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Voar é um desejo que começa em criança!

terça-feira, 12 de abril de 2022

FIDAE 2022

Como foi a participação da FAB na feira aeronáutica do Chile
Foi encerrada no domingo, 10 de abril, a edição 2022 da Feira Internacional de Aeronáutica e Espaço (FIDAE), realizada desde o dia 5 de abril em Santiago, no Chile. A exposição estática do KC-390 Millennium operado pelo Esquadrão Zeus levou cerca de 2.000 pessoas a entrarem na aeronave para fazer fotos e tirar dúvidas.

Esquadrilha da Fumaça
A Esquadrilha da Fumaça encantou e surpreendeu o público com suas manobras e, em especial, com a escrita "FIDAE 2022" formada por fumaça no céu azul do domingo. Após quatro anos de pausa em sua trajetória de 42 anos desde a criação, a edição 2022 da FIDAE reuniu mais de 400 empresas e instituições ligadas à aviação militar e civil e ao setor de Defesa de 45 países.
"As principais interações do mundo aeronáutico acontecem nesse tipo de feira e isso ficou muito prejudicado com os dois anos de pandemia. Por isso, poder voltar à FIDAE é de muita importância", destaca o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, que esteve em Santiago ao longo da semana visitando estandes e reunindo-se com representantes de empresas. A FIDAE é considerada a maior feira do setor aeroespacial da América Latina e é realizada normalmente de dois em dois anos.

Fonte: FAB

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segunda-feira, 11 de abril de 2022

Força Aérea

FAB treina operações de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento
A Base Aérea de Santa Maria (BASM) coordena, até o dia 13 de abril de 2022, o Exercício Operacional de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR), que tem como objetivo adestrar as equipagens dos Esquadrões Aéreos que cumprem as Ações de Força Aérea de Reconhecimento Aeroespacial, Controle Aéreo Avançado, Interferência Eletrônica e Ataque. O treinamento envolve cerca de 150 militares e aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) como A-1, R-99, P-3AM, P-95BM e as aeronaves remotamente pilotadas RQ-450 e RQ-900, além de meios de defesa antiaérea IGLA-S, da FAB, e Gepard, do Exército Brasileiro (EB).

Aviações
São nove Unidades participantes do Exercício, que envolve Esquadrões das Aviações de Caça, Reconhecimento e Patrulha, além de um Esquadrão de Comunicações e Controle e o Primeiro Grupo de Defesa Antiaérea (1º GDAAE). O Exército Brasileiro participa do treinamento com meios do 29º Batalhão de Infantaria Blindado (29º BIB) e da Sexta Bateria de Artilharia Antiaérea Autopropulsada (6º Bia AAAe Ap).

Fonte: FAB

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domingo, 10 de abril de 2022

Especial de Domingo

Neste mês de abril de 2022 comemoramos o 95º aniversário da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Relembrar as conquistas de nossa aviação é tarefa que o Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA) faz com entusiasmo, na esperança de contribuir para manter viva a história e os esforços de nossos antepassados.
Boa leitura.
Bom domingo!

