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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Tecnologia

Centro de Lançamento de Alcântara lança foguete com sucesso
A Operação faz parte de um projeto da Agência Espacial Brasileira para a produção de foguetes com tecnologia nacional.

O primeiro foguete de treinamento (FTB) da Operação Falcão I foi lançado com sucesso na tarde de ontem (16/06) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Mais um lançamento está previsto para hoje (17/06). O objetivo principal da operação, que termina no dia 22 de junho, é permitir o treinamento das equipes técnicas nos procedimentos operacionais que envolvem o envio ao espaço de um veículo lançador de satélites (VLS), por exemplo.
“O objetivo é desenvolver e certificar foguetes instrumentados para treinamento do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) visando o aprimoramento e a manutenção da capacidade operacional para o cumprimento das atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)”, explica o diretor do CLA, Coronel Aviador Ricardo Rodrigues Rangel.
Os treinamentos proporcionados pelas campanhas de lançamento dos veículos FTB, segundo o diretor do CLA, viabilizam a preparação do Centro de Lançamento de Alcântara para operações de maior porte, com é o caso do VLS (Veículo Lançador de Satélites, uma família de foguetes desenvolvida no Brasil com a finalidade de colocar um satélite na órbita da Terra. ) e do Cyclone 4 (foguete lançador de satélites desenvolvido pela Ucrânia).
O Coronel Ricardo Rangel explica que essas operações são fundamentais para os Centros de Lançamento, pois permitem o treinamento das equipes técnicas, a manutenção dos meios operacionais e a identificação de novos procedimentos técnicos, incluindo as áreas de preparação, integração, lançamento, rastreio, coordenação operacional, meios aéreos e marítimos de esclarecimento, mecanismos de resgate e evacuação aeromédica, segurança de superfície e de voo.
“Só para ter uma idéia da importância dos foguetes de treinamento, antes de se realizar um lançamento do VLS, todos os meios operacionais deverão ser testados, inclusive o sistema de terminação de voo, que poderá ser avaliado com o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário, que é equipado com telemetria na banda "S", transponder na banda "C" e sistema de terminação de voo, além de 30kg disponíveis para experimentos”, afirma o Coronel Ricardo Rangel.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo.
Segundo o Coordenador-Geral da Operação, Tenente Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, o foguete lançado ontem atingiu seu apogeu a pouco mais de 34,426Km, e impacto a 22,4 quilômetros da costa, em alto-mar.
Várias etapas precedem o lançamento de um foguete de treinamento. O pré-lançamento envolve a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e um teste dos meios operacionais do CLA para a realização da operação. A etapa seguinte é composta do Ensaio Geral - que define os tempos de cada atividade - e os testes das cronologias simuladas e reais para evitar prováveis erros no lançamento real. A elaboração do Relatório Final da Operação encerra as atividades.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo. A duração do vôo, que compreende da decolagem até o impacto, está estimada em 2,5 minutos, com apogeu aproximado de 30 Km.

Etapas do lançamento
Fase de pré-lançamento - engloba a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e teste dos meios operacionais do Centro para a realização da Operação.

Fase de lançamento - contempla o Ensaio Geral, as Cronologias Simuladas e Reais, incluindo o Lançamento do veículo FTB.

Fase de pós-lançamento - engloba a manutenção e preparação dos meios utilizados, para as próximas operações e, eventualmente, a desmontagem do foguete em caso de cancelamento da operação.

Fonte: CLA/Agência Força Aérea

terça-feira, 14 de junho de 2011

Videoteca Ninja

Varig anos 60:
Pedro Álvares Cabral


Filme de 1967, foi censurado em Portugal pela ditadura de Salazar. A intenção da Varig era se contrapor às investidas da Air France - que estava ganhando uma fatia cada vez maior dos voos internacionais. Na época, o Departamento de Propaganda da Varig, tendo a frente Ivan Siqueira, criou a campanha em desenho animado com: Pedro Álvares Cabral, Sherlock Holmes e Dom Quixote. Sua meta era atingir: Portugal, Inglaterra e Espanha. "Sherlock Holmes" e "Dom Quixote" seriam veiculados apenas no Brasil, mas "Pedro Álvares Cabral" entraria em Portugal. O público alvo seria a colônia portuguesa que aqui residia e seus parentes e amigos que ficaram na Europa. A censura portuguesa retirou o comercial do ar, alegando que a Varig ofendia a personalidade histórica de Pedro Álvares Cabral. Mas, circulava a informação de que a TAP teria pressionado o Governo de Salazar a retirar o comercial do ar, para afastar a concorrente.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Tráfego Aéreo

Controle do espaço brasileiro é seguro para Copa e Olimpíadas
Com treinamento de pessoal e investimento em equipamentos, o Brasil estará pronto para o aumento do volume de tráfego aéreo até a Copa das Confederações (2013), Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016). A informação foi dada pelo Tenente Brigadeiro do Ar Ramon Borges Cardoso, Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), no dia 01 de junho de 2011, durante apresentação em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados, em Brasília.
"Nós não vemos problema em fazer o atendimento a não só os voos desses eventos, mas também a toda a demanda", afirmou o Brigadeiro. Isso é possível porque o DECEA segue um planejamento estratégico para conseguir cumprir sua missão mesmo com o aumento anual de 12,5% que o Brasil vem tendo no movimento aéreo. Entre 2000 e 2010, foram investidos R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008.
O Diretor-Geral explicou ainda que o país conta atualmente com 6.987 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas. "Na parte específica de controladores nós estamos dando continuidade à formação da ordem de 300 por ano, que nos permite alcançar o número ideal que precisamos para atender a todos esses eventos", completou. Hoje, são 4.118 controladores em atividade, entre civis e militares.O Brigadeiro Ramon lembrou ainda dos investimentos em tecnologia. "Nós temos os equipamentos de acordo com o que existe de mais moderno no mundo", disse. Os destaques são o Sagitário, um novo software de controle do espaço aéreo, e o número de radares no Brasil. De acordo com o Diretor do DECEA, enquanto a China, outro país de dimensões continentais, possui apenas 60 unidades, o Brasil tem 170.Participaram da audiência parlamentares das Comissões de Defesa do Consumidor; de Viação e Transportes; e de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Além de perguntas, também foram feitos elogios ao trabalho do Comando da Aeronáutica. "Eu tive o privilégio de na semana passada visitar o CINDACTA I (Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo) e o COMDABRA (Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro). O que eu vi ali serve de orgulho para o povo brasileiro", disse o deputado Lázaro Botelho (PP/TO). O Deputado Romário (PSB/RJ), que também participou da visita, disse que ficou surpreendido. "A impressão foi a melhor possível", elogiou.
O deputado Otavio Leite (PSDB/RJ) explicou que se aprofundou muito no tema por ter sido co-autor do requerimento que em 2007 criou a Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema de Tráfego Aéreo e que hoje defende o modelo implantado no Brasil. "Eu acho que o controle do espaço aéreo no Brasil tem que ficar sob o comando da Aeronáutica", afirmou. O deputado José Luiz Stédile (PSB/RS) também defendeu o modelo integrado do controle do espaço aéreo no Brasil, em que a Aeronáutica faz tanto o gerenciamento do tráfego aéreo quanto as ações de defesa. "É fundamental para dar segurança, porque se você faz o controle em órgãos diferenciados, chega uma hora em que um sabe e o outro não sabe. É aí que o controle militar em contato direto com o civil é importante para a nação", explicou.

Fonte: Agência Força Aérea

domingo, 12 de junho de 2011

Especial de Domingo

12 de Junho
Dia do Correio Aéreo Nacional
Dia da Aviação de Transporte

Correio Aéreo Nacional: 80 Anos
Nos anos 1930, o Brasil recebeu uma série de aeronaves para treinamento de suas Aviações - Militar (Exército) e Naval (Marinha)- e enfrentou o desafio da integração nacional, adestrando e preparando suas equipagens, além de, seguindo uma tradição histórica iniciada no século 17, partir, pelo ar, para o desbravamento do interior do País, lançando-se na abertura de novas rotas aéreas, com o apoio do Departamento de Comunicações do então Ministério de Viação e Obras Públicas, que fazia o controle do movimento dessas e de outras aeronaves.Foi grande a participação das comunidades municipais, que, para auxiliar a nossa Aviação, escreviam o nome da cidade sobre o telhado das estações ferroviárias, como forma de orientar os aviões que seguiam para o interior do País. Nessa época, as facilidades e auxílios para a navegação aérea praticamente inexistiam.

