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Voar é um desejo que começa em criança!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Concurso para Sargento da FAB

Aeronáutica tem 283 vagas para cursos na EEAR
As inscrições podem ser feitas até o dia 19 de maio

Estão abertas as inscrições para o concurso ao Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica (CFS-B 2016). As inscrições devem ser feitas até o dia 19 de maio de 2015 no site www.eear.aer.mil.br. A taxa é de R$ 60,00. Este ano ocorrerão dois concursos para o CFS-B: um no primeiro semestre e outro no segundo semestre. O edital, lançado nesta semana, disponibiliza 283 vagas para 14 especialidades. Os aprovados no concurso começarão as aulas no dia 10 de janeiro de 2016. Para participar do exame o candidato não pode ter menos de 17 anos e nem completar 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2016 (conforme alínea “h”, inciso V, Art. 20 da Lei nº 12.464). Os interessados devem possuir ensino médio completo, entre outros requisitos estabelecidos no edital. O processo seletivo é composto de provas escritas (Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. As provas serão realizadas no dia 12 de julho de 2015 nas seguintes cidades: Belém (PA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), São José dos Campos (SP), Campo Grande (MS), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Brasília (DF), Manaus (AM) e Porto Velho (RO). Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), durante dois anos. Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno será nomeado Terceiro-Sargento e receberá um salário inicial bruto de R$ 3.686,25.

Quadro de Vagas

OPÇÃO 01 – AERONAVEGANTES
SOMENTE SEXO MASCULINO
1.
BMA - Mecânica de Aeronaves
45
2.
BMB - Material Bélico
11

OPÇÃO 02 – AERONAVEGANTES
AMBOS OS SEXOS
3.
BCO – Comunicações
11

OPÇÃO 03 - NÃO-AERONAVEGANTES
SOMENTE SEXO MASCULINO
4.
SGS - Guarda e Segurança
22

OPÇÃO 04 - NÃO-AERONAVEGANTES
AMBOS OS SEXOS
5.
BEV - Equipamento de Voo
4
6.
BMT – Meteorologia
7
7.
BSP – Suprimento
11
8.
SAI – Infor. Aeronáuticas
10
9.
SDE – Desenho
6
10.
BEP - Estrutura e Pintura
9
11.
SEM – Eletromecânica
6
12.
SML – Metalurgia
4
13.
SBO – Bombeiro
9

OPÇÃO 05 - CONTROLE DE TRÁFEGO AÉREO
AMBOS OS SEXOS
14.
BCT –Contr. de Tráf. Aéreo
128

Saiba mais: www.fab.mil.br 

Outros concursos para a Aeronáutica: Veja blog do NINJA de 23/04/2015

domingo, 26 de abril de 2015

Especial de Domingo

O único aviador brasileiro veterano da Segunda Guerra Mundial ainda vivo, aos 95 anos, o Major John Buyers concedeu entrevista, em dezembro de 2013, no Museu do Segundo Comando Aéreo Regional, no Recife (PE), reproduzida, em 2015, pela Agência Força Aérea, em comemoração aos 70 anos da vitória brasileira pelo Primeiro Grupo de Caça nos céus da Europa, na luta contra o nazifascismo.
Boa leitura.
Bom domingo!

Heróis Brasileiros


Um mineiro é o último aviador herói brasileiro da Segunda Grande Guerra

Nascido em Minas Gerais, mas filho de norte-americanos, o Major John Buyers participou da Segunda Guerra Mundial como oficial da Aviação do Exército dos Estados Unidos (USAAF). Por falar português fluentemente, foi designado para atuar como oficial de ligação entre o Comando dos EUA e o 1° Grupo de Aviação de Caça, o esquadrão de combate da Força Aérea Brasileira que se tornou o único da América Latina a participar da guerra na Europa, entre 1944 e 1945. Sua função seria apenas burocrática, mas ele foi voluntário para voar 21 missões de combate ao lado dos seus colegas da FAB. Duas delas aconteceram no dia 22 de abril de 1945, lembrado até hoje como o Dia da Aviação de Caça. Aos 95 anos, o Major John Buyers é o único aviador brasileiro veterano da Segunda Guerra Mundial ainda vivo. Em entrevista concedida em dezembro de 2013 no Museu do Segundo Comando Aéreo Regional, no Recife (PE), ele brinca: "sou o viúvo!". John Buyers lembra das missões nos caças P-47 Thunderbolt e da vida ao lado dos pilotos brasileiros. Mas o oficial americano não se refere a “eles”: apesar de ter passado o conflito em um uniforme dos EUA, o veterano não hesita em se referir aos brasileiros como “nós”. Confira abaixo a íntegra da entrevista:

É verdade que o senhor conheceu Santos Dumont?
Conheci. Meu Deus, como é que eu vou contar? Ele morava em Petrópolis e eu fui procurá-lo lá. Encontrei, conversei com ele um bocado. Recebeu-me muito bem. Foi uma aventura pra mim porque ele já era um homem velhinho. Não me conhecia, nunca me viu mais gordo. Aí então eu meti a cara e fui lá conversar com ele (risos). Mas foi muito bom. Não esqueço nunca a palestra que eu tive com ele. Eu tenho certeza que ele não se esqueceu de mim não. Eu não pilotava avião não, mas eu era maluco por aviação.

E a Carmem Miranda também?
Eu conheci Carmem. Ela estava passando e eu disse: “Ô Carmem, não quer tirar uma fotografia comigo não?”. E ela disse: “Vem cá, meu bem”. Aí chegou lá, me abraçou, e ela foi embora. Nunca mais vi. (risos).


