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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

Tecnologia

Widerøe e Eve desenvolverão, na Escandinávia, uso de aeronave elétrica vertical
A Eve Urban Air Mobility Solutions, Inc. (Eve), uma empresa da Embraer, e a Widerøe Zero assinaram, em Glasgow, Escócia, dia 10 de novembro de 202, um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês). Esta parceria visa desenvolver soluções de Mobilidade Aérea Urbana (UAM, na sigla em inglês), com foco na implantação de operações de eVTOL na Escandinávia. O relacionamento entre as duas organizações começou em 2017, quando a Widerøe assinou um pedido de até 15 E190-E2. A maior companhia aérea regional da Escandinávia também é o primeiro cliente da nova geração da família E-Jets E2, iniciando as operações do E190-E2 em abril de 2018, em Bergen, na Noruega.

Mobilidade aérea
Com a criação da Incubadora de Negócios de Mobilidade Aérea, a Widerøe Zero, as empresas usarão o veículo eVTOL de emissão zero e baixo nível de ruído para desenvolver um novo conceito de operação, em que os passageiros experimentarão o futuro do transporte elétrico e um novo modelo de mobilidade sustentável, conectando pessoas que vivem em uma região pouco povoada e com geografia montanhosa. Como parte dessa colaboração, a Widerøe Zero contribuirá com um exercício de disponibilidade de mercado e um estudo de conceito de operação de veículo na Escandinávia, promovendo o desenvolvimento da Eve no mercado de UAM na região.

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quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Espaço

NASA adia retorno à Lua com o projeto Artemis
A NASA não enviará astronautas à Lua antes de 2025, no mínimo, disse o administrador da agência espacial dos EUA, no dia 9 de novembro de 2021, adiando em pelo menos um ano a linha do tempo originalmente definida pelo ex-presidente Donald Trump. A administração de Trump havia estabelecido a meta de retornar os astronautas à Lua em 2024, uma iniciativa chamada Artemis que pretendia ser um trampolim para um pouso humano ainda mais ambicioso em Marte .

2025
"Estamos estimando não antes de 2025 para o Artemis 3, que seria o módulo de pouso humano no primeiro módulo de demonstração vencido na competição pela SpaceX”, disse o administrador da NASA, Bill Nelson, em uma teleconferência. Nelson citou sete meses de litígio, que impediu a comunicação entre a NASA e a SpaceX , como a principal razão pela qual a NASA está atrasando sua data prevista. Um juiz federal rejeitou uma ação judicial da empresa espacial Blue Origin de Jeff Bezos contra o governo dos EUA, sobre a decisão da NASA de conceder um contrato de aterrissagem lunar de US $ 2,9 bilhões para rivalizar com a SpaceX. A NASA disse, seguindo essa decisão, que retomaria o trabalho com a SpaceX no contrato da sonda lunar o mais rápido possível.


Saiba mais: Blog do NINJA de 11/12/ 2020. Clique aqui 

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quarta-feira, 10 de novembro de 2021

Busca e Salvamento

FAB resgata marinheiro ferido no litoral pernambucano
Um helicóptero H-36 Caracal do Primeiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (1º/8º GAV) - Esquadrão Falcão, sediado na Base Aérea de Natal (BANT), em Parnamirim (RN), decolou para cumprir uma missão de resgate. A equipe foi acionada por meio do Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico (SALVAERO) de Recife, responsável por missões de Busca e Salvamento na região Nordeste. De acordo com o chamado, o tripulante estava a bordo do navio mercante Kinesis, com destino aos Estados Unidos da América (EUA), distante 40 milhas náuticas (aproximadamente 75 Km) de Recife (PE), necessitando de socorro por sofrer um acidente que ocasionou fraturas nos membros inferiores. A equipe efetuou o resgate do marinheiro no dia 4 de novembro de 2021. A decolagem da BANT ocorreu às 09h12 (horário de Brasília), quando o helicóptero foi deslocado até o ponto indicado da embarcação. A missão foi concluída com o pouso na Base Aérea de Recife (BARF) às 11h17.

Paciente içado
Ao chegar no local, a aeronave realizou voo pairado, e o paciente foi içado pela equipe SAR (sigla que se origina do inglês Search and Rescue, que significa Busca e Salvamento), com uso de maca. Já no interior da aeronave, o marinheiro recebeu os primeiros atendimentos da equipe de saúde. O sucesso das operações de resgate está atrelada à pronta resposta do Esquadrão a partir do acionamento para a missão. “O tempo em cena foi bastante curto devido à sinergia e ao preparo de cada militar do Esquadrão”, pontuou o comandante da aeronave do 1º/8º GAV, Capitão Aviador Andrey Araújo Moulin.

Primeiro resgate
O Operador de equipamentos do Esquadrão Falcão, Capitão de Armamento Jailson da Silva Neves, falou sobre a a satisfação de fazer a ação. “É uma grande satisfação saber que o nosso Esquadrão tem a capacidade de atender com profissionalismo os anseios da sociedade brasileira”, destacou. Atuando em seu primeiro resgate, como segundo piloto, o Tenente Aviador Rodrigo Luiz Rigo Moutinho realizou um sonho. “Hoje tenho a certeza de que fiz a escolha certa, ajudar ao próximo, dando a ele o fôlego de vida e a chance de viver mais um dia. É muito gratificante, sinto-me privilegiado em fazer parte desse seleto grupo dos que fazem do seu trabalho a vida dos outros”, finalizou. Após o salvamento, o paciente foi entregue à equipe em solo que o aguardava em uma ambulância do SAMU, coordenado pela Marinha do Brasil, e em seguida, foi encaminhado ao Hospital Esperança, em Recife, para atendimento especializado.

Fonte: FAB

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terça-feira, 9 de novembro de 2021

Tecnologia

Embraer anuncia projetos de aviões com zero emissão de carbono
A Embraer anunciou, dia 8 de novembro de 2021, uma família de aeronaves conceito, concebida para ajudar a indústria a atingir sua meta de zero emissão líquida de carbono até 2050. A empresa fez parceria com um consórcio internacional de universidades de engenharia, institutos de pesquisas aeronáutica e pequenas e médias empresas para entender melhor a captação, armazenamento e gerenciamento térmico de energia, e suas aplicações para a propulsão sustentável de aeronaves.

Energia Family
A iniciativa chamada “Energia Family” é composta por quatro aeronaves conceito de tamanhos variados que incorporam diferentes tecnologias de propulsão: eletricidade, célula de combustível de hidrogênio, turbina a gás de duplo combustível e híbrido-elétrico.

Energia Hybrid (E9-HE)
Aeronave com as seguintes características: propulsão híbrida-elétrica; até 90% de redução das emissões de CO²; nove assentos; motores montados na parte traseira; disponibilidade da tecnologia em 2030.

Energia Electric (E9-FE)
Avião composto de: propulsão elétrica completa; emissão zero de CO²; nove assentos; hélices contra-rotativas traseiras; disponibilidade da tecnologia em 2035.

Energia H2 Fuel Cell Gas Turbine (E19-H2FC)
Aparelho caracterizado por: propulsão elétrica de hidrogênio; emissão zero de CO²; 19 assentos; motores elétricos montados na parte traseira; disponibilidade da tecnologia em 2035.

Energia Gas Turbine (E50-H2GT)
Aeronave com os seguintes atributos: propulsão de hidrogênio ou SAF / JetA; redução de emissões de CO² em até 100%; com 35 a 50 assentos; motores montados na parte traseira; disponibilidade da tecnologia em 2040.

