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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 20 de dezembro de 2020

Especial de Domingo

A semana que passou trouxe uma magnífica notícia para a cidade de Ubatuba (SP) sede do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação. A volta do transporte aéreo regular no município abre perspectivas extraordinárias e merece o apoio de todos. No conteúdo de hoje, saiba mais sobre esta boa nova e confira um estudo de caso sobre o tema, apresentado pelos pesquisadores Roberto Tadeu de Araujo e Marcio Ney da Silva Duarte, do Instituto de Controle do Espaço Aéreo, em 2016.
Boa leitura!
Bom domingo!

A volta do transporte aéreo regular em Ubatuba (SP)
Foram iniciadas, dia 18 de dezembro de 2020 e seguem até 31 de janeiro de 2021, as operações regulares de voos comerciais ligando Ubatuba (SP) à capital São Paulo. Os voos fazem parte do programa Conecte-se da Azul Linhas Aéreas, empregando aeronave Cessna 208 Caravan, com capacidade para nove passageiros. O Conecte-se, além de Ubatuba (SP), no litoral de São Paulo, serve a um grupo de cidades turísticas, com voos regulares na temporada de verão 2020-2021. Além de Ubatuba e Itanhaém, no estado de São Paulo, a malha especial abrange as cidades de Paraty, Angra dos Reis e Búzios, no estado do Rio; Guarapari, no Espírito Santo; Canela e Torres, no Rio Grande do Sul; e, Jericoacora, no Ceará.

Chamado de “Verão Azul Conecta”, o projeto da Azul tem o objetivo de incentivar os turistas a utilizarem a via aérea, abreviando o tempo de viagem, em relação ao período, caso o trajeto fosse realizado em automóvel.

Pilotos
Os voos da Azul Conecta ligando a capital São Paulo (aeroporto de Congonhas) a Ubatuba (aeroporto Gastão Madeira), entre dezembro de 2020 a janeiro de 2021, são diários e duram cerca de 55 minutos. O Caravan parte de São Paulo às 08 horas e decola do litoral às 09h20. Os tripulantes do primeiro voo da retomada de viagens aéreas comerciais em Ubatuba, no dia 18 de dezembro de 2020, foram o comandante Flávio Fernandes Vigatto e o copiloto Marcelo Rodrigues Moreira, com a aeronave Cessna 208 Caravan matrícula PT-MED.

Voos comerciais em Ubatuba
É a quarta vez que a cidade de Ubatuba (SP) passa a contar com voos regulares. Conforme o livro "Sobre o Mar de Iperoig: a Aviação em Ubatuba", a primeira experiência de voos comerciais entre a cidade e a capital ocorreu com pequenos aviões Stinson 108, para três passageiros, da empresa Valpar, nos anos 1950. Depois, Ubatuba foi servida pelos voos dos DC-3 da Vasp, entre 1967 e 1970. A localidade voltaria a ter voos comerciais com os aviões Bandeirante da Rio-Sul, entre outubro de 1980 e dezembro de 1982.

Um estudo de caso
Já em 2016, os pesquisadores Roberto Tadeu de Araujo e Marcio Ney da Silva Duarte, do Instituto de Controle do Espaço Aéreo, localizado em São José dos Campos (SP), trataram de uma possível solução para ligação entre cidades não servidas por aviação regular - e que necessitam do modal de transporte aéreo - com o estabelecimento de rotas operadas por aeronaves de pequeno porte. Tadeu e Marcio aventaram a hipótese - tendo como exemplo uma linha entre São Paulo e Ubatuba - que seria apresentada na 19ª Conferência Internacional de Sistemas Inteligentes de Transporte (19th International IEEE Conference on Intelligent Transportation Systems), que ocorreu de 1 a 4 de novembro de 2016, no Rio de Janeiro. Antes, em Ubatuba, na última semana de junho de 2016, eles apresentaram considerações preliminares do trabalho na reunião Café Voador, promovida mensalmente pelo NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação e Aeroclube de Ubatuba.

Transporte inter-regional

No artigo, Roberto Tadeu e Marcio Ney argumentaram que uma possível solução para a problemática do transporte inter-regional entre o litoral norte paulista, mais o município de Paraty (RJ), e a cidade de São Paulo (SP), é a hipótese de voos de baixo custo realizados por aviões de pequeno porte, a partir do Aeroporto Gastão Madeira, localizado em Ubatuba (SP). Enfatizaram que o adensamento populacional das áreas urbanizadas provocam impactos importantes no meio ambiente urbano, além do natural. Visando repará-los ou atenuá-los desenvolveu-se o conceito de “Cidade Inteligente”. A implantação da atividade de um Sistema de Transporte Inteligente eficiente deve ser consolidado com medidas e projetos que proporcionem conforto e funcionalidade nos modelos de transporte já existentes. Assim, uma hipótese de solução para questões de mobilidade e acessibilidade para uma determinada cidade ou região é a adoção do transporte aéreo inter-regional.

Fluxo turístico
Considerando o fluxo turístico na área formada pelo litoral norte paulista - integrado pelos municípios de Ilhabela, São Sebastião, Caraguatatuba e Ubatuba - e mais Paraty (RJ), somando perto de 550 quilômetros de costa, Roberto Tadeu e Marcio Ney propuseram um estudo de caso para despertar discussão acerca da possibilidade de se estabelecer uma linha aérea ligando o aeroporto de Ubatuba com o de Congonhas, na capital São Paulo. De acordo com as aerovias disponíveis para ligação entre os dois aeroportos, a distância de voo seria próxima de 180 quilômetros. O curto tempo de voo e o custo da passagem aérea compensariam eventuais dificuldades de acesso por via terrestre, haja vista o excesso de tráfego e frequentes congestionamentos nas estradas de acesso, principalmente em feriados prolongados ou alta temporada de férias.

Tendo em vista as dimensões da pista de pouso de Ubatuba, a expectativa do número de passageiros e o custo operacional, propunha-se, como exemplo, a operação com a aeronave Cessna 208 Caravan ou similar. Esse avião é largamente empregado em voos de baixo custo em outras partes do globo.


Desta forma, o acesso por via aérea seria conveniente para os cinco municípios da área de estudo que, juntos, representam um PIB – Produto Interno Bruto de 16 bilhões de reais, de acordo com dados de 2013 do IBGE (Ubatuba R$ 1,5 bilhão; São Sebastião R$ 5,7 bilhões; Ilhabela R$ 3,3 bilhões; Caraguatatuba R$ 2,4 bilhões; Paraty 3,1 bilhões). No mesmo ano, segundo o IBGE, o PIB do município de Florianópolis (SC), que é servido pelas principais empresas aéreas, foi de R$ 14 bilhões. O Caravan é um monomotor turboélice de asa alta, com capacidade para transportar nove ou dez passageiros. Voa a 320 Km/h e consome cerca de 200 litros de querosene de aviação por hora, o que pode representar consumo médio de 0,07 litro/passageiro/Km voado.

