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Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Especial de Domingo

Novamente, selecionamos conteúdo sobre os projetos pioneiros do IPD.
Boa leitura.
Bom domingo!

O Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento e seus projetos pioneiros
Quando foi criado, na década de 50 do século passado, o agora denominado DCTA - Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, localizado em São José dos Campos, SP, foram estabelecidos inicialmente dois institutos: o ITA – Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o IPD – Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento. O IPD foi a organização responsável pelo atual alto estágio da tecnologia aeronáutica no Brasil e fator primordial para a criação da Embraer – Empresa Brasileira de Aeronáutica.

A história do DCTA mostra que o reitor do ITA, Andrew Meyer , em dezembro de 1953, designou uma comissão para dar parecer sobre a conveniência de se criar um instituto de pesquisas, em paralelo ao ITA.

A partir de um parecer favorável, o Ministério da Aeronáutica reconheceu a importância de se preparar para ativar a futura indústria aeronáutica no país, criando, para isso, um instituto que fosse capaz de se encarregar da promoção e coordenação das atividades de pesquisas tecnológicas e desenvolvimento aeronáutico.

Assim, o segundo instituto do CTA a se instalar foi o Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento - IPD, criado em 26 de novembro de 1953, com o objetivo de estudar os problemas técnicos, econômicos e operacionais relacionados com a aeronáutica, cooperar com a indústria e buscar soluções adequadas às atividades da aviação nacional.

Projetos Históricos
Surge, pois, em 1952, a chance esperada. A COCTA – Comissão de Organização do Centro Técnico de Aeronáutica foi buscar, na Europa, o realizador do 1º helicóptero utilizável, Prof. Dr. Eng. Heinrich Focke, e alguns dos seus principais assessores técnicos, para permitir a criação de um projeto que viesse revolucionar e incrementar, pulando etapas, o setor aeronáutico brasileiro. Esse grupo de técnicos, altamente qualificado, que vinha projetando aeronaves de asas rotativas, na Alemanha, desde 1939, tendo produzido, antes e durante a II Grande Guerra, inúmeros helicópteros de ótimo desempenho, sentiu-se atraído para o nosso país na perspectiva de aqui desenvolver o Convertiplano, concepção de há muito nos planos do Prof. Focke.

O Convertiplano

Focke, entusiasmado pela criação de um centro de ensino e de pesquisa, o único na América do Sul, retornou à Alemanha para organizar sua equipe e voltou ainda naquele ano, desta vez para dar início aos trabalhos do Convertiplano (Heliconair-HC-1), uma aeronave de decolagem vertical, monomotor com quatro rotores, cujos eixos basculavam, convertendo-se em avião convencional, desenvolvendo 500 km/h em voo nivelado. Para muitos um projeto utópico para a época, o que serviu, por via das dúvidas, de paradigma e de motivação para a criação do Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento do CTA – Centro Técnico de Aeronáutica. O centro, ao longo dos anos, modificou sua designação para Centro Técnico Aeroespacial, Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial e, mais recentemente, para Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, tendo seus institutos, os seus dois centros de lançamento de foguetes e um campo de provas, como unidades autônomas e integradas.

Por não haver nenhum país disposto a disponibilizar um motor adequado, o Convertiplano serviu apenas como prova de conceito. Uma maquete desse aparelho pode ser vista no acervo do MAB – Memorial Aeroespacial Brasileiro, aberto à visitação em São José dos Campos, SP.


O Beija-flor

Iniciou-se, por volta de 1954, o projeto Beija-flor, helicóptero de rotor rígido para duas pessoas. A intenção era desenvolver um helicóptero muito simples e industrializá-lo, mesmo antes da conclusão do Convertiplano. O projeto não era convencional, contendo soluções novas, fruto da criatividade do Prof. Focke.


O "BF" (Beija-flor), como ficou conhecido entre os técnicos, cujo protótipo fez seu voo inicial em fevereiro de 1960, apresentava, em comparação aos seus congêneres da época, as vantagens de segurança, facilidade de manejo e simplicidade de construção. Com este voo, algo de importante era marcado no histórico da aeronáutica brasileira, pois tratava-se do primeiro helicóptero projetado e construído no Brasil, por uma equipe mista de técnicos estrangeiros e brasileiros, pertencentes ao Departamento de Aeronaves (PAR), do recém-criado IPD.


O Bandeirante

No dia 26 de outubro de 1968, em cerimônia oficial, no Centro Técnico de Aeronáutica, com a presença do Ministro da Aeronáutica, vários Ministros de Estado, de autoridades civis e militares e cerca de 15 mil pessoas, que afluíram ao Aeroporto de São José dos Campos, foi realizado o voo oficial da aeronave Bandeirante. Uma exclamação geral elevou-se aos ares, ao serem abertas as portas do hangar X-10 para a saída e apresentação oficial da aeronave, exultando, os presentes, com o avião sendo apresentado sob vários ângulos, em suas voltas pelo pátio do hangar. O Major Mariotto e o Eng. Michel partem da cabeceira da pista para a realização da primeira decolagem e do primeiro voo oficial do Bandeirante, numa inesquecível demonstração ao País da existência de condições, capacidade e competência na consolidação e progresso da indústria aeronáutica brasileira, efeito do estudo e trabalho de uma equipe de civis e militares irmanados no mesmo ideal de dar asas brasileiras ao Brasil, e o sonho sendo concretizado 20 anos após o início dos trabalhos de construção do CTA.

Com o sucesso do projeto do avião Bandeirante desenvolvido pelo IPD, foi necessária a implantação de uma empresa para fabricá-lo em série. Desta forma, foi criada a EMBRAER – Empresa Brasileira de Aeronáutica. Em consequência, o avião Bandeirante foi um fenomenal sucesso de vendas e operação de transporte regional de passageiros e cargas nos cinco continentes. E como resultado do êxito do produto Bandeirante, a Embraer evoluiu para tornar-se uma das mais respeitadas fabricante de aviões do mundo.

Visite: www.cta.br e embraer.com

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sábado, 19 de fevereiro de 2022

Concurso de nível superior

Aeronáutica abre vagas para bacharéis em saúde, capelães, engenheiros e quadro de apoio 
  Inscrições de 21/02 a 13/03/2022

A Força Aérea Brasileira (FAB) lançou seis editais, com 159 vagas, para os Exames de Admissão ao Curso de Médicos (CAMAR), de Dentistas (CADAR) e de Farmacêuticos (CAFAR), além dos Estágios de Adaptação de Engenheiros (EAOEAR), de Capelães (EIAC) e do Quadro de Apoio (EAOAP). As inscrições estarão disponíveis no site do Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), de 21 de fevereiro até as 10 horas (horário de Brasília) do dia 13 de março. A taxa de inscrição é de R$ 130,00.

Idades
Para participar dos exames de admissão de Médicos, Dentistas, Farmacêuticos e Engenheiros, os candidatos não podem ter completado 36 anos até o dia 31 de dezembro de 2023. Já para o Estágio de Adaptação de Oficiais de Apoio, os inscritos deverão possuir no mínimo 18 anos e no máximo 32 anos de idade até o dia 31 de dezembro de 2023. E, para o Estágio de Instrução e Adaptação para Capelães, é necessário que se tenha entre 30 e 40 anos de idade até 31 de dezembro de 2023. 

