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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 14 de julho de 2019

Especial de Domingo

Conheça os avanços que as comunicações por enlace de dados controlador-piloto (CPDLC) oferecem ao tráfego aéreo.
Boa leitura.
Bom domingo!

FAB faz primeiro teste de contato por texto entre piloto e controlador, em voo sobre o continente

Os pilotos de aeronaves voando sobre o Oceano Atlântico nas rotas entre o Brasil e países da Europa e África trocam mensagens por radiotelefonia em HF (Alta Frequência), quando voando no espaço aéreo de responsabilidade do Brasil, com os operadores do Centro Atlântico.

CPDLC
Nos aviões equipados com o sistema CPDLC (Comunicação entre Controlador e Piloto via Enlace de Dados - do inglês Controler Pilot Data Link Communication), preferencialmente, os aeronavegantes podem, em vez de usar mensagens orais via rádio, empregar o CPDLC para troca de mensagens em texto com o órgão de controle de tráfego aéreo. Os dados digitais das mensagens transitam entre piloto e controlador de tráfego aéreo passando por plataformas satelitais. Este método de comunicação já é usado na Região de Informação de Voo Atlântico (FIR-AO), desde 2009. Agora, a Força Aérea faz os primeiros testes para estudar a viabilidade de emprego do método CPDLC também no espaço aéreo sobre o continente, com vistas na eventual substituição das comunicações orais em VHF .

Primeiros testes
Conforme o noticiário da FAB na internet, os primeiros testes utilizando as comunicações por enlace de dados controlador-piloto (CPDLC), no espaço aéreo continental brasileiro, foram realizados no dia 20 de junho de 2019. A aeronave Legacy 500, matrícula FAB 3602, decolou do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), com destino a Recife (PE). Os testes ocorreram com a participação do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV), organização militar responsável pela aferição de auxílios à navegação aérea, aproximação e pouso, além de procedimentos de navegação aérea de precisão. A operacionalização da utilização da CPDLC como meio complementar de comunicação para prestação do serviço de tráfego aéreo no espaço aéreo continental brasileiro para aeronaves que utilizam o sistema datalink de primeira geração (FANS 1/A+ - Future Air Navigation System) é o objetivo do Projeto intitulado LANDELL.

Mensagens
De acordo com o piloto inspetor Capitão Leonardo Souza Von Dollinger Moura, o controle por meio de mensagens escritas (datalink) diminui a carga de trabalho para pilotos e controladores, bem como a ocupação das frequências de radiofonia. Durante o teste, foram utilizadas mensagens predefinidas para situações usuais, como instruções de subida e de descida, alteração de proa e autorização de nível em um voo em rota, por meio das quais, basicamente, o piloto aceita ou solicita ao controlador alguma instrução ou mudança no plano de voo. "O sistema também permite o envio de textos editáveis para situações anormais, dentro do script normal de um voo”, explicou o Capitão Von Dollinger. Ao ingressar na Região de Informação de Voo de Recife (FIR-RE), foram iniciados os testes e a coleta de dados para posterior análise da equipe do Projeto LANDELL, para estabelecimento do tempo de latência máximo do sistema e para o teste da cobertura das estações de enlace de dados por frequências muito altas (VHF).

Avaliação
Logo após o contato com o Centro de Controle da FIR Recife (ACC-RE), o Legacy do GEIV estabeleceu o enlace de dados e, por meio da comunicação por voz, recebeu a informação para o início da troca das mensagens CPDLC. Então, foi iniciada sequencialmente a comunicação utilizando um grupo de mensagens não críticas, definidas para o emprego da CPDLC na fase 1. O envio e a recepção de cada mensagem, downlink (DM) ou uplink (UM), foram coordenados e os momentos registrados, assim como as condições de retransmissão e a quantidade de vezes que foram utilizadas. Também foi avaliada instantaneamente a distância percorrida pela aeronave e as estações que cobriram esse deslocamento antes de reiniciar a segunda rodada de testes. Foram utilizadas estações datalink diferentes para estudar o comportamento da comunicação em diferentes porções do espaço aéreo.

Próxima etapa
A próxima etapa será o resgate dos registros dos servidores de transmissão e tratamento de mensagens, que serão cruzados com a revisualização e identificação da localização espacial para cada momento de trâmite de mensagens, a fim de que sejam feitos os cálculos de latência de forma precisa. “Isso representa não só um importante avanço na maturidade para a operacionalização segura da CPDLC no Brasil, como também informações relevantes que serão apresentadas no próximo Painel de Operação Datalink [OPDLSWG], que contribuirão com decisões a respeito do emprego da CPDLC em ambiente continental em nível mundial”, explicou o gerente do Projeto LANDELL, Capitão Especialista em Comunicações Marcelo Mello Fagundes.

Saiba mais sobre CPDLC: Publicações do Blog do NINJA de 06/02/2019;  07/06/2018;   05/09/2017;  15/04/2015; e  24/05/2013

sábado, 13 de julho de 2019

KC-390

Portugal compra 5 cargueiros Embraer KC-390
O Governo de Portugal anunciou, dia 11 de julho de 2019, um pedido de compra de cinco aviões de transporte aéreo multimissão KC-390 da Embraer, como parte do processo de modernização da Força Aérea Portuguesa, para apoiar as operações das Forças Armadas de Portugal e aumentar a prontidão em missões de interesse público. As entregas estão programadas para começar em 2023.

Eficiência
O KC-390 foi desenvolvido para estabelecer novos padrões de eficiência e produtividade na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. A aeronave cumpre os requisitos da Força Aérea Portuguesa sendo capaz de realizar diversas missões militares e civis, incluindo apoio humanitário, evacuação médica, busca e salvamento e combate a incêndios florestais e acrescenta capacidades superiores de transporte e lançamento de carga e tropas, e reabastecimento em voo. A entrada em serviço da aeronave está prevista para o terceiro trimestre de 2019 com a Força Aérea Brasileira (FAB), com mais entregas esperadas no decorrer do ano.

Parceria
Portugal é o maior parceiro internacional do Programa KC-390 e a sua participação no desenvolvimento e na produção da aeronave é reconhecida como tendo tido um impacto econômico positivo na geração de empregos, novos investimentos, aumento de exportações e avanços tecnológicos. A Força Aérea de Portugal será o segundo cliente do KC-390, depois da Força Aérea Brasileira (FAB), que deve receber sua primeira unidade nas próximas semanas. Assim como no Brasil, o objetivo de Portugal, com a aquisição do KC-390, é substituir a antiga frota de turbo-hélices C-130 Hércules, da companhia norte-americana Lockheed Martin.

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Gripen NG

Dois Gripen NG fazem o primeiro voo em formação
Pela primeira vez dois Gripens E (NG) voaram em formação na Suécia. Entraram em ala as aeronaves de numeração 39-9 e 39-10, as mais recentes da nova geração do Gripen E. Os caças estão em fases de testes e o voo serviu para teste de sensores e sistemas táticos dos caças. A SAAB já construiu e voou três Gripens E, o primeiro com o número 39-8 fez o seu primeiro voo em 2017, já o segundo voo em novembro daquele ano. O terceiro exemplar do Gripen E voou no mês passado a partir da fábrica da SAAB, em Linkoping, Suécia.