A Histórica primeira Mala Postal
A 12 de junho de 1931, dois Tenentes da Aviação Militar - Nélson Freire Lavenére-Wanderley e Casimiro Montenegro Filho - pilotando um Curtiss Fledgling, saíram do Rio de Janeiro e chegaram a São Paulo, conduzindo uma mala postal (com 2 cartas). Nascia assim o Correio Aéreo Militar (CAM).Esse CAM, atualmente denominado Correio Aéreo Nacional (CAN), permanece com a missão de assegurar a presença da FAB nos mais diversos rincões do Brasil, o que levou o nosso Congresso, tocado por um forte espírito cívico, a exigir da Força Aérea Brasileira a continuidade da operação do Correio Aéreo Nacional, incluindo-o na Constituição de 1988.
Os fatos históricos permitiram que se criasse no País, no final da década de 30, uma atmosfera de questionamento sobre a arma aérea, e de que forma deveria ela ser administrada pela Nação.
Debates calorosos ocorreram, tanto no Clube Militar como através dos jornais da época, movidos por aviadores militares das duas Aviações Militares - Marinha e Exército - que buscavam defender posições: se as armas aéreas deveriam continuar no âmbito das duas Forças, ou se elas deveriam agrupar meios aéreos de ambas e constituir uma arma única e independente, vindo a ser a única a administrar a atividade aérea no Brasil.
A segunda corrente prevaleceu, tornando-se vitoriosa no dia 20 de janeiro de 1941, quando foi criado o Ministério da Aeronáutica, tendo como primeiro titular da pasta um civil - Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho. Esta foi a solução adotada pelo Governo de então para manter as duas Forças em harmonia.
Os anos seguintes permitiram um engrandecimento do setor aeronáutico brasileiro, tendo sido criada uma respeitável infra-estrutura por todo o País, aumentando a capacidade tecnológica e organizando toda a aviação civil e militar.
O Ministério da Aeronáutica manteve-se atuante até 10 de junho de 1999, quando foi criado o Ministério da Defesa. A partir de então, passou a ser denominado Comando da Aeronáutica, tendo como primeiro Comandante o Ten.-Brig.-do-Ar Walter Werner Bräuer.

O Correio Aéreo Nacional
Com a criação do Ministério da Aeronáutica em 20 de janeiro de 1941, pela fusão da antiga arma da Aviação Militar do Exército com a da Aviação Naval da Marinha, o Correio Aéreo foi transferido para este órgão e recebeu a denominação com que ficou conhecido: Correio Aéreo Nacional. A sua direção ficou afeta à Diretoria de Rotas Aéreas, cujo diretor foi o Brigadeiro Eduardo Gomes. A partir de então, em abril de 1943 as linhas foram estendidas até ao rio Tocantins e Belém do Pará, e desta última até Caiena, com escalas em Macapá e Oiapoque. Em maio de 1945 foi aberta uma nova linha internacional, que ligava a região Centro-Oeste a Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
O grande impulso do CAN registrou-se após o término da Segunda Guerra Mundial, com a entrada em serviço das aeronaves bimotoras monoplano C-45 Beechcraft e Douglas C-47, com maior capacidade de carga e autonomia de voo.No ano seguinte, a linha para a Bolívia era estendida até à capital, La Paz, empregando aeronaves C-47 no trajeto Rio de Janeiro - São Paulo - Três Lagoas - Campo Grande - Corumbá - Roboré - Santa Cruz de la Sierra - Cochabamba - La Paz. Em 1947 foi aberta a linha que conduzia ao então território do Acre; em 1951, a linha internacional para Lima, no Peru. Em novembro de 1952 era aberta a linha para o rio Araguaia, inciando-se o apoio do CAN aos postos do antigo Serviço de Proteção ao Índio na rota Rio de Janeiro - Belo Horizonte - Uberaba - Goiânia - Aruanã - Conceição do Araguaia - Las Casas - Gorotire. Nesse mesmo ano era aberta a linha Rio de Janeiro - Manaus, que se estendia até Boa Vista e, em seguida, a linha até ao Rio Negro, esta com o emprego dos lendários monoplanos bimotores anfíbios CA-10 Catalina. A função desta linha era a de apoiar as populações indígenas e as missões religiosas nos vales dos rios Negro e Uaupés. Estas aeronaves seriam posteriormente transferidas da Base Aérea do Galeão para a Base Aérea de Belém, intensificando o serviço na região Amazônica, assim como o apoio aos pelotões de fronteira do Exército e às populações ribeirinhas.
Em 1956, foi aberta a linha para Montevidéu, no Uruguai; em 1957, uma linha internacional especial até à região do canal de Suez para atender o chamado "Batalhão Suez" que, a serviço das Forças de manutenção da paz das Nações Unidas, se encontrava em operações na Faixa de Gaza. Esta última foi atendida mensalmente com o recurso a aeronaves monoplano quadrimotores B-17 durante três anos, até à entrada em operação dos Douglas C-54.
Em 1958, eram iniciadas as linhas para Quito, no Equador, e para os Estados Unidos da América.

Aeronaves
Com a entrada em operação dos quadrimotores Douglas C-54, e posteriormente dos Douglas C-118 na Força Aérea Brasileira, com maior capacidade de carga, maior autonomia de voo e melhores aviônicos, iniciou-se uma nova etapa para o CAN. Puderam ser melhor atendidas as linhas que ultrapassavam a cordilheira dos Andes e o oceano Atlântico.
Com o C-54, em 1960, foi aberta a linha para Santiago do Chile, com escala em Buenos Aires. Em meados da década de 1960, foram adquiridas, na Grã-Bretanha, aeronaves turbohélice Avro C-91, que viriam a substituir as Douglas C-47 e as Beechcraft C-45 em determinadas rotas. Também nesse período, em 1965, entram em operação os Lockheed C-130 Hercules, que não apenas ampliaram o raio de ação do CAN, mas também a sua capacidade de transporte de pessoal, carga e equipamentos pesados, não apenas para todos os quadrantes do território brasileiro, mas que, na década de 1980 alcançaram o continente Antártico, no contexto do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).Em 1968 entraram em operação as aeronaves bimotor turbohélice C-115 Buffalo, que pela sua robustez e versatilidade atenderam principalmente a região Amazônica. Posteriormente, na década de 1980, entraram em operação aeronaves Embraer C-95 Bandeirante e C-97 Brasília, que passaram a atender muitas das linhas vicinais do CAN. Para o atendimento às linhas-tronco, em 1985 foram adquiridas à Varig quatro Boeing 707, ampliando a eficácia no atendimento logístico e de trasporte de pessoal.
Em 2004, entraram em operação os birreatores Embraer ERJ-145, substituido os Avro C-91, iniciando-se novas linhas internacionais.Mais recentemente, para atendimento aos pontos extremos do território, entraram em operação os bimotores turboélice C105-A Amazonas e Cessna C-98 Caravan, devido às suas capacidades de pouso e decolagem em pistas curtas.Herança de pioneirismo e visão de futuro legadas desde 1931, o CAN tem executado, ao longo de várias décadas, um trabalho de integração das regiões mais afastadas, e tem possibilitado a presença da ação governamental em todos os cantos do País.
Esta obra adquiriu tal relevância para o corpo social brasileiro que, em todas as Constituições Federais promulgadas desde a criação do Correio Aéreo, consta esse serviço como atribuição expressa do Comando da Aeronáutica.
A Aviação de Transporte da Força Aérea Brasileira cumpre as missões relacionadas ao CAN usando vários tipos diferentes de aeronaves no atendimento às comunidades situadas, principalmente, na Amazônia e no Pantanal. Lá, onde a distância e as carências de toda ordem se fazem mais significativas, o transporte de remédios, de alimentos e de pessoas configura a indispensável participação do Comando da Aeronáutica na integração e no progresso do nosso País.

Fontes: www.fab.mil.br e wikipédia

sábado, 11 de junho de 2011

Aeronaves

Aeronaves Leves Esportivas é a nova categoria no Brasil
A partir de 1º de junho de 2011, a ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil começou a implantar, de forma experimental, a nova categoria de aeronave intitulada Aeronaves Leves Esportivas (Light Sport Aicraft, na sigla em inglês) e que substituirá a categoria dos atuais ultraleves. A introdução da categoria abre a possibilidade de comercialização de aeronaves não-certificadas entregues prontas ao comprador e incentivará o surgimento de novos fabricantes.
Na nova classificação, a aeronave será menos complexa (por exemplo, o trem de pouso e o passo da hélice serão fixos) e mais leve (o peso máximo de decolagem será até 600 kg, contra 750 kg dos atuais ultraleves) e terá que cumprir normas internacionais. Todas as normas adotadas serão da ASTM (American Society for Testing and Materials, órgão norte-americano de normatização), desenvolvidas junto com à autoridade americana de aviação civil e ao público geral.
Nesta fase inicial, a emissão dos certificados para aeronaves leves esportivas experimentais não mudará os certificados de piloto, permanecendo as mesmas habilitações utilizadas hoje para aeronaves ultraleves: o Certificado de Piloto Desportivo ou um Certificado de Piloto de Recreio, que são os certificados mais simples e acabam servindo como porta de entrada de vários pilotos no mundo da aviação.
A ANAC ressalta que a categoria leve esportiva inclui dois tipos de aeronaves: experimentais e especiais. No atual momento serão emitidos exclusivamente certificados das experimentais – no caso das especiais, que podem executar atividades remuneradas, serão implantadas apenas após a publicação de toda a regulamentação relacionada com tal categoria.
A criação da nova categoria faz parte de um esforço da ANAC para revisão e atualização da legislação sobre aeronaves esportivas. Apesar de a regulamentação da categoria ainda não estar totalmente publicada, a ANAC decidiu que há previsão no texto em vigor (especialmente no RBHA 103A) para que as mudanças comecem a ser executadas imediatamente.