Novas tecnologias
Cada aeronave está sendo analisada de acordo com sua viabilidade técnica e comercial. Luis Carlos Affonso, vice-presidente sênior de Engenharia, Tecnologia e Estratégia Corporativa da Embraer, explicou a razão por trás da Energia Family. “Vemos nosso papel como desenvolvedor de novas tecnologias para contribuir com a indústria em suas metas de sustentabilidade. Não há solução fácil ou única para chegar à emissão zero. Novas tecnologias e sua infraestrutura de suporte serão disponibilizadas com o tempo. Estamos trabalhando agora para ajustar os primeiros conceitos de avião, aqueles que podem começar a reduzir as emissões o quanto antes. Aeronaves pequenas são ideais para testar e comprovar novas tecnologias de propulsão para que elas possam, posteriormente, ser aplicadas em aeronaves maiores. É por isso que nossa Energia Family é uma plataforma tão importante”.

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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Inglês Aeronáutico

ICEA promove seminário de inglês aeronáutico, de 8 a 12/11/2021
O 8º Seminário do Grupo de Estudos de Inglês Aeronáutico será realizado de 08 a 12 de novembro de 2021, no formato virtual e gratuito, pela rede internacional de computadores. O evento é organizado pelo Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), localizado em São José dos Campos (SP), no campus do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial). O 8th GEIA Seminar terá 18 apresentações de pesquisadores provenientes de universidades e instituições brasileiras - como DECEA, ICEA e ANAC - e estrangeiras da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania. O objetivo do evento - com 25 palestrantes - é divulgar pesquisas sobre inglês aeronáutico e promover interação e troca de experiências entre pesquisadores. 

Profissionais
O evento reúne profissionais com vasta experiência no assunto. Um deles é o Professor Doutor Titular em Linguística Aplicada na Universidade Estadual da Georgia (EUA) Eric Friginal, co-fundador e editor-chefe da Revista Científica “Applied Corpus Linguistics”. Outra convidada é a Professora Doutora Noriko Ishihara, da Faculdade de Administração e Negócios e no Mestrado em Ensino de Inglês como Língua Estrangeira na Universidade Hosei, em Tóquio, no Japão. Também palestrará Neil Bullock, antigo controlador de tráfego aéreo britânico, dedicado ao ensino de inglês aeronáutico e formação de professores de inglês na Escola English Plus LTS, na Suíça. Com mestrado na área de Ensino de Línguas pela Universidade de Birmingham, atualmente cursa Doutorado na área de Avaliação de Proficiência na Universidade de Lancaster, na Inglaterra. É vice-presidente da ICAEA - Associação Internacional de Inglês para a Aviação Civil.

Inscrições: Clique aqui  ou aqui

Programação do Seminário: Clique aqui 

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domingo, 7 de novembro de 2021

Especial de Domingo

O blog Cultura Aeronáutica, editado pelo Profº Jonas Liasch, de Londrina, Paraná é excelente fonte de pesquisas para os entusiastas da aviação. Novamente, reproduzimos em nosso blog parte do conteúdo publicado por Jonas Liasch, sobre os tempos em que os Zeppelins navegavam por céus brasileiros.
Boa leitura.
Bom domingo!

ZEPPELINS NO BRASIL

Viajar no Zeppelin era um luxo permitido para poucas pessoas. A passagem para a Alemanha era muito cara, algo equivalente a 10 mil Euros atuais(2011). O trecho doméstico entre o Rio e Recife também era caro, e poucos lugares eram disponíveis.

Planta da gôndola do Graf Zeppelin

O Graf Zeppelin oferecia grande conforto. Apenas 35 lugares eram disponíveis, e normalmente a lotação não ultrapassava 20 passageiros. Estes dispunham de cabines duplas, com beliches, sala de estar e de jantar, e até um salão para fumar, cuidadosamente isolado para não incendiar o perigoso e inflamával gás de sustentação da aeronave, o hidrogênio.

Porcelana do Graf Zeppelin, de 1928

Exceto no salão de fumar, era proibido o uso de cigarros, charutos e cachimbos em qualquer lugar do dirigível.

Sala de estar e jantar do Graf Zeppelin

Os passageiros eram revistados no embarque, e o porte de isqueiros e fósforos era rigorosamente proibido. Os isqueiros do salão de fumar eram presos às mesas por correntes.

Corredor das cabines

O serviço de bordo era comparável ao da primeira classe dos melhores navios de passageiros. A aeronave era bastante estável, devido ao seu tamanho.

Sala de estar e jantar do Graf Zeppelin

Uma cozinha, cujos equipamentos operavam eletricamente, funcionava quase ininterruptamente, para fornecer a sofisticada alimentação disponível aos passageiros e tripulantes.

Cozinha do Graf Zeppelin

A altitude de cruzeiro era de 3 mil pés, mas, quando a aeronave sobrevoava cidades ou a linha litorânea, era comum voar bem mais baixo, entre 300 e 1000 pés, para que os passageiros pudessem apreciar a paisagem.

Cabine em configuração diurna



Cabine em configuração noturna

A viagem entre o Rio e a Alemanha durava 5 dias. Dois dias eram necessários para a travessia do Atlântico. A velocidade máxima era de 128 Km/h, muito mais rápida que a velocidade dos navios de passageiros da época, que variava entre 25 e 40 Km/h.

Passageira em sua cabine

A grande maioria dos voos do Graf Zeppelin para o Brasil foi comandada por Hugo Eckener. Eckener, que além de pilotar, também foi um dos construtores dos dirigíveis alemães, acabou excluído dos últimos voos dos Zeppelins, especialmente os do Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin, por sua insistente oposição ao uso das aeronaves como propaganda para o regime nazista. Foi substituído por Ernst Lehmann, um aviador pró-nazista que acabou falecendo no desastre do Hindenburg (nos EUA), em maio de 1937.

O Hindenburg

O Graf Zeppelin completou, no total, 147 voos ao Brasil (sendo 64 transatlânticos) entre os 590 voos da sua longa carreira de 17.177,48 horas de voo, em nove anos de operação (1928-1937), o que tornou-o o mais bem sucedido dirigível da história da aviação. Foi uma fantástica e impecável carreira para uma aeronave que foi projetada e construída como protótipo, mas que, de tão perfeita, acabou sendo colocada em serviço. Transportou um total de 34 mil passageiros, 30 toneladas de carga, incluindo duas aeronaves de pequeno porte e um carro, e 39.219 malas postais, com total segurança e sem acidentes.

A temporada de 1936 dos dirígiveis alemães foi marcada pelo primeiro voo comercial do D-LZ129 Hindenburg, sucessor do Graf Zeppelin. Esse voo inaugural, comandado por Lehmann, foi feito para o Brasil, e decolou para o Rio de Janeiro em 31 março de 1936. O grande maestro Heitor Villa-Lobos foi um dos passageiros do Hindenburg, quando este retornou à Europa, em abril.

Entre os luxos introduzidos no Hindenburg, estava um piano Blüthner, especialmente fabricado em alumínio, e que pesava apenas 162 Kg. Em 1937, esse piano foi removido da aeronave, para aliviar o peso, o que salvou-o da destruição quando o Hindenburg se acidentou, em maio (nos EUA). Entretanto, esse notável instrumento musical acabou destruído em um bombardeio, na Segunda Guerra Mundial.

O piano de alumínio do Hindenburg

Infelizmente,apenas 14 meses depois, o Hindenburg acidentou-se em Lakehurst, New Jersey, nos Estados Unidos. Pouco antes de pousar, a aeronave incendiou-se, por motivos até hoje não esclarecidos, no dia 6 de maio de 1937. 61 tripulantes e 36 passageiros estavam a bordo. Desses, faleceram 13 passageiros e 22 tripulantes, além de uma pessoa no solo. Essas 36 vítimas encerraram definitivamente a carreira dos dirígiveis Zeppelin.

