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Voar é um desejo que começa em criança!

sábado, 6 de agosto de 2011

Teoria de Voo

Ângulo de ataque
O ângulo de ataque é aquele da asa em relação ao ar que se aproxima. Determina a espessura da fatia de ar que a asa está atravessando. Por determinar essa fatia, o ângulo de ataque também dita a sustentação que a asa gera, embora este não seja o único fator.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tecnologia

Fabricantes pesquisarão biocombustível de cana
A Embraer, a Boeing e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) firmaram acordo para financiar estudo para a produção de biocombustível para jatos, a partir da cana-de-açúcar brasileira. O foco será a sustentabilidade para a produção do biocombustível para a aviação.
O estudo avaliará condições ambientais e mercadológicas associadas ao uso do combustível de fonte renovável produzido pela Amyris, empresa norte americana que desenvolve produtos integrados de fonte renovável.
A pesquisa – que prosseguirá até 2012 - será coordenada pela Ícone, uma incubadora brasileira de pesquisas com experiência na agricultura e análise de biocombustíveis.
Em novembro de 2010, uma aeronave da TAM voou com biocombustível produzido com Pinhão Manso, por pesquisadores de São Carlos, SP.

Pesquise: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA em 01/3/11, 23/3/11 e 29/6/11.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MAB

Memorial receberá protótipo do Brasília
O Memorial Aeroespacial Brasileiro- MAB receberá para seu acervo de exposição, após o dia 12 de agosto de 2011, o segundo protótipo do avião EMB 120 Brasília. O aparelho foi restaurado pela Embraer e por um grupo de alunos do SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, unidade de São José dos Campos, SP. A aeronave Brasília produzida pela empresa, na década de 80, proporcionou a abertura do mercado americano para a Embraer.

Agenda de visita ao MAB: (12) 3947-3046

Visite: www.cta.br/mab

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Datas Especiais

Aniversário do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais
O INPE nasceu da vontade de alguns brasileiros de fazer com que o país participasse da conquista do espaço, iniciada nos anos cinquenta. O Brasil começou a trilhar este caminho ao mesmo tempo em que as nações desenvolvidas lançavam os primeiros satélites artificiais da Terra. Em 3 de agosto de 1961, o então Presidente da República, Jânio Quadros, assinou um decreto criando o Grupo de Organização da Comissão Nacional de Atividades Espaciais (GOCNAE), subordinado ao Conselho Nacional de Pesquisas (CNPq), que foi o embrião do atual INPE. Hoje, o instituto tem instalações em diversas cidades: São Paulo, Brasília, Atibaia, Cachoeira Paulista, Cuiabá, Eusébio, Natal, Santa Maria, São Martinho da Serra e São Luís e sua sede está em São José dos Campos-SP. A Missão do INPE é promover e executar estudos, pesquisas científicas, desenvolvimento tecnológico e capacitação de recursos humanos, nos campos da Ciência Espacial e da Atmosfera, das Aplicações Espaciais, da Meteorologia e da Engenharia e Tecnologia Espacial, bem como em domínios correlatos, conforme as políticas e diretrizes definidas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. As atividades atualmente desenvolvidas pelo INPE buscam demonstrar que a utilização da ciência e da tecnologia espacial, pode influir na qualidade de vida da população brasileira e no desenvolvimento do País.

Fonte: Wikipédia

Visite: www.inpe.br

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Veteranos brasileiros da II Guerra

Piloto conta na TV a participação do Brasil no conflito
A história dos pilotos latino-americanos que lutaram na Segunda Guerra Mundial está sendo contada num documentário que estreou dia 01 de agosto de 2011, no canal de TV paga History Channel. "Esquadrões de Honra", apresentado por João Barone, baterista dos Paralamas do Sucesso e pesquisador da participação do Brasil no conflito, é baseada em depoimentos de aviadores argentinos, mexicanos e brasileiros. Entre os entrevistados está o veterano no Primeiro Grupo de Aviação de Caça, Major Brigadeiro do Ar Rui Moreira Lima, que participou de mais 90 missões de guerra na Itália.
Durante a Segunda Guerra Mundial, pilotos de muitos países latino-americanos se ofereceram como voluntários. Entre eles, estavam os Aguilas Aztecas, do México, os Senta a Púa, do Brasil, e Firmes Volamos, da Argentina, três valentes esquadrões que participaram em batalhas no Atlântico Norte, nas Filipinas e no Norte da Itália, enfrentando os camicases, participando do Dia D e colaborando com a reconquista do Continente Europeu. Através de entrevistas com os protagonistas, com especialistas em aviação e historiadores, conheça as experiências dos pilotos latino-americanos nesta guerra e especialmente nas missões aéreas que realizaram.

Pesquise: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA de 12/6/10, 24/10/10 , 31/10/10, 7/11/10 e 14/11/10.

