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Voar é um desejo que começa em criança!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Antonov AN-225 Mriya

O maior de todos os aviões pousa no Brasil
O Antonov 225, Mriya, um gigante dos céus, a maior aeronave do mundo, capaz de transportar 250 toneladas deixou o Brasil, após operação, anteontem, 14, em Campinas e ontem, 15, em Guarulhos. O AN-225 tem 88,4 metros de envergadura, 84 metros de comprimento e 18,1 metros de altura, equivalente a um edifício de seis andares. Construído entre 1984 e 1988, o avião foi projetado para transportar o ônibus espacial soviético Buran. A razão pela passagem no Brasil é o transporte de um gerador de 150 toneladas de uma empresa de automação empresarial desde Guarulhos até Santiago do Chile, a segunda maior carga a ser transportada na história da aviação. O aparelho é o único Antonov 225 em operação. É a segunda vez que vem ao Brasil. A primeira vez aconteceu em fevereiro de 2010. Veja a seguir imagens do Antonov 225 captadas no Aeroporto Internacional de Guarulhos e enviadas ao Blog do NINJA por Carlos Wallestein.

Saiba mais: Blog do NINJA de 14/11/2016 e de 28/10/2016

Imagens: enviadas por Carlos Wallestein

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Transporte Aéreo

Governo prepara o desenvolvimento da aviação regional
Um plano de incentivo à aviação regional está em fase de preparação pelo governo federal, prevendo subsídio às companhias e reforma de 53 aeroportos no país. O projeto inclui investimento de cerca de R$ 300 milhões até o fim de 2017 para adequação de pistas e terminais. Também prevê incentivo financeiro de R$ 50 milhões anuais - cerca de R$ 1 milhão por praça - às empresas que operem linhas regionais, com base nas passagens vendidas. O Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional foi discutido, dia 11 de novembro de 2016, em um seminário realizado na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, em Cuiabá.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

500 mil


O Blog do NINJA acaba de atingir as 500 mil visualizações. Agradecemos aos leitores e voluntários do Núcleo Infantojuvenil de Aviação pelo apoio e incentivo. Continuamos contando com todos para a divulgação dos Detalhes do Projeto. Vamos em frente, levando a cultura aeronáutica para mais crianças e jovens, despertando vocações, revelando talentos!

Antonov AN-225 Mriya

Maior avião do mundo pousa no Brasil
Antonov chega nesta segunda-feira (14/11) a São Paulo, onde será carregado com um transformador de 155t que vai tirar uma cidade chilena inteira da escuridão.
Carga é recorde na história da aviação do país.

O Antonov AN-225 Mriya, o maior avião do mundo, único do seu modelo, dedicado ao transporte de cargas de grandes proporções, pousa no aeroporto de Viracopos, em Campinas, na manhã desta segunda-feira e à noite segue para o terminal de Guarulhos, onde será carregado com um transformador de 155 toneladas que vai tirar uma cidade chilena inteira da escuridão. Segundo o aeroporto, será a maior carga já transportada na história da aviação brasileira e a segunda no mundo. Essa será a segunda vez que o AN-225 vem para o Brasil – o modelo visitou o país pela primeira vez em 2010, quando trouxe equipamentos de grande porte comprados pela Petrobras. O pouso do Antonov não afeta a operação regular do aeroporto, mas requer cuidados especiais. “Tivemos de redesenhar o pátio, já que a operação de carregamento deve ocupar o espaço de sete aeronaves”, explica o comandante Miguel Dau, diretor de Operações da GRU Airport, concessionária do aeroporto, que em 2015 passou por obras de alargamento das pistas para receber aviões de grande porte, como o AN-225 e o Airbus A380, o maior avião de passageiros do mundo. Sem a reforma, a única alternativa seria transportar o transformador pelo mar – as estradas dos Andes não comportariam um caminhão grande o suficiente. A operação será transmitida pelo Facebook da concessionária. O AN-225 é impulsionado por seis motores a jato, tem 84 metros de comprimento e mais 88 metros de envergadura de asas. Pode transportar cargas de até 300 toneladas – pode decolar com peso máximo de 600 toneladas, incluindo a carga, volume de combustível e o próprio peso do avião. Assim como aconteceu quando a Emirates voou de Dubai para Guarulhos com o A380, a chegada do Antonov deve atrair curiosos apaixonados por aviação. Sem acesso às áreas restritas, observadores como Douglas Barbosa, de 25 anos, se encontram às margens do aeroporto para assistir ao pouso. “É um momento único, que atiça a curiosidade até de quem não é aficionado por aviação”, diz o assistente administrativo, que organiza eventos de observação pelo país e deve acompanhar o pouso do AN-225 em Viracopos. “Ver o Antonov de perto vai ser surreal. Ele é o ápice da aviação. É inacreditável que algo tão grande possa voar.” Além do Antonov, outros aviões icônicos passaram por Guarulhos nestes dias, como o Boeing 757 da banda Guns N’ Roses, o trijato MD-11F, cuja versão de passageiros era usada pela Vasp em voos intercontinentais, e o também soviético Ilyushin IL-96, num voo fretado da Cubana de Aviación. “Eventos assim consolidam a imagem do aeroporto como uma opção cargueira e provam uma capacidade de flexibilidade operacional para receber qualquer tipo de operação”, explicou o comandante Dau.

