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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Concursos para a FAB

Aeronáutica já tem 3 concursos para ingresso com ensino superior, médio e técnico

Concurso para Oficiais no CIAAR
Inscrições de 25/01 a 20/02/2019 para Dentistas, Engenheiros, Farmacêuticos e Capelães

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou cinco editais para exames de admissão que contemplam 28 profissões de nível superior. Ao todo, foram abertas 55 vagas. As inscrições para os processos seletivos estarão disponíveis de 25 de janeiro a 20 de fevereiro de 2019, às 15h (horário de Brasília) e deverão ser realizadas no site do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR). A taxa de inscrição é de R$ 130,00. Para participar dos exames de admissão de Dentistas, Engenheiros e Farmacêuticos, os candidatos não podem completar 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2020. Para participar do exame de admissão ao Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio, os candidatos deverão possuir, no máximo, 32 anos até o dia 31 de dezembro de 2020. Para participar do exame de admissão ao Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães, os candidatos devem ter entre 30 e 40 anos de idade até 31 de dezembro de 2020.

Provas
Os processos seletivos são compostos de provas escritas (língua portuguesa, conhecimentos especializados e redação), inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral (somente para dentistas e farmacêuticos), entre outras etapas, conforme editais. As provas escritas ocorrerão no dia 05 de maio de 2019. Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso/estágio no CIAAR, em Lagoa Santa (MG), durante aproximadamente 17 semanas. Após a conclusão do curso/estágio com aproveitamento, o aluno será nomeado Segundo-Tenente, no caso dos capelães, e Primeiro-Tenente, no caso de outras especialidades, sendo alocados em unidades da FAB por todo o país. Informações CIAA: Clique aqui 

Concurso para Formação de Sargentos na EEAR
Inscrições de 18/02 a 19/03/2019

A Força Aérea Brasileira (FAB) abre seleção com mais de 220 vagas para a primeira turma do Curso de Formação de Sargentos (CFS) com ingresso previsto para janeiro de 2020. As inscrições começam no dia 18 de fevereiro e terminam no dia 19 de março de 2019. A taxa é de R$ 60,00.

Vagas
As vagas são destinadas a candidatos que atendam às condições e às normas estabelecidas nas instruções específicas. Para serem habilitados à matrícula no CFS 1/2020, não devem possuir menos de 17 e nem completar 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2020 e ter concluído, na data da Concentração Final da seleção, o Ensino Médio do Sistema Nacional de Ensino. O processo seletivo é composto de provas escritas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. As provas escritas estão previstas para o dia 2 de junho de 2019. Os aprovados em todas as etapas do exame de admissão e selecionados pela Junta Especial de Avaliação (JEA) deverão se apresentar na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), no dia 12 de janeiro de 2020, para habilitação à matrícula no curso que terá duração aproximada de dois anos. Após a conclusão do curso com aproveitamento, o aluno será promovido à graduação de Terceiro-Sargento e será distribuído e classificado em alguma das Organizações Militares do Comando da Aeronáutica, localizadas em todo o território nacional, de acordo com a necessidade da administração. Informações sobre CFS-EEAR: Clique aqui 

Concurso para Estágio de Sargentos Técnicos

Inscrições até 12/02/2019

Estão abertas, até o dia 12 de fevereiro de 2019, as inscrições de técnicos para o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento da Aeronáutica (EAGS) para ingresso em janeiro de 2020. Para se inscrever basta acessar o site ingresso.eear.aer.mil.br. A taxa de inscrição é de R$ 60,00. As vagas são destinadas a candidatos de ambos os sexos, que atendam às condições e às normas estabelecidas nas Instruções Específicas.

Saiba mais: Blog do NINJA de 22/01/2019

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Carreiras na Aviação

EMCA faz aula inaugural de ano letivo com 81 alunos
O ano letivo da EMCA – Escola Municipal de Ciências Aeronáuticas, em Taubaté (SP), começou ontem, 23 de janeiro de 2019, com uma palestra como aula inaugural, para alunos de três cursos de manutenção aeronáutica. O evento no hangar da escola teve recepção aos novos alunos pelo diretor técnico José Fernando de Lacerda Machado dizendo em sua saudação que a aviação civil é um sistema vital para o Brasil e que sem ela o país de dimensões continentais seria obstruído. Ele ressaltou a importância dos mecânicos de manutenção de aeronaves, cujo efetivo nacional chega a 9.600 profissionais. Relatou ainda que a EMCA já formou, em 13 anos de existência, mais de 600 mecânicos, dos quais 71% estão empregados em diversos segmentos da aviação. Em seguida, apresentou a equipe de professores. Para a solenidade de abertura do ano de instrução estiveram presentes o comandante da EEAR – Escola de Especialistas de Aeronáutica, Brigadeiro do Ar Valdir Eduardo Tuckumantel Codinhoto, integrantes da Aviação do Exército, representantes da USP-Lorena e Aeroclube Regional de Taubaté e de outras entidades relacionadas à aviação e pais de alunos. Alunos com as três melhores notas do processo seletivo receberam medalhas. Eles fazem parte do grupo de 81 novos estudantes de turmas das especialidades de Célula, Grupo Motopropulsor e Aviônica.

O curso é ministrado em dois anos, somando 1440 horas de ensinamentos, cuja estrutura é baseada em grade curricular recomendada pela OACI – Organização da Aviação Civil Internacional. Após a etapa na EMCA, os formandos são submetidos a exames de certificação pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil e ingressam no mercado de trabalho.

Aula inaugural
O professor Moisés Rabelo de Santana proferiu, como primeira aula aos novos alunos, uma palestra versando sobre as características da profissão de mecânico de manutenção de aeronaves, com o objetivo de proporcionar aos novos estudantes valorizarem a atividade do especialista de aviação, como multiplicador de conhecimentos e racionalizador do emprego de materiais. Apresentou os requisitos para a profissão, desde a formação, até o desempenho efetivo nas linhas de trabalho. Ressaltou que do mecânico de aeronaves se requer aperfeiçoamento contínuo e doutrina de manutenção, enfatizando que em aviação só há uma forma de fazer as coisas: a forma correta. Ao final de sua apresentação, Rabelo pontuou aspectos do perfil do profissional de manutenção: superação, persistência, força de vontade, percepção, disciplina intelectual e mente aberta.