Assista: Esquadrões de Honra (History Channel)
Visite: http://seuhistory.com

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

EMBRAER

Empresa planeja avião maior que o EMB 195
A Embraer decide até o final de 2011 a estratégia que adotará para o mercado de aviação comercial. Uma possibilidade é o desenvolvimento de um avião maior que o Embraer 195, que poderá ser o alongamento da fuselagem deste modelo ou a criação de uma nova plataforma.
O Embraer 195 tem capacidade de 122 assentos. A opção pelo alongamento do modelo 195 exigiria menos investimentos, ao contrário da opção pelo desenvolvimento de um novo avião.
A empresa acompanha a movimentação de outras fabricantes que atuam no segmento e anunciaram que vão colocar novos modelos no mercado. A Boeing planeja colocar um novo motor no modelo 737, permitindo economia de combustível, a fim de garantir uma encomenda de 200 unidades para a American Airlines. A Airbus anunciou seu novo modelo, o A320neo, avião com novo motor baseado no A320. A canadense Bombardier desenvolve a família de jatos CSeries, de 100 a 149 assentos.

domingo, 31 de julho de 2011

Especial de Domingo

Caros integrantes do Núcleo Infantojuvenil de Aviação-NINJA, prezados colaboradores, leitores deste blog:


Neste julho de 2011 fizemos diversas postagens em homenagem ao gênio Alberto Santos Dumont, nascido e falecido neste mês (20/7/1873 - 23/7/1932). 
Este querido brasileiro deu diversos exemplos de inteligência, coragem, generosidade, determinação, persistência, criatividade...
Teve, porém, como todos nós, as suas fraquezas. 
Infelizmente, em sua época, não pode contar com as conquistas da medicina, que outros gênios da humanidade lutaram para tornar real.
Assim, tirou a própria vida em decorrência destes males, um gesto trágico que não combina com o Santos Dumont herói.
Devemos lembrar, entretanto, que o Pai da Aviação, como todo ser humano, é uma extraordinária criação que vive acertos e falhas, alegrias e tristezas.
A última etapa de sua vida, registrada no Especial de Domingo de hoje, texto selecionado do excelente site Cabangu, revela, além dos sofrimentos intensos, a sua extraordinária sensibilidade. 
Boa leitura, bom domingo!



Entre o Brasil e a Europa
A despedida dos voos e a retirada de cena dos grandes acontecimentos deixaram o inventor brasileiro triste, sentindo-se esquecido e - com o tempo - em depressão. Esta enfermidade está relacionada, também, com a doença que desenvolveu após os 40 anos de idade: possivelmente esclerose múltipla.
Dumont veio algumas vezes ao Brasil, depois que se tornou uma celebridade. Na primeira delas, em 1914, ficou por pouco tempo.
Volta à França, porém, é tempo de guerra.
Ele havia construído uma casa de estruturas modestas em Benérville, apelidada de La Boîte por sua forma quadrada para se refugiar. Dada a saúde comprometida, Santos Dumont procurava fazer esportes e ocupar sua mente com prazeres científicos, construindo um observatório no teto desta casa com um potente telescópio Zeiss.
Passando a observar os astros, é confundido pela polícia francesa, que o considera espião dos alemães. A confusão deixou o aeronauta apavorado e ele, então, queima diversos papéis e anotações pessoais, que hoje poderiam ser excelentes fontes de pesquisa.

Santos Dumont retornou ao Brasil, após passagens pelos EUA, Chile e Argentina. Em 1917, começa a construir a casa de Petrópolis: "A Encantada".
Entre idas a Paris e retorno ao Brasil, vai percebendo o agravamento de sua doença. Em 1926, interna-se em um sanatório na Suíça. Em 3 de dezembro de 1928, Santos Dumont retornava ao Brasil à bordo do navio Cap Arcona, e vários intelectuais e amigos do inventor planejaram prestar-lhe uma homenagem.
Os amigos, alunos e professores da Escola Politécnica, prepararam ao herói nacional uma recepção com um hidroavião batizado com o nome do Pai da Aviação, que jogaria flores sobre o navio e uma mensagem de boas vindas em um paraquedas, assim que a embarcação com Dumont a bordo entrasse na Baía de Guanabara.

Mas, um imprevisto: na manobra de contorno, uma das asas do avião toca nas águas e o aparelho some no fundo da baía, matando todos os seus tripulantes, entre eles vários amigos de Santos Dumont, tais como Tobias Moscoso, Amauri de Medeiros, Ferdinando Laboriau, Frederico de Oliveira Coutinho, Amoroso Costa e Paulo de Castro Maia.
A depressão do inventor só faz aumentar.
Santos Dumont fez questão de acompanhar por vários dias as buscas pelos corpos, após o que recolheu-se, primeiro a seu quarto no Hotel Copacabana Palace, depois a sua casa em Petrópolis, onde entrou em profunda depressão.
Após algum tempo, voltou a Paris, internando-se em um sanatório nos Pirineus, indo a seguir para Biarritz.
Santos Dumont continuou na Europa as suas pesquisas e invenções, únicas distrações que ainda conseguiam desviar-lhe a atenção dos desastres aéreos.
Em 1931, Antonio Prado Júnior, exilado em Paris, foi visitar o amigo Santos Dumont em Biarritz e constatou seu total abatimento, imediatamente telegrafando à família do inventor para que esta tomasse alguma providência.
Jorge Henrique Dumont Villares foi buscar o tio na Europa, trazendo-o definitivamente para o Brasil e passou a ser seu inseparável companheiro nos últimos momentos.

Em São Paulo
Em São Paulo, Alberto ia à Sociedade Hípica Paulista e ao Clube Atlético Paulistano. Passava muitas tardes também na redação do jornal "O Estado de São Paulo". Recebia a visita quase diária do médico Sinésio Rangel Pestana, que recomendou ao inventor uma temporada no Guarujá, litoral paulista, para tratar de sua delicada saúde.
No Guarujá descansa, olhando o mar daquela praia tão formosa e o infinito do céu, enquanto as crianças brincam na areia. Não é mais aquele rapaz esperto que conquistara Paris aos 28 anos. Agora rareiam-lhe os cabelos, e faltam-lhe as forças. Seu sobrinho, receoso, está sempre em sua companhia, vigiando-o, temendo que algo possa acontecer.

