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Voar é um desejo que começa em criança!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

ARP

DECEA lança portal orientando uso de drones
O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) colocou hoje, 12 de dezembro de 2016, na rede de computadores, o Portal Drone/RPAS, que reúne legislações e orientações para o uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPAS, do inglês Remotely Piloted Aircraft System). Uma das novidades do portal é o sistema de solicitação de autorização de acesso ao espaço aéreo por RPAS, o SARPAS, que dará mais agilidade e rapidez aos pedidos. Além disso, informações sobre segurança e normas que devem ser seguidas pelos pilotos de RPAS estão reunidas em um manual de orientação ilustrado, disponível no portal.

Voo de drone é regulamentado
Por meio do SARPAS, é possível obter autorização de voo num prazo de até 45 minutos, observados aspectos como a distância entre a operação com o RPAS e aeródromos, a altura do voo, se o piloto manterá ou não contato visual com a RPAS e o peso do equipamento. Esse prazo poder chegar até 18 dias e demandar a emissão de NOTAM (Aviso aos Aeronavegantes - Notice to Airmen) para informar a comunidade aeronáutica sobre os voos. A operação de RPAS (drones) no Brasil é regulamentada por diversos órgãos públicos, entre os quais a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), Ministério da Justiça e o Comando da Aeronáutica, por meio do DECEA, ao qual compete autorizar o acesso ao espaço aéreo.

Portal Drone/RPAS: www.decea.gov.br/drone

Texto: adaptado do original em www.fab.mil.br

Saiba mais: blog do NINJA de 06/12/2015 

domingo, 11 de dezembro de 2016

Especial de Domingo

Hoje, destacamos o lançamento do UbatubaSat, coroamento da brilhante iniciativa do professor Cândido de Moura, do município de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, que garantiu a participação de estudantes muito jovens no desenvolvimento de um projeto espacial.
Boa leitura.
Bom domingo!

Satélite desenvolvido por alunos de Ubatuba é lançado no Japão
O satélite conhecido como UbatubaSat, desenvolvido por alunos do ensino fundamental de Ubatuba (SP), foi lançado nesta sexta-feira, 9 de dezembro de 2016, do Centro Espacial Tanegashima, no Japão, para a Estação Espacial Internacional (ISS). A primeira etapa do lançamento foi transmitida ao vivo pela Jaxa, agência espacial do Japão. A expectativa é que o satélite seja relançado ao espaço no dia 19 próximo e, a partir do dia 21, já esteja em órbita.
Satélite de alunos de Ubatuba é lançado no JapãoReprodução de TV
O UbatubaSat pode ser o primeiro satélite totalmente desenvolvido no Brasil a funcionar em órbita, de onde poderá registrar a distância de sondas espaciais, detectar a formação de bolhas no espaço e também fazer contato com radioamadores e transmitir mensagens que foram gravadas por estudantes. O projeto UbatubaSat foi idealizado pelo professor de física Cândido Osvaldo de Moura. A iniciativa surgiu no início de 2010, quando ele teve conhecimento de que uma empresa norte-americana estava desenvolvendo um veículo lançador e vendia os kits de montagem de pequenos satélites que pudessem ser lançados pela empresa.

Desafio na sala de aula
Cândido levou o desafio para a sala de aula. Na época, ele era professor de matemática da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves (Etec), em Ubatuba. “A gente achou que seria interessante fazer um satélite desses com os alunos da quinta série. Eles tinham em média dez anos de idade e poderiam ser os mais jovens do mundo a desenvolver um projeto espacial”, conta o professor.
Satélite de alunos de Ubatuba é lançado no JapãoReprodução de TV
Segundo Cândido, este tipo de satélite pequeno foi criado nos anos 1990 para servir como experiência pedagógica nas universidades. Com apoio técnico e financeiro do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Agência Espacial Brasileira (AEB), o professor adaptou a experiência para os alunos mais jovens. O satélite levou três anos para ficar pronto. A construção foi conduzida por seis alunos, mas desde 2010 cerca de 400 estudantes já passaram pelo projeto, que engloba outras atividades de desenvolvimento científico. Cândido e seus alunos acompanharam o lançamento do satélite da sede do Inpe, em São José dos Campos (SP). “A maior conquista é o aprendizado do aluno. O que a gente quis foi colocar [os alunos] em contato com a ciência e a tecnologia desde cedo. Este sucesso a gente já conquistou”, disse Cândido.

Fonte: EBC Agência Brasil - Reportagem: Débora Brito - Edição: Kleber Sampaio

Saiba mais: Blog do NINJA de 30/5/2013

sábado, 10 de dezembro de 2016

Embraer

Eastern Airways adere ao programa de peças de reposição da Embraer
A Eastern Airways, do Reino Unido assinou contrato para o programa pool de peças de reposição. O acordo, válido por até seis anos, abrange mais de 300 tipos de peças para os dois jatos E170 recentemente adquiridos pela Eastern Airways, que também opera três jatos ERJ 145 da Embraer. O programa pool de peças de reposição da Embraer, apoiando mais de 65% dos clientes de E-Jets, foi concebido para permitir às companhias aéreas minimizarem investimentos em estoques de alto custo e se servirem da rede de provedores de serviços para reparo de componentes. Os resultados são economia nos custos de reparo e estoque, redução no espaço para armazenamento e eliminação de recursos para gerenciamento de reparos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Aviação e Biologia

Comissão de Mudanças Climáticas debate bioquerosene na aviação
A Comissão Mista de Mudanças Climáticas do Senado Federal promoveu, dia 07 de dezembro de 2016, audiência pública para debater o uso do bioquerosene em aeronaves e as mudanças climáticas. Em setembro, o Brasil ratificou a adesão ao Acordo de Paris, documento que estabelece metas a serem adotadas pelo país com o objetivo de frear o aumento da temperatura no planeta. O Brasil se comprometeu a cortar as emissões de gases do efeito estufa em 37% até 2025, e em 43% até 2030, tendo como base o ano de 2005. O uso de bioquerosene é alternativa para a diminuição das emissões de gases do efeito estufa. O bioquerosene de aviação é derivado de biomassa renovável destinado ao consumo em aeronaves. É um combustível complementar ao querosene de origem fóssil. As principais matérias-primas são, em sua maioria, obtidas a partir de óleos vegetais - como milho, soja e palma – e matérias açucaradas – como a cana-de-açúcar.

