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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 23 de junho de 2019

Especial de Domingo

Hoje, nossa edição especial destaca o tema Segurança Operacional, com conteúdo de Alexandre Saconi, do blog Todos a Bordo.
Boa leitura.
Bom domingo!

O ensinamento das fatalidades para aumento da segurança nas operações aéreas
Na aviação, tudo que sai do planejado vira um aprendizado para a segurança no futuro. No decorrer dos anos, a indústria aeronáutica vem aprendendo e desenvolvendo novos sistemas para garantir que os acidentes não ocorram, assim como novos procedimentos que visam evitar novas tragédias. Segundo Miguel Angelo Rodeguero, diretor de segurança operacional da AOPA Brasil (Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves), "como regra geral, a investigação de qualquer acidente leva a avanços na segurança operacional. Desde alterações operacionais para tripulantes até mudanças em projetos de aeronaves". Também é preciso destacar que uma investigação feita pela Aeronáutica tem como objetivo o aprimoramento da segurança, e não a busca de incriminar algum culpado pelos acidentes ou incidentes. "O que se busca nos dias atuais é entender o que pode acontecer para evitar que acidentes ocorram. O conceito é entender os perigos existentes para mitigar os riscos das situações. Hoje o trabalho em segurança operacional é voltado bastante para a prevenção, antes que incidentes ou acidentes aconteçam", diz Rodeguero. Veja a seguir algumas das mudanças operacionais e inovações em segurança ocasionadas após episódios tristes na aviação:

Desaparecimento do voo MH-370 (14/3/2014)
Histórico: 
O voo MH-370, da Malaysia Airlines, desapareceu sobre o oceano Índico com 239 pessoas a bordo. O Boeing 777 fazia a rota entre Kuala Lumpur (Malásia) e Pequim (China), e até hoje não foram encontradas informações que levam ao paradeiro do avião.
Principal aprendizado:
– A criação de um sistema de rastreamento global por meio de GPS para os aviões, que ainda está sendo implementado.

Queda do voo AF 447 (1º/6/2009)
Histórico:
O voo partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris (França) no dia 31/5/2009 e caiu no oceano Atlântico durante a madrugada. As caixas-pretas foram encontradas apenas dois anos depois, em 1º de maio de 2011. O relatório final apontou uma série de erros como a causa da queda, com destaque para o congelamento do tubo de pitot, uma sonda que capta a pressão do ar e indica a velocidade do avião em relação ao vento.
Principais aprendizados:
– Melhora no sistema de busca e salvamento entre a costa do Brasil e Senegal.
– Troca dos modelos do tubo de pitot dos aviões e melhora da capacidade de descongelamento das sondas.

Queda do voo Germanwings 9525 (24/3/2015)
Histórico:
Um Airbus A320 partiu da Espanha com destino à Alemanha, mas acabou caindo nos Alpes suíços. A queda foi causada intencionalmente pelo copiloto, que já havia sido tratado por apresentar tendências suicidas e não havia comunicado a companhia. Ele aproveitou o momento em que o comandante saiu da cabine de comando, trancou a porta por dentro e iniciou a descida controlada até se chocar contra os Alpes suíços.
Principal aprendizado:
– Diversos órgãos reguladores da aviação pelo mundo passaram a exigir a presença constante de, pelo menos, dois tripulantes na cabine de comando. Caso um dos pilotos precise sair, um(a) comissário(a) deve ficar na cabine com o outro.

Desastre de Tenerife (27/3/1977)
Histórico:
Dois aviões Boeing 747 (um da KLM e outro da Pan AM) colidiram durante a decolagem na ilha espanhola. Um dos aviões começou a acelerar para decolar enquanto outro estava na pista taxiando para aguardar sua vez de partir. Com a forte neblina no local, as pistas de taxiamento estavam bloqueadas, e os pilotos não conseguiam enxergar quase nada a sua frente. Ao todo, 583 pessoas morreram, e esse é considerado o maior desastre aéreo da história.
Principais aprendizados:
– Criação de fraseologia padrão, para evitar confusões durante as comunicações.
– Adoção do inglês como língua internacional da aviação.
– Cotejamento das instruções, que consiste em repetir o que foi dito pelos órgãos de controle do tráfego aéreo para se ter certeza de que a mensagem foi compreendida.

Atentados de 11 de setembro de 2001
Histórico:
Um grupo de terroristas sequestrou quatro aviões com a intenção de atirá-los contra diversos locais nos Estados Unidos no dia 11/9/2001. Dois atingiram as Torres Gêmeas, no World Trade Center, em Nova York. Outro avião atingiu o prédio do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Um quarto avião foi derrubado antes de chegar ao seu destino. Ao todo, estima-se que cerca de 3.000 pessoas morreram e outras 6.000 ficaram feridas no episódio.
Principais aprendizados:
– Proibição de embarque na bagagem de mão com líquidos acima de 100 ml.
– Uma parte dos viajantes deve remover os sapatos em alguns pontos de verificação.
– A maioria dos viajantes deve remover os produtos de higiene pessoal e os laptops das sacolas.
– As portas das cabines de comando passaram a ficar trancadas durante os voos.

Queda do voo Eastern 401 (29/12/1972)
Histórico:
Perto do pouso do voo Eastern 401 em Miami (EUA), a luz que indica que o trem de pouso do Lockheed Tristar estaria baixado não acendeu. Todos na cabine de comando se preocuparam apenas com essa luz, e o piloto automático foi desconectado de maneira que nenhum dos pilotos percebeu. O avião foi descendo devagar até chocar-se com o chão, em uma região pantanosa, o que absorveu parte do impacto. Havia 176 pessoas a bordo, das quais 101 morreram. Curiosidade: Esse acidente deu origem a um livro e um filme, ambos intitulados "O fantasma do voo 401". As obras retratam rumores de que os fantasmas do capitão e do oficial do Eastern 401 foram vistos em outros aviões que utilizaram as peças do avião do voo que caiu, procedimento autorizado à época.
Principais aprendizados:
– Melhora no treinamento dos pilotos para tornar a resolução de problemas na cabine mais ágil.
– Lanterna passou a ser um item obrigatório na cabine de comando, para melhorar a visualização de diversos itens.
– Todos os assentos onde os comissários se sentam passaram a ter cinto de segurança. À época, apenas os bancos virados para a frente da aeronave possuíam o item de segurança.

Queda do voo 52 da Avianca Colômbia (25/1/1990)
Histórico:
O Boeing 707 da Avianca Colômbia que havia partido da Bogotá caiu próximo a Nova York (EUA) sem combustível, porque a tripulação não informou a emergência por dificuldades de entendimento da língua inglesa. Das 158 pessoas a bordo, 73 morreram.
Principal aprendizado:
– Desenvolvimento de cursos de CRM (Cockpit Resources Management, ou Gerenciamento de Recursos de Tripulação), que buscam trabalhar com as pessoas envolvidas na operação, para que os recursos sejam todos utilizados da melhor maneira possível.

Sequestro do voo 305 da Northwest Airlines (24/11/1971)
Histórico:
Um passageiro identificado como Dan Cooper sequestrou um Boeing 727 e deu orientações à tripulação para pousar em Seattle (EUA), abastecer e desembarcar passageiros. Ele ainda exigiu um resgate de US$ 200 mil em valores da época. Decolaram em seguida rumo ao México, com instruções de voar baixo e devagar. Durante o voo, o sequestrador abriu a porta traseira do avião (ainda existente no modelo) e saltou de paraquedas com o dinheiro do resgate. Dan Cooper nunca mais foi encontrado.
Principais aprendizados:
– Incorporação de um dispositivo de segurança no 737, chamada trava Cooper, que impede a abertura em voo da porta traseira naquele modelo.
– Introdução de medidas de segurança amplamente conhecidas hoje, como a identificação dos passageiros e bagagens.