Santos Dumont nunca aceitou o fato de que sua invenção fosse utilizada para fins bélicos, tão bem demonstrado durante a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918.
Ele acreditava que o avião deveria servir para unir as pessoas, como meio de transporte e, por que não, de lazer, como ele mesmo havia demonstrado, ao deslocar-se em suas aeronaves em Paris para assistir à ópera ou visitar amigos.

Em 1932 irrompe o Movimento Constitucionalista de São Paulo, e a luta entre os rebeldes e o governo desencadeia-se, provocando rivalidades e conflitos entre irmãos brasileiros. Nesta altura manda uma mensagem aos brasileiros, posicionando-se contra a luta fratricida.
Santos Dumont era uma pessoa sentimental e sensível aos acontecimentos, e não lhe passava despercebido o uso de aviões na revolução constitucionalista de 1932.
O acidente com o avião no Rio de Janeiro também o magoou muito.

Alberto Santos Dumont, em seus últimos dias, passeava pela praia, conversando com crianças, entre elas Marina Villares da Silva e Christian Von Bulow, que moravam no balneário. Christian conta ter presenciado Santos Dumont chorando na praia em frente ao Grand Hotel, após ver o bombardeio do cruzador Bahia, por três aviões “vermelhinhos”, leais ao Governo Federal, na ilha da Moela.
Ele podia ouvir o ronco dos aviões do governo, indo em direção a capital paulista para missões de bombardeio, minando-lhe os nervos, obrigando-o a tapar os ouvidos.

O ruído, aquele ruído, aquela perseguição...
E agora o aeroplano, seu invento, fruto de pesquisas e trabalho árduo de toda sua vida, empregado para a destruição e luta entre irmãos.
Aquele som o enlouquecia, e muito agravou seu estado de saúde. É este ambiente que leva-o à cometer suicídio em 23 de Julho de 1932, aos 59 anos, envolto na sua tragédia e na sua tortura.

Fonte: Cabangu

Pesquise: Blog do Ninja em 03/7/11, 10/7/11, 17/7/11 e 24/7/11

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

sábado, 30 de julho de 2011

Aeroclube de Santa Catarina

Fundado em 20 setembro de 1937, no bairro Kobrasol, situado no município de São José-SC, teve como primeiro presidente o sr. Franklin Ganzo. Hoje, no local do campo de pouso original, está a avenida Central do município. Devido ao crescimento urbano, portanto, foi necessário transferir o Aeroclube de Santa Catarina para o bairro Colônia Santana. Assim, reiniciou suas atividades em 30 de junho de 1977 nesta nova localização, com diversas qualidades, como posição geográfica, acesso rápido, região pouco habitada, entre outras.
Desde a fundação, o aeroclube destaca-se por suas responsabilidades aeronáuticas e credibilidade como Escola de Aviação Civil.Nestes muitos anos de existência, os diversos colaboradores proporcionaram histórias marcantes, fortalecendo as raízes do Aeroclube de Santa Catarina.
Atualmente, tem em sua estrutura: secretaria, restaurante, churrasqueira, alojamentos, cinco hangares e sede social.

Estrada Geral da Colônia Santana s/n
Sertão do Imaruim
São José - SC
Fone:(48)3257-0400

Cursos:

Piloto Privado de Avião

Piloto Comercial de Avião

Instrutor de Voo de Avião

IFR

Piloto de Planador

Paraquedismo

Curso de Iniciação Aeronáutica


Dados de operação:
Registrado e aberto ao tráfego aéreo o aeródromo privado abaixo, com as seguintes características:

Denominação: Aeroclube de Santa Catarina (SSKT)

Município: São José (SC)

Proprietário: Aeroclube de Santa Catarina

Coordenadas Geográficas: 27° 36' 42" S ; 048° 40' 22" W

Classe: 2-A

Dimensões da pista: 900 x 18 metros

Elevação: 6,00 metros

Natureza do piso: Asfalto

Designação do pavimento: 7/F/C/Y/U

Condições operacionais: VFR DIURNO

As ACFT partindo do SSKT com destino a qualquer outro AD, diferente do

AD de partida, devem apresentar NTV ou FPL VFR ou ainda FPL VFR/IFR,

antes da decolagem, via TEL ou FAX a sala AIS de SBFL.

Frequência de coordenação: 123.450

Visite: www.aeroclubesc.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Associações

Simpósio Nacional de Aviação Leve Esportiva e Experimental em São Carlos-SP
O Simpósito Nacional de Aviação Leve Esportiva e Experimental será realizado em São Carlos, SP, de 12 a 14 de agosto de 2011. O local é o aeroporto de São Carlos, Museu Asas de um Sonho.
O evento tem por objetivo discutir e criar estratégias para a união de esforços na defesa da aviação experimental junto às autoridades aeronáuticas.

Programa:
12 de agosto 2011, sexta – Chegada, com recepção dos participantes em aeronaves ou automóveis e visita ao Museu Asas de um Sonho.

13 de agosto, sábado, das 10h15 às 13h, Assembleia; 13h – Almoço; 14h30 – Discussão e aprovação do documento com as reivindicações .

14 de agosto, domingo, Atividades no Museu; 15h – Apresentação da Esquadrilha da Fumaça.

O evento é uma realização das entidades Associação Brasileira de Aviação Experimental – ABRAEX e Associação Brasileira de Aviação Leve – ABUL.
Tem o apoio do Museu Asas de um Sonho.