Contato:
EMCA - rua Tomé Portes Del Rei, 507, vila São José, Taubaté (SP); telefone (12) 3608-7579; email emcataubate@yahoo.com.br

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Aeronaves

Embraer vende os primeiros Phenom 300E e Praetor 600 no Brasil
A Embraer informou, dia 14 de janeiro de 2019, que realizou as primeiras vendas dos modelos de jatos executivos Phenom 300E e Praetor 600 para o mercado brasileiro. Segundo a empresa, o 1º Phenom 300E foi comercializado no início do ano, enquanto o cliente inaugural do Praetor 600 receberá a aeronave no último trimestre de 2019. Ambos fazem parte da nova frota da Embraer. São considerados uns dos mais avançados aparelhos do mercado de aviação.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Concurso para a FAB

Força Aérea faz concurso para nível técnico
Inscrições até 12/02/19
Estão abertas, até o dia 12 de fevereiro de 2019, as inscrições para o Estágio de Adaptação à Graduação de Sargento da Aeronáutica (EAGS) para ingresso em janeiro de 2020. Para se inscrever basta acessar o site ingresso.eear.aer.mil.br. A taxa de inscrição é de R$ 60,00. As vagas são destinadas a candidatos de ambos os sexos, que atendam às condições e às normas estabelecidas nas Instruções Específicas. O processo seletivo é composto de provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prática da especialidade e demais etapas descritas no anexo C das Instruções Específicas. Os aprovados em todas as etapas do processo seletivo e selecionados pela Junta Especial de Avaliação (JEA), deverão se apresentar na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá (SP), em janeiro de 2020, para habilitação à matrícula no curso, que terá duração de aproximadamente um ano. Após a conclusão do estágio com aproveitamento, o formando será designado e classificado para alguma das organizações do Comando da Aeronáutica, localizadas em todo o território nacional, de acordo com a necessidade da Administração.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

KC-390

Parceria Embraer-Boeing facilitará vendas do cargueiro KC-390
A joint venture de defesa da Embraer com a Boeing usará a alavancagem da empresa americana em relação aos fornecedores para cortar custos de peças e componentes no transporte tático KC-390. A companhia brasileira disse em uma conferência de investidores em 16 de janeiro de 2019 que também vai se apoiar na rede internacional de vendas e marketing da Boeing, bem como na influência geopolítica dos EUA, para expandir as vendas do transporte. “Nos mercados em que os EUA têm uma enorme influência geopolítica, concorremos com a Lockheed Martin nesses mercados”, disse Nelson Salgado, diretor financeiro da Embraer. “Agora, com a parceria com a Boeing, estamos abrindo todos esses mercados, os EUA e os mercados onde os EUA têm influência geopolítica significativa. Com a alavancagem da Boeing na cadeia de suprimentos, teremos grandes possibilidades de reduzir custos no [KC-390] e torná-lo um produto [que seja] mais competitivo também.” O KC-390 é equipado com dois turbofans A25 International Aero Engines V2500 e pode transportar 80 soldados ou 64 paraquedistas. A aeronave é projetada para executar missões como transporte de carga e de tropas, entrega de tropas e cargas aéreas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento e combate a incêndios florestais. Para lançar a nova joint-venture de defesa, a Embraer e a Boeing contribuirão com caixa e ativos, diz Salgado. “O principal ativo com o qual a Embraer vai contribuir é a licença que temos para comercializar o KC-390 em todo o mundo exclusivamente. A propriedade intelectual do KC-390 pertence à Força Aérea Brasileira e ainda pertencerá à Força Aérea Brasileira”, afirma. “Nossa contribuição em dinheiro será algo abaixo de US$ 100 milhões.” A joint venture voltada para a defesa também manterá as instalações de montagem final da Embraer em Melbourne, na Flórida, em Gavião Peixoto, no Brasil, e em Jacksonville, na Flórida. A Embraer diz que também está pesquisando a adição de uma instalação de montagem final para o KC-390 nos EUA. O KC-390 é voltado para o segmento de mercado preenchido pela Lockheed Martin C-130 Hercules, que detém a maior fatia do mercado global de transporte militar em 2018 com 878 aeronaves ativas, ou 21% de participação de mercado, segundo o Flight Fleets Analyzer do FlightGlobal. A Embraer alega que o KC-390 tem o menor custo de ciclo de vida no mercado, bem como as velocidades máximas que ultrapassam o rival do turboélice. A Embraer planeja continuar testando o avião de transporte em 2019, incluindo testes avançados de lançamento aéreo com cargas pesadas, reabastecimento aéreo e operações de pista não pavimentadas. A empresa afirma que a primeira aeronave de produção será entregue à Força Aérea Brasileira no primeiro semestre de 2019. O Flight Fleet Analyzer do FlightGlobal mostra que o serviço tem 27 pedidos firmes.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Especial de Domingo

Do Aeromagia selecionamos e voltamos a publicar conteúdo sobre o genial Joseph Kovacs.
Boa leitura.
Bom domingo!

Do fundo do baú de Joseph Kovacs

Por Ramiro Silveira

No início da década de 80, a PIPER anunciou um novo modelo do CHEYENNE, com maior capacidade de passageiros e carga somadas a um desempenho fenomenal, equipado com turbo-props GARRET TPE 331 no lugar das usuais PRATT & WHITNEY PT-6. As novas turbinas apresentavam uma capacidade termodinâmica excepcional; a potência máxima no nível do mar era limitada pela caixa de redução, de maneira que, à medida que a altitude aumentava (até um certo limite, cerca de 20000 ft), a potência máxima era mantida. Resultado: o avião era muito veloz, chegava a 350 KTAS no FL250 e passava dos 300 KTAS no FL410!

Nesta época, a EMBRAER já se aventurava no mercado da aviação executiva com o XINGU, e a fim de abocanhar mais uma fatia deste mercado, partiu para o estudo de um avião concorrente, com características inovadoras, que só poderia ser fruto da mente brilhante do Joseph Kovacs – muito conhecido por todos por ser o projetista do T-27 Tucano. O novo projeto seria feito a partir de um avião já em produção seriada, mas com maior conforto, maior alcance e mais silencioso.

O próprio XINGU já era feito usando alguns componentes do BANDEIRANTE, do qual herdara a asa com aquele pernicioso (do ponto de vista de arrasto) perfil NACA de 4 dígitos, corroborando a teoria de que um desenvolvimento parcial poderia ser economicamente viável.

O novo avião, bem mais “parrudo” (mais pesado e mais volumoso) que o concorrente, com as mesmas turbinas, não alcançaria os objetivos, mesmo que usando melhor concepção aerodinâmica (como asas supercríticas) ou modernas técnicas construtivas (como materiais compostos), pois seria necessária uma redução drástica (cerca de 10 %) no arrasto global.

Para conseguir desempenho máximo, a ideia era instalar os motores invertidos, posição não adequada para a TPE 331. Assim sendo, optou-se por usar a PT-6, associada a uma pequena turbina (LYCOMING ALF-101) no cone de cauda, que em voo geraria tração extra e ainda poderia ser usada no solo como um APU. Para voos de longo alcance, a ‘turbininha’ seria desligada e as entradas de ar, escamoteáveis, seriam fechadas, para não penalizar com arrasto parasita.

Tendo em vista o patamar em que se encontrava a tecnologia nacional, com o intuito de minimizar riscos, decidiu-se por não usar perfis desenvolvidos dedicadamente para este avião na própria empresa, e então foram escolhidos GAW-2 na raiz e NACA série 6 numa estação intermediária e na ponta, reduzindo de 15 para 9 % de espessura relativa, e com aplicação parcial da modificação B, visando redução da sensibilidade à rugosidade e do Cm.

A meta era desafiadora, muitos e muitos cálculos foram feitos, inclusive com o uso de computadores – um avanço para aquela época – até que se conseguiu otimização da carga alar para cruzeiro sem afetar decolagem e subida.

Kovacs considerou que os resultados do estudo preliminar demonstravam a validade da configuração escolhida. Mas, mesmo assim, como sonhar não era proibido, foi proposto um POC, de construção rápida e com baixo custo, equipado com asas de TUCANO, porém tendo a parte central alargada e ponta aumentada (tipo Horner), visando aumento do alongamento e da sustentação e redução do arrasto.