Jahú, relembrando a sofrida história…
Fato pioneiro em nossa história da aviação, pouco registrado nos livros, Comandante João Ribeiro de Barros é lembrado por exemplo por quem circula na rodovia que liga Jaú a Bauru, no interior do Estado de São Paulo ou em outros lugares que possuem o seu nome.
João Ribeiro de Barros
Ele foi o aviador, um dos pioneiros da aviação no Brasil, com uma traje­tória curta pela política que a própria família pouco conhece. Rico e jovem, aos 27 anos nascido em Jaú (SP) tornou-se celebridade na década de 1920 como o primeiro piloto das Américas a comandar uma travessia aérea do Oceano Atlântico sem escalas e sem ajuda de navios. Com ele, não tinha tempo feio, literalmen­te. Para realizar o sonho de sobrevoar o oceano Atlântico, João Ribeiro de Barros aturou gozações da imprensa internacional, en­frentou sabotagens, tempestades, contornou um motim da tripulação e mandou até um Presidente da República calar a boca. Sua obstinação era a marca registrada desse grande aviador de Jaú, que nasceu a 4 de abril de 1900 e ainda menino, ouviu maravilhado os feitos de Santos Dumont na Europa. Decidido a ser piloto, abandonou o curso de Direito em 1919 e mudou-se para os Estados Unidos, onde foi estudar mecânica ae­ronáutica. Voltou para casa em 1921 e, dois anos depois e em abril de 1923, finalmente ti­rou seu brevê, dando início então a uma série de reides aéreos pelo país até que, em 1926 idealizou aquela que seria sua maior aventura. A travessia do Atlântico fora realizada quatro anos antes pelos portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Eles saíram de Lisboa em 30 de março de 1922 a bordo do Lusitânia, um hidroa­vião bimotor Fairey FIII-D e chegaram ao Rio em 17 de junho. Porém um detalhe é que a dupla portuguesa utilizou três aviões nesse per­curso, o que reduziu o brilho de seu feito. Nin­guém havia ainda saído da Europa e chegado à América com uma única aeronave e João Ribeiro de Barros queria ter esse pioneirismo.
Sem apoio financeiro do governo brasileiro ou de empresas, o coman­dante vendeu sua parte da herança paterna para comprar a aeronave com que faria a viagem: era um hidroavião italiano Savoia-Marchetti modelo S-55, de madeira, com mais de quatro toneladas, em precário estado de conservação. Era impulsionado por dois motores Isotta-Fraschini que como mencionado era máquina bem usada, pois o fabricante não tinha modelos novos para ofere­cer. De quebra, dois problemas sérios: bebia muita gasolina e não conseguia decolar com os tanques cheios. Seu dono anterior, o Conde Casagrande, fora obrigado inclusive, a abortar uma travessia da Itália até a Argentina por conta dessas deficiências. Pior para o piloto brasileiro, que começou a ser ironizado pela imprensa estrangeira, primeiro pelo estado da aeronave, segundo que a galeria de heróis era para europeus e o Brasil era pouco famoso na produção de celebridades desta natureza. Num teste pilotado por Barros, o hidroavião quase afundou ao pousar no lago de Sesto Calende, na Itália, já que a parte inferior estava podre. “Mordido” de raiva, João deci­diu se virar com o que tinha. Des­montou o Alcyone (o apelido do hidroavião), conseguiu reduzir o atrito dos flutuadores com a água e reduziu o número de tambores de combustível na parte dianteira, reforçando a tra­seira. Com isso, melhorou a dis­tribuição de peso da aeronave. Feita a modificação, remontou o hidroplano, rebatizado de Jahú, em homenagem à sua cidade na­tal, encheu os tanques e decolou de Sesto Calende em 16 de outubro de 1926 rumo ao porto de Gênova. A façanha tecnoló­gica deixou surpresos até os en­genheiros da Casa Savoia. Iniciada oficialmente a travessia a partir de Gênova, tinha além do piloto, o copiloto Arthur Cunha, o navegador Newton Braga e o mecânico Vasco Cinquini. Um dia antes da partida, o jor­nal O Estado de S. Paulo registrava a euforia dos brasileiros, referindo-se ao comandante como “arrojado” e também publicou os “ardentes votos” da Câmara Italiana de Comércio ao “valoroso aviador” e desejou que o “heroico empreendimento” obti­vesse êxito. Mal sabiam que, poucas horas após deixar Gênova, início da jornada (veja o mapa), o piloto e sua equipe enfrentariam o primeiro de vários testes de nervos. Na véspera da partida, daquele 12 de outubro, um sabotador colocou areia dentro da câma­ra de combustão e um pedaço de bronze no cárter dos motores, além de sabão no tanque de combustí­vel. Na manhã seguinte, obviamen­te ignorando a manobra suja, João e sua equipe, entraram no hi­droavião e decolaram do porto de Gênova sob aplausos da grande multidão.
Na altura do Golfo de Valência, na Espanha, depois de cinco horas de voo sobre o Mediterrâ­neo, surgiram os primeiros pro­blemas causados pela sabotagem pois os motores começa­ram a falhar devido a um problema na alimentação automática de ga­solina, o que obrigou a tripulação ao extenuante uso das bombas ma­nuais. Mas os danos no motor provocados pela sabotagem e em um dos botes forçaram o grupo a pousar em Alicante, no Mediterrâneo espanhol. As autori­dades espanholas não gostaram da inesperada visita e, alegando des­conhecer os propósitos do pouso e sem um aviso prévio promoveram a prisão de todos os tripulantes, que só ganharam a liberdade depois com a ajuda da Embaixada do Brasil em Madri. Ainda na cadeia, João foi colocado numa cela junto com dois detentos espa­nhóis que sabiam do voo. Um vi­rou para o outro e brincou: “Está vendo? É na cadeia que se conhe­cem os grandes homens”. Os problemas, contudo, continuaram, pois duas horas depois de ter ganhado novamente os ares, o Jahú voltou a piorar e fez um pouso de emergência na pos­sessão inglesa de Gibraltar, onde foi constatada a sabotagem. João avi­sou o cônsul brasileiro e provi­denciou a limpeza dos reservató­rios de combustível e o reabaste­cimento dos mesmos. Neste momento o mesmo consulado brasileiro emitiu um laudo técnico e oficial confirmando as suspeitas da tripulação de que o Jahú teria de fato sofrido uma sabotagem. Após a nova decolagem, os motores continua­ram a ratear e o avião teve que pousar na ilha Las Palmas, no arquipélago das Canárias, onde desta vez foi descoberto o pedaço de metal que o sabotador colocara no cárter. Apesar de mais esse contratempo, o avião es­tabeleceu um novo recorde, per­correndo 1.300 quilômetros em 7 horas e 15 minutos, 40 minutos a menos do que o tempo estabeleci­do por Sacadura Cabral e Gago Coutinho na mesma distância. O reparo foi feito em Las Palmas de Gran Canária, Espanha e permitiu ao hidroavião seguir para Por­to Praia, na República de Cabo Verde, onde teria início, de fato, a traves­sia do Atlântico sem escalas. Mas não foi fácil chegar lá, e não apenas pelas condições da aeronave, mas também pela rebeldia do copiloto, o tenente Artur Cunha. Ele trombou de frente com João e aca­bou abandonando a tripulação no meio da travessia. Como se isso não bastasse, Newton Braga teve de voltar à Itá­lia para conseguir peças de reposição do avião. Para completar, João que também tinha contraído malária na Ilha africana, re­cebeu um telegrama do Presidente da República, Artur Bernardes, pedin­do que abandonasse sua aventura. Irritado, o pi­loto recomendou ao chefe do Executivo que “cuidasse das obriga­ções de seu cargo e não se metesse em assuntos de que nada entendia e onde não fora chamado”. João teve que comandar uma reforma com­pleta no motor do hidroavião. A equipe foi obrigada a reparar até o bote salva-vidas porque, quando o avião pousou, avariou o casco, conta o sobrinho Rubens Ribeiro de Barros, que con­viveu por 13 anos com o tio aviador e dele ouviu muitas histórias. “Com­prar equipamento na Europa era algo demorado e essas peças eram da Itá­lia. O processo de compra e conserto demorou meses”, explica Rubens. Diante de tantas difi­culdades, João desanimou. Chegou a anunciar que desmontaria o Jahú e daria por encerrada sua missão. Contudo um telegrama da mãe mexeu com seus brios: “Não desmonte apare­lho. Providenciaremos continua­ção reide custe o que custar. Para­lisação seria fracasso e as asas do avião representam bandeira brasileira. Dize se queres piloto auxiliar”. O piloto respondeu que sim e a fa­mília convidou o primeiro-tenente João Negrão, da então Força Pública de São Paulo. Ele aceitou a mis­são e, em 21 de março de 1927, embarcou rumo a Porto Praia, no arquipélago de Cabo Verde. Com o apelo da mãe em resposta, o filho es­creveu: “A viagem de qualquer ma­neira será feita”.
Com a tripulação completa, o Jahú reiniciou sua travessia na madrugada de 28 de abril de 1927. Voando a 250 metros acima do Atlântico, com uma velocidade média de 190 quilômetros horári­os — recorde absoluto durante os 10 anos seguintes, o hidroavião aproximou-se do arquipélago de Fernando de Noronha, após 12 horas de voo. Uma das hélices se partiu, mas o Jahú, mesmo avaria­do, pousou em águas brasileiras às 16 horas daquele dia. De maio a agosto, o Jahú ainda fez es­calas em Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos, antes do pouso final em Santo Amaro (Represa Guarapiranga, na cidade de São Paulo), em 1° de agosto. A recepção aos heróis foi descrita por José Ribeiro de Barros, irmão do aviador, no livro História heróica da aviação. Segundo ele, a população es­tava “convulsionada de espírito cívi­co” pelo “instante que passaria à his­tória do século”. No livro João Ribeiro de Barros, o historiador José Raphael Toscano narra detalhes: “o povo brasileiro soube premiar seu herói, oferecendo-lhe mais de cem meda­lhas de ouro e platina, adornadas de pedras preciosas, dezenas de cartões de ouro e troféus, tudo em comemo­ração ao patriótico empreendimento que se tornou justo motivo de expan­são do orgulho nacional”. Na capa do Estado de S. Paulo de 7 de agosto de 1927, o registro de um dia de celebridades vivido pelos tri­pulantes na véspera: foram recebidos na Força Pública e homenageados com apresentações de esquadrilha aérea e das equipes de equitação e ginástica, “sempre ovacionados pela grande multidão que estacionava na avenida Tiradentes”. Mais tarde, compareceram a uma sessão solene na Câmara Italiana de Comércio, onde o cônsul da Itália e o presidente da entidade os esperavam.
O hidroavião cumprindo sua jornada na represa de Guarapiranga em Santo Amaro, SP
Ao sobrinho Rubens, Barros contava os detalhes e dificuldades da viagem intercontinental. Um de­les é que a travessia havia sido feita apenas com ajuda de bússola, para determinar direções horizontais; altímetro, para medir a altitude; e bomba de fumaça, para calcular a velocidade: “eles a lançavam e mar­cavam em quanto tempo atingia a água”, explicava o sobrinho”.