Colisões contra o solo
Histórico:
Diversos acidentes do tipo CFIT (Controled Flight into Terrain, ou colisão com o solo em voo controlado) ocorreram ao longo das décadas, até serem elaborados equipamentos para antecipar este tipo de ocorrência. Os acidentes CFIT ocorrem com o avião em plenas condições de voo. Sem qualquer falha no avião e sem que os pilotos percebam, a aeronave voa em direção ao solo ou a uma montanha, terminando em colisão.
Principal aprendizado:
– Por volta dos anos 1960 e 1970, os aviões passaram a incorporar um equipamento chamado GPWS (Ground Proximity Warning System). Esse equipamento informa a proximidade do avião com o solo, a elevação do terreno ou se há algum obstáculo na trajetória de voo. Hoje em dia, já há sua versão Enhanced (EGPWS), ou seja, aprimorada, que proporcionou uma sensível diminuição nos acidentes tipo CFIT.

Colisões no ar
Histórico:
Apesar da segurança e da distância no voo, ainda é possível ocorrer uma colisão entre dois aviões no ar, mesmo que remotamente. Um exemplo é o ocorrido com voo 1907 da Gol, que caiu na floresta amazônica em 2006 após uma batida com um jato Legacy.
Principal aprendizado:
– Desenvolvimento do TCAS (Trafic Collision and Avoidance System, ou Sistema de Alerta de Tráfego e Evitação de Colisão), equipamento que detecta a proximidade com outro avião e pode determinar qual a atitude que o piloto deve tomar para evitar uma colisão.

Fonte: Alexandre Saconi, no blog Todos a Bordo, via FAB.

sábado, 22 de junho de 2019

Carreiras na Aviação

Escola em Guaratinguetá (SP) forma 141 novos especialistas da Aeronáutica
A formatura dos 141 alunos da 248ª Turma do Curso de Formação de Sargentos (CFS) da Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR) ocorreu, no dia 19 de junho de 2019 em Guaratinguetá (SP). A solenidade foi presidida pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro."É uma profissão de sacrifício, de risco, de entrega e eles merecem a minha continência", declarou o Presidente Jair Bolsonaro.

Primeira colocação
Durante a solenidade, a primeira colocada do CFS, Sargento Ana Carolina Dias, recebeu os prêmios “Honra ao Mérito” do Ministério da Defesa, entregue pela Primeira-Dama do País, Michelle Bolsonaro; o prêmio “Força Aérea Brasileira”, foi entregue pelo Tenente-Brigadeiro Lourenço; e a Medalha Eduardo Gomes de Aplicação e Estudo, imposta pelo Comandante Interino da Aeronáutica. “A emoção foi enorme. Conquistei minha divisa de Terceiro-Sargento com um sorriso no rosto, consciência tranquila e muita vontade de continuar aprendendo e contribuindo para a Força que me acolheu”, comentou a primeira colocada da turma.

Painel
Também foi inaugurado o Painel da Turma na Galeria “Grandes Pintores do Brasil”. A imagem escolhida é a adaptação da fotografia reproduzida pela Sargento Bianca Viol, na Ala 1, em Brasília (DF). "Escolhemos essa foto pela peculiaridade de nosso Esquadrão, que é composto apenas por duas especialidades, Controle de Tráfego Aéreo e Serviço de Guarda e Segurança, sendo representadas, respectivamente, pela torre de controle ao fundo [adaptada à fotografia] e pela tropa em desembarque da aeronave KC-390”, comentou a Aluna Mariana dos Passos Bomfim.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Embraer na Paris Air Show 2019

Espanhola Binter encomenda 2 jatos E195-E2
A Embraer anunciou, dia 18 de junho de 2019, durante a 53ª edição do Paris Air Show International, a assinatura de um contrato com a companhia aérea Binter, da Espanha, para dois jatos E195-E2 adicionais, confirmando os direitos de compra do contrato original, firmado em 2018. A encomenda será incluída na carteira de pedidos da Embraer do segundo trimestre deste ano. A Binter receberá seu primeiro jato E195-E2 no segundo semestre de 2019, tornando-se o primeiro cliente europeu do maior modelo dos E-Jets E2. A companhia aérea configurará as aeronaves com 132 assentos em um confortável leiaute de classe única.

Japonesa Fuji Dream compra dois E-Jet 175
A Embraer também anunciou, na Paris Air Show, a assinatura de um contrato com a japonesa Fuji Dream Airlines (FDA) para dois jatos E175. Os novos E175 da FDA serão configurados em um leiaute de classe única com 84 lugares, com entregas a partir de 2019. A Embraer entregou o primeiro E-Jet, um E170, para a Fuji Dream Airlines em 2009.O E175 é o jato mais vendido da família de E-Jets, com mais de 770 pedidos de companhias aéreas e empresas de leasing em todo o mundo. Desde janeiro de 2013, a Embraer vendeu mais de 585 modelos E175 para companhias aéreas somente na América do Norte, recebendo mais de 80% de todas as encomendas no segmento de jatos de 70-76 lugares.

KLM pretende comprar 35 jatos E195-E2
A Embraer anunciou, dia 19 de junho de 2019, na 53ª edição do Paris Air Show International, a intenção de compra da KLM Cityhopper para até 35 jatos E195-E2, sendo 15 pedidos firmes com direitos de compra para outras 20 aeronaves do mesmo modelo. Essa intenção, que exige um Contrato de Compra, tem um valor de US$ 2,48 bilhões com base nos atuais preços de lista da Embraer, com todos os direitos de compra sendo exercidos. O pedido será adicionado à carteira de pedidos da Embraer assim que o contrato firme for concluído. “Com uma frota de 49 E-Jets, a KLM já é a maior operadora da Embraer na Europa e adicioná-la à família E2 de operadores seria um grande voto de confiança em nosso atendimento pós-venda e no programa E2. A aeronave usa 30% menos combustível por assento em comparação aos atuais E190 da KLM Cityhopper. E, em termos de ruído, a aeronave é a mais silenciosa de sua classe, tanto internamente para os passageiros quanto externamente, por uma margem significativa”, disse John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial. O Presidente e CEO da KLM, Pieter Elbers, disse: “A Embraer tem sido um parceiro fundamental para a KLM e a KLM Cityhopper nos últimos dez anos. Nossos clientes apreciam o E190 e o E175. O E2 seria uma adição bem-vinda à frota da KLM, proporcionando maior flexibilidade de capacidade e ajudando a reduzir custos. Além disso, o ecoeficiente E195-E2 também suporta os nossos objetivos de sustentabilidade com níveis mais baixos de ruído e emissões.”

Serviços de Suporte Embraer na Europa
Na Paris Air Show International 2019, a Embraer anunciou também a assinatura de contratos de manutenção e de componentes com companhias aéreas da Europa, reforçando a confiança dos clientes no suporte de última geração do fabricante para manter a eficiência operacional com a experiência técnica da TechCare. A companhia aérea suíça Helvetic Airways assinou um contrato de pool de serviços para o suporte de quatro jatos E190 recém-adquiridos e a Aurigny Air Services prorrogou seu contrato atual de manutenção de partes para o jato E195 operado pela companhia aérea da ilha de Guernsey, no Canal da Mancha. O programa de suporte a componentes da Embraer contempla o acesso e a manutenção de uma grande lista de peças, incluindo Line Replacement Units (LRU) para motores, e a maior parte dos componentes da fuselagem, além da disponibilidade de uma vasta rede de serviços de reparo. O resultado para as companhias aéreas é uma significativa economia nos custos de reparo e estoque, redução no espaço necessário para armazenamento e eliminação de recursos necessários para gerenciamento de reparos, oferecendo níveis de desempenho garantido.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

Datas Especiais

20 de junho de 2019
Sesquicentenário de GASTÃO MADEIRA
Neste 20 de junho de 2019 comemora-se os 150 anos do nascimento de Gastão Madeira. As referências ao Sesquicentenário propostas pelo Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA) resgatam os feitos do inventor ubatubense e pioneiro da navegação aérea, por seus estudos e projetos de balão dirigível e aeroplano, além de outros sistemas de uso geral.

