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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 25 de março de 2018

Especial de Domingo

O início das atividades do NINJA em 2018 teve palestra, inauguração de exposição e lançamento de desafio. 
Confira a seguir.
Boa leitura.
Bom domingo!!

NINJA 2018 - Novos desafios!
Foi contando com o cartaz abaixo que os voluntários do NINJA e do Aeroclube de Ubatuba convidaram crianças e jovens a participar das atividades programadas para 2018 pelo Núcleo Infantojuvenil de Aviação:


E assim, em 24 de março de 2018, um sábado ensolarado, às 9h, os alunos de escolas públicas e particulares de Ubatuba (SP) foram recebidos na sede do NINJA (Sala Gastão Madeira - Colégio Dominique).

Logo na entrada, lá estava o Teenie Two, uma aeronave experimental doada ao NINJA no final de 2017:

Apoiada no aviãozinho, uma plaquinha provocava e desafiava os visitantes:


Pontualmente como programado, na Sala Gastão Madeira, começou a palestra de Luiz Carlos Rodrigues, que apresentou para crianças, adolescentes e adultos o tema "Aviação serve para quê?". A habilidade do palestrante em adotar uma linguagem simples para tratar de um tema complexo garantiu a atenção dos participantes de faixas etárias tão distintas. Vale destacar o relato de sua experiência pessoal que serviu como motivação para a garotada. Luiz Carlos Rodrigues contou de seus esforços quando, ainda jovem, residia em Porto Alegre e sua família não dispunha de muitos recursos. Citou que, na preparação para os vestibulares, saia da escola, ia para a biblioteca pública e lá, contando com o acervo gratuito, estudava solitariamente, mergulhando na realização de exercícios e tarefas, aprendendo com os próprios erros e acertos. Assim,  descobriu por si só que quando encaramos desafios por nossa própria conta, o aprendizado torna-se mais sólido e permanente. As dúvidas podiam contar com o apoio de professores, mas chegar até elas, tentando resolver com seu próprio esforço e pesquisa, garantiu a base necessária para seguir em frente com domínio do conteúdo.

O currículo de Rodrigues é admirável: Oficial Aviador da FAB, formado na Academia da Força Aérea (ex-Escola de Aeronáutica), em 1968. Piloto de Prova em aviões, na EPNER França, em 1978; Piloto de Prova em aviões Programa AMX Itália, 1987-1988. Foi Piloto da FAB de 1965 à 1995; Piloto de Prova da Embraer de 1995 à 2005; Piloto de Prova da ANAC de 2005 à 2016; aposentado em 2016 com 51 anos de trabalho. Aeronaves voadas: NA T-6, T-33, Mirage F103, Macchi AT 26, Tucano T27, C115, AMX (Militares); Embraer c95, E145, E170, E 190, Legacy 500, E Phenom 100, E Phenom 300, A300, B4000 e planador Urubu (civis), totalizando 10 mil horas de voo. Rodrigues tem fluência em Inglês, Francês e Italiano. Sem dúvida, um belo exemplo aos nossos jovens, confirmando que com esforço e dedicação é possível aprender e se realizar profissionalmente.

Luiz Carlos Rodrigues e Alfredo Luiz Cunha Correa

Outra ação promovida na abertura do NINJA 2018 foi a exposição "Companhias Aéreas pelo Mundo", coleção de imagens de Alfredo Luiz Cunha Correa, tradicional empreendedor de Ubatuba, proprietário do Restaurante Senzala.



A abertura do NINJA 2018 reforçou o compromisso de voluntários em oferecer a possibilidade para crianças e jovens ter contato com a cultura aeronáutica e suas muitas possibilidades, tanto para atividades lúdicas, quanto para um encaminhamento profissional. Tudo de forma gratuita, sem custos para os estudantes. O apoio às atividades tem sido cada vez maior. Prestigiando o evento, representando a Câmara Municipal, o vereador Rochinha reafirmou seu total incentivo. A Prefeitura foi representada pelo Secretário de Turismo, Luiz Bischof, que sempre colaborou com as ações do NINJA. Alfredo Correa aproveitou a ocasião para doar a sua coleção de imagens - que compôs a exposição - ao acervo do NINJA. As imagens de companhias aéreas, organizadas por países de origem, auxilia os coordenadores do Núcleo Infantojuvenil de Aviação a promover o desenvolvimento de pesquisas com os estudantes, identificando países, capitais, outras cidades e os respectivos continentes. É, portanto, uma exposição que garante diversos desdobramentos didáticos. Outro brinde ao NINJA, ocorrido na mesma data,  foi a doação da coleção de aviões do papelmodelista Anderson Salgado que servirá de estímulo aos estudantes para também construir aviões de papel dos mais simples aos mais sofisticados.

Voluntários do NINJA e do Aeroclube de Ubatuba
O encerramento das atividades contou com o convite de Marcos Fowler, coordenador do NINJA e membro do Aeroclube de Ubatuba, para que as crianças e jovens compareçam ao próximo encontro programado para 14 de abril, às 9h, quando, além de palestra, os participantes terão muitas atividades lúdicas e iniciarão os procedimentos para a recuperação do Teenie Two. O jovem Gabriel Bologna, que coordena o núcleo de aeromodelismo - junto com o também voluntário Arthur Bastos -, reforçou o convite para que a garotada venha conhecer e participar também desta empolgante atividade. A participação de novos estudantes continua aberta e as inscrições poderão ser feitas diretamente na sede do NINJA na abertura do próximo encontro.

sábado, 24 de março de 2018

GRIPEN NG

Comitiva da fabricante do caça Gripen NG realiza nova verificação estrutural na Ala 2
A nova aeronave será operada pelo 1° Grupo de Defesa Aérea 
a partir de Anápolis

Uma comitiva composta por especialistas em engenharia e logística da empresa SAAB, fabricante sueca dos caças Gripen NG (F-39), visitou as futuras instalações sediadas na Ala 2, em Anápolis, nos dias 14 e 15. Esta é a quarta visita técnica (Site Survey) da empresa à Anápolis e teve o objetivo de verificar as instalações do 1° Grupo de Defesa Aérea (1° GDA) que operará o Gripen a partir de 2021, e também para que a empresa entenda como a Força Aérea Brasileira (FAB) treina e opera aeronaves de caça. "Desta vez, nosso foco foi o treinamento dos pilotos, dos técnicos e a verificação de algumas funções de manutenção. Também estamos olhando as instalações, já que o novo avião terá outros requisitos e as instalações atuais serão adaptadas. Estamos aqui para alinhar os requisitos e procurar a melhor solução, e essa é a hora perfeita, já que estamos construindo e projetando, para realizar toda a preparação tanto para a FAB quanto para a SAAB, como uma companhia, e ter certeza que tudo estará pronto para a chegada do avião", comentou o Diretor de Logística do Programa, Magnus Hultin, que esteve presente nas outras visitas técnicas. Militares da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), órgão da FAB responsável por projetos de aquisição e modernização de aeronaves, e do Grupo Fox, equipe de seis pilotos de caça dedicada à gerência operacional do projeto Gripen, também acompanharam a visita. “É muito importante manter o laço estreito com o fabricante para que não haja lacuna entre a chegada do avião e o suporte de estrutura e pessoal. O Gripen é um sistema, não é só um avião que vai chegar e ser voado. Estamos trabalhando para ter certeza de que estaremos prontos e adaptados para a chegada dele”, explicou o Major Aviador Ramon Lincoln Santos Fórneas, membro permanente do Grupo Fox. Novo caça da FAB, o Gripen NG, fará parte da defesa aérea do território brasileiro dentro da Dimensão 22.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Aeroportos

13 terminais poderão ser leiloados para gestão privada
O Governo Federal pretende lançar, em setembro de 2018, o edital de licitação da nova rodada de aeroportos, que prevê a concessão em blocos de 13 terminais. Autoridades responsáveis pela aviação civil estão animadas com o interesse de investidores, principalmente operadores europeus. Serão concedidos seis aeroportos do Nordeste (Maceió-AL, João Pessoa-PB, Aracaju-SE, Juazeiro do Norte-CE, Campina Grande-PB e Recife-PE); cinco terminais do Mato Grosso (Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Alta Floresta e Barra do Garças), além de Vitória e Macaé. O maior interesse detectado pelo governo está no bloco do Nordeste, devido à atratividade turística nessa região O governo já recebeu os estudos que apontaram para a viabilidade para concessão.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Tecnologia

Embraer e Uber planejam aeronave de transporte urbano
O diretor de inovação corporativa da Embraer, Antonio Campello, e o diretor de engenharia de aviação da Uber, Mark Moore, integraram um painel no South by Southwest, em Austin, nos Estados Unidos, no dia 13 de março de 2018. Os executivos descreverem o serviço de transporte aéreo urbano que pretendem lançar como uma alternativa para driblar o trânsito caótico das grandes metrópoles. “Todos terão condições de pagar pelo transporte”, afirmou Campello A parceria entre as duas empresas foi apresentada em maio de 2017 e está em fase de desenvolvimento. “Há uma imensa demanda reprimida por esse tipo de serviço e a Embraer está preparada para desenvolver essa aeronave, no menor prazo possível e com a melhor qualidade do mercado”, afirmou Campello.

