió, Antônio Guedes Muniz foi um pioneiro da indústria aeronáutica brasileira.
Sua primeira grande missão na carreira militar foi em 1922 no levante do Forte de Copacabana como oficial de ligação entre o Campo dos Afonsos, o Forte de Copacabana e a Escola Militar.
Durante o período em que trabalhou no Campo dos Afonsos, Guedes Muniz ficou responsável por tarefas relacionadas à manutenção das pistas de pouso e dos aviões da Escola de Aviação do Exército. O interesse crescente no setor fez com que fosse estudar engenharia aeronáutica em Paris.
Foi durante seu curso em Paris que Guedes Muniz projetou suas três primeiras aeronaves, mas somente a terceira iria ser construída. Também chegou a atuar nas três principais empresas francesas da época: Caudron, Faerman e Potez.
Nesta fase de sua vida obteve recursos com o Governo Federal e a companhia Caudron para construir seu avião Muniz M5. Em 10 de Julho de 1931 a nova aeronave é apresentada para a sociedade, em solenidade no campo dos Afonsos.
Em 1936 entrega os primeiros exemplares do Muniz M7, biplano para dois tripulantes destinado para treinamento de pilotos.Esta foi a primeira aeronave a ser produzida em série no Brasil pela Companhia Nacional de Navegação Aérea.Primeira série de aviões Muniz M7. Entrega na Ilha do Engenho.

Em 1942, em plena guerra, assina o acordo com a Wright Aeronautic Corporation para a fabricação dos motores Wright com incentivos financeiros e assistência técnica dos EUA.
Em 1958 publicou o livro Um mundo mais humano.
Faleceu em 28 de junho de 1985.
Em 2000, postumamente, é feito Patrono da Indústria Aeronáutica Brasileira.

Fonte: www.museutam.com.br

Pesquise: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA de 25/04/10

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Aeroclube de Várzea Grande - Aerovag

O Aeroclube de Várzea Grande - Aerovag, fundado em 14 de Abril de 1991, é uma associação civil com patrimônio e administração próprios, com serviços locais e regionais, cujos objetivos principais são o ensino e a prática da aviação civil, de turismo e desportiva em todas as suas modalidades, podendo cumprir missões de emergência ou de notório interesse da coletividade.
O Aeroclube de Várzea Grande não tem finalidade lucrativa, nem remunera seus dirigentes, direta ou indiretamente, não respondendo seus sócios solidária nem subsidiariamente pelos compromissos assumidos.
Os sócios, com direitos e deveres iguais, salvo as condições estabelecidas em estatuto, serão: fundadores, honorários, beneméritos, remidos ou efetivos.
Poderão ser sócios honorários vultos eminentes, nacionais ou estrangeiros, que se distinguiram por feitos notáveis ou contribuído relevantemente para o progresso da aeronáutica.
Como beneméritos, serão considerados os que, pertencendo ou não ao quadro social, prestaram destacados serviços à entidade, cuja escolha, feita pela diretoria, deverá ser homologada por 2/3 (dois terços), no mínimo, dos sócios presentes a uma assembléia geral.AEROVAG
Rua Viracopos Nº 6
Bairro Jardim Aeroporto
CEP: 78125-045
Várzea Grande - MT
Para maiores informações entre
em contato pelo telefone: (65) 3682-0567
e-mail: aerovagmt@yahoo.com.br

CURSOS:

PILOTO PRIVADO (PPA)
Requisitos:
Idade Mínima: 17 anos p/ inicio (OBS: 18 anos para solar)
Escolaridade: 1º ou 2º Grau Completo/Superior
Certificado de Capacidade Física (CCF)

EXAME MÉDICO
Todos os alunos no início do curso deverão passar por exames com médico credenciado pela ANAC para obtenção do CCF (Certificado de Capacidade Física - 2ª Classe).

CURSO TEÓRICO
O curso teórico será realizado em escolas homologadas pela ANAC (Aerovag), e ao término deste, o aluno será submetido ao teste aplicado pela Agência Nacional de Aviação Civil, e após a aprovação receberá o Certificado de Conhecimentos Teóricos, (CCT), estando ápto a iniciar a parte prática.

CURSO PRÁTICO
No mínimo 35 horas de voo. Após concluído, o aluno se submeterá ao exame prático para obtenção do CHT (Certificado Habilitação Técnica).