Com essa situação, Joseph Kovacs escreveu um documento magnífico, a começar pelo título, que ele chamou de “Filosofia de Projeto”.

Digo isso pelo fato dele ter usado de uma forma, pelo menos para mim bastante inusitada, a palavra grega ‘filosofia’, composta pela união das palavras Philos e Sophia, que, através de uma tradução literal, é simplesmente “amizade à sabedoria”.

Por outro lado, a palavra “filosofia” tem um sentido muito mais amplo, como definem os dicionários da língua portuguesa. São definições tão contundentes como estudo geral sobre a “natureza” de todas as coisas e suas relações entre si – que para alguns poderia soar até como prepotência.

É no mínimo interessante vê-lo fazer uso de uma palavra tão fortemente ligada ao ser humano e sua existência, que discute questões tão essenciais como de onde viemos, quem somos e para onde vamos, para descrever sua metodologia de projeto de maravilhosas máquinas voadoras.

É o que tenho a dizer a respeito dessa “filosofia de projeto” de uma aeronave futurista demais para sua época.

Texto: Ramiro Silveira - engenheiro de ensaios em voo na EMBRAER

Fonte: Aeromagia

sábado, 19 de janeiro de 2019

Carreiras na Aviação

Alunos do curso de comissários do Aeroclube de Taubaté visitam a UniAzul
Um grupo de alunos e alunas do curso de comissários de bordo do Aeroclube Regional de Taubaté (SP) visitou ontem, 18 de janeiro de 2019, a Universidade da Azul Linhas Aéreas - UniAzul. O complexo instrucional da empresa fica no distrito industrial de Campinas (SP) e é o local de treinamento de tripulantes, mantenedores e pessoal de aeroporto e de administração. A UniAzul reúne salas de aula e simuladores de aeronaves, além de outras estruturas de suporte educacional.

Foi para conhecer esse complexo da Azul que os alunos do Aeroclube Regional, liderados pelos instrutores Lage e Krysia, se deslocaram de Taubaté até Campinas e tiveram oportunidade de assistir a apresentações sobre os trabalhos desenvolvidos para capacitação e atualização dos funcionários da empresa aérea.

Assim, houve oportunidade para que os alunos vivenciassem o ambiente de uma carreira profissional na aviação.

Inscrições para novo curso
Os alunos do Aeroclube de Taubaté em breve terminarão o curso para se tornarem comissários de bordo em uma companhia aérea e darão lugar a uma nova turma, cujas inscrições estão abertas na secretaria do Aeroclube Regional de Taubaté. As aulas são ministradas aos domingos, na sede da entidade, ao lado da pista de pouso do Comando de Aviação do Exército. Após o curso teórico, os concluintes são submetidos a uma prova de habilitação pela Anac – Agência Nacional de Aviação Civil e, se aprovados, tornam-se aptos para buscarem contratação em uma empresa aérea.

Informações: Aeroclube Regional de Taubaté, (12) 3621-2277 e (12)9-9757-8770

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Museus

Museu de Cabangu é reaberto em Santos Dumont - MG
A casa sede do Museu de Cabangu foi reaberta para visitação, no dia 16 de janeiro de 2019, em Santos Dumont (MG). O local havia sido fechado pela fundação administradora, por conta da falta de repasses de verbas por parte da Prefeitura. A reabertura ocorreu após uma reunião que selou um acordo entre as partes. A Prefeitura realizará um repasse no valor de R$ 84 mil referente à dívida do convênio com a fundação e se comprometeu a pagar de forma parcelada o restante da dívida de cerca de R$ 160 mil. De acordo com o presidente da Fundação Casa de Cabangu, Tomás Castello Branco, a reunião realizada no dia 15 foi produtiva e garantiu que a casa possa funcionar em sua plenitude. “Acredito que teremos um excelente ano em 2019. Fizemos na reunião alguns acordos de cooperação que nos trarão a possibilidade de criar novos projetos e atrair recursos para o desenvolvimento e expansão do museu”, declarou. Segundo Castello Branco, a casa sede do Museu de Cabangu fica aberta para visitação todos os dias, incluindo finais de semana e feriados, a partir das 8h até as 17h.

Fechamento
A casa sede do Museu de Cabangu, em Santos Dumont, foi fechada para visitação na segunda anterior. A Prefeitura revelou a intenção de assumir a administração do local e marcou uma reunião com representantes da fundação para terça. Quando anunciou o fechamento, o presidente da fundação afirmou que o acervo composto de móveis, documentos e vestimentas originais do Pai da Aviação permaneceria na sede sob a guarda da Fundação. Ele explicou ainda que apesar do fechamento da casa, o parque também permaneceria aberto aos visitantes porque a segurança é feita pela Aeronáutica, por meio da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar).

Crise desde 2018
O local ficou fechado por uma semana em fevereiro de 2018, mas voltou a funcionar após pagamento da dívida. Pelo acordo entre a Fundação e o Município, até janeiro de 2019, a Prefeitura deveria pagar R$ 100 mil à administração do Museu. No vídeo que divulgou nas redes sociais, Tomás Castello Branco destacou o fechamento e considerou que todas as medidas possíveis foram adotadas - inclusive a campanha #SomosTodosMuseuCabangu - mas não trouxeram o resultado necessário. A assessoria da Prefeitura confirmou o atraso do repasse desde julho, mas, por se tratar de uma subvenção, não é obrigada a realizá-los quando não houver dinheiro em caixa. Com a dívida do Estado com o Município em cerca de R$ 13 milhões, o Executivo optou por priorizar serviços essenciais, como o repasse ao hospital e folha de pagamento. Ainda de acordo com a assessoria, até fevereiro os valores serão repassados à fundação. 

Acervo
A instituição foi inaugurada em 1973, em comemoração ao centenário de aniversário de Santos Dumont. No museu há móveis, documentos e vestimentas originais do Pai da Aviação, que atraem turistas há anos. A manutenção do espaço também está prejudicada. O forro de esteira de bambu apresenta goteiras e o piso original de madeira está desgastado, além da parte elétrica do imóvel, que também precisa de reparos. Em setembro de 2017, a Prefeitura de Santos Dumont anunciou a criação de um projeto para restauração do Museu e avaliou que o custo seria de aproximadamente R$ 12 milhões. O plano foi dividido em seis eixos principais de reformas e restaurações, que envolvem a sede principal, os pavilhões e os jardins. Como não tinha dinheiro em caixa, o Executivo enviou a avaliação para o Ministério da Integração Nacional.

