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Voar é um desejo que começa em criança!

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sábado, 9 de outubro de 2010

Espaço

DCTA faz concepção do Veículo Hipersônico 14-X
O Veículo Hipersônico 14-X, conceito concebido pelo Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), é parte do esforço continuado do Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de desenvolver um demonstrador de tecnologia, visando exploração aeroespacial com decolagem em aero-espaço-portos de aeronaves/veículos aeroespaciais, utilizando:

a) tecnologia “waverider”, proporcionando sustentação ao veículo aeroespacial

b) tecnologia “scramjet”, proporcionando sistema de propulsão hipersônica aspirada baseada na combustão supersônica.iper14-X

O motor foguete S30, utilizado nos Foguetes de Sondagem VS-30 e VSB-30, desenvolvidos e fabricados pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), será utilizado para acelerar o Veículo Hipersônico 14-X para as condições preestabelecidas de Alcântara – CLA

Entre 30-40km de altitude e velocidade aproximada de 1.800m/s (aproximadamente número de Mach 6) deverá ocorrer a separação do motor S30 do Veículo Hipersônico 14-X. Em seguida, o Estato-Reator a Combustão Supersônica entrará em operação, por cerca de 5s, em voo ascendente do Veículo Hipersônico 14-X, com aceleração até número de Mach 10. Completada a missão, o Veículo Hipersônico 14-X seguirá em voo balístico. Após o atingir o apogeu o Veículo Hipersônico 14-X seguirá em voo descendente até mergulhar no Oceano Atlântico. O Veículo Hipersônico 14-X não será recuperado.

Investigação experimental da aerodinâmica e do escoamento supersônico na câmara de combustão do Veículo Hipersônico 14-X estão sendo realizados no Túnel de Choque Hipersônico T3 do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu.

WAVERIDER
Veículo aeroespacial com tecnologia “waverider”, obtém sustentação utilizando a onda de choque, formada durante o voo supersônico/hipersônico na atmosfera terrestre, originada no bordo de ataque e colada no intradorso do veículo, gerando uma região de alta pressão, resultando em alta sustentação e mínimo arrasto. O ar atmosférico, pré-comprimido pela onda de choque, que está compreendida entre a onda de choque e a superfície (intradorso) do veículo pode ser utilizado em sistema de propulsão hipersônico aspirado baseado na tecnologia “scramjet”.

SCRAMJET
Veículo aeroespacial com tecnologia “scramjet” (supersonic combustion ramjet) utiliza um estato-reator (motor aeronáutico aspirado) que não possui partes móveis e que utiliza ondas de choque, geradas durante o voo hipersônico (de veículos aeroespaciais), para promover a compressão e a desaceleração do ar atmosférico.

Fonte: DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial.

Visite: www.cta.br e www.ieav.cta.br

sábado, 11 de maio de 2013

Tecnologia

Do 14-bis ao 14-X

Aeronave que voa a mais de 11.000 km/h coloca o Brasil na elite da engenharia aeroespacial e na iminência de superar tecnologicamente países do primeiro mundo. 

Em um laboratório em São José dos Campos, interior de São Paulo, a aeronave mais avançada do Brasil ganha forma. Batizado de 14-X, o aparelho tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som (mais de 11.000 km/h). As propriedades do 14-X colocam o Brasil no seleto grupo de nações – ao lado de Estados Unidos, França, Rússia e Austrália – que pesquisam os motores scramjet, que não têm partes móveis e utilizam ar em altíssimas velocidades para queimar combustível (no caso, hidrogênio). Outra característica do veículo desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira (IEAv) é que ele é um “waverider”, aeronave que usa ondas de choque criadas pelo voo hipersônico para ampliar a sustentação. É como se, ao nadar, um surfista gerasse a onda na qual irá deslizar. O projeto nasceu em 2007, quando o capitão-engenheiro Tiago Cavalcanti Rolim iniciou mestrado no ITA e foi aprovado com uma tese sobre a configuração “waverider”. Cinco anos depois, a teoria está prestes a virar prática. O primeiro teste do 14-X em voo, ainda sem a separação do foguete utilizado para a aceleração inicial, ocorrerá neste ano. Em seguida, a Força Aérea planeja outros dois experimentos: um com acionamento dos motores scramjet, mas com a aeronave ainda acoplada, e outro com funcionamento total, quando a velocidade máxima deve ser atingida. “Se formos bem-sucedidos nesses ensaios, estaremos no topo da tecnologia, embora com um programa muito mais modesto do que o dos americanos”, diz o coronel-engenheiro Marco Antonio Sala Minucci, que foi diretor do IEAv durante quatro anos e é um dos pais do 14-X. O grande desafio no desenvolvimento da tecnologia de altíssimas velocidades é a construção dos motores scramjet. Um engenheiro ligado ao projeto compara a dificuldade de ligar tais propulsores a “acender uma vela no meio de um furacão”. Por isso, o IEAv realiza os testes do primeiro protótipo no maior túnel de choque hipersônico da América Latina, no próprio laboratório do instituto. Diferentemente do que ocorre em turbinas de aviões, esse motor não usa rotores para comprimir o ar: é o movimento inicial, gerado pelo foguete, que fornece o fôlego necessário. No 14-X, os propulsores scramjet são acionados a mais de 7.000 km/h. “Esse será o caminho eficiente de acesso ao espaço em um futuro próximo”, diz Paulo Toro, coordenador de pesquisa e desenvolvimento do 14-X. As aplicações práticas vão além do lançamento de satélites ou dos voos suborbitais. Os EUA, que testam sua aeronave batizada de X-51, pretendem usar a tecnologia em mísseis intercontinentais. Entre os civis, a esperança é de que o voo hipersônico possa se tornar uma realidade em viagens turísticas. Ir de São Paulo a Londres em apenas uma hora não seria nada mau.

Fonte: Isto É

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Tecnologia

FAB prepara 1° teste do 14-X, motor aeronáutico hipersônico brasileiro
O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), situado em São José dos Campos (SP), iniciou os preparativos da Operação Cruzeiro com o envio de materiais do primeiro teste de voo do motor aeronáutico hipersônico 14-X, desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Os equipamentos foram enviados de duas formas: via terrestre e aérea, partindo de São José dos Campos (SP). No dia 17 de novembro de 2021, foi enviado o primeiro carregamento, via terrestre, saindo do Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA), contendo os cilindros de gases que serão utilizados na carga útil do 14-X. A segunda etapa, também via terrestre, deslocou-se do Grupamento de Apoio de São José dos Campos (GAP-SJ), no dia 23 de novembro de 2021, levando o apoio para a campanha como veículo e peças. No dia 28 de novembro, a aeronave C-130 Hércules, operada pelo Esquadrão Gordo (1º/1º GT), realizou o carregamento dos motores foguetes, componentes pirotécnicos, módulos, empenas, bancos de controle e a carga útil do motor. Já no dia 29 de novembro, a aeronave KC-390 Millennium, operado pelo Esquadrão Zeus (1º GTT), realizou o transporte das equipes do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e do Instituto de Estudos Avançados (IEAv). A aeronave transportou também doações, arrecadadas durante o Concerto Sinfônico da Banda de Música do DCTA, e testes de COVID-19, doados pela Associação Desportista Classista da Embraer (ADC Embraer), para as agrovilas da cidade de Alcântara (MA).