Fotos: Beatriz Rocha e acervo do NINJA

Saiba mais: Blog do NINJA de 03/07/2016 - Clique aqui  e de 19/12/2020 - Clique aqui  

sábado, 19 de dezembro de 2020

Azul em Ubatuba

Azul Conecta inicia voos São Paulo-Ubatuba
O dia 18 de dezembro de 2020 marcou mais uma etapa na história da aviação em Ubatuba (SP). A aeronave Cessna 208 Caravan, PT-MED, batizada de Lady Azul, em função da pintura que reporta ao Outubro Rosa - importante causa social na luta contra o câncer de mama - fez o primeiro pouso no aeroporto Gastão Madeira, situado na área central desta encantadora cidade do litoral norte paulista

O comandante Flávio Fernandes Vigatto e o copiloto Marcelo Rodrigues Moreira decolaram às 8h do aeroporto de Congonhas, na capital paulista, com 9 passageiros, pousando às 8h55m em Ubatuba.

Aproximadamente meia hora depois, Lady Azul decolava, retornando à São Paulo com 6 passageiros, concluindo o voo conforme planejado.


Ubatuba: quarta vez com voos comerciais
Os voos da Azul Conecta ligando a capital São Paulo (aeroporto de Congonhas) a Ubatuba (aeroporto Gastão Madeira), entre dezembro de 2020 a janeiro de 2021, serão diários e durarão cerca de 55 minutos. O Caravan parte de São Paulo às 08 horas e decola do litoral às 09h20. É a quarta vez que a cidade de Ubatuba (SP) passa a contar com voos regulares. Conforme o livro "Sobre o Mar de Iperoig: a Aviação em Ubatuba", a primeira experiência de voos comerciais entre a cidade e a capital ocorreu com pequenos aviões Stinson 108, para três passageiros, da empresa Valpar, nos anos 1950. Depois, Ubatuba foi servida pelos voos dos DC-3 da Vasp, entre 1967 e 1970. A localidade voltaria a ter voos comerciais com os aviões Bandeirante da Rio-Sul, entre outubro de 1980 e dezembro de 1982.

Saiba mais: www.voeazul.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Seleção de bacharéis na FAB

Aeronáutica tem vagas para profissionais de nível superior
Inscrições de 21/12/2020 a 02/01/2021

Análise Curricular de bacharéis em Administração, Direito, Análise de Sistemas e Veterinária
A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou Aviso de Convocação a fim de selecionar Profissionais de Nível Superior para prestação do serviço militar, como Oficiais Temporários, por até oito anos, começando em 2021. Serão distribuídas vagas para diferentes áreas, em diversas localidades do Território Nacional. As Inscrições Eletrônicas ocorrerão entre 10h00 do dia 21/12/2020 e 23h59 do dia 02/01/2021, por meio da página https://convocacaotemporarios.fab.mil.br/.

Profissões
Há vagas para profissionais das áreas de Administração, Serviços Jurídicos, Análise de Sistemas e Medicina Veterinária. A seleção envolve avaliação curricular, inspeção de saúde, avaliação psicológica e teste de avaliação de condicionamento físico, entre outras etapas. Os Requisitos Específicos e as condições para a participação no Processo Seletivo constam no Aviso de Convocação.

Requisitos e Recomendações
Os voluntários deverão dar especial atenção aos documentos necessários à comprovação dos Requisitos Específicos e dos Parâmetros de Qualificação, visando à comprovação das exigências e à pontuação a serem confirmadas na Validação Documental e Avaliação Curricular. É importante, ainda, que os voluntários se atentem aos exames e atestados a serem apresentados nas datas previstas no Aviso de Convocação.

Aviso de Convocação: Clique aqui 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Gripen F-39

Saab Brasil entrega a primeira peça nacional do Gripen F-39
A fábrica de aeroestruturas da Saab no Brasil concluiu a produção de sua primeira peça para o Gripen E/F, o cone de cauda. A fábrica, localizada em São Bernardo do Campo (SP), é a única produtora de subconjuntos do Gripen fora da Suécia. Seguindo o cronograma de produção, a peça será enviada para Linköping. “Este marco representa uma nova fase da obra, que começou com a implementação da fábrica há três anos e meio. Essa é uma grande conquista para o time. Cerca de metade de nossos montadores passaram pelo treinamento prático (on-the-job) na Suécia, que faz parte do Programa de Transferência de Tecnologia do Gripen. Desde junho, temos trabalhado na transição da fase de design para a fase de produção contínua. Agora está pronta a primeira aeroestrutura do Gripen produzida no Brasil”, comemora Marcelo Lima, Diretor Geral da unidade. Desde a fase de planejamento até a inspeção final, foram investidas 960 horas neste projeto. Destas, cerca de 200 foram só para produção da peça, que se iniciou na última semana de junho deste ano.

Cones de cauda
Uma das beneficiárias do Programa Gripen Brasileiro, a Saab Aeronáutica Montagens é a responsável pela fabricação de 72 cones de cauda, dos quais 36 serão utilizados no Gripen E/F adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB). Além desta estrutura, a fábrica também será responsável pelos freios aerodinâmicos, o caixão das asas, a fuselagem traseira e a fuselagem dianteira para o Gripen E (monoposto) e para o Gripen F (biposto).

Fonte: www.fab.mil.br em 16/12/2020

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Carreiras na Aviação

154 alunos concluem o Curso Preparatório de Cadetes do Ar
A Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), sediada em Barbacena (MG), realizou, na manhã do dia 11 de dezembro de 2020, a solenidade militar de conclusão do Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR). Foram 154 alunos que ingressaram em janeiro de 2018 e encerraram os estudos na Escola. O Comandante-Geral do Pessoal, Tenente-Brigadeiro do Ar Luis Roberto do Carmo Lourenço, presidiu a cerimônia militar, acompanhado do Comandante da EPCAR, Brigadeiro do Ar Paulo Ricardo da Silva Mendes. Também prestigiaram a solenidade o Diretor de Ensino da Aeronáutica, Major-Brigadeiro do Ar Marcos Vinicius Rezende Mrad, oficiais e professores da EPCAR dentre outras autoridades.

Estandarte
Durante a formatura, ocorreu a passagem da condução do Estandarte da Escola, feita pelo Líder do Corpo de Alunos, o Aluno Jean Pedro Dias de Oliveira, ao primeiro colocado da turma do segundo ano do Curso, o Aluno João Victor Mendes Pereira e Silva. Aconteceu, ainda, a entrega do prêmio ao formando primeiro colocado do CPCAR, a entrega de distintivos de conclusão aos formandos e o desfile militar dos integrantes do Corpo de Alunos da Escola que, de forma inédita na FAB, entoaram a Canção ao Ensino da Aeronáutica. Ao término, os formandos realizaram o desfile de despedida e encerram oficialmente a passagem como alunos da Instituição após o “grito de guerra” do Esquadrão Phoenix.

Fonte: FAB

terça-feira, 15 de dezembro de 2020

Embraer

Embraer celebra fim de ano com sobrevoos de esquadrilha
Para marcar o fim de ano, a Embraer realizou, no domingo, 13 de dezembro de 2020, sobrevoos com uma esquadrilha em cidades nas quais mantém unidades fabris.

A formação contou com aviões fabricados pela empresa: um Phenom 300, dois A29 da Esquadrilha da Fumaça e dois jatos comerciais, E190- E2 e E175-E2. O evento foi transmitido pela internet.

