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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Aeroportos

Terminais de Guarulhos terão nova numeração a partir de 02/12/2015

A numeração dos terminais de passageiros do aeroporto internacional de Guarulhos mudará a partir do dia 02 de dezembro de 2015. O atual número quatro, que atende às companhias regionais Azul e Passaredo, passará a ser denominado Terminal 1. Os atuais terminais um e dois, destinados aos voos domésticos e aos da América do Sul, passarão a ter uma única identificação: Terminal 2. O terminal três, onde operam os voos internacionais de longo curso, mantém-se como Terminal 3. A lógica do sequenciamento se baseia na localização a partir da rodovia Helio Smidt, que é o acesso ao aeroporto. As alterações serão divulgadas em letreiros na rodovia de acesso e com placas nos terminais.

Numeração dos Portões
Outra modificação será verificada no aeroporto de Guarulhos, com nova numeração dos portões. O primeiro dígito de cada portão estará relacionado com o terminal em que ele se localiza. Desta forma, os portões numerados de 101 a 109 estarão no Terminal 1, por exemplo. Enquanto os iniciados por 2 (201 a 246) serão do novo Terminal 2 e os de 301 a 326 ficarão no Terminal 3.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Gripen NG

Primeira unidade do novo caça brasileiro está quase pronta
A primeira unidade do Gripen NG, que será o novo caça supersônico da Força Aérea Brasileira (FAB), está na fase final de montagem. A informação é da fabricante sueca Saab, dada no dia 10 de novembro de 2015, durante a Dubai Airshow. O gerente da área de negócios de aeronáutica da Saab, Ulf Nilsson, disse, ao site FlightGlobal, que as três seções principais da aeronave necessitam apenas de pequenos ajustes antes de serem unidas. O primeiro protótipo do Gripen NG está dentro do cronograma e entrará na fase de testes, a partir de 2016. Ainda não há data especifica para o primeiro voo do caça. A FAB encomendou 36 unidades. Ulf Nilsson comentou a participação dos técnicos brasileiros no projeto: “Eles, os brasileiros, chamam o Gripen NG de uma aeronave brasileira. Eles estão comprometidos com o programa”.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

FAB em Ação

A aviação de asas rotativas na Força Aérea
A atual edição do programa "FAB em Ação", produzido pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica - CECOMSAER, aborda a Aviação de Asas Rotativas da Força Aérea Brasileira. São mostrados os helicópteros utilizados pela FAB, as diversas missões que essas aeronaves são capazes de cumprir e o treinamento dos pilotos para operá-las.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Embraer

Força Aérea Libanesa comprará o A-29 Super Tucano
A República do Líbano confirmou a aquisição de seis aeronaves turboélice A-29 Super Tucano da Embraer Defesa & Segurança e da Sierra Nevada Corporation (SNC). O contrato inclui suporte logístico para a operação das aeronaves, bem como um sistema de treinamento completo para pilotos e mecânicos da Força Aérea Libanesa. A venda foi aprovada em junho pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. A venda dessas aeronaves é parte de um pacote maior e mais abrangente, incluindo melhorias de infraestrutura que serão cumpridas por outras partes não envolvidas na parceria Embraer/SNC. Os aviões, que estão atualmente em operação em 10 forças aéreas de todo o mundo, serão construídos em Jacksonville, Flórida. O A-29 Super Tucano é uma aeronave turboélice durável, versátil e potente capaz de executar uma ampla gama de missões de apoio aéreo tático, mesmo operando em pistas não-preparadas. Devido ao seu projeto original, alta velocidade e grande capacidade de manobra, o Super Tucano é o único avião em sua classe cujo cockpit apresenta excelente visibilidade, sendo extremamente eficiente e pouco vulnerável em missões de apoio aéreo tático. O conjunto de sistemas avançados, robustos e redundantes do A-29 Super Tucano permitem à aeronave superar qualquer outro concorrente da sua classe. Em mais de dez anos de operação, o Super Tucano já alcançou um excelente histórico de desempenho e mais de 230 pedidos firmes. Com mais de 140 configurações de armamentos certificadas, o avião está equipado com tecnologias avançadas em sistemas eletrônicos, eletro-ópticos, infravermelho e laser, assim como sistemas de rádios seguros com enlace de dados e uma inigualável capacidade de armamentos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Recreio

Movimento do Avião


Confira a criatividade de Henrick Mendes, autor da música Movimento do Avião.

Visite: www.dicasparacomissariosdebordo.blogspot.com.br

domingo, 8 de novembro de 2015

Especial de Domingo

Voando com os pássaros


Julio Cezar Ribeiro de Souza, pioneirismo esquecido.

Pesquisador paraense que se inspirou em aves para desenvolver dirigibilidade aérea sofreu plágio e foi esquecido pela História

