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Voar é um desejo que começa em criança!

sexta-feira, 15 de maio de 2020

Esquadrilha da Fumaça

Esquadrilha da Fumaça fará demonstração com transmissão ao vivo na internet
Domingo, 17/05/2020, às 10 horas, pelo Youtube

A Esquadrilha da Fumaça fará um show aéreo com transmissão ao vivo pela internet, no seu canal no Youtube, neste dia 17 de maio de 2020, domingo, às 10 horas. O evento celebra os 68 anos do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA), nome oficial da esquadrilha. Esta forma de comemorar ocorre em virtude da suspensão temporária das demonstrações, por causa da pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus. Por meio das contas oficiais do Instagram e Facebook, o público poderá acompanhar a demonstração aérea desde os preparativos para o voo, que terá recursos e imagens inéditas, como câmeras a bordo dos A-29 Super Tucano e a visão que os pilotos têm de dentro das aeronaves. Os internautas poderão, ainda, interagir com dois pilotos que realizarão a locução, fazendo perguntas e ouvindo a explicação detalhada de tudo que ocorre durante a apresentação.

68 anos da Fumaça De acordo com o Comandante do Esquadrão, Tenente-Coronel Aviador Marcelo Franklin, o voo será um treinamento de rotina da Esquadrilha da Fumaça para manter a condição operacional dos seus pilotos e mecânicos, o que garante a preservação da segurança para quando as demonstrações retornarem com sua agenda normal pelo país. “É uma circunstância nova a qual temos que nos adaptar. Apesar de fisicamente distantes do público, graças à tecnologia, podemos dar de presente essa transmissão ao vivo, em comemoração ao aniversário de 68 anos da Fumaça”, ressalta o Comandante. Assim, será o aniversário número 68 da Esquadrilha, lembrando o dia 14 de maio de 1952, quando aconteceu a sua primeira demonstração aérea na antiga Escola de Aeronáutica, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro (RJ). Desde então, a Esquadrilha da Fumaça já realizou quase quatro mil demonstrações aéreas em todas as regiões do Brasil e em 21 países, divulgando a missão institucional e representando a Força Aérea Brasileira.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Transporte Aéreo

Movimento de passageiros declina 90% em abril
A companhia aérea Azul informou, dia 11 de maio de 2020, ter registrado uma queda de 90% no total de passageiros transportados em abril, em comparação com o mesmo período de 2019. O declínio ocorre de maneira similar em todas as companhias aéreas, em virtude dos cancelamentos de voos forçados pela restrição de mobilidade por causa da pandemia Covid-19. O presidente-executivo da Azul, John Rodgerson, declarou: “Acreditamos que estamos próximos a atingir um ponto de inflexão na demanda e esperamos retornar gradualmente nossos voos nos próximos meses.”

Brasil
No mercado brasileiro, a demanda caiu 89,3% e a oferta diminuiu 87,2%, o que resultou em uma taxa de ocupação de 69,8%, contra 83,7% em abril de 2019. Nos voos internacionais, a taxa de ocupação ficou em 64%, uma queda de 22,9%, reflexo de uma baixa de 92,6% no tráfego de passageiros e de uma redução de 89,9% na capacidade.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Seleção para a FAB

Aeronáutica abre vagas para pessoal de saúde
Vagas, mediante análise curricular, para Médicos, Enfermeiros, Fisioterapeutas, Farmacêuticos e Técnicos em Enfermagem

Inscrições de 13 a 17/05/2020

Em razão da necessidade de enfrentamento da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus (Covid-19), a Força Aérea Brasileira (FAB) abre, a partir de 13 de maio de 2020, inscrições para o Processo Seletivo Emergencial para incorporação de Médicos, Enfermeiros, Fisioterapeutas, Farmacêuticos e Técnicos em Enfermagem, com vistas à prestação do Serviço Militar Voluntário, em Caráter Temporário, para o ano de 2020. A seleção será realizada para as localidades de Belém (PA), Brasília (DF), Canoas (RS), Manaus (AM), Recife (PE), Lagoa Santa (MG), Rio de Janeiro (RJ), Guaratinguetá (SP) e São Paulo (SP). As inscrições eletrônicas ocorrerão das 8 horas do dia 13 de maio às 23h59 do dia 17 de maio de 2020. As informações estão disponíveis no site https://convocacaotemporarios.fab.mil.br . As etapas da seleção são: Validação Documental e Avaliação Curricular; Inspeção de Saúde e Avaliação Psicológica; e Concentração Final e Habilitação à Incorporação. Os voluntários deverão estar atentos às condições para a participação e aos documentos necessários para comprovação dos Requisitos Específicos e Parâmetros de Qualificação, visando ao cumprimento das exigências e pontuação, a serem confirmadas na Validação Documental e Avaliação Curricular.

Informações e Inscrições: Clique aqui 

terça-feira, 12 de maio de 2020

Indústria Aeronáutica

Embraer entregou 14 jatos ao mercado no 1° trimestre
A Embraer entregou 14 jatos no primeiro trimestre de 2020, sendo cinco comerciais e nove executivos. Historicamente, a Embraer realiza menos entregas no primeiro trimestre do ano. Em 2020 em particular, como as entregas da aviação comercial também foram impactadas pela conclusão do processo de separação da unidade de aviação comercial da Embraer, em janeiro. Ainda no primeiro trimestre, a Embraer Aviação Executiva anunciou a tripla certificação do novo Phenom 300E pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Federal Aviation Administration (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA). O novo Phenom 300E é uma versão aprimorada da série Phenom 300, executiva com o maior número de entregas da última década.

Navios
Também no primeiro trimestre de 2020, a Emgepron, empresa estatal independente vinculada ao Ministério da Defesa por intermédio do Comando da Marinha do Brasil, e a Águas Azuis, empresa criada pela Thyssenkrupp Marine Systems, Embraer Defesa e Segurança e Atech, assinaram o contrato para uma construção de quatro navios Classe Tamandaré de última geração, com entrega prevista entre 2025 e 2028.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Ação Cívico-Social

FAB e EB atuam no Norte, no combate à Covid-19
A Força Aérea Brasileira (FAB), com aeronaves C-105 Amazonas, fez entregas importantes para o combate ao coronavírus em região na fronteira do Brasil, na região Norte, no último fim de semana. Com 70 cilindros de oxigênio na carga, aeronaves da FAB partiram de Manaus com destino ao município de São Gabriel da Cachoeira, localizado a mais de 800 km da capital do Amazonas. O município está situado no extremo norte do território brasileiro, próximo à fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela. A ação militar também contou com a participação da 2ª Brigada de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro (EB). Ainda na Região Norte, em Marabá (PA), o 52º Batalhão de Infantaria de Selva realizou patrulhas de higienização na Feira Comercial do bairro Laranjeiras, em praças e áreas comuns do município. Já na cidade de Itaituba, também no Pará, houve uma campanha de conscientização da população realizada pelo 53° Batalhão de Infantaria de Selva, que distribuiu panfletos e alertou a população local quanto ao risco de contaminação e sintomas do Covid-19.

domingo, 10 de maio de 2020

Especial de Domingo

Voltamos a publicar conteúdo que destaca o hangar da Base Aérea de Santa Cruz.
Boa leitura.
Bom domingo!
Feliz Dia das Mães!!

A Base Aérea de Santa Cruz e o Hangar Zeppelin

A história da Base Aérea de Santa Cruz está ligada ao período colonial. Neste local, a Fazenda de Santa Cruz, o Rei de Portugal D. João VI e o primeiro imperador brasileiro, D. Pedro I, passaram grande parte de suas vidas. Essa fazenda, local de descanso da Família Real, teve importante significado para o desenvolvimento da região que a cercava.