TÉRMINO DO CURSO
O curso de Piloto Privado terá seu término após a conclusão das horas de voo, e logo em seguida será feito o voo de cheque, realizado com um checador credenciado pela ANAC, onde o aluno aprovado recebe a CHT (Certificado de Habilitação Técnica).

DOCUMENTOS PARA MATRÍCULA NO AEROVAG
2 Fotos 3X4
Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento
CPF (se menor, CPF do responsável)
Certificado de Escolaridade 1º Grau (para PPA) e 2º Grau Completo/Superior (para PCA)
Titulo de Eleitor
Certificado de Reservista ou Alistamento Militar
Autorização do Responsável se Menor de 18 anos (assinar e reconhecer Firma)
Certificado de Capacidade Física (CCF)
Comprovante de residência

PILOTO COMERCIAL/IFR (PCA/IFR)
Requisitos:
Idade Minima: 18 anos
Escolaridade: 2º grau completo ou Superior
Certificado de Capacidade Física
CHT de Piloto Privado

CURSO TEÓRICO
O curso teórico (obrigatório para PC/IFR) será realizado em escolas homologadas pela ANAC, e ao término deste o aluno sera submetido ao teste aplicado pela ANAC, e após a aprovação receberá o Certificado de Conhecimento Teórico (CCT). Com as seguintes matérias:

- Conhecimentos Técnicos das Aeronaves
- Meteorologia
- Teoria de Voo
- Regulamentos de Tráfego Aéreo
- Navegação Aérea
- Instrução aeromédica
- Segurança de Voo
A frequência mínima é de 75% em cada uma das disciplinas

EXAME MÉDICO
Realizar inspeção de saúde para obter o CCF de 1º classe.

CURSO PRÁTICO
Serão 150 horas de voo que se dividem em:

35 horas de PP (Mínimo)
110 horas de PC, divididas em: 20 horas em comando de vôo local
70 horas de navegação em comando incluindo uma navegação de no minimo 300 milhas (dentre elas 5 horas noturna visual)
40 horas IFR das quais 20 podem ser abatidas por 25 horas em simulador homologado. (As horas IFR podem ser feitas 5 horas monomotor e 15 horas multimotor no caso de curso Multi/IFR)

INSTRUTOR DE VOO
Requisitos:
Idade Minima: 18 anos
Escolaridade: 2º grau completo ou Superior
Certificado de Capacidade Fisica
CHT de Piloto Comercial

CURSO TEÓRICO
O curso teórico será realizado em escolas homologadas pela ANAC, e ao término deste o aluno sera submetido ao teste aplicado pela ANAC, e após a aprovação receberá o Certificado de Conhecimento Teórico (CCT).

CURSO PRÁTICO
21,5 horas de vôo em aeronave de preferência do tipo convencional

ADAPTAÇÃO EM MULTIMOTOR
Certificado de Capacidade Física
CHT de Piloto Privado (mínimo)
15 horas de voo em aeronave multimotora, sendo que as 3 ultimas horas no tipo da aeronave que será usada no voo de cheque.