Fonte: G1

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

ITA

Professor Cláudio Jorge é empossado como reitor do ITA
O professor Cláudio Jorge Pinto Alves foi empossado reitor do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos (SP). Até então, Alves exercia o cargo de vice-reitor da instituição. A cerimônia de posse ocorreu no dia 10 de janeiro de 2019. Ele substituiu Anderson Ribeiro Correia no cargo, que foi nomeado presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Já o cargo de vice-reitor será ocupado por Carlos Henrique Costa Ribeiro, que estava à frente da pró-reitoria de graduação.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Embraer/Boeing

Marcos Pontes: fusão de Embraer e Boeing preserva interesses do país
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, disse que o acordo de fusão entre as empresas Embraer, nacional, e Boeing, dos Estados Unidos, “preserva tudo o que nos interessa em termos de país”. Pontes explicou que as condições têm sido estudadas pela equipe da Força Aérea Brasileira. “Acredito que vai ser uma ótima oportunidade para o país, preservando tudo que precisamos preservar, os funcionários, a nossa tecnologia, as empresas daqui e melhorando as possibilidades e oportunidades para a Embraer”, disse. O acordo foi apresentado ao presidente Jair Bolsonaro, que afirmou que o governo federal não vai se opor à fusão, pois não fere a soberania nacional e os interesses do país. O governo brasileiro detém a chamada “ação de ouro” (ou “golden share”, como é conhecida), que dá poder de veto a esse tipo de negociação. O acordo em andamento entre as duas companhias prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, no termo do mercado, na qual a Boeing teria 80% e a Embraer, 20%. Caberia à Boeing a atividade comercial, não absorvendo as atividades relacionadas a aeronaves para segurança nacional e jatos executivos, que continuariam somente com a Embraer.

Viagem a Israel
Pontes afirmou ainda que sua viagem a Israel deve ocorrer até o final deste mês. De acordo com o ministro, além de dessalinização, a equipe brasileira vai tratar de outras pautas na área de espaço e inovações. “Vai ser uma viagem bem aproveitada”, disse. Durante a visita ao país, dia 29 de janeiro, Pontes participará da homenagem ao astronauta Ilan Ramon. Os dois foram colegas de turma no período em que Pontes passou na Nasa. Ramon foi o primeiro astronauta israelense e morreu no acidente da nave Columbia, que se desintegrou na atmosfera, em fevereiro de 2003.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Espaço

Ministro buscará recursos para o Programa Espacial
A Agência Espacial Brasileira não tem tido o sucesso que poderia ter por causa da falta de investimento no setor, nos últimos anos. A opinião é do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Em entrevista ao site do Planalto, ele disse que pretende buscar mais recursos para o Programa Espacial Brasileiro. O ministro também citou três prioridades para sua gestão: a criação - junto com outros ministérios - de uma ferramenta de suporte técnico para desenvolvimento de sistemas para dessalinização de água, a ampliação da internet banda larga para áreas remotas do país e o ensino de ciência e tecnologia nas escolas de nível fundamental e médio. O ministro falou ainda do papel da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa pública de incentivo a estudos e projetos científicos. Disse que a ideia é abrir para parcerias com o setor privado para auxiliar e financiar novas ideias na área de pesquisa. Segundo Marcos Pontes, a intenção é criar um ambiente de negócios propícios para as empresas do país que trabalhem com tecnologia.

Fonte: Rádio Agência Nacional

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Museus

Um dia no Museu do Ar, em Le Bourget, Paris
O  Museu  do  Ar  e  do  Espaço,  no aeroporto de Le Bourget, ao norte de Paris, é um dos mais antigos do mundo e foi inaugurado em 1919. Ocupa mais de 150 mil metros quadrados. Seu acervo contempla mais de 19 mil itens, incluindo 150 aeronaves. Lá estão em exibição espaçonaves, o protótipo do avião comercial supersônico Concorde e foguetes.

Visita
Em visita ao Museu de Le Bourget, em 13 de janeiro de 2019, o piloto Tiago Rizzi, presidente do Aeroclube de Ubatuba e voluntário do NINJA - Núcleo Infantojuvenil de Aviação, compartilha imagens que mostram exemplos da espetacular coleção de aviões de todos os tempos do museu, no qual a entrada para visita é grátis e o visitante contribui com a quantia que quiser.

domingo, 13 de janeiro de 2019

Especial de Domingo

Voltamos a publicar conteúdo sobre o pioneiro avião São Paulo e seu genial inventor, Dimitri Sensaud de Lavaud.
Boa leitura.
Bom domingo!

O AVIÃO SÃO PAULO

Dimitri Sensaud de Lavaud (1882-1947) inventor e engenheiro de ascendência francesa, nascido na Espanha, naturalizado brasileiro, construiu o primeiro avião nacional. Filho do casamento de um francês com uma russa, antes de se mudar para o Brasil, viveu na Suíça, Turquia e Grécia. Em Osasco desde 1898, a família Lavaud se instalou no chalé Bricola, construído menos de uma década antes pelo banqueiro Giovanni Bricola, no alto de um morro em uma área então distante do centro urbano. Esta residência, onde hoje está instalado o museu “Dimitri Sensaud de Lavaud”, nos remete a um passado que a glorifica.É um casarão muito luxuoso para a época. A memória do primeiro proprietário está presente nas portas de entrada e nas janelas que dão para o fundo do casarão com as iniciais do seu nome em metal. Giovanni Bricola residia em São Paulo e o utilizava como casa de campo. Na época de sua inauguração era cercado de árvores frutíferas entre elas muitas pereiras, que perduraram até o início dos anos sessenta.


A família Sensaud de Lavaud foi a segunda a residir ali, onde Dimitri se dedicou ao ambicioso projeto de construção de um avião. Seu pai comprou uma olaria e, em seguida, tornou-se sócio de indústrias de cerâmica da região.

Ainda adolescente, Dimitri Lavaud já se dedicava a leitura de livros técnicos, construir barcos a vela e a jogar xadrez.
Em 1903 casa-se com a brasileira Bertha Rachoud.
Aos 26 anos, iniciou os projetos e cálculos para a realização de seu sonho: projetar e construir um avião. O aeroplano São Paulo, cujo esqueleto media 10,2 metros de comprimento por 10 metros de envergadura, ficou pronto em fins de 1909, e todas as suas peças foram feitas no Brasil.

"Ele era nosso Thomas Edison, um homem fantástico", compara o engenheiro civil Pierre Arthur Camps, citando o célebre inventor norte-americano. Camps, cujo avô era irmão da sogra de Lavaud, sempre foi um admirador da história do aviador. Em 2007, construiu uma réplica do São Paulo, doada ao Museu Asas de Um Sonho, mantido pela companhia aérea TAM na cidade de São Carlos, interior do Estado de São Paulo. "Levei um ano para construir o avião, com base em desenhos da época" , recorda-se. "Precisei reprojetá-lo."


Dimitri Sensaud de Lavaud era aficionado por engenharia mecânica e encomendara na Europa dezenas de publicações científicas. Muito curioso, Dimitri pesquisava tudo sobre aviação. É provável que tenha conhecido Santos Dumont, pois Victor Brecheret tinha uma casa no bairro de São Francisco, que faz divisa com Osasco, onde recebera a visita de Dumont. Em Osasco, naquela época, havia muitas chácaras. Os modernistas, Oswald e Mario de Andrade e Tarsila do Amaral, frequentemente passavam os finais de semana no bairro paulistano.

Dimitri já era casado quando em 1909, carregando seus rascunhos, se dirigiu à oficina Graiy Martins, que se localizava em frente à estação Júlio Prestes, em São Paulo. Procurava um mecânico habilidoso, capaz de transportar para o metal o seu projeto do motor. Indicaram-lhe Augusto Fonseca, um mecânico experiente, mas como este cobrou muito caro pelo trabalho, ele acertou com Lourenço Pellegatti, um jovem de dezessete anos que, apesar da pouca idade, já se destacava como um bom profissional.