Em março de 1934, o governo brasileiro autorizou a empresa alemã "Luftschiffbau Zeppelin" a estabelecer uma linha aérea regular entre o Brasil e a Europa. Foi escolhida a Fazenda de Santa Cruz para a construção de um aeroporto para dirigíveis.
Dois anos mais tarde, o aeroporto, ao ser inaugurado, recebeu o nome de Bartolomeu de Gusmão. A expansão das atividades aéreas, com a consequente evolução de conceitos e doutrinas afetos à aviação, trouxe uma dimensão maior ao embrião que tornar-se-ia essa legendária Base Aérea.
Assim, pelo Decreto nº 5.198, de 16 de janeiro de 1943, o Aeroporto Bartolomeu de Gusmão passou a denominar-se Base Aérea de Santa Cruz e, com o advento da 2ª Guerra Mundial, engajou-se no esforço bélico, recebendo do Campo dos Afonsos o então 1º Regimento de Aviação e com ele a missão de patrulhar nossas águas litorâneas. Mantinha também uma Unidade de Treinamento Básico de Aviação, cuja finalidade era a de formar reserva de pilotos do 1º Grupo de Aviação de Caça que lutava na Itália.
Ao término da Guerra, o 1º Grupo de Caça retorna à Santa Cruz.
Com um passado de glórias e muitas tradições, a Base Aérea de Santa Cruz é hoje o maior complexo aéreo de combate da Força Aérea Brasileira.

Zeppelin

A primeira viagem transatlântica de um dirigível entre a Alemanha e a América do Sul foi registrada em maio de 1930, tendo o LZ 127 Graf Zeppelin decolado de Friedrichshafen no dia 18 e chegado ao aeroporto de dirigíveis nas cercanias da cidade do Recife, em Pernambuco, a 21 do mesmo mês. Prosseguindo a viagem, pousou no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro no dia 25, causando alvoroço na então Capital Federal.

Após essa bem-sucedida viagem transatlântica inaugural, os zeppelins realizaram três viagens ao Brasil em 1931 e mais nove em 1932.
Devido a esse sucesso, a empresa obteve autorização do governo brasileiro para construir um aeroporto, com instalações adequadas para a ancoragem e proteção das suas aeronaves. Desse modo, em 1933, os alemães da Companhia Luftschiffbau Zeppelin vieram ao Brasil escolher a área apropriada para pouso e abrigo dos Zeppelins. Após meticulosos estudos climáticos, direção dos ventos, velocidade e também possibilidade de meios de transporte, foi escolhida a área próxima à Baía de Sepetiba. Essas terras foram doadas pelo Ministério da Agricultura e totalizavam 80.000m2 .
No ano seguinte, o Hangar concebido por engenheiros alemães, começou a ser construído pela Companhia Brasileira "Construtora Nacional Condor" que seguia as instruções do gigantesco Kit fornecido pelos alemães. Um acordo entre o governo brasileiro e a Companhia Alemã previa a construção de um aeródromo no local, que mais tarde foi denominado Bartolomeu de Gusmão.
Além da contrução do Hangar, foi instalada também uma fábrica de hidrogênio para abastecer os dirigíveis e uma linha ferroviária ligando o aeroporto à estação D. Pedro II.
Finalmente, em 26 de dezembro de 1936, o Hangar foi inaugurado com a ativação de uma linha regular de transportes aéreos que ligava Frankfurt ao Rio de Janeiro com escala em Recife e contou com a presença do então presidente Getúlio Vargas.
Logo que começaram a chegar os primeiros dirigíveis, era preciso 200 homens que ficavam na pista para ajudar a atracá-los, segurando seus cabos, apelidados de "aranhas". Havia uma torre onde a proa ficava atracada, enquanto a popa era engatada a um carro gôndola, feito para receber o cone e que entrava no Hangar para desembarque dos passageiros e manutenção, feita pela própria tripulação.

No Hangar, tudo tem proporções imensas. Com 270 m de comprimento, 50 m de altura e 50 m de largura, o Hangar do Zeppelin está orientado no sentido Norte/Sul. O portão Norte, com 28 m de largura e 26 m de altura só servia para ventilação e saída da torre de atracação e só abre manualmente. O portão Sul, o principal, abre-se em toda a altura do Hangar e possui duas folhas de 80 toneladas cada uma. Estas portas podem até hoje ser abertas elétrica ou manualmente, utilizando o sistema original.

O uso do Hangar foi efêmero e em 1937 o último Zeppelin decolava do aeródromo após nove viagens ligando o Brasil à Europa. Dentre essas viagens, quatro foram realizadas pelo Hindenburg e cinco pelo Graf Zeppelin.

Quando o aeroporto Bartolomeu de Gusmão foi transformado em Base Aérea de Santa Cruz, o Hangar passou a abrigar as diversas Unidades Aéreas que ali se instalariam ao longo dos anos.
O "Zeppelin" vai vencendo de forma heróica sua luta contra todas as adversidades do tempo e, apesar da proximidade com o mar da Baía de Sepetiba, ainda não sofreu problemas de oxidação que lhe causassem danos significativos.
O edifício do hangar da Base Aérea de Santa Cruz encontra-se tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), desde 1998. É um dos últimos exemplares e um dos mais bem conservados no mundo e constitui um importante marco na história de Santa Cruz, do Rio de Janeiro, do Brasil e do mundo.
Mais do que nunca, precisamos preservá-lo.

Curiosidades do Hangar Zeppelin
As instalações elétricas são revestidas por uma blindagem para evitar o surgimento de qualquer fagulha, o que poderia causar um incêndio nos dirigíveis.
Todo o hangar é servido por pequenos carrinhos na parte superior, usados para inspecionar e fazer reparos na estrutura dos dirigíveis.
Existe até hoje, na Base Aérea de Santa Cruz, uma gigantesca esfera de aço que era utilizada como depósito de hidrogênio. Esta esfera foi transformada em reservatório de água com capacidade de 3 milhões de litros.
No interior do Hangar existem duas escadas com patamares, uma de cada lado, e um elevador elétrico que transporta 450 kg de carga e se move a uma velocidade de 1 m/s.
O tempo gasto para abrir o portão Sul é de 6 minutos.
O Hangar possui três pontos de reabastecimento, um em cada extremo, e um no meio, com tomadas para gases hidrogênio, propano, butano, água e eletricidade.
No topo do hangar, existe uma torre de comando que está a 61 m de altura e de lá pode-se avistar toda a área desde Sepetiba até o Rio Guandu.
Só existiu um acidente durante o período que os Zeppelins operaram em Santa Cruz, que ocorreu quando um dos homens que seguravam as cordas não as soltou após ser dada a ordem para que as mesmas fossem liberadas. Ele subiu com o dirigível, até que alguém avisou à tripulação, que resolveu retornar. O referido homem quebrou algumas telhas e machucou as pernas.
O Hindenburg possuia 245 m de comprimento, 41,5 m de diâmetro, voava a 135 km/h com autonomia de 14 mil quilômetros e tinha capacidade para conduzir 50 passageiros e 45 tripulantes.
O Graf Zeppelin possuia 213 m de comprimento, 5 motores, transportava 35 passageiros e 45 tripulantes.
Em dezembro de 2010, em cerimônia que também marcou o encerramento das solenidades do Centenário do Brigadeiro-do-Ar Nero Moura, primeiro comandante do 1º Grupo de Aviação de Caça, foi inaugurada a Sala "Graf Zeppelin".
Localizada no Cassino dos Oficiais da Base Aérea de Santa Cruz, a Sala Histórica traz uma réplica do Zeppelin, além de imagens e informações sobre sua operação.