Mas daquele tempo, sua maior lembrança é a participação na Segunda Guerra Mundial, não é?
Nem pergunta, porque foi uma época da minha vida que eu nunca, mas nunca vou esquecer. Porque fomos a uma guerra e foi matança pra aqui, matança pra ali... E o Brasil fez bonito, viu? O Brasil fez bonito na campanha lá. E eu tenho muito orgulho do meu grupo de caça. (lágrimas).

É verdade que inicialmente os americanos não acreditavam muito que o Brasil conseguiria ter um grupo de aviação de caça na guerra?
Eu penso que eles achavam que o Brasil talvez não pudesse, mas foi insistido. E o americano estava querendo pegar o Brasil pelo pé (risos) para ser um bom companheiro para ele. Então ele deu tudo, tudo o possível para esse Grupo de Caça. O americano deu de graça para nós, de graça. E nós fizemos bonito, muito bonito. Nunca pensaram que nós íamos conseguir isso.

O senhor era o Oficial de Ligação. Não tinha qualquer obrigação em voar missões de combate. Mesmo assim, voou 21 vezes ao lado dos brasileiros. Por que isso? Por que arriscou a própria vida mesmo sem precisar?
Eu estava em uma guerra. Eu queria participar da guerra. E eu estava com o grupo de caça… (sorriso) E eu pedi, eu entrava na frente. Mas levei muito tiro. Levei muito tiro. Meu avião voltou várias e várias vezes com buracos. Mas a gente foi pra frente.

Durante a guerra o senhor tinha 24, 25 anos. O que leva um jovem a querer participar da guerra?
É a aventura. Não tem nem dúvida. Foi uma aventura mesmo que nós tivemos lá. Mas nós corríamos o risco. Uns não conseguiram. Morreram, tiveram que saltar de paraquedas, foram parar em campo de prisioneiros. Outros ficaram escondidos lá no meio do mato até que terminasse a guerra. Então tem de tudo.

É verdade que o Tenente-Coronel Nero Moura estava preocupado com um “excesso de coragem” dos pilotos brasileiros?
Estava. Às vezes estavam exagerando um pouco. Mas isso é coisa da mocidade. Você tem um aviãozão cheio de metralhadoras e você não vai fazer nada contra o inimigo? Eles metiam mesmo pra frente para ganhar a guerra e ganhar experiência para o Brasil.

O senhor lembra das suas missões?
Lembro. A gente não esquece. Não sei como eu posso dizer para você. Eu tive sorte. Eu levei muito tiro, mas nenhum deles foi fatal. Não tive que saltar de paraquedas. E eu tenho muito orgulho do primeiro grupo de caça. Porque eles fizeram bonito. Ninguém pensava que o Brasil ia fazer o que fizemos. Mas eu procurava orientar também os pilotos brasileiros para eles não se exporem demais. Eu conversei com os pilotos americanos que estavam lá e eles me explicaram coisas, como fazia, como era e tal, e passava isso para o pessoal brasileiro.

O 1° Grupo de Caça voava o P-47, o “trator voador”. Dava confiança voar aquela aeronave em combate?
Ah, dava! Por que não? Ele era muito maneável. Foi um avião extraordinário. E nós tivemos muita sorte. Tem isso também. Eu acho que dos pilotos eu sou o último, não tem mais nenhum brasileiro. Eu sou o viúvo (risos).

Mais que colegas, amigos de muitos anos?
Ah sim. Isso você não consegue tirar da cabeça nem do coração.

Nero Moura foi um amigo em especial?
Sim, senhor. Um grande amigo e não esqueço nunca do Nero Moura. Eu, às vezes.... Não tem mais nenhum deles vivo. Todos já morreram. Eu sou o último. (choro) Eu perdi muitos amigos. Mas eu ganhei muitos.

Olhando essa maquete atrás do senhor a gente lembra que o Grupo de Caça precisou enfrentar chuva, lama, neve... Qual era o segredo para, mesmo assim, conseguir cumprir tantas missões? 
Eram os mecânicos. Os mecânicos foram muito bons. Foram muito bons mesmo. Eu não me lembro de nenhuma missão que tivesse voltado por um problema qualquer no motor ou falha do mecânico. Não existiu. Eles sabiam e eles queriam que nós fossemos e voltássemos. Era um encaixamento ali que eu não sei explicar, mas nós dependíamos dos mecânicos e os mecânicos dependiam de nós.


Depois de cumprir as missões, como era dormir no fim do dia?
Todo mundo dormia com sossego. Dormia com sossego e com o orgulho do que tinha feito naquele dia. É uma coisa que a gente não sabe explicar (sorriso).

Havia medo, também?
Medo? (risos) O cabelo ficava arrepiado, mas a gente ia mesmo. Ninguém ia voltar sem fazer a missão que tinha saído para fazer. Agora, tem uma vantagem, nossos pilotos eram de primeira. E nós tivemos um treinamento muito bom.

Além de dormir, o que dava para fazer para tentar relaxar?
Escrever cartas para casa. Eu escrevia para meu pai porque ele estava preocupado. Eu procurava mandar uma carta de dois em dois dias porque chegava lá e ele sabia que tava tudo bem. E assim eram os outros também.

O senhor contava tudo nas cartas ou procurava só deixar o seu pai mais tranquilo?
Não contava que levei tiro aqui, levei tiro ali. Escrevia uma carta de saudades. Muitos arranjaram namoradas lá, também, né?

E quem fazia mais sucesso, o brasileiro ou o americano?
Eu não sei dizer a você porque eu não fui procurar isso. Cada um fizesse como quisesse! É coisa lá deles mesmo. Eu tinha uma namorada aqui e eu escrevia carta para ela.