UM POUSO BREVE
No dia 3 de janeiro de 1927, quando a travessia oceânica era apenas um plano, o aviador já era tema de lei aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), que o imortalizou como nome de uma via (ainda hoje denominada Ribeiro de Barros, na zona oeste da capital). “Esse moço que, no ‘raid’ admirável que vem fazendo, tem patenteado, aos olhos do mundo, o quanto podem a bravura, o civismo, a abnegação e, sobretudo, a persistência de nossa gente”, disse em Plenário o vereador Diógenes de Lima, proponente do projeto de lei sobre a denominação da via. Se­gundo o parlamentar, a proposta era legitimada por um abaixo-assinado de proprietários e moradores da rua que receberia o nome do piloto. Nove anos mais tarde, o coman­dante foi o único eleito pela Ação Integralista Brasileira (AIB) para a Câmara Municipal de SP, com 1.426 votos. “Os che­fes integralistas recomendaram aos seus eleitores que descarreguem seus sufrágios no candidato João Ribeiro de Barros”, escreveu a Fo­lha da Manhã (hoje Folha de São Paulo) de 5 de julho de 1936. Como candidato, o slogan de campanha do piloto foi “Contra o aumento dos impostos”, usado também pelos demais concorren­tes integralistas naquele ano. As­sumiu no dia 9 de julho, vestido com o uniforme verde do partido, e, antes de fazer o juramento de­vido, de respeito às leis e às Cons­tituições Federal e Estadual, bra­dou “em nome de Deus, anauê!”. A saudação, de origem tupi, foi adotada primeiro pelos escoteiros e depois pelos integralistas. Porém sem documentar os motivos, Barros renunciou em 25 de julho de 1936. Se continuasse na Câmara, seu mandato terminaria em 19 de novembro do ano seguinte, com o fe­chamento do Legislativo pelo Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas. A Ação Integralista Brasileira era composta, principalmente, por estreantes na política, como o avia­dor, e por membros da classe média, “intencionada a romper com os gru­pos chefiados por coronéis, latifun­diários, cafeicultores ou que agiam a mando dessas pessoas”, como explica o historiador Renato Alencar Dotta, que pesquisa o integralismo brasileiro como doutorando na Uni­versidade de São Paulo (USP).
Mas o Jahú utilizado no maior feito da aviação brasileira depois de San­tos Dumont quase apodreceu por completo no antigo Museu de Aeronáutica da Fundação Santos Dumont no parque do Ibirapuera (onde hoje está a Oca). O bimotor Jahú, que fez a glória do aviador João Ribeiro de Barros, falecido em 19 de junho de 1947, foi abandonado, junto com inúme­ras outras aeronaves históricas, que ficou fechado durante cerca de 10 anos. Foi um descaso tão grande que a família Ribeiro de Barros lutou muito na Justiça para anular a doação do avião e de outros objetos do piloto àquela instituição. Admirado por astronautas ame­ricanos e cosmonautas soviéticos, o Jahú esteve exposto, de 1927 a 1962, no Museu do Ipiranga. De lá, foi para o Ibirapuera, onde teve início seu martírio que durou 40 anos. Os conselhei­ros da Fundação Santos Dumont, em sua maioria ex-pilotos e pesso­as ligadas à aviação, foram mor­rendo e cedendo lugar a burocra­tas. Foram eles inclusive os responsáveis por uma reforma de­sastrosa do avião, que teve seu re­vestimento original, em lona, subs­tituído parcialmente por uma ca­mada de espuma coberta por nái­lon. Na ocasião a família Ribeiro de Barros fez a reclamação do absurdo e conseguiu sustar o péssimo reparo na Justiça e teve em represália, a proibição de entrar no museu pelo então presidente da Funda­ção Santos Dumont, Jorge Yunes. O sobrinho do aviador pioneiro ainda relataria que mendigos usaram documen­tos lá guardados como papel higiê­nico, além de vários objetos do acervo terem sido roubados, incluindo duas bombas e um paraquedas do caça Gloster Meteor. O último item, por sinal, foi usado em um salto no Campo de Marte e não abriu, cau­sando a morte do paraquedista. A saga da família Ribeiro imaginava alguns destinos para a aeronave como por exemplo entregá-la à Prefeitura de Jaú, que construiria um memorial em homenagem ao ilustre filho da terra, exibi-la permanente­mente no Aeroporto Internacio­nal de Cumbica, pois até então existia planos de batizá-lo com o nome do avi­ador, etc.. Com a desativação do Museu de Aeronáutica no Ibirapuera em 2000, o Jahú foi transferido para o hangar da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no Aeroporto Campo de Marte, onde se constatou que seu estado de deterioração era tão grave que clamava por uma restauração completa. Esta foi levada avante graças a um convênio assinado entre a Fundação Santos Dumont, a Helipark, o Comando da Aeronáutica e a Aeronáutica Militar Italiana. Os trabalhos de restauração tiveram início em Abril de 2004 e envolveram uma equipe de doze profissionais. Os dois motores foram recuperados no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). O trabalho com a estrutura concentrou-se nas oficinas da Helipark, visando reconstituir a configuração exata da aeronave até os detalhes, desde o tipo de madeira e de pregos (de cobre e de latão), até ao tom de vermelho da pintura original. Terminado todo o processo de restauração a aeronave foi entregue, no dia 26 de Outubro de 2007, no Helicentro Helipark, em Carapicuíba. O avião foi então requerido pela cidade de Jaú, para exposição em museu aberto, mesmo após ganhar o direito frente ao museu proprietário. Mas a Fundação Santos Dumont cedeu o Jahú por comodato ao Museu TAM na cidade de São Carlos (SP), onde atualmente encontra-se exposto, ficando para a cidade natal do piloto apenas uma réplica. Em fevereiro de 2016, o Museu TAM Asas de um Sonho, que abriga o Jahú e outras aeronaves históricas, suspendeu as atividades e a aero­nave ficará inacessível ao público por tempo indeterminado, até que sejam concluídas as negociações entre os envolvidos para a instalação de um novo museu no Campo de Marte na Capital. Segun­do o professor da USP Fernando Catalano, doutor em engenharia aeronáutica, os motores do avião são os dois últimos remanescentes no mundo.