Fontes: FAB,Incaer,Wikipédia

Saiba mais: Blog do NINJA de 27/11/16

sábado, 9 de maio de 2020

Veteranos da FAB

Encontro de veteranos da FAB 2020 é cancelado
Não mais ocorrerá a edição 2020 do tradicional encontro de veteranos da Força Aérea Brasileira, que acontece anualmente na Escola de Especialistas de Aeronáutica, em Guaratinguetá (SP), na primeira semana de julho. O motivo é o controle sanitário devido à pandemia da Covid-19, causada pelo novo coronavírus.

Comunicado
Em comunicado, a A.M.I.G.A - Associação dos Militares Inativos de Guaratinguetá e Adjacências, promotora do evento, informa que, com pesar, cancela o 19° Encontro dos Veteranos "Volta ao Berço do Especialista", em decorrência da pandemia Covid-19. A decisão foi tomada em reunião do presidente da entidade, Antonio José Águeda, com o comandante da EEAR - Escola de Especialistas de Aeronáutica, Brigadeiro Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues, os quais lamentaram a necessidade de cancelamento e mantiveram a intenção de realizar o evento em data futura.

Como foi o Encontro 2019: Blog do NINJA de 06/07/2019 Clique aqui  

Como foi o Encontro 2018: Blog do NINJA de 07/07/2018 Clique aqui  

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Heróis Brasileiros

8 de Maio:
Dia da Vitória na II Guerra Mundial
A Força Aérea Brasileira - que participou da Segunda Guerra Mundial com um esquadrão de caça e uma esquadrilha de ligação e observação - o Exército Brasileiro - que esteve nos campos da Itália com a FEB - Força Expedicionária Brasileira - e a Marinha do Brasil - que patrulhou e escoltou navios no Atlântico Sul durante o conflito -comemoram, juntamente com outras forças armadas de países aliados, neste 08 de maio de 2020, os 75 anos do fim da Segunda Grande Guerra. Os heróis brasileiros demonstraram valor e contribuíram para por fim à tirania e à supressão de liberdade impostas por fascistas e nazistas aos povos das nações aliadas. A propósito da data, o Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, emitiu a seguinte mensagem.

Ordem do Dia – 8 de maio de 2020
75 anos do Dia da Vitória

Brasília, DF, 8 de maio de 2020.

"Há 75 anos, o dia 8 de maio entrou para o nosso calendário como símbolo de coragem, sacrifício e devoção de homens e mulheres das nações aliadas, que combateram a opressão, a tirania e o totalitarismo. 

Hoje, celebramos, honramos e agradecemos aqueles que contribuíram para o triunfo da democracia. Lembramos dos que se foram e daqueles que aqui estão, brasileiros e brasileiras, que deixaram suas famílias, amigos e partiram para a guerra, e devido à árdua missão a cumprir, muitos dos nossos bravos deixaram de regressar aos seus lares.

Em 8 de maio de 1945, acabava a Segunda Guerra Mundial na Europa, a paz e a liberdade eram restabelecidas. O Brasil foi parte desse esforço.

Nossas Forças Armadas estiveram presentes nas águas do Atlântico, nos campos de batalha e nos céus da Europa, lutando pela justiça, pela liberdade e por um mundo melhor. 

Saudamos a Marinha do Brasil, responsável pelo patrulhamento das nossas águas, pela escolta e proteção dos 575 comboios, totalizando 3.164 navios, que trafegavam no Atlântico, e pela defesa de nossa costa durante a Guerra. Nossos marinheiros que ali estavam certamente diriam que navegar na tempestade os tornou mais fortes. Ao final do conflito, a Marinha do Brasil pôde desfraldar o seu Bravo Zulu! 


Reverenciamos o Exército Brasileiro e seus soldados, nossos pracinhas, que tiveram conquistas expressivas para a vitória dos aliados. Saudamos aqueles 25 mil combatentes da Força Expedicionária Brasileira que enfrentaram as incertezas dos combates, consagraram com seu sangue o solo da Itália e cuja memória permanece viva em nossos corações. A Cobra Fumou!


Exaltamos a Força Aérea Brasileira e o Primeiro Grupo de Aviação de Caça, nossos guardiães dos céus, que, entre outubro de 1944 e maio de 1945, voaram 445 missões, mostrando, nos céus da Itália, a bravura, o desprendimento e a incansável dedicação, marca indelével de nossos combatentes dos ares. Senta a Púa!


As experiências do passado nos servem para relembrar os que nos antecederam, aprender com seus atos, pensar no presente e olhar para o futuro.

Os heróis de ontem nos ensinaram que nossas escolhas e nossas ações na adversidade definirão como cada capítulo da História será escrito.

Este 8 de maio, quando o coronavírus nos carrega de incertezas, coloca luzes na importante participação dos profissionais de saúde das Forças Armadas Brasileiras na Segunda Guerra Mundial.

Entre eles estavam as 67 enfermeiras, que formavam o primeiro grupo de mulheres militares a participar do suporte às operações de combate no Brasil.

O engajamento silencioso desses profissionais acolhia e tratava os bravos que sofriam os efeitos diretos dos combates.

O esforço de guerra nos deixou lições que vão além dos evidentes atos de bravura.

Foi mobilizado o espírito da nação brasileira, que se uniu, aceitou sacrifícios, enfrentou o medo de perder seus filhos e se entregou à defesa dos valores da nossa gente.

O empenho dos brasileiros na Segunda Guerra Mundial contra totalitarismos nos deixou um legado de democracia e um exemplo que nos orienta e sempre nos fortalece.

O dia 8 de maio é um marco para a liberdade que exercemos".

FERNANDO AZEVEDO E SILVA
Ministro de Estado da Defesa

Carreiras na Aviação

FAB faz primeiro voo de Aeronave Remotamente Pilotada conduzida por equipe feminina
Duas militares do Esquadrão Hórus (1º/12º GAV), sediado na Ala 4 - Base Aérea de Santa Maria (RS), protagonizaram mais um capítulo de pioneirismo na história operacional da Força Aérea Brasileira (FAB). A Capitão Aviadora Juliana França Cavalcanti e a Sargento especialista em Fotointeligência Isabela Nascimento realizaram, no dia 20 de abril de 2020, o primeiro voo com tripulação feminina de uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), o RQ-900. A tripulação de uma ARP consiste em um Piloto Interno (PI), que é um Oficial Aviador, e um Operador de Equipamentos Especiais n°3 (O3), que é um oficial ou sargento especialista em Fotointeligência. O voo é controlado a partir de uma GCS (Ground Control Station) e, nesse cenário, o O3 auxilia o PI nos procedimentos normais e de emergência relacionados ao voo, bem como realiza o planejamento e a execução de missões de inteligência e reconhecimento aéreo por meio da manipulação de sensores.