Dentistas e Farmacêuticos
No Curso de Adaptação de Dentistas (CADAR), são ofertadas 11 vagas para as especialidades de Estomatologia, Implantodontia, Odontogeriatria, Prótese Dentária, Periodontia e Radiologia Odontológica e Imaginologia. Já o Curso de Adaptação de Farmacêuticos (CAFAR) oferece cinco vagas para as especialidades de Farmácia Bioquímica e Farmácia Hospitalar.

Médicos
Além disso, o Curso de Adaptação de Médicos (CAMAR) tem 100 vagas disponíveis e distribuídas nas especialidades de Anestesiologia, Cancerologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Clínica Médica, Endocrinologia, Geriatria, Ginecologia e Obstetrícia, Hemoterapia, Medicina Intensiva, Medicina de Família e Comunidade, Neurocirurgia, Neurologia, Oftalmologia, Otorrinolaringologia, Ortopedia, Pediatria, Pneumologia, Psiquiatria, Radiologia e Urologia.

Administração, Análise de Sistemas, Pedagogia, Psicologia, Direito e Serviço Social
Ainda, para o Curso de Adaptação de Oficiais de Apoio (EAOAP), há dez vagas nas especialidades de Administração, Análise de Sistemas, Pedagogia, Psicologia, Serviços Jurídicos e Serviço Social. 

Engenheiros
Já o Curso de Adaptação de Oficiais Engenheiros (EAOEAR) disponibiliza 30 vagas para as especialidades de Cartográfica, Civil, Computação, Eletrônica, Elétrica, Mecânica, Química e Telecomunicações.

Sacerdotes
Por último, o edital de Capelães conta com três vagas para Sacerdote Católico Apostólico Romano. Os processos seletivos são compostos de provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, prova prático-oral (somente para médicos, dentistas e farmacêuticos), procedimento de heteroidentificação complementar e validação documental.

Provas
As provas escritas estão previstas para o dia 12 de junho de 2022. Se aprovado em todas as etapas, o candidato fará o curso/estágio no CIAAR, em Lagoa Santa (MG), durante aproximadamente 17 semanas. Após a conclusão com aproveitamento, o aluno será nomeado Segundo-Tenente – no caso dos capelães –, e Primeiro-Tenente – nas demais especialidades. Para obter mais informações, consulte o edital.

Edital: Acesse aqui 

Inscrições: Clique aqui 

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Ajuda Humanitária

FAB dá suporte aos afetados pelas enchentes em Petrópolis (RJ)
A Força Aérea Brasileira (FAB) está engajada no apoio às vítimas das enchentes da cidade de Petrópolis (RJ). Em apenas seis horas, choveu na região mais do que o esperado para o mês de fevereiro de 2022. A chuva invadiu casas, transbordou rios, derrubou árvores e causou vários deslizamentos de terra pela cidade. Diante do cenário, o Destacamento de Controle do Espaço Aéreo de Pico do Couto (DTCEA-PCO) empregou, no dia 15 de fevereiro de 2022, sete militares e duas viaturas no transporte de materiais, em apoio à Defesa Civil na Região Serrana do estado do Rio de Janeiro. Desde o dia 16/02, sob coordenação do Comando Conjunto do Leste (CML), as Forças Armadas foram acionadas para apoiar os moradores da região de Petrópolis, disponibilizando viaturas, ambulâncias, equipes de primeiros socorros, equipamentos da Engenharia do Exército para desobstrução de vias e outras máquinas para serviços especializados. Desde então o CML permanece acompanhando todos os desdobramentos.

Comunicações de aeronaves
No dia 17, um grupamento de militares do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1º/1º GCC - Esquadrão Profeta), com um caminhão e duas viaturas, se deslocou para a região, para a montagem de um Serviço de Informação de Voo de Aeródromo (AFIS). O serviço dá suporte às aeronaves que atuam diretamente no socorro e apoio às vítimas. O Ministério da Defesa autorizou o emprego temporário e episódico das Forças Armadas na cidade de Petrópolis.

Calamidade
A Prefeitura de Petrópolis decretou, ainda no dia 15/02, estado de calamidade pública e informou que as equipes dos hospitais foram reforçadas para o atendimento às vítimas. Quem tiver parentes desaparecidos deve procurar a delegacia. Os desabamentos e alagamentos provocaram, até o momento, 104 mortes, segundo o Governo do Estado do Rio de Janeiro e o Corpo de Bombeiros. 

Fonte: FAB

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Meteorologia

Pilotos podem obter dados meteorológicos em celular com a Redemet Lite
Os aeronavegantes usuários da Rede Meteorológica do Comando da Aeronáutica (Redemet) contam com uma versão móvel. A Redemet Lite apresenta na tela do celular algumas facilidades da versão web, como a visualização de METAR (Meteorological Aerodrome Report - Relatório Meteorológico de Aeródromo) e TAF (Terminal Aerodrome Forecast - Previsão Terminal de Aeródromo) por aeródromos. A consulta de mensagens por cidades também está disponível nessa nova versão.

Link de acesso
O objetivo da REDEMET LITE é aprimorar a experiência de usuários na versão mobile. O principal público desta opção são pilotos. Assim como na versão web, a REDEMET LITE exibe a sobreposição de camadas, como plotagens de radar e satélite, SIGMET (Significant Meteorological Information - Informações Meteorológicas Significativas) e TSC (Tempo Severo Convectivo). A REDEMET LITE não está disponível para download em lojas de aplicativos. Seu acesso deve ser feito em celular ou tablet por meio do link de acesso https://redemet-app.decea.mil.br/ .

Fonte: Decea, em 08/02/2022

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Tecnologia

Aviair e HeliSpirit encomendam 50 aeronaves eVTOL da Eve/Embraer 
Além do pedido de 40 aeronaves eVTOL (elétrica de pouso e decolagem na vertical) da Eve para a Microflite, a Embraer anuncia hoje, 16 de fevereiro de 2022, no Singapore Airshow, uma parceria com as empresas australiana Aviair e HeliSpirit, contemplando encomenda de até 50 eVTOLs, com voos a partir de 2026. A HeliSpirit completa 20 anos credenciada como líder de viagens sustentáveis, entrando para o Hall da Fama do Eco Turismo na Austrália.
 