Fonte: www.anac.gov.br

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carreiras na Aviação

Gol abre inscrições para programa de estágio
A Gol abriu 20 vagas de estágio do Programa Gol de Talentos. As inscrições vão até o dia 24 de junho de 2011 e podem ser realizadas pelo site www.voegol.com.br ou no endereço eletrônico da Dreves & Associados www.dreves.com.br. A empresa busca pessoas alinhadas aos seus princípios, que saibam trabalhar em equipe, comprometidas e bem informadas. Além disso, valoriza o dinamismo, a proatividade e ideias arrojadas que tragam resultados diferenciados ao negócio.As vagas estão distribuídas nas diversas áreas de negócio da empresa, como foco em desenvolver competências importantes para um profissional de alta performance. Para isso, os estagiários serão envolvidos em treinamentos específicos, além de ter a oportunidade de desenvolver e implementar um projeto relevante para a companhia.Estudantes devem atender aos requisitos: Conclusão de curso prevista para 07/2013; Inglês intermediário (obrigatório) e espanhol (desejável); Disponibilidade de 6 horas diárias para trabalhar. Vagas disponíveis para São Paulo e Minas Gerais (Hangar de Confins). Há oportunidades em diversas áreas da GOL e os segmentos de atuação serão definidos de acordo com o perfil técnico e comportamental.
O estagiário receberá: Bolsa-auxílio compatível com o mercado, Vale-transporte, Vale-refeição, Recesso remunerado, Benefício viagem.

Visite: www.voegol.com.br e www.dreves.com.br

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Jogos Mundiais Militares - Rio 2011

Rally aéreo envolve 10 países
Os 5º Jogos Mundiais Militares terão, no dia 17 de julho de 2011, dez países envolvidos em um desafio em alta velocidade. Aviões A-29 Super tucano vão cortar os céus do Rio de Janeiro, mostrando a habilidade de pilotos e de navegadores no rally aéreo, a prova especial da modalidade do Pentatlo Aeronáutico. A competição terá início às 9h, no Campo dos Afonsos e vai terminar na Base Aérea de Santa Cruz (BASC), na Zona Oeste da cidade.
O rally aéreo testa os conhecimentos dos atletas em navegação militar e operacional. Cada equipe é composta por quatro militares, que fazem o planejamento da navegação duas horas antes da decolagem. Os aviões irão decolar de 20 em 20 minutos, cinco decolagens pela manhã e outras cinco a tarde.Na prova, o piloto tem de passar por três pontos no circuito, em formato de um triângulo, em uma média de 40 minutos. O país-sede da competição fornece os pilotos e as aeronaves. Quem compete no rally aéreo é o navegador, que passa todas as instruções em inglês pela fonia para o comandante do avião. Parece fácil, mas não é pelo simples fato de que o Super tucano precisa sobrevoar os dois pontos de controle na posição vertical. Se ele estiver atrasado ou adiantado, o país competidor perde pontos, assim como se estiver na lateral.
A equipe brasileira de Pentatlo Aeronáutico está otimista com a prova, já que vem de uma sequência de bons resultados nos mundiais. Neste ano, o grupo obteve a primeira colocação no Campeonato Nórdico de Pentatlo Aeronáutico. No rally aéreo, o navegador é o Capitão Eduardo Utzig Silva.
“A chance de conquistar o primeiro lugar na competição é muito grande. O Brasil conquistou o 2º lugar geral no Campeonato Mundial, no ano passado, e vinha de uma série de vitórias”, afirma o chefe da equipe de Pentatlo Aeronáutico, Tenente Coronel Aviador Paulo Roberto Gonzaga de Oliveira.
Os 5º Jogos Mundiais Militares do CISM serão o maior evento esportivo militar já realizado no Brasil. O evento acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, de 16 a 24 de julho de 2011, e reunirá cerca de 8 mil participantes. Serão aproximadamente 6 mil atletas e 2 mil delegados vindos de mais de 100 países. Vinte modalidades esportivas serão disputadas, algumas inéditas em jogos mundiais militares, como o vôlei de praia. O Brasil deverá participar com 250 atletas e estará representado em todas as modalidades.
A escolha pelo Brasil para sediar os 5º Jogos Mundiais Militares aconteceu em maio de 2007, em Burkina Faso, na África Ocidental, durante reunião do CISM – Conselho Internacional do Esporte Militar (da sigla em francês para Conseil International du Sport Militaire).
O País disputou com a Turquia o direito de sediar os jogos. No julgamento final, a infraestrutura esportiva já estabelecida no Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos, a experiência na realização de grandes eventos e o apoio demonstrado pelas autoridades locais ao projeto foram decisivos para a vitória do Brasil.

Pesquise: Blog do NINJA-Núcleo Infantojuvenil de Aviação em 12/03/2011

Visite: www.rio2011.com.br

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Associações

APPA busca mais associados
Fundada em 1972, a APPA – Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves – tem a missão de representar a aviação geral junto aos órgãos gestores da aviação civil. Atualmente, em um mercado de aproximadamente 30 mil pilotos, ela mantém apenas 180 associados. “Queremos formar uma APPA forte, assim como a AOPA“, afirma George Sucupira, presidente da entidade brasileira, com a missão de buscar mais associados para a entidade. Mas a missão é ingrata. A Aircraft Owners and Pilots Association, a qual o executivo se refere, é uma associação similar a APPA que, até o final de 2009, congregava 414 mil associados. Na aviação desde 1960 e movido pela paixão, Sucupira luta para reunir outras associações e clubes em torno da APPA para, assim, melhorar a representatividade do órgão. Apesar das dificuldades, a APPA conseguiu alguns avanços para o setor, entre eles a liberação do voo IFR de monomotor. “O problema é que todos usufruem do que foi conquistado pela minoria”, lamenta. A associação é filiada à IAOPA – Conselho Internacional das Associações de Pilotos e Proprietários de Aeronaves –, entidade que congrega 68 países e mantém várias associações de pilotos. Além disso, faz parte do conselho da ICAO – Organização Internacional de Aviação Civil (sigla em inglês). Participa de vários fóruns, além do conselho consultivo da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil e do conselho superior do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo.

Perspectivas
De acordo com Sucupira, nos próximos oito anos, 73% dos pilotos, mecânicos e controladores de tráfego aéreo vão se aposentar por tempo de serviço. Até 2025, teremos um acréscimo de 155 mil aeronaves na frota mundial de aviação civil. Com isso, será necessário formar 500 mil pilotos para suprir a demanda. O berço da aviação civil é a aviação geral. É ali que se formam pilotos e mecânicos. Ela está ligada às pessoas que não têm lucro com a aeronave e a utiliza para fim próprio. Foi a aviação geral quem fez a aviação civil brasileira, avalia o presidente da APPA. Em uma nação de dimensões continentais como o nossa, os transportes ferroviário, rodoviário e marítimo são ineficazes. Na Amazônia, por exemplo, duas cidades podem ser ligadas de avião em 1h10. De barco, são 36 horas. Quem faz isso são as aeronaves pequenas. Essa aviação geral é que consolida a integração do Brasil. Ela fomenta empregos, desenvolve uma determinada região e incentiva uma nova geração que quer aprender a voar. Isso tudo sem causar nenhum dano a ninguém.

Pesquise: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA de 08/12/10

Fonte: http://aviaorevue.terra.com.br

Visite: www.appa.org.br

terça-feira, 7 de junho de 2011

Espaço

Astronauta brasileiro Marcos Pontes - Retorno Soyuz

A Soyuz afasta-se da Estação Espacial Internacional lentamente (cerca de dez centímetros por segundo). O primeiro astronauta brasileiro, o Tenente Coronel Aviador Marcos Pontes, está no módulo central com os outros dois tripulantes, perto da “janela” que aparece pouco abaixo do centro da imagem. São as primeiras cenas, inéditas até agora, da viagem de retorno da histórica Missão Centenário, realizada em 2006.