Missões
Entre as várias missões realizadas pelo Esquadrão, usando como vetores as aeronaves RQ-450 e RQ-900, o mesmo se destaca pela grande participação em missões interagências de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), como exemplos, a participação efetiva nos Jogos Olímpicos de 2016, na Copa do Mundo de 2014, e no Plano Nacional de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro nos anos de 2017 e 2018. A missão em destaque foi realizada pela Capitão Aviadora Juliana França Cavalcanti na função de PI e pela Sargento Isabela Nascimento na função de O3. A Capitão Juliana França ingressou no Esquadrão em 2014 e, desde então, é a única mulher a exercer a função de piloto das duas aeronaves. “Estou há 7 anos no Esquadrão Hórus e durante esse período já participei de muitas missões. Entendo que operação com RPA [Aeronave Remotamente Pilotada, na sigla em inglês] é o futuro da aviação e está crescendo em todo o mundo”, destacou. Além disso, a piloto demonstra orgulho em realizar sua função com outras mulheres. “Poder dividir isso com minhas companheiras de Esquadrão é motivo de grande orgulho não só para mim, mas para todas as mulheres, porque mostra que podemos atuar com profissionalismo e competência em todas as áreas”, relatou a oficial. A sargento Isabela, pertencente à primeira turma do Curso de Formação de Sargentos a matricular mulheres na especialidade de Fotointeligência, chegou ao Esquadrão em 2016 e, até então, é a única mulher a operar as aeronaves na função de O3. “Em poucos anos, o Esquadrão me permitiu vivenciar diversas experiências e contribuiu para meu crescimento operacional e pessoal. Aqui pude realizar missões operacionais e contribuir com a população do meu país, motivo pelo qual escolhi seguir essa carreira. Sou muito grata pelo respeito e igualdade com que sou tratada, sem distinção", ressaltou.

Fotos: Tenente Paulo, do 1º/12º GAV

Fonte: FAB

quinta-feira, 7 de maio de 2020

Aeroclubes

Anac define aeroclube como atividade essencial
A Anac - Agência Nacional de Aviação Civil emitiu nota técnica afirmando que são atividades essenciais as atividades acessórias e de suporte ao transporte de passageiros, estando incluídas as atividades de formação e adestramento de pessoal de aviação civil oferecidas pelos aeroclubes, escolas de aviação civil e centros de instrução de aviação civil. A nota foi emitida em resposta à solicitação do Aeroclube de Bragança Paulista (SP), por intermédio do advogado Carlos Barbosa, especialista em Direito Aeronáutico, pedindo declaração e reconhecimento expresso das atividades da instituição aeronáutica como essenciais.

Caso
O Aeroclube de Bragança Paulista realizou a solicitação alegando que diversas normas foram criadas como medidas de enfrentamento da pandemia de covid-19. Assim, foram editados decretos, portarias, resoluções, instruções normativas e regulamentações esparsas visando a definição das atividades essenciais e daquelas autorizadas a operar em cada localidade específica.

Nota
Em nota, a Anac entendeu, em suma, que no decreto 10.282/20 “há citação expressa quanto ao enquadramento do transporte de passageiros, seja municipal, interestadual ou internacional, no rol de atividades essenciais. Diante disto, também são atividades essenciais as atividades acessórias e de suporte ao transporte de passageiros, o qual estão incluídas as atividades de formação e adestramento de pessoal de aviação civil oferecidas pelos Aeroclubes, Escolas de Aviação Civil e Centros de Instrução de Aviação Civil”. Segundo a agência, uma vez que a formação e o adestramento de pessoal de aviação civil é uma atividade essencial, somente poderão ser determinadas limitações às operações dos Aeroclubes, Escolas de Aviação Civil e Centros de Instrução de Aviação Civil se estas limitações forem decorrentes de ato específico e após articulação prévia com a Anac. Dessa forma, a Anac possibilita a essas organizações aeronáuticas funcionarem, ressalvando que a continuidade das operações dos Aeroclubes, Escolas de Aviação Civil e Centros de Instrução de Aviação Civil está condicionada a medidas cautelares para a redução da transmissão do covid-19, com a intensificação das medidas sanitárias e de saúde indicadas pelos órgãos competentes.

Código de Aeronáutica
Para Carlos Barbosa, “a decisão da Agência Reguladora é acertada e vem ao encontro com as disposições do Código Brasileiro de Aeronáutica, que considera o Aeroclube como entidade de utilidade pública e que pratica atividade essencial, podendo inclusive cumprir missões de emergência e de notório interesse da coletividade, sem contar com o fato de que a habilitação, a certificação e o adestramento de pessoal da aviação civil, sobretudo pilotos, é prática ‘sine qua non’ para a continuidade das operações aéreas no país, principalmente se considerarmos a grande demanda da aviação de táxi aéreo e de carga em meio à pandemia da covid-19, cujos voos, dentre outros objetivos, são essenciais para a circulação de profissionais da saúde, de órgãos vitais e de materiais imprescindíveis para a detecção, tratamento e contenção da doença no Brasil”.

Fonte: www.migalhas.com.br em 07/05/2020

quarta-feira, 6 de maio de 2020

Espaço

Satélite brasileiro completa 3 anos em órbita
Há três anos, o Brasil lançava seu primeiro satélite – o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). A partir do dia 4 de maio de 2017, o país passou a contar com um programa capaz de fornecer conexão de Internet banda larga de alta velocidade em 100% do território nacional, beneficiando a comunicação no setor de Defesa e para a sociedade de modo geral. Desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space, que assinou um contrato com a Visiona (uma joint venture formada pela Embraer e pela estatal Telebras), o SGDC tem uso dual, ou seja, civil e militar. De um lado, utilizando a banda Ka, que possibilita acesso à conexão de banda larga em todos os locais do país. De outro, a partir da banda X, é possível tramitar informações afetas às áreas de defesa e governamental.

Controle de órbita
Segundo a Estratégia Nacional de Defesa, a Força Aérea Brasileira é a responsável pelo desenvolvimento da área espacial no país. É da FAB, em parceria com a Telebras, a incumbência pela operação e pelo monitoramento do satélite. No Centro de Operações Espaciais (COPE), Organização subordinada ao Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), localizado em Brasília (DF), foi instalada uma das antenas utilizadas nas atividades; ela tem 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e pesa 42 toneladas. O Comandante de Operações Aeroespaciais, Tenente-Brigadeiro do Ar Jeferson Domingues de Freitas, explica que o COPE é composto por militares especializados das Forças Armadas, que atuam no Planejamento, Comando e Controle do SGDC, manobrando semanalmente o satélite a fim de manter o controle da órbita e do seu apontamento, bem como monitorando e controlando o desempenho de seus canais de comunicações 24h por dia, sete dias por semana. “As atividades são realizadas por militares da Marinha, do Exército e da FAB, em conjunto com engenheiros da Telebras, parceira no projeto do SGDC”, completa o Oficial-General.

Comunicações seguras
Após três anos, o SGDC continua provendo comunicações seguras em todo o território nacional, alcançando, por exemplo, navios da Marinha nos Oceanos Atlântico e Pacífico, tropas do Exército nos Pelotões de Fronteiras e nos mais inóspitos locais do Brasil. Essa capacidade permite o enlace de comunicação por voz ou dados (internet ou intranet) de alto desempenho, possibilitando o Comando e Controle de unidades isoladas ou deslocadas. “O SGDC garante a soberania e disponibilidade nas comunicações militares. Ele foi empregado com sucesso nas mais relevantes Operações dos últimos três anos, as quais podemos destacar a Operação Verde Brasil, a Operação Amazônia Azul, as missões de Busca na região de Brumadinho, dentre outros eventos de extrema relevância”, destaca o Tenente-Brigadeiro Domingues. O Comandante de Operações Aeroespaciais destaca que o SGDC possibilita, ainda, que a administração pública federal amplie consideravelmente a capacidade de conexão de Internet em banda larga para universidades, centros de pesquisa, escolas, hospitais, postos de atendimento, telecentros comunitários e outros pontos de interesse público.