Gripen da FAB
Um quatro Gripen E pode voar em agosto de 2019. É o primeiro Gripen NG do Brasil, que já teve seu motor GE414 instalado, e sua tela WAD de fabricação brasileira ligada. A FAB terá 36 unidades do caça, sendo 28 da versão monoposto E e oito da versão biposto F. Algumas das unidades serão construídas pela Embraer em Gavião Peixoto-SP. A primeira aeronave destinada à FAB deverá chegar em 2021 e as unidades fabricadas no Brasil em 2024. No Brasil as aeronaves serão nomeadas de F-39 e ficarão baseadas na ALA-2 em Anápolis-GO. A Força Aérea Sueca também terá o caça Gripen NG. Serão 60 Gripens atualizarão a atual frota de Gripens C/D da Suécia.

Tecnologia
Desde que o programa FX2 veio à tona para a escolha de um novo caça para a FAB, o termo Transferência de Tecnologia sempre foi colocado em pauta, pois isso possibilita ao Brasil um acesso a uma nova tecnologia e auxilia o crescimento da nossa indústria aeroespacial, além da ciência e cria empregos. Com a escolha do Gripen E/F (NG) para reequipar a FAB, o Brasil terá a possibilidade de não apenas ter um novo caça com padrões internacionais mas também desenvolver tecnologia para o mesmo. É o caso da tela WAD da AEL Sistemas, uma empresa brasileira focada em tecnologia embarcada. A AEL desenvolveu uma única tela que vai ocupar o painel dos Gripens, e vai trazer ao piloto maior facilidade e vai permitir aos caçadores maior concentração em outras funções. A ideia inicial era de apenas os Gripens brasileiros terem essa tela. Contudo, a Força Aérea Sueca também despertou interesse para equipar seus caças com a tela WAD da AEL.

Fonte: Aeroflap, em 10/07/2019, via FAB

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Mercado de Aviões

TechLion, o E195-E2 da Embraer, inicia jornada mundial de demonstrações
O mais novo “Profit Hunter” da Embraer – o E195-E2 com uma impressionante pintura “TechLion” cobrindo toda a fuselagem – iniciará sua turnê mundial de demonstração. A primeira parada será em Xiamen, na China, seguida de outras passagens pelo país e pela região da Ásia-Pacífico, durante os meses de julho e agosto de 2019. Em todos os locais, a Embraer mostrará a eficiência e a cabine silenciosa da aeronave. O E195-E2 é o maior dos três aviões da segunda geração da família de jatos comerciais da Companhia, os E-Jets E2. “Estamos satisfeitos em iniciar a turnê de demonstração global do E195-E2, maior aeronave já desenvolvida pela Embraer, com nossos clientes chineses”, disse John Slattery, Presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “As companhias aéreas irão se impressionar com a excepcional eficiência operacional do E2, além de maior flexibilidade operacional e incomparável conforto para os passageiros. Com o status de jato de corredor único mais eficiente do mercado, o E195-E2 é a aeronave ideal para o crescimento dos negócios regionais e para complementar as frotas atuais de baixo custo e linha principal.” As demonstrações do "TechLion" E195-E2 oferece aos clientes uma visão, em primeira mão, de seus recursos tecnológicos avançados, sistemas habilitados para eletrônicos e layout de assentos escalonados exclusivo da Embraer na classe executiva.

Certificado
Em abril de 2019, 9 a Embraer recebeu o Certificado de Tipo para o E195-E2 por parte de três órgãos regulatórios mundiais – a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). O avião entrará em operação no segundo semestre de 2019, com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras. A companhia aérea espanhola Binter também receberá seu E195-E2 ainda neste ano. O E195-E2 é a aeronave mais ambientalmente amigável na categoria, operando com o menor nível de emissões de ruído externo. A margem cumulativa para o limite de ruído ICAO Stage IV varia de 19 a 20 EPNdB, 4.0 EPNdB a menos do que o concorrente direto.

Desempenho
As metas de desempenho do E195-E2 deveriam ser similares às do E195, ainda que transportassem mais carga útil e queimassem 25,4% menos combustível por assento. Seu alcance máximo é de 4.815 km (2.600 milhas náuticas) com carga total de passageiros, 600 milhas náuticas a mais do que o E195, e possui três fileiras adicionais de assentos. As companhias aéreas podem optar por configurar a cabine em duas classes com 120 assentos ou uma única classe com até 146 assentos. Assim como o E190-E2, o E195-E2 possui os maiores intervalos de manutenção da categoria de jato de corredor único – 10 mil horas de voo para atividades básicas de manutenção e sem limite de calendário para utilizações típicas. Isso significa 15 dias a mais para utilização da aeronave em um período de dez anos em comparação à atual geração de E-Jets.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Datas Especiais


10 de julho de 2019:
Centenário da ativação da
Escola de Aviação Militar



terça-feira, 9 de julho de 2019

Indústria Aeronáutica

Embraer mudará produção da aviação executiva para Gavião Peixoto
Embraer informou que transferirá a linha de montagem final da aviação executiva da sede da empresa em São José dos Campos (SP) para Gavião Peixoto (SP) até o fim de 2019. O setor tem cerca de 300 funcionários e é responsável pela produção dos modelos Legacy e Praetor. De acordo com uma nota da empresa, os funcionários foram informados sobre o cronograma de transferência, que deve ocorrer ao longo do segundo semestre. A Embraer também comunicou a realocação de outros funcionários da linha de montagem da aviação executiva para a unidade de Eugênio de Melo, distrito de São José dos Campos.

Comercial
A sede da Embraer em São José dos Campos (SP) concentra atividades de aviação comercial e apenas uma parte é responsável pela montagem final dos jatos executivos. A Boeing Brasil, empresa formada pela americana Boeing e pela brasileira Embraer, atuará no segmento de aeronaves comerciais nas instalações de São José dos Campos. Segundo a Embraer, empregados da aviação executiva ou defesa, estão sendo remanejados para Eugênio de Melo ou Gavião Peixoto.

Fonte: G1

segunda-feira, 8 de julho de 2019

FAB

Força Aérea transportou 81 órgãos para transplante no primeiro semestre de 2019
No primeiro semestre de 2019, a Força Aérea Brasileira (FAB) já transportou 81 órgãos a brasileiros que necessitavam de transplante. A FAB mantém permanentemente disponível uma aeronave para o transporte de órgãos, de acordo com o Decreto nº 9175, Artigo 55, de 18 de outubro de 2017, em atendimento às necessidades do Ministério da Saúde. No dia 26 de junho de 2019, uma aeronave C-97 Brasília, do 7° Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA) – Esquadrão Cobra, localizado em Manaus (AM), foi acionada para cumprir mais uma missão de Transporte de Órgãos, Tecidos ou Equipes (TOTEQ). A tripulação, composta por quatro militares da Unidade Aérea, decolou da capital amazonense com destino a Porto Velho (RO) para buscar a equipe médica responsável pelo órgão que seria transplantado em Brasília (DF). O pouso no destino final ocorreu às 23h10, com um novo fígado para um paciente. Um dos pilotos da aeronave, o Tenente Aviador Rafael Felix Raposo da Costa Pereira, fala sobre a alegria ao concluir esse tipo de transporte. “Sinto-me lisonjeado por ter essa oportunidade ímpar de participar de missões que levam esperança a brasileiros que necessitam de uma segunda chance”, declara.

domingo, 7 de julho de 2019

Especial de Domingo

Com o texto e as fotos da publicação de hoje, brindamos mais um evento aéreo para crianças e jovens, neste décimo ano do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA.
Boa leitura.
Bom domingo!