Timetable dos voos dos Graf Zeppelin, 1934


Foi o fim de uma era. Apenas um mês depois, o Graf Zeppelin foi retirado de serviço. O dirigível-irmão do Hindenburg, o LZ-130 Graf Zeppelin II, já concluído, nunca chegou a entrar em serviço ativo. Depois de passar alguns anos em um museu, ambos foram desmontados em 1940, para aproveitamento do seu alumínio em aviões militares, por ordem do Marechal do Reich Hermann Goering.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o Governo Brasileiro expropriou o Aeroporto Bartolomeu de Gusmão dos alemães e implantou lá uma base da Força Aérea Brasileira, ainda existente, Santa Cruz.

O Hindenburg em Santa Cruz, 1936. Ao fundo, o hangar em construção

Hoje, pouca coisa resta da história dos Zeppelins no Brasil. A maior e mais notável é o hangar de Santa Cruz, ainda intacto e em uso pela Força Aérea Brasileira. Não é o último hangar de Zeppelins ainda existente, como reza a lenda, pois o hangar de Lakehurst ainda permanece igualmente intacto. O grandioso hangar de Santa Cruz foi usado por Zeppelins apenas nove vezes, cinco pelo Graf Zeppelin e quatro pelo Hindenburg.

O Hindenburg entrando no hangar, em Santa Cruz

Em Recife, ainda resta, relativamente intacta, a torre de atracação de Jiquiá.

Torre de atracação de Jiquiá, em Recife

O Museu Aeroespacial, do Rio de Janeiro, tem em seu acervo uma das hélices de madeira do Graf Zeppelin e alguns pedaços de tela rasgada, resultado de trabalhos de manutenção, e nada mais.O Graf Zeppelin e o Hindenburg foram as maiores e mais luxuosas aeronaves a atender voos internacionais de e para o Brasil, e as que tiveram as passagens mais caras, mesmo considerando as caras passagens dos voos servidos pelo Concorde. Também serviram as linhas para a América do Sul com total segurança, sem um único acidente.

Pesquise: Blog do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação em 16/01/11

Saiba mais: Cultura Aeronáutica/Zeppelin 

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sábado, 6 de novembro de 2021

CENIPA

Brasil possui o mais qualificado laboratório da América do Sul para análise de acidentes aeronáuticos
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) – órgão do Comando da Aeronáutica responsável pelas atividades de investigação de acidentes aeronáuticos civis e militares – utiliza, desde 2006, o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA), um dos setores mais estratégicos do Centro. Além disso, é uma peça fundamental na preservação do bem mais precioso que existe: a vida humana. O espaço possui equipamentos específicos e equipes técnicas especializadas, visando ao alcance da capacidade de leitura das chamadas caixas-pretas. Poucos laboratórios no mundo possuem essa capacidade, especialmente nos cenários de obtenção de dados de equipamentos danificados. Na América do Sul, o brasileiro é o único com tamanha qualificação.

Prevenção
O avião é um dos meios de transporte mais seguros que existem. Com um rigoroso controle de tráfego aéreo, radares, instruções rígidas, informações sobre as condições do voo, tecnologias avançadas e frotas cada vez mais modernas, a probabilidade de um acidente aeronáutico é cada vez menor. Ainda assim, quando acontece, é iniciado um processo investigatório, com finalidades não punitivas e sem o objetivo de apontar culpa ou responsabilização. O objetivo, nesse sentido, é a prevenção de outros acidentes e incidentes na aviação civil e militar, por meio da identificação dos fatores que tenham contribuído, direta ou indiretamente, para a ocorrência. A metodologia de tais investigações é fundamentada em compromissos firmados a partir da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, também conhecida como Convenção de Chicago, ocorrida em 1944, quando o Estado brasileiro passou a buscar, em seu contexto interno, regras de aviação alinhadas às propostas da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). Nesse contexto, e paralelamente, o Código Brasileiro de Aeronáutica estabelece que compete ao Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SIPAER) planejar, orientar, coordenar, controlar e executar as atividades de investigação e de prevenção de acidentes aeronáuticos. O CENIPA, órgão central e normativo do SIPAER, tem a missão de promover a prevenção de tais acidentes aeronáuticos. De acordo com o Chefe do LABDATA, Coronel Aviador Adriano Barbosa Maia, a investigação de acidentes aeronáuticos tem importância valiosa para a sociedade brasileira. “O resultado final proporciona recomendações de segurança em forma de lições aprendidas, visando a procedimentos aeronáuticos mais seguros, evitando novas ocorrências semelhantes e impactando na melhoria dos índices de segurança de voo no País, seja na aviação civil ou militar”, afirma.

O que aconteceu?
A pergunta é recorrente quando ocorre um acidente de avião. No entanto, responder a essa indagação só é possível depois de realizada a investigação, que é composta por três fases: coleta de dados, análise dos dados e apresentação dos resultados. A coleta de dados é a primeira fase da investigação, na qual uma equipe multidisciplinar se desloca até o local da ocorrência com o objetivo de levantar informações para análise. Dentre os vários materiais coletados, a depender da aeronave, os investigadores podem também lançar mão dos gravadores de voo. Embora nem todas as aeronaves possuam tais dispositivos, quando presentes, a busca por tais equipamentos se torna um dos objetivos principais da fase de coleta de dados.

LABDATA
As “caixas-pretas”, conforme suas possibilidades de volume e de precisão de informações, contribuem sobremaneira para a elucidação dos acontecimentos anteriores ao acidente. Por muito tempo, o Brasil dependeu de serviços de leitura e análise de dados de gravadores de voo de outros países. Entretanto, com o intuito de aperfeiçoar os processos investigativos aeronáuticos do Estado brasileiro, desde 2006, o CENIPA conta com o Laboratório de Leitura e Análise de Dados de Gravadores de Voo (LABDATA). O espaço possui equipamentos específicos e equipes técnicas especializadas, que possibilitam a análise de dados em gravadores, mesmo que estejam severamente danificados. Atualmente, poucos laboratórios possuem tal capacidade no mundo. Na América do Sul, o LABDATA é o único com tamanha qualificação. Com isso, os dados são apresentados para análise, em formatos gráficos ou por meio de animações, os quais auxiliam os investigadores na compreensão do evento e, consequentemente, na produção das recomendações adequadas de segurança.

Tecnologias
Uma das características que torna mais complexa a atividade de leitura e análise de gravadores de voo é a ininterrupta evolução tecnológica inerente à atividade aérea. Desse modo, o LABDATA busca, recorrentemente, novas tecnologias embarcadas, aquisição de novos equipamentos, bem como o aperfeiçoamento contínuo de seus recursos humanos. O analista de dados de gravadores de voo com conhecimento em engenharia eletrônica, Sargento Felipe Marques Gomes, explica que a extração das memórias exige muita atenção, para que nada seja ainda mais danificado. “Usamos microscópios que permitem observar as placas de vários ângulos sem ao menos tocarmos nelas. Ainda assim, usamos luvas e jalecos antiestáticos, sempre com o objetivo de resguardar as informações em qualquer dispositivo que possa contribuir para elucidar a ocorrência”, explica. O analista esclarece, ainda, que os cuidados são redobrados quando um gravador esteve submerso em água. “O processo de oxidação se inicia no exato momento em que se retira o equipamento da água, ao entrar em contato com o ar. Então, a partir das características do gravador, utilizamos fornos específicos para a secagem dos componentes eletrônicos, sempre buscando preservar os dados”, complementa. Além de fornos e microscópios com tecnologias avançadas para a extração de dados, o LABDATA passou a utilizar mais recentemente a animação em realidade virtual do acidente em três dimensões (3D), a qual permite a visualização externa e interna da aeronave, mostrando a sequência de voo realizada com base na leitura de cruzamento de dados dos diversos sistemas de voo. Por meio dela, os investigadores conseguem visualizar a trajetória da aeronave, a velocidade desenvolvida, o caminho percorrido, a altitude alcançada, a atuação dos comandos de voo, o funcionamento dos sistemas, além de ouvir as conversas realizadas na cabine de comando.