O 1° Grupo de Aviação de Caça combateu na Itália de outubro de 1944 até maio de 1945, no fim da guerra. Os pilotos que chegaram no início ficaram até o final, sem substituição. Tivemos pilotos com 80, 90 e até 100 missões. Ninguém pediu para ir embora?
Não. Isso não existiu. Nós estávamos orgulhosos daquilo que nós estávamos fazendo. E nós sabíamos que tínhamos que voltar para o Brasil, e de cabeça erguida. Não tivemos nenhum que fizesse uma missão e depois dissesse "não vou mais". Isso não existiu. Ele ia a primeira, e queria a segunda, a terceira, a quarta (risos).

Quando o senhor estava em uma missão, o que passava pela cabeça?
Cai fora pra não ser abatido!!! (risos).

Que tipo de alvo o senhor atacou?
Tudo o que você pode imaginar. Eu peguei vários. O inimigo precisava de munição. Então a gente procurava descobrir onde estava a munição dele e atacava aquele negócio. Eles ficavam sem meios de lutar. O alemão era bom mesmo. Mas houve um período em que eles estavam ficando sem munição. Então eles escondiam e nós descobrimos onde é que estava. A gente ia lá, metralhava e bum, explodia aquela porcaria. Eles que se danassem! Também tem outra coisa: eles pegaram tudo que tinham e botavam ali, às vezes, sem um treinamento muito bom. Então nós tivemos essa vantagem. Nós tivemos um preparo muito bom.

O senhor pensava sobre o inimigo? Sobre aqueles homens que combatiam pelo outro lado? 
Aquilo é uma guerra. Eles estavam lá para matar a gente e a gente estava lá para matar eles. É isso aí, né? Quanto mais inimigos você pudesse acabar...

Por outro lado, como era quando um brasileiro não voltava de uma missão?
O que é que podia fazer? O que é que a gente podia fazer? (silêncio) Nós chorávamos. Guerra é guerra. E a gente procurava não fazer o mesmo erro que ele fez. Às vezes era um erro que ele fez. A gente não fazia a missão do mesmo jeito que ele fez, aquele ataque. Mas nós tínhamos uma tropa muito boa. Éramos muito jovens e inventávamos ataques (risos). Nós atacávamos dessa altura do chão (eleva o braço na altura do ombro) e ele não tinha mais como procurar.

E como foi a alegria quando o Tenente Danilo Moura voltou depois de fugir durante 30 dias depois de ter sido abatido?
Ah! Ninguém dormiu naquela noite. Foi uma brincadeira tão grande. A gente se abraçava, rolava no chão (risos) (silêncio) (lágrimas). É isso a vida, né? A vida é assim. Mas você não sabe a história toda do Danilo. O Nero não tinha escrito para a família dele dizendo que o Danilo tinha sido abatido. Ele disse: “O que é que eu vou dizer? É meu irmão mais moço. E os meus pais vão ficar muito tristes”. Aí então eu disse: “Ô Nero, espera mais um pouquinho. Que diferença vai fazer? Se você escrever hoje, ou amanhã, ou depois de amanhã. Não faz diferença nenhuma. O fato é que nós não sabemos onde o Danilo está”.


O 1° Grupo de Aviação de Caça recebeu a Presidential Unit Citation, um reconhecimento direto da Presidência dos Estados Unidos. O que os brasileiros fizeram de especial?
Isso tem duas coisas. Uma é que o Brasil merecia. A outra é que os Estados Unidos não querem brigar com o Brasil de jeito nenhum, por nada. Nós somos grandes amigos. Os americanos são grandes amigos do Brasil. E até hoje, até hoje, os americanos falam sobre essa atuação do Primeiro Grupo de Caça, nosso brasileiro, e eles são muito agradecidos pelo trabalho que nós fizemos. O Brasil foi uma coisa que eles nunca pensaram que iria ser. O que é que o Brasil era? O Brasil era uma porcaria. Pilotos brasileiros fizeram um sucesso, eles mostraram que os brasileiros não são uns porcarias, uns m... qualquer.

Como é que foi quando o senhor soube que a guerra havia acabado?
(sorriso) Sabe que eu não me lembro? Foi uma festança danada. A gente atirava com o revólver pra cima. Bum bum bum pá pá pá rá rá. Fazia barulho, fazia muito barulho (risos).

O senhor voou B-17, B-25, T-6, P-47... Que aeronaves o senhor voou na guerra?
Pilotava. Mas na guerra, só o P-47.

Mas havia também um B-25 para missões de apoio, não? O senhor teria se afeiçoado muito a esse avião...
Desert Lil’ [Havia o costume, na época, de batizar as aeronaves com apelidos. Desert Lil’ era o nome do B-25 que cumpria missões de apoio para o 1° Grupo de Aviação de Caça]. Aquele era meu avião. Ninguém voava com ele.

Por que ele era bom?
Não! É porque eu não podia arrumar outro! Se um cara quebrasse o avião a gente não tinha outro.

Foi seu avião preferido?
Todo avião que você consegue pousar e não quebrar, é bom! (risos) O avião foi ótimo!

O que o senhor fez depois da guerra?
Me casei e fui trabalhar na usina de açúcar do meu sogro.

E sentia falta da guerra? A guerra deixa saudades?
Eu tenho lembranças boas, vamos assim dizer, porque eu consegui escapar. Não fui atingido de uma forma a ser ferido, nada disso. E quando eu voltei para o Brasil eu já escrevia para uma menina, aí eu me casei com ela.

Parou de voar?
Praticamente. Eu fiz muito correio aqui no Brasil. Fiz todo Brasil, tudo, tudo, tudo quanto era aeroporto por aqui. Depois plantei árvore. Plantei muita árvore. Hoje na minha idade não dá mais, eu olho para uma árvore e sei que a plantei, não sei quantos anos atrás, mas plantei.