Cidades
A esquadrilha sobrevoou São José dos Campos (SP), cidade sede da empresa, Botucatu (SP), onde mantém a unidade Neiva, e Gavião Peixoto (SP), local da produção de aeronaves militares.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

Busca e Salvamento

FAB recebe terceiro SC-105 exclusivo para busca e resgate
A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu, no dia 09 de dezembro de 2020, a terceira aeronave Casa 295 (SC-105 Amazonas), produzida pela Airbus Espanha. A cerimônia de entrega, ocorrida em Sevilha, na Espanha, foi presida pelo Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, acompanhado do Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Major-Brigadeiro do Ar Valter Borges Malta, do Ministro-Conselheiro da Embaixada do Brasil em Madrid, Leandro Zenni Estevão, demais militares e funcionários da Airbus Espanha.

Vetor estratégico
“A Força Aérea Brasileira recebe um vetor estratégico que assegura a capacidade de realizar busca e salvamento em uma área de 22 milhões de quilômetros quadrados de responsabilidade do Estado brasileiro, ou ainda realizando missões de evacuação aeromédica, socorro em voo, e outras missões humanitárias em todo território nacional e na América do Sul”, enfatizou o Diretor-Geral do DECEA. Assim, o Brasil, como estado signatário da Organização de Aviação Civil Internacional, cumpre plenamente as normas e recomendações no quesito de “Busca e Salvamento”. Segundo o Major-Brigadeiro Valter Borges Malta, “com o mais novo SC-105 Amazonas SAR, as tripulações do Esquadrão Pelicano estarão, 24 horas por dia, sete dias da semana, nos 365 dias do ano, aptas a cumprir a missão de Controlar, Defender e Integrar o espaço aéreo sob a responsabilidade do Brasil", destacou.

Esquadrão Pelicano
Configurada para a missão de Busca e Salvamento, a nova aeronave seguirá rumo ao Segundo Esquadrão do Décimo Grupo de Aviação (2°/10° GAV) – Esquadrão Pelicano e contribuirá, sobremaneira, para a robustez operacional da Força Aérea Brasileira nas missões de Busca e Salvamento.

Fotos: COPAC

Fonte: FAB

domingo, 13 de dezembro de 2020

Especial de Domingo

Neste último mês de 2020, ano em que o Instituto Tecnológico de Aeronáutica completou 7 décadas, relembramos a implantação do DCTA -Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.
Boa leitura!
Bom domingo!

A implantação do DCTA
O hoje denominado DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, localizado em São Jose dos Campos, SP, tem sua origem nos anos 40 do século passado. O conceito, porém, já havia sido formulado por Alberto Santos Dumont, anos antes, logo após ter inventado o primeiro aparelho mais pesado que o ar, capaz de decolar e de se sustentar por meio mecânico.

A Origem Conceitual - Santos-Dumont
Bem antes de Santos-Dumont realizar seus primeiros voos no 14-BIS, decolando e pousando por seus próprios meios, em demonstrações públicas no Campo de Bagatelle, Paris, entre 23 de outubro e 12 de novembro de 1906, confidenciava ele aos fabricantes de material e de motores, membros da Sociedade de Engenheiros Civis do Aeroclube de França e da Academia de Ciências de Paris, o importante papel que os dirigíveis e aviões seriam chamados a desempenhar, em futuro breve, logo nas primeiras décadas do século XX, recomendando, assim, a criação de instituições de ensino de aerodinâmica, de materiais e processos, de estruturas e construções de aparelhos aéreos e de pesquisa de materiais e motores, bem como de ensino de comunicações aéreas e de meteorologia.

Cada país, dizia ele, deveria desenvolver sua própria tecnologia, a par com o avanço da ciência aeronáutica, dirigida para projetos e produção de aparelhos, e também como desenvolver produtos e materiais, de acordo com processos e métodos técnicos dos respectivos parques industriais. Foi em seu livro "O que eu vi, o que nós veremos", editado em 1918, que Santos-Dumont registrou a ideia de criação de uma escola técnica, no Brasil, voltada para a aviação, antevendo um centro de tecnologia que só se efetivaria cerca de 30 anos mais tarde.

Eis o parágrafo do livro:"Eu, que tenho algo de sonhador, nunca imaginei o que tive ocasião de observar, quando visitei uma enorme fábrica nos EUA. Vi milhares de hábeis mecânicos ocupados na construção de aeroplanos, produzindo diariamente de 12 a 18. A principal dificuldade para a navegação aérea está no progresso dos motores... Já o aço tem sido melhorado... Outra dificuldade que se apresenta à navegação aérea é a de localizar-se o aeroplano... É tempo, talvez, de se instalar uma escola de verdade em um campo adequado... Margeando a linha da Central do Brasil, especialmente nas imediações de Mogi das Cruzes, avistam-se campos que me parecem bons. Meu mais intenso desejo é ver verdadeiras Escolas de Aviação no Brasil. Ver o aeroplano, hoje poderosa arma de guerra, amanhã meio ótimo de transporte, percorrendo as nossas imensas regiões, povoando nosso céu, para onde, primeiro, levantou os olhos o Pe. Bartolomeu Lourenço de Gusmão."

Uma ideia ambiciosa
Durante o ano de 1941, tanto o Dr. Joaquim Pedro Salgado Filho (primeiro Ministro da Aeronáutica) como o então Contra-Almirante Armando Figueira Trompowsky de Almeida (Diretor de Aeronáutica Naval) tinham, pessoalmente, plena convicção de que, para se desincumbir de sua atribuição mista, civil e militar, o Ministério da Aeronáutica dependeria, essencialmente, dos modernos avanços e do desenvolvimento da tecnologia aeronáutica no país.

Esta premissa não foi bem compreendida e nem assimilada, em toda a sua extensão, por setores representativos da aviação civil e militar, inclusive no campo do transporte aéreo comercial. Contudo, após dois anos de atividades, já com maior convencimento da situação, mercê do envolvimento do país na Segunda Guerra Mundial, o Ministério da Aeronáutica sentiu a necessidade de montar uma sólida base técnica. Na opinião do Ministro Salgado Filho, o órgão próprio para executar um programa de desenvolvimento científico e tecnológico dentro do Ministério da Aeronáutica seria, em princípio, a Diretoria de Tecnologia Aeronáutica, prevista no Ato de regulamentação do Ministério (Decreto-Lei nº 3.730, de 18 de outubro de 1941, efetivada como Subdiretoria de Material pelo Decreto nº 8.465, de 26 de dezembro de 1941).

Foi indicado para assumir aquela Subdiretoria o Ten.-Cel.-Av. (Eng.) Casimiro Montenegro Filho, oficial já consciente da evolução da ciência e da tecnologia aeronáutica. Conhecia bem o meio aeronáutico e, portanto, estava familiarizado com seus problemas. A criação de uma escola de engenharia aeronáutica importava na necessidade de construção de laboratórios e oficinas de elevado custo, mas imprescindíveis ao ensino superior. Esses laboratórios poderiam servir à pesquisa e ao ensino universitário, bem como aos exames, testes, vistorias e demais atividades técnicas de interesse da Força Aérea Brasileira (FAB), atendendo-se às necessidades dos diferentes setores da atividade aeronáutica, em especial da pesquisa básica e científica.

Em 1945, Montenegro vai aos EUA, com o Cel.-Av. (Eng.) Telles Ribeiro, o Cel.-Av. Faria Lima e mais um grupo de Oficiais da FAB em visita a diversas Bases Aéreas Americanas. Lá, são procurados pelo Maj.-Av. Oswaldo Nascimento Leal, que realizava o curso de Engenharia Aeronáutica no Massachussets Institute of Technology (MIT). Este sugere a Montenegro que fosse a Boston para conhecer o MIT e trocar idéias com o Prof. Richard H. Smith, chefe do Departamento de Aeronáutica daquele instituto, antes que Montenegro tomasse qualquer decisão sobre o tipo e modelo de instituição científica e tecnológica a ser submetida ao Estado-Maior e à consideração do Exmo. Sr. Ministro.