Pioneiro da Aviação
Gastão Galhardo Madeira nasceu em 20 de junho de 1869, na cidade de Ubatuba (SP). Ainda muito jovem propôs uma teoria de voo baseada no deslocamento dos pássaros, sugerindo a alteração do centro de gravidade dos aeróstatos. Ao sugerir esse deslocamento do CG, postou-se como o solucionador da dirigibilidade dos balões, fundamento aplicado ao seu projeto de dirigível, em 1890. O mesmo princípio foi empregado por Santos Dumont, em 1901, para contornar a torre Eiffel com seu balão número 6. Em 1911, o inventor ubatubense idealizou o Aviplano, uma máquina voadora que teria a vantagem de diminuir a incidência de acidentes, ao descer vagarosa e controladamente, em caso de parada do motor ou perda da hélice, fatos corriqueiros naqueles primeiros anos da aviação. Na França, Gastão Madeira estudou para aperfeiçoar suas concepções aeronáuticas e patenteou, entre outras invenções, um estabilizador automático para aviões, para controle em caso de parada de motor, algo semelhante ao que propôs para o Aviplano. No ano de 1927, Gastão Madeira foi reconhecido como Pioneiro da Navegação Aérea.

Saiba mais:



quarta-feira, 19 de junho de 2019

Embraer na Paris Air Show 2019

Embraer e ELTA desenvolverão "avião-radar" baseado no Praetor 600
A Embraer Defesa & Segurança e a ELTA Systems, subsidiária da Israel Aerospace Industries (IAI), assinaram, no Paris Air Show, dia 18 de junho de 2019, um Acordo de Cooperação Estratégica para desenvolvimento do "avião-radar" P600 AEW (Alerta Aéreo Antecipado), com base no jato Praetor 600. Concebido para atuar em um novo segmento do mercado de AEW, esta aeronave de última geração é baseada na moderna plataforma super midsize do jato executivo Embraer Praetor 600. O sensor primário do P600 AEW é o radar AESA (Digital Active Scanned Array) de 4ª geração da IAI/ELTA com capacidade de IFF integrada. Nessa cooperação, a Embraer fornecerá a plataforma aérea, sistemas de solo, sistemas de comunicações e integração de aeronaves, enquanto a IAI-ELTA fornecerá o radar AEW, SIGINT (inteligência de sinais) e outros sistemas eletrônicos. O P600 AEW abrange o crescente mercado para capacidade aeroembarcadas de inteligência, vigilância e reconhecimento para países que exigem soluções economicamente viáveis, de alto desempenho e flexíveis para missões de defesa e segurança interna. O Praetor 600 é o jato executivo super midsize de melhor desempenho de sua categoria, oferecendo alcance intercontinental com excelente capacidade de carga útil, alta disponibilidade e confiabilidade, curto tempo de retomada de operação e baixo custo de ciclo de vida. Juntamente com a tecnologia de ponta dos sensores da ELTA, a solução P600 AEW oferece os benefícios de sistemas comprovados e avançados e recursos disponibilizados, até agora, apenas em plataformas muito maiores.

Defesa Aérea
O P600 AEW pode fornecer imagens situacionais de aérea integradas e estendidas monitorando a atividade aérea em áreas fora da cobertura dos radares terrestres. Pode executar várias missões, tais como defesa aérea, alerta antecipado, comando e controle, eficiência da frota de combate, defesa territorial e vigilância marítima. Além disso, o P600 AEW pode ser configurado com uma vasta gama de sistemas de sensores de controle para alerta antecipado, incluindo a 4ª geração de radar AEW AESA Digital, IFF civil e militar, ESM/ELINT com capacidade de recepção de ameaças-radar, comando e controle, pacote de comunicação abrangente, incluindo redes de dados e links via satélite, além de um robusto sistema de autoproteção (SPS). Uma solução de comunicações abrangente permite a capacidade de link de dados, bem como a comunicação por satélite para operações além da linha de visada. Também assegura a interoperabilidade com as forças aliadas. O recurso de guerra centrada em rede (NCW) transforma o P600 AEW em um membro de uma rede tática. Um sistema avançado de autoproteção (SPS) realiza a detecção de ameaças potenciais, ativando quaisquer medidas de suporte eletrônico necessárias.

terça-feira, 18 de junho de 2019

150 anos do nascimento de Gastão Madeira


Gastão Madeira, pioneiro da aviação, é homenageado pela Prefeitura de Ubatuba

Mais de 70 pessoas estiveram presentes na cerimônia oficial que marcou os 150 anos de nascimento do inventor ubatubense e pioneiro da aviação, Gastão Galhardo Madeira, realizada ontem, 17 de junho, no Teatro Municipal de Ubatuba. O evento foi organizado pela Prefeitura de Ubatuba, com apoio da Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba (Fundart), Companhia Municipal de Turismo, Fundo Social de Solidariedade e Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA). A cerimônia contou com homenagens ao inventor, a sua neta – a jornalista Cristina Madeira – e aos voluntários do Ninja entregues pelo chefe de Gabinete do Prefeito, Eugênio Zwibelberg e pelo presidente da Fundart, Pedro Paulo Teixeira. Cristina recebeu o certificado de cidadão ilustre (post mortem) concedido pela Prefeitura de Ubatuba a Gastão Madeira pelo seu pioneirismo na Aviação. Ela também recebeu o certificado de hóspede oficial do município. “É uma emoção muito grande poder receber esta homenagem de Ubatuba em nome de meu avô; era um sonho de meu pai que sua memória se perpetuasse e ele tivesse o devido reconhecimento por seus inventos. Agradeço à Prefeitura, ao consórcio Voa São Paulo e a todos que apoiaram a organização deste evento, em especial, aos voluntários do NINJA, do Colégio Dominique e do Instituto Salerno-Chieus, que mantêm viva sua memória”, destacou Cristina.

Após as homenagens, Cesar Rodrigues, voluntário do NINJA, pesquisador da Aviação e autor do livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira, apresentou um panorama da vida e obra do inventor ubatubense. “A partir da observação do voo das aves, Gastão idealizou a dirigibilidade dos balões. Isso no início da década de 1890, quando ninguém falava desse assunto no mundo. Mais tarde, esse conceito foi utilizado por Alberto Santos-Dumont em seu balão Nº 6, com o qual conseguiu contornar a Torre Eiffel”, contou Rodrigues.

Fonte: Prefeitura Municipal de Ubatuba

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sesquicentenário de Gastão Madeira

A Prefeitura de Ubatuba realiza hoje, 17 de junho de 2019, uma cerimônia de comemoração dos 150 anos de nascimento de Gastão Galhardo Madeira (1869-2019), inventor ubatubense e pioneiro da aviação. O evento acontecerá às 19 horas, no Teatro Municipal de Ubatuba (praça Exaltação à Santa Cruz, 22 – Centro) e a entrada é franca. A programação inclui uma palestra do voluntário do NINJA, Cesar Rodrigues, autor do livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira, publicado pelo Instituto Salerno-Chieus. Realizado em parceria com a Comtur, a Fundart e o Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), com a colaboração de Cristina Madeira, neta do inventor, a cerimônia terá, ainda, exposição sobre os principais estudos e inventos de Gastão Madeira.

Saiba mais: Blog do Ninja de 13/6/19; 29/5/19 e 19/4/19.

domingo, 16 de junho de 2019

Especial de Domingo

Confira informações sobre a participação da Embraer na 53ª edição do Paris Air Show International, que começa amanhã, 17 de junho, no aeroporto de Le Bourget.
Boa leitura.
Bom domingo!

Paris Air Show 2019
Embraer prepara participação memorável em Le Bourget
A Embraer planeja uma participação memorável na 53ª edição do Paris Air Show International (www.paris-air-show.com) no ano da celebração dos 50 anos da Companhia, criada em 19 de agosto de 1969. No evento que acontece de 17 a 23 de junho de 2019, no aeroporto de Le Bourget, nos arredores de Paris, na França, a Embraer contará com uma ampla área de exposição que inclui as aeronaves de última geração em demonstração estática e aérea, além de um pavilhão dedicado à história da Embraer ao longo de meio século na indústria da aviação.