Fotos: Suboficial Joelson Nery, do CECOMSAER

Fonte: FAB, em 03/11/2021

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sexta-feira, 5 de novembro de 2021

KC-390 Millennium

Embraer KC-390 pode ser adquirido pela Itália
O Presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o Presidente italiano, Sergio Matarella, em Roma, no dia 29 de outubro de 2021. Segundo o Blog do Nolasco, do Portal R7, os dois teriam conversado sobre a venda de produtos militares, com a Itália, incluindo o interesse italiano no KC-390 Millennium. O Brasil busca ampliar o comércio militar com a Itália e equilibrar a balança comercial. Bolsonaro solicitou também a Matarella reciprocidade na permissão para a entrada de brasileiros na Itália, afirma Nolasco.

KC-390
Desenvolvido pela Embraer como um substituto do C-130 Hércules, o KC-390 Millennium é um cargueiro tático multimissão capaz de transportar até 26 toneladas. Quatro aeronaves já estão em serviço na Força Aérea Brasileira (FAB), operadas pelo Esquadrão Zeus (1º GTT) em Anápolis (GO). O modelo também foi adquirido pela Força Aérea de Portugal, que assinou a compra de cinco aeronaves e um simulador, e pela Hungria, que fechou o contrato para duas unidades.

Fonte: Clipping FAB

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quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Efemérides Aeronáuticas - Novembro

O INCAER - Instituto Histórico Cultural da Aeronáutica destaca uma frase do Ten.-Brig.-do-Ar Joelmir Campos de Araripe Macedo, ex-Ministro da Aeronáutica e ex-Conselheiro do INCAER, falecido em 12 de abril de 1993: “A História não é um somatório de fatos, mas, antes, um legado de experiências. Conhecê-la é reunir dados que os números não contam, é entender os erros para não repeti-los, é, enfim, uma forma de preparar-se para o futuro”. Com este pensamento, mais uma vez, o Blog do Ninja reproduz as datas marcantes de NOVEMBRO, estimulando o estudo, a pesquisa.

1724
Faleceu Bartolomeu Lourenço de Gusmão, com a idade de 39 anos. O óbito ocorreu no Hospital da Misericórdia, na cidade de Toledo, Espanha.(19 de novembro)

1855
Foi realizada a primeira ascensão aerostática no Brasil. O balão subiu no Campo de Santana, atual Praça da República, no Rio de janeiro, às 17:30h, pousando na água da Baía de Guanabara. (11 de novembro)

1866
Foi encaminhada uma correspondência ao Ministro da Guerra, pelo Comandante Militar do Pessoal e Material do Brasil, em Montevidéu, Brigadeiro Antônio Nunes de Aguiar, assinalando a passagem naquela cidade do fabricante do aerostato, o francês Louis Desiré Doyen, rumo ao Teatro de Operações. (30 de novembro) 

1881
Júlio César Ribeiro foi admitido como membro da Sociedade Francesa de Navegação Aérea. (8 de novembro)

O inventor brasileiro Júlio César de Souza realizou em Paris a primeira experiência com o seu “balão planador”, ao qual denominou de “Victória” (11 de novembro).

Júlio César Ribeiro realizou a segunda experiência com o seu balão dirigível “Vitória”, em Paris, perante algumas autoridades e grande quantidade de pessoas, estando presente o Encarregado dos Negócios do Brasil na França, Sr. Araújo. (12 de novembro).

1884
Na sessão realizada no Instituto Politécnico do Brasil, foi discutido o requerimento apresentado por Júlio César, onde foi solicitado o parecer da mencionada agremiação “com relação à prioridade do sistema de balões Júlio César, tendo em vista a construção do balão dirigível La France”, dos franceses Renard e Krebs. (04 de novembro)

1891
Santos Dumont, em companhia de seu pai, na véspera de partir de regresso ao Brasil viu, pela primeira vez, no Palácio da Indústria, em Paris, um “motor a petróleo” funcionando com apenas 1 HP de potência, compacto e muito mais leve que todos os que conhecia de perto. A presença dessa máquina deixou-o estático e entusiasmado, chegando a pedir ao pai para estudar em Paris.(mês de novembro)

1899
Santos Dumont fez o primeiro ensaio com seu balão dirigível “Nº 03”, alçando voo do Parque de Aerostação de Vaugirard. Nessa ocasião, ele contornou a Torre Eiffel pela primeira vez.(13 de novembro)

Santos Dumont iniciou a construção de um hangar, o primeiro que se conhece. (16 de novembro)

Santos Dumont realizou uma ascensão com o dirigível “Nº 03”, pousando em Ivry. (20 de novembro)

1901
Foi realizada uma sessão solene no Instituto de Ciências, presidida por Santos Dumont, ocasião em que Emmanuel Aimé, secretário do Aeroclube da França, pronunciou uma conferência sobre “A navegação aérea no Século XX”, detendo-se nas experiências do aeronauta brasileiro. (1º de novembro)

A Comissão Científica do Aeroclube da França, reunida na Sociedade da Aclimatação, a Rua de Lille, sob a presidência do Príncipe Roland Bonaparte, decidiu outorgar o “Prêmio Deutsch” a Santos Dumont. (04 de novembro)

O Sr. Deutsch de La Meurthe, patrono da competição, encaminhou ao presidente do Aeroclube da França, o cheque de 100.000 francos correspondente ao prêmio conquistado por Santos Dumont, a fim de ser a ele entregue. (05 de novembro)

O Chefe de Polícia de Paris, Sr. Léoine, publicou as instruções para os pobres de Paris recuperarem, gratuitamente, os seus bens penhorados, aproveitando o donativo feito por Santos Dumont. (13 de novembro) 

Foi sancionada a lei, pelo Presidente da República (Manoel Ferras de Campos Sales), concedendo a Santos Dumont um prêmio no valor de 100 contos de reis. (15 de novembro)

Augusto Severo, sua esposa Natália e Henri Lachambre realizaram um voo em balão livre, em Paris. (18 de novembro)

1906
''The Illustrated London News'' publicou com destaque: “O primeiro voo de um aparelho mais pesado que o ar: Santos Dumont conquista o Prêmio Archdeacon”. Uma fotografia comprovando o memorável voo foi estampada. (03 de novembro)

Ao realizar um voo a bordo do aeroplano 14 Bis no Campo de Bagatelle em Paris, que percorreu 220 metros em 22 segundos e 1/5, Santos Dumont ganhou o prêmio de 1.500 francos estabelecido pelo Aeroclube da França (12 de novembro)

1907
Foi realizada a primeira experiência, em Paris, de Santos Dumont com o seu aeroplano Nº 19 que foi batizado de “Demoiselle”. Ele foi um dos aviões mais populares construídos por Santos Dumont. Entre os anos de 1907 a 1909 foram construídos vários modelos do “Demoiselle”, os quais foram numerados de maneira diferente (Nº 19, Nº 20 e Nº 21). (15 de novembro)