Inscrições: www.abraex.com.br ou www.abul.com.br

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Videoteca Ninja

14 BIS
O primeiro voo da história mundial, realizado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, foi homenageado com o curta metragem 14 Bis, exibido inicialmente em 2006, na Mostra Competitiva do Festival do Rio, com direção de André Ristum e protagonizado pelo ator Daniel Oliveira como o genial inventor brasileiro.
O elenco conta ainda com o ator italiano Nicola Siri, Rosanne Mulhonlland e marcou a estréia de Rico Mansur como ator. O roteiro é de Caio Polesi, direção de fotografia de Hélcio 'Alemão' Nagamine, figurinos de Maria Gonzaga, direção de arte de Adriana Faria, montagem de Estevan Santos, produção de LG Tubaldini Jr. e Latinamerica Entretenimento e Sombumbo Filmes.
Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle de Paris, na frente de centenas de pessoas e com a presença de uma delegação do Aeroclub de France, o brasileiro Alberto Santos Dumont decolou, por meios próprios, com o primeiro mais pesado que o ar. O filme retrata o inventor relembrando seus momentos de glória, os desafios superados na construção do 14 Bis, como também seu sofrimento ao ver sua invenção sendo usada como arma de destruição na Primeira Guerra Mundial.

As filmagens
As locações foram realizadas no interior de São Paulo (Atibaia, Campinas, Santos e São Paulo.) A produção recriou Paris no século passado, o Campo de Bagatelle, construiu aviões, balão e contou com mais de 100 figurantes para trazer do passado um dos momentos mais marcantes da história.
As filmagens aconteceram em fevereiro de 2006, época de chuva, o maior desafio a ser superado pela equipe. 'Chegamos para filmar em Atibaia e caía uma chuva torrencial na região. Pensamos em suspender as filmagens, mas no fim seguimos em frente', relembra o diretor André Ristum. 'No primeiro dia, choveu o dia inteiro. A água parou de cair por apenas 15 minutos. Corremos para rodar o efeito do vento sobre as árvores, que se transformou no plano de abertura do filme.'
Segundo ele, as más condições da estrada de terra para chegar à locação - que ficava cerca de meia-hora da cidade - tornou a viagem do comboio com carros e caminhões uma verdadeira aventura. 'Tivemos de desatolar 17 veículos. Uma loucura. Além disso, o vento atrapalhou as cenas com o balão que não parava na posição ideal e utilizamos um guindaste para resolver a questão.' Apesar da chuva, o cronograma de duas semanas de filmagens não foi afetado.
O ator Daniel Oliveira mudou radicalmente seu visual para caracterizar o personagem Santos Dumont. Emagreceu alguns quilos, usou dentadura, lentes de contatos e alisou o cabelo para viver o pai da aviação.

Entrevista com o diretor André Ristum
Como surgiu o projeto do 14 Bis?
Em 2001, eu fiz o curta-metragem 'O Homem Voa?'. Para fazer esse filme, realizei uma enorme pesquisa sobre a vida de Santos Dumont, que até então não conhecida a fundo. Depois de finalizar 'O Homem Voa?', surgiu a vontade de fazer este trabalho em homenagem ao centenário do voo do 14 Bis, que, na minha opinião, é o maior feito dele. Em 2002, escrevi o roteiro e, em 2003, começamos o trabalho de captação para a produção do curta.

O elenco reúne o talentoso Daniel Oliveira, além do italiano Nicola Siri. Como conseguiu reuni-los ?
Eu sempre dei sorte na escalação de elenco. Em 1997 filmei 'Pobres por um Dia', com Mylla Christie e Nico Puig e, na época, os dois estouraram na TV. Quando fiz o convite ao Daniel, ele me surpreendeu ao dizer que nunca havia sido convidado para trabalhar em um curta-metragem. Além disso, este trabalho é repleto de coincidências para ele: o ator e Santos Dumont são mineiros, o pai dele teve uma lanchonete chamada 14 Bis na Avenida Santos Dumont, em Belo Horizonte. Não tinha como recusar o papel. Já Nicola eu conheço há mais tempo, trabalhei com ele em meu outro curta, 'De Glauber para Jirges'. São dois atores extraordinários.

Daniel Oliveira está quase irreconhecível na pele de Santos Dumont.
Ele fez uma transformação magnífica. Aliás, o que me fez chamá-lo para o papel foi o excelente trabalho no filme 'Cazuza - O Tempo Não Pára'. Para interpretar Santos Dumont, Daniel fez de tudo: colocou dentadura postiça, lentes de contato e até emagreceu para viver o personagem. Durante as duas semanas de filmagem, ficou todo o tempo alisando cabelo. É um ator que mergulha mesmo no papel.

14 Bis foi orçado em R$ 500 mil, uma cifra quase inédita para uma produção de curta-metragem. É difícil captar para este formato cinematográfico?
Sim, é muito difícil. O curta-metragem tem produção menor e quase artesanal. Existem casos com grandes orçamentos; '14 Bis' não é o único, mas são exceções. Conheço filmes de R$ 300 mil e R$ 400 mil rodados nos últimos anos, mas o que predomina são as pequenas produções.

Por que esta grande diferença?
Orçamento tem muito a ver com a história que você vai contar. Este é um roteiro de época, retratamos Paris de cem anos atrás, construímos balão, avião, centenas de figurantes impecavelmente caracterizados participaram das filmagens. É na verdade um curta com estrutura de longa-metragem, só que rodado em duas semanas. O filme de Glauber rodamos em quatro dias, com equipe de dez pessoas e custou menos de R$ 50 mil. Para este curta, contamos com um time de 120 pessoas. É um projeto ambicioso que conseguimos captar para que fosse realizado de forma correta.

Fonte: e-pipoca

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Aeronaves

O HM3 Cougar da Aviação do Exército Brasileiro
Designação Civil:Cougar AS 532 UE;no Exército Brasileiro:HM-3.