Hipersônico
O Veículo Hipersônico 14-X, conceito concebido pelo Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), é parte do esforço continuado do Departamento de Ciências e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de desenvolver um demonstrador de tecnologia, visando exploração aeroespacial com decolagem em aero-espaço-portos de aeronaves/veículos aeroespaciais, utilizando:
a) tecnologia “waverider”, proporcionando sustentação ao veículo aeroespacial;
b) tecnologia “scramjet”, proporcionando sistema de propulsão hipersônica aspirada baseada na combustão supersônica.iper14-X.
O motor foguete S30, utilizado nos Foguetes de Sondagem VS-30 e VSB-30, desenvolvidos e fabricados pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA), será utilizado para acelerar o Veículo Hipersônico 14-X para as condições preestabelecidas de Alcântara – CLA.

Do 14-bis ao 14-X
Batizado de 14-X, o dispositivo tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som.

Fontes: R7, via FAB, em 02/12/2021, e Blog do NINJA.

Saiba mais: Blog do NINJA de 09/10/2010 (Clique aqui)  , de 08/04/2017 (Clique aqui)  e de 23/02/2019 (Clique aqui). 

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sábado, 8 de abril de 2017

Tecnologia

Brasil testará, até 2020, dispositivo hipersônico 14-X
Está previsto para iniciar em 2020 o teste em voo com o demonstrador tecnológico 14-X, protótipo usado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAV), em São José dos Campos (SP), para desenvolver estudos de um motor que possa atingir velocidades de 12 mil km por hora ou 3 km por segundo. Uma velocidade dez vezes mais rápida que o som. “Queremos hoje sair do nível laboratorial e dar o grande salto que é para o nível de qualificação em voo dessas tecnologias”, afirma Israel Rêgo, gerente do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV – Instituto de Estudos Avançados, instalado no campus do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos (SP). No local está instalado o maior túnel de vento (T3) da América Latina, onde são realizados os testes. Os registros são feitos com uma câmera de alta velocidade. Batizado de 14-X, o dispositivo tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som.

Efeito Waverider
A tecnologia de propulsão hipersônica aspirada utiliza o ar atmosférico para a combustão. Além do Brasil, está em desenvolvimento em países como Estados Unidos e Austrália. O objetivo é projetar, construir e ensaiar em solo e em voo duas tecnologias: a de uma aeronave em que e é estudado o efeito waverider ou de sustentação hipersônica que permite voar na atmosfera ; e a de um motor hipersônico, denominado scramjet, capaz de fazer voar a aeronave. De acordo com o pesquisador, o projeto é estratégico para a FAB, pois pode revolucionar a propulsão de veículos espaciais. “O projeto Prohiper irá, dentro de 10 anos, oferecer à Força Aérea Brasileira um produto de defesa que permita realizar voos rumo ao espaço de maneira mais barata e levando mais carga útil”, analisa o pesquisador. “O grande desafio com relação ao motor é conseguir demonstrar a operacionalidade da combustão hipersônica que é a fonte de energia para realização do voo”, complementa.

Combustão hipersônica
Um dos pesquisadores do projeto, o engenheiro aeroespacial Tenente Norton Assis, explica que o motor-foguete convencional tem de levar no seu interior tanto o combustível (álcool, hidrogênio ou querosene) quanto o oxidante (geralmente o oxigênio). Já o princípio de ação da combustão hipersônica utiliza o próprio ar como oxidante para a queima do combustível. A principal vantagem é que um motor aspirado precisa levar no interior apenas o combustível. Estima-se que a nova tecnologia possa permitir cargas úteis com até 15% do peso da decolagem de veículos espaciais. Atualmente, são utilizados motores-foguete de múltiplos estágios não reutilizáveis, baseados em combustão química em que são necessários carregamentos de combustível e oxidante. Com essa configuração, o peso da carga útil, ou satélite, por exemplo, fica limitado a cerca de 5% do peso total do veículo lançador. “O oxidante pode ser retirado do ar atmosférico, como um carro”, compara o engenheiro. “Isso reduz o peso total do veículo que será lançado e faz com que a carga útil possa ser mais pesada. Uma vez que ele não leva o oxidante no interior, o veículo torna-se mais seguro e essa redução de peso agrega mais eficiência”, ressalta.

Fonte: Agência Força Aérea

Saiba mais: Blog do NINJA de 09/10/2010 e 11/05/2013 

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Tecnologia

Concluída outra etapa do desenvolvimento do veículo hipersônico brasileiro
O Instituto de Estudos Avançados (IEAv), unidade da Força Aérea Brasileira (FAB) em São José dos Campos (SP), recebeu a documentação do Projeto Detalhado do Demonstrador Tecnológico SCRamjet 14-X S, entregue pela empresa Orbital. Essa é a última fase contratual do projeto, que visa ao desenvolvimento de um motor hipersônico aspirado - ou seja, capaz de fazer veículos voarem a mais de 6.000 km/h, utilizando o próprio oxigênio atmosférico para a queima de combustível. O SCRamjet (do inglês, Supersonic Combustion Ramjet) é o nome dado ao motor, cuja tecnologia apresenta vantagens como ganho de espaço de carga útil, redução de peso total de decolagem e da quantidade de combustível necessária para a operação.

Scramjet 14-X
Neste mês, a empresa contratada está realizando uma série de reuniões com especialistas do próprio IEAv, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), para revisão do projeto detalhado, avaliando e ratificando as informações lá existentes. “Finalmente estamos a ponto de dizer que alcançamos o estado esperado, como projetado, de todos os subsistemas do demonstrador Scramjet 14-X S, os quais ainda vão ser revisados, a fim de que então possamos iniciar a fabricação, qualificação e integração, o que ocorrerá ainda neste ano de 2019”, comenta o gerente do projeto 14-X, Israel Rêgo.

Homenagem ao 14-Bis
Para o Diretor do IEAv, Coronel Aviador Lester de Abreu Faria, o projeto 14-X, batizado desta forma em homenagem ao centenário, em 2016, do primeiro voo do 14-Bis, vai colocar o Brasil em um grupo seleto de países. "Estamos cada vez mais perto de romper essa barreira tecnológica da propulsão hipersônica, que hoje é diferencial no mundo. Com a superação dessa etapa, o Brasil se coloca entre as maiores e mais desenvolvidas potências mundiais, dando a demonstração de que o domínio de alta tecnologia e de tecnologias disruptivas fazem parte de nossas capacidades e competências”, avalia o oficial. Em 2020, a FAB realizará o primeiro ensaio em voo para demonstração e operacionalização da tecnologia de propulsão hipersônica aspirada, que terá aplicação tanto civil quanto militar.

Saiba mais: Blog do NINJA de 09/10/2010

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Tecnologia

USAF testa sem sucesso o avião hipersônico
A Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) realizou, sem sucesso, no dia 14 de agosto de 2012, mais um teste de voo com o jato hipersônico X-51A WaveRider. Um bombardeiro B-42 lançou o jato não tripulado e sem asas da base aérea de Edwards, na Califórnia, a uma altura de aproximadamente 15 km. O teste previa um voo de 5 minutos a Mach 6, ou seja, seis vezes a velocidade do som (340 metros por segundo), mais do que 7.300 quilômetros por hora. Uma pane impediu o acionamento da turbina quando ele sobrevoava a costa da Califórnia, anunciou a Força Aérea dos Estados Unidos. Preso à asa de um bombardeiro B-52, o avião ganhou autonomia às 11h36 local (15h36 de Brasília) em região sobre a base aeronáutica de Point Mugu, na costa californiana. Alimentado por um propulsor normalmente usado em mísseis, o WaveRider voou por apenas 16 segundos por causa do mau funcionamento de uma aleta. O propulsor iria levar o X-51 a uma velocidade Mach de 4,5 (o equivalente a mais de 5.000 quilômetros por hora) por 30 segundos, antes da turbina assumir o controle e colocá-lo a uma altitude de 21.000 metros e um deslocamento a Mach 6. Depois de uma série de testes com resultados mistos, resta apenas um WaveRider, de quatro protótipos construídos pela aeronáutica americana. .