Em 1880 as tentativas do homem em conquistar o ar dividiam-se em duas grandes correntes: a aviação e o balonismo. A aviação não tinha êxito devido principalmente à falta de motores potentes o suficiente para que os primeiros modelos alçassem voo. Já no balonismo, a ascensão não era impedimento. A dificuldade estava na dirigibilidade. Cerca de 170 anos após o brasileiro Bartolomeu Lourenço de Gusmão ter realizado a primeira ascensão de um balão com ar quente, outro brasileiro deu aos aeróstatos a sonhada dirigibilidade. O cientista paraense Julio Cezar Ribeiro de Souza uniu características do balonismo e da aviação e assim criou um sistema de navegação aérea original, baseado no voo dos pássaros planadores, preconizando a estrutura fusiforme dissimétrica dos balões. Essa forma se expressa num formato mais volumoso da proa e afilado da popa. Este desenho viria a ser o dos consagrados zepelins que cruzaram o Atlântico e deram a volta ao mundo na primeira metade do século 20. Julio Cezar Ribeiro de Souza nasceu na Vila de São José do Acará, no atual estado do Pará, em 13 de junho de 1843, e ficou órfão de pai ainda criança. Em Belém do Pará fez estudos primário e secundário antes de transferir-se para o Rio de Janeiro, então capital do Império e aí completou o curso preparatório da Escola Militar. Em 1866 seguiu para Montevidéu, onde se integrou às forças militares brasileiras na Guerra do Paraguai. Foi durante a guerra, em 1867, que houve o primeiro uso militar de balões de observação na América do Sul. Em 1868, quando ocupava o posto de segundo-cadete do 3º Batalhão de Artilharia a pé, teve seu pedido de escusa do serviço militar recusado pelo comando militar brasileiro. Em seguida, foi deslocado para o Paraguai, de onde retornou ao final de 1869. A partir de 1870 ele se ocupa do jornalismo e magistério, além de cargos como funcionário público. Apesar de seu talento como jornalista e poeta e para línguas, foi sem dúvida a navegação aérea a maior das contribuições de Julio Cezar Ribeiro de Souza. Segundo seus relatos, datam de 1874 os primeiros estudos sistemáticos do voo dos pássaros em busca de uma teoria para viabilizar a navegação aérea. Mas foi só em 1880 que saíram publicados os resultados dessas pesquisas. Em 29 de julho desse ano escreveu uma carta ao presidente da Província do Pará revelando ter encontrado o ponto de apoio dos corpos mais leves que o ar e solicitando uma audiência reservada para, na sua presença e na dos homens da ciência da Província, expor sua teoria. Ainda nesta carta registrou que, caso ficasse reconhecido o mérito de sua descoberta, esperava que fossem solicitados ao governo do Império os meios para que se pudesse mandar construir na Europa um balão segundo seu modelo e que lhe fossem garantidos os privilégios da invenção. Com a audiência, as opiniões se dividiram, o que o levou a fazer, ainda em Belém, demonstrações públicas com protótipos de balões para comprovar suas teorias. Julio Cezar Ribeiro de Souza já havia utilizado balões pequenos, com até 2 metros de comprimento. Para a demonstração constrói um balão de 6 metros de comprimento e 2 metros de maior diâmetro, experimentando-o na presença de poucas pessoas, no dia 30 de agosto de 1880. Em seguida preparou um balão ainda maior, com papel coberto de gelatina, que deveria ser preenchido com hidrogênio, produzido no gasômetro da cidade. A experiência não ocorreu no dia marcado porque não foi possível a produção do gás. O inventor paraense logo se convenceu de que, mesmo que conseguisse produzir o hidrogênio, o material de que dispunha para fabricar balões era inadequado. Julio Cezar Ribeiro de Souza, em nota publicada em jornal local, esclarece à população a impossibilidade de realizar uma experiência definitiva de seu invento no Pará, anunciando que deveria brevemente embarcar para a capital do Império. No Rio de Janeiro, dirige um ofício ao Instituto Politécnico Brasileiro, pedindo uma sessão pública para expor sua teoria, o que ocorre em 15 de março de 1881, quando é feita a leitura de sua Memória sobre a Navegação Aérea, documento que se encontra atualmente no Arquivo Nacional. A comissão designada para analisar seu trabalho emite parecer favorável, que passa a ser discutido nas reuniões do Instituto. A Assembléia Provincial do Pará aprova a concessão de uma subvenção no valor de 20 contos de réis para a construção de um balão de acordo com seu sistema, condicionada à aprovação do parecer da comissão, o que ocorre em seguida, juntamente com a concessão da patente brasileira de seu sistema de navegação aérea, aplicável à navegação submarina. Julio Cezar Ribeiro de Souza viaja para França em setembro de 1881 para providenciar a construção de seu balão. Em Paris contrata os serviços da Casa Lachambre para este fim e procura patentear sua invenção em algumas das principais capitais européias. A patente francesa foi a primeira a ser obtida, em 25 de outubro daquele ano. Dois dias depois faz a leitura de uma versão em francês de sua Memória sobre a Navegação Aérea diante da Sociedade Francesa de Navegação Aérea (SFNA). Pronto o balão Victoria, em homenagem a sua esposa, com dez metros de comprimento e dois metros de maior diâmetro, realiza experiências em Paris nos dias 8 e 12 de novembro, obtendo êxito, conforme noticiado pela imprensa parisiense. No primeiro dia dessas experiências, Julio Cezar foi recebido como membro associado da SFNA. Em seguida, retorna a Belém, deixando encomendada na Casa Lachambre a construção de um grande dirigível, capaz de realizar voos tripulados. Curiosamente, Alberto Santos Dumont, cerca de 16 anos mais tarde, contrataria os serviços dessa mesma Casa para a construção dos seus primeiros balões. De volta ao Pará, Julio Cezar repete, na manhã do Natal de 1881, as experiências realizadas na França, cujo êxito é noticiado com entusiasmo pela imprensa local. No início de 1882 viaja para o Rio de Janeiro onde também faz demonstração pública no dia 29 de março, na Escola Militar, de que tinha sido aluno, em presença do imperador Dom Pedro II e de grande número de pessoas. Pelo fato de o Victoria ser um balão de testes, sem capacidade para deslocar o peso de um homem, devia ser conduzido do solo, por meio de manobras que consistiam em largar as extensas cordas que o prendiam, a fim de que se percebesse que não era levado pelo vento como um balão comum, mas, ao contrário, navegava na direção de sua proa, mesmo que oposta à corrente de ar. As pessoas que assistiram à experiência, provavelmente por não entenderem que pouco além disso poderia ser feito com um balão com aquelas dimensões, ou por não terem sido devidamente alertadas para o tipo de experimento que seria realizado, ficaram desapontadas. Muitas pessoas presentes à experiência no Rio de Janeiro não entendiam que, antes de construir um balão dirigível de grandes dimensões, demandando enorme quantidade de recursos, era necessária a realização de experiências com um protótipo de dimensões reduzidas. O objetivo de Julio Cezar, plenamente alcançado na França, segundo atestaram especialistas na área, não foi compreendido pelas pessoas que assistiram à demonstração na Escola Militar. E isso dificultou a obtenção dos recursos para a conclusão do dirigível encomendado em Paris. A experiência no Rio deflagrou um intenso debate sobre as idéias de Julio Cezar, tanto no Instituto Politécnico como na imprensa carioca, o que se estendeu por alguns meses até a aprovação por unanimidade no Instituto de uma moção em favor da viabilidade teórica do processo, em 23 de junho de 1882. Obtida a autorização, o inventor retorna a Paris em dezembro desse ano e contrata definitivamente os serviços da Casa Lachambre para a construção do seu grande balão. Pressionado pelos custos de estada em Paris, volta a Belém para aguardar a conclusão do dirigível. Após o recebimento de um telegrama do construtor, retorna à França, mas sem recursos para encher o balão com hidrogênio e consciente das dificuldades em fazer a experiência no Brasil, devido à falta de pessoal capacitado, solicita à prefeitura de Paris permissão para realizar uma exposição paga de seu balão, o que lhe é negado. Aparentemente sem alternativa, retorna com o balão e seus acessórios para Belém. Em julho de 1883, na capital paraense, Julio Cezar Ribeiro de Souza tenta obter 16 contos de réis para a produção dos quase três milhões de litros de hidrogênio necessários ao enchimento do balão. Com esse objetivo, recebe autorização do bispo do Pará para expor seu dirigível no interior da catedral de Belém, e realiza conferências no Teatro da Paz. Os recursos só são obtidos quase um ano depois de seu retorno, fornecidos pela província do Amazonas, e a tentativa de ascensão do balão, que foi denominado Santa Maria de Belém, com 52 metros de comprimento e 10,4 metros de maior diâmetro, foi marcada para a manhã do dia 12 de julho de 1884, em Belém.