Fonte: Embraer
 
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

História

Resgatados, em 1946, corpos dos tripulantes do B-26 achado na Amazônia
Um avião bombardeiro B-26G da Força Aérea do Exército dos Estados Unidos (USAAF) caiu, em janeiro de 1945, na selva amazônica. A história oral da existência dos destroços da aeronave na floresta, nas imediações da Aldeia Santa Isabel, no estado do Amapá, foi contada pelos ancestrais dos moradores daquela região, ao longo das últimas sete décadas, sem que as gerações mais recentes conseguissem chegar ao local, dada a imprecisão de informações e a densidade da vegetação, embora sempre se comentasse a respeito. Recentemente, conforme notícia do dia 08/02/2022 do Blog do NINJA, uma patrulha rotineira de marcos de fronteira, executada pela Companhia Especial de Fronteira de Clevelândia do Norte, subordinada ao 34º Batalhão de Infantaria de Selva, chamado Batalhão Veiga Cabral, encontrou os destroços da aeronave. Os guerreiros de selva avistaram algo incomum, foram se aproximando, limpando e chegaram ao aparelho. Entre os dias 27 e 31 de janeiro de 2022, um grupamento - composto por um tenente, três voluntários brasileiros indígenas da região, três sargentos, quatro cabos e três soldados - fez uma incursão na selva e documentou com fotografias o achado. A logística da missão envolveu barco do Exército, até a Aldeia Santa Isabel, e canoas para se aproximar do local, pois a região é alagada e é necessário navegar entre árvores com pequenas embarcações.

Redescoberta
A redescoberta, em janeiro de 2022, se deu 76 anos após o aparelho ter sido acessado, um ano e cinco meses depois de sua queda, na serra Vakayri, para retirada dos despojos dos cinco tripulantes, conforme informações suplementares levantadas nos últimos dias, incluindo o trabalho de pesquisa de Júlio César Guedes, do canal Sala de Guerra, na plataforma Youtube da rede mundial de computadores. O avião é um Martin B-26G-25-MA Marauder, matrícula 44-68105, pertencente à USAAF (United States Army Air Force – Força Aérea do Exército dos Estados Unidos). Operado pelo Air Transport Command, no dia 25 de janeiro de 1945, o bombardeiro do 387º Grupo fazia um deslocamento entre o Campo de Atkinson, na então Guiana Inglesa, e Belém do Pará, no corredor aéreo do Atlântico Sul, quando caiu na floresta. O bombardeiro era comandado pelo primeiro tenente Theodore Thomas Handley, de 23 anos, nascido em Woodward, estado de Oklahoma. Encontrou uma tempestade na rota que causou problemas ao voo. Por rádio, havia comunicado estar em um ponto na metade da trajetória entre Atkinson e Belém. Com o desparecimento do B-26, foram realizadas, sem sucesso, 565 horas de voo de busca e os tripulantes foram dados como falecidos pelo governo americano. Além do primeiro tenente Theodore Thomas Handley, estavam no avião o copiloto segundo tenente Raymond J. Carson, o oficial de voo e navegador James E. Johnson Jr, o sargento atirador Wesley Fulton e o cabo atirador George M. Bodin.

Encontro em 1946
Em junho de 1946, um ano e cinco meses após o acidente, habitantes das imediações acharam os destroços do avião na floresta e fizeram chegar a informação ao contingente do Exército americano baseado no aeroporto Val de Cans, proporcionando o resgate dos restos mortais. Estes foram levados para Belém do Pará, onde puderam ser sepultados com honras militares. No outono do ano seguinte, 1947, os despojos dos tripulantes foram trasladados para o Post Cemetery, em Fort Buchanan, Porto Rico. Mais tarde foram levados para os Estados Unidos, onde foram sepultados, no dia 7 de maio de 1948, no Cemitério Nacional Zachory Taylor, em Louisville, estado do Kentucky. Na sepultura estão despojos de quatro dos integrantes do grupo, exceto o do sargento Wesley Fulton, de Norfolk, estado de Nebraska, que fora individualmente identificado pela sua tarjeta, por ter sido encontrado isolado do lado de fora da aeronave. A opção do jazigo em Louisville se deu por ser ponto médio de distância em relação à residência de seus parentes, porque não foi possível a identificação individual dos quatro aeronavegantes.

Fontes: Blog do NINJA e www.findagrave.com

Saiba mais: Blog do NINJA de 08/02/2022 (Acesse aqui

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Espaço

Agência Espacial Brasileira comemora 28 anos
A Agência Espacial Brasileira (AEB) completa 28 anos. No dia 10 de fevereiro de 2022, em cerimônia na sede da autarquia, em Brasília (DF), a AEB fez a entrega da Menção de Honra ao Mérito Espacial para 16 personalidades que contribuem ou contribuíram significativamente com o setor espacial brasileiro.

Parceria com a FAB
Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados ao País, foram homenageados o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, o astronauta Marcos César Pontes; o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior; o Ex-Diretor do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), Coronel Aviador Marcello Correa de Souza; a servidora do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e Engenheira Eletrônica Maria Goretti Dantas; dentre outros civis e militares. De acordo com o Presidente da Agência Espacial Brasileira, Coronel Engenheiro da Reserva Carlos Augusto Teixeira de Moura, a parceria com a FAB é fundamental, especialmente com a nova edição do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), que é um instrumento de planejamento do Programa Espacial Brasileiro (PEB).

Criação em 1994
A Agência Espacial Brasileira, autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), é a instituição responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira. Desde a sua criação, em fevereiro de 1994, a Agência trabalha para empreender os esforços do governo brasileiro na promoção da autonomia do setor espacial.

Fonte: FAB

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domingo, 13 de fevereiro de 2022

Especial de Domingo

Novamente, destacamos o belo trabalho das enfermeiras brasileiras que contribuíram para levar um pouco de paz nos difíceis tempos de guerra. 
Boa leitura.
Bom domingo!

As Enfermeiras do Brasil na 2ª Guerra
Quando o Brasil declarou guerra ao Eixo, em 1942, teve início a preparação e formação de uma Força Expedicionária Brasileira, a fim de tomar parte na Segunda Guerra Mundial.

A nossa Força Aérea estava se estruturando também para tomar parte na contenda. Organizadas as tropas que deveriam partir para além-mar, sentiram falta de um segmento: as Enfermeiras.

Nem o Exército nem a Aeronáutica possuíam, em seus Quadros, enfermeiras militares, e, como civis não poderiam acompanhar as tropas, foi, então, criado no Exército o Curso de Emergência de Enfermeiras da Reserva do Exército, preenchido com enfermeiras voluntárias, oriundas de todas as Escolas, pois que, quando a Escola Ana Nery foi consultada sobre a possibilidade de fornecer as enfermeiras, sua diretora disse que "Enfermeira de Ana Nery não se sujeitaria a ganhar os parcos 520$000 (quinhentos e vinte mil réis)", que seria o soldo das mesmas. Também a Aeronáutica tinha necessidade de incorporar suas enfermeiras.

Cientes de que o impasse criado para o ingresso delas era a questão financeira foi oferecido o soldo de Tenente, na época de 1.200$00 (mil e duzentos réis), o que foi aceito pela Escola. Uma vez selecionadas as voluntárias pela Escola Ana Nery, com a assistência do Segundo-Tenente Médico Dr. Luthero Vargas (filho do Presidente Getúlio Vargas), foram incorporadas às fileiras da Aeronáutica seis enfermeiras: Isaura Barbosa Lima, Ocimara Moura Ribeiro, Antonina Holanda Martins, Maria Diva Campos, Regina Cerdeira Bordalo e Judith Arêas.

O treinamento das mesmas não seria feito no Brasil, como não foi o dos pilotos, e sim nos Estados Unidos, pois precisavam adaptar-se a rotina de trabalho nos Hospitais Americanos e ao manuseio do material, muitos deles para nós desconhecidos.