No domingo seguinte, Pellegatti, que morava na Lapa, foi de bicicleta ao chalé onde moravam os pais do amigo. E, já naquele domingo, os dois se entregaram de corpo e alma à construção do avião. Era tanto o entusiasmo que o jovem mecânico não voltou para casa, deixando os pais apreensivos. Dias depois, seu irmão mais velho o localizava em Osasco, tão preocupado com os rumos da construção do avião que não se dera conta da preocupação que seu desaparecimento provocaria nos familiares.

O inventor continuava seus estudos e, muitas vezes, acordava o mecânico em plena madrugada, para mostrar-lhe alguma nova descoberta no projeto em andamento. Quando Pellegatti discordava dele, ofendia-o, com o carregado sotaque francês que adquirira em família. Mas, logo depois, pedia desculpas ao reconhecer que o amigo mecânico estava com a razão.

O comendador Evaristhe Sensaud de Lavaud, pai de Dimitri, possuía uma oficina mecânica muito bem montada, na Cerâmica Osasco, de sua propriedade. No entanto, as peças requeriam a utilização de tornos muito delicados, que não existiam em sua oficina. Para isso, o inventor recorreu à oficina de reparos de papelão Sturlini–Matarazzo, localizada na Rua da Carteira, em Osasco, assim denominada porque na época ali se fabricavam carteiras. Atualmente, essa rua se chama Narciso Sturlini.

Ali realizou a maior parte do trabalho. Depois os dois se transferiram para a “Garagens Reunidas”, na Rua Florêncio de Abreu, centro de São Paulo, onde concluíram a construção do aparelho.A montagem final aconteceu em Osasco.


Dimitri e Pellegatti realizaram algumas experiências com o motor, mas foram todas frustradas. Desiludidos, abandonaram o projeto por mais de um mês. Algumas peças dos cilindros eram muito delicadas e precisaram ser substituídas para que o motor funcionasse de forma satisfatória. Durante vários dias, novos testes e, depois de um trabalho exaustivo tanto na colocação como na regulagem dessas peças, conseguiram alguns resultados positivos.

No dia três de janeiro de 1910, Sensaud de Lavaud, Lourenço Pellegatti e outros auxiliares que, entusiasmados, haviam se associado aos dois naquela tarefa, viram finalmente o motor funcionar ininterruptamente por duas horas.


Finalmente, em 7 de janeiro, o piloto Dimitri Sensaud de Lavaud, calmo e sorridente, dá sinal para que as pessoas se afastem, deixando o caminho livre para sua passagem. Partindo muito rápido, o avião levanta voo. Deslizando 70 metros sobre o terreno da rampa, que atualmente dá visão para a Avenida João Batista, Dimitri chega a uma altura de 3 a 4 metros do chão. Percorreu cerca de 105 metros em 6 segundos e 18 décimos.De repente o motor parou, o que causou uma aterrissagem brusca, danificando as rodas dianteiras. Dimitri, que nada sofreu, sai do avião indignado, mesmo enquanto o público o aclamava.Tentando explicar ao público que pretendia ter voado mais de 10 segundos, acabou falando com ele mesmo já que as pessoas não deram ouvidos. Não era para menos, afinal, naquele instante, tornava-se o primeiro piloto do continente sul-americano a levantar voo numa máquina mais pesada do que o ar, construída com projeto, mão de obra e matéria-prima totalmente brasileiras.

No dia seguinte, a história foi contada pelo O Estado de São Paulo, sem economia de adjetivos, e a foto do aviador ficou exposta na vitrine da sede do jornal.


Assim, foi inaugurada a aviação em toda a América do Sul e Dimitri mostrou que sonhos poderiam se transformar em realidade. Ele iria tentar mais três voos no Brasil com duas aeronaves diferentes – sem sucesso. Uma invenção casual, no entanto, transformou sua vida. Ao tentar consertar o primeiro avião, num golpe de sorte, Lavaud descobriu uma forma de fabricar tubos em larga escala. A invenção foi patenteada, e ele criou a Companhia Brasileira de Metalurgia.

Em 1916, trocou o Brasil pelo Canadá. Na década de 20, mudou-se para a França - onde se estabeleceu até a sua morte, em 1947.

Durante a Segunda Guerra Mundial, chegou a ser preso, a mando dos alemães, para que contribuísse com conhecimento tecnológico. A embaixada brasileira na França atuou por sua libertação.


Além de aviador, Dimitri foi um inventor prolífico e um personagem importante do Século XX. Com mais de mil patentes registradas, ele revolucionou a indústria mundial de tubos metálicos e trouxe inovações para outras áreas, como a automobilística e a própria indústria da aviação. Em Paris, ele fabricou o Sensaud de Lavaud, um carro com câmbio automático, invenção que só iria se popularizar nos automóveis em fins do Século XX.


Fontes: www.estadao.com.br / Museu TAM

Pesquise: Biblioteca NINJA 1910 - O primeiro voo do Brasil

Incaer/Efemérides: http://www2.fab.mil.br/incaer/index.php/efemerides#janeiro

Visite: www.primeirovoodobrasil.blogspot.com

sábado, 12 de janeiro de 2019

Embraer/Boeing

Conselho ratifica parceria da Embraer com a Boeing
O Conselho de Administração da Embraer ratificou ontem, sexta-feira, 11 de dezembro de 2019, a aprovação prévia dos termos da parceria com a Boeing. A notícia veio um dia depois do aval do presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao negócio entre a empresa joseense e a companhia norte-americana. Esse era o próximo passo para o andamento do acordo. Agora, o projeto de parceria será submetido à aprovação de acionistas e autoridades regulatórias, além de "outras condições pertinentes à conclusão de uma transação deste tipo", diz nota enviada pelas duas empresas. O acordo prevê a criação de uma nova companhia, uma joint venture, na qual a Boeing teria 80% e a Embraer ficaria com 20%. O negócio envolve a aviação comercial da empresa com sede em São José dos Campos, avaliada em mais de US$ 4,75 bilhões. Logo após a notícia do aval da presidência, a Embraer disse também que um segundo acordo promoverá e desenvolverá novos mercados para o avião KC-390. Nesta nova proposta, a Embraer terá 51% de participação e a Boeing nos 49% restantes.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Ajuda Humanitária

FAB transporta imigrantes venezuelanos para o interior do Brasil
Foram retomadas, no dia 07 de janeiro de 2019, as ações da Operação Acolhida, levando 87 pessoas para abrigos em Aracaju (SE) e Guarulhos (SP). O grupo será transportado em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Em parceria com a Casa Civil da Presidência da República e organizações não-governamentais, as Forças Armadas se dedicam a levar imigrantes venezuelanos que estão vivendo em Roraima, em fuga da Venezuela, para outros estados do País.

Processo
Ao todo, 3.271 venezuelanos já passaram pela interiorização em 29 cidades de 13 estados. Enquanto isso, em Pacairama e Boa Vista, em Roraima, porta de entrada desses imigrantes, 5,7 mil venezuelanos estão distribuídos em 13 abrigos. O processo de interiorização dos imigrantes começou em abril do ano passado. Com a medida, os imigrantes recebem vacinas e também uma carteira de trabalho. A ideia é que eles consigam se inserir no mercado no novo estado.