Testes até 2020
Ex-executivo da Nasa, Moore disse que o objetivo da Uber é fazer testes com as aeronaves em 2020 nos Estados Unidos. “Se tudo correr dentro do esperado, em 2023, os usuários da Uber dos Estados Unidos poderão ver o ícone uberair na barra de opções de transporte do aplicativo”, acredita Moore. As aeronaves usarão a tecnologia conhecida como VTOLs (Vertical Take-off and Landing Vehicles), serão elétricas e desenhadas para levar por volta de quatro pessoas e o piloto em distâncias de, aproximadamente, 100 quilômetros. Nos próximos dias, uma enquete para averiguar os desejos dos futuros usuários do serviço estará disponível no endereço virtual: www.embraer.com/embraerx

quarta-feira, 21 de março de 2018

Indústria Aeronáutica

Tucanos originais de cliente estrangeiro serão modificados para ataque
A AirMod, empresa brasileira instalada no Parque Tecnológico São José dos Campos (SP) venceu concorrência internacional para projetar, desenvolver e executar a modificação de 25 aeronaves T-27 Tucano. O projeto envolve transformar a versão original, de treinamento, em uma versão de ataque leve para um cliente do exterior. Estima-se a criação de 50 vagas de emprego para o projeto, entre técnicos, engenheiros e cargos administrativos. O trabalho deve começar até o final do primeiro semestre de 2018. Para isso, será criado um Laboratório de Integração e Testes no PqTec, onde será montado um protótipo do avião e serão feitas as modificações na primeira aeronave.

terça-feira, 20 de março de 2018

Concurso para a AFA

84 vagas para a Academia da Força Aérea
Inscrições de 20/03 a 09/04/2018

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou as Instruções Específicas com 84 vagas para os Exames de Admissão aos Cursos de Formação de Oficiais Aviadores, Intendentes e de Infantaria do ano de 2019 da Academia da Força Aérea (AFA), sediada em Pirassununga (SP). As inscrições começam hoje - 20 de março - e terminam no dia 9 de abril de 2018. A taxa é de R$ 70,00. Para participar do Exame de Admissão o candidato deve ser voluntário, podendo ser de ambos os sexos (para os Cursos de Formação de Oficiais Aviadores e Intendentes), ou do sexo masculino (para o Curso de Formação de Oficiais de Infantaria da Aeronáutica), e estar ciente de todas as condições previstas nas Instruções Específicas do Exame. Para ser habilitado à matrícula no curso, o candidato não pode possuir menos de 17 anos e nem completar 23 até 31 de dezembro de 2019, além de já ter concluído o Ensino Médio na data da Concentração Final do certame, entre outras exigências. O processo seletivo é composto de Provas Escritas (língua portuguesa, língua inglesa, matemática, física e redação), Inspeção de Saúde, Exame de Aptidão Psicológica, Teste de Avaliação do Condicionamento Físico, Teste de Aptidão à Pilotagem Militar (somente para os candidatos ao Curso de Formação de Oficiais Aviadores) e Validação Documental. As provas escritas serão aplicadas no dia 24 de junho de 2018. Os aprovados em todas as etapas do processo seletivo e selecionados pela Junta Especial de Avaliação (JEA) deverão se apresentar na AFA, em Pirassununga (SP), no dia 10 de janeiro de 2019, para matrícula no curso que tem duração de 4 anos.Após a conclusão do curso com aproveitamento, o cadete será nomeado Aspirante a Oficial da FAB.

84 Vagas
Oficiais Aviadores: 20
Oficiais Intendentes: 43
Oficiais de Infantaria: 21

Informações: Clique aqui 

segunda-feira, 19 de março de 2018

Carreiras na Aviação

O atual aluno Zero-Um da EEAR
A rotina atual de Everton Gonçalves do Nascimento, de 26 anos, não é tão diferente de como era há oito anos, quando passou a compor as fileiras da Força Aérea Brasileira. O destino de todas as alvoradas continua sendo a Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), e ainda é preciso acordar cedo e dormir tarde para dar conta da pesada rotina de estudos e serviços. A entrevista para esta publicação, para se ter uma ideia, foi respondida por volta de três horas da manhã. Mas, segundo ele, apesar das similaridades, tudo mudou nos últimos dois anos: após servir como soldado e cabo na unidade, Everton foi aprovado no concurso da EEAR. “Hoje eu tenho uma carreira e uma perspectiva de futuro”, conta. Embora ainda use o mesmo uniforme todas as manhãs desde 2010, um detalhe na farda indica que ele chegou aonde queria – o alamar usado no braço direito, junto à insígnia de aluno do quarto período da EEAR, distingue o militar como zero-um do Corpo de Alunos da Escola, além de três estrelas do lado esquerdo do peito.Ou seja, é o aluno com a maior média nas notas da turma.

Desde o fim do primeiro período, ele vem se mantendo com as melhores notas da turma. Agora que está no último período, a colocação lhe dá a oportunidade de estar à frente da tropa e junto às lideranças. “Foi uma luta árdua para ser zero-um. Enquanto os demais estavam na cantina, participando de eventos, eu estava na Divisão de Ensino, estudando. Ouvindo só de longe a música. Estudar aos fins de semana também diminuiu meu tempo de atenção à família. Mas o esforço sempre compensa”, avalia. Apesar de essa ser uma história não tão rara na Força – militares que conhecem a instituição por meio do serviço militar obrigatório e acabam fazendo carreira como graduados ou oficiais – ela ainda inspira muitos jovens aos estudos. “Como soldado, cheguei a tirar nove serviços no mês. Quando tomei a decisão de fazer o concurso, já como cabo, todo o tempo livre era de estudo. Eram em torno de oito horas diárias. No dia do nascimento da minha filha, eu estava com a apostila na maternidade”, conta ele. Prestes a se formar como mecânico de aeronaves (BMA), o aluno diz que espera da Força Aérea oportunidades de se profissionalizar, de realizar todos os cursos possíveis e de compor todas as missões que puder. “O que me estimulou a seguir em frente foi a certeza de que eu seria feliz nessa área, estando na Força Aérea Brasileira”, finaliza.

Fonte: FAB - Publicado originalmente no Notaer.

domingo, 18 de março de 2018

Especial de Domingo


O avião na Revolução 
Constitucionalista de 1932

As frotas legalista e paulista
A aviação teve seu relevante papel na Revolução de 1932, embora os dois lados em luta dispusessem de poucos aviões. O governo federal contava com aproximadamente 58 aeronaves divididas entre a Marinha e o Exército. Em contrapartida, os paulistas possuíam apenas dois aviões Potez e dois Waco, além de um pequeno número de aviões de turismo. No final de julho, o governo rebelde conseguiu mais um aparelho, trazido pelo tenente Artur Mota Lima, que desertou do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Os "vermelhinhos", como eram conhecidos os aviões do governo federal, não apenas atuaram nas linhas de combate, como, também, foram utilizados para bombardear várias cidades paulistas. Serviam, igualmente, como arma de propaganda, deixando cair panfletos sobre as cidades inimigas e em locais de concentração das tropas rebeldes. Já os aviões das Unidades Aéreas Constitucionalistas (UAC) conhecidos como "gaviões de penacho", pouco puderam fazer.