E o senhor é feliz?
Sim! Felicíssimo. Porque estou vivo, tem umas mulheres maravilhosas aqui: a minha esposa e a minha filha. Eu sou um homem feliz. Há muitos anos eu fui ao Vaticano. Fui na Capela Sistina. E eles estavam ordenando oitocentas pessoas lá. E eu tinha ido só para ver. Aí eu tinha levado uma garrafa de guaraná para se tivesse sede. E eu dei essa garrafa de guaraná para o chefe deles, e ele veio e me batizou lá na Capela Sistina. Eu sigo o batismo daquele dia. Não vou nem para cá nem para lá, é aquele batismo. Sou feliz.

E qual o segredo para essa felicidade?
É você saber viver e obedecendo as leis de Deus que vai dar certo.

E para a saúde? Como manter a saúde até hoje?
Regular hours in clean living [vida regrada e sem excessos]. Se você seguir isso, você vai viver muitos anos.

sábado, 25 de abril de 2015

Gripen NG

Maquete em tamanho real do Gripen NG é entregue à FAB
A curiosidade e o entusiasmo marcaram a exposição da maquete em tamanho real do caça Gripen NG, na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. É a primeira vez que o equipamento é montado e exposto em uma unidade da Força Aérea Brasileira (FAB). Os militares e convidados puderam entrar e interagir com o Gripen. O evento fez parte da programação da Reunião da Aviação de Caça, que contou com a participação de 11 unidades aéreas que voam as aeronaves F-5, A-1 e A-29, de 18 a 22 de abril de 2015. Depois de passar por Santa Cruz, a maquete segue para Brasília onde permanecerá sob a guarda da Base Aérea local e poderá ser utilizada em eventos como os tradicionais Portões Abertos nas cidades brasileiras, quando a população terá a oportunidade de conhecer como será o futuro caça da FAB. O clima e a localização geográfica da capital federal foram determinantes para escolha do lugar onde o modelo ficará guardado, que facilita a conservação do material e está em uma região central do país. O transporte pode ser feito por carretas ou com a ajuda das aeronaves C-130 Hércules. A previsão é que ainda este ano a maquete participe de exposições estáticas abertas ao público. A maquete foi cedida temporariamente pela Saab, fabricante do Gripen, e uma agenda de exposições está em fase de elaboração. É feita de fibra de vidro, madeira e metal. O painel pode ser ligado e permite visualizar algumas das funcionalidades da aeronave multitarefa. Também fazem parte os protótipos dos armamentos que podem ser utilizados no Gripen, como o míssil A-Darter. São necessários dois dias de trabalho para a montagem. Os equipamentos pesam cerca de 11 toneladas e ficam armazenados em dois containers. “A montagem do modelo requer um trabalho minucioso, é um quebra-cabeças onde todas as peças têm um lugar bem específico, inclusive dentro do container. Se a sequência não estiver correta, o material não se encaixa”, afirma o mecânico Suboficial Divaldo Soares.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Segurança de Voo

Encontro em SP vai atualizar profissionais da segurança operacional

Os interessados têm até o dia 8 de maio para realizar o cadastro no evento

O Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) vai reunir Gerentes de Segurança Operacional de empresas aéreas (GSO) e elos do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) no dia 18 de maio em São Paulo. O objetivo é atualizar os profissionais da segurança operacional e debater assuntos de prevenção de acidentes aeronáuticos nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também participará do encontro com debates e esclarecimentos sobre o Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO). Os interessados têm até o dia oito de maio para se cadastrar no link http://goo.gl/forms/Hf42shJcLc. Para mais informações, entre em contato, por meio do e-mail previne.seripa4@gmail.com ou do telefone (11) 2221-5635 / 5636.

Serviço:
II Encontro de Gerentes de Segurança Operacional e Elos-Sipaer
Local: Auditório do SERIPA IV
Avenida Braz Leme, 3258, Santana - São Paulo (SP).
Data: 18 de maio
Horário: das 9h às 17h

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Concursos para a FAB

Aeronáutica tem concurso para bacharéis e técnicos
Para quem tem nível superior e está interessado em seguir carreira de oficial na FAB, estão abertas as inscrições para quatro concursos que contemplam 21 profissões, somando 75 vagas. Para participar dos exames de admissão de Dentistas, Engenheiros e Farmacêuticos, os candidatos não podem completar 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2016. Já os profissionais que participarem do exame de admissão para o Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio deverão ter no máximo 32 anos em 31 de dezembro de 2016. As inscrições seguem até as 15h (horário de Brasília) do dia cinco de maio e a prova acontece no dia 14 de junho.

IFI: análise curricular
E no dia 22 de maio de 2015 terminam as inscrições para o processo seletivo de admissão de servidores civis temporários do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). Estão sendo oferecidas 34 vagas: 22 para engenheiros, 3 para administradores e 9 para técnicos (7 em mecânica de aeronaves e 2 em eletrônica). A seleção será feita por meio de análise curricular e os profissionais vão trabalhar em São José dos Campos (SP).

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Datas Especiais

22 de abril:
Dia da Aviação de Caça
O Dia da Aviação de Caça é celebrado neste dia 22 de abril, pela Força Aérea Brasileira, homenageando os principais responsáveis pela manutenção e defesa da soberania do espaço aéreo e enaltecendo os feitos dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial, entre 1944 e 1945. O dia 22 de abril é o aniversário da Aviação de Caça, por ter sido o dia de sua maiores realizações no Teatro da Itália na Segunda Guerra Mundial. No dia 22 de abril de 1945, o 1º Grupo de Aviação de Caça realizou 11 missões de 44 sortidas, com somente 22 pilotos. Foram destruídos naquele dia, 97 transportes a motor (avariados 17), um parque de viaturas, imobilizados 35 veículos, 14 edifícios ocupados pelo inimigo (avariados 3), uma ponte rodoviária (avariada), uma ponte de balsas e outra ferroviária, 3 posições de artilharia (avariadas), além de um sistema de trincheiras de grande importância tática.