Visite: www.aerovag.com.br

domingo, 19 de junho de 2011

Especial de Domingo

Os 89 anos da Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul

A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul realizou-se no período de 30 de março a 17 de junho de 1922. Constituiu um importante e inusitado acontecimento e um memorável marco histórico nos anais da navegação aérea, em nível mundial. No ano de 1922 comemorava-se o Centenário da Independência do Brasil, excelente ocasião para realizar o inolvidável voo ligando Lisboa ao Rio de Janeiro, então Capital do Brasil. As seculares relações de amizade entre Portugal e o Brasil – afinidades culturais de língua, de religiosidade e de sentimentos – e as constantes tentativas para uma maior aproximação entre as duas nações irmãs despertaram em Sacadura Cabral, alma de aviador e de desbravador, o desejo incontido de tentar a viagem aérea entre Lisboa e o Rio de Janeiro, repetindo, assim, pelo ar, a viagem marítima do célebre navegador português Pedro Álvares Cabral, alguns séculos antes. Assim, a evocação do passado, com a descoberta do Brasil, em 1500, passou a ser uma referência obrigatória no quotidiano dos protagonistas e observadores da heróica viagem. O paralelismo entre as caravelas e o hidroavião, entre o insigne navegador Pedro Álvares Cabral(1467 – 1520) e a dupla de notáveis e destemidos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral,entre o quadrante náutico e o sextante aéreo, símbolos da ligação imorredoura entre Portugal e Brasil, denotam duas épocas, duas histórias, dois marcantes acontecimentos.Partindo de Lisboa no hidroavião Lusitânia, o piloto Sacadura Cabral (1881–1924) e o navegador Gago Coutinho(1869–1959) percorreram 8.383km em 62h 26min de voo, fazendo escalas em Las Palmas, Gando, São Vicente, São Tiago, Penedos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, Recife, Salvador, Porto Seguro, Vitória e Rio de Janeiro. A aeronave utilizada nessa incrível façanha era um monomotor Fairey III-D de 350cv. A chegada ao Brasil e o regresso a Portugal foram motivos de grandes apoteoses. Naquele momento não eram habituais grandes viagens sobre o mar, e sem pontos de referência na água ou em terra. A navegação astronômica tornou-se,a partir dessa magnífica epopéia,condição básica para o progresso da aviação e, consequentemente, importante fator de desenvolvimento dos povos. Gago Coutinho e Sacadura Cabral formaram uma dupla muito especial e altamente criativa, desenvolvendo, em conjunto, um curioso equipamento que denominaram “Corretor de Rumos”, que permitia plotar a deriva do avião e calcular o rumo verdadeiro, com excelente precisão. Tinha a dimensão equivalente aos dias de hoje, 2011, com o emprego do GPS, sistema de posicionamento global por satélite. Utilizaram também o “Sextante de Horizonte Artificial”. Este sextante resultou de uma adaptação do clássico sextante de marinha, realizada em 1919 por Gago Coutinho, mediante a aplicação de um nível de bolha de ar e de um espelho auxiliar para refletir a imagem da bolha.Este dispositivo permitia assim definir um plano horizontal. Esta invenção, até então inédita, revolucionaria os métodos de navegação aérea, permitindo realizá-la com precisão, sem qualquer auxílio exterior. Era o nascimento do que proporcionaria o atual horizonte artificial, para o voo por instrumentos.

Resumo da viagem
A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul foi efetuada sem o apoio de qualquer navio auxiliar, nem tampouco a bordo dos hidroaviões “Fairey” existia qualquer aparelho de radiotelegrafia. Na navegação da Travessia, feita fora da linha normal de navegação marítima, apenas se observou o Sol e a bordo do avião praticou-se a navegação como se estivesse a bordo de um navio isolado, dependente apenas da utilização da bússola, dos cronômetros e do sextante português. Os cálculos da posição foram feitos por processos especiais e muito rápidos, criados pelos aeronautas portugueses e, assim, a posição não levava mais de três minutos para ser encontrada. Estes processos permitiram o traçado de 40 retas de altura durante as 11 horas e 20 minutos de voo que durou a etapa crítica Porto Praia – Penedo de São Pedro, numa extensão de 1.700 km. Durante a Travessia Aérea do Atlântico Sul, os notáveis aviadores estiveram sem avistar terra durante 36 horas e 44 minutos e, durante este tempo, foram observados 96 grupos de alturas do Sol, ou seja, um grupo para cada 23 minutos. Durante a Travessia foram percorridas 4.527 milhas náuticas em 62 horase 26 minutos de voo, ou seja, a uma velocidade média, por hora, de 72,5 milhas náuticas por hora. O monumento evocativo do memorável feito histórico pode ser visto em Lisboa, próximo à Torre de Belém, e representa o “Santa Cruz”, o hidroavião que concluiu a épica viagem iniciada em 30 de março de 1922 com o “Lusitânia”. Este afundou em 18 deabril junto aos Penedos de São Pedro e São Paulo. A Travessia prosseguiu com o hidroplano “Portugal”, que também se perdeu na mesma área, em 11 de maio, sendo substituído pelo “SantaCruz”, que, finalmente, chegou a Recife em 5 de junho e, posteriormente, ao Rio de janeiro, em 17 de junho. O Museu de Marinha, em Lisboa, acolhe em seu precioso acervo o hidroavião “Fairey”, o único aeroplano sobrevivente da perigosa Travessia, eque foi batizado de “Santa Cruz” pela esposa do então Presidente do Brasil, Dr. Epitácio Pessoa.Embora a fragilidade dos hidroaviões utilizados obrigasse os insignes aeronautas a deixar pelo caminho o “Lusitânia” e o “Portugal”, esta temerária e atribulada Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, em que os nobres aviadores estiveram muito perto de perder a vida, teve o mérito de comprovar a eficácia e o valor dos processos desenvolvidos por Gago Coutinho para a navegação aérea, assim como o bom desempenho do “Sextante de Bolha”, por ele inventado, e do “Corretor de Abatimento”, concebido em parceria com Sacadura Cabral. Com garra, coragem, determinação, aguçada inteligência, profissionalismo, e comovente denodo, completaram, em 1922, a Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul, ligando Lisboa ao Rio de Janeiro. Proeza alcançada não somente devido à coragem e ao espírito aeronáutico, mas também aos instrumentos de navegação por eles criados e até então inexistentes.