MEMÓRIA
Herança soviética
Mriya e Buran
Durante a Guerra Fria, enquanto os americanos transportavam o Space Challenger num Boeing 747 de 1966 e adaptado pela Nasa, os soviéticos desenvolveram seu próprio gigante para carregar o ônibus espacial Buran pelos ares. Foi aí que, em 1988, surgiu o primeiro e até hoje único exemplar do AN-225 Mriya. Após a queda da União Soviética e o cancelamento do seu programa espacial, o AN-225 sucumbiu por anos em um cemitério de aviões na Ucrânia. Só em 2001 um grupo de empresários russos decidiu reformá-lo.

Fonte: Estado de Minas / Diários Associados

domingo, 13 de novembro de 2016

Especial de Domingo

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - também estimula a pesquisa sobre a história da aviação.
Hoje, publicamos alguns registros, de fontes diversas, sobre J.D'Alvear e seu avião, que voou em novembro de 1914, há 102 anos!!!
Uma das vantagens do blog é enriquecer o conteúdo na medida em que novas informações são colhidas. Neste sentido, contamos com os amigos leitores para contribuir com mais textos e outros documentos, sempre citando a fonte.
Boa leitura.
Bom domingo!


1914: VOA O APARELHO ALVEAR
O segundo avião projetado e construído no Brasil voou em 14 de novembro de 1914. Era um monomotor monoplace concebido por J. D´Alvear. Carioca, nascido em 1884, Alvear projetara seu aparelho apenas com a ajuda de um manual francês, “Théorie et pratique de L´aviation”, de Victor Tatin. O avião contava com um motor de 60 cavalos e hélices importados da França e foi batizado com o nome de seu projetista. A fuselagem era de madeira recoberta com linho envernizado, pinho e faia. Os acontecimentos de São Paulo não tinham repercussão imediata no Rio de Janeiro. O avião São Paulo voara quatro anos antes. O jornal “O Estado de São Paulo” publicara uma reportagem sobre as experiências de 1910 com título de “Primeiro voo em aeroplano na América do Sul”. Ainda assim, o Alvear foi, durante muito tempo, considerado o primeiro avião projetado e construído no país. Em 7 de fevereiro de 1915, o Aeroclube do Brasil organizou uma demonstração do aparelho descrevendo o Alvear como sendo “o primeiro aeroplano construído com êxito no Brasil”.( 1 ) Outra notícia apresenta o Alvear como “o primeiro de invenção nacional construído na América do Sul com grande sucesso e sem auxílio do Governo”. ( 2 ) Apesar do sucesso das experiências, J. D´Alvear abandonou a construção aeronáutica depois de realizar seu primeiro e último aparelho. Em 1944, ele responsabilizou o ambiente adverso por esse fato: “nunca fui ouvido nem compreendido pelos homens do meu tempo. Jamais fui solicitado para uma explanação sobre o desenvolvimento do meu trabalho e ninguém se interessou pela consecução do meu ideal que era, unicamente, o de construir aviões no Brasil com material nacional”. ( 3 )
Notas
( 1 ) SOUZA, José Garcia de. A verdade sobre a história da aeronáutica. Op. cit. p. 415.
( 2 ) REVISTA FON FON, Rio de Janeiro, novembro de 1914.
( 3 ) SOUZA, José Garcia de. A verdade sobre a história da aeronáutica. Op. cit. p. 416.
Fonte: Vencendo o Azul 

O primeiro avião brasileiro a receber patente nacional
J. D’Alvear, um simples estudioso de matemática e engenharia, conseguiu levantar do chão, em 1914, o primeiro avião brasileiro (“um novo tipo de monoplano inteiramente original que conta com poderosos elementos para a conquista do ar” , como registrou com entusiasmo a revista “Fon-Fon”). O primeiro avião brasileiro a receber patente nacional foi o Alvear, construído por um descendente de espanhóis radicados no Brasil, o engenheiro carioca J. D’Alvear. Entretanto, o inventor “logo abandonou a construção de aviões, aborrecido com a falta de apoio oficial para a continuidade de suas atividades, e também chocado com a morte do amigo Caragiolo, acidentado fatalmente em experiências com o Alvear”. O aviador ítalo-argentino Ambrósio Caragiolo foi instrutor da Escola Brasileira de Aviação (EBA), em 1914. A notícia da revista “Fon-Fon” sobre o primeiro voo do monoplano D’Alvear, em 1914, dizia do aparelho: “É o primeiro construído na América do Sul com grande sucesso e sem ajuda do governo”. J. D’Alvear construiu seu monoplano no fundo do quintal, consultando um tratado do francês Victor Tatin. “Théorie e Pratique de l’Aviation.” Desistiu da indústria quando seu piloto de provas morreu num acidente aéreo.
Revista Veja, 6 de novembro de 1968 – Edição 9 – BRASIL – Pág: 26/27
REVISTA DA UNIFA / Uma Visão Multidisciplinar do Poder Aeroespacial - 29 Junho 2011
Fonte: O Explorador 