Nova estrutura
Existem dois Centros de Operações Espaciais redundantes, sendo o principal localizado em Brasília e outro no Rio de Janeiro (COPE-S), que funciona como centro secundário desde dezembro de 2019. Coincidindo com o aniversário de três anos do lançamento do SGDC, o COPE localizado na Capital Federal passou a operar, desde a última segunda-feira (04), a partir das novas instalações construídas especialmente para esse fim. Estas instalações garantirão o funcionamento, a operação e todos os serviços prestados pelo Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação Estratégica.

Fonte: FAB

terça-feira, 5 de maio de 2020

Ação Cívico-Social

Força Aérea monta estrutura e distribui refeições para caminhoneiros em Santos
A Força Aérea Brasileira (FAB), em mais uma ação da Operação Covid-19 realiza, desde o dia 4 de maio de 2020, a produção e distribuição de refeições para caminhoneiros que trafegam pela SP-055, em local próximo ao Porto de Santos, no litoral paulista. Estima-se que serão distribuídas até 800 unidades por dia, em dois períodos: das 12 às 13 e das 18 às 19 horas. A atividade tem previsão de dois meses de duração, e busca suprir a restrição de funcionamento dos postos de serviço localizados às margens da rodovia. A entrega das refeições acontecerá nas balanças de pesagem da Ecovias, localizadas no km 264 (pista leste) e km 262 (pista oeste).

Logística de campanha
A estrutura utilizada pertence ao Grupamento de Apoio Logístico de Campanha (GALC), cuja missão é suportar logisticamente operações e exercícios de interesse do Comando da Aeronáutica. Os materiais foram transportados da cidade do Rio de Janeiro para a Base Aérea de Santos (BAST), sede da ação, localizada no Distrito de Vicente de Carvalho, município do Guarujá e a estrutura foi montada em 48 horas. Além do GALC, participam da ação os Grupamentos de Apoio dos Afonsos (GAP-AF) e de São Paulo (GAP-SP). Cerca de 50 militares estão envolvidos na atividade. Segundo o Comandante da Base Aérea de Santos, Tenente-Coronel Aviador Francisco José Formaggio, o local foi escolhido por conta da proximidade de conexão com o porto, que é o maior da América Latina. "A maioria dos caminhões que por aqui trafegam fazem parte da logística portuária e as atividades são diuturnas, de forma continuada e, muitos caminhoneiros encontram dificuldades em conseguir alimentos, já que alguns pontos estão com atendimento fechado ou bastante restrito”, comenta.

Unidade Celular de Intendência
A estrutura chamada UCI - Unidade Celular de Intendência inclui um contêiner onde opera uma cozinha industrial. Além disso, também são utilizadas duas cozinhas com mobilidade na carroceria de um caminhão, chamado de Rodomapre, onde é transportado o alimento na temperatura ideal. Ambos os módulos são usados para produção e preparação das refeições servidas em atividades operacionais, quer seja em manobras de treinamento ou emprego real da FAB.

"A Unidade Celular de Intendência (UCI) é acionada pelo Comando da Aeronáutica. A partir deste acionamento, deslocamos nossa estrutura de campanha e militares de diversas unidades do país para dar apoio às ações humanitárias, catástrofes naturais, suporte às nossas tropas e também a civis que precisam de nossa ajuda", explica.

Caminhoneiros
O caminhoneiro Joel do Amaral Jorge recebeu uma das refeições. Para ele, esta é uma ajuda essencial para continuidade do trabalho na estrada. “É uma ação que ajuda muito a gente, já que em muitos lugares não encontramos alimentos e nem quentinha. Parabenizo pelo trabalho de vocês, que é com essa ajuda que acaba incentivando outros”, disse. Já Washington Luiz Morais Dutra agradeceu a iniciativa das Forças Armadas, por meio da Aeronáutica. "É uma ação muito bonita que vocês estão fazendo, dando o suporte aos caminhoneiros do Brasil nesse momento de pandemia, e até de guerra. Não podemos deixar o Brasil parar e por isso estamos na estrada", comentou.

Operação COVID-19
A iniciativa da Força Aérea Brasileira faz parte da Operação de enfrentamento à pandemia do novo Coronavírus, sob coordenação do Comando Conjunto do Sudeste, com sede na cidade de São Paulo. Trata-se de um dos dez Comandos Conjuntos ativados por ordem do presidente Jair Bolsonaro ao longo do território nacional, para apoio das Forças Armadas às medidas deliberadas pelo Ministério da Defesa, para a mitigação das consequências do surto de Covid-19.

Fotos: Tenente-Coronel Formaggio/BAST, Cabo Mazzoni/BASP e Soldado Anderson Soares/CECOMSAER

Fonte: FAB

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Indústria Aeronáutica

Invoz lança serviço de recolocação de trabalhadores do setor aeroespacial
O Instituto Invoz, com o apoio do e-IMI (Information Management Institute), lançou, dia 1° de maio de 2020, um serviço gratuito de recolocação profissional de trabalhadores do setor aeroespacial. A iniciativa tem o objetivo de diminuir o impacto da crise do coronavírus sobre o setor, gerada pela pandemia da Covid-19 e pelo rompimento do contrato da Boeing com a Embraer.

Acesso
Para chegar até o webiste basta ir ao endereço www.invoz.org e clicar no link "Invoz Talentos", no menu principal. O "Talentos" também pode ser acessado diretamente no endereço www.invoz.org/talentos. O serviço é totalmente gratuito e busca ajudar candidatos e empresas em processos de recrutamento. O usuário pode se cadastrar na área de registro, como candidato ou empregador. Os trabalhadores podem salvar currículos dentro do sistema e submeter candidaturas aos empregadores. As indústrias têm a possibilidade de buscar os currículos dos profissionais cadastrados e fazer contato para contratação de mão de obra altamente especializada. É possível também publicar vagas dentro do Invoz Talentos.

Invoz Talentos: Clique aqui 

domingo, 3 de maio de 2020

Especial de Domingo

Da revista Ventura selecionamos e voltamos a publicar o excelente texto sobre Jean Mermoz que - em maio de 1930, com um hidroavião Laté 28 - partiu de Saint Louis no Senegal, com destino a América do Sul. Pousou em Natal e viabilizou, assim, o primeiro correio aéreo transatlântico.
Boa leitura.
Bom domingo!

Jornal francês noticiando a chegada do aviador Mermoz ao Rio Grande do Norte

A épica travessia do piloto francês, Jean Mermoz

François Perrier
Revista Ventura

A épica travessia do piloto francês Jean Mermoz sobre o Atlântico, estabelecendo a primeira linha aérea postal regular entre a Europa e a América do Sul, é um valioso documento de coragem e determinação. Permanentemente lembrada, a imagem de Jean Mermoz, com um capacete de couro, pilotando um velho biplano Breguet, sobre as áreas do Saara, suscita ainda muitos sonhos e aventuras. É verdade que o piloto conheceu, ao redor dos anos 20, uma vida excitante e perigosa nos Correios Aéreos, atravessando, com todas as condições de tempo, sobre o deserto e a montanha, bordejando um oceano ainda inviolado. Mas, até por que ele viveu e exerceu o seu trabalho numa época-chave da História, Jean Mermoz também foi, ao fim de sua breve e prodigiosa carreira, o comandante de multi motores transoceânicos e inspetor geral da jovem companhia Air France. E uma pequena dezena de anos somente, separa essas duas realidades.