Alunos com o Diploma Latécoère realizam primeiro voo em Ubatuba (SP)
Um grupo de alunos concluintes do Curso de Iniciação Aeronáutica ministrado em Ubatuba (SP), em outubro de 2018, puderam realizar, ontem, 06 de julho de 2019, o primeiro voo de suas vidas, no chamado voo de batismo, como coroamento da atividade didática então ministrada. O curso foi oferecido pela Associação Aeroclube Pierre-Georges Latécoère, de Toulouse, França, promotora do Raid Latécoère-Aéropostale.

Com suporte do Colégio Dominique e apoio da Escola Aurelina Ferreira, as aulas teóricas sobre navegação aérea, conhecimentos técnicos, meteorologia, teoria de voo e história da aviação foram ministradas pelo piloto francês Jacques Despretz, por voluntários do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação e pela professora Mônica Corrêa, da AMAB – Associação Memória da Aéropostale no Brasil.

Apoio
Os voos em aeronave Piper PA-28 do Aeroclube Regional de Taubaté foram patrocinados pelo piloto Márcio Fazenda e outros voluntários do NINJA. As operações de pouso e decolagem foram conduzidas pelo piloto Rafael Valério, tendo a bordo ansiosos jovens por ver do alto a cidade e os tons de azul do oceano.



Desta forma foram concluídos os pressupostos pedagógicos e atingidos os objetivos do Diploma Latécoère: Permitir aos jovens das escolas parceiras do Raid Latécoère-Aéropostale terem acesso à iniciação aeronáutica; destacar as profissões aeronáuticas; manter relações perenes com os aeroclubes locais, mediante oferta de cursos teóricos e práticos aos jovens de 14 a 17 anos nas entidades parceiras nas diversas rotas do Raid Latécoère na África, na América do Sul e na Europa.

A associação "Aéroclub Pierre-Georges Latécoère” ressalta que a educação representa a chave para o desenvolvimento das identidades pessoais e coletivas, sendo elemento primordial para a construção do futuro. Assim, age de forma concreta pela educação dos jovens e pela valorização da história da linha aérea, aproximando os povos de nove países em três continentes.

Latécoère-Aéropostale
A empresa francesa de correio aéreo, Aéropostale, como ficou conhecida, nasceu de uma empreitada sem paralelo no século XX. Em 1918, o empresário Pierre-George Latécoère resolve transformar uma fábrica de vagões em Montaudran, a 7 km de Toulouse, na sede de uma empresa de aviação. O momento é o fim da Primeira Guerra Mundial, quando muitos jovens pilotos militares e mecânicos ficaram desempregados e buscavam trabalho. A aviação, até então, era de domínio militar. E os aparelhos, ainda rudimentares. O próprio Latécoère, ao desejar fazer a entrega do correio da França (Toulouse) às suas colônias africanas por via aérea, reconhece tratar-se de algo arriscado. A frase que o tornou célebre é “Refiz todos os cálculos. Nossa ideia é irrealizável, só nos resta uma coisa a fazer: realizá-la”. E, de fato, surgiu a Compagnie Générale d’Entreprises Aéronautiques, numa época em que ainda não havia a comunicação por rádio e era preciso atravessar o deserto do Saara. À custa de vida humanas, mas também de atos inomináveis de bravura, a empreitada se impôs. Em 1927, o empresário francês radicado no Brasil, Marcel Bouilloux-Lafont, compra 94% das ações de Latécoère e rebatiza a linha como Aéropostale, estendendo-a até a América do Sul. Somente no Brasil, Lafont instalou 11 escalas, todas equipadas com hangar, casa de pilotos, transmissão telegráfica sem fio e aeródromos.

1933: Aéropostale em Ubatuba
A oportunidade do curso relativo ao Diploma Latécoère para os alunos do NINJA nasceu de entendimentos da AMAB - Associação Memória da Aéropostale no Brasil, presidida por Mônica Cristina Corrêa, que já tinha viabilizado o curso em Florianópolis (SC). A aproximação AMAB-NINJA teve como ponto de partida a pesquisa, da década de 1980, realizada pelo jornalista Luiz Ernesto Kawall sobre o pouso alternativo na orla de Ubatuba, em 1933, de um avião da Aéropostale, em virtude de condições meteorológicas na rota. O inusitado pouso suscitou a lenda, equívoco esclarecido alguns anos mais tarde por Kawall, segundo a qual o piloto teria sido o escritor Antoine de Saint-Exupéry, autor de, entre outras obras, O Pequeno Príncipe.


A história do pouso da Aéropostale em Ubatuba e seus desdobramentos, contada por Luiz Ernesto, está reproduzida no capítulo 3 do livro “Sobre o Mar de Iperoig: a aviação em Ubatuba”.

Raid Latécoère-Aéropostale
O Raid Latécoère-Aéropostale é uma navegação realizada por diversos pilotos, com organização da Associação Aeroclube Pierre-Georges Latécoère, de Toulouse, passando por localidades da Europa, África e América do Sul que serviram às linhas de correio da empresa Latécoère, depois nominada Aéropostale e que deu origem à atual Air France.

Nessas localidades os navegadores promovem eventos culturais, distribuição de livros e cursos como o de Iniciação Aeronáutica realizado com jovens ubatubenses, com outorga do Diploma Latécoère.


Há intenção de que, oportunamente, Ubatuba receba uma etapa do Raid Latécoère-Aéropostale, com o apoio do Aeroclube de Ubatuba e do consórcio VoaSP, que administra o Aeroporto Gastão Madeira.

O que é o NINJA
O Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA) é um projeto social em Ubatuba (SP), mantido por voluntários, cujo objetivo é divulgar, gratuitamente, a cultura aeronáutica para crianças e jovens, reunindo estudantes de escolas públicas e particulares, despertando vocações, revelando talentos.

Saiba mais: www.raid-latecoere.org ; AMAB ; Blog do NINJA de 04/11/2018

sábado, 6 de julho de 2019

Carreiras na Aviação

Veteranos especialistas fazem Encontro na EEAR em Guaratinguetá (SP)
Centenas de veteranos especialistas da Força Aérea Brasileira estiveram reunidos ontem, 05 de julho de 2019, na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP).

Várias gerações de profissionais da aviação foram representadas no Encontro, desde um formado em 1947, pela então ETAv (Escola Técnica de Aviação), sediada na capital paulista e que se somou à Escola do Galeão, para formar a atual EEAR, em 1950.

Mesmo sob tempo chuvoso, alunos de outrora voltaram à Escola, para reverem os amigos, enquanto posavam para fotografias.