Saiba mais:
Blog do NINJA dos dias 24/10/201310/01/201223/03/2011.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Busca e Salvamento

P3 da FAB localiza barco à deriva no litoral baiano 
Um avião de patrulha P-3AM da Força Aérea Brasileira (FAB), do Esquadrão Orungan, localizou, no dia 03 de dezembro de 2016, o catamarã Don Diego III que estava com problemas em suas máquinas a cerca de 40 quilômetros de distância de Porto Seguro, na Bahia. A embarcação havia partido de Salvador (BA) e tinha como previsão de chegada ao Rio de Janeiro o dia 30 de novembro. A missão foi coordenada pelo Centro de Coordenação de Busca e Salvamento de Recife (Salvaero), unidade operacional do Terceiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA III) responsável pela coordenação das missões de busca a aeronaves e embarcações na região nordeste do país. O P3 da FAB dispõe de sistema radar e FLIR (Forward Looking Infra-Red). O FLIR, por meio do modo termal, proporciona uma visão noturna, sendo possível localizar o objeto através da temperatura emitida por ele. Por rádio, os pilotos da aeronave conseguiram contato com os tripulantes da embarcação e puderam confirmar que estavam bem. O P-3AM se manteve na área até quando a lancha de pesca esportiva Shotgun aproximou-se da área, auxiliando no reboque da embarcação até Porto Seguro (BA).

Texto: Adaptado do original em www.fab.mil.br

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Helibras / FAB

Helicópteros Helibras/Airbus da FAB somam 150 mil horas de voo
A Força Aérea Brasileira completou, em novembro de 2016, 150 mil horas voadas com os helicópteros da marca Helibras/Airbus Helicopters, desde o início das operações com as primeiras aeronaves em 1986. A frota atual de 33 helicópteros da marca abrange modelos H225M (Caracal), os mais recentes entregues e operados pelo 1º/8º GAV em Belém (PA), pelo 3º/8º GAV no Rio de Janeiro (RJ) e GTE em Brasília (DF); pelos AS332 Super Puma operados pelo GTE em missões de transporte de autoridades; o EC135, biturbina leve operado pelo GTE; e os AS350, monoturbina operado pelo 1º/11º GAV de Natal, para formação e treinamento de todos os pilotos de asas rotativas.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Embraer

Aérea chinesa recebe o E-Jet número 1300 da Embraer
A Embraer alcançou, no dia 02 de dezembro de 2016, mais um marco com seu programa E-Jets: a entrega da aeronave de número 1.300. O E-Jet, modelo E195, foi entregue à Tianjin Airlines, da China. Esta entrega eleva para 45 o número de E-Jets na frota Tianjin Airlines, que é a maior na Ásia. A Embraer e a Tianjin Airlines assinaram um acordo para até 20 E195 e 20 E190-E2 (jatos de segunda geração). O primeiro E2 está programado para ser entregue à Tianjin Airlines em 2018. A indústria brasileira, líder mundial na fabricação de jatos comerciais até 130 assentos, tem participação de cerca de 80% nas encomendas de jatos da aviação regional chinesa.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

FAB em Ação

Exercício de Campanha dos atletas de alto rendimento
Atletas de alto rendimento da Força Aérea Brasileira (FAB) participam de Exercício de Campanha na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). Eles tiveram diversas instruções, como oficina de nó, treinamento de combate, entre outras. De acordo com os atletas há vários pontos em comum entre a vida militar e o trabalho dos desportistas.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Especial de Domingo

Do excelente blog Cultura Aeronáutica, administrado pelo Professor Jonas Liasch, selecionamos o conteúdo de hoje que é um impactante retrato da situação dos aeroclubes brasileiros.
Boa leitura.
Bom domingo!