Fonte: Ministério da Defesa

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Busca e Salvamento

FAB faz acordo com órgão argentino para apoio em busca e salvamento
O ano de 2019 inicia com um novo acordo operacional entre a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Empresa Argentina de Navegação Aérea (EANA) para missões de busca e salvamento. A carta foi assinada no mês passado, durante reunião no Centro Operacional Integrado (COI) do Segundo Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA II), em Curitiba (PR), com membros do Centros de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW) e de Ezeiza (RCC-EZ), na Argentina. Durante dois dias, foram trocadas informações sobre o funcionamento das atividades de Busca e Salvamento (SAR) dos dois países, que já tinham um compromisso com objetivo de apoio mútuo. As missões SAR na Argentina, até fevereiro deste ano, eram coordenadas pela Força Aérea daquele país, que passou à responsabilidade da EANA. Por este motivo, uma nova Carta de Acordo Operacional entre os dois ARCCs foi necessária, objetivo principal do encontro em Curitiba. Após as apresentações, que relataram o modo de operação e as particularidades de cada ARCC, foi assinado o acordo pelo Chefe da Seção de Coordenação e Controle de Busca e Salvamento do Departamento do Controle do Espaço Áereo (DECEA), Capitão Michell Iorio Boareto, e pelo Gerente de Busca e Salvamento da EANA, Roberto Julius Gomes. "Esse acordo visa dar celeridade às missões de busca e salvamento que porventura venham a ocorrer e que necessitem de um apoio mútuo, o que demonstra a preocupação de ambos os países com a salvaguarda da vida humana", justifica o Capitão Boareto. "Essa interação e esse acordo nos municiam para missões SAR na área limítrofe entre os dois países, pois, assim, conhecemos a capacidade de cada um. Daí podemos utilizar o melhor vetor, a aeronave mais adequada", fundamenta o Capitão Boareto. Para o gerente SAR da EANA, o benefício do compromisso é o intercâmbio de experiências em busca e salvamento, principalmente a possibilidade de receber instruções em cursos realizados pelo DECEA nessa área. Um exemplo da importância da parceria num Acordo Operacional, foi o apoio dado pelo Brasil na busca pelo submarino argentino ARA San Juan, desaparecido em 2017 no Atlântico Sul. O Brasil, por meio da FAB, enviou aeronaves para auxiliar na varredura magnética e em buscas visuais durante aquela missão.

Fonte: FAB

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Datas Especiais

9 de Janeiro - Dia do Astronauta
Comemorando a data, Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro e o primeiro astronauta profissional do Hemisfério Sul, deixa-nos algumas mensagens muito especiais:

Quando eu era criança, costumava dizer que queria ser piloto. Astronauta era parte do meu sonho, mas com um segundo passo. O que eu mais ouvia eram piadinhas, conselhos e razões para eu desistir daquela ideia. O apoio veio de casa, dos meus pais, e da escola, dos meus professores. E eles estavam certos. Eu acreditei neles e realizei meu sonho. Uma mensagem para os pais e os professores: "Incentivem e acreditem nos seus filhos e alunos!". Mensagem para você, jovem: "Acredite em você! Não deixe que ninguém, especialmente você mesmo, destrua seu sonho!".

Saiba mais: Blog do NINJA – Núcleo Infantojuvenil de Aviação de 28/06/2011, 07/06/2011 e 29/03/2012

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Aeroportos

Investimentos em infraestrutura contemplam 12 aeroportos
O presidente Jair Bolsonaro informou, dia 03 de janeiro de 2019, que 12 aeroportos estarão no pacote de investimentos que atrairão R$ 7 bilhões para a melhoria de infraestrutura do país. A fala do presidente já foi ressaltada pelo novo Ministro da Infraestrutura, que citou uma série de concessões dr aeroportos. 

Nav Brasil
Além disso foi criada a NAV Brasil, que absorverá uma parte da Infraero, relativa ao tráfego aéreo. A NAV Brasil está vinculada ao Ministério da Defesa, por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo. "Rapidamente atrairemos investimentos iniciais em torno de 7 bilhões de reais, com concessões de ferrovia, 12 aeroportos e 4 terminais portuários. Com a confiança do investidor sob condições favoráveis à população resgataremos o desenvolvimento inicial da infraestrutura do Brasil", disse Bolsonaro em mensagem no twitter. Os R$ 7 bilhões são referentes aos investimentos, mas nas concessões de março o governo deve levantar mais de 4,5 Bilhões de reais.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Sesquicentenário Gastão Madeira

Os 150 anos do nascimento do pioneiro da aviação Gastão Madeira serão lembrados com livro, modelo de balão dirigível e atividades culturais
Neste ano de 2019 faz 150 anos do nascimento de Gastão Madeira. As referências ao Sesquicentenário resgatam os feitos do inventor ubatubense e pioneiro da navegação aérea, por seus estudos e projetos de balão dirigível e aeroplano, além de outros sistemas de uso geral. No âmbito do Colégio Dominique, em Ubatuba – SP, por meio do Núcleo Infantojuvenil de Aviação – NINJA, haverá atividades ao longo do ano como: O lançamento do livro “Voando além do tempo: o pensar de Gastão Madeira”; Apresentação ao público de um inédito modelo do balão dirigível patenteado em 1890 por Gastão; Atividades de cultura aeronáutica para crianças e jovens na Sala Gastão Madeira, sede do NINJA; Exposição dos desenhos de Gastão Madeira, com os quais ilustrou sua teoria de voo, a partir de estudos a respeito do voo dos pássaros.

Dirigibilidade dos balões
Gastão Galhardo Madeira nasceu em 20 de junho de 1869, na cidade de Ubatuba (SP). Ainda muito jovem propôs uma teoria de voo baseada no deslocamento dos pássaros, sugerindo a alteração do centro de gravidade dos aeróstatos. Ao sugerir esse deslocamento do CG, postou-se como o solucionador da dirigibilidade dos balões, fundamento aplicado ao seu projeto de dirigível, em 1890. O mesmo princípio foi empregado por Santos Dumont, em 1901, para contornar a torre Eiffel com seu balão número 6. Em 1911, o inventor ubatubense idealizou o Aviplano, uma máquina voadora que teria a vantagem de diminuir a incidência de acidentes, ao descer vagarosa e controladamente, em caso de parada do motor ou perda da hélice, fatos corriqueiros naqueles primeiros anos da aviação. Na França, Gastão Madeira estudou para aperfeiçoar suas concepções aeronáuticas e patenteou, entre outras invenções, um estabilizador automático para aviões, para controle em caso de parada de motor, algo semelhante ao que propôs para o Aviplano. No ano de 1927, Gastão Madeira foi reconhecido como Pioneiro da Navegação Aérea.

O livro
Gastão Madeira
“Voando além do tempo: o pensar de Gastão Madeira”, com pré-lançamento em fevereiro de 2019, é um livro que resgata integralmente a teoria de voo idealizada, em 1890, por Gastão Madeira com base no voo das aves, além de abordar seus inventos, como um balão dirigível, um aeroplano chamado “Aviplano” - cuja principal característica seria evitar acidentes, ao planar suavemente em caso de pane – e outros inventos de uso geral e na aeronáutica. Com 200 páginas, a publicação tem por objetivo resgatar a importância do pensamento de Gastão Madeira para a história da aviação, aglutinando informações acerca do trabalho do inventor, com o noticiário de sua época abordando suas invenções, sua teoria de voo e as patentes concedidas no Brasil e na França, com o detalhamento técnico dos seus aparelhos. O livro se encerra mostrando o trabalho de construção de um inédito modelo em escala do balão dirigível concebido por Madeira, no ano de 1890.