O PILOTO MILITAR
Brevetado no começo do ano de 1921, então com apenas 19 anos de idade, Jean Mermoz faz parte dos pilotos que a grande guerra não deu tempo de formar. Foi no entanto na aviação militar sobre os campos de Istres que ele efetuou suas primeiras tomadas de pista. Um acaso? Não. Curiosamente, o adolescente Mermoz jamais havia manifestado paixão pela aviação, assim como não demonstrava nenhuma vocação para a vida de caserna. Sonhava mesmo por algum tempo em tornar-se jornalista. Filho único de pais separados, abandonou aquela ideia, decidindo a submeter-se aos desejos de sua mãe, Madame Gabrielle Mermoz. Por ela, seria engenheiro. Seu fracasso ao tentar os estudos superiores e, mais precisamente, ao ser reprovado num exame oral de matemática, colocou um fim naquele sonho. Aos 18 anos, o jovem hesitava. A conselho de um amigo encaminhou-se para a aviação. Certamente, por que esta escolha prometia belas aventuras, assim como o salário dos aviadores se situava em um nível mais vantajoso do que os salários de outras carreiras militares. Jean Mermoz pensava no futuro próprio e de “Mangaby”, o apelido de sua mãe Gabrielle, a quem ele permaneceria felizmente ligado até o fim de sua vida. Alistado na aviação militar por quatro anos, Mermoz encontrou o seu caminho. “A febre do ar e da aviação me possuem”, escrevia ele à sua mãe, ao começar a sua formação de m piloto. Em abril de 1921, compareceu a seu primeiro posto, na Base de Metz-Frescaty. Rapidamente apresentou-se como voluntário para ir para o Oriente Médio, especialmente para a Síria, onde a guerra dos Druzos mobilizava tropas francesas encarregadas de manter a ordem na região. Os primeiros momentos de aventura o esperavam em Saida e logo depois em Palmyre, onde Mermoz assumiu suas funções de piloto, em dezembro de 21. O homem que 14 meses mais tarde retornaria à França não seria mais o mesmo. Não foram as medalhas e uma citação honrosa que o haviam transformado, e sim um novo amor, voar, que passara a fazer parte integrante de seu corpo, trazendo do deserto oriental seu primeiro resultado de fortes experiências.

O PILOTO DE CORREIO
“É uma alegria verdadeiramente sadia, fazer o bem. É a única coisa que não se deve desprezar. É uma felicidade fácil de obter”, escreve ele naquela época. O que havia ocorrido? Apenas recuperado de uma marcha de quatro dias e quatro noites contra a morte no deserto, quando, ao retornar de uma missão, foi obrigado a pousar seu avião no último minuto com o motor em chamas, a 60 km de Palmyre, Mermoz se viu designado para nova missão, pilotando um avião-ambulância novo em folha. Ei-lo pois, enfermeiro dos ares! O sentimento experimentado neste período iria marcá-lo profundamente. Depois de dois estádio na metrópole, Jean Mermoz deixou o exército sob permissão, no mês de março de 1924. Contava, na época, com 600 horas de voo, e sem nenhuma dúvida esperava que as cartas que havia escrito para as sociedades de aviação oferecendo-se como piloto lhes renderiam frutos. Uma nova experiência o esperava, e esta sim, o marcaria para sempre. Antes de entrar nas linhas aéreas Latécoère, em outubro de 1924, e nos passos de um destino fora das normas habituais, o jovem piloto se encontrava sem emprego em nem domicílio fixo. Preocupado em não inquietar sua mãe, e muito orgulhoso para mostrar suas decepções, vagava sozinho pelas ruas de Paris, aceitando pequenos biscates, não importava onde e até mesmo sem condições de almoçar ou jantar todos os dias. Enfim convocado à Toulouse por Didier Daurat, o célebre diretor de exploração da linha, foi um Mermoz esfomeado mas predisposto a qualquer desafio que se apresentou ao seu futuro patrão. Poderia, enfim, retomar sua vida de piloto. Depois de algum tempo em terra, passou a integrar o que chamavam de “La Ronde”, ou seja, o grupo que se revezava na distribuição do correio aéreo, que, na época, era transportado diariamente em viagens de ida e volta de Toulouse às portas da África. Designado para a linha Toulouse-Barcelona, depois Barcelona-Málaga, Jean Mermoz não descansava. No fim de 1925, recebia a medalha do Aeroclub de France por seus 120.000 km percorridos naquele ano, em 800 horas de voo. Mas o piloto queria mais. Sua sede de ação e de descoberta crescia na medida em que se formava sua personalidade. Em março de 1926, assumiu a linha Casablanca-Dakar. Reencontrava então com o deserto ocidental, seguindo as rígidas normas do correio, aquela mercadoria muda e sublimemente humana que passaria a ser uma importante parte de sua vida, assim como da vida de seus camaradas.

O PILOTO-CHEFE DE BUENOS AIRES
Assim que Pierre-Georges Latécoère, o inventor da Linha Postal, começou a entabular negociações para a extensão da linha para a América do Sul, Mermoz dedicou-se inteiramente a esta nova missão. Seus pensamentos já atravessavam o oceano no rumo da América do Sul, um outro mundo que a aviação comercial não havia ainda atingido – em uma palavra, um gigantesco continente a conquistar, o que a empresa alemã Lufthansa projetava fazer já havia algum tempo. E foi efetivamente aí, no momento em que seu nome circulava ao longo de toda a linha, de Toulouse a Dakar, que iria se conferir toda a avergadura do piloto e do homem Jean Mermoz. Ao longo da costa da África, “O grane”, como já era chamado, não se contentava com tão pouco, participando também das operações de resgate de seus camaradas acidentados naqueles percursos, arrancando alguns deles das mãos cruéis dos mouros dissidentes, tendo sido ele mesmo feito prisioneiro e somente libertado contra o pagamento de um resgate. Liderando pilotos menos prudente do que ele, Mermoz não era só um grande comandante, mas também um amigo fiel. Em abril de 1927, Latécoère fracassa em suas ambições para a América do Sul e, por algum tempo, desiste. Aquele epopeia poderia ter terminado se não fosse por um homem de negócios francês, Marcel Lafont, instalado no Brasil depois de muitos anos, e que vislumbrou a importância do projeto da linha aérea da concorrência alemã, se estabelece sob o olhar quase indiferente dos Estados Unidos que não acreditam ainda na viabilidade de uma linha postal naquela região do mundo. O governo francês preocupava-se sobretudo com as ligações entre seu império colonial, do qual a América do Sul não fazia parte. Marcel Bouilloux-Lafont desejava e acreditava que havia algo a realizar e, assim sendo, comprou pelo preço mais alto a maioria das ações da Latécoère, fechando contratos postais com os países sul-americanos, batizando sua nova empresa como “Aéropostale”. Começava então aí, uma nova época, aquela dos pioneiros do correio postal, que se acidentaram às dezenas no comando de aviões frágeis, cujo potencial aéreo já havia se exaurido há muito tempo. Iniciava-se a exploração da mais longa e prestigiosa linha aérea do mundo, e nela estava Jean Mermoz. No fim do mês de novembro de 1927, desembarcava ele no Rio de Janeiro. Nomeado piloto-chefe, a ele cabia colocar em Marcha uma máquina gigantesca, a rede sul-americana da Aéropostale, com suas trilhas na maior parte abertas para Paul Vachet, outro grande piloto que os historiadores da linha por diversas vezes esqueceram de mencionar em suas histórias.