O registro foi feito pelo russo Pavel Vinogradov, a bordo da Estação Espacial, com equipamento de alta definição, e inclui ainda as cenas da re-entrada da Soyuz – os módulos deixados pelo caminho são desintegrados pela alta temperatura (cerca de 4.000º C). A Soyuz é o ponto luminoso mais à frente do rastro luminoso.

A viagem de volta da Estação Espacial Internacional durou cerca de três horas. São necessárias duas órbitas completas para o teste dos sistemas e 26 minutos para a re-entrada. Durante o procedimento, a Soyuz atinge uma velocidade de até 28 mil km/h. “Não há muito som, exceto a estrutura vibrando. É possível ver partes [dos módulos deixados] derretendo. Às vezes, gruda no vidro. É metal derretido”, explica o astronauta Marcos Pontes. A temperatura interna varia de 22º a 35º C.

A Missão Centenário ocorreu em 2006 e recebeu o nome em homenagem aos 100 anos do voo do 14 Bis, aeronave desenvolvida pelo brasileiro Alberto Santos Dumont. No período em que permaneceu na Estação Espacial Internacional, o astronauta realizou diversos experimentos selecionados pela Agência Espacial Brasileira (AEB).

Em menos de 30 minutos, a Soyuz passou pelo continente Americano, cruzou o oceano Atlântico, o norte de África e a Turquia, até chegar ao deserto do Cazaquistão. Dentro do módulo, os três tripulantes foram submetidos a seis vezes a força da gravidade, ou seja, uma pessoa com 70 kg teria a sensação de estar pesando 420 kg.

Concurso
A história completa dessa viagem está no livro “Missão Cumprida”, lançado em 2011 pelo astronauta Marcos Pontes, nas comemorações dos cinco anos da missão. Para marcar a data, a Força Aérea Brasileira irá sortear três livros (“É Possível – Como Transformar seus Sonhos em Realidade”) autografados pelo astronauta, por meio de uma campanha no Twitter.

Participe do sorteio de 8 de junho (dois livros). Os ganhadores serão avisados pelo Twitter.
Para participar é só retuitar:
RT Eu sigo @portalfab e concorro ao livro #AstronautaMarcosPontes É possível! Vídeo inédito da missão - http://youtu.be/cNTx9NyUllg

Pesquise: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA de 29/03/11, 02/04/11 , 01/05/11 e 03/05/11 .

Fonte: Agência Força Aérea

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Paris Air Show

EMBRAER e CECOMPI participam do maior evento da indústria aeroespacial
Entre os dias 20 e 26 de junho de 2011 acontece o salão Paris Air Show, em Le Bourget, na França, o maior evento do setor da aviação e indústria aeroespacial mundial, reunindo 2 mil expositores. O Cecompi e a Embraer participarão da feira na expectativa de mais vendas no exterior.
O Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista) se prepara para sua maior participação no evento, que acontece de dois em dois anos. “A expectativa é muito boa já que, em 2009, participamos do salão com o setor em recuperação. Agora, com o mercado aquecido, esperamos fechar acordos e formar novas parcerias”, afirmou Agliberto Chagas, diretor executivo do Cecompi, ao jornal O Vale. O Cecompi é gestor de um aglomerado de empresas do setor aeroespacial e estará representado por 15 empresas em um estande de 200m.
A Embraer, além de fechar negócios com empresas do exterior, vê o salão de Le Bourget como forma de analisar o mercado dos concorrentes. Pelo porte do evento, as principais empresas do setor anunciam suas novidades durante a feira. Todo o catálogo de produtos da empresa estará disponível em Paris. Será apresentada a sua linha de jatos executivos - como o Phenom 300 (foto) - e comerciais além de sua divisão de Defesa e Segurança. As últimas edições do Paris Air Show foram marcadas por anúncios bilionários da Embraer com companhias do setor.

domingo, 5 de junho de 2011

Especial de Domingo

IEAv: 29 anos e novos projetos
O 14-X, Veículo Demonstrador de Propulsão a Laser (DVPL) e o software de planejamento de missão aérea PMA II são projetos do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) que, ao completar 29 anos(na última quinta-feira, 2 de junho), mostra que conquistou o seu espaço no cenário científico nacional e internacional.
A cidade de São José dos Campos (SP) se tornou um dos pólos de produção de projetos de ponta, que colocaram os pesquisadores da Força Aérea Brasileira (FAB) e do IEAv entre os melhores em suas especialidades no mundo. O grande foco da unidade é a utilização de diversas áreas do conhecimento, como Fotônica, Física Aplicada, Aerodinâmica e Hipersônica, no desenvolvimento da ciência e tecnologia aeroespacial.
O projeto mais recente tem como base a utilização da nanotecnologia como uma nova maneira de medir a aceleração de um foguete em rota para o espaço. O termo nanotecnologia vem do nanômetro, medida que equivale a mais ou menos um bilionésimo do metro. É como comparar o tamanho da Lua com o de uma bola de futebol. Esta medida, invisível aos nossos olhos, é aplicada em produtos tão díspares quanto processadores e placas de vídeo de computadores, cosméticos, equipamentos médicos, raquetes de tênis e, no caso do projeto do Instituto, foguetes.O “acelerômetro” do instituto utiliza um sensor que detecta a aceleração de uma nanomassa, ou seja, uma partícula que mede um nanômetro. O resultado é uma alteração nas propriedades da matéria, que é medida em m/s², a mesma da aceleração da gravidade. "O foguete tem uma plataforma inercial, que possibilita o controle da direção e altitude do veículo. Ela tem dois sensores, o giroscópio e o acelerômetro. Atualmente, o Brasil tem desenvolvido os giroscópios, mas não temos os acelerômetros. Com o Projeto Acelerad, teremos uma plataforma totalmente nacional" , explica o Diretor do IEAv, Coronel Engenheiro Antonio Sala Minucci. Outra novidade, esta para o ano que vem, é o mestrado nas áreas das divisões do Instituto (Aerotermodinâmica e hipersônica, Energia Nuclear, Física Aplicada, Fotônica e Geointeligência). Os laboratórios do Instituto já são utilizados para o desenvolvimento de teses de mestrado de outras instituições, caso do mestrado em Nanotecnologia da aluna do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Keila Beatriz Garcia Leite. Sob orientação do pesquisador do IEAv, Dr. Milton Sergio Fernandes de Lima, Keila desenvolveu um dispositivo que pode ser usado para a produção de nanopartículas de titânio, destinadas à aplicações estruturais aeroespaciais.

Outras atividades

As atividades brasileiras em hipersônica têm como representantes o projeto 14-X e os ensaios hipersônicos com propulsão a laser, em colaboração com o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea Americana. No futuro, os sistemas de propulsão para altas velocidades em ar aspirado serão utilizados em veículos para o transporte de cargas para o espaço, em substituição com vantagem aos foguetes tradicionais. De acordo com o Coronel Sala, a propulsão a laser é um método limpo, já que a luz do laser propele o veículo, dispensando a utilização de propelentes tóxicos/explosivos. Mesmo no caso do veículo 14X, em que é utilizado o hidrogênio como combustível, o resultado da combustão será o vapor de água.“O Brasil é o único país do mundo que faz ensaios de propulsão a laser em túneis de vento supersônicos [o túnel T3]. Poucos países detêm o domínio da tecnologia”, explicou o Coronel Sala.
O PMA II foi projetado para facilitar e padronizar o processo de planejamento de missões aéreas nas organizações militares da FAB. Ele pode ser utilizado tanto para missões do dia a dia dos esquadrões quanto em manobras coordenadas.
No dia 27 de maio, o IEAV realizou cerimônia militar alusiva à data, presidida pelo Tenente Brigadeiro do Ar Ailton dos Santos Pohlmann, com a presença de diversas autoridades civis e militares.

Estudos Aeroespaciais
Pode-se dizer que as atividades do Instituto de Estudos Avançados, criado em 2 de junho de 1982, começaram dez anos antes, com a Divisão de Estudos Avançados, no Centro Técnico Aeroespacial (CTA). A inauguração da nova sede da Divisão impulsionou os estudos em ciência pura e aplicada. Em 22 de outubro de 1981, ela passou a operar como Laboratório de Estudos Avançados do CTA. No mesmo ano, o laboratório foi transferido para São José dos Campos (SP).
A data de criação do IEAv marca a mudança de laboratório para parte integrante do CTA. A transferência do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento (DEPED) de Brasília (DF) para São José dos Campos (SP) promoveu uma reestruturação organizacional que extinguiu o Centro Técnico Aeroespacial e criou um novo órgão, o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial. O IEAv passa, então, a atuar como organização militar do Comando da Aeronáutica, com subordinação ao Comando-Geral, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Saiba mais sobre o Instituto no site www.ieav.cta.br e no canal da FAB no Youtube.