Ainda assim, realizaram duas façanhas de grande impacto: a 21 de setembro, num ataque de surpresa a Mogi Mirim (já em poder de Eurico Dutra), conseguiram inutilizar cinco dos sete aviões federais ali estacionados, antes que estes pudessem levantar voo; no dia 24, três "gaviões de penacho" atacaram o couraçado Rio Grande do Sul, fundeado em Santos, com o objetivo de relaxar o bloqueio ao porto local. Dois meses antes, a 23 de julho, Santos Dumont, o "Pai da Aviação”, deprimido com a utilização de seu invento, como arma de guerra, suicidava-se em Guarujá.

As frentes de combate
Com a eclosão do movimento em São Paulo, logo na primeira semana as forças legalistas se desdobraram nos limites do Estado, estabelecendo inicialmente duas frentes: uma ao Sul, na fronteira com o Paraná, cujos elementos marchariam sobre São Paulo seguindo o eixo Itararé - Faxina (Itapeva)-Itapetininga; outra no Leste, cujos componentes avançariam pelo Vale do Paraíba. Posteriormente, outra frente se abriu na fronteira com Minas Gerais, sendo objetivo das forças aí desdobradas progredir com um flanco sobre o Vale do Paraíba e com outro sobre Campinas, apertando o cerco sobre a capital. É óbvio que os dois lados reconheceram de pronto a importância da aviação, e ambos desenvolveram grandes esforços para enriquecer seus meios aéreos. Com presença marcante e decisiva nas três frentes de combate, e mesmo sobre o mar durante o bloqueio naval do Porto de Santos, a aviação foi responsável pela unicidade histórica da Revolução de 1932, na medida em que nenhum chefe pôde dela prescindir. Ela é referencial obrigatório em qualquer análise político-militar do movimento constitucionalista. A ânsia por meios aéreos manifestou-se desde os instantes iniciais da luta. Um dos primeiros atos paulistas foi ocupar o Campo de Marte, base do Exército nos arredores de São Paulo, onde se encontravam dois aviões Potez 25 TOE e dois Waco CSO, um dos quais pertencente ao Grupo Misto de Aviação, sediado no Campo dos Afonsos. Assim, na manhã de 10 de julho, a Aviação Constitucionalista compreendia quatro aviões, aos quais se acrescentariam posteriormente o Waco CSO C-3, levado para São Paulo, no dia 21 de julho, pelo Primeiro-Tenente Arthur da Motta Lima, e o Neuport Delage Ni D-72, transportado na segunda quinzena de agosto pelo Capitão Adherbal da Costa Oliveira, por terem ambos os pilotos aderido à causa revolucionária. Além desses, uma série de aviões leves foi posta à disposição dos rebeldes por proprietários privados: três De Havilland DH 60x Moth, dois Harriot 410, um Nieuport Ni-81, um Morane-Saulnier MS29, um Curtiss JN-2 e um Caudron 93-bis. Alguns dias mais tarde foi acrescentado a esta frota heterogênea um Laté 26 requisitado da Aéropostale, com vistas a possível adaptação para bombardeio.

Mobilização dos meios aéreos
No inicio das hostilidades, a Aviação legalista era mais bem servida de meios aéreos. Da Aviação Militar foram mobilizados: o Grupo Misto de Aviação, com doze aviões Potez 25 TOE de observação e bombardeio e cinco aviões WACO CSO armados com metralhadoras e porta-bombas; a Escola de Aviação Militar, com um avião de bombardeio Amiot 122, um caça Nieuport-Delage Ni D-72 e onze De Havilland DH 60T Moth, atualizados em missões de ligação, observação e regulagem de tiros de artilharia. A Aviação Naval mobilizou a 18a Divisão de Observação com quatro aviões Vought 02V-2A Corsair e a Flotilha Mista Independente de Aviões de Patrulha com três aviões Martin PM e sete Savoia Marchetti S-55.

Para tarefas de ligação, reconhecimento e observação, havia, ainda, disponíveis doze De Havilland DH 60 e dois Avro 504. Para os paulistas, as dificuldades de aquisição de material eram significativamente maiores. As negociações em Nova Iorque, por exemplo, com a Consolidated Aircraft, para a compra de dez aviões Fleet 10D, quando quase concluídas, foram abortadas por intervenção direta do Governo Brasileiro junto ao Departamento de Estado. Só mesmo através de operação triangular em Buenos Aires, a fim de burlar cláusulas do Tratado de Havana, foi possível adquirir dez aviões Curtiss O-13 Falcon na fábrica de montagem da Curtiss Wright Corparation, em Los Cerrillos, Chile, pela quantia de US$ 292.500. Eram aviões robustos, equipados com motor Curtiss D-12 de 435 H.P., velocidade máxima de 224 km/h, raio de ação de 1.000 km e teto de 4.600 m, capazes de realizar bombardeio picado. Sem dúvida, foram os aviões mais aperfeiçoados que participaram da luta aérea. O transporte desses aviões para o Brasil foi um verdadeiro desafio. Em princípios de agosto, pilotos americanos e ingleses, especialmente contratados, iniciaram os voos de traslado, via Argentina e Paraguai. Dois aviões foram entregues a pilotos brasileiros em Encarnación, no Paraguai, próximo à fronteira argentina. No dia 25 de agosto, um dos aviões fez pouso forçado em Concepción, sendo apreendido pelas autoridades paraguaias sob a acusação de sobrevoo não autorizado de seu espaço aéreo. Pouco mais de uma semana depois, outro Falcon sofreu acidente na Argentina, próximo à fronteira chilena. Finalmente, a 1 de setembro, os paulistas receberam os primeiros Falcon, e as entregas posteriores foram feitas aos rebeldes brasileiros na cidade de Campanário, no sul de Mato Grosso. De lá eram trasladados para o Campo de Marte, a fim de receberem metralhadoras e porta-bombas, estas últimas já de fabricação nacional. Apesar do esforço hercúleo, apenas quatro Falcon participaram das operações aéreas antes que a revolução chegasse ao fim. O primeiro emprego foi a 20 de setembro, em missão de bombardeio ao Campo de Mogi Mirim.

As bases paulistas
Em termos de infraestrutura de aeródromos, os paulistas tinham muito mais flexibilidade que os governistas. Enquanto estes dispunham apenas do Campo dos Afonsos, do Galeão e só muito mais tarde de Resende, aqueles serviam-se do Campo de Marte como base principal, significativamente aumentado durante a revolução, e também dos Campos de Lorena, Taubaté, Mogi Mirim, Campinas e Itapetininga. De uma posição central em relação às zonas de combate, com facilidade de desdobramentos nos campos citados, os paulistas colocavam-se em posições bem próximas das três frentes, conseguindo assim, com os mesmos aviões e pilotos, a realização de grande número de sortidas. Assim, em 16 de julho, dois Potez 25 TOE e dois Waco CSO da Aviação Militar decolaram do Campo dos Afonsos e pousaram em Resende, onde os esperava um Vought 02V-2A Corsair da Aviação Naval, para realizarem missão conjunta sobre São Paulo. Os dois Waco CSO lançariam panfletos, os dois Potez 25 TOE atacariam o Campo de Marte, enquanto o Vought 02V-2A Corsair faria a cobertura de escolta. No dia seguinte, os legalistas renovaram o ataque ao Campo de Marte com três Potez e um Amiot Bp 3, lançando bombas de 50 libras, sem grandes danos para as instalações. Nesse mesmo dia um Potez atacou o Campo de Taubaté. A situação no Vale do Paraíba, inicialmente favorável aos paulistas, evoluiu mais tarde para vantagem dos legalistas. Com a finalidade de reduzir a iniciativa dos paulistas nessa área, os governistas montaram uma série de ataques aéreos a pontos críticos das posições defensivas adversárias. Em 20 de julho, três Waco e três Potez cumpriram missões de apoio aéreo aproximado em proveito das forças governistas que defendiam São José do Barreiro, então sob pesado bombardeio da artilharia paulista. Os aviões concentraram os ataques sobre as baterias, destruindo-as totalmente e aliviando a pressão que então exerciam.