Revolução supersônica
Apesar do revés, os estrategistas do Pentágono mantém a esperança de revolucionar o espaço aéreo com aviões hipersônicos. O significado deste avanço é comparado ao desenvolvimento de aeronaves invisíveis. Além do WaveRider, há projetos de aeronaves hipersônicas estão em andamento.

Hipersônico brasileiro
No Brasil, no DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, localizado em São José dos Campos, SP, também há a concepção de um veículo hipersônico. O Veículo Hipersônico 14-X, conceito concebido pelo Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), é parte do esforço continuado do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), de desenvolver um demonstrador de tecnologia, visando exploração aeroespacial com decolagem em aero-espaço-portos de aeronaves/veículos aeroespaciais, utilizando: tecnologia “waverider”, proporcionando sustentação ao veículo aeroespacial; tecnologia “scramjet”, proporcionando sistema de propulsão hipersônica aspirada baseada na combustão supersônica. O hipersônico brasileiro 14-X chegará à velocidade aproximada de 1.800m/s (aproximadamente número de Mach 6), quando deverá ocorrer a separação do motor S30 do veículo.

Saiba mais: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação - NINJA de 09/10/2010 , 01/05/2011 e 30/09/2011

sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Espaço

FAB testa decolagem do demonstrador de tecnologia hipersônica
A Força Aérea Brasileira (FAB), no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), realizou, no dia 14 de dezembro de 2021, o lançamento para viabilizar o ensaio em voo do 14-X S, primeiro demonstrador brasileiro da tecnologia hipersônica aspirada, conhecida pela sigla em inglês scramjet, por meio da Operação Cruzeiro. O ensaio faz parte do desenvolvimento do Projeto PropHiper, Projeto Propulsão Hipersônica 14-X, um dos Projetos Estratégicos da FAB e coordenado pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

Mach 6
O 14-X S foi acelerado a uma velocidade próxima a Mach 6 (seis vezes a velocidade do som), a mais de 30 km de altitude, por meio de um Veículo Acelerador Hipersônico (VAH).Após a realização do ensaio, o conjunto seguiu a trajetória prevista, atingindo o apogeu em 160 Km, percorrendo um total de 200 km de distância, até seu impacto numa área segura no Oceano Atlântico.

Seleto grupo de nações
Além do CLA, o Centro de Lançamento de Barreira do Inferno (CLBI) atuou como Estação Remota de Rastreamento. Com esse primeiro ensaio, o Brasil ingressa, de maneira definitiva, no seleto grupo de nações que detém o conhecimento técnico e os meios para projetar, construir, lançar e rastrear um sistema hipersônico aspirado. O Projeto PropHiper teve início em 2006, e visou capacitar o Brasil na área estratégica e prioritária da hipersônica, em atendimento à Estratégia Nacional de Defesa (END), por meio da operação em voo de um sistema com propulsão hipersônica aspirada (tecnologia de propulsão scramjet). Para cumprir seus objetivos, o projeto foi dividido em quatro grandes metas, associadas, respectivamente, aos ensaios em voo dos demonstradores de tecnologia designados como:

I. 14-XS: demonstração em voo ascendente balístico da combustão supersônica;

II. 14-XSP: demonstração em voo ascendente balístico da propulsão hipersônica aspirada;

III. 14-XW: demonstração em voo planado (sem propulsão) de um veículo hipersônico controlável e manobrável com sistemas de guiamento, navegação e controle (GNC), emprego de materiais avançados, durante o voo hipersônico na estratosfera; e

IV. 14-XWP: demonstração em voo autônomo de um veículo hipersônico controlável e manobrável com propulsão hipersônica aspirada ativa.

Túnel de vento hipersônico
Até 2021, foram capacitados recursos humanos, construídos laboratórios e túneis de vento hipersônico (únicos na América Latina), além da realização de diversos ensaios em laboratório. O Nível de Maturidade Tecnológica da tecnologia de propulsão scramjet nacional é atualmente TRL 6, significando que a tecnologia constitui um protótipo totalmente funcional, sendo qualificado e aceito para operação em ambiente relevante, ou seja, fora do ambiente laboratorial. Após a Operação Cruzeiro, a tecnologia de propulsão hipersônica avançará para o TRL 7, com a comprovação e demonstração de seu funcionamento em ambiente relevante (voo atmosférico).

Domínio de tecnologia
De acordo com o Coordenador Geral da Operação, Coronel Aviador Eduardo Viegas Dalle Lucca a realização da Operação Cruzeiro permitiu ao País dar um salto qualitativo no domínio da tecnologia hipersônica aspirada. Ressaltou, ainda, o ineditismo de lançar uma carga útil tecnológica nacional, empregando um veículo totalmente idealizado e fabricado no Brasil e usando a infraestrutura e meios operacionais dos nossos centros de lançamento. "A sinergia dos vários atores evidenciou a capacidade do DCTA de realizar um ensaio em voo desse nível de complexidade. Além disso, deixamos uma equipe qualificada e preparada para os novos desafios", destacou o Coordenador Geral. “O Centro de Lançamento de Alcântara ao receber uma operação de grande porte como a Cruzeiro se habilita cada vez mais para receber as empresas estrangeiras e consolidar a capacidade operacional do Brasil no segmento solo do Programa Espacial Brasileiro”, afirma o Coronel Aviador Marcello Corrêa de Souza, Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara.

Inédito: motor aeronáutico com hidrogênio
Para o Diretor do Instituto de Estudos Avançados (IEAv), Coronel Engenheiro Fábio Andrade de Almeida, "testar tecnologias hipersônicas em condições reais de voo é o auge das pesquisas que são desenvolvidas no IEAv. Sistemas inerciais e sensores de imageamento concebidos no laboratório do Instituto já realizaram ensaios em voo bem sucedidos em aeronaves e veículos suborbitais. Na Operação Cruzeiro, testamos um motor aeronáutico em voo hipersônico utilizando o hidrogênio como combustível, algo inédito na aviação nacional". O Diretor do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), Brigadeiro do Ar César Augusto O'Donnell Alván, ressaltou que o desenvolvimento do Veículo Acelerador Hipersônico pelo IAE, para viabilizar o lançamento do 14-X S, demonstrou que as tecnologias espaciais dominadas pela FAB são pilares indispensáveis para a inserção do Brasil em novos projetos espaciais. E demonstrou, mais uma vez, a capacidade da FAB em superar desafios de grande complexidade tecnológica.