O PILOTO TRANSOCEÂNICO
Paul Vachet sentado ao lado do avião das linhas aéreas Latécoère
que fazia o roteiro Recife, Rio de Janeiro, Montevidéu e Buenos Aires - 1930
Sem fugir às suas novas responsabilidades, Jean Mermoz estabeleceu uma condição para a sua nomeação de piloto-chefe: continuar a voar. E assim o fez, sendo permanentemente visto em todo o percurso da linha, por cima de florestas e ao longo das costas, assim como na burocracia da empresa, dividindo riscos com seus camaradas e impondo-se um irrefreável ritmo de trabalho. No mês de abril de 1928, Mermoz inaugurava o voo noturno da linha. Ninguém acreditava que isso pudesse ser feito, mas ele o fez, abrindo caminho para todos os outros pilotos. Para transportar o correio até Santiago, no Chile, era necessário vencer o enorme obstáculo da Cordilheira dos Andes. Foi também ele que abriu a via aérea para aquele destino, escapando duas vezes da morte enfrentando aquele monstro de rocha de gelo.
Os pilotos tinham que se adaptar as mais inóspitas e adversas situações.
Na foto, um dromedário sendo usado como escada para reparos no avião
Embora festejado, na França quase ninguém ainda o conhecia, o que mudaria entre 12 e 13 de maio de 30, quando o primeiro correio cem por cento aéreo, pelas mãos de Jean Mermoz parte de Saint Louis no Senegal, com destino ao Brasil, pousando 21 horas e dez minutos depois, na cidade de Natal. Três anos antes, Lindberg aterrisava em Le Bourget vindo de Nova York, mas para Mermoz e seus dois tripulantes, sua travessia não se tratava de um “Raid”, uma vez que a missão daquele hidroavião Laté 28 era transportar o importante correio postal. A concorrência alemã distanciava-se e o trabalho de cada homem na linha aumentava.
Um Late 300, adaptado para pouso na água



O HOMEM PARA TODA A OBRA
Pierre George Latecoere
Fundador da linha Aeropostale
Ao curso dos seis últimos anos de sua vida, Mermoz se consagrou inteiramente ao seu “correio postal”. Transformou-se na ponta de lança de uma energia francesa projetada sobre o Atlântico Sul até os confins da Patagônia. Com a liquidação da Aéropostale, de onde nasceria a Air France, Mermoz continuava voando, transformando-se no grande defensor de uma obra pontilhada de sacrifícios e atos de heroísmo, porém Paris, o Ministério do Ar e a direção da Air France, pouco se emocionavam. Ocorreu mesmo a possibilidade de dividir a linha com a Alemanha, o que para Mermoz era impensável, até por que era uma missão conservar para a França aquela linha exemplar que nem mesmo os americanos haviam ousado construir. A Air France decidiu utilizar hidroaviões para assegurar a travessia do Atlântico Sul, e Mermoz sugere que a escolha do equipamento recaia sobre o Arc-em-Ciel, um avião trimotor inventado e construído pelo engenheiro Renée Couzinet. Mais rápido, com uma melhor performance e mais seguro, o aparelho prefigurava a aviação moderna que a empresa americana Douglas alguns anos mais tarde apresentaria com o seu modelo DC-3.
No entanto, Mermoz prega no deserto. Aborrecido com as intrigas políticas das quais é testemunha, resolve imiscuir-se no meio das discussões sobre a linha e os seus recursos, em nome de um ideal e de sua fé numa obra coletiva. Forjado nas escola da aviação ele deve dedicar-se fortemente ao seu trabalho. Com a França atolada em divisões políticas, é necessário um discurso de reconciliação nacional. Mermoz se engaja nos quadros da Associação dos Voluntários Nacionais, um emanação do movimento das Cruzes de Fogo, dirigida por François de La Rocque. Seu engajamento, portador de uma mensagem cívica, não terá tempo de desabrochar. Entre duas viagens transatlânticas e alguns voos de experiência, Mermoz milita, pronuncia discursos e inicia movimentos de moços junto à Associação Philotécnica de Bois Colombe, perto de Paris incrementando o gosto pela aviação. Em 7 de dezembro de 1936, a tragédia se abateria sobre o grande piloto quando, como comandante da Legião de Honra e Inspetor Geral da Air France, desaparecia com o seu avião sobre o Atlântico, oriundo de Dakar. “Jamais será grande quem permanecer simples”, escreveu ele a um jovem. No entanto, Jean Mermoz partiu simplesmente, no comando de seu hidroavião “Croix Du Sud”, firmemente unido à sua tripulação, no cumprimento do dever, como sempre. Sua última transmissão pelo rádio, recebida pelo operador de Air France em serviço na manhã daquele 7 de dezembro foi: “Acabamos de cortar o motor traseiro direito”. A nação francesa estava em lágrima e a aviação mundial de luto. Assim mesmo, a mensagem de bravura e determinação de Jean Mermoz, curiosamente atual, plana ainda sobre a superfície do mundo que ele ajudou a desbravar.
Marcel Bouilloux-Lafont
Pioneiro das linhas aéreas para a América do Sul, diretor da Aeropostale

FRAGMENTOS DO DIÁRIO DE BORDO DE JEAN MERMOZ
REFERENTES AO PRIMEIRO VOO DAKAR-NATAL
“Cobrindo a Argentina e outros países da América do Sul com uma gigantesca rede de linhas aéreas, assim Marcel Bouilloux-Lafont pensava na travessia do Atlântico Sul e assim foi que Didier Daurat preparou e testou um novo Latécoère 28 adaptado com flutuadores. Em 1930, ele me chamou da América do Sul, para me confiar a implantação daquela linha. Depois de haver batido em 11 e 12 de abril o recorde do mundo de distância em circuito fechado em hidroavião, com 4.308 km percorridos em 30h e 25min de voo, parti para Saint Louis du Senegal com meus tripulantes Dabry e Gimié. A partir daquela data pensei que era impossível atravessar o Atlântico Sul pelo ar, de uma forma regular que não seria nada mais do que uma questão de método, vontade e espírito de realização. Em 12 de maio atravessei o Atlântico no Laté 28 com flutuadores, um monomotor, do Senegal a Natal em pouco mais de 19 horas. Tínhamos a bordo 130 kg, do primeiro correio aéreo transatlântico, que foi distribuído no Rio, três dias após sua partida de Paris, em Buenos Aires três dias e meio depois e em Santiago do Chile, no quarto dia. Uma tripulação francesa havia assegurado pela primeira vez a ligação postal entre os dois continentes. A partir do momento que decolamos, em 12 de maio, do Rio Senegal em Saint Louis, nosso hidroavião Latécoère 28 Hispano-Suiza 650CV portava 2.600 litros de combustível e pesava 5.500 kg. Para mim, como para meus dois companheiros, o navegador Dabrit e o radio-telegrafista Gimié, a quem devo fazer um elogio todo especial, nossa tentativa parecia realizar-se sem nenhum problema. Insisto sobre a característica de nosso empreendimento, uma vez que a mesma era uma experiência e não uma tentativa de um raid. Evidentemente, é curioso que um simples voo postal regular tenha sido superior a um recorde mundial. Assim foi, precisamente por que a aviação francesa tinha alcançado um magnífico movimento de recuperação, uma vez que os serviços técnicos das companhias aéreas comerciais tinham uma ideia exata da aviação, sendo que a aliança de um piloto, de um navegador, e de um radio-telegrafista, constituíam uma grande força”.