Os ataques
Os ataques aéreos foram, para ambos os contendores, a grande novidade da Revolução de 1932, não raro causando pânico nos combatentes terrestres. Este efeito foi explorado ao máximo pelos legalistas, que instituíram a prática de usar patrulhas aéreas sobre tropas rebeldes, muito mais para fins psicológicos do que propriamente pelo que poderiam representar certos alvos de oportunidade. Os Waco CSO de cor vermelha, que desempenharam grande parte dessas missões de inquietação, eram temidos, e foram logo apelidados pelos paulistas de “vermelhinhos”. Em 11 de agosto de 1932, um avião Potez é deslocado para Faxina. Já no dia seguinte, escoltado por dois Vought Corsair da Marinha, decolou para missão de ataque à base de Itapetininga, mas não encontrou qualquer oposição aérea porque o Grupo de Aviação Constitucionalista se deslocara para Lorena, a fim de tentar barrar o avanço governista no Vale do Paraíba e na frente mineira. Chegados a Lorena, foram logo empenhados em ataques a pontos fortes da frente legalista, surpreendendo as tropas há muito habituadas apenas ao sobrevoo de aviões amigos. Com o intuito de marcar o seu espírito ofensivo, os rebeldes planejaram um audacioso ataque ao Campo de Resende, levado a efeito no dia 13 de agosto às 01h30min, sem maiores consequências táticas, mas constituindo-se no primeiro ataque aéreo noturno realizado na América Latina. Como resposta à afronta, os legalistas executaram nesse mesmo dia um ataque maciço ao Campo de Lorena, com cinco Potez e dois Waco. Embora surpreendessem os aviões paulistas estacionados e realizassem ataques durante cinco minutos, nada disso impediu que conseguissem decolar com os aviões na direção de São Paulo. Logo depois desse ataque, os paulistas desfecharam um outro contra Areias, ocupada pelos governistas, utilizando um Potez e dois Waco. No dia seguinte, depois de realizar missões em Queluz e Areias, os paulistas retornaram a Lorena, e, concluindo que estavam em vias de perder este campo avançado, retraíram-se para a antiga base de Itapetininga.

O fim do conflito
Em 26 de agosto, a Aviação Constitucionalista passou a operar simultaneamente de Mogi-Mirim, a pequena distância da fronteira mineira, e do Campo de Marte, em apoio a um batalhão que lutava desesperadamente para manter a posse de Itaipava, conquistada pelos legalistas no dia seguinte. A situação para os rebeldes deteriorava-se seriamente, obrigando a esforço máximo dos pilotos, do pessoal de apoio e das máquinas. Como consequência, o Grupo de Aviação Constitucionalista retrai-se para a base principal, o Campo de Marte. Nos últimos dias de setembro ficou claro para os paulistas a impossibilidade de reversão do curso do conflito. A 29, tiveram início as negociações para o cessar-fogo. O Coronel Oswaldo Villa Bella, Chefe do Estado-Maior do General Bertoldo Klinger, e o Major-Aviador Ivo Borges foram os militares que, representando as forças constitucionalistas, compareceram ao QG do General Góis Monteiro para assinar o armistício, o qual se consumou a 3 de outubro.

sábado, 17 de março de 2018

FAB TV

Notícias da Força Aérea em vídeo
Esta edição do FAB TV, relativa a março de 2018, traz notícias sobre o programa espacial brasileiro, transporte de órgãos e interceptação de aeronave com drogas. De janeiro a março de 2018, a Força Aérea Brasileira (FAB) transportou mais de 30 órgãos para transplante em apoio ao Ministério da Saúde. A equipe do FAB TV acompanhou uma dessas missões. Outra abordagem é sobre a interceptação de um avião que vinha da Bolívia transportando mais de meia tonelada de cocaína. Há, ainda, a patriótica cerimônia da troca da maior Bandeira do Brasil, na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF).

sexta-feira, 16 de março de 2018

Aeronaves

Boeing 737 é recordista como o avião comercial mais produzido
O Boeing 737 atingiu, no dia 13 de março de 2018, a marca de 10 mil unidades produzidas. O jato entra mais uma vez para o Guinness World Record, o Livro dos Recordes, como o modelo de avião comercial mais produzido da história. O primeiro exemplar ficou pronto em 1967. No Brasil, a Gol é a maior operadora de aviões do modelo e tem uma encomenda de 120 aeronaves da versão 737 Max 8.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Espaço

Aprovada cooperação entre Brasil e EUA para uso do espaço
O Senado aprovou, no dia 13 de março de 2018, o texto do acordo de cooperação assinado entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos para o uso pacífico do espaço exterior. O acordo, assinado em 2011, já havia sido aprovado pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e segue para promulgação. O primeiro acordo assinado entre os dois países com esse objetivo, em 1996, expirou em janeiro de 2018. A formalização do novo acordo era necessária para que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) lancem, em parceria com a agência espacial norte-americana (Nasa), um satélite de monitoramento do clima. O veículo deverá auxiliar o Brasil na exploração marítima de petróleo, na agricultura de precisão e na navegação aérea.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Transporte Aéreo

Aprovada livre competição nos voos comerciais entre Brasil e EUA
O Senado aprovou, dia 7 de março de 2018, o acordo internacional sobre transporte aéreo entre Brasil e Estados Unidos. Firmado em 2011, o texto cria um novo marco legal para a operação de serviços aéreos entre os dois países. O projeto segue para a promulgação. De acordo com o governo, a intenção é promover o sistema de aviação internacional baseado na livre competição e com o mínimo de interferência e regulação governamental. O acordo busca incentivar a oferta ao público de mais opções de serviço, com o encorajamento ao setor aéreo para desenvolver e implementar preços competitivos.

terça-feira, 13 de março de 2018

Embraer

Primeiro E 190 E-2 será entregue dia 04 de abril de 2018
Falta pouco para que o primeiro Embraer 190-E2 de série saia da linha de produção. O aparelho será entregue à empresa Wideroe Airlines, da Noruega. A aeronave já recebeu a pintura com as marcas da empresa norueguesa e sua imagem foi divulgada pelo presidente da Embraer, John Slattery. A cerimônia de entrega do primeiro E190 E-2 será dia 4 de abril, na unidade Embraer de São José dos Campos-SP.

segunda-feira, 12 de março de 2018

Vagas para atletas na FAB

Aeronáutica tem vagas para atletas de alto rendimento
Inscrições até 23/03/18

Começaram dia 05 e seguem até o dia 23 de março de 2018 as inscrições para a seleção de profissionais na área do desporto de alto rendimento, voluntários à prestação do serviço militar temporário, para o ano de 2018. Ao total são 47 vagas em 16 modalidades esportivas. Para se inscrever é necessário não ter completado 45 anos de idade até 31 de dezembro de 2018; ter concluído, até a data inicial do período de inscrição, o Ensino Médio; apresentar currículo esportivo de acordo com o modelo especificado; estar relacionado no ranking nacional ou estadual da respectiva modalidade, em 2017 ou 2018; não estar suspenso de participar de competições oficiais por doping; possuir, no máximo, na data de incorporação, o total de sete anos de serviço público, entre outras condições. A entrega do requerimento de inscrição com toda a documentação deve ser feita na Comissão de Desportos da Aeronáutica (CDA), localizada no Rio de Janeiro, na Avenida Marechal Fontenelle, 1200, bairro Campo dos Afonsos.

Modalidades
As vagas são para as modalidades de: Atletismo, Basquete, Ciclismo, Ginástica Artística, Handebol, Judô, Karatê, Lifesaving, Maratona Aquática, Natação, Orientação, Paraquedismo, Pentatlo Aeronáutico, Taekwondo, Triatlo e Vôlei de Praia. Os requisitos específicos podem ser consultados no Aviso de Convocação. A seleção será constituída de inscrição, avaliação curricular, concentração inicial, inspeção de saúde inicial, concentração final e habilitação à incorporação. Ao serem incorporados os convocados serão declarados Terceiros-Sargentos, incluídos no Quadro de Sargentos da Reserva de 2ª Classe Convocados (QSCon). Depois de incorporado, o candidato realizará o Estágio de Adaptação para Praças (EAP) que se destina a adaptar e preparar os incorporados às condições peculiares do Serviço Militar Temporário.

Informações: Clique aqui

domingo, 11 de março de 2018

Especial de Domingo

Da Aerovisão, revista da Força Aérea Brasileira, selecionamos o conteúdo de hoje.
Boa leitura.
Bom domingo!