O Grupo do Serviço de Saúde da FAB partiu do Brasil no dia 12 de julho de 1944 com destino aos Estados Unidos, onde foram receber instrução no Nursing Air Evacuation, na Base Aérea de Mitchel Field em Nova York. Chegou a Miami no dia 14 de julho de 1944.O treinamento nesta Base durou de 20 de julho de 1944 a 29 de agosto de 1944.

As enfermeiras tiveram durante todo o tempo o acompanhamento de uma Capitão americana, Joella Patterson. Uma vez incorporadas ao 1º Grupo de Caça, incorporação esta que se deu no dia 5 de setembro de 1944, prepararam-se para embarcar no navio Transporte COLOMBIE, que partiu do porto de News Port no dia 20 de setembro de 1944, com destino à Itália.
A viagem durou 16 dias. O risco de serem torpedeados era muito grande, mas finalmente chegaram a Livorno no dia 6 de outubro de 1944. Depois de um desembarque debaixo de chuva torrencial, deslocaram-se de trem para a Base de Cevitavecchia, em Tarquínia, e foram servir no 154th Station Hospital.

Quando o Grupo se trasladou da Base de Tarquínia para a de Pisa, as enfermeiras também se deslocaram para a cidade de Livorno, bem próximo da Base, onde estava instalado o 12th General Hospital, ao qual chegaram no dia 7 de outubro de 1944 e permaneceram até o dia 19 de junho de 1945, embarcando por via aérea no dia 20 de junho de 1945, e, depois de várias escalas pelo norte da África, chegaram ao Rio de Janeiro em 3 de julho de 1945.

Ao regressarem ao Brasil, foram desmobilizadas como todos os participantes da Segunda Guerra Mundial. Algumas foram trabalhar como civis nos hospitais da FAB. Só após a guerra foram consideradas integrantes da FEB pelo Presidente Getúlio Vargas, e adquiriram todos os direitos inerentes aos Febianos, inclusive o de serem beneficiadas pela reintegração ao Serviço Ativo com a promulgação da Lei nº 3.160, de 10 de junho de 1957, a confirmação do posto com o qual haviam trabalhado na Itália: o de segundos-tenentes.

As Integrantes do Serviço de Saúde da FAB foram incorporadas pela Ordem de Convocação G-1-149, de 8 de julho de 1944, emanada pelo Ministro da Aeronáutica através do Decreto de 4 de agosto de 1952, Diário Oficial de 12 de agosto de 1952, publicado no Boletim da DP nº 159, de 13 de agosto de 1952, quando foram então incluídas na Reserva da Aeronáutica no posto de segundos-tenentes, de acordo com o Art. 10 da Lei nº 1.209, de 25 de outubro de 1950, combinado com a Lei nº 1.209, de 25 de outubro de 1950 e com a Lei Nº 1.647, de 18 de julho de 1952, por terem participado, incorporadas ao 1º Grupo de Caça na Itália, das operações de Guerra.

Quando se fala em Enfermeiras que serviram na guerra, atualmente, muitas pessoas acham que foi um fato muito normal.
Entretanto, se nos reportarmos aos idos de 1942, como era a nossa sociedade - eminentemente machista - e pensarmos num grupo de jovens dispondo-se a enfrentar o desconhecido de uma guerra, vamos ver que todas elas foram verdadeiras heroínas.

A guerra da mulher militar começou aqui mesmo no Brasil. Eram apontadas com pechas terríveis, até de "prostitutas que queriam ir para a guerra fazer a vida" foram tachadas pela esposa de uma alta patente! Porém, não esmoreceram! Estavam dispostas a defenderem a honra de sua Pátria e a ajudarem seus semelhantes mitigando-lhes as dores.

As seis Heroínas da FAB não receberam o carinho e as reverências a que faziam jus. Foram muito esquecidas pela própria Força. Restam apenas duas entre nós, Ocimara Moura Ribeiro, que passou a viver em companhia de um filho em Poços de Caldas, Minas, e Maria Diva Campos, internada na Casa Gerontológica Brigadeiro Eduardo Gomes (CGABEG), onde poucos sabem quem é aquela mulher em uma cadeira de rodas e que já quase não consegue falar.

As atuais oficiais enfermeiras, em sua maioria, nem se dão conta de que se hoje estão na Força Aérea, devem àquelas precursoras esquecidas. Durante a campanha da Itália, por servir no Hospital vizinho, ou seja , no 7th Station Hospital, e estar sempre em contato com o pessoal do Grupo de Caça, tive ocasião de encontrar-me algumas vezes com as colegas da FAB.

Jovens de hoje, quando forem à CGABEG e virem aquela velhinha em uma cadeira de rodas, já bastante senil, lembrem-se de que ela foi uma das heroínas da qual todos os brasileiros devem se orgulhar. Soube defender a sua Pátria, dedicando a ela e a seus irmãos feridos e enfermos, os melhores dias de sua vida. Glória, pois, às Oficiais Enfermeiras do 1º Grupo de Caça da FAB!

Texto: Maj. Enf. Ex. Ref. Elza Cansanção Medeiros

Fonte: Revista da Aeronáutica nº 232 (Março/Abril 2002)

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sábado, 12 de fevereiro de 2022

Carreiras na Aviação

Mayara Condé, oficial da FAB, recebe prêmio como Mulher Cientista
A Capitão Engenheira Mayara Condé Rocha Murça, oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), recebeu ontem, dia 11 de fevereiro de 2022, o Prêmio Ester Sabino para Mulheres Cientistas do Estado de São Paulo, por sua atuação na área de pesquisa em Gerenciamento de Tráfego Aéreo. Em 2011 a militar foi a primeira mulher, do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a receber a láurea Summa Cum Laude! É a máxima láurea da instituição e é outorgada aos formandos que obtiveram média geral louvor, isto é, média geral igual ou superior a nove e meio na escala de zero a dez.

Carreira
A capitão Mayara é chefe da Divisão de Engenharia Civil do ITA e coordenadora do Laboratório de Gerenciamento de Tráfego Aéreo. Após sua graduação em Engenharia Civil-Aeronáutica pelo ITA, em 2011, fez mestrado em Infraestrutura Aeronáutica pelo mesmo instituto, em 2013, e doutorado em Aeronáutica e Astronáutica pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 2018.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

KC-390 Millennium

FAB e Embraer fecham acordo para as encomendas de KC-390
A Embraer informou, dia 09 de fevereiro de 2022, ter chegado a um acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB) em relação à discussão contratual da encomenda de aeronaves multimissão KC-390. O total de aeronaves a serem adquiridas pela FAB será reduzido de 28 para 22 unidades, com entregas até 2034. A nova cadência de produção se adequa às condições orçamentárias da FAB, ao mesmo tempo em que permite à Embraer um melhor planejamento de longo prazo junto aos seus fornecedores.

Exportações
Os benefícios do programa KC-390 não se resumem aos ganhos operacionais para o sistema de defesa nacional, mas representam também incremento nas exportações de produtos de alto valor agregado, colaborando com a balança comercial do país. A aeronave já foi encomendada por Portugal e Hungria, duas nações que fazem parte da OTAN.