Aviação Nacional
Um invento do Snr. J. d'Alvear
O nosso patrício Snr. J. d'Alvear acaba de construir, nesta capital, um novo tipo de monoplano, inteiramente original, que conta com poderosos elementos para a conquista do ar. A primeira experiência deste novo aparelho que é o primeiro de invenção nacional construído na América do Sul, com grande sucesso e sem auxílio do governo, teve lugar no campo dos Afonsos, com resultados surpreendentes devendo seu autor realizar dentre de poucos dias sua experiência oficial, que será pública, no Campo de São Cristóvão ou no Jockey-Club.
Fonte: Revista Fon-Fon!,  edição nº 46, nov 1914

Trecho de
"O Debate Sobre a Criação da Aviação Militar Brasileira"
Tenente Historiador Mauro Vicente Sales

Ao findar-se a guerra, algumas tentativas bem sucedidas de construção de aviões protótipos foram noticiadas no Rio de Janeiro e voaram no Campo dos Afonsos. O primeiro avião brasileiro construído a receber patente nacional foi o Alvear, construído pelo engenheiro carioca José D’Alvear (ANDRADE, 1976, p.22), a partir de agosto de 1914. Este avião era monoplano, de asa média, com motor Gnome de 50hp e hélices francesas. (SOUZA, 1944, p.423). Tendo a armação construída em madeira brasileira (pinho do paraná e faia), forrado de linho, o Alvear voou pela primeira vez no Campo dos Afonsos, na presença de uma comissão do AeCB composta pelo capitão-tenente da Marinha e aviador Jorge Henrique Moller e pelo capitão do Exército Estelita Werner, em 14 de novembro de 1914, pilotado pelo ítalo-argentino Ambrósio Caragiolo, ex-instrutor da Escola Brasileira de Aviação (EBA).(INCAER, 1988, p. 498; ANDRADE, 1976, p. 22) O presidente da República Wenceslau Braz concedeu patente ao Alvear em 23 de dezembro de 1914. (SOUZA, 1944, p. 410). A revista carioca de amenidades Fon Fon, em novembro de 1914, qualificava erroneamente o avião Alvear como o primeiro avião da América do Sul.(ANDRADE, 1976, p. 22). Na verdade, o primeiro avião brasileiro foi o São Paulo, de projeto e construção brasileira, cujo voo ocorreu em Osasco-SP, em 7 de janeiro de 1910. Em 7 de fevereiro de 1915 o avião Alvear, pilotado pelo destemido Caragiolo, acabou se acidentando no prado do Derby Club, resultando na morte do piloto. O inventor, J. D’Alvear “logo abandonou a construção de aviões, aborrecido com a falta de apoio oficial para a continuidade de suas atividades, e também chocado com a morte do amigo Caragiolo”. (INCAER, 1988, p. 499; WANDERLEY, 1975, p.36)
Fonte: Revista da UNIFA junho 2011

sábado, 12 de novembro de 2016

Embraer / E-Jets E2

Vídeo do A&M mostra detalhes do Embraer E-Jet E2
A família de E-Jets da Embraer opera com cerca de 70 clientes em 50 países. Uma segunda geração desses modelos está em desenvolvimento nos hangares da empresa em São José dos Campos (SP). Com o programa E2 os jatos terão motores de última geração de alto desempenho da Pratt&Whitney PurePowerTM Geared Turbofan (PW1700G no E175-E2 e PW1900G no E190-E2 e E195-E2) que, em conjunto com novas asas aerodinamicamente avançadas, controles de voo totalmente fly-by-wire e avanços em outros sistemas, resultarão em melhoras significativas no consumo de combustível, custos de manutenção, emissões e ruído externo. O vídeo produzido pelo Lito, do site "Aviões e Músicas", mostra interessantes detalhes do projeto em um dos protótipos, a partir de uma visita às instalações da Embraer. Assista:


Saiba mais: Blog do NINJA de 12/01/2016, de 18/02/2016  e 26/02/2016.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

FAB 100

Reestruturação da FAB separará ações administrativas e operacionais
O projeto FAB 100 concebe uma reestruturação da Força Aérea Brasileira, a ser efetivada até o ano de 2041, quando a organização completa 100 anos. As bases para a evolução estão apoiadas em dois pilares: concentração das atividades administrativas, com o estabelecimento, por exemplo, dos Grupamentos de Apoio (GAP); e a reestruturação organizacional, com a criação, incorporação e extinção de organizações e unidades militares. O avanço do projeto já começou com ações para modernização da gestão, otimização dos recursos financeiros, operacionais e humanos, e incremento da eficiência no cumprimento da sua missão institucional. As atividades administrativas e operacionais estão sendo separadas, para reduzir custos e investir na atividade fim. Entre as medidas está a criação de 17 Grupos de Apoio (GAP) em todo o país que serão responsáveis por concentrar tarefas administrativas, como compras, registros de protocolo, entre outros. As unidades serão subordinadas diretamente ao Departamento de Administração, atualmente Secretaria de Economia e Finanças (SEFA).