Salvem os Aeroclubes do Brasil!
No início dos anos 1940, durante o Estado Novo do Presidente Getúlio Vargas, foi organizada uma campanha para formar pilotos para o Brasil, idealizada pelo jornalista Francisco de Assis Chateaubriand, proprietário do poderoso grupo de comunicações Diários Associados e com apoio declarado do governo. Foi denominada Campanha Nacional da Aviação.
Aeronaves Aero Boero do Aeroclube de Londrina/PR
A campanha, cujo lema era "Dêem asas para o Brasil", previa que aeroclubes, entidades civis sem fins lucrativos, fossem organizadas pelo Brasil afora, a partir de iniciativa da própria sociedade. Uma vez organizados, e desde que tivessem um campo de pouso para operar, além de, pelo menos, um hangar, os aeroclubes receberiam aeronaves do governo, e algum apoio financeiro, para iniciar e manter suas atividades de formação de pilotos e prática de aero-desportos. A população, através de doações, fornecia recursos para a aquisição dos aviões. Afinal, em tempos de guerra mundial, a formação de pilotos era uma atividade estratégica para o país.
Aeronave CAP-4 doada a um Aeroclube já desativado. Não pode ser vendida e seu destino é a morte lenta
Passadas sete décadas, a situação é outra, muito diferente. Muitos aeroclubes entraram em séria decadência, e não há mais nenhum auxílio do governo para manter as entidades em funcionamento. As entidades também passaram a ser perseguidas pelas autoridades e pelos administradores de aeroportos, interessados apenas na atividade comercial. No Rio de Janeiro, por exemplo, o antigo e centenário Aeroclube do Brasil recebeu ordem de despejo da Justiça, em processo de reintegração de posse movido pela INFRAERO, que alegou precisar de espaço, situado no Aeroporto do Jacarepaguá, para o absurdo propósito de alocar funcionários ociosos que viriam do Aeroporto do Galeão, que foi recentemente privatizado. Em João Pessoa, o Aeroclube da Paraíba há anos luta contra um processo de desapropriação, movido pela prefeitura, e inclusive já teve a sua pista destruída pelo governo municipal. Aparentemente, os processos ainda correm no Judiciário.
A pista do Aeroclube da Paraíba foi destruída pela prefeitura de João Pessoa sem que tivesse decisão definitiva da justiça nessa questão, deixando 37 aeronaves ilhadas no aeródromo, em 2011
Muitos aeroclubes se adaptaram aos tempos e se profissionalizaram. Entidades como, por exemplo, os Aeroclubes do Rio Grande do Sul, de São Paulo, do Paraná, de Jundiaí, de Pará de Minas e de Londrina, entre outros, hoje são, basicamente, centros muito bem organizados de formação de pilotos profissionais, que oferecem cursos de Piloto Privado, Piloto Comercial, Voo por Instrumentos, Instrutor de Voo e, em alguns casos, cursos de Mecânico de Manutenção Aeronáutica e de Comissário de Voo. Outros se dedicam apenas ao aero-desporto, modalidade esportiva hoje acessível a poucos afortunados, e outros que mantém, a duras penas, o propósito original de formação de Piloto Privado e algumas atividades aero-desportivas. São esses últimos que estão em pior situação, e os já poucos sobreviventes vivem apenas da abnegação e paixão de seus dirigentes por suas antigas entidades.
O Aeroclube de Sergipe também foi despejado de suas instalações, onde estava há 76 anos.
De qualquer forma, manter um aeroclube em funcionamento não é uma tarefa fácil. Os custos fixos são altos, como também são para as escolas de aviação privadas, as frotas consistem de aeronaves antigas e obsoletas, e as regras de utilização do espaço aéreo estão cada vez mais restritas para a aviação geral. Em épocas de crise econômica, os alunos minguam, e, sem poder repassar os crescentes preços de manutenção, combustível e recursos humanos, as margens de rentabilidade baixam a pontos potencialmente perigosos. Existe, nos aeroclubes, uma relativa instabilidade administrativa devido à renovação das diretorias a cada dois anos, e à proibição de remuneração dos dirigentes das instituições.
O Aeroclube do Rio Grande do Sul se tornou um dos maiores pólos de formação de pilotos do Brasil
Aeroclubes com mais de sete décadas de existência, como os de Lajes e de Joinville, ambos em Santa Catarina, fecharam as portas recentemente, especialmente devido à redução da demanda e à crise econômica. É certo, também, que vários aeroclubes e escolas privadas de aviação sofrem, e quebram, com gestões ruins. Os Aeroclubes, devido à sua própria natureza jurídica, e pelo fato de terem diretorias renováveis a cada dois anos, sofrem também com restrição de crédito a longo prazo, o que dificulta ainda mais os investimentos ou a sobrevivência em caso de crise.
O Aeroclube de Praia Grande é um dos muitos aeroclubes que morreram na última década
Recentemente, a prestigiosa revista Aero Magazine fez uma reportagem sobre a situação em que se encontra a frota de aeronaves doadas pela União aos Aeroclubes, em especial os aviões Aero Boero, que foram entregues aos Aeroclubes entre 1988 e 1994. A reportagem afirma que esse patrimônio público encontra-se abandonado em grande parte. Isso é uma meia-verdade. Naturalmente, é de se esperar um considerável desgaste da frota de aeronaves de instrução, durante um tempo de vida que se aproxima dos 30 anos, ainda mais levando-se em consideração que tratam-se de aeronaves, no caso dos Aero Boeros, de trem de pouso convencional, mais sujeitos a eventuais incidentes e acidentes no solo, devido à própria configuração. Mas, não é só isso...
O Aeroclube de São Paulo, que sofre com restrições cada vez maiores no espaço aéreo mais congestionados do país
Existe uma grande dificuldade de aquisição de peças de reposição para os Aero Boeros, existe apenas um fornecedor desses componentes para o Brasil inteiro e algumas peças sequer são mais fabricadas, o que torna impossível a sua reposição, a não ser através da canibalização de outras aeronaves. Por vezes, as aeronaves ficam meses paradas a espera de entrega de peças de reposição. Vale dizer que, quando o DAC começou a entregar os Aero Boeros, a aeronave foi cercada de muito preconceito, e dizia-se que não durariam nem cinco anos em operação. Contra essa expectativa, essa aeronave revelou ser muito robusta, segura e de baixo custo operacional. Ao contrário de várias aeronaves mais antigas, é pouco propensa a incêndios, é muito didática e tem um desempenho bastante aceitável como aeronave de instrução. Praticamente todos os acidentes ocorridos com o tipo tiveram como fator contribuinte principal o fator operacional.
Aero Boero em operação no Aeroclube de Londrina
Outro problema é o entrave burocrático que cerca a operação desses aviões. As aeronaves que foram doadas a entidades que já encerraram as atividades, e que, muitas vezes, ainda estão em condições de aeronavegabilidade, ou bem perto disso, não são mais repassadas a outros aeroclubes ativos, sendo que existem vários casos de aeronaves que foram repassadas, mas que nunca foram autorizadas a operar. Existe ainda uma grande insegurança sobre o que vai ser feito desses aviões, o que deixa o operador apreensivo, se é necessário fazer uma revisão geral no motor, ou recuperar uma aeronave inteira, porque não se sabe se, um dia ou outro, o Governo vai recolher, vender ou redistribuir os aviões, com grande prejuízo para o Aeroclube que precisa fazer um grande investimento neles.
Os Aeromot Guri não foram bem sucedidos como os Aero Boeros
Outra aeronave que foi adquirida pelo DAC para equipar os aeroclubes, e substituir ou complementar os Aero Boeros, foi o Aeromot AMT-600 Guri. Essas aeronaves revelaram ser um verdadeiro desastre como aeronave de instrução básica: possuem bequilha louca, precisando de freios diferenciais para taxiar e também para decolar, e são muito pesadas para a pouca potência de motor, no caso 900 Kgf MTOW para apenas 116 HP de potência. O resultado é que praticamente não podem ser operadas em aeródromos mais elevados ou quentes, e que o uso de bequilha louca é totalmente inadequado para a missão de treinador básico, além de requerer maior comprimento de pista para a decolagem, já que o uso dos freios para manter a reta consome boa parte da energia necessária para decolar. A operação dos Aeromot Guri também foi cercada de entraves burocráticos. O Aeroclube do Brasil, por exemplo, recebeu várias aeronaves, mas nunca teve autorização para utilizá-los, sendo por isso abandonadas pela instituição, que nem ao menos pode devolvê-las.
O Aeroclube de Marília/SP sobrevive com boa saúde, entre tantos outros que já se foram
Outro absurdo que cerca a gestão de frota de aeronaves dos aeroclubes foi a "doação" de aeronaves antigas, antes pertencentes ao Departamento de Aviação Civil, aos aeroclubes, quando os Aero Boeros foram entregues. Inexplicavelmente, essas aeronaves antigas foram "doadas" com cláusula de inalienabilidade. Muitos aeroclubes conservam essas aeronaves em algum fundo de hangar, por impossibilidade de operá-las, já que a maioria nem sequer possuem sistema elétrico, o que impossibilita instalar sistemas de rádio e transponder, indispensáveis para voar na maior parte do espaço aéreo disponível. Sem poder voar os velhos aviões, pois um upgrade e a recertificação seriam totalmente antieconômicos, e sem poder vender para operadores privados, ou mesmo outras entidades de ensino, o fim desses aviões será, seguramente, o lento apodrecimento nos fundos de hangar pelo Brasil afora, e não há outra solução a vista.
Outro aeroclube que ainda sobrevive com boa saúde, Jundiaí/SP
Outro problema sério que já está afligindo os dirigentes de aeroclubes é a desativação dos NDB - Rádio Faróis não Direcionais, e mesmo de alguns VOR - VHF Ominidirecional Range. Em muitas terminais, a maioria dos procedimentos de aproximação por instrumentos estão sendo feitas por RNAV (baseados em equipamentos GPS ou Inerciais), e os velhos aviões de instrução dos aeroclubes não são equipados para tal operação. Existem duas soluções para isso: ou o Aeroclube equipa os aviões, ou compra/arrenda aeronaves já equipadas. Nenhuma das soluções é barata, e repassar esse custo para a hora de voo, num momento de crise econômica, pode ser praticamente inviável. Com certeza, muitos aeroclubes e escolas de aviação privadas serão forçadas a suspender sua instrução de voo por instrumentos, até mesmo porque os manuais, tanto práticos quanto teóricos, desses cursos de voo por instrumento estão totalmente obsoletos.
Antigo CAP-4 Paulistinha, que permanece em operação no Aeroclube do Paraná, apesar dos 70 anos de idade
Por fim, resta o problema da necessidade de reformulação da legislação pertinente. Começa pelo próprio Código Brasileiro de Aeronáutica, que é mais antigo que a própria Constituição. Os RBHA (Regulamentos Brasileiros de Homologação Aeronáutica) 140 (que trata dos Aeroclubes) e 141 (que trata de Escolas de Aviação Civil) também estão obsoletos. Recentemente, a ANAC fez uma consulta pública de uma proposta de criação dos RBAC (Regulamentos Brasileiros de Aviação Civil) 140 e 141, mas a proposta não agradou ninguém, e é tida como impraticável tanto pelos aeroclubes quanto para as escolas privadas, e ainda não comtempla, de forma alguma, a situação dos cursos de aviação civil em nível de ensino superior. Nesse caso, a solução proposta parece pior que o problema. De qualquer forma, parece que existe pouca preocupação da ANAC com a situação tanto dos aeroclubes quanto das escolas privadas de aviação civil. As exigências da agência crescem, exige-se padrão de primeiro mundo, mas não existe qualquer apoio à formação de pilotos e profissionais de aviação. Seriam bem vindas, por exemplo, desoneração fiscal em cima do preço dos combustíveis, adaptação das operações de Controle de Tráfego Aéreo para a instrução, já que essa atividade é essencial, pois daí vem os tripulantes do futuro, e definição a respeito da situação das aeronaves doadas ou cedidas, que há muito tempo já se depreciaram contabilmente como patrimônio público, mas que são úteis aos aeroclubes que as utilizam.
Antigo Fokker S-11 que já operou no centenário Aeroclube do Brasil
Hoje, com baixa demanda no setor aéreo, que atinge até mesmo a Força Aérea Brasileira, os aeroclubes e escola conseguem fornecer pessoal capacitado para o setor, mas, quando houver retomada do crescimento econômico, poderá haver um "apagão" de mão-de-obra, como acontece na Ásia, por exemplo, a não ser que as autoridades olhem com mais atenção para o setor de instrução de voo.