O Cougar UE é uma das várias versões da família militar da aeronave SUPER PUMA MK1, fabricado pela empresa francesa EUROCOPTER.
Capaz de transportar até 27 homens, entre passageiros e tripulação, o Cougar UE, eperado pelo Exército Brasileiro, está apto para emprego em missões de combate, apoio ao combate e apoio logístico.
Possui diversos equipamentos e acessórios opcionais, entre os quais: posto de pilotagem blindado e compatível com NVG (óculos de visão noturna), duas metralhadoras 7,62 mm laterais, ganchos de 4,5 ton, guincho de 272 Kg, 06 macas para Evacuação Aeromédica e cinco tanques de combustível suplementares que lhe conferem até 7,5 horas de autonomia.

Fonte: www.cavex.eb.mil.br

terça-feira, 26 de julho de 2011

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Carreiras na Aviação

Leitores do blog do NINJA: Uma excelente oportunidade para ingresso na Força Aérea Brasileira. Profissionais com menos de 38 anos - das graduações em Magistério, Pedagogia, Enfermagem e Nutrição - podem ingressar na Aeronáutica como oficiais temporários convocados.

Aeronáutica tem vagas de Magistério, Pedagogia, Enfermagem e Nutrição para Quadro de Oficiais TemporáriosEncontram-se abertas, até o dia 18 de agosto de 2011, as inscrições para o processo seletivo de profissionais de nível superior das áreas de ensino (pedagogia e magistério, com 132 vagas) e de saúde (enfermagem e nutrição, com 209 vagas).
O processo é composto de seis etapas: Inscrição; Avaliação Documental (caráter seletivo, classificatório e eliminatório); Concentração Inicial; Inspeção de Saúde (INSPSAU); Exame de Aptidão Psicológica (EAP); e Concentração Final (verificar condições específicas no Aviso de Convocação).
O candidato selecionado fará o Estágio de Adaptação Técnico (EAT) que se destina a adaptar os incorporados às condições peculiares do Serviço Militar Temporário e às áreas profissionais em que atuarão no âmbito do Comando da Aeronáutica. O EAT terá duração total de doze meses, a contar da data de incorporação, divididos em três fases. A 1ª fase terá duração de cinquenta dias corridos e tem como objetivo adaptar os convocados à atividade militar por meio da instrução militar e será realizada em Organização Militar designada. As fases 2 e 3 serão realizadas na Organização Militar para a qual venha a ser designado. É nesse período que o militar fará o Estágio de Instrução Técnico (EIT) no qual atualizará e complementará a instrução ministrada no EAT de forma prática.
Os incorporados para a realização do EAT serão declarados Aspirantes a Oficial e, após a conclusão do EIT, se tornam 2° Tenente do Quadro de Oficiais Convocados (QOCon), na respectiva especialidade, fazendo jus à remuneração correspondente.

Confira: FAB/index - FAB/ensino - FAB/saúde

Fontes:COMGEP/DIRSA/Agência Força Aérea

domingo, 24 de julho de 2011

Especial de Domingo

Julho deu e tirou do mundo (20/7/1873 - 23/7/1932) o gênio Alberto Santos Dumont. Neste sétimo mês de 2011, dedicamos os Especiais de Domingo à memória deste querido brasileiro.



DEMOISELLE


Em 1907, de março a junho, Santos Dumont fez experiências com o aeroplano com asa de madeira N°15 e com o dirigível N°16, misto de dirigível e avião, mas desiste desses projetos por não obter bons resultados. O número 17 seria cópia do número 15.

Em setembro, no Rio Sena, faz experiências com o N°18, um deslizador aquático.

Testa o primeiro modelo de um aeroplano em novembro de 1907, um pequeno avião apelidado pelos franceses de Demoiselle, devido a sua graciosidade e semelhança com as libélulas.




Todavia, durante as primeiras experiências, o Nº19 sofreu um acidente, ficando seriamente avariado. Pesando 110 quilos, o Demoiselle era uma aeronave com motor de 35 HP e estrutura de bambu.
Em Dezembro de 1908 exibe um exemplar do Demoiselle na Exposição Aeronáutica, realizada no "Grand Palais" de Paris. Em janeiro de 1909 obtém o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França.

Aproveitando características e formato do Nº19, foi criado o Demoiselle Nº20. Sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético. Em setembro do mesmo ano estabelece o recorde de velocidade voando a 96 km/h num Demoiselle. Faz um voo de 18km, de Saint-Cyr ao castelo de Wideville, considerado o primeiro reide da história da aviação. Com esta pequena aeronave ele ia visitar amigos em seus castelos, batendo recordes de velocidade e de distância de decolagem.



O Demoiselle era um avião pequeno, de tração dianteira, com a hélice girando no bordo de ataque da asa alta de grande diedro, o leme e o estabilizador eram de contorno poliédrico, montados em uma estrutura em forma de cruz e unidos à fuselagem por meio de uma junta que permitia o movimento do conjunto em todas as direções. O piloto ia sentado abaixo da asa logo atrás das rodas.