Fonte: FAB

Saiba mais: Blog do NINJA do dia 07/12/2021 (Clique aqui

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domingo, 5 de junho de 2011

Especial de Domingo

IEAv: 29 anos e novos projetos
O 14-X, Veículo Demonstrador de Propulsão a Laser (DVPL) e o software de planejamento de missão aérea PMA II são projetos do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) que, ao completar 29 anos(na última quinta-feira, 2 de junho), mostra que conquistou o seu espaço no cenário científico nacional e internacional.
A cidade de São José dos Campos (SP) se tornou um dos pólos de produção de projetos de ponta, que colocaram os pesquisadores da Força Aérea Brasileira (FAB) e do IEAv entre os melhores em suas especialidades no mundo. O grande foco da unidade é a utilização de diversas áreas do conhecimento, como Fotônica, Física Aplicada, Aerodinâmica e Hipersônica, no desenvolvimento da ciência e tecnologia aeroespacial.
O projeto mais recente tem como base a utilização da nanotecnologia como uma nova maneira de medir a aceleração de um foguete em rota para o espaço. O termo nanotecnologia vem do nanômetro, medida que equivale a mais ou menos um bilionésimo do metro. É como comparar o tamanho da Lua com o de uma bola de futebol. Esta medida, invisível aos nossos olhos, é aplicada em produtos tão díspares quanto processadores e placas de vídeo de computadores, cosméticos, equipamentos médicos, raquetes de tênis e, no caso do projeto do Instituto, foguetes.O “acelerômetro” do instituto utiliza um sensor que detecta a aceleração de uma nanomassa, ou seja, uma partícula que mede um nanômetro. O resultado é uma alteração nas propriedades da matéria, que é medida em m/s², a mesma da aceleração da gravidade. "O foguete tem uma plataforma inercial, que possibilita o controle da direção e altitude do veículo. Ela tem dois sensores, o giroscópio e o acelerômetro. Atualmente, o Brasil tem desenvolvido os giroscópios, mas não temos os acelerômetros. Com o Projeto Acelerad, teremos uma plataforma totalmente nacional" , explica o Diretor do IEAv, Coronel Engenheiro Antonio Sala Minucci. Outra novidade, esta para o ano que vem, é o mestrado nas áreas das divisões do Instituto (Aerotermodinâmica e hipersônica, Energia Nuclear, Física Aplicada, Fotônica e Geointeligência). Os laboratórios do Instituto já são utilizados para o desenvolvimento de teses de mestrado de outras instituições, caso do mestrado em Nanotecnologia da aluna do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Keila Beatriz Garcia Leite. Sob orientação do pesquisador do IEAv, Dr. Milton Sergio Fernandes de Lima, Keila desenvolveu um dispositivo que pode ser usado para a produção de nanopartículas de titânio, destinadas à aplicações estruturais aeroespaciais.

Outras atividades

As atividades brasileiras em hipersônica têm como representantes o projeto 14-X e os ensaios hipersônicos com propulsão a laser, em colaboração com o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea Americana. No futuro, os sistemas de propulsão para altas velocidades em ar aspirado serão utilizados em veículos para o transporte de cargas para o espaço, em substituição com vantagem aos foguetes tradicionais. De acordo com o Coronel Sala, a propulsão a laser é um método limpo, já que a luz do laser propele o veículo, dispensando a utilização de propelentes tóxicos/explosivos. Mesmo no caso do veículo 14X, em que é utilizado o hidrogênio como combustível, o resultado da combustão será o vapor de água.“O Brasil é o único país do mundo que faz ensaios de propulsão a laser em túneis de vento supersônicos [o túnel T3]. Poucos países detêm o domínio da tecnologia”, explicou o Coronel Sala.
O PMA II foi projetado para facilitar e padronizar o processo de planejamento de missões aéreas nas organizações militares da FAB. Ele pode ser utilizado tanto para missões do dia a dia dos esquadrões quanto em manobras coordenadas.
No dia 27 de maio, o IEAV realizou cerimônia militar alusiva à data, presidida pelo Tenente Brigadeiro do Ar Ailton dos Santos Pohlmann, com a presença de diversas autoridades civis e militares.

Estudos Aeroespaciais
Pode-se dizer que as atividades do Instituto de Estudos Avançados, criado em 2 de junho de 1982, começaram dez anos antes, com a Divisão de Estudos Avançados, no Centro Técnico Aeroespacial (CTA). A inauguração da nova sede da Divisão impulsionou os estudos em ciência pura e aplicada. Em 22 de outubro de 1981, ela passou a operar como Laboratório de Estudos Avançados do CTA. No mesmo ano, o laboratório foi transferido para São José dos Campos (SP).
A data de criação do IEAv marca a mudança de laboratório para parte integrante do CTA. A transferência do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento (DEPED) de Brasília (DF) para São José dos Campos (SP) promoveu uma reestruturação organizacional que extinguiu o Centro Técnico Aeroespacial e criou um novo órgão, o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial. O IEAv passa, então, a atuar como organização militar do Comando da Aeronáutica, com subordinação ao Comando-Geral, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Saiba mais sobre o Instituto no site www.ieav.cta.br e no canal da FAB no Youtube.

Fonte: CECOMSAER

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Aeródromos

AEROPORTO INTERNACIONAL DE FLORIANÓPOLIS-SC
Aeroporto Internacional
HERCÍLIO LUZ
Florianópolis
ICAO: SBFL - IATA: FLN
Rodovia Dep. Diomício Freitas, 3393
Bairro Carianos
Florianópolis-SC
CEP: 88.047-900
PABX: (48) 3331-4000
FAX: (48) 3331-4111
Distância do Centro: 15 km

O Aeroporto Internacional de Florianópolis - Hercílio Luz é o 14º mais movimentado do país e está na lista dos que mais recebem voos charter na temporada de verão. Devido as excelentes condições meteorológicas de sua localização geográfica o aeroporto registra um alto índice de operacionalidade ao longo dos anos, acima de 99%.Esta situação, além de favorecer as atividades de pouso e decolagem, faz com que o mesmo seja escolhido como principal alternativa para empresas aéreas, quando necessitam alternar voos devido a condições climáticas desfavoráveis em outras pistas. A cultura e os belíssimos pontos turísticos da capital catarinense inspiraram o artista plástico maranhense, Almir Tirelli, que produziu para o Aeroporto de Florianópolis as maiores tapeçarias já feitas artesanalmente no Brasil. As três peças que totalizam 36 metros quadrados estão expostas no saguão do aeroporto e estampam cenas onde a confecção da rede de pesca, as rendas e outras atividades manuais ganharam cores vivas e movimento.
Estão expostas, também, três placas comemorativas referentes à inauguração do terminal em 1976; 2° fase de obras em 1988 e uma homenagem ao poeta catarinense, Cruz e Sousa.
No desembarque internacional encontra-se um belíssimo vitrô com paisagens que refletem as cidades de Blumenau e a Praia de Balneário Camboriú e no embarque doméstico um painel do artista Djalma Urban.

Histórico
No dia 7 de setembro de 1922, o Decreto Nº 15.672, estabeleceu o Sistema de Defesa Aérea do Litoral do Brasil, com bases navais, um porto militar e outras edificações, onde, para instalação de um desses Centros, foi escolhida a Ilha de Santa Catarina. Foi nomeado, em 1923, o Capitão de Fragata Luiz Pereira Pinto Galvão, como comandante da base de aviação naval que seria instalada em Florianópolis.
O Capitão Galvão iniciou o processo de aquisição de um terreno na Ressacada, para nele instalar uma Base Aeronaval. Neste local foram construídos: o prédio da administração, dois alojamentos, o paiol, uma enfermaria, um hangar para hidroplanos, oficinas, estação meteorológica e demais obras de infraestrutura. A aviação, até então, era feita somente por hidroaviões.
Logo depois de concluídas as obras, já era necessário dotar o campo da Ressacada de uma melhor infraestrutura para atender a aviação terrestre. Na época, era o único campo de pouso e decolagem existente, e estava sendo utilizado por aviões estrangeiros. O Aeroporto de Florianópolis, portanto, já nasceu com a vocação de ser um aeroporto internacional.
No dia 21 de junho de 1927, aterrissou no campo da Ressacada um aeroplano da Companhia Latécoerè, pilotado pelo Ás P. Vachet. Era o início das atividades comerciais onde hoje se localiza o atual Aeroporto Internacional de Florianópolis. O Correio Aéreo Nacional(CAN), surgido em 1934, realizou seu primeiro voo ligando o Rio de Janeiro a Florianópolis.
Até 1955 o Aeroporto possuía uma torre de controle, construída em madeira, uma pista de concreto de 1.500 x 45m e um pátio gramado de estacionamento de aeronaves. Com a criação do Ministério da Aeronáutica, estabeleceu-se uma Base Aérea em Florianópolis para responder as necessidades da aviação militar e comercial. A partir daí realizaram-se inúmeras obras de melhoramentos em infra-estrutura.
No período de 1952 a 1954, foi construído o Terminal de Passageiros, administrado pelo Departamento de Aviação Civil (DAC). Em 07 de janeiro de 1974, o V Comando Aéreo Regional, passou à jurisdição da INFRAERO o Aeroporto de Florianópolis. Desta data em diante, foram realizadas inúmeras obras de ampliação e melhoria na infra-estrutura do aeroporto para proporcionar conforto e segurança aos seus usuários.