Por sua vez, o aviador após os momentos do feito histórico, permaneceu recluso em Jaú até o fim da vida e passava bastante tem­po ao lado da família, narrando às crianças as histórias sobre suas aventuras. “Ele se reunia comigo e meus amiguinhos na escada, pa­gava sorvete ou pastel e ficávamos ouvindo extasiados enquanto ele falava sobre a travessia”, lembra o sobrinho Rubens. Em 1947, com 47 anos, o co­mandante morreu na mesma fazen­da em que nasceu. Não se casou e nem teve filhos. “Ele tinha amigos, era simples, próximo da família e se dava com todos”, conta Rubens. “Após a prisão, ele ficou muito tris­te, se isolou no campo”, recorda. Segundo os médicos disseram à fa­mília, as possíveis causas da morte foram um rompimento no baço ou as consequências da malária que contraiu na Africa. Uma música feita para home­nagear Barros e sua equipe, quan­do voltaram da travessia, previa que o Brasil os recolheria “ao seio da história”. Mas a realidade é que, exceto homenagens isoladas, como um mausoléu construído em frente à igreja matriz de Jaú, o comandante e seu feito não têm o devido reconhecimento dos bra­sileiros. Uma das poucas iniciativas de perpetuar a conquista brasileira na memória popular é a lei estadual 9.933/1998, que transformou o 28 de abril no dia de “comemoração e divulgação da travessia do Oceano Atlântico sem escalas”.

Bibliografia:
Barros, José Ribeiro de – História heroica da aviação: reide “Gênova–Santo Amaro”, Museu da Aeronáutica de São Paulo Fundação Santos Dumont SP – 1927/1929

Machado, Gisele e Uliam, Leandro – O voo do João de Barros, Revista APARTES – #19 Câmara Municipal de SP – Abril 2016

Ferraresi, Rogério – O longo voo do Jahú, JÁ Diário Popular #69 – São Paulo Março 1998

Acervo do Museu de Jaú, Acervo de Júlio Cesar Poli, acervo público

UNESP de Araraquara, globo.tv, USP de Piracicaba e Primo Carbonari

Fonte: LAAMARALL

O Núcleo Infantojuvenil de Aviação (NINJA)  e a travessia do Jahú

Em 2017, nos 90 anos do exato dia e horário em que o hidroavião Jahú completou a travessia do Atlântico Sul, a equipe de voluntários do NINJA concluiu - em nossa sede, Colégio Dominique, Ubatuba (SP) - uma atividade com alunos do ensino fundamental sobre esta grande aventura realizada por brasileiros corajosos e determinados.
A ação foi mais um singelo passo para tornar a Sala Gastão Madeira, sede do Núcleo Infantojuvenil de Aviação, num espaço permanente de memória da cultura aeronáutica brasileira, despertando em estudantes e visitantes o interesse pela trajetória daqueles que contribuíram e contribuem para avanços e conquistas tecnológicas extraordinárias.
Sobre o voo do Jahú, em 2014 o NINJA promoveu a mostra “Jahú: Influência de uma Época”, exposição criada pelo pesquisador e colecionador Alexandre Ricardo Baptista que na ocasião nos presenteou com a seguinte frase: "Quero deixar uma semente de contribuição com nossa História para que não caia no esquecimento das gerações futuras.".
Seguindo este pensamento, para rememorar em 2017 a travessia do Atlântico Sul por João Ribeiro de Barros e sua equipe, o NINJA promoveu diversas atividades que incluíram as publicações deste blog; o lançamento do livro "Vou Ali. Já volto", de autoria do voluntário Cesar Rodrigues; atividades lúdicas, palestras e exposições no espaço Memória da Gente, administrado pelo Instituto Salerno-Chieus e o Colégio Dominique.
E assim vamos em frente, conquistando voluntários e apoiadores comprometidos com a história, o presente e o futuro das novas gerações.


Saiba mais: Blog do NINJA de 8/12/13; 24/8/1423/1/1729/1/17; 5/2/17; 2/4/17; 9/4/17; 16/4/17; 23/4/17 e 28/4/17

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sábado, 9 de abril de 2022

FIDAE 2022

Embraer e Exército desenvolvem sistema de vigilância em fronteiras
A Embraer e o Exército Brasileiro assinaram contrato para desenvolvimento e implantação da Fase Dois do Programa Estratégico do Exército para o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON). O anúncio foi realizado durante a FIDAE 2022, evento aeronáutico que ocorre em Santiago, no Chile, desde o dia 5 até 10 de abril. Um dos maiores projetos de vigilância de fronteiras em implantação no planeta, o SISFRON visa proteger as fronteiras do Brasil, cobrindo uma extensão de 16.886 quilômetros, que une o país a dez vizinhos.

Estratégico
“Estamos muito satisfeitos em celebrar o contrato da Fase dois do projeto com a Embraer, dando continuidade à exitosa parceria, com relevantes resultados já comprovados com a implantação da Fase Piloto, complementando as capacidades operacionais no Comando Militar do Oeste”, disse o Chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, General de Exército Guido Amin Naves. “O SISFRON possui alta complexidade tecnológica e cunho estratégico, motivo pelo qual compõe o rol dos projetos estruturantes da Força Terrestre em parceria com a Embraer, no papel de integradora, permitindo dotar o Exército Brasileiro de capacidades para o exercício de sua missão, além de potencializar as ações dos demais entes governamentais na área de fronteira.

Fontes: Embraer e CCOMSEx

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sexta-feira, 8 de abril de 2022

Carreiras na Aviação

Brigadeiro Médica é a primeira oficial-general a assumir cargo na Defesa
A Brigadeiro Médica Ana Paola Brasil Medeiros assumiu, no dia 4 de abril de 2022, a direção do Departamento de Saúde e Assistência Social (DESAS), do Ministério da Defesa. Ela é a primeira oficial-general mulher a ocupar um cargo na pasta. A ascensão do segmento feminino na carreira militar segue os mesmos critérios dos homens e tem sido cada vez maior. Atualmente, as Forças Armadas contam com 35 mil mulheres em suas fileiras.

Carreira
A Brigadeiro Ana Paola é natural da cidade do Rio de Janeiro e ingressou na Força Aérea Brasileira em 20 de setembro de 1993. Durante a carreira, teve passagens importantes, como Comandante do Esquadrão de Saúde da Base Aérea de Porto Velho, Diretora do Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (Imae), Diretora do Hospital de Força Aérea de Brasília (HFAB), entre outras. “Assumir o cargo é um desafio. A gente nunca chega pronta. Vamos aprendendo com o passar do tempo, e isso ocorre em todos os lugares que eu sirvo. É isso que mais me motiva. O nível estratégico de decisão desse cargo exige muito, principalmente, de um trabalho de equipe. Vai ser uma experiência bem interessante trabalhar com as três Forças Armadas”, destacou a militar. O número de mulheres nas Forças Singulares e cada vez maior. Atualmente, na Marinha, elas representam acima de 12,7%; no Exército, 5,7%; e na Força Aérea, 19,7%.