Formadas no antigo CIGAR (Centro de Instrução de Graduados da Aeronáutica), em Belo Horizonte, um numeroso grupo de ex-alunas da segunda turma de graduadas da Força Aérea Brasileira, em 1983, turma Catalinas, também se fez presente.

O Encontro dos Veteranos terminou com o canto da Canção do Especialista, em desfile no pátio do comando da EEAR, assistido por autoridades, convidados e alunos da primeira série do Curso de Formação de Sargentos, recém-incorporados à FAB.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Transporte Aéreo

Empresa argentina fará voos de baixo custo entre Rio e Buenos Aires
A companhia aérea de baixo custo (low cost), Flybondi, da Argentina, começará a operar, em outubro de 2019, voos promocionais a partir de R$ 330 entre Rio de Janeiro e Buenos Aires. As tarifas são, em média, 40% mais baratas que as oferecidas por Azul, Aerolíneas Argentinas, Gol e Latam no mesmo trecho. A rota, autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), ligará os aeroportos Antonio Carlos Jobim (Galeão) e El Palomar (EPA), nas quartas, sextas-feiras e domingos.

Sem escalas
O voo, sem escalas, tem duração de 3 horas e 25 minutos. Em mensagem publicada no Twitter, dia 3 de julho de 2019, o presidente da República, Jair Bolsonaro, celebrou a decisão. “Seguimos avançando, abrindo nosso mercado para levar aos brasileiros melhores ofertas e serviços de qualidade”, afirmou. “Começo promissor para quem quer se estabelecer no país e bom sinal ao mercado. Mais empresas virão”, celebrou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, pela mesma rede social.

Fonte: www.renovamidia.com.br

quinta-feira, 4 de julho de 2019

RPA-Drones

Pesquisadores testam efeito de colisão de drones com aviões
Equipe estuda o dano que Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPA), os drones, causam em colisão com aeronaves convencionais. Os testes estão sendo realizados ao se atirar peças de drones. Um canhão de ar é o responsável por projetar essas peças contra uma parede de experiências. Pássaros se chocando contra aeronaves não são novidade em viagens aéreas, e por esse motivo diversos testes são realizados para atestar a resistência das aeronaves ao impacto em alta velocidade contra animais. Com o avanço das tecnologias, um novo mal surge: os drones. Esses novos dispositivos estão fazendo com que novos testes sejam realizadas para determinar sua capacidade de causar danos.

Nível de dano
Pesquisadores alemães estão conduzindo um estudo para determinar qual o nível de dano que a colisão de um drone contra uma aeronave pode causar. Os testes estão sendo feitos no Instituto Ernst Mach, na Alemanha. Eles estão utilizando canhões de ar de alta velocidade para disparar peças de drone em placas que compõem a estrutura de aviões. As colisões com pássaros, por exemplo, são testadas ao se disparar uma ave congelada, como uma galinha ou peru, de um canhão de ar. Para testar o ataque de drones estão sendo lançados alguns de seus componentes, como baterias e motores, já que estas peças representam grande parte de sua massa. Sebastian Schopferer, do Instituto Ernst Mach, justificou os testes que estão sendo realizados: "Do ponto de vista mecânico, os drones se comportam de maneira diferente dos pássaros e pesam consideravelmente mais. Portanto, é incerto se uma aeronave que foi testada com sucesso contra a colisão de pássaros também sobreviva a uma colisão com um drone."

Deformação
Os drones foram disparados a velocidades que iam de 400km/h a 915km/h aproximadamente. Os testes foram realizados em chapas de alumínio de até 8 milímetros de espessura. Sem surpresa, houve uma "deformação substancial" das placas e as peças ficaram "completamente destruídas". Ainda é necessário fazer uma variedade de testes para determinar se são necessárias melhorias na estrutura das aeronaves para suportar a colisão com esses "pássaros de lata". Quando a equipe estiver com os resultados dos testes concluídos, eles esperam que seja possível que engenheiros testem virtualmente diferentes superfícies ou materiais sem a necessidade de um equipamento de testes caro.

Fonte: Olhar Digital, via FAB

quarta-feira, 3 de julho de 2019

RPA - Drones

FAB incorpora drone que estava com a PF
A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Israel Aerospace Industries assinaram na última semana um acordo para restauração, treinamento de pessoal e serviços de suporte para o RPAS (Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada) Heron antes operado pela Polícia Federal do Brasil. O acordo prevê que a IAI preste gerência de suporte e serviços de manutenção durante três anos, treinando técnicos de sistemas, operadores de carga e pilotos de RPAS da FAB. O contrato também inclui um centro de comando e controle para operar remotamente a aeronave não tripulada. Desenvolvido no início dos anos 1990, o drone Heron acumula atualmente 400 mil horas de voo em serviço com mais de 20 clientes ao redor do mundo. Segundo dados da IAI, o veículo aéreo não tripulado pode permanecer voando por mais de 45 horas e alcançar até 35.000 pés de altitude (10.668 metros). A principal missão do aparelho são missões de vigilância.

Vigilância
Em janeiro de 2019, a Polícia Federal formalizou a cessão de duas RPA (Aeronave Remotamente Pilotada, na sigla em inglês) Heron para a FAB. As aeronaves não tripuladas foram adquiridas em 2009 para atuar em missões de vigilância contra o narcotráfico, principalmente nas regiões de fronteiras. Com a introdução do Heron, a FAB agora opera três tipos de ARP. Os outros modelos são o Hermes 450 (quatro unidades) e o Hermes 900 (uma unidade), ambos fornecidos pela fabricante israelense Elbit.

Fonte: FAB

terça-feira, 2 de julho de 2019

Risco baloeiro

Balões colocam em risco voos de aeronaves
Em média, a cada 8 horas um balão foi flagrado por pilotos de aviões ou controladores de tráfego aéreo no país, nos primeiros seis meses de 2019. Foram 553 balões avistados e informados ao Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) da FAB (Força Aérea Brasileira), o equivalente a 56% dos 971 casos registrados em 2018. Só no Estado de São Paulo, foram 303 ocorrências neste período, sendo que 48% dos casos foram registrados na área do aeroporto internacional de Guarulhos.

Soltar balão é crime
A prática de soltar balões é considerada crime, pelo risco de causar incêndios e também prejudicar o tráfego aéreo, colocando em risco aviões e helicópteros. Pela lei ambiental, a prática pode resultar em pena de um a três anos de prisão e pagamento de multa. Já por oferecer risco ao espaço aéreo, a pena pode chegar a até 12 anos de prisão. Um dos casos relacionados foi o de um piloto da Gol informando em relatório enviado ao Cenipa a presença de 10 balões, nas proximidades do aeroporto de Congonhas, forçando-o a fazer uma manobra de desvio. Os balões teriam afetado, ainda, outras três aeronaves na mesma rota. Além deste caso, neste último final de semana, ao menos três incêndios foram registrados na cidade de São Paulo. A suspeita é de que foram provocados por balões que caíram e pegaram fogo. Em um dos casos, um balão solto em uma das casas vizinhas chegou a destruir um galpão comercial. Um dos homens que soltaram o balão foi preso pela polícia.