Texto: Jonas Liasch - Presidente do Aeroclube de Londrina/PR

sábado, 3 de dezembro de 2016

Aviação Naval

Marinha atualiza helicópteros Super Linx na Inglaterra
A Marinha do Brasil mantém programa de atualização dos helicópteros Super Lynx da Aviação Naval, enviando as aeronaves para a sede da Westland Helicopters, divisão da angloitaliana Leonardo Helicopters, em Yeovil, Inglaterra. A aeronave N-4005 foi para o porto do Rio de Janeiro (RJ), de onde segue de navio para a manutenção na Westland. É a terceira de um total de oito aeronaves AH-11A Super Lynx do 1º Esquadrão de Helicópteros de Esclarecimento e Ataque que passarão por um extenso programa de atualização, incluindo novos motores e aviônica digital, além de outras melhorias. O programa de modernização prevê em seu cronograma a entrega da última aeronave em 2020.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Aviação do Exército

CiAvEx, o centro de formação de pessoal de aviação do EB 
Os recursos de aviação específica para o Exército Brasileiro, dotada de aeronaves de asas rotativas, foi reimplantada em 1985. Com o Exército tendo sua própria esquadrilha, em 1992 o CiAvEx entrou em operação, ao oferecer o primeiro Curso de Formação de Sargentos de Aviação. Hoje, são ministrados na escola cursos de formação, aperfeiçoamento e especialização de oficiais e sargentos das Forças Terrestres na área de aviação.

História
O que viria a ser o Centro de Instrução de Aviação do Exército (CiAvEx) foi criado pelo então Ministério da Guerra, há mais de um século. A Escola Brasileira de Aviação funcionou por pouco mais de seis meses em 1914, encerrando suas atividades por conta das dificuldades conjunturais surgidas pela eclosão da Primeira Guerra Mundial. A instituição foi reorganizada e reinaugurada em junho de 1919, sob os auspícios técnicos da Missão Militar Francesa, com o nome de Escola de Aviação Militar, funcionando no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro. Em 1927, com a criação da Arma de Aviação, a escola recebeu grande impulso para o seu desenvolvimento, recebendo grande quantidade de aeronaves e formando os pilotos que protegiam o espaço aéreo nacional – missão que coube ao Exército Brasileiro até a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Espaço