Fonte: CECOMSAER

sábado, 4 de junho de 2011

Aeroportos

Primeiro aeroporto internacional privado será no RN
Julho é o mês em que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) promete divulgar o nome do consórcio que vai construir e explorar o primeiro aeroporto internacional privado do país e o maior da América Latina: o Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante, localizado no município de mesmo nome e distante 17 km de Natal, uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.O leilão está previsto para acontecer no dia 19 de julho. E, de acordo com o edital publicado no último dia 12 de maio, o lance mínimo é de R$ 51,7 milhões; o contrato deve ser celebrado em 21 de outubro. A concessão à iniciativa privada será válida por 28 anos, sendo os três primeiros anos reservados para a construção da infraestrutura.O novo aeroporto, que deve “aposentar” o atual (Aeroporto Internacional Augusto Severo, localizado no extremo oposto, em Parnamirim, zona sul da Grande Natal), começou a ser construído em 1995. O governo federal já investiu R$ 84 milhões em terraplanagem e construção de pistas. Investidores e operadores de países como Alemanha, Estados Unidos, Argentina, França e Itália, além de grandes grupos brasileiros, devem disputar o certame.O novo aeroporto deve ficar pronto antes da Copa do Mundo de 2014. As empresas aéreas também já estão de olho no novo aeroporto, que deve representar uma economia de 30% em combustível nos voos que saem da Europa, segundo técnicos da Anac, que ainda projetam a criação de cerca de 20 mil empregos diretos. O investimento total deve chegar a R$ 1 bilhão. A íntegra do edital pode ser acessado no site da Anac: www.anac.gov.br

Fonte: www.copa2014.org.br

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Biblioteca NINJA

Além dos Manuais
Uma conversa sobre segurança de voo
A “conversa” do título está longe de ser uma força de expressão. O diálogo, aliás, torna-se o verdadeiro protagonista de cada uma das 260 páginas da obra de autoria do Tenente-Brigadeiro Nelson de Souza Taveira, antigo piloto de diferentes aviações da FAB, além de engenheiro aeronáutico. Para tratar do tema que desperta tanta atenção, o autor escolheu um formato bastante original. “Além dos Manuais” (publicado recentemente pelo Somos Editora) se conduz pela interação entre o avô (Taveira) e o neto, Luis Filipe, também piloto. Como se fosse uma conversa de casa, o leitor passa a se sentir em família a discutir o assunto, metáfora apropriada para tratar da família-aviação.A obra é entrelaçada por ensinamentos, sejam eles na forma de comentários ou análises, inclusive baseados em acidentes ocorridos no Brasil e no exterior. Aliás, como já se difunde, a filosofia principal da prevenção é avaliar fatores que contribuíram para um acidente. A obra, como enfatiza o autor, tem como público-alvo pilotos mais jovens, de forma que multipliquem o conhecimento.O Brigadeiro adianta na apresentação que alguns diálogos trazidos têm finalidade didática e nunca existiram. Mas isso torna-se detalhe inobservável da narrativa. “Este é o relato das muitas conversas sobre aviação que eu gostaria de ter tido com o meu neto”. A verdadeira conversa é com o leitor. “Tudo o que procurei transmitir foi feito de boa fé, nos limites de minha experiência”, escreveu.O livro está dividido em duas partes: piloto militar e aviação civil. Traz observações das várias fases do voo, da decolagem ao pouso. Para tornar o assunto menos complexo, as conversas com os interlocutores acontecem justamente para dirimir as dúvidas, como de fórmulas matemáticas. A obra já foi bem recebida pelo setor aéreo. “Tive a sensação de constatar que, ao contrário da aridez da maioria dos livros técnicos, o trabalho do brigadeiro Taveira era provido de intensa carga afetiva”, disse o diretor do Centro Tecnológico da Aviação Civil de Brasília, Adair Geraldo Ribeiro. “Para os pilotos, sua leitura motiva o crescimento intelectual e convida ao contínuo aperfeiçoamento”, considerou o piloto civil Batista Jensen.Da leitura, uma das sensações que ficam é de responsabilidade com futuras gerações. Como todo bom avô faz, em que se pede que o neto preste atenção e tome cuidado em seus caminhos. “Meus netos se acostumaram a me chamar de babo (papai em italiano)”. Com a publicação, o leitor ganha um babo de cabeceira.

Fonte: Agência Força Aérea

Visite: Somos Editora

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Aeroportos

Governo privatizará aeroportos
O governo federal informou a decisão de conceder à iniciativa privada os aeroportos de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinas, SP) e Brasília (DF). De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) as concessões serão feitas por meio de sociedades de propósito específico (SPE), constituídas por empresas privadas que se encarregarão da gestão desses aeroportos e pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que terá participação até 49% em cada aeroporto.
A SPE será uma empresa privada que ficará responsável por novas construções e pela gestão desses aeroportos. A metodologia e os critérios do edital de concessão deverão estar prontos em dezembro de 2011.
De acordo com o governo, as medidas visam a atender a demanda para os próximos anos, inclusive para o período da Copa do Mundo de 2014. Continuam os estudos para concessão de mais dois aeroportos: Confins (MG) e Galeão (RJ).

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Aeronaves

Boeing começa testar o gigante 787 Dreamliner
A Boeing e a ANA (All Nippon Airways) anunciaram o início de um trabalho conjunto para comprovar a capacidade técnica do Boeing 787 Dreamliner antes da aeronave entrar em serviço comercial. Para isso, as empresas simularão operações em vários aeroportos do Japão. O início das simulações está previsto para a semana de quatro de julho. O programa incluirá voos para o aeroporto de Haneda, em Tóquio, além de aeroportos em Osaka (Itami e Kansai), Okayama e Hiroshima. Esta será a primeira aparição do Dreamliner no Japão.
A ANA é cliente de lançamento do 787 e tem encomendas para 55 aeronaves. A Boeing planeja entregar o primeiro avião à companhia japonesa entre agosto e setembro de 2011. Durante a fase de testes, conhecida como Verificação de Aptidão Técnica para Serviço, funcionários da ANA executarão serviços de manutenção e reparos no Boeing 787 durante a validação, que inclui atividades típicas de manutenção em solo, verificação de padrões de manutenção nos hangares, reboque e reabastecimento das aeronaves entre outros.
No seu lançamento, mais de 670 unidades do Boeing 787 já haviam sido encomendadas por 48 companhias aéreas internacionais, fazendo dele o maior sucesso comercial da indústria aeronáutica mundial em todos os tempos. Será capaz de transportar de 200 a 350 passageiros, dependendo do modelo e da configuração do interior da aeronave. Será o primeiro avião comercial a ser fabricado primariamente com material composto e fibra de carbono. Substituirá os modelos Boeing 767 e 757. Planejado para ser uma aeronave de longo alcance, poderá fazer voos nonstop entre cidades muito distantes, que nunca tiveram ligação direta. Prevê-se que o alcance médio do Boeing 787 seja de 6,5 mil quilômetros e até 15 mil quilômetros, dependendo da versão.
O Boeing 787 é produzido com 50% de matérial composto e 20% de alumínio, 15% de titânio, 10% de aço e 5 % de outros materiais. O Boeing 777 possui somente 12% de materiais compostos e 50% de alumínio. Um fator interessante é que ele autodetecta erros e repassa imediatamente para o solo, fazendo com que assim o avião pousar, a equipe de manutenção saberá o que fazer nele.

Fontes: http://aeromagazine.uol.com.br/ e Wikipédia

terça-feira, 31 de maio de 2011

Tecnologia

Companhia aérea troca manuais em papel por iPads
A companhia aérea Alaska Airlines decidiu substituir os manuais de voo tradicionais por versões em formato eletrônico que seus pilotos poderão consultar nos iPads e que ajudarão a reduzir o peso nos aviões.
"Como parte de um contínuo esforço para usar a tecnologia e reforçar a segurança dos voos, aumentar a eficiência e proteger o meio ambiente, Alaska Airlines oferecerá iPads a seus pilotos", anunciou a companhia em comunicado.
O documento explica que os 600 g desses dispositivos substituirão os mais de 11 kg dos 41 manuais e documentos que os pilotos são obrigados a levar com eles em cada voo, enquanto que seu formato eletrônico permitirá fazer buscas mais rápidas pelos textos. Além disso, "atualizar estes materiais de referência agora poderá ser feito com um só clique na tela do iPad, substituindo o trabalhoso processo de folhear as páginas uma por uma", explicou a companhia aérea, que já provou a iniciativa entre alguns de seus profissionais e prevê distribuir os dispositivos da Apple entre todos seus pilotos até início de junho.
"Tínhamos estudado a ideia de um formato eletrônico dos documentos de voo durante anos, mas nunca tínhamos encontrado um dispositivo que realmente nos convencesse", explicou o vice-presidente de operações de voo do Alaska Airlines, Gary Beck, no comunicado. A empresa estuda também substituir os mapas físicos de navegação por versões eletrônicas para o iPad e assegura que ambas iniciativas poderiam economizar um grande consumo de papel e reduzir as dores musculares dos pilotos por carregar diariamente um material que pode chegar a 22 kg.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br

domingo, 29 de maio de 2011

Especial de Domingo

Os 61 anos do ITA
O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) comemorou, no dia 20 de maio de 2011, seu sexagésimo primeiro aniversário de criação. Na cerimônia, houve entrega de medalhas com a presença de autoridades, iteanos, professores, alunos, servidores e representantes de empresas. No evento, o Pró-Reitor de Graduação, Professor-Doutor Alberto Adade Filho, apresentou sua trajetória acadêmica e profissional. Os participantes receberam um poema intitulado 61 Anos de Instituto Tecnológico de Aeronáutica - Uma História Laureada!, de autoria do Tenente Coronel Especialista em Comunicações Francisco Antonio Ramos de Araújo, como lembrança do Aniversário do Instituto Tecnológico de Aeronáutica.