29 de janeiro de 76 – Inauguração do Terminal de Logística de Carga(Teca);
14 de agosto de 76 – Inauguração do Novo TPS (1a. Fase), passando de 500m2 para 2.985m2;
01 de agosto de 78 – Entra em operações a pista 14/32
09 de julho de 81 – Implantação do VOR FNP
29 de abril de 82 – Implantação do ILS / DME
14 de outubro de 88 – Reforma e ampliação do TPS (2a. Fase), passando de 2.985m2 para 6.440m2.
Em 03 de outubro de 1995 o Aeroporto de Florianópolis é elevado, pelo então Ministério da Aeronáutica, a categoria de Aeroporto Internacional.
Em função do grande movimento, o Aeroporto Hercílio Luz é ampliado climatizado em 2000, passando de 6.440m2 para 8.440m2 (3a. Fase).

Sítio Aeroportuário
Área: 9.086.589 m²

Pátio das Aeronaves
Área: 20.187 m²

Pista
Dimensões(m): 2.300 x 45 e 1.500 x 45

Terminal de Passageiros
Capacidade/Ano: 1.100.000
Área: 12.583 m²

Estacionamento
Capacidade: 500 vagas

Balcões de Check-in
Número: 30

Estacionamento de Aeronaves
Nº de Posições: 9 para aeronaves de grande porte
e 4 para aeronaves de pequeno porte

Fonte: Infraero

domingo, 23 de junho de 2013

Especial de Domingo

Após 18 anos, hoje temos a companhia da 'Super Lua'
A Lua vai parecer 14% maior e estar 30% mais brilhante; melhor horário para observação é o seu nascimento às 17h52 

O Dia dos Namorados passou, mas hoje é a noite deles, precisamente às 19h32, segundo o horário de Brasília. Os corações apaixonados estarão iluminados pela maior Lua dos últimos 20 anos. A "Super Lua" só voltará a aparecer em 18 anos. O fenômeno é conhecido pelos astrônomos como a Lua de perigeu. O perigeu é o ponto em que o satélite lunar está mais próximo da Terra em sua órbita elíptica (oval). Como a Terra não está no centro dessa órbita, há dois pontos conhecidos da passagem da Lua: o perigeu (356.991 quilômetros de distância da Terra) e o apogeu (406.490 km distante de nosso planeta). A Lua está hoje 50 mil km mais próxima da Terra. O satélite vai parecer 14% maior e 30% mais brilhante. 

Coincidência
"O perigeu é um fenômeno normal. Acontece todo mês, quando a Lua percorre sua órbita completa", afirma José Williams dos Santos Vilas Boas, da Divisão de Astrofísica do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). "O que faz esse momento especial é que a Lua estará na fase cheia. Essa coincidência não é comum." A última vez em que a Lua cheia esteve no perigeu foi em 28 de março de 1993. Para quem quiser aproveitar o máximo da "Super Lua", Vilas Boas sugere observar o nascimento, às 17h52, quando ela surge no horizonte. "A Lua parece maior quando está perto do horizonte, por entre edifícios, casas ou árvores, e se tem uma referência para perceber o tamanho dela." Quem estiver em São José dos Campos (SP) deve prestar atenção na direção de Taubaté. A Lua nasce no leste e se põe no oeste, para os lados do bairro Urbanova. 

Marés 
A atração lunar exerce efeito sobre as marés. Teria a "Super Lua" uma vocação para provocar desastres, como tsunamis? Alguns astrólogos levantaram essa hipótese exagerada no passado. Segundo Vilas Boas, os 50 mil km de proximidade da Lua com a Terra no perigeu são apenas um "passo de formiguinha" no Universo. Portanto, a "Super Lua" só deve causar alguns centímetros a mais de atividade nas marés. "Essa variação de centímetros será pouco percebida. Não há nenhum perigo", diz Vilas Boas. 

Observação 
Astrônomos amadores em todo o Vale do Paraíba esperam com ansiedade a "Super Lua". Será possível registrar esse fenômeno raro em fotos e vídeos. Mas nada supera a experiência de observá-lo a olho nu. "Com brilho intenso iluminando a noite, a Lua cheia de perigeu é ótima oportunidade para revelar detalhes astronômicos que regem os astros", afirma o ceramista Gilberto Jardineiro, 65 anos, fundador do Astroclube Cunha. "Além de momento propício para o encantamento do público com a descoberta das maravilhas do universo." Gilberto Jardineiro promove eventos para a observação do satélite natural da Terra, como o "Lua na Luneta", cuja última edição foi em 15 de junho e a próxima, em 13 de julho, sempre na fase crescente. 

RAIO-X:

A SUPER LUA 

Distância da Terra: 50 mil km a menos do ponto mais distante (apogeu) 

Perigeu: ponto da órbita mais próximo da Terra, de 356.991 km 

Quando: hoje, às 19h32 (horário de Brasília)

Diferenças: a Lua parecerá 14% maior e terá 30% a mais de brilho 

Observação: melhor horário é quando a Lua nascer no horizonte, podendo-se compará-la com prédios e árvores 

Próxima Super Lua: daqui a 18 anos 

Última Super Lua: 28 de março de 1993 

Órbita: elíptica 

Texto: Xandu Alves 

Fonte: O Vale

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Tecnologia

FAB testa motor de combustão supersônica
O Instituto de Estudos Avançados (IEAv) do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos, SP, iniciou os ensaios de obtenção de parâmetros de escoamento em motor de combustão supersônica. Os ensaios foram feitos no Túnel de Choque T3, no Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu.
Os objetivos dos ensaios em Túnel de Choque da geometria do motor são avaliar as condições do escoamento na entrada, interior e rampa de saída do motor, e como se comporta a injeção do combustível em regime supersônico. Os resultados obtidos serão usados para avaliar características de desempenho do motor do veículo.
O motor que está sendo ensaiado faz parte do desenvolvimento do Veículo Aeroespacial Hipersônico Brasileiro 14-X, um demonstrador tecnológico dos conceitos de “waverider” e “SCRAMJET”. O waverider é uma geometria projetada especificamente para voar em regimes supersônicos ou hipersônicos, utilizando uma onda de choque atada ao seu bordo de ataque para gerar sustentação. Já o conceito de SCRAMJET (Supersonic Combustion RAMJET) é o estato-reator aspirado que produz empuxo ao veículo, utilizando ondas de choque para comprimir o escoamento, em substituição ao tradicional conjunto turbina-compressor, possibilitando sua operação nas elevadas velocidades de projeto.