Brasil recebe o seu satélite SGDC
O Brasil está recebendo o primeiro satélite de defesa e telecomunicações, o SGDC - Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. O lançamento está previsto para 21 de março de 2017, na base de Kourou, na Guiana Francesa. A construção do sistema orbital, que será 100% operado pelo Brasil e terá vida útil de 18 anos, foi realizada pela francesa Thales sob contrato com a Visiona, uma joint venture entre a estatal de telecomunicações Telebras e a Embraer. O SGDC sobrevoará o Brasil a partir de um ponto fixo no espaço. Tem um foco ampliado que abrange toda a América do Sul e o Atlântico Sul, chegando à costa ocidental da África. Sua potência será maior sobre o Brasil, onde há mais demanda por telecomunicações. O SGDC será capaz de levar banda larga a locais onde hoje não há cobertura, como a floresta amazônica. Além das aplicações na área da defesa, o satélite também poderá ser usado comercialmente. Será possível, por exemplo, a operadoras firmar contratos com a Telebras para ampliar o escopo de seus sinais de telefonia e internet. O sistema passará por um período de testes após seu lançamento, e as operações efetivas começarão em junho de 2017. A partir daí, 100% das comunicações governamentais serão ser feitas por esse satélite. De e-mails do presidente da República aos telefonemas entre autoridades, tudo passará pelo satélite, com maior nível de segurança, velocidade e fluxo de multimídia. Os dados serão criptografados por uma ferramenta desenvolvida no Brasil, que "passa a ter segurança, blindagem e controle 100% das comunicações em matéria de defesa", frisou o ministro da Defesa, Raul Jungmann. Hoje, o país aluga a banda X de dois satélites privados e manterá o contrato relativo a um deles para se resguardar em caso de falha do SGDC. Para o ministro, ao operar o próprio satélite, o Brasil ganha em relação à sua própria segurança estratégica.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Carreiras na Aviação

CIAAR forma a turma Exodus, de oficiais especialistas em aeronáutica
Mais uma turma de oficiais especialistas em aeronáutica é formada pelo Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica CIAAR, localizado em Belo Horizonte (MG). A turma Exodus é composta por 40 novos oficiais da Força Aérea Brasileira das especialidades de Armamento, Aviões, Controle de Tráfego Aéreo, Comunicações, Fotointeligência e Suprimento Técnico. O encerramento do curso superior de tecnologia, com duração de dois anos, será amanhã e depois, 01 e 02 de dezembro de 2016, com solenidades de diplomação acadêmica, homenagens, celebrações religiosas e formatura de entrega de espadas.

Visão
Em suas palavras à turma, o comandante do CIAAR, brigadeiro Ivan Moyses Ayupe, frisou que “ao escolherem nome Exodus para representá-los, os formandos demonstram que têm a qualidade mais importante do líder que é a “visão”. São motivados pela decisão do ir. Lutar pela realização de um sonho, de um novo mundo, de uma carreira ainda a ser descortinada, todavia, repleta de vitórias, mesmo enfrentando grandes desafios”. Essa nova turma de oficiais especialistas decorre das oportunidades profissionais oferecidas pela Força Aérea, na qual ingressaram para o curso de sargentos e, mediante concurso, progrediram na carreira e podem chegar até o posto de coronel.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Aeronaves

Voa o primeiro Airbus A350-1000
O voo inaugural do primeiro Airbus A350-1000, a maior versão da série A350, foi realizado dia 24 de novembro de 2016. A aeronave decolou e pousou em Toulouse, na França, sede da fábrica, e voou por aproximadamente duas horas. A versão A350-1000 é quase sete metros mais longa que o A350-900, em operação desde 2015. A fuselagem tem 73,7 metros de comprimento e a envergadura das asas foi mantida em 64,7 metros. A versão 1000 do A350 é o quinto maior avião do mundo em operação, atrás dos gigantes Antonov AN-225, Boeing 747-8, Boeing 777 e o Airbus A340-600. O A350-1000 tem um metro a mais que o A380 e pesa 308 toneladas. É capaz de transportar até 440 passageiros e carrega 156 toneladas de querosene nos tanques. A fabricante já recebeu 195 pedidos pela maior versão do A350, que entrará em operação comercial a partir do segundo semestre de 2017. A Qatar Airways será a primeira companhia a voar com o A350-1000 e encomendou 34 aeronaves.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Espaço

DCTA inicia operação para lançar foguete suborbital
O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realiza, até meados de dezembro de 2016, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, a Operação Rio Verde. Os objetivos são lançar e rastrear um foguete de treinamento e o foguete suborbital VSB-30 V11, assim como resgatar uma carga útil MICROG2 no mar. Durante a Rio Verde, coordenada pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o lançamento do foguete de treinamento visará verificar todos os meios relacionados à operação de lançamento, bem como testar procedimentos e treinar todas as equipes envolvidas na campanha. Em seguida, deverá ser lançado o foguete nacional VSB-30 V11, desenvolvido pelo IAE, em parceria com o Centro Aeroespacial Alemão (DLR). O veículo levará a bordo oito experimentos científicos e tecnológicos selecionados pelo Programa Microgravidade da Agência Espacial Brasileira (AEB), que possibilitarão aos cientistas e pesquisadores brasileiros realizarem estudos e pesquisas em ambiente de microgravidade, acima de 100 quilômetros, por até seis minutos, em condições bem específicas. É a 23ª operação de lançamento do VSB-30, primeiro foguete nacional certificado para lançamentos no exterior e já lançado da Suécia, Noruega e Austrália, em parceria com a Agência Espacial Alemã. No Brasil, será o quarto lançamento do VSB-30, todos realizados em Alcântara.

Texto: Adaptado do original em www.fab.mil.br

domingo, 27 de novembro de 2016

Especial de Domingo

Hangar do dirigível Zeppelin faz 80 anos
O hangar do dirigível Zeppelin, localizado na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, completa 80 anos. É um dos mais bem preservados em todo o mundo. Apesar de a data de aniversário ser 26 de dezembro, a Base Aérea de Santa Cruz antecipou as comemorações para amanhã, dia 28 de novembro de 2016. Estão previstos uma exposição de fotos e o lançamento do livro “No céu do Rio - Registro histórico do Zeppelin no Rio de Janeiro”, de Jobson Figueiredo, Igor Colares e Helton Cezário, com versões em português, inglês e alemão. “Este hangar era onde se guardava e se protegia o Zeppelin. O dirigível fazia a atracação na torre e de lá havia o reboque até o hangar”, conta o professor Fernando Mauro, especialista em história militar. O hangar na Base de Santa Cruz foi projetado e montado com peças vindas diretamente da Alemanha. Foi utilizado apenas nove vezes - quatro pelo LZ-127 Graf Zeppelin e cinco pelo famoso LZ-129 Hindenburg.