Impacto em aeronaves
Em 2018, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) da Força Aérea Brasileira registrou 782 ocorrências de balões no espaço aéreo brasileiro. Segundo especialistas, o impacto de um balão com uma aeronave pode danificar sua fuselagem, motores ou hélices e atrapalhar o funcionamento de equipamentos. Em 2011, um Airbus-319 com cerca de 200 passageiros colidiu com um balão após decolar do aeroporto do Galeão, no Rio. O balão provocou o entupimento dos “tubos de pitot”, sensor que mede a velocidade do ar. Sem o registro, os computadores sofreram panes e perderam leitura de velocidade e altitude. O piloto teve que fazer um pouso emergencial no aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Espaço

Satélite SGDC leva banda larga a 1 milhão de alunos da rede pública
Demorou, mas o SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), que chegou ao espaço em maio de 2017, começa, em 2019, a entregar seus primeiros resultados, levando sinal de internet a áreas remotas do país. Foram pouco mais de dois anos inoperante — com um prejuízo diário de R$ 800 mil aos cofres públicos —, porém os dias de ócio chegaram ao fim. Segundo a Telebras e a Viasat, empresas que operam o satélite em parceria, o número de escolas da rede pública conectadas chegou a 3,7 mil em maio. Ao todo, mais de 1,2 milhão de estudantes são beneficiados pelo projeto. Boa parte desses alunos vive em locais desprovidos de internet ou em regiões onde o sinal é extremamente lento. Dados do Cetic, comitê que monitora o avanço da internet no Brasil, estimam que só 39% das escolas rurais dispõem de acesso à rede. Destas, 61% dividem entre todos os alunos uma conexão cinco vezes mais lenta que a velocidade considerada mínima para uma navegação estável (10 Mbps). Desse jeito, fazer pesquisas mais complexas e assistir a vídeos é praticamente inviável. A banda larga de 20 Mbps fornecida pelo SGDC busca minimizar esse problema.

Educação
"Tem sido exatamente como esperávamos: muitos estudantes usando tablets ou laptops para propósitos educacionais", diz Lisa Scalpone, gerente-geral da Viasat do Brasil, que ressaltou a dificuldade em instalar os aparelhos em regiões remotas. "Tem sido duro, muito mais difícil do que imaginávamos. Para chegar a muitos lugares é preciso ir de caminhão ou de barco.” Mas o propósito do primeiro Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas não é só a inclusão digital. O projeto também pretende fortalecer a soberania nacional. Essa dualidade se reflete na própria estrutura do satélite, que opera tanto na banda X quanto na Ka. A primeira é destinada exclusivamente ao uso militar, para fornecer às forças armadas um canal de comunicação seguro e autônomo, enquanto a segunda é voltada à sociedade civil. Não foi à toa que o governo, por meio dos ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, investiu R$ 2,8 bilhões no SGDC: é um projeto considerado estratégico para o desenvolvimento do país.

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Para entender melhor o projeto, é preciso levar em conta a dimensão territorial brasileira e a forma como seus habitantes estão distribuídos. De acordo com um estudo da Embrapa, áreas urbanas somam menos de 1% do território nacional, mas concentram 84% da população. Ainda assim, dezenas de milhões de brasileiros vivem afastados dos centros urbanos, que praticamente monopolizam a oferta de internet — as grandes cidades são os locais de maior mercado de telecomunicação e, claro, maior lucro para as empresas.

Fonte: Revista Galileu, via FAB

domingo, 30 de junho de 2019

Especial de Domingo

Neste final de junho de 2019, rememoramos o 2º e o 3º Congresso de Aeronáutica, lembrando que o segundo, realizado em 1949, comemorou neste mês os 70 anos de sua realização.
Boa leitura.
Bom domingo!

2º CONGRESSO DE AERONÁUTICA
Em junho de 1949, reuniu-se no Rio de Janeiro o Segundo Congresso de Aeronáutica. Quinze anos haviam decorridos desde o primeiro Congresso, realizado em 1934, em São Paulo. E, como naquela ocasião, formou-se uma comissão para estudar e debater a questão do desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

O Congresso foi aberto pelo Brigadeiro do Ar, Armando Trompowsky, Ministro da Aeronáutica, e seu temário abrangia assuntos variados, como os problemas de ensino aeronáutico, da ampliação e melhoramento da infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, do direito aeronáutico, da medicina da aviação, da formação de pilotos civis e outros.

Impresso da UBAC - União Brasileira de Aviadores Civis

A abertura total do mercado brasileiro às sobras de guerra norte-americanas havia comprometido o parque industrial instalado. No final da guerra, o país dispunha de quatro empresas fabricantes de aeronaves: a Companhia Aeronáutica Paulista, a Companhia Nacional de Navegação Aérea, a Fábrica do Galeão e a Fábrica de Aviões de Lagoa Santa, além da Fábrica Nacional de Motores. A Escola Técnica do Exército formava engenheiros com especialização em aeronáutica, e um núcleo de pesquisas desenvolvia tecnologia na Seção de Aeronáutica do IPT. Era uma base industrial e técnica significativa, fruto de um esforço de mais de vinte anos e das condições excepcionais do período de guerra.
Em 1949, esse patrimônio tinha sido atingido pela concorrência predatória das sobras de guerra norte-americanas. Não houve uma política industrial no pós-guerra que possibilitasse a sobrevivência da nascente indústria nacional frente à avassaladora penetração do produto estrangeiro.
Nesse quadro, reuniu-se uma comissão sobre indústria aeronáutica e fomento do Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Suas recomendações surgem num contexto de desalento e de encerramento das atividades das indústrias aeronáuticas no país.
Em novembro de 1948, a Companhia Nacional de Navegação Aérea fechara as suas portas. Em dezembro do mesmo ano, foi seguida pela Companhia Aeronáutica Paulista. A Fábrica do Galeão tinha suas atividades praticamente paralisadas. A Fábrica de aviões Lagoa Santa caminhava para transformar-se em parque de material aeronáutico da Força Aérea. A Fábrica Nacional de Motores era privatizada, entregue ao capital estrangeiro, e transformava-se em indústria automotiva.
Três teses foram apresentadas ao Segundo Congresso sobre o problema do desenvolvimento industrial: “Reerguimento da Indústria Aeronáutica Nacional”, de autoria do engenheiro Romeu Corsini, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas; “Indústria e Fomento”, apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica; “Problemas de Administração e Construção Aeronáutica no Brasil”, do engenheiro Luís Felipe Marques.
Romeu Corsini iniciava sua tese, constatando o fechamento das duas únicas empresas privadas e historiando a trajetória da Companhia Aeronáutica Paulista. Lembrava que, a partir de 1947, a CAP reduzira seu pessoal técnico ao mínimo. Visando a redução de despesas, concentrara seus esforços na produção de dois modelos de aparelhos, com o objetivo de resistir à forte concorrência norte-americana. Mas os resultados tinham sido nulos, e a empresa encerrara a produção de aeronaves.

O engenheiro lamentava que o Brasil passasse de condição de auto-suficiência na produção de aviões leves para instrução à dependência em relação aos estrangeiro, e evocava o caráter estratégico da indústria aeronáutica. De fato, a preocupação com a segurança nacional motivara a Campanha Nacional de Aviação, que tivera como razão básica a formação de pilotos para a constituição da reserva da Aeronáutica. A Campanha foi o principal instrumento de criação do mercado para a CAP e para a CNNA.