As sete décadas de tradição também significam a necessidade de buscar atualizações.São cinco perfis de pilotos e futuros pilotos, desde a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR) e Academia da Força Aérea (AFA) até os Esquadrões que operam aeronaves de caça. Se novidades como o caça Gripen NG e o míssil A-Darter ainda não estão disponíveis, a Semana da Aviação de Caça, celebra o compromisso dos militares pela FAB, desde a atuação nos céus europeus durante a Segunda Grande Guerra, contra a tirania nazista. "Em operações nas quais há a presença de forças estrangeiras, tornou-se comum ouvir elogios ao desempenho apresentado pelos pilotos de caça da Força Aérea Brasileira", garante o Brigadeiro do Ar Fernando Almeida Riomar, Comandante da Terceira Força Aérea (III FAE), organização responsável pelo preparo operacional dos 10 esquadrões de caça da FAB e de mais três de reconhecimento.

Renovação
O principal projeto de reequipamento da FAB, a aquisição dos Gripen NG, ainda está em curso, mas nos últimos 10 anos houve uma grande renovação da frota. Em 2005, a FAB ainda contava com os modelos F-103 Mirage e AT-26 Xavante, ambos com tecnologias da década de 60. Os F-5 ainda estavam no mesmo patamar de quando chegaram, em 1975. Os A-1, recebidos inicialmente no fim dos anos 80, eram as aeronaves de caça mais modernas da FAB. De lá para cá, os F-103 e AT-26 foram aposentados, e os F-5 e A-1 passaram por processos de modernização. No caso dos F-5, novos mísseis Derby, o novo radar Grifo e sistemas de bordo atualizados permitiram atuar no chamado combate BVR (do inglês Beyond Visual Range, ou além do alcance visual), quando os pilotos combatem a distâncias tão grandes que sequer enxergam os inimigos.

terça-feira, 21 de abril de 2015

Aniversário de Brasília

A FAB e sua relação com a capital federal

A Força Aérea teve papel fundamental na construção de Brasília 

Transporte de material de construção, apresentação da Esquadrilha da Fumaça, construção da futura Base Aérea. A ligação da Força Aérea Brasileira (FAB) com Brasília remonta a elos estabelecidos antes mesmo de sua inauguração, em abril de 1960. De lá para cá, essa relação com a capital federal, que completa hoje (21/04) 55 anos de existência, só se intensificou. Atualmente, 6.319 militares da Aeronáutica servem em 35 unidades na cidade. E muitos deles fizeram da capital mais do que seu local de realização profissional: a transformaram em lar definitivo.

É o caso do Major Aviador Adriano Barbosa Maia, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). O militar nasceu em Brasília e se mudou para Pirassununga (SP), em 1996, para cursar a Academia da Força Aérea (AFA). Já em 2003, ele teve a oportunidade de voltar à capital federal, onde permanece até hoje. Casado e pai de dois filhos, o Major conta que gosta muito do clima, da arborização e da organização da capital. "Servir à FAB morando em Brasília significa uma oportunidade de permanência na cidade, pelo fato de haver muitas organizações militares e muitas vagas para os diversos níveis hierárquicos, o que favorece aspectos de estabilidade profissional do cônjuge, bem como maior regularidade na vida escolar dos filhos", ressalta o oficial.

Quando a cidade era ainda um canteiro de obras no meio do Centro-Oeste, aeronaves da Força Aérea ajudavam a trazer o material necessário para a concretização do projeto de Lúcio Costa. Naquela fase a participação do Correio Aéreo Nacional (CAN) foi fundamental. "Com a ajuda de aviões da FAB, era possível minimizar os 1.200 quilômetros de distância entre o Rio de Janeiro e Brasília para o translado de insumos de construção. Os aviões do CAN traziam toneladas de materiais, máquinas e apoio braçal para o pontapé inicial na construção da nova capital brasileira", explica a historiadora do Sexto Comando Aéreo Regional (VI COMAR), Tenente Emília Cardoso.

Dias atuais

Brasília concentra várias organizações militares da FAB de grande importância no contexto nacional. Na capital federal, além do Comando da Aeronáutica (COMAER), onde são tomadas todas as decisões estratégicas, estão instalados órgãos destinados à prestação de serviços para a sociedade. O Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), por exemplo, exerce a vigilância e o controle da circulação aérea geral na região central do Brasil e é responsável pela maior quantidade de tráfego aéreo do País, ou seja, 45% do total. O órgão está capacitado para lidar com 4.000 planos de voo repetitivos e 2.500 planos de voo simultâneos. Também estão instalados na capital federal o VI COMAR, o Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR) e o Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro, o COMDABRA, cuja missão é assegurar a soberania do espaço Aéreo nacional.

Base de Brasília

Considerada o portal do Brasil para o mundo, a Base Aérea de Brasília (BABR) tem suas raízes antes da construção da cidade. O Presidente Juscelino Kubitschek criou, pelo Decreto 42.697, de 27 de novembro de 1957, o então Destacamento de Base Aérea de Brasília, unidade que daria origem à atual BABR. Atualmente a Base desempenha um papel fundamental no centro-oeste brasileiro. “A Força Aérea teve uma função importante no transporte de autoridades, como a do próprio presidente Juscelino, em suas visitas de inspeção. A presença de nossas unidades é fundamental para atividades de defesa da capital política do país", ressalta o pesquisador da história da FAB, Coronel Reginaldo dos Santos Guimarães, integrante do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER), Além de dar apoio a aeronaves vindas de diversas localidades, a BABR também já recebeu figuras ilustres como o Papa João Paulo II, Chefes de Estado, Seleções de Futebol, entre outras. É da Base também que chegam e partem muitas missões humanitárias. Foi de lá que uma equipe da FAB saiu para realizar o transporte de um pulmão, que proporcionou o primeiro transplante desse órgão no Centro-Oeste.