Ninja-Brasil: versão para a web

domingo, 6 de janeiro de 2019

Especial de Domingo

Como estímulo às mulheres que miram uma carreiras na aviação, saiba mais sobre Carla Alexandre Borges, piloto militar da Força Aérea Brasileira.
Boa leitura.
Bom domingo!

A trajetória da capitão Carla, piloto do avião presidencial

As redes sociais repercutem o fato da Força Aérea Brasileira (FAB) ter escalado uma mulher para pilotar o avião presidencial, batizado de “Santos Dumont”, como se a notícia fosse recente. Mas a capitão aviadora Carla Alexandre Borges, 35, já exerce, desde 2016, a função, na gestão do presidente Michel Temer. Agora, com Jair Bolsonaro, ela permanecerá servindo no Esquadrão GTE (Grupo de Transporte Especial), em Brasília.

Piloto de caça
Carla Borges já é bem conhecida da mídia por outra proeza: foi a primeira mulher a pilotar um caça da Força Aérea, no Esquadrão Escorpião, em Boa Vista (RR), onde se utiliza o Super Tucano A-29 em missões de patrulhamento das fronteiras. “Diversas pessoas, ainda hoje, surpreendem-se em saber que existem mulheres pilotos, especialmente na aviação de caça”, diz ela. A aviadora já voou também o caça A-1. Carla transformou o sonho de criança em realidade ao se tornar umas das primeiras pilotos de caça do Brasil. No ano em que estava prestando vestibular para Engenharia no IME e no ITA, a AFA abriu concurso para mulheres na aviação. A vida militar era algo novo e a então Cadete Carla sabia que enfrentaria provações e obstáculos. “A distância da família e dos amigos, noites em claro estudando e poucos momentos de lazer foram sacrifícios necessários. Ser piloto da FAB, em especial de caça, foi o coroamento de uma vida de desafios. Não me imagino em nenhuma outra profissão, nem realizando qualquer outro tipo de trabalho. Digo com convicção que valeu a pena cada segundo”, diz a militar.

Com serenidade, ela minimiza: “Provamos que temos as mesmas capacidades de qualquer outro piloto e nos dedicamos da mesma forma. Hoje, somos vistas não como mulheres aviadoras, mas sim como pilotos militares, prontas para cumprir com excelência as missões que nos forem determinadas”, complementa. Atualmente, a FAB possui pilotos mulheres nos mais diversos tipos de aviação militar.

Mulheres na FAB
Há 35 anos, a Força Aérea Brasileira (FAB) abriu as portas para o ingresso de mulheres em diversas especialidades. A instituição vem aumentando, desde 1982, o número de representantes do sexo feminino – atualmente com mais de 10 mil militares – totalizando 16% do efetivo da Força. Na FAB, elas já alcançaram o posto de coronel e hoje ocupam cargos desde a área administrativa até a operacional, ajudando a garantir no céu brasileiro a soberania do País. Era 1982 quando elas, pela primeira vez, vestiram a farda azul. Minas Gerais e Rio de Janeiro foram palco desse marco na história da FAB. Foi por meio do Quadro Feminino que as mulheres ingressaram na instituição. Em Belo Horizonte, elas se tornaram sargentos. Já a capital fluminense viu nascer a primeira turma de aspirantes a oficial. De lá para cá, 35 anos se passaram e as formas de ingresso para mulheres só aumentaram. Hoje são mais de 10 mil militares do sexo feminino compondo as fileiras da FAB. São médicas, pedagogas, aviadoras, bibliotecárias, contadoras, dentistas, controladoras de tráfego aéreo, mecânicas. A lista de especialidades é extensa: todas as escolas da Aeronáutica, hoje, recebem mulheres. O pioneirismo, carregado de desafios, fez parte da história de muitas militares da FAB. Agora, elas contam como é a experiência de pertencer a alguns dos principais momentos conquistados pelas mulheres dentro da Força Aérea.


Saiba mais: Blog do NINJA de 25/12/2016 e 15/01/2018

sábado, 5 de janeiro de 2019

FAB

Força Aérea tem novo comandante
Comandantes Bermudez e Rossato
Na presença do Presidente da República, Jair Bolsonaro, e do novo Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, o Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez assumiu o cargo de Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB). A solenidade de passagem de comando aconteceu dia 04 de janeiro de 2019, na Ala 1, em Brasília (DF), e também marcou a despedida do Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato – que esteve à frente da instituição nos últimos quatro anos.

Despedida
Em suas palavras de despedida, o Tenente-Brigadeiro Rossato foi marcado por agradecimentos aos familiares, às demais autoridades que cooperaram com seu comando, aos superiores e aos subordinados. Também destacou aquela que foi sua principal bandeira: o processo de Reestruturação administrativa e operacional da Força. Segundo ele, nos últimos quatro anos, foram tomadas medidas necessárias à pavimentação de um poder aéreo condizente com a estrutura geopolítica brasileira. Ele terminou seu discurso falando sobre futuro e pedindo às pessoas que confiem nas instituições militares brasileiras. "Confiem e apóiem a Força Aérea; confiem e apóiem as instituições militares. Como minhas últimas palavras, a partir de agora, após 50 anos vivendo integralmente dentro da Força Aérea, ela passa a ser uma feliz lembrança, com a certeza que as gerações mais jovens, treinadas e capazes, saberão conduzir com maestria os destinos da Força Aérea Brasileira", disse o Tenente-Brigadeiro Rossato.

Novo comando
O novo Comandante destacou, em seu discurso, a importância da modernização da Força, da incorporação de novas tecnologias, da qualificação do pessoal e reafirmou seu propósito de que o Brasil continuará sempre acima de tudo. Ele disse estar honrado pelo cargo que assumiu e que pretende dar continuidade ao legado de sucesso deixado pelos antecessores. "Que nós possamos defender os objetivos maiores da Aeronáutica, pois são parcelas dos interesses nacionais", afirmou o novo Comandante.