História
Há 61 anos, a Aeronáutica iniciou a preparação da primeira turma de engenheiros. No Brasil, os chamados “Anos Dourados” marcaram a chegada da televisão ao país, a efervescência cultural, a criação da Bossa Nova, a eleição do presidente Juscelino Kubistheck e os primeiros passos rumo à industrialização, com a população migrando do campo para as cidades. Foi no início dessa década que São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP), deixa de ser apenas uma estância climática para tratamento de pobres com tuberculose no Estado para seguir a vocação de pólo de desenvolvimento nacional. A transformação da cidade de 30 mil habitantes começou com a construção do Centro Técnico de Aeronáutica, idealizado pelo então Coronel-Aviador Casimiro Montenegro Filho.O CTA foi erguido para abrigar dois institutos científicos– um para o ensino superior, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e outro para pesquisa e desenvolvimento nas áreas de aviação militar e comercial (Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento - IPD). Com uma industria mínima, incapaz de fabricar até bicicletas, o Brasil iniciava os anos 50 buscando a formação de engenheiros aeronáuticos altamente qualificados, seguidos por novas especializações em eletrônica, mecânica, infraestrutura e computação, com visão de que esses primeiros passos seriam decisivos para o futuro do país.Ao longo de 61 anos, o ITA formou mais de 5.000 engenheiros, além de 2.500 mestres e doutores. As contribuições das pesquisas estão nas mais diversas áreas: telecomunicações, informática, infraestrutura aeroportuária, automação bancária, transporte aéreo e indústria automobilística. A solução para os motores a álcool, por exemplo, surgiu no CTA, na década de 70. Em 2011, o ITA dará mais um passo importante: os primeiros engenheiros aeroespaciais concluirão o curso, prontos para as demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais. “Saí de lá convicto de que José da Silva não é pior do que John Smith”, afirma o ex-ministro e um dos fundadores da EMBRAER, Ozires Silva, ex-aluno do ITA.

“Plano Smith”
A concepção do CTA surgiu em meados da década de 40 por meio do Coronel-Aviador Casimiro Montenegro. A ideia era criar uma escola de engenharia aeronáutica nos modelos do Massachussets Institute of Technology (MIT) e o Wright Field, nos Estados Unidos. À frente do seu tempo, o Coronel Casimiro Montenegro lutou para que o país alcançasse, além do avanço tecnológico, desenvolvimento educacional e científico.“O professor repetia sempre que se o Brasil quisesse fabricar aviões deveria, antes, fabricar engenheiros e técnicos”, lembra o ex-aluno de Casimiro, Ozires Silva.
O Ministério da Aeronáutica contratou, em 1945, o professor americano Richard Herbert Smith, do MIT, para estruturar um plano de criação de um instituto e um centro de tecnologia aeronáutica. O CTA seria o braço científico e técnico do Ministério da Aeronáutica.O anteprojeto de construção da unidade em São José dos Campos levou a assinatura de Oscar Niemeyer. As obras foram iniciadas em 47 e o primeiro instituto do CTA, o ITA, foi concluído em 1950. Em 1953, saiu do papel o primeiro órgão nacional voltado para a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologia aeronáutica: o Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento. Mais tarde, o Departamento de Aeronaves desse instituto deu origem à EMBRAER, criada em 1969.
Ao longo dos primeiros 10 anos, o ITA firmou-se como uma escola de engenharia diferenciada. Adotava a estruturação acadêmica por departamentos. Professores e alunos moravam no campus, o que facilitava o regime de dedicação exclusiva e a interação inédita entre mestres e estudantes. A concessão de bolsas aos alunos foi outro ponto importante e inovador. Diferentemente da maioria das escolas de engenharia do país, o ITA tinha um currículo dinâmico que se renovava anualmente. O sucesso do modelo influenciou a orientação do ensino superior no país. Teve reflexos ainda na composição do novo currículo do curso de engenharia aprovado em 1976. A pós-graduação do ITA, estruturado no modelo americano, também foi pioneiro no país e influenciou a pós-graduação brasileira.

Homenagem a Servidores
Na cerimônia em comemoração aos 61 anos, a medalha dourada, instituída em 2010, em formato circular, com a logomarca do ITA, foi entregue a servidores com 35 e 30 anos de serviços prestados ao ITA. Receberam a condecoração os Professores-Doutores Takashi Yoneyama, Luiz Carlos Sandoval Góes e Alberto Adade Filho. Também foram homenageados o Professor Eduardo Hisasi Yagyu, o Técnico em Ciência e Tecnologia, Mário Monteiro da Silva Filho, a Professora-Doutora Tânia Nunes Rabello, além da Assistente em Ciência e Tecnologia Erena Luzia Nakashima. O Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente Brigadeiro do Ar Ailton dos Santos Pohlmann, também entregou medalhas militares ao Coronel Aviador Carlos Magno Vilela do Nascimento (medalha de ouro por mais de trinta anos), Major Aviador Sandro Rondon Rett e Capitão Especialista em Comunicações João Batista do Porto Neves Júnior (medalha de prata por mais de vinte anos de serviços prestados). A medalha militar, criada em novembro de 1901, destina-se a recompensar por bons serviços prestados, oficiais e praças da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, em serviço ativo, conforme o tempo de serviço.

Pesquise: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação em 27/06/2010

Fonte: ITA

sábado, 28 de maio de 2011

Carreiras na Aviação

Infraero terá concurso para níveis médio e superior

A Infraero anunciou que fará uma seleção nacional, mediante publicação de edital. A empresa contratada para elaborar as provas foi a Fundação Carlos Chagas (FCC). De acordo com o quadro de vagas da seleção divulgado pela empresa, serão abertas vagas de nível médio para profissionais das áreas de Navegação Aérea e Tráfego Aéreo. Aqueles que possuem nível técnico poderão se candidatar aos postos de profissional de Segurança do Trabalho, de Engenharia e Manutenção e de Meteorologia.
Já aqueles que possuem nível superior completo poderão tentar uma vaga de analista nos cargos de arquivista, assistente social, biólogo, jornalista, publicitário, relações públicas, pedagogo, administrador, advogado, auditor, contador, economista, médico do trabalho, analista de sistemas, arquiteto, engenheiro civil, engenheiro elétrico e engenheiro mecânico, entre outros.
A remuneração inicial oferecida varia entre R$ 1,9 e R$ 4,8 mil. Além disso, os servidores também receberão benefícios como vale alimentação (R$ 669,50), cesta alimentação (R$ 44,63), auxílio combustível de R$ 150 ao mês, programa de auxílio odontológico e programa de auxílio babá. Os novos servidores serão regidos pelos preceitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
A Infraero é empresa pública nacional vinculada à Secretaria de Aviação Civil. Sediada em Brasília, está presente em todos os Estados brasileiros, reunindo uma força de trabalho de aproximadamente 36.744 profissionais, entre empregados concursados (13.480) e terceirizados (23.294). A empresa administra 67 aeroportos, 69 Grupamentos de Navegação Aérea e 51 Unidades Técnicas de Aeronavegação, além de 34 terminais de logística de carga.