Missões
O KC-390 é capaz de realizar diversas missões, incluindo apoio humanitário, evacuação aeromédica, busca e salvamento, capacidade de transporte e lançamento de carga e tropas, além de reabastecimento em voo. Com inovações únicas em sua categoria, a aeronave tem sido empregada com sucesso em missões humanitárias da FAB tanto no Brasil, no combate à pandemia de Covid-19, quanto no exterior, em apoio a desastres no Líbano e no Haiti. Com este acordo, a Embraer reforça seu papel de parceira estratégica da FAB no desenvolvimento e implantação de soluções e produtos tecnológicos de alto valor agregado.

Fonte: Embraer

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

ARP

Anac autoriza primeiro drone para entregas comerciais
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) autorizou a fabricante Speedbird Aero a realizar entregas comerciais com drone no Brasil. É a primeira autorização concedida pela Agência para operação comercial de uma ARP (Aeronave Remotamente Pilotada) utilizada na entrega de produtos. A autorização habilita o modelo de aeronave remotamente pilotada DLV-1 NEO a operar comercialmente em rotas BVLOS (Beyond Visual Line of Sight, em inglês), ou seja, além da linha de visada visual do piloto. O DLV-1 NEO também é o primeiro multirrotor a receber a autorização de projeto da ANAC, o que permite que as entregas com drones se tornem uma realidade no país, para transportar alimentos e outros produtos. A Speedbird Aero poderá utilizar o drone para realizar entregas com cargas de até 2,5 kg em um raio de três quilômetros, inclusive em ambientes urbanos, mantendo margens de segurança estabelecidas no projeto, como não sobrevoar pessoas, manter distância de possíveis fontes de interferência eletromagnética, observar alturas máximas e mínimas de operação e as condições meteorológicas.

Vanguarda
É esperado que o ganho de experiência prática e o desenvolvimento de novas ferramentas e soluções tecnológicas permitirão no futuro operações cada vez mais avançadas com menos restrições e em maior volume, com manutenção de um elevado padrão de segurança operacional. Para o superintendente de Aeronavegabilidade da Agência, Roberto José Honorato, a aprovação do DLV-1 NEO merece destaque não só por ser o primeiro multirrotor aprovado pela ANAC, mas também por sua aplicação, entrega de mercadorias. “No processo que levou a esta aprovação, as características técnicas foram exploradas, com base em requisitos de segurança. A utilização de drones para entrega de mercadorias é uma das mais esperadas aplicações da tecnologia. O Brasil está na vanguarda", destacou.

Fonte: Anac, em 01/02/2022

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Heróis Brasileiros

Expedicionário da Segunda Guerra Mundial morre aos 99 anos 
O expedicionário da Segunda Guerra Mundial, Tenente Eronides João da Cruz, considerado o único ex-combatente da Força Aérea Brasileira (FAB) em Curitiba (PR), morreu aos 99 anos na manhã do domingo, dia 06 de fevereiro de 2022, de causas naturais. O militar nasceu em 3 de julho de 1922, em Aracaju (SE). Em 1942, aos 20 anos de idade, foi voluntário pelo sonho de conhecer outros mundos e línguas. Autodidata, foi promovido a Cabo em 1945, quando passou a receber treinamento de Sargentos americanos para manusear armamentos dos aviões. Dentre as missões, viajou pelo Panamá, Estados Unidos e Itália, colecionando aprendizado e memórias. Eronides foi Terceiro-Sargento Técnico em Armamento no Primeiro Grupo de Aviação de Caça, quando atuou durante a Segunda Guerra Mundial, garantindo o funcionamento e o carregamento bélico adequado dos aviões P-47 Thunderbolt. Em 1980, por servir com bravura e hombridade, tornou-se Segundo-Tenente reformado.

Museu em Curitiba
Eronides foi, também, curador do Museu do Expedicionário, localizado em Curitiba, espaço que registra a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial (1939 a 1945), destacando a atuação de pracinhas paranaenses na vitoriosa campanha em solo europeu, e conta com documentos, fotografias, filmes, mapas, ilustrações da época e materiais bélicos utilizados por ex-combatentes da FEB, da FAB e da Marinha de Guerra do Brasil.

Fonte: FAB

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

História

Exército Brasileiro acha, na selva amazônica, avião americano da Segunda Guerra
Uma patrulha do Exército Brasileiro encontrou, na selva amazônica, as partes de um avião bombardeiro dos Estados Unidos desaparecido, em 1945, com cinco tripulantes. O achado na floresta ocorreu nas imediações da Aldeia Santa Isabel, próxima a Oiapoque, no Estado do Amapá, por uma patrulha rotineira de marcos de fronteira, um trabalho da Companhia Especial de Fronteira de Clevelândia do Norte. A unidade é subordinada ao 34º Batalhão de Infantaria de Selva, chamado Batalhão Veiga Cabral. Na rota desse patrulhamento, já se ouvia dos moradores da região rumores, segundo os quais poderia haver um avião em algum ponto da mata, mas nunca se conseguiu encontrar. Até que guerreiros de selva em patrulha, recentemente, avistaram algo incomum, foram chegando mais perto, limpando e chegaram ao aparelho.


As partes da aeronave estão em local de difícil acesso num socavão, estrutura geomorfológica caracterizada como uma grota profunda em terreno ondulado. Entre os dias 27 e 31 de janeiro de 2022, um grupamento - composto por um tenente, três voluntários brasileiros indígenas da região, três sargentos, quatro cabos e três soldados - fez uma incursão na selva e documentou com fotografias o achado. A logística da missão envolveu barco do Exército, até a Aldeia Santa Isabel, e canoas para se aproximar do local, pois a região é alagada e é necessário navegar entre árvores com pequenas embarcações.

A aeronave B-26
O avião é um Martin B-26G-25-MA Marauder, matrícula 44-68105, pertencente à USAAF (United States Army Air Force – Força Aérea do Exército dos Estados Unidos). Operado pelo Air Transport Command, no dia 25 de janeiro de 1945, o bombardeiro fazia um deslocamento entre o Campo de Atkinson, na Guiana Inglesa, e Belém do Pará, no corredor aéreo do Atlântico Sul, quando sofreu pane e caiu na floresta. As pás das hélices encontradas retorcidas nos destroços denotam que os motores estavam em funcionamento no momento do impacto, há 77 anos.


Devido ao difícil acesso e à irregularidade do terreno, o resgate das peças do avião demandará um esforço muito grande, caso seja decidida a retirada. As partes mais proeminentes nessa descoberta são a cauda, com a inscrição 468, parte da matrícula da aeronave, uma metralhadora e os motores. O bombardeiro médio Marauder, na versão B-26G, possuía 17,8 metros de comprimento, 21,65 m de envergadura e altura de 6,55 m; decolava com até 17 toneladas, cobrindo um raio de 1850 quilômetros, na velocidade máxima de 460 Km/h; sua carga bélica era de 1.800 Kg de bomba e tinha como armamento defensivo metralhadora Browning de 12,7 mm. Era equipado com dois motores Pratt & Whitney R-2800-43. 