O comando era composto por um volante que controlava, através de cabos, o conjunto leme/estabilizador. Os cabos de sustentação da asa e reforço de estrutura eram cordas de piano. O Demoiselle Nº19 tinha como fuselagem uma única haste de bambu, com seis metros de comprimento e a asa era formada por uma estrutura simples. O motor a explosão, de 20 hp, refrigerado a água, era de dois cilindros opostos e foi projetado pelo próprio Santos Dumont e construído pela fábrica Dutheil & Chalmers. Possuia ainda um estabilizador na frente e embaixo do avião e dois lemes laterais situados logo abaixo da asas. Tais ítens foram logo abandonados, pois não contribuiram em nada para aumentar a estabilidade do aparelho.
Posteriormete, Santos Dumont alterou-o, desenhando novamente a asa para aumentar sua resistência e colocou um motor Antoniette de 24 hp na parte de baixo, entre as pernas do piloto, transmitindo o torque à hélice por meio de uma correia. Este ficou conhecido como Nº20 e foi descrito pela Scientific American de 12 de dezembro de 1908 como: "... de longe a mais leve e possante máquina desse tipo que jamais foi produzida."
E mais: "Um número de pequenos voos foram feitos e não se apresentou nenhuma dificuldade particular em mantê-lo no ar. Por causa do tamanho reduzido de seu monoplano, Santos Dumont foi capaz de transportá-lo de Paris para Sait-Cyr na parte traseira de um automóvel (...) Esta é a primeira vez que temos conhecimento de que um automóvel tenha sido usado para transportar um aeroplano montado, da cidade para um lugar apropriado no campo, onde o aviador pudesse levar adiante seus experimentos."


Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos Dumont tentou compensar, o modelo Nº21 possuia uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.


O projeto do Nº22, era basicamente igual ao Nº21. Santos Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, constrídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Assim estes dois modelos demonstraram qualidades bastantes satisfatórias para a época, sendo produzidos em quantidade, uma vez que Santos Dumont, por pincípios, jamais requereu patente por seus inventos.
A 18 de setembro de 1909 realiza seu último voo em uma de suas aeronaves, voando rasante em cima da multidão, sem segurar nos comandos.Com os braços abertos ele segurava um lenço em cada uma das mãos os quais soltou e foram disputados aos pedaços.
Santos Dumont, ao deixar as pessoas livres para fabricar o Demoiselle, permitiu que sua invenção se tranformasse no primeiro avião popular.


Além da França, outros países como Estados Unidos, Alemanha e Holanda também construíram o Demoiselle.
Santos Dumont deixou de voar em 1910 por motivos de saúde, quando foi diagnosticado estar com esclerose múltipla.

Fonte: Cabangu

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Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

sábado, 23 de julho de 2011

Biblioteca Ninja

O QUE EU VI, O QUE NÓS VEREMOS
Título: O que eu vi, o que nós veremos
Autor: Alberto Santos Dumont
Páginas: 148
Capa: Brochura
Editora: Hedra
Ano: 2000
Este livro escrito por Santos Dumont é dividido em 2 partes. Na primeira, intitulada 'O que eu vi', o autor conta suas primeiras experiências enquanto aviador e inventor e também os avanços na aviação no fim do século XIX e início do século XX. Na segunda parte, chamada 'O que nós veremos', o autor faz reflexões sobre o que ele acredita ser a evolução e o futuro da aviação, assim como a sua importância para a ligação mais eficaz entre os continentes. Este livro evidencia o caráter visionário e moderno de Santos Dumont, o 'Pai da Aviação'.A Biblioteca Ninja, do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, possui em seu acervo uma edição de 1918 desta extraordinária obra de Santos Dumont.
Para os interessados, além da excelente edição de 2000 da editora Hedra, há a possibilidade de acessar o conteúdo original pelo portal Domínio Público.
Confira: Domínio Público - O que eu vi, o que nós veremos

PS: Num exato 23 de julho, em 1932, falecia Santos Dumont. Deprimido, não conseguiu controlar a angústia e cometeu suicídio, aos 59 anos. Em homenagem ao eterno "Pai da Aviação" o NINJA procura cultuar a memória deste querido brasileiro.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Carreiras na Aviação

Escola dobra número de alunos-pilotos

Se a demanda das companhias aéreas por mais pilotos cresce a cada dia, também cresce a procura de jovens pelas escolas de formação. Na EJ Escola de Aviação Civil, uma das maiores do estado de São Paulo e com duas unidades no interior, o número de inscritos mais do que dobrou nos últimos três meses.“Normalmente temos 200 pilotos voando em formação na escola. Desde maio, este número saltou de forma impressionante para 450 pilotos em treinamento. Está crescendo a contratação de pilotos em todos os segmentos, não só no transporte de passageiros, mas também na aviação particular, na executiva, na de transporte de cargas, etc”, diz o proprietário da escola, o comandante Josué de Andrade.Segundo ele, não são só jovens que estão atentos ao crescimento do mercado, que oferece cada vez melhores salários. “Os garotos novos procuram mais, mas está acontecendo também de muitas pessoas com mais de 30 anos virem até nós com o objetivo de aprender a voar, procurando uma outra profissão, tentando se encaixar no mercado novamente na área que gostam ou ganhando melhor”, afirma o piloto.

Fonte: http://g1.globo.com

Visite: www.ej.com.br

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Mostra Audiovisual

CAER abre inscrições para a 1ª Mostra Audiovisual

O CAER - Clube de Aeronáutica, localizado no Rio de Janeiro, está com inscrições abertas para a exibição de vídeos na 1ª Mostra Audiovisual sobre o mundo aeroespacial. Os interessados devem enviar seus trabalhos até o dia 15 de setembro de 2011.
Os vídeos devem ter a duração entre dois e quatro minutos. Filmadoras e câmeras de celular podem ser utilizadas, contanto que o trabalho obedeça ao formato digital. O filme será exibido durante a Semana da Asa, em Outubro, e no dia 22 de novembro de 2011, no Curso do Pensamento Brasileiro, a ser ministrado no Clube de Aeronáutica.
Os interessados devem enviar os trabalhos para os e-mails cultural@caer.org.br, revista@caer.org.br ou por meio do endereço do Clube de Aeronáutica – Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, Rio de Janeiro, RJ.