Fonte: Correioweb/Papo de Concurseiro

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Carreiras na Aviação

EPCAR abre inscrições para 215 vagas
Estudantes interessados em completar o ensino médio em uma das melhores escolas federais do país podem concorrer às vagas oferecidas pela Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG). As inscrições para o concurso deste ano estarão abertas de 3 de junho a 4 de julho. No total, serão oferecidas 215 vagas.
A EPCAR prepara jovens para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), que funciona em Pirassununga (SP). No Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2009, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar ficou em oitavo lugar entre as escolas públicas federais de ensino médio no país. No Brasil todo, levando-se em conta colégios públicos e privados, a EPCAR aparece entre as cem melhores instituições de ensino (87ª posição), em um total de mais de 25 mil escolas avaliadas pelo Ministério da Educação.
O edital do concurso, formulário de inscrição e o detalhamento das instruções e condições do exame estão disponíveis na internet (www.fab.mil.br e www.epcar.aer.mil.br), na seção “Concursos”. O Guia de Profissões Militares da Força Aérea Brasileira, também disponível no portal, traz um capítulo sobre o funcionamento da EPCAR e fala da a rotina dos alunos que estudam em Barbacena.
Na EPCAR, além da formação com disciplinas regulares, como matemática, história, geografia, português e inglês, os jovens recebem ainda fundamentos militares. Durante o curso, o aluno ganha salário (remuneração fixada em lei), alimentação, alojamento, roupas de uniforme e assistência médico-hospitalar e dentária. Desde sua criação, cerca de 480 mil candidatos prestaram o concurso da EPCAR.

Visite: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação em 25/05/10 e 06/01/11.

Fonte: Agência Força Aérea

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Tecnologia

IFI promove Curso Avançado de Gestão em Propriedade Intelectual
Como parte de um acordo de Cooperação Técnica entre o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), por intermédio do Núcleo de Inovação Tecnológica do DCTA, promoveu no período de 16 a 19 de Maio de 2011, o Curso Avançado de Gestão em Propriedade Intelectual.
O curso concluiu uma série de três níveis de formação, compostos pelos níveis básico e intermediário, já realizados no DCTA e se destinou a gestores de tecnologia, gerentes de projetos de P&D e pesquisadores que desenvolvem tecnologia passível de proteção por direitos de propriedade intelectual, atuantes nos institutos do DCTA.
Os módulos do curso foram ministrados por instrutores do próprio INPI, da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) cujo objetivo foi apresentar uma visão dos contratos de transferência e licenciamento de tecnologia, incentivos fiscais existentes e a importância da utilização de financiamentos para o desenvolvimento de novas tecnologias. Assim como estratégias para elaboração de estudos de prospecção tecnológica.
O acordo prevê também uma oficina de redação de patentes e a realização de programas de orientação presencial do Centro de Documentação e Informação (CEDIN/INPI), intercâmbio de pós graduação, além de geração de relatórios de estudos de prospecção, monitoramento e/ou mapeamento tecnológico nas áreas de defesa dentre outros.

Fonte: DCTA/IFI

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Espaço

NASA apresenta nova nave espacial
A Agência Espacial norte-americana (NASA) anunciou o novo sistema que levará o homem para o espaço além da região da órbita terrestre baixa. A nave, chamada Multi-Purpose Crew Vehicle (MPCV) ou Veículo de Tripulação para Diversas Finalidades, tem desenho baseado na nave Orion, planejada como sucessora original dos ônibus espaciais no programa Constellation.
A nave é capaz de transportar quatro astronautas para missões de 21 dias e em seu retorno faria a aterrissagem no Oceano Pacífico, próximo à costa da Califórnia. Ela também é desenvolvida para ser 10 vezes mais segura que os ônibus espaciais durante o lançamento e o retorno à Terra.
O desenvolvimento do MPCV só é possível, segundo o comunicado da Nasa, pois a agência agora se concentra na exploração além da órbita terrestre baixa, deixando a tarefa de levar as tripulações à Estação Espacial Internacional para a Rússia e para as empresas particulares após a aposentadoria dos ônibus espaciais neste ano.
O plano da NASA, depois do fim do programa de ônibus espaciais, é fazer com que os astronautas americanos sejam transportados até a Estação Espacial Internacional por meio da nave Soyuz, da Rússia, da mesma forma que foi levado ao espaço o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, em 2006. Este procedimento deve se estender até a metade da atual década. O serviço prestado pela Rússia custa US$ 51 milhões por astronauta para os Estados Unidos. Eventualmente eles pretendem contar com naves europeias e japonesas também. Depois, a NASA deve começar a usar os serviços de companhias privadas nas suas viagens para o espaço. Atualmente as empresas particulares cobram US$ 63 milhões por passagens para 2014.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Pioneiros