Mulheres nas Forças Armadas
Ainda que seja pioneira na Defesa, a Brigadeiro Ana Paola não é a única oficial-general das Forças Armadas. Em 2012, a Contra-Almirante (Md) Dalva Maria Carvalho Mendes, da Marinha, foi a primeira brasileira a alcançar o generalato. Seis anos depois, em 2018, a Contra-Almirante (EN) Luciana Mascarenhas da Costa Marroni ascendeu, também, ao posto de oficial-general. Em novembro de 2020, a Brigadeiro Médica Carla Lyrio Martins fez história, sendo a primeira militar oficial-general do corpo feminino da Força Aérea Brasileira. Ela, também, foi a primeira mulher a comandar uma organização militar da FAB, em 2015, quando recebeu o comando da Casa Gerontológica Brigadeiro Eduardo Gomes (CGABEG), localizada no Rio de Janeiro (RJ). O Exército formou, em 2021, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), a primeira turma mista, com 391 cadetes, sendo 368 homens e 23 mulheres. A formação de mulheres na linha combatente do Ensino Militar Bélico era inédita.

Fonte: Ministério da Defesa, em www.gov.br

Saiba mais: Blog do NINJA de 29/11/2020.  Acesse aqui 

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quinta-feira, 7 de abril de 2022

Gripen F-39

O primeiro voo dos caças Gripen de série no Brasil
Um percurso de aproximadamente 50 minutos marcou o primeiro voo das duas aeronaves F-39 Gripen na Força Aérea Brasileira (FAB). Os dois aviões multimissão de produção em série, que chegaram ao Brasil no dia 01 de abril, decolaram do Aeroporto de Navegantes (SC), ontem, dia 06 de abril de 2022, rumo ao Centro de Ensaios em Voo, localizado em Gavião Peixoto (SP), onde pilotos de prova da FAB, da Embraer e da Saab executarão testes até que a aeronave receba o certificado militar, que é uma espécie de licença de operação inicial do avião no Brasil.
Para garantir a segurança do voo, as aeronaves passaram ao longo de três dias, por uma série de procedimentos, como a instalação do assento ejetável e do kit de sobrevivência, além do abastecimento e do preparo para acionamento em solo. Para a fase de decolagem, a operação também contou com a atuação do Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3°/8º GAV) - Esquadrão Puma e do Quinto Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (5°/8° GAV) - Esquadrão Pantera, por meio das aeronaves H-36 Caracal e H-60L Black Hawk, respectivamente, que foram escaladas para prestar apoio à operação.

Pilotos
As aeronaves foram conduzidas pelos pilotos Tenente-Coronel Aviador Cristiano de Oliveira Peres e Major Aviador Abdon de Rezende Vasconcelos, que desde 2020 participaram de treinamentos, inclusive na Suécia, para estarem aptos para o voo histórico. O Tenente-Coronel Cristiano, que foi o comandante da missão, explicou que, apesar de parecer um voo relativamente simples, foi realizado um detalhado planejamento da rota e do combustível, bem como a seleção de todas as alternativas para o caso de uma emergência. Após isso, essa rota foi inserida no simulador de voo e os pilotos da missão puderam voá-la. O Oficial ainda destacou a honra que é estar nesse projeto. “Para mim, como piloto de caça, é uma satisfação muito grande poder liderar a primeira formação de gripens no Brasil. Eu diria que vai voar na minha ala não apenas o Major Abdon, mas todos aqueles que trabalham, desde 2014, para a concepção desse projeto grandioso para a Força Aérea Brasileira”, disse.

Sucesso
O Gerente do Projeto F-X2 na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Coronel Claucio Oliveira Marques, pontuou que a missão foi um desafio, mas um verdadeiro sucesso. "Foram muitas coordenações para que tudo ocorresse bem, não só da FAB, mas também de outros órgãos, como a Prefeitura Municipal de Navegantes, Polícia Militar, Polícia Federal, Receita Federal, Bombeiros Voluntários, CCR Aeroportos, Bombeiros de Aeródromo, Guarda Municipal, Portonave, e a própria Saab, dentre outros. Foram muitas pessoas e muitas Organizações envolvidas para que isso pudesse acontecer. Aproveitamos a oportunidade para externar os agradecimentos a todos que participaram e contribuíram para o sucesso da missão", ressaltou.

Agradecimento
Por fim, o Presidente da COPAC, Brigadeiro do Ar Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues, também agradeceu às 154 pessoas envolvidas em algum momento da operação. "Todos trabalharam arduamente, tanto nesse período em que estivemos aqui em Navegantes, como também no planejamento da missão, desde o desembarque das aeronaves no Porto até o momento da decolagem em Navegantes e o pouso em Gavião Peixoto. Tudo ocorreu exatamente como planejado graças à dedicação de todos", concluiu o Oficial-General.

Fotos: Sargento Müller Marin / CECOMSAER

Fonte: FAB

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quarta-feira, 6 de abril de 2022

Gripen F-39

Chegam ao Brasil os dois primeiros caças Gripen F-39 de produção seriada
Uma nova era para a Defesa Aérea brasileira, especialmente para a Aviação de Caça, foi iniciada no dia 01 de abril de 2022, com a chegada ao Brasil das duas primeiras aeronaves de produção em série F-39 Gripen, enviadas de Norrköping, na Suécia.
As duas unidades do modelo multimissão chegaram às 22 horas ao Porto de Navegantes, em Santa Catarina (SC), transportadas em um navio.
Na madrugada do domingo (03/04), as aeronaves foram conduzidas até o Aeroporto de Navegantes, pelas ruas da cidade, em um trajeto de aproximadamente dois quilômetros. Neste trecho, vários aspectos foram observados, entre eles, a logística e a segurança com a atuação de profissionais especializados, compostos por militares dos Grupos de Segurança e Defesa (GSD) de Florianópolis (SC), Canoas (RS) e Santa Maria (RS), dentre diversas outras Organizações Militares da Força Aérea Brasileira (FAB), além da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), Guarda Municipal de Navegantes e Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC). Também participaram da missão a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), a Prefeitura Municipal de Navegantes, Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (NAVETRAN) e Receita Federal.

Preparo para acionamento
No hangar, as aeronaves passarão por uma série de procedimentos, como a instalação do assento ejetável e do kit de sobrevivência, nalém do abastecimento e do preparo para acionamento em solo. Dessa forma, as aeronaves estarão prontas para a decolagem até o Centro de Ensaios em Voo, localizado em Gavião Peixoto (SP), onde pilotos de prova da FAB, da Embraer e da Saab executarão ensaios em voo até que a aeronave receba o certificado militar, que é uma espécie de licença de operação inicial do avião. O Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), Brigadeiro do Ar Antonio Luiz Godoy Soares Mioni Rodrigues, que é coordenador da missão, destacou que a chegada das aeronaves marca a conclusão de mais uma etapa do Projeto Gripen. "De fato, o Gripen é um diferencial. A aeronave é um game changer quando empregada em um cenário operacional com a junção de outras ferramentas como os mísseis IRIS-T e Meteor, tornando, nesse contexto, a Força Aérea Brasileira ainda mais bem equipada", pontuou o Oficial-General.