Patrimônio histórico
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o prédio possui 274 metros de comprimento, 58 metros de altura e 58 metros de largura. O portão principal, em duas folhas, pesa 80 toneladas. A abertura é feita com motores ou manualmente. No topo, a 61 metros, fica a torre de comando. O sucesso das primeiras viagens dos dirigíveis entre a Alemanha e o Brasil, em 1931 e 1932, levou a companhia alemã Luftschiffbau-Zeppelin a construir o hangar. Estudos apontaram Santa Cruz como o lugar ideal para pouso e abrigo das aeronaves. O presidente Getúlio Vargas inaugurou a estrutura em 26 de dezembro de 1936. Com o hangar inaugurado, a companhia lançou a linha regular entre Frankfurt e o Rio de Janeiro, com escala em Recife.

Mas duraria pouco. O acidente do Hindenburg em Nova Jersey, em 1937, trouxe insegurança ao transporte com aeronaves infláveis. A Base de Santa Cruz decidiu antecipar a comemoração pela passagem dos 80 anos para aproveitar a estrutura de um evento. A programação no dia 28 começa com ato ecumênico, às 14h. Após abertura de exposição fotográfica e lançamento do livro, a banda da Base Aérea de Santa Cruz se apresenta, às 16h, com a bateria da escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz.

Balão rígido
O Zeppelin é um tipo de balão dirigível rígido. O nome é homenagem ao conde alemão Ferdinand Von Zeppelin, pioneiro no desenvolvimento de dirigíveis rígidos no início do século XX. Os zepelins fizeram os seus primeiros voos comerciais em 1910, pela Deutsche Luftschiffahrts AG (DELAG), a primeira companhia aérea do mundo em serviço comercial. Quatro anos após o início das operações, a DELAG já havia transportado mais de 10.000 passageiros pagantes em mais de 1500 voos. Nos anos 1930 os dirigíveis Graf Zeppelin e o Hindenburg realizaram voos transatlânticos regulares da Alemanha para a América do Norte e para o Brasil. O desastre do Hindeburg,em 1937, além de questões políticas e econômicas, acelerou a extinção dos dirigíveis.

Característica
A principal característica do projeto Zeppelin era uma estrutura de metal rígido coberta com tecido. Essa estrutura consistia, na maioria das vezes, de duralumínio e era composta por anéis transversais e barras longitudinais contendo uma série de cavidades de ar individuais. A vantagem desse projeto, era que o dirigível poderia ser muito maior que os dirigíveis não-rígidos, uma vez que estes dependiam de uma quantidade de pressão excessiva dentro da única cavidade pressurizada, chamada envelope, para manter a forma. Os Zeppelins eram propulsados por vários motores, montados em gôndolas ou em naceles, as quais eram atadas à parte externa da estrutura. Alguns deles possuíam impulso assimétrico, utilizado para manobras. Possuíam também um compartimento comparativamente pequeno para passageiros e tripulantes, localizado na parte inferior da estrutura. Nos últimos Zeppelins, passageiros ou cargas eram frequentemente transportados internamente por razões aerodinâmicas.

Fontes: Jornal Extra e Wikipedia

Ninja-Brasil: versão para a web

sábado, 26 de novembro de 2016

Gripen NG

Inaugurado o centro de projetos do caça sueco-brasileiro
A Força Aérea Brasileira (FAB) e as empresas Saab e Embraer inauguraram, dia 22 de novembro de 2016, em Gavião Peixoto (SP), o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (na sigla em inglês: GDDNGripen Design Development Network). É o principal marco no processo de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia do projeto Gripen NG. É o primeiro da lista de 60 projetos de offset (compensações de natureza industrial, tecnológica ou comercial) avaliados em U$$ 9 bilhões.“É o principal projeto em termos de compensação comercial. É por meio desta base, o GDDN, que vamos garantir o desenvolvimento conjunto do Gripen NG com os suecos”, analisa o gerente do projeto F-X2 da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Coronel Júlio César Cardoso Tavares.

Transferência de tecnologia
O GDDN abrigará em torno de 300 engenheiros e técnicos dedicados à nova aeronave de caça do Brasil, cujas 36 unidades devem ser entregues em cinco anos a contar a partir de 2019. Deste total, 23 serão produzidos pela Embraer, sendo 15 totalmente fabricados no Brasil. O centro brasileiro está conectado à Saab na Suécia e aos parceiros industriais no Brasil. O processo de transferência de tecnologia iniciou há um ano com a ida de mais de cem engenheiros brasileiros para a Suécia. Até 2024, 350 profissionais participarão de cursos e treinamentos on-the-job no centro de pesquisa nórdico. Eles são peças-chave para que o País crie competências e capacidades técnicas para, ao final do programa, dominar todo o conhecimento crítico necessário para o desenvolvimento de aviões de caça. O projeto Gripen permitirá ao Brasil ter autonomia para construir aviões de caça de alta desempenho no futuro.

Texto: Adaptado do original em www.fab.mil.br

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Acrobacia Aérea

Convenção para Agenda de Show Aéreo Brasileira
Com o objetivo de discutir e analisar a importância de uma programação de qualidade na área de shows aéreos, a Esquadrilha da Fumaça e a Força Aérea Brasileira, por meio do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), promovem a 1ª Convenção para Agenda de Show Aéreo Brasileira, a “ASA BRASIL”, nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro de 2016, no Aeroclube de São Paulo. De acordo com o comandante da Esquadrilha da Fumaça, Tenente-Coronel Líbero Onoda Luiz Caldas, a convenção será de imensa importância para unir todos os profissionais da área, visando criar uma programação anual de atividades aéreas de forma a continuar inspirando crianças, jovens e adultos para que possam conhecer novas possibilidades de carreira, admirando e respeitando a aviação.

Objetivos
O público-alvo da convenção será composto por organizadores, patrocinadores e demonstradores de shows aéreos interessados em realizar eventos profissionais e de qualidade na área. Os objetivos incluem vários temas, como planejamento e compatibilização de agendas, otimização dos meios, elevação da confiabilidade, segurança de voo e aumento da qualidade dos eventos aeronáuticos. A audiência terá acesso a palestras sobre o potencial brasileiro para show aéreo; o modelo americano e europeu da área; planejamento e organização; regras da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para realização de shows; regulamentação de competência acrobática proposta; segurança para apresentadores e para o público; apresentação sobre as instituições aeronáuticas e aerodesportivas brasileiras atuais; marketing e captação de recursos; organização de Portões Abertos na FAB e palestra institucional sobre a Esquadrilha da Fumaça.