KC-390
O maior avião militar desenvolvido no Brasil está prestes a chegar na FAB
Da revista Aerovisão

O ano de 2018 promete trazer bons voos para a área operacional da FAB com a entrega prevista do primeiro KC-390. A nova aeronave multimissão de transporte da Força Aérea Brasileira já está 97% desenvolvida e, neste primeiro semestre, encerra a fase de testes em voo e certificação. As duas primeiras unidades estão confirmadas para serem entregues à Ala 2, em Anápolis (GO). Ao todo, 28 aeronaves adquiridas pelo governo brasileiro irão compor a frota da aviação de transporte da FAB. Robusto, moderno e de alta capacidade operacional, o KC-390 se materializou a partir do conceito e ideias de pilotos e engenheiros da FAB que ansiavam por demandas acima das cumpridas pelo C-130 Hércules. A maior aeronave militar desenvolvida e fabricada no Brasil não tem deixado a desejar e tem cumprido com êxito uma intensa campanha de testes que validam toda a sua capacidade em diversos cenários. Fabricado pela Embraer Defesa & Segurança, dois protótipos do KC-390 já somam aproximadamente 1.500 horas de voo e mais de 40.000 horas de testes em laboratório dos diversos sistemas da aeronave, garantindo uma alta disponibilidade nos testes de certificação, etapa essencial para dar continuidade à linha de montagem. Para se apresentar ao público como uma das mais modernas propostas da categoria, uma dessas aeronaves já fez escala, inclusive, na maior feira de aviação, em Le Bourget (França). Para fechar 2017, no mês de dezembro, foi atingida a capacidade inicial de operação (Initial Operational Capability – IOC), fase fundamental para dar início à operacionalidade do tão esperado avião militar e que está em conformidade com o escopo da FAB. A fabricante também obteve um certificado de tipo provisório do KC-390 junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), atestando a adequação do projeto aos exigentes requisitos de certificação de aeronaves da categoria Transporte.

Dos protótipos à operacionalidade
Do calor ao frio, os protótipos do KC-390 têm de passar por cenários variados e enfrentar diversas temperaturas para garantir a adaptação e o desempenho em qualquer região do mundo. Já foram realizados testes no gelo artificial, nos Estados Unidos. Em um segundo estágio, ainda nos primeiros meses de 2018, serão realizadas operações em ambiente com gelo e neve. O avião ainda precisa atender aos requisitos da FAB de operar na Antártida, que reúne condições climáticas adversas e submete a aeronave a situações extremas de operação. No calor, o jato também foi aprovado: o avião esteve nos Emirados Árabes e na Arábia Saudita, quando operou em temperaturas ambiente de 45 graus e 49 graus Celsius respectivamente. A conclusão do processo de certificação será realizado em duas etapas; uma delas estabelece a homologação do KC-390 no âmbito da aviação civil, que já foi conquistado na IOC. A certificação final da ANAC e o atingimento da IOC contemplam itens básicos da missão militar como características fundamentais para o voo, atestando segurança, qualidade de voo, possibilidade de reabastecimento em voo, transporte de cargas e lançamento. A outra etapa prevê a integração de todos os sistemas da missão militar, que se inicia a partir da entrega do KC-390 para a Força Aérea este ano. Segundo o Coronel Samir Mustafá, gerente do Programa na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), os terceiro e quarto protótipos já fazem parte da linha de montagem do KC-390 e serão entregues à Força Aérea em junho deste ano. Participar das duas etapas (ensaios e linha de montagem) garante também que a linha de produção seja certificada. “As duas unidades vão ser entregues com capacidade inicial, com condições de cumprir variadas missões, como transporte aerologístico, lançamento de fardos e paraquedistas – tanto pela rampa quanto pela porta, entre outras”, acrescenta. Ainda de acordo com o Coronel, é preciso deixar claro que, baseada na configuração inicial que o KC-390 chega à FAB, a segunda etapa de certificação vai validar a operacionalidade da aeronave em missões militares e deve decorrer pelos próximos dois anos. Estão previstas certificações complementares de reabastecimento em voo (REVO), operação de sistemas de guerra eletrônica e lançamento de cargas pesadas. Com essas etapas finalizadas, o KC-390 vai atingir a Capacidade Final de Operação (Final Operational Capability – FOC), estando disponível para atender às demandas dos mais variados operadores civis e militares.

O diferencial
O KC-390 tem como proposta ser um novo padrão de aeronave dentro dos requisitos da categoria. A diversidade de missões realizadas pela aeronave brasileira, como transporte de cargas, tropa, paraquedistas, reabastecimento aéreo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios, busca e salvamento e evacuação aeromédica, chama a atenção pela amplitude de atuação. Com capacidade de transportar até 26 toneladas, numa velocidade máxima de 870 km/h, o jato redefine o modelo de operação de uma aeronave de transporte em ambientes diversos, pistas não preparadas e com uma autonomia invejável. E por falar em autonomia, o REVO é uma das características de destaque desta aeronave multimissão. Com os equipamentos instalados, o KC-390 consegue realizar até duas operações de reabastecimento em voo, simultaneamente, garantindo uma maior operacionalidade em aeronaves dentro de um pacote de missões. Prevista para 2018, a fase final de testes de REVO deve acontecer no Rio de Janeiro (RJ). O KC-390, que em 2016 realizou apenas o contato seco com o caça F-5, agora vai finalizar o protocolo de testes e abastecer o A-1 durante os voos de ensaios. Um dos futuros clientes para ser reabastecido em voo é o novo caça F-39 Gripen, adquirido também pelo governo brasileiro e previsto para chegar em 2021. O H-36 Caracal é o helicóptero da aviação de asas rotativas da FAB que também será reabastecido pelo jato. O fato inédito fica por conta da nova aeronave de transporte ser reabastecida por outras aeronaves de transporte. Com a possibilidade de transportar até 23,2 toneladas de combustível, o KC-390 está pronto para receber combustível de aeronaves abastecedoras, como o KC-130 Hércules ou até mesmo de outro KC-390. A autonomia do KC-390 é um fator atraente. Saindo de Manaus (AM), com 26 toneladas de carga a bordo, o KC-390 consegue chegar até Brasília (DF) ou Lima (Peru), uma distância de aproximadamente 2.100 km. Se a carga for de 14 toneladas, por exemplo, a aeronave consegue decolar da capital amazonense e ir até Washington, D.C., capital federal dos Estados Unidos. Sem precisar abastecer, o alcance sobe para cerca de 5 mil km. Saindo da mesma origem, sem transportar nenhum tipo de carga (Ferry Flight) e utilizando os tanques auxiliares, o cargueiro tem autonomia de 8.500 km, com capacidade de combustível para cruzar o Atlântico e chegar à capital da França, Paris, ou Dublin, na Irlanda. A vantagem da autonomia também colabora, e muito, nas missões de busca e salvamento, uma das capacidades em que a na aeronave poderá ser empregada. Tudo isso porque a FAB possui uma responsabilidade de controlar e realizar missões como essa numa área equivalente a 22 milhões de km², que abrange desde a região costeira do Atlântico, quase atingindo o continente africano. Somado a um radar de última geração, o KC-390 poderá localizar embarcações naufragadas com possibilidade de acompanhar alvos e fazer o rastreio de mais de 200 pontos simultaneamente. Outro diferencial do jato foram as parcerias estratégicas firmadas. Acordos bilaterais garantiram o desenvolvimento do KC-390 com a colaboração de países como Portugal, República Tcheca e Argentina, que avançaram nas negociações desde o início e contribuíram no intercâmbio de tecnologias.