Destaques
A Embraer terá como destaques na área de demonstração o novo E195-E2, maior aeronave da segunda geração da família de jatos comerciais da Companhia; a aeronave militar multimissão de transporte e reabastecimento em voo KC-390; a aeronave de treinamento de ataque leve A-29 Super Tucano; e o Praetor 600, o melhor jato executivo da categoria super-midsize já desenvolvido.

Os fatos memoráveis das cinco décadas da Embraer serão relembrados em um pavilhão dedicado a expor informações e imagens dos produtos da Companhia que fizeram história na indústria aeronáutica global. O público que for ao espaço, que ocupa uma área total de 300m², poderá assistir ao vídeo que apresenta, dentro de uma linha do tempo, os momentos mais marcantes da Empresa brasileira, exibido em um painel de LED com 14 metros de largura.

A Embraer estará localizada na área #286 Agenda Todas as coletivas de imprensa da Embraer serão realizadas no estande da companhia nas seguintes datas:

18 de junho, terça-feira 11h – Coletiva de imprensa com o Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial, John Slattery.

19 de junho, quarta-feira 13h – Mesa-redonda sobre inovação e negócios disruptivos com Antonio Campello, Presidente da EmbraerX, e Daniel Moczydlower, Vice-Presidente Executivo de Engenharia e Tecnologia da Embraer.

KC-390
A Embraer levará à 53ª edição do Paris Air Show Internacional o primeiro avião de transporte multimissão KC-390 de produção na configuração que será operada pela Força Aérea Brasileira (FAB). A aeronave, de número 004, participará do principal evento da indústria aeronáutica de 2019, que acontece de 17 a 23 de junho, no aeroporto de Le Bourget, onde realizará demonstrações aéreas nos dois primeiros dias da feira. Em comum acordo com a FAB, o avião retornará ao Brasil após o evento para dar início ao processo de aceitação e entrega.

Multimissão
“A produção da primeira aeronave que será entregue à FAB marca uma importante mudança na dinâmica da Embraer no mercado”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O KC-390 é um avião multimissão que tem despertado grande interesse internacional e o Paris Air Show é o evento ideal para exibir a aeronave na configuração que será operada pela FAB, comprovando sua flexibilidade, desempenho e produtividade superiores”. “A expectativa para a entrada em serviço é enorme pelo fato da aeronave ser um marco na aviação militar, onde sua modernidade trará uma implementação e aperfeiçoamento na doutrina de emprego desse vetor multimissão, contribuindo sobremaneira para o cumprimento da missão da FAB de controlar, defender e integrar”, concluiu o Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez, Comandante da Aeronáutica.

Transporte tático
O Programa KC-390 já alcançou alguns marcos importantes, como o Certificado de Tipo da Agência de Aviação Civil (ANAC), do Brasil, e a produção da primeira aeronave de série, que realizou o primeiro voo em outubro de 2018. A campanha de testes em voo atualmente acumula mais de 2.200 horas de voo. O KC-390 da Embraer é uma aeronave de transporte tático, desenvolvida para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando ao mesmo tempo o menor custo do ciclo de vida do mercado. É capaz de realizar diversas missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, reabastecimento em voo, busca e salvamento e combate a incêndios florestais.

sábado, 15 de junho de 2019

Transporte Aéreo

Empresas internacionais querem voar em rotas domésticas do Brasil
Pelo menos três companhias aéreas dos Estados Unidos e da Europa estão negociando para operar no Brasil. A intenção das empresas internacionais acontece após a mudança na legislação que permitiu a operação no Brasil de empresas com 100% de capital externo. A informação foi confirmada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, dia 10 de junho de 2019. As três empresas se juntam à Air Europa, empresa do grupo Globalis, que pediu registro para entrar no mercado local em maio de 2019. “A Air Europa deve começar a operar efetivamente no final desse segundo semestre”, acrescentou o ministro. Freitas não quis informar quais são as empresas que abriram negociações, alegando questões de mercado. “Essas empresas têm ações na bolsa, têm questões de concorrência, não podemos anunciar ainda”, explicou o ministro.

Texto: Tarciso Morais, em www.renovamidia.com.br

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Correio Aéreo Nacional

FAB celebra o Dia do CAN e da Aviação de Transporte
Comemorando, em 12 de junho de 2019, o Dia do Correio Aéreo Nacional (CAN) e da Aviação de Transporte, a Força Aérea Brasileira (FAB) lançou um vídeo especial. A peça refere-se a uma das mais célebres missões do CAN. No 12 de junho de 1931, os Tenentes Nelson Freire Lavenére Wanderley e Casemiro Montenegro Filho realizaram aquele que foi considerado o primeiro voo do CAN da história. A bordo de um Curtiss Fledgling K-263 saíram do Rio de Janeiro (RJ) e levaram um malote com duas cartas até São Paulo (SP).

quinta-feira, 13 de junho de 2019

Sesquicentenário de Gastão Madeira

Cerimônia, palestra e exposição marcam os 150 anos do nascimento de Gastão Madeira, pioneiro da aviação


Eventos serão dia 17/06/2019, às 19 h, no Teatro de Ubatuba

A Prefeitura de Ubatuba realiza na segunda-feira, 17 de junho de 2019, uma cerimônia de comemoração dos 150 anos de nascimento de Gastão Galhardo Madeira (1869-2019), inventor ubatubense e pioneiro da aviação. O evento acontecerá às 19 horas, no Teatro Municipal de Ubatuba (praça Exaltação à Santa Cruz, 22 – Centro). A programação inclui uma palestra de Cesar Rodrigues, autor do livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira, publicado pelo Instituto Salerno-Chieus.

Realizado em parceria com a Comtur, a Fundart e o Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), com a colaboração de Cristina Madeira, neta do inventor, a cerimônia terá, ainda, exposição sobre os principais estudos e inventos de Gastão Madeira.

Livro
O livro Voando Além do Tempo – O pensar de Gastão Madeira faz parte das atividades do NINJA, projeto de voluntários para a divulgação da cultura aeronáutica para crianças e jovens que, desde 2010, é sediado no Colégio Dominique, de Ubatuba, na sala “Gastão Madeira”, com o apoio do Instituto Salerno-Chieus. Interessado pelos projetos de Madeira, em especial pela dirigibilidade dos balões, Rodrigues percebeu que pouco se sabia da sua história, até mesmo entre os ubatubenses. “Veio daí a ideia de aprofundar as pesquisas e resgatar as contribuições de alguém que foi tão importante para a aviação e, ao mesmo tempo, tão esquecido”, explica Rodrigues. Desde o início do ano, o NINJA já vem realizando diversas atividades de comemoração do sesquicentenário de nascimento do inventor ubatubense.

Inventor
Gastão Galhardo Madeira nasceu em Ubatuba em 20 de junho de 1869. Desde a infância, ele observava os pássaros, buscando entender o mecanismo de voo. Entre 1890 e 1917, desenvolveu estudos fundamentais para os primeiros anos da aviação, na transição entre o voo de balões movidos a gás – mais leves que o ar – para o voo de objetos mais pesados que o ar. Viajou para a França em 1914 para construir protótipos de suas invenções mas, em função da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), retornou ao Brasil em 1917, onde seguiu carreira como procurador. O nome de Gastão Madeira figura como pioneiro da aviação na placa feita em ouro e brilhantes comemorativa do voo do hidroavião Jahú, ao lado de Alberto Santos-Dumont, Bartolomeu Gusmão e outros pioneiros da aviação. Em 1927, o Jahú foi o primeiro voo tripulado exclusivamente por brasileiros a realizar a travessia sem escalas do Atlântico Sul.