Inscrições e Informações: http://www.fumaca.org/asa/

Texto: Adaptado do original em www.fab.mil.br

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Paraquedismo

Novo recorde paulista de Queda Livre
Uma formação de 36 paraquedistas estabeleceu o novo recorde paulista de Formação de Queda Livre (FQL). O evento ocorreu no dia 15 de novembro de 2016, em Boituva (SP). Três militares que compõem a Equipe de Paraquedismo Feminino da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram da formação de duas figuras no ar. Do time de recordistas fizeram parte as sargentos Ana Lígia Pulgaci, Juliana de Souza Sé e Patrícia Porto de Andrade.

Foto: Emerson Moraes

Fonte: Agência Força Aérea

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Santos Dumont

Cidade francesa de Bois D´Arcy homenageia Santos Dumont
Um busto em homenagem ao Pai da Aviação, Alberto Santos Dumont, foi inaugurado, no dia 15 de Novembro de 2016, na comunidade de Bois D´Arcy, distante cerca de 30 quilômetros de Paris, na França. O inventor brasileiro viveu na região entre 1907 e 1910, quando construiu sua série de monoplanos Demoiselle. "É um ato que marca a amizade entre o Brasil e a França e mostra que os conhecimentos técnicos foram compartilhados desde cedo entre os dois países", disse o Embaixador do Brasil na França, Paulo César Campos, durante a cerimônia que reuniu integrantes do corpo diplomático brasileiro e adidos militares.

14-Bis e Demoiselle
A prefeitura local expôs dois modelos projetados por Santos-Dumont, o 14-Bis e o Demoiselle, entre os dias 15 e 19 de novembro. Segundo registros históricos, em 1907, Auguste Laureau, o prefeito de Bois d´Arcy à época, forneceu a Santos-Dumont o terreno em que ele construiu um galpão para trabalhar em seus projetos. Foi também, a partir dali, que, em setembro de 1909, realizou o voo de oito minutos a bordo de um Demoiselle entre Bois d´Arcy e Buc.

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Carreiras na Aviação

Comissão aprova alterações para trabalho de aeronauta
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, dia 16 de novembro de 2016, proposta que regulamenta o exercício da profissão de aeronauta, incluindo pilotos, copilotos, comissários e mecânicos de voo. A regulamentação entrará em vigor após votação e aprovação em plenário. Hoje, a profissão é disciplinada pela Lei 7.183/84. A matéria retornará para nova análise dos senadores. O texto aprovado preservou a previsão do projeto inicial para que as empresas de aviação regular e de serviços de transportes exclusivos de cargas planejem as escalas de voos dos tripulantes com base em Programa de Gerenciamento de Risco da Fadiga Humana, com conceitos recomendados pela Organização de Aviação Civil Internacional (OACI).

Jornadas
O texto reduziu em cinco horas a escala mensal de trabalho para aviões a jato (de 85 para 80) e turboélice (de 90 para 85). As escalas de aviões convencionais (100 horas) e helicópteros (90 horas) foram mantidas. O substitutivo também estabelece novos parâmetros de limites de horas de voo e pousos: - 8 horas de voo e 4 pousos, para tripulação simples; - 11 horas de voo e 5 pousos, para tripulação composta; - 14 horas de voo e 4 pousos, para tripulação de revezamento; - 7 horas de voo sem limite de pouso para helicópteros. Outra mudança do substitutivo foi reduzir o número de folgas mensais de 12, como previa a proposta original, para 10. Atualmente, esses trabalhadores da aviação têm, no mínimo, 8 dias de repouso remunerado por mês.

Aviação agrícola
A CCJ manteve emendas da Comissão de Trabalho que desobrigam tripulantes da aviação agrícola de cumprirem algumas medidas previstas na regulamentação da profissão. Assim, no caso de tripulantes de aviões agrícolas, regras ligadas à escala de serviço, ao sobreaviso – período em que o tripulante permanece à disposição do empregador, podendo se apresentar em até 90 minutos –, e a outros aspectos da jornada de trabalho poderão ser definidos em acordo ou convenção coletiva de trabalho, desde que não ultrapassem os parâmetros de segurança de voo determinados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O determina que os pilotos agrícolas possam ter a parcela variável de seu salário calculada em área produzida ou aplicada e não em horas de voo.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

AeroDesign 2016

Os vencedores da competição de projetos de pequenos aviões
As equipes campeãs do AeroDesign 2016 foram duas de São Carlos, uma de Campinas e uma de São João Del Rei. Os grupos campeões garantiram vaga no mundial da modalidade, a ser disputado em abril de 2017 na Flórida, Estados Unidos. Duas equipes chegaram à primeira posição na categoria Regular: alunos da Universidade de São Paulo (USP) - São Carlos e da Universidade de Campinas (Unicamp). Na categoria Avançada, o título ficou também com a USP São Carlos. Na categoria Micro, o campeão foi o time da Universidade Federal de São João Del Rei.

Intercâmbio
Cerca de 1.300 universitários do Brasil e do exterior participaram do evento realizado de 3 a 6 de novembro de 2016, nas instalações do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Espacial, localizado em São José dos Campos (SP). A SAE - Brasil Aerodesign Competition é uma competição com o objetivo de difundir o intercâmbio de conhecimentos e técnicas de engenharia aeronáutica. Na competição, o aluno envolve-se no desenvolvimento de projetos aeronáuticos reais, trabalhando em design, construção e desempenho.

Saiba mais: Blog do NINJA de 06/11/2016 

domingo, 20 de novembro de 2016

Especial de Domingo

Hoje, publicamos novamente artigo selecionado do INCAER - Instituto Histórico-Cultural da Aeronátuica, de autoria do Cel Av R1 Marco Aurélio de Mattos, sobre Hélio Marincek, que aos 13 anos de idade eletrizou a imprensa na década de 1930.
Boa leitura!
Bom domingo!