Fonte: IEAv

Pesquise: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação de 09/10/10 e 05/06/11

sábado, 19 de junho de 2010

IAE

Estande do IAE recebe visita de autoridades do setor aeronáutico e civis da região
As autoridades militares da Aeronáutica e civis da região conheceram o espaço do IAE - Instituto de Aeronáutica e Espaço na Expo Aero Brasil 2010, evento que hoje é o maior e mais importante do setor aeroespacial no país.
O IAE representou em seu estande, alocado próximo ao espaço Ozires Silva, alguns dos seus principais projetos - o Projeto Titânio, MARIMBA e Carbono-Carbono (AMR); o Projeto L15 (APE); o Projeto VANT (ASA); e também os foguetes VLS, VLS-ALFA, VSB30 e 14-X (Projeto IEAV-IAE). No pátio do aeroporto, em meio às aeronaves, o público também tem acesso ao VSB-30 em seu tamanho original.
MFPL - L15 - Motor Foguete a Propelente Líquido - DCTA - IAE

Em relação às atividades desenvolvidas pelo IAE, as autoridades também conheceram o importante trabalho realizado pela Equipe de Salvamento e Resgate em Operações e Ensaios Aeroespaciais (SAR-IAE): recuperação de cargas úteis; operações de controle e defesa em missões de lançamento e no desenvolvimento de projetos aeroespaciais do Instituto, entre outros.
A visita aconteceu após a abertura do evento, ocorrido na manhã da última quinta feira,17 de junho. O grupo de autoridades presenciou também as aeronaves civis e militares, dispostas ao público no pátio próximo à pista.
Da aviação civil, com vistas ao mercado nacional e internacional, estiveram expostos aviões da Aviação executiva, Aviação Leve, Helicópteros, dentre outros; e, da Força Aérea Brasileira, o T-27 (utilizado para o treinamento de cadetes), o T-25 Universal, o C-130 Hércules (apoio tático), dentre outros.
A Feira Internacional de Aeronáutica serve hoje de um importante canal de negócios entre empresas e empresários brasileiros e estrangeiros. Além do mercado estratégico para o setor civil, a FAB destaca-se no evento exibindo alguns dos seus mais importantes projetos, representando com maestria o setor Aeroespacial brasileiro.

*Fonte: www.iae.cta.br

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Tecnologia

Nasa anuncia projeto do avião elétrico X-57
A Nasa anunciou que desenvolverá um avião movido totalmente por motores elétricos. O pequeno X-57 será equipado com 14 motores elétricos, todos a hélice. Segundo a agência, 12 motores, com hélices menores, fornecerão a força extra para a decolagem. Quando a aeronave alcançar a velocidade de cruzeiro, os motores menores são desligados e o voo será sustentado pelos propulsores montados na ponta das asas, com hélices maiores. A aeronave elétrica experimental da Nasa foi apelidada de “Maxwell”. O nome é uma homenagem ao físico Clerk Maxwell, autor de importantes estudos sobre electromagnetismo no século 19 considerados fundamentais para o entendimento e criação dos motores elétricos. O projeto X-57 utilizará a base do avião italiano Tecnam P2006T, atual aeronave bimotor mais leve do mundo – pesa apenas 760 kg (vazio). Segundo o diretor da Nasa, além da troca dos motores, a conversão também vai exigir uma nova asa com formato especial. Estima-se que a primeira versão do protótipo deve voar em cerca de um ano, enquanto o projeto da asa deve ser concluído em dois anos.

domingo, 12 de novembro de 2023

Especial de Domingo

Em 12 novembro de 1906 Santos Dumont fez, com o 14 bis, o voo de 220 metros testemunhado pela Federação Aeronáutica Internacional. Brindando os 117 anos deste feito extraordinário, reproduzimos conteúdo da Agência Brasil, sobre a genialidade do Pai da Aviação.
Boa leitura.
Bom domingo!

Santos Dumont aliou invenções à ciência
Gênio brasileiro conquistou a dirigibilidade, criou balões e avião

O voo do brasileiro Alberto Santos Dumont, em uma distância de 60 metros com o 14-Bis, no Campo de Bagatelle, em Paris, marcou historicamente aquele 23 de outubro de 1906 e consagrou ainda mais o inventor. O aparelho subiu 2 metros de altura e foi o bastante para a humanidade olhar para cima e para o futuro de forma diferente. O feito inédito, porém, é "apenas" a parte mais famosa das conquistas, segundo apontam os pesquisadores da vida e das obras daquele mineiro que ficou conhecido como o Pai da Aviação.
Até aquela data (e depois também), o enredo é de uma história de coragem, perspicácia, generosidade e divulgação científica como rotina de vida. Característica, aliás, de um período de fascínio pela tecnologia e pelas descobertas. Autor de quatro livros sobre Santos Dumont, o físico Henrique Lins de Barros, especialista na história do gênio inventor, destaca que feitos anteriores foram fundamentais para que as atividades aéreas se consolidassem. Ele cita que o brasileiro inventou e patenteou o motor a combustão para aviões, em 1898, o que viabilizou o sonho de um dia decolar. Uma característica de Santos Dumont é que ele criava, patenteava e liberava a utilização para quem quisesse. Três anos depois do motor, a conquista da dirigibilidade, também por parte de Dumont, foi uma ação revolucionária.

"Ele aprendeu a voar de balão, fez os primeiros dirigíveis. Todos eles, até o número 6, têm inovações impressionantes, com mudanças conceituais. Ele sofreu diversos acidentes, mas aprendeu a voar. Foi assim que ele descobriu quais eram os problemas de um voo controlado. Quando ele ganhou o Prêmio Deutsch, em 1901, ele tinha domínio total. Em 1902, ele já tinha os dirigíveis até o número 10 construídos".

“Ele tem uma produção, em dez anos, em que ele idealiza, constrói, experimenta mais de 20 inventos. Todos revolucionários. Ele tem intuição para o caminho certo e criatividade para ir adiante. Os colegas deles inventores diziam que ele fazia em uma semana o que os outros demoravam três meses”, afirma Henrique Lins de Barros.

Voo sob controle
De acordo com o escritor Fernando Jorge, biógrafo de Santos Dumont, a descoberta da dirigibilidade, por parte do brasileiro, foi um marco decisivo para o que ocorreria depois. "Entendo que foi um momento supremo e culminante para a história da aeronáutica mundial." Para o arquivista Rodrigo Moura Visoni, pesquisador dos inventores brasileiros e autor de livro sobre Santos Dumont, as fotos mostram detalhes da emoção que tomou conta das pessoas quando houve a conquista da dirigibilidade. "Santos Dumont foi convidado para rodar o mundo. Foi, sem dúvida, um grande feito. Para se ter uma ideia, o número de notícias sobre a conquista do Prêmio Deutsch supera a do primeiro voo [cinco anos depois]. Isso é explicado porque a busca pela dirigibilidade já tinha 118 anos. Ele resolve um problema secular. Além disso, a descoberta permitiu a era das navegações aéreas", afirma. Segundo o que Visoni pesquisou, Alberto Santos Dumont disse, em várias entrevistas, inclusive pouco antes de morrer, que a maior felicidade dentre todas as emoções foi a conquista da dirigibilidade. "Isso é muito curioso. Ele dizia que o dia mais feliz não foi o dia em que ele faz a prova do Prêmio Deutsch, nem o 23 de outubro ou o 12 novembro de 1906 [em que ele faz o voo de 220 metros pela Federação Aeronáutica Internacional]. O dia mais feliz teria sido o 12 de julho de 1901, quando ele percebeu que resolveu o problema de dirigibilidade aérea. Foi uma demonstração impressionante. Ele vai aonde ele quer. Ele estava totalmente integrado ao dirigível." O Prêmio Deutsch (no valor de 100 mil francos) foi conferido a Santos Dumont por ele ter conseguido circular a Torre Eiffel em julho. Mas os juízes garantiram a vitória ao brasileiro somente em novembro daquele ano. Na ocasião, o dinheiro foi distribuído para a equipe do aviador e para pessoas pobres da capital francesa. "Ele era um homem muito generoso", afirma o biógrafo Fernando Jorge.