No Campo de Bagatelle, após um voo de 150 metros, a hélice do “Demoiselle Nº 19” partiu- se, projetando-se a 120 metros de distância. (21 de novembro)

1912
O Marechal Hermes da Fonseca, Presidente da República, autorizou ao Ministro da Justiça a cessão do terreno para uso do Aeroclube Brasileiro, sendo escolhida a antiga Fazenda dos Afonsos, uma área de 725.000m², pela seguinte comissão: General Henrique Martins, Ten Ex Ricardo João Kirk e aviador Edmond Plauchut. (mês de novembro)

1914
Foi realizado o primeiro voo do “Alvear”, pilotado pelo argentino Ambrósio Caragiolla, no Campo dos Afonsos, e assistido por uma comissão do Aeroclube Brasileiro composta de Jorge Moller e Estelita Werner. (14 de novembro)

1916
A flotilha de hidroaviões Curtiss, adquiridos para a Escola de Aviação Naval, foi oficialmente incorporada à Esquadra (Aviso nº 3.865, do Ministro da Marinha).(03 de novembro)

1917
Santos Dumont encaminhou uma carta ao Presidente da República Wenceslau Braz, tecendo considerações sobre o desenvolvimento da Aviação Militar e da Aviação Naval no Brasil, principalmente acerca da “criação de um corpo de aviadores no Exército e na Marinha e lembrando as necessidades de serem construídos campos de pouso para as escolas de aeronáutica”. (16 de novembro)

A sede da Escola de Aviação Naval foi transferida da Ilha do Rijo (antigo Arsenal de Marinha na Praça Mauá), para a Ilha das Enxadas, ambas na Baía de Guanabara (Aviso nº 4.455, do Ministro da Marinha).(28 de novembro)

1918
Na presença do Ministro da Guerra, Marechal Caetano de Faria, foi realizado, no Campo dos Afonsos, o voo oficial do avião biplano “Alagoas” construído no Brasil pelo Capitão do Exército Marcos Evangelista da Costa Villela Júnior. O avião pilotado pelo Tenente do Exército Raul Vieira de Mello era equipado com um motor “Luckt” de 80 H.P. (11 de novembro)

Chegaram ao Rio de Janeiro os primeiros membros da Missão Militar Francesa, contratada pelo Exército Brasileiro para organizar a Escola de Aviação Militar. (11 de novembro)

O Ministro da Guerra, General Alberto Cardoso de Aguiar, expediu o Aviso nº 1.463 ao Departamento do Pessoal informando que “o Serviço de Aviação Militar passaria a subordinar-se ao Estado-Maior do Exército e que deveria ser organizado com urgência o Regulamento da Escola de Aviação, em comum acordo com a Missão Militar Francesa no Brasil, a qual caberia a direção técnica da mencionada Escola”. (21 de novembro) 

1922
Foram concluídas, no Campo dos Afonsos, as obras do Quartel da Cia. de Aviação, proporcionando instalações condignas ao pessoal da Escola de Aviação Militar, que até então ocupava diversas casas particulares alugadas na Vila Marechal Hermes, desde sua criação, em 1919. (mês de novembro)

1923
Foi criada a Defesa Aérea do Litoral, a qual ficaram subordinadas a Escola de Aviação Naval e os Centros de Aviação Naval (Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis), de acordo com o Decreto nº 15.847. (18 de novembro)

1924
Foi desativada a Diretoria de Aeronáutica da Marinha, através do Decreto nº 16.683, pois foi tornada sem efeito a sua regulamentação (que tinha sido estabelecida pelo Decreto nº 16.600, de 17 de setembro de 1924), extinguindo-se, afinal, quando o Aviso nº 5.252, de 30 de dezembro de 1924, deu instruções para a execução da transferência definitiva ao Estado-Maior dos órgãos que ela estavam apensos: a Escola de Aviação Naval e os Centros de Aviação do Rio de Janeiro, Santos e Florianópolis. (26 de novembro)

Chegou ao Rio de Janeiro, a Missão Latécoère, que logo entrou em contato com representantes do Governo Brasileiro, com o objetivo de conseguir autorização para estender a linha aérea que, começando em Toulose, França, iria até Buenos Aires passando, portanto, por território brasileiro. (mês de novembro)

#A empresa que assim planejava operar na América do Sul, era as “Lignes Aériennes Latécoère”, fundada por Pierre Latécoère. Dois diretores da referida empresa (um dos quais era o Príncipe Murat) faziam parte dessa Missão, que incluía ainda três aviões biplanos Breguet, com respectivos pilotos e mecânicos.

1925
Ocorreu o primeiro salto com paraquedas, executado por um brasileiro. De um avião pilotado pelo norte-americano Orton William Hoover, saltou sobre o Campo de Marte, em São Paulo, o Tenente da Força Pública Antônio Pereira Lima (diplomado como piloto aviador na 1ª Turma da Esquadrilha de Aviação da Força Pública de São Paulo). (1º de novembro)

1926
Foram aprovados os seguintes documentos: Regulamentos de Luzes e Sinais, Regras Gerais de Circulação Aérea e regras Especiais de Circulação Aérea sobre os Aeródromos e suas vizinhanças (Portaria s/nº, do MVOP). (12 de novembro)

Viajou para a Alemanha, Otto Ernst Meyer-Labastille, na qualidade de representante dos acionistas que pretendiam construir a Viação Aérea Rio Grandense, a fim de conseguir aeronaves e tripulantes que permitissem à futura empresa iniciar suas atividades. (mês de novembro)

O avião escolhido foi o hidroavião Dornier Wal “Atlântico” (que viria receber a matrícula P-BAAA), equipado com dois motores Rolls-Royce, com potência total de 360 HP, velocidade máxima de 180 quilômetros por hora e capacidade para 10 passageiros

1929
A VARIG adquiriu dois aviões do tipo Klemm L-25, monoplanos, da Empresa de Transportes Aéreos – ETA, e que receberam as matriculas PP-VAA e PP-VAB.(16 de novembro)

Foi diplomada a 2ª Turma de Pilotos Aviadores, com alunos procedentes do círculo de praças, da Escola de Aviação Militar: Cabos Bianor Fadul, Severiano Primo da Fonseca Lins, João Urupukina, Gilberto de Almeida, Dagoberto Nery Hayne, Rubens Borges Correa, Dácio Borges e Alexandre Zaphyrios Bersou. (19 de novembro)

1930
Passou a ser reconhecida pela denominação de Panair do Brasil S.A., conforme resolução aprovada em assembleia geral extraordinária realizada em 1º de outubro do mesmo ano, a Sociedade Anônima Nyrba do Brasil (Decreto nº 19.417). (21 de novembro)

Foi diplomada a 4ª Turma de Aspirantes a Oficial da Arma de Aviação do Exército: Oswaldo Balloussier, José Vicente de Faria Lima, Miguel Lampert, Teófilo Otoni de Mendonça, Manoel de Oliveira, Ruy Presser Bello, João Mendes da Silva, Nero Moura, Lauro Aguirre Horta Barbosa, Anysio Botelho, Geraldo Guia de Aquino, Sócrates Gonçalves da Silva, José da Silva Ribeiro Sobrinho, Carlos Cyro de Miranda Corrêa (confirmado no posto de 2º Ten), Armando Serra de Menezes, Rube Canabarro Lucas, José Moutinho dos Reis, Alcides Moitinho Neiva, Oriswaldo de Castro Veloso, Mário de Oliveira e Silva, Newton Barbosa Sampaio, Moacyr Valporto de Sá, Jocelyn Barreto Brasil Lima, João Ribeiro da Silva, Salvador Rosés Lizarralde e Vicente Cavalcante de Aragão. (22 de novembro)

Foram escalados três aviões Potez-25 T.O.E. para operarem no Campo de Marte/SP, tripulados pelos seguintes militares da Arma de Aviação do Exército: Capitão Álvaro Assumpção D'Ávila, Capitão Antônio Alberto Barcelos, 1º Tenente Altamiro O'reilly de Souza, 2º Tenente Armando Perdigão, 2º Tenente Joaquim Tavares Libânio e 2º Tenente João de Oliveira. (mês de novembro)

Com os referidos oficiais, e alguns sargentos mecânicos e outras praças enviadas ao Campo de Marte, foi constituído um Destacamento de Aviação de São Paulo.