O PILOTO MENINO
Começamos com a manchete estampada no exemplar nº 140 de julho de 1939 do periódico ASAS.
“Hélio Marincek, símbolo da nova geração brasileira. Pilotando, sozinho, o seu avião “Fairchild”, fez o percurso São Paulo - Rio de Janeiro como se uma longa prática o sagrara aviador. Tem a vocação do ar. O destino lhe deu a grande pátria, ensinou-lhe o caminho a dominá-lo. Paira sobre a mocidade do Brasil, a obra de um grande brasileiro; de um gênio Santos-Dumont que nos legou o símbolo do progresso – a aviação.”

Ainda neste ano, no Diário da Noite de 15 de julho, assim discorria Austregésilo de Athayde:

“O rapaizinho (sic) desceu sorrindo de sua máquina de voar. Viajara 500 Km, por sobre montanhas e mares, como se apenas houvesse, no seu cavalinho piquira, dando uma volta na fazenda... Hélio Marinceck é um exemplo da audácia moderna... Ele monta aviões como nós montávamos bicicletas... Dá um exemplo de virilidade que deve ser moralmente recompensado.”
Uma curiosidade marcante: embora piloto formado, ainda usava “calças curtas”.Observa-se o nome pintado na fuselagem da aeronave!

Filho da Srª Antonieta e de Antônio Marincek, Diretor da Escola de Aviação Civil Marinceck, em Uberlândia, concluiu o Curso de Pilotagem com apenas treze anos e, no dia 14 de maio de 1939, aos 14 anos de idade, durante uma festa promovida pela escola, executou uma série de manobras acrobáticas. Devido à pouca idade, não teve seu brevet expedido na época.
Antonio teve que adaptar os pedais da aeronave para seu filho, tornando-os 15 cm mais próximos do piloto, para que Hélio os alcançasse. Seu primeiro voo solo foi em 1937. Várias manchetes, em muitos jornais da época, devido ao interesse da sociedade pelo desenvolvimento da aviação no país e também pela inusitada idade (13/14 anos) com que solou e realizou o seu reide aéreo Rio/São Paulo(1939), deram destaque ao novato aviador.
A sua fama se espalhou pelo Brasil, e Marincek era recebido como verdadeira personalidade pública,admirado e querido dos populares e do governo.
 
Após uma exibição aérea, o “piloto-menino” foi fotografado junto ao seu pai, Antônio, ao General Iasauro Reguera e a outras autoridades que assistiram às acrobacias no Campo dos Afonsos. Seu irmão Homilton, com apenas 12 anos de idade, começou a voar com ele, tornando-se a dupla mais jovem de pilotos da história. Um fato curioso é que a instituição de recordes do Guiness Book achou por bem não reconhecer publicamente o recorde, com a preocupação de não estimular pessoas muito jovens a voar e causar um possível acidente com crianças! Cabe notar que esse recorde jamais será batido, pois as legislações não mais permitem voos solos a menores.
Junto aos pais Antônio e Antonieta,e o irmão Homilton,uma família de predestinados a voar. Recebido pelo presidente Getúlio Vargas, durante uma conversa, este disse que gostaria de realizar um voo com Marincek. O engenheiro do DAC, que acompanhava o diálogo, interveio exclamando: – Presidente, ele é um menino! Ao que respondeu Getúlio: – NÃO, ele é um aviador...
O Ministro da Guerra, General Eurico Gaspar Dutra, ofereceu a Hélio e a seu irmão Homilton, os dois pequeninos ases da aviação, matrículas no Colégio Militar. Feliz pelo prêmio conquistado, declarou: – “tudo farei para corresponder às esperanças depositadas em mim. Quero ser útil ao meu Brasil”.
Em 1958, foi agraciado com a comenda do Mérito Santos-Dumont, fixada no seu uniforme pelo Maj Brig Ar Ignácio de Loyola Daher.
No ano seguinte, é agraciado com a Ordem do Mérito Aeronáutico. Marincek entrou para a Força Aérea Brasileira e foi declarado Aspirante-a-Oficial na Turma de 1947.
Passou para a reserva em 1969, após uma carreira ímpar de realizações e de muito idealismo. Duas aeronaves, o Beechcraft C-45 Expeditor, matrícula FAB 2856 e o Consolidated CA-10 Catalina, matrícula FAB 6527, ambas em exposição no Museu Aeroespacial (MUSAL), foram comandadas pelo Cel. Marincek, ao longo de suas sete mil horas de voo, muitas delas na Amazônia.
Na reserva, dedicou-se à pintura, vindo a falecer em abril de 2010. Em rápidas notas, este foi Hélio Marincek, o Piloto Menino, um brasileiro que faz parte da história da aeronáutica mundial.

Texto: Cel Av R1 Marco Aurélio de Mattos.

Fonte: INCAER

sábado, 19 de novembro de 2016

Embraer

A Embraer anunciou nesta semana que assinou um contrato com a United Airlines para a venda de 24 jatos E175. Esta encomenda representa uma transferência de 24 jatos E175 previamente alocados para a Republic Airways Holdings (Republic), atualmente na carteira de pedidos da Embraer, que agora serão cancelados. Os 24 aviões para a United Airlines estão programados para ser entregues em 2017. O contrato tem um valor total de USD 1,08 bilhão, a preço de lista. Este movimento estará refletido nos resultados da Embraer do quarto trimestre de 2016 e não terá impacto incremental na atual carteira de pedidos da Empresa. A Embraer é líder mundial na fabricação de jatos comerciais com até 130 assentos. A companhia possui mais de 100 clientes em todo o mundo operando os jatos das famílias ERJ e de E-Jets. Somente para o programa de E-Jets, a Embraer já registrou mais de 1.700 pedidos firmes e 1.200 entregas, redefinindo o conceito tradicional de aeronaves regionais, que operam em diversas aplicações de negócios.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

FAB em Ação

Desafios do voo no Continente Antártico
O programa FAB em Ação, produzido pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, mostra como é a operação dos Hércules C130 da Força Aérea Brasileira na Antártica, enfrentando meteorologia desfavorável com ventos fortes e pista curta sobre o gelo.

Saiba mais: Blog do NINJA de 07/11/2016

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

FAB em Ação

Curso de Adaptação ao Ambiente de Selva
O programa FAB em Ação, produzido pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, mostra o que um tripulante deve fazer em caso de acidente aéreo na selva amazônica. Uma equipe acompanhou, no município de Novo Airão (AM), a 80 quilômetros de Manaus, um Curso de Adaptação Básica ao Ambiente de Selva (CABAS).