"Tomem cuidado!"
A série de demonstrações públicas que ele faz dos seus inventos devia sempre ser acompanhada da presença de repórteres. "Os jornalistas registravam e Santos Dumont publicava o que ele estava fazendo. Essa é uma característica impressionante. Ele divulga tudo. Tanto o que ele acerta como o que ele erra. Essa é uma característica impressionante dele. Quando ele erra, ele descreve e alerta: 'Tomem cuidado!'. Ele estava maduro na arte dos balões", afirma Lins de Barros.
A postura de Santos Dumont não era apenas a de um inventor, mas a de um divulgador científico, explicam os pesquisadores. "Ele foi um divulgador honesto." Entre 1901 e 1906, Santos Dumont passou a entender o que era o voo do avião. "O 14-Bis ele fez em pouquíssimo tempo, pouco mais de um mês. Em setembro, por exemplo, ele experimenta e faz vários testes com o aparelho." Em 23 de outubro, ele, após quatro tentativas, consegue voar os 60 metros. Assim ele mostra para todos os aviadores da época que era possível voar com o mais pesado que o ar. Uma revolução. A vitória significou o Prêmio Archdeacon. Bastaria voar 25 metros. Santos Dumont fez um percurso de mais que o dobro. 

Demoiselle, a primeira de uma série
Depois do voo, outros inventores entenderam quais eram os problemas. Em 1907, Santos Dumont apresenta o Demoiselle (invenção número 20), um ultraleve. "No ano seguinte, Santos Dumont publica em uma revista popular o plano detalhado do Demoiselle para quem quisesse construir. Esse modelo passa a ser o primeiro produzido em série na aviação", explica Lins de Barros. O modelo foi vendido para um pioneiro da aviação na França, Roland Garros.

Santos Dumont x irmãos Wright
Nessa época, também, surge uma polêmica com dois norte-americanos, os irmãos Wright (Wilbur e Orville), que alegam terem sido os pioneiros do voo. Os pesquisadores explicam que os aviadores não têm registros de voos, com decolagem, dirigibilidade e pouso antes de 1906 sem uso de catapultas (que impulsionavam os aparelhos para o ar). Em 1908, Santos Dumont, acometido por esclerose, abandonou o voo. O registro é de que ele se suicidou em 1932, em um hotel no Guarujá (SP). O biógrafo do aviador, Fernando Jorge, lamenta que o final da vida do genial brasileiro tenha sido de martírio diante da doença e da depressão. "Ele era um homem tímido e que revelava que não queria casar porque não queria deixar a esposa viúva. De toda forma, o que sempre me impressionou na personalidade dele foi a combinação impressionante da tenacidade, da coragem e da perseverança. Foi um gênio da humanidade."

Fonte: Agência Brasil

Publicado por: Luiz Claudio Ferreira
Repórter Agência Brasil - Brasília (23/10/21)

Edição: Alessandra Esteves

Ninja-Brasil: versão para a web

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Espaço

Brasil prepara lançamento de satélite para comunicações
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) – anteriormente chamado de Satélite Geoestacionário Brasileiro (SGB) – terá capacidade em banda X para uso das Forças Armadas e em banda Ka para uso da Telebras, conforme documento técnico de requisitos a ser formalizado. O planejamento do Ministério da Defesa prevê o lançamento de um satélite com capacidade em banda X a cada cinco anos. O primeiro poderá ser lançado até o final de 2014. Esse planejamento leva em conta que a vida útil de um satélite é de em média 15 anos, o que significa que no lançamento quarto satélite, terá chegado o fim da vida útil do primeiro. A ideia é que haja sempre uma frota de três satélites disponíveis. Nos dias 13 e 14 de setembro de 2012, a Converge Comunicações realiza, no Rio de Janeiro, o Congresso Latinoamericano de Satélites. O desenvolvimento do projeto do satélite brasileiro é um dos temas de debate.

Fonte: www.teletime.com.br

Saiba mais: Blog do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA de 01/07/2011 e 16/03/2012

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Aeródromos

UBERABA-MG
Aeroporto MARIO DE ALMEIDA FRANCO
ICAO: SBUR, IATA: UBA
Av. Nenê Sabino 2.706
Uberaba-MG
CEP: 38.050-501
PABX:(34) 3319-9400
FAX:(34) 3319-9463
Distância do Centro: 6 km

O Aeroporto de Uberaba – Mário de Almeida Franco - é destinado ao tráfego de aeronaves da Aviação Regular e Aviação Geral servindo como portal de entrada desta importante cidade do Triângulo Mineiro.
Uberaba é polo agroindustrial que tem no aeroporto operação H24 para pousos e decolagens, com comodidade e segurança, contando ainda com vias de acesso rápido que colocam o aeroporto como um dos mais bem localizados do interior de Minas Gerais.

Histórico
A história mundial da aviação começou quando o inventor Santos Dumont, no início do século vinte, fez o primeiro voo com um artefato mais pesado que o ar.
Porém, a aviação comercial brasileira começou no dia 27 de janeiro de 1927, quando o hidroavião Atlântico decolou do Rio de Janeiro com destino a Porto Alegre onde chegou dois dias e várias escalas depois. Nos primeiros anos, o desenvolvimento dessa atividade esteve ligado ao pioneirismo dos arrojados e intrépidos pilotos da nossa história.
Muitos outros homens também foram responsáveis pela popularização dessas belíssimas e complexas máquinas de voar. Um deles é Mário de Almeida Franco que, embora nascido na cidade de Ribeirão Preto – SP, em 1910, ainda jovem mudou-se para Uberaba para dedicar-se à agropecuária.
Com a sua perspicácia comercial, Mário tornou-se proprietário rural e exportador de Zebu e, apaixonado que era pela aviação, habilitou-se como piloto no Aero Clube de Uberaba em 1938.
Com suporte financeiro suficiente, Mário foi um dos primeiros proprietários de aviões nesta cidade, tendo adquirido vários aparelhos, dentre eles um monomotor modelo PA28, da Píper, e um Stinsos 105. Em Goiás, conseguiu comprar um avião que pertenceu a Benito Mussolini, conduzido por um piloto norte-americano, especialmente contratado para esse fim.
Todos os seus aviões eram guardados em sua fazenda, onde construiu um hangar e uma pista de pouso. Pela sua generosidade, Mário permitia a utilização da pista por alguns pilotos que precisavam cumprir horas de voo determinadas por lei, para obtenção do “brevê”, visando ingresso em companhias aéreas de grande porte. Seu interesse pela aviação também motivou a doação de parte da área da Fazenda
São Geraldo, de sua propriedade, para a instalação do Aeroporto de Uberaba.
Mário de Almeida Franco faleceu 9 de julho de 1974, aos 84 anos, sendo mais do que justo conferir seu nome ao aeroporto de Uberaba, como merecida homenagem a este grande cidadão.
Em 14 de abril de 1934 os voos inaugurais da rota São Paulo/Uberaba pela empresa VASP com dois bimotores “Monospar” de quatro lugares com três frequências semanais (2ª, 4ª e 6ª feira) marcaram o início das atividades do então Campo de Aviação de Uberaba.
O Terminal de Passageiros foi inaugurado na década de 50. Mas apenas em 1958, quando a Prefeitura Municipal, na época representada pelo Sr. Prefeito Artur de Mello Teixeira fez a doação do Campo de Aviação de Uberaba para o então Ministério da Aeronáutica, o campo de aviação foi elevado para Aeroporto com a denominação de “Aeroporto Santos Dumont”. O aeroporto hoje é denominado Aeroporto de Uberaba Mário de Almeida Franco, de acordo com a Lei federal 11.519, de 14 de setembro de 2007.
Em 1980 a INFRAERO assumiu o controle e administração do aeroporto de Uberaba. A partir desta data foram iniciadas as modernizações de todo sistema operacional, administrativo e de segurança. Dentre elas a instalação de sistemas de navegação aérea, implantação de torre de controle, sistemas de balizamento noturno, estação meteorológica de superfície, tetometro a laser, farol rotativo de aeródromo, construção de seção contra incêndio com operação 24 horas, reforma e ampliação do terminal de passageiros em 2008 que ampliou a capacidade operacional de 100.000 (cem mil) para 200.000 (duzentos mil) passageiros ano.