LYSIAS AUGUSTO RODRIGUES
O Major-Brigadeiro-do-Ar Lysias Augusto Rodrigues nasceu no Rio de Janeiro, em 23 de junho de 1896. É praça de 25 de março de 1916, na Escola Militar do Realengo, tendo sido declarado Aspirante-a-Oficial da Arma de Artilharia em dezembro de 1918.
Em 1921, como Tenente, integrou a primeira turma de Observadores Aéreos ao lado do Capitão Newton Braga, dos Tenentes Eduardo Gomes, Ivo Borges, Amílcar Velloso Pederneiras, Gervásio Duncan de Lima Rodrigues, Ajalmar Vieira Mascarenhas, Sylvino Elvidio Bezerra Cavalcante, Plínio Paes Barreto e Carlos Saldanha da Gama Chevalier. Como Capitão, em 1927, concluiu o curso de piloto realizado na Escola de Aviação Militar, conquistando o brevet de aviador. Sua turma era composta pelos Tenentes Floriano Peixoto da Fontoura Neves, Godofredo Vidal, Francisco de Assis Corrêa de Mello e do Aspirante-a-Oficial da Reserva João Egon Prates da Cunha Pinto.
Indubitavelmente, foi ele uma figura humana ímpar. Cultura extraordinária, inteligência brilhante, historiador, pesquisador, desbravador, piloto militar, engenheiro, escritor, poliglota e profundo conhecedor de Geopolítica.
Lysias Rodrigues era uma personalidade tão multifacetada e rica em sua abrangência que, com extrema facilidade, encontramos adjetivos laudatórios para definir a sua intensa vida intelectual e a brilhante trajetória percorrida durante décadas, como aviador militar, geopolítico, escritor, desbravador e engenheiro-geógrafo.
Seus inúmeros livros e artigos publicados no Brasil e no exterior conferem-lhe especial destaque no meio acadêmico, e uma notável repercussão como intelectual da mais alta envergadura, em níveis nacional e internacional.
A par de suas inúmeras virtudes intelectuais, o inolvidável Brigadeiro tinha como paradigma de vida a transparência e a sinceridade.
Porte altivo, coragem e determinação, integridade moral e honestidade, aliados a um coração terno e generoso, outorgaram-lhe uma personalidade muito especial, tal qual o raro brilho de um cristal puro e radiante de luz.
Não seria difícil distinguir-se entre as várias nuances de sua ímpar e marcante personalidade – plasmada no amor e na dedicação ao trabalho –, a de maior significação. Destacava-se, entretanto, o seu devotado amor à Aviação, seu acendrado patriotismo e seus inquebrantáveis dotes morais. Foi desses homens notáveis que se sobressaíram pela cultura, pela autenticidade, coragem e, sobretudo, pela grandeza de alma. Qualidades que os tornam figuras incomparáveis – faróis balizando, nos meandros da caminhada humana, a direção certa na incerteza aparente da existência. Homens dotados de integridade de caráter e talento, aliados a longa existência adquirida no contato com as asperezas da vida, características que lhes enriquecem o espírito, que se transborda, em busca do semelhante, proporcionando-lhe, sob variadas formas, ensinamentos, cultura e educação, em prol do desenvolvimento da Pátria.
Com a criação do Correio Aéreo Militar, em 12 de junho de 1931, que dez anos mais tarde passou a ser chamado de Correio Aéreo Nacional, o CAN – nome pelo qual ficou conhecido em todo o Brasil e é lembrado até hoje –, os bravos bandeirantes do ar deram início à árdua tarefa de desbravar o interior do Brasil, implantando campos de pouso. Naquela época, havia grande interesse da Pan American Airways em reduzir o tempo gasto por seus aviões cumprindo a rota Miami-Buenos Aires, e não dispondo de equipamento aéreo mais veloz, foi levada a procurar uma rota aérea que encurtasse o caminho. Assim, o governo federal resolveu designar, por indicação tanto do Ministério da Guerra como pelo da Viação, o então Major Lysias para acompanhar e fiscalizar a missão da companhia americana, dando a ele a incumbência de, a par de sua atividade precípua na expedição, estudar as possibilidades de ampliar os voos do CAM pelo interior, pois havia a manifesta intenção de estender a rota Rio-São Paulo até o Estado de Goiás.
Em 19 de agosto de 1931, é dada partida na expedição composta por Lysias Rodrigues, Felix Blotner, inteligente e destacado funcionário da Panair do Brasil, a serviço da congênere americana, e seu prestimoso auxiliar, um jovem chamado Arnold Lorenz, que percorreram os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Maranhão, até chegar a Belém. O objetivo dessa árdua jornada era reconhecer o território e implantar campos de pouso, de modo a viabilizar a navegação aérea e criar as condições imprescindíveis que facultassem a execução de voos dos grandes centros do Brasil para a Amazônia e que permitissem, também, uma nova e econômica rota para os voos realizados entre os Estados Unidos e o Cone Sul do Continente. Àquela época, as aeronaves percorriam o arco irregular de círculo que descreve o litoral brasileiro para se deslocarem de um extremo a outro do País, devido à existência de aeroportos em várias cidades litorâneas. Por sobre a Amazônia e a região central, apenas mata fechada. Daí a importância da missão que foi atribuída a Lysias Rodrigues e o ímpeto com que o notável desbravador abraçou o desafio, penetrando em profundidade, com destemor, na natureza virgem daquela região, em realidade, um mundo desconhecido e cheio de mistérios sedutores para um homem nascido e criado no Rio de Janeiro, então capital do País. Varando por terra o sertão bruto, com galhardia e tenacidade, logrou alcançar Belém do Pará, em 9 de outubro daquele mesmo ano. Esta marcante epopéia ficou registrada em seu diário de viagem e, mais tarde, foi incluída no livro que batizou de “Roteiro do Tocantins”.
Há pessoas que se identificam com a História pelo desempenho extraordinário de sua missão, nas exigências de cada época. Lysias Rodrigues foi uma delas. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, no posto de Major, combateu ao lado de São Paulo, comandando o 1º Grupo de Aviação Constitucionalista, sediado no Campo de Marte. Foi com o cognome de “Gaviões de Penacho” que este combativo Grupo, a despeito dos parcos recursos, cobriu-se de glórias. Após o armistício de 3 de outubro, ele e seus companheiros insurretos Major Ivo Borges, Capitão Adherbal da Costa Oliveira, Tenentes Orsini de Araújo Coriolano e Arthur da Motta Lima foram reformados pelo Governo e exilaram-se em Portugal e na Argentina. Em 1934, foram anistiados e reintegrados ao Exército.
Retornando do exílio, deu continuidade ao trabalho iniciado com a exploração terrestre empreendida em 1931, na companhia de dois destacados funcionários da Panair do Brasil. Em 14 de novembro de 1935, decolando do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, em companhia do Sargento Soriano Bastos de Oliveira, em uma aeronave Waco C.S.O., deu início ao levantamento aéreo da área anteriormente esquadrinhada, inaugurando todos os campos de pouso que havia implantado em seu famoso périplo, quatro anos antes, percorrendo as cidades de Ipameri, Formosa, Palma, Porto Nacional, Tocantínia, Pedro Afonso, Carolina e Marabá, antes de atingir Belém. Por onde passaram causaram estupefação, curiosidade e incredulidade, trazendo alegria e esperança àquela gente simples do sertão.
Por uma feliz coincidência, o destino resolve juntar, nos mesmos ideais do Correio Aéreo Militar, o Brigadeiro Eduardo Gomes e o então Tenente-Coronel Lysias. Aqueles que esposavam idéias antagônicas na Revolução Constitucionalista de 1932, passaram a lutar bravamente por um pensamento comum: desbravar pelos meios aéreos o interior do Brasil, cooperando intensamente na integração nacional e com a pretendida unidade política da nação.
Como escritor de escol, vigoroso e ardente, projetou as cintilações de sua genialidade nos inúmeros e formidáveis artigos publicados no Correio da Manhã – expressivo jornal do Rio de Janeiro à época –, e, ainda, através da publicação de dois livros intitulados “Roteiro do Tocantins” e “Rio dos Tocantins” – compêndios que ainda hoje constituem a mais completa radiografia da região –, instigando, como corolário, o despertar do Brasil para a importância estratégica de integrar o território nacional, propugnando pela criação do Território Federal do Tocantins, tendo elaborado uma minuciosa carta geográfica da região e apresentado, em 1944, anteprojeto constitucional nesse sentido.
No dia 5 de outubro de 2001, o governador do Estado do Tocantins, na presença do Presidente da República, inaugurou o aeroporto da capital, Palmas, que através do Projeto de Lei nº 233/2001, de 6 de março de 2001, foi batizado com o nome de Brigadeiro Lysias Rodrigues, em homenagem à memória do heróico desbravador.
Além de “Roteiro do Tocantins” e “Rio dos Tocantins”, escreveu, ainda, “História da Conquista do Ar”, “Geopolítica do Brasil”, “Estrutura Geopolítica da Amazônia”, “Formação da Nacionalidade Brasileira” e “Gaviões de Penacho”, onde narra o emprego da Aviação Militar na Revolução Constitucionalista de 1932.
Entretanto, sua intensa e profícua atividade não se limitou à literatura, sendo o primeiro piloto a sobrevoar e pousar nos aeródromos que ele próprio implantou. Juntamente com o Brigadeiro Eduardo Gomes, iniciou as primeiras linhas do Correio Aéreo Nacional sobrejacentes às regiões Centro-Oeste e Norte, consolidando uma complexa rede de aerovias, interligando-as aos centros mais avançados do Brasil.
Como renomada autoridade em Geopolítica, reconhecida internacionalmente, ombreando-se a outros ilustres exegetas desta ciência, tais como Mário Travassos, Golbery do Couto e Silva, Carlos de Meira Mattos, Delgado de Carvalho e Therezinha de Castro, lutou, enfaticamente, pela construção da rodovia Trasbrasiliana, hoje denominada Belém-Brasília.
De maneira análoga, exerceu notável influência para que fosse ativado um organismo que congregasse a evolução e o emprego do avião, a exemplo do que já vinha ocorrendo nos Estados Unidos, Inglaterra, Itália e França, defendendo a tese de que o Brasil necessitava de um Ministério próprio, de modo a dispor de uma aviação apta a atender à sua imensidão geográfica.
Movido por esse propósito, deu início a uma intensa campanha para a criação do Ministério da Aeronáutica, publicando vários artigos sobre o tema na imprensa do Rio de Janeiro, então capital da República. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939, evidenciou-se a importância do poder aéreo unificado para a segurança nacional, vindo justamente a corroborar a benfazeja idéia por ele esposada, culminando, assim, com a criação do Ministério da Aeronáutica, em 20 de janeiro de 1941, hoje Comando da Aeronáutica.
Lysias Rodrigues foi um daqueles homens extraordinários que marcaram os momentos gloriosos e históricos da Aeronáutica Brasileira, através de uma intensa participação em várias iniciativas férteis, com energia inesgotável, tendo deixado como herança a sua devoção no cumprimento do dever e a confiança num notável engrandecimento do Ministério da Aeronáutica e de uma ativa e fecunda participação da Aviação no desenvolvimento do País.
Há em cada cidadão brasileiro o sentimento desenvolvido de nacionalidade e de apego ao torrão natal. Poucos, entretanto, puderam manifestá-lo de forma tão viva como Lysias Rodrigues.
O Brasil deve a Lysias Rodrigues o reconhecimento pela dedicação, competência e patriotismo que demonstrou, de modo contumaz, durante toda a sua extraordinária carreira, sem medir esforços para elevar e honrar a imagem de nosso País no cenário internacional. Um nome querido e respeitado, uma reserva moral, um patrimônio de inteireza e caráter e um exemplo edificante para os brasileiros de todas as épocas.
Estamos convictos de que o Brigadeiro Lysias morreu tranquilo quanto ao julgamento de seus concidadãos. Certamente a Pátria saberá guindá-lo aos píncaros da glória, quando a perspectiva do tempo permitir uma avaliação mais exata de sua obra e um conhecimento perfeito de sua pureza de intenções.
À época de seu desenlace, em 21 de maio de 1957, aos 61 anos, a Força Aérea compartilhou com seus entes queridos, admiradores e amigos a amargura desse momento inexorável da existência humana, última parte do desenrolar de uma vida em que o gênero humano – a exemplo dos inolvidáveis voos empreendidos pelo ilustre Brigadeiro, nas asas do Correio Aéreo –, realiza uma decolagem, deslancha um voo de cruzeiro e, finalmente, vê chegado o momento da aterrissagem e o final de uma gloriosa jornada.
Esteja onde estiver, Major-Brigadeiro-do-Ar Lysias Augusto Rodrigues – insigne pioneiro do Correio Aéreo Nacional –, receba os nossos agradecimentos pela prestimosa atenção e carinho dispensados à Aeronáutica Brasileira. Que seus edificantes atributos morais e intensa dedicação à aviação, à vida militar e ao País, ecoem por muito tempo em todos os rincões deste nosso amado Brasil.

Texto: Cel Av Manuel Cambeses Júnior

Fonte: INCAER