Mercado
É um mercado em potencial que foi estudado e explorado pela indústria aeronáutica brasileira e que pode trazer muitos benefícios ao País. A cota de mercado (market share) estimada é de aproximadamente 300 aeronaves exportadas nos próximos 20 anos, o que pode representar uma injeção de até U$ 20 bilhões de dólares na economia. Como se trata de propriedade intelectual desenvolvida no Brasil, a cada jato vendido pela Embraer, o Governo Brasileiro vai ter um retorno financeiro que pode ser novamente enxertado na economia. A expectativa é de que R$ 2,34 bilhões de royalties sejam gerados e R$2,40 bilhões em impostos acumulados. “Esperamos que essa aeronave tenha sucesso comercial digno do esforço que foi feito para desenvolvê-la. Em termos de produto, ela é uma aeronave que supera a expectativa de qualquer cliente. Isso foi constatado nas nossas viagens de demonstração da aeronave tanto em 2016 quanto em 2017, quando todos os potenciais clientes da aeronave se encantaram com suas capacidades e se surpreenderam positivamente”, acrescenta o Coronel Samir. A janela de oportunidades inclui também a geração de empregos diretos e indiretos. Durante o desenvolvimento do KC-390, que começou em 2009, a aeronave gerou mais de 8.500 empregos na cadeia produtiva que envolveu a engenharia de produção e a área ferramental da aeronave. Destes, são 1.430 empregados diretos com a Embraer. Nesta segunda fase de produção industrial, totalizam 6.360 empregos diretos e indiretos, envolvidos na fabricação de peças primárias e células, até a montagem final.

Doutrina
Mas, afinal, o KC-390 vai para qual Esquadrão da FAB? Eis a questão que tem inquietado pilotos e interessados da área. O novo jato vai para o Grupo Kilo, uma formação de pilotos especialistas na área de atuação do jato responsável por fazer a implantação operacional. Criado em 2016, o grupo está envolvido com a documentação operacional e com a estruturação do primeiro esquadrão que vai receber a aeronave. Assim que ela for entregue, o grupo ficará imerso no universo da nova aeronave imbuído em criar a nova doutrina do equipamento. Enquanto aguardam a chegada do jato, o grupo também se organiza em Anápolis (GO), onde vai estar sediado o time a partir do mês de março deste ano, quando a formação será composta por 12 aviadores e 30 graduados. Toda a idealização e organização desse modelo adotado para receber o KC-390 é do Comando de Preparo (COMPREP), unidade da FAB que concentrou as atividades de treinamento, avaliação e doutrina. Segundo o Chefe do Estado-Maior do COMPREP, Major-Brigadeiro do Ar Mário Luís da Silva Jordão, a grande novidade do Grupo Kilo é que ele não vai reunir apenas pilotos da Aviação de Transporte. “Devido às características amplas da aeronave e das várias missões que ele pode fazer, o Grupo Kilo vai abranger todas as aviações da Força Aérea”, disse. O oficial-general explica que a capacidade multidisciplinar do KC-390 permite a integração de Asas Rotativas, Reconhecimento, Caça, Transporte e Patrulha. Um dos exemplos de equipamentos que serão incorporados ao KC-390 é o POD Litening, um radar de reconhecimento já empregado nos caças A-1 da FAB. “O POD Litening, que é um equipamento infravermelho, hoje é operado pelos esquadrões de A-1 de Santa Maria. Então, vamos trazer gente de Santa Maria para incluir nesse grupo”, acrescenta. De acordo com o cronograma, até 2019, esses militares vão ter dedicação exclusiva ao Grupo Kilo e, depois de validar o jato nas missões operacionais militares, entregam o KC-390 na configuração final de operacionalidade. Devido à expertise adquirida, os envolvidos possivelmente devem assumir o comando da aeronave nas primeiras missões reais. “Esse time vai ser a base do futuro esquadrão”, declara o Major-Brigadeiro Jordão.

Fotos: Claudio Capucho/Embraer

Fonte: publicado originalmente na revista Aerovisão, da FAB.

sábado, 10 de março de 2018

Concurso para a FAB


Inscrições para escola da FAB terminam nesta segunda, 12/03/18

Terminam nesta segunda-feira (12/03/18), às 15h, as inscrições para a seleção ao Curso de Formação de Sargentos (CFS), com ingresso previsto para janeiro de 2019. A taxa é de R$ 60,00. As vagas são destinadas a candidatos de ambos os sexos, que atendam às condições e às normas estabelecidas nas instruções específicas. Para serem habilitados à matrícula no CFS 1/2019, os candidatos não devem possuir menos de 17 nem completar 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2019 e é necessário ter concluído, na data da Concentração Final, o Ensino Médio do Sistema Nacional de Ensino. O processo seletivo é composto por provas escritas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física, além de inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia 27 de maio de 2018. Os aprovados em todas as etapas do processo seletivo e selecionados pela Junta Especial de Avaliação (JEA) deverão se apresentar na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), no dia 13 de janeiro de 2019, para habilitação à matrícula no curso que terá duração de dois anos. Após a formatura na instituição de ensino, o aluno será promovido à graduação de Terceiro-Sargento e será classificado em uma das Organizações Militares da Força Aérea Brasileira (FAB), localizadas em todo o território nacional, de acordo com a necessidade da Administração.

Vagas por especialidade:

BMA – Mecânica de Aeronaves: 50

BMB – Material Bélico: 13

BEV – Equipamento de Voo: 6

BCT – Controle de Tráfego Aéreo: 128

SGS – Guarda e Segurança: 30

Total de vagas para o CFS 1/2019: 227

Inscrições: Clique aqui

sexta-feira, 9 de março de 2018

Indústria aeronáutica

Embraer aumenta lucro em 2017
A Embraer fechou 2017 com aumento de 35,9% no lucro líquido: R$ 795,8 milhões ante R$ 585,3 milhões, nos últimos três meses de 2016. Contabilizando o período de outubro a dezembro, o lucro líquido foi de R$ 117,2 milhões em 2017, recuo de 81,9% comparado ao valor de 2016, de R$ 648,3 milhões. A receita líquida da Embraer foi de R$ 5,6 bilhões no último trimestre de 2017, 15,6% a menos do que o valor em 2016, em igual período, de R$ 6,7 bilhões. A Embraer encerrou o quatro trimestre do ano passado com lucro líquido ajustado (excluindo imposto de renda e contribuição social) de R$ 191,5 milhões, 72,4% abaixo do valor apurado no mesmo período de 2016, de R$ 694,2 milhões.

quinta-feira, 8 de março de 2018

8 de Março - Homenagem da FAB

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Neste Dia Internacional da Mulher (08/03), a Força Aérea Brasileira (FAB) homenageia as mulheres de seu efetivo. A FAB tem cerca de 11 mil mulheres em suas fileiras. Até o momento, elas ocupam postos de terceiro-sargento a coronel. A primeira turma dos quadros femininos de oficiais e de graduadas ingressou em 1982. Na Academia da Força Aérea (AFA), ingressaram em 1996 no Quadro de Oficiais Intendentes e atingiram o posto de tenente-coronel em 2017. Na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), entraram em 2002 e podem alcançar o posto de coronel. Atualmente, mulheres do Quadro de Oficiais Médicos já atingiram o posto de coronel; e em 2003, a AFA recebeu as primeiras Aviadoras.

A mulher na aviação

08 de março:
Dia Internacional da Mulher
Número de mulheres piloto cresce 106%

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o número de mulheres com licença ativa para pilotar aeronaves cresceu 106% de 2015 a 2017. Existem no Brasil 1.465 mulheres exercem a atividade. Os homens são 46.556. O maior crescimento ocorreu no número de mulheres com licença de pilotos privados de avião, que aumentou 165%, passando de 279, em 2015, para 740 no ano passado. A Anac também identificou aumento expressivo no segmento de pilotos privados de helicóptero, que passou de 47 mulheres em 2015 para 167 em 2017, o que representa crescimento de 255%. No caso de pilotos de avião de empresas aéreas, o número de mulheres passou de 29, em 2015, para 41 em 2017. Também aumentou a presença de mulheres piloto de linhas que operam com helicóptero, que foi de 14 profissionais para 22 no mesmo período. O número de mulheres mecânicas de aeronave também cresceu. O percentual foi de 30% no período, passando de 179, em 2015, para 233 em 2017. “No entanto, o número ainda é pequeno quando comparado aos profissionais do sexo masculino: 8092 em 2017”, informou a Anac.