Sítio Aeroportuário
Área: 1.182.451,39 m²

Pátio das Aeronaves
Área: 14.768,10 m²

Pista
Dimensões(m): 1.759 x 45

Terminal de Passageiros
Área(m²): 2.000

Estacionamento
Capacidade: 83 vagas, sendo quatro para deficientes

Estacionamento de Aeronaves
5 posições que podem ser alteradas conforme o mix de aeronaves

Fonte: www.infraero.gov.br

sábado, 23 de abril de 2011

Aeródromos

Brasília-DF
Aeroporto Internacional
PRESIDENTE JUSCELINO KUBITSCHEK
ICAO: SBBR, IATA: BSB
Área Especial - Lago Sul
Brasília-DF
CEP: 71.608-900
PABX: (61) 3364-9000
Distância do Centro: 11 Km

O Aeroporto Internacional de Brasília é um dos principais aeroportos do Brasil e da América Latina. Por sua localização geográfica, recebe e distribui mais de 400 voos por dia, movimentando mais de 14 milhões de passageiros por ano para 44 destinos em todas as regiões do país, além de voos internacionais diretos.

Histórico
Brasília era apenas um esboço quando o presidente Juscelino Kubitschek pousou pela primeira vez no Planalto Central, no ano de 1956. O aeroporto já existia e se chamava Vera Cruz.
Construído em 1955 pelo então vice-governador de Goiás, Bernardo Sayão, a pedido do presidente da Comissão de Localização da Nova Capital Federal, Marechal José Pessoa, o aeroporto recebeu no dia 02 de outubro daquele ano a primeira comitiva para construção da nova capital.
O Aeroporto de Vera Cruz localizava-se onde está situada, hoje, a Estação Rodoferroviária de Brasília. Era uma pista de terra batida com 2,7 mil metros de comprimento e uma estação de passageiros improvisada em um barracão de pau-a-pique coberto com folhas de buriti. O nome Vera Cruz foi sugestão de José Pessoa, cuja expectativa era batizar com este mesmo nome a cidade de Brasília.
As instalações do Aeroporto Vera Cruz eram provisórias. A mudança para um aeroporto definitivo era prioridade, juntamente com as obras de construção do Núcleo Residencial Pioneiro da Fazenda do Gama, onde foram erguidos o Catetinho, as instalações para o Batalhão de Guarda, e o segundo aeroporto provisório, que atendeu ao presidente e aos pioneiros na construção da nova capital.
Em novembro de 1956, quando o Catetinho ficou pronto, já havia sido iniciado o desmatamento para a construção do aeroporto permanente, que possuiria uma pista de 3,3 mil metros de comprimento. Em 02 de abril de 1957, o aeroporto recebeu o primeiro pouso da aeronave presidencial, um Viscount turbo-hélice de fabricação inglesa.
A inauguração oficial do aeroporto comercial foi em 03 de maio de 1957, ano em que foram inauguradas as instalações do destacamento Base Aérea.

Sítio Aeroportuário
Área: 28.995.153,00 m²

Pátio das Aeronaves
Área: 57.113 m²

Pista
Dimensões(m): 3.200 x 45/segunda pista: 3.300 x 45

Terminal de Passageiros
Área: 90.100 m²

Estacionamento
Capacidade:1.034 vagas

Estacionamento de Aeronaves
Nº de Posições:40

Fonte: www.infraero.gov.br

sábado, 1 de outubro de 2011

Recreio

Como fazer máquinas voadoras
Faça aviões de papel ou máquinas voadoras extravagantes. A única regra é que eles devem realmente voar!
Quantos tipos de aviões ou máquinas voadoras você pode inventar?
– Muitos!

Projetando máquinas voadoras...
O que você vai precisar:
Papel para dobradura
Régua
Caneta
Tesoura
Fita
Canudo
Saco de lixo grande
Bambolê
Canetinhas
Fita adesiva

Primeiro passo:
Faça algumas máquinas voadoras bem diferentes.

Segundo passo:
Faça um aeroplano com papel e canudo. Corte duas tiras de papel, uma de 2 cm x 16,5 cm e outra de 1,5 cm x 14 cm.

Terceiro passo:
Dobre a tira maior em forma de círculo e deixe um espaço pequeno para encaixar o canudo. Repita o processo com a tira menor. Em seguida, prenda cada círculo na ponta do canudo com fita adesiva.

Quarto passo:
Decore o seu aeroplano e arremesse-o com o círculo menor voltado para frente.

Quinto passo:
Faça um disco voador gigante. Corte a lateral do saco de lixo e abra-o. Coloque o bambolê sobre o saco e marque um círculo ao redor dele com a caneta.

Sexto passo:
Corte o círculo e prenda-o no bambolê com fita adesiva.
Faça-o girar como um disco voador gigante!

Fonte: http://criancas.hsw.uol.com.br/atividades-aviacao1.htm

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Aeroporto de Botucatu - SP

AEROPORTO TANCREDO DE ALMEIDA NEVES
ICAO: SDBK - IATA: QCP
Avenida Alcides Cagliari, s/n
Botucatu - SP
Fone: (14) 3882-4008
10 km do centro
Pista: 1500 x 30 metros, pavimentada e sinalizada
Coordenadas: Latitude: -22º 56' 10" S / Longitude: -48º 28' 1" W
Horário de Funcionamento: HJ
Dimensões da Pista (m): 1.500 x 30
Designação da Cabeceira: 01 - 19
Frequência do Aeródromo: 123,45
Terminal de Passageiros (m²): 310
Estacionamento de Veículos: 20 vagas
Distância do Aeroporto até o Centro da Cidade: 10 Km
Atividades Comerciais: Aeroclube, Manutenção e Peças

Fonte: DAESP

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Aeronaves

Cessna cria o jato civil mais rápido do mundo
A Cessna Aircraft anunciou, no dia 23 de abril de 2013, a produção da primeira unidade do New Citation X, avião civil mais rápido do mundo, em sua fábrica em Wichita, nos Estados Unidos. O modelo tem velocidade máxima de cruzeiro de 1.115 km/h. O New Citation X é capaz de fazer voos de Nova York para Londres sem escalas. O modelo é equipado com três telas de LCD de 14 polegadas, quatro painéis de controle touch-screen, além de controles integrados. A altitude máxima é de 51 mil pés (15.554 m), permitindo que a aeronave voe acima do tráfego comercial.