Homenagem
Em 1937, no aniversário de 300 anos de Ubatuba, o inventor retornou a sua cidade natal, onde foi homenageado com uma placa de bronze fixada na casa em que nascera na av. Iperoig, atual sede da Secretaria Municipal de Turismo. A placa, em 2019, se encontra no Museu Histórico de Ubatuba “Washington de Oliveira”. Em Ubatuba e São Paulo há ruas com seu nome e, desde 28 de outubro de 1966, o aeroporto de Ubatuba, hoje administrado pelo Consórcio Voa São Paulo, recebe o nome de Aeroporto Gastão Madeira. Dentre as contribuições de Gastão para a aviação aérea atual, Rodrigues destaca a preocupação com a segurança operacional, manifestada na ideia do Aviplano – um aparelho que planaria vagarosamente até o chão, em caso de pane do motor – e os estabilizadores automáticos, que, de certa forma, são um embrião do que hoje é conhecido como piloto automático.

“Comemorar os 150 anos do nascimento de Gastão Madeira é resgatar a memória de um talentoso e esquecido pensador do início da aeronavegação, com o desejo de que se assegure um registro histórico da aviação e que contribua para a formação de uma identidade cultural da cidade de Ubatuba, ao enfatizar personalidades locais, desconhecidas das atuais gerações”, destaca o autor.

Ninja-Brasil: versão para a web

quarta-feira, 12 de junho de 2019

Espaço Aéreo

FAB terá ação especial para movimento aéreo na Copa América 2019
O Comando da Aeronáutica realizou, no dia 10 de junho de 2019, uma coletiva de imprensa para apresentar as ações para a Copa América 2019 e a ativação da Sala Master de Comando e Controle, no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), no Rio de Janeiro. O Diretor-Geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, destacou a importância do trabalho de coordenação e integração entre os diversos órgãos envolvidos. “A Sala Master reunirá em sistema de plantão 24 horas, no período de 10 de junho a 16 de julho, órgãos governamentais e entidades aeronáuticas para coordenar ações relativas ao espaço aéreo e aos aeroportos, visando garantir a segurança dos usuários por meio do gerenciamento de informações e do processo de tomada de decisão colaborativa”, explicou o oficial-general na abertura do evento.

Experiências anteriores
Devido à experiência positiva comprovada durante a execução de eventos anteriores como a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a Copa das Confederações, a Jornada Mundial da Juventude, a Copa do Mundo da FIFA 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, mais uma vez a Sala de Comando e Controle foi ativada. O Chefe do CGNA, Coronel Aviador Sidnei Nascimento de Souza, apresentou os Procedimentos de Gerenciamento de Navegação Aérea para a Copa América 2019. “No transcorrer das atividades desenvolvidas na Sala Master, todas as informações sobre a chegada, os deslocamentos e a partida de autoridades e delegações serão compartilhadas. O planejamento tem como foco a segurança e a manutenção de um fluxo de tráfego aéreo rápido, seguro e ordenado”, afirmou.

Ações integradas
Integram o grupo representantes do DECEA, da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), do Ministério da Infraestrutura, da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (INFRAERO), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Comitê Organizador Local (COL), do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (VIGIAGRO), da Polícia Federal, da Receita Federal, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), das empresas concessionárias de aeroportos e de representantes da aviação executiva. A atuação integrada e coordenada permitirá o compartilhamento de informações em tempo real entre os oito aeroportos das cinco cidades-sede (Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre).

terça-feira, 11 de junho de 2019

NOTAER

Edição destaca o Exercício Operacional Tápio
Confira também o trabalho dos militares do Programa Forças no Esporte (PROFESP) na preparação de crianças e adolescentes

A edição de junho do Notaer destaca o Exercício Operacional Tápio, realizado na Ala 5, em Campo Grande (MS). Entre as aviações que participaram estão a de Transporte, a de Reconhecimento e a de Busca e Salvamento que celebram suas datas comemorativas nos dias 12, 24 e 26, respectivamente. O jornal mostra ainda o trabalho dos militares do Programa Forças no Esporte (PROFESP) em prol da integração social de jovens residentes em áreas de vulnerabilidade, por meio da prática esportiva orientada e de atividades complementares que contribuem para a melhoria da qualidade de vida. Confira também uma reportagem sobre o processo de seleção da segunda turma do curso de Graduado-Master que contempla novas localidades. Acesse aqui.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Espaço

Turismo na Estação Espacial pode começar em 2020
A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) anunciou, no dia 7 de junho de 2019, que autorizará o uso da Estação Espacial Internacional (ISS) a turistas e empresas. A agência do governo dos Estados Unidos pretende utilizar a medida para obter financiamento, visto que o presidente Donald Trump tem interesse em expandir a exploração espacial norte-americana. As missões durarão até 30 dias. Potencialmente, uma equipe com pelo menos 12 astronautas privados poderá visitar a estação a cada ano, segundo a agência AFP. Os “astronautas privados” serão transportados pelas empresas SpaceX, com a cápsula Crew Dragon, e Boeing, que constrói a Starliner. Estas companhias escolherão os turistas e cobrarão a viagem, que será a parte mais cara da aventura: cerca de US$ 58 milhões. Os turistas pagarão a agência espacial pela estada em órbita, comida, água e todo o sistema de suporte vital a bordo.

domingo, 9 de junho de 2019

Especial de Domingo


Caros NINJAs:
Hoje, reproduzimos uma postagem que fizemos há vários anos.
Nosso blog procura estimular o interesse pela cultura aeronáutica e, também, valorizar as profissões ligadas a esta área, esperando que muitos de vocês sigam este caminho.
É claro que contamos também com leitores adultos, já realizados profissionalmente.
Estes, certamente, irão compreender o motivo do Especial de Domingo que voltamos a publicar hoje:
A lembrança do Dia D - 6 de junho de 1944 - A invasão da Normandia, que, neste ano de 2019, foi comemorado na última quinta-feira.
Mais do que o início do fim da 2ª Guerra Mundial, este momento histórico simboliza a vitória dos ideais de liberdade que a humanidade precisa preservar.
Em verdade, estava em jogo o triunfo da opressão ou da democracia e, por isso, a derrota do nazismo significou um importante avanço na construção de um mundo melhor.
Naquela ocasião, milhares de jovens soldados morreram para garantir dias melhores às gerações seguintes.
Hoje, colhemos os benefícios daquele enorme sacrifício e, portanto, temos a obrigação de não esquecê-lo, em respeito a memória de bravos combatentes.
A vida ensina que a conquista da liberdade não é tarefa fácil.
Façamos com que nossas ações contribuam para preservá-la e difundi-la.
Salve 6 de Junho!
Viva a Liberdade!



O DIA D

O dia 6 de junho de 1944 entrou para a história como o Dia "D". Neste dia, os aliados ocidentais iniciaram a ofensiva contra as tropas alemãs no Canal da Mancha.
Durante anos, a decisão por uma grande ofensiva sobre o Canal da Mancha foi motivo de fortes controvérsias entre os aliados ocidentais. Inicialmente, não houve consenso quanto à proposta da União Soviética de abrir uma segunda frente de batalha na Europa Ocidental, a fim de conter as perdas russas nos violentos combates contra as Forças Armadas alemãs.
Somente no final de 1943, decidiu-se em Teerã planejar para a primavera seguinte a chamada Operação Overlord – a maior operação aeronaval da história militar.
Nos meses seguintes, mais de três milhões de soldados norte-americanos, britânicos e canadenses concentraram-se no sul da Inglaterra para atacar os alemães na costa norte da França. Além disso, dez mil aviões, sete mil navios e centenas de tanques anfíbios e outros veículos especiais de guerra foram preparados para a operação.

Operação anunciada pelo rádio

A 6 de junho de 1944, foi anunciada pelo rádio a chegada do "Dia D" - o Dia da Decisão. A operação ainda havia sido adiada por 24 horas, devido ao mau tempo no Canal da Mancha e, por pouco, não fora suspensa.
Antes do amanhecer, pára-quedistas e caças aéreos já haviam bombardeado trincheiras alemãs e destruído vias de comunicação. Uma frota de aproximadamente 6.500 navios militares atracou num trecho de cerca de 100 quilômetros nas praias da Normandia, no noroeste da França.
Ao final do primeiro dia da invasão, mais de 150 mil soldados e centenas de tanques haviam alcançado o continente europeu. Graças à supremacia aérea dos aliados, foi possível romper a temível "barreira naval" de Hitler e estabelecer as primeiras cabeceiras de pontes. As perdas humanas – 12 mil mortos e feridos – foram menores do que esperadas, visto que o comando militar alemão fora surpreendido pelo ataque.