EngºRomeu Corsini - Pioneiro em pesquisas sobre combustíves renováveis, um dos fundadores da Escola de Engenharia de São Carlos, faleceu recentemente,em 25/3/2010

Corsini apontava a necessidade estratégica da manutenção de núcleos industriais e tecnológicos que, em situação de emergência, poderiam ser ampliados rapidamente, acrescentando ter sido essa a razão que levara o Estado-Maior a recomendar que os aviões para a instrução fossem fabricados no país. Para o engenheiro, ao Estado cabia a função de fomentar a indústria aeronáutica, citando o plano quinquenal elaborado em 1946 pelo governo argentino, para desenvolver sua indústria de aviões.
O plano argentino correspondia a uma concepção que pressupunha o Estado como agente do desenvolvimento econômico: “El poder executivo considera que la produccion aeronáutica nacional es el principal fundamento efectivo del potencial aereo del país.”
No Brasil de 1949, o Governo Dutra significava uma opção diametralmente oposta, na qual o Estado deveria deixar o espaço livre para a ação das chamadas forças de mercado. Essa concepção, evidentemente, não atendia à necessidade de sobrevivência da indústria aeronáutica nacional, abalada pela concorrência desigual dos produtos norte-americanos. A tese de Corsini não encontrava eco no Governo Federal. O engenheiro concluía apresentando sua proposta de uma política de fomento da indústria nacional, propondo uma política de encomendas pelo Ministério da Aeronáutica de 100 aviões por ano, pelo menos. Inicialmente, as encomendas seriam de aviões do tipo Paulistinha. A fábrica não disporia de uma seção técnica própria, de forma a reduzir os custos, devendo manter convênios com o IPT que, por sua vez, receberia uma subvenção do Governo Federal. A proposta de Corsini visava a evitar a dispersão dos técnicos da Companhia Aeronáutica Paulista e, através de uma política de compras do Ministério da Aeronáutica, criar escalas de mercado para a capital nacional no segmento de aviões de instrução primária.
A segunda tese foi apresentada pelo Instituto Brasileiro de Aeronáutica do Rio de Janeiro: “ Indústria Aeronáutica e Fomento”. O IBA iniciava sua tese lembrando que já em outubro de 1945, o engenheiro Frederico Abranches Brotero, do Instituto de Pesquisa Tecnológicas de São Paulo, apresentara à Instituição um “Plano de Industrialização da Aeronáutica Brasileira”. Em janeiro de 1946, o IBA participou do Segundo Congresso Brasileiro de Engenharia, apresentando um trabalho denominado “Planejamento industrial”. Os dois trabalhos concluíam por justificar a existência de uma indústria aeronáutica nacional e refletiam a preocupação dos meios aeronáuticos com o futuro desse segmento da indústria brasileira.
A tese do IBA propunha a organização de um programa de produção aeronáutica; a elaboração de um programa de protótipos; a padronização do material aeronáutico e o estudo de um sistema de auxílio à expansão e equipamento das indústrias fornecedoras de insumos para a indústria aeronáutica.
O documento do IBA considerava que o Brasil não poderia deixar de dispor de uma “indústria básica para o potencial militar e para a solução do problema de transporte”. Considerava ainda que na indústria aeronáutica a mão-de-obra e despesas gerais representavam cerca da metade do custo de produção e que a produção de aeronaves no país permitiria uma economia de divisas de pelo menos sessenta por cento do custo de importação.
O ponto de maior interesse do trabalho consistia numa defesa extraordinariamente lúcida de necessidade do desenvolvimento de projetos adaptados às condições específicas brasileiras: “as condições do transporte aéreo no Brasil diferem das encontradas nos países altamente industrializados, cuja produção se compõe de aviões especialmente estudados para as condições próprias locais. Esses aviões são muito utilizados no mundo inteiro, embora não preencham da mesma forma os requisitos apresentados por países de situação geográfica e condições econômicas diferentes, tal é o caso das vastas regiões da América do Sul, Austrália, Canadá e África. O estudo, projeto e construção de tipos de aviões especialmente adaptados às condições brasileiras constituem-se em tarefa de grande interesse econômico que somente pode ser resolvida de modo satisfatório, por uma indústria nacional. Enquadram-se, neste caso, os aviões de transporte para linhas secundárias no interior do país, aparelhos atualmente inexistentes no mercado mundial”.

Vinte anos mais tarde, a criação da Embraer para a fabricação do Bandeirante, um avião projetado para a aviação regional, capaz de operar em pistas de terra com a mínima infra-estrutura aeroportuária e de auxílio à navegação, comprovou o acerto da tese defendida pelo IBA: nos anos 1960,ainda não havia nenhum avião similar ao Bandeirante disponível no mercado internacional.A tese propunha uma política de encomendas pelas Força Aérea Brasileira para evitar o desaparecimento das indústrias existentes.

1º Voo do Avião Bandeirante, em 1968

A terceira e última tese apresentada ao Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica era de autoria do engenheiro Luís Felipe Marques, que, no entanto, não chegou a ser discutida pela comissão, visto que seu autor desejava apenas que fossem submetidas à aprovação do Congresso as conclusões da quarta comissão do Segundo Congresso de Engenharia e Indústria, cujo conteúdo era análogo à tese apresentada pelo IBA.
O Segundo Congresso acolheu as recomendações contidas nessas teses, acrescentando que os poderes públicos fixassem, através do “Conselho Nacional de Aeronáutica”, órgão a ser criado, os pontos básicos de uma política de desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional.

3º CONGRESSO DE AERONÁUTICA
Em março de 1955, reuniu-se, em São Paulo, o Terceiro Congresso Brasileiro da Aeronáutica. Como das vezes antecedentes, formou-se uma comissão para discutir a questão da indústria aeronáutica e diversas teses foram apresentadas.
O engenheiro paulista Marc W. Niess defendeu a tese “Possibilidade da indústria de Aviões Leves no Brasil”.
Iniciava sua exposição, analisando as causas dos fracassos das tentativas anteriores que, para ele, “não obedeciam a um plano comercial que garantisse seu funcionamento. Os seus produtos só tinham um comprador importante: o Governo”. Era fundamental para Niess que as novas tentativas se apoiassem no mercado particular. Entretanto, o engenheiro julgava ser muito difícil atrair capitais para o setor em função da “atmosfera de dúvida gerada pelos insucessos do passado”.
Contudo, a própria trajetória de Marc Niess desmentiu a viabilidade de iniciativas industrias no setor baseadas unicamente no mercado particular, que prescindissem da intervenção estatal.
Os capitais privados não se sensibilizaram com a perspectiva de concorrer com produtos estrangeiros no mercado interno, sem nenhum tipo de proteção, valendo-se apenas da qualidade de seus produtos e de preços competitivos. Foi, aliás, uma empresa estatal, a Fábrica do Galeão, que produziu o único avião projetado por Marc Niess e que chegou a ser fabricado em série: o aparelho 5 FG, segundo a denominação da fábrica, ou o aparelho 1–80, segundo a denominação de seu projetista.
Niess projetou um segundo avião em 1952, um aparelho destinando ao treinamento primário, com estrutura de tubos de aço soldados e madeira coberta de tela, para dois lugares. Mas introduziu alguns avanços, como um trem de aterrissagem triciclo, que possibilitava pousos mais simples, além de asas de enflechamento negativo. Apenas dois protótipos foram construídos e voaram normalmente. O avião foi denominado 2-100, ou seja: segundo o projeto de Niess. Com um motor de 100 cavalos.
Em 1960, a Marinha estava interessada em equipar o porta-aviões Minas Gerias, recém-adquirido da Inglaterra, com aviões de fabricação nacional. Surgira um contencioso entre a Marinha e a Aeronáutica sobre quem operaria os aviões do Minas Gerais. Nesse momento, por inspiração da Marinha, formou-se a Companhia Brasileira de Aeronáutica, situada junto à base aeronaval de São Pedro de Aldeia, no Rio de Janeiro, com a finalidade de produzir uma aeronave para operar no porta-aviões. Marc Niess foi chamado a projetar o aparelho. Seria uma aeronave inteiramente metálica, denominada Fragata. O projeto foi realizado e o avião começou a ser construído, mas o protótipo nunca chegou a voar. Em 1961, o Governo Federal resolveu o conflito de interesse entre a duas forças, determinando a operação de helicópteros navais pela marinha e de aviões de asa fixa pela aeronáutica.