Corredor aéreo Atlântico Sul
O corredor aéreo do Atlântico Sul foi estabelecido entre Atkinson e a Ilha de Ascensão, passando por Amapá, Belém, São Luís, Fortaleza, Natal, Recife e Fernando de Noronha. A rota foi definida em julho de 1941 e utilizada pelas subsidiárias da companhia Pan American Airways. E depois, com a entrada dos Estados Unidos na Guerra, pelo Army Air Corps Ferrying Command, para entregar aeronaves Lend-Lease às forças britânicas envolvidas na Campanha do Deserto Ocidental. Com o conflito mundial, o corredor do Atlântico Sul foi expandido com rotas aéreas de conexão, usadas para transportar, desde os Estados Unidos, aeronaves, equipamentos e pessoal pelos continentes euro-asiático e africano. Também foi trajetória aérea alternativa para enviar aeronaves para a Grã-Bretanha, quando o tempo fechou a rota do Atlântico Norte. Este corredor se conectava com o do Caribe, que se iniciava em Miami e seguia até Atkinson.

Antiga base aeronaval da cidade Amapá

Como parte corredor aéreo do Atlântico Sul com aeródromos de apoio, nos tempos da Segunda Guerra Mundial, figura a extinta Base Aeronaval de Amapá, cidade localizada a 300 quilômetros da capital Macapá. O complexo foi construído pelo então Ministério da Aeronáutica, com edifícios para aquartelamento de militares da Força Aérea Brasileira e de tropas americanas. Em 2022, existem ruínas do que foi a base operacional. No local, conforme material de mídia na rede mundial de computadores, é possível avistar a pista de pouso (para a qual, em 2021, se cogitava possibilidade de reativação), maquinários antigos em estado de deterioração e estruturas diversas, do que seria um museu a céu aberto e necessita de intervenções de preservação e destinação cultural, para ser listado como atrativo turístico. O sítio contém um raro equipamento: a Torre de Zepelin. No Brasil, apenas Recife possui outro dispositivo de atracação de balões dirigíveis Blimps, utilizados para patrulhamento do litoral, em busca dos submarinos nazistas U-boats, ameaça para navios militares e mercantes, durante a Segunda Guerra Mundial. Partiram da base Amapá os aviões que abateram, no litoral próximo, submarinos alemães, entre eles o U-590, em 9 de julho de 1943, e o U-662, em 21 de julho de 1943. O Campo de Amapá, nas coordenadas (2°08'34,6" N / 050°47'47,2" O), foi inaugurado em 1941, no rio Amapá Grande, entre este e a cidade de Amapá, aproximadamente 600 milhas (965 Km) do Campo Atkinson, na Guiana Inglesa. Foi parada de reabastecimento da Pan American Airways. Tornou-se base aeronaval, durante a Segunda Guerra Mundial, como parada intermediária de reabastecimento e serviço para traslados na rota sul para Natal. A função do campo como base aeronaval terminou em maio de 1946. 

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Pioneiros

Marcos Evangelista da Costa Vilella Junior
Em 1911, na fábrica de Cartuchos e Artefatos de Guerra do Exército, no bairro do Realengo, no Rio de Janeiro, o alagoano e então tenente Marcos Evangelista da Costa Vilella Junior começava seus trabalhos de construção de um avião. Um ano mais tarde, Vilella, solicitou apoio ao então ministro da Guerra, Vespasiano de Albuquerque, que o negou.

Em 1917 voou o aparelho Aribu, projetado e construído pelo Tenente Villela Junior.
Fonte: Arquivo Carlos Dufriche

A falta de apoio oficial não desanimou o Tenente, que, paciente e obstinadamente enfrentou a carência de recursos, levando adiante seu projeto de construção de um avião construído com materiais nacionais. Seis anos mais tarde, ele concluía e voava com êxito em seu primeiro avião: o Aribu. O aparelho era um monoplano construído com material nacional, exceto o motor, de 50 cavalos, importado da França. A estrutura era de madeira e a cobertura de tela. A hélice fora desenhada e construída por Vilella, empregando madeira nacional.

O Tenente Marcos Evangelista Vilella Jr que projetou aviões em 1917 e 1918.

Ainda em 1917, Vilella iniciou a construção de um segundo aparelho, batizado Alagoas. Era um avião consideravelmente mais desenvolvido do que o Aribu. Aproveitando a fuselagem de um avião Bleriot, Vilella projetou as asas e hélices e dotou o aparelho de um motor Luckt, importado, de 80 cavalos. Contando, desta vez, com recursos do Ministério da Guerra, Vilella concluiu mais rapidamente o aparelho. Em novembro de 1918, apresentou-o às autoridades militares e à imprensa, realizando um voo de demonstração no Campos dos Afonsos. O avião elevou-se a cerca de 800 metros de altura e voou suavemente.

Em novembro de 1918 voou com sucessoo aparelho Alagoas, projetado e construído pelo Tenente Marcos Vilella Jr.

O ministro da Guerra, Caetano Faria, assistiu à exibição acompanhado dos generais Mendes de Moraes e Andrade Neves, respectivamente, diretor de Material Bélico e chefe da fábrica de cartuchos. O voo teve repercussão na imprensa. As experiências do Alagoas demonstravam claramente a viabilidade técnica da construção de aviões no Brasil, empregando materiais nacionais. Contudo, não tiveram continuidade. Nem mesmo o impacto da Primeira Guerra Mundial e o papel destacado do avião como arma de guerra sensibilizaram a cúpula do Exército para a criação da arma da aviação, que surgiu mais tarde, em 1927. Se não havia interesse na constituição da arma da aviação, menos ainda havia no desenvolvimento de aeronaves brasileiras.

Fonte: Vencendo o Azul

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domingo, 6 de fevereiro de 2022

Especial de Domingo

Revisitando publicações do Blog do Ninja, consideramos importante voltar a divulgar muitas delas, seja pelo conteúdo histórico ou pela atualidade do tema. Assim fizemos hoje, com os estudos do Mundo Moss.
Boa leitura.
Bom domingo!

RIOS VOADORES

Você já se perguntou alguma vez de onde vem a chuva que cai sobre sua cidade? Ela vem do norte, ou do sul? Da Antártica ou da Amazônia? Por que, em alguns anos, cai muita chuva e em outros, muito pouca? As mudanças climáticas podem ter algum impacto sobre o volume de água doce que cai literalmente do céu? E porque é importante entender tudo isso? Você parou para pensar de onde vem a água que sai quando você abre a torneira? A gente tende a pensar que é um direito nosso, mas aquela água vem de longe e ela passa por um monte de tubulações e estações de tratamento antes de sair na sua pia. É um milagre ela estar ali, limpinha e fresquinha, quando você quer escovar os dentes! Também é um milagre que ela cai do céu, de graça, resultado de uma sequência de processos climatológicos regidos não pelo homem, mas pela natureza. Vale refletir o que poderá acontecer no futuro, se o homem continuar impactando – com a poluição e o desmatamento – estes antiquíssimos processos naturais. A gente vai dar conta do recado quando não tem mais água limpa para sair da torneira?