F-39 Gripen
O Gripen é conhecido pela sua eficiência, baixo custo de operação, elevada disponibilidade e capacidade tecnológica avançada. Em várias Forças Aéreas no mundo é o vetor responsável pela soberania e proteção dessas nações, nas 24 horas do dia, assim como faz missões de policiamento aéreo em algumas regiões críticas. A sua entrada em serviço trará um importante salto qualitativo e tecnológico, com alguns dos recursos embarcados até então inéditos para a FAB, sendo esta pioneira na operação da versão de dois assentos, o Gripen F, desenvolvido conjuntamente pelo Brasil e pela Suécia. 

Fonte: FAB, em 05/04/2022

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terça-feira, 5 de abril de 2022

FIDAE 2022

Esquadrilha da Fumaça se apresentará na FIDAE 2022, no Chile
O Esquadrão de Demonstração da Força Aérea Brasileira (FAB), conhecido como Esquadrilha da Fumaça, confirmou sua apresentação na vigésima segunda edição da Feira Internacional do Ar e do Espaço, FIDAE, que terá lugar de 5 a 10 de abril de 2022, no Chile. Com mais de 70 anos de história, o time acrobático realiza, desde o ano de 2015, suas acrobacias a bordo do avião A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer e que representa o começo de uma nova era caracterizada pela inovação e progresso, por ser uma aeronave turboélice de treinamento avançado, que incorpora os últimos avanços em aviônica. “Regressar às demonstrações aéreas no Brasil e participar de uma importante feira internacional como a FIDAE, no Chile, é iniciar o ano cumprindo a missão da Esquadrilha da Fumaça de promover a Força Aérea Brasileira entre sua gente e fortalecer os laços com nossos vizinhos. As manifestações no território nacional e o intercâmbio de experiências com esquadrões de demonstração de outros países são de suma importância para a FAB e para a Fumaça”, assinalou o Tenente Coronel Daniel Garcia Pereira, comandante da Esquadrilha da Fumaça em seu sítio na Web.

Recorde mundial
A Esquadrilha conta com 55 acrobacias de alto rendimento, que lhe permitiu, em 2006, obter o recorde mundial na especialidade de voo de dorso, voando com 12 aviões. Com mais de 3.900 demonstrações realizadas no Brasil e no exterior, a Esquadrilha da Fumaça, composta por 14 pilotos altamente capacitados e qualificados já realizou demonstrações aéreas na Alemanha, Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Egito, Equador, Estados Unidos, França, Guatemala, Guiana, Honduras, Inglaterra, Panamá, Paraguai, Perú, Portugal, República Dominicana, Suriname, Uruguai e Venezuela.

Texto original: Pamela Johnson, FIDAE

Tradução: NINJA

Fonte: Força Aérea do Chile

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segunda-feira, 4 de abril de 2022

Concurso para EPCAR

FAB abre vagas na EPCAR para jovens com ensino fundamental
Inscrições a partir de hoje (4/4/2022) até o dia 20 de abril

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou as Instruções Específicas para o Exame de Admissão ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR) para o ano de 2023, realizado na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG). Para este certame serão disponibilizadas 130 vagas, sendo 110 para o sexo masculino e 20 para o sexo feminino. As inscrições terão início hoje, dia 4 de abril, às 10 horas e terminarão às 9 horas do dia 20 de abril de 2022, no horário de Brasília, e poderão ser feitas por meio do site da FAB. A taxa de inscrição é de R$ 80,00.

De 14 a 19 anos
Para participar da seleção, o candidato deve ser voluntário e cumprir todas as exigências previstas nas Instruções Específicas. Para ser habilitado à matrícula no curso, não poderá possuir menos de 14 nem completar 19 anos de idade até o dia 31 de dezembro de 2022 e ter concluído o Ensino Fundamental do Sistema Nacional de Ensino.

Provas
O processo seletivo é composto de provas escritas de língua portuguesa, matemática, língua inglesa e redação, além de inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico, procedimento de heteroidentificação complementar (para candidatos negros que optarem pelo sistema de reserva de vagas) e validação documental. As provas escritas ocorrerão no dia 03/07/2022. 

CPCAR
O CPCAR destina-se a preparar jovens para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores (CFOAV) da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP). O curso terá duração de três anos. 

Detalhes CPCAR 2023: Acesse aqui 

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domingo, 3 de abril de 2022

Especial de Domingo

No portal do INCAER (Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica) há o título Efemérides, que resgata fatos da História da Aeronáutica Brasileira. Nos acontecimentos relacionados no mês de abril, encontramos o registro de 3/4/1934: Pelo Decreto Estadual nº 6.375, foi criado, em São Paulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que realizou estudos sobre madeiras para a Aviação e construiu alguns protótipos de aviões e motores. Brindando a data, selecionamos, novamente, mais um texto do livro "Vencendo o Azul", de João Alexandre Viégas, que apresenta, também, as ações que consolidaram os alicerces do instituto muito antes da publicação do decreto de criação.
Boa leitura!
Bom domingo!

O IPT NA AVIAÇÃO
Em 1894, era fundada a Escola Politécnica, em São Paulo, uma das primeiras escolas de engenharia do país. Desde 1891, o Congresso Legislativo do Estado registrava projetos de lei prevendo a criação de uma escola de engenharia. Em 1892, o então presidente da Câmara dos Deputados do Estado e futuro diretor da Escola, Antônio Francisco de Paula Souza, apresentava um projeto dispondo sobre a criação do Instituto Politécnico.
Francisco de Paula Souza - Fundador da Escola Politécnica - SP

A República havia sido proclamada. O país vivia um processo constituinte que desaguaria no estabelecimento do regime federativo e numa fase de grande autonomia dos estados. São Paulo vivia uma expansão acentuada da lavoura do café. Ferrovias atingiam regiões cafeeiras distantes da Capital, enquanto esta sofria um processo acelerado de urbanização.

No entanto, o país importava a maioria dos bens que consumia, deixando inexploradas as imensas riquezas naturais que já sabia possuir. Contra esse estado de letargia e indigência intelectual, pronunciavam-se algumas lideranças que identificavam na industrialização e no desenvolvimento técnico as forças capazes de promover o desenvolvimento econômico. Entre esses homens figurava Paula Souza.

Em 1894, por ocasião da solenidade de criação da Escola Politécnica, Paula Souza revelava seu pensamento industrialista:

“Se os conhecimentos matemáticos e técnicos fossem mais divulgados entre nós, como o são os das ciências sociais e jurídicas, não assistiríamos hoje a essa curiosa anomalia de ver aquele mesmo povo que tão sábio quão pacificamente resolve os mais difíceis problemas sociais e políticos, como o da abolição da escravidão em 1889, importar os gêneros mais indispensáveis à vida, e até recorrer à industria estrangeira para obtenção dos mais simples artefatos e aparelhos necessários à defesa da Pátria, ameaçada de ruína e devastação.”