Encerrando o projeto da aeronave Fragata, Niess fundou uma empresa para a fabricação seriada de seus dois modelos 1-80 e 2-100. Era a Clark & Niess, e instalou-se em Tatuí, interior de São Paulo, dando inicio à construção de dois aparelhos de cada modelo. Em 1963, contudo, cerca de um ano após a sua fundação, a empresa encerrava suas atividades. Não havia encomendas governamentais, nem capital suficiente para disputar uma parcela do mercado particular. Os quatro aparelhos em construção nunca foram concluídos.

Uma segunda tese foi apresentada pelo engenheiro Romeu Corsini, do IPT. Inicialmente, Corsini caracterizava uma nova fase de desenvolvimento econômico da país, marcada da fronteira agrícola no oeste de Minas, sudoeste do Paraná e nos Estados de Goiás e Mato Grosso. Esse movimento de interiorização do desenvolvimento exigiria o emprego, cada vez mais frequente do avião como meio de transporte. O Brasil já disporia de um parque industrial capaz de fornecer os insumos para a indústria aeronáutica. Faltaria apenas uma ação de planejamento. Para realizá-la, Corsini preconizava a criação de uma comissão com poderes para definir uma política industrial e tecnológica para o setor.

Seriam funções dessa comissão estudar e fixar as normas brasileiras de aeronáutica, propor estudos ou pesquisas a serem financiadas pelo Governo ou pela indústria, fomentar a indústria de aeronaves, mediante o concurso de projetos e protótipos financiados pelo Governo, para atender às necessidades mais urgentes do país, tais como: táxi aéreo, instrução, aviação agrícola, transporte de passageiros, etc. Caberia ainda à comissão o fomento à indústria de materiais, peças e acessórios, pela conjugação de esforços com a indústria e com os órgãos controladores de importação.
Corsini voltava a defender a idéia de uma comissão com poderes para definir uma política industrial para a aeronáutica, que apresentara originalmente em 1949, no Segundo Congresso Brasileiro de Aeronáutica. Ela viria a tomar forma durante o Governo Jânio Quadros, com a criação do Grupo Executivo da Indústria de Material Aeronáutico – GEIMA, pouco depois da criação do GEIA – Grupo Executivo da Indústria Automobilística.
O GEIMA foi presidido pelo Brigadeiro Faria Lima, mas não logrou obter do Governo a decisão política de implantar a grande indústria aeronáutica no país. Ao contrário do GEIA, sua atuação não deixou maiores marcas na trajetória na indústria aeronáutica no país.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

sábado, 29 de junho de 2019

Transporte Aéreo

Brasil e Austrália querem viabilizar voo entre São Paulo e Melbourne
Austrália e Brasil poderão estrear uma rota no primeiro trimestre de 2020. Os países nunca tiveram um voo regular que os conectasse. O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, e o embaixador da Austrália no Brasil, Timothy Kane, se reuniram recentemente para falar sobre a isenção de vistos para turistas australianos e as perspectivas de aumento do fluxo de passageiros entre os dois países. De acordo com Kane, o estado de Victória, na região sul, teria interesse e recursos financeiros para propor um voo direto entre as cidades de Melbourne e São Paulo. Segundo o site Airway, Gilson Neto declarou: “Este voo será mais uma ferramenta para ampliar nossa conexão aérea, além de facilitar a ligação com outros países, como Nova Zelândia, Papua Nova Guiné, Malásia, Cingapura, Tailândia e China. De Xangai e Pequim, os chineses poderão chegar ao Brasil com apenas uma conexão."

Turismo
A Austrália enviou pouco mais de 40 mil turistas para o Brasil no ano passado, um incremento de 24% em relação a 2017. Atualmente, uma das rotas mais acessíveis para chegar à Oceania passa por Santiago do Chile onde a LATAM possui um voo direto justamente para Melbourne realizado cinco vezes por semana com um Boeing 787, além de uma frequência diária para cidade de Auckland, na Nova Zelândia. Desde que o Chile e a cidade australiana passaram a ser ligadas pelo voo direto, o movimento de passageiros cresceu significativamente – em 2018 foram 135 mil turistas australianos no Chile.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Psicologia de Aviação

Curso de Psicologia da Aviação

Inscrições até o dia 30/06/19

O objetivo do Curso de Psicologia de Aviação (CPAv) do Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA) é preparar psicólogos para atuarem no contexto da aviação. Por isso, é indicado para psicólogos vinculados à atividade aérea que atuam junto aos pilotos e tripulantes da atividade aérea. O IPA acredita que o suporte psicológico contribui para a obtenção de melhores resultados operacionais e possibilita o desenvolvimento do meio aeronáutico com maior eficiência e segurança. O curso é também uma oportunidade de aperfeiçoamento e atualização profissional para os psicólogos integrantes do Sistema de Psicologia da Aeronáutica (SISPA) e para os novos militares, é a chance de familiarizarem-se com as atividades do campo aeroespacial.

Aulas em agosto
O CPAv/2019 é avaliado, atende à modalidade presencial e o IPA emite certificado de qualificação profissional para os alunos que concluírem com aproveitamento o curso. A programação compreende o período de 5 a 30 de agosto de 2019 e as aulas teóricas serão ministradas no espaço de convenções “Costa Business” do Clube de Aeronáutica do Rio de Janeiro. O curso inclui também visitas às Organizações Militares com o intuito proporcionar experiências de aprendizagem e a vivência dos futuros psicólogos da aviação. Em caso de eventuais dúvidas, o candidato deve entrar em contato com a Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos do IPA, por meio dos telefones: (21) 2157-2917/(21) 2157-3038.