Comissárias são maioria
Os dados excluem a carreira de comissário de bordo que, historicamente, sempre teve mais profissionais do sexo feminino. Ao todo, são 6.485 profissionais contra 3.335 homens habilitados para a função. De acordo com a agência, o levantamento de profissionais habilitados é feito a partir da extração das licenças ativas emitidas exclusivamente pela Anac. De acordo com a Anac, apesar de os homens serem a maioria nos postos de pilotos, mecânicos e despachantes, os dados mostram que o cenário está mudando aos poucos com o ingressos de mais mulheres no setor, em especial no comando das aeronaves.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Mais vagas na FAB

Aeronáutica tem vaga para controlador de tráfego aéreo temporário
A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou dia 5 e segue até o dia 23 de março de 2018 as inscrições para seleção de profissionais de nível médio, na área de controle de tráfego aéreo. Ao total, são 21 vagas para os Destacamentos de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA) de Manaus (AM), Belém (PA), São Luís (MA) e Confins (MG). As inscrições devem ser feitas até o dia 23 de março de 2018, com a entrega do Requerimento de Inscrição, dos documentos obrigatórios e dos documentos necessários à Avaliação Curricular, nas organizações militares responsáveis, cujos endereços estão discriminados no Aviso de Convocação. Podem se candidatar brasileiros, de ambos os sexos, que não tenham completado 45 anos de idade até 31 de dezembro de 2018. As vagas são destinadas aos candidatos com formação técnica em informática, computação gráfica, informática para internet ou rede de computadores. Eles deverão apresentar certificados ou diplomas em um desses cursos, expedidos por instituição credenciada pelo Conselho Nacional de Educação, com carga horária mínima de 1.000 (mil) horas e certificado de inglês intermediário ou avançado. Os requisitos específicos e demais informações podem ser consultados no Aviso de Convocação. A seleção será constituída das seguintes etapas: inscrição, avaliação curricular, avaliação da produção oral em língua inglesa, concentração inicial, inspeção de saúde, concentração final e habilitação à incorporação.

Capacitação
Os convocados serão voluntários à prestação do Serviço Militar Temporário (até 8 anos), no Quadro de Sargentos da Reserva de 2ª Classe Convocados (QSCon), com previsão inicial para incorporação em 14 de maio de 2018. A capacitação inclui a adaptação à atividade militar e o curso para habilitação à função de controle de tráfego aéreo em Torre de Controle, no Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), para adaptação à atividade funcional.

Informações: Clique aqui 

terça-feira, 6 de março de 2018

Vagas na FAB

Aeronáutica tem 801 vagas para técnicos
Inscrições até 23/03/2018

Começaram dia 05 e seguem até 23 de março de 2018, as inscrições para profissionais de nível médio, com curso técnico, voluntários à prestação do Serviço Militar Temporário, para o ano de 2018. Ao total, são 801 vagas para profissionais de diversas localidades do território nacional. O objetivo é dar oportunidade para voluntários na prestação do Serviço Militar Temporário (até 8 anos), devidamente habilitados. Todos os participantes precisam atender às condições e às normas estabelecidas pela Força Aérea Brasileira (FAB). As inscrições serão realizadas até o dia 23 de março nas seguintes cidades: Belém (PA), Alcântara (MA), Anápolis (GO), Brasília (DF), Canoas (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Santa Maria (RS), Boa Vista (RR), Eirunepé (AM), Manaus (AM), Porto Velho (RO), São Gabriel da Cachoeira (AM), Fortaleza (CE), Parnamirim (RN), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), Barbacena (MG), Lagoa Santa (MG), Campo Grande (MS), Guaratinguetá (SP), Pirassununga (SP), Santos (SP), São José dos Campos (SP) e São Paulo (SP). Após o deferimento da inscrição, os candidatos passarão por etapas de classificação na Avaliação Curricular; comparecimento na concentração inicial; entrega dos exames, avaliações e laudos médicos; aprovação na inspeção de saúde; concentração final e habilitação à incorporação. Para participar, entre outros requisitos, é necessário ter menos de 45 anos de idade até 31 de dezembro de 2018; ter concluído o Ensino Médio até a data inicial do período de inscrição; possuir os requisitos específicos para a especialidade a que está concorrendo; e possuir, no máximo, na data da incorporação, o total de sete anos de serviço público.

Especialidades
As vagas são para as seguintes especialidades: Administração, Arrumador, Cozinheiro, Eletricidade, Eletromecânica, Eletrônica, Enfermagem, Informática, Informática I, Laboratório, Mecânico de Aeronaves, Motorista, Motorista-Bombeiro, Obras, Pavimentação, Processos Fotográficos, Produção de Áudio e Vídeo, Radiologia, Saúde Bucal e Topografia. Os requisitos específicos dependem da especialidade pleiteada pelo candidato. Após a incorporação, os convocados serão declarados Terceiros-Sargentos, incluídos no Quadro de Sargentos da Reserva de 2ª Classe Convocados (QSCon); e vão realizar o Estágio de Adaptação de Praças, que se destina a adaptar e preparar os incorporados às condições peculiares do Serviço Militar Temporário e ao exercício das demais atividades militares concernentes às áreas profissionais em que atuarão no âmbito do Comando da Aeronáutica.

Informações: Clique aqui 

segunda-feira, 5 de março de 2018

NINJA 2018

24 de março: início das atividades do NINJA em 2018
O NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação - divulga cultura aeronáutica para crianças e jovens de escolas públicas e particulares. As atividades são gratuitas e ocorrem aos sábados, quinzenalmente, em Ubatuba-SP. A abertura em 2018 terá a palestra "Aviação: serve para quê?" de Luiz Carlos Rodrigues, sexto Piloto de Provas do Brasil, piloto da FAB, da Embraer e da ANAC. Entrada franca, dia 24 de março, sábado, às 9h, na sede do NINJA (Colégio Dominique). Incentive seu filho(a) a participar! Os pais também são convidados!!

domingo, 4 de março de 2018

Especial de Domingo

RADAR
O radar é algo que está presente em nosso cotidiano, embora seja normalmente invisível. O controle de tráfego aéreo usa radares para rastrear aviões no solo como no ar, além de usá-lo também na hora de orientar os pilotos para que façam pousos suaves. Além disso, quem também usa os radares é a polícia, mas com o objetivo de detectar a velocidade dos automóveis. Já a Nasa os usa para mapear a Terra e outros planetas, para rastrear satélites e fragmentos espaciais e para ajudar na hora de manobrar suas aeronaves. Os militares, por sua vez, usam radares para detectar os inimigos e guiar suas armas até os alvos. Os meteorologistas usam radares para rastrear tempestades, furacões e tornados.

Até o dispositivo que faz as portas das lojas abrirem automaticamente é um tipo de radar. Depois de ver todos esses casos, nem preciso dizer que o radar é uma tecnologia extremamente útil. Quando as pessoas usam radares, geralmente estão tentando fazer uma destas 3 coisas:  detectar a presença de um objeto distante: o normal é detectar objetos que estejam em movimento, como um avião, mas os radares também podem ser usados para detectar objetos imóveis enterrados; detectar a velocidade de um objeto: esta é a razão por que a polícia usa o radar; mapear algo: o ônibus espacial e os satélites artificiais em órbita usam algo chamado de Radar de Abertura Sintética (SAR) para criar mapas topográficos detalhados da superfície dos planetas e de suas luas. O interessante é que essas três atividades podem ser realizadas usando duas coisas: o eco e o efeito Doppler. Estes dois conceitos são fáceis de entender em termos de som porque seus ouvidos escutam ecos e o efeito Doppler todos os dias. O radar aproveita essas duas coisas, só que utilizando ondas de rádio.