ALAS
Na  parte operacional está a criação das Alas. Elas substituição os Comandos Aéreos Regionais (COMAR). Serão organizações distribuídas em todo o território nacional, de nível tático, com responsabilidade focada nas atividades de preparo e emprego da Força Aérea. As Alas serão responsáveis pela coordenação das atividades de doutrina e preparo das unidades operacionais em cada região e farão a ligação direta com o Comando de Preparo (COMPREP), a ser ativado a partir de janeiro de 2017, em substituição ao atual Comando-Geral de Operações Aéreas (COMGAR). A partir de então, as operações em curso passarão a ser gerenciadas pelo Comando de Operações Aeroespaciais (atual Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro - COMDABRA), contando com equipamentos e tripulações à disposição para serem empregados nas ações de Força Aérea.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Aeroportos

Com novo leiaute de pistas, Guarulhos comportaria mais aviões
Um trabalho de pesquisa, no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), avaliou a capacidade do sistema de pistas de pouso e decolagem do Aeroporto Internacional de Guarulhos, considerando o estabelecimento de uma nova circulação aérea e de mudança no seu leiaute de pistas. Para o trabalho foi utilizada a ferramenta de simulação computacional em tempo acelerado TAAM (Modelador Total de Espaço Aéreo e Aeroportos - Total Airspace and Airport Modeler), visando auxiliar no processo de tomada de decisões e planejamento do aeroporto. Os resultados mostraram que mudanças no leiaute do sistema de pistas com a inserção de novas saídas, associada à redução na circulação aérea, poderão proporcionar o aumento de até 20,9% no número de movimentos.

SITRAER
Uma síntese do trabalho foi apresentada no XV SITRAER (Simpósio de Transporte Aéreo), realizado em São Luiz (MA), na última semana de outubro de 2016. Os principais objetivos do SITRAER foram promover a integração entre os pesquisadores acadêmicos, a indústria e as partes interessadas do setor e ampliar o intercâmbio de informações sobre o tema Transporte Aéreo, Controle de Tráfego Aéreo e Infraestrutura Aeroportuária. A pesquisa denominada de “Análise da influência de nova circulação e de melhorias na infraestrutura na capacidade de pista do Aeroporto Internacional de Guarulhos” e assinada por Rafael de Araújo Almeida, Marcelo Carvalho Cabral de Vasconcellos e João Luiz de Castro Fortes recebeu premiação como segundo melhor trabalho apresentado no simpósio.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Transporte Aéreo

Minas amplia voos regionais de baixo custo
Mais voos foram estabelecidos no programa de ligação aérea entre cidades mineiras com passagens de baixo custo. As últimas rotas ativadas contemplam as cidades de Belo Horizonte, Passos, Araxá, Lavras, Manhuaçu e Pouso Alegre. Os novos voos fazem parte do Projeto de Integração Regional – Modal Aéreo (Pirma), desenvolvido e administrado pela Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). O objetivo é promover o desenvolvimento econômico regionalizado, favorecer negócios e potencializar o turismo, aproveitando uma estrutura já existente. O estado tem 86 aeródromos públicos, muitos deles ociosos. O projeto começou em agosto de 2016, empregando aeronave do tipo Cessna 208 Caravan, monomotor turboélice para 9 passageiros. Criou ligação aérea direta entre Belo Horizonte (aeroporto da Pampulha) e 12 municípios do interior: São João del-Rei, Curvelo, Diamantina, Divinópolis, Juiz de Fora, Muriaé, Patos de Minas, Ponte Nova, Teófilo Otoni, Ubá, Varginha e Viçosa.

Passagens
As vendas das passagens ocorrem pela internet, por meio da página do projeto. Entre 17 de agosto e 21 de outubro, o projeto ofereceu 350 voos. Segundo a Codemig, os destinos com maior procura neste período foram Teófilo Otoni, Viçosa e São João del-Rei. Com a ampliação, agora são 17 cidades atendidas, além da capital mineira. Os usuários poderão agora fazer check-in online e escolher voos com escala. Se antes havia apenas viagens em que Belo Horizonte era a origem ou o destino, agora é possível usar o Pirma para se deslocar entre duas cidades do interior. Além disso, o cliente deverá criar uma conta de usuário, onde terá acesso ao seu histórico de compras e poderá solicitar com mais facilidade reembolsos, reemissões, remarcações e cancelamentos. O transporte é feito pela companhia Two Táxi Aéreo, empresa que venceu a licitação feita pelo estado.