Indicação
1. Militares da ativa e civis do Comando da Aeronáutica:
As indicações deverão ser realizadas no Portal da Capacitação do COMGEP, por meio eletrônico no Sistema de Gerenciamento da Capacitação (SGC) ou conforme requer as Fichas Informativas de Curso (FIC) da TCA37-14; tudo no http://dcp.comgep.intraer/portal_comgep/.

2. Demais Psicólogos vinculados à atividade aérea:
Os psicólogos interessados que não pertencentes ao Comando da Aeronáutica devem recorrer às Instituições com as quais mantém vínculo empregatício e solicitar a indicação por meio de Ofício ou Carta (contendo o número do CRP e o motivo do interesse), endereçado ao Chefe do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER) - Esplanada dos Ministérios, Bloco M – aos cuidados da 1ª Subchefia (1SC), no 6º andar. CEP: 70.045-900 - Brasília/DF.

Matriculados
Os militares matriculados pelo IPA devem providenciar a inspeção de saúde de aeronavegante (inspeção “b” - inicial aeronavegante na FAB, ou equivalente) e apresentar o documento válido no primeiro dia de aulas à Coordenação do Curso, para serem inscritos nas atividades que demandam esforço fisiológico.

Trajes
Os uniformes previstos para o curso são o 7ºB ou 8º RUMAER para militares da ativa na FAB e o correspondente nas demais Forças Armadas ou de Segurança Pública. Militares da Reserva, Reformados ou Civis devem atender às aulas com traje passeio ou equivalente ao macacão operacional, quando houver.

Fonte: FAB

quinta-feira, 27 de junho de 2019

Aeronaves

FAB terá seu primeiro jato Embraer Phenom 100
A Força Aérea Brasileira (FAB) receberá uma nova aeronave em sua frota, o jato executivo Phenom 100, da Embraer. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o primeiro exemplar do avião sendo concluído nas instalações da fabricante. O jato terá a designação militar na categoria Utilitária U-100 e matrícula FAB-3701. Será operado pelo 6º ETA (Esquadrão de Transporte Aéreo), o “Esquadrão Guará” da ALA 1, sediada no Aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília.

O Esquadrão Guará tem um papel bastante versátil na força e por isso reúne aviões variados como o C-95 Bandeirante, o C-97 Brasilia, C-98 Grand Caravan e U-35 e U-55. A FAB teria encomendado quatro unidades do Phenom 100EV com opção para mais duas aeronaves.

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Aeroportos

Governo quer repassar aeroportos da Infraero para iniciativa privada
O governo do presidente Jair Bolsonaro quer repassar todos os aeroportos da Infraero para a iniciativa privada até 2021, inclusive Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada, no dia 24 de junho de 2019, pelo ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. Segundo ele, o Brasil está na mira de investidores internacionais e a abertura do setor de aviação para o capital estrangeiro, já aprovada pelo Congresso Nacional, vai impulsionar o crescimento do setor. Em evento promovido pela Lide, Conselho de Líderes Empresariais, no Rio, Freitas declarou: “Já fizemos 12 leilões de aeroportos. Houve interesse da iniciativa privada. Em outubro, vamos fazer um leilão de 22 aeroportos. E depois mais um leilão de outros 22 aeroportos, incluindo Santos Dumont e Congonhas. Será até o fim de 2021, ou no mais tardar no início de 2022. Mas a ideia é passar tudo para a iniciativa privada até 2021."

Abertura
Segundo o jornal Estadão, o ministro avaliou que a abertura do mercado de aviação para empresas estrangeiras ajuda a criar concorrência também para os aeroportos: “Tivemos uma vitória que vai impulsionar o mercado de aviação que é o capital estrangeiro. Depois da Air Europa, há mais três ou quatro empresas estrangeiras interessadas em vir para o Brasil." A maior dificuldade apontada pelos investidores, segundo Freitas, é o ambiente regulatório brasileiro, altamente complexo, e o preço do combustível, “o mais caro do mundo”, disse em referência ao querosene de aviação.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Tecnologia

Boeing investirá US$ 1milhão em pesquisa de biocombustível no Brasil
A Boeing anunciou, em 17 junho de 2019, US$ 1 milhão em investimentos nos esforços do Brasil para estabelecer uma indústria de combustível sustentável para aviação. O investimento focará em iniciativas que maximizem benefícios sociais, econômicos e ambientais para as comunidades locais envolvidas no desenvolvimento de matérias-primas que possam ser usadas para produzir combustível sustentável para aviação (SAF, sigla em inglês). Em 2018, a empresa já havia investido outro US$ 1 milhão para as ações do setor no Brasil. “O Brasil é uma potência em biocombustível e acreditamos que essa liderança pode se traduzir em benefícios para pequenos agricultores e comunidades que participam da cadeia de fornecimento de múltiplas matérias-primas que viabilizam a produção de biocombustível para aviação no país”, disse Marc Allen, vice-presidente sênior da Boeing e presidente da Parceria com a Embraer e das Operações do Grupo.

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Datas Especiais

24 de junho:
Dia da Aviação de Reconhecimento
Para homenagear o Dia da Aviação de Reconhecimento, celebrado no dia 24 de junho, a Força Aérea Brasileira (FAB) produziu um vídeo especial. O trabalho ressalta que desde os ousados balões usados na Guerra do Paraguai, em 1867, em que os olhos eram os únicos sensores, o Reconhecimento Aéreo evoluiu para equipamentos de última geração, cujas qualidades, associadas às modernas aeronaves, possibilitam o reconhecimento de alvos em profundidade. A Aviação de Reconhecimento atua em uma gama variada de cenários, cumprindo ações de Busca e Salvamento, Controle e Alarme em Voo e Reconhecimento Aéreo. Em caso de guerra, tem papel essencial na coleta de dados específicos sobre as forças inimigas e áreas sensíveis.

Tecnologia

Israelenses fazem primeiro avião comercial elétrico
No Paris Air Show 2019 foi apresentado o primeiro avião de passageiros comercial totalmente elétrico do mundo, ainda que seja um protótipo. A empresa israelense Eviation diz que a aeronave, chamada Alice, poderá transportar nove passageiros em uma viagem de até 1.040 km de distância e a 440 km/ h. Espera-se que a aeronave esteja pronta para entrar em serviço em 2022. Alice tem uma aparência pouco convencional. Conta com três hélices viradas para trás, uma na cauda e duas na ponta das asas para neutralizar os efeitos do arrasto. Ela também tem uma fuselagem inferior plana para ajudar sua sustentação. "Este avião não é assim porque queremos construir um avião genial, mas porque é elétrico", disse o CEO da Eviation, Omer Bar-Yohay.

Pedidos
A Eviation já recebeu seus primeiros pedidos. A companhia aérea regional americana Cape Air, que opera uma frota de 90 aeronaves, fez um acordo para comprar algumas aeronaves Alice. A empresa está usando a Siemens e a magniX como fornecedoras dos motores elétricos. De acordo com o diretor da magniX, Roei Ganzarski, o potencial de negócios para aviões elétricos de pequeno porte é evidente se você levar em conta as 2 bilhões de passagens aéreas vendidas por ano para voos a menos de 400 km de distância. E, além disso, a eletricidade é muito mais barata que o combustível convencional.