Alemães esperavam adiamento da operação
Os nazistas previam uma invasão, mas não sabiam onde ela ocorreria. Também não chegaram a um consenso sobre a melhor maneira de enfrentá-la. Por causa do mau tempo, eles esperavam que a operação fosse adiada para o verão europeu. Em função de manobras simuladas pelos aliados, Hitler concentrara o 15º exército na parte mais estreita do Canal da Mancha, onde previa ser atacado.
As demais tropas alemãs permaneceram no interior do país, em vez de serem estacionadas na costa, como havia pedido inutilmente o marechal-de-campo Erwin Rommel. Graças a esses erros estratégicos, os aliados escaparam de uma violenta contraofensiva alemã.

Apesar disso, o avanço das tropas aliadas enfrentou forte resistência.
A cidade de Caen(foto acima), que os ingleses pretendiam libertar já no dia do desembarque, só foi entregue pelos alemães no dia 9 de junho, quase toda destruída. As defesas nazistas no interior da França só foram rompidas a 1º de agosto, uma semana depois do previsto.


O "Dia D", comandado pelo general Dwight D. Eisenhower, foi o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas. "Esse desembarque faz parte de um plano coordenado pelas Nações Unidas - em cooperação com os grandes aliados russos - para libertar a Europa. A hora da libertação chegou", profetizou o próprio Eisenhower, a 2 de junho.
Paris foi libertada a 25 de agosto, Bruxelas, a 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra foi cruzada pelos aliados em Aachen a 12 de setembro, ao mesmo tempo em que eram realizados bombardeios aéreos contra cidades industriais alemãs. No início de 1945, os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos (pelo oeste) fizeram uma verdadeira corrida para chegar primeiro a Berlim, para comemorar a vitória definitiva sobre a Alemanha nazista.


Por Matthias Schmitz (gh)

sábado, 8 de junho de 2019

História

A queda do dirigível americano K-36, em Arraial do Cabo, em 1944
Vou contar o que aconteceu em Arraial do Cabo (RJ) envolvendo o Zeppelin, mas antes você precisa conhecer um pouquinho da história do autor do livro que inspirou essa coluna. O avô do Leandro Miranda era pescador e guardava um alicate como se fosse uma pérola. Motivo? Era uma recompensa pelo trabalho de resgate do dirigível americano. Leandro cresceu ouvindo esse caso um tanto insólito. Pra dar ares científicos ao que o avô Ricardo falava e muitos da cidade concordavam, eis que ele vai atrás de pistas e mais pistas sobre o acidente. Vamos ao que aconteceu.

O Brasil na Guerra
“Em 17 de janeiro de 1944, Arraial, então uma vila de pescadores com 2000 habitantes, entrou no cenário da Segunda Guerra com o acidente do dirigível K-36 da marinha americana. O dirigível pertencia ao esquadrão ZP-42. Quando o Brasil entrou na guerra um dos acordos com os EUA, foi o envio de dois esquadrões (ZP-41 e ZP-42) de dirigíveis anti-submarinos, para patrulhar nossa costa que vinha sofrendo constantes bombardeios em nossa frota de navios mercantes. Entre as embarcações brasileiras que foram abatidas, estava o barco de pesca Shangri-lá, afundado próximo à costa de Cabo Frio, em 22 de julho de 1943, pelo submarino alemão U-199. O pesqueiro tinha 10 tripulantes, sendo 07 cabistas e 03 cariocas”, pontua o escritor.Cabista é como é chamado quem nasce em Arraial do Cabo. O Zeppelin estava indo fazer uma revisão geral do equipamento e por isso voava até a Base Aérea de Santa Cruz, na capital carioca, onde existia um hangar preparado para manutenção.Só que ao se aproximar da Ilha do Farol, um forte nevoeiro apareceu. O piloto se afobou. Desesperado, tentou uma aproximação suave com a terra. Não conseguiu ser bem sucedido. Caiu. “O pescador Narciso, que estava na canoa de nome Liberdade, observou fogos de artifício saindo do alto da Ilha do Farol e ao se aproximar do Maramutá (local de pescaria), avistou uma pessoa com um objeto luminoso na mão, como que parecendo pedir ajuda”, conta Leandro Miranda. Em pouco tempo, Narciso enfrentava de cara três problemas imensos: o desconhecimento da língua de quem pedia ajuda, a dúvida se era aliado ou inimigo e como ajudar.

Pescador patrulheiro
“Era tempo de guerra e todo pescador tinha, por decreto do Presidente Getúlio Vargas, a obrigação de patrulhar nossa costa. O pescador, pensando em se tratar de alemães hostis, deixou o mestre da canoa, Tio Loro, de vigia na Ilha e voltou para terra o mais rápido possível para avisar ao destacamento do exército. Um Sargento do exército foi destacado para ir ao Maramutá. Ele chegou a chamar reforços. Chegando lá, ele tentou contato sem muito sucesso, pois os supostos militares estrangeiros não entendiam sua língua. O Sargento, assustado, fez gestos com a intenção de pedir para o pessoal acidentado esperar que ele fosse buscar socorro”, diz Leandro. Mas Brasil é Brasil, né? Mesmo com dificuldades na comunicação, o pessoal conseguiu ajudar os americanos. A história pouco conhecida revela uma época complicada que vivemos. Entrar em guerra não é moleza. Viver sob a chance de ataque mexeu com o país. Durante a Segunda Guerra, até o nosso Carnaval foi modificado. Isso será tema de coluna ainda essa semana. O livro do Leandro Miranda, “K-36, o Zeppelin que caiu no Cabo”, editora Sophia, traz muitos detalhes. Vale a pena a leitura.


Fonte: O Dia, via FAB

Texto: Thiago Gomide

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Carreiras na Aviação

Aspectos da carreira em Engenharia Aeronáutica
É bastante conhecida, especialmente no Brasil, a polêmica acerca de quem seria o grande pioneiro da aviação no início do século XX: o brasileiro Santos Dumont, o francês Clément Ader ou os irmãos norte-americanos Wilbur e Orville Wright. Seja quem for o merecedor desse título, é inegável que as aeronaves que conhecemos hoje são muito diferentes daquelas pilotadas por esses grandes inventores. Nesse caso, sabemos que o mérito é, em grande parte, dos engenheiros aeronáuticos. Encarregada da criação, desenvolvimento, aprimoramento e manutenção de veículos aéreos e de seus componentes, a Engenharia Aeronáutica é a grande responsável por podermos atravessar o Brasil, de norte a sul, em menos de 10 horas – e não em 70 horas, como faríamos de carro. Saiba mais sobre essa área, os cursos disponíveis no país e as possibilidades de carreira que a Engenharia Aeronáutica oferece.

Aeronáutica, Aeroespacial ou Astronáutica?
Há quem sonhe em pilotar aviões, há quem sonhe em ser astronauta. Nenhum dos dois seria possível se não fosse por aqueles que têm um outro sonho: o de se tornarem engenheiros aeroespaciais. A Engenharia Aeroespacial abrange a Engenharia Aeronáutica, que, por sua vez, tem como foco veículos que não deixam a atmosfera terrestre, como é o caso de aviões, helicópteros e dirigíveis. Na prática, a indústria aeronáutica e a astronáutica – responsável, por exemplo, por foguetes, satélites e veículos espaciais – caminham juntas e compartilham conhecimentos e tecnologias. No Brasil, há cursos de Engenharia Aeroespacial, assim como de Engenharia Aeronáutica; contudo, é comum que esta segunda formação também apresente disciplinas e temas de astronáutica em sua grade curricular. Veja, a seguir, algumas opções de cursos na área disponíveis no Brasil.