E ele continua:

“Sim senhores, se fossem comezinhos ao nosso povo os conhecimentos técnicos, teríamos, graças à reconhecida inteligência e natural perspicácia dos filhos desta terra, uma indústria variada, próspera e bem dirigida. Essas riquezas fabulosas, que existem ocultas no solo e subsolo, nas nossas extensas matas e campos, nos nossos caudalosos rios e impetuosos ribeiros, seriam convenientemente aproveitadas, em nosso lar encontraríamos facilmente o que hoje, com grande dispêndio necessitamos importar do estrangeiro!”

Cinco anos decorridos da fundação da Escola, nela surgia o Gabinete da Resistência de Materiais, origem do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo – IPT, uma das mais importantes instituições de pesquisa do país.

Em seus primeiros anos de existência, o Gabinete dedicou-se ao ensaio de materiais, especialmente daqueles voltados para a construção civil, tais como o cimento, os materiais cerâmicos e madeiras. De 1927, quando começaram a serem editados os boletins técnicos do IPT, até 1936, a maioria das publicações da instituição tratava de ensaios de materiais para a construção civil.

Em 1926 o Gabinete transformou-se em Laboratório de Ensaio de Materiais, perdendo sua feição essencialmente didática para aproximar-se da fisionomia de uma instituição de pesquisas.
O grande salão de máquinas do IPT

Quatro anos mais tarde era criada a Seção de Madeiras, com o objetivo de realizar estudos sistemáticos sobre as características físicas e mecânicas de nossas essências florestais. Até fins de 1933 já haviam sido estudadas cerca de 40 espécies e desse trabalho resultavam algumas aplicações, tais como produção de tacos e vernizes, além de madeira para emprego aeronáutico, em especial na construção de planadores.

Em 1934, era publicado o boletim técnico “Emprego de madeiras nacionais em aviação”, também apresentado ao 1º Congresso Nacional da Aeronáutica, de autoria de Frederico Brotero. Dirigindo a Seção de Madeiras do IPT, o interesse de Brotero pela aviação foi suscitado pela busca de aplicações para as madeiras brasileiras. No princípio da década de 30, a maioria das estruturas de aeronaves era de madeira. Brotero tornou-se conhecido nos meios técnicos pelo estudo de freijó, uma espécie que combinava pouco peso e grande resistência, característica que o tornava interessante para o emprego aeronáutico.

Gradativamente, o Instituto passou a se constituir numa referência necessária para todos quantos se interessavam pelo desenvolvimento da indústria aeronáutica no país. O envolvimento de Brotero pela aviação crescia constantemente.

Em 1938, ele uniu-se a Orthon Hoover para projetar uma aeronave de estrutura de madeira, para uma pessoa. O primeiro dos quatro protótipos de aeronave foi construído na Escola Politécnica e terminado em Rio Claro, ficando conhecido como Bichinho de Rio Claro.
IPT Bichinho exposto no Museu Aeroespacial

Hoover na aeronave Bichinho, projetada e construída no IPT

Mais tarde ganhou a denominação IPT-0. O aparelho trazia algumas inovações, entre elas asas dotadas de passagens aerodinâmicas hiper-sustentadoras no bordo de ataque. Esse modelo de asa passou a se constituir numa característica dos aviões do IPT.

O protótipo inicial foi dotado de um motor de 60 cavalos, importado. As nervuras das asas e da fuselagem eram de freijó. A cobertura era de contra-placado fabricado pela IPT. Em 1943, o IPT realizou um novo projeto da aeronave, para que ela pudesse contar com motores mais possantes de, respectivamente, 65, 75 e 80 cavalos. Foram então construídos no IPT outros três aparelhos. Todas aeronaves apresentavam excelentes condições de voo, e em 1940, Clay Presgrave do Amaral dava início às atividades aeronáuticas da Seção de Madeiras, dirigida por Brotero. Em 1948, a Seção de Aeronáutica foi elevada à condição de Divisão de Aeronáutica do IPT.
Oficina Aeronáutica do IPT

O primeiro projeto de aeronave, desenvolvido pela Seção de Aeronáutica do IPT, foi o de um planador para instrução primária, registrando como IPT-1 e batizado Gafanhoto. O aparelho era um monoplano de asa alta, de um lugar com revestimento de contra-placado fabricado pelo IPT. Visava o treinamento de pilotos e podia realizar voos de pequeno alcance. O meio de lançamento era o reboque de automóvel. Foi construído um protótipo, e o IPT publicou um folheto contendo instruções e desenhos técnicos para sua construção, tornando-os de domínio público. Os projetistas pretendiam “eliminar de forma mais completa possível materiais de importação”.
Planador Gafanhoto

Os planadores haviam sofrido um grande desenvolvimento na Alemanha, que os utilizara para contornar as restrições do Tratado de Versalhes que a proibia de manter uma força aérea. Nessa época, os planadores comumente utilizados no Brasil para instrução primária eram de fabricação alemã. Em 1937, o IPT iniciou a fabricação experimental de contra-placados, valendo-se de uma prensa improvisada. O material empregava pinho do Paraná e foi utilizado na construção, em 1938, do aparelho Bichinho. Tendo em vista os bons resultados apresentados e a existência de mercado, até então suprido por importações, o IPT instalou uma pequena unidade para produção de contra-placados, que começou a operar em fins de 1940.

O interesse do IPT pelo emprego de madeiras em aviação acontecia num momento em que a tendência mundial da tecnologia aeronáutica era a substituição da madeira por materiais metálicos. O Brasil ainda não contava com a grande siderurgia, nem com a produção de alumínio e dispunha de um parque metalúrgico bastante limitado. Por essa razão, Brotero defendia a continuidade das pesquisas aeronáuticas com madeira, que acreditava ser o único material de que o país poderia dispor para a construção aeronáutica durante algum tempo.

O planador IPT-2, batizado Aratinga, foi projetado para o treinamento primário de pilotos. Um único protótipo chegou a ser construído e voou, pela primeira vez, em julho de 1942. Era um aparelho de um único lugar, estrutura de madeira e cobertura de contra-placado fabricado pelo próprio IPT .
Planador Aratinga

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas constituiu-se na base técnica sobre a qual surgiu a Companhia Aeronáutica Paulista. O Instituto concebeu duas aeronaves que vieram a ser fabricadas em série por essa empresa, além de projetar a famosa aeronave Paulistinha, uma cópia de um modelo norte-americano.
EAY 201 - Precursora do Paulistinha

O planador IPT-3, denominado Saracura, foi uma dessas aeronaves. Cópia do aparelho alemão Zoegling, a aeronave era destinada ao treinamento primário de pilotos. O IPT-3 voou pela primeira vez em setembro de 1942. Era um modelo simples, de estrutura de madeira e fácil manejo.
Planador Saracura

O IPT-4 foi projetado por Clay Presgrave do Amaral. Era um monomotor de asa baixa, para treinamento de pilotos. A estrutura era de madeira, com coberturas de chapas de contra-placado e tela. Era dotado de um motor norte-americano Franklin, de 90 cavalos. Clay do Amaral fez parte da primeira diretoria da Companhia Aeronáutica Paulista, e o IPT-4 tornou-se o CAP-1, denominado Planalto. Uma pequena série do avião foi fabricada pela empresa.
Aeronave Planalto

O modelo IPT-5, designado Jaraguá, era um planador experimental de dois lugares, de duplo comando, asas alongadas e de concepção moderna para a época. Voou pela primeira vez no final de 1941.
O modelo IPT-6, designado Stratus, foi projetado por João Lepper. Era um planador experimental, de competição, e voou pela primeira vez em 1944.