PILOTOS DE LINHA
O percurso de Toulouse (França) a Santiago (Chile)
Habituados a voar com qualquer tempo, de dia e de noite, em dias e horas determinadas previamente, os pilotos de linha adquiriram um senso espacial inteiramente natural. É bem verdade que, sobre o Atlântico Sul, não fomos submetidos a nenhuma emoção e nenhum problema. Dabrit e Gimié foram instalados numa cabine relativamente grande, à vontade; o primeiro para efetuar suas observações e cálculos e o segundo para servir-se do seu posto de telégrafo sem fio. Dakar já se encontrava há alguns quilômetros de nós quando Gimié fez seu primeiro chamado à estação rádio terrestre. O barulho do motor me alegrava e eu não pude esconder a alegria no meu coração. Meus dois co-tripulantes, que contavam, cada um , perto de 50 travessias Marselha-Algéria, tinham, enfim, a ocasião de realizar uma grande experiência esportiva. Durante o voo, mil preocupações ocupam uma tripulação. Pensando bem, esse voo parecia de uma facilidade impressionante e uma frase vem naturalmente, tolamente, na ponta da caneta: “Este foi um voo sem história”. No entanto, foi necessário permanecer em comunicação com diferentes estações radio-telegráficas, garantir com precisão a navegação e permanecer por muitas horas nos comandos do avião. Isto nada mais é do que a aviação. Toda a viagem permaneci numa altitude muito baixa, entre 50 e 200 metros, mantendo regularmente a velocidade de 160km/h. O mar estava relativamente calmo e de uma cor verde fosca, uniforme. Não avistamos nenhum barco a não ser o Phocée, localizado a 900 km de Dakar, por medida de segurança. Duzentos quilômetros após o Phocée, sobre o qual passamos rapidamente, nos mantivemos sempre em contacto com a estação radiogoniométrica de Saint Louis. Dabrit controlava facilmente sua navegação em cada quarto de hora, através da recepção em ondas médias de 600 m realizadas por Gimié.
Seis anos depois Jean Mermoz e sua tripulação desapareceram no Atlântico fazendo a mesma rota original.
Restos do seu aparelho, ou da tripulação, jamais foram encontrados

sábado, 2 de maio de 2020

Tecnologia

Voos dos pterossauros podem ajudar a entender questões da aviação
Os pterossauros e outros dinossauros voadores podem ensinar velhos truques para solucionar problemas de novas tecnologias, como estabilidade de voo e formas de lançamento de drones. Liz Martin-Silverstone, pesquisadora e pós-doutoranda da Universidade de Bristol, no Reino Unido, declarou: “Há coisas muito legais nos registros fósseis que não são exploradas porque os engenheiros geralmente não olham para a paleontologia quando pensam em soluções para problemas aeronáuticos.”

Engenharia aeroespacial
Martin-Silverstone acredita que fósseis desses animais pré-históricos podem dar à engenharia aeroespacial uma visão extraordinariamente profunda da anatomia de suas asas e de sua capacidade de voar. Segundo o site TecMundo, a pesquisadora acrescentou: “Embora você não saiba exatamente o formato da asa, é possível modelar sua eficácia e determinar qual seria o melhor desempenho em condições naturais.”

Fonte: www.renovamidia.com.br em 28/04/2020

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Oshkosh AirVenture

EAA decide cancelar Oshkosh 2020, devido à Covid-19
Em mensagem aos associados e aos entusiastas de aviação mundo afora, o presidente da EAA - Associação de Aeronaves Experimentais, Jack Pelton, anuncia o cancelamento da edição 2020 do Oshkosh AirVenture, devido às restrições de mobilidade derivadas do controle sanitário para enfrentamento da pandemia Covid-19 causada pelo novo coronavírus.
O Oshkosh AirVenture é o maior evento da aviação mundial e é realizado anualmente entre julho e agosto, na cidade de Oshkosh, estado de Wisconsin, nos Estados Unidos. Em média, os aeroportos de Oshkosh e imediações recebem 10 mil aeronaves de todas as épocas e um milhão de pessoas comparecem ao evento.

Do Brasil, tradicionalmente, cerca de 150 pessoas, a maioria levada pela operadora de turismo Candiota, participam da Oshkosh AirVenture. Em 2020 a exposição e shows de aeronaves ocorreria de 20 a 27 de julho. A previsão é que a próxima exposição aeronáutica de Oshkosh aconteça de 26 de julho a 01 de agosto de 2021.

Mensagem da EAA
"Meus colegas EAA'rs.
É maio aqui em Wisconsin e, infelizmente, como muitos de vocês em todo o país, ainda estamos em uma ordem de permanência em casa até 26 de maio.
Normalmente, é o mês em que iniciamos nosso planejamento de pré-voo para o EAA AirVenture Oshkosh.
A essa altura, deveríamos ter começado a melhorar todo o terreno em preparação para a convenção de julho.
Voluntários de todo o país e do mundo teriam descido em Oshkosh.
Juntos, eles formariam grupos de trabalho, nossos fornecedores começariam a montar tendas e infraestrutura.
Nossa equipe do EAA imprimiria pulseiras, guias para campistas, programas e uma variedade de garantias do EAA quando a execução completa do AirVenture começar.
Mas, devido a circunstâncias fora do nosso controle, nada disso pode acontecer agora.
Nós não podemos nem chegar ao hangar, então nosso pré-voo é deixado para observar as tabelas de progresso.
Embora isso certamente torne a capacidade de preparar para o evento um problema de agendamento, não exclui a questão maior de prever quais serão as diretrizes de saúde em julho.
No momento, existem três fases que foram definidas em Wisconsin como os procedimentos recomendados.
Enquanto escrevo isso, ainda não estamos na Fase 1.
A fase 2 restringe as reuniões a 50 pessoas.
A fase 3 permite a reunião em massa com restrições.
Nossa convenção atrai membros da EAA não apenas dos EUA, mas de todo o mundo.
Hoje não podemos prever quando chegaremos a um ponto em que nosso evento atenda ao marco claro da Fase 3 para a coleta em massa com restrições.
Como seu líder, não vejo um caminho claro para atender aos nossos próprios requisitos para garantir as expectativas de saúde e segurança que nossa organização exige para nossos funcionários, membros, voluntários, expositores e participantes.
Isso inclui requisitos de higienização, separação e proteção individual.
Minha conclusão é que, como em qualquer bom planejamento de voo, não se arrisque.
Portanto, não tenho escolha a não ser cancelar o AirVenture 2020.
Juntos, podemos voltar mais fortes, seguros e prontos para o AirVenture 2021 e criar um memorável evento de aviação de classe mundial.
Por causa de nossos dedicados e entusiastas membros da EAA, nossa Associação é forte.
Sabemos que em algum momento esta tempestade passará.
Nos próximos 12 meses, continuaremos a apoiar todos vocês, à medida que, juntos, aumentamos o EAA no Espírito da Aviação.
Respeitosamente,
Jack J. Pelton
CEO e Presidente do Conselho da EAA "

Visite: www.eaa.org

Prepare-se para Oshkosh 2021: www.candiota.com.br

Como foi Oshkosh 2019: Blog do NINJA de 18/08/2019 

Espaço

Protótipo da nave Starship tem sucesso em teste de pressurização
Um protótipo da nave Starship, da empresa SpaceX, obteve êxito em teste de pressurização sem explodir. O experimento foi realizado no dia 26 de abril de 2020, em Boca Chica, no Texas. O teste consistiu na colocação de nitrogênio nos tanques de combustível da nave, em alta pressão, para garantir a resistência dos componentes do foguete. A Starship é a espaçonave com a qual a empresa SpaceX pretende usar para empreender viagens espaciais nos próximos anos.

Teste
Diferente das últimas tentativas, o protótipo da nave não explodiu durante um teste de pressurização criogênica, conseguindo passar de maneira estável pela prova. O objetivo do teste foi se certificar de que a estrutura da espaçonave pode resistir à alta pressão e baixíssimas temperaturas causadas pelo combustível armazenado em seus tanques. Com o novo protótipo estável, segundo o site TecMundo, a tendência é que a SpaceX comece a passar para os próximos estágios de desenvolvimento da nave.

Fonte: www.renovamidia.com.br em 28/04/2020