Engenharia Aeronáutica
A graduação em Engenharia Aeronáutica costuma ter cinco anos de duração; o mestrado, dois, e o doutorado, quatro. Na graduação, é comum que o estudante passe por uma fase inicial de disciplinas básicas, especialmente de Ciências Exatas. Os anos finais do curso incluem disciplinas mais específicas, como Aerodinâmica, Termodinâmica para Aeronáutica, Propulsão e Mecânica do Voo. Para cursar Engenharia Aeronáutica não basta ser apaixonado(a) por aviões, é preciso não ter medo de matemática, física e geometria, nem de se dedicar ao estudo. E falando em estudo, ele precisa começar bem antes do curso em si, já que os processos seletivos para ingressar na graduação de Engenharia Aeronáutica costumam ter notas de corte bastante altas. No vestibular Fuvest 2018, por exemplo, o curso ficou atrás apenas de Medicina em nota de corte, com um valor mínimo de 65 pontos. Muitas instituições altamente conceituadas no Brasil oferecem cursos de graduação, mestrado e doutorado em Engenharia Aeronáutica. É o caso, por exemplo, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA),da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). Para os que gostariam de abrir seu leque – e não abrir mão do espaço sideral – também há cursos de Engenharia Aeroespacial em ótimas instituições brasileiras. Além do próprio ITA, que é um nome de referência na área, a Universidade Federal de Minas Gerais é uma das melhores opções para estudantes em busca de um curso de bacharelado nesse campo.

Carreira
Mercado é o que não falta para engenheiros aeronáuticos. Como bem lembra o ITA, o Brasil é um dos maiores construtores de aviões do mundo. Além de processos de concepção, fabricação e manutenção de aeronaves, o profissional da área pode ser responsável por atividades de fiscalização e de gestão na indústria aeronáutica. O engenheiro poderá trabalhar em diversos setores e para diferentes empregadores, incluindo fabricantes de avião e helicópteros ou de peças aeronáuticas, bem como companhias aéreas, órgãos governamentais, aeroportos, institutos de pesquisa e até a Força Aérea Brasileira. Os caminhos são muitos para aqueles que desejam construir uma carreira na Engenharia Aeronáutica. Embora os desafios sejam grandes, as recompensas também são altas, e o céu é o limite.  

Fonte: Universia Brasil, via FAB

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Meteorologia

Raras nuvens “Asperitas” são de aspecto assustador

Nuvem Asperitas em Lagoa da Prata
(Foto de Janete Vagner Pereira, via Climatempo)

Uma estranha nuvem foi registrada, em Lagoa da Prata (MG), na tarde do dia 11 de dezembro de 2017. O formato da nuvem dava um aspecto dramático e assustador. O que os habitantes de Lagoa da Prata viram e alguns fotografaram foi uma nuvem rara, catalogada como uma “nuvem asperitas”. O que dá a aparência assustadora é o contorno ondulado na base da camada de nuvens. A nebulosidade do tipo asperitas possui uma característica especial e, em 2017, foi oficialmente reconhecida e catalogada pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês).

Atlas de Nuvens
A nuvem modelo da WMO
e a vista em Lagoa da Prata
(Climatempo)

A agência de meteorologia Climatempo compartilhou fotografia captada pelo morador de Lagoa da Prata, Rafael Douglas Gomes, emparelhada com o modelo publicado no Atlas Internacional de Nuvens, confirmando a classificação do fenômeno, como “stratocumulus stratiformis opacus asperitas”. O que caracteriza uma asperitas é o aspecto ondulado na base da camada de nuvens, mas de forma caótica, sem ter uma organização horizontal. São essas ondulações que dão a aparência de rugosidade.

Aspereza

Nuvem Asperitas em Lagoa da Prata
(Foto de Rafael Douglas Gomes, via Climatempo)

O especialista em Meteorologia Roberto Tadeu Araujo, palestrante e voluntário no Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), informa que as nuvens tais quais as observadas em dezembro de 2017, em Lagoa da Prata, são classificadas como “Stratocumulus stratiformis opacus asperitas” (Sc Asp) ou “Altocumulus stratiformis opacus asperitas” (Ac Asp) que são diferenciadas pela altura de suas bases, sendo a mais baixa a Sc Asp e a mais alta a Ac Asp. De acordo com Roberto Tadeu, “a aparência dessas nuvens é resultado do grau de instabilidade da camada da atmosfera onde elas se formaram. Daí a denominação asperitas, aspereza em latim, pois suas aparências volumosas ou ondulantes sem o menor padrão deixam as bases como a superfície do mar numa tempestade”. Como são nuvens raras, ele recomenda, caso alguém de se depare com essas formações, fotografá-las, pois talvez demore bastante para que alguém volte a observar tal fenômeno.

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Espaço

Ministro Marcos Pontes faz visita técnica a Centro de Lançamento na Guiana Francesa
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, embarcou, no dia 3 de junho de 2019, para Caiena, capital da Guiana Francesa, para uma visita ao Centro de Lançamento de Korou. A base de lançamentos pertence à Agência Espacial Europeia e é uma referência mundial no setor. O objetivo da visita do ministro é trazer ideias que possam ser implementadas no Centro de Lançamento de Alcantara, no Maranhão. Uma comitiva de 17 deputados e senadores também participa da visita oficial. "Essa primeira viagem deu prioridade para os parlamentares. Numa segunda viagem, na fase dois, de planos locais, a ideia é levar pessoas da comunidade, líderes do governo, para que observemos os detalhes da implementação dessa conexão entre o centro e os arredores, toda a comunidade, como que funcionam os negócios, quais negócios que florescem mais, quais os que tem mais trabalho. Usaremos o exemplo deles lá para fazermos o melhor aqui", disse o ministro a jornalistas em São Luís, pouco antes de embarcar.

Uso de Alcântara
Em março, os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram, em Washington, o AST (Acordo de Salvaguardas Tecnológicas) para uso comercial da base de lançamentos aeroespaciais de Alcântara, no Maranhão, por qualquer país interessado, mesmo que tenha em seus veículos componentes com patente americana. A medida era necessária para que o país possa utilizar a base para lançamentos de satélites comerciais. Como a maioria dos componentes de foguetes e satélites são de origem norte-americana, o acordo era necessário como forma de preservar segredos tecnológicos do país. Para entrar em vigor, o AST ainda precisa ser ratificado pelo Congresso Nacional. Caso seja confirmada, a medida permitirá que o Brasil ingresse em um mercado bilionário. Apenas em 2017, o setor movimentou cerca de US$ 3 bilhões em todo o mundo, segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. Estima-se que exista uma média de 42 lançamentos comerciais de satélites por ano. A expectativa do governo brasileiro é que a base de Alcântara possa representar, no futuro, quando estiver em plena operação, cerca de 10% do mercado internacional do setor.

Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 4 de junho de 2019

RPA - Drone

Drones não podem voar próximos a aeroportos e sobre público
Dados do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), organização da Força Aérea Brasileira (FAB) com a responsabilidade de legislar sobre o uso do espaço aéreo brasileiro, mostram o aumento no número de drones em áreas próximas a aeroportos brasileiros. Entre os anos de 2018 e 2019, o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, o segundo mais movimentado do Brasil, teve as operações interrompidas, ao menos, por duas vezes, em decorrência da presença de drones. Em uma delas, os pousos e decolagens foram suspensos por 20 minutos e, na outra ocasião, por cerca de 47 minutos. O chefe da Divisão de Coordenação e Controle do Decea, coronel aviador Jorge Humberto Vargas Rainho, explica que, quando o drone é comprado, o mesmo pode vir com selo da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e, geralmente pelo selo, se reconhece a homologação do produto. “Caso ele não tenha o selo, tem que ser feito um processo, junto a Anatel, para que aquela aeronave seja homologada sendo reconhecida como segura”, acrescenta o coronel Vargas. O próximo passo é a criação do cadastro gratuito no próprio site da Anac, no sistema denominado “Sisant”. Segundo orientação do coronel Vargas, para operações exclusivamente recreativas e dentro das áreas consideradas adequadas para este emprego, esse procedimento é o suficiente.