Um dos principais objetivos seria elevar a ciência e a tecnologia aeronáutica ao mais alto nível em relação aos das nações mais avançadas, de modo a se obter a consolidação de uma indústria aeronáutica capaz de poder competir com os adiantados países estrangeiros. Todavia, essa não era a única necessidade a suprir. Seria imperiosa a formação de engenheiros para atender, também, o que os americanos chamavam de "spin-off", ou seja, o usufruto de benefícios indiretos que a indústria aeronáutica poderia trazer às indústrias correlatas, como o controle de qualidade de produtos e material de aplicação no campo aeronáutico, à homologação de projetos e protótipos e à otimização de operação de empresas do transporte aéreo comercial, incluindo-se as exigências de segurança técnica sobre a aviação civil em geral, etc.

Em agosto de 1945, ficou definido o Plano Geral do Centro, considerando-se o MIT como modelo para a organização do futuro Centro Técnico do Ministério da Aeronáutica. O plano estabelecia que o Centro Técnico seria constituído por dois institutos científicos coordenados, tecnicamente autônomos - um para o ensino técnico superior (ITA) e um para pesquisa e cooperação com a indústria de construção aeronáutica, com a aviação militar e com a aviação comercial (IPD).

A construção do Centro
Em 1948, o programa de obras foi iniciado, apesar dos grandes entraves, devido à insuficiência de recursos financeiros para realizar todas as construções no prazo previsto. Assim, com muito esforço, apesar da não concessão do crédito especial solicitado, desde fevereiro de 1947, e, ainda, apesar da política recessiva do Governo, a COCTA (Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica) resolveu orientar a maior parte de suas atividades à conclusão das edificações indispensáveis ao funcionamento do ITA, onde já atuava a Superintendência de Obras, que também cuidava das instalações do CTA. As obras do ITA foram concluídas em 1950.
Nessa época, chegaram dos EUA as duas balanças dos túneis aerodinâmicos, uma delas já montada, em 1948, e a outra, em 1949. Foram, também, embarcados para o Brasil os equipamentos e material para os laboratórios de Motores, Estruturas, Metalografia, Resistência dos Materiais e de Máquinas e Ferramentas, e uma parte importante do acervo de livros para a Biblioteca do ITA.

Fonte: DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial. www.cta.br

sábado, 12 de dezembro de 2020

Azul Linhas Aéreas

Azul ajudará o Governo com transporte grátis de vacinas contra a Covid-19
O presidente da Azul Linhas Aéreas John Rodgerson anunciou, dia 09 de dezembro de 2020, que a companhia aérea fará o transporte de graça de qualquer vacina aprovada pela Anvisa para ser distribuída no país. A medida inclui as doses que forem enviadas pelos outros países ao Brasil. O anúncio foi feito durante evento no Aeroporto de Brasília que contou com a presença do ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

Apoio ao Governo
"Em qualquer voo da Azul, vamos transportar de graça qualquer vacina que vier dos outros países. Nós temos toda a conectividade. Temos 800 voos por dia”, afirmou o presidente da Azul. De acordo com Rodgerson, com 5 mil doses em cada voo, é possível vacinar o país inteiro em 2 meses. Ele disse que está animado para dar apoio ao governo e ao ministro da Saúde, que está em conversas com a Azul para viabilizar os transportes. Não há prazo para a medida começar a ser implementada nos voos da empresa. "Queremos nos livrar da covid-19 o mais rápido possível. E, por isso, estamos fazendo esse anúncio. Porque nós queremos fazer a nossa parte”, declarou John Rodgerson.

113 cidades
"Foi um ano difícil para o mundo em quase todos os setores. Mas estamos aqui para dizer que a Azul está de volta. Estamos servindo 113 cidades, nós vamos voltar a crescer”, completou. Em outubro, a empresa já operou 85% da malha doméstica. "Nós achamos que temos um dever de ajudar o governo a distribuir a vacina”, disse Rodgerson. A empresa está se preparando com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e o Ministério da Saúde o que será necessário transportar. O Governo Bolsonaro coordenará a ordem das viagens e pedidos. O projeto ainda está em negociação e deve avançar, de acordo com os executivos da Azul.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Espaço

NASA apresenta 18 candidatos a ir à Lua em 2024
A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, revelou, dia 9 de dezembro de 2020, os 18 astronautas — nove homens e nove mulheres — que farão parte do programa Artemis.

De volta à Lua
Planejado para acontecer em 2024, o lançamento levará uma mulher à Lua pela primeira vez, iniciando assim o projeto para estabelecer uma base permanente no satélite natural da Terra. Os nomes foram anunciados pelo vice-presidente Mike Pence, dos Estados Unidos, após a oitava e última reunião do Conselho Nacional do Espaço, no Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, no estado da Flórida. Em discurso durante o evento, Pence declarou: “É realmente incrível pensar que o próximo homem e a primeira mulher na Lua estão entre os nomes que acabamos de ler e podem estar na sala agora mesmo.” De acordo com a NASA, a lista de astronautas tem uma “ampla gama de formação, conhecimento e experiência”. Será desse grupo que serão selecionados o homem e a mulher que pousarão na Lua em quatro anos.

Brasil é convidado a integrar o projeto Artemis
O governo dos Estados Unidos convidou o Brasil a integrar o Artemis, um programa de voo espacial tripulado desenvolvido pela NASA em parceria com companhias espaciais norte-americanas e governos estrangeiros. “Em nome do presidente Donald Trump, tenho a honra de convidar o Brasil a aderir ao programa Artemis e assinar os Acordos Artemis”, disse o Conselheiro de Segurança Nacional, Robert O’Brien, no dia 20 de outubro de 2020. A declaração foi feita durante encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, em Brasília. O’Brien disse ainda que a medida via fortalecer os “esforços da exploração espacial para um futuro próspero”.

A primeira mulher na Lua
O objetivo a curto prazo do programa Artemis é pousar a primeira mulher e o próximo homem na Lua em 2024. O programa espacial também pretende estabelecer uma presença “sustentável” na Lua, criando a fundação para que empresas privadas construam uma economia no satélite natural da Terra. Criado em 2017, o programa foi criado e utilizará várias naves como a Orion, a Lunar Orbital Platform-Gateway e módulos lunares comercialmente desenvolvidos.

2024: o retorno
No início de 2019, a Nasa anunciou o programa Artemis, nome da irmã gêmea do deus Apollo na mitologia grega. A meta é levar astronautas à Lua até 2024. O projeto prevê uma estação de abastecimento na órbita da Lua. Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020; Ártemis 2 irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024.

Fontes: www.renovamidia.com.br - em 10/12/2020 e 20/10/2020 - e Blog do NINJA.