Fonte: FAB / CECOMSAER

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

ITA

Professor é premiado pela Sociedade de Física por estudo de radiação e aplicação em aeronáutica
Professor no Departamento de Física do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), em São José dos Campos (SP), Maurício Pazianotto, 31 anos, foi o ganhador do Prêmio José Leite Lopes de 2018, concedido pela SBF (Sociedade Brasileira de Física). A tese de doutorado “Transporte da radiação cósmica na anomalia magnética do Atlântico Sul e aplicação em aeronáutica”, desenvolvida com bolsa da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo), foi considerada pela SBF a melhor de 2016. Pazianotto recebeu orientação de Brett Vern Carlson, também do ITA, e coorientação de Odair Lelis Gonçalez, do IEAv (Instituto de Estudos Avançados) do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial), ambos sediados em São José dos Campos. “O que fizemos foi modelar o perfil da radiação cósmica na anomalia magnética do Atlântico Sul, que cobre grande parte do nosso continente. Fizemos simulações das radiações primárias e secundárias e as comparamos com medidas colhidas no solo e por aeronaves. Os dados experimentais foram levantados por nós mesmos, em parceria com outros grupos, do país e do exterior, que fazem parte de nossa rede de colaboração”, disse Pazianotto à Agência Fapesp. Por meio dessa pesquisa, foi possível evidenciar que a anomalia magnética do Atlântico Sul influencia a radiação cósmica de forma significativa para altitudes acima de 40 km. Como parte dos resultados, foi possível também mostrar que o nível de radiação incidente nas tripulações em altitudes de voos comerciais poderia exceder o limite recomendado para o público em geral. “Essas partículas podem causar danos nos equipamentos eletrônicos, afetando, por exemplo, o funcionamento dos computadores de bordo e dispositivos eletrônicos das aeronaves. E podem prejudicar também os organismos de tripulantes e passageiros habituais”, disse Pazianotto. O grupo do qual Pazianotto participa, formado por pesquisadores do IEAv e do ITA, é pioneiro no país no campo da dosimetria de radiação cósmica. Como resultado da tese agora premiada, foi desenvolvida a primeira modelagem capaz de realizar simulações do perfil da radiação cósmica desde o nível do solo até 100 quilômetros de altitude, com detalhamentos inéditos e aplicações em dosimetria aeronáutica. “Uma nova pesquisa que iremos desenvolver, em parceria do ITA com o Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, o Instituto de Estudos Avançados, em São José dos Campos, e a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, consiste em coletar amostras de sangue das tripulações para investigar danos genéticos e sua correlação com a dose recebida”, contou Pazianotto. “A primeira fase desse projeto prevê realizar medições em voo em aeronaves militares em latitudes desde equatorial até polares, correlacionar os resultados com nossas simulações e avaliar seus efeitos genotóxicos.”

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Aviação Naval

Marinha recebe mais um helicóptero H225
A Helibras entregou, no dia 27 de dezembro de 2018, o quarto helicóptero H225M do ano à Marinha Brasileira. O modelo ficará baseado em São Pedro da Aldeia (RJ), junto ao Esquadrão HU-2 e é a 34º unidade entregue do Programa H-XBR para as Forças armadas do Brasil. A aeronave – última entrega na versão Básica Plus, será utilizada em missões de Combate, Busca e Resgate (CSAR). Este é o 10º H225M entregue à Marinha do Brasil desde o início do Programa H-XBR, firmado em 2008 com o Ministério da Defesa para aquisição de 50 aeronaves do modelo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Aprendendo com o Lito

QUANTOS AVIÕES TEM NO BRASIL?
Começando 2019 com um vídeo do Lito, do Aviões e Músicas, que descomplica o entendimento da aviação, numa linguagem bem bacana!!

Visite o canal: Aviões e Músicas

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Centenário da EAvM

1919-2019: Cem anos da aviação militar no Brasil
Berço da aviação militar brasileira, o Campo dos Afonsos completou em 2012 um século de história. A vocação para a aviação iniciou em 1912, quando o Aeroclube Brasileiro recebeu da União parte do terreno da “Invernada dos Afonsos”, para que nele fosse construído o aeródromo. No ano seguinte, surgiu ali a primeira escola de aviação do Exército, a Escola Brasileira de Aviação (EBA), criada por uma parceria do Ministério da Guerra com a firma particular de aviação “Gino, Buccelli & Cia”. A escola, inaugurada em 1914, recebeu 60 militares do Exército e da Marinha e contava com instrutores estrangeiros. Poucos meses depois, a escola faliu, em consequência do início da 1ª Guerra Mundial. Ficaram, contudo, os hangares e os aviões para uso do Aeroclube Brasileiro civil, que também desenvolvia ampla atividade aviatória no Campo dos Afonsos, no mesmo período.

Exército
Ao fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Campo dos Afonsos passou a ser, novamente, utilizado pelo Exército Brasileiro em atividades aeronáuticas. Em maio de 1916, o inventor do avião, Alberto Santos Dumont visitou o local e elogiou as instalações. Assim, em 1919, foi criada a Escola de Aviação Militar (EAM), com o apoio da Missão Militar Francesa de Aviação, que preparou aviadores militares e mecânicos para o Exército até a década de 40. O desenvolvimento da Aviação no Brasil encorajou à criação da “Arma de Aviação”, em 1927. Em seguida, Bandeirantes do Ar, com o aviador militar Lysias Augusto Rodrigues, passaram a defender a criação do Ministério do Ar, como um instrumento fundamental de Defesa Nacional. Foi nos Afonsos que o então Major Eduardo Gomes, comandando o Grupo Misto de Aviação e o 1 Regimento de Aviação do Exército, iniciou a trajetória aeronáutica.

Neste Campo, também, a indústria aeronáutica deu os seus primeiros passos e possibilitou o surgimento de talentos da engenharia brasileira, como o então Capitão Antônio Guedes Muniz, projetista do primeiro avião a ser construído em série no Brasil, o M7. O local também foi o berço do Correio Aéreo Nacional (CAN), uma das mais importantes iniciativas de integração do território brasileiro.


É importante destacar que, nos Afonsos, desenvolveu-se parte significativa da história do Ministério da Aeronáutica. A passagem de Comando das Armas de Aviação Naval e de Aviação Militar ocorreu em 1941. A antiga Escola de Aviação Militar foi desativada e, em seu lugar, criou-se a Escola de Aeronáutica, também em 1941, que passou a formar os aviadores militares do país até 1971, quando foi foi transferida para cidade de Pirassununga-SP e passou a denominar-se Academia da Força Aérea (AFA).

EAvM: uma Escola que gerou vários resultados ao longo de 100 anos.
Em 29 de janeiro de 1919, o Exército viria a ocupar definitivamente o Campo dos Afonsos, com a criação da Escola de Aviação Militar (EAM), acompanhando a implementação do Serviço de Aviação do Exército. Era o início de um longo período de desenvolvimento aeronáutico no local, levado a cabo pelo Exército até o ano de 1941. De 1919 a 1941 a evolução da aviação no Brasil esteve sob responsabilidade do Exército Brasileiro cuja modificação e modernização de sua estrutura de ensino sofreram forte influência da Missão Francesa de instrução.

Logo após sua chegada, a Missão Militar de Aviação tratou da fundação de uma Escola de Aviação, para esse feito foi escolhida as antigas instalações da Escola Brasileira de Aviação. Os oitos hangares geminados desta escola havia funcionado por apenas cinco meses e serviram de berço para o novo estabelecimento de ensino, embora a sede da Escola Militar de Aviação e todos os outros departamentos funcionassem, temporariamente, em prédios existentes na Vila Proletária de Marechal Hermes. Aos hangares da Escola Brasileira foi aos poucos sendo acrescidas novas instalações, inclusive hangares franceses de campanha, desenvolvidos durante a guerra de 1914 e, posteriormente, até mesmo a construção do primeiro hangar de concreto armado no Brasil. Em 1941, a Criação do Ministério da Aeronáutica determina a junção das aviações militares de Exército e Marinha, bem como toda a estrutura organizacional e encargos do Departamento de Aeronáutica Civil. Neste contexto, a Escola de Aviação Militar transformava-se na Escola de Aeronáutica.

Texto: Roberto Caiafa