Fonte: FAB

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Aviação agrícola

Protótipo do novo Ipanema voa pela primeira vez
A unidade pré-série do novo avião agrícola desenvolvido pela Embraer – denominado Ipanema 203 – voou pela primeira vez, no dia 16 de abril de 2015, na Unidade da Embraer em Botucatu (SP), onde o Ipanema é produzido. Segundo o piloto José Maurício Leite Nogueira, “a performance em voo foi excelente, apresentando comandos suaves e precisos”. A aeronave será apresentada ao público pela primeira vez durante a Agrishow, maior evento do agronegócio no País, que será realizada entre 27 de abril e 1º de maio de 2015, em Ribeirão Preto (SP). Evolução do produto que é líder em seu segmento, com mais de 60% do mercado brasileiro e mais de 1.360 unidades vendidas, o Ipanema 203 possui dois metros a mais de envergadura de asa em relação ao modelo anterior e hopper com capacidade 16% maior em volume. A nova envergadura da asa permite uma faixa de deposição 20% maior, o que aumenta ainda mais a sua produtividade. Depois de pesquisas em conjunto com a Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), os winglets (pontas das asas) foram reprojetados. O resultado foi a diminuição da área lateral da aeronave, aumentando o controle e melhorando a eficiência da pulverização. O avião tem novo sistema de ar condicionado, cinto de segurança com air bag e cabine mais alta, com novo conceito ergonômico. O assento, por exemplo, foi reformulado e revestido por couro natural perfurado, que permite fácil limpeza, transpiração e possui maior durabilidade. As alavancas de comando e os pedais foram reprojetados, com ângulos mais suaves. Tudo isso para facilitar o dia a dia do operador, permitindo que ele desempenhe seu trabalho com maior conforto e eficiência. O avião Ipanema é o mais longevo da Empresa, com 43 anos de produção ininterrupta. O mercado terá uma aeronave mais avançada, com ganhos na produtividade, sendo a única do mundo produzida em série para voar com etanol.
Líder no mercado de aviação agrícola no Brasil, o Ipanema é utilizado principalmente na pulverização de fertilizantes e defensivos agrícolas, evitando perdas por amassamento na cultura e flexibilizando a operação. As principais culturas que têm demandado o avião são: algodão, arroz, cana-de-açúcar, citrus, eucalipto, milho, soja e café. Ele também pode ser utilizado para espalhar sementes, combater vetores e larvas, e no combate primário a incêndios e povoamento de rios.

Tabela comparativa

Característica
Ipanema 203
Ipanema 202
Compr. das asas
13,30 m
11,07 m
Enverg. da empenagem 
4,27 m
3,66 m
Altura máxima            
2,43 m
2,22 m
Compr. da aeronave   
8 m
7,43 m
Diâmetro da hélice    
2,18 m
2,13 m
Capacidade do hopper    
1.050 litros
900 litros

domingo, 19 de abril de 2015

Especial de Domingo

Hoje, 19 de abril, Dia do Índio, reproduzimos informações sobre o Aeroporto de Cruzeiro do Sul, no Acre, com sua bela arquitetura inspirada na cultura indígena.
Boa leitura.
Bom domingo!

Aeroporto tem arquitetura inspirada em cultura indígena no interior do AC

Aeroporto de Cruzeiro do Sul tem semelhança com aldeia indígena.
Valorização da cultura regional motivaram o projeto arquitetônico. 

Terminal tem 3,5 mil metros de área construída (Foto: Onofre Brito/Arquivo pessoal)

A valorização da cultura regional e o incentivo ao turismo motivaram o projeto arquitetônico que deu ao terminal de passageiros do Aeroporto de Cruzeiro do Sul (AC), a semelhança de uma aldeia indígena. O aeroporto é o mais ocidental do Brasil, quem desembarca pela primeira vez na região e dá de cara com o terminal não tem dúvidas de que está no meio da Amazônia. Segundo a superintendência local da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o terminal com 3,5 mil metros de área construída teve a parceria do Governo do Estado, que decidiu criar um projeto arquitetônico levando em conta as características da Região do Vale do Juruá, onde habitam diversos povos indígenas.

Identidade cultural da região inspirou projeto arquitetônico (Foto: Onofre Brito/Arquivo pessoal)

“Nós temos aqui muitos povos indígenas e esse terminal mostra a identidade cultural da região. Ao mesmo tempo é moderno e bonito, enfim, nos traz muito orgulho”, comenta o carpinteiro Brasiliano Teixeira Lopes. Os mais de 15 milhões de metros quadrados de floresta ao redor do terminal ajudam na caracterização do projeto arquitetônico, a área faz parte do sítio aeroportuário de Cruzeiro do Sul, um dos maiores do país. Se o visual externo é rústico, no interior do prédio sobra modernidade. A estrutura que tem capacidade de receber 300 mil passageiros por ano conta com todos os aparatos eletrônicos de segurança e comunicação, além de um sistema de refrigeração movido à agua. “A inauguração foi em 2009 e ainda é o aeroporto mais bonito da região Norte do Brasil. Tem um porte menor se comparado a muitos outros, mas com esta arquitetura e obedecendo aos padrões ambientais ainda não apareceu outro”, afirma Osvaldo Dilson, ex-superintendente local da Infraero.