Fenômeno dos Rios Voadores
Os rios voadores são “cursos de água atmosféricos”, formados por massas de ar carregadas de vapor de água, muitas vezes acompanhados por nuvens, e são propelidos pelos ventos. Essas correntes de ar invisíveis passam em cima das nossas cabeças carregando umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Essa umidade, nas condições meteorológicas propícias como uma frente fria vinda do sul, por exemplo, se transforma em chuva. É essa ação de transporte de enormes quantidades de vapor de água pelas correntes aéreas que recebe o nome de rios voadores – um termo que descreve perfeitamente, mas em termos poéticos, um fenômeno real que tem um impacto significante em nossas vidas. A floresta amazônica funciona como uma bomba d’água. Ela puxa para dentro do continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e carregada pelos ventos alíseos. Ao seguir terra adentro, a umidade cai como chuva sobre a floresta. Pela ação da evapotranspiração das árvores sob o sol tropical, a floresta devolve a água da chuva para a atmosfera na forma de vapor de água. Dessa forma, o ar é sempre recarregado com mais umidade, que continua sendo transportada rumo ao oeste para cair novamente como chuva mais adiante. Propelidos em direção ao oeste, os rios voadores (massas de ar) recarregados de umidade – boa parte dela proveniente da evapotranspiração da floresta – encontram a barreira natural formada pela Cordilheira dos Andes. Eles se precipitam parcialmente nas encostas leste da cadeia de montanhas, formando as cabeceiras dos rios amazônicos. Porém, barrados pelo paredão de 4.000 metros de altura, os rios voadores, ainda transportando vapor de água, fazem a curva e partem em direção ao sul, rumo às regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil e aos países vizinhos. É assim que o regime de chuva e o clima do Brasil se deve muito a um acidente geográfico localizado fora do país! A chuva, claro, é de suma importância para nossa vida, nosso bem-estar e para a economia do país. Ela irriga as lavouras, enche os rios terrestres e as represas que fornecem nossa energia.

O caminho dos rios voadores.
Fonte: Projeto Rios Voadores

O diagrama acima mostra os caminhos dos rios voadores. Clique aqui e abra em tamanho maior, para melhor visualização. Na página dos Vídeos e das Animações Didáticas, há outros recursos que explicam os processos de formação dos rios voadores. Por incrível que pareça, a quantidade de vapor de água evaporada pelas árvores da floresta amazônica pode ter a mesma ordem de grandeza, ou mais, que a vazão do rio Amazonas (200.000 m³/s), tudo isso graças aos serviços prestados da floresta. Estudos promovidos pelo INPA já mostraram que uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro é capaz de bombear para a atmosfera mais de 300 litros de água, em forma de vapor, em um único dia – ou seja, mais que o dobro da água que um brasileiro usa diariamente! Uma árvore maior, com copa de 20 metros de diâmetro, por exemplo, pode evapotranspirar bem mais de 1.000 litros por dia. Estima-se que haja 600 bilhões de árvores na Amazônia: imagine então quanta água a floresta toda está bombeando a cada 24 horas! Todas as previsões indicam alterações importantes no clima da América do Sul em decorrência da substituição de florestas por agricultura ou pastos. Ao avançar cada vez mais por dentro da floresta, o agronegócio pode dar um tiro no próprio pé com a eventual perda de chuva imprescindível para as plantações. O Brasil tem uma posição privilegiada no que diz respeito aos recursos hídricos. Porém, com o aquecimento global e as mudanças climáticas que ameaçam alterar regimes de chuva em escala mundial, é hora de analisarmos melhor os serviços ambientais prestados pela floresta amazônica antes que seja tarde demais.


Observação: O termo “rios voadores” foi popularizada pelo prof. José Marengo do CPTEC.

Links de sites relacionados ao tema:

CPTEC – Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos:
www.cptec.inpe.br

INPE - Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais:
www.inpe.br

INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia:
www.inpa.gov.br

IMAZON – Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia:
www.imazon.org.br 

Visite: Blog do Ninja de 20/5/12 

Saiba mais: Mundo Moss

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sábado, 5 de fevereiro de 2022

Concurso com Ensino Médio

FAB tem vagas em escola de sargentos, para jovens com ensino médio
Inscrições de 14/02 a 14/03/2022

A Força Aérea Brasileira (FAB) lança as Instruções Específicas para o Exame de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica para ingresso em janeiro de 2023. As inscrições começam no dia 14 de fevereiro de 2022 e terminam às 15 horas do dia 14 de março de 2022. Para se inscrever basta acessar o site ingresso.eear.aer.mil.br. A taxa de inscrição é de R$ 80,00 (oitenta reais).

Ambos os sexos
As vagas serão destinadas a candidatos de ambos os sexos, que atendam às condições e às normas estabelecidas nas Instruções Específicas do Exame. Para serem habilitados à matrícula na primeira turma do Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica (CFS 1/2023), o candidato não deve possuir menos de 17 nem completar 25 anos de idade, até 31 de dezembro de 2023 e ter concluído, até a data da Concentração Final do Exame, o Ensino Médio do Sistema Nacional de Ensino.

Provas em junho de 2022
O processo seletivo é composto de Provas Escritas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Matemática e Física, Inspeção de Saúde, Exame de Aptidão Psicológica, Teste de Avaliação do Condicionamento Físico, Procedimento de Heteroidentificação Complementar e Validação Documental. As provas escritas ocorrerão no dia 05 de junho de 2022. Os aprovados em todas as etapas deste processo seletivo e selecionados pela Junta Especial de Avaliação (JEA), deverão se apresentar na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá-SP, no dia 08/01/2023, para habilitação à matrícula no Curso que terá duração de dois anos. Após a conclusão do Curso com aproveitamento, o aluno será promovido à graduação de Terceiro-Sargento e será distribuído e classificado em uma das Organizações Militares do Comando da Aeronáutica, localizadas em todo o território nacional, de acordo com a necessidade da Administração.

Inscrições: Acesse aqui 

Consulte o edital: Clique aqui 

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Aviação Civil

Anac prorroga validade de habilitações de profissionais de aviação
Devido aos impactos provocados pela pandemia da Covid-19 sobre o setor aéreo, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) decidiu prorrogar por 60 dias o prazo de validade de habilitações, certificados, autorizações, averbações, treinamentos e exames operacionais de profissionais da aviação com vencimento entre janeiro e fevereiro de 2022. A medida será divulgada no Diário Oficial da União (DOU) e terá vigência a partir da data de sua publicação.

Objetivo
Aprovada, dia 1º de fevereiro de 2022, durante reunião da Diretoria Colegiada da Agência, a prorrogação da validade desses itens tem por objetivo preservar a segurança e saúde de regulados e servidores devido ao aumento de casos provocados pela pandemia de Covid-19. De acordo com a resolução proposta, os operadores aéreos deverão informar à Anac a lista dos profissionais de seu quadro de pessoal — e as respectivas habilitações, certificados e averbações — que serão atendidos com a decisão.