A exemplo do que ocorrera na primeira exposição pública, em 4 de outubro de 1880, dificuldades relacionadas à produção de hidrogênio impediram a ascensão do balão.
A explicação para isso foram perfurações nas mangueiras de condução do gás por derramamento acidental de ácido e por danificação de uma das baterias auxiliares. Em seguida Julio Cezar recebe a notícia de que, em 9 de agosto de 1884, os capitães franceses Charles Renard e Arthur C. Krebs, no dirigível militar La France, com aproximadamente as mesmas medidas (52,4 metros de comprimento e 8,4 metros de maior diâmetro) que o Santa Maria de Belém, haviam realizado pela primeira vez na história um percurso fechado a bordo de um balão, retornando ao ponto de partida após percorrerem aproximadamente 7.600 metros durante 23 minutos. O La France possuía a estrutura fusiforme dissimétrica preconizada por Julio Cezar, sem que seus projetistas tivessem feito qualquer referência às teorias do inventor brasileiro, apesar de estas terem sido patenteadas na França quase três anos antes daquela data. Esse acontecimento faz com que Julio Cezar Ribeiro de Souza escreva um longo protesto intitulado A Direção dos Balões, publicado na imprensa paraense, em português e posteriormente em francês, e encaminhe ao Instituto Politécnico Brasileiro um requerimento solicitando a prioridade do sistema de balões fusiformes dissimétricos, cujo parecer favorável é aprovado pelo Instituto em 2 setembro de 1885. Após esta aprovação, a Assembléia Provincial do Pará concede um novo auxílio no valor de 25 contos de réis a Julio Cezar. Ele retorna à Europa disposto a provar a primazia de seu invento. Após uma breve passagem por Londres, chega a Paris no início de maio de 1886, propondo-se debater publicamente o assunto com Renard e Krebs. Uma vez que os capitães franceses não aceitam o debate, Julio Cezar, de posse de um novo balão de testes do seu sistema, denominado Cruzeiro, realiza experiências em 11 e 16 de junho daquele ano, na presença da representação brasileira em Paris, após o que retorna a Belém.

O Plágio dos Militares Franceses
No Pará, dedicou-se a escrever um livro em francês intitulado Fiat Lux, segundo suas próprias palavras: "(...) expondo com a máxima minúcia a teoria de navegação aérea e o meu sistema nela fundado, e provando à sociedade, não só que o sistema tantas vezes experimentado na França, com pleno êxito pelos capitães franceses Renard e Krebs, é apenas um plágio, e plágio caricato do meu, como, apesar dos mistérios que o põem fora do alcance de um exame minucioso, já o declarou o Instituto Brasileiro, e, antes deste, publicações científicas da Europa (...)". Julio Cezar passou a publicar em partes, na imprensa paraense, a partir do início de junho de 1887, uma tradução deste livro para o português. A série foi interrompida em agosto seguinte, quando já enfermo, falecendo em 14 de outubro, vítima de beribéri, enfermidade relacionada à deficiência de vitamina B1. Nesse momento, ocupava o cargo de chefe de seção da secretaria do governo da Província do Pará. As dificuldades em fazer reconhecer a primazia de um brasileiro na conquista do ar não atingem isoladamente este paraense notável. Os irmãos franceses Joseph Michel e Etienne Montgolfier são considerados por muitos como os pioneiros na ascensão de balões de ar quente, apesar de o padre santista Bartolomeu Lourenço de Gusmão ter realizado em Lisboa as primeiras ascensões públicas do gênero mais de setenta anos antes, no início de agosto de 1709. Mesmo o mineiro Alberto Santos Dumont, que também aplicou as idéias de Julio Cezar em seus balões, teve a primazia de suas realizações questionada diante dos irmãos Orville e Wilbur Wright. Embora seja inconteste que foi Santos Dumont quem projetou e pilotou o primeiro engenho "mais pesado que o ar" a erguer-se do solo por meio de um motor próprio, realizando um voo ao longo de 60 metros, em 23 de outubro de 1906. Julio Cezar Ribeiro de Souza foi o homem que, após vários anos de minuciosas observações e exaustivos estudos do voo dos pássaros, estabeleceu as bases da aeronáutica e aerodinâmica modernas, ao propor, em 1880, fundamentado em uma teoria de navegação aérea, o tipo fusiforme dissimétrico ou assimétrico dos balões, tendo realizado as primeiras experiências que comprovaram suas teorias em Paris, em novembro de 1881.
Poucos meses antes de sua morte, Julio Cezar deixou registrada na imprensa paraense a seguinte frase que expressa sua desilusão: "O mundo inteiro está completamente mistificado pelos felizes plagiários do meu invento, para quem, num país de economias, chovem os milhões para balões colossais do meu sistema, quando eu só tive migalhas no país dos grandes esbanjamentos, onde a ciência está completamente mistificada".