Saiba mais: Blog do NINJA de 02/06/2019. Clique aqui 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Galeria de Fotos

Fotos produzidas por sargento da FAB estão entre as melhores da década
O sargento Johnson foi premiado em Concurso de Fotografia da revista especializada Aviation Week

Duas imagens produzidas pelo Sargento Johnson Barros, da Força Aérea Brasileira (FAB), foram premiadas como segundo e terceiro lugares no Concurso de Fotografia da Revista norte-americana Aviation Week, veículo especializado e um dos mais conceituados mundialmente na área. Houve também a escolha de uma terceira imagem, escolhida como “editor’s choice”, para a capa da revista. Uma particularidade deste concurso é de não ser apenas a foto do ano, como tradicionalmente, mas da década. As fotografias do militar brasileiro foram consideradas como, dentre três, as duas melhores do mundo na categoria Defesa. Uma das imagens, na Ala 2, em Anápolis (GO), é de um avião de Reconhecimento E-99 no meio de outras duas aeronaves. A segunda fotografia premiada é a de um mecânico de voo do helicóptero H-36 Caracal. De acordo com o Sargento Johnson Barros, é uma honra estar entre fotógrafos renomados e especializados. "Aqui tenho a chance de externar o orgulho que sinto ao vestir a farda da Força Aérea Brasileira e mostrar para o mundo a qualidade e o valor do militar brasileiro, por meio de um planejamento de anos e um momento singular a fotografar e compartilhar o meu olhar", completa.

Segundo lugar: E 99 à noite
A fotografia noturna do E99 em simetria com outras duas aeronaves conquistou a segunda colocação na categoria Defesa. Nela, o militar usou a técnica de light painting durante a foto. “Simetria é um dos elementos que gosto de ver nas imagens. Uma noite, em Anápolis, estava um avião de Reconhecimento E-99, fabricado pela Embraer, estacionado em frente ao seu hangar. Ele estava alinhado exatamente a dois hangares adjacentes. Esses hangares estavam ocupados por outras duas aeronaves. A cena estava completamente perfeita. Posicionei meus flashes, subi uma escada e fotografei”, detalha o Sargento Johnson Barros.

Terceiro lugar: capacete
A fotografia de um mecânico de voo numa operação em ambiente marítimo, tendo a imagem do navio refletida no seu capacete ficou em terceiro lugar na categoria Defesa. “Durante a aproximação de um navio Patrulha da Classe Amazonas, surge o reflexo do navio e do mar na viseira do mecânico do helicóptero H-36 Caracal da Força Aérea Brasileira. O reflexo no capacete registra o exato momento da aproximação”, descreve o autor da imagem.

A capa
Outra imagem do Sargento Jonhson Barros também ganhou o reconhecimento da Aviation Week. Foi escolhida como foto para a capa da revista. Trata-se de um A-29 Super Tucano, na cidade de Anápolis (GO). "Eu estava fazendo uma cobertura fotográfica diurna, quando observei um mecânico recebendo uma aeronave. Então, pensei como seria aquela cena se eu interviesse? A imagem surgiu na minha mente e fui buscar informações para encontrar uma situação mais favorável para que eu pudesse controlar as luzes. Descobri que só aconteceria tarde da noite. Não desisti. Testei a luz com outros aviões parados, regulei todo o equipamento fotográfico, já havia falado ao mecânico que eu o fotografaria e esperei aquela breve janela de quatro segundos em que eu poderia fazer a foto. O momento aconteceu e esta foi a única foto que o intervalo de tempo me permitiu fazer", explica.

Carreira
Além dessas, outras fotografias do Sargento Johnson Barros já receberam o reconhecimento de diversas publicações, entidades e sites. Recentemente, em novembro de 2020, ele ganhou a estatueta (prêmio principal) na 6ª edição do Festival Internacional de Fotografia Brasília Photo Show, na categoria 60 anos de Brasília, e mais dois prêmios, uma medalha de Platina, na categoria Randômica (sem categoria), e outra de ouro, na categoria Parques Nacionais. A própria Aviation Week já colocou as suas imagens entre as melhores do mundo outras vezes (2009, 2013, 2014, 2015 e 2019). Há seis anos, a foto de um A-29 Super Tucano da FAB apareceu na lista das 25 melhores imagens do mundo, selecionadas a partir da rede social Flickr. Em 2017, a foto do helicóptero Bell H-13 da FAB foi escolhida entre as quinze melhores do Flickr Brasil. Em sua formação, o militar fez o curso Seeing Through Photographs, no Museu de Arte Moderna de Nova York, nos Estados Unidos. Também se capacitou nas áreas de Criação e Elaboração, Direção de Fotografia e Tecnologia em Processamento de Dados. O Sargento Johnson tem 21 anos de serviço ativo na FAB. É especialista em Manutenção de Aeronaves, tendo trabalhado no 1° Grupo de Defesa Aérea, em Anápolis (GO), onde, além de fazer a manutenção, registrava os Mirage III que operavam naquela Unidade. Sua carreira de fotógrafo começou cedo, quando servia na Marinha do Brasil. Atualmente, ele trabalha no Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), como encarregado da Seção de Criação.

Fonte: FAB, em 08/12/2020

Saiba mais: Blog do NINJA de 29/12/2019 Clique aqui 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

Carreiras na Aviação

Academia da Força Aérea forma 138 novos oficiais
A Academia da Força Aérea (AFA) realizou, no dia 4 de dezembro de 2020, em Pirassununga (SP), a cerimônia de declaração de 138 novos Aspirantes a Oficial, marcando o encerramento de uma jornada de quatro anos de formação da Turma Chronos. O Presidente da República, Jair Bolsonaro, presidiu a solenidade, acompanhado do Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, e do Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Ramiro Kirsch Pinheiro. Durante a cerimônia, que é a mais relevante no Ninho das Águias – como é popularmente conhecida a AFA, 138 militares receberam suas Espadas, o símbolo do Oficial, sendo 77 Aviadores, 43 Intendentes e 18 de Infantaria, dos quais 122 homens e 16 mulheres. Desse total, um é estrangeiro, oriundo do Senegal.

Presidente Bolsonaro
“Eu me sinto como há 43 anos, quando eu também recebi a minha espada. É um momento ímpar na nossa vida. É um momento que os marcará para sempre, como marcou a minha vida. Essas nossas Academias Militares são uma prova de que nós podemos atingir qualquer que sejam nossos objetivos. Se hoje estou aqui, vocês podem um dia chegar", declarou o Presidente Jair Bolsonaro, em seu discurso. O Comandante da Aeronáutica fez um discurso de homenagem aos novos Oficiais formados na Turma Chronos. "Posso perceber, no olhar de cada familiar aqui presente, o mais puro sentimento de felicidade, em ver coroado de êxito por todos os esforços, os momentos de devoção, a descoberta de um novo mundo para seguirem os caminhos da Força Aérea Brasileira. Tenham certeza de que seus exemplos e ensinamentos, advindos do lar, incrustados na personalidade destes jovens, foram decisivos para o brilho desta formatura”, ressaltou o Oficial-General.

Fonte: FAB

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Chuck Yeager

Chuck Yeager, o primeiro piloto a voar mais rápido que o som, falece aos 97 anos
Charles Elwood “Chuck” Yeager, o piloto de caça da Segunda Guerra Mundial e piloto de testes da Força Aérea dos Estados Unidos, que se tornou o primeiro a voar mais rápido do que o som em 1947, faleceu, dia sete de dezembro de 2020, aos 97 anos. O Brigadeiro Chuck Yeager viveu uma vida incrível. O maior piloto dos Estados Unidos deixa um legado de pioneirismo e um profundo senso de patriotismo, que serão lembrados para sempre por todos os admiradores do mundo da aviação.