Visite: www.caer.org.br

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Datas Especiais - Pioneiros

20 de Julho-Nascimento de Santos Dumont
Caros integrantes do Ninja e prezados leitores deste blog:
Reproduzimos abaixo um belo texto extraído do conceituado portal UOL Educação. Ao final, indicamos algumas publicações para complementar os estudos sobre este grande brasileiro.
No dia de hoje, obviamente, nos diversos cantos do Brasil, muitas crianças estão nascendo. Registramos aqui a nossa torcida para que estes recém nascidos brasileiros possam, em suas vidas, darem à nação o mesmo carinho e respeito que Alberto Santos Dumont dedicou, através de belos exemplos. À nós, que já compreendemos a importância de sua obra, fica - entre tantos ensinamentos extraordinários - a singela lição deixada pelo mestre: "Eu não fui apenas aviador...foi necessário ESTUDAR, PENSAR...e só depois voar!"

Alberto Santos-Dumont nasceu no dia 20 de julho de 1873 no sítio Cabangu, no local que viria a ser o município de Palmira (hoje rebatizado município de Santos Dumont em honra a ele), então um distrito de Barbacena, em Minas Gerais. Filho de Henrique Dumont, de ascendência francesa e engenheiro de obras públicas, e de Francisca Santos-Dumont, filha de uma tradicional família portuguesa.
Com Alberto ainda pequeno a família se mudou para Valença (atual município de Rio das Flores) e passou a se dedicar ao café. Em seguida seu pai comprou a Fazenda Andreúva a cerca de 20 km de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Ali, o pai de Alberto logo percebeu o fascínio do filho pelas máquinas da fazenda e direcionou os estudos do rapaz para a mecânica, a física, a química e a eletricidade.
Em 1891, Alberto, então com 18 anos e emancipado, foi para a França completar os estudos e perseguir o seu sonho de voar. Ao chegar em Paris, admirou-se com os motores de combustão que começavam a aparecer impulsionando os primeiros automóveis e comprou um para si. Logo Santos-Dumont estava promovendo e disputando as primeiras corridas de automóveis em Paris. Com a morte do pai, um ano depois, o jovem Santos-Dumont sofreu um grande abalo emocional, mas continuou os estudos na Cidade-Luz. Em 1897 fez seu primeiro voo num balão alugado. Um ano depois, subia ao céu no balão Brasil, construído por ele. Mas procurava a solução para o problema da dirigibilidade e propulsão dos balões. Projetou então o seu número 1, com forma de charuto, com hidrogênio e motor a gasolina.

Primeiro voo
No dia 20 de setembro de 1898 realizou o primeiro voo de um balão com propulsão própria. No ano seguinte voou com os dirigíveis número 2 e número 3. O sucesso de Santos-Dumont chamou a atenção do milionário Henry Deutsch que no dia 24 de março de 1900 ofereceu um prêmio de cem mil francos a quem partisse de Saint Cloud, contornasse a torre Eiffel e retornasse ao ponto de partida em 30 minutos.
Santos-Dumont fez experiências com os números 4 e 5. Em 19 de outubro de 1901 cruzou a linha de chegada com o número 6, mas houve uma polêmica graças a um atraso de 29 segundos. Em 4 de novembro o Aeroclube da França declarou-o vencedor. Além do Prêmio Deutsch recebeu do presidente brasileiro Campos Salles outro prêmio no mesmo valor e uma medalha de ouro.
Em 1902 o príncipe de Mônaco, Alberto 1º, ofereceu um hangar para ele fazer suas experiências no principado. Santos-Dumont continuou construindo seus dirigíveis. O numero 11 foi um bimotor com asas e o numero 12 parecia um helicóptero. Em 1906 foi instituída a Taça Archdeacon para um voo mínimo de 25 metros com um aparelho mais pesado que o ar, com propulsão própria. O Aeroclube da França também lançou um desafio para um voo de 100 metros.

Com Edison e Roosevelt
Em abril de 1902 Santos Dumont viajou para os Estados Unidos onde visitou os laboratórios de Thomas Edison e foi recebido pelo presidente Theodore Roosevelt. Em 23 de outubro de 1906, no Campo de Bagatelle, o 14-Bis voou por uma distância de 60 metros, a três metros de altura e conquistou a Taça Archdeacon. Uma multidão de testemunhas assistiu a proeza e no dia seguinte toda a imprensa louvou o fato histórico. O dinheiro do prêmio foi distribuído para seus operários e os pobres de Paris, como era o costume do inventor.
Em 12 de novembro de 1906, na quarta tentativa, conseguiu realizar um voo de 220 metros, estabelecendo o primeiro recorde de distância e ganhando o Prêmio Aeroclube. Santos-Dumont não ficou satisfeito com os números 15 a 18 e construiu a série 19 a 22, de tamanho menor, chamadas Demoiselles.
Santos-Dumont recebeu diversas homenagens na Europa e nas Américas, em especial no Brasil, onde foi recebido com euforia. Como o brasileiro não patenteava suas invenções, seus projetos foram aperfeiçoados por outros como Voisin, Leon Delagrange, Blériot, Flarman.
Em 1909 ocorreram dois grandes eventos: a Semaine de Champagne, em Reims, o primeiro encontro aeronáutico do mundo e o desafio da travessia do Canal da Mancha. Nesse ano Santos-Dumont obteve o primeiro brevê de aviador, fornecido pelo Aeroclube da França. Em 25 de julho de 1909, Blériot atravessou o canal da Mancha e foi parabenizado por carta pelo brasileiro.