Para conhecer mais
Os principais textos escritos por Julio Cezar Ribeiro de Souza, adaptados para o português atual, podem ser encontrados no livro Memórias Sobre a Navegação Aérea, publicado pela Editora da Universidade Federal do Pará, com o patrocínio do Ministério das Comunicações por meio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, organizado pelos professores José M. F. Bassalo, Paulo T. S. Alencar, Luís C. B. Crspino e Clodoaldo F. R. Beckmann. O livro traz também textos de Fernando M. do Amaral e de Luís C. B. Crispino.

Fonte: Scientific American Brasil

sábado, 7 de novembro de 2015

Novembro Azul

ESCOTEIROS DO BRASIL JUNTOS PELO NOVEMBRO AZUL
A fachada do Escritório Nacional dos Escoteiros do Brasil vai passar o mês de novembro iluminada com a cor azul, como forma de conscientização sobre a prevenção e tratamento precoce ao câncer de próstata. O movimento Novembro Azul, semelhante ao Outubro Rosa, acontece em todo o mundo como um entendimento universal que atenta para a saúde masculina, alertando a população sobre a importância de cuidar da saúde e visitar um médico.

Saiba mais: http://goo.gl/8DY6nW

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Conexão FAB

Revista eletrônica mostra atividades da Força Aérea
A revista eletrônica do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER) Conexão FAB, edição de novembro de 2015, informa como é a rotina dos esquadrões de formação da Força Aérea Brasileira (FAB). Os aviadores passam um ano na cidade de Natal (RN) se especializando nas aviações de caça, asas rotativas, busca e salvamento, patrulha, transporte e reconhecimento. Mostra também uma matéria sobre a alteração das regras do espaço aéreo em torno dos aeroportos. Outra reportagem aborda o exercício operacional Zarabatana, do Esquadrão Poti (2°/8° GAV), com emprego inédito de armamentos reais. Outro contéudo é sobre o Hospital de Força Aérea de Brasília (HFAB), onde foi realizada uma campanha solidária para ajudar mulheres com câncer de mama.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Museus

Projeta-se o Museu de Aeronáutica de São Paulo
São mais de onze mil pousos e decolagens por mês. E após 95 anos de funcionamento, o Campo de Marte se prepara para adotar uma rota inédita: a preservação da sua história. Um grupo de civis e militares está atualmente engajado no projeto de criação do Museu de Aeronáutica de São Paulo, que será erguido na região central da capital paulista. “Precisamos cuidar melhor da memória da aviação no Brasil. Nem parece o País de Santos Dumont!”. O desabafo é de quem desde 1966 trabalha no Campo de Marte e sente a necessidade de um espaço para preservar a história. Francisco Souto Emílio, presidente do Aeroclube de São Paulo, acompanhou aeronaves antigas darem lugar a modelos modernos sem que existisse uma preservação do patrimônio histórico do local. A ideia é ambiciosa. Os primeiros esboços traçam uma área construída de 40 mil metros quadrados, mais 10 mil metros quadrados para um pátio de estacionamento de aeronaves e uma rota de acesso à pista de pouso do Campo de Marte. Os acervos serão provenientes da Fundação Santos Dumont, da Força Aérea Brasileira e do Museu TAM, localizado no município de São Carlos, a 250 quilômetros da capital. A localização é uma das maiores apostas para o sucesso do novo museu. Vizinho ao parque Anhembi, local que recebe mais de 30% das principais feiras e eventos de negócios do Brasil, o novo equipamento cultural estará a dois quilômetros de uma estação de metrô e do terminal rodoviário do Tietê. Com estacionamento para 560 veículos, o Museu ficará próximo à Marginal Tietê e à Avenida Santos Dumont, vias que ligam as zonas Leste e Oeste, e Norte e Sul da capital paulista. São 24 quilômetros até o Aeroporto Internacional de Guarulhos e 16 até o de Congonhas. De acordo com a Empresa de Turismo e Eventos da Cidade de São Paulo, SPTuris, há “uma grande vontade em ter tal museu em São Paulo”, informou, via nota. Não por acaso: o museu tem potencial de se tornar uma atração turística da cidade. Para se ter uma ideia, em Paris, o Museu de Le Bourget recebe mais de 260 mil visitantes por mês. Em Washington, o National Air and Space Museum superou a marca de 8,2 milhões em 2012. No Brasil, o Museu Aeroespacial (Musal), no Rio de Janeiro, tem uma média anual de 60 mil visitantes. Contudo, por estar localizado na Zona Norte da capital carioca, longe dos principais pontos turísticos, a própria diretoria do Musal pensa em descentralizar seu acervo. Já o Museu de Aeronáutica de São Paulo não terá esse problema. De acordo com o Comandante do Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR), Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, o museu irá ocupar uma área vizinha ao Hospital de Força Aérea de São Paulo. “Há que se ter uma melhor utilização dessa área e o negócio do Campo de Marte é a aviação”, afirma. Segundo o militar, o museu terá exposição de aeronaves e também de uma grande quantidade de itens ligados à história da aviação. “Nós temos um acervo fabuloso”, afirma. O próximo passo é a Aeronáutica definir como seria a cessão da área. Há a possibilidade de ser transferida de forma não onerosa, desde que seja para uma Organização Social ou uma Fundação. Também há a ideia de venda para alguma empresa que tenha interesse em explorar economicamente o futuro museu. Por enquanto, as articulações acontecem em reuniões no IV COMAR, com a participação de profissionais da área de aviação e de instituições como Infraero, TAM, Aeroclube de São Paulo, Associação Brasileira de Aviação Geral e Helibras, dentre outras. “Nessa hora estamos todos juntos”, finaliza Francisco Souto Emílio, presidente do Aeroclube.