O eco e o efeito Doppler
O eco é algo perceptível. Se você gritar na direção de um poço ou cânion, o eco volta logo depois. Mas por que isso ocorre? O eco acontece porque algumas das ondas sonoras do seu grito se refletem em uma superfície e fazem todo o caminho de volta até os seus ouvidos. O tempo levado entre o momento em que você gritou e o momento em que ouviu o eco é determinado pela distância entre você e a superfície que o criou. Mas não é só o eco que é comum, o efeito Doppler também o é. Você deve senti-lo todos os dias, mas provavelmente não nota. Ele acontece quando o som é gerado, ou refletido, por um objeto em movimento ou refletido nele. Em casos de velocidade extrema é o efeito Doppler que cria o ruído sônico. O efeito Doppler pode ser entendido da seguinte forma: digamos que há um carro vindo na sua direção a 60 km/h e o motorista está buzinando. Você vai ouvir a buzina tocando uma "nota" enquanto o carro se aproxima, mas quando o carro passar por você, o som da buzina vai mudar para uma nota mais grave. O efeito Doppler causa essa mudança. O que acontece é o seguinte: a velocidade do som que se propaga pelo ar do estacionamento é fixa. Para simplificar nossos cálculos, vamos dizer que essa velocidade é de 900 km/h (a velocidade exata depende da pressão do ar, da temperatura e da umidade). Imagine que o carro está parado a uma distância de exatamente 1,0 km de você e fica buzinando por um minuto, nem um segundo a mais, nem um segundo a menos. As ondas sonoras da buzina se propagam na sua direção a uma velocidade de 900 km/h. Você vai ficar sem ouvir nada nos quatro primeiros segundos (tempo para o som percorrer 1,0 km a uma velocidade de 900 km/h), seguidos de um minuto do som da buzina. Agora, vamos imaginar que o carro está se movendo na sua direção a 60 km/h. Ele começa a se movimentar quando está a 1,0 km de você e buzina por um minuto exato. Você vai continuar a ouvir com quatro segundos de atraso, mas agora o som vai tocar por apenas 56 s. Isso acontece porque o carro vai estar junto a você depois de 1 min, fazendo com que o som emitido naquele momento chegue até você instantaneamente. No entanto, nada mudou, pois o carro (da perspectiva do motorista) buzinou por 1 min. Porém, como ele estava em movimento, esse minuto de som foi condensado em 56 s a partir da sua perspectiva, ou seja, a mesma quantidade de ondas sonoras foi colocada em uma quantidade de tempo menor. É por isso que a frequência aumenta e a buzina chega até você com um tom mais agudo. A medida que o carro se distancia de você, o processo se inverte e o som se expande para preencher um intervalo de tempo maior, o que faz com que o tom fique mais grave.Para combinar o eco com o efeito Doppler, temos que fazer o seguinte: imagine que você emitiu um som muito alto na direção de um carro que está vindo em sua direção. Algumas das ondas sonoras vão rebater no carro (um eco), mas como o carro está vindo na sua direção, elas serão comprimidas, fazendo com que o som do eco seja mais agudo do que o som que você emitiu. Agora, o interessante mesmo é que, se você medir a frequência do eco, dá para determinar a velocidade do carro.

Entendendo os radares
Já vimos que o eco criado por um som pode ser usado para determinar a distância a uma referência e também vimos que podemos usar o efeito Doppler do eco para determinar também a velocidade de um objeto. Com isso, já é possível criar um "radar sonoro" e é exatamente isso o que um sonar é. Submarinos e barcos usam sonares o tempo todo. Além disso, é possível usar os mesmos princípios com o som que se propaga pelo ar, mas há alguns problemas a serem considerados:

·O som não chega muito longe (1,6 km no máximo);

·todo mundo consegue ouvir sons, então um "radar sonoro" causaria irritação em todos na vizinhança (para eliminar esse problema é só usar ultra-som em vez de som audível);

·como o eco seria muito fraco, provavelmente, ficaria difícil de ser detectado.

E é por esses motivos que, em vez de usar som, o radar usa ondas de rádio. Afinal de contas, elas percorrem grandes distâncias, são inaudíveis para humanos e fáceis de serem detectadas mesmo quando estão fracas. Vamos considerar um radar comum projetado para detectar aviões durante o vôo. O equipamento liga seu transmissor e dispara uma rajada curta e de alta intensidade de ondas de rádio de alta frequência. Essa rajada pode durar apenas um microssegundo. Então, o radar desliga o transmissor e liga o receptor para ouvir o eco. Em seguida, ele mede o tempo que o eco levou para chegar, assim como o efeito Doppler do eco.


As ondas de rádio viajam na velocidade da luz, cerca de 300.000 km/s, o que significa que, se o equipamento tiver um relógio de alta velocidade, é possível medir a distância do avião com bastante precisão. Caso use um equipamento especial de processamento de sinais, o radar também pode medir o efeito Doppler com uma boa precisão e, dessa forma, determinar a velocidade do avião.Nos radares de solo, há mais possíveis interferências do que nos radares montados no ar. Quando um radar de trânsito dispara um pulso, ele ecoa em todos os tipos de objetos: pontes, montanhas, prédios etc. A maneira mais fácil de remover esse tipo de interferência é filtrá-la distinguindo o que sofreu o efeito Doppler e o que não sofreu.


Um radar de trânsito faz isso: ele tem a capacidade de observar apenas os sinais alterados pelo efeito Doppler (além disso, a emissão do radar é concentrada em um ponto tão estreito que acaba atingindo somente o carro). A polícia também está utilizando a técnica a laser para medir a velocidade dos carros. Esta técnica é chamada de LIDAR e utiliza luz no lugar das ondas de rádio.

Fonte: hsw.uol

sábado, 3 de março de 2018

Transporte Aéreo

Volta a crescer o setor aéreo
Depois de um período de forte recuo, coincidente com o da recessão de 2014/2016, o transporte aéreo voltou a crescer em 2017, graças ao aumento da demanda tanto no mercado doméstico como no mercado internacional. A retomada foi possível devido à melhora do poder aquisitivo das famílias, que passaram a ter mais recursos para o turismo; da recuperação da demanda das empresas – aparentemente mais lenta do que a das famílias –; e de taxas de câmbio relativamente estáveis (a cotação do dólar oscilou apenas 2% entre dezembro de 2016 e dezembro de 2017). Em 2017, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), as empresas aéreas brasileiras transportaram 98,98 milhões de passageiros pagantes, 2,9% mais do que os 96,16 milhões de 2016. Os embarques cresceram 11,7% no mercado internacional, de 7,48 milhões para 8,36 milhões, e 2,2% no mercado doméstico, de 88,68 milhões para 90,63 milhões. A demanda proveniente das faixas de maior renda parece ter sido decisiva para a recuperação do setor. A ocupação das aeronaves atingiu, em média, 81,5%, com crescimento de 1,8% em relação a 2016. Esse porcentual foi de 84,8% nos voos internacionais, maior nível da série histórica iniciada em 2000. Quanto ao transporte aéreo de carga, o crescimento foi de 1,8%, com forte avanço em dezembro de 2017, quando o aumento foi de 7,9% em relação a dezembro de 2016.

Fonte: O Estado de São Paulo

sexta-feira, 2 de março de 2018

FAB TV

A revista eletrônica da FAB

O programa de fevereiro de 2018 da FAB TV está disponível na rede mundial de computadores. Traz os principais acontecimentos da Força Aérea Brasileira das últimas semanas. No vídeo, uma reportagem conta como foi a Corrida para a Paz do Conselho Internacional do Desporto Militar (CISM DAY RUN FOR PEACE). O evento é realizado anualmente em diversas cidades pelo mundo, como Brasília. O programa traz também um convite ao espectador: no primeiro domingo de março (04/03), às 10h, será realizada na Praça dos Três Poderes, em Brasília (DF), a cerimônia de substituição da Bandeira Nacional. A solenidade será de responsabilidade da FAB.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Embraer

Jato E190-E2 recebe certificações e já pode fazer voo comercial
A Embraer comemorou ontem, 28 de fevereiro de 2018, com cerimônia e desfile aéreo em ala com a Esquadrilha da Fumaça, a tripla certificação para voos comerciais do jato E190-E2. Os certificados foram emitidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC - Brasil), FAA (Estados Unidos) e EASA (Europa). O primeiro exemplar será operado pela companhia Widerøe, da Noruega, em abril.

Detalhes
A aeronave possui capacidade entre 100 e 114 ocupantes, tal qual os E190 de primeira geração. Porém, contempla inovações tecnológicas que facilitam seus comandos e, principalmente, diminuem o consumo de combustível. O E190-E2 é 17,3% mais eficiente que o modelo da primeira geração, permitindo voos mais longos, com alcance de 5.330 km, ante os 4.540 km do E190. No E2, os comandos de voo são 100% computadorizados e denominados “full fly-by-wire”; emprega os motores turbofan Pratt & Whitney PW1900G da nova linha PurePower, também utilizada em jatos como o Airbus A320neo e os Bombardier Cseries. O Embraer E190-E2 apresenta novo desenho de asas com maior envergadura (de 28,7 metros para 33,7 m) e é ligeiramente mais alto (de 10,5 m para 11 m). O comprimento da fuselagem foi mantido em 36,2 metros.

Texto: Redação do NINJA

Fotos: Edson Fontela