1931
O Capitão Henrique Raymundo Dyott Fontenelle e o Tenente Antônio Lemos Cunha, ambos da Aviação Militar, em voo a bordo do Avião Consolidated Commodore P-BDAH, da Panair do Brasil, rumo a Buenos Aires, congratularam-se com a Diretoria da Panair, ao transporem as fronteiras brasileiras, “pela patriótica iniciativa da inauguração da primeira linha aérea nacional para o estrangeiro”. (03 de novembro)

O termo “Comandante” passou a ser usado oficialmente pela Panair do Brasil, em substituição à designação “Piloto”. (13 de novembro)

Foi diplomada a 4ª Turma de Sargentos Pilotos da Escola de Aviação Militar: Custódio Netto Júnior, José João Aldrighi, Cid Sebastião da França Brugger, Pedro Luiz Jobim Laemertz e Gaspar Weber. (20 de novembro)

O Governo do Brasil promulgou a Convenção de Varsóvia (12 de outubro de 1929), para unificação de certas regras relativas ao transporte aéreo internacional (Decreto 20.704). (24 de novembro)

Franz Ronza, um dos fundadores do Clube Paulista de Planadores “realizou o 2º voo em planador no Brasil e o 3º na América do Sul”, segundo o livro de Raul Leme Monteiro “25 anos a serviço da Aviação”. (29 de novembro)

1932
Ocorreu o primeiro voo em autogiro no Brasil, no aparelho de propriedade do industrial Antônio Lartigau Seabra, sendo piloto o Tenente Francisco de Assis Corrêa de Mello, da Aviação Militar. (09 de novembro) 

Foram criadas as Divisões de Patrulha, Observações, Treinamento e de Instrução na Aviação Naval (Aviso nº 2.894). (10 de novembro)

Foram criadas as Bases de Aviação Naval em Porto Alegre e Ladário (Decreto nº 22.072). (10 de novembro)

Os Avisos nº 2.895 e nº 2.897 reorganizaram os meios aéreos da Aviação Naval. (10 de novembro)

Defesa Aérea do Litoral:
1ª DC-6 Boeing F4B4, “1932”, Rio de Janeiro;
2ª DO- 6 Vought V-66 B, Rio de Janeiro;
1ª DEB – 5 Gordon, Ladário;
2ª DEB – 5 Gordon, Porto Alegre;
e 3ª DEB – 5 Gordon, Santa Catarina.

Força Aérea da Esquadra:
1ª DP – 5 Savoia S-55 e 2 Martin, PM, Rio de Janeiro;
1ª DO – 4 Vought 02U-2 e 2 Vought V-66B, Rio de Janeiro;
1ª Div Trein – 8 Waco CSO, Rio de Janeiro (Centro Av Nav Rio);
e 1ª Div Inst – Moths (DH-60 T e Fox Moth), Rio de Janeiro (Esc Av Naval).

Foi diplomada a 5ª Turma de Sargentos Pilotos da Escola de Aviação Militar: Wilibaldo Félix Hotte, Clóvis Roldão de Oliveira Barros, Ferdinando Limongi, José Pontes Pinto de Mendonça e Waldemar Ratki. (16 de novembro)

1933
Foram estabelecidas novas instruções para matrículas dos aviões, com a eliminação de letras nos pertencentes aos Regimentos de Aviação, e com a permanência da letra “K” nas aeronaves da Escola de Aviação Militar. (17 de novembro)

Foram aprovadas pelo Diretor de Aviação Militar, General Eurico Gaspar Dutra, as “Prescrições a serem seguidas pelos pilotos do Correio Aéreo Militar”, elaboradas pelo Tenente José Vicente Faria Lima, Comandante da Esquadrilha de Treinamento do 1º Regimento de Aviação, à qual estava afeto o serviço do Correio Aéreo Militar. (30 de novembro)

1934
Foi criado o Destacamento de Aviação de Fortaleza, tendo assumido como seu primeiro Comandante, o 1º Ten Gonçalo de Paiva Cavalcanti. (mês de novembro)

1935
Ocorreu a apresentação pioneira da Banda de Música da Escola de Aviação Militar, na Feira Internacional de Amostras, no Rio de Janeiro, ocasião em que foi ouvido, também pela primeira vez, o “Hino dos Aviadores” (Letra do Capitão Armando Serra de Menezes e música do Tenente João Nascimento).(13 de novembro) 

1936
Foi fundado o Aeroclube de Santos/SP, cuja escola de pilotagem começou a funcionar somente em outubro de 1940. (1º de novembro)

Foi fundado o Aeroclube de Minas Gerais, com sede em Belo Horizonte/MG, por um grupo de entusiastas da aviação, destacando-se Gerson Sabino, Antônio Mourão Guimarães, Eurico Pascoal, Watson Mesquita, Nélio Gonçalves e os militares Almirante Virginius Brito de Lamare (da Aviação Naval), Major Paulo Penido e Suboficial Mário Láper. (mês de novembro)

1937
Foi diplomada mais uma turma de aviadores militares (Exército): Hélio Silveira (2º Tenente), Newton Lagares Silva, Faber Cintra, Décio de Mesquita Moura Ferreira, Maurício José de Assis Jatahy, Edy Espínola do Nascimento, Orlando Rizental, Deoclécio Lima de Siqueira, José Maria Soares Lavrador, Luiz Gomes Ribeiro, Aníbal Amazonas Rabello, Raymundo Nonato de Rêgo Barros, João Camarão Telles Ribeiro, Cyrano de Andrade Souza, Miguel Guerra Simões, Dagoberto Pinto Pacca, Gil Miró Mendes de Moraes, Ademar Lyrio, Príamo Ferreira de Souza, Gilberto de Aquino, Délio Jardim de Mattos e Mário Calmon Eppinghaus. (22 de novembro)

1938
O Presidente Getúlio Dornelles Vargas inaugurou a nova Estação de Hidroaviões do Aeroporto Santos Dumont; tendo sido recebido à porta do edifício pelo Ministro Mendonça Lima, do Ministério de Viação e Obras Públicas, sob os acordes do Hino Nacional. Atualmente este edifício é a sede do Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica (INCAER). (1º de novembro)

1939
Foi fundado o Aeroclube de Franca / SP. (10 de novembro)

Foram aprovadas as instruções para a Matrícula Profissional da Aeronáutica Civil (Portaria nº 170/DAC/MVOP). (11 de novembro)

Na Feira de Amostras do Rio de Janeiro, foi inaugurada uma torre de 70 metros de altura, destinada a saltos de paraquedas. (15 de novembro)

O equipamento pertencia à equipe de demonstração de paraquedismo sob a direção de René Coutrin, o qual “pretendia ensinar aos cariocas a se lançarem da torre”, conforme assinalou a imprensa local.