Saiba mais: Blog do NINJA de 05/05/2015; 23/08/2015; 17/08/2014.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Aerodesign 2015

Equipes do ITA e da USP vencem na competição de projetos de pequenos aviões
Estudantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos (SP), com a equipe Leviatã, venceu a 17ª edição da competição SAE Brasil Aerodesign na Categoria Avançada. O evento ocorreu no aeroporto de São José dos Campos, no último fim de semana, reunindo projetos de pequenas aeronaves de estudantes de engenharia. Ao todo, 85 equipes de 17 estados brasileiros mais a Venezuela e o México disputaram a competição em três categorias, reunindo cerca de 1.300 estudantes. Na categoria Regular - a mais concorrida, com 60 equipes - o primeiro lugar ficou com o time EESC-USP Alpha, da Escola de Engenharia de São Carlos (SP), da USP (Universidade de São Paulo). Na categoria Micro, universitários de São Carlos, da equipe EESC-USP Mike, venceram na disputa que envolveu vinte equipes. As equipes classificadas em primeiro e segundo lugar na categoria Regular e em primeiro na Avançada e Micro representarão o Brasil na SAE Aerodesign East, que será realizada nos Estados Unidos, em março de 2016.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Drones / ARP

Operações com ARP
Aeronaves Remotamente Pilotadas necessitam de autorização
Ao contrário do que muitos pensam, o voo de pequenas aeronaves remotamente pilotadas, popularmente chamadas de drones, depende de autorização dos órgãos de controle, de acordo com a legislação atual. A exceção é apenas para os voos de lazer ou esporte, quando se aplicam as regras dos aeromodelos. Atualmente, a denominação dos engenhos aéreos manobrados por ondas de rádio, que era VANT - Veículos Aéreos Não Tripulados, passa para ARP - Aeronave Remotamente Pilotada, para adequação dos conceitos técnicos e regulamentares. Entre 2011 e 2015, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), órgão do Comando da Aeronáutica, autorizou 80% das solicitações de voos de aeronaves não tripuladas. A informação foi dada pelo Tenente-Coronel Cyro Cruz durante palestra realizada no dia 28 de outubro de 2015, em São Paulo (SP), durante a feira Drone Show Latin America. O número de voos autorizados em 2015 já passou da marca de 2014: foram 133 voos autorizados até o dia 10 de outubro, contra 124 no ano passado. Em 2011, 2012 e 2013 foram 21, 45 e 66 autorizações, respectivamente. De acordo com o Tenente-Coronel Cyro Cruz, o DECEA trabalha hoje para acelerar os processos de autorização. O desenvolvimento tecnológico vai ajudar a facilitar os voos, mas ainda é preciso ter cautela. "É um tema complexo, que está em estudo em todo mundo e vai requerer o desenvolvimento de novos sistemas e tecnologias", opina o militar. A expectativa é que no futuro as aeronaves não tripuladas possam se integrar cada vez mais ao movimento de tráfego aéreo regular. Os próximos passos para integração passarão pelo uso de novas tecnologias baseadas em satélite e outras aeroembarcadas, como sistema que permitam o piloto no solo exercer as funções e responsabilidades como se estivesse na cabine. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo trabalha em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) para criar regulamentos mais completos e didáticos. Os documentos permitirão o fomento da indústria nacional dentro de padrões de segurança compatíveis com os atuais da aviação brasileira. O Brasil também é o único país da América Latina a participar do painel da Organização da Aviação Civil Internacional sobre o tema.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Efemérides Aeronáuticas - Novembro



INSTITUTO HISTÓRICO-CULTURAL DA AERONÁUTICA

Efemérides Aeronáuticas de Novembro

1855
- Foi realizada a primeira ascensão aerostática no Brasil; o balão subiu no Rio de Janeiro do Campo de Sant’Ana (Praça da República) às 17 horas e 30 minutos e desceu n’água na Baía da Guanabara, a alguns metros da ponte do Gambá, no Saco do Alferes; o aeronauta chamava-se Edouard Heill (“Jornal do Comercio” de 12/11/1855). (11 de novembro)

1881 
- Júlio Cesar Ribeiro de Souza, inventor brasileiro, realizou, em Paris, a primeira experiência com o seu “balão planador” ao qual deu o nome de “Victória”. (8 de novembro)

- Júlio Cesar realizou uma segunda experiência em Paris perante várias autoridades. (12 de novembro)

1899
- Santos-Dumont, partindo do Parque de Aerostação de Vaugirard em Paris, realizou a primeira experiência com o seu balão dirigível nº 3. (13 de novembro)

1906
- Santos-Dumont com o aeroplano 14 Bis voou, no Campo de Bagatelle em Paris, 220 metros em 22 segundos e 1/5, a 6 metros de altura, ganhando o prêmio de 1.500 francos estabelecido pelo Aeroclube da França. (12 de novembro)

1907
- Santos-Dumont realizou em Paris a primeira experiência com o seu aeroplano nº 19 que tomou o nome de “Demoiselle”. (15 de novembro)

1914 
- Foi realizado o primeiro voo do monoplano “J. Alvear” construído no Brasil, equipado com um motor de 50 cavalos vapor; o piloto foi i aviador argentino Ambrósio Caragiola. (14 de novembro)

1918
- Foi realizada no Campo dos Afonsos, na presença do Ministro da Guerra, Marechal Caetano de Faria, a experiência oficial do avião biplano “Alagoas” construído no Brasil pelo Capitão do Exército Marcos Evangelista da Costa Villela Junior e pilotado pelo Tenente do Exército Raul Vieira de Mello. (11 de novembro)

1930
- Passou a ser reconhecida pela denominação de Panair do Brasil S.A, conforme resolução aprovada em assembléia geral extraordinária realizada em 01 de outubro de l930, a Sociedade Anônima brasileira Nyrba do Brasil, S.A (Decreto nº 19.417) (21 de novembro)

1931
- Chegou em Natal o aviador australiano Bert Hinkler pilotando sozinho um pequeno avião de turismo De Havilland “Puss Moth” de 120 cavalos vapor vindo de Nova Iorque com escalas em Jamaica e Venezuela. (23 de novembro)

- Foi promulgada mo Brasil a “Convenção de Varsóvia” (12 de outubro de 1929) para unificação de certas regras relativas ao transporte aéreo internacional (Decreto nº 20.704) (24 de novembro)

1933
- Foi fundada e constituída a empresa “S.A Viação Aérea São Paulo” VASP. (04 de novembro) 

1935
- Chegou em Natal a aviadora neo-zelandesa Jean Batten que realizou, sozinha, o reide Londres – Buenos Aires. Tendo partido de Londres a 11 de novembro e atravessado o Atlântico Sul, partindo de Dakar, em 14 horas de voo. Jean Batten pilotava um pequeno avião de turismo inglês, o “Percival Gull” equipado com um motor Gipsy-6 de 205 cavalos vapor. (13 de novembro)