Carreira na Aviação
Charles Elwood "Chuck" Yeager, filho de agricultores, nasceu em Myra, em 13 de fevereiro de 1927. Foi um ás da aviação americana e conhecido por ser a primeira pessoa a "quebrar" a barreira do som. Yeager se alistou na Força Aérea do Exército dos Estados Unidos em 1941, então com dezoito anos de idade. Trabalhou como mecânico de aviões e piloto, antes de seguir para a Europa na Segunda Guerra Mundial. Após o conflito, entrou para a escola de pilotos de testes, onde logo se firmou como superior sendo selecionado dentre os 125 pilotos para voar no avião X-1, com o qual, em 14 de outubro de 1947, Yeager quebraria a barreira do som. Durante os anos 1950, Yeager voou muitas aeronaves de teste para a Força Aérea e investigou vários acidentes.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Espaço

Brasil prepara satélite nacional de observação da Amazônia
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, e o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, o astronauta Marcos Pontes, visitaram, dia 30 de novembro de 2020, a sede do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos (SP).

Em órbita: fevereiro de 2021
Durante a visita, o vice presidente Mourão conheceu o “Amazônia-1”, primeiro satélite de observação da Terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil. Em mensagem no Twitter, o vice-presidente Mourão disse que o satélite “será colocado em órbita terrestre, em fevereiro de 2021”. Ainda de acordo com Mourão: “A Missão Amazônia fornecerá dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica e, também, a agricultura em todo Brasil, com alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.”

domingo, 6 de dezembro de 2020

Especial de Domingo

Em 8 de julho do já distante 2012, o então ativo Museu TAM celebrou o aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932 – comemorado a 9 de julho - , com uma cerimônia na área externa do museu, que funcionou na cidade de São Carlos (SP). Era o início das comemorações e homenagens da instituição aos 80 anos do levante paulista. Foi apresentada a maior relíquia relacionada ao tema: um monomotor utilizado nos combates, um Waco CSO, que foi inteiramente restaurado pelo Museu TAM e novamente pintado nas cores originais de quando defendeu as tropas paulistas, em 1932. O exemplar integrava o acervo da instituição desde 2006, cedido em comodato pela Fundação Santos Dumont. Durante a Revolução Constitucionalista, o Waco foi utilizado tanto pelo Governo Federal quanto pelas forças revolucionárias. Esse era o modelo dos aviões tomados pelos combatentes paulistas ao ocuparem o Campo de Marte, em São Paulo, e esteve presente em diversos combates durante o conflito. Além da exibição especial da aeronave, o Museu TAM expôs objetos remanescentes da Revolução Constitucionalista, com destaque para capacetes, brasões, granadas e fuzis empregados nas batalhas. Passados mais de 8 anos deste evento, o sensacional Museu TAM deixou de funcionar, infelizmente. Resta-nos as esperanças de que até atingirmos os 90 anos da Revolução Constitucionalista o Brasil consiga unir forças para reativar este magnífico espaço cultural.
Boa leitura.
Bom domingo!

O avião na Revolução Constitucionalista de 1932


As frotas legalista e paulista
A aviação teve seu relevante papel na Revolução de 1932, embora os dois lados em luta dispusessem de poucos aviões. O governo federal contava com aproximadamente 58 aeronaves divididas entre a Marinha e o Exército. Em contrapartida, os paulistas possuíam apenas dois aviões Potez e dois Waco, além de um pequeno número de aviões de turismo. No final de julho, o governo rebelde conseguiu mais um aparelho, trazido pelo tenente Artur Mota Lima, que desertou do Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Os "vermelhinhos", como eram conhecidos os aviões do governo federal, não apenas atuaram nas linhas de combate, como, também, foram utilizados para bombardear várias cidades paulistas. Serviam, igualmente, como arma de propaganda, deixando cair panfletos sobre as cidades inimigas e em locais de concentração das tropas rebeldes. Já os aviões das Unidades Aéreas Constitucionalistas (UAC) conhecidos como "gaviões de penacho", pouco puderam fazer.

Ainda assim, realizaram duas façanhas de grande impacto: a 21 de setembro, num ataque de surpresa a Mogi Mirim (já em poder de Eurico Dutra), conseguiram inutilizar cinco dos sete aviões federais ali estacionados, antes que estes pudessem levantar voo; no dia 24, três "gaviões de penacho" atacaram o couraçado Rio Grande do Sul, fundeado em Santos, com o objetivo de relaxar o bloqueio ao porto local. Dois meses antes, a 23 de julho, Santos Dumont, o "Pai da Aviação”, deprimido com a utilização de seu invento, como arma de guerra, suicidava-se em Guarujá.

As frentes de combate
Com a eclosão do movimento em São Paulo, logo na primeira semana as forças legalistas se desdobraram nos limites do Estado, estabelecendo inicialmente duas frentes: uma ao Sul, na fronteira com o Paraná, cujos elementos marchariam sobre São Paulo seguindo o eixo Itararé - Faxina (Itapeva)-Itapetininga; outra no Leste, cujos componentes avançariam pelo Vale do Paraíba. Posteriormente, outra frente se abriu na fronteira com Minas Gerais, sendo objetivo das forças aí desdobradas progredir com um flanco sobre o Vale do Paraíba e com outro sobre Campinas, apertando o cerco sobre a capital. É óbvio que os dois lados reconheceram de pronto a importância da aviação, e ambos desenvolveram grandes esforços para enriquecer seus meios aéreos. Com presença marcante e decisiva nas três frentes de combate, e mesmo sobre o mar durante o bloqueio naval do Porto de Santos, a aviação foi responsável pela unicidade histórica da Revolução de 1932, na medida em que nenhum chefe pôde dela prescindir. Ela é referencial obrigatório em qualquer análise político-militar do movimento constitucionalista. A ânsia por meios aéreos manifestou-se desde os instantes iniciais da luta. Um dos primeiros atos paulistas foi ocupar o Campo de Marte, base do Exército nos arredores de São Paulo, onde se encontravam dois aviões Potez 25 TOE e dois Waco CSO, um dos quais pertencente ao Grupo Misto de Aviação, sediado no Campo dos Afonsos. Assim, na manhã de 10 de julho, a Aviação Constitucionalista compreendia quatro aviões, aos quais se acrescentariam posteriormente o Waco CSO C-3, levado para São Paulo, no dia 21 de julho, pelo Primeiro-Tenente Arthur da Motta Lima, e o Neuport Delage Ni D-72, transportado na segunda quinzena de agosto pelo Capitão Adherbal da Costa Oliveira, por terem ambos os pilotos aderido à causa revolucionária. Além desses, uma série de aviões leves foi posta à disposição dos rebeldes por proprietários privados: três De Havilland DH 60x Moth, dois Harriot 410, um Nieuport Ni-81, um Morane-Saulnier MS29, um Curtiss JN-2 e um Caudron 93-bis. Alguns dias mais tarde foi acrescentado a esta frota heterogênea um Laté 26 requisitado da Aéropostale, com vistas a possível adaptação para bombardeio.