Saiba mais: Blog do NINJA de 23/07/2016 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

ARP

Agropecuária garante 25% do faturamento no negócio de drones
A agropecuária já é responsável por 25% do faturamento global da indústria de drones, tecnicamente denominados de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP). O montante estimado é de US$ 127 bilhões, segundo o diretor da MundoGeo – empresa promotora da principal feira de drones do País, a DroneShow -, Emerson Zanon, com base em dados da consultoria PWC. Em um país com vocação agrícola como o Brasil, uma das principais fabricantes do equipamento, a XMobots, tem 80% de sua receita proveniente de vendas para o mercado agropecuário. “O setor de drones poderia estar deslanchando mais, não fosse a crise. Este ano vamos crescer menos ante anos anteriores, mas a receita com todos os setores deve aumentar de 55% a 60%”, disse a diretora comercial da empresa, Thatiana Miloso. O interesse crescente de produtores rurais pela tecnologia se explica pela influência positiva em dois fatores essenciais para a atividade: produtividade e custo.

Defensivos em montanha
A XMobots trabalha em um modelo de drone helicóptero, no formato da aeronave mas bem menor que ela, dotado de uma bateria com maior autonomia de voo e que permite carregar um reservatório de defensivo para aplicação do produto em áreas identificadas com falhas e pragas. Lavoura de café em áreas montanhosas, onde a aplicação de defensivos ainda é feita por funcionários, é um dos segmentos que poderão se beneficiar da novidade. A previsão é a de que o produto seja apresentado ao mercado no começo do ano que vem. A Embrapa trabalha em parceria com a Qualcomm, fabricante de processadores para smartphones, no desenvolvimento de uma placa que será embarcada no próprio drone para processar automaticamente as imagens capturadas pela aeronave. O primeiro protótipo do produto deve ficar pronto entre março e abril de 2017.

Fonte: Exame.com

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Carreiras na Aviação

A 1ª aviadora brasileira a pousar no Continente Antártico
A capitão aviadora da FAB Joyce de Souza Conceição, no dia 20 de outubro de 2016, tornou-se a primeira piloto do Brasil a pousar na Antártica. A militar piloto de Hércules C130 faz parte do quadro de tripulantes antártico do Esquadrão Gordo e anteriormente havia realizado outras missões, mas não com a tarefa de realizar a aterrissagem. "O pouso é uma evolução natural das missões e o sucesso dele é o resultado do bom trabalho e da total dedicação de cada militar envolvido", explica a Capitão. No dia 31 de outubro ela integrou a equipe de mais um voo saindo do Rio de Janeiro para apoiar o Programa Antártico Brasileiro (Proantar), levando pesquisadores e pessoal da Marinha do Brasil.

Operação especial
Segundo a piloto, a operação na Antártica requer o máximo de atenção e cuidado por parte de todos os membros da tripulação. "No momento da aproximação, o vento estava forte e a visibilidade era restrita, mas o alto grau de treinamento dos tripulantes permitiu que tudo fosse realizado em segurança, que é sempre o aspecto mais importante", relata. Somente tripulantes a partir do quarto ano de permanência no Esquadrão Gordo e que tenham mais de 800 horas de missões na aeronave são habilitados a operar na Antártica. A missão na qual ela realizou seu primeiro pouso na Antártica foi um intercâmbio com a Força Aérea Chilena, visando a troca de experiências sobre a utilização daquela pista. O vento de intensidade superior a 30 nós (55km/h), a pista coberta de neve e com apenas 1292 metros de comprimento, normalmente avistada apenas na altitude mínima de descida, devido ao baixo teto e visibilidade, são características comuns à região.

Base brasileira na Antártica
Desde 1983, ano de criação da Base Antártica Comandante Ferraz, no Polo Sul, o Esquadrão Gordo realiza, dez vezes ao ano, missões de apoio aerologístico aos militares e pesquisadores brasileiros do Proantar. O projeto é responsável pelo desenvolvimento de pesquisas para ampliar o conhecimento sobre os fenômenos naturais que ali ocorrem, bem como seu reflexo sobre o território brasileiro. "Sabemos da importância científica e geopolítica da manutenção de nossa estação de pesquisa no continente gelado. É uma grande responsabilidade e honra ser mais uma pessoa que faz parte dessa missão. Especialmente como parte do único esquadrão da FAB que ali opera há mais de 30 anos", comemora a Capitão Joyce.

Fonte: FAB

Saiba mais sobre a Cap Joyce:









Blog do NINJA de 26/05/2012, de 08/03/2016  e 05/08/2012.

domingo, 6 de novembro de 2016

Especial de Domingo

Ontem, sábado, 5 de novembro de 2016, o Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - visitou o AeroDesign, no campus do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial em São José dos Campos-SP. Alunos dos níveis fundamental e médio de escolas públicas e particulares de Ubatuba-SP acompanharam o evento, promovido pela SAE Brasil, que reúne cerca de 1.300 universitários de engenharia do Brasil e do exterior. Confira as fotos e saiba mais sobre esta competição que contou - nesta 18ª edição - com 95 equipes brasileiras e estrangeiras.
Bom domingo!