O Aeroporto
A cidade acreana de Cruzeiro do Sul foi fundada pelo Decreto n° 4 de 12 de setembro de 1904 quando o coronel do Exército Brasileiro, Gregório Thaumaturgo de Azevedo, instalou a sede provisória do município, em um local denominado "Invencível", na foz do Rio Môa. A cidade, cujo nome é inspirado na Constelação homônima, é a segunda mais importante do Estado do Acre, último território a ser anexado à União através do Tratado de Petrópolis assinado com a Bolívia em 17 de novembro de 1903. Localizada a 653 km da capital Rio Branco, Cruzeiro do Sul é considerada a cidade mais ocidental do Brasil na mesorregião do Vale do Juruá . O acesso à cidade tem no transporte aéreo a sua principal ligação e o aeroporto de Cruzeiro do Sul tornou-se a única ligação entre as cidades do oeste do Acre com a capital. Construído pela prefeitura municipal, o Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul foi inaugurado em 28 de outubro de 1970 e aberto ao tráfego aéreo público em 1976. O aeroporto é localizado as margens da rodovia AC-405 e a 14 km do centro da cidade acreana. Administrado pela prefeitura até 31 de março de 1980 o aeroporto passou para a jurisdição da Infraero que tratou de investir em sua infraestrutura. A Empresa reformou a pista de pouso e decolagens em 1994 e em 2008 implantou o sistema de drenagem. Em 2009 a Infraero desativou a antiga estação de embarque e construiu um novo terminal de passageiros. A capacidade do aeroporto foi ampliada para atender 300.00 mil passageiros ao ano. O novo terminal tem área construída de 4.500 m² e arquitetura inspirada na cultura indígena da região adotando as mais modernas tecnologias de edificação utilizadas nos grandes centros. Conta ainda com um salão de eventos e exposições de 250 m² e estacionamento para 250 veículos. Na ocasião a Infraero viabilizou o desvio da rodovia AC-405, que anteriormente passava em frente ao antigo terminal e agora contorna externamente o conjunto. O novo terminal também conta com isolamento acústico, projeto de iluminação especial, sistemas de segurança, detecção e alarme contra incêndio, sonorização, informativos de voo, gerenciamento de energia, controle de acesso e sistema de câmeras de controle de longo alcance. Uma subestação com dois geradores que seguem modelo europeu, com controle automatizado à distância foi construida, as bagagens passaram a ser inspecionadas por meio de raio-X e a água da chuva é armazenada e filtrada para a manutenção e limpeza do ambiente e irrigação das plantas. A edificação abriga lojas, lanchonete, ponto de informações turísticas, agência de viagens, vigilância sanitária, polícias Federal e Estadual e local para alfândega. O aeroporto acreano atende aviação comercial, turística e serve de base de apoio aos municípios para deslocamento em questões de atendimento de saúde, servindo também as operações da aviação militar. Estão em exposição permanente no saguão do Terminal de Passageiros duas obras em marchetaria, medindo 6x3m, intitulada floresta amazônica, do Artista Maqueson Pereira da Silva.

Fontes: G1 - Infraero

sábado, 18 de abril de 2015

P-47 Thunderbolt

Você conhece o Trator Voador?

O caça da Segunda Guerra Mundial está em exposição no Rio de Janeiro até o dia oito de maio

Os moradores do Rio de Janeiro (RJ) e os turistas que passarem pela cidade até o próximo dia oito de maio têm a oportunidade de ver de perto uma das aeronaves mais relevantes da história do Brasil: um caça P-47 Thunderbolt utilizado pela FAB durante a Segunda Guerra Mundial. A aeronave está em exposição no Monumento aos Pracinhas, localizado no Aterro do Flamengo, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, na área turística com vista para o morro do Pão de Açúcar.

O P-47 foi levado para o local na madrugada de segunda-feira (13/04). No próximo dia 20 (segunda-feira), será realizada no local, às 19 horas, uma cerimônia aberta ao público em homenagem aos 70 anos do Dia da Aviação de Caça. A comemoração nessa data (20) relembra o 22 de abril de 1945, quando onze esquadrilhas da FAB, cada uma com quatro aeronaves P-47, realizaram ataques intensos contra posições inimigas. Somente um avião brasileiro foi abatido naquela data, e o piloto sobreviveu após saltar de paraquedas. Já no dia oito de maio, o Monumento dos Pracinhas receberá a solenidade do Dia da Vitória, quando Marinha, Exército e Força Aérea Brasileira comemoram a data de rendição dos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Meteorologia

Informações meteorológicas para aviação na internet
A Rede de Meteorologia do Comando da Aeronáutica (Redemet) ajuda pilotos a planejarem suas rotas de voos, evitando problemas relacionados ao mau tempo.

Saiba mais: Blog do NINJA de 26/03/2015 

quinta-feira, 16 de abril de 2015

GOL Linhas Aéreas

Anac autoriza Gol voar para Cuba
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) alocou três frequências semanais para a companhia aérea Gol realizar serviços aéreos entre o Brasil e Cuba. Na região do Caribe, a Gol já voa para República Dominicana e Aruba. No dia 9 de abril de 2015, a companhia informou que havia iniciado o projeto de voar para Havana, com o envio da solicitação à Anac. A empresa aérea não definiu quando terá início a operação e nem se o trajeto será feito com voos diretos ou com escalas. A principal opção, até agora, para o trajeto entre Brasil e Cuba é a Copa Airlines, com escala no Panamá.