Mobilização dos meios aéreos
No inicio das hostilidades, a Aviação legalista era mais bem servida de meios aéreos. Da Aviação Militar foram mobilizados: o Grupo Misto de Aviação, com doze aviões Potez 25 TOE de observação e bombardeio e cinco aviões WACO CSO armados com metralhadoras e porta-bombas; a Escola de Aviação Militar, com um avião de bombardeio Amiot 122, um caça Nieuport-Delage Ni D-72 e onze De Havilland DH 60T Moth, atualizados em missões de ligação, observação e regulagem de tiros de artilharia. A Aviação Naval mobilizou a 18a Divisão de Observação com quatro aviões Vought 02V-2A Corsair e a Flotilha Mista Independente de Aviões de Patrulha com três aviões Martin PM e sete Savoia Marchetti S-55.

Para tarefas de ligação, reconhecimento e observação, havia, ainda, disponíveis doze De Havilland DH 60 e dois Avro 504. Para os paulistas, as dificuldades de aquisição de material eram significativamente maiores. As negociações em Nova Iorque, por exemplo, com a Consolidated Aircraft, para a compra de dez aviões Fleet 10D, quando quase concluídas, foram abortadas por intervenção direta do Governo Brasileiro junto ao Departamento de Estado. Só mesmo através de operação triangular em Buenos Aires, a fim de burlar cláusulas do Tratado de Havana, foi possível adquirir dez aviões Curtiss O-13 Falcon na fábrica de montagem da Curtiss Wright Corparation, em Los Cerrillos, Chile, pela quantia de US$ 292.500. Eram aviões robustos, equipados com motor Curtiss D-12 de 435 H.P., velocidade máxima de 224 km/h, raio de ação de 1.000 km e teto de 4.600 m, capazes de realizar bombardeio picado. Sem dúvida, foram os aviões mais aperfeiçoados que participaram da luta aérea. O transporte desses aviões para o Brasil foi um verdadeiro desafio. Em princípios de agosto, pilotos americanos e ingleses, especialmente contratados, iniciaram os voos de traslado, via Argentina e Paraguai. Dois aviões foram entregues a pilotos brasileiros em Encarnación, no Paraguai, próximo à fronteira argentina. No dia 25 de agosto, um dos aviões fez pouso forçado em Concepción, sendo apreendido pelas autoridades paraguaias sob a acusação de sobrevoo não autorizado de seu espaço aéreo. Pouco mais de uma semana depois, outro Falcon sofreu acidente na Argentina, próximo à fronteira chilena. Finalmente, a 1 de setembro, os paulistas receberam os primeiros Falcon, e as entregas posteriores foram feitas aos rebeldes brasileiros na cidade de Campanário, no sul de Mato Grosso. De lá eram trasladados para o Campo de Marte, a fim de receberem metralhadoras e porta-bombas, estas últimas já de fabricação nacional. Apesar do esforço hercúleo, apenas quatro Falcon participaram das operações aéreas antes que a revolução chegasse ao fim. O primeiro emprego foi a 20 de setembro, em missão de bombardeio ao Campo de Mogi Mirim.

As bases paulistas
Em termos de infraestrutura de aeródromos, os paulistas tinham muito mais flexibilidade que os governistas. Enquanto estes dispunham apenas do Campo dos Afonsos, do Galeão e só muito mais tarde de Resende, aqueles serviam-se do Campo de Marte como base principal, significativamente aumentado durante a revolução, e também dos Campos de Lorena, Taubaté, Mogi Mirim, Campinas e Itapetininga. De uma posição central em relação às zonas de combate, com facilidade de desdobramentos nos campos citados, os paulistas colocavam-se em posições bem próximas das três frentes, conseguindo assim, com os mesmos aviões e pilotos, a realização de grande número de sortidas. Assim, em 16 de julho, dois Potez 25 TOE e dois Waco CSO da Aviação Militar decolaram do Campo dos Afonsos e pousaram em Resende, onde os esperava um Vought 02V-2A Corsair da Aviação Naval, para realizarem missão conjunta sobre São Paulo. Os dois Waco CSO lançariam panfletos, os dois Potez 25 TOE atacariam o Campo de Marte, enquanto o Vought 02V-2A Corsair faria a cobertura de escolta. No dia seguinte, os legalistas renovaram o ataque ao Campo de Marte com três Potez e um Amiot Bp 3, lançando bombas de 50 libras, sem grandes danos para as instalações. Nesse mesmo dia um Potez atacou o Campo de Taubaté. A situação no Vale do Paraíba, inicialmente favorável aos paulistas, evoluiu mais tarde para vantagem dos legalistas. Com a finalidade de reduzir a iniciativa dos paulistas nessa área, os governistas montaram uma série de ataques aéreos a pontos críticos das posições defensivas adversárias. Em 20 de julho, três Waco e três Potez cumpriram missões de apoio aéreo aproximado em proveito das forças governistas que defendiam São José do Barreiro, então sob pesado bombardeio da artilharia paulista. Os aviões concentraram os ataques sobre as baterias, destruindo-as totalmente e aliviando a pressão que então exerciam.

Os ataques
Os ataques aéreos foram, para ambos os contendores, a grande novidade da Revolução de 1932, não raro causando pânico nos combatentes terrestres. Este efeito foi explorado ao máximo pelos legalistas, que instituíram a prática de usar patrulhas aéreas sobre tropas rebeldes, muito mais para fins psicológicos do que propriamente pelo que poderiam representar certos alvos de oportunidade. Os Waco CSO de cor vermelha, que desempenharam grande parte dessas missões de inquietação, eram temidos, e foram logo apelidados pelos paulistas de “vermelhinhos”. Em 11 de agosto de 1932, um avião Potez é deslocado para Faxina. Já no dia seguinte, escoltado por dois Vought Corsair da Marinha, decolou para missão de ataque à base de Itapetininga, mas não encontrou qualquer oposição aérea porque o Grupo de Aviação Constitucionalista se deslocara para Lorena, a fim de tentar barrar o avanço governista no Vale do Paraíba e na frente mineira. Chegados a Lorena, foram logo empenhados em ataques a pontos fortes da frente legalista, surpreendendo as tropas há muito habituadas apenas ao sobrevoo de aviões amigos. Com o intuito de marcar o seu espírito ofensivo, os rebeldes planejaram um audacioso ataque ao Campo de Resende, levado a efeito no dia 13 de agosto às 01h30min, sem maiores consequências táticas, mas constituindo-se no primeiro ataque aéreo noturno realizado na América Latina. Como resposta à afronta, os legalistas executaram nesse mesmo dia um ataque maciço ao Campo de Lorena, com cinco Potez e dois Waco. Embora surpreendessem os aviões paulistas estacionados e realizassem ataques durante cinco minutos, nada disso impediu que conseguissem decolar com os aviões na direção de São Paulo. Logo depois desse ataque, os paulistas desfecharam um outro contra Areias, ocupada pelos governistas, utilizando um Potez e dois Waco. No dia seguinte, depois de realizar missões em Queluz e Areias, os paulistas retornaram a Lorena, e, concluindo que estavam em vias de perder este campo avançado, retraíram-se para a antiga base de Itapetininga.