NINJA no 18º SAE Brasil AeroDesign
Os NINJAs de Ubatuba-SP prestigiaram a 18º edição do AeroDesign, neste 5/11/2016. Alunos e coordenadores voluntários das escolas Aurelina, Deolindo, Dominique, Florentina e Tancredo viajaram em excursão patrocinada pelo Aeroclube de Ubatuba, Atmosfera, Instituto Salerno-Chieus e Tachão de Ubatuba.

Esta equipe ubatubense vem participando de oficinas de aeromodelismo na sede do NINJA, na Sala Gastão Madeira (Colégio Dominique). Saiba mais: Aeromodelismo NINJA. A excursão ao AeroDesign integra o planejamento desta atividade, mostrando aos nossos jovens etapas mais avançadas de construção.

Voluntários especialistas em aviação apresentaram os diversos níveis de avaliação dos competidores do AeroDesign, além dos detalhes da organização do evento.

As  equipes universitárias dispõem de bancadas de trabalho e precisam cumprir uma série de procedimentos antes e depois dos voos de suas aeronaves.

Há muitas etapas neste processo que prevê abastecimento, reposição de peças, medições, testes, conferências. A comercialização de peças no AeroDesign é feita pela mesma empresa que fornece os kits utilizados nas oficinas de aeromodelismo do NINJA.

As  tentativas de pouso e decolagem são o ponto alto do evento e as torcidas estimulam suas equipes. A integração entre os estudantes universitários de diferentes estados brasileiros - e também do exterior - é bastante intensa, com troca de informações técnicas e, claro, a consolidação de novas amizades. Um bom exemplo para os nossos NINJAs sobre as possibilidades do amanhã.

Cumprida a visita ao AeroDesign, os NINJAs seguiram para o MAB - Memorial Aeroespacial Brasileiro onde mais um voluntário fez uma explanação sobre a importância daquele espaço cultural. Muitas conquistas tecnológicas estão expostas, incluindo o pioneiro carro a álcool e a urna eletrônica, fomentados no DCTA. A trajetória de Casimiro Montenegro Filho, criador do ITA e do DCTA, também foi ressaltada para os estudantes, que puderam conferir um pouco de sua história na exposição permanente em sua homenagem.

Ao final, encerrando a excursão, o contato com as aeronaves expostas no pátio do MAB. Combinamos que os NINJAs convidarão mais amigos das diversas escolas de Ubatuba para integrar as oficinas de aeromodelismo em 2017. Assim - ano a ano - aumentaremos o time de crianças e jovens interessados na cultura aeronáutica, gerando novas possibilidades, despertando vocações, revelando talentos. 

Saiba mais: AeroDesign 2016

sábado, 5 de novembro de 2016

Aviação Naval

Helibras apresenta 1º Super Cougar da Marinha capaz de lançar míssil 
A Helibras - fabricante de helicópteros instalada em Itajubá (MG) - apresentou, no dia 25 de outubro de 2016, o primeiro H225M (Super Cougar) armado da Marinha do Brasil, o mais complexo helicóptero que está sendo produzido e desenvolvido pelo Centro de Engenharia da empresa dentro do programa H-XBR. O protótipo BRA-05 conta com o Sistema Tático de Missão Naval, desenvolvido pela Helibras especialmente para as missões da Marinha, com radar de patrulha APS-143, sistema Chaff & Flare de contramedidas e sistema de inteligência com dois mísseis Exocet AM39 B2M2 de última geração. O desenvolvimento e a fabricação desta nova versão naval foram realizados sob a liderança da Helibras em colaboração com a Atech e ADS, responsáveis pelo sistema tático de Missão Naval que é o coração da integração do míssil com a aeronave e sensores; e a Avibras e a Mectron, que realizam a motorização do míssil Exocet AM39 B2M2, fabricado pela MBDA.

Missão naval 
O Sistema Tático de Missão Naval instalado no H225M permite ao comandante da missão estabelecer e avaliar no cockpit uma situação tático-operacional complexa, em coordenação com um operador no console tático na cabine do helicóptero, e autorizar o lançamento do míssil AM39 nas melhores condições. A aeronave BRA-05 será o primeiro H225M em versão operacional a ser entregue para a Marinha, em 2018. Antes disso, já no próximo ano, os novos sistemas desta versão passarão pela avaliação e certificação da autoridade militar, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA-IFI). O helicóptero faz parte do contrato de 50 unidades do programa H-XBR encomendadas pelo Ministério da Defesa e Forças Armadas que estão sendo produzidas no Brasil com transferência de tecnologia e de conhecimento no país, no projeto de Cooperação & Offset, que vem sendo cumprido pela Helibras. A empresa já entregou 26 aeronaves desse pacote que já somaram mais de 14 mil horas de voo. Sete deles estão em operação na Marinha do Brasil (com a denominação Super Cougar), dez na FAB (chamados de Caracal), incluindo duas unidades do GTE e nove no Exército Brasileiro (batizados de Jaguar).