Brasil ampliará aeroporto em Havana
A brasileira Odebrecht, que construiu em Cuba o porto de Mariel, será a encarregada de ampliar o terminal internacional do aeroporto de Havana (foto), capital cubana. "Serão ações de reparo e modernização desse Terminal (Nº3), para tornar mais eficientes os serviços que recebem os quase 2.000 viajantes que transitam pela instalação em horário de pico", disse Fabio Goebel, representante de novos negócios da Odebrecht em Cuba, à revista Cubacontemporanea.com. A Odebrecht foi a responsável por construir a primeira fase do megaporto de Mariel, 45 km a oeste de Havana, uma obra de 800 milhões de dólares, a maioria proveniente de créditos do governo brasileiro. Em maio de 2013, durante a visita à ilha de Fidel do ministro brasileiro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, o Brasil concedeu a Cuba um crédito de 176 milhões de dólares para ampliar cinco aeroportos. Além das obras no aeroporto, o BNDES também se comprometeu a financiar com US$ 290 milhões a segunda etapa das obras do porto do Mariel, que também será executada pela Odebrecht. Uma das subsidiárias da Odebrecht, a Companhia de Obras e Infraestrutura (COI), administra e moderniza a usina açucareira cubana "5 de septiembre", na província de Cienfuegos (centro), em um acordo por 13 anos assinado com a estatal cubana Azcuba. Cuba recebe anualmente três milhões de turistas, que chegam à ilha principalmente por via aérea. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Tráfego Aéreo

CPDLC complementa contatos via rádio de aeronaves com controladores
A SITA OnAir, fornecedora no mercado de aeronaves conectadas, anuncia parceria para melhorar a comunicação do tráfego aéreo no bloco funcional do espaço aéreo do Danúbio (em inglês Danube Functional Airspace Block - FAB), complementando os serviços de voz com o link de dados mais confiável. Juntamente com os prestadores de serviços de navegação aérea (air navigation service providers ou ANSPs), Autoridade Búlgara de Serviços de Tráfego Aéreo (BULATSA) e Administração Romena de Serviços de Tráfego Aéreo (ROMATSA), a SITA OnAir oferece serviços para os centros de controle através da comunicação CPDLC - Comunicação entre Piloto e Controlador por Enlace de Dados (Controller Pilot Data Link Communication). Esse procedimento está em conformidade com o regulamento EC 29/2009, que entra em vigor na iniciativa através do Céu Único Europeu (Single European Sky). O Danube gerencia cerca de 10% do tráfego aéreo que sobrevoa a União Europeia. Os regulamentos europeus exigem que todas as aeronaves que voam na Europa e em todos os sistemas terrestres de controle de tráfego aéreo estejam equipados com o sistema.

CPDLC no Brasil
A tecnologia de comunicação entre pilotos e controladores por mensagem de texto já vem sendo empregada no Brasil, desde 2010, no Centro de Controle Atlântico. Conforme os livros Rumo Verdadeiro e Torres de Controle do Brasil, o CPDLC permite a troca de mensagens de texto entre piloto e órgãos de controle. É uma facilidade pela qual o piloto redige mensagens, em texto livre ou a partir de exemplos a serem completados, num computador, e as envia para órgãos de controle, por intermédio de um canal de dados embarcado em plataformas satelitais. O sistema é a evolução do processo de comunicação entre pilotos e controladores de trafego aéreo, que começou com a telegrafia e os seus pontos e traços do código Morse; passou pela comunicação oral por intermédio de rádios HF e VHF; e chega aos "zero" e "um", que compõem as mensagens geradas por programas de computador. A essência permanece a mesma; a segurança e o entendimento foram maximizados. 


Saiba mais: Blog do NINJA dos dias 24/05/2013 e 16/03/2011

terça-feira, 14 de abril de 2015

FAB TV

Conexão FAB: revista eletrônica - abril 2015
Esta edição do programa traz uma reportagem especial sobre o Exercício Carranca IV, realizado na Base Aérea de Florianópolis (SC), que teve a finalidade de treinar os militares em operações de busca e salvamento. Além disso, você saberá por que os simuladores de voo são uma importante ferramenta para os pilotos da Força Aérea Brasileira.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

LAAD - Feira de Defesa e Segurança

FAB apresenta projetos estratégicos

Os destaques são o Gripen NG, o cargueiro KC-390 e o míssil A-Darter

O foco da participação da Força Aérea Brasileira (FAB) na LAAD Defense and Security 2015, considerada a maior feira de defesa e segurança da América Latina, são seus três principais projetos de reaparelhamento: o Gripen NG, o míssil A-Darter e a aeronave KC-390. A feira será realizada no Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ), entre os dias 14 e 17 de abril. "A LAAD é uma oportunidade única de apresentar novos projetos e tecnologias e unir os anseios governamentais às respostas das empresas da área de defesa", ressalta o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato. Um dos principais projetos estratégicos em andamento na FAB, atualmente, é a compra de 36 unidades de caças Gripen NG da empresa sueca SAAB. O contrato foi assinado em outubro de 2014 e a previsão é de que o protótipo da aeronave seja apresentado já no próximo ano. Enquanto isso, dois pilotos da FAB, os capitães Ramon Santos Fórneas e Gustavo de Oliveira Pascotto, estão em treinamento na Suécia. Uma das armas que irá equipar o Gripen NG, o míssil A-Darter, está sendo desenvolvido em parceria com a África do Sul e também será destaque. Empresas brasileiras já receberam tecnologia transferida pela sul-africana Denel e soluções tecnológicas desenvolvidas para o míssil estão sendo usadas em outros produtos da indústria nacional. O A-Darter está em fase de testes e a previsão é de que seja finalizado no primeiro semestre de 2016. Outro projeto importante é o cargueiro KC-390, o maior avião já desenvolvido no Brasil, uma parceria entre a Embraer e a FAB envolvendo mais de 50 empresas nacionais e a colaboração de Portugal, Argentina e República Tcheca. O KC-390, que fez seu voo inaugural no dia 3 de fevereiro deste ano, é capaz de transportar até 23 toneladas de carga e vai realizar missões de ajuda humanitária, lançamento de paraquedistas, reabastecimento de aeronaves durante o voo, pouso na Antártica, entre outras. O cargueiro irá substituir, na FAB, o C-130 Hércules, que está em operação desde a década de 1960. A LAAD reúne indústrias, empresas, forças armadas e autoridades ligadas às áreas de defesa de diversos países. Para este ano, a organização espera delegações de 70 países e mais de 700 expositores, além de aproximadamente 40 mil visitantes.