O fim do conflito
Em 26 de agosto, a Aviação Constitucionalista passou a operar simultaneamente de Mogi-Mirim, a pequena distância da fronteira mineira, e do Campo de Marte, em apoio a um batalhão que lutava desesperadamente para manter a posse de Itaipava, conquistada pelos legalistas no dia seguinte. A situação para os rebeldes deteriorava-se seriamente, obrigando a esforço máximo dos pilotos, do pessoal de apoio e das máquinas. Como consequência, o Grupo de Aviação Constitucionalista retrai-se para a base principal, o Campo de Marte. Nos últimos dias de setembro ficou claro para os paulistas a impossibilidade de reversão do curso do conflito. A 29, tiveram início as negociações para o cessar-fogo. O Coronel Oswaldo Villa Bella, Chefe do Estado-Maior do General Bertoldo Klinger, e o Major-Aviador Ivo Borges foram os militares que, representando as forças constitucionalistas, compareceram ao QG do General Góis Monteiro para assinar o armistício, o qual se consumou a 3 de outubro.

sábado, 5 de dezembro de 2020

Tecnologia

FAB prepara Ensaio em Voo do Projeto Link-BR2
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC) e da empresa AEL Sistemas, deu início à Campanha de Ensaio em Voo do Projeto Link-BR2. O sistema permitirá à FAB a comunicação, em tempo real, entre vetores aéreos e estações de Comando e Controle. As atividades preparatórias ocorreram, de 23 a 27 de novembro de 2020, em Porto Alegre (RS) e, na Ala 3, em Canoas (RS). A previsão é que o primeiro voo do F-5M, com o sistema embarcado, ocorra ainda em dezembro de 2020. A comunicação pela qual o sistema é desenvolvido será realizada por meio de protocolo criptografado e com alto grau de segurança, proporcionando o compartilhamento de informações de radares, troca de mensagens, vídeos e outras aplicações operacionais, permitindo a ampliação da consciência situacional de todos os participantes da rede, no ar e no solo.

Campanha de Ensaio no F-5M
O Comandante do Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) e Piloto de ensaio da FAB neste projeto, Tenente-Coronel Aviador Leonardo Vinícius Coelho, é quem participa das atividades preparatórias para a Campanha de Ensaio em Voo. Ele comenta sobre a importância da implantação do sistema. “O Link-BR2 vai possibilitar um ganho operacional para a Força Aérea, na medida em que as aeronaves que tiverem múltiplos sensores embarcados, como é o caso do F-39 Gripen, poderão compartilhar todas as informações que forem coletadas e geradas no campo de batalha, sendo compartilhadas com os demais participantes da rede, maximizando a consciência situacional dos pilotos”, disse o Oficial. A previsão da Força Aérea e a empresa AEL é que o projeto seja finalizado em 2021. O mesmo sistema será aplicado no novo caça da FAB, o F-39E Gripen, e de forma estratégica, nas demais aeronaves operacionais.

Fonte: FAB

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Operações Especiais

Paraquedistas da Marinha treinam descida no mar e incursão na orla
O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais, Batalhão “Tonelero”, realizou, no dia 29 de novembro de 2020, pela primeira vez, a partir de uma aeronave C-105 Amazonas, o lançamento no mar de uma embarcação de desembarque pneumática (EDPn-OpEsp), seguida de uma Equipe de Comandos Anfíbios (ECAnf), empregando técnicas de lançamento semiautomático de carga e de paraquedistas.

Mobilidade estratégica
O lançamento de uma ECAnf com uma EDPn-OpEsp, a partir de uma aeronave de asa fixa, garante à Marinha do Brasil a capacidade de projetar sobre terra, a partir do mar, seus elementos de Operações Especiais, rapidamente e a grandes distâncias. Essa capacidade representa uma importante mobilidade estratégica das Forças de Operações Especiais do Corpo de Fuzileiros Navais em prol do Poder Naval. O lançamento foi realizado na Enseada do Sahy, Rio de Janeiro (RJ), e contou com a participação do Grupamento de Mergulhadores de Combate, com a parceria do 1º Esquadrão do 15º Grupo de Aviação (Esquadrão Onça), da Força Aérea Brasileira, com o apoio de material do Batalhão de Dobragem, Manutenção de Paraquedas e Suprimento pelo Ar (B DOMPSA), do Exército Brasileiro.

Fonte: Marinha do Brasil

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Aeroportos

Aeroporto de São José dos Campos (SP) passa a ser municipal e terá concessão para a iniciativa privada
O Aeroporto de São José dos Campos (SP) deixará de ser administrado pela Infraero e passará para a esfera executiva municipal. O convênio, de número 25/2020, celebrado pela União, por meio do Ministério da Infraestrutura, com o Município de São José dos Campos foi publicado ontem, 02 de dezembro de 2020, no Diário Oficial da União. A concessão de 35 anos começa a contar a partir de 01 de janeiro de 2022. Durante 2021, no ano de transição, a Prefeitura deverá estabelecer uma licitação para concessão à iniciativa privada a gestão do aeroporto Professor Urbano Ernesto Stumpf.

Barcelos (AM)
No mesmo Diário Oficial ficou estabelecida, ainda, a outorga do aeroporto de Barcelos, no Amazonas, para a esfera estadual, por um período de 35 anos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Aeronaves

PRF terá seis helicópteros AW119 Koala
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) adquiriu seis unidades do helicóptero AW119 Kx (Koala), que é produzido pela fabricante Leonardo, da Itália. A previsão é que todas as aeronaves encomendadas sejam entregues até a metade de 2021. Os helicópteros serão guarnecidos pela Divisão de Operações Aéreas (DOA) a partir de suas bases nas cinco regiões do Brasil. As aeronaves executarão missões de transporte, resgate, serviço médico de emergência, combate a incêndios, vigilância e segurança pública. A PRF conta com outros helicópteros em sua frota, como o Bell 407, o Bell 412 e o Airbus H120. Possui, ainda, uma aeronave de asa fixa, o Cessna Grand Caravan.

Características
O helicóptero monomotor AgustaWestland AW119 Koala é um utilitário de oito lugares, produzido pela Leonardo, desde 2016. Equipado com motor Pratt & Whitney Canada PT6, possui autonomia para 954 quilômetros de voo ou 05 horas e 20 minutos e velocidade máxima de 282 km/h.

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Aeronaves

FAB recebe o primeiro avião radar E-99 modernizado pela Embraer
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP) entregou à Força Aérea Brasileira (FAB), dia 27 de novembro de 2020, a primeira aeronave modernizada EMB 145 AEW & C, de Alarme Aéreo Antecipado e Controle e Alarme em Voo, designado pela FAB como E-99. O contrato prevê ainda a modernização de mais quatro aeronaves do modelo. “Para a Embraer é um privilégio poder seguir atendendo às necessidades da FAB para manter moderna e atualizada uma aeronave robusta que cumpre um papel estratégico no sistema de defesa do Brasil e já comprovou sua eficácia operacional”, disse Jackson Schneider, Presidente e CEO da Embraer Defesa e Segurança.

Missões
No processo de modernização foram otimizados os sistemas de missão e subsistemas relacionados, como os de guerra eletrônica, comando e controle, contramedidas eletrônicas e do radar de vigilância aérea, ampliando a capacidade de FAB de execução de missões de Controle e Alarme em Voo e Reconhecimento Eletrônico, dentre outras. Desenvolvido sobre a plataforma do jato regional ERJ 145, com mais de 1.200 unidades entregues e 30 milhões de horas de voo, o E-99 da FAB é capaz de detectar, rastrear e identificar alvos em sua área de cobertura e transmitir essas informações via Data Link. A aeronave realiza missões de vigilância do espaço aéreo, controle e gerenciamento de interceptação, inteligência eletrônica e monitoramento de fronteiras.

Fonte: Embraer