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

AeroDesign 2016

Competição universitária de projetos de aviões começa no DCTA
O AeroDesign 2016 começou ontem, 3 de novembro de 2016, e prossegue até dia 6, domingo. A competição – promovida pela SAE Brasil – reúne cerca de 1.300 universitários de engenharia do Brasil e exterior, em São José dos Campos (SP), no campus do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. Estão inscritas 95 equipes de 77 escolas – 88 equipes são brasileiras e 7 são da Venezuela (4), México (2) e Polônia (1).

Desafios
O Comitê Técnico da competição criou desafios para as três categorias. Na Classe Regular, com 60 projetos, pela primeira vez aviões deverão ter dimensões compatíveis com o espaço definido por um cone com base de 2,5 metros de diâmetro e altura de 75 centímetros. Além disso, aeronaves estão liberadas para transportar como carga útil materiais de quaisquer tipo e dimensões – exceto chumbo. A categoria continua restrita a aeronave monomotora. Na Classe Advanced, com 10 aparelhos, os aviões deverão ter conteúdo de eletrônica embarcada superior ao das edições anteriores. Além do tempo de voo, os sistemas a bordo deverão computar a velocidade. Quando carregadas, aeronaves não deverão exceder 35 Kg. Permanecem de livre escolha o tipo de propulsão (combustão ou elétrica) e o número de motores, assim como deixa de existir a limitação de máxima cilindrada para o grupo motopropulsor. Em contrapartida, a área total das hélices não poderá ultrapassar 0,052 m². Da mesma forma que na Classe Regular, aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaiquer tipo e dimensões – exceto chumbo. Na Classe Micro, com 25 projetos, bolas de tênis não são mais obrigatórias e as aeronaves poderão transportar como carga útil materiais de quaisquer tipos e dimensões – exceto chumbo. Outra novidade é a possibilidade de alijar a carga durante os voos – ganharão pontuação adicional as equipes que conseguirem realizar alijamentos com sucesso. Nesta categoria não há restrição de geometria ou número de motores – todos elétricos – porém, a partir de agora, as equipes deverão ser capazes de desmontar o avião depois de voo, e transportá-lo desmontado em caixa de volume de 0,1 m³.

Representar o Brasil
Na Competição SAE BRASIL AeroDesign, as avaliações são realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme regulamento. Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma da Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem as melhores as pontuações, ganharão o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2017, nos EUA. Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de fins educacionais que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade.

Programação
A Competição SAE BRASIL AeroDesign 2016 começou ontem com solenidade de abertura, showroom dos projetos e apresentações orais das equipes no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Hoje, 4, amanhã, 5, e domingo, 6, das 7h30 às 18 horas ocorrerá a Competição de Voo no Aeroporto de São José dos Campos, dentro do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). O evento é aberto ao público, com entrada pela avenida Faria Lima, a mesma que dá acesso à Embraer, pelo portão ao lado do Memorial Aeroespacial.

Alunos do NINJA visitarão o AeroDesign 2016
Uma atividade pedagógica será realizada pelos alunos do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação durante o AeroDesign 2016. Cerca de 35 alunos de escolas públicas e particulares de Ubatuba (SP), participantes das atividades do NINJA, visitarão, amanhã, 5 de novembro, o ambiente da competição. Na programação consta explanações sobre o evento e o trabalho de uma equipe construtora, observação do ambiente de preparação dos projetos de aviões, acompanhamento dos voos de competição e visita ao acervo de equipamentos e aeronaves do MAB - Memorial Aeroespacial Brasileiro. O objetivo da atividade com os alunos do NINJA é promover a obtenção de informação e conhecimento sobre as pesquisas e atividades relacionadas à aviação. É mais uma das atividades do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, que divulga a cultura aeronáutica entre crianças e jovens. O projeto social tem o intuito de difundir conhecimento extra-escolar, incentivar carreiras e despertar vocações para o setor aeronáutico, como opção profissional.

Oficinas de aeromodelismo
Os jovens do NINJA, atualmente, se dedicam a atividades – monitoradas por voluntários - em oficinas de iniciação ao aeromodelismo, com aulas teóricas de conhecimentos técnicos de aviação, aerodinâmica, aulas práticas com montagem de aeromodelos de motores elétricos e treinamento em simulador para futura operação dos aparelhos, após a conclusão das montagens em andamento.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Museus

Museu da Aviação Naval 
O Museu da Aviação Naval está localizado na Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, na cidade de São Pedro da Aldeia (RJ) e foi criado em 23 de agosto de 2000. O Museu tem como propósitos: resgatar e manter o acervo histórico da Aviação Naval, assim como fazer a integração das Organizações Militares, o Comando da Força Aeronaval e a Marinha do Brasil como um todo, alcançando a comunidade civil e ampliando a sua mentalidade marítima. Possui acervo diversificado, contando com aeronaves originais e réplicas, diversos motores, inúmeras maquetes, fotos, documentos e manuais das OM do Complexo da Força Aeronaval.