1936
- A empresa aérea VASP iniciou a linha São Paulo-Rio de Janeiro com aviões trimotores Junkers JU52, para 17 passageiros. (30 de novembro)

1937
- Chegou a Natal o avião Frances quadrimotor “Farman” denominado “Chef Pilote Laurent Guerrero” equipado com motores Hispano Suiza de 600 cavalos vapor e tripulado pelo piloto Paul Codos, 2º piloto Reine, radio telegrafista Vauthier e mecânico Dantier. ( 21 de novembro)

- Depois de percorrer o litoral brasileiro, vindo do norte, chegou ao Rio de Janeiro (Campo dos Afonsos) a Esquadrilha de Confraternização Americana que realizou um voo em torno das Américas fazendo propaganda para a ereção do monumento “Farol de Colombo” em Ciudad Trujillo capital da Republica Dominicana. (25 de novembro)

1938
- Foi concedida autorização à Sociedade Anonima “Ala Littória S.A” para funcionar no país (Decreto nº 3481) (23 de novembro)

1939
- O Presidente Getúlio Vargas, o Ministro da Guerra, General Eurico Dutra e o Chefe do Estado Maior do Exército, General Góes Monteiro, realizaram um voo de 50 minutos a bordo de uma das “Fortalezas Voadoras” B-17 da Aviação Militar Norte Americana que vieram ao Rio de Janeiro para as comemorações do “Cinquentenário da Proclamação da República do Brasil” (21 de novembro) 

1941 
- Foi organizado o Corpo de Oficiais da Aeronáutica com os seus vários Quados (Decreto Lei nº 3.810. (10 de novembro)

- Foi fixado os efetivos do Quadro de Oficiais Aviadores ( Decreto Lei nº 3.836) (18 de novembro) 

1942
- Foi criada a Base Aérea de Salvador (Decreto Lei nº 4.916) (05 de novembro) 

- Ficou estabelecida uma área a leste da cidade de Pirassununga, em São Paulo, como o local da nova sede da Escola de Aeronáutica a ser oportunamente construída (Decreto Lei nº 4.968) (18 de novembro)

1943
- Foi criada a Ordem do Mérito Aeronáutico (Decreto Lei nº 5.961) (01 de novembro)

- Foi aprovado o termo de ajuste entre o Governo Brasileiro e a “Embry Riddle School of Aviation” existente em Miami, Flórida, USA, para a instalação da “Escola Técnica de Aviação”, na cidade de São Paulo (Decreto nº 5.983) (10 de novembro)

1946
- Foi concedida autorização à “Flota Aérea Mercante Argentina” (FAMA) para funcionar no país (Decreto nº 22.144) (21 de novembro)

1948
- Foi aprovado o “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e o Reino dos Países Baixos”, firmado no Rio de Janeiro em 06 de novembro de 1947 (Decreto Legislativo nº 32). (03 de novembro)

- Foi instituída na Força Aérea Brasileira a Medalha da “Campanha do Atlântico Sul” (lei nº 497) (28 de novembro)

1951
- Foi aprovado o “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e a Turquia”, firmado em Ankara em 21 de setembro de 1950 (Decreto Legislativo nº 52) ( 08 de novembro)

- O Aeroporto de Natal passou a denominar-se “Augusto Severo” (Lei nº 1.473) (24 de novembro) 

- Foi aprovado o “Acordo sobre Transportes Aéreos entre o Brasil e o Líbano”, firmado no Rio de Janeiro em 11 de Janeiro de 1951 (decreto Legislativo nº 61) (28 de novembro)

1953
- Foi criado o estandarte da Escola de Especialistas da Aeronáutica (Decreto nº 34.622) (16 de novembro)

- Foi considerado organizado, em São José dos Campos, o Centro Técnico da Aeronáutica, ficando extinta, a partir de 31 de dezembro de 1953, a Comissão de Organização do referido Centro. (Decreto nº 34.701) (26 de novembro)

1956
- Foi estabelecida a isenção de impostos sobre combustíveis e lubrificantes de aviação (Lei nº 2.975) (27 de novembro)

1957
- Foi criado o Destacamento de Base Aérea de Brasília (Decreto nº 42.697) (27 de novembro)

Fonte: INCAER

domingo, 1 de novembro de 2015

Especial de Domingo

Neste final de semana, voluntários do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA - visitaram a 17ª Competição SAE Brasil AeroDesign, em São José dos Campos-SP. Confira as fotos desta consagrada competição universitária.
Bom domingo!

NINJA no 17º SAE Brasil AeroDesign

Organizado pela Seção Regional São José dos Campos (SP), da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de fins educacionais que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais.

Ontem, sábado, 31/10/2015, o NINJA acompanhou o empolgante trabalho de aproximadamente 1300 participantes – entre estudantes, professores orientadores e pilotos – de 71 instituições de ensino superior, constituindo 95 equipes de todo o Brasil e também do México e da Venezuela, que demonstraram seus aviões radiocontrolados.

A competição abrange três categorias: Classe Regular, Classe Advanced e Classe Micro e acontece nas dependências do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Saiba mais: AeroDesign 2015

Com acesso pelo MAB - Memorial Aeroespacial Brasileiro, vizinho do Aeroporto Profº Urbano Ernesto Stumpf e da Embraer, o ambiente é o mais completo possível para um encontro de entusiastas, estudantes e profissionais da aviação e das engenharias.

Com áreas para torcidas, convidados, imprensa, alimentação e atendimento médico, além dos setores de inspeção de segurança, inscrição de equipes e secretaria geral, a 17ª Competição SAE Brasil AeroDesign garante aos participantes a infraestrutura ideal para exercitar o trabalho em equipe, testando, sob criterioso regulamento, as ideias desenvolvidas em seus cursos universitários.

As equipes que alcançarem as melhores pontuações na soma geral de todas as provas poderão representar o Brasil em uma competição nos Estados Unidos, em março de 2016.