Fonte: Anac

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Datas Especiais

03 de fevereiro:
Dia da Aviação de Asas Rotativas
Os helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB) têm sua data comemorativa em 3 de fevereiro. O fato notório que deu origem à escolha desse dia ocorreu em 3 de fevereiro de 1964, em uma Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU), na região de Katanga, no Sul do Congo, quando a tripulação de um Sikorsky H-19 da FAB pousou, sob disparos de grupos rebeldes locais, para realizar o resgate de outro helicóptero que transportava missionários e freiras, e havia pousado em emergência em meio à vegetação subsaariana. Por suas conhecidas características – versatilidade e flexibilidade –, as aeronaves podem decolar e pousar em locais de difícil acesso, pois precisam de pouco espaço para executar a ação. Os vetores, pela capacidade de manter o voo pairado, tornam-se ideais para ações de salvamento, infiltração, exfiltração, entre outras.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Bicentenário da Independência

Há 100 anos, Santos Dumont recepcionava visitas ilustres vindas ao Brasil para comemorar o centenário da Pátria
Em 2022, ano do Bicentenário da Independência do Brasil, é oportuno relembrar fatos ocorridos há exatos 100 anos. Em 1922, dois anos depois do fim da pandemia da gripe espanhola que infectou um quarto da população mundial da época, o Brasil comemorava o seu primeiro centenário como Pátria. Os 100 anos da proclamação da independência ensejaram uma agenda de celebrações. Neste contexto, muitas atividades aéreas foram realizadas como atrações do programa festivo. Entre elas, o reide São Paulo – Rio de Janeiro feito, com uma aeronave Caudron G3, por Anésia Pinheiro Machado, estabelecendo, ao longo da rota, o que seriam os primeiros pousos de avião em certas cidades, como Taubaté (SP). Mais uma extensa navegação comemorativa foi a Primeira Travessia do Oceano Atlântico, Lisboa-Rio, pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral. Outra rota estabeleceria um recorde com a Travessia Santiago do Chile ao Rio de Janeiro, com uma aeronave De Haviland DH-9, chamada El Ferroviario, pilotada pelo capitão Diego Aguilar Aracena. Tal viagem, em especial, determinaria um fato histórico para Ubatuba (SP), quando, no dia 14 de setembro de 1922, Aracena e seu mecânico Arturo Seabrook protagonizariam o primeiro pouso de um avião na cidade. Dias depois, eles chegariam ao Rio, onde foram saudados pelo brasileiro Alberto Santos Dumont. Assim como estas personalidades, o inventor do avião receberia, no Rio de Janeiro, outros convidados para as celebrações do Centenário da Independência, como o capitão francês René Paul Fonck, piloto ás da Primeira Guerra Mundial.

Santos Dumont, René Fonck e Lineu Machado
Alberto Santos Dumont, em 1922, fez as honras da casa, recebendo o piloto francês René Fonck. O herói da França e Santos Dumont, herói do Brasil, juntamente com o empresário Lineu de Paula Machado posaram, no Rio de Janeiro, em frente a um avião de fabricação francesa, para uma fotografia em preto e branco, e cujo original pertence à coleção Sebastião Lacerda, do acervo Brasiliana Fotográfica, da Biblioteca Nacional. A composição da imagem ocorreu em frente a uma aeronave francesa do Groupe de Combat 12 (Grupo de Combate), chamado “Les Cigognes” (As cegonhas), pertencente à Esquadrilha SPA 167, conforme posição da ave como distintivo. Fonck era piloto da Esquadrilha SPA 103. A característica das insígnias dessas esquadrilhas era o desenho do pássaro em diferentes fases do voo. A figura da cegonha continua como herança visual da esquadrilha na força aérea francesa atual (l’Armée de l’Air), estampada no topo do emblema do esquadrão Escadrille de Chasse 1 / 2.


A imagem com essas três ilustres pessoas, todavia, na segunda quinzena de janeiro de 2022, circulou na rede mundial de computadores, a internet, com uma legenda equivocada, constando falsamente que seria uma foto de Santos Dumont, numa hipotética inauguração do então inexistente aeroporto de Ubatuba (SP). Ocorre que, em 1922 e na década seguinte, a cidade não possuía aeródromo. O que denota, portanto, ser uma informação fantasiosa. Mesmo o primeiro pouso na localidade, realizado em 14 de setembro de 1922, pelo capitão chileno Diego Aracena, foi realizado em condição aleatória, na orla da praia, em faixa com vegetação rasteira, definida como local alternativo de aterrissagem, em virtude de condições meteorológicas adversas na rota.

Alberto Santos Dumont
Santos Dumont projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch em 1901, quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX. O inventor brasileiro também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião, o 14-bis, impulsionado por um motor a gasolina. Em 23 de outubro de 1906 voou cerca de sessenta metros a uma altura de dois a três metros com o Oiseau de Proie (francês para "ave de rapina"), no Campo de Bagatelle, em Paris. Menos de um mês depois, em 12 de novembro, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de seis metros com o Oiseau de Proie III. Esses voos foram os primeiros homologados pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar e a primeira demonstração pública de um veículo levantando voo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para lançamento.

O capitão francês René Fonck
O Capitão René Paul Fonck foi um ás da aviação francesa durante a 1ª Guerra Mundial. Fonck, que chegou à patente de coronel, nasceu em 27 de março de 1894, em Saulcy-sur-Meurthe. No período da Primeira Guerra Mundial, participou do Exército francês e, no início de 1915, se transferiu para o Serviço Aéreo. Voou inicialmente em uma unidade de reconhecimento da Frente Ocidental, até abril de 1917, quando se tornou um exímio piloto de caça. Por pilotar com muita habilidade um avião Spad S.VII, Fonck rapidamente desenvolveu sua reputação como aviador. Ao fim da Grande Guerra, em novembro de 1918, René Fonck contava 75 vitórias. Faleceu, com 59 anos, em 18 de junho de 1953, em Paris. Foi sepultado em sua terra natal.

O empresário Lineu
Lineu de Paula Machado nasceu em Rio Claro (SP), em 27 de outubro de 1880. Foi empresário e fundador dos Haras São José e Expedictus. Casou, em 1911, com Celina Guinle. Faleceu, em 28 de setembro de 1942, num desastre aéreo entre Rio e São Paulo.


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terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Manutenção Aeronáutica

Embraer faz parceria nos EUA para otimizar distribuição de peças
A Embraer firmou parceria nos Estados Unidos para os direitos exclusivos de aquisição, promoção e distribuição de peças sobressalentes de aviões comerciais e executivos da fabricante. Fazem parte do acordo a Avian Inventory Management e a YAS – York Aerospace Solutions

Centro de distribuição
Desenvolvido para promover acessibilidade e rapidez ao mercado, o centro de distribuição da Avian disponibilizará produtos aos operadores de aeronaves e centros de manutenção e reparo ao redor do mundo, oferecendo um ponto central de atendimento. Para atender a estratégia de longo prazo de reposição de peças da Embraer, a Avian concentrará o inventário global de partes sobressalentes em uma nova base em Orlando, na Flórida. As operações e as vendas devem ser iniciadas no primeiro trimestre de 2022. Além da Embraer, a Avian incorporou um canal de vendas dos parceiros Dasi, Unical Aviation e Regional Airline Support Group (RASG) em sua operação, para atuar como linha de frente junto aos clientes.

Fonte: Embraer, em 25/01/2022

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