Comemorando o cinquentenário da Proclamação da República do Brasil, pousou no Campo dos Afonsos, uma esquadrilha de 07 aeronaves “Fortalezas Voadoras” B-17, pertencentes ao 49º Esquadrão de Bombardeio da US Army. A esquadrilha achava-se sob o comando do Major General Delos C. Emmons, o qual fez entrega ao Presidente Getúlio Vargas de uma mensagem do Presidente dos Estados Unidos, Franklin Delano Roosevelt. (15 de novembro)

O Presidente da República Getúlio Vargas, o Ministro da Guerra General Eurico Gaspar Dutra e o Chefe do Estado-Maior do Exército General Góes Monteiro, realizaram um voo de 50 minutos a bordo de um dos B-17, do Exército dos Estados Unidos, que chegaram ao Rio de Janeiro no dia 15 do mesmo mês. (21 de novembro) 

1941
Foi organizado o Corpo de Oficiais da Aeronáutica com os seus vários Quadros (Decreto-Lei no 3.810). (10 de novembro)

Foi computado o tempo de voo dos militares da FAB, em aviões dos aeroclubes, como se fossem em missões de guerra. (11 de novembro)

Foram fixados os efetivos do Quadro de Oficiais Aviadores (Decreto-Lei no 3.836). (18 de novembro)

O Ministério da Aeronáutica abriu o crédito especial para a compra de 50 aviões “Fairchild M-62” equipados com motor Ranger (Decreto-lei no 3.834). (18 de novembro)

1942
A Base Aérea de Salvador foi criada (Decreto-Lei no 4.916) (05 de novembro)

Ficam criados para instalação imediata os seguintes Corpos de Base Aérea, por meio do Decreto-lei nº 4.915. (05 de novembro)

• 9º C.B. Ae., com sede em Natal (Rio Grande do Norte);
• 10º C.B. Ae., com sede em Recife (Pernambuco);
• 11º C.B. Ae., com sede em Salvador (Baía);
• 12º C.B. Ae., com sede no Rio de Janeiro (Galeão);
• 13º C.B. Ae., com sede em Santos (São Paulo); e
• 14º C.B. Ae., com sede em Florianópolis (Santa Catarina).

A Fazenda da Aeronáutica de Pirassununga (FAYS) é uma organização militar, subordinada diretamente ao comando da Academia da Força Aérea (AFA). A sua história começou, quando o então Ministro da Aeronáutica, Joaquim Pedro Salgado Filho, no ofício n.º G/213, fazia uma exposição de motivos ao Presidente da República Getúlio Vargas sobre a necessidade de um novo local para implantação de uma nova e definitiva sede da Escola de Aeronáutica. (07 de novembro)

Uma área a leste da cidade de Pirassununga, em São Paulo, ficou estabelecida, como local da nova sede de Escola de Aeronáutica a ser construída. (Decreto-lei no 4.968). (18 de novembro)

1943
A Ordem do Mérito Aeronáutico foi criada (Decreto-Lei n.o 5.961). (01 de novembro)

Foi criado o Centro de Instrução Pré-Aeronáutica (C. I. P. Aer.), por meio da Portaria nº 198, com sede no Campo dos Afonsos, com a finalidade de selecionar e preparar os candidatos à matrícula no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva da Aeronáutica (C.P.O. R. Aer.), e nos cursos em Escolas de Aviação das Forças Aéreas dos Estados Unidos. (4 de novembro)

Foi aprovado o termo de ajuste, assinado a 29 de setembro do corrente ano, pelo Ministro de Estado dos Negócios da Aeronáutica, em nome do Governo do Brasil, e pelo cidadão norte americano John Paul Riddle, para a cessão, organização e manutenção de uma Escola Técnica de Aviação, no Estado de São Paulo, nos moldes da Embry Reddle School of Aviation, existente na cidade de Miami, Estado da Flórida, Estados Unidos.(Decreto-lei nº 5.983) (10 de novembro)

1944
O Brigadeiro Nero Moura (1910-1994), foi Comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça que lutou na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) ao lado dos aliados. Registrou em sua caderneta de voo o período em que esteve no teatro de operações, descrevendo sobre o tipo de avião usado, altitude, número de aterrissagens, tempo de serviço e natureza do serviço. (mês de novembro)

Na sua primeira missão de guerra, a aeronave de caça do 2º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, um P-47 Thunderbolt, foi abatida pelo fogo da artilharia antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália. (06 de novembro)

O 1° Grupo de Aviação de Caça realizou sua primeira missão como Unidade Aérea independente, constituindo a primeira Esquadrilha de P-47 composta exclusivamente por pilotos brasileiros, comprometidos em defender os interesses da Pátria na Segunda Guerra Mundial, na campanha da FAB na Itália.

Comemora-se nessa data, o Dia do Material Bélico da Aeronáutica. (11 de novembro)

Fica criada a carreira de Dentista no Quadro Permanente do Ministério da Aeronáutica, pelo Decreto-lei nº 7.078. (24 de novembro)

1945
Após visita do então Tenente Coronel Casimiro Montenegro Filho, as Bases Aéreas Americanas e ao Massachussets Institute of Technology (MIT), foi criado o “Plano Smith”, assim chamado por ter sido concebido pelo Prof. Richard H. Smith, do Departamento de Engenharia Aeronáutica do MIT. O “Plano Smith” estabelecia a criação de um Centro Técnico que seria constituído por dois institutos coordenados e tecnicamente autônomos – um para o ensino técnico superior e outro para pesquisa e cooperação com a indústria de construção aeronáutica, com a aviação militar e com a aviação comercial. Ainda segundo a concepção do Plano, quando nos laboratórios houvesse produtos com potencial de comercialização, seriam fundadas empresas. Foi então estabelecida a escola de engenharia aeronáutica no Brasil (o Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA). (mês de novembro)

1953
O Estandarte da Escola de Especialistas de Aeronáutica foi criado (Decreto no 34.622). (16 de novembro). 

1954
Foram incluídas na Reserva de 3ª Categoria da Força Aérea Brasileira, nos termos do artigo 1º da Lei no 438 de 18 de outubro de 1948, os portadores de licença de piloto, de navegador, de mecânico de voo, de rádio operador de voo e de mecânico de manutenção concedida pela Diretoria da Aeronáutica Civil (Lei no 2.336). (19 de novembro)

1957
A aeronave P-47 deixa de voar definitivamente na FAB. (30 de novembro)

1965
Foi criado o Centro de Processamento de Dados (CPD-BR), a primeira iniciativa do Ministério da Aeronáutica para a criação de um órgão que se preocupasse com processamento de dados, que incumbia a Inspetoria Geral da Aeronáutica dos estudos para a criação de um Centro de Computação Eletrônica da Aeronáutica. (08 de novembro)

1971
Foi criado através do Decreto nº 69.565, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). (19 de novembro)

Chegada dos AT-26 Xavante na Base Aérea de Santa Cruz/RJ. Os cinco primeiros, incluindo o FAB 4462, chegaram com os pilotos que fizeram o curso inicial na EMBRAER. (19 de novembro)

1978
Criado o 3º/10º Grupo de Aviação (Esquadrão Centauro), na Base Aérea de Santa Maria/RS. (10 de novembro) 1982 O Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), organização subordinada ao DECEA, prevista pelo Decreto nº 87.758, é a unidade responsável pelo controle e gerenciamento do espaço aéreo da Região Sul e adjacências. Presta serviços de gerenciamento de tráfego aéreo, defesa aérea, informações aeronáuticas, meteorologia aeronáutica, telecomunicações aeronáuticas e busca e salvamento. (01 de novembro)

1984
Santos Dumont tornou-se Patrono da Aeronáutica Brasileira, por suas contribuições à locomoção aérea mundial onde se destaca seu grande feito de haver sido o primeiro aviador mundial a voar com uma máquina mais pesada que o ar, o avião 14 BIS. (04 de novembro)