Primeira Guerra Mundial
Cansado e com a saúde abalada, Santos-Dumont realizou seu último vôo em 18 de setembro de 1909. Depois fechou sua oficina e em 1910 retirou-se do convívio social. Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas tropas alemãs. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser usados na guerra e Santos Dumont amargurou-se ao ver sua invenção ser usada com finalidades bélicas.
Passou a se dedicar ao estudo da astronomia, residindo em Trouville, perto do mar. Em 1915, com a piora na sua saúde, decidiu retornar ao Brasil. No mesmo ano, participou do 11º Congresso Científico Panamericano nos Estados Unidos, tratando do tema da utilização do avião como forma de facilitar o relacionamento entre os países.
Já sofrendo com a depressão, encontrou refúgio em Petrópolis, onde projetou e construiu seu chalé "A Encantada": uma casa com diversas criações próprias, como um chuveiro de água quente e uma escada onde só se pode pisar primeiro com o pé direito. Permaneceu lá até 1922, quando visitou os amigos na França. Passou a se dividir entre Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e Fazenda Cabangu,MG.
Em 1922, condecorou Anésia Pinheiro Machado, que durante as comemorações do centenário da independência do Brasil, fizera o percurso Rio de Janeiro-São Paulo num avião. Em janeiro de 1926, apelou à Liga das Nações para que se impedisse a utilização de aviões como armas de guerra. No mesmo ano, inventou um motor portátil para esquiadores, que facilitava a subida nas montanhas. Internou-se no sanatório Valmont-sur-Territet, na Suíça.
Em maio de 1927, chegou a ser convidado pelo Aeroclube da França para presidir o banquete em homenagem a Charles Lindberg, pela travessia do Atlântico, mas declinou do convite devido a seu estado de saúde. Passou algum tempo em convalescença em Glion, na Suíça e depois retornou à França.
Em 1928 veio ao Brasil no navio Capitão Arcona. A cidade do Rio de Janeiro tinha se preparado para recebê-lo festivamente. Mas o hidroavião que ia fazer a recepção, sobrevoando o navio onde estava, da empresa Condor Syndikat, e que fora batizado com seu nome, sofreu um acidente fatal, sem sobreviventes. Abatido, Santos-Dumont retornou a Paris.

Legião de Honra
Em junho de 1930 foi condecorado com o título de Grande Oficial da Legião de Honra da França. Em 1931, esteve internado em casas de saúde em Biarritz, e em Ortez no sul da França. Antônio Prado Júnior, ex-prefeito do Rio de Janeiro, encontrou Santos-Dumont doente na França, o que o levou a entrar em contato com a família e a pedir ao sobrinho Jorge Dumont Villares que fosse buscar o tio.
De volta ao Brasil, passam por Araxá, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente no Guarujá, onde se instalou no Hotel La Plage, em maio de 1932. Antes, em junho de 1931 tinha sido eleito membro da Academia Brasileira de Letras.
Em 1932, explodiu a Revolução Constitucionalista, quando o Estado de São Paulo se levantou contra o governo de Getúlio Vargas. Isso incomodava a Santos-Dumont, que lançou apelos para que não houvesse uma guerra civil. Mas aviões atacaram o campo de Marte, em São Paulo, no dia 23 de julho. Possivelmente esse fato pode ter piorado a angústia de Santos Dumont, que nesse dia, aproveitando-se da ausência de seu sobrinho, suicidou-se, aos 59 anos de idade, sem deixar descendentes.

Fonte: UOL Educação

Pesquise: Blog do Ninja em 03/07/11, 10/07/11 e 17/07/11

Visite: www.santosdumontvida.blogspot.com

terça-feira, 19 de julho de 2011

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Expo Aero Brasil 2011

Esquadrilha da Fumaça encerra EAB e incentiva vocações
A Feira Internacional de Aeronáutica, a EAB - Expo Aero Brasil 2011, encerrou-se ontem, 17 de julho, em São José dos Campos – SP. Durante quatro dias foi realizado um bom volume de negócios do setor aeronáutico, com a presença de vários fabricantes de aeronaves e produtos correlatos, além de outros itens, como automóveis especiais e imóveis. Na sua 14ª edição, a EAB agora é um empreendimento da empresa Expo Air.
O ponto alto da festa foi o show de acrobacias da Esquadrilha da Fumaça, que arrancou aplausos do público, incluindo pais que carregavam filhos nos ombros, para que os pequenos acompanhassem o espetáculo com melhor visibilidade. Entre eles estava Gabriel (foto acima), garoto de cinco anos, fã da esquadrilha e que, montado ao pescoço do pai Evandro, repetia que o seu sonho é ser piloto. Já o irmão Miguel assistia tudo no colo da mãe Luciana. Era possível notar vocações sendo despertadas, impulsionadas pela beleza das manobras do time de acrobatas aéreos da FAB.
No último dia da Expo Aero Brasil também houve outras atrações, como a exibição da Esquadrilha Oi, liderada por um Albatroz, uma relíquia de avião anfíbio que já foi aeronave da FAB – Força Aérea Brasileira.O time coloriu o céu de São José dos Campos, antes da Esquadrilha da Fumaça. Ao final da festa, um caça supersônico F5 da FAB fez uma decolagem com característica de pós-combustão, mostrando o escapamento soltando labaredas azuis. Em seguida fez uma passagem sobre a pista, antes de rumar para a Base Aérea de Santa Cruz no Rio de Janeiro.

Visite: www.expoaerobrasil.com.br