Visitas 
O Museu da Aviação Naval funciona para atendimento ao público de terça-feira à quinta-feira, sábado e domingo das 08 às 11h30 e de 13 às 16h30. Visitações escolares poderão ser solicitadas pelo telefone (22) 2621-4133 ou por e-mail:museu@banspa.mar.mil.br. As demais solicitações de visita pelo telefone (22) 2621-4006.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Espaço

Lançador de satélites será testado em 2018 
A Agência Espacial Brasileira (AEB) desenvolve o Veículo Lançador de Microssatélites (VLM), uma espécie de foguete adaptado a pequenos satélites. A atenção da AEB para o projeto tem motivo. “Hoje em dia, grande parte das missões envolve pequenos satélites. São verdadeiras constelações de pequenos satélites. Se um deles falhar, é só mandar outro de pequeno porte para substituir. Não precisa mandar um equipamento de seis toneladas”, explicou o presidente da agência, José Raimundo Coelho. Segundo ele, o primeiro teste do VLM está projetado para o final de 2018. "Certamente, teremos uma grande fila de espera de interessados em enviar seus satélites no nosso lançador a partir do Centro de Lançamento de Alcântara", previu.

SGDC 
Outro projeto importante para o Brasil é o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), definido como questão de soberania nacional. “Tínhamos esse sistema instalado no Brasil, por meio de contratos com satélites estrangeiros. E, por meio de uma iniciativa do então Ministério das Comunicações – agora MCTIC – foi sugerida a criação de uma empresa para desenvolver o projeto de um satélite que fornecesse comunicações estratégicas e que provesse banda larga para todo o nosso território. E foi criada uma empresa integradora, a Visiona, que é a associação da Embraer com a Telebras”, disse o presidente da AEB. Para desenvolver a indústria brasileira voltada para o setor espacial, defende o presidente, é preciso expandir a demanda do Programa Espacial Brasileiro, para dar sustentabilidade à indústria espacial. A agência investe no programa desde cedo, com crianças de 12 e 13 anos, por meio do AEB Escola, e, mais adiante, o trabalho é feito junto às universidades. Atualmente, cinco universidades federais em todo o País oferecem cursos de engenharia aeroespacial.

Fonte: Portal Brasil

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Meteorologia

Fim do mistério:
Gases da Amazônia na alta atmosfera contribuem para abundância de chuva 
A abundância de chuvas na região amazônica era um mistério para os cientistas, até os dias atuais. Isto porque as gotículas de água produzidas pela floresta são insuficientes para produzir as tempestades e o alto volume de chuva na Amazônia. De onde viria o complemento de água para causar o rico regime hidrológico? Depois de 25 anos de estudos sobre a formação de nuvens no norte do Brasil, cientistas descobriram a razão. As águas complementares vêm da altitude de 15 mil metros, cujas gotículas se aglutinam em torno de nanopartículas de gases expelidos pela própria floresta. Esses gases embarcados nas massas de ar ascendentes chegam à alta atmosfera. O encontro das partículas de gases com as gotículas de água, na faixa de temperatura de -55°C, provoca a condensação da água e formação dos aerossóis.

Medições com aviões 
Em movimento descendente, os aerossóis superiores se encontram com as partículas de água vindas das árvores (evapotranspiração) e dos rios e incrementam o volume de nuvens sobre a região. A principal descoberta do estudo – publicado na revista Nature de outubro de 2016 - foi saber de onde vêm partículas que se unem às gotículas de água na alta atmosfera para formação dos aerossóis: da própria floresta. A conclusão veio com a análise de medições de partículas feitas por dois aviões voando até 15 mil metros, cujos resultados foram idênticos aos verificados em coletas próximas ao solo. No caso, numa plataforma de 320 metros de altura no centro da Amazônia, chamada de Torre Alta de Observação da Amazônia. Até então, se sabia que a inversão de temperatura que há acima de 2500 metros inibe o transporte vertical das partículas. No entanto, na Amazônia, as massas de ar ascendentes e as nuvens convectivas proporcionam a elevação das partículas de gases. Isto leva a inferir que este mecanismo funciona em regiões tropicais. "O conjunto dos gases emitidos pela floresta e as nuvens fazem uma dinâmica muito peculiar e produzem enormes quantidades de partículas em altas altitudes, onde se acreditava que elas não existiriam", diz o físico da USP Paulo Artaxo, um dos autores do estudo. "São mecanismos biológicos da floresta atuando junto com as nuvens para manter o ecossistema Amazônico em funcionamento." Para Luiz Augusto Machado, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), outro participante do estudo, "é um conhecimento que terá de ser incluído em modelos numéricos de previsão, pois ajudará a tornar as simulações de chuva na Amazônia mais precisas". Outra observação oriunda do estudo é que os aerossóis da alta atmosfera são fundamentais também para o controle da radiação solar que atinge a superfície, equilibrando a fotossíntese e a temperatura do ecossistema amazônico. 

Enviado por: Roberto Tadeu de Araujo 

Saiba mais: Blog do NINJA de 20/05/2012  e de 07/12/2014