O Marechal do Ar Alberto Santos-Dumont foi proclamado Patrono da Aeronáutica Brasileira, como consta no Art. 1º, da Lei 7.243, constando também no Art. 2º, a proclamação do Marechal do Ar Eduardo Gomes como Patrono da Força Aérea Brasileira, e ainda no Art. 3º da mesma lei, foi instituída a "Medalha Eduardo Gomes Aplicação e Estudo", destinada a incentivar a aplicação nos estudos e na instrução, premiar e dar relevo ao mérito intelectual de oficiais e praças do Ministério da Aeronáutica que venham a distinguir-se nas atividades escolares. (06 de novembro)

1988
Criado o Núcleo do 1º/16º Grupo de Aviação, na Base Aérea de Santa Cruz/RJ, pela Portaria R-535/GM3. (07 de novembro)

O Centro de Informática e Estatística (CINFE) foi transformado em Diretoria de Informática e Estatística (DIRINFE) sendo sua sede transferida de Brasília para o Rio de Janeiro. (mês de novembro)

* A justificativa principal para a citada transferência, foi de que todas as diretorias e seus respectivos computadores estavam sediadas no Rio de Janeiro, com exceção da DIRINFE.

2003
Foi inaugurado em Pianoro, Itália, no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e aos demais integrantes da Força Aérea Brasileira que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi anexada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os nazifascistas na guerra. (09 de novembro)

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quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Tecnologia

Começa no Rio simulação de voos da aeronave vertical elétrica da Eve
A Eve Air Mobility, da Embraer, iniciará, no dia 8 de novembro de 2021, o simulado de Mobilidade Aérea Urbana (UAM), conectando a Barra da Tijuca com o Aeroporto Internacional Tom Jobim - RIOgaleão. A iniciativa, utilizando helicóptero por enquanto, será realizada em cooperação com parceiros estratégicos. A avaliação do ecossistema de UAM e os principais conceitos relacionados à experiência de uma operação futura ocorrerá por um mês, com seis voos diários, a um custo mais acessível que uma operação de um serviço de helicóptero convencional. A simulação busca valores objetivos ao que se espera, no futuro, para a operação com uma aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical (eVTOL), também conhecida no mercado como EVA (Electric Vertical Aircraft ou aeronave vertical elétrica).

Helisul
A operação da aeronave na rota será feita pela Helisul. A Aviação Universal, empresa global de serviços de atendimento aeroportuário, conduzirá a parte operacional de solo. A concessionária RIOgaleão e o Centro Empresarial Mario Henrique Simonsen (CEMHS) completam a parceria como os pontos de origem e destino e estudos associados à experiência.

2026
A aeronave da Eve, prevista para chegar ao mercado em 2026, será elétrica e foi projetada com foco nos usuários, para proporcionar um transporte eficiente e confortável, com baixo ruído e zero critério de carbono. O simulado é parte de um conceito de operação (CONOPS) iniciado em agosto de 2021, para integrar a mobilidade aérea urbana ao espaço aéreo brasileiro, tendo início pela cidade do Rio de Janeiro.

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terça-feira, 2 de novembro de 2021

Ação Cívico-Social

FAB apoia ações de saúde para brasileiros índios no Amazonas
A Força Aérea Brasileira (FAB) integra a Operação Gota que visa controlar e manter a eliminação ou erradicação de doenças imunopreveníveis em todo o território brasileiro, contribuindo para a qualidade de vida da população. A intenção é, por meio das aeronaves da FAB, promover o transporte de profissionais de saúde e de vacinas até comunidades de difícil acesso no sudoeste amazonense. De julho a outubro de 2021, a Operação Gota atendeu 107 comunidades, 3.532 pessoas foram vacinadas e 6.093 vacinas aplicadas.

Missões no Amazonas
O Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAV) - Esquadrão Harpia, sediado na Base Aérea de Manaus (BAMN), participou da Operação Gota Médio Solimões, no período de 4 a 23 de outubro de 2021. Os voos, realizados com o helicóptero H-60L Black Hawk, saíram a partir dos municípios de Eirunepé (AM) e Carauari (AM), e atenderam também os municípios de Envira (AM) e Itamarati (AM). Devido à impossibilidade de acesso fluvial em virtude do baixo nível dos rios, tornando-os inavegáveis, a ação conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério da Defesa é fundamental para levar a presença do Estado nessas comunidades.

35 tribos de brasileiros indígenas
Neste período, 25 comunidades ribeirinhas e 35 tribos de brasileiros indígenas foram apoiadas, totalizando 2.631 pessoas atendidas e 3.131 vacinas aplicadas. Caracterizada por ser uma região com meteorologia instável e locais de pouso com complexidade, essa operação só foi possível devido o transporte de vacinadores, subordinados ao Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), e de materiais utilizados para a vacinação, por meio de helicópteros da FAB. Foram atendidos os municípios de Eirunepé, Carauari, Itamarati e Envira, além das comunidades indígenas de diversas etnias, como por exemplo, Kunamari, Kulina, Deni, Katukina e Kocama. O Capitão Aviador Hideyuki Simplicio Kitayama participou como comandante da aeronave e falou sobre a sensação de fazer parte deste tipo de missão. “O sentimento é de extrema satisfação profissional e pessoal. Estamos ajudando a levar esperança aos brasileiros que vivem em uma das regiões mais remotas do País”, relatou.

Rio Purus e Oriximiná
Durante o mês de setembro, aconteceu a Operação Gota Médio Rio Purus, quando 1.910 vacinas foram aplicadas e 47 comunidades atendidas. E, entre julho e agosto, ocorreu a Operação Gota Oriximiná, com 1.052 vacinas aplicadas, 901 pessoas vacinadas e, 128 pessoas transportadas. Todas as missões também foram realizadas pelo Esquadrão Harpia.

Integração
Este tipo de apoio, por parte da FAB, em comunidades isoladas, iniciou-se em 1993, após a notificação de surtos de sarampo em populações indígenas nas regiões do Rio Purus, Juruá e Solimões. Desde então, consolidou-se a realização da multivacinação anual, atendendo ao calendário básico do Programa Nacional de Imunização (PNI).

Fotos: Capitão Kitayama e Tenente Beltramini, do 7°/8°GAV

Fonte: FAB

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segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Indústria Aeronáutica

Embraer entregou 30 aeronaves no terceiro trimestre de 2021
A Embraer entregou 30 jatos no terceiro trimestre de 2021, sendo nove comerciais e 21 executivos, incluindo o seu jato executivo de número 1.500. A aeronave, um Phenom 300E, jato leve mais vendido por nove anos consecutivos, foi entregue à Alta Aviação, empresa suíça que atua nos segmentos de fretamento, corretagem e gerenciamento de aeronaves. No setor de aviação comercial, a Embraer anunciou a venda de 16 novos jatos E175 para a SkyWest, a serem operados pela Delta Air Lines, se somando aos 71 jatos do modelo que a SkyWest já opera para a Delta.

Serviços
Na área de Serviços e Suporte, a Embraer assinou contratos com a Porter Airlines para suporte de pós-venda, por até 20 anos, para a frota de aeronaves comerciais E2. A empresa também assinou um acordo para o Programa Pool com a CommutAir, operadora da United Express, para apoiar uma frota de jatos ERJ 145, e uma extensão de Pool com a Cobham, na Austrália, para apoiar seus três E190. Além disso, também na Austrália, a Embraer assinou um contrato de prestação de serviços com a Alliance Airlines, destinada a suportar a frota de E190 da companhia aérea.

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