Centro de Lançamento de Alcântara lança foguete com sucesso
A Operação faz parte de um projeto da Agência Espacial Brasileira para a produção de foguetes com tecnologia nacional.
O primeiro foguete de treinamento (FTB) da Operação Falcão I foi lançado com sucesso na tarde de ontem (16/06) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Mais um lançamento está previsto para hoje (17/06). O objetivo principal da operação, que termina no dia 22 de junho, é permitir o treinamento das equipes técnicas nos procedimentos operacionais que envolvem o envio ao espaço de um veículo lançador de satélites (VLS), por exemplo.
“O objetivo é desenvolver e certificar foguetes instrumentados para treinamento do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) visando o aprimoramento e a manutenção da capacidade operacional para o cumprimento das atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)”, explica o diretor do CLA, Coronel Aviador Ricardo Rodrigues Rangel.
Os treinamentos proporcionados pelas campanhas de lançamento dos veículos FTB, segundo o diretor do CLA, viabilizam a preparação do Centro de Lançamento de Alcântara para operações de maior porte, com é o caso do VLS (Veículo Lançador de Satélites, uma família de foguetes desenvolvida no Brasil com a finalidade de colocar um satélite na órbita da Terra. ) e do Cyclone 4 (foguete lançador de satélites desenvolvido pela Ucrânia).
O Coronel Ricardo Rangel explica que essas operações são fundamentais para os Centros de Lançamento, pois permitem o treinamento das equipes técnicas, a manutenção dos meios operacionais e a identificação de novos procedimentos técnicos, incluindo as áreas de preparação, integração, lançamento, rastreio, coordenação operacional, meios aéreos e marítimos de esclarecimento, mecanismos de resgate e evacuação aeromédica, segurança de superfície e de voo.
“Só para ter uma idéia da importância dos foguetes de treinamento, antes de se realizar um lançamento do VLS, todos os meios operacionais deverão ser testados, inclusive o sistema de terminação de voo, que poderá ser avaliado com o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário, que é equipado com telemetria na banda "S", transponder na banda "C" e sistema de terminação de voo, além de 30kg disponíveis para experimentos”, afirma o Coronel Ricardo Rangel.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo.
Segundo o Coordenador-Geral da Operação, Tenente Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, o foguete lançado ontem atingiu seu apogeu a pouco mais de 34,426Km, e impacto a 22,4 quilômetros da costa, em alto-mar.
Várias etapas precedem o lançamento de um foguete de treinamento. O pré-lançamento envolve a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e um teste dos meios operacionais do CLA para a realização da operação. A etapa seguinte é composta do Ensaio Geral - que define os tempos de cada atividade - e os testes das cronologias simuladas e reais para evitar prováveis erros no lançamento real. A elaboração do Relatório Final da Operação encerra as atividades.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo. A duração do vôo, que compreende da decolagem até o impacto, está estimada em 2,5 minutos, com apogeu aproximado de 30 Km.
Etapas do lançamento
Fase de pré-lançamento - engloba a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e teste dos meios operacionais do Centro para a realização da Operação.
Fase de lançamento - contempla o Ensaio Geral, as Cronologias Simuladas e Reais, incluindo o Lançamento do veículo FTB.
Fase de pós-lançamento - engloba a manutenção e preparação dos meios utilizados, para as próximas operações e, eventualmente, a desmontagem do foguete em caso de cancelamento da operação.
Fonte: CLA/Agência Força Aérea
A Operação faz parte de um projeto da Agência Espacial Brasileira para a produção de foguetes com tecnologia nacional.O primeiro foguete de treinamento (FTB) da Operação Falcão I foi lançado com sucesso na tarde de ontem (16/06) no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Mais um lançamento está previsto para hoje (17/06). O objetivo principal da operação, que termina no dia 22 de junho, é permitir o treinamento das equipes técnicas nos procedimentos operacionais que envolvem o envio ao espaço de um veículo lançador de satélites (VLS), por exemplo.
“O objetivo é desenvolver e certificar foguetes instrumentados para treinamento do CLA e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) visando o aprimoramento e a manutenção da capacidade operacional para o cumprimento das atividades previstas no Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE)”, explica o diretor do CLA, Coronel Aviador Ricardo Rodrigues Rangel.
Os treinamentos proporcionados pelas campanhas de lançamento dos veículos FTB, segundo o diretor do CLA, viabilizam a preparação do Centro de Lançamento de Alcântara para operações de maior porte, com é o caso do VLS (Veículo Lançador de Satélites, uma família de foguetes desenvolvida no Brasil com a finalidade de colocar um satélite na órbita da Terra. ) e do Cyclone 4 (foguete lançador de satélites desenvolvido pela Ucrânia).