Distâncias regulamentares
Os voos com drones devem ocorrer a, pelo menos, 30 metros de distância horizontal de aglomerações de pessoas. Além disso, cada piloto só pode operar um equipamento por vez. O chefe da Divisão de Coordenação e Controle do Decea informa que voos recreativos com drones devem ser feitos a mais de 2 quilômetros de aeroportos e, no caso de voos que serão realizados próximos a área de decolagem, a distância aumenta para 9 quilômetros. E independentemente do local, os voos recreativos são limitados a 40 metros de altura em zonas urbanas e 50 metros de altura em região rural. “Caso se pretenda operar fora dessas áreas mesmo que em caráter recreativo ou não, torna-se necessário o cadastro junto ao Sistema do DECEA, que é o sistema Sarpas”, orienta o militar. O Coronel Vargas destaca a importância de informar a sociedade a forma correta de operar o equipamento. “É preciso fazer a conscientização e a educação inicial das pessoas para que efetivamente aqueles que comecem a utilizar esse componente aéreo, possam fazer um acesso seguro não causando, em momento algum, insegurança ou perigo para aeronaves em voo, populações, propriedades e animais no solo”, ressaltou.

Uso de drone: Orientações em www.decea.gov.br/drone

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Sesquicentenário de Gastão Madeira

Jovens de Núcleo de Aviação terão atividades pedagógicas com a aeronave Christen Eagle em Ubatuba (SP)
Tendo como auxílio à instrução uma aeronave acrobática Christen Eagle, crianças e jovens alunos do Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA), sediado em Ubatuba (SP), terão atividades pedagógicas no aeroporto local, no dia 08 de junho de 2019, sábado. O evento faz parte da programação do Núcleo para comemorar os 150 anos de nascimento do inventor e pioneiro da aviação, o ubatubense Gastão Galhardo Madeira, nascido em 20 de junho de 1869.

Aula ao ar livre
A disponibilização do aparelho foi feita pelo comandante Hernani Dippolito que, juntamente com outros pilotos, como o presidente do Aeroclube de Ubatuba, Tiago Rizzi, ministrarão aula ao ar livre, com explicações sobre o avião, comentando suas particularidades e as características do voo acrobático, ao mesmo tempo em que avaliarão o conhecimento prévio dos alunos acerca de partes dos aviões, classificação de aeronaves e fundamentos de voo. Em complemento à instrução, os alunos assistirão aos voos do Christen Eagle. No dia 17, segunda-feira, às 19 horas, outra atividade aberta ao público alusiva ao Sesquicentenário de Gastão Madeira ocorrerá no Teatro Municipal de Ubatuba, com palestra sobre a produção do inventor.

O Christen Eagle
O Christen Eagle é um avião biplano com capacidade acrobática, comercializado na forma de kit, para que o adquirente o monte “em casa”. A forma de distribuição completamente documentada revolucionou a indústria de construção própria de aeronaves, as chamadas “homebuilts”. Em 2011 já existiam mais de 350 Eagles voando pelo mundo e podendo atingir a velocidade máxima de 337 quilômetros por hora.

domingo, 2 de junho de 2019

Especial de Domingo

Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020; Ártemis 2 irá orbitar o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024. Saiba mais!
Boa leitura.
Bom domingo!

O Homem de volta à Lua em 2024
A Nasa divulgou, dia 23 de maio de 2019, o calendário do programa "Ártemis", que levará astronautas à Lua pela primeira vez em meio século, incluindo oito lançamentos programados e uma mini estação na órbita lunar até 2024.

A Ártemis 1 será uma missão não tripulada ao redor da Lua planejada para 2020. Depois será lançada a Ártemis 2, que orbitará o satélite da Terra com uma tripulação por volta de 2022; e será seguida, finalmente, pela Ártemis 3, que colocará astronautas no solo lunar em 2024, incluindo a primeira mulher.

As três serão lançadas ao espaço pelo maior foguete de todos os tempos, o Sistema de Lançamento Espacial(SLS), liderado pela Boeing, que está atualmente em desenvolvimento. Fixada em sua cúpula, estará a cápsula Orion, da qual a Lockheed Martin é a principal construtora.

Além dessas missões, que serão todas esforços da Nasa, haverá cinco lançamentos carregando os blocos de construção da mini estação lunar "Gateway", que servirá como um ponto de partida para o pouso na Lua. Estes serão realizados entre 2022 e 2024 por empresas espaciais privadas, cujos serviços serão pagos pela Nasa.

Estação orbital lunar
A estação orbital consistirá inicialmente em um simples elemento de potência e propulsão e um pequeno módulo habitacional.

Em 2024, os astronautas vão parar lá em sua rota para a Lua. Eles então descerão para a superfície em um módulo. Uma parte do módulo permanecerá na Lua enquanto a outra parte decolará e permitirá que os astronautas retornem à sua estação, onde embarcarão na cápsula Orion e retornarão à Terra.

A Nasa escolheu a empresa privada Maxar para construir o primeiro módulo da estação, o elemento de potência e propulsão, que dependeria de enormes painéis solares. Nos próximos meses, a Nasa terá que decidir quem construirá o módulo de pouso.

Gigantes do setor aeroespacial, como a Boeing e a Lockheed Martin, estão disputando o contrato, assim como novos atores, como a Blue Origin, de Jeff Bezos.

"Nós não estamos possuindo o hardware, estamos comprando o serviço", disse o administrado r Jim Bridenstine sobre o módulo.

"O objetivo aqui é a velocidade. 2024 está logo ali".

Ele acrescentou: "Nosso objetivo é, em última análise, passar para Marte e não ficar presos na superfície da Lua".

As missões lunares originais foram nomeadas em homenagem a Apolo; Ártemis era sua irmã gêmea na mitologia grega e a deusa da caça, do deserto e da Lua.

sábado, 1 de junho de 2019

Aviação Naval / Força Aérea

FAB treina pilotos da Marinha para uso de óculos de visão noturna
Militares do Esquadrão Pantera (5º/8º GAV), sediado na Ala 4 - Santa Maria (RS), foram responsáveis pelo treinamento de implantação do voo com óculos de visão noturna (NVG, sigla em inglês para Night Vision Goggles) no 1° Esquadrão Anti-submarino (HS-1), da Marinha do Brasil, sediado em São Pedro da Aldeia (RJ). As instruções aconteceram entre os dias 14 e 18 de maio de 2019 e foram ministradas por quatro integrantes da Força Aérea Brasileira (FAB). O Pantera foi escolhido para ministrar as instruções às equipagens do HS-1 tendo em vista à similaridade entre os helicópteros H-60L Blackhawk e SH-16 Seahawk, e a larga experiência do 5°/8° GAV na utilização dos óculos de visão noturna.

SeaHawk
Inicialmente, foram realizadas aulas teóricas e instruções aéreas no helicóptero SH-16 SeaHawk para a tripulação do esquadrão da FAB, a fim de possibilitar a familiarização com o modelo. Em seguida, foi ministrado ao efetivo do Esquadrão HS-1 um curso teórico preliminar aos vôos de instrução. Ao final, os tripulantes do Esquadrão Pantera realizaram 44 surtidas de instrução de voo com NVG, concluindo a capacitação no Esquadrão HS-1.

Interoperabilidade
O Tenente Aviador Felipe Lobo Monteiro destacou os benefícios do intercâmbio com outra Força. “Foi muito importante essa interação de conhecimentos, ver como funciona a aviação aeronaval, seus procedimentos e formação dos pilotos. Tivemos a satisfação de, ao término do curso, formar quatro pilotos operacionais e cinco tripulantes no nível básico de operação. A troca de experiências foi gratificante. É bom para Força Aérea, é bom para a Marinha do Brasil e é bom para o nosso País”, disse.

Fotos: Tenente Lobo / Esquadrão Pantera

Fonte: FAB