Confira as fotos encaminhadas pelos voluntários do Ninja:

sábado, 31 de outubro de 2015

Embraer

Embraer entregou 51 aeronaves no 3º trimestre de 2015
Destaques do desempenho da Embraer no terceiro trimestre de 2015, segundo dados divulgados pela empresa:

- No 3º trimestre de 2015 (3T15), a Embraer entregou 21 aeronaves comerciais e 30 executivas (21 jatos leves e nove grandes). No acumulado dos primeiros nove meses de 2015 (9M15), foram entregues 68 aeronaves comerciais e 75 executivas (57 jatos leves e 18 grandes);

- Durante o 3T15, a Companhia anunciou 20 pedidos firmes para a atual geração dos jatos comerciais E-Jets, totalizando 146 pedidos firmes neste ano para ambas as gerações dos E-Jets;

- A relação entre o número de pedidos recebidos versus o número de aeronaves entregues (book-to-bill) do segmento de Aviação Comercial ficou acima de dois nos primeiros nove meses de 2015;

- A carteira de pedidos firmes (backlog) terminou o trimestre em US$ 22,8 bilhões, ante US$ 22,9 bilhões no 2T15 e US$ 20,9 bilhões no final de 2014;

- Como resultado das entregas de aeronaves, bem como da receita do negócio de Defesa & Segurança, a Receita líquida atingiu R$ 4.577,3 milhões no 3T15, representando crescimento de 62% quando comparada ao mesmo período do ano anterior;

- As margens EBIT e EBITDA atingiram 6,7% e 12,5%, respectivamente, no 3T15, crescendo em relação às margens de 5,6% e 11,0%, respectivamente, do 3T14;

- O prejuízo líquido atribuído aos acionistas da Embraer foi de R$ 387,7 milhões e o Prejuízo por ação foi de R$ 0,5318 no 3T15. Excluídos o Imposto de renda e contribuição social diferidos, o Lucro líquido ajustado foi de R$ 255,1 milhões ou R$ 0,3499 por ação;

- A Embraer teve um Uso livre de caixa de R$ 528,9 milhões durante o 3T15;

- A Embraer reitera todas suas estimativas financeiras e de entregas para 2015.

Fonte: Embraer

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Bandeirante no Ar


Vídeo histórico retratando a produção e o primeiro voo do Bandeirante, aeronave que abriu os céus do mundo para a indústria aeronáutica brasileira e motivou a criação da Embraer.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

AeroDesign 2015

Estudantes do Brasil e exterior competem com projetos de pequenas aeronaves
Evento prossegue até da 01/11 em São José os Campos (SP), no DCTA

Começa hoje, quinta-feira, 29 de outubro de 2015, e prossegue até o dia 01 de novembro a 17ª Competição SAE Brasil AeroDesign, a ser realizada no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos (SP). Estão inscritas 95 equipes, sendo 89 do Brasil, cinco da Venezuela e uma do México. Para participar da competição, as equipes, que somam aproximadamente cerca de 1,3 mil participantes – entre estudantes, professores orientadores e pilotos –, oriundos de 71 instituições de ensino superior do Brasil e Exterior, devem projetar e construir pequenos aviões radiocontrolados segundo o regulamento da SAE BRASIL. “Os programas estudantis da SAE BRASIL são uma experiência extracurricular que faz diferença na formação do engenheiro, pois introduzem a aplicação prática e sistêmica da tecnologia, desafiam a criatividade e a inovação, além de estimular o trabalho em equipe”, afirma o engenheiro Frank Sowade, presidente da SAE BRASIL.

Categorias
A competição abrange três categorias: Classe Regular, Classe Advanced e Classe Micro. Entre as novidades do regulamento de 2015 está a distância máxima de decolagem, de 70m, independentemente da categoria. Este limite será utilizado pela primeira vez na competição, representando o maior limite de toda história da SAE BRASIL AeroDesign. Na Classe Regular, as aeronaves poderão transportar qualquer tipo de material como carga útil, exceto chumbo, e deverão respeitar uma limitação de área projetada. Será permitida apenas aeronave monomotora, equipada com motor selecionado entre os quatro indicados no regulamento. Na Classe Advanced, os aviões também poderão transportar qualquer tipo de material como carga útil, exceto chumbo. A única restrição de projeto é o peso vazio da aeronave, que não poderá exceder 3kg. A escolha do tipo de motor (combustão ou elétrico) e do número de motores é totalmente livre. Nesta edição, como estímulo ao uso de motores elétricos, a bateria poderá ser considerada como carga útil. Na Classe Micro, as aeronaves deverão transportar bolas de tênis em compartimento fechado, não podendo estar presas entre si. Todos os aviões deverão carregar a mesma carga em todos os voos: 43 bolinhas. A pontuação de voo será dada de acordo com o peso vazio da aeronave e o número de voos realizados com sucesso. Para esta categoria não existem restrições de geometria ou do número de motores, todos elétricos, porém a equipe deverá ser capaz de transportar a aeronave desmontada em caixa de 0,175m³. As avaliações serão realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme o regulamento baseado em desafios reais enfrentados pela indústria aeronáutica e disponível no site da SAE BRASIL – www.saebrasil.org.br. Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma da Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem as melhores as pontuações, ganharão o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2016, nos Estados Unidos. Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de fins educacionais que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade.

Videoteca NINJA

Ser Aviador

Vídeo do FAB TV mostra animação do poema "Ser Aviador", de autoria do Tenente-Coronel Aviador José Marcio de Almeida (Piloto de Patrulha e Transporte da FAB) com narração de Nilson Gonçalves.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Espaço

Barreira do Inferno completa 50 anos
O Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), responsável, junto com o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), pelo lançamento e rastreio de engenhos espaciais no Brasil, completou 50 anos no dia 12 de outubro de 2015. Nesse período, a unidade, localizada em Parnamirim (RN), serviu como base de onde foram lançados aproximadamente 3 mil foguetes e rastreados mais de duzentos veículos espaciais lançados a partir da Guiana Francesa, entre eles os foguetes Ariane, Soyuz e Vega. Para marcar o jubileu de ouro, o CLBI recebeu a medalha Ordem do Mérito Aeronáutico (OMA), comenda concedida a pessoas e instituições que prestam serviços relevantes à sociedade brasileira e à Aeronáutica.