O Coronel Ricardo Rangel explica que essas operações são fundamentais para os Centros de Lançamento, pois permitem o treinamento das equipes técnicas, a manutenção dos meios operacionais e a identificação de novos procedimentos técnicos, incluindo as áreas de preparação, integração, lançamento, rastreio, coordenação operacional, meios aéreos e marítimos de esclarecimento, mecanismos de resgate e evacuação aeromédica, segurança de superfície e de voo.
“Só para ter uma idéia da importância dos foguetes de treinamento, antes de se realizar um lançamento do VLS, todos os meios operacionais deverão ser testados, inclusive o sistema de terminação de voo, que poderá ser avaliado com o lançamento de um Foguete de Treinamento Intermediário, que é equipado com telemetria na banda "S", transponder na banda "C" e sistema de terminação de voo, além de 30kg disponíveis para experimentos”, afirma o Coronel Ricardo Rangel.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo.
Segundo o Coordenador-Geral da Operação, Tenente Coronel Aviador Paulo Junzo Hirasawa, o foguete lançado ontem atingiu seu apogeu a pouco mais de 34,426Km, e impacto a 22,4 quilômetros da costa, em alto-mar.
Várias etapas precedem o lançamento de um foguete de treinamento. O pré-lançamento envolve a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e um teste dos meios operacionais do CLA para a realização da operação. A etapa seguinte é composta do Ensaio Geral - que define os tempos de cada atividade - e os testes das cronologias simuladas e reais para evitar prováveis erros no lançamento real. A elaboração do Relatório Final da Operação encerra as atividades.
Os FTB tem comprimento total de 3,05 m, tempo de queima de 4s e um peso total de 68,3 Kgf. Na Operação Falcão I não serão levados experimentos a bordo em nenhum dos dois foguetes, embora haja disponibilidade de 5 kg de carga útil em cada lançamento, com possibilidade de transmissão dos dados via telemetria para as estações de solo. A duração do vôo, que compreende da decolagem até o impacto, está estimada em 2,5 minutos, com apogeu aproximado de 30 Km.
Etapas do lançamento
Fase de pré-lançamento - engloba a elaboração de um Exame de Situação Técnica e Logística, e teste dos meios operacionais do Centro para a realização da Operação.
Fase de lançamento - contempla o Ensaio Geral, as Cronologias Simuladas e Reais, incluindo o Lançamento do veículo FTB.
Fase de pós-lançamento - engloba a manutenção e preparação dos meios utilizados, para as próximas operações e, eventualmente, a desmontagem do foguete em caso de cancelamento da operação.
Fonte: CLA/Agência Força Aérea
































O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) comemorou, no dia 20 de maio de 2011, seu sexagésimo primeiro aniversário de criação. Na cerimônia, houve entrega de medalhas com a presença de autoridades, iteanos, professores, alunos, servidores e representantes de empresas. No evento, o Pró-Reitor de Graduação, Professor-Doutor Alberto Adade Filho, apresentou sua trajetória acadêmica e profissional. Os participantes receberam um poema intitulado 61 Anos de Instituto Tecnológico de Aeronáutica - Uma História Laureada!, de autoria do Tenente Coronel Especialista em Comunicações Francisco Antonio Ramos de Araújo, como lembrança do Aniversário do Instituto Tecnológico de Aeronáutica.


As obras foram iniciadas em 47 e o primeiro instituto do CTA, o ITA, foi concluído em 1950. Em 1953, saiu do papel o primeiro órgão nacional voltado para a pesquisa e o desenvolvimento de tecnologia aeronáutica: o Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento. Mais tarde, o Departamento de Aeronaves desse instituto deu origem à EMBRAER, criada em 1969.
Ao longo dos primeiros 10 anos, o ITA firmou-se como uma escola de engenharia diferenciada. Adotava a estruturação acadêmica por departamentos. Professores e alunos moravam no campus, o que facilitava o regime de dedicação exclusiva e a interação inédita entre mestres e estudantes. A concessão de bolsas aos alunos foi outro ponto importante e inovador. Diferentemente da maioria das escolas de engenharia do país, o ITA tinha um currículo dinâmico que se renovava anualmente. O sucesso do modelo influenciou a orientação do ensino superior no país. Teve reflexos ainda na composição do novo currículo do curso de engenharia aprovado em 1976. A pós-graduação do ITA, estruturado no modelo americano, também foi pioneiro no país e influenciou a pós-graduação brasileira.