O protótipo IPT-7, designado Junior, foi projetado no início de 1945. Era um monomotor de dois lugares, estrutura de freijó, cobertura de contra-placado e tela plástica e motor Franklin norte-americano de 65 cavalos. Apenas o protótipo foi construído, chegando a ser homologado.
Protótipo do IPT-7/Junior

O IPT projetou ainda outras aeronaves, designadas pelos números 8, 9, 10, 11 e 15 mas que jamais chegaram a ser construídas.

O IPT-12, denominado Caboré, era um planador de alto rendimento, de uso esportivo.

O IPT-13 era um avião monomotor de dois lugares, de asa baixa, estrutura de freijó e cobertura de contra-placado de pinho, dotado de um motor Continental de 75 cavalos. Projetado, em 1949, por Silvio de Oliveira, apenas um protótipo foi construído e voou ao longo de cinco anos.

O modelo denominado IPT-14 era um planador de instrução de dois lugares. Ambos foram construídos e voaram durante alguns anos.

Anos mais tarde, no pós guerra, com o encerramento das atividades da CAP e de outras indústrias aeronáuticas, o IPT perdia o mercado para os projetos que desenvolvia. A Divisão de Aeronáutica realizava ensaios e projetos de aeronaves, buscando manter a equipe de técnicos no Instituto. Apesar de sua experiência, o grupo não foi absorvido pelo CTA e gradativamente o IPT abandonou as atividades aeronáuticas.

Os dois últimos projetos realizados pelo Instituto também não chegaram à produção industrial. O IPT-16 foi projetado por Joseph Kovacs e Silvio de Oliveira e era um avião monomotor, de um lugar, estrutura de madeira e motor Hirt de 160 cavalos. Começou a ser construído em 1949 e foi concluído apenas dez anos mais tarde, voando em setembro de 1959. Denominada Surubim, a aeronave tinha um excelente desempenho.

O IPT-17, último projeto realizado pelo Instituto, era um planador de um lugar, de estrutura de freijó e asas de perfil laminar. Apenas o protótipo foi construído e voou em 1960.

A Segunda Guerra Mundial assinala um período de crescimento da indústria aeronáutica no país. Foi também o momento mais significativo da trajetória do IPT na área aeronáutica, quando o Instituto projetou aeronaves que chegaram à produção em série, e quando registrou-se uma certa articulação entre a atividade de pesquisa e o processo industrial. Diversos protótipos projetados e construídos pelo IPT voaram anos seguidos, demonstrando a qualidade dos trabalhos que se realizavam no Instituto.

Fonte: Museutec / Vencendo o Azul

Saiba mais: www.ipt.br

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sábado, 2 de abril de 2022

FAB em Destaque

Revista eletrônica mostra os últimos fatos na Força Aérea
A edição da revista eletrônica FAB EM DESTAQUE, de 01 de abril de 2022, traz as principais notícias da Força Aérea Brasileira (FAB), de 25/03 a 31/03/22. Entre elas, a cerimônia em homenagem ao Dia do Especialista de Aeronáutica, que aconteceu no Rio de Janeiro (RJ). No mesmo evento, aconteceu a entrega dos novos KC-390 Millennium ao Esquadrão Gordo. Outro destaque foi a transmissão de Comandante do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). O programa apresenta, também, matéria sobre a participação da FAB no Exercício Viking 22, maior exercício multifuncional voltado para operações de paz do mundo.

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sexta-feira, 1 de abril de 2022

FIDAE 2022

Embraer mostrará KC-390 e Super Tucano em feira de aviação no Chile
A Embraer promoverá seu portfólio completo de produtos e soluções para os mercados de defesa e segurança na edição 2022 da FIDAE (Feria Internacional del Aire y del Espacio), que ocorrerá de 5 a 10 de abril de 2022, no Aeroporto Internacional Arturo Merino Benítez, em Santiago, no Chile. Estarão em exposição estática a aeronave multimissão KC-390 Millennium, da Força Aérea Brasileira (FAB), e o turboélice de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano, da Força Aérea do Chile (FACh). 

Cargueiro KC-390
A aeronave KC-390 Millennium está em operação na FAB desde 2019, período em que vem demonstrando sua capacidade operacional, confiabilidade e desempenho em missões no Brasil e no exterior, podendo ser rapidamente disponibilizada para responder a situações emergenciais e humanitárias e já foi selecionada por duas nações da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte): Portugal e Hungria.

Super Tucano A-29
Robusto e versátil, o A-29 pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância, interceptação aérea e contra insurgência. A aeronave foi selecionada por mais de 15 forças aéreas em todo o mundo, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), além de países da América Latina, incluindo Brasil, Chile, Colômbia, Equador e República Dominicana.

Radares
Responsável pela implantação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON) do Exército Brasileiro, projeto de vigilância de fronteiras, a Embraer também promoverá a área de radares e sistemas terrestres, na qual oferece equipamentos como o SABER M60, radar para aplicações de vigilância e defesa aérea de baixa altitude, e o SABER M200 VIGILANTE, radar de vigilância e alerta aéreo antecipado.

Empresas coligadas
Entre as coligadas da Embraer Defesa e Segurança, estarão representadas no evento Atech, Visiona Tecnologia Espacial e Tempest Security Intelligence. Com expertise única em engenharia de sistemas e tecnologias de consciência situacional e suporte à tomada de decisão, a Atech atua no desenvolvimento de soluções inovadoras com aplicações em sistemas de comando e controle, embarcados, segurança cibernética, gerenciamento de tráfego aéreo, conexões inteligentes, sistemas de instrumentação e controle, simuladores e logística. A Visiona, joint-venture entre Embraer Defesa & Segurança e Telebras, tem foco na integração de sistemas espaciais, além de fornecer produtos e serviços de Sensoriamento Remoto e Telecomunicações por satélite. A empresa foi responsável pelo Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), lançado em 2017 e, atualmente, gerencia o programa do primeiro satélite projetado integralmente pela indústria nacional, o VCUB1. A Tempest Security Intelligence é uma empresa brasileira com atuação global. É a maior companhia brasileira especializada em cibersegurança e prevenção a fraudes digitais.

Fonte: Embraer, em 31/03/2022

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