Fonte: FAB

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Navegação Aérea

Brasil será pioneiro em evento sobre conceito de informações aeronáuticas SWIM
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), da Força Aérea Brasileira (FAB), representará o Brasil, em parceria com empresas nacionais, na Demonstração Mini Global II. Essa é a primeira vez que o Brasil participa efetivamente do evento, que tem como objetivo colocar em prática um novo Conceito, o SWIM - Sistema de Gerenciamento Global de Informações, com protocolo único, que contém informações aeronáuticas, de voo e meteorológicas. As atividades são promovidas pela Federal Aviation Administration (FAA) e estão programadas para ocorrer em abril de 2016, em Daytona Beach, Flórida, Estados Unidos. O projeto Mini Global faz parte do programa norte-americano NextGen (Next Generation Air Transportation System) - semelhante ao SIRIUS brasileiro -, e tem o objetivo de mostrar como diversos provedores de serviços de navegação aérea (ANSPs) e os profissionais de diversas áreas envolvidos podem compartilhar informações comuns de forma eficiente para melhorar seu planejamento estratégico e agilizar as operações. Para isso, são utilizados cenários simulados de submissão de plano de voo, informação de posicionamento de aeronaves, publicações de NOTAM (Aviso aos Aeronavegantes) e de boletins meteorológicos. Por exemplo, pode ser realizada uma simulação de uma decolagem do Brasil para os Estados Unidos, utilizando o novo conceito e todas as informações inerentes a ele. O Brasil adquirirá conhecimento e experiência para desenvolver o SWIM no país e atuar efetivamente nas definições a serem estabelecidas pela ICAO. O conceito ainda é uma novidade no mundo inteiro. O Brasil será o país pioneiro da América do Sul a participar do evento. A Demonstração Mini Global I ocorreu em setembro de 2014. Além dos Estados Unidos, os países participantes foram: Austrália, Singapura, Canadá, Coreia do Sul, Japão, Portugal e Tailândia. Como observadores, estiveram presentes também: Colômbia, Emirados Árabes e uma equipe do programa europeu SESAR.

Fonte: FAB

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Ozires Silva

Nesta segunda-feira, mais um texto de Ozires Silva para nossa reflexão.
Boa semana!

EDUCAÇÃO E O DESENVOLVIMENTO


Poucos, entre os brasileiros, podem ter na cabeça sobre o quanto a Educação é importante para o desenvolvimento econômico das suas cidades e do país. Mas sugiro que pensemos um pouco, pois quem desenvolve um país não é o governo, é o povo, dizem os exemplos de países de sucesso. Para tanto, temos de falar de povo educado e transformado pela Educação em cidadãos competentes e competitivos, que possam vencer no mundo.

Em 1876, Nikolas August Otto, alemão de nascimento, conseguiu fazer funcionar, pela primeira vez, o motor a combustão interna, partindo da ideia de usar ciclos sucessivos de pistões para a produção de energia. Estava inventando motor que revolucionou a propulsão mecânica, hoje instalado em praticamente todos os veículos. Ou seja, falamos sobre o motor do seu automóvel de hoje.

No final dos anos 90 do século XIX, Alberto Santos Dumont, nosso conterrâneo brasileiro, viu esse motor numa exposição em Paris e imaginou que aquela pequena máquina, relativamente leve, poderia ser instalada em balões. Imaginou que uma hélice colocada no eixo poderia propelir no ar uma máquina aérea. Em 19 de outubro de 1901, pela primeira vez no mundo conseguiu ganhar o Prêmio Deutsch, decolando com seu Dirigível 6, de Saint Cloud, circulando a Torre Eiffel e retornando ao ponto de partida num tempo inferior a 30 minutos. Estava inventada a dirigibilidade aérea.

Hoje, graças à Guerra Fria, Estados Unidos e Rússia, com a criação dos satélites geoestacionários temos as telecomunicações internacionais e instantâneas, que revolucionaram o mundo moderno, em todas as atividades que conhecemos.

Em meados dos anos 60, um pequeno grupo de engenheiros do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, imaginou que aviões menores e mais robustos poderiam ocupar o espaço deixado para trás pelas novas aeronaves a jato, cada vez maiores. Criaram um avião, o Bandeirante, que se tornou prova do conceito que seria solução viável na Aviação Regional, então inexistente. Hoje, a indústria aeronáutica brasileira, com base em concepções e tecnologias locais, exporta aviões comerciais para todo o mundo, tornando o Brasil um dos importantes países no setor. 

No começo dos anos 90, Joaquim Coutinho Neto e Fátima Mrue buscavam selecionar um tipo de matéria-prima para fazer próteses artificiais que pudessem substituir esôfagos humanos naturais, funcionando como alternativa para doenças do aparelho digestivo. Tentaram o látex, seiva das seringueiras, descobrindo proteína que torna possível intensificar vascularização sanguínea nas áreas aonde o produto é aplicado, abrindo espaço para a regeneração celular ou tecidual. Hoje, há produtos que são importantes para cura de feridas de difícil cicatrização e mesmo de pés diabéticos, evitando amputações generalizadas.

O que move estes homens e mulheres que, estimulados pela busca do desconhecido, tornem-se capazes de criar, produzir novos conhecimentos e chegar a descobertas que mudam nossas vidas? 

Novidades e inovações aparecem a todo momento. São criadas por pessoas educadas e inquietas, capazes e observadoras, gerando resultados imensos e capazes de influenciar toda uma região, país ou mesmo o mundo. O importante é que precisam existir e ter sucesso. Pelo menos dois requisitos são necessários: sólida e competente base educacional, além de ambientes econômicos favoráveis, constituídos de centros de pesquisas e de conhecimento, desenvolvidos e equipados, criando possibilidades para que produtos de laboratório possam chegar à produção.

Na atualidade, o denominador é sempre o mesmo. Sociedades abertas educadas, livres para pensar e construir, apoiadas por mecanismos que possam gerar recursos financeiros e capitais de risco, buscando perscrutar o futuro, inovam para o futuro.

E, com base em conhecimentos crescentes, abrir perspectivas para melhoria da vida de imensos contingentes humanos que vivem abaixo da linha de pobreza. Para isso, precisamos investir, e muito, em Educação.

E não é somente uma obrigação do governo, mas também dos pais e dos cidadãos.

Uma tarefa que compete a todos!

Texto: Ozires Silva - engenheiro aeronáutico e fundador da Embraer.

Fonte: O Vale