Fonte: A Primeira Travessia Aérea do Atlântico Sul

Autor: Manuel Cambeses Júnior, Coronel-Aviador e membro do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica.

Pesquise: http://www.incaer.aer.mil.br/opusculo_trav_atlantico_sul.pdf

sábado, 18 de junho de 2011

Carreiras na Aviação

Um voo alçado para a história
Entre a conquista de ser a primeira mulher a pilotar um jato de caça e a realização de um sonho de infância, a jundiaiense Carla Alexandre Borges vive o que considera como sua melhor fase na aviação. Uma mulher de poucas palavras e que revela certa timidez. Mas com ousadia o suficiente para entrar para a história da aviação brasileira como a primeira piloto de uma aeronave de caça. A jundiaiense Carla Alexandre Borges, 28 anos, atualmente vivencia o que revela ser um sonho de infância. “Desde criança eu gostava muito de aviões e sempre desejei ser piloto”, diz, com simplicidade.Com foco nos estudos e centrada em seus objetivos, Carla foi muito além do que poderia sequer imaginar quando era apenas uma garotinha sonhadora. No dia 3 de maio de 2011, ela pilotou um jato de caça modelo AMX - uma aeronave de ataque tático e estratégico. O voo, além de repleto de significados pessoais para a jundiaiense, a consolidou como membro do esquadrão de primeira linha do 16º Grupo de Aviação Adelphi (base em Santa Cruz, no Rio de Janeiro) e a fez entrar para a história, já que nenhuma outra mulher havia alçado voos tão significativos na aviação de caça da FAB (Força Aérea Brasileira). “O voo solo traz uma confiança grande, é bem representativo”, avalia Carla, completando: “E com um caça o voo é diferente, não é só decolar e chegar ao destino. É emocionante, exige maior concentração e preparo.”São essas as características da aviação de caça que mais atraem a piloto jundiaiense. “A adrenalina é indescritível”, enfatiza. Um jato de caça chega a mil quilômetros por hora de acordo com Carla. E o voo exige muito preparo e planejamento. “Você voa muito próximo ao chão, tem que saber muito bem o que está fazendo porque improvisar alguma manobra é praticamente impossível”, afirma a piloto. Antes de assumir o comando do jato, além do preparo teórico, foram necessárias horas e horas de treino em simuladores. “Cada modelo de aeronave tem o seu próprio simulador e essa é uma etapa fundamental para o nosso preparo”, salienta Carla. Trajetória de sucesso. O primeiro passo de Carla rumo à realização de seu sonho foi dado em 2003, quando entrou para a Academia da Força Aérea, em Pirassununga. Aos 19 anos, a jundiaiense fez parte da primeira turma de mulheres do curso de Formação de Oficiais Aviadores. Até então, a mulher se fazia presente na FAB apenas em funções administrativas e na área da saúde (médicas, dentistas, farmacêuticas). Em 2007, foi o momento de escolher que caminho exatamente seguir dentro da corporação. Segundo Carla, há uma classificação que encaminha as pilotos para a aviação de transporte, helicópteros ou caça. Foi assim que a jundiaiense seguiu para Natal (RN), onde fez um curso específico para pilotos da aviação de caça. Pouco tempo depois, Carla seguiu para Boa Vista (RR), cidade em que permaneceu durante três anos e onde pilotava uma aeronave modelo 29. “Um voo é sempre diferente do outro e o desafio se faz presente em todos”, revela. Ao todo, mais de 74 mil pessoas integram a FAB. As mulheres representam 12,78% do total (9.524).22 é o número de oficiais aviadoras formadas pela FAB. Em formação, há 31 mulheres no momento de acordo com dados da assessoria de imprensa.

Texto:Michele Stella

Fonte: www.redebomdia.com.br, 10/6/11